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Wu.

Harry G. West

Kupilikula
O Poder e o Invisível
em Mueda, Moçambique
Baseado numa fnvesügaçõa
realizada em colaboração com
Marcos Agostinho Mandumbwe
e com a assistência de
Eusébio Tíssa Kairo
e Felista Elias Mkaima

Imprensa
de Ciências
Soc1a1s
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Dedicada à mamária de
CDI: 39813679) MariaCarmim Agosánho Mandumbwe

Timioaágimkw WWWIWMÂKMMW
ümmd by m: mami; nfin ?1235. Chicago, Iílismís. LISA
a:: 2005by The uma), quhiczgm m¡ 53h15 med
Tmúgân: Munch Rod-1:
Maíra Mafra* Join &manada;

à da Cíñxíau Saami.
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@lamprka não radu
_ &mão; Manuel amis?“
WEWÉHM “Maga 6mm ,a “seu
í _ , ?tem M 2395?st
*' WWW: Setembro da:: 2099
Índice
Agradecimentos . . . . . . . . . . . .
Prólogo: Provas imateriais. * . . .
I U I il I I Ir i I | Í Í! Í l l i LI I l 'l l

Pal-tel!vwlollltlwlgrntlnillio¡ o n n o QO¡ ü o o a ~ QUI-tilõíilll;li

Capítulol
O povoamenta do planalto de Maeda e a criação
dosmacondesiillIIIIIQÍIÍIIIÍÍQÍIIUÍDIÍÍÍUÍIÍÚÍÍílVCIII

Capímlo 2
Provocação e autoridade, dissidência e solidariedade. . . à . . . . . . . 71

Capítulo 3
Carne, pode; e satisfação dos apetitcs. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ; . . 79

Capítulo 4 _
n n a o o n o o na :six-7a ?savana .VL-ih¡ to o In I

Capítulo5 .
ViSõcsquÊCllram.-...s...., - - o e u - tovqukktxgsgllilláhl¡ll-Í!li..

Capítuloõ
vim. Guamssores?ÔQÍi.ÍiItiâIIÓÓÉÍÍ!';LÍLL'ÁÍ'Lvl-.IÍ;iÍÍ.ÍÍ5109

Capítulo7 , ,
CaneirascomplicadaS¡IQ-notçga¡tlligsililbiliiñ›.s~gccudo
uic115

Capítulo 8 , ,
Feitiçan'a de construção. .. . . . . . ; . .. . r. .;. . . . . . .. . . ,129
,... ..-~ ""'439
ParteIIH., t_ à _

a ' , _ . . n4.¡... . q a . u ..n.....


'' ' - - a . . _ 147
Canquístadores Imagina

Capítula 10
. . . . 1.__161
Cansumir o trabalho e os seus produtos . . . . . . . . . . . .
Capítulo 11
O cristianismo c a tradição macondc - - - - - - - - ° t ° - › a - - - - a . . . . . 175

Capítulü 12
Conversa c canvarsão . u . - - - › - - - › - - ~ › - - v o - - - - u - e - - . .s . . .1 189

Capítulo 13
¡,u c mn a t '- em IN¡ d n ñ I à* Í' Õ 'l' 1 *5'* É ¡ ' i Í * I a

Capítulo 14
Gente da noite . . . . . . . . . . . . .. ,. . .. . . . r r 207

Capítulo 15
Jogos mortíferos de esconde-ascende . . . . . . . . . . . . ~ 221
Capítulo 16
RCVQIHÇaogüênciacfeítiçaria. . . . . . . .... .. .,..HMHZM
Capítulo 17
Rccscrevendo a paisagem . . . .
249
:capítqu 18
r com“Bali' zaçaü
~ da femç
. . m'ia, __ _ _ _ __ . . _ * d _ _ i _i H M w¡ .261

gapímlo 19
utodefcsa e '
e
nnquc umento pessoa]
D

V . ,É , _. 269
ParteIH.... . . . . . . . . . . . . . . . . ............. . . . . . . , g . ..,283

Capítulo 20
O “ressurgimento da maldição» . . . . . . . . . . . . . . ú . .. . . . . . . . . . . . . . 287

Capímlo 21
A reforma neoliberal e a tradição moçambicana. . . .A . . . . . . . . . . . 295

Capítulo 22 à
Um reconhecimento limitado .. .. .í. . .. .. . . . ..303

Capítulo 23
Transccndendo as tradições . . . . . . . . . . . . . _ . * . . . . . . , . . . . . . . . . 323

Capítulo 24
Sabcrcsinccrtos...,. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .¡........337

Capítulo 25
A sociedade íncivil do pós-guerra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 347

Capítulo 26
DemacraiiZação e/do uso da força . . . . . . . . . ., . . . . . . . . . . . . . . . . ,355

Capítulo 27
Govcmando na penumbra . É . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . i . 365

Capítulo 28 _
Reforma constitucional c suspelta perpétua . . . . . . . . . . . . ... . . . . . 373
. . 385
Epílogo: Linhas de sucessão. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Bíblícgrafia . . . . . . . . . . _ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 393
. . . . . 419
Indice remissivo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . *
W-_“ &Pra-..lnva ..a-_w

Agradecimentos
O presente livro é &uto de um projecto que me ocupou dumnte mais
de 'uma década, em que tive a imensa sorte de trabalhar na companhia
de muitas pessoas de talento e generosas. Na verdade, o imentário dos
muitos individuos e instimições que me. auxiliam neste projecto é
uma, expeáência inspiradora de verdadeira humildade.
Ú Land Tennis: Center da Universidade dc Wisconsin-Madison pro»
porcionouume as oportunidades e os ::cursos financeiros necessários,
quando concluí a minha licenciatura e efêctuei Banidos de campo pre-
liminares em Moçambique. A investigação para a minha dissertação foi
ñnanciada pelo Fulbright-Hays Doctum] Dissertation Research Ahmad
Fellowship Program, o Jennings Randoíph Peace Scholar Dissertation
Fellowship Program do Institute of Peace dos Estados Unidos da
América e o Dissertation Fieldwork Giants Program da chncr~Grcn
Foundation Ear Anthropologícal Research. Uma bolsa da Fundação
Calouste Gulbenkian financiou a investigação arquívístíca em Lisboa.
Rsccbi um apoio suplementar, sob a forma de uma bolsa de dissertação
de doutoramento Charlotte W Newcombe (administrada pela
Woodrow 'Wilson National Fellowship Foundation) e de uma bolsa do
Institute for the Study of World Politics, quando escrevi a minha dis“
sertação como associado do Carter G. Woodmn Instith na Uni~
versidadc da Virgínia. Outras pesquisas de campo no planalto de Moeda
foram financiadas pelo Economic «and Social Research Council (Reino
Unido) c pela British Academy. Uma bolsa do American Council of
Learned Socicties/Social Science Research Council¡National
Endowmcnt for the Humanitíes International and Area Studies., fuma»
mente com uma bolsa de pós-doutoramento do Program in Agrarias
Studies da Universidade de Yale, criaram as condições ñnanceiras e o
ambiente intelectual propícios â produção do manuscrito. A School of

13
WH“.WEWWMF-

WM
K l¡

Oriental and Afncan' studies (Univemldadc d“ um“” da““ apoia


- do Final' . . O contributa dc Marcus Agostinhc Maumíumbw:1 Eusébio 'Essa
Kain: e Mista Elias Mkaima pm: este trabalho é demasiada grande para
màüçrmbm dO FUIbngdeht'Hay s' Em- mimo ' Em Mag”“biq“E,
dos afiadas Unida; e ser munhccíàu apenas nestes agradecimentos; as xfcréncias que lhes
. sem¡ Infhmaçifü
lo Gabgeãnãonumçêmm Pmpcrclonou-mc tamêêm um um:: são feitas nas página da presente Em. e na página de msm, falam por
Mapumv _ logística_ os Departamentos de Antropologna e de Hindu¡a sí mesmas. Eles não só me guiarám no percurso até â candusâc¡ deste
:ante am“: MMO Mondlane &ax-am os meus anfitriões mais pmietto, como também a abraçaram como a: fosse seu. Além disso,
da 1nng As dewçaes dos Arquivas do Património cmm; partilharam comigo m aicgzias. :speunças e mágoas que àmminavam
em! AÊÇÊCQÇãD áos Cambatentes da Luta dc Madona; em as, sms vidas c cmnpattilhamm ;mudas que &emmímwm a minha. As
suas famílias amam a minha, e a minha a deka, o que dcu origem
;321,3 ;Militar-.am o mtu uahalho em Cabo Delgada, m íden ' a um númcm cada vez maior de homónímm na guaán mais recente.
colabamçãa foi 6:11:11¡an Em:: as memórias qu: m: sã:: mais queridas ñguram as tempos que
mm as suas fileiras, algumas pessaas mia
No ptmlw de Maeda, Fui #Machu _Imã só Pdf” serviço: da mm eles passei, panílhandn alimentos c cmversando no ñml de um
g-s 613mm:: de Mm
Mminismçãu Disan c do pamdo Frehmo'n das Nações um“
dita mu terrena». Agadcuçths 0 mmpanháúsmo duram: as muitas.
Maidumb: c Nangaâe, mas também pela Mimo mas em qu: mbaihámm 211mm.
a da 015m
em Moçambiqu: (Dnumoz). ?ele ¡amicch fic Cabo Deâgad A.; famílias que nos acde nas várias aldeias do planalto onde
m ¡Mam ma! SIL de Maeda a pa¡ ?mem invrsligação. e as pesam :um quem Mimos e interagimos de
UK. pelas dimmm da preste
outras formas sic: demasiado mmma para as numcar aqui, mas as
missão unifica dae Nang'oiulm nomes de muita; delas $553 mamada; :a longa da mao. De qual-
. deseja um
Embm tenha «cabide :pain de inúmeras meu
MW quer madmagradcçnamúüpotmmpcnniúdDWWMapm»
aquelas que mais contribuíram para u meu prpiocto;lutam
José Artur, joãu Baptist a Cosme , Memo Batxmç . Tm Bag, dm mn das.
Maria Purñmqmumammrâmhhwópñzw~MkMTmm
jam
joio Paulo Bargcs Cociim, Margaret Bothii. uma Bram, !mm Denny. Paul. Amy e Mai: - pda mas muitas mifestnçôes da
joao
3mm. padrc João anninks. Pamcía Brixton. jusaé Luís Cahaçol arguth c mafiança cm mim; c à :rainha campanheàm Caim-im. pá¡
Carrilho. Isabní Casimiro, Svcn Cawie'y. irmã Rosa Carl¡ CW?, mpuíência.ú1ccmucm.wckemmnfumnm
Adiado Chiiundo. Amanda Coleman, Chris Calvin. John (Jammil
Rafael da Concciçã'n, Margot Dias, Num Domingos, Elizabeth Brand: Dita
Dymn, Matthew Engclke. Ãngclo chanáes, Richard Ham.
Cuthbert. Cm¡ Grecnhouse. Patty Gmbb, David Hbdgtã. bmw Foram Mlmmmdevááamdxmdnpm
¡klbsg Alcinda Honwana, Sharan Hutúinson. José Kathupa, Shen!? ãmnmmigmsegnmmmhpâcmnñmdmahndofpcurÊSm
Khaôtm. Scan Klmôcxjenson, Catherine bmncc. Bcniie c anDivmuanmambqwãUmpcúaçndcmnmmde
1m, Óscar ümbombc. Marotlim Liphoía. Ana Lnform Nm* M?Ammwwmnhsmiwaf
anmi. Tracy Landim Luís Madureira, Adriano Maiachc, Ki!! 34a af" Í &1996); 2761,01¡ ::o-:mm mm Gm
Manancial. mma Massiette, Aguia: Mmla, Ambuguy Muay: mwuym;ümndcsmmmmdmmaícmmúmz
Em Menna. I.er Mmaâa, Radial Mpachuka. Estêvão Mpakm gammnpnmmmmmwmbwimmm
”a" Em Padre Mais. Rafaçl ?têm MW, padre tw¡ e (amam sir: twtruçâü: pode!, mpermçz c msptita no
Grega!? MYEm António Natividade. Maria Luísa Naum. Mame de WE. (Subaru JM Afirma; 37, nf' M7
m ”gh me“ Ns'mngâ. Severina Ngolc. Fernanda Nkummbo' (199?): SiS-6%; _mm zmgiñwl u um my undtí' teimam nf
mundo ?Minufpm chcrah PQQIÇ! Rodrigues @Edith mandaumünthchíucâaphlm- ¡Estevmmimniüém
v (Em mma, Camitia Roman, Todd Sanders. MM"? no? Bmw da «Rm da: poda e ;mandada m phmim da:
MLM ii Mm Afirma 24. nf 1 um:: 141-169;
WW** F“_SRMJsm sem, David Smith, Lais Wmmm-
M E da¡ kim anónimos,
33

14
Mãos“

mm“. _
mi“ Bauman). Fm en _ @Heminñmàshcsúlí-
na::me para o miami.

cum dipãomzcia e bom hum


or,
que o tomava querida tanto dos além de scr um hábil mamada!, a
aldc
Enquanto a esposa cokocava dois ões como dos minutes.
gama-lhe como é que ele tinh pratos no dlão, à nossa frente, per-
a ido pamr a Minia. A sua vinda,
calmas. estava associada a estranho mpfi»
s mutadmmms ocorridos numa
das aldeias mb a sua responsabiiídad
e. e Chiczalanga e o ancião
«Só aqui fui animada este :no [199 Shindambwandu
das
91, quase no fim da estação das mfwmdm_ o r de a
chuvas, em AbriL» IndinDu-sz pm a [mundeimra, pcth Mat
&entar; no :455mm e empurrou nas smndampãmnd; sansàç os,
pratas para mais perto das pés dos ãc. Tin r uabalhaào intimamente
convidados. «O meu antecessor nãn com
mnseguiu resolver uma situação delicada
Diamar:: para fazer disso a minha pánni na aláeãa de Küimani.
pal priaádaám &memo;
«Contamos o qu:: se passou», pediu Mama Próprio era mpcmu de ser um poderoso
s, enqu
dedos no prato comum de Wi¡ c moldava umab anm tratem as «Sm» ¡631301!ch Simão
oêa de papa na mão, cum naturatídade. Fez
magalhandm seguidamente ao prato de fm'ião. pmcompcranamúv uma
amymlm am uzi:
Simão seguithe o mempío, metendo uma bala guia: *Muitas pesam te fait drama'
tie w ::um am p Proa um e o
molho na boca, antes de raspander. «Tivemos conhec Ml
imento do pm»
bien-1a quando a população de escreveu uma cana ao adm#
nimdw distrital a comunicar o apamcimcn-to de
vários leões na
aldeias»
@e tipo de lcõesh, perguntau Marcos, sabendu que
a história
dependia da resposta a esta pergunta.
°IA::gut-.sáãanéem»,rz-.zspacnduru SizrnãawOsaideõesamsavmnumdos
habitantes daaldcía dgfàzerosleõescâeosusmparaameaçarosvàínhos
x
«Qpc E:: D administradm distritaih, perguntei a Sixgão, ao mesmo
tempo que molhara uma bola dc agwali no prato de feilão. .
«Mandou a meu anteccsm: dim à aldeia que os aldeões tem de
resolva a situação entre alem mãos, por sua vez. panderandn o
«Erasalvemmà, perguntei. i Í solenidade: «Não havia puma. umque ia dizer. Depois afirmou, com
as
aNão», retorquiu Simão, cama se esse resultado fosse ¡mpmmiel- q 310mm era culpado. Eu sabia que. ancião¡ tinham a m de que
se nie íntenâcsse, :águém mang-
*A situação só pimou. Us lcõcs continuaram a apamcer e os alüeoes na. Neste !ipa ds :mm-ões, os
aldeõcs Fazem ;maça pelas própr
iime cada vez mais agiu¡de mãas. Por isso. propus um &gordo; ia.:

18 L9
Kupth

Qgc tipo de acorda?“ indagnei_ Mp


*O armado foi multado c transferido para (Emma
mm“?mwceuúmmma
Ecrã: Dm «
«E issu resolveu o pmblmab. permth Marcas. e 2 sam“?mms“? o ?mada AEW'
«Sim»a respondeu Simão, com um eu' não tomlmentc satisfeito. «Os :a os macgndazs de Musa¡ ms ' Pé
Leões desapareceram dc Kilimaníw
«E a homem que foi transfeúdo pm Chimlnnga?›, pagaram.
&Ali não está a causar problemas a Iúngxlémn, teimam Simão @um
simplíddadat.

iria#

1 "nas numa aidzi: d" gama::


Os amnmámentos qm: 1mm Simão Bcníamím pm Mimi. nc¡
ñm da estação das chuvas de 1999, ruin eram alga inaudim no pâanalm da feiticeira qug
mmíãííáiãmüfg
» = _' ~
mm É mas.
@SIM azarde em
de Mucda. Durante. 9 tempo que passa¡ na região (entre 1993 e 2094) a homemüMÀúÊÍdmmgmt: kun! Í m
&zer inmtigaçâo emagráñca dc sampa. ouvi contar centcnas de histó-
ñas de leões feitas pm- Feiticzims. ou d: feiticeims qu: ae mformavnm
em leões. Sentado. à noite, nos círculos que se formavam em redor das
fogueiras usadas para aninha!, auvi os habitam:: dm planalm a |25an
migram sobre a identidade dos fàitíccims que estariam pm' detrás du- Wc 0
m Fal-as, hsm como sobre a idmtiàade tias pmmnsu vítima Convivi me?” da 'mí d'queBumbapa
ma portugues z liam ;mm à::mflüqfcí
ra daBbm::Mo Li aãiúãñ
mma¡ col
Wmíímo) - bcrtaçao
cem curandeírüs que mc cantaram o que sabiam ;cbn os mêmdos us:-
dos pelos feiticeiro; para realizarem tais façanhas e que partilham
camisa aquilo que amam dispostos a conta: sobre as técnicas qm uti-
lizavam para mma: os leões vulneráveis às “achas ou às balas dos caça-
games da Frelimo Mi
(íons. nimum O à MWMÉMÊB
(para ab idmtiàadn dos feiúcc
Na vcrdade. os habitantes do pianalto de Manda, qu: na ma maiuña ::É âms), cs Eulgamcmm
a Mação c a mta feiú
sc identificam emicammte como macondes. conhecem .os miami m ins¡ ças comu fumus co
pala fatiçaria. Cansid
emr
kumpika (icõcs fabricadas) desde que as pessoas ainda vivas a: mr- ntra-revoan de níti am V
umgnfàhrabmmmmdcfeíáçá das falam¡ mas
dam.2 As 'histórias de* &itiçaria que eles me cantam:: mas últimos :nas :as dc &mw-u e cannaf
zítíçaxia, em miúda
mwumlvm ¡Quad!
(magnum: Wc
.
Bud: cm m*
_ m ain _ da. alg ?da ›w m
_ uns .mE m
_ amu . um prendm
z91mm modorgmlâdcsãymaswpuhqôucmqucm mhdhcimmmhabíunm alugâjmaotzmpmnd “ tc local da L'
:ía pãamim d: Muda-u e não mm mamães. A ¡denúdaác étnica mercantil; tomo oqucummmelhn
vem-mm m pane I. foi uma¡ entre puros de diversa. miga:: qm: fugiam do comér- m mmmmmm
mmwàmm
ría à:: :Em regionak a para!“da 915mb WII. MEhair. entre os habitadas dama rtg'ña
há pequenaspopulações qu: sc, ¡dtntiñcam com nutre:: grupus étnicas &33115135,ch
os mamas. ;vam ou :gm-lis. Na vedado pós-inútpmdêntia, um númem mim pequmn
de pessoas. que s: ¡dcnúñcam em grupo; imita¡ da &um; e da Sul d: Moçambíqic,
ganhem veio tambem na pianalw, bem como um pequena @uma de não Wâc
maquvmamçmn' ~
não
pm mmi
, am
_
Em Mammmmm
moçimbkanas. Embora as habitng não "mudas da região do plamlm àe Much mtmempãamlm dr Mm:ch ' _ Í WWEÚÉSW
às ms. concebemm os acontecimmms. processose fenómenos descritos uma pági- a c um' "m
@mummumdmu
mdzñxmdifmntzàasmmndmmuimíaknmcmdcfmmmm &em; mà mú gã fmmigmwmwm
vizinhas &essa; m Simultamamnu, nem tados as manda da ngàio cambia“ V l a

20 21
E, _H

m como aqui:: com que deparou nas seus púmáms dia; dz wwe
em Miuta. 0 poder destaca anciâos provinha das posições qu:: ocupavam gw
amam¡ pda Frel
imo mn
B0 topa de instimiçõcs políticas organizadas sem as psincipibs dc contnbuíu Wbmnci
parentesco. Desde que Foi criada, a Frelimo encarou sempre essas figu- ai
zaç
mm âca'
:cath
atinga da Pre
ras da autoridade com glande descanñança. Smndo as suas declara- l":mo em Muda
, m¡ mma “numas
:cpm de
ções. a politica coinnía¡ portuguesa de usar as «r11er locais como seu cú
anda
umüãgfêgimfà
inmnmdíários administrativas commpem e retiram legitinúdaàe a I ÊÊmam; gratuit), a Fre
V limo abandonam a
essas instituições. Ao hugo de nada a guerra da independênc'm, a Émncasâausmm, qu smo- emn's
e &calm-iam pm ser '
Frelimo mlu'm os detentoras desses títulos - pelo menus enquanw tai¡ m tatuagem# (EM ele:: adm“ mm
F). e 31mm: a Cu
nstimiçãu
a” em”
* de quaãsqucr posições Batatais de autoridade na estrutura de 633mm» d::1:30 e_ &femme;
;tímidos peíítícm. Ca
da tia guanith Aquanda da independência, o governa da Freiimc apmgmmm da m o Em dr G
baniu todas as cheñas tradicionais, criando órgãos de guvemo local dm- Moçambique dcprcs !me mim
s - a “em Fm E a
tinados a¡ subsúmêr a autoridade dos chefes cm assuntos comu a. distrin c
buiçãn de tem e a mmiução de conflitos intra e interfamiliares.
A Frelima também pmibiu os rituais de iniciaçâa e de súylim aos ante-
passados_ bem como de controlo da feiáçaúalbnmarim práticas rituais
que tinham cnnsolidada a autmídadc desses dmefes.
@ando iniciei a mbaiho de inmtígaçãu no pia-133m de Maeda, os
::us habitantes hesitavam em faiar abertamente sabre temas Madona»
dos com a feitiçaria, em grand: madiáa porque osmponsávciâ imãs os
proibiam, há mais de 25 anos, de u fazerem. hntdiatammte antes de
partir para Muda. foi-mn dita por isabel Casimiro. uma invasãme
moçambicana do Centro de açde Afxiaanos (CEA) da Uniwrsidadc
Cana de mckdade
Eduardo Mondlane (UEM), que um recente pmiccto da ínvcstignção
de CEA tentará estudar a importância dos «leões fantasma» em Muda, Alguns 'Invesúgaâcmzs que trabalha
po¡ doadoras. al'oâado nas 12mm
mas que as suas tentativas para levar as pessoas a Falaram sobre o fan# instalaçõciñlg
13:5mebacana. su' m
mena tinham sido iziñutíferas_ Tudo isto viria a mudar, porém, pois os aam mrponza: uma espécie ' que as @unidades
acontecimentos históricos qua mudaram a face de Moçambique duram ' '
:a a minha permanência no terrena pennitírm que ns habitantes do
planalto mlmssem a falar francamente, entre si e com outras pessoas.
sobre a Feitiçãria.
Após 16 anos de uma guerra civil demandam (19774992) que se
seguiu à imitpcndência, o govcmo da Frelimo e a liáerança da
Resistência Nacional Moçambicana (Rmamo) chegaram a amrdo em
Cambra de 1992. annáu comecei e trabalha de campo no planalto, e mma a Renamo utüiaou diaman
te casas autoridades '
no início de 1994, as mnçambicanus preparavam-sa para as primeiras dlánüã admuustrauvçs, algunsyiyngc
nnesdo partido nupodepaFrelím:
eleições multipartidáxias da história do pais. A Rmama tinha poucas - a mandem ;Juntamente vantaioso
&Emapme mfluente na uma em dmm cultiva: o apoia deste
apoiantes em Mueda - região par vezes apodada de «herçú da moh iáca.
ção da Frelimo», porque esta últizm ali manteve a sua base central duran- Simultaneamente, aiguns responsáveis do
mnwrsa mm commons c técnims da Saúde, em
tc a kum pela mdcpendéncia e porque muitos dos seus nauuais comba- de dsesmvolvimo, mmaçamm

ZZ 23

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a alimentava ideia de que m *ma


ndem mdiciunàisw ?015
lurmmmnsmçãodasmdu Dem; da
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. sido quase mtalmmt: dam-::id ' m
suma-lhe se em dificil ;cai m tai-92cm Falei-lhe ci: Kilitmm e pm
Em mnmiünd: :um a dmcnüañzaçãü demrãú as :intaum 3 351m r casas símaçñcsrl Riu-sz: c
ca. os doaámu gusta de negaçãal ngrmu a mãü num
ocidentais exaltavam a iniciativa e a autonumia «Damn que vos diga uma
louis and: qua' qu: caiam, «matam :Em
Os «curandtims tradicionais». segundo muitos atuam a Mala a hmm típu de missas
vam. sobrevivmm a anus de repressão gover argumcnta*
namental e p luar¡th a mpg. brinduu
lacunas da mbtência médica nas zonas rurais, causada ME», e :andavam «Ai
s pela Falta dc r r de aldtões de Chapa dizmáo nda how faith¡
passas] com fumaça) médica e de mcdícamnnm com quam) patas. Estica conv qu* linha nascido um planta
â. durante o pomada encidos dc que s:: trata dr m)
da surra. Muita gm: sugeri: que ele: tram as uspcim va com a seguinte frase: mad Acama
dos da:th ame:: as mas instrução“
da um pmñmdo conhecimento da meacapeia Ima! e qua, a:: mccbw Riu-se r: nós acompanhámcyla.
:cm a fomaçâo adequada, poderiam constituir o modo mais «Q tn¡ch para governar num
Fácil de sírio mma me é Saber :uma
fm:: chegara WSSÍMÊDCÍE médica rt'nmlrcmaàll às comunífiades  ngm de vestir para cada ocas nas haw
iãm, asma, enquanto: mãa
Foi, poxanm, nn contacto destas mudanças, qua Simão 3mm va incans-
convocou a conselho de mciâos de
mupas damingueírzs pm trab
alha: na Manim, pois não
:um roupas de trabalhm ? Vamu-se
Algunsdiasd: 'sdeSimãanosterum-mdo, aMameeamim,cs Últh íntenogaüvammm
acontecimcnws dimKilímani. :Mamas a upormniáacle de: falar com «Aqui é essencial encantar o equi
n líbríu entre a mação dam
superior dc Simão, o adnúnismdm do distrito de Minuta, Ambrósi a ' ' M, respondeu. e
o
Vicente Bulasi. Ambnírsía, comu toda sem: de Maeda lhe 623mm m Só quando mbrósio se levantou , reparei no homem qm: estava em
palmos ams mais velho do que Simão, mas apresanlavm de fôrma pé. atrás de nós, m quintal.
Amhrósio “sentou-ese por várias
muita mais cosmopolita?“ A pequcna e mnnlçma :Ilíada de Maeda antes de voltar. minutos
mem-se a grande velocith na sua prmcímidade. anndn o contami- «íbnvmtí o dinner do projecto
de estradas qu: está a trabalha: na
mos na edifício da Administração, sugeriu-nos qu: nos cncanuá pmmso para ' a usar o equipammto, enquanto
ssemos distrito, pan mpavinmnm: a estr este está. no
ao ñnal da tarde em sua casa, onde teríamns mais tranquilidade. ada que atravessa a cidade de Maed
Quando &Legámug estava a ligar o gundo: na seu quimali- um E mon-ms cam Orgulho. olha a».
ndo na
dos
dois únicos gzmdums existentes na cidade de Maeda. medownas a 5: afastava. Nas mas seguintes. ubscdireoçâu da !10mm que agem
nivelde a reparar a ainda csbu
wámm . de facho, escavaan c
5mm na alpcmíre cnquanm atendia vários indháduas que, nãn tendo racada qm: ligava uma umidade
da cidade de Muecla à outra.
conseguida uma auriiência no seu gabinete, o aguardavam Ds habitantcs, hahimadas a veicu
agem. pouco wlozas nessas mas, embmcñ los
:ml-,meados cm sua casa. xgíúampamsalnravida, quan-
dç as poucas veiculos existentes
Depois de dar hunuçõcs a uma jovem que estava dentro de casa na cidade ccme a mirar
para estrada a velocidades vcüigínmm. pela
nos tmer cerveja, juntam: finalmente a nós. Gñtávamos uns
para ?a Voltámos à nossa conversa.
outros, alumiadns por luzes fracas, ::nquamo o gerador mgia. Amhrós «Há algum tempo, aldeões de Nasuaua
m mandaram-mc dize: que pm
pediu desculpa por a meia estar quente, ao ñm de um dia 'mtzíro clamam de mas para matar várias
no loõcs que estavam a ameaçar a
&igmíñm desligado. yopulaçãu. mid-lhes algumas alma
s mas, quando seguiram a
pim
chegammaumponm emque ::apa
mam em pegadas humanas. ?nguntãm gadasdclcãosc !lamina
n-me
ÃOWAmbrósionãummotmnomomopnüça-,mas làzem Ambrósio bebeu um pequeno gole de a: mim o que deviam
aüuhmknadawü canela.
o 'estilo devlda cusmopolita dcüniclu pm'Fmguson (19991 «O que é :me ¡th disacb, pergumri.

24 25
WW

um: m mmbõmmn
mmamgmbâcmém. mmjm kw
mnm-Õm
m n: Mm?-
&gramas;
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mmawmmum / st rw: *u r m @mmam am
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mami.:th gm_amaduouwúpnm ww
domñàmçg “fifa v
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aàm :àmmwmwê
/.
qm: úmida! t3!! mim comu mac- :miamim Mme íw Wes w #
muitas ta¡mes kw
mam da Wmmw. m.;;1:53:14 ria Ma
ças atmgu &uma z qm
Agora, o Estado ::gia mm muita cautela. ; ;m
wmmagzmm nà mwm n um
MWiímmmuM-Êdmmuwmm ds¡ a :mm rh mm. a gn mmaéâ:
m _ 1 mmi &ea; ::gastam u“ pá:: :Mm
;uma fazer !em e mamã-1m amar mms puma Em: 32131213¡ minha ?mà m &4mm;
mim ::Em WW: Sr: nim qm* mâhm
miud a de querela mm famílias. As !anões levam a &mamã vás! hmm a w: #m
e; de Fei_ 2 Écv @sem eu “' A a
tiraria.- Acabuu a :zwei: e girou para a iuvm, que :sta:
dzntm de r s de thA mmi mmra :301?
@a anciãn A mm mm' É?
mmmmmcmbumnmcunanidmávém :uma que ::k ma masmí mmiâm
nmw os < 'msm f
da sequer metade das nossas. ádmtiñmm :w*n
i umca qm de
Dirigiu novammxc a atração para nós: «É assuma não nas m
mos :msm para essasquestões. Sc a:an Faz::um âulgamcmo, am.
burma scmprc por mma: punido. É malha: :1mm: encontrar uma
solução sozinhos. E:: diga-lhes que devem scr cics próprios a ¡emva
esta: coisa»
chummentc qu: a técnica aànúnimtiva de Ambrósio poda-ia tu
sida interpretada como uma Forma dc «desemtralização democrática»,
medida que pmwzguimns com a carmem, porém! tamowse clan O qu: a Ambgúsín não fui qu:
para mim qm: a estratégia de Ambrósio também tinha ::um motivos. ~ «respeitam as sua: crença
disso. petããmnrthe qm: dess s»
Num ambiente muitipanidário. Ambrósin e o seu partida, a Freiimo, e o mtamcmo da¡
mma¡ perder votos. «A dmocmia», disseumc .Ambrósio, :signiñca
que cada, um tem o direito de acredita: no que quim» Se us aneõcs
acreditavam que os seus vizinhos fabricavam leões quc ameaçam magos. competia :a rcp
msmtamc da Frelimo faze
&11:38st respamáveis, fàz r
Irmã-ins, quem em Ambrósio, no mm Moçambique dcmucráxicu, iam
para lhes dizer que estavam enganados?
honicamcrtte. os ancião: de Kilimani, :amo muitos habitantcs do
planaito de Mucda_ inteiprgtgram a atitude «libenln de Ambrósio Fac:
à feitiçaxía dc maneira bem diversa da que este pretendia. um ::pacto Afim!, añgnravme qm Amb
fundamenta! daquilo que acreditavam e, agora, exprimiam !WI-:mente rósiu não em tão perito com
em vesnrszc adequadammté o julgava
acerta da feitiçaáa ::a o dc que a bm gonmaçãm implicava não só a para cad: actividade exigida
cmg). Muitos elementos da peân seen
pup
administração dos assunms tax-renas, num mundo visível para que parmatmeme respondia am uhção entendiam as directivas com
mas também o extraído da pode: sabre perigm agentes - Fciticczms pedidos pm inte-wir cm casos
::cana não como talerâná
a :m "dação à «mdiçãa loca 'de Eai.
~ que opcravm num mina invhívcl. Antes de a Fraiimo reunir a popw como yma recusa a pratica: l», mas sim
conmfeitiçaria pm trava: os
¡açãn do ::Emma em «aidcias cemunitáñas). estes andãm, à &mutan- destrutwm que pmlifcmvam Feiticeiros
:m Maeda no período
ça de muitos outros da sua geraçãü, viviam em pomaçêes Élispersã. um homem cem a posição de
Ambrósio mia praticava feitiçaria
Se
Aqueles que exerciam a autoridade nessas povoações estavam mcumbl' construção, pensavam alta. que de
tipo de &itiçauia múmia? Taív
das de vigiar c :saum tamo e reino visível comoo irwisíve!, quê em' nuavam per vezes, as mas roup cz. ins¡-
as finas e outras obiecms indicati
vos de

25 2?

h
XHPJM'MÀ:

pesam! fossem pmdulo @lamas múmias


tim:: Im reino invisível. animad as depudm
“JW-1? m qu: « ~
uma
da aidtia. @mãe ms d' m 'Ú\ ÍUÃZ que
RD.
¡JEI-las aíútões à na :à: Em“ :m tribunal
.mm de mm 335mm” “a :
Simão ga
é.: ama dc_ Sl; W 'o' $untmm~se
Simãu também era um homem de autoridade St? que unha
de St 321mm pm
, ainda qua a sua e a ::a Dm, , ' mascammald' "
;ão hierárun fossa à de Mnbrõsíü. Muito; midcmmmo dos mada me. estava a tra m manha .
baihar no um?? m fit:
Igualmmt: rapaz d: :Baita: actos de feitiçaria, Pa"? fazer c ncnthum Sítio (mãe ?adm um
dm a hawga muito
pais de outra Form Bmw ficar ¡jth
como poderia um homem tão novo ter atingido um .
m . mç parecer acúmc
emma têm podea
mao? Porém, ele escutei: as queixas doa aldcñcs
de Kilimaní. Em úiti- “3° Fm na“ Foliar :miro que WW;
dm à 9m'a mas .súmtemmm
'
ma análise' fui ele que castigou o alegada feiticeiro.
Aadmimção e a ms-
pcíta que [ha :mm demonstrados pela miuda das
pessoas sob a ma
aénumstraçãneram indissociávzis das decisões tumná
as tm uma coma
o do incidem: do ieão em Kílimani.
No entaum, quando Simão nos fez o seu relato. pergun a
tei a mim o essa 'Estação foi am
mesmo o que teria o acusada pensado de tudu isto. Poucas
dia: ôepcis¡ gmame pczmitíu qu eaçad pela
:
Marcos e eu 53mm a Kilímani para 'varse conseguiamns obter màddm comumtzn quem tivesse :mas nas
r .
e , .
uma ima- a (demminada burm Em
gem mais ampla dra que aíi se tinha passado, c Wyma pequ a), d

Simão tinha-nos avisado que a :maria para !Glimani tinha troçm em ena aldeia própria. Os a :midia: Midi:
pelas nplíggs govcmamz aid
areia onde não conseguiriamos passar com a caminncta baixa e de caixa utaís qu: guardavam cãcs saiam pmrçgidos
c mumbuuzam 'gera
a
a estação à: bo bém
abem, sem tracção às quatro todas, que tínhamm pedido emprestad¡ x A cam altura, mu alimmmção liam. m
àci o ::ma é: cn mama
ao sobxinho de: Marcos, Melim, para a nussa pesquisa; mimos, por ram mm . @u * m ”
leões recentemente.:- '
isso, de percorrer vários quilómetros a pé desde um acampamento c e», conñrmou Silvestre V (hm qu: m
dc . IQ :
madeirtima situado à saiãa da canada Mucda-Ng*apa. Por este fama c da :um passado. Vmam ' ''
das mms baum 'W a mm m
porque Mamas não cunhada ninguém em 16151113513, hcsitando em a?? apontando por cima do ombrg_ à Wim de MMM” :m m
racer por Iâ e começar a fazer perguntas deíicadas sem ser apresentado, dia'
*Nessa uma há mm
aceitámos a oferta de Simão para nos acompanhar. matam_ mas pauta
(bando chegámos perto da aídeia, Marcos pousou a mão na ombro ~E também não há lá leões e
do seu amigo aluno e disse: eSiInão, quando fazemos este tipo de tn- .derme do que: tinha aprendido
balho, nomalmem: é meihm trabalham 565.» Simãa, que mm cla~ mn““ em caçadores do planalto.
tamem: :mim por çartinípar na nossa cquípa de itmsúgação, pareceu ' Vem» 53m lee mas nas di
os porcas do matou p 532mm
Bambas: traída. m um que m
&Entãohálâpomosdo 111
Mamas reforçou a nossa soâidmiedade cam Simão, aindaque àcusta mb
mo Muisa
tasim
. Dinmas cabodas campos,
cics aideões: «Sabes comosão as pessoas. Às vem. ficam conâms se irá pormeñ
° zemosanmdzlb ' as
demasiadas 'pessms imgonantcs' por perto. Pxocuram dize:: a qm: &mmqueoscaçadmmmcd
acham que essas pessoas querem qi:: digam, em vez de se131mm a izíamuündeàámhácam
m» ívu
contar as suas histórias e a responder às perguntas» ;Íntimdissccunosleõuf
ommvistmpelapúmcímmmm
Simão concordou. _ Sã ...b ms-
anndo entrámos na aldeia, Simão apresentou-nos a Silvestre aleôesehimmemndosíadm
áeLumngojmsmñmis
thani, um homem cia quarentae muitos cu cinqucnta e poucos ams, m.“\ãmmdtw ' &munidciaàsmssas mamàsn, ›
ossasp
W op

2.8 2.9'
W

tas. Por¡ uma luiz para m añlgemanms. Uma luta mhida, mam.
0 presiàenhe da aídgia andou por al (ía noite, a d'un.- às gemeas: uNig h0mm¡ idem, à: Minduim 51
&xl-:gde gm:: olhar ia m pouco '
quam mas (mas por aqui! _Sc matarem alguém, eu mato _essa pessoal» me
0 Idaho Paim por 51h65m da prociamação do prendem: era uma raça
qm mw:hmsent
m dobada
rad:
a, :me mfnpáá uma ?um
u viaçeão pm mimapo
Umn-
descriçiu inequívoca de mam'MW (feiúçnría da @mamã-a). porsítrazid
Com a minha pergunta seguia , de¡ a murder a Súvestre qu: n _ mcowlhasmmu-sc
nose ulngarjnúnfmpãnm
tinha compreendido: así) presidente da aldeia sabia quem m .o &55mi- ÉM
mb
«É possível», respgnágu Silvana_ «Não sei. Não sai quem andava a uma mma“. e depois, de algum mudo
sabado: do tem: da
Fabrícá-âm Takvez o pmsiñente da aldeia dessa aim-a o saiba, um :ic
mfm'mau-se e iá não está ::im _ Ç «Os leões viera
Fiquei saupmcndido. «Não hmm: aqui um ÊUÍSRIÉE'MOÊ.
Silvestre Htc:me de frente. :Coma ninguém fm rdtntúicado, não
leão normal come sudo
podia. ham jugammtuw uma
m porque
multi-me na cadeira. sem saber com: continuar. “éramos Fala: maracamm
nhasü ?mm
sobre o ¡ulgammtq mas a iniz da :Inicia diziam» agora que não hm:-
mada &dm-dupélm mas mumbémkin
adm
_OcamdaannadeSlúty L e e puma' m
vera iulgamenm nenhum. Mam dcmiveu o meu olhar de espanta " '
::amava a com:: a sua
com uma expressão de conñxsão e &um-ação e, depois, mfomulnu a ' ;É «Da mi
g
pergunta, mas Silvestre voltou a invocar igrmrândm_ disse Shityatya, aman
da
Esqueccmnc mmpktameme dc Simão¡ que surgiu de mpeg:: no tarde,aopédo ílvm
cmpodclu m S
meiu de nós. Entcnogneime, por instan . se a mn presença não mb
a causa das reticências do anciãm mas com Simão no nussa Cintas,
Silvesm recameçou a Faiar com confmnça. .
Míhztyatya abamu a cabe
«A minha ma Foi ::mada por quatro leões», añnnou ck. :Váxios ça. «Só um ::um d i ( i
màscoisasm E cpm; algm
anciãos da aldeia cancháram que aquilo em obra de um certo 110mm Sháíâfuawq Wim Hal
wspeito, :me vivia entre nós. Esse homem Fui :01151011me e, pouco mmnaãwmmhp
mma
depois, dzixou a aldeia» :ÊÉFÊÊÊ
Mama; acenou cam a cabeça, em sinal à: assenúmnm, a Simão, ÊÍMammm
üW
qnt já :stzva sentado ao pé de nós. Isto &um; :atender mma o caso “ngm. 'aqumñnmgmñcapou
mminuava a ser mmplua e delicaào para às habitanm de ndatmáamdummde
mesmo nesta era democrática. Perymavawm agora se Silvesm him _ «Porqunnão
_ us_aama
porque tinha medo de Simão ou, talvez, dos superiores de Simãa. Em õm( 4í01m\ pan damn da
ganas qm c_a leao. Aqm, nós ”
cam añxmali'vu, será que m temia por saem fimcionáúüs do :memo A sabcmus guandu
'quem sao us que matam.
canja. N05 nãc Fazcmes issu Vwê ' › '
eu por ::mm Feitioeims? Ou .mia scqmr possível fm¡ :ssa distinção? » e
Put 0mm tado, pensei, talvez ele tivesse receio dc Marcos m¡ de mim.
Talvez ek tivesse mndupar Simão. Talvez suspeitas:: que o nosso 'mm “qucsp
quc e emvaqmmm
asalde
estabelecer Em'
mq oesrst
mm abe i mmàmqummdumnas
mgazória pedia levar à revogação da dccisão cm qm: ambos tinham eg avm
estado emuívidos. M
Enquanto estes pensamentos me passavam rapidamente pda mam *Ummnêmhmm
«percebi-ma tie outra figura que se aproximava. Erguí ea olhas e ví um

3'0
W
mas
guem' Fez W iadbrinhnçâolín, gugu-mi. n
«51131, how: aqui um intaum-a
“Em ¡espondnu &men-tante. «Aymgnk as vezes mughüsns Per_ cães.:-
mu), na an:: passada, POI 031153 dm
É) ,blame de Shitymya :amanha-sc camumdtã iñsarda_ da
Faluu, repentina::th com &a
gnmmfílnão estavam a levar a lado mhgm.máwàfâ Estaria m- nqu c despuecupação, dand
\ _ _ r Rmmegmms. «Lema a que m
* à uma aponmdu para num¡ um homem ñas:: ::pulga da
uma tinhavindo há pouco aldeia. Ele
LÊ:: se ainda seria possivel comprar munwms para ' para! cuidar das campos de
Assim Kuva, da Hank dos
mMadImsaquepemmbm.1 ' mmte ansiedade e apmvaimu a miau _ w agcml, mma a Sifvesmz. Estas
Malavom. Assam KLM tinha mms são man-as
armar ShityaÍyÊ-Tãêmaís dv: uma mamã“. Inclinmz-s: captam:: aqui tem mas [bi obrigado
a macia-sc
para Lunango, com a resta das
pm'dcs cmd da @manada mm que a idennficâ-ía com:: pcsms, :quantia da¡ indepmdé
img: _ nda.
::um enqmnbó, subúímentg, a @matava para
"E“
A
1_ “Em gãüimalmmte em pogtqguês «aguaãçâ um
;0:55:35 Marcos repetiu-mc o que eu ;à unha apxcdzd; ' ~ x ounâlhedeñssmàâeñ:
o É: damomdopai.5cã1 estava,
mm a mãe. mas Mashaíuhu naalmemChicaianga
mm ::um outros indios. Expcm-paum era a :hmm: que ¡nf-1m do pai aqui em
ccnvidms-o a via: mma: pass:
das campos
?Hamas do planalm às espingarda: de carrega: pe mm L Os Campos Ein numas e mui
to pmdutivus,
:$113 dquírida na época cio tráfico djs mam. _v ga: Fur isso, ele vein»
cada disparo mlm~sc mñflcaz m «Era bom agriculmh. pergunte
amasm a chumbo
_ dfmu pólvora
m, Osenatura após
is de Muecãa traçam duen i.
g q'EIe, ;Em NEM», cunñnnou S
::Lies tinhàm de gira: para QSMIga sfmêmâ ãã: msm“
» m a preparar ~_ 7- .1 _
'mà' ?gügrmüavÍmVMawlmmm e ng:: quando pmnum? @uma em u camponame
::Qu conversa entre as mdãas. anndç a 3mm, as pes-.suas mm- nm dem
«Bahia muito g, quando mw », pcfguntei.
* mam', ,como era premsiv . Q bêbado, costumava dim.
metam comigo! Sc eu quim, 'Não se
das à “rms“ ”51:11 paraiseMamos. uEhhh», disse, anamçníe. posso àzcr um Leão e mata
gente que linka pianmções m? Toda a
à volta abundam-as com
arca
?mee V . «Parece que estímte must:: tampa a algm,
mño- «Então as mms dele eram mudo de a
a mítica», inquixí.
@anda os leões came
[anníñrãkíádão à nessa volta riu ativamente. desta vez davàho
mf pequzab presidente da aldma,

Singâtílçau um uma: indignado a Mam-ns. que _lhe sorria


t1: O ancíãa rcmrquiu: «Não mim a ter de meu :mn-nã;
::nie :que de 1m: mandou espuma-..Parece que fuglu :É: rnàrafn:›ms.ea de
continuo à esperei» A multidão na agora com o an , das. Valinu para Chica u
" depois eu r: Mamas fom
os àpmcura de
Chicalangz, mas disseram-nos que estava longa
Mm; asaim, o curso dc nosso encanta) ¡tinha mudado. 21:: Não se previa que voltam em :: '
Marcos pretendia Os rivais tinham ganho Mgmt:: mútuo mui/eu a breve.
dual:: da palavras. A can de Shityatya mawpuü Elegia ame“me
enquanto deixava Marcos examinar a sua qgglse me
bém dava um¡ vista de olhas à arma, partem que ¡tya *Umcàmghménmzespéd
dada mhnhspmadkareácpádeíamocm madminmdulidapchsmmiv
dirigir a nós mais uma vez. WuMpmahünpqShú
uthúmdeMü)

33
3%
M
E .H a
Mg::
É**

dáximas Simão¡ após a msg: Viagem a


&hmmqgganñ eu:: cidad: 'le Mucdn no BMJ do dia, :montã- preÂncupMü com a sua
cânfmzhmáí
mos umatmda de vendatte ::mia imã” mmepgdm duas mtu-.gaia «sairá aíguma geáfjm
gamfaa. equivale, na. lingua shimakoád
e a
«Então a qm: achash. ?9'81“ka WM “O ser“ A”?niK““ 'sa::
tam bemdo
algHan
m queg:
ascãiw
pmwae_
mmam a&Wter,
almm'f
fez os kõcíz'» , ei
pau
mmtas“ai
::n im os
nda pum
dcim sem a:
hai- ñ.
«Om-iate o well-m, responda¡ Marcos num mm :labñm «Então e os 125m2». pergun
Íhantc ao meu. tou Mamas
_pm-cg); ma'mmquczminmtenfiaemwàm
«Sabçs tãn bem mma eu que há
'
pre a dwerms
leões I
ta3:1:: ::Ei-ma, Q9216:: ;Emei para ela, vim rapidamcm: a ma.
*Não fiquei mmancídm, disse a Marcas _
Este dgfmdcu a sua posiçãm «Aqueles leões foram à aldm :0mm se
Os hat,
:adm àpmm de algum. Demoramna: perto das casas:
do mam não fazem isso. Damas: partes do porco na além pague _ Ç
nãa quiseram comer mam“has. Os leões do mata não fazem dadas
' Fique¡ taxado, satisfeito mim s
Lema¡ um par à: calças do manda¡ e @amam-n°- Msuma vez m mtísmí gçãn de caso.
L a'
a:: Marde um lcâe do mato qua Ezesse “sem A
.1 a oqaesedmdmmm
«É verdade», admiti. «É :manha um kia do mas» &za-uruma dem lvím
«Mas sabes quai é a prova decisiva'ên, param-:mma Mamas.
mms 0nd: há guerra, oe¡ (dat-.ai «0nd e há ' à4
ça, os matam usamma ms maxima. Oümlhãsdmfem
«Nick qual É?) _ . Em: Malawní usaram .
Vendo qm: :atá-@mm a ¡eâe x e
«Otipodissc qucsalbãíafamleõm. Diaz-tha que &Emi-lulÊum acabar as nos
x
Feiticeiro, de Canna.- _ d
Deixeírme Bear calado ;por momntos. preparando u que ;a dum
Fimlmmte, Marqui: &Temos um tipo que vive com a matrilinhagcm da
nao @nha exactamente
mia: em Chicaimga. Um dia, é-lhe dim que o pai morreu* um gugth “ quando su ú _ ' A Q “WF ~Marcas qm
. .
dan-.r
àeimu muitas m produtivas. Muda-se para EGEmani e ::uma rui_ estudar
Tal a à; “ com que Ml_mm frequência
fa m.mmu "quemnncmáúg
&vá-ias. Mas viva :mx: pessoas d: outra matriíínhagcm, ::mim das _ 'j Wiz 55m apenasí * mam - .
quisñcaram abanacidaspor aquelasmbMtetunidnpmk ¡mw-eum a &wmmdfj
mãos de um estanho w nim pcnmcmte à manílãnhagem Malawnim
g “sem mundo o me“ nim'
da mn“.disse_ Mar
“Mama, k cos, mmO alguma mpem
«Ehhhm Marcos continuou a ¡acharia! a sua meia. Daiana¡ asduspes dos çhmElcsm' amm
«O tipo é imuhado e maltmadu desde o dia em qnt magna. Talvez Fumos. Akatu¡ fez :a
ndam
seia um bom tipo* ou tahcz azia umbêbcdu ínmponáwL mas están::-
cado de opositores e tem de se defender o tampa indo* Talvez às um
o ameaçassem. Talvez lhe dissessgm coisas que ele entendia cume amn-
ças u como conversa :Se feiticeims»
«Então respundn às ameaças cities com outras mamã, and““
Marcos, antecipando os maus argumenta.
«Sim» F12 uma pausa para beber um gula da minhameia. à““
entre defendem-te a ti e ameaçam alguém - entre a mugen e a PW

34 35
Introdução
No decurso da investigação antropológica de campo que realizei de
1993 a 2004 entre a população do planalto de Moeda, estive presente e
participei com frequência em conversas centradas no terna da feitiçarier
Esses diálogos são a fonte e a substância deste üvro.
@ando participava :nestas conversas, assumia por vezes - mas nem
sempre -- uma atitude céptica. De vez em quando, os próprios habitam»
tes do planalto contestavam as ideias expostas pelos conterrâneos que
sugeriram, por exemplo, que alguns dos seus podiam fabricar ou treme-
fonnar~se em leões, converter outras pessoas em escravos zombies, ou
sabotar automóveis, camiões e helicópteros colocando neles os crânioâ
invisíveis de bebés cuja carne tinham devorado.
«Isso e' verdade?», ouvia-os perguntar.
«ImpossíVel!», ouvia, por vezes, outros exclamar.
«Conheço uma mulher que assistiu a issoln, podiam
outros.
Ou, ocasionalmente: «Vi-o com os meus próprios olhosi»
Esses diálogos geravam muitas vezes outras perguntas - umas ::cpm
sas abertamente e outras implícitas nas expressões e acções subsequenm
tes dos interlocutores: @em é o feiticeiro que está entre nós? Por que
razão foi escolhida esta vítima e não outra? O que pode ser feito para
s
eliminar ou deter estes feiticeiros ouÍ pelo menos, para nos protegermo
deles? Corno se podem identificar os efeitos dos ataques dor feiticeiros
antes que seja tarde demais? O que se poderá fazer para reverter os
_ n
cimentos que estes feiticeiros nos causam?
mais
Em momentos de reflexão, estas perguntas sosermvm outras
vastas: Chic mundo cxiámos para nós, com todos estes feitiços? Se não
fassem a_ nossa inveja e os nossos medos - se não fossem as normas sus-
peitas e acusações - seria possível ehmmar a fesoçana do mundo?
é a A und:
w: o¡ mais de) ph3131112360132; do Na senda de Mbcmbe. mmdm~ que a díscum à¡ &ínçar
tc no piamêm de Mueda é uma &casas; «liriguagcm dc ía pm
Os m m a mmng mu'im ?xiiizimças n95 dl” puder».
mam t “www a¡ do :Eesti “mas E:: livra. pregam munibuir para que as declíme poiiti em:
Nmalm, ND :manhã quínm.mp§ü mi GW¡ ::mama M395“” mamadeiras cmáims e mudioms das assunt cm, ;mim
um. alguna decisores pulihccs os aihcanos Em gem
to '' _ ponderar“ mais a Funda a imponência da m
WW”“ “mí.;àãz'm M ..crenmm
. :museu m“” 3551
Depção r.- e ñmciunammm do poder nu çímajm
(fêiúçaáa) pm a ::err
de Muccía e, por me»
SãO. a relevância poêítim &esm ¡àguagcm dc
locais- n50 Paim“ aim” ni; maçãs e infânc 325035; susceptíveis poder mantras mms da
' contzmpoxànca c Para dela. »Sc Mbembc tive::
mais outras Pew-mm $25,61 ias o mariatanismo,
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razão «o cama acne-
dc cgnsümir um mam alcançar. Enquth os &nci-
_ mv o datadvimenw “3°“'. _ En um“' ) um “18°“ soras políticas e os cidadãos usarem linguagens
irem de ?05mm foE“ mudam @m inintelígíveis, o proich da democracia é de pode: muttnmemc
tamem ° medo de¡ :1:35 @dicio mãímqm mui” a hnpossívcl. Ésptm, por isso,
nw matam» mais, WW que a livro informe e desafia até os
« v

u pñâitczacda «mud pontas, de vista das cleciscrcs pah»


e o:: ad““
ams ,é passível de min ticas (qua: estej
ao am no gmmc. em agências íntcmacicmai
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' . . « 7 nizações n50 gavemmncmais) qa: pmm
::mas “W ?gazmâfw os direitos mdmd um :mamães na ram ::summer a liberalização
ck- direim e politica e económica da Moçambique
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da“ :ze senhas - paraf'rascando Mhembe
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os habitantes do pla
de 5: étí !iria africana emergente. Estas lmguang, Wand” _ carámr distintivo :ta cul nalto de: Maeda, espera
am amarga' da Vida qUUtidiam das peÉsspas [e] humamdadc que essas tura lecal
!Bling -:mand pop
1 mntnmpmâneo pmth uáações partilham, comuna, num mundo
inedás c peaadcios de todos as dias, bem com? as (lamenta mmpkxo e interligado,
:10:5 os exprimem ou sonham.” (citado em Gaucher: , M
meckaim cul1mm)ama
WW'
Ver” mmhémiâl' terHaa: 1993 '201),. palm¡ _(2 mz . m). W @E g
malas da cantina-axe Cí» Chatan :ÊSM . m dar-mad
- a a mim: as _m_
a; cum u :pelo &iii; ;do ::2111;meer Bmw! Emma-M3119* Fm

39
38
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(TW 984.. 325. «Cada #nm-v, mm MW, «tem GS MB¡


wtf?“ 'mffmmm mmnãm metades. as :um mim dc ver r. mmpmmdm a realidade, e :mas
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Modem mic: a sua mumcristica exclusiva; (“Fva 1984. ?33 Ê
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maioà meâíâmasi“”
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Vi::
ao 10W Pmcurancín cuum o mandam de Mbcmhz. concentraram new: hm.
”Ema wa“ W“IUPIÍFWW. sm“ T““ ao género discunívo da mw. nu dismrso da Mam h ~
deuzo Mamma afcítíçariam mas também um este tel-ma :hm
W dc Waynãmumáo 3 kw l_ r conde an ¡01155! dia texto para mmrdar mas meus icimres o carácter dia*
:um Pá: da “genialist WH'st &mam; g, por Em. a In- tintivn das «Madras de ver c campmnder a mandam? prápñâs da
st g. . . agiu*

nenàmeÍ-m não sc :amu-am dc müdü


m ' lanalto dt M nos. Na Verdadc, comu o 5 Medvedev, za! coma WW. m meu:me do dani:: de Baldwin; «pes
os mms é? p " das' in 5 dos O“ u: ualqucr pes- aos mim igulmmue. se m trabalhos pu¡th em seu nome mm«Nóia»
d¡ sm
lutaria uu da d: Bakhlin.
mhm :muuiufçaâi 33km“ 35mm as pala“:goqsersm
linguim .. ”1“”:um pmch de mangígmhm mcmhmdt tomar-sc 4' intima um ccmcim dc linguagem d: Ritiçaria (qm linguagem da poder)
não só as
macas¡ vcrba'is max mbém ~ d: um muda mais foumultíano ~ as
práticas não minis
soa Pmkm ,a :ag mainda “mm 1984' l algm-as nessa língua mmJohn 50mm (1393. ITQ): Diana Cickawy [2301. 182-183)
também adaptaram
91:31:14““e 51° “a“ Pode jamais :amam: ;a _ d cum não a 'discurso da &iriam;- (dis-cum min na mudo um) coma
cinema da: estudo,
uma mmtmidade “mm das ”Pinças e avahâcçmídgm Pei-a m 7 A Indução de mm por ¡citiçaria não está isenta de
pmhkmm. Qundn os mm¡-
' , neutra!, , 'min-io me n n mis é: Maeda mm que:: m *hei traduziam mw¡ para
mm; usavam a mim
Hit», derivada dc uma &um; antíquad: do verba
ÉÍÊÊÊ9211:::z “$3fâânam'm ¡mcmm “0, 5°“ põr: -ooisa fina»(ver Rosemhá 1998. ã), 0 :42mm ponuguê
«Farm-u z que Significa.. liaemímenm
sfín'ça. no mama, pad: ser ua*
do cum) c 3 m. mto, ”
la penmada pela¡
_ mtenç
_ úmido :m inglês wma MW (html.
«mma»- (Fátiçaria) uu «W (magial
?do contexto a W431“ fg“mm u?, :orando :à habitadrip No seu mlgalho immdor entre as mudas
que mduzm como -feíiiçaría-, c Way , Ewmnpátdmtd faz a¡ distinçãn entm mw.
do outro. A sua 48)¡2 S¡(gundo Said-mn, nao só cada ele::qu ne mdnxâu mma -magiax A Manga. segundo
(citado em Todm'ÚV ' . "Mente, mas o mesmo mt:- (por vaza; amadcadns de
e' d ia:DE.meme,“Buttman“,
mais““ '
o “rumo liagui sulco1 mlcamn _ '
!97539371, 1%) De ser a ::adidas vam~Prítd1ard
É? as::13:33:1de mma multiplicidade de magna quasc cum üdcñrúçàcs mendes, ;agindo
::Sam um maiçñug. A mapa. porém. EmÊPñtch
dividiam: em duas amami“. A magia ará, a Feb
B* tm cn = '
_984. 15). vmgar o honuçidm de um famili usada para
animam ar por um bruxo -› magia de Vinga

l~ "m'êãfãí mdáà m várif as _1mm_ bem _59.13% forma de 1mm¡ boa; (que EvanmPs-¡z
tmtmpcImán¡ a magna mask para durd tamb ém deno mina
nça»- ~ :m uma
m «magia brancas). Em
? m qn prejudicar ou mam- outms pcsm
as Falam, possam Sertã-12g
@guiadas das qu:
da ma pqnt, m uma &Em-nua de
aime má» [a que de também as, sem pmmcaçâo
aLoa ardo
ranãofalqu: scncs o _adtmmü EvgnsantáLatd md uma igua
lmente esta úiúma categoría
duma-m *magia nega-»L
Wo Engu
' “' _d:m mas frame“, se pm a em K c¡ 105W «Prçâããrdhlf'lô [39:7] . à ,
IÊBÉW'ÍQ com: : «Múçarim (Evansv
o 5 ant: o¡ mo e m a &tant 116931] , 25. 26; 197!) “929“. x
(Vá: dt vçncs. que a um pode se: e; a plan alto dc Mae
m passada d: mi pm filho (co da me :cri:
a migram:: a experiência e o signiñcado saia a sem u ::Irma m inda Für Emai'mdmd),
:hmm mr¡me mais ênfa mo a «bmmâüxggàgã
'
@3112121 Todorov 1984, 42),3 c que a imgu ser apmndnda !Emma a fmag se
na» :and: deñnida por Evan à ideia d: qm: a WM deve
cstá veU Seggndo com Quem talath entendia
ma o mí wma .na fosse um sistema
s-Prihchard). Além da
que “mine“:i ;eram mapa:: para:: prát m que dmrmínadas substâncias físicas *
:Egg: dãgo exigem a «esfer as de lingu agem» m esfsa maca. Cunnde ica da mw . mesma qu: não fossem
ran só '
minim um:: MM» , que classif ica como «gêner os pe' ::gua inglesa paz? 1:3 çlu tudo isto. afim-sc que em' seria o
qu: o canceim dc malha: lr L
o ::um pmugues ;Exam os ^. No amante, :a traduz
irem tmn'
habitant
mms.: o“
mn ::m m as à és magia - ;25 es do phnaim da:
amad a “ W
kmV caia Fauna e ngm ' 'ticado ”53
_ í pklam inglesa u _DE na¡ ummm
_ *gp
mam imh
F Incq '
ni_
_ acham“: EW_ tmpmuac mars :atualmente o “mambgw ?gm-lgng
akhtinaparmdcTodomvdef-Ldoaq ã !risks uma»
:grão: posto a hipótese de \blmhmgâdo &íímcliãüm em r › 1!mas vu, ;sua í“”,5m
de W' (ver também Cie'kn
M , . _ W zoa¡ . '
¡SB-159).( até Em“al
'bom' mm
de Baldwin, ser. de 64cm, amor de muito! trabalhxâgpuhzt 05 nhecida com) mm'mmmammãmadãa mmdmd” WM. a um
dê Bakhtín w usado o de \Mushimw mma pm on . V , «é sampa; um_
*meémwilmkww (1975)sobreamlmmmümm“
41
40
Wa
MW
mui. ?ofdistintivo» não quem dize '
::laminados não só pela cmsntu¡ uma
mms ?4:32:30 obstante ajdcía Em que medida o dismrm da W'
de Medvedev de
pm gén um a¡ na mgi ão?
imenw 19ml» sobre apam@g razime do
“Em muim &mmdsgm
exclusivas», os
' forma distintivn de mhzc ida é pro dus o da cap açac :1:35 seus
quem dizer hmm“ cas. Con à”“ g
sequcnmmenm, por ed' 'agitam' er em Munch. c em que medaã* Em que: é que as cunccgoca fic
cmo
às: mm dm para os outros. Entendo queé habitantes no «mundo modnaím, ea¡ como são expressas atraves
mm x pod e:d as hab isz mcs do pla as pas :lugar-
lógica. Na verdad vos como o daywaw'através de concepções de pode: “pressaánca c a [me
am É ::uma da mm; diferem das a ::E mma de mo
mentc inspiram
wzs mundiais que actuaí emelham a elas? As
precndcr
É e_ mundial:ng ;E~ mwx
ms nóm ica em Moçambique ou se ass mw¡ És
no das man :dilação eca
eda no género dis siva da
:Émãgãntc na trgdução ' eirasteh dia' cur
Pias linguagem
. 9 Poréniut; :811111: tmb””
'
aim à dccêaraçõcs das pessoas cl: Mae processos contemparânzoa? O» sara qu'e
se reiauomm com o seu mundo :caem estes acontecimentos MMÊE, finaflmmte, quam
os @mms da É sua «crença» na
, o :msmo devem Fazer aquela que 17;?m de cias ficam c nfusas devido àso é: Wipm c acnml pmpcto de ::Em
algum-a coisa mb“ as suas_ pmpcttivas e experiências mma.
disuãxmü É são as implic açõ es do dis cur
Moçambiquc?
modo, M bcmbe nao' nos *mata apenas a Mr ou ma económica e política em soas que se
a :agruras Em em que participei sob:: pes
gens añícanas de pode e s. Duas?“
' nã:: ;filma-m
para pu' M2003 catando relato as conversas avé s da noi te e :Iwo-
., _ I@nos
› 3 temiam
vez :11550, _ m invisivclmcm c atr
mnsfcmnm :m animais, ma ntes. também ::coloco as perguntas que
pare
ram a came das vizinhos e cursiva
Mueda faziam no gáncm dis
os habitantes¡ de planalto de ter inflcxõcs ún“mas, mas qu: deveria ser,
m
uma' - perguntas que p ada a os íeimres. Na linguagem da feitiçaáa,
par
e « q ue part¡::I ainda assim, compmensímis realidade em
' pem no pmfcc'
' m dedcscnmíver um ~ mns do pian alto reñ cctem sobre a natureza da
“Plot “HV/'és do u al possa as habita que alg uns dos seus des-
o se é passiva¡
W, para n50 fab: da @liam
aprender mais mb qu: estão ima-sm, pergmtand so priv ileg iado a essa realidndc; qu:
aces
fnrutcm1 de algum mada, de um se, e cama, alguma; pessoas
lhes permite wnttoiá-ln. Intermmas gàm-sc
* adásuaqug¡wBi
mmmEdÍ lídade, m. uiu obte r c util izar For dc pode: :admins ~ ou mesmo
ab rd con seg a mnscgutm. Ac discuzir as even
-
não
múltip las ünEm en 0 0 o djscurm da uma¡ nestas Pági-nêà'atravésdc indcteczávcis v cnquanm ::atras aram as insti-
. trÍ ap mm w aos leito tidaàcs dos Máximas, peg
habnames da mim : dc Pücína os tuais motivos, meios e iden tam. ?erguan
t0 de Mueda màgçemm tes ¡lth que und o cm que habi
. desse moda ENE as:amo sua: E 011131¡ ac-
qm: :les mia !emplaca-mam m ser:: as consequências tias inñ'
Perguntas que quem infringe estas :turmas e que insx imíç õcs e disp osiç ões polí ti-
1 _ se as
ções. Inmrmgam-se. em mz alta, pan prot eger o bem com um
?mlmmla Índmmvsg as s
cas existentes eu pmpcms sãa suñcicmz
dispusiçñts sc dcstinam :uma a
e
a se, na veráadc, :ais
'Em miriam
w :um Tua faze-10.
'~ &mímm*w nahumana um rmo Paul'- lili#
mas mimos mtu* 6mm“” do umha
m cá *mm rf:: 'Sm Vi” da*
“MatthGaffêyum u um &iálogu social simado na
m: análise, Em“_ d e m ;WMM
AB . l @e memo¡ À
Camo o discurso da mw¡ cansúmi
a Fba”“ (199-3, 10): Sabiá?? W” mw!“ Turner um
”a” "5° $50.61” últi- disti ntivo está ligado à história meia!
ad'mn (1993* ”15)“ espaço c m tempo, o seu carácter
esmdu_ “33mm :sax can a 72)' G“Ú'Em aspalaeum n'mkaF'Q am c mantiveram. Na senda d:
ma“ WQMGPW específica ;331111625 que o produzir
mmswfimmdmm “Ma 3 qu: cunha”“ 'e que os géne ros discursiva s... são as caudas de
“3,80% _ m mvaMn-ÍeiegwhuP me!MPM (199m www m M60 Bakhtin, que nos diz que nas
, e uma“ um; w, mágããàzãnàgm ria linguística» (fo-:iam
transmissão entre a história soda¡ e a lústó

43
iwaãiicümwqummâ x
Mgàmmummwsbgmüm 1934., 303m num mmmmmmmwbwmümüwç
deaMumdamxémWKmNíffwm www (1 mundi:: &Mun;sz da mm mas; Ç Em
Wait» \mmcmwmqmààmm .umn :um as mas viseira; mbáaác, mímemt m mm'L: ám W*
mam a¡ hgmmmm mu! ima e ::kim praias #hmm um', m
inumsm :guiam q: tm &emmch dt www t' ;matam !intaum a
do mam a.: mm_ da nanquim e da admmzsmçân minutas, do pode: ?mam dc mw. disparade “mm em !mas das @um e
mcmüm Num. da “195mm makm e d¡ “Mito de bcmmun scgundc me esquema, m mmnmm :z a¡ àmâmmi campeã#
“mação pósmcialim. Conto também a história da ::tação duiêujü ::kms da poder pcmuncczm muitas das pessoas mam, que m. ;mr
dm habitantes de Moeda com em mundo tm mudança ~ z hmória de &efímçâq fchtwamtam ::instituída de pndtr.
m, através da tcpde do digam à: um. mpmduzimm u ,em Este esquema ;Milani não Mula, que toda a pocíer é :ksa
mundo. Nm pmccsso. o própria discurso da W tbm ::um hmm». Na vcrdadc, ck: é :smmã pm 2 pmâuçân c a manutenção do
mada. na interface com (mms linguagens dc pode: qu:: sc :amam bem-:star mini. 0 pode: dc firm bméñca nas mas de
males no planalto. Na vtrdadc. muitos dos seus habitantes cuja; m5. figuras de auxaridadr mnsàveâs, que - tz] mma m &115mm; maiô*
tárias nano são notadamente Humans naum: linguagens de poda mins - passuem a capacidade de mm: na mina invisível par: éhmw
aii-m :ia mm; ir¡de múitipfas iôgiczs ¡merpmmivas na maia larc :axilar visões msíommdom do mundo. D“timido benéñm do
de
uptriêmzias histórias camaras. 11 O meu relate da dinâmica pod::- impiica, dc facto, que k :mamada a mundn pmdmido pela:
histórica
do discurso da constitui, segundo creio, um das principais maiéñcos c qua: 3: desfan os ms actos de poder :dt-Kama'-
contributos dao livm pan a lítmmm sobre as cosmoiogías do vos. O pode¡ é, assim, uma sézic mñndivcl dc manobras transcenden-
:mula: cm tes e transfomadoras, cada uma das quais ultrapassa, ::Guam-ia. inverte.,
'ca c não só.
. Em última análise. :ande com Baldwin, que cmbo derruba :lou mem a pmcedentt. Ns¡ vcnáadc, é sinónimo de taí:
mio «género manobras: o desfazer c relâch decisivas (ainda que tcmpomíàmteã
mm no prtsmtc... ¡acorda-sc scum do passado...
garantindo a uni- do :extraído do poda: de outrem, aquilo que no discurso da mí se
dade c a continuídade da Indução da memór
ia cria-rival» (Todomv dcnumina
1984, 84). Assim, enquanto vão reproduzindo o géncro discur
mari. os habitantcs da planako de Mucda vão siva da Mesmo camada expostos a uma¡ línguang de poder, que em
mantde sensibilida» alguns casos passaram a dominar, os habitam de Maeda têm com
dr:: distintívas sobre o &racionamth do pode
r no mundo onde preenditíu c intemng com um mundo em mudança inspirados pelo
vmm. Interpretam e interagem com o seu mund
o através de: um esque- esquema cultural da um. De fama. :les ccnsidvmm geralmente qu:
ma cultural dinâmico mas duradouro
(OI-mar 1990), historicamcnbe aqueles que faiam linguagem de pode: não fãmiiíaxes Mojiã'ktim: que
sustentado no género discursiva da ami
. De acor pmclàmam visões transcendentes de um manda transformada. Assim
ma, a puder é. por dcñnição, a capacidade :xmp do com este esque-
cícnal de transcender aconteceu, cume vamos, com os administradüm colaniais, os mis»
_o mind? que a maioria das pessoas conh
ccc, com o obicctivo de able¡ sionáños católicos, os guerrilhcims nacionaíims e os planiñcadmes
mfluencxa sabu- clc para ñns &Wordí
nárim Os feiticçims ¡hmm-SC sociaiístzs.
Por ironia. ac concebexem essas figuras de pode: como feiúcciros. os
habitantes cio pianaito vão articufanda :3 suas próprias viyões da
u Heim Warm¡ que ”um l a a . i, inunda - visõgs que fixam essas figuras de poder no mamar. Têm pap
' * w ' ?dem e à lógica entre estudantes de mato
ticipado. dt forma tentativa, cauteima, nos diálogos travadas no seu
m3::: m'
málâç ãgfm“Em que' mesmo ?WMM comu a da matemática, «[550] pus#-
em miuda cfc derrama¡ métodas dc utilizaçâc dc símhaim m seio, mntmríando, Envertando. derrubando :lou ::varanda muitas das
üãmmtc mm'tem q¡ 3:““ mugen"” dm lógicas distintas nãoestão «hamm- nfinnações fêims por interincutores com mais vuz c mais poda'. Têm
ünm mas os um WW (29ml 21W”)- chn :5mm que as lógicas dís~ efectuada eles próprias, discretamente, as mas próprias mmmmanabms
Podem :nim:me
teimam mw“podem
_em $933:: d: m”?'mmmm "05 quais os indivíduos conhecedmcs
sam. estimam a au¡ upcriéncia. e que, ::0115qu WW), apesar de dizerem - tal :sumo os Feiticeiros c conuafeiticeà
tim-nim“ ' 13,5 ' m os m“ PMN!! aprender a trabalhar em mamíle ms - que não possuem poder para isso.
mm“ hmcñmuhrmm'kmdm ¡Ji-:dm :um os múdi n.

44 45
MMA:
Hawmwmummmoqmmamw
rm mma sugeri, não se mlanm dmnñm Nem
dt: campo. as habitantes do planaito chamaram“ mm 'm uma im- demonstraram que o discurso da Wera uma línguagcm que ::mim
W d: Poda; o discurso da reforma neolibeml._(?s qu; esta
punha as sms urilizadares a olharem o puder mm WM ambiva-
wwquàmmdemwüwwmdíwwmm lência. Defenda que mm os habitantes :ln planalto, ngm c discurso da
teme rompçâo, o pode: em Moçambiqm P053“? W “ÚDQRÍRÊÚO 3m uma# mim sequer aos alhams mgulamcntadurts da poder ~ lime
vês da abertura das mercados. da realização de: cicrçõcs mulupamdárias e
da cansgüdgçào constitucional dos (Eleitos das cidadãos. Os rcfurmadg. rm em coimiaL no periodo socialista ou na contempcrânca dt
rafa-ima nzolibcral. Pela contrário, no meu entender. o dis-::nm da
res neoliberais, à mntlhánça dos seus predecesmm ~ fossem eles admi.
mam' durou estas populações de um Órgão sensorial (Cassircr 1346: 8),
nistradnrcs coimaiais, católicos, gimúihrims nacionalistas ou
amvés do quai pertepcionam pmñmdas contradições na ordem neolir
planradmcs socialistas v pmciamamm a sua viria de um mundo trans.
html emagrnte. do discumo da um, as habitantes dc Murcia
furando. Ao ::anuário dos antecessores, sugeriram que o mundo qm
(rean a seu manda, ainda que não da foram¡ &estiadan Vuianamn
projeme meridiaespaço às visões - «tradiçõesu - daqueles que sem.
um mundo dentro dos limites da histmicamente concebível. Na wall*
uma. Na verdade, estes refonmdares sugeriram que, com o estabeleci. dade, articularam visões de um mundo que pcrcchiam min .ser, dtcidi-
mmtadadermcrmos moçambicanos &podiam gwcmar com each. damcntr, obra sua, ao mesma tempo que o anca:an com insatisfà-
cia à: acordo com as suas próprias visões do mundo (desde que o vissem ção e alarme. Centínumm, assim, a rcvirar (hpiírhla) os poderes com
coma os refonmdcrts cspmvam). Apasar times añnnações, os habita“. qu: iam dcpmndo ~ para csprcitarcm o seu perigoso lado malta c
tes da planalto apreciam uma perturbadora na ordem poütii verem, ainda que vaga ou mcmcntancamcnte, aquilo com qu: estavam
a emergente. Mcnos do que dar-lhes podrr como cidadãos, a rcu'rada do mfmntados.
Enade de várias ::Fem davida do planalto deixavam vulneráveísao mas»
cida desenfreada do pode: por indivíduos, locais e esàangeims, que só se «um

preocupam. com er seus próprios intaum. Nm »espaçoso concediàos


pur um mgíme mais atolamntc», m habitantes du planalto viram ospodr- 0 que: sei da manha. mma disse, do mtu próprio cnvolvi»
msos saciar os seus apetitcs à custa dos autres. Entendemm que esse mento dialógica na discurso que lhe é característica - das inúmeras
ppclcr maléñm estava ligado à recusa das autoridades gravei-nativas dr caravanas em que participei desdc que iniciei n trabalho de campo m
!ngm e mnmlarã dinâmica invisível do pr:ch e de o exercer em nome Maeda, no ano dc 1993. O meu entendimento da aroma' está tão asso-
de todos. Na realidade, a popuiaçãn observou nos processos Cla refumla ciado a estas conversas que optei por utilizar alguns diálagos exemplifi-
neoliberal a transfonnação de :ruim-idades benéficas em agentes malém- cativos como módulcs canstitutivos do presente livro. Em vez de expor
1515. Etiquanto os rçfbnnmzioms añnnmm, no género discursiva do necr os meus argumch em capítulos dimenslouadüs como artigos, 05cm
o, uma V135:: do mundo cm que o ñlnciommmtn do poder em ço aos meus leitores capitulos mais curtos, cada um dçles enquadrado
turned:: Hammte e, logo, passível de controlo popular, a população por amenas narrativas dc uma ou mais conversas parácuiarmemc esti-
do ?1351410 manifestam uma suapeita persistente e uma pmñmcla mbi muiamrs cm que participei. Destas descriçñcs, surgem qucsmõcs qui: se
vam?“ em m0 39 F'Odeà através do género discursiva da mw. No convertem na. substância da minha argumentação.
WD @FMM m qua os ::Fumadores tentavam (ou diziam :star a Ê claro que oconhecimentn ria fieitiçaria não pode ser adquirido ::tram
Ehmlflgr os *conflitos mdénúcns». Os «abusos de poder» _- e até a vás de meras conversas sub:: o assunm. Embora Falar de fcitiçaria possa
própna «politica» ~ da driimmc da govemaçã _, os habitanms de Mueda colocar uma pçssoa incvimvchnmtç no seu dominic (FMI-5m
Pmemmm* mms da :im da W471i, n sru enhanclimenm tie que a 1980), ela é vivida de forma subjectiva por diversos tipos de acmres em
vida wcinl é, inevitavelmenm, uma iuta ' ñn regisms muitu diferentes e através de ván'os sentidos (Smiler 1995). Tai
pgtrncialmmte penígosas. forças Ç J cama as referidas descxíçõcs mostram, a meu diálegu» com as hahi~
m WI em: W
Ao contradizerc
_ m a linguage
_ a m da tribuna n eohb' eral com as MPE“ tantas do planalto de Muada compreendeu vários úpos de interacções
tas cxpre
rsas na lmgrmgem dmtmtíva da mm; R e intercâmbios verbais e não verbais, incluinsic a participaçãu em práti»
os habitantns da Plana!“

47
46
I¡ 1a.¡ a
!311W
m socialmente @mami que me pmporcimnmm Vénus típgs de
Os mami: do pianako com quem minith - incluindo alguns Cum?"
dências mb'ccãvas. . .. claims anáfcitiçaria afamadus ~ diziam-me. muitas vezes. que eles 1m
“Flama“ das ql:: :231m inmtigàçh @malaóiym sobre fama
1 , :ME @matizes de @tinha ou de carande que combatem a prios não sabiam c caminho para a entendimento da mm. O que 0
&ih-cmi¡ (Caim 1968; Stella c Olkcs 1987; Smiler 1989; Plotkin discurso da mw' dizia aos habitantes do pianaltn em que a mundn é
1993; Mm¡ 1999 *u o &mmgcógago John Chemoñ'alegava que a Egito, desfeito e mfcito num reino muito. Aquilo que a maioria deles
sabia sôbre a uma¡ era que não sabia W. Esta situação - para ::às
aprendizagem pcm'lite que o investigador magia algo dt uma ordem dife mencionar a minha expcxiência dela enquanto annoísúlngo - pad: ser
,em pm o seu prúpáo mundo de omnprcmsaoj 30 mesma tampo que nivial Raussíg 1987; Smller e Olkcs 1987; Stalin: 1989) mas, amvésdo
a meu, e 39m ,105 seus temas» (1979, 3). No entanto¡
tropa da aprmdízagcm, os antropólogos deram, mm frequência, uma
como pratícmnemeninguém em Maeda confessa ser feiticeiro, tomar-me impressão bastante (Mamma. 13
apremiiz de um deles teria sido impossível. No passadfl, os emande Na construção à: um narrativa emagráñca, é diñcü não atribuinnos
que ¡umbaúam a feitiçaria cmm, de um modo get-ai, treinados e iniciados algum tipo de sentida ao tema em causa. De facto, @uma dificilmente
por mestres, mas a aprendizagem da mnmfêitiçariz está a ::eder terreno, podemos viver num manda 'sum pmmnnas compmdê-h, mami, :al
em Muda, &caranch aumdidactas. Q1358todas as habitantes do pla. como os habitantes de Mueda com quem mnvmsci, Ver a invhivd,
malha «aprendem um pouco de cummíciásmm ao longo da vida, e cu 5¡ conhecer o incmmdveí e cumprede o que não tem sentida. M30
precisamente a mesmo junto de pessoas comuns e de curanáeirm capa. bastam: dífemmc, pcmêm, é sugerir que :ssa: sentido SC revelam como tal,
ciaümdm. Embora se possa dim que as minhas extensas (e cm algum_ durante a invcságaçãc no tem. O meu estbrço para compmcnder a
casas intuxtsas) ;magnum sobre _a &itiçm'ia constituíam uma espécie de mm'não se contínua ac tempo que passei no planaltu. O meu enten-
apxendízagem, nem a: nem os meus interlocutores antendíamos habi- dimento da mama' em continuamente múmmdo em vários um
maimmte que eu me estava a minar como cumdcim mtifcâãçmia, contextos - na biblioteca, na sala de c em &entac do ecrã do
embora mais de um cumudcim tenha acabada por me considezm como computador. D pmszme ¡ivm transmite css: cnttndimcnta na Imman-
um «colega» em matéria de conhecimentos nessa área. m em que o escrevi. Eminem contenha datadas de ::mantimentos c
Camo muitos estudiosos da feitiçaria, insira-mc na miaha narrativa; conversasneon-idos durante a investigação¡ de campo, a cronologia destes
produzindo aquilo que Jamcs CliiTord ~ na :cada de Bakhtin ~ &enu- :manaus mnánziu, na minha narmtiva, a outra ordem de aprcsmmüo.
minou «etnografia dialógica» (Cliñhrd 1985, 41-44). Porém, enquanto pois cada um das cpisódías que a constituem acabou por cumístir, na
outros. estudiosos de feitíçaria usaram a história da sua aprendizagem minha memória, 00m nunes que se questionam entre si. aum-és das
::cmo Ho candutar da narrativa - muitas vezes soh a fuma de :clama &mta-ires de espaço e da tempo, mia um deles csclateoendu m1 Ian-
da_ sua caminhaéa pessan da incompreensão ao entendimento - eu çancio a confusão mim: os mm A narrativa nim só acompanha
meire¡ est:: grupo narrativa. Fm' levada a fazê~lo pcía music incómoda divcrsas mam da história do plamim, como abre caminho ::marés da
que descobri existi; entre a minha experiência de estuda da meu' no lógicadaMMJmmoacabeímasconcebuaumaseam
terreno e e enmndlmenho dàwumwi que desenvolvi ao longo das mas, andmdu coaánuamemc para trás e para a 6mm mu: a simplicidade a
tanto na tamem cpm «na minha No terreno. Ia estudo da um' a complexidade, a clareza e a wbiguidadc, a certeza e a dúvida.
em, cpgn &equêncg pmñmdamcntc desoámtador. Os conhecimcnms 0 livro divide-«se cm ti'ês pm Os upítulcss cãa pam- ¡ofetemn ans
adqumdos n93“ fila perdiam-se na dia seguintt, quantia eu @comia ieitum uma :intuição sucinta da lógica que caracteriza genericaman
dados contfadsbóqos ou me dava conta da existência de perspectivas diâ-
Ath¡ Viagem n50 não em iínear como parecia n50 levar a IJ Vuk-se Stalin, qu: oferece um xelno bmw amizade de uma viagem de inves»
“um BMJ- Q9311“) mais estuáava a W, menos parecia Mb:: tigação :cpm: de ¡mcmpçñcs c úmida. que abandcmu sem m completado, ¡iizmào
aos @cus icimrts: um:: pcrsístide naquele ::aninha ácscnnhccâdu impedir-:mia de vos
com:: a minha hiãbória» (Smile: e 011w 1987; 229?. (Cí. Van qm Mama
m EMàHMard column
que estudou. um [193711 ° se" “me“ '5°mw mma aprendiz dm os sua ¡cimres de que, depois de :se tomar um 83W. o&Malawi/aging pim-
m a ,ser 'smkmmz pm de; 199!, 333).

48 49'
W !mm
o comq a W reflecte e
o reino da um', bem como do mod Elas transfoQO perita na condução de entraástas, semestrme que 05 Pulan Sm'
relações sociais. A part: n ::011134105 a hastóne
malr smopomfguês E à pos de mulheres cum quem trabalhámos falassem sobre as mas nadas tra
aa eclo
:Em pela mm' num mundo sujeitç revolucionáno e ?da presença de um homem esmgeim e branco - o que não em tarefa Fámí
evangelização cristã, seguidos pela nacmnalumo presente* no Moçambique mml. _
ssa aos &demasth
modernização socielism. A parte m regre beml da Em Para complem a minha equipa de investigação, Mpalume drspensall
Heinh
que apresemâmos no prólogo, realizaram da reforma um dos .seus invatigadores, Eusébio Tlssa Kain), para ir trabalhar ternu-
namia e dia governação moçamblcams. uma das tres pages é ante_
go no terreno durante longos períüdm. anndo dacgueí à pmvíncm de
cedida por um bm resumo do que 58113 tratado e des :andam a Cabo Delgado, 'I'issa tinha vinte e poucos anos e estava a estudar para
mai: dos capítulos nelas contidos. Os !criares que :remetem ter ;mm concluir o ensino secundária, na esperança de conseguir :nua: na um»
cipadamente uma descriçãa mais pamenmzada de livro deverão k, wrsldade. Ficou mmsiasmado com a ideia de trabalhar com um «pm-
agora estes três resumos seguidos, antes de prusseguuem. fessar americano», com quem poderia Falar um pouco de inglês de vez
um em quantia. Essa utilizou os salários que lhe paguei para custear as pro
Finas e sustenta: a mulher e os 61h05. No terreno, 'Essa mastmva uma
curiosidade inesgotável pela cultura e a história do Non: dc Moçam~
A minha comprecmãn da mm foi produtivamentc inspimda e régu- biqu: Depois de participar comigo em entrevistas esüumdas, cosm-
msmmte posta em ::aura pelas pessoas quo: Inc assistiram na investiga- rnava contar-me histórias e informações ::cuentas qm'. recolhem em
ção de campo e «amigo participam mais inknsívamenu: no diálogo investigações anteriores, ou que simylesmentc ouvira, em conversas
sobre o poder e a seu ñmcionamemo em Maeda. @mr-ndo, em 1993, cam outros murais da região.
ínfbrmei Estêvão Mpalumc ~› director do núcleo dos Arquivos do Inespmãameme, desenvolvi uma relação de cnhbomção com um
Panímónâo Cultural, ou Arpac, de Cabo Delgado, instimiçãa que foi terceiro moçambicana que acabou por contribuir momemente para a
minha anfitriã enqumm estive no terreno - de que desejava trabalhar minha investigaçãc. (grande, por sugestãa de Mpalume, lili à sede da
cam dois assistentes às pesquisa um human e uma mulher, ele Associação dos Combatentes da Luta de libertação Nacional (ou
sentou-mc a Felista Elias Mlmima. Felina tinha então vinte e poucas ACLlN), em Pemba, à procura de possiveis entrevistadas, encamin
mas. Em casada com um &ncianário do ;uma provincial e tinha Mamas Agostinho Mandumbwe, um hcmem de quarenta e tal anos,
dois filhos pegamos. Não tinha tido trabalho desde que mm a mm barba e um sarriso encantador. Depressa descobri que
arcolaáéade, mas Mpalumr: garantiu-me que depois de adquirir ::Ipe Mandumbwe aguardava a minha chegada, tendo sida ínlbrmade acer-
nência de pesquisa trabalhar¡in comigo, seria contratada pelo ca de mim e do meu profecia pela¡ seus supcríotcs na hierarquia polí-
ArpaaPemba, que não tinha quaisquer ñmaionários do sem Feminino tica (la pmíncia. A sua ñmção na ACILN era recnlher :lados históri-
na altura**l Durante o períudo de mula; para a minha disserta cos sobre a guerra de independência maçambicana, mas a assuainção
ção
(1993-1995), paguei um salário diário a Felista, que ela umas vezes tinha sido muito afectada pelos cortes orçamentais resultantes do ajus-
para anger-;Ler o rendimento do agregado familiar e outras usava
dava ao Faia tamento estrutural do Em da década de 1980. Mendumbwe ~ um
um oficial
mrlrtar reformado. Felina em a minha principal assistente de lmmem que sustentava uma esposa e me filhos - recebia um pequeno
33130 quando eu estava em Pemba. capital da província de Cabo vencimento mensal, mas não lhe eram fornecidos as equipamentos,
gado* MMC” mnmms m mm nome. marcando entrevistas, tem materiais e &ndos para deslocações de que necessitava para fazer o seu
!band o dadas e mpiando decumentos. Acompanhava-me trabalha. Depuis de descrevemos um an outro as nossas pruiectos de
mente quando eu ia ao planalto &equante-
de Murcia. * › ~ - investigação, em temas gerais. e de commtarmus que tínhamos muitas
;uma no
amam““ aprendeu a fazer inves&Sâçãn no terreno. mem' Palma
Veio a tomar-se interesses em comum, Mandumhwc pmpôs que colaborássemos no
nossa trabalho. Ele utilizar-ia os seus conhecimentos da lústória e da ml*
lt! Im ”5° l I a tura da região para me guia:até aos locais e ;resmas certos. Eu usaria os
Minado a whmtmããür' m “1335111139 um do Atpac antes de Felísta ter ter- meus mms para suprir as nossas necessidades linaan c logísticas.

5G 5¡
dia @ mà 15
“WMM“ as e
as mm cóp ias das gra vaçocs. WMÇõcs, @m
mg E amb d
trabalho produmsc.
outras mami; qnt n nossa am“ ?$4ka
an: : vári as días sobre a prame É “and
Rcümi dur da Pan idn e
a coiaba mção cam 1m; &Imunàam
ResV tam osr :finos- que
mami¡ nas intcmcçõcs c pesquisa Fgm as .mim
do Estaria ?Otima P mas sabia que a .Em.ng
l ~ cm uma
_
2 rias de habitantes do planalto.
m titles, 5m¡
made histórica maniasticammtc aceite pela mam
que Quafqunr tentativa da minha Pim PW 'Er-'1153' um? wmíaçã ü mm
a Frciimc me fechaáa campktamcntc as portas à nda rm planalm_
@uma aos aspectos positivas, trabalha: coma 9m @KL-_1mm ;om as qua-
liñcaçõts e a :xpcríência :ic Mandumbwc (agiram. Indupltavjrelmemç,
a minha entrada no terreno e padaria cantam mama' cñcsêncm c eñcá.
cia ao meu trabalho de campo- Àmtei a 0;““ de Mandu“”*bwc a tím-
[o provisório_ depois de a avisar que, às vezes. iria questionar os mini. Gamma
vg; g m métodos da Freiimc na minha investigaçãu. Embnm, vista ele !Numa
ser &ncianário do partido, não lhe !unha pago inicialmente cama
«assistente de campo», encontrci outras fomas de o compensar pela;
ll¡ Mm“:
contributos Lindos para o meu trabth ~« por mmplo, oferecendo pm-
visões para a sua Família antes de o afastar desta em viagens de pesqm.
sa, o que aumentava efectivamente o seu mndimento.
Marcos Mandumbwe e eu dcpmssa começámm a tram-nos peios
;names prémios) revelou-sc desde cedo um colaborador ideal_ No terrena,
mania a uma ganda variedaác de aparências de vida valiosas.
Trabalhara durante muitos arm came investigador do Arpac, antes cfc
culpar o seu iugar na ACLLN. Antes disse, durante a guerra de inde-
pendência .moçambicana. linha sido inspector distrital das escoias primá-
rias da Frelimo nas «zonas Íibcrtadasx da: Cabo Delgado. Os seus anus de
tabalho com as comunidades, em plena guerra, ensinamnrno a ralado'
com estranhos. Essas mesmas experiências alargaram as suas redes
mais gm a região da planaltu. Depressa notei e aprecie¡ a Sua
Miami“ capacidade Para utilizar os laços de pamntcsca e de cama-
mdaêem Para encontra:conexões e coisas em comum com as pessoasque
@Estávamos :1.o teamo. Era dinâmico e persuasivo quando fatima *1
.' ' mamã.uh; a
q
“3mm e C0me Qualideouvia. Demansm um vivo interesse 136105
dgvmos aspectos da história de Mueda e partíllma comng as suas rth
mães pmhndas sobre o ñmuonameato da sociedade local.
a H s r-
as Mande linha Marta 1
mm
Mpalmc Malha-m e Mmmmbícmlmama de *mde m MW Moçambique, província d: Gabo Delgado. pinnath de Maeda (m. 1994).

53
52
?Em

!MW
O meu pmgrama de investigação _em Mueda foi decisivammm
influenciado por Mamas, desde o inícm. Q!“ndo me Preparava
começa: a minha peimeíra temporada de @balho de can-ipa com ele, QBM'ÓO cameccí a ficar em casa deles, :ocean que a minha presta»
pedi-lhe que me ajudasse a localizar um sítio onde pudesse tambem¡ ?a um WWW““ “mg Pressão excessiva. Coma não havia Fontes de
água naturms nu planath e o sistema áe água canalimla raramente Em.
uma residência semipermznenbe, na eldade de Maeda ou cm amava, as mulheres, carnínhavam todas as manhãs, muitas ?em
mais
Mmbula (sede do distrito de Maidee. localizada no canta ;uam de uma hora, até à base do planaltu. para, ir busca: água em baidcs de
da planilha). Marcos aconsalhommc a 1150 me fixar num único tuga, vinte litros, 0 meu banha diária - que depressa &estabti nim pode:
sobretudo numa das cidades maiores ande em possível arrendar um; merecem cam isso :insultar os meus anfiníões - parecia-me uma extra-
casa. Disse-me que eu desejar ter um cgnvívio mais fácil com a vagâncm, mesmo depuis de ter aprendida a lavar-me com dois litres de
populações que viviam fora das sedes distritmams centenas de aldeias égua¡ Acabei par aprender a não sentir a miga:: de um convidado, mas
do planalto. @ando lhe perguntei and:: devem então morar, vespa“. a @Importar-mc em vez disso como um verdadeiro ñlho¡ :atentando
damn:: «Teus família por tado e planalto» Na verdade, cmquento ele, forum de manifestar o meu respeito e suprir. na medida das minhas
Tim e Felísta vivessem na cidade costeira de Pemba quando eu m possibilidades, as necessidades da minha Emília, Ao partilhar refeições
conheci, todos tinham sido nadas e criados no planalto de Muçda E com essas famílias de acolhimento, contribui: com fontes de proteínas
para alimenmções Frugnis, que de outro mada estariam limitadas à faxi-
possuíam extensas redes familiares. que abarcavam dezenas de aldeias_
nha de milha ou de mandioca e ao peixe sem. Por vezes, comprava
Marcos aconselhowme a apropriar-me dessas redes e a residir com gsm
uma galinha, uma caiJm ou um perco no mercado iam!, possíbílimnda
famílias quando mbalhasse nas suas aldeias, conselho que segui_
um ram festim a muitas das famílias :um quem ñcava. Comprava pane-
Durante a investigação em que o presente livro se lzzuaseia1 trabalha¡ las, ñ¡gideiras, Facas, alfaias agrícolas¡ mbertores, sapatos e outras 9.115:
em quase cem aldeias, revisime &equmtemenhe meia dúzia delas e gas :ie vestuário em Pemba, e oferecia-as aos membros dessas famílias.
fazendo :Ee uma em panicular (Mammbalale) o meu principal letal de Durante a minha temporth tie ,investigação em 1994, utilizei uma
pesquisa. Ao fim de um primeiro período de onzemeses no terreno, em carrinha a gasóleo equipada com um toldo, que comprei em Pretéria,
1994, regressei à província :ie Cabo Delgado dumate as féiias acadêmà África do Sei, e conduz¡ até Cabo Dein através do Malawi. Como
cas de 1996, 1997, 1999, 2001 e 2004, por periodos mais entre):e eete veículo em muita baixa, quase :em: ao chão, e se ::rolava frequen-
Geralmente, trabalhava na companhia de um ou mais dos mms cam- temente nas estradasmeninas do planalto, Mattos pós-lhe a alcunha de
panheims de pesquisa, e realmente encontrei «parentes» em :adm (e mam A nessa barramga prestoan bons services came escritório
lugares da planalto» onde trabalhei. Muitas vezes, mas nem sempre. os móvei, arquiva de casaca:: e fotografias, ::Imeem de comida e (quando
meus hospedeíme :mm ;mentes biológicos das pessoas com quem eu não se avatiava) meio de transmite O baum que instalei na pm: de
viajava. Durante a guerra da índepenáência, muitos habitantes do pla» !tás para transporte: passageiros também oferecia um espaço de dormi-
::alto encontraram famílias adoptivas no meia do tumulto e da tragédia. d'a adieinnal, quando necessária. \kndi a carrinha quando :eminei a
criando redes complexas e ànmdoum entre eles. Fui inserido nessas investigação para a dissertação e nos amos seguiam andei com uma car-
redes e, mesmo sem companhia, era afeetumamente recebida em casa rinha ainda mais pequena empresíada pelo sabrinho é: Mam,Nclito,
e usava merenda para dnaspesm mewLÓIiomôveLammém
das nm haspedeíms quando regressam. Na verdade, em castigado
quando não visitava as minhas «famílias» ao passar pelas &swf-'tim e donaitório. l
aldeias, ou quando estava muito tempo fora: «Andilikim diziam os meus A influência de Marcos na minha modulosiã WW mm
contudo, 0 mm aconsell'tammto logística. Marcos ensinou-me lleram¡
Parentes “GPMM @amando-me pela meu nome aihimacomlelrm mais, segundo a expressão simples de ?3135“ Brigas (19861
«tem andado: desaparecidoãn
Observando o trabalho de Marcos, W ?mm mas da um
investigação em colaboração, “fm 3 *adega à; m "mam a
É f* Embora mia uma tramiitemção da name pomgiês Henrique (que a' pmir das simples hisxórias de “de que ele edema Nm mos
dm: em labith de phmlta ser e que mais se assemelham aa meu nome ' V ugtúntes, MW, T1583 e Felina lwmñmmm :uma de Muda com
may). é um name muito madaentre os:amis de Mueda, ainda que algm“
P35“”
a meiu mma, Henrique
35
«Tens a :mm de que 0 nessa caminho :ms leva :mà 13?». pergunta
às vezes va-me
Tmmtes deparúmmcmviagundeuma aldeiapamuumaAhh, dem
que ima». mpondía Elim. normalmente antes de mim. «É um carro. não éh

ele e ao longo dos períodas seguintes no terrena, Mamas &Ima-«


me
quando me desviava para assuntos problemáticos no interminávai
V É* m; r e por
vezes perigosa diálogo do trabaiho dr: campo, encontrando espaços
«É necessário cmd:: estas caixa mgmm, afirmava Marcos Amanha pan a smalhada nas cantos e recantos mais sérios da vida
Em aspco
Mandumbm. tos dccisivoa, segui o exemplo de Marcos como investigador de campo.
Foi de quem me ensinou a rodas: os temas táctica/dos sem os abalado
quem eu podia conversa: e cujas narrativas pmcaís abarcavam »
uma nar, a enfrentar a hosúiidade com Emma e a prevenir situaçõ
es de ben-
enorme variedade de mrperiêncías de vida e perspectivas. Seguin são utíiizando a humor.
do o
exemplo de Marcos, vim a conhecer estes habitantes, começ Depois de trabalharmoz juntos durante algum tempo, Mamas
ando por cun-
!has pedir que me falassem das antepassados, dos pais, da ñmt-me que o sonho da sua vida em pubiicar um lim sem a história
infância, tias
casamentos, dos trabalhos que tinham feito, (ias viagens que e a cultura do ;Java maconáe, que pudesse ácixar aos filhos cama
tinham
efectuado, dos filhos que tinham gerado e criado. Acabe herança. Ao lango da sua carreira como investigador mim muitos
i por conhecer
as histórias mais gerais de Maeda - sobre a guem¡ e materiais, segunáo me cantou, mas não tinha conseguido escrever
os conflitos sociaà. esse
o colonialist c a libertação. a cenversão religiosa, iívm. Nem Marcos, nem Tim ou Fadista participaram na redacção do
a mudemização e O prasan lim, 17 cujo tuto transmite ideias e ophúõesdm quais até
desgnvnlvimcnto - em grande medida escutando as binári
a indivi~
duas e juntando as peças num quadro
compósito.
ccnstztci em Marcos uma mardinária capacidade
31m 35 M3588. dissipar suspeitas e pôr as pessoas à vontade para "Mascxamindcmn dupmmbmnciaisdos_ mtmo, estiv: em Cabo
“Em Cmügláñm Desde os primeiros momentus em que trabalhno 0011' Delgado no mode 2004.a fazer aquilo que Sm Pak! (193?)
íôgíca». ' cuueàiçâodia-
ei com

56 57
amora e . quais nie devem ser responsaiàijmóm
É:: asshn, ::visit-?3:5 sociedade do planalto qua transmth n
cbn foi substancialmente moidacía 9:10 (3511080 00m WCS três @bos da r'
região. Os seus names &gm-am na página de rosto, am mgonheçtmmm ;
pelos contributos qm: deram pauta este trabaâho. cama ¡nvcsngadOM
ácdicadoa c campetentes, e como batedocutoras incisivos e imaginaü_
vos.

Parte I

A PME do pimenta valume afetam aoskitcresuma àmcúção sucinta


do Funcionamento do pode: xa] como os habitantes :ie Maeda com
quem tmbalhámos o concebiam (ou imaginavam) através do :Emma da
temem'. Apzsar ck utilizarem a Bagagem da um como se esta (e pur
extensão o seu discurso) Em:um sistema estável, os habitantes dae Maeda
mnhzcíam, paradoxalmente. que a lógica da meu”mma num pas-
sado histôxícu consiécmclmente diferente do presente em que
É verdade que, para eles, a uma' vivia no presente e mandava, simulta-
neamcnte, o passada (Bakhúu in Todormr 1934. 84) - um passado que
s:: «batia no horizonte da &Mind; directa até mesmo panos mais
idosos. (branda faiavam da mm', às suas palavras separam-nas dos
seus antepassados e, ao mesmo tempo, usavam-nm a eles. Na verdade.
ainda que css: dismrsu mnstituíssc uma; carattedatica da identidadt ma-
conde. :scan-dava um passado anterior ao povoamento humano do pla-
nalto de Muecia e ao surgimento do grupo a'ka mamada, ligando,
asaim, os habitantes contemporânms aus actuais moradores das regiões
vizinhas e membros de outras gmpus émícos,um: quam:: os
deies.
Em grande mdida, o discwso da W mesma sinais de mntânuidadc
ao longo de mais de um aéculo de mudanw mrbukntas- Segundo as
::esmas com quem trabalhámos, o poder na Maeda cnntempmànga
tinha muito em comum cam o podch mamã-colonial, na medida em
que operava em dci:: níveis w um visívei, o outro Mvisíwi. @udp o
curso da mw! mmamporâneo testemuxúmra a hmõnca
áas fomms e do ñmciunamento do pode: no reino visível, no mino im
visth ou :m ambos, ek (33)9206qu frequenmmmte, a passadpcma
um univem mais nrácim, em mum mm “0 Q1131 '35 “mm“
do premte peõeríam ser considerados 311mm e. mmequenmmmte,

59
”“'_mwwáw

Kapühia
Fim?!
s nas pm n e m do presente trabalho _ Em
mnd mados, cume veremo nm com
lta
ica da podcr tal cama cf hab um ataque, as pzsms vulneráveis ::comiam a cspccialisms w :díwnbna'
todo a caso, ao examinar a lóg ginam atravéf (30 discumq da W mmadezroa e figuras de umidade política. incluindo os chefes de pc-
tcmporâneos a cmccbem (ou imaores uma descriçao do &111010an voação à. esperaçdo e mnñandc que :sms fossem ígualmmte camas,
s leit
a paira l mnbém apresentaaocons anch
sad a que titui para eles um ponto de @Br de penetrar 510 remo invisível. Enquanto os feiticeira: dcsuuídmes caca»
do pode: num pas Q smirá de base de referência pm¡ f pavam aos hmitcs mundo conhaciéc pelas pessoas comuns, pensava-
duradouro ~ um passa do que também 1 -se que os cspcclahsm a quem :sta: recomàm conseguiam* ir ainda mais
e discurso na parte H.
analisar a dinâmica histórica dess tant es de Mue ãa de um um m_ longe da que aqueles predadores¡ Tais (canuamiáceims invertísm ou
_A época pré-caioan mania os habi , _
tamo pass Í F
adol com o prese nte_ _5mm anulavam as acções invisíveis dos seus antecessores e, dessa fama, :afa-
cabuláñopamàlammsobrcopo dcr ziam o mundo.. Segundo as pessoas com quem nabalhámos, esta mano-
o, na mlcm do sécu'k? xx? os ha_
a negã
de os @marcam conquistaram bra unnsrzndente, denominada WM dcñnia o poder, tanto no pa.?
bitnmes do plana lto vivi am em pma çõcs de carácter mamlmcar, cujo¡ saêo cama nu presente.
ção, Dimvse qm: um juntamente cem um mundo :mm em reina vlsíwl e mino
assuntos eram adminkundos por dnefes (le pnvoate que lhe em prémio, 7,¡
dido não só satis fazâa 0 vast o apeti os habitantes da Mucda pré-colonialkgaxzm ans seusdestacada-:tes uma
chefe bem suce m ç
povo, equilibrde as, necessidadeshe compulsão, e um meio, pm vigian o mundo visível em busca de ir¡-
001.110 também alimentava a seu pnaç ão, da gasta r¡ ,g
vés da apro dícioã do &acionamenm invisível e 1331311651050 do poda, bem como
demos dos habitanm da povoação atra seus subordinados e adqui.
tribu içãu dos bens prod uzid as pelos uma pmpcnsãn c um método para ;alguem pmnancmcmcmc os marti-
da tedís
ada pela seca, pela fem vas e as acções dos paderosas. 0 retrato que os habitames contemporâ-
riáos atm'ês do comércio. .Numa região dmt para capturar A K escravos, a ~ neos traçavam do seu mundo «mal devia os seus subús ::mins ;cín-
pelos conflitos ¡nm-étnicos e pelas incursões a 05 Entul hos preda- zcmados A comovertmas não só na pan: l, mas. ao longodc tada o livro
ção contr
chá“: mgmúzava não só a defesa da poma a pavoaçoçs, mm o Em * a uma duradoura desconfiança do poder. muúrídz ao longo dos mm-
a ::um
tórlos, mas também ataques dc surpresa pcspcla linguagem damewíque Mavmmhadadadm semente
rique za e aume nta: a sua popu lação com canvas, qu:: ac?-
de cbn::- mais chefes mas
se que os a
tavam por seradaptados na mtúlinhagcm. Dizia
os outra s dlelê s locais nas suas pomações, sub
poderosos «engaliam» s populações. A am-
metendo-oa poIiticamente, bem como às respe ctiva
as &lav am das form as tic poder passadas e
bivalência. com que as pesso
a dos seus antepaxsados. qn:
prcmntes, em conversa connosco, reflectia m. _
ação c comu
lhes Wiúmm :ssa linguagem política de premi a também a un»
Na verdade, os habitantes wntt mpor âneü s de Maed
scmelmnçíw
!522mm para falar do exercida do pod:: no mino invisíwl, à Na a?
os havia m feito.
segundo nos diziam, do que os seus antepassad
?“
pré-colonial, tal ::uma na presente, diziaü que indivíduos podemüüm
na posse ele substâncias exóticas e sabendo como ¡má-las, comçg
zada: a um reino invisível and: não só desenvolviam pmpr '5'
com”
&mrdinárias sabre o reina visível que tinham deixaria para trás;
obtinlmm da sua visãae extraordinária a capacidade de alteraram O m““
visível. Afirmaan que alguns utilizavam east pode: para satisfazer”"
os O“ ?3'
*tim imxàâvtis, alimentada-se de bem-estar de rivais, vizinh
rentes, escravixandw dc macia Énvisíveí :lou consumi,ndo~lhc§ 3 P
pri: came. produzindo nas vitima dcagmças c dacnças visíveis. O“ _3
Wa mm* Em :lmss de «crise qu: s: suspeitava tar sido cam M
Capítulo 1

O povoamento do planalto de Mueda


e a criação dos macondcs
«Hoje em dia, há muitos bandidos nas aldeias».
Mantida¡ ergueu a cabeça e olhou por cima da cerca de sua casa, para
o centro da cidade de Mueda, dirigindo os nossos pensamentos para o
mercado, onde os jovens ociosos passavam o dia.
«No passado, teriam sido vendidos como escravos», concluiu ele, com
uma ponta de nostalgia na voz.
Maunda Ng°upula era uma “valiosa fonte histórica, não só para nós
mas também para os seus conterrâneos. Dizia-sc muitas vezes que ele
sabia mais sobre a época pré-colonial do que qualquer outro habitante
do planalto. @asc todos os anciãos com quem trabalhamos nos disse-
ram, a dada aluna, que devíamos Falar com Maunda. Esses homens m-

1 As pessoas de Mucda com quem tmbaihámos tinham, geralmente, vários nomes.


Qçando as crianças nasciam 61341165 dado um nome »a multas vezes, embora nem sempre,
em memória de um famiüar falccido. Em vários momentos - incluindo, por exemplo, a
passagem por ritos de iniciação, a conversão ao cristianismo ou ao islamismo, ou a en-
trada na lota amada ~ era passiva! que recebegscm alcunhas que às vezes, ainda que tam»
bém nem sempre, adquiríam mais importânma do que os seus nomes anteriores¡ Ao as«
cem-_lerem a lugares cia autoridade, os homens tomavam não só as títulos dos seus
antecessores mas também os nomes deles. Tanto os homens como as mulheres acrescen*
tavam aos names próprios gs_ nomes dos seus pals, seguidos pelos nomes dos pais dos
seus pais, e por aí fora, tantos quantos quzsesscm ?Bumeran os nomes dama antepassados
:Manos SEI-Vim., em alguns aspectos, como apehdos (complementando a Identidade ad*
quirída por vía materna, ou 11111014), embora ao longo das geragõcs o nome de cada ante-
passado fosse ficando para o fim da cadeia de nomes que os vwos se anibuíam a si mes-
.mos, até ser abandonado por compíetü (sobre a evolução dos nomes dos macondes, ver
também Dias e Dias 1970, 287; Gengcnbadl 2000, faz umaficscnção fascinamc do coma
plexo processo de atribuição de nomes no Sul de Moçambique). ?gaste voíume, designa
os habitantes do planalto peios nomes que lhes mm chamar mala frequentcmcnte, na
minha presença.

63
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voaçao estava :a :aim do uáñm de escravos. que.: emma vitimas qua¡
coma atacantes. De fada. uma ambiente perigoso.mia pavmçàü pm»
curafa defenda-sc da deprcdaçâa aumentando a sua populaçãm através
da ?Imagem dos seus vizinhas (gean mais Frases) e aimmndn os
@uma nas suas Rieím. Os mesmos audios, contaram-me. mm ?aquém
na, que os sem antepassados guardavam as mulheres da sua própria 90-
vcaçãn, quando cias iam buscar água e, mantras 33mm, faziam embas-
nadas nas fontes para capturar as mulheres de outras »um
(matrilinhagcns). *
Em remitado destas práticas, a maioria tias pomaçàes tinha 13mm
de diversas origens, incluindo gente tapmrada nas terms baixasem radar
c. va»
do pimalto. Marcos contou-m:: que a sua ¡nadinhang nmwná da:
de língua mama
milangc, era (e é) denominada amimnsi na mgião
pela matam
and: em originária. A sua «mãenf depois de ser captude
mima , foi comid a por esta »a isto é. adapt ada mma
nhang macbndt que mà::
pergu ntava m por
uma mulher vaivava. As gerações Seguintes ambas us
tinha m ascen dênci a vaivw a dc
os demendcntes dessa mulher
isso não anamaria m que
lados, ficando a saber, desse moda, que añmi es dc escravas
ndent
:ram mm¡ va mulidoda (Mans filhas). iam é; desce::Hà muitas, muitas
?amda amv? semplíe culpada a Fazer qualqur 5035.3Í quantia e visitávàmüs- 530). Marc os cont ou-m c:
(cf. Gengenba-ch 2090,
r vezes .uma a páuo mqumto convuxávamos. a que nos ohxigava a següír uma ciel-.15 partilha a sua
u pó gw: :a Imundo pm ::semanas aquilo que ele sabia. mmol:: no planalto que. são *falsos filhos'. Cada muilinhagcm extçrior
.- com uma
história - os seus mitos de origem entre os gracas. as alugam uu
uutms
ao planalto, umas eum: os mamas,
e pedia a um sodehn para o acompanhar. (bando Lá chegava, mà“ o
outras grupos»
Isto atentam se a povcaçâo necessitava de mas. Escole um es do planalto drscmdam dc ;Jo-
jovem quenãovalcsscgmndcmisam alguànqm suportam mal. Embora muitos dos “mia habitant ia!, pqr geme do plagalta, ou-
coba
pulaçõcs capturadas, na peñodo pré-
tras demandam de papi- Imãs Que 11615 53 @515mm Para às“ aos m*
contrastavam, pela sua
mãezfoãuigagda “É” ¡ic-WWE apenas 308 canas e u-añcantas de escravos , no :ne st período.
anciãos nos dissaram
7?”” que 0111
ser usadas Para fazer ::ati mas 351 msi dum”“
man É::m1., mal
p ancm
np um tqfnnas suasfedmd nda, con- hcas' 0mm'miguevcinadw
me Per íod o Her
da é da aldm a de Nala a_ ' ' i ~ bêmmctm'napovodaáf icam: uáñco de escravas.
mamas ] víti mae prat
9003 cm que a sua mãe em jovem: e
marivcrdadaaummmpamda &mmum talvcz
amãcdn
*Mam Mammüwscma
suamãwuzwómmma
, m emP05: lã mulheres ::animam de uma 55"
Até para imatrabalhar
.
aula armada. Os Jovens :am na frame, a grita: o tempo todo: «Estamos a V5'
67
OWàMâeMMWzMW
baseadas em linhagens 0 náñco de @mas levou :m SWEÍ'
Mm? deFudeãmiçõñ vaegídax. de maldades e (lt um:
UML¡ FOB?? em 8391156 @56313, sobmtndu entre os povns de linhagem
mamlmwque mam anorte do lambe:: Os vencidas um as cummidzr
de: pequenas. dcmrgnnizadas e dispersas, que tinham, ñaqumamznm, de
abnndonarmnas mms inteirasg munàr-se sab a pmtccção de um cursande
mim“ (11135311813 ou Mirai# para regiõts mais fáceis de deàndet. Cv despo-
voamcnm mon um vazia e cnmnitm a migração. pela que houve clãs intel'
ros que muéaram de região no inicie do séculom. (Ncwitt 1995, 2.53]

Os testamunhns orais dos anciâos mm quem trabalhâmossugenam',


de um medo geral, que as pupulações que núgraram para n píanaltn a
sul do Rovuma não mm outras senão os «vmcãàos» :laminas porNcwitt
w «comunide pequmas, desorganizadas e dispersas», que algum' para
«regiões mais Em: de defender». O planalto - antes desabime devido
an sen solo pomso e, por isso, mtalmcntc dcspmvido de nascentes de
água - fm, Piu'a 55W 1301311139568 em Fuga, um refúgio mais ñcil de dc-
fender.
A nossa zmñtriâ na aldeia de Marambaialel Augusta Bento w que conheciam; Segtmdo os &summhns amis, os primeiras mlonizaáums do planalto
_pelomme de Binti Bento (ñlha de Bento) _ em um hábil eleita. Embora as dcsignzvarn-se a sipníprins pelos nomes dos anciãosqu: as conduziram
mais habitantes do planaltopudessem compra: baldes de lata, mais leves¡ m até aos novos iam: e ñmdaxam aspovoações ond: viviam, Os conduzidas
mudo, muitos mntínuavam a guarda: a água, nas suas casas, em recipientes por Ushehe, por mmplo, &amam-sc a si mamas mm (ou wa-
(lc hmm mma aqueles que eia fazia, pois conservm o seu centcúcío fusca lisbabt) e à sua povoação Lishehe. Embora estes migrantes procurassem,
durante todo o dia.
nldubitnvehnente, Ekonde (amas. férteis), que lhcs pennítissem produzir
as culturas necessárias para poderem subsistix - e tenham encontrado
«Nós víamos para o planalto vindos da região de Mataka, para fugir essas ::nas sob a duma mata que crescia na planalto -, só mais tasz vi-
aos angonis», disse-me um ancião em Mwambulaf mantas, éramos riam a autndcnonúnar-sc macondm, teme"un alguns aumzes (porexem-
msm plo, Dias 1964, 64) afirmaram signiñcar «gente que busca Ekamía.
*Na realidade somos mamas», afirmou outro. «Rsñxgiámo-nm aqui. Pal-éra, no próprio processo de reconstituição das suas instituições so-
para fugir das caravana-s de escravos» ciais, económicas e políticas, através do qual deram origem a uma nova
Como escreveu n lústmiador Newítt, referindose específica- identidade colectiva, estes colonos falavam do poder, segundo os ms
mcnte a Maçambiquc: descendentes, usando a linguagem da feiúçaria. Na sua luta pela sobre-
vivência, os mais inteligentes procuravam obter uma vantagFm campe-
0l niño!)
_ da :suaves nim visava apenasaexportação. Os escravos eram títíva 'sabre os rivais através da utilização de substâncias mágsms como a
mdldm munmme, em África, &Cumulandonc na passe dos chefes e CD*
. ::tela que, no clímaxde Maunda, as gentes da suapovaaçãn usavam contra
Wanmmtes mármms, sendo muitos (falas usados para constituir exércitos pri' os estrangcims. Num mundo em que carla fenda poda ocultar um pc-
(”a WWW o número de mulheres produtivas numa wmnnidade m¡ rigo. ns poderosos alardeavam, cenvíncñnttmmtts que mm capazes de
antena: a estatuto dos chefes e outros homens pedemsm nas sociedadü
ver os inimigos cmboscados nãnsó nas nascentes de água, mas também,
M como mamas, num reino inVíâíVCÊ-
¡mWÕEmmáhmde . . _ __
' Mm, ' umçâowmdmdmmim ' atravessaramsz
m?“ (0mm 1 Fanficme R$523:: ?kung em meados do
mm”me 1953: Nai-'0mm 1939; Hamilton 19m .vn
Capítulo 2

Provocação e autoridade, dissidência


e solidariedade
«Q1me era jovem, tinha fama de arruaceiro», contou-nos Mandia.
Estávamos os dois sentados na varanda 'da casa do ancião, em Nimu,
a aldeia onde Tissa crescem e onde o seu pai e o irmão mais novo ainda
moravam. A reverência que Tissa demonstrava por Mandia ultrapassava
o habitual respeito pelos anciãos, mas Mandia também não era um an-
cião comum. Era, disse-me Tissa com orgulho, um dos três únicos ea_
!Juma que ainda viviam entre os maeondes da região do planalto.
«Quando íamos dançar o mapiko nas aldeias vizinhasm prosseguiu o
Ibema, «eu passava a vida a insultar as pessoas»
o,
Falava baixo, mantendo os braços e as mãos imóveis, junto ao corp
da fazem en-
em vez de gesticular, como a maioria dos homens de Moe
quanto falam.
rra»
«Sc alguém insultava a minha likala, eu partia para a gue
ava as acreditar
O comportamento do bem# era tão afável que me cust
ctamente, quando vol-
nas suas palavras. Abordou esta contradição dire
-se disso - can»
tou a falar. «Por ñm, as pessoas da minha likala fartaram
idiram tornar-me
seram-se de participar nas lutas que eu iniciava - e dec
comportar de forma
burma. Dessa forma, pensaram elas, eu teria de me
s res pon sáv el e aca bar ia co m ess a coi sa de andar por aí sempre a
mai
armar brigas» _
caracteristicos do
A carreira de Mandía matenalrzava os paradoxos '
pla nal to de Mo ed a, em ger açõ es passadas. Os actos de usbaka
_poder no
a trava a sua coragem e audaeia,
(provocação) através dos quais el e demons
s do s qua is con qui sta va o res pei to co mo nkukamalanga (provedor),
e atravé ndMra tinha.,_
vam tens ões no seio da sua matrilmhagem. Ma _
_às vezes gera
es, _ma is olh os do que bar rig a -- a sua e a dos seus Irmaos vashi-
por vez , inves»
jovem Mandia
tunguli. Estes últimos digeriram as energias do

7:1
a ..t .EE f x

05mm intervínhã. Nas guerras :um manilínhagms, asme


malestados por nenhum dos contmdoresm
Os WN não eram, todavia, as principais âguras de ;umidade mt!!
as popuiações do planalto no pgríoào pré-colonial. A sua cxistància eta,
cia EMO, txigida pela dinâmicacompim entre as povoações do planalto
c as figuras de maturidade que as govemavam: os wmang'olo w Ma
@chás de povoaçãm; literalmente «audios administradores da povoar
çãm: signiñcando WM:: dançam”: WdeCÉS», «administradoms»
ou «senhoresag e: “povoação»). Os chefes de povuação Fazíam reman-
wa sua autoridade aos antepassados ñmdadcres das povoações que go-
vernavam, herdme destes parentes mauüammis não só os titulos mas.
muitas vezes, também os nomes. Os chcíízs Falecidos eram :acordados
pclus seus sucessom em rituais dc súpiica aos antepassados.; denomina-
áos kaklrmàu. durante os quais se pedia a intervenção benéfica dos dc-
ñmtos nos assimws dos vivos.
Uns chefes de povoação gozavam de maior prestígio do que outras.
Sc um mw:: mkcy'a (sing) rebríndicava ser descendente de um fun-
dador que colonizam amas vixgcns, hcrdava deste ñmdador o estatuto
àc WM¡ WSÊÍMÕD (udmfíe de tenizório»; Email-name, «ancião ad-
ministrado: de tema: sigaiñmndo xbilamba mma). Os desmdmtcs
dos migrantes que solicitado terras e relações amigáveis com os
ocupantes prévios das regiões que colonizaram w como muitos foram
nbxigados a fazer devido àcrescem:: densidadc pnpulacíonàí naplanalto
ao longo do século xxx - reconth os seus anfitriões came chefes
de territóric, exprimindo a sua dependência e gratidãoperpétua ao pa;-
úcípaxem nas cexünónias de Wa dos, seus anñtfiõcsf
Embora os um nunca henham sida usados elas portugueses cosmo ima* A continuidade. de uma povoação não Bastava de modo algum garan-
mediátius nativos ~ não estando, por isso, haduídpus na proibição das dncñgs tra- tida no ambiente caótico e putting reinante no Norte de Moçambique
dicionais imposta pela Frelimo após a indcpmdêncía ~ a instituição cam em pré-cclonial -›~ moldada, como era, por sacas e fomcs cpisédicas, bem
desgraça nos anosa seguir à independência¡ @ando tenha-camas o &um; Man-
como pelos ataques c o t1'ãflcodc ::muros endémíoos. Entre as que pc-
CÍÍG. em 1994, havia fã muitos anos que ele não fazia a dança ritual do W.
Camo não tinha ninguém que tocam tambor para o acompanhar, Marcos ofe- mmexam, contava-sc, por exemplo, a aídeia de Lishche. (bunda, em 1991,
recem*Fm 053161. 'atuando reproduziro mcíhor que podia a batida &enéüça procurei identifica: os sans descendentes, a Em de. descobrir se: tinham
e aguda que @Gram das danças que pmmnciara am criança. O veího Mandu* sido transnútidos relatos da visita de @Nem até à actualidade, descabri
535909*mdâmímtt, mas estamtão feliz partardançado, que as lágrimas ih# que o seu nome ainda era proferido em rituais de &vacaçãax dos antepas-
subiram am olhos e matam pela m 313m_ sados na região, mas que Líshchc c o seu povo tinham sido vitimas dc
maüílinhagms mais poderosas e desaparecido campletameme.
tirado-o corpo hm: incumbãndo-o de equilibrar os apetite; das seus
Pam e sem a manilth como diplomata. 1 Beiáeimzm (1993. ?8) descrch uma dinâmúca malhnnfe entre as MMM
com“) de “05 “P500“: “No passado, o bmw: agia como conselheiro- dons e os recém-chegados-húspcdcs 1105 kal5mmdê Timm
Quando 35 Wim pessoas da Ebal.: não consegziam resolver um conflíma

73
72
!MM
E -t .HEFEE›g¡1.“
do adiaruma ta¡ atá-?5053,05 (3113635 de ?mação (ñmâad
wTstatÊatâÀOS) e as suas Populaçõcí Mamas ou grand“) Í um ?FMM Pala dos mesmos entre os seus seguidores, na me»
muito à 33111135, no ?4350519 Freedom' mm a mkbmçâo de t didi do “mama- A ?WMO dependia das mas para se defender,
comautos. Na altura
mães do Planalto da conquistaportuguesa @em de 19171 33
tinham começng 11335 Mbémfs “53W. juntamente cam (sun-as mudaria, comp loboig 7
a formar gemeas, que ?151,33sz a
(preço da Dalva),a Em de consolidar os mau-;emos dosSmens que nela '
compreender dez ou dozcglamhnhagmtmumdas mb a Mem?! de passavam a residia Amen, para garantir o poder da muiiinhagem, o
poderosos comandantes mxlntues (que podiam ser ou não chefes da _ Chefe da PUVDHÇãD pmcumva equilibrar as necessidades da povcação em
1_malim capa“ de organiza¡ e pmteger caravanas que fossem à msm tm_
termos de armas e Cie jovens 'que as manera. As reiações de poder no
car borracha6a Índia, gomacopal, cera de abelhas e Sésamo portecidwl seia das maníiinhagens e entre estes tomavam !bz-:m à medida que as
fem: e, sobretudo. amas: munições E Póh'c'mz mas passavam de mão em mão. Os chefes pudermos &amavam no
g ancião Lgutagwc, da aidcia :ie Lítembc, fez-nos uma exceíente de¡ mp0 de uma hierarquia assente no comenda de armas, que subíugave os
criçãg da povoaçãa onde cresceu. Recordava que o nanggoc'a mm ' juvens aos seus tios matrilíneares e as mulheres aos homens que nego-
Malapmde, em muito temiáo na região centro e se¡ do planaita, c outros ciavam os seus casamentos* Os homens relativamente maÉs jewem e
cheias de povmçãü das vizinhanças Foram obrigados a aliar-se a ele ou 3 menos poderosas pouco mais podiam fazer do que permãtir que os lm-
combate-io Domo inimigo. Malapende. dissemos Lyulagwe, integrou mg mens relativamente mais velhos e poderam: a: apmpriassem da riqueza
suas defesas as pomaçües dos MW'OÍD menos poderosas que pediram que pmduziam nos seus campos, que adquiriam na. caça e que obúnham
a sua protecção. Outros anciãos fizeram-nos descrições semelhantes das nas suas viagens de comércio ao íitoml, e a redísuibeíssem.
povoações de poderosas comandantes miêitares das regiões que camila. Não obstante as suas relações ciiennelaxes com os vizinhas maispode-
dam. Como veremos, o poder desses comandantes militares em indian. rosos, mesmo as manilmhagens mais fmz:: de uma conside-
cáável da sua reputação como &ide-aims competentes. rável autonomia sobre os seus assuntos innemas, mexendo a direím, por
exempic, de legar u mais básico dos recuam ~ a tem ~ aos membms
Apesar das alianças e aglomerações residenciais, a identidade daM
mais jovens da likok. Isto acontecia me'st que as terras tivessem sírio
continuou a ser a base da organização social entre os habitantes do pla-
inicialmente meebidas pelo ñmdado: da puvmção das mina de um chefe
naltoatéeo século xx (Dias e Dias 1970,11416). As Iiihas da matriiinlm-
de território pertencente a outra M. Consequenmmeme, :céus os che-
gem podiam nene; Viver na respectiva pomaçãa, nascendo nas poma- fes de pomaçãm desempenhavam um papel, ainda que subtil, na dimi-
çoes dos seus ?me e mudando-»se para as dos maridos quando se casam
. buição áas terras. Gs direitos sobre as terras cacem uns nos outros,
Pezpetuameme'dtspems entre outras mauiimhagens., as mulher o que fazia çom que quem cancedesse tem:: a outrem mantivesse. inch#
es cont¡-
nuavam, teriam, a persaniñesr a identidade da sua me, Einidamente, um direita residuai sobre essas terms, mesmo: que o bene-
aiimentandc
35 POYQÇOBS das respectivas matzilinhagens com os seus filhos, os quaíã» ficiária as eedesse a ::mta-a pessoa. Este princípio em apiicâvel às terras
3° atmãmn a maioridade, passavam a residir_junto de um ;92mm (tio concedidas por um chefe de povoação a outros membros da maiúlinhan
WE“WL
_Mm que lhes Facuitava os meim necessarios
&mm; ' ' para casarem e @0119 gem. à terra concedida per um homem adulto a um sobrinha. à tem¡
concedida por um homem à sua espuma1 ou às terras concedidas por uma
Cana ancião ¡amam! O Wah . . e muiher aus filhos, bem como às terms concedidas por um chefe de ter¡
dia ?WW - marra
. _. r mesma/zaga em consrderado mamã# ritório ans migrantes que chegassem. Em qualquer destes centenas,
O chefe bem sucedido desempenham muitas pe*
porém, a tem concedida raramente era reclamada enquanto as relações
6m““
açãocosta
:ar na ”dim Para issu,. organiza”_ sociais ee mantivessem eum o doador e a donatâáo. As tmxsacçõcs m¡
mente. Tinha direitoaos bem e' “315m“ casos, conduza-as pessoa] mferências de regras realizam assim. a maioria das vezes, aos níveis
adquiríáos através do comércio e era TCS' mais baixam da hierarquia de direitos, o que significa que um membro
da &7501:; podia dar term au mbrinho, ou mn homem à sua esposa, sem
W
o envokvimento directo do chefe da pomção. Todavie, Bete últíniw da
l 'um !Em W . sempenhava um papai importante na resolução de htígms ::tamos à
!kMadre; umm 7m_ n: m “mm ¡ma-u ¡minimum! à concenmcâü

?5
?51
Capítulo 3

Came, poder e satisfação


dos apetites
aRam é a pessoa que come came de lema, afínncsu Kalan-:mm
Apesar de já conhecer bem o anciãu, mãe:: consegui permber .ms ::tm
se ele estava prestes a abrir um largo ::arrisca mu :ea apenas semimwa
olhos para ver através das cataratas que lhe enwmvm a viam
«Kusbuhdam acrescentam.
Eu nunca auvim o verbo antes. Virá-me para Mamas? que mw
tada ao meu lado. O seu soin não suscitam dúvidas.
-Kmbubda é uma palavra muita especial», dim: Mmm à
mà:: na cam, num gaste) amigável, complaccme, :mas: de ?Mm
Nmês, as @ganga 1*'cstrangeims' eu 'brancas'l mme W
dias mas, entre nós? consideramos que iss:: é um dcfeímm
«Entãa a que significa kmbuàda?», perguntti eu.
«Depende do modo mma o tem:: é usadau¡ mpendcu
&call; sabre a questão por instantes..
@anda a torneira dc) dmfariz :15:3 se fecha totalmmw t: à
a pingar, isso é kaj/mula» A sua mãe:: mmtwe ritmímmmm
«se quando subia e &brinda-vs: guandu baixam, imita“: &a; gm sig:
água a salpiw o sola.
«Acentccc o mesma quandü um míml farei:: :limmm A mim
pinga-lhe da bom ~ wma Asma um saw
frame da próprio msm. _V r
pc¡ m pausa c ;crvw_tou; à palavra ê m ck
mammfermaumapctim lama“

de: tem:: mm m do
d .H E

Suspenso como eu estava enth shlmakonde (línqu um q ' Cam,panier e do.: mw


mas com WM): o Pamgueã (em queMarcof falava com“ e .
ingiês (em que às vezes fala? Cümlgü PTÓPHÚF “lançava “mas 'da pe: É“ 53355* QP: a came dc leões-gente não em consumida, porque fazê_
quísa na lingua que mt m na altura.” palavras misturam““ um¡ñ ' 0 “qmvakf'm a um acto Cie canibalísmo. Perguntava-me, contudo, o
com as outras, enquanto eu tentava (Manima nova palavra .a paraa à“ que::emma à Came dos ieões normais e se estes animais eram caçados
Enirmais poer da Cí““ Pc” “34W“ "MMM esem# ?am se*me Comum» Enqmnm St preparava para me explica: que o
consumo de came de hão era um acta audacioso, apenas praticado por
mas; &asim-?Pme e= por mma' pala palavra Portuguesas“, um homem «destzmidm (mu akqjapa nm), Kaizmatam continuou,
- que em inglês se traduz I'mI ”Í“ a
criticar o defeito a que chamava kmbnlala: «Sc coments came todos os
Ouvi Kalmmm dizer «Ehhh hm?, em mspcstaà explicação de Mm dias, ambas ::um o teu gado num instante. É impmdente-.» Estava sen-
coa Desta vez ¡Jurema-me que o :melão se estava a rir, ainda qua ' tado no pedaço de (mea de árvurc que trazia de casa e pousava no chão
levemente: sempre qu: vínhamos visítá-lo. Enquanto faiava, balnuçava-sc pm a
Kalamatatu, Marcos e eu tínhamos chegado à questão das pessoas “e frente sobre os pés, levantando ligeiramente o traseiro da assento. «Se
comiam came de leão através de uma conversa sobre a fãuna &aluga
; comes mais do que os outros, ambas porte isolar detes. Os outros não
a caça na região du planalto. Eu sabia, de conversas anteriores, que K; irão qucrcr partilha: um prato contigo, pur mem medo que camas
lamatatu fora um excelente caçador quando era jovem. Diswmc tudos»
se,
muito experiente na caça de javalis, ímpaías e até de búfalos. (banda ?reparei-mc para ouvir uma demorada prelmçãa do ancião sobre a
lhe perguntei sobre os hipopótamos e os eicf'antcs, contou “mt que cn_ imoralidade da avidaz. A sua denúncia da WMM:: foi, no entanto, brus«
mara a sua came por diversas vezes, mas que nunca tinha tamth interrompida. A sua. esposa, que estava ajoelhada no chão, ali
111mm esses
alunas. perto, sobre uma esteira de juncca, a peneira: farinha de mandioca., tinha
Eu sabia que, na ,sua ñmção de mid:: (especialista em substân estado a escutar atmtamentr.
cias
mágicas), Kalamatatu fora frequentemente instado a &campanha; as m. Agora intrometiavsc irrevermtementt na conversa: MMM?! Ahhh!
çadores na perseguição de leõcs quevagxeavam em radar das Nunca recusaria um human assim# p
aldeias de Virámos a cabeça a tempo de ver a seu sorriso aberto aa guiam“:
pâanalto. Uma vez dimmc: «anndn um leão é avistado
na mata, pró. «Adora cumer cameí» X
:dmo da aldeia, preparo uma: cabaça de abóbora com
utah: (termo gmé Quando voltei a foca: a 'atenção em Kaímnatatu, ele tinha a cabeça
ago Para qudqua substância mágica). Depois vou ao
fuga: and: o leão baixa. Pmsei por um momnto que Em envergonhado com o comeu*
fm mu? e dezto fogo ao mato. O fogo [arde] até ao
sítio onde o leão está táxis da esposa, mas dcpressapercebi que:mundial um sorriso malíciom.
escondida. As pesadas seguem o foge, descobre
m o leão lá e matam-no. Baixinho, mas energicamente, o ancião respondeu ao que a esposa
A ::tela @pede que o lcão mago: alguém.“
Eu sabla que Kalamatatu mma muito-s leões sm, conñando-nos: «Pci por isso qua aprendi a caçar»
, feito
que o tomam ex*
dao
_ rdi_ mxiammtc famoso em todo planalto. A1gana
disse, @hm-sc rívelado ieões vulgares, deles , se ndo me
Outros, porém, tragam afinal, &Bl-?k

e &mobñndo :M «cãe
Ms-ge nte»m .d Kalmnatatu provam-ü Fazen
(fell- ' dor autópsm"
, ,V e mandioca trituradas, com'd d Há. muitu que os habitantes de Maeda expressam a sua ambivalênca
@13111301135 entranhas das ma
1 m as u face ao poder na íinguagemdo consumo. Em conversa connmço, day
enviam acúmnníosamente os seus conterrâneos poderosos Simples»-
mentc como «aqueles que comem bem» ou «aqueles que comu? tudo?,
M_
I . ,
Os pudcrosas, por seu turno, ¡amanavam &equantemtntf as mfmda-
. N; e Dias (Im: 363) ong-:mm que WM mamães mg. vais exigências a que estavam suíeitos - bdm come as msmfestaçoes da
Mr (l 963: I 15) dmpãfnüw ['95 Suspeitos de terem sidocriados por fcãtiça. Tuí" ínvcja que lhcs :ram dirigidas - pelos mais pobres ç menos podcrrãrsofz,
Bares», mancada NDS nácmbus Para Hdm- mm leões Jam¡- dizendo: «Eles querem comer-me» Aqueles que nnham adqum o n»

81
8'!)
que::noutros lugares mma?“ muitas VEZES uma? ” em mit
aopiamlto, and: corriam 0 115w d? ?ser devorado“
Genteqm as Canaã“” mas condena” as W“
todas sozinhos». Kafamatatu contou-nos que, guanduEm
de 00mm ~
'aquelas
mimahho, tinha horror a que the chamassem ::WW (alguém qua
mb
came sozinho). ' nas @as pessoas nao só comp gãuznmncim
mas até coma feias. Q¡me 35:10ch observava e 'jo-?lava os rapazes
maisvemos, que matavam e pamlhavam a carne dog animais que traziam
dam Date modo, apmndCLI a datas pal-ter: mms apreciadas ao chefe
da sua pow: ::umbons peágços aa? anmãns da sua ñlêaáz e àsmu_
a, mm
Ibema mpmtadas da sua &mííia mais prómma. Para sã própri
apenas sigam bocados. Desta manera,:i c c cs nua-os ;mens da sua idade
@máiam a regular os $61.15 emma: atendendo aos das outros, subme.
temia-se à hierarqnia social da povoação c reproduzindo-a. "
Simulpaneamente, a caça pmpuxcionava aosjovens como Kalamaram
oportumdadcs para desenmlverem e realizarem as suas ambições (369%)
À semelhança :fe outros anciãos com quem fãlámosà Kalmnatatu mm.
trava grande_ orgulho em ter «aiimentado» os habitantes do seu povoado
3231125531? Jovem, _tamo através a caça, como do cultiva dos tampas m1
o maia-Had,
~ o. «Pmmdmjcs» (WMd) como estes ho-
mens acumuiam reservas de capim! soc1al ue podí vmar
terimmcntc noutras Hamas de pode: e/ou nqueza Asam caso
con Fm-
odiam
condenar a avareza (como Kalamatatu fez na count'th as p
Marcoseconú
didatico“ 3amy_oL mas admnam
" t ' axa¡tavam-mmamesmafa-
-» eae aqua tavam * cí 1*(.ztlanmarui nem nunca'
pc ;faremos (como a esposa dz Kalamatatu fêz con- Marcos não se encontrava comigD quantia canhea mn ao aum na ° 9:-
tinha estado cum o ancião . @anã o os alarmemei
alal e, Kalama tatu ficou espant ado por
ganda visita a casa do ancião, em Mamb
cumvefads a Marcos e pergun-
eu me mania: do seu nome. Deu uma pequena na mão e disse-
me
tou: «Ouvêste isto?! Ele disse: o meu nome# Depois, pegou
A esposa, muda ali perna,
-mez «A partir de agora. tu também és 'Falamath
pôs as mim na barriga e riu. «Dinhes o que issoWM significa», instou o marido.
infonn ou-nos , «Em signifi ca três, dam, sigxúñca uma w'a-
O ansiãc
“9° de: "amü
;1' " v a muito de via-«iam
[1993m›
vc@ um w domñxa
“995
namm
3:
;32
Shaw
232 351
(1996
2g
)'
Tm““ 1“11”:er muéx) Ba dect
3m ' 553-;”[2
sm
Chab al e
mm
Dalla:
gem de três dias sem vir a casa.
A espasa exclamou: «Gastavas era
Quand
de
o cu
visita:
Vemmmtc: «31:11, eu tive muitas mulheres. nessa
era jovem
mulhe msl»
gostav
Kalam atam sorriu tra»
águas. PCI isso,a minha cama
um** 3“* 99993,22 m dizia-mc: 'Três àias dmgam para faturas negócio; cia
quarto di: vais ter de me
mw ng Mim do' md “” “13'2
àâãâ“Wm lics ::1an
@mate &msgbmaibam 11mm: camas!” Quando eu cia gritava atrás de mim: " É Acabou
-a wres
223What rfmé
' mwenan czm
m « desta afim-tação, mam mmm por se toma: um numa»
.mm “WMM valores de Não” mdb que. onde m Mm
._ . ' ud .
Cm @Vérbiosmbmmm h :xe
mnmemfianoêmlín , 5:. :m pude, mm¡ hi:
4 Tum-r 09951195735“? de::actua amem( um
outros, as pessoas
nosso). No próprio acto de criticar: m os apeñtes dos
'man a Mlha/ãistmgggfã 28,31)- como s desejos de provar
“3m fama de r 112;! as) de Maeda melavam inevitaveímente os seus próprio
““ Comparativa ;bêcgtncíema
É:Wm que mm lhe chama :amammasins'
53mm. A' uma
&25ml; enigma“ dz Perna GS Frutos do pode: e do privilégio.

83
82
WW
d
* t como Kaiammatu. COMPWFdIm, na ?eda
Se aíàql cntar a s¡ própr ias
a à:::1:: me:: os outros e o pode: de
um intedigadas de fonnas çompíuas- P"“ 13m mm ?31301339 598
não precisav cang
am dc ireles 916131105 à CW* dc cam** Em vez (1153;09
mandam, apl-apride dos frutos do'sçu trabalha a mdlsuibuindo_
_os_ A5 pessoas diziam que comandantes múmias con-fo Malapmde w
mim» não só os seus rivais, mas tgmbém os seus subtipos¡ Con
mas 55m podemsas também «alunentavam» as próprias pessoas Capítulo 4
womiam». A satisfação dos seus apetites sustcnítava aqueles que 5mm
pm dos seus vastos corpos. De facto, n_a medida em que causem' O: reino invisível
mamar a unidade do grupo social, comiam em name :ie ?adm (mma
se esperava que o bm Mandia fizesse ao acaitar o seu título, como ae
disse no capítulo 2). «Sete hclícóptems levantaram 'm0 pm :caçar em casar, mnmum
o :india Kamcsa Baina. «Um da :Ideia é:: Luma um de Mimi;1 um de
Os habitantes de Maeda não só ::tomam os conterrâneos podem WM, um de Mambdaâc, um de Nmpánhz_ um de Namacuie e um
a panitha fartura dos seus pratas, como também avaliaram a irginmi.
de Muatidm
dade (icms indivíduos enquanto ñguras cfc autoridade, consoante ali.. Kumcsa estava rígida-:cm: sentado à mim éo beira¡ da sua casa,
mentasscm as.: nã:: as outros* O poder dos indivídum que só se serviam Não amava para Marcos nem pan mim? mundo os clima Em na
a si próprios estava, consequentemente, minado. pane.
A liuguagcm do consumo através da qual as pessoas avaliam-n a lap"- «O que vinha de Lumi: explodiu an :intaum quando !mama von-e,
timidadc do poder referia-se não só à distribuição maia! da came e de infumaumas com !nda a natumíidadg. «(35 mm seis migram aqui.
outros bens materiais, mas também a um mundo de predaçãc paraklo_ em Namandnm Matou.. emEniac'amm;e1 para a chic mb m seus pés,
o domínio da feitiçaria. Aqueles que sc alimmtmam das pessoas, em vez Esthmcíme par perceber a que malva a ser dim_ ?um amu. Ko-
de as Mw. 5 aqueles que apenas se alimentavam a si próprios, aqudes ma zstivtn a cantavam que tinha havida um ;una de: M (cómí
que !caminha sozinhos», eram, na vedada. suspeitos de posauímn m ::Meia de: Namàndc. md: Dcpmâ «Não cr: mesmo
dans Máfia, tenhas. 5 Pa. Máxima mrmqmmmtmámawmmwa Hank
ht!.icóprttms.
FMS!“QSMAWBÉC 1999. membcsmaúkíxmmmnm
helimptcrm tinham made um céus» d:: Mamã¡ fizera riam:: a campanha
@movida pela NW Unidas. tm km. pm What os mídadm
da Frelimc: e da amam. nas meses ;mm í; Mem :Mães plnv
#partidárias ::um m) pais_ A @um m ::me os h:in podt-
riam ter realmente @maio :Quim m :mãe da 911mm eu.
Fura dumnttagmmdauwmdtmmbwwmmmy
mimdmbámaàsádâmmmmwwmm
nmaindanãüexmíammümm (à m W &É;
Mamas um núiuw. WWE; m ' W“ a '
um_ “33; 5M ml¡ H”) msm ::Mhâawa Kmmmmammãamüumñhrdümh#
i“, m2»
mk* M m W“. mm mm mde amam!“ 'WE !cifra-m ¡h- @mmmemwmcmmnmrm
m W m Má:: da &Mammgenumnm De iam, mma mma multa
*Êírâlârggmmm m a: r WMNRB Munmvimwm Wtw mv¡ w
mim;?um mas“,4,1;

K L“ E
UMM
'
corrente
. do que- 5°_93553”
,camada“a ;seio
aid“?stlêncm
“mimmomenãnneo
(ía sua ?de familiar» a t**
- uai 3 algm“
pressao de ::12150 _ * l de Namand à
Orgulho por pessoas qnt_ vwgam page ,e sa eram da imã_
dente. Prosseguiu a sua hmóna._
..Depois áo ataque desses hChCÕPÍCIGâ. as ?mas das feto: aldeias q
mma¡ começaram a sofrer de uma amanha fauna de durma_ Os a:
dgnâñm dos ;migas de gaúdc que vieram cá chamaram~fhe kana
mma eu dim, não em !taum @mesa olhou para o céu, ligará“"
porcima da cerca de bambu que delinútava o seu pátio. :mtas de me:
cantar: “Era Wim¡
Depois lançou uma olhadela a Mamas e a mim, enquantü canduía
seu reiato. «O meu tic, Shimm, morreu desta fralda. Pouco tempo dawn
de ele mamar, aiguém anduu pela aídeia de noite a gritar *Shimtu mma:
nacasa de Komesaí' [ou Stja, tinha morrido ae tcntar matar Kamenpg¡-
meiode um feitiçoln.3
Após uma pausa, Komesa assinalou o fim da narrativa, dizendo¡ “É
tudo o que eu sei»
Instei-o, porém, a que nos explicam melhor estas acarrências_ um,
rpg-sc a acrescenta: que o helicóptero que arder: em Luterana podia ter co_
hdldo, acidentalmmc, com uma mim antifeitiço que lá tivasse sido m.
lauda, mas que clefcm pmtegido dos outros seis pelas suas própdas
, qu:nãa só tmham feito com que os helicópteros se despenhu.
sem e atacama, como também tinham «virado a marido atacante con.
“a de PfóPñO” (W141)-
v ::esmas que :narram desta di " ' *
MMC”. ¡Hu-non mm àistanciamentãfma momm tada; a “um
“nh
' am caída
mma' Komesase podcríamosvm' and «Não sei porque é que as pessoas me inveizmu, respondeu Knmcsa Eating,
:r 05 hei' icópm quando 1h: perguntei por que razão os feiticeiro: c atuavam. «Nie provoca
ninguém. Em em casa e não incomodo ninguém. Sou apenas um velha» Na
mggífuíve ck Kama deu lugar a um vago rcaâidadc. Knmcsa em um homem de poda: c riqueza relativamente grandes, na
sortíso. «Podem i1' lá,
VM cmo nada. Os que nim falaram dos htií aldeia de Namande. Ocupara cargas de autüridadc nu governa local, a sua casa
, mas etafn 9M W [Feiticei cóptems mesuiam estava coberta mm um :elhadude zinco e vestia bem. «Dc-.rc fazer part: de um
“Os ::os Samu e' Para mim mwu ran dei msh plano miar para me desanima, disse ele. Olhou directamente para cada um de
, dizendo em tom de hmm: nós e acrescentou: «O facto de vocês; me terem visitada haja quer ;fizer com
_ um mz san as., negras, ::uma que vou ser atacaâo um noite.-
@MW e dmg1u~se par destas quedas!”
a c portão ao !ado de sua &Sâ- 5°'
s aa::no quanto tempo iríamos andar. Parámos1080 dez ou quinze metros adiante da sua casa. A âeim de casas onde ficam
3 En! «
a deie estava virada para o centra da aldeia, onde havia algumas mangas
'
w m2a,m m. :É: mw 1:13““ É““ “3*
de
F

mam aldeia ndmbu. as um


mtadaa sobuma mangueira, que nas abscwavam &numca; Kama
dirigiu a nosso olharnuvamente pan a sua casa. Junto dat esqmna frontal
4 ' ' *° ““ dcfa um m
mm! fcfL iêe
' imfm m de Í y m
mm E direita estava um caiueim, com não mais tic cine:: means de altura, pm
l m V_ crumcucmismo
”m“ @amam¡cmÂãícaEWIIWam 0 qual apumnu.
“Em Em» (vu, por exemplo, Main' 1959, 96).

86
.H E

sa._
* emos Komc
*Fm“ aqui:' que caíram!, diss
7
Demnm¡ um instantes a reparar na tenahdadc estntnha,
¡ W
da casta. Então percebi que a áwnre estava mam ' a4* mino?! me
v- . r ' = ...1 - mastambémcxis
!Hi-Â*
den““ dükmíW-ís Para além de o subsumir no seu seio. 5 L
"'Eêgundokos &Êabitantes da planalto de Mucda, as CME da passagem
@do as pessoas do planalto falavam :amigo ou na minhapre ::me os dom 12mm que ccnstimem a seu mundo eram as miuda (sing.
Mais), subsçâncias ñsicas disponíveis no reina visível, uma utilizadas para
sobre feitiçaria, miriam mà“ “ms 05 seus ”Im da mesma fim“ se cansegmrentrar e actua: no mino invisível, a Em de atingir objectivos
que Kame“ 5mm, dizendüí «E tudo 0 que eu
Sei.” Na verdade E¡ cspantmos. Embora a categoria cias música sc tenha expandida nos úlúmns
vam frequentemente o que sabiam citando inteiros que, &2311:; anos, dmgandoa incluir materiais tãoexóticos como a Fanta !granja c o
mm, mn vista e contado estranhos casos de fcitiça ch m
zia, mma?“ áçido das pilhas dmrávásf no peñodo px'écalonial as pessoas seco»
os atacam:: efou as vítimas (que: às W255: mm 5155 Pfóprios). Geni lhiam geralmente as suas míssil: entre a Hora c a Fauna da região do ph-
mente, porém, faiavam em ten-nos vagos sobre padrões de ocorreu -l nalto. Na aãtura em que trabalhámos em Maeda, muitas das mítda mais
dos feitiços. Nesses relatos, transmitidos de boca cm boca e de gm conhecidas e usadas ainda eram ubtídas a panir de raizes. cascas e Folhas
em geração, o presente em infome peko passado, e o passado de árvores e arbusms qua crescem espontaneamente no meio do mato.?
pcio presente. Os chiñts, camas e presas da fauna local também continuavam a _servir
Os habitantes de Murcia nunca tinham ouvido falar de «kvldm mào de miüla aos habitantes do planaltn.
época coloniai. Dmnheciam os helicópteros até à guerra da índepm. Estes contavam-nos muitas vezes que, à sexualth das seus ante-
dência. Mesmo assim, Komesa Baina viu nos ataques a sua passados, cles (ou pelo menosautres dos seus) sabiam fazer cuisas glan-
casa c na díosas com as minha Estas podiam ser utilizadas para prolonga: a vida,
doença qm: se declaram nas aldeias círcundantcs algo que
teria sido tem. aumenta: a força fisica, garantir boas colheitas, caçadas &víang e pro
uhccívei por gerações dos seus antepassados. «Em mui»,
disse-nos tic_ ::get as pessoas da doença e da desgraça. Por outro kadu, as mizzla por
Tal como as pçssoas do tempo pré-colonial, Kcmcsa via
provas, no diam ser usadaspara outros ñns, mais sinâstros -› por exemplo para tem¡w
seu mund o, da ::Instância de fnrças acuÊtas, frequ
Navcrdade,_os habitantes do pianalto de Mueda entem ente ameaçadám
há muito qu:: entendeu;
bar vizinhos e parentes, uu fazer mal a outras pcssaas causando-íth
infortímios, desígnadamente mandando a ciumça ou a morte visitá~las
o ?em !Wado como sendo constimído por dois lados a elas. ou a fanúiiarcs.
opostos: um a
nuno wswal dps assuntos terrenos; o Outro, o reino Embora só fosse possível atingir determinados fins com tipos especí-
invisíve'í dos fale?
meno s fmtásüms e armadores.“ (à reino invis ñtzos. de miuia, disseram-nos que vários tipos destas sean para múiti»
ível, comorvmmüs. re"
plus Fins. Um único tipu de ¡mà! podia ser utilizado para perpetrar actos
socialmcnte aprovados ou sociaimentc mprcensívais. Por outras pahvras,
, iomu_ .-
muit ããlao, Marcas cantam: a binária de
um helicóptero :lc 10011 as pessoas classiñcavam as mimcomo fontes d: pedçr momimente seu»
da mm _de Myaãcêglzelxãcm :mbalhan anter iomcnbe diziam transportar 100 153!“ qm'
Feitâcairm tras, que podiam ser usadas para caía: eu para destruir: 133m ?mega O“
Nammdg que Msn ::que contra o lendário curandeim Mand
a,- também dc
“É na [im :fümhm
@daCDS“Émava fazes-::Lelis naum
r maçã:: das mata fumo
Marcàos
aldcia
contdeou-m
Magda' 0nd(
“Simão o sinodo adam - e que tinha 329, que faz; cgumkg as
observam uma mma címníar n mã a“Ver também Mbembc 20m_ 1434.46). CI. Horton (1993.aspnmel ms teams \
nme qm" embora nã“ m csmm ¡dcias do«oculto» às «twríag scmdiú as» invocada : qmndo
homens 1101111355
;même lmbr ar gde¡comA Ferraraf:mt
umasPcvulga bm maç
açores,
da“ nunc
mam*aque
consEm Findo d: uma
eguiriam formaã““
qu'c
mis ingem (rações em pelas test Fazer. A sua him“
2060; 1997, 23, me) também nmncionn a utilização' do ámdoa das pa-
emunhas dos «citados nas Caim
5135”“” EÊâlhryÊwaz,
coma uma substância medicinaí no Uganda. y
das à?
Ihasfbatexias
' É dMSão d v ›. 1 Dias e Dias um, 367) sugerem que as _substânmas migas ::ganda a _pamr mm
' . “as regiões
' adamundo
globo Firm“” do mma¡ a quina do Énvísível está documentada em mas eos sms @twmmlm, um; sepul
Am (1939, as. 37.39);;BOM'pm1989
amplo,. Elmde (1954. 205); M. Bmwn~ (mas, 50); varas serviam comi) intmnediárias em:: a;
à sua &àma como
(1995, 75;) Stephcnt1996,89]; Y( .
369309 ,5:03:25 a 011611 eram assinaladas mm irma, que ?homem
Gufíer (1999 !I 3); L e (tííà,1?:fluni1ph1íeyc

39
W
X .n E
mw, _ cum ou para mamã¡ De acordo cmn'oã aan-0 UMM'
à'

3:12::
Margotcalam“ 55mm
Schmidt Bias, «a mia,acomo
::medroga
de fmgwa,
Antonia Jorge dh:
tam o pode¡
produziamc mmúnham; efectivamente, um reino invisível amis se mn*
viam a acalavam «fora» ou «para além» do mundo pemepcicnado ?das
forçar a fbrça vma dos 110mm de Éh“. cm““ °“ de u“ m“bar
«O homem aumenta as
pessoas comuns, livres das restrições edos constrangimentos do mino vi-
completo» (19270, 367). Concluem amda:
#teia favorávd, ou cum u t t , sívai termas.” As pessoas referiamae muito símpicsmcntc a este acto
forças Qu perde-as, seguncÊo faz mãe transcendente e aos actos invisíveis que tai, transcendência possibilitava
nick cunha ele. A #tela É qnt “Pb“ P01' que talão um Vivem Inu; como mi, designme por mari, «feiticeiro» (sing. mam] os que CO-
anos, sãcs e saudáveis, outros cnfmquectm e morrem; é tudo uma qu: metiam tais actos. u
tãodenmnüfm maltal v d m Segundo nos contaram alguns habitantes da píanalte, como Kamen
Na' ca ¡vê-colo'. mmoawmoupo e mais Baias, ao criarem e hahitarcm o reino imásivel da mami, os feiticeira
que seeãjnhfcía em a sb' i. Esta substância obscura tornarão não só duplican o mundo em quc viviam, mas também se dupiicavam
possuidores, bem como os actos por ele: cometidos, invisíveis aos num a si próprios. 13 Quando os feiticeiros circulavam de noite, de forma iu-
das pessoas comuns. Camo o ancião Mushimbaiyulo Naâmlungçm um visível, os seus com pcmaneciam visíveis para aspessoas comuns, qu:
explimu quando falámos com ele na aídcia de Magaia: «A sàikupipcmte os podiam encontra¡ a durmir inomntcmcntc nas suas camas. No seu
que uma pessoa faça coãszs sem que ninguém a veja, sem que ninguém mundo duplicado, estas pessoas duplicadas imitavam a vida social nor
se ::percebam9 Os utiiizadores de WMM conseguiam não só tal-name ¡,1, mal¡ unindw para se apoiaram e reproduzirem, dançando todas juntas
úsíveis, mas wmisas mmmáúas; viam-Se, inclusivamm de madrugada no centro da aãdcia (ou, na época anterior ã independên-
cia, no centro da povoação). O Feitiço, segundo me disseram muitas
uns ans nun-us, como as actos que as coie na
véu da
mas, linha de ser áançadog" mas através da sua dança (bwin mm)
m Através da utilização desta dra:: ::25:3 pai::
osfeiticeij também invartiam as normas 15 Dançavam nus, sem

“Ambivalàlcâaa
_ rcspcimdasmbstâncíasmá'
gacas e dos *
um hum vulgar m !lamina emugurñca' africana; Ver, por “$3 ' 348); Atkinson (1985*l 91); Lam-bel: (1993, 243); Plnzkín (3993, 235); Bungmba (1998,
32 Pim e
191m
, . ,G' teen( 1994
_ , ,25),~ Ashfor:(1995, 1194); Whyte (1997, za);
p Cieka
l wyum:
@993 (1963'
123)»
IB); Gufler (1999, 133); Nyamnich (2001, 43)' CE Farm: (2001, 4). que documenta as
weigh
as mu:t!! Tausgg (1897, 140). &add-:
9 nbr: (1944,51)refcre a crem:: :im names crenças mendc deque o pude: pravém da capaááaáe «de vu- pamalém dos fmómnm
deus ' de
% queà c de interpretar significados mais profundos», apesardc mger'u que o povo mande
cumqu podmm scr usados ;Jara Pam
provas ' que 0 próapão Como também m camada comomaL john Bowm :pratas: nim camich a exercício dcsu cayaciâaãe como amado limitado a0 mino da namo.
*mms me: us «para matar ou arm, para! esclar uma Fonte neutra d: poda 1' Ver também WIJlis e Chísangz (1999,3, 173). chundo Nyamniüh. o reino invisích
ecer m1conñmdir» :um: os mm tem um nome entre os habitantes das :mas &o; Camarões; ele descreve o ma comu
?ÊÊÊ EIQÂ também Iambek (1993, 269).
~ ctrçs ga? i mm mundo misteriaso de abunáância c possíbi'âdadcs inâxúw, que mine em paralelo
tos, em variadas
mamas mamã' cam o manda visivei (2901, 44). E1i4de0964, 259-260) fez a célebre Matão de qua «a
de 59:01:1demmgãsàEvans-Pritrhmd (1976 d “F
mm, 14), pofgs'xçãloãc: ::têm-.nnmas principal! técnica xamânica ê a passagem de uma região cósmica para cum-;é pracisa-
;um “mas hmm E c11-13 as bruxos csfrcgavam um unguento especial na pela pm mente 'um que Fazem as faiáceims da Muniz ~ e, como memos. os cannafeitíccims.
g *30mm * . &SWQÍDQ 210) descr
eve cama as bcgkhgcnncs 11166605) @RW u Entra os !bras das montanha: da Nova Guiné, segundo Lindenbaum (1979, 56), a
M““szàmmammx;151 Pintadagenummmpamm outros agir. Vertambém palavra para feitiçaria, #Em significa upressamrmz «está escondido!, Embora 'Em nã::
WD 'I . . sz apliqu: ao planalto de Maeda, &itiçaxàa ç invisíbílídade impiiczvamse mm::
m &ÍEÊÍC ”mag 13m VE! ;mas ou coisas no discurso local sobre a Ver também Brideãzmn (I963: 55).
_ m as (“umEm d que pemamemn
:e !matado na liam-atum emogrâñca. TW u Va' também Lam: (1993); Devisch (2001, 111); Penne (2001, 2139-212).
'm a.: + a &HEMIÍW dt qm ¡gma substância mamada W ?6mm “ A assadaçãe da bmxiaclan feitiçaria à dança é aiegadãzmmte comum no sudoeste
!ao adivinha? verast d me' 'A m t '39m uma md“ à ¡uma! que ?maia añícana; e dim: que essas damas são mrmakmcnu &cmadas sem mapa. Lambck. pai'
Wu mm_ m, mdwi dimcgm” exemplo, Fala de feiticeiros que dançam nas, em grupo. em M33an (1?93, 251). Os
&men eum¡ *035946 1 ”Mig“95?, 23%?) Tai mma édesczíta pm Tuma.í
uxqumasfoidescritaem Maeda. 13035““ de van Diík sugeriram que DS hmm tomavam ?[5 !mí-'5 mm
que m “ma nhã m pc ;manos sobretudc para se mult 13m potenciais hmm :ombmandws com duas actividades mesmívns: a dança
ea
arem Simmons tem¡ ° sexual (van Dijk 1992). _
me tinham -a capacidade mlk??? nudez/:chão
MPR m com me““magrdmáúos '5 Middleton (1963, 27 l; 1967. há] 161m3 também que Os num: :É
mW p
“um “ graça¡ 3m 92115 g ~ w espíritas E acontecimentos ¡MÊSÍWÊ
em“L ::um 119w. 95,2; Sabre visãoeünhísibilidãdf social; Van Bimbcrgm :Itaim: 413mm.. é md:: o que sa¡ fim cia andem fãmúaar.m0
também Lmhardt(1951. m9); Elizete (194% é regulada por :ssa ardem, [mê desafia. Rititi. ÃUHÍ 333351 Em “dem" (2001: Z“)

31
99
MW ÚMÉWW
_ _ Opos to __
mente na presen ça d: pmntcs do ;SEXO
ai desmpeito através de uma soaabdndad c sem Emi
;m:mal
mp1::de-011;.; do confmntadas cum p in-
ñ-
ra?
ms não só Passaram paga mwfpfms _, m
du 10, as :59033 ge « ente suspm vam que alguém do seu mem
É claro q 'c os feiticei es ma zcra ;um para fins malêvolas - mw¡ wa bjo:: (“feitiço
de perigo» eu
m - @quinto ainda u Q. @feitiço
coma del:: mgmava dentro do visível. Atraves de 511mb.“ mt *feitiço perigosm). como lhe chamavam, ou mw¡ em Mm
macia 0 ?35110 inv isí vel _ 1 . . h sujo», «feitiço feio» ou «feitiço mam). Qpand o desco me que os bens
centro avammo mvlswehnmtc u do a
nas“ última, circunscxtwatmno e ou a pmpñedadc de uma pesso a tinha m sida danif icado s, ou quan
í" A sua visão :uma :dináría permitia-lhe
s nao só; verem-sc um aos 01.1th ped th (afeiv
sua sorte diminuía subitamente, suspeitamn de #Wa
m Ema doente
“f e ao .:tino invisívei and: se moviam, mas ?inibem Obsefvar de umaPer#
mpg¡ 0 reino visívele os seus habitantes. Os fendccíms forma* tíço de ruína» ou «feitiçc de destruiçãon). anndo algué
Mm (efei-
ou morria, suspeitavmn dc m¡um ou de WW
mn, mm mm visões cio mundo. *7 Os sans pontos de ¡alastra-ag.3 tiçn de matar/assassinar”)
(nim W411“ para M6421' uma inñuência invulgar sobre este m_ tam a sabotar, des-
Os feiticeiros, segundo meafirmavam, não se limi eridade daqueles
mdm a sua lógica operativa e pennitíndülhcs manipulá-la trai: e matar. Sustentavam-Se da diminuição da prosp
íhrça de trabalho das
malízarem ;amem fantásticas. 13 que ata-tavam. Em alguns casos, apodemvam-sc da
0 ancião Mushimbalyulo disse-n06: «Com ami', uma 13mm suas prcsas , alime ntando-se ímrisivnl-
suas vítimas. Neutras faziam-nas
que elas dcñn hava m e mon-iam.3* Na ver-
lançar um ataque c ninguém Rpm» Para este Em, há muito que os fd. mente da sua came à medi da
em aiguém eram
ácarosusam outras substâncias mágicas em conjunto com a ¡àihpi Por dade., as sinais visíveis dc soñimentu, fadiga e doença
essa pesso a ser obzígnda a !Ia-
mmplo, às vezes, os feiticcims deitam, su1:¡rtzpticíamentel uma sul» muitas vezes intalpmtadus como efeitos da a sercon-
ão-& ide, ou dc e. sua came estar
tância dmmadasbangn na comida ou na bebida de uma vítima desprw balhar de noite para um patr capaz es não
feiticz irc. Os Har em as ng eram
cupada? fazendo-a ñcar doente. *9 Também enterravam objectos ::andas sumida por um
Suas vítimas -, substi»
031;¡ ;um e denominados minho nos caminhos perconídns pela.; mas só de se escnnderem, mas também à: oculmm as
ra que fàziam
“tunas. Os maybesba explocíiam como bambas, causando-lhes dates na :ainda os seus culpas, sempre que necessário, porbananei cm que
De: facto, dim-s e, por vens, que os cadáv
pemas e nas custam paraense com cias. eiros,
cadáve res verdad
os habitantes do planalto sepulme nãa eram tc, como
m, aiegadamen
mas sim bananeira; nesses casos, os mortos vivia
lhado m eacmvo s),33 ou tinha m sido completamente
mandandasbcz (naba
uma «antíãmcíedadm Buddy usa a mesma camist pelos seus atacantes invisíveis.
&êfàfgmâ m Ebm dos espiritos para, 05 ba
masdo Nm dos m3“” 9m dem“ 0 m1 e manda
amento doam as diminua diziam quem âmnms
@33mm E hwm; hmm m que ms traços de comport sãoa antíuszc das lzo- 3' Cí'. Lim-:hard: (1951. 305), equal Susan: qua, qume am o bem-estar das quam¡
Eiyatis; 1101139533) aE:: .hm m “um ,35a n 05 249w:: mem- as suas vítimas. queriam dixer que os hum muni
mma uma «naming-ua. (BÔCÃÊÊÉÊ'ÊÊR Aindaque a língua usada no w mama e nã:: que comiam maimmm a came da vítimas.
designar as mam
Paga1granja); pmcb ;2001. 113.124). 57' mm?“V” “mw“ MAM um '1 Días e Dias (1930: 394) usam o termo MW pmtrabalhadores estavas mur-
das
entre os mamada no final das ;mas 50¡ O &nómcna
:7c¡ um M5131 (2001, n 1;. ms-VÉWS aparece n05 regísms em às de toda a África. VU, poramplo, Beldde
uA ;4011011(1995, 352; @992, mm; 1997, 141149; 1993,
0963.66;1993,155);Ardmer(1m, :amamSmile: (1.996, Baden:: Cammãfc
-se muito ao reconheci? 822-824); Mesak¡ (1994. 49); Reynolds (1996. 90);
mm“) Pmñmdmmgueãda' whammo Em fui amu, Mamma 179,1; Ashlhrth (2090, 182); Nàehms.
W! comum' m MEN ** dmvfram a Apter (2002. 234-238) na medida em
e «mma e invasão». Ver também Kàpfem (1997), oa
John Camará? (1999); Sanders (1999Í 123; 20m.
ga (1999, 144446) mmcionam espec'p
.
., . Mühlála c Shukanc (2001, 69-71). Wlãlis e Chisan as para substimiras corpos dassuas
Emmermr o uso, pela¡ feiticeiro: langus, dt Maneir 'r
a os leitores de que. m em '
vitimas. Qlñusammm, Beatiic (1363, 46) intbzm dos :kum de Falhas sem de bana-
Em Buttman! os feitice ira cnnden adoes mm amarra
m (1993, 250) mcmunhcs da
neira e queimados na Fogueira; ver também em Fadimr
os mam: do Qlénia cataniai. White'
entre
execução d: bruxaspor em msmo:: es das pztamums mm anulados
head uma, 82). em cannaparzida. ::Em qu: m cadávers new).
“É Mm
rm Mm , a de (1531)@st semelhanm ?dos um folhas de banane ira para afastar os um (mega

93
92
mm
o m . . , E,
Dad: que os actuais habitantes de Moeda têm mernufm'al Os feiü _
também disfarçam 35 SMS acções “ansfomandmc Cm animaisl ;um
:Lendo animais que cumpram as suas Ofdel'fs (fer também e “É” transmitir as suas ideias sobre asmotivações dos feiticcims. A explicação
1979, 369)_23 Disseramme que esses ammals, as vezes, um Ebm mais 60mm? :Ia a d: queeles agiam porinveja (iagãax). A ínveia dos Fei-
oeiras subtís. As comias de feíüçü, por exemplo, ESPÍavam ou roubavm ÊÍCCÍYÚS POdm ser ?mvocada por praticammtc tudo, Na época pré-colo-
nial, uma mulher podia terinveja da colheita de uma vizinha, dos muitos
obíectos das casas das pessoas quevisitavam. Casos mais dramát¡
filhos saudáveis de uma mfsposa, ou da bcíeza iuvcnil de uma filha.“
volviam animais perigosos e/ou predatórios, como cobras, ;QOPM cn. Nos días de hoje, poderia cobiça:as roupas ou os sapatos de uma vizinha,
leões, que matam e àsvezes cozniam as suas vítimas. Bates “quam m¡ ainda os utensíiios de cozinha que :la compmssc numa iojo No pas-
:liam ter iugar sob o véu da sàikupi: atacada por um 1850 invisível , sado, um homem podia ter invsiado a autoridade de um tio. Na Moeda
exemplo, uma pessoa aparentam, no reino visível, estar a ser con . actual, poderia ter cobiçado a instrução do um filho ou o emprego re-
por uma doença. Outras vezes, as pessoas assistiam realmente am ata munme de um vizinho. Quaisquer pessoas podiam ser alvo de inveáa
desses ou, pelo menos, viam os restos esfàceíados da vim?? e, logo, de fêitiçaxía, mas as, interacções intensas c as vastas oportmúdadcs
r @tando lhesperguntava porque é que alguém cometezia os ams m ofàrecidas pelos laços de sangue têm, desde há muito, garantido que a
&onhos de que os feiticeiros são há muito amados, as pessoas 35m " feiúçaria ataque frequentomente no seio da família.
muitas vezes que não sabiam. «Como hei-de saber?“f», :espandia Ma_ Outros explicaram-me a fciiiçan'a de fauna difercnte. «Os &ido-aims
adoram carne humana», dizia~me Marcos, muitas vezes. «Esse motivo
matam'“
os habit Nm“ à¡ mim “133345525 Emma aPim-'Inu incomoda muito basta para matarem» Alguns sugeriram-me qua o sabor dacame humana
antes de Moeda, quando ínsistíamos, muitos deles acab
avam Por
descnvoive um apetite insaciáwi, viciante. As crianças, segundo me dia»
seram aigumas pessoas, eram transfonnadas em fciticeims dando-lhes um
pcáaço de cam: humanal ou pemúúndo-Ihes que encontrassem um pe-
”Aiáeiadccsfêitioeimíazeremousct
dumados Morgana [Iretama - está msfonmrmemani mais m ñaqumtoum daço de came humana dci::me no chão ao pé delas. Depois de ingerir
&mâftg amplamente diñmdida em África e nãosá_ “E,
gfjíüãm a?n.; 1976 519371) casei came, a criança. sentia vontade dc comermais, e acabava por tic-.som
_ ,E A ; _ ; Kludmhn amam# brir como satis M43. O apetite de came humanaera cultivaáo de fama
::SÉBÊÊW (mas, as;;Llcn hardt 1951.3083; M. Wilson 1970 1951 Dem:
1993: 141);Gmy(l963);Míddl semcíhanoe nos adultoo. Muitos
Tum“ . lixzburgQWZ [1966 eton((1%3E196âê9);33* que osfeiticeiros, para matarem
um &aliam; Mao1(_1969, 39);], 3); M Nash (1967, 227); Sale: (19m Cast adeptos, ofereciam-lhcs um banquete de came humana, não só fomen-
_MÊS (19,70). mms*- mise (1910,Rucl í1969; 197m; 19mm Brain 219m,añtà á(19521)
164);Gmd§ tando o vício, mas também crianáo uma dívida.”
366-368); Manddcum 461);M nyer (197a, 56km-
Domogüàsy ::em (197o, 121-323); W111i Segundo diziam muitas pessoas com quam Faiámos, o recrutamento
sig (n87 246 Bsã-
; (39m, 219); Wyilie (197o, 135); :tem
nl'am_ “935. 93); para a feitiçaria sustentava uma economia paraíela invisivel, cuja língua-
91›_Fmíl [19.93 m _ LJackson (1989);M. Emo (1986, 50); Stozlíer _e Olke
Ansiandcr8993, 130); File:: (1993s1:(195 7);““
e dm um fm gàãmollíw m; 19m gem era a came humana e: na qual as dívidas tinham de serpagas em eo
Mücmgywluín _9);Kapfcmü9 vam. Mesaki (1994.49kGohoen (19953;'Humphm pécic. O ancião lábata Nandmga expiicou-me com vez as regras de troca
97j;8haw(199'7);Pmd¡tcl[i998);ñllí5(l9993)i
mzvqw):wh_mhadü13m53(1999.1i5);B Hasta economia baseada na came: «O dinheiro ou outros bens não ser-
Saul Bel““ $112)Ver
astian(2001);Niehaus , Mohlaía. e Show
o romance
Hmdman, ?hmm (19593 vem; só a carne humana. So aíguém tiver comido a came de uma jovem,
24 Nú ai ão ?mais 0“ ?atrapalügapmes de se toma deve pagar a dívida com a como de uma âovem; se tiver comido a carne
o colo r escritorde Bcçãou
nial. Dm e _ _ mmmm:
~ :les ut¡
«Para os mamada. 0 90d“ do outro tipo de pessoa, deve :ievohcr came de uma pessoa desse tipo.
animais, como lções,5mm
5mm qucm :ks quiserem. e que nin ““ o“
come Paim &im-lim em FNM que _se r vezes nansfozmam-se os própriosguém
as macas consideradas mortas pelo fática?” 2* 1.a Fontaine (1963. 298) refere a¡.l'lVEÍa qmrc as viria; :WOW de um homemrcmno
sn . s leões
. 53° a causa mais comum das acusações cl: hmm com os 31m.Ver também Lchc (1963:
a quando o Ecão matou_ gggggmlgâ Pmñmdamentc enrolada:: sao E“” 242).
0Chão os resto; cão de Ml! o afe'rjado e deixou ESP“” ”Jones (1970: 325) refere uma lógãca semelhante de -dhúdas tie com:: entre os brumas
;Fatiowwvimwww
a Ver ta-"mb
(1976 359)
ém ;Mim “mm diziam
:meu
que aquilo 'em ñngimtnm.
Nava a engordar para o com!r
um. e Dmñllanium: 171) entre os 5:11:05cms. Kama Em (1098924280) descreve
como os manha c Dungan haiñanos considuam, ;Jor vozes. emposggcl lívmmw da
mm, ;261 @remonta espiral de obrigações» procíuzida pelo mmlvmwmo na img-ana.

95
933
Em' aqueles
sua própria fãmíha c, na:: u
Dm matar atguêm da r mat n 0.» que em o “Mk t
gr poqs.,
m acabdãssbn
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Mbcgwdeeka. cega vez_
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ca me que .: @z m a &a çaí-m ”ranma “ain
dos:: das dívidas dr m dum¡
par a o cir cui o de fcí nue ims c ampliando azãua 50 _h
recrutas tal como no passada_
ied ade de Ma ed a, hoj e
na soc

Capítulo 5

Visões que curam


g0 tipo estava a ficar luucolw. disseMarcos. «Disse que tinha dores no
peito. Rasgou a camisa. Estava verdadeiramente cn¡ pânico ~ dizia que
ia morram
«Então estavas numa situação difícil», disse eu.
«Estavm pois», respondeu Marcos, cufemisticamentm
A história tinha começado com Marcos a viaiar na mmpanhía de um
amigo seu - um mldada de licença~ numa coluna motorizada, duran::
a guerra civil.
«Nessa época, não podíamosviajar sozinhos», disscra Marcos.. «A R:-
namo fazíamos cmboscadas. Pc: isso, tudu cimúawa em colunas, tem
escolas militarch Nós iamos numa dessas animam
Foi quando a coluna parou numa das aldeias situadasao longo do ca-
minha que o amigo de Marcos começou a ficar agitado.
«O probícma em que a coluna só ía para¡ alguns minutos para um
passagcims saírem e outros entrarem¡ Sc não estivéssemos prontos para
viaáar quando 0 ("13:52 desse o sinal, seríamOs debudos pm trás. Poáeriam
decnrrer dez dias ou duas semanas até outra calma passar por ali.
A aldeia não em o tuga: mais seguro para ñcannos. E se eu não chegasse
a casa, quem Anuidaria de que as crianças tivcsscm algo para corram-?w
«Então tinham de esta: na coluna quando ela partissa, días: eu, à laia
de conñrmaçãa.
«Exactamcntm mas eu nãe podia abandonar o meu cammda. E ele
não podia prosseguir no estado em queestam Disparatava, griatavm Teúa
atraído as atenções»
«Teria sida perigoso», comenàzí, para IIHJSÍISI QUE emmdíá 0 dikma
com que Marcas estava confrontaáa.
29Masqmn'
à“?upãggãwk ?nrPênis?:em aa*Pam da em” ' MW“dh” «Exactamentm mdarguiu Marcus. Fez uma breve pausa, mogno se es-
miafmos capim \ me ?s “Emis @o Níger são consideradas apagad? tivesse a mnperar a calma no momento de que falava. Depms prosse-
::um mm:os miami @3353152:&mmlâf Porcame devem alimentar ' gun::
can?" 55.

9?
95
Wzsãaqwm
W
. , ~ - beim da estrada c cn .
_ -_ mwdãtc upa'_Fma r - manu
“Emo. verdes_ Nam m de que especxe eram. Annon A m0“? dasm* à mem”? de Marcos, pmcurava saber pelo
uma 3m*:e: com &a; e misturci-as. com água Pam menos «qualquer coisinha» sobre as míteia, pois o conhecimento destas
-, ospedaços. substâncias podia fortalecer a vida de uma pessoa* ao passo que G Seu
&EWÍÊÊMI ::q to W, mudava Osactos que: m dum:va
fan! Pasta* .to dadwcmmecei a invoch meus an damnhecmmm ?E FIEBa rçveíar àgastroso. Não obstante a curiosidade
W gem¡ a “spam das mad“: POW, Mm toda agente tinha idênticas
que
535::: ::ávgzzsãlnã
;matava Mamma :históri
nmdor de as Égua agem
os cãpmtas lugar à do homem oportunidades dc aprender sobre elas. O facto de os homens 302mm
dos aptgpassados, de maior líhcrdadc de müvimcntos do que as mulhues .. na @maldade
e Em a rever encia de Mm. e, mais ainda, no passado - ptoporciamvarlhcs mais oportunidades de
JW', disse ms Umwniso pôs rapidament
ces,quando acrcscmtou: «E tudo a EFD? ) _ mplíarem o seu conhecimento das Mula. Os anciãm tinham uma van-
From“: sumindo, mas ainda sério: «Invoqugx os nomcrs da tada; tagem sobre os mais novos; quanto mais tempcviviauma pessoa, main-
os antepassados qu; conhecia. Especialmente Ndikutwala. Ndikurwall res mm as suas possibãiidades da aprender os váxius tipos e utilizações
Ndikutwala.» dessas s¡u\:›s›tâ.ncias.2
«A mãe da tua mãe», disse em Os próprios antíãos passam por momentos em qu:: mnsidnzravam
«Essa mesma» a conhecimento que possuíam das Mirela insuñcimtc para garantir o seu
«E entar), o queaconteceuh, perguntei, depois de Marcos pcnnm próprio bcmtstar face a forças ameaçadoms e invisíveis. Q1de mn-
em silêncio po¡ algum tempo. fmntados com dasgraças e aflições, quase tudos :acordam à aindade es-
«Quando o tipapuw'u aquíío pensou 'este homem é um curandeiro', pecialistas mio conhecimento das macia fosse superior ao seu.
mma.Lew-ode: voita para a caiam e conseguimos chegar a Mo- Qgem consuítava especialistas procurava, írúcialmcntt. compreender
a natureza do seu padcc'unenm. Isto exigia adivinhação (yangtlz). Na ¡e-
ÍEE ele 136111359¡ eu_ gião de Maeda, havia uma grande variedade dc técnicas d: aàivinhação.
Nam-
cFmópmm», respondcuMaxcos,mmwn www. “E“ Por exemplo, Salapina Atalamhwde, uma habitantt da aldeia de
garrafa
dimba, mostrou-nos como praticava a adivinhaçãn pondo uma
tas
à** de vinha rolhada e dizia dc água no chão e depois fazendo pergun
sobre a doença que afectam o seu pacímte. 3 Após cada pergmta, mcm-
a Se a ms-
Na“'WHÉIEH clássica 501m 0 r a - _ ,
tava um bastão de madeira de êbzmo ::asma o lado da garraf
mn gut «a diferença entre e í _ 9 nas Amencas, Maca Enade posta à sua pergunta fosse afirmativa, o bastão mantinham
de Sc
múmias dizer 7 CISO E o xamã é quantitativa... :masE
, que todas ' ', . . _ fosse negativa, o bastão escorregava e caia na chãof
üs_mdl°$ gammam', mesma que nao vezes a quem as
No período pré-coloníaí, os aniivinhos diziam por
@de medjídas dos habitantes Mx; mesmo se podem dam am Consultava qu: a causa dos seus dcsaírcs era o esme dc um 39W?“
vidas apazlguando o
esquadra, e que esses problemas perdiam ser resol
sei;1mm Ira: «Não sou curandeiro, mas às vezes &Spírítu com um ritual denominada WWE (11°1h: (Pal 5? dm“
do túmu lo do ante pass adn e se penha que restabe-
3m” CSM defactg fam'md bebidas em redor
Em @andonm mWs mm o mm a3 mas dos
3211::: longo da um¡ pe . a ama nda“ aa rt
WmIãdeím, como fizemos muitas
“amem\ os te pano“: . l 5 " DS
M3“: ea“ ahsorto \ ' tc.
no ambien *cavm 1997'. 179 ;somam 3.541 - › r
alavan can ínvaríá' 3 Saíapinamreíorriá a míiaúa das vezes à 341W mmgmtfirma: ::É
do um¡ cm de cumffênretaíãiemg que pena dificil. Se gandadizia, tais nmümnWSmnmgamo dm“: a Osat¡
s conteúdos:
he““ inar elo &mami; '35 seu iaVW
lhcr ou e marido ::tem tido tem¡ 93141“me “mc 1m uma““ eia., depois
°“°' “Nava-o - acaric
"tas sol?re aO Subs ::63010 diziaâhc qual dos parceimããíãnuzh¡ “dgãííz um'
o l d f i “ dava í Rm 1 ' 4 . ' a cm:
r
tância que comia hã- mçãu da &mas;mad
n :Celxãgãlâgfãw também mcmmnh
1993: 293) ::MWM uma hist :anulado substâncias mágicas; Im ?mw a
ória mesmic-
99
GB
eu sua dem.dama). ~ *
U1 Wyãcsqwm
@m
lJ , aasaúde ou ;Êxwanibulr asÊQIÇOÉS Fentemmrãn::
passado), 09mm' t:on violentos. @ando
planalto à
cm menos cm Após a :vangehzaçao :argila: no [lutam a sua znmngaçãu, no fun da_ pcnü Dias e Dias rc:-
an cd¡ _ :daem1924),sutgiu uma nova catggona e dean“, de““ Emmeme. os perpmadurcs de feiaços cam
d9_cnloaiaí. mnstatamm qae,
bial¡an a scr, para
. de algum _ _ tavam os ::ldi'o'ín aqutlcs
categoría essa Que “11139011 que consul _ hcml agentes não identificados de
::madruga-lg, de Deus” - desmçao e morte. Ocamonalmentc, pmém, cs faiticclros
scñi memo,
a do dammentamentn 1505 ?Impassadm' wma veremos na ?me 11.Ê ::um ident
iñ-
cadgs. Nessçsyasos, se o aypsadqcra um habitante da mesma aldeia,
A3 pessoas com quem &abafhámcs mostraVHIII-R. nominalmente, Itaig- podia ser sugeno a u_m ordaiw (cujos porfnenmes Dias e Dias não
nadas com as desgraças que '35 mas ”nham“ a Deus' ÀS ?52% fl* des-
;mm dessas simaçõcs diñceis como senda a seu desnno ou fado_ Mais mm) É Para“ a @13113555 MUN-530 (Dias e Días 1970, 370). Se o am..
sado ou a acumia vmssem noutra pomaçãn, a acusação podem sc; su.
importthv. 6ainda, tratavam às “1031?“ de De“” mm 'MMO 55mm &ciel-Lt: para provocar hosúâidadcs entre povoações (3471.3721 9
ácãfãfémmm os adivinhos podiam indicar Nx:: passado, tal como 'em @fugas mais mentes.as adivinhm qm: de.
que houvem parada,
nuncaavam abçrtamente os falham m, geralmemg, estrangeira¡ que
ou seja ami. Os adivinhus mntemporânws atribllíams de fática, um¡ apareciam subltamcnte, vindos de lugares descumheciám c qu e, durante
grande percentagem doscasas de inlbrtúnlo, doença e morte à feitiçaúa_ algum tempo, perseguíam o obícctivo declarado de desembaraçary as ce-
,Embora muitos añnnassem que não só eram capazes de disccmir se uma munidades que visitavam do ñang da bmxaria deu feitiçariz, antes de
doença fora causada por feitiço, mas também. se fosse esse o caso, d: voltarem a desaparecer. O nom: há muito atribuida pelas habitantes do
ídemiñcar o (ese fossem curandciros e» como muitos adivinhm planalto a tais adivinha: - Wma (sing. #33212254) - &malha-se, na
eram - de trama doença), a miuda àquele; com quem &Jámos optam verdade, aos termos utilizados por muitos povos a sul (in Rio Zambae
por não infmmar os clientes sobre a identidade das seus atacama-.s.7 Os para denemínaros seus próprias curandeims e/ou mdeims-magos. o
adiviphos morriam-nos, muitas 'mm que os feiticeíms se movimem que talvez revele algumas ligações (por descendência ou por outro tápa
'53m @PÚCEPÚVeimmbe entre nós. escalando as nossas palavras, sobre- qualquer de: associação) min: os primde waing'mga de Mucda e os in*
Wdü Quando falmnos deles; oñndcr essas pessoas falando a seu respeita vasmes ngunis. Makudo Shalaga Ntuml Ngole, um adivinha residam::
sem uma Êmpmáência. !511313013as adivinhos e outros especi na aláeia de Nshongwe, descreveu-nos um ritual que testcmaahzra
?gs alistas añr'
m naçãreoear os fe¡ancomo aspcssoas comuns mcca muito tempo, no qual os homens, mulheres e crimças amgdas de fev
1 eran c um modo geral, cine era má estratégia vam, 0011'
insultar c hosñliíaf tiçaxia por um fng'nga visitante Foram presos, rapadcs ç abusado; a m-
@um lutavam. Mais important e gerí: substâncias que, segundo foram avisados, rebentmam dentrq deles
::3:33
, Vezmraofactode mn““
I 'eme aqueles que “ande . . _ b
ach uñca vam os ::uma uma bomba se voltassem 3 pudim mi. Makud? conclqu gua
amantvas parana: as suas I q “ilha s ¡den
“um”(Camo faziam com maior frequênciano os wainglmga podiam acusa: aba-.magic os mv¡gíàificmãl e 5°” 1m“
punes, porque eles próprím eram WO?“ man' mma m'
W
Ilhas» não estavam vinculados por 1a?“ de mmdmzpímdll ::É sem
9Cf. Marwidc (1957 1 actos atuavam problemas um:: powaçãü. O“ m *Em em E: a 9°“
muito antiga em 05 $323““ WM¡ a HP ressão mortes de Deusa como smdo
dcDE““ e “danca da im Mm“ um¡ 85) descreve a dicotomia entre @0631595 diam &listar-se com facilidade» . . ,
zm um! 57ml 35mm qmmznêaxmmgum *EMM Pré-colunial enñc os 21mme Como os adivinhos locais se abstinham. em 351314 de*dmuñwm
° s, e os W' 'a:ng
~ to as pesmas vivas 4se
tanto quan
um Pá“ MWM " *mas “Imp de Deus» E «doença do homcmi 55° ' ' ceu'o
tamente as faltl
V Menú:: é antcxior ao
mspentzvam de que as doenças mtu-
“ contrária,
a A @lilica c a tática admims _ V - d &mwà
m d“ Dei-E* ucl
7 P140
(1975 acabam'
11937 . aq «as 323;¡
“4°mmlos curada; ?dos cumudeíms CÚIÉHÍCOS- _ scmmrflmdo algm?papa¡ naWWW” mm @mí “7 <
Mal' v:: ur :9921“le
m Há uma “tem” “mma“ som “caça
ms. à' “mm Wes:1:2': am° mm 33descrições de Evans~PübÚlará x05» na ragiãn. qm: temem:: an PCM. 5'31“; 65521141994; 1997): mas
'Cí- M0901,
i m”“ltavamdaidmadadedas seus agf”“ [1935]);MM(1950);TM1953›;W11W96~ * '
lan, 1997; Maxwell (1999); ?row (”99%

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* - mdcxúvidadaanúfhmmsoãutemom
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Ema-àmpçãodosmniwk-mstummmmáàasdcbaâmáa.
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* ' mm um! 'Para ande: coisas diferen- ?liceu-nus que um !numa mim¡me iadc casa em casa, ¡Iame
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Eu cam] 'E 99913311!) M
, \. “r D num cerdão colocado
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mas da mana; hmm' c-'31 Júri::
,, a),“tra
(pi) ad ?redação
y dos femcmros.
.. N n MúcmüMúShámomdomepmdápmmW
mmquTw'm*-Manmmgmmm
Mutum, ' and” Em !Eder das cinmras &humanammosmmzmmawhwdacmgmmm
Ohana“” um m as usavam. cm- WümmmmmmmmeümBh

183
VMWW
m mação
mm'na¡ * 3 .Mmdiafcznma de (”
magia r cmüfrópúa. Tapçu com o polegar
du'mm a aba¡ «Para a insmíaf. m 'um hmm nn chão e mam., em05,
. 'V
wmu'o m
“m Po Cm' de marfim e mà::&Í
um:: m Basco QUE comiam e a ::sta de _Mamas ?um O pg¡ mcmày)ÉÊÊÂÊZÃÉÊKÂP
v ÊÊÂÃM
r mW“”
muamnfà
premiado suavement
:n. ão - _ ~ “WMM edepoisuma haha homomafmm
em &à; Pergunta a Avafxfnuka se a Epmd¡Mm (Em. quam““ Bum
?EltonPRN““ &whom-nosI que _ a substância
1
Mame» de modo semelhante. as cspcacs de muda_ ll As mm
que passasse no pano - por exemplo :alguém que vivesse na Casa.
da: üñnha desorgo, mismda com cert «Só se fm um feiticeira ou uma fciüccíra», respondeu ele,
nas nosaas icms em bl?“ d““wmiqumm' mas a sua prometi¡ «Uma pessoa magnum -v por mmpko, o dam da casa - veda qu: a E.
iria perdurar. Durante sigum temp, os fcmmros mam _as marcas e sa. panda tinha :medido quando passasse pelo páúa de pergunt-
@aim que, se nas animam, teriam de lutar com Mancha. tou Marcos.
O; mx'th ma¡me as mim não só pam proteger os sumos índívi- aNãO», responácu AVHIíIIIUka. «Depois de a feiticeiraser ferido e aii¡-
duzia, mas também para pmregçros Carpas e Os ambientes com. genmdo, a !gozando regressa ao buraco na chão. Não é preciso mim a pó*
mas.; emqu: as pessoasviviam, Muitos deles eram especialistas em bg. -la no lugar. Funcionará novamentc quantia o &iticcím W, ou
“um mamar“ ou em MM:: íngknde (tanta: da casaldo lan). quando vier outro &iticároxu
Essas práticas arm tão boas mma quaisquer outras para proteger um Na época anterior à independência, quando os habitantes do ;jasmim
casa e os seus habitantts, (limao: Píkzshi Lindalzndolo, um curandeim viviam em povoações pequenas e dispersas. os especiaiistas em substân-
da aldeia de Nshongwe. O pn'ncipal objecto usado nesta defesa du la: cias mágicas usavam almas técnicas «para defender a pomaçãu [intcimh
\ em a WQL mapmdz), uma espécie dc bombacontra os &ítiças (ver - kxsbíh'ltàa Muitos Chefes de povoação eram também wird::
também Dias e Dias 1970, 379). compctcmes. Se não o fossem, ::corriam a curandeims para lhes Some
«Antigamth cavávamos bin-ams no chão, dentro de casa, e antemã- ::tem as mitda nncessán'as para proteger os respectivas domínios. Espe-
vamu:eum:me deêmm com certos tipos de Mim, contou-nos Kabaka, tava na terra estacas tratadas com substâncias medicinais aâequadas,
«mas missqua
mmmãa nn ãsümm
oaahave "
;autres reagentes, como as garrafas
r sob os caminhas que aondu'ziam ao povoado. Sc os feitich as pisan-
scm, ñcaúam feridos.
_ms V que na cidade de Maeda, mostrou-nos comu Igualmente imponente para a deka:: ;ía povoação, disse-nos Kabaka,
fama mas bombas ”Mem“ EW“ uma . pedra em pedacinhos c ema instale, uma substância que se espalhavaportoda amamammoin»
meteu-os num búziu Demis . 1'* Os
. ' * Juntou-lhes as cm mde raxzvzs,
'r folhas e m mito de a tomar invisíveâ aos olhos da mnmais
Ca§ Iii: sirvam queimadas - "um cujas ' que muevistámos também nos &íamm de outras &abstâncias que há mmm
são usadas para ocultar os bens materiais. Os obiectos Usados :em estes
tipos de desapareciam quando os &iticeíros se apmmçvam. Tlm,
que conhecia esta fenómeno das muitas camarim Cl“ “WOW“ ñ'
Em a @Mirela de Maeda, mmavilhm: «Um feiticeiro POdeEm“ aEm“
“mas que me pareceram ser de de uma coisa c vânla. @ando avança, eia desapam- @anão m da
reaparece. Imaginem só! Imaginem coma isso o deve Wi” . ad
Não Dbztante as muitas linhas de defesa contra“a fémçan a msm¡ as
' ' ' ° '
3m daconse-
Pêlos cspccxalxstas em substânclas mamas, os @metros
- ›

' climas
:msm-md r¡ m 0 24) Em qucoskmdmtrduSuIdaEu
n r
13 Beattit (1963, 33.49) descreve a produção e ° um à “Wma “m be
5°"” ¡pka dz Maia mrãgãgm amd-10 para ::m-nbaterbm' .v tamb ém Devis di(ZO D1,11 5~116 ).
Pelas do deeste do Tratam tam m
de obtu as “um da: mmepahsfaêuifdn na ca
;HÉLÊÊÊÊÃÍÃS ?Mig 1" [1947], 173) algm que os Iobedus
a ' D S :0m defendiam as suas aldeias amvés de ::113W-

105
104
Visõuçmamm
I _ _ sem 31m, produzm ' do án esmças e .
' , Par Wcsâamãríêes casos, 35 13'35“01ls mon-13m* mais
Para 6m incomemvgmeme diferem“ “ (Fümoàelandn a mundo de
mm# na em: da cum (W) Na Verdades um?“ acordo '30m 35 SMS “$525 de cura. Enquanto os feiticcíms
subVertíam a oráem social através das mas me
¡da W distorciam
§ w c
&WWPECÍRHSW
mm m em(ama
substânífías
mos mágicas)
35 Alguns_ ainda que::nham
“É“ -,1m
M5103»as madeiras, através. . dos. seus próprios mas debmw?) › 1° ,cmm as
portamento dos fcmcezros e a desordem por ele causada. pmduzindofres~
seus conheçam'tos de MM# 395135 Para mm os Paqmmmms de cantando assim uma ordem *benéfica pm o ,human _
dam:teamo. Muitas. porém, mbém tratava!? Meme?“ que @um Para atingirem os SEUS fins curativos, os »Mata transcendth não
sidmm mcausaáos pelos ataquçs depmdatongs dos watches.
os amndeíros, segundo os hahltantçs da @8130: tratavam os malas só o mundo percepcíomdo pelas pessoas comuns, mas também o
causadas pela &itíçaria «anuíaudc o fama», «Invertme o feiüço» eu
mundo perceptionndo pelos fciticeims que as ameaçmm. Conheciam
«virando c, maço» :011ml qntm o enviaxgcstando todos estes métmggs tipos mais fortes dc miteld do qua esses feiticcims e melhores métodos
hmm no tema '6 Os :manch tram capazes dessas pm. de os utilizar. Iam mais «além» eu mais «fora» das mnmgimenm do
reino visível do que eles. Donúnavam-ncs com o seu olhar, tal como os
;as porque canseguism ver os &iticcims e os actas horrmcíos que em
feitímims dominavam as passam qua ele¡ atuavam com o gm cum¡ Ao
WW.Mguns Mianmar:: abcmmmte possuir, e u ” ' &zé-10, os mm não .só «conheciam o mundo» - segunda 2 @remain
:bzbçi- a substâncía ,medicinal que coniêria imisibííidade aos feitich
Em todo o camas pessoas pam'am do princípio de que todos os
deJames &mandez (1991,220) w como também persuadiam os sem pa.
u cientes., através da «assução mmginativaw das suas práticas de cura (219),
idemos_
I _ Quepraticavamktcpdzkxiw
" conh mam' ' a J_M15'p't. Atravas * da suacum
mg.
lzaça'o, era consensual para elas que as propnos cumndeiros
de que exerciam a sua superioridade num munda que estava para além
noremo da. vista delas. Os ::Mula faziamvno, atmés (ie palavras ou é: mas,
__ invisíveã
_ onda
é a Fc'ti
:Éguaem
' prancad
' '
aealpmn “ cavmnas entram
ua .
trafcmçana. articulando as visões do munáo visível e do seu funcionamento que da.
_ '7 Segundo os fat¡ team
' contra quam combaüam ' con
meam -sc os wi» horavam a partir da platafonna do reino invisivel.
pela m «para além” ou para #bm d o mundo
~ 3 v
percepcmnado Os curandeiros nã:: sá descrcvíam aos seus pacientes as forças que os
Enquanto os feiticsiro atuavam, como também lhes retratavam um mundo onde estas forças
' :ram desfeitas. Diziam-lhes, com palavras e com actas, que as seus soñí_
pm
mamfomaula
, m r novasV isõêsul ããvânunodmmo Who'
(ide o e matc nghzcomo
arem uma
essas Plata
visõesfbm
dus' memos eram meros pmdutos da ünaginaçio de feiticeiro: - que eram
em“ r . s em glande mtd1da, o mesma - embora «feitos» e que, consequentcmente, podiam ser desfeito». Garra e Mat-
..m-_M_
tingiy sugeriram que a «viagem imaginativa» do cumdcim é, muitas
u Nem todos os m Vezes, .realizada wavés da narrativa da uma «binária cunvinccmt»(2000,
Vim metida::pre-m¡
. 'xp-35)_ emu-:nm :mudam, (“1814115 só &ziamad' ' › - 11; ver também Lamas 1993, 68); os curandaíms tic Maeda aceitavap;
q“:?ÉTWpráticas m2?” mmreduzidode Whãâííífã este mandato executando a manobra transcendente denominada
kda e mamada, como veremos, um mundo onde os pndms das fem-
o » ' '
do me (m REP mn¡ desaba“e“? mar-ritosde conhafciãçaáa mm
. úbílca Demmátim ao @até;mmllffgníitãanz ceíros eram( invertidos, negados 6/0111 anulados. Inmcando a sua ante-
md; x mlnds Den «WMO a
passada Ndikutwala para acalmar o camarada: quandüla sua mí““
“993. 25940“ Bmw E“qu a @fm-21;!- Jümlemon c 53m descia' motgrizada se preparava para partir, Marcos - o mandam Q“? “a” '3
”devam-mn. Os espíritas os mandei“ Em; 33551390] dc volta à sua púgen'? tra «- reaiizou, ele próprio, uma dcssas manobras-
&mg; 91);Rndmanl?fg3;q“em os um¡ ;gâymbuwf
.TL. h mmmwàm »Whiteusngsm › \ “Em“
'm ”dt (1951 V e g ?3331219913 ,Eàrnlvíutrda
(“nham a bruxaria m mma :fm “Múmiasscmelhamaesx
O O» pm descreva: as (linka
” Var também Guflcx [1999, &81); W (21191* um*
3935 WiMW-'m curandeimsde Maeda m Ver, de nave, Devisáx (2091. mg)-
5 das Itmítes do espaço-irmã?” ** Ver também Bcídcimm (1993, 2,2041

106 107
Capítulo 6

Vítimas ou agressores?
«Porque é que os feiticeiros haviam de vir a ' n '
Shjndambwanda, muito surpreendido. ter comigo. a», pergunm a
O curandelro estajra ocupada com a tarefa que tinha entre mãos - res
pondcr de forma mars ampla, com uma demonstração, à minha pergunta
sobre como sabia se os pacientes que o procuravam eram vítimas dos
ataques de feiticeiros. Marcos - que fazia de seu doente -- estava pacien.
temente sentado no chão, sobre uma esteira de junco, com as pernas es-
tendidas para a frente. Shindambwanda sentava-se por detrás dele num
23012'. 1
«Muitos dos que me vêm consultar não são vítimas de feitiços», dissera
Shíndambwanda, puxando levemente a camisa de Marcos para que este
a tirasse.
Eu ficara à espera que c curarrdeiro me dissesse que as outras pessoas
ue ele tratava sofriam de «doenças de Deus». Em vez disso, declarou:
«Muitos deles são feiticeirosm
Shindambwanda segurava na mão um fiasco de perfume reaprovei-
tado, cheio de um líquida azul-escuro e tapado com uma rolha de cortiça.
Mandou Marcos endireitar as costas e inclina-se ligeiramente para a
&entc.
Em resposta à minha expressão de surpresa, acrescentou: «Os feiticei-
ros causam saríJhas a si próprios»
«Sarilhos como?», perguntei.
Shindambwanda poliu as faces do frasco com um pedaço de pano.
«As coisas que os feiticeiros atacam estão, muitas vezes, protegidas centra

j I de
. dura rectanguiar
IUm' liéumestradndc'unco entram da c csticado numa mol
qua
madeira e elevado à altura dosJ ÍOCH¡ as porça tro pernas de madeira. Pode saturúrzada
@a
como cama ou como banco.

rs
KMM
dor das , WM a“ @Emi
as pmtecções animadas em re
os Se eins &art-.m disparar
ombro. Musas :Igual-se sem dizer palan mu* a
seus aim. Perdi!“ E““ Em““m e frasco. cuidadosamente, nas mais 1;¡ch ShindamwaInda coqu igualmente a falar. &mma-se ao meu
Shindambwanáa puma age qualquer cuisa, mas a¡ mas Pa_ a isto que cu ço para distinguir eum os m fo r _ _
de Marcos. segumndm iá. Enga a dizer úteiros e os que se feriu-am a si próprios.” q mmfem“ P0' fal-
lavra:: eram para mim inaudívcis. gs da bw Enquanto falava, olhava mais para mim do que Fm Mm,as Cam
Marcos, cujas ouvidos estavam apenas a ÊÍÊUIIS'ÚEntímetg-
do anciãn. serviam: de amplificador, traduzmdo mmultaneamentg pm suas palavras, abordam o que acabara de sucede: sob os mas olhos
r c í:
morou-a. simuitancamente.
pmgués a que :ele dizia, como se estivesse a acultá-las de quem as pm_
ferim. «Está a dizer que, se eu &3:- vítima de fisiüçaría, o Frasco ea“ m s semniàssar~
“se aiguém “Em ser um feiúüwv “5° 130550 Guará-lo. mas
posso trabalhar com ele»
chão, mas que se eu me tiver magme a atacar outra pagam, o Em E_
cará agarrado a mimt no sítio onde está»J *Mi
Sündmbwmda retirou as mãos do frascoi lentamente. Eu album! ,r Shindambwaxgda não era o único mmadcim a samira: que ;qm-,les
çxpecmnte. O frase:: ficou pegado à pela de Marcos. À medida que o;
que vinham pedmíhe tratamentg podiam ser feitioeims. «A mama das
mstzmtes passavam em silêncio, Marcos foi fime tenso. Shíndamb.
passas que vão aos mmndeims nãe é' WW [vítimas de feitiçar'ui»,
muda mantcvwc Sentado, sem se mexer, olhando ü frasco Exameme.
&iam-nos, certa vez, o cumdeim Boaventura Makuka, de Marambalaíe.
Per Em, retirou-o.
Nçnhym dos dois humana Falou. No meio da minha ansied
«A maioria é wkuliêrm [pessoas que se fatima a fm¡ &itiçariah
ade, Con- A opinião de Makuka em partilhada por muitos @mim de Maeda.
ãeãimmla, comuma naturahdade Furgada: «Entãm o Eme
é isso que: Afinal, como especialistas em subszâncias mágicas, sabiam bem que a
_Vgísrtcr de munwlo ao anciãm, respondeu Mamma maiur part:dos obícctos eloa pessoas que os feiticcims quisesem atingir
?Fgm para Shindambwmda estava protegida por ;ainda contra os feitiços, que causaáam dano¡ atas
:e não está due:nt dia:: ck mfexíndo
um'que os atacassem. A maioria das vítimas da: um ataque bemmdido
'-se ao seu d procuraria a ajuda dc um mmdeâro, que viraúaos efeitosda feitiço cm-
*pit um estam [aàmnhação] nãu éMadeira» m mukd
' o, o , r

o'
« m

tmquem c andam. Com tantas feitiços a ricochemrem de um Inda pm


_ Pew das 'suas paãmas, Shiná e nutregrapmvâvelquc mu'mmse ataqucsfmstmdos.
Os @madeiras punham grmdç empenho em damúnar se: as sem
pacientes eram vítimas dg Feiticeiros mt fciticeixos M05.
diziam. os feiticeims feridos que não com os seus 43-11113125 naç
maiden¡ ao tratamento? «Os feiticeims &ridmãomdomtes mais &cas
ndoàpeledeMarcos de tratam, dissemoskcnataüamíão,smasdgñnhm Wümm
, mm'o chmcmw** _E _ *
@treinam
!êgãpãmpp Alguns mmáámspcgmmmmgmmmí??
mdñnmmmtm dos. Nanmlima Upatu_ de Miuia. conservam: WWW»W
irma: mummcchamcm mmommm
pouwiham nbuqmdonguéméumtümrzádonmwdmmmm
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tamento* smpçâmãdc' mms: emPêrirírtenm tratar¡ch apra»


?dado para faltaram fendas. Se começara da: resultado, procum fazer
cam que ess:: pessoa rcconheçz ter praticado feitiçmia, dc muda a Puder
Conduit o trabaíhomz
Nem todçs os mirandcims tratavam &àrlceiros feridos. Algum diziam
que não sabmm tratar esses fezimentos. Aqueles que os tratavam imiñ»
@vam o seu trabalho dc várias maneiras. SiuemaKakoli, de Mwmbuh
disse-1103, simplesmtnte, que os feiticeims feñdos pagavam bem para:
5mm cumdos. Paio contraído. Limitcdi (ranma-nas qntàs vezes não lhe
ggamm na a. Dc qualquer modotratava-os, tal com matava as vítimas
dos &itiatiros. «A ki da mediána manda trata: todos os que estão doem
tes», declarou.
Atanásio Hemeo, de Matamüaalade:l também seguia esta política.
Quando 'Essa lhe perguntou como expiicava o facto de trata! Eeín'ceims
feridas quando ele próprio colocava annaáilhas pm os ferir, respondeu:
«Eles também ,são pessoas. Às vezes, os pais Mamma cá as filhos. Essas
”' ;danças magnaram-se a si mesmas aa tentar matar aspais, mas estes qm
' ' _ ( rem qua elas ñqucm curada»
Ba tizado com o ::uma de Tumás aka*
a:: mm; mamada quantia anunciou A dada altura, Marcos diãcutiu com Ijmâmdí a respeito dessa questão;
O se“ MIM'. °.° Paide se“ P93»“mamã, também tinhamsido «Sceu fosseeutandeixo, *nunca tramría &Eticeixm fcrídes. Dámvam map
Pbgcaumcima, &131345qu Shíndzmhwanda possuía alguns dos tipos de wird¡ m1. Dessa forma, podiam ser eliminados» Linútcdi rcspondcwlhe di~
:ando: «Isso é impossível. Apaxem-iam sempre novas A Haiti_
V
mas ?adm da “Em de Muda” se: elimina da»
I 'a nunca oderá
' ,aq Faca:
me msm“ dizer '71m ;13x maíoáanos curandeíros conmrdaga com Limitedi quantq a.
:Drama: nas m Mas das _ de, apesar do seu trabalho, a feitiçana nunca 'poda ser almad e
Shindambmnda “tm m A ameaça :custam: da feitiçaria causava uma answdade que os habnfn
56mm, gundo) mm &iümçs cznêmta de J51W?“ seus doente s DUÉ-
nham (cama clamam um” mos: e Por Isso praticav a a adivl- tcs do planath de Mucda ::nham de; fmñüntar. !011131160 as PPF-;mw
m mm M3095) . a Em dc deten an se ::am necessárias com:: a ocorrência de &Laços e mamão ao auxíâm de es-
vítima s de
-
ou &iúm
* posso
*m. q“e scrith3111 magoado. «Nan * pec ' extraordinárias.
iai'latas, em Wcucanm cias _ _
r'
cura-ão: se nao m
Por imrrúa, a consulta de um cumndcam * que tamo Pad“ aim?” à:
que pmcqu wgufhçmdkf dm““ *Mandmas embora. Digo'mes _'
sua doença pçísrsussçàs
fcitíçaria quem o consultava (sobretudo _5: a
Vanúka shingmi, de N erra» “FIOS
reune; @ando o Mamma. aborüm o problema dc fama dífe' _ como considerááo vítima dc um ataque 1130 PWÉk'd” m m-
multa num doente começo a des- '* vezes. para aumentar a mindade e gera: ::z/certezas am aa ::1310
M53? Qu: :lc se fm . ?um à ' , días que Se seguiram à nossa sessão com Shmdemqa M31_n°52::
Unlitcdi Unton'i u a sz Piúma); silênmaera
tinha a mesma malmente mgmía, nada dim sobre o in dente. O seu
350mm: MÂQOUÍXʧ°ÀÊ° “5° de Nandíznba,
normais nãü resultam Po ' mcg““ ferido não cunfêssa os name kd“ de um ?Wiüngadc Matar*
MM ' I “59: se um doente meu não ;expande ao tra' › - Pd“WM
.ch Em“
Í
Segundo K1 . d l Tah canf'míltos são suscing pfâãã
aüããçõas :insemin
im mas¡ amp. ' . w à
0944:? os mundámi navaioa ¡tu- m ~ . * 9
”m'v”'meMmf§ÊÍ“4Ê?”m'“kam:enquuvmnhadade i~
, , r, r_
°*›%í?; “m**a:n“ã§ãéwüâe›; mummaaxvmdlímm' 12°?
' 113
nz
Capítulo 7

Carreiras complicadas
“Ora, aqui está um moram», proclamou Marcos, pensando a mão no.
porta»
joelho de Shmdambwanda, quando mudou do shimaconde para o
guês_ Fiteí Marcos :directamente nos olhos. Embora esúvéssemos sentados
àsombra, o seu rosto estava brilhante de suor. O tom era jocoso mas, to-
do
davia, sincero. Senti relutância em falar. Embora nunca tivesse ouvi
o su-
Shindambwanda falar português, tinha a certeza de que ele entendia
ro.
ñcierrte para saber que Marcos o estava a acusar de ser feiticei
pergunta de
A conversa com o nkulaula principiara, nesse dia, com uma
alguma coisa
Marcos. «Naugblo [ancião]», dissera ele. «Pode tentarmos
sobre os feiticeiros qoe fazem leões?»
awi wa kupz 'lw» , res pon dem Shi nda rnb wan da, designando esta cate-
«Uw o».
«feitiço de fabricaçã
goría de award como «feitiço de fazem, ou
que é essencial para.
O ancião prosseguiu: «Há uma coisa chamada rãmhz,
s de madeira tratados com
o feitiço de fabricação. As dimsz (pl.) são pedaço
?HÍÉCLQJ
o, mo st ra nd oe no s um a. fia da de pe dacinhos de madeira que
Ergueu a mã
re do r do pu ls o. «E st as sã o dimz'lw, disse ele. Fez
usava COmO pulseira em tros tipos de dimzka que
ma Pa us a, co mo se co nj ur as se ur na visão. «Há ou
*u
350 usados para fazer animais» a que estava no chão, à sua
ue se de u m ba nq ' o de madeir
APYO XÍ mo
da ço de ím zk a no ch ão », afirmou, dando
m pe
frente» “Um feiticeiro põe u se este fosse o ch_a ão. «Dep
ors
nm di nh as no tr un po do ba nquinho como 3mhz, quad:le re»
pê contra r aq ui u m a co br a“ . De 11
dll: °Amanhã, quero en ár vo re e dr zm dodhe: _ Agora
ika levando~a at é ur na
grassa, eXPefirm“:11m a M diz isto, els morde a árvo
re e, assxfn, ele
o ele
quero que merdas'. annd - l a m o r d e r a pe ss oa que Lucimara»
Pode mand á
sabe que está Prünta.
M
ma @wma (rapariga) «fa»
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M
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er (1 96 3, 20 3) , onde é descri
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145
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WW* J (Shmdambmnda @amava pm a ¡esponch .20 qm: tmcmnaw &313341;er 'ágil' também ;à @qui :dim
wdum :ea
Wilma ,wLwmçcoáímdnmm “350553 Frente. que m caras um kiticcim.: A Q
?Wim ,0m um [cia, bares: mãe cam uma m¡ ;mw
. 4. mas . E ' Mag-cas alhou para :mm cam uma iwc :xpmssãn ek Em“ sida mag N
“àÂM
SÉÊÊÊQ_ ÂM mm WMM
naPalmas 5m Em“" “Para o PW::
no a?han e mghcmnse cum W
de @Fernão até. «Fm apenas uma demonmaçãm
Éggímümr dc uma um? depuis da seguinte e, Mem. ;A dcscñçâü de como se fábrica um 11:39 também a em, mdmgui,
Marcos &tou-me intensamenm: «A demamtmçâu devwfr kits pela
da mm De cada um¡ cias mes, bate-Sc na cabeça dele com a vam¡ ancião ::valeu qu: ele pode $312:er rca! quando as círwnstâmias ü
Mamma:: :ambém simulou cada u_m destes actos Para nós m. exijam-v'
mas. «A cada poça dt águas ü 1330 E“ m3“ aqu'¡ Ficou ali sentado, esperam:: que eu camprccnám o seu argumenta
Mamas e cu oíhávamos Shindambwanda_ como ::z-lança: a escuta: um não dito de que o ancião podia malmeme fazch WMM, quad::
camada:: dehistórias. Semi um calafrio ao Magma¡- a cena. as circunstâncias o exigissem -~ que a sua demansmção à:: qm: sabia
:Depoâs de ter matado, obrigam:o leão a beber das poças de água por como se Fazia um leão em uma declaração da sua capacidaâe de o fazer.
ordem Emma. A Em Emi mais calma com cada uma ::leiam wcE agora que vimos o ancião a fazer um leão. suponho que ::és mmr
Shindamimvanda sonia e soltou uma dsadinha. «É muito achado». bém podemos &zé-los), disse eu, .na brincadeira.
afirmou. «Depois d: um leão ter comido a sua vítima, pode ser diñcil ..Talvez possamw, mpondeu Marcos, cam a mesma sinceridade.
acalmá-lo. Sc não se conseguir &zêío - se se fugir - o leão pode ñcardt *Mk
soricntado e matar qualquer 1165503.: Nessa altura, é necessário chamar
um büm Munich, qua saiba; cuidar dessas coisas»
_ Profetimos os mês, qtme em uníssono, o nome «Kalamammm O ngm anndo nos falavam da fciticcims, os habitantes_ do planaãm em
“5° “em“ a WG cl“: nos tinha malde e a conversa mudou pasta briam muitas vezes os seus comentázios com eufcmzsmcs e, smmmatx-
outras tunas. amante, também usavam da mesma linguagem wii-mística para faiar
A“” Paim. Santi-me nanquilamentc a anotar algumas dos cmdeiros.” Em &aquermt dizer-se de um cumnáeàp -» cal comp
?DE súhÍÊÊÊÍÊÂÊÍdÊÃÉÂHdWÊWmda e Marcos crênvcrhs/Ívm. de um suspeito de fêitiçaáa - que ele era «complicadpm (WWW).
--_ ' _ 'maqueempmtugus- amos Kãíamatatu, por exemplo, em: muitas vezes descrito por
Camo senda um «homem complicaáo». Falam-gm: quer dos
:23:51:02: Émmâãã mãiticciro. O mafia pareceu não sendo encaram“” (MW:_que
Curandeiros quer dos feiticaims, como
a.&e-
“ÉPCKSU-Ilta: «O que te leva a di:: issãfm' ms'de a Marcos com bém se pode traduzir por «pcúgosowl Dizia-se que o:: cumudcxms,
sabe me 3:?! ::à frente: «Como é que julgas que ele melhança dos feiticeiros, eram corajosos parque ?sabiam 913111113 90153”
(“dimma 155m: :Mabe-e, «aldeia sabe aígüm'f 5015?”? que 35 Não::
um leão. Ninguem pode s um 11441311 e moquu-nos como se:
:Mas :Ee tem dg saber como sic a ?ao ser que ;a o tenha ?moh
muns desconheciam e que Eles penúria 3811 amam““ m '
emita.
“uma @liguei ao fatos Para 05 pode: desfazer, não AÉrÊHaVMC, muitas ::mãun \pod
tigamente os cumndtínfs
m Cm», os con ecàmenms ue es avam a“ Br fazme ndxzagcm com
_ a apm . .
sabe
5mm!”5335105 porquüsgcgãg¡ “m5“ 0 que :stou a dizeré que 613 um mestre cumndãro. Líbata Nandcnga
mencwmu explmâãããtãâ
. , temente fez um aqui mesmo à nos” ::0:31 ele 11a E: meu Pai,
"dação mestre-discípulo, quando conversámos
WM Mueda. Contou-nos: «Gomccei a aprender 35 5”le “Wild“ de m
zamttiellãmmm aindaem rapaz.]á :ra mala amas de P35“” ?dos Mm
&dm-;istoé ,mmnuam~ ..
3 Vambànkhfunmwfmmm.
' tm . FUNESC¡ g ,
. ”Âmdfgêeêãrnémk Í ck'

"Veer Wúlis (1970, 219).

116 11?
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M àüâmmmwmammwa
mm:de . @um m mam, nagueêe _temiam a¡
_Naçfàrãm sm mw¡ 9 .2ng, numa ccnmcma
,, r msm as suas _ 3° #91311153* mas m“"ESSt
mm; a:nãopodia
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?um A*W e 933mm::
SÉ o seu mamar, não
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MMpodia “ wa facilmente
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e eçlsin ava as mula ao discí mio¡
:txng a tempo em que o mestr
podia What, ele pág-10_ Podia ¡mala-io ou esta: ?penas a bm;ch
com ele. !India Fazer mm que sc esquecem das suas muda, ou com que
W m sms m uma¡ si própria, ou mesmo cagar-lhe :110mm
ou a morte. Depois de passar pela dawn?, iá não Podia &gê-io. Já nãa
podia derruba: as suas mms O meu pai orgamzau a mmha sbz'pàa,
assim que rcgrcssci dos ritos de iniciação. Actualmente, os ::mandam
adquirem os sms conhecimcnms de maneiras diferentes»
Añlha do irmãode wma,Terezinha António, era um excelente mm-
pío dista. Terezinha nascem no ano de 1949, em Palma. Os seus pais,
que tinham migraân da cidade à: Maeda para Palm.. baptizaramma
quando nasceu. «Naum recebi um nome mande», disse-nos cia, scm
mquwenmçãoaessempeêmwmasonOme queumnaminha
prática de mandem é Mbcgwdmm
mgdãgnügãüãiâ :13:11:13:dãmhos qãsagdã: ela ígvem, Libata Nandcnga foi buscar o seu name ao temo çomque se dáglm aspatos
terras Baixas de Imhuho numa zon gil-::m a m e'pm ”mms no planalto:: de Mueda (a palavra portuguesa transhmmda para shunaconâíe). En-
da independêntia amv; d a WMP. pela PMMG' Na #um qufmto a seu nome suscitava o riso. o seu a! :arrancado provocava me o e m
' = z E "8mm“ arcano de Palma, and: nã:: tmha FEED.
MW. Foi
em::a um camada*Cl [1)i à“ deentao“ .-
então que ficou deem.
sistiu. PorEm, disseram-5112 éuquct m'lar mas a sua doença PeT'
1.3 6 “WWWCÉ porumcs pm ' “ta, › -* &amam-sc mnmgx. No passada, quando uma' ?35m *35W ”mma
de aflição, ;WW-ms' “No95'55“50. Chamam: mar-:ganda a este upa por eles, ficava com febre c começava a tremer. Emi?, 0 MWSQÂÚ
?adia-lhe que fizesse uma cerimónia. anndo eia a fama _tl-“50 acabava'
mal* Fui Vialer mao Agoraé diferente. Estes espiritos nãa se vão embora. Count:an sampa:
c. Piza
0 Pêi da minha mãe NEE q“: o amd“? que me estava a possuir em a voltar. Ndonagwamba não debcou sucessorçs quando morreu
' ' a 9 tos (Em: tip “830m3. que fora um pôde' issu, estava a chamarame para a seguir. Comecei a mta'dcfmm Form
o - os espíritos dos an de 1978 ou 1979. Aprendi as minhas mind!! 60111 O meu “0'”. mim¡ ü
tepassadw
Mbt'gwcka recebia orientações sobre a forma wmãdããuu tampa,
ir V mas müela do espírito de Nánnagwamba: que a P0““ _ do lado à!
mm¡(”1:59Hcscrmnmam .zm à
f°i POSsuida por ::unos antepassados do lado de sua 15115*e c
:and milhas:: mtreosmãsmalalüs-

118 119
E . 4_
¡WOWWWWMWW
mz pãà qu* 3 a 1mm, Renata wmv? o san nom e da PE .í a! dízth Í
nham Foumiw. dm do p¡m31m com quem mbalhámm pas¡ V uma¡ um dcfcntc m: nas, e mma devia Mêda_ Numa WE. c se
Mmms ?05%dom; durante o processo de se tomarem _ cos c eu estavamos sentadas a comem¡ cúm É¡ em que: Map
po.: maxima-'gm shikUmuh SMtwanga, uma cumndeím que - '- . a sobre a sua - '
mia “mdcm' c ?59mm de am encontrava”“ Presente nela. MammadalEm
.me que o sabla pelos pmñmdos motos quecia saltam ván'gg mês:
dcíãêia &eg-::ink apnmdeu a um*5°”“ de cabeça mm É” ”hm :
minuto.
mm das datasdc tab“? que a NÊ mesma alemã' Nmmüma Verónica Romã? @bém “'35dis““- qüjt trabalhava mm espíritas - se,
Em!“ contamos que se virou para a pmñssao de ::mandem depois de
m sido curado de tubcrcuíosc, _dores mas essas e drama», por um bmudo com oespmto do seu 15:0. «mas Wma qm“ SãO os Ei , ,
ue estão a causar problemas as pessoas», “Fgm“ 7 um““
homem &La-made Verômca Romao, cm Matambáalcz, di“me Luís Avalimuka, um curandeim que vivia E tribal
que Em“ cega em 1988, ao Em dc um ano equue tem? prgblcmas cad¡ hmm na cidade de
Mugd'a, adquÊriu o seu saber da _cumndeim da outra Emma
m mais graves nascílios. Depois de o (mandem) 'Hamas Nxdo, de Nam. ainda_ «Nim
pinhas a mando, começou a trataroutras pessoas. Komçaz Baina, dc guém me ensmou a Cum, expllcon ele a Mamas c a mim. «Aquilo que
sei, aprendi dos sonhow Q4de Luís tinha quarenta c cinco mm,
Namande, começou a tratar as pessoas com as mesmas muda que Ar. guviu uma voz, em sonhos, que the dizia existir ummamada_ de um
mando Mwikumba ::sara para o curardt: dores de estômago. O curada¡ iuga¡ chamado Shipishí, que visitava regulannmte a sua casa e »se in em-
de Renata Damião, possuído por um espírito chamado Fat-uma, disse. bora com fome e sede. Luís smtiu cudosidade em saber quem seria ek
«lhe que ala só se :estabeleçam da doença que a Hagclava 31th seis aims e &3'; perguntar a um ancião da família chamaáo Ukangmyanga_ G an.
se aprendem a cura; outras pessoas. Bia assim fez, cuando-se, dem dão disse-lhe que esse antepassado deviascrNunsiluma, um homem que
modo, a sí :à '3. Luís não mnhcccra. Como os sonhos cominuavam. Luís firm¡ agitado.
Na regiãgdopgianaítode Mueda, em tão comum as cumdeims apren-
Pediu a Lüzanganyanga que o levasse ao túmuin de Nunduma,mas e am
derem a cum: ac scrtm eíes próprios amados, que Maxms me sugeriu dão recusou. Depois, Luís sunhou com uma mulher e um rapazinhn
certa vez: «Nãopraticamos Bata: uma coisa se nã:: tivermos sofn'do e sitio que o íevamn à terra de Nunduma, and: ele sc apresentou a
fundos dela. O que quem dizer éque, porexemplo, não podemos
mta: par que razãü ali estava. annáo acordou, Luís viajou até ao sim cmi::
uma monledum de semente se não tivemos sido mordidas.” tinha sido levado no seu sonho, próximo do do Shipishí. Ali, pçzguntuu
Contudo,
ie“ ::ima Marcos, nem todos os cumudelros do planalt onde podia encontrar membros da sua matrílinhagemtos quam: 1Ê1e en-
o
E certamente @8353553330111th em que venceram uma díaença. viaram um rapaz que o levou ao ninaqu tic deuma. lepou o @E110
mada. tratam doenças de que nunca tmth c cunsüuiu um telhado de calmo para n csbzir. @tando vnltqu a mta:
o túmulo, a cobertura ardem e, por isso, construiu outra mama ?oste-
Muitos contemporâneos com os quais trabalhámcs tam- rionnente, sonhava de vez em quando mm o túmulü e, WHFDWWW
ããââünãgggeâãif mmcihantts aos que possuíram mente, com certas raízes, folhas c cascas de árvores que dm @311,11%
_ Clã. tinha um avô Sem saber que utilidade poéeriam ter, CON-*FEM à Em?? essas tugas'
mquaato em VIVO. Morrem antes de Renata nascer. que fora Cum“”
anndc tralha' De noite, sonhava com andam que lhe diziam c:qu mimar ::swing
M de milela. Seguindo as instruções deleS, quemaâânfsãfãêaw
l o __
duzia-os a pó e: rrúsmrava-os com éter) (ig rgcmo. _Can u sem re mpi_
:Eram133:” MO WWW: DÊ!me noutraspartes do coan Essas substâncias para curar doentes. him!É "1mm mas' P
as); D. Brown(E994 :légrmplm matam); Radmayne um 193;; Fr? (2976- tado pelos seus sonhos.
22012KEm (1991 35.233* 94)¡ ¡1°! (1987); Tau$íg
(1999,um“” ' 'gãzízmüm105105):R2Ynoid5(1(1937 447); Devisch (199“
995,6);W1His e animaa
auxiliares dc saúde africa:: L hmm(290351 60). Vaughan sugtré qu:os
1115505pacian qu, mm““ mamada“ “mania“ m, 8g _ 811“- 13mm M- › ,PW'aaadePW
Mda tias mas doenças* 3991. 6:3.) nos hmm“ muito tampo depuis 3 Chmnduka (1978, 19) explicam: 6234158É“:
de 13mm mw' mapráticadacummlíadésíawmalñmba "1 “

120 121
@ando Ubata em iavcm, asmd .
12:23:: casca comme_-
sos invoca'wapl, por fezes, a ainda dos 32:
à 9mm é, caragume n_
mais de suphca &bmw; No entanto,
darmosda su? me».uma qmwww w-
aos sambas c à os Ep::firmam
dos curandmfos mais ;mens cm relaçãomcnt
tiva c aos hérnia mas por cs.
ítitos consumia um desvio rcla
ndia amas ds do passada,
do a reputação de um curandeim depe
hegdadp podcrosas, e conhecimch ;able o seuum?
mr maus ve a.
A @esa Carmehta Múongc, uma aprandcím da aíácia dc Nandímba,
gonchua, na mudada, que os amandcuns contemparãncos mm na sua ,

magna, fmncelros. «Onde e que eles @má-rm? (30m W apmndç_


I ' ' ' t
1

[amb, perguntava-nos rctodcammtt. «Eita linútamm-sc a estabelecer-se


um bao dia, como um De onde warn este mnhcdmentoh O mkt;
de Kalamatatu, Iípapa, contouonus testam que os mandem que he¡-
davam as suas maria, como atentam com dc, não :ram fêitíceiros, mas
aqueks que inventam as suas próprias mim m os «mudadorcsn como
lhes chamava ~ eram fciúceíros.
No entanto, aqueles com quem tmbalhámos suger'mm, @mimme
reali-
que a maioria dos 2741313413141» pertencia à categoria das que eram, na
não serem
áade, fciticcims. Simultancamentc, quase mães assaremvm
Elespróprios &iticeims. Kalmatam, por exemplo, que adquiri::
nstâncias map»
as conhecimentos que usava para! curar graças a «circu
dido a ::um com
cionais», mas a história que nos contou sobre ter apren as (zuan-
e: em txiviaÉ »entre
o homem que o tratam quantia esteve doent
dcâms.a
É'
Estes adaptavam, por vczcs, as descrições eufernisácas qu* dd“
liam. Muitos vanglnriaxamwse perante mim; DOIDO @Em Pill'ante ?5
de 3mm?“ ?mdf I“me Especiaíizmme, juntas, napríúü clientes, de que «não temiam ninguém».9 Com a mesma 'Requênüas
-13mm”“ W'
Wmímnbmderivad
e Pak) eram
W Gama' ”5 Pratica”” de
o!ari-auflalã», como no caso de uma Purém, os curandcims csquivnvama a essas Máxima
cobra que mudad se '
osmparzídm Em¡ @Pre qu: :W321 lesões was. com“ Quando perguntei a Kalmnatatu porque É que 05 Wàmms
do doem:: E asmamas; mà, segundo nos mamã, as Faria”
› que secam e ' com
' dm::
uma uma
Mbavpã:e mãümmf d° cme. Dizia-se :LÍIÍÊÍÊÍÊ: “ Em conmstc, Tracy Lnedkzc (c manhã” W'W
n ' rpm dg” e daÉPOCã pré-culanial, amam cabeças à¡ um mrandeims da pmvíncia mam“bim :ã: 'Este @QM *PPPüquE as possuíam,
fendas, mmtandm_ sem? que tivessem sido madame““ tãncias mágimaenquanmommã davam mais“” . , ç me!
a ::áemguei Carmelíta sobre esses (21505! e que Cada um duras gmpes acusava 0 0m de fama' andam came (k lili?, “É“
fgdg¡ “A imã dt Mhz W
os «cum
_ 9 @ganda [(313me nas disse que só
que “É e“ “gem era muito heiarjíasmêyilgga
mortacom uma
numa cabeça
guerra as
e 3 Cá. mas mas feiticeiros. naum às ?555995 ' . * * ' a¡ W¡ ama
_n / puseram para à :assuma cdms. obvmrqcme- m0 tem“ qu q
feia». Carmeiita dis““ animall que tivesse com sem, os feiti
mãqueümc w &múmiá ;icon a de: uma escrava não existiam 65mm raio Eanibaiimm. e mm dissimuladod: mama““ de d um um www*-
P“dmem ser usado¡ 1163555::: ?Cirqueíá
W *lbükiadc de ck: mesmo terWado came dt *55° '° e m

1-23
na .Hmh
e mtas, de
me ?6.513.011
mm ;mieões devora“: had: Saba?! Nunca ñ: coisas dm ¡
imaginam: dizem?” “Confie os &idaho; serem mütivadcs pega iu f*
sódepuk sumiu 3h1mem de fama aberta ou detalhada 50|:
Os W Wo por exemplo, diSSDCÍíWa-se dm LL
”que sabiam”) Vewnmñm mim: Os que me possuem tam

“www que “games de reconhecer outros feiúceims_ só


:rafa menos, germe l é G Pmblema e como ::atá-lo.
Não passa Ver
m iai“” A atide de Verónica era comum um
f$àh§r contrário, a demonstração feita PorShindambwmá¡
de com:: os feiticeims constroemas ¡cões fofa, na vtrgiagdmyma actuaçãg
rara - que, recorde-sc, levam Marcos a acusa-lo (-11: fem-:Fgm:
Aabordam“ .úmtíñçan de Mamas a?! relaçao a feinçana, lavam a
;Jaguara mmtamcmentc se os mandantes eram, de Facto, &iticgim
Ele suspcim que o eram. ?msm peão menos, que sc fbsse verdad:
qu: um mandem só podia curar os pademmentos de que sofia¡ pes.
scalmmtc, então só aqaclcs que sc tinham ferida a si próprios ao pm;
tem feitiçaúa podiam curar os @ácaros &bx-idos..
Um dia, quando conwrsávamos com Mbcgwcka, Mm perguntou.
-Ehcme conseguia ver os Feiticeiros cuios actos destrutivos se esfbrçzm
(WM). Ela@ditou-!he queos espíritos que a possu
íam
::Müncmum osíeiticcimsatacantcs emma vencerassuasmi-
'c'

'513W' mm“ Mm sem cerâmónia, «tu és uma fcitinch'ah


MW?“ ¡1651101! um mmmta. Depois respondeu, cautel
?se aian osameme,
de seu pai _ o seu mcntor_
*M* *meu com da cunhecí Verónica anão, comentei com 'Essaqnt @Ia em muitu bmx.
*m* @mão 3011.- Ft: uma palm antes de acrescentar
x. um*m meu¡a a possível que uma mulher tãu nova saiba tanto sobre as admin como
*zçíãâ T
. -
ml“ 333043 dos espíritos. Trabalho contra a feio &estcs homens e muihcms mais velhos com quam trabalhàmusêw. pergunta.El:
sohou uma curta gargalhada, perante a minha mgenuidadc. :Podes ter a ::mm
É mí“” WW › «Então
r . há mande¡~ ~ h - à": qu* E33 sabe alguma cassia garantiu eia, :Uma mulher tão uma a mhth
maduro s que não são &ãücámsb ::uma MH..., ?Mes ::r a curtem d: que sab: muito!“
ms que São Harum e há m

*Uhmk Mbegweka estava mmdahuda. .sum diga-voa mai»


*Nãn é verdade», pergun-támos Marcos c eu em mamae. i
“Bam. não sei sc é au não verdade», ¡espondcu
cum pausa, acrescentou, com :segurança: «Mas Libata t um &mama;
pmco
Samu.
"0 Pmblcma é este», dime Marcos, visivelmente Mazda?,
m (WC não EH» mm dePOÍS de saiam” do @Cimo de Judas_ gs (furandng com
l “to" Marcos; rapidamente¡ quem falamos nos dizem que 05 curandeims 52m Mgmt? F a“m
WMO añrmam. Mas quantia lhes pergunmms se 33° “cms
“'um 'NauguíMm! mu? meu»

125
* ' desc:- “m -' '
Awàyfmmañmwmqmmm
wmeW-mwmww
Wim wwawcomasnossosen
mímqflmüfwdz Wügmaosnoarqmndceicsnmm
*
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tos ::ontem seus. * um @Mam
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.Hgéummhw,dmm_nnagháãguwwmmmnm* __ \
É tomado manda'msscmseremfeiticch-os_% NW?“ 'Mg
mammmmmmWOM éhncnãog,respomâçuünéb§n,mem_n
. ' W,
' ' d: OS- Mesmoassunquan 035mm““
ümmñm”riam ::amam os mandatos amp arnth u u_ feiúceiros, procurava!? a* ainda dos cumndcím Nãuimàmm;
mww,únhaum2mmupiâfãçãün§udãdechumña
&mcmquemüwmêsiáúühmmümehumm -W
Mcwààalmmmdcümlmémqmmauhm dcsuspcímmdequepodmmmmmwmjüpmcmü_
“mmmmàmmMmoassm,mhzmomidaju ;num achavam que não @nham outraaltcrmúva Raio magnum
dexáoofmdemvclhotz. O cunhado de: MarcosJoscph Muy, “num dámsqucnsapoiasmmslumdevidacdnmmqmmm
mm _Mude àpnécapazde fazacoisas hon'Íveizm (hm-;dom escumundo.
pedipan mcconw ponncnores 65535 coisas horríveis, Mary :imgna. «Amaviéumagum»,dkmmc§m'bio_xsóummámm
Wcmdmziñhhcuuhado,nmqueímssabcrh Mammümàmchgtlmüumwmmhmmm
Acmnnárüzdoãn,Mbcgwdmmmamulhergtacimacsmlpám soldadomü
mignmlmmdhadammpmñandaambivalàamÀmcdidaqucx hmanfmmmnomáommmmzmw
WmWwammmmlmmàmü mhüidadnüshabimttsdoplamlmdam'
à mmmmasápmpm'
°
:um queoscumndeírosaqncmmnímn'ahamànmmampmà-
@MWÉMWÂWQ'WHWÊÉ leqãopor came human:: eram &iu'cams' WW¡ 041W
mmmpagnâmmhonmam» &maqueutilizavamosswscmhcámentüãpmmmbammmm
&Final-nos mais pontimmàadflmcntcos problemas que múmia¡ cokgas(vcrtambêmDiaseDias1%:3õ0lãêãomünwmmm
Mkamztámmmmm»me,__m ideiaamqucsópamizlmmtcacedimedaquáwahánm
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“95% 195); Lthc (1953, 235;; Mai: um, m; Mamhaàm am. &gsm;
1997! 55; Ínfürma quamrmkasâmümnfõcsmwümàmãcm
¡EutbaícumdoscswmxunmbànSMíÍWãWKa3- m' à¡
*ímmma (2002; 224mm mmmzxmww
C r, mpncmkasmde' . _mw
&MÁQIG'EM r do Sui.
umaE ”a”$951 léáã-m'V a1*:1999“M'Em“ “936, 63); Amgm:?1% ?ari-SM
gt. &em; t ami' 1$ãíffpfm 11997. 60; mGs (1%97. mg;
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on mg' 109),, anas 1
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. os irmos ~
4141!;de; WMM! (1939. 342.343; Wafcr media! ;aê mm
'animam M1951,31,23; 31591, 143351
com igual making¡ + ““ à: É““ serem WW :19%, na); W (zw E»
com “ &àva MEL“ Nail um,
214);hmm (mia,
n :; Wim:: (1997. 60-69-

126
Capítulo 8

Feitiçaria de construção
“Eftgfu a per-te! Sei quem tu és! Estás tolerar-nos, à gente desta po»
mago. Estas a. matar-nos com a tua named»
o senao Vicente_Anawerta estava sentado no chão, com os joelhos do-
brado; JUHÍO ao duetxo¡ sua_ voz eta tao serena, a sua postura de ta] modo
Comida, que acha chñcd onagmá-lo de pé, à noite, junto da sbitala (a barraca
ande os homens se reumam, no centro da povoação) a repreender os fci.
maos, tal como nos estava a contar que fazia antes da guerra da indepens
dência, quando os habitantes de Moeda viviam em povoações dispersas.
Contudo, Anawana fora chefe de povoação (mgüb menekgpiz) e mm..
¡mada-lhe, tal como, segundo nos disse, a todos os chefes, policia: tanto o
reino visível como o reino invisível que constituíam a sua povoação.
«Não queremos aqui a tua. nte/mio, continuou o ancião. «Se não pa»
rates, expulsamos-te desta povoação! Se alguém morrer por causa da tua
Wi, eu mato-te! Estou a verme! Sei quem tu és!»
Anawena baixou a cabeça e eontextualízou a sua reconstituição ora.-
tóxia, dizendo: «Qlando a www' atingia limites intoleráveis, era isto que
nós fazíamos.»
habi-
Nas povoações a que Anawena se referia, o encontro entre os
tantes e os especialistas a quem reconíam quando soñiam de algum pe-
decimento, estava, como vimos, saturado de ambivalência e suspeitas
mútuas. A contínua ocorrência de doenças e desgraças: bem como a Pre:
sença constante da adivinhação e do curandeirismo, estavam hgadas a
at os e in si nu aç õe s, ac us aç ões e desmentldos.
!nñndávcl Propagação de bo anmarúse daqueles
Neste ambiente, as pessoas às vezes procurava dlst
dimens_ões ab_ anfdo-
com quem tinham más relações, Grupos de van'adas ma dIStÊDCt& ora
ão , pa ss an do a I'C Sld if a al gu
navm= P01' 376265, a povoaç s po»
as cisões, porém, nnham consequencxa
d° a¡Cãitlee dos feitiços. 1 Ess
M l
a deste fenómeno na Nmalândia colonial (actua
;Mitchell (1955, 136-137) fal

12-9
Wámm

ente com oauxilindusmgdadn _ _


?Mamã
ngaçõcs, DS dlcfes de povoação mm

?da defesa desms “MIM Mal 'ninde os @Mnhnmsêxê


com dispsüívos mailing:: “WWE“ M ?'33 Povoação, a Emde
a tomar WW¡a“ ° “S ° ”em“ atacantes.cama foimencionada
na capímío 5. .- . I I .

Asinmmw #nnàwa Por medoschefesde mmçãonão se


liguitavama ?mms as mad““ PTÊVCHüm. Em momentos de .crise ._ gt_
M Mam
,akncnte marcados pela ocorrênma de doenças m¡ mam
,_ o chefe M13“ cnaãcémmte- @0131? Añâwma nos disse: «O Web
saía para a :instalaàs pnmena§ horas da manhã, penca antes
dg o Sol nascer e, numa posam firme, gntava com quantas forças tinha:
'Estou a ver-tc! Sci quem tu QP» «Aconselhama na feiticzhns que afligiam
o seu povo a desistiram :É amava-os das terríveis mnsequênçias que m.
riam de enfrentar se commuasscm com os seus actasdgsmtwos. 2
A aptidão dos antigos chefes de povoação para dommar os @afim
(e os actos dastrutívqs por estes perpcmdos) com?? situ olharcm !nazism-
ciável das suas capamdadcs para m m1 tomo ns @mm e os tunndelms
- mandarem o reino visível e entrarem no mwãvd. Supxmha-se que
os chefes de povoação eram capazes de ir aindamaus longe que os cu-
randciros “águas - além, ou fara, do mundqquc a mgpn'a das pessoas
_
conhecia e certamente mais Íongt do que os sunka femceuos_
de_ pçvoaç ao
Na verdade, as pessoas supunham que os dg::ch
feiticaims.3 Taí como no respcitantcx aos mandem, wma 255151.
M ,v ,4? ::à
«De outro modo como poderiam as wakan gsm»
anndo
_ . estava na aldeia de Mammhálale, visitava Vicente Anaweaa com anndo Tissa pergunto u a Anaw ena como ñque um chá: _ c
quenma.Elettatava-Incmmosteu fosse daíimiliaecu fazia omcfhorqüepo
dm ção conseguia vigia: os movim entos c as acumd adcs dos metros
paga satisàzcr as sua¡ nccessidadcs, tal como se esperava que um jovem 00m 53*
lino, como eu, üzesse. Ele tinha, múmia,
sequ que eu lhe trazia
o cuidado de não permitir qu: 05 P““
_k - calças novas, “macamísa,cuumpardc sapatos-df
~ a nossa
da à teia
r cao: Wo nas smtávzmos a tomar, a Práticassemelhaum são descritas?WM- Wm um¡lgãzlêâfâêãmmñfãá
pedia-me sem?“
annd mu'
e ele iá nãa. _um 19s): LeVm: (1953, 239); Mair (196%58): 5°?” “MM das própúxsm
m Ver“ E”30311635históri ' '~ Wo
dos mem o a "im r n -a fãhxr. lhe descrem “9373,39.413) dam cama as tãmílias @junina sua a '93¡me
do as :Ji m que mia comlg o, eu
WWW¡ matan traziam um sax-;iso ao seu rosto afávd Públicas em Qua apmvnm a sua cnnvacçao de 'em * 1 :GMM:mm @IF
3 M contrário das &gm-35 de aumúdade (105 MEF:dmâífãñwgsáosmmm
museum a legitimidadepopular rnde d“?”amade Maeda não*5me
tendalmcnte desastrosas 5Mgmt pelos mms do smp!? 50d** m seutodo, Íãmtivasñ de MW' Nm¡:fm
Para a matrilinhagem, tornando-a~ pelo m61105 qm 06 chefes de povoação praúcassem !25835 Wwât :os WE.“ Fm
”a 'Po'C3m
Prémlüniaí - _vulner .
_
m _ ável a manh
' ' as hOStls.
' m, as figuras :ie autoridade dc Mucda 3553“_ í
ao luxo de ficarpmgmçm . os chefes de povoação não se podiam da¡
dt Paganismo no Su! da Europa .
:sm-se. de um mudo geml, que estes WW “Em
_ :Walk sentados mquanto canas faziam guerra
_no mina inViSíVcl da feiuçam - . _ . deêmxaáausezwsemmawmwã¡ 1121» quem“?
Pessoalmente nesse reino, dfâárfimm as cases, Os c nao que 52m &mw; cf. Tunicr (1996 [19 * ::made W'
“mãos mtemnham
as maneiras. Embora contassem ?em !Idembu ::antonio saida &WWW
n
'

( m: Em ele Próprio 511555) “mandem (na i :mama das substâncias mágica


sua Pavoação. !ILme Tinha de n ser, para saber quem eram m como fazer mal, cum-como mams que alime
utiliz avam~ tan(i
to ch
ntar mma ' Prote-
os 011m ' ". ' ~ ' dal na povoação wmo destruir. Ch fe d mx, cw
_ era gm'É”“
“e a _
DE?“ mão? em que SE :agitam @Emmy
@uma Namco_ mma “6151011 nessedm pgra class¡ ~ car a m www“? C. @mação msm-m1 n-
seu ponto de Observação prmlegaado, no remo invisiw3° *é utilizava o
@a lógica de @Fionmento ' '
O termo que .O na mino da feitiçaria Fc¡ revelador. Câlamou
a em do munda, como também
e làãàfadãsâar::
do chef: dg 130W _ literalmente, :feitiçu de constmçao» (tamb ?da visão ::nuca da @30530153111 dO
ém mscmde mun dos
nte deste ulumo at? ergucrse, sazâ mate rial izan dn a sua visão
na
m:uz Êvcí #5:10
ágáç«Feitiça de “ção
ú de @Eu- Édiñcaçãm)° Í ousado
, era muit » mas onde os homens se reumam. Verbaíízan nho, à noite, junto da im.
entre as pessoas com
“gn2:11:1me mas também a: util
izavam outros termos para des_ sem a (rebrdcnandü o mundo de guarda com a para que miles Quais_
a* 51135
tremendo que exercia através da prática da WW Em“, em, É::
ams. O
?rever &uma; dc feitiçaria socialmmtc bcnéñcaif. O curandexro mma minoíagia de ATEN e Kirp, «um :nefacto da &culdade macio“ da Em]
cha,mm à prática cfc feitiçasia para ?IPEN 05 Wim“ da
mma-»WW «Faitiço de consmçao da Fumaçaov- _Outrosmania imaginação moral” (1989' x”)- C°m° tal. constituíaum afirmação não
usavam só da sua«criatividade semântica» supcxio¡ (parkin ;932,a XML mas um*
as paiavras shimamndcpara “vigilância”, “tüntrfilm, “MSP”, «maluca»
daçãou, »duma a atmção». «criticar» e «garantir D mpfi"” goma ad- bém da força materiai da sua imaánação míadora. 0 chefe de povoação
bem sucedida (mkonstruía o mundo tai cómo o imagin
jcctivos pm descrever a feitiçaria praticada pgr figuras. dgautondacfe res. am, mamae
dou derrubando (WM) aqueles que, del-um dos seus
Independentemente do termo uuhzado, a lda: em a mesma; domixúos, ti-
nham agido com mtmção dr. o dtsuuir.
m3 da sua própria prática de fêiliçan'a, o çhcfn de povgçàío bem su.
cuiído delimitam e definia o reino do pede: mmsívcl, supnnundo nesse Ta! como cs cumudtixm, os chefes dc povoação negam
sempre ser
nino os actas de muitas pessoas que puáessem ser classificast feiticeims, cxciuindmsc de uma associação entre autoridade e feitiçax
tamo ia qm:
«153053, nrsuâmn ou maus» (um mt kum), como geralmth consideravam válida em Mação a autres chefes de
«perigosos» (um povoação.
mbgm) ou como máximos» (má wa Mango). Muitos añnnavam, pur example, que trabaihavmn com a ainda
de espe-
Osleitores familiarizadoscom a literatura sabr cialistas :m substâncias mágicas que umhém em feiáceím A:
e a bruxaria e a pessoas,
aâ'icanas poderão admirar-s: ::em o grande núme porém, raramente (ou nunca) davam crédito atais Encaravam
ro de adjectivos util? oschefes de povoação com profimda amhivalêncía, ml como faziam com
zadqs em Muedapara Émctaizar a Wi, mas talvez
préuca um tema famllzar. Do mesmo recanheçam nesta os curandeixm e outros. especialistas em mbsaáncizs r.1nágicas.*S
modo que consideravam que as Os vai:me (conselheiros da matrilinhagem) também mm considcmu
mala mm fontes de pode: neut
ras, os habitantes do planalto tam dos feiticeims podermos. Embora não tivessem ao seu dispor nenhu
&5mmch momlment
t naum: o Püdcr
bém m
cm. . , d originado por essas substân- dos recursos materiais que os dlcfcs áe povoação
o as Pessoas cam quem mbaihá
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?Eme aos mcmbms da sua própria manilínhagem, e até das (mw üqw gám
34) desire-vc ::temas cdsbmtesm rcgiãod: Dmae esmrposàoãm
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chás usos, dos Camarõ es, quese mnsfm maymç nmlm ãeosmñíâ mma_
”tuninü 35m de Mandia, os leões o «reconhcccriama no mam kgem
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Martim) de 53m:: a pamdhamm os sans ::minqu: gm M9 @taum W; a u_
É: ?Mambepoisde k1gcúrab1kalongv,mnbm limites maus. Douglas regista as idtias kit de pmçm
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“Cí. anamtíva deLan: «Ngm mdm_ wmáo @emana ;x i
:and: memanada, um pequeno leãosem Nba :mm11“!“ma hm: éqm
ra e foge para a floresta. Sempre @e #31333590“ “ _m
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me disseram que :ra assim sànpltsmeme parque 05 à! ;emdumügtçsê mm M
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bmáda se modwmm(cg-:ú;al-;3 de construção) mma “fêmÇQIÍa boa¡ e wddadc que pohcmvam o remo Invisível agíam no seu iatemase. 14 Os
him um““ - de mina) como «fátima má», ou que Os feitiços t
êm mdopiado em redor dos habitantes da região, ¡gdü É “ndo
. . .. ,
a mm'MW A _D Heim::.m Eosmadeiras merecedores
H de
_ ao sabor dos capudms c apetxtts de &mcmos que há muito 6mm por
chefesdepovoaça 13523' !ãmnmquegiumvmn «fexucearosmamg identificar e raramente têm sido mortos. i5 1 u Os' m
nos seus_
da fàítiçaría emmms pmfimçia do one essas sim_ jorge Dias o Margot D135 chamaram a atmçãgi
as farta; ligações entre fcitíçaria, medo e respeito pela autoridade em
picsdicotomia: Como Veremos É“? H*as categonas 11quthpl““ Maeda: “O respeitopolos WWW:: é eficiente porque todos crêem que
;131m dcMaeda para 9° à531”de Em”Em? muwdoe "implide 1
medida que se debana e contestam a moralida de cics possuem areia :mois poderosa e recurso a feitiços í...) E é neste ioga
dotemPO,
ao
s de uma dada Wma, tem¡ de faitiços e contiafeltiços que [m] SE Oculta“ uma das hnportantes fon-
:mig:actos especíñcos. Intezprctado
pessoas e centos actos ' Ser considerados construuvos e, vis“E dt tes de controlo social maconde, antes da. organização introduzida pela
(mmPerspectiva, 601110 SEMED Mesmo os julgamentos mam_ adnúnistraçãoPortuguesa» (1970, 372) *5 Dias e DiasSugezímm ainda que
a «adam» e o «equilíbrio» produzidos peão medo ãmcionavam como
anais foram mhindc ao longo do tempo: mirando de uma perspectiva um «limite eficaz para a [...] ânsia de saásíãzer desejos e apetites» que, se
pm com ao sabor da mudança dos contextos sociais. Pode afirmar-sc,
sñnplcsmentc, que as &onteim que separam as diversas categorias de fei- não fossa controlada, «conduzida a um possível caos» (372). '7
úçaria nesta região se 10mm muitas vezos oonñxsas, quando não imper- Aconclusão a que Dias e Dias chegaram de que «o sentimento domí-
'Z Ao contraído do mundo de Evanstñtchm-d, mm categorias nanm entre os macondcs em geraí é mais o medo do que a piedade ou
díwtintas (ii: «magia negra» o «magia bronca», o mundo da feitiçaria de o amor» (19?0, 352) é precipitada, pois uma tendência emocional não
Moeda Em precndudo com diversas tonahdades de cinzento, cujas toxmms exclui as outras. A sua observação não deve ser, no entanto, posta :ie
e contrastes :coultam - como Bakhtin concluída - da justaposição das parto. Há muito que o medo faz parto da urdídura da vida em Moeda.
vozAcs, Wo e Opiiíâõcsdâc húmeros habitantcs. No pe 'goso ambiont: do Norte de Moçambique, na época prémlorúai,
_am w :naomi-;fu sga per estes @to ao poder, expressa atravé¡ como vimos, os habitantes da região do planalto viúam sob a common!
:mês: ::234311231 acmmada pelo facto do, em épocas de vu!- amcaça de um ataque de vizinhos hostis o da possibüidade de serem cap»
qm mais clamam :eng ?comerem precwameme àqueles de turados e escmvizados. No período coíoníal, em que Dias e Dias traba-
das¡ descritos Por Evmsqpñrglúdmcemo _Em comparação com os mn* lhamm eum: eles, vim'am sob o interminável espectro da violência e cw»
ção estatais, como veremos na parto ii. Camo analisarmos também, , a
tem dependido muito mais dt g O? oablmntes do planalto _de Moeda
guerra da mdependência de Moçambique, ã campanha de “mGdemm'
se protegerem das foi-ça¡ mümêsücglãm .e iing de 'aumndade Fm
quem Evans-Pátdüará trabalhavIs a ima. Enquanto as ?esmas com W
(Empñmd 1976 [1937] 4* a :Ecommjl aos seus próprios atá-'211195
W › Í). Us habitantes do planalto consulta' 1“15 Ver taoIbém
à
Wh“2111997, 178,197). . _ 4«
eram :KW
s e Dm (1970, 345), de Elcio. !daW“ “Emem &mêwmmmmm É** à
bg¡- íu md. Lquemwb Q . ::àgâwês para fazerem cmñssoes';porém nos com* ll :m _mim
311W E má rw › 'E a '51151131950 quo os safms estabelecem um n . ¡ _ ~ ^ i i
::na :mim Pmdundg :mtos que amcagwam uma palm? te em Id _ à t n_ ma
Gcsáácrcnm
"Nu r _. 515mm
ml:m di'Evaantj (Cilmi,“::anmwâü.. m Kluckhohn (1944, 113) adianta um ::amem “me
cinquentemente. em!? os names,
i. moramos des ::n11 ~ tábuas de com“ r
. "1m as suas própnas ..
”ChuW““míl987, 170) ofcmce -- m¡;dad
_ um desta:: mmww
17;) mblt :rem m
sem:le
3m de @mm tmnbém eram consultados 501mm?“ ::2?ch da Meianésia. Ver também Mornth da Tamãm'l
çade ou““ ?655041, mas esta não tmnãm'm and“ Pelo acto de pmguejar entre os lamas
w“ I '

_ às , , a, *à '
rndep end ênc ia e a guerra CÍVÍÍ moçambicana tmn.
çao sooalrstazgnentc amos nsCos e' pengl 0s aos hab
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xeram, sucesso r n o re ;Lo
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nh ec id o de sd e ha m u rto o po de
Tend o,na sua ma io ri a, co
«_~ ve
mo a l sob a_foI'ma de forças arneaçadoras e invasivaSQHnPos'ÍaÊ por @uma
d m1 que o poder no remo mvrs
entenderam, de um m1:É::ga e;periên rvel operava
cias estes reinos visível e invisível
de fonírãaínêgíl:: Bum, moldando-»se recíprocamente, de forma dia_
::5:21:10 poder exercido no reino visível 135133 figuras de &mol-Mad? Éem
sido inseparável do poder ambuído a estas ñguras para agrrem deersrva.
mente no reino invisível. Mais ainda, COmO 35 13355035 de MUEda T6001'-
riam a especialistas e a figuras de autoridade para os protegerem contra
perigos invisíveis, rgerçamm o poder que estas figuras eerCIam no reino
visível.
Contudo, do mesmo modo que examinar-am atentamente
a feitiçaria
em diferentes contextos históricos, os habitantes do
planalto suieitaram
também a um julgamento permanente os pr
óprios poderes - tanto visí-
veis como invisíveis - que conñguraram e
reconñguraram o seu mundo,
utilizando aquilo que Mariane Penne
designou por «hermenêutica da
susperta» (2001, 7). À semelhança de
Vrcente Anawena e dos oanangja
!z ag lo
seu a dseus colegas, ,as pe_ ssoa s c o m u
Mesmun o, em busca de sgrnar_ s de um ns têm Vigiado, elas próprias, o
poder perigoso e/ou destrutivo_
tem:: ecimo
n agHàmona dos* especialistas em substâncias mágicas,
. e n e a o as suas ca a '
soas, como rre rnos Ve r na parte Cidades r es-
p para o fazerem* as P
que viviam uma vezes 113 13:3( vezes transcen deram o mundo em
~r“:ralmerrteerr-::*reag;,r¡¡(1,_«)1.a$lCon segasmn(m* o sub
e Outr m 'u l g ar (kupzlzk
' ' ula) forças pUten-
menos parcralmente - mv, d nstruindo o seu mundo - pelo
. ar e . '
a uwaoz. S os contributos que dao P31'a O
_v .
dlscurso
mm elas tem mteragtdo. Mostra ta
mbém como a própria maos' foi trans-
formada Feio embate em? essas POPUlações e as instituiçôes, práticas e
;delas de 01'1ng estrangeira. Na verdade, quan
do os poderes exõgenos
procuraram refazer esse mundo e eliminar deste as crença
s e práticas li-
gadas »à feitijçâi: O;habitantes da região conceberam tais intervenções
como novas as amam' e através d s a “ a ' r a
e transfonnaram a uma-wi. s as nas mncepçücs, rerduzimm
Enquanto Robin Horton sugeria, no seu clássico ensaio «Afiícan 'tra-
dítional thought and Western science» (1970 [1967]), que a crença na bm#
xana, na feitiçaria, na possessão por espíritos e noutras coisas do género
só era possível em, sociedades «fechadas» - onde as visões do mundo al-
ternativas eram inexistentes e se ignoravam as contradições internas e as
deficiências empíricas porque «qualquer desafio aos dogmas estabeleci-
dos» constituía «uma ameaça de caos, [uma ameaça] de abismo cósmico»
(154) - os historiadores têm argumentado, desde então, que os africanos
mantêm, há séculos, relações intra e intercontinentais multifacetadas com
vários Outros, que viam o mundo de modo diferet'tte.1 Além disso, os
povos de todo o continente elaboraram e mantiveram cosmologlas ocul-

te, que a «dicot omia fe~


10 própri o Horton (1993, 319) argumentou postexiona nen U

dmdo/aberto estava pronta para ir para a sucata», e ora _ sua,1eeSdênaa se baseasse so-
,I

mb
do na idei a de que exis tia um con tin uam entr e estes doxs po o . Ver também Harum
temi
tondji (1983, iss-
169).

139
r _dos mm os seus 01mm ~
Fãs:: de Dumas, a
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ganám a saía¡ w
Em de se tamamm, a ~ *
seu vã* QÍ ÊÂÍÍÊÉÊÊRS
id:11le Própn'us. Nm¡th casos, asp
Mg de vários mms: lmram rim: canseguimm difere:
mas60m ?5 seus É”“1:11:43 de Muscle. com** WP* "E ?mim “ embora pe
L. “time d: 3¡ mesmos que of; rdçsgm Pain santinho aíguma coisa
?Igor de 3216013th c msfomaçoes 'sumiram' a”
@se w de Mucda procurara
dmnqgmz. Enquanto alguns @u
há mas um? VD da em calotúíilslm'ge Días E MW* Dias (vu WW m dif
m
às os SEUS 611110813¡ias W mma um parvo Isolado, sçnhm d do Pa ermcmpse deste, outras bmw
tomam nalguns aspectos. mai u
2Mianmau m=°5m
a .J _ intem meNaverdãdcmodena' argumcntaJívse f' s parecido com cl ~ zaga;
3611131the pmãmrópdm romêqs
e, em certos aspectos, mai
uma tm :53% Muda (e aum povos tal cama CIF. calculados) sofreu V de Mucda para faa s parecidm mm o
que o pow É fumam e mcmmdu nos úlnmas anos, do que as 991,0 60 Planaãm e doshta: ess? processo. As estratégias dus váxios ha~
muâanças maizãrz_ mim vamos Qu tms umas vtzcs fim-am bem
_ Em qualquer caso, as habãtantcs da planalto ¡Êgas e Dunas não, prçdnzmdo su-
13on que ”S › nfm tados com altemahvas às suas f !milhpias alianças :luvas e divi
ac as Em Consequênma, os habitantes sões in-
esúvmm cmstanlrmmtc CO n _ , . W tem i. os com alguns dos do planalto tomaram:: mais
dc Pcusardee de Fazer,umalgumasà” q””comlhesum909m
!mwsingujan atea @msm
«suma-1 Singular» de mn.
seus con terrâneos c mais diferente
s de num.
;as e práticas mama”: Commff 1991, 249), as macondes c as ;nas
“md. . amargar” e @mama-sc em inlterfacts com Outras hi5.
Serif! possível
uestão tenha complicar ainda mais este mim*
ficado Clara.3 m“ ea?exames que a
fã ge todo Esse tempo, o povo é: Mueda
e us seus Outros &abate-
mm““
@mas mw““
de fomção mà“Ú (00m
'v' “Pmduçã d“ ÍÃÊMÊÃÀ
e Í$535?“
o Sim““A
' 212)'
'mm a eficácia da 3mm' ::uma modo d_e interprçtamm a mundo c de se
identidade mamada e a «tradição» ::mande Foram cpnñguradas e m. “Moagem comçlc. Estes (lt-Juara?2 mtrodumam na sociedade local
mnñgumdas em momentos hístóácos de interacção e Justapoáçãu com W linhas divisónas entre os que veem o mundo de uma maneira e os
as identidades c as tradições dos Outras - fossem cics mamas. yang, ou que o vêem de outra. Par Outras palavras, à medida que as identidades
ngmis, árabes, portugueses, holandcses, aístãos ou muçuhnanos, socia. das habimntes da planalto foram pmhferandu, a mesmoaconteceu com
listas ou democratas. as 'vas submauwmie-diúam alguns-comasfonms de mt'
Mmhall Sahl'ms concluiu que, ao readaptarem a cultura à :volução às identidades dos que a praticam. Segundo aqueles que añmmm pode:
da conjunmm histórica; os povos não perdem as suas identidade-s paó- v:: o reino invisível, não fümm só os habitantes locais e as suas formas
prias mas, pain contrário, aaa-113mm: «mais a si próprios» (1993, à: um em constante evoíuçãc que connibuíram para &ansfgnnar o
1?). Embora a añnnação Sahiim canatitua uma correcção necessázía mundo 1:14:31: o mesmo aconteceu com os seus Outros c as mas umas
aos argumme de _que p zmperiaiismo ocidental, tanto coloni
al como firmas de mm.
pásco imxaí, flestrõi as dtferanças cuíturaãs, ela simplifica
a mmplexa dmâmíca global Histmte entre a homogenciz
excessivamente Com a conquista da planalto patas tropas paralguesas, por volta de
mgeneização cultural levada a cabo em Iu es ação c a hete- 1917. a güvcmação colonial produziu tensões entre as pessoas comum e
MuzdmNGSSeus ú“ i alt à (is anciãos, utilizados pela Companhia do Niassa, uma cunmssíünáña, e
e . t¡ _ ~ encontros
!m UP 05 e !rajadas gar histórlcos
FOHÍMM !o E
com agentes
ms “lições “08mm, 06 habltantzs do planaíto ficaram, por vezes. ~_._5P°i5 Pela administração pertuguesa, ::uma intcnnediáríos naúvns na
@Emma de impostos c no recmtammm d: mão-dwbra para o trabalho
@mada 0 damínio colonial tambémafastam os jovens do planalto dos
mam um ¡kãüquàmScmmm
. E
r.- . .
tamem e pmueas assocnadas à hmm n'
. das 51135 pum31;?)tha ao impcli-Íns para a economia assalariada ~
› pela tráüco de escravas. Rmnçhai r '35 VEzes do 0mm lado da fronteira, na colónia. britânicaiqo Tanga'
me“” 51“ @ga WWE:: da ca ”' E 30 diminuir, assim, a sua dependência das redes famlllãfts 13“*m
' a Em'th Gwmss) calam ahi .me de
, › ,, qnt
::wr-añw,m W
*sem os @dantadnm eum e as papi“¡agggfà .se s
anne as mmmidade ~ í ualmente: «Para aims povos añícmos a fillich da idmtidagie e
[harãma íie de COHÊUUÍ I novas idcntããaács individuais c mlecuvas para fins polihcos
E; sa“ “Weiss :anth e imediatxa» (1991. 204)
WH
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MW dosacon ma'ntras e 13
_ °míq- üd
rem noiva. No no co mw . 113663305 @m\afhn
ar-W~ a?bte
na. éutes em
a 1 ' ¡amarr" memo .amam, 0 própria Cliquem fome mf
Mande, as me
a sma
ral-img), 531330 em fom
çaO, C apol a fik“: que era rcpmdumda 4
dÊCada -e d :ctrl cam quem
_ mbalhámos falaml, EI ° _
Guía ;me estava situada no planaflto de Mueda)
55033 _ '

Liberíaçãod: . ~ As :e 'a a história, embora de Formas difeaêãgfm' da *Médica


tame para up nrga;
sua F E :: tenhmow
dade aa &omínio caloplaiz 31133
o bmm das iuerarqmaf politiças_ «moradoras como elas, 05 5?“5 “PCPESSÊdOS ?Mam num tunada m am
não
aprópn? some _ Moçambique, o partido somaiista rev-01“ -' «manda da WI' sugando' mulmmmtfn que as f o dado
da WW¡ actuai diferem, em muitos aspectos d Dunas
e na pda
cfci.
e baseadas «a magnum, tem uma hísnón'a, que má &agf; Passada.
Odasbasfífm É? autoridad ,ms
nária Frclimc tentou su ' ' Mumçocs 9,0 ' A e a conheceram, Nalguns aspectos, diziam, da manteve_ as Pessoas
no parentesco 136135 mas Próprias ('35 novos Poderes
as,
as mfbmaçõcs dram É“ m aspecto &Hidamental da existência humana. Conmd se :autuante
Em simultâneo cam est
EXPOSÍÊÊ no_ mui” Procura_ ' ' dc
- ü'mm
' ' de autmdad
esta; profu n(lamenta liga-daa'msti ?BICOS
a que os habitantes de Minds mmças na felüçam- Os. 13115510an que
ram fará-tos a abandonar as elsuas cren :msñnnmm drasticamentc ao longo do mo @gonna Pes*
cristãos come çara m por mich a W” como me“ WWW?“ e, (icms, er mas também reconheciam que a próp ria Wim ' sofre u uma: ::É
bm, enquanto tentavam com/*ent
classiñcaram-na como «obra do áia caminh o, a ?Êr dai ie e a [u m Os @meu Nas palavras cio @uniu Mandia: «Os mui estão seum
aspessoas de que só Cristo afetada ao . o
«mm md“ para melhorar as silas tccrucas, para ami-lenta: a, sua 5 po
'aiistas da Frelimo rcP udia , com
ram as crenças na fcmçana 3559, segundo o curar¡ch Avalimuka, apesar de os &ideaigos h;
::césdénciaag afirmando quens moçambímos SÓ SC ?Odia m ¡lifertar dos
ntu cuitwa ndg uma consuê ncia dt muito comunicam!? entre 51 através de gxzndes distâncias, a fuma mais
que se Mmt am do seu soñimc Wçada da: comumcaçã'o'entre os míactuais é via rádia. 01111135 digg.
Cient ífico , Na int mfm
dam: mlucionária e aderindo ao socialismo 3311.1395 que qualquer feiticeiro que se chytc, hoje cm dia, só comunica
do cástianismo, e posterior_
histórica com as agentes do colonialismo e pm- ;elçmõiveh Enquãnto oíüqra, os feiticeugf bicaas e ou-
do socialismu
mente com os agentes do nacionalismo moçambicano a O W 33mm“, _agora p citam eiicoptcms e awoes ajacto.
on deu fbi-se definme c transfommndo,
miudonário, a «tradição» mac Pelo que dizem as pessoas de Maeda, não só a mm'sobreviveu â ex-
ito prohfmmm jun.
simultaneamente. Além disso, as tradições do plana Posição a maneiras de pensar e cl:: Pam; como também as suas
a que estes
mamar: com as subjectividaács dos Seus habitantes, à medid Hamas pmhñezaram e ñarcsccram nos interstício: mutávcis em:: os ha-
iam scñrcndo as diferentes cfcirms da evangciizaçãüa da alfabetização: da bímtes do planafto e seus Outros (da região ou não),Éo mesmo aum»
a
fbnnação pmñssionai, do trabaiho assaiaúado, da mobíÍiZação polític tecendo canil as çategonas de pessoas que a praticam. 7 A gratadr: Maeda
de se ia
e ::Ia modemízação socialista. À medida que a «tradição» macon mmava a hastói'ia da sua derrota às mãos das mapas portuguesas como
mau-
dzñnindo cm reiação a vários processos de «modcmizaçãm, tanto as
uma badtiha cmo desfecho foi dccidido no reino invisível da mai entre
mridadcs tradicionais» como os «cmdeiros tradicionais» foram :elega-
00mm tes maconch rivais - alguns das quais resistiram aos portu-
zios para as margms da sociedade do planaito.
1:30 decurso de tudo isto, porém, a mam'permaneceu familiar pan¡ a
glxses enquanto outros se lhes aiiaram. No período colonial, os habitan-
ssam a
maiozia das pessms. O mmpfexo de práticas discwsivas e materiais atra- te*do Planalto acusavam os trabaihadnres migran'tes, que regre
y
vés do qual esfas vêm interagindo¡ com o reina invisível da ::má mw*
teveno seu sm um esqutma cultural distintivo respeitante ao fundar!?
: CF. Hmmn (1993.317); Raunussenízmlb, 186)._
me?” do P053¡ ' isqucma esse baseado na experiência» passada tias n E Ver também Gcsdúcre (1997, 59, Mamma (2000, 123)_ _ , .
habitantes iguais, mas que dá sãmultaneamentc forma à sua participação do (211151133Willem» '3 m9.:
* , MW“: (1970, 67-68) argumenta que, entre as gusâi más', Emb““ m0SE dm- m“"
"os :mnmamemos E Pmccssos históricos em cursa c à compreensão “mp” ãâãmaladu canino um «deles» c não como umde
::mais IJÊÊL Mestra?gua, através do discurso da Nim', as pessoas te- invez“: 30 fado d: ter traída os antigos familiares! amigo* Chuá““ n im é' D hmm
r* i v:r tam mnm
__ áíuicle pmpna.
“mou'mquci 0 emw _ amhm-
ou que a própria bruxaria üfcrcce um “mo
7 va" D113¡ (2991, 112) afirm
" que mvocavam este esquema de pensa' “à” ;traduzidas novas idcnúdaács.

!42 143
Mi¡
mmvümjgusarcmafeitiçaxiamüaü _ tavam o
casa com ?uma m " . sO
- az'lslivo da WMFÊH
é““w alga¡ ml”EMM
Própnm “ Em :mmança, através do
::emma
ndusãc dos outros e à custa deles_ ac, p
matarem aSi IJ PW** 9° '* ° às Vezes, inventar, anular ou transfhmar af Mueda GOW_

que as retomadüâ algm““ qu?os seus comemm mm”“ àfêi.


bms :algum-du _W! 'MJ a sua dm.;
n'çaria para os cansam ou desta-4.11:, bem como aus seus tas dm nã:
e suspei
com tanto Embú¡ hn. Os cristãos amiam as ínvrjas v - v
matam' e os doisfados wmv-se mutuamente de Emma. Mais tarde
os habitantes de Mueda ínmpremm a.“ m?“?bm *mim da Ima d'
guerrilha na linguagem 53mm” da “W" @hmm a a”“ d““ 8mm::
mmtífcms a fim-mas gomguefas de fêmçgqa :lou à colaboração com Os
Por Enem de fêitioen'os maievalos quemam entre cics. Quando a Fm_
[img os instalou em aldeias comunais, depois da guerra, Os habitantes
do planalto enhanderam »355a inicianin como uma tentativa de consolida¡
opoder deEstado graçasà mação de condições Para umavigilância mais
apertada tanto do reino visível como do invisível.
Em última anáiisc, as pessoas mnde algo famifíar nas Visões sobre
fundamento do mundo expostas por agcntcs históricas como ns mi:
Sionários catóiicos e os revolucionários da Frelimu, cada um dos quai¡
procâamava que as suas verdades ínvalidavam as crenças e pláücas dr
Wi. reivindicações da verdade :ram interpmtaüs mma afim;
ções da, capacidade de transcendero mundo que as pessoas comuns c Ç
nheciam e, atéÉ a mundo conhecido peios &itíceíms _locais - por mm;
palavras, como fem-nas de &itiçaria ainda mais poderosas isto é co
manchas tanmndtes, transfcnnadom (Emma). No; lugarée o 11:19
os habitantes beneñciavam do poder destas naves figuras de autoúdíi e
dconsideravam-:335
_f geralmente
_ _ como feiticcims da coximçao,
' na“ tradlçâo
Q e:
gs ?num rcsponsírms. F01 o que aconteceu, crescentemcnte com os
@maridos católicos, çujas muitas iniciativas enriquch 610,11%::ka
nan? Eoder convegéas, e cuja abordagem cada vez mais überal da
mma mamndc penmhu que as pessoas adm'ssem ao existiam'
deixarem de ser Wonders. Os líderes :ia Frelimo também' hang-::g
:m?thgããmes do planalto a vê-Ios c:me poderosos feiticcímsu
_V _ m0 consulta-em ~ os espemahstas de substâncias mã-
gcas 106315, duram: a guerra da independência En to
tram que o pader da leimc era um meio '
a??? * se?
“1° PÚMSUÉS, Consiáemam Qu: os \seusíljíd 1 mag-'n' q afã?
constr
lançadauçãalaNo
F entant
_ o:E Quandoa campanha deeres Em 'man-?
modemçãa soczaílstâ
5' e
Q pe teima fm travada pela erra a '1 '
afigura à independência, a maioria _entede cm moçam
bicana que se
1mm exerciam cada vez mais 0130421? n eu qu”: as “mud
ada da Em!
«comando tudo» e. como múíms 4:1“ seu úmco e
“Emmy
81:01:5an, datados». moveEH'
Assrm, m:

Í44 145
Capítulo 9
Conquistadores imaginados
«É ele», afirmou Marcos, com segurança,
«como é que sabes?», perguntei, surpreendido. «Disseste-me que não
g _conheCiaS pessoalmente»
Marcos ignorou a minha pergunta. De olhos ñtos na nossa frente, li-
mitou-se a repetir: «É ele»
Ao aproámmo-nm, brotou do peito de Marcos uma risadinha di-
vextida. Olheào, proourando discernir a causa do seu divertimento, mas
percebi logo que o seu riso não pretendia incluir-me ou partilhar qual-
quer piada comigo. Marcos parecia estar suspenso noutro tempo ou '
logar, absorto no objecto do seu riso - o objecto do seu olhar extático.
@ando me .dera a conhecer Mueda e os seus habitantes, nos primei-
ros meses do meu primeiro trabalho de investigação no planalto, em
1994, Marcos sugerira que eentrássemos a nossa atenção em questões
históricas sobre as quais pudéssemos conversar sem ferir as susceptibili~
dades da política contemporânea. Depressa descobri que os anciãos gos-
tavam muito de falar connosco sobre acontecimentos como a .conquista
do planalto pelos portugueses. Vários deles brindaram-nos com animados
relatos da resistência heróica que os seus antepassados tinham oferecido.
Dos omangbla (anciãos) que combatem os portugueses, destacam-se
o lendário Malapende, e muitas das pessoas com quem falamos infor-
maram-nos que, se quiséssemos realmente conhecer a sua lústória, de-
víamos ir à aldeia de Lite:me e falar com Lyulagwe, um sobrinho do
SI'HIIde chefe Marcos nunca encontrara Lyulagwe nem ouvira falar
dele. Além disso, embora tivesse parentes no aglomerado de aldeias si-
tuado a leste de Liternbo, e também no aglomerado situado a oeste, Mae
cos não conhecia ninguém que vivesse ou fosse natural de Litembo. De_
mürámns, por isso, a localizar o sobrinho de Malapende, ate' percebemos
Clarammte que este seu herdeiro era considerado por muitos como o
POI“tador da sua história.

147
. .

_L _ . . _ Ç !WWW
:amos na nossa «tammgah até à
me°;nmwe mwmas*
Numa da iamos “a ::aprüenmmm às respecum antüridad: w V, x
&Wma-V:;www
5°“” adee mw g çaem busca comem
Emenda da 5mm» abri 0 meu saca de cam-
do cademc¡ e da caneta. Cenúnuei a Falar
cm .
aldcia, andem“: como encont rar Wllag wâ Marcu s É
avistou r ,' ”Pi
.
. aqui nos * ›
te de uma casa a beira da e to procurava o gravadors tentava o “mvoiucm
' 3
o em Em y “md.1
CI¡ ~ de pââsticn ,de._uma
, e novaeamctsanoaP atalho_Pounos mmuto “_ .
um hamcm ¡Wait-má *a quktude @113 55ml!? m:: mútua tm V a minha histózia - Que normalmente demorava
Apoan 13413dgmu que Em a homem Que Proc :Ibn _ ' d a mata¡_ e quando ainda estava àsvoltas com o equipmenm. 0 ancião
mudem: de uma:: “pqu do _meu cqmp em: e pgsqüsa, mtmompgume com um resmsz de desaprovação_
5:5:: ;caber Q ?tido a uma de vmte e @câmaras de ?Intima Ergui os olhas, sobressaltado. 0 olhar em chamas da ancião esta“
:mag
0 m :na ;a
- uma mútua' Mmoããããdãlãg;
c com 35 ~ gdãmfãdu
ec¡ 7 a_ [a fixo em mini'. causandomc
a - um medo difuso, mas íncnmestável.
m ?PÉÉÃIÊÉÊÉÍÊÊggndo Maias com intensidade, 521111::
m @trem falar de mas pré'me Pagani“ flex “a“ de Malapmdñu»
O :uma
po r um a ac tu aç ão de calamidade Mutu_
- Olhei para Macros. que exibia agora um sorriso maíiciusg_
wma», disse-m: bahúnho, como se estivéssemos nas.bastidoxes, «ele
da
ferir palma ' assoma
Embora não conseguisse umgmar ?OMFÊÉÃSÊÊ'ÉÉEÍES dãm hg. que¡ começar». _ . Í
mens se pmparavam para lutar. tal era a:: à entre eles q se tavam pag ?em de mz, percebl quengçof preim gua este sem um mem¡
e tia @miommmmtc :sth 0 S e“ _° - _ .5; tm fascmante c que. nest'a reconsumçao histórica, ele_e eu teríamos de
Manos parou em 6mm do and”: @semente ' “Mamma , desempenha: os nos'wf mñmas pgpém (1an ?um mcmulosa disaáção,
_ próximo deâc. O ancião não medal¡ pé. Os olhps d'e ambos quem. para que Malapmde nao nos comldcxasse mdxgnos da suahistória c nos
mae mumamcntc* Por Em. 00m firme detemaçm? Mm Enun- abandonam', descontemt. Olhcí pan o ancião e acertei com a cabeça,
dou, simplesmmtc: «Precisamos tie Maiapenqem respeitosamcntc. Os seus 01h03 faiscamm c iniciou a namtiva.
peçam ;águas instantes. Então, a estatua mexeu-se como se o Mormon-nos que o nome inâcrito nos seus documentos oñciais em
vento 1h: tivesse insuftado viáa. Ú ancião ergueu lentamcntc a mãn até Amézico Nkangusha Nkunama, mas que. os seus pais lhe tinham dado o
à baba. Baixou os olhas. Fsmdou o chão durante algum tempo antes nome de Lyulagwe (temo shimakonde que sígúñca «bigonmal O seu
de levanta: os olhos e defrontar os de Marcos com. um Olhar feroz. pai, Nkmgusha Nkunama, pensada à matrílinhagem vaInilangc.
«Má» (Vamos), disse o ancião, viramdo as costas e começando a anda¡ A meu lado, Marcus rcprimíu a sua alegria respondendo, haprmi-
para o pátíu mas traseiras da sua casa. vamcntc, que também :ic :ra vamilmgc.
G que momentos antes me parecem uma loucura do meu compa~ Lyulagwc prosseguiu, dizendo-nos que a sua mãe, Nembo Namaiele,
“bém de PESQUÍSQ *CW-WWE. agora. uma atitude brilhante. Marcos op pertencia à mattílinhagem vanashilnnda.. Em a irmã mais nova do
!gata por abordaro ancião não como Lyxdagwg, mas sim como a pemnie apagado me kaj:: Malapende, acrescentou com orgulho.
fiação viva da Malapcnde, o mais mao guerreim da história mamada. Como uma Elegia., o nome de Malagcnda rolava dos lábios dc Lyu-
Fasano timão de Marcos, Lyulagwc enchem-se do fogu do seu amem hgwc e instalam-se nas fendas abertas entre as duas dezenas d: ?855035
ão,acabandn por se iámtiñcar com a audaciosa dctcmúnação de Mal' qu: agora. nos rodeavam.
Antes da atacam dos portugueses aa planaíw, añrmou Lyulagwe. ii
Na verdade, parecia agora
emos. Sem uma P31¡ (lu: O ancião aguaxdava a nossa visita há Mâhpcnde em um guerreiro famoso. Não só tinha muitos aliados - Vâ-
m o“ um 315510 Perceptíveis chamou outro and?” dos dus quais conm'uimm 35 Povoaçõcs em mimda sua? e imeng¡m- a?
:a: manmad” no*Pãítiíí' Contiguo. Um jmmm!saiu sem que ninguém mas defesas nas dele (ver capim:: 2) - como também unha mmtos
_ , g da C353 de a de
~ um tom on E Haze nda d “a> s cadei' ras, para Marcos e
Para 1mm, e depois
migas.
l Estas v_'Ariadas relaço“ es, cxPli;eu [.yulagwe, eram 0 ::mlme
“m ' ptur' c o tráfico de escravos entre as ma-
_ Du três pesso“ amu¡ E 0 :memo - -
" e o seu manha 58 “Imã“. ' ' ::bfãeãpmfã pf:: fath conundwnüs um incidente especi-
Ó Maués. ”me d° Páüo c sentam-sc no chão:a g ~ em? 1 C0
ãc (a de Shindcndc) captam
m em que um iovem de outra povoaç

148 149
Kupüüttlld
@mala Mat“” da N E_'uPula, cantam
W ç::;É
- - ~ .
- anda_ «Mala nd: não E ~ &É; à: :nos e cu falmnogqlultas vezes na cidade ;fiámufâímáa 00m
m Povoaçã
mu“” dapara o de matmbaplh o»a col-:mui
fel
tos
d
Lyulagwe o um" vmashilondaümamhnhagem de Maiapemie) e ae@315150
Outras fãZCIO se“ l í I
0 3120 E 621110 I'sííalaípemta da?! maUmnhagçm de Namashakole). Cams“ a Mamã e a? um.
mente, condume depois a histon§ _cum
WI” no '30m 3133 e Ghz-¡gng a 55111(a hakoie da o nome do chefe militar do CME d: mim '13.12
comandam OS guemzíros da sua mam _nen Ç
que a mulher fosse devolvida. á Naná# tenda confírrfxado que Namashakoie e mma ?amam
em 5 me' Pense¡ e mm alia*
Lyulagwc E:: urna pausa enquanto “guard mas Explicou:
forçaso de_
que talvez o ancião estivesse a (1656395313 Para 1'me
Pois ,Em que os seus olhos Wavaxn_rapsdamcnm a muindão de Shaka) um vaywanga, e Mbavala, um vamwilu, ::am aliadas mas não à_
mta ou quarenta Pessoas qu: agora se aptflhavam à nussayülta_ Per» ham amos
r__ nMuita anugos no planalto. Cambath com Malapm e MauadÉ
uma_ gente me,n g nestas guerras, mas depoxs @nave Baixadas e os culpad
guntci a mim mesmo qmndn teria sido a última vez que ele mera os
nha audiência. _ 5mm WWE““ E““ mm“ fm““ É““em pano ou&mim;
WÉWWW] 1 chagamm, Malapcndc emo seu maiorinj. j: as de 5050]' UF“ Vez' Mm' #ms das POVWÇÕBS de Maíapendg e
migo», añrmüu Lyulagwe com uma voz rcssmante. «for três vezes
mma_ de Mamas vieram a pçvogçw de Mbavala, cortaram-ih::a. cabeça e queima_
sua. Mbavagaa cum que as portugueSes estavam na com, pm- im
mmsubia-o plmalta. Da primeira vez, Malapmde :emu os seusgamims foi @irmas ainda para queima: as povcações de Malapendc e ck Mamma_
e foi até às *cenas baixas junto da rio Nakamlu, abaixo de Mancada. com.
v _A caminho da 606113. mçülmüu 95 1301111516565, que sa &irigiam ao planalxó_
bateu aí durante dois dias e, no terceiro, os portugueses foram-se embora.”
_Í Os parmgmsas eram guardas 1)_01' alguns maconáes que tinham iôofazer ma
Enquanto contava a história da batalha :m pormenor, Lyulagwe real_
çava as descargas e conmtdescargasdas almas de fogm esticando um braço macio à :msm Os porwsucfcsWlãmm que Mbavalaem com as alemães**
e mam-no, mas depms ele convenceu-cs da sua sinceridade, por 'm9
para diantc, como um cano de espingarda, e premiado o «gatilho» mm
a Dutra mão. DOpeito do ancião brotavam ruídos semelhantes a laticíos, as libertam Os outros macondes e tonservamm Mbmla cam eks. &se;
“um mawndes regressamm aa planalto, and: avisaxam as pessoas da ataque
cheios de mucosidadcs, que lhe imempiam pela garganta ao 'celebrar os hninmtc. Malapende e Namashakoíc prepararam. uma emboscada em Na-
tiros disparados. A cada descarga, As cñanças reunidas à sua ?cita assay nmda. Colocaram ali duas sentinelas nas árvores e, quando os portugueses
tavam-sc e tombavam para trás sobressaltadas. chegam as sentinela iníbnmram Maiapende e Namashakule que Mbavaia
Lylúagwc prosseguiu a naxrativa: ?sa na franc, mas que estava animado. Os macandcs abriram fogo e ::as por
tugueses retiraram.
[Depois &WWL uma-;im de Maiapcndeoriundo daregião
da [WH cidade de Mueda e [da actua! aldeia] de Nandimba - um ;141431110
dnmada Mbawla - foi a Mocímboa :ía Praia e apresenmu-se aos portugueses
dizmdo: «Eu ::cabaçoessa pessoa que pmmmis. Chame Malapendc e se¡
onde &ca a sua pavoaçãea» Parém, um WHO vizinho, Nmashakole de SEI!
n°516. desmbriu as intmçõesde Mhavala, e foi avisar Malapende. Malapendc 1 Os chefes d: pavoaç'm idosas nom-am,chefes müiwes emsçu iugar c Narnia**
QUE Na”
c NaYIashakolc fizeram, mtão, uma aliança em Nmii (sítio onde- ficava a po» bbk Pode ta: sido um deles. Outras pessaas com quem falámos
VUEÇáD deMalapendtl Dasegunda vezque os portugueses vieram. Mbmk' @Mole m o nome d: guerra pelo qual o próprio Maunda em W140- M em'
mfannadmes não ::ram sobñnhas vmhinmnguü dc Maunda. com NEW““ ou
aompw, tenda Malapende e Namashakole combatido os 1 Nm ponto, não ficou claro se Maunda Ng'üpuh SE Em“ 9 3551?' “a a
tm mníunm. duram: uma seram, até estes bateram em retirada. xi Wm› Milwala. Caso Mbavala tivtsse munido, O seu fuerP03“ E' “Muita,
mma Íuntamente com u ainda. Contudo, o massa entrevista?” “3° &um;W
*~ os 3
Marcus e eu variam.
anciãos,entre mm w:Mhavala tinhamonidú. Digamque. atmés da ?em #WMW em
,saber ::mas “Em
'WW
Emmam com outrosmlações
sobre as cbmplg-xas Malapmdc_ Nam. i @andas da época conseguiam mma: às 133135935 Em (se mms “mao ¡ge-
ums, “madmadoos desse nmào. Por isso, é plausível qu! E¡ “51:33:13 à mi-
Êduêm que Mbavala - um muda pedem pm' mêúm Pim _ m
'MWM ima mg. a Mõçâmhq
._
. u:pm' mar, as :mami twin* . - wa
em: período, os portugueses temiam 35 mam-sw
T3153”
ciuruawmâht; magras ?33%

1159 151
mim
WWW
, um mm“ d ampüficzu'mn o som da respixação da Lmâw_
Na cidade de Manda, Eugénio NanygngalNcÉupa ::da sua voz: ° *adeçmã'ümvãg
difàmnte, sede D
::madame de Mbavaic, contou-nus uma históna
relata:
is àísw, tados 05 maconàes da plana]
. n 'ED se u *
junto dO 110 “umha. DE Derramavez, as pa “iram ge Mala_
Antes de os pommes dlcgamm. Mbavala c Níunashaknle mm . É .
um do (“um Mala, Pagão uma :strada ?E &ua frente. Os mamada f ?acima E¡va
Eram ambos ñêhm de vamwangass e viviam prómmc
m :ram amigas . Qgánd o os portu gues“ vieram d; r gugscs eram munos. e Maiapcndc e Nanashmfmkül_ à uma mas cs
panda c Maunda també a:: por ¡sm regressam a Ntoli. Gm gs
primeira vez, todos os combatem em canjunto e os pin-msn““ não com
pal-tuga“:
Premium mamada Naknshh.. avançaram para lei P313 5"-,3um dgs Farm
segnímm :amar o planalto. Por isso, os portugueses saibam que \ . __
época
da ainda de alguém do planilha. !Vlbavaia1 como mmtcs faziam “a Depois fora!? a povoação de M3139:nde, mas @Mew em
sal na praia e comprar pano_ anndo lá fo;
costumava ir à com apanhar
dessavez, um comerciante indiano iufumzou os portugueses. Este¡ Mam_ a* Malapmde unha c°nstmid° @Chai
ranma e obrigaram-'no a pagar um impasm. Depois abdgaram-nu a ix us 210 ¡01151! de md“ ° “aninho que levava àmentrada
e emitia ::1m
.I O Caminho Em
o piznalm 00m eles.
bambm _
(bando, e com que intenções, foi Mbavala a Macimboa da Praia são tinham escondido por denis da; ”uma de
vc's das paliçaáas e matam as 2mm_ &mamm Em
questñes que continuavam a gem:muita controvérsia entre as puma; de asim““
Maeda com quam íàlámosa incluindo as que não tinham qualquer pa. mumpmm
rentcsco com os principais protagonistas. Uns añnnavam que Mbavaza
fora à msm antes de os portugueses iniciaram o seu ataque e que o facto ;LLyulñãwe @M9213 33°“ as “mad“ com as lança, fazenda um
, da ruído sibllznte c gorgolejante, no Em¡ das cada mmrimemg
dc se ter oferecido para Hair outras chefes macondes tomara esse ataun
possivel. Outros mancal-davam que :le tinha ido Iá nessa altura, mas in. @mada a Sua arma imaginária se espetava na carne cia vítima. mma;
danças ¡iram-sc. Lyulagwc Lançou-lhes um olhar amando, fazemic
sistiam que ele fora captume e obrigado a servir, contra a sua vontade,
ngm qu: duas delas, pelo males, ñJgisscm do círculo aos mel-ms de
como guia das portugueses. Outros reiaws asseguram que Mbavala
Em à costa após vários (normalmente três) ataques dos portuguesas a nkáe. Lylúagwe WOW“ 3 WWW: "Enquanto os seusmldadm
isto, o próprio Malapende cantava Malapcnde! Malapendeãã.
Nancnda, para mir os seus rivais ou então para pedir a paz, Algumas
narrativas até sítmwm esta viagem à ::mta depois de os portugueses tem
vadadcim nome de Maiapende, explicnu Lyuàagwe, ::à Nkaloma
conseguido invadir o planalto, demendoa como uma tentativa de
obter um cargo na adminisunção portuguesa para si próprio, ou dt na
aninga, mas era mais conhcádo pelo seu nome de guerra, «Mala»
panda», infbnnoumos ele, era uma camilcna sarcástica que as crianças
god:: um imposto mais baixo para a popuíaçâo cm troca da cessação de
&teams; depois de apanharcm uma barata, arramaremlhe as patas e
eventuais revoltas após a conquista. Em quaíqucr dos casos, todos aqueles
@usarem-na no chão, and: ficava a contorcersc.
com quem falámos maaheciam a inimizadc que veio a instalar-.sc entre
Afim o próprio Lyulagw: entoava esse nome: «Malapwdci MAI¡-
Mbavala, por um lado, c Malapcnde e Namashakole, por outro, bem
como a ànportâncía desta inimizad:na conquista do planalto 11361081301“" Pgm à” _
tugueses. É A combinação da cadência ,infantil com a sua voz tie@ho ?Wima
@anda acabou de nas contaro segunáo ataque dosportugueses.. LW
trazerem estranho, sinistro, enquantoimaginávmüs 3mm mw**
338 il CDHÍOIECRm-ãc, _ ,
ESWC FEZ 1111? nova pausa para criar um efàitu dramático. Lancei uma
alhaácla furtwa à mulíidão, que ultrapassava as cem pessoaS. Os seus À LWIW retomou o fio da sua narraíim Falava agora W? :É
Êúblícn, cada m mais numeroso, já próximo das duas «1121213:à: os
Fm“” Para a fi'ente para ouvir as suas palavrasszum: 5 da ;nas
*Imáospaiadgumedcoutmpmmcimâmaniãnhagammwngñ- MSI-!Esta tentaram em vão queimar a 13W dc M a?“ '

152 153
. “a ,. o ancião olhou-mc e somulcsmdfldarhn
n

A l
s,
ãos pes s sópodiam
soanão pergue alguem as mimo
existem qucnnar
Em as: E?Est-s
«MalaPCrt
no ;amou ck, a sua povmção' Por_
elas $065; _ _ _ Í .

::ordem ao seu Pró “9 PW” qu: me¡ g fago x D “Em” PM»


seguiu:
D .u
eu a mqu uma nova W
~
1:52
m Shcnáushendu e disse que D no;
@Mgêflfoàmsas esta Mas os por tug um umb ém tm
ser usad o.
Ma; de não deveria volta; a ;OBD e muda“
Por isso, ele voltou a pegaplha
tampãeimar essa povoação. envia“
mdenzsc aos Romana“, mas
mas: para um lugar alí perto. Aí
ue nao quem testada. a ve? mm a
o innão, Shikaulikz, em seu lugar, porq a digam:
renáição. dería volta r a atacar os porfuguoses, mas Shrkauhk
!won uma lança E uma a_
«Assim vais acabar com nós :adam Shlkaullka
pingarda c entregou-as 305?MWM

O ancião m esgotado. Concluiu asua narrativa, mangue, enquanto A

oscu público começava a Enquanto Lyulagw: falava, :magna: umof


&às;
,y l* 32»

poca :m que os jovens cio planalto


ap as hlstónas contadas por mao
Os portugueses obrigaram os macondts a ajudá-Ios a comu-ui): a md¡ WW dava Vida, po¡ mqmcmos, a esse s como ele. Com as suas palavras,
passado Mais mde, Ma:-
quecstavam afàzcr. Os mamada: tinham de estavas-com as mãos “mas.
ms -historiador (le pmílssao -_ dma qua a actuação de Lyulagwe fara na maior
mar Em vmnclha nz estrada, colando-a para fizer uma superfície ende 5 . me!” que ;á cum_ «Amda bom que a gravá
cida. Malapmsle não comeguiu aguentar isto. Não podia ver o seu povo a mos», comen
tou, antes de
Wa mação e compreenderque não tínhamos - nempode ter,~ pm
:trabalhar como servos. Por isso, mudam: com ele para construir uma nova Mo g fascínio da sua narração.
povoação muito longe dali, perto de Mambo. Malapende nunca maismim
Ali mon-mz, depois dc ter sido ::alocado qr¡er(um «chefe» obaigadoa Modmboa uma companhia de tmpasportuguesas comandadas pelo ca-
prestar contas à administaçãocolonial) pelos portugueses.
Neutei de Abreu. As tropas subiram o planalto pelo lado 125m, pró'
:Ml-!lv sima de Nantnda, em 17 de Maio de 1917 e chegam a Chomba, si»
no lado ocidental do planalto, em 24 de Junho.“
O planaonde Maedafoi uma das últimas zonas de Moçambique «pa-
Ú biógrafo de Nautel de Abreu, Manuel Pancho, fornece algumasin-
ciñcadm pelos portugueses. For não ter capital para investir, Portugal
concessionara cm 1891 a :Legião Norte da colónia, incluindo 0 planalto. àrmações sobre esta curta campanha (Fcrreim 1946: 93-107). A coluna,
a um grupo denominado Companhia do Niassa. Nos anos seguintes, o *wide nos diz, teve de luta: não só contra os habitantes do planalto,
grupo tem dificuldade em angariar capitais suficientes para investir no mas também contra a floresta que foi obrigada a atravessar. A água era
tcm'tório e momouoe incapaz de exercer um «controlo administrativo* as boas gigantes e as serpentes negras, letalmcnte venenosas. cons-
sobra os habitantes da segião Nail 1976; Neü-Tonslhson 1977). No início uma ameaça constante (97, 99).
do ?timão-a Guerra Muncíial, os postamos procuraram defender a &on'
tem do no contra o Taoganhicaalemão, mas tiveram primeira'
ID°IE "'03 “mes. D capitão António Pim afirmavaser disilíído ::amma todaa msmo
me““ da @hmm a '9850 do Planalto c ligar as defesas situadas na ; _ *508 Makonács m) Nyassa» (Pires 1924, 1,8), mas o ;mesmo ela sua ni_
margem ml d° Roma às Cidades costeiras de Porto Amélia (actual m 1'35" '3 "0 Roma a Porto Amélia contaram a margem sudoeste @Mitgcm
as* 2mm “de a População estava concentrada (W.: 1WP““ 2)- Em *e ms
Mb“) ° MWMda Praia (Pélissíer 1994)¡ Para isso, foi enviada de ' m 1932) é dim que os, tomadas se mmth em oww““ ”5 mas pm
m' ?011905 mesas após a passagem de Pires.

154
155
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8116335 3531
?Mação de «Nacumcm enquanto 135th ”dia111331311! de noite “um
1 1946, mz), Herman Níkuml - , em 17 tic Maiolde ?931;
mw baptizado com o nome do
me bm desta povoaçao -
Mou connosco, em 1994, rccordava-scdcscunhccia a data, mas quando
bemi dcsse dia, apesar de V :mm
Mio setenta v: sete anos. Ele e a, sua famíhadormíram no mate,
nessa
hmm N05 dias - e anos ~ Seguintes,perguntavam a si mesmas coma en
_ vel que as ,substâncias mágicas uúiízadas pães Chef:: de
ú


?ainda nãa os tivessem protegido desses atacantes. WW
Ê
o¡oficiais poxtugueses que comandam a campmha de «pagam
da pianaltc a. sul do Rovuma atribuíram a suavitória àsuperioridade das
.359.

Nos seus relatos sobre a campanha, mamente consideraram rclc.


m mmear os wndng'ala que dm, mas documean para a
--- 01mm, 18H postcridadc as armas que eles e os seus 2000 «auxiliares macas»&tvavam
Pim, ms consigo: 929 espingardas, Snyder, 267 espingarda Kropamhcke 37 cara»
- - Naum¡ de Abreu, 1917 ?mamária
(Pembàf) him lüopatdmk (Ferreira 1945, 99-100).
n :um "u- Poderá ter havido uma época em qu: os macandcs do Norte de Mo-
Çamhiquc pensavam que as armas de fogo :mm instrumentos dt way¡
ana 2 -ínvtntos estranhos e terríveis que permitiam mataroutro se: humano
“agem de Hmry O'Neill e mtasda conquistaportuguesa. a'ãrãmuzlrts distâncias. Contudo, embora as tropas de Naum! de 51515611
39mm!“ armas mais soñsticadas do qua Quaisquer 0111135 ”11?“ É“ à“”
«Os guandu»- como os portuguesa, pelo menos, chamavam ag”“ tes do planalto tinham visto, na altura da conquista a Fim?“ d“
aos hahahaha cio p lamãto - montavam emboscada* mortí mms macondes adultas possuía uma censiderávtl mem-W com
fms. má? 3
'301mm 3Vqu soba orientação de «um águia» maconde ao seu 56W E t5133' de armas dc fogo. Durante séc-11105, 8356311“ de :mms a_
(Fame ÍWÍ941, 441). Os relatos portugueses não referem Mbavah mada.: -» na sua múmia árabes _ ”sum pela interior do qu de
E:: nâme. mgs contam-n93 que a «sua única preocupa @Wbíquc em busca de presas e cnmerciamm almas “Em osmangá
r guns @guias ção consistiu “É”
Inimigos» g qua, por '1550' «seguiu a diíBCtH ;the lhes serviam de intermediários no comé
Z rcio “em o' AD amd:
que mais mnwnha à mhzação dg seu dese
jo» (441)_ L m tempo; Os &acims macondcs aprenderam a IEP“" as mas

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cada Vez orais temno _ m3 ~ I se? 1 im fumam. Q1de os portugum
e, abé. a 19mm“dem em alga @e GS ) Ass _ », M** É** *05°
mtüãmcn M ,
da conquis ta, os habztan tes cio planal m de ӈs ,na a e os Pomguuos dnspmram soh: eg; 1m; a &E; r vabala
nologia. antes surprce
' ::osque
mais de fogo dos» pomãuoses :mm mam .
Nos actual;
Magda::com 6%::
'ean as
_am como inmumemos deaswos no 3mm“, "i“ 3 - foram capturaro corpo do Malapenàg, um cairam“ 13mm?“
W035 saltaramàhes em :uma .e como - ?a mm“”
535' mas não as m5 e fagundes. DC as m 5
GS @condes
r :ses batem“ em redmda› x masmam
depoisÉ degüiã'ics...
voitamn Quan
Os res»
um; combotjtlms Poñuãgfogo ;ãgi bem oo melhor que os patruguu; ¡,ng MPC, aconteceu novamente a mesma caisah " da
condes a um;1011355v até as reservas de polvora ter:: moído, Whabimnm dOthalto amhuaam estes
acontecimentos @spam
e os 50-151¡ma , > ul os portugueses tem SJ 0 &tl-aid _os e à ignorância dos portugueses, mas
sobre tudo às capacidad“?
Segundo Mauad¡ NS “Pa a*orapâágpcndc c Namashakok, I maçã: Hp 13:”de e de Namashakolc como poderosos Wikia; Nas hmm:
bosta tad s! , A história,
ele s er am mm
fí lí o &Sissi-Vos que de então. in-
po rm âu àe sí
a ue «os ortugucses responderam: ' V 1¡ glumd MalaSI*
mm ,entre
If a não gen Whnfkab
e :a:É_ama
magos s Oie,
mais mid“
também Mbavala, tis.
mágoa; àsmim :causam a
Praia e voltaram três semanas *Pais* Aconteceu a mísma com: SDE'mm
adqumdo gran e :cpu çao como uma: .Por
Mali Shakoma. Ele Mpeme: «Nomashakole
exem 10,5:
ünha Mahalgtíbaím::
uma emboscada e retirar-m1. Desta vez.porém, acreditarameem Mbavala, Poa]Sig ser abatido a. oro. As balas calam no chão e :le apanham-as». 3 Ma.
pcnd e Nsamba_
quando este lhes disse que quem os atacam fora Mala and 5 ' ndoto Nka Ponda contou-nos: «Mala panda unha ' Mala que ;he
k0k, c não os akmães» _ _ À r . Más &saw; Q1me ora mpmmdo, desaparecia. (banda em
Mauad: a 5m 11535113: «Oito moses depois, US port-[15.4%
\ ~ o! dcsoparccm E magnum noutro lugar. Apenas ficava ânimo e
valmme míram mma mboscada. Desta feita, morrem :Iracema e amava cnraaveudo». Multa: añrmavam que Mimos; era capaz de m.
em_ os pomguem regressam a Mocknboo da Praia. Os ma. Em mm _ enxerto! as: ca oças e outras partes :amadas do corpo
» de
condes tinham &cado sem pólvora e foram buscar mais 35mm», nos membros fundos :É mortos da sua própria matriiinhagem,
Q1de Ds 90mm mwaram, os macondcs voÍfamrrr a ficaram
Mim de gs ressuqu (ver tam m Dias e Dias 1970, 364).
pólvora, segundoMantida Ng'upula. Ponco tampo depms, degtamm fuga 42179¡ como se dim.; que as lutas entre estes anciãos poderosos se trava-
à povmção do Mannda e ::tiraram para a de Malapende, demanda que
os portuguesas estabelecest a sua «administração» nas minas da po- m reino dcñmdn por substâncias mágicas e assombmsos actos de
mação de Maunda.? o meso'm acontecia com as batolhas como:os 33142330125 em
Porém,os momentos maismiadorcs, tanto na narrativa dc Lyulagwg que :Ecs overam de Menta: no míoio do sêmlo XX. Até ao mo-
como na cfc Maunda Ngupuía, surgem no intervan entre o esgotamento mento :mono foram donotaáos, Maíapcnde o Nonashakole mostra-
das msm de polvo:: dos ::amadas c a sua «rendição» final. Nesta in- rarnçe mms aptos do que os portugueses no tocam: a ser os seus
terregno, o «poder de fogo superior» dos portugueses é cumpletzmente M1505, a rmnbçazranamreza do seu poder e a okáab ::mim
moolizado pelos astuciosoa &malagemas dos W010 anatomia-_s_ No Mal As substânaas mágicas que estes mng'alo utilizavam
4m I 4 1 R I n à
relato de lyuiagwe, como ouvimos, Malapmde atrai os portugueses e os _ reahzar manobras domswas que os seus mnmgos não podiam VET-
seus aliados para ::arredores estreitos onde mon'em trespassados por lan-
çar. Na narrativa do Maunda Ng'upula, a táctica ainda é mais incrível:
Eâüm Que este é um tema comum nas histórias de goma aii-im 0 amplo mais
mim n*fere-«se à wblevação dos Maíi Maji na África Oriental alemã, em 1905 (Mas
a
JSegund o o!CIÊan de Mauad¡ Ng'upuía , os porn¡
RumVer mbém (Fry 1976, 107); K Wilson (1992); Rosamhal (rsss, 113);Wd(19?8);
ses, ' ud d Manãlãa P“" * numbemlo_ 149). Bastian (2003) informa qu: os membros de W W“"
mm Maiapcnde, e Namashaimie até à serras pâmlücpã: Messalo. Por
Em' Malapmda e Nmasmk “Wrath ao planaíto. mas Mauad:: recusou-s! (E35
mb!!&Émü mgenams se afirmam imunes àsbalas. VenambémWOW» 14H
u :g: a h ;lemos semelhantes na Melanésía. ,
;uma em 5m mznmm de WW) a :promo: a sua rendição, tendo amado
M 1 . y
m a !tantas de Moeda descreveram a Dias a Días 0970, 371) &Mããü mm*
escapa¡ a0 Perigo - ¡nciuindo transfomarem-se em nuvem-

158
159
. ,dada no conheámçnta de migzapm a _
ari &max-los, rependamemsãt
diihas am ~ n
' p las c co
, Pam a o: alvos humanos.
moda a tomarem à' mm :5m Mick gar sucumbir aus pot_
da maiona dos anciãos a .
aA posta' ›
, res! ' ~-
nígmf
nao me de
no ímida
supel
rciãcasnãsim dodas
¡Wisich ou;daa.?esmr
armas Nao églam~mlh
preteqd m-dm 9°““-
sugenr com ;sm pímlü 10
gm afinal, amarela mms poderosos, do que
» se WWJ ,
que as portugues“ uáno. Cum-sc ::alarmante 35 _
. .

e; :Em:
fãgm: “Malñptnde &m
n
« 'h

;ÊGÍÂÊÃM Ê pro fer ida s po rê yu


0'ac30m ema mapala vrasm o. Os seus produtos
MpoWrtM - W W WW
s pr óp W-
ri os , .Ê
fe qu ?m
an ¡m lmsm s si
ugueses :1:10 eram* cic mi. gde, 1 nasceu cam o imposto», disse-nos o idoso c ~_
os de um ma lé vo ío fat ias.:ch mpgde M Pm __
pmduto sia imaginação
ma tal, os pongueses
acumulam um @Edg
e
fuma da Chçgada dos portugueses não havia impgsumãíngê
«hama- Mbmia. "3 Go representavam um malfque lhes em famü
m chefês de pov oaçãm
o te mp o, rpmmdcm impostos não havm régjllos 2 - só
novo e, ao mesm s como um fenomeno ;u :12:0 chefe de povoação_ :me ficava também com uma pane da riqueza
endido
Exam simultaneamt-.ntc ent ' ser enfrentada da ñ'mna canvmcional. gás“ Fava 3*», Pewm- r
e como um a ame aça qu e _disc em agüenta», msPondeu. «O chef-à de povoação redistribuía os
miu, de Facto, uma ?nm-iva de m,
A decimçãa de Malapende consti ngm meqldâs habm entre o m¡ povo. Cmdgva do seu bem-estar. O régulocom as pes.
oc ad a pela invasão portuguesa
sei va' a cris ra pr ov pmfendà no génem gulm
dc contrafcítiçaria. A sua
declaração audaciosa F01
um cum_ E os portaguascs commm o ré
à semelhança das palavras da mais extraordináxio nestas palavras do ancião era o facto dc skpró-
disansivo da mnmfêitiçaxia, ima_
dc um .dante como pro o da
dut
sidp réguio na ñm do periodo (101011331.
deêm que ídentíñca o padecimcnto che fed e
ginação malévnla de um feiticeiro
e dos gritos nnctumos de
tro
um
dama: ..Bam a
QE“ fui o quarto régulo Ndyankali», disseramos ele_ «O primeiro foi a
içüs de cansa-ação no cen Eike de Makapcía#
povoação que executa feit _
ver-te! Sai quem és! Sei o que andas a fazer
E» 25mm.: é que cl: foi escoHúdOÊ», paguntara eu.
Tais manobras podcxiam ter permitido que Wapende
e Namashakole ;íchpois da derrota dos macondes em Nanenda, os pomlgusesvieram
habitantts do m é o (31656?,
vencem os penugucscs, assngmuvnos a maioria dos também @alia uma das zonas do planalto e perguntaram: *Qpe la
pJànalto, se Mbavala, que estava por detrás deles (e, neste caso,
zona, Ndyankali descandia do &Andador ànicial. Em um nmggb
a tãa dotad o. *3 Mbava la foi os, poris so foi iden-
na 5mm), não fosse., ele próprio, um mari h eles :Manha A tem pertencia aos seus antepassad s
ende e Namas hakoi c quanc s¡ no seu recint o. Ouua
mais hábil (WÍM) do que Malap
ele tinha coniur ado. tificado e (1211311214116 uma bandeira para haste iênc ia ao
da ameaç a que o pres tava m obed
tentaram¡ anular os efeitos
ío WWW¡ me kgfa da zona # que até entãdas - passaram a receàcr or-
«Mbmla conlmcía as mítica de Malapende», aiirmou Manuel Shíndo Mtb mm sbil mnbo c aos seus @rep assa
Nkapunda. «Foi asim, garanüu-nos ele, aqua Malapende fhi derivado.” dens ásia. Em obzigado a cobra: impostos c a dar o dinheiro aos porta*
mesas»

. . . â m
!Imaruí-'lia &mulhanteáe um &mf-à album ma a
. _ _ Que mmtçs admlümi'n'tcr_ cha
al * !Ma me¡
hm' mw de hmm para ;uma os sms mgos, em Gm'
@WWW
._ » bem W eta um domínio geogrã ñca da umidade colonial
fazer Í “Diammmqneumduss WS 'míbnmntcs lhes :lusa: «Os bmnom sa
mm5 ãa. antes autónanS-
;U ”5 de muitas chefes de povoaç
vaíacmcapaz defaur coisas suptm
amhrãmâcqosn(¡;ã§:§d°mm°ríglútha 1 mrêsuluemmchefmíeummgnkado.

1613 161
Cm a 53:, Í, a, m

K .H a, esa no centro do seu ?acima ;à


' ' _ ?533%
», pegguntg. @Époda a Emmanu- as casas. Em ::Mía m à“ wii?!gm à**' mà xana
bém cobrava esses impostos? 112.3 ..
para &1.333;&ibama; WM a 353:.
625556, Sena :amado para São , ?655035 da
ÊÃÊÊOÉÍÊ altemativa. Se não o _ -_ da astra c apromxonammm mig: _ ' miguesa
raças de cana-66'36“6e 1:;POIV ES N_ _
gear¡
Tomé para tmbalhar nasdur :11511111 @n ão aerea_ :áêíomnuçao I a: que “WVEssava o
Ficámos em siiêniio ante
cantou: «Fui !águia até 0°um amo “1“qu e m Han!“ F :t a “filma. Dis,
h (Wand.: Pão a Primeir a tem““ E as tra m¡Sum_
os quartas, a1unsd1çao sobre a mgiãü mim“ a
., 58m l mor to pc a rn
sem-me que, se não áwss:: um tug ues es 465mm. .Í , hi3 do Niassa que¡ pela ¡anch m Wu @Emma
Mas quando gs por
ela nos libertasse dos portugueses. m-me. Pass:: dez anus na Fusão_ Es_ @16091133305 chefes das vános pastas que a Companhia do N¡ ente?
ram que m¡ tinha o cartão, pmçdem _ depois da guem trabalhavam com 05 chefes já ¡dantjãsâdah
tanta e cagada»
- e ::0911533510 frágil e Cego Nfiyankall, que @O podia
para o
este objecmtdc escámm da his_ Wei-;umim Puma' como Os Chai? de pwoaçãü @um demasia::
i . _ _u
retribuir o meu olhar. Nesse momento, ?Em wspmngdcrÊãmCDm C§ÊS
a , n13 _es de zonas cpm determmada dimensãu que ngm
um? das suas Vítimas. euü
vária de Mueda ;macia-«mc mais ser
ufltou Marcus_
«Os portuguesas comeram-te, não 501?», peig ::5290? para as ;apresentar a toflas. As zonas delimimdas pela com l .\
remrqum ele.
«Sabes quem nos comu realmcnteñõ, r ria fia uma Povoaç ão! “em sequer, na maio
a i _ _dos mas, mdm ,girató
Matos e eu aguardámos que respondesse. dmhcuo na? plantações @cor respao temmpc z asmaad a a um &etcnnín ado W310 m
«Todos aqueles ícvans que trab alha m por “a, 1,9_ Como não «chefias» que'exercessem n seu domínjoà
do literal e do Tanganhica - aquelas que acabaram por adam' à Frelimg_ Wiz! gwáfica que ::anva à Companhila de Niassa, Foi necessááo ¡11-
própr ios. Esqu occr am-s e dos sans antepassadmm
Só se alimentavam a si çgnm essas chefias para çorrcsponder às mgências dela_
#list A Companhia mnccdm otítulo de miriam** a cada um dos «dub
@adotados a posições de autoridade sobre os seus pares, e mágig a mas
r que a ajudassmn na cobrança do imposto de pa]th e no remu-
Ahistória que Ndymkali nos contou sobre a escolha do seu antecessor mmm de mãD-de-obra para o mbaülo forçado (denominado :Maioem
parao posto de réguln foi apcms uma de muím histórias que nos foram
narra-das sabre as consequências da conquista portuguesa. Como a cxér~
Mmbique).Ababco de cada @Ma-mor; na hierarquia «adminimám
cita porhlguês exigia que cada pomaçâoàdentíñcasse um «chefe», os che- @Campanhig esta reconhecia várias @iris Na maioria das casos, os
fes de povoação maoundcs e as rcspcctivas populações utiIizaram vân'as de pavoação (ou os seus representantes, ou aiuéa aqucks que ti-
estratégias face aos novas senhares. Muitos chefes de povoação limita- nham usurpadu os seus lugares) tomavam-sc Min'. Nessa quaiiéadc,
::masc a apresentar-se ao comando português. Guam recusaram qaal- asim como Mínimos dos respectivos capitães-mares, pmpoztionandoà
que: contacto com m seus conquistadorcs. Por vezes, os anciãos rebeides @ampmhia do Niassa uma estrutura administrativa que chegava a bodas
mviavam subaltemos em seu lugar. Em alguns casos, anciâus rivais ou vcações c lhe pcnnítia obter receitas e mão-dmbra de todas as fa-
suhdttmos ambiciosos tomavam a iniciativa de sc encontrarem com os
partugucscs, ao perceberem qu:a recusa dos scus wmng'olo em capitular
:maia sobre: elas a pçmisacnte cólerados conquistadoms. Em alguns casas, '5 0 Cmtmio português da planalto em ñ'ágíl durantñ a ;uma ”bm“ c¡me as
esses rivais ou subahemos, que podcriam nunca '0:1'sida esmHúdos como alemãs destiladaan revoltas dos mantidas. A Çüm ' do
sucessores ou z'3PIcsttxvlcaantas, apmveitavam a opartunídade para usurpar museu o ;1131131110 em 1919 e 1920, sufocsndo::venhas mspems (5m 1933' “ '
o ?oder dos meus anciãos. Nmtras circunstâncias ainda, em sarcásticas
&Eme; ;994,416). dm deforma“
anfmdes de rendição, os chefes dc povoação enviaram os «idiotas da '-11' ' oré um banho militar inicialmente adia** a“ “um. t!? L r '
emPE'dicimnárims nas tenínóaius nau-mamas POW? Por m
dm” Para serem Manhcçidos pelos pormgueses. a' “Midias nativas no momento em que estas @MW 3 “E“
@20530 Harman Nlaznu e outros anciãos nos contaram, quando um
SE apresentava ao comando pmuguês e acedia a calam' uma c? &WWÉ uma mhtemção do ::mm WhthE-Wrmmdm
a; *Pa Em árabe Wifi. que signific a «mínist m' au «en =

162 163
W
Íà (ou ainda um nümàà à

"là
mílías ::Skiantos no pianaltn Os”dê“ “mm“ ?umm as. qua j _ d um destes ::31893, ou me:st “m Mamma ñ msmo:mth
25W :mim sabiam
através desta hierarquia. 4 &3me ”manda”. '
d“ !413553 ”mas , e.me do estatuto dessa &gua; gs M
vánas empresas derem
A Companhia :lo Niassa passoupelos mfaos de
mms enquanto o seu direito de concessão “geram mas 1“¡an mobiliza“ r voa; em:: re at:va U 'um us -

recursos financeiros suficientes para ;mm-sor no desen


volwmentg ?3110212331325 numa época mlañva mcnm MEE??? 3139138 lim:: Wa*
dos habitantes ãzímpks Moon:: n(àrn xlermznEea chefes (uu 3311122112¡ da
infra-:strqu da região. Em vez disso, aluoontava-se_
desta (Vau :975; Neil~Tomlinson 1977). Um montesbmâníc o qua nela “mao, ou um “511593 Pr) E @Watts relativamente pcqupm eles “O"
pela Column““ü
viajou concluiu o seguinte acerca dos métodos modo 4 :m consequêncw dc uma (31520 reCtñtememe Dufmk
Para obter o irnposto de palhota c o trab-11h? @Mi *no que respeita a, 'o 1133195; t . di a numa W
aos nativos, esta é uma tem. de sangue e lágnmas3 onde os maus um” ”o GIS «3551111 05 m 3811353, as
ã_ ”ananás autoridades somática c aos seus mboãâíãmsum
mais brutais não constituem mim: e um homicídjo não passa dc um
geito pecadllhonünVai] 1976.4111). _ _ mente vastos no excraoxo dia autoridade sobre m «indígenalres re-
lwc
@tando a concessão da Companhia do Nuas:: cxpuou. em 1929, a nío Passam». o estatuto de Cidadaos o, por column!! nãa esmvaá
adminisu'ação colonial portuguesa assumiu o controlo directo dos seus à lei, nem ::gropor :sm prqtcgado§. Estas autoridade:: nie 5.5o::
territórios, incluindo oplanalto. Chamou-se tuna continuidade a mw; @Em a supcmsmnar as Iolaçoes metais no reino visível ~ mami?,
local, com a transfonnação dos postos da Companhia em postos admi. mamães de tetrmü :embrude “53111311an resolvendo litígios,
nisuaúvos coloniais e apassagem de muitos ñmcionários da Companhia @à_1 como tambem. a supervisionar as relaçõa no mimin_
a ñmcionários do Estado!“ À semalhança das sms antecessores, os fun_ EnquantoOS bntãmms c as &ancases proibiram, de um modo ml,
cionários estatais continuaram a apoiar-ac nos chefes locais como inter_ àçacusaçàes, iulgamcntm e ordálíos relativos à fcltíçaria/bmxmia nm
mcdiârios administrativos, designando-os agora como MMM 833%'. gens tcuitórios ali-icones (Mai: Í969, 170; Clmvunduka 1978, 14%;mec
ms. 7 Porém, ahierarquia estabelecida pela administração Ibi adapmda ac. Maués 989; Masaki 1994; Momheshora 1994; Fields E997, 75-76), 95
modelo aplicado às autoridades nativas da canas zonas da colónia (Alves W253demonsz uma «tolerância» relativammtc maior, r: tam»
1995); os capitães-metes foram, deste modo, agrupados c aubordinados mais confiança nas ínstittúçõas e práticas l“ A adnúnís-
a um capitão-mor saíáo das suas fileiras, criando um terceiro nível admi-
colonial de Moçambique aconselhou, efeativmmte, os :uiminis-
nistram de «dlelàs» dmomínados «régulosm a Grimm-sc trinta o um
andares a resuingirem a influência dos mandem" e apmvou leis que
W: (Isto é, zonas controladas ;mr régulos individuais) na região (lo
limitam a ;mítica legal da medicina a profissionais licenciados,n além
planalto (ver mapa 3, no capítulo 1 1).
Embora esta hierarquia política cm três níveis fosse claramente uma deordtnar às autoxídadcs gentílicas que se opuscsscm «à prática de litu-
imenção colonial, reñoctia subtilmente as relações anteriores à conquista, e adivinhações c muito especialmente das que representemviolênc-
como haciicava a história de Nelande Um régulo era, muitas vezes, o çla contra as pessoas» '3 (E. Gwen 1996, 50; Fr? 2000. 126; Honwana
ambien uma:: ;bw da sua zona ou um poderoso chefe militar da ml 129). Há notícia de que, nas décadas dc 1920 e 1936, os

' Est: facho pode o:: mmprovado comparando os ' tos de pessoal publicados DO “Segunda Mimo. a administração 591011531na NW mm dom“.
goma Was Nm:: cam os dos do período colo- “a. “wização índi no seu âmbíton (1956. L - _
;iam Ma““ (1959. 139) infogãlãu que os ndcmhus atmvcssmm a da Mm
' pomxguçscs. wrlosammte. adaptaram o termo «genníica» para design”na“” m à Num. adminasueada pelos britânicos, entrando em Angola. W 94°“ 3“
nãoJoelma, mas sim os povos não cristãos trilhas», apagão». quando queriam consultar adivinhos sobre @1505 dc 3 wo),
l Ú W *1455530* sis'lifica «pequeno nel», ou «árcfc nativo». Poa' usado em M35 35 u““ Portaria n.° 292dv.: 17 dcjulho de ¡911;citada cm “mag” im¡
:mtas de Mune para designar as autoridades gentilicas de nível superior. 39 P355“ aget Im n.“ 32 371 de29 dejulho dc 19132;citada em @1%@um uma,
q“? “32W“ do* &El-iii” 511m Clde por tímlos que vaáavam :Omã-"Ê a mí) &Decremgi n.“ 23 .229 :31:15 de Membro de 1931'3'
'Em 5.

264 165
mim
os P0 .
' umam os t1 os habitantes de Mucda sabiam t m ele_ ,w_e ng!
› . _ _ ¡ e? r
íntimas ck 335m“” ::gifgopfãrçãüpgàzãbrçadm ;fãfszsmíí k'
tiçarla :lou de riam r:: ilhas dc São 'fumê e Principe, na África é”: Wim W de?do md¡calonmadmê
É¡ papulaçaoqnt
do un¡ 124W* 73*::mw
Planalm. EQ”th
nasmãlííãâham
dim Ndpm
com a Wma 122439; Meneses s. d., 15), mas essas mcáid ' '56» 69m o _. vestde com um unlfüi'me ?armada pela Mm, “Yan.
dfmaj mmwalm ente ;dowdax l' Geralmentâ 05 adm“¡smdüm p: ”Em“ ia¡ _ recebia ordens do administradm de to msm“
~
em mmü &tas; de“: que não Sam .. 10“ itães- r pos ?gangues E
ça” w'gms a todos 05 5°“” ca? “mm que, pm sua vez, davam an
os interessea coloniais (Fly 23030' Rai Gjúybe 2903, 365 seus wqíní Se houvesse resistência às ordem dadas Pelas 'ms-
101 l 15 «Tmsfomaro cmgpmtamento | Palau' açaí? mdlgena» i , 011m3, estas envmvem os polícias nativas (chamam) . ,_
?$101um Se o próprio regula se recuam a CDOWZÍPÊÍ::
em, como Veremos no capítulo 115 !Imã “115530 Elevada: em uluma '
lise, ao cuidada da Igreja Católica (ny 2000, 126; Honwana 2002, 129)_ as &um; arriscavaee a ser sovado em público, @13,30pm as man_
Apcsàrde muitas autoridades gentíhw_serem mbém, de àcto, úgfes ;naum da São Tomé ou morto pelos portugueses_
:hs respectivas povoações, e embora canuneassem ecgercee a aum-idade
de muitas formas costumeira. às himíqulaf¡ ?dmffnstmüvãs impostas fall::box-'1 35915155
, , as locais que CDIabOÍam
na cobranç come no
a de @pastos O ”Billie
fom Colcníal
e dee m
com as
pelaCompanhia e, posteriormente, pela admmistmçao colegial ::3113505 @mmmemm bem», a mmona dos que estavam sob o seu controlo
mamn lentamente os papéis desanpcnhadüs por estes :maias nas suas @mismtivg «passem font-Lee, de acurtl? conj os testemunhos orais_
próprias mauílinhagens. O goma, tal como a Companhia fixam antes
dele, ohtlnha a mão-de-le càibala através das autoridades glantílicasI W mas; coisa em logo. as crises de lcglurglaçaograssgram em as au.
panda normalmente os recrutados na região de Mueda a trabalha¡- na @dades gentílicaS, ap longa de todo o'penodo 601011131, com os rivais
construção de amadas, um tarefa localmente denominada como W
@testaram os dimtos e a competêncxa um dos nunes. *É Os: adminis-
gui. Para oferecer um ambiente labaral atraente às empresas colozãiais, ;gdóms de posto portugueses 3mm: ?01751351 Was para estes um»
grandes e pequenas, a administração ::corria à amégia habitual da im. 55155 e, na maio: parte das vezes, tepdmm a resume-los escolhendo o
poste de palheta e utilizava as autoridades genuílicae Cúmo cobradores mim que prometia ser mais obediente às cmgêncms aáminísmúm,
de impostos. Para paga: e impasto, as em obrigadas a cultivar gm: modo, as próprias autoridades gentílicas ocupam-m uma pesição
culmms comerciais cume o amendoím, o sésamo, o caiu, o óleo de :icino entre uma população que aparentemente representavam e uma ad»
ou o uma, para vender aos comerciantes locais (Isaacman 1996), ou a miaismção que «autenticava» a sua alegiünúdade» (atravée da &istáhui-
fazer contratos de trabalho com empresas calorúais. Os régulos e os sem çãe de uniformeS) e, ao mesmo tempo, lhes exigia que agissem em opo-
subordinadas recabiam uma comissão por cada trabalhador que «forne- aos interesses daqueles «em cuio name falavmaay As tensões e
ciam» @explorações agrícolas e plantações regionais pertencentes a co- @nosidades eram ::calçadas pelo facto de os régulos e capitãesvmorcs
lonos pnvados ÇAdam e Gentili 1933, 44; Meneses nal. 2003, 345).

u_ Mm (2900. 9, 22-23) gere que as :mm-idades #uma dãâ fuma:: de 1' ' ' mais comuns na negão dm planalm em aseguinhç. POW?
3555!.? palm da medicina tradicional», devido mlcniais rmiüam em últüm da “3°“qu um .211332 de maçã:: numeava um subcrtlíüaáü P¡m mw
à catarse: de ::Edimax e 6,11ch WE“ regime mlonial. O clwfe de pomaçâo apmveitma oppnumdaít Fm WM”
mf* 'ferem Receita (1998, 16117?) a histór
ia de má“ à“ se“ PWO através da nomeação de um dos descendentes de uma mãe mw»
em mmEm lealdaáe à (que não era.verdadeiramente sm)- Qümdü
m Wmtquia colonial se revelava lucrativa. D *à* de 2mm““ (É: seu da
. __ V353_Cütíüsídad6. antes de referi: d acusado “mma” expulsar o nomeado (ou ü seu herdeira) qmcnmu a' agem
::Eficaz351mm”? mma“ 'mam a dm que :tem à?“ :um P0'
*à*
dia
dmcmdia. VertambémDiaseDias (1970, 307). W. _ mmoáda_
antropólogos africanisias constam, há muito. Cla-14e a WW_ Mm
outro e ° made culpado de homicídio m1, por
WES' sancinnadas calm:: a @MMM aum"“ mm de mon' @WW PelasAdministrações coloniaiscolocavaestas ñgsum em;gm um um m.
%ã%ü” *' (GluCkman, Michel] e Barnes 1949)' FW“ (19
man dum dilema, tal como foi sentida pelos men-'5
@mar a a M .MMM
Kspzñlêala

r ~ 30 queÉ 39971., 106) e noutros lugares @o 1°; O“ ?E ma! mccain»


cxercmmasuaau raridade sobre @Nações Pendente? *11:1 PDFOações À_ 1 1 ü Luüganhm 1974-

qúe, mtas da conquista ?DIMEL Som @Câumommñm


Alm [mim produzm outros efextçs. am mauçpgm ::Ima na ea_
Íml Um ”censeafmnm de 1948 (“Mú Em Mpers 1934 375'
numsoda! e nas instituições ás autoridade das mamhnhagens m @ou 27 489 «mm (Wmef mwbicmos)mm mês a)
Pb_ anos dg idade no tcmtono bntãmm a. um vaio¡ mamã;
das_ como Ndyankàíi sugeriu nas çonvcrsas'connosm, o @uma por_ á v __ :uma que o recenseamento moçambicana de_ 1950 situam em:
mguês afromtou, de diversas manctras, os VIDCIÉISJS dc sohdancdade da @da a: número total de macondes moçambicanos e em apenas48 120
M que unia os jovens aos ancião? sua malíxhnhagem. EFI¡ pmcb“ 132-3111!) dos que viviam no planalto de Maeda (citado Em Dias 1964
lugar, a administração colonial prolbm, na [851210, o comércio de armas a

defogo, que era a forma de pagamento há :muto ::fada pelas matrijjnha_ mateúms 333m de tal modo melhores no
gem para negociar os casamentos c reguía; agrelaçoes entregerações_ sí_
muitmcamente, o dominio portugues 551711110“ 3 893m CMM mau-115. às ment
@ali itens miami“
e fora doPc“" l“ HW“
pianal to unphc.Oava
Em* de Passaram a residir Per-
uma desistência das din-,im
nhagcns e, com ela, a dinâmica que torgara as armas essenciais para a
defesa e a reprodução da povoação, erradxcandü, deste mudo, os 13131303
que lhes eram assegurados pçlcg @aço de \ÉVErem em os seus pau
ms zonas de onde :rain ongmangs: A 1:11:1ng de residência
que antes dissuadiam os subordinast de rompcrem com a :lutarith
do dzefe da uma povoação e irem ñlndar outra nova (vcr também Dia¡
'm os privava do acesso as redes scams fiambres, que os enqua-
e Dias 1970, 308). soiidariamcnte em eventos que iam desde a iniciada das jovens
&ao; casamentos, as fcsüvicfades @como a exacuçãu de qúsica e a dança)
Mais ainda, apesar de os homens icms continuarem a depender do;
seus anciãos para :cederam à tema, a época coiam'aí ofereceu-lhes opor, É ;imples cunvcrsas do dia-adm, para não fàlar da ajuda mútua em
nulidades de ganham os bens necessárias para pagar o !abalo e com_ ° de cn'sc (por mmpío, empréstimos ou contribuições paraas das..
tátüírem Famílias independentes. Os jovens descobriram estas É)me ' .do 61118511 de um familiarfalecido). Emborauma apreciável mim.
dades, apesar de o regime Iabcral do colonialith puttuguês ser migmlm pennaneccssc indefinidamente no Tanganhica, amio-
desfàvurável. Na verdade, as perspectivas da ganhar um salááo em Mo- a, _
mmgmswua a seu temP o, ao plandtn de Mueda-
_ um ao
J 5m de uma
çambi-que eram, em geral, muito escassas. Os poucos caímos que ope- da inferior a um ano e outros após mam deuma decada ou duas.
ravam na região do píanalto cmprtgavam menos dc cinqqu tmbalha- &ml-ss salteims regressavam frequentemente; a casa ao ãrn de alguns
dmes cada um (Adam c Gentili, 1983, 45). \HL-im e Baptista, que guia o trazme com eles a riqueza de que necmmvmn mas::e cons-
Sindicato do Sisal de Mucímboa, pertencente a aiemãcs (a que os ma- famíña. 3“ Muitos atravessaram a &mm-ira rependamenteíqlterw
wndcs chamavam Mpanga). próximo da planalto, empregam¡ um cm¡- as temporadas de trabalho no ::menor com pfolongadas cívzsatas»
sidcrávzl número de trabalhadores, mas pagava-lhes uma ninhada. '9 àfâmília. Por fim, como Veremos no capitulo 13,1::É¡ch &ca-
No entanto, os habitantes do planaíta procuravam outras &ibamativas por encontrar trabalho remunerado no p to, nas 1111550“ 03'
ñxgindu através da &ontzíra do rio Ranma para a colónia, ágar; britâ- @Em que aii se estabeleceram no período aglomal. r Im
nica, do Tznganhica, and: as reÍações íaborais :mm consideravelmente riqueza daqueles que atingiram a maiondade 110 ?maio m
mais favoráwis_ Maitos cmigantes de Maeda encontravam emprego nas , . ~ r m con'A
W111 !101/35 fomas, como :matos :acordam ao canva
plantações de sisal (que chegavam a pagar um salário sessenta vezes m' décadas depois. Os trabalhadores que BMW Em? um
?amam os seus salários na compra 515 PM?“ q“: giz:: Em_
_ “Di
t mmuk nm, aosjQ aábu\ madimimí @mais em Moçambique. Entre os arügüs Px“” 7 d _
çaodo «spa' m Mah¡ W135 “um"
3353115225 wfaçm dv: à :mandada não ser :múmi * a““ 33 máquinas de costura, as biciclüaâ, os rádlüãa 95 Wma'
toh-ua!, ::1251me a moda mma
a :m nível :in reguíado, I'll?l I'm“)dm Pré”
a zéminimaçâu cofmial também W“mmm'
magra:: da :mm-»Mg exercida por estas figuras a
màãmbzlhqum do Mpauga com .
quem Mász mmrdavam que 0 C959““ _say J* i v . ' cmslimia
há mit; de
doquem MÀZÀMM lhes:ram dadas pela Com a V”*mim Hamas (1993), que wgm que a mw” :mm
panhis tinham MIS No' Wim; dt MWambique, uma espécie de rima¡ de passasem P““°
r», Waüümícameme independente.

168
169
CMM? 5“
MW!“
ndo os Mim ~ .nos., muitas Vezes* os andar-'3,_ mas W,
nadas tipos de tecidos e vesmááo, e 3111135 dc Engo- “ Segu
' ,I _ g .

quam f: à gldü lavam: “O Chefe de POWEÇM uaíãíz'ái: &mpi; em


trabalhadores migrantes e os antigos empregada¡ (E: 10135 com q
a mnYQmW.
15m“, mesmo produtos básicos (incluind'o ttcidos, ferramentasl mam WW' chefes de pavoação também »
meias, sabão, açúcar e sal) a que os habltmfcs'dc Mun-da há muito ti: ::cmg Porém, esses anciãos, &WÉÊÊÊLÉ ?Qqu me,
nham acesso, que¡ no litorai (através Flo comarca),&Fal-am ant _ V m5 que regressam, também as “Magma as! 8 w
à maquina), que¡ no planalto (dcpms de gs comemantes midia“ a; @sem pulmões_ Ao &zé-!0, aumentavm c seu ca menta»
diados no litoral aí abdrcm baias), 'Ham mala baratos e dc melhor quañ_
mamas]
gângdavam a suaínñuência sobre amamithng à? Slmbólico e
dade no Tanganhica. Os emigrantes apreuáeram a compara; as #$011 estes bens 305 seus anciãos eram msmãtmammtlovmguc Em.
tanta de bicicletas, rádios e canivetes como de panelas, entonmncfo sem
pre mcihores preços do lado nome do rio PfxwumaxÍ
De acmdú ::0m alguns testemunhos 0mm, os migrantes que usarem_
::MMMwww» àmm ao ::mim
a w ;a adorcs competentes. Rccordandc » am““
5 maia”: que entregou ao chefe da sua paíããrãmsso 3° 913-
vam ao planalto de Mueda traziam muitas vezes consigo bicicletas_ qm mm ::m &lâmcs comentou: «Nós éramcs mudos comgülgfdlãmf
podiam ser utilizadas nas desioaaçõcs :nm: povoações para visitar Emi_
;iam ou manga¡ o; taças comerciais. Também traziam rádios que um ::FÊÊWMJ-ãan Esses actos acabavam por wet bencñcias palpâvcisfcãs
lu reservam PCdaWS das 31-135 Própnas terras para mas jm e
permitiam acompanhar o quese passava no Tansanhíca fc noutros Enga- ngam o payment? do lobolo.
rca de Áñ'ica) através dos noticiários em swahili_ Por vens, regressavm
com máquinas da costura, com as quais se podiam estabelece: comu al_ ,go entanto, este Cenário era unívmal nem historicamente dará»
faiates na sua terra e obter rendimentos em numerário. Os migrantes que @Muitas dos bags que 05 @WM“M1405 traziam consigo nan_
mtomavam costumavam Haze: consigo grandes sacos cheios de roupas mg¡ Fáceis de partilhar. As blclcletas, por exemplo, não podâam m di_
@ams mas apcnas cmgrestadas, Só pessoas com alguma munição sa_
numas e bonitas, compmdas com as suas poupanças dos salários mcdaidos
“raiz“uma máquina de costura de famaprodutiva, e o Miro
nas pianmções. As ;resmas que Uabthamm nas missões católicas da rc-
qm se podia ganhar com uma máquina dessas era Emil de ocultar: axé as
gião do planalto contaram-nos, anos mais tarde, que seguiam o exemplo
das núgrantes laborais regzessados, atravessando a ñnntcira, quanda pa W de roupas escapan frequentemente au controlo redistribuúvo
dímn, para comprar essas cobiçadas mercadorias com os seus salários. @más de povoação. Os padrões vañatam de povoação para pomaçãg
Alguns destes jovens dispunham dos seus bens da mesma forma que Lango do tempo, mas a prática de repatriar a riqueza. para oplanalto
os seus antepassados tinham disposto das armas de fogo, do ferro e do tomam: mais famiiiai', assumiu uma lógica própúa, segundo contam as
tecido que obtínham no comércio à: caravanasno iitoral, quandoeram masque se recordavam dessa época. Os ¡ovcns comcçaram a redistri~
jovens, ou seja, carregavam-nas aos chefes das suas pavoações ou aos eles próprios, os bens que traziam consigo, ofercccnàu simpks pre-
seus Wãa(tios matrilincms). «Ôs jovens esbanjaríam essa riqueza», mtcs aos seus fanúlíares mais próndmos e a ::Em passem bit
gatas desejavam con uistar. E começamn a gn ara parte e cao.
31m iniciaram até pgqucnos negócios w comprando prgdgtm no Taq-
1* .Algum @12:11:15, como as bicicletas e as máquinas de costura, em breve pm ãnhica e revendendc-os em Moçambique. w para multiplica¡ a Wa n'
apoder ser adquiridos nas !cias construídas no planalto por comerciantes indianos esta-
Madden no Iitorzí. Mesmo assim, os preços em muito malharcs no Tanganhíca. Os
munhm mais indicam que, cm mudas da década tie 1940. pm' exemplüg um trab“” 'ÉÍUHIE VEZ que cs jovens já aceder directamefitt 305 E”“
Sinclar migrado na Tanganhica pedi: mmpw uma bicicleta por 250 a 350 xclins. Em
.Moçambique, na mesmo período, uma bicicicta custava entre 1256 c 1500 :3611405
Má“ Para pagarem as noivas e constituírem família WWW::
Tenda em coma asmas dc câmbin (”moé, uma libra walêa 100 escudm em !946% O MPM-se bastante menos em pôr«came» 1109 13mm das seus an mui:
é: pinças a; quase a mesmo, mas a qualidad: das bicidctas disponívcis :m Tang““th 59331' de Os anciãos da likola manterem 0 COÉUOIO sobre as “gritam.
en wbmnmbneme mprriar, a que significa que as mais baratas qu: lá podiam w com' :95 *lúmens iovens Püdíam satisfazer uma maior ?mês dês suonctárâa*
path: mm mmparâvriz às mais caras acíquiridm em Moçambique. As máquinas de wi' w Tanaka
wraâcumvam 3m ::dim a mm: do rio Ravuma c 3000 escudas a sui. 39933' de sem“ @das &UHWÉS de outras actividades inseridas na “Wo ?crf-'15 “Ú P
de pao: r disso era, pela primeir a vez, passíve í obter

1?!) 171
&WMKW
;É lv a?“ ?wáümâ

Ds contatos em que em immsság_ v à “


tributos de poder proliferam?“ ?a mm mmâwümamm tampa
Mueda mediante o 13915313153”” de uma “fenda” a ?mpúctáñcã não tt_ Os aüibutlg? daí podcrqnu'remn mnsgvegi AS @mgãàmü mm.
mutantes à Família. 05 emigrantes 13505115 qu* regressajram C os empm
gados das missões revelaram-se,assim, capazes_ de se @mamar a si pró_
em formas &3me e ambmm'n.”
à* dg
“antes a “um
qe Maeda Entmo tiposde
gavmü feitfewam
e disc“ Fama. 22
pães» em maia¡ número e numa idade maus ¡OVEHI do que acontec :am üftrc
am a e Pode¡ no :cmo ¡rmsmel ref!ch ou reframava o
com as seus anciãosu (ligando 311W!an 0mm PESSDHS, CUItívav
graças desta
captar as boas
sua própria clientela, em vez de procurarem avaliado por estas novas formas de riqueza _ EC de animo
muda
últimos. ,gw os ricos ou os pobres. que praticavam a
Um homem &amada; Uma Nkavandamc consubstanciou esta um tes Wales somam mfortúníos sob a forma tie dàm O: m
geração de icms empreendedores. Filho de um capitão-mor de name emo da riqueza# nongaimenfc suspeitavam dos vizinhos c
Nkavandame, do regulado da Ndyankali, Lázaro trabalhou (lux-.img mui* , ínvciososy que n“_m unham 1in além da Planalto; ãmanéws
tos anos como capataz nas plantações tio Tanganhica, antes de se lançaI _3mm destrua as scus prtzjcctüs «progressistas» de promoção
no comércio mnsñonteiriço numa exala significatiw. Nos finais da dê. __ de :5mm a tenta; «devora-1mm ?or outro lado, as habitantu
cada de 1950, Iázaro criou várias «cooperativas» agrícolas na região de voa »Ú Susggimvam,_de um mpcio geral, qgç, durante o 'tempopm.
outras for_
Maeda, cujos membros foram íscntadus pelos portugueses de no estrangew, os mlgrantcs tinham ;digitada apetites
mas de recrutamento de não-dwobra. O êxito das Coopera tivas dc Lá“ @E só Podiam gâtãsfazer na tem natal mam dg comum da came :ie
raro, tanto em temos de :endibilidadc como de aumento da número ms 3/01¡ Wmhog e que estes retornados mijam aprendido espé-
de membros, pôs em causa o papel monopolistíco das autoridades gen_ ágs exóticas de patrick: ::01:15 ?s ambos eum: (33 quam trabalharam, mala
tílicas namo mtamediáúas no fornecimento incal de mão-de-Dhm (Im. que agora. lhcslpcmuuam protegem: a a¡ mesmos e aos seus bens ~
man 1982; Adam e Gentili 1933; West 199713, 1284371 Não admira que
o comportamento ácsses _jovens fosse &equentementc considerado por «com 50mm**
esses anciãos como uma forma de«provocação» (Naka) e/ou de mini.
ção» (sbqia), que desañava a autmidade legítima.
Não só os icvens empreendedores da geração de Lázam :mn Bequm
temcntc acusados de «comerem minhas», como se. dizia que os fêitiçm
circulavam dcscnfi'cadamcntc entre estes icvens de apetite voraz e em
tomo dos objectos que cunstimíam a sua riqueza sem precedentes.
Amaioria das pessoas midcmvaas novas Exmas dc riqueza que suxgiam
com crescente mguíaúdade como objectos neutros, muito à semeihznça
do modo como, há muito, encaram as substâncias mágicas (Mala). No
mtanto, esses objectos concentravam as preocupações da sociedade. R:-
wnhecime que estas novos artefactns de poder v quer se tratasse de
claras ou máquinas de costura compradas no estrangeiro, quer de fem-
mcntas ou livros recebidos nas missões católicas - podiam enriquccer a
comunidadc, sendo até necessários para a sua reprodução social num
mundo em mudança. Simulmneammte, eram também vistos como pr*
tenciaãmente perigosos, caso fossem utilizados para fins egaístas. _
Em qualquer dos casas, à medida que os habitantes do planalto utih'
::vam o esquema ínterprctativn da mw¡para decifrar o modo como 0
pçderloperava através destas novas fbrmas de riqueza, e nos momenwñ É_ É

Ê;
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Mnms que 35 Pfüdüñrám, esse esquema foi-se transformando Wma““ @umaPmufcmçio semelhante das íntimas de MW
Capítulo 11

O cristiamsmo e a tradição maconde


«amado o meupaí soube que os padres estavam a ensinar as pessoas
a le¡ e a escrever, for Nangololo estudar com eles», contou-nos Luís
Gabriel Mbula. «Multas pessoas estavam Interessadas em aprender 31m-
c a escrever, mas mmto poucas estavam enumiasmadas com o catolí.
cisma” .
Mbula Samu largamente, parecendo avassalado pelas recordações.
«A5 pessoas costumavam dizer que aqueles que aceitavarn os padres
acabavam a puxar pelo 801.»
011151 para Mbula ínterrogativamente.
«Os macondes acreditavam que os raios do Sol eram cordas. Os que
5,: tivessem portada mal eram condenados a puxar, todas as noites, o Sol
por essas cordas, de um lado do mundo para o outro. Ninguém queria
ser crístãol»
Luís Gabriel Mbula nasceu em 1924. Nesse mesmo ano, os padres
Alain Lebreton e Emile Martín chegaram ao planalto de Moeda, Vindos
de uma missão fundada apenas dois anos antes pela Ordem de Montfort
entre os mamas, em Narrruno.1 Segundo Lebreton, os portugueses pro-
wravam, na altura, «contrabalançar a influência» das missões protestantes
britânicas já instaladas na região do lago Niassa e estavam, especiñca-
mente, interessados em que fosse construida uma missão entre os ma-
condes «recém-subjugados», que continuavam «refractários à civilização»
(lebreton e Vloet, s. d., 1). Do mesmo modo que a nação portuguesa,
iros
Pobre em capitais, era obrigada a recorrer a concessionários estrange
para investirem nos seus territórios coloniais, também era forçada - de-
vido à pobreza e ao analfabetismo generalizados da sua própria pot-aula-
M

ips missionários de Montfort (também vulsgar mente denominados ?Cornpanhla de


ñmdadas em Fran-ça no ameno do seculo
mana”) 3510 uma das três congregações católica
H POI Louis-Marie Grigrúon de Montfort (eanonizado em 1947)'

175
i Dive! (7)' à:: ,,
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dam. fnlsmdos Por uma bai-mim ãàwvs*
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Çâo maioñmnm'v“me _católica' a PW a am?? de ordem Camus cs. â::-
:manhaspara cum?”°$ É”” 'Mecum Nanã““ me““messz a ões entre
_ a a1 mxssao
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, “Os míssil)me Interpretam Os à E 3 Populaçâü a ?ummm
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ritórios, Lebreton e Mamn eram &alice-W: mm“ ° &ndador m ama?,
,
de um ..d¡ng de posto da Comp'aphm ::19 Niassa, em
anel-mam nos mag? às?, É“Ém:d
owjaíuã ue a
imisgen'osas mortes de aníênaig
,mas ¡DcaL Lebretâsn re cre que. É mama (im mães”? 5111313 de
suga promo da a 5
dois missionários de Month-t escolheram um a missãod t¡ › .avg m membros as suas man-imbang animam e povng
aldeiad: Lutcte e, em 24 dc Novembro de 1924, &Initial-am W'› ,fosse Para “aballahãralou para em”, “WWes
Sagrado Coração dejesus dos Macmíxdes. '[10'ch a nasccnte de água pl.: à* “Bempaxaop \todeMucd os
:cima da sítio da nússão se ::valeu :mpmpmem_águas meses depok O ?Ja ::1:0 acgompanharcíos ?or dois Cúsñoânyaããmmntfon lí.
missionários pediram alltoxízaçãü pm mudar a missã o para um; ' 5
das a., uma cangl'egaçao de Montfon sima, naNiassalãnãçadas.
situado muito acima das às““ despomídas_d° no Églundia mas a um _ 1994, 19). Estes homens Enossuíam apena, c . “mag-
distância que sc podia percorrer a Pé- Segundo? msmções da adm; :ãnâ de ,Wi e desconhccmm tPgaxmmm emwlmakgmnãgtãmal.
nistmdor de posto, Shiebu, o Wma me 515114?an local, identifica“ gsm, ;ambas ambmda a tarefa de aumlmm os missionárias &0111313;
mn e
um :cmo com 2000 hectares que a missxãü pedra utiIizar (Leb
Vloct s. d., 25). A seu tampo, os mÍSSÍOYláI'ÍOS descobríriam que o 1,15“
r tm- dois anos depuis_
:Égua . de chegarem ao ¡313mm! Os missiünáám
onde mem ;e (hmm «Nangblolom nom: dado aos seus ms¡de
«aqueles que gostam dt comer galinhas do mato». * adaptar
#No Nadaam uma.êpovoaçao .5“3 campa
“m É?“de “aShmbu nha de wangenzaçãa m.
Para organiza: aulas age camqjm
Os &ncianáxios da Companhia deram manuçõcs aos capitãesmgm 3M livre pm ;mens d? §cxo 111315151111110 (Lehman e Vlüct s. d., 23).
em redor da missão para forneceram aos missionários pessoas capazes dc
os a erguer quatrc ?31'6ch E um ÍCCÉÓ É a pmviáenciar aümgnto_ &hidativa mv: :ligam 6X1th atraindo» em média. quina estudantes.
(Lumi Ga_
Os nússionárias pagavam à Companhia os impostos de palheta devidos Em:: os aíunos dc Alfredo estava o pai do nosso amo
' Mbula. *
;mr cada um dos mbalhadores, adquündm, assim, direitos ao seu tm. É¡ ;mas seguintes, os padres de Montfcrt chamaram vários algum
baího (Camninga 1994, 37). Mém disso, pagavam saíários às pessoas
que trabalhavam para eles: 20 escadas par mês a cada homem, 12 escu. catequistas africanos de Namuno para Nang'oloío, espalhandms ;actas
Wes em redor da missão. Em alguns casos, osáxefes de povoação
dos a cada mulher e 8 escudos a cada criança (Igbrcton c Vloct s. d., 5).
das saláxios, oshabitautcs locais pareciam cncaxar o trabalho para
@iam estas iniciativas, chegando, porvezes, a&equentar des próprios
os missionárias de ibama muito scmcíhaute ao moáo como viam o tra- malas. Nalgumas povoações, a frequência aumenma e diminufa can.
balho para a Companlúa do Niassa ou para os pmptietâños das pianw man: as épocas agrícolas. Neutras, ao interesse inicial segúa-sc um co»
ções dc sisal, que normalmente utilizam a sua mão-dmbra. Lebxeton ¡apso total da frequência, reflectindo a Opinião fãvmávcl ouácsfãvarávà
reconhcccria, no seu diário: «A0 vê~los a trabalhar, &ima-ia que eram pri» das habitantes acerca do ñmcionamento das aulax
sioneíros de gama» (Lehman e Vloet s. d., 3). ",Embüra os habitantes das povoações demonstrassemum :111mmdi»
Durante os primeiros meses passados no planalto, os padres de Mant- e esporádico pela catequese, geralmente guardam¡ distância em re~
fmt tentaram iniciar0 trabalho de instruçâu c evangelização dos seus !Ia- ia!Skin à :rússia propriamente dita. A frequência associam nesta última** 613
balhaâores, mas com &acos resultadus. Lebretan observou que U 1301160 WML mas de vez em quando ñcavz reduzida a um ou dois alumm
ios tamb ém tinha m sempr e :nom e dificu ldade em recmta r
interesse que :ias demonstravam pais: suas aulas apenas visava “marital“ D O#missionár
mbaiho» (izbreton e Woct s. à, 3). A ñm de amírcm à missão FW““ &'mnscrvax 05 trabalhadores necessários para @um m mhz!
qm; esmdlassem com eles, os missionárias ofereciam vários presentes, ín- “Mentes de consumção e produção agricola da mmsãa.
dumdo “95135 de cereais e, mais tarde, tecidos. A frequência das 311135
agmcntava e diminuía consoante c¡ sortido de ofertas de que a missão
“hmm“ (6)' os @SEMDE dos missionán'os para ensinar orações E hinos à D mama a língua @um peles mam.

176 177
WM
_ «Idades
te essas qm: Wma““
música s» (225). Fact a em
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. 'o e o ensino n50 come-Hum 3m“ os hablmtü ão . , 1“ &mà; &Wma;
:14:33:1ng à_llk nm
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'59“?meumele: se das Outras dos :nissínnários
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1 1923, o governo culomal c Magma que os mxsswnanas Cümâw ;m QQ??? em um»
WMM““ (as . . _ n,
lc¡ domhalho quem- a uuhzagzo
prolblaa ~~ b d o ::abalh
V . (E: 631?¡an
. a““
nas empresas I -
a' mas a 31111111133' 3 Cam pimba ?am * '
k mawã Cu mA4¡ 'tl'?Ean
privadas, mas exigia que todos os africanos owiumscm uma cultura CD_ 51 a““ @a fuga, 5,31m
l na
”Wfswa
Os¡ (24444
as espmdlspomçoa semelhantes animmm
::racial num hectare das suas terms ou cumpmsem um '30an de
Du Os
balho de três meses. Em comparação conf as ohms nas estradas
_L_ ::ves e os padres de Mol-Itᔓ em ngaüiüiü! “mt

cnntratm de trabalho para o Sindicato do Slsal dl:: Mcdrfabua, o trabalho o¡ o'. . @os no «úmm minho Wrdaclei * m 111%'
_dos ¡11me .l . a Wnaasécumen F
m missão era mamae, visto que ela não só nfçmcta condições de tm ,à ' _
om
amada.. um relevo "1111135511110 mmordo
. - u w ua
. .l “üãhahstammo
muth melhores, comu pagava mais. Além dxsso, como: todo o trabalho :5351]: algumdra ih: tmlgam dado, como adenühcou, sign¡th
mnmtado,mbém isentava osnabalkgatlores de pasar *imposta (an can. plana! díçãg como mmadafl Os missionárias esperam (me3%.
me da produção de culturas comarcaalsl. _Em resultado da nova lei, a essi ”do ?mano que desciavm tomar-sc cristãoscumprissm as mí;
mãp-de-obra da missão estabilizou, pomblhmndo os trabalth de com_ tigres' sas &latim; ?vênus «mdlçõcs» maconécs. Numa
medida qu:
tração e subsistência àa mesma, ao mesmo tampe! que ofêrecía aos m longe de sc¡ mami-1mm, esperava-se que eles
de m deixassem
sionáricas uma audiência cativa Para ã sua Wlmçãa amanda_ Em em umaescolha que poucos conseguiam sem What
Em Maio dc 1928, a missão baptizou os seus dois pámeíms «conver- a qua¡ menos ainda estam dispostüs a cnmpromem_
üdw: «Pedro» Mwakala(da povoação de Shiebu) c «Paulo» Nciunc (da a a“Manda sobre cais?! epocg -_uma çpqca em que ainda não se, mm“
povúaçãü de Mwoho, simada nas !crias baixas). 3 No entanto, a 5mm_ *';.,'*, _ O ancião Emlhano Sumo Nam: comme-nos: «O problem em
cia da escola da missão continuava a não chegar à dezena de alunos e a :É ' › ' Os homens não qutñam ser baptizadns 901mmnão quct'iam
maioria deles abandonava as aulas ao Em de menos de um ano. Embora d ' . › da opgnunidadc dc temem mais de uma mulher. Os padres olmÍ-
muitos habítantes do planalto tivessem acabado por aceitar a presença 05 hamms cristãus a desistir das suas segundas 5513963386 podiam
dos nússionários e alguns aproveitassem as mugens dr: trabalhar para @uma esposa» Inúmeros humms idosos, tante cristãos como nãa cris-
eles, ainda poucos estavam dispostas a abraça: «a caminho, a verdade a tã“, Macs também qu: a condenação da poligamia pelos mis-
a vida» de que os padres falavam. . L_ , ¡05 em um os mascaras entraves a conversam ao cnsuamsmo.
Na sua descrição da evangelização cristã, no século XIX, entre os tswa_
nas daÁñ'lca do SulJohn :Jean Commffüm 198-251) sugerem que, poiigamia não era, porém, a única tradição maconde mudenada
davido a uma prediswição ¡tlativistz, que admitia a possibilidade dc pêlos míssionáúos a- mem o único entrave à «conversãm Eles também
muitos caminhos e muitas verdades, os tswanas tendiam a contemplar contra o Ekambi e o ing'ama(ritos de íniciaçíü masculina** e
as novas ideias e prátiüas a que os mísáonários os mtpunhmn da mesma minas, respectivamente) e contra o mapüo [danças que se costuma*
forma como desde há muito consideravam e, por vezes, adoptavam, as realizar para celebrar a passagem por esses rituais. !Em que mw“
ideias c práticas dos seus vizinhos afã-iamos_ Os Camaroffsugercm na :J lugar noutros centenas festims). i
verdade, que, antes do :montra :um os missimlátios europtus, as linhas Gabriel Mbula, que viria a ser um dos haban da
que dividiam as tswanas dos seus vizinhos eram relativamente Huíclas. plànalm baptizados na nússão, contownos que. unha 1do para a '3343013
Os missicmários cristãos junto dos tswanas manífestavam, todavia, acon- &amasão sem ter passado pela iniciação. mula .
vicçãn dt que «tinham trazido as verclacles exclusivas da civilização 305 ?Fira uma coisa muitissimo difícil pela n65: e um Brandt obs a
ailãlílgellzaçãu para à Igreiap
ff?Mb“la segurava a sua Bíblia, enquanto falava connosco'
. 3 ECF¡ (2909: 249) matou, Glamurama. que é com grande incerteza que
dxmmamcs a comoção nas maniEstaxpõas práticas da crença; a «somam»
*915140sugere.
&suth
só 90d: sardcfinida comoa adapçãode umidemidadesocial. Form““ “mM-..h

coloca os tamos «conversão» e Werüdogy entre aspas.


Ver também Meyer (1992, 98),

178 1.79
v T¡ a a
A A É,
_, Chamsãvam¡màm
>

munm A “M Gama
.Naquele :mm as ?65W q“? *É @mmdâfh “1 - 'Simão Nam¡ nos mfnas: “Em“ _ Mm m
"t3 hm:: dm perguntavam- ,
nãü eram musidcmdas ::lulas E“ _31? “3° w
à 4p hmà m!'*
mm” dc Deus orar uma am Wim mm
Chamam a um homcm não :mando Irmã“ E a uma m“ihe? não ' 5
em¡ m. Scessas pessoas wmaeràm CTN“? Pormas.. b da um de nós deve pedir ;a Dm
rece m Aqueles uc amy . ”a
o alhar de nós. Na sua mdlglfâçaüv P31“th de algum
Mbuiz dasviüu P x 4 L A ÇEÊÀÊLQ I @Ifkiêjnçmà

publicas ã mama: gm“9m: ,


modo m sentimentos que as mas Wim* www-im' .í »a “
m more; pelo planahu, taum ::u ~
.3: uma malta desse à luz uma, mangá'. Cmtlnüüu Mhula, mami_ m ::isâêfâxmm
t “ “3051 de que os antepãssadüs das Cñszãos &mmúamy par ::nm
deram: que em um acontecimento homve!.» _
Mbuia proSSeguiu, comando““ cl““05 '5°de da ' nã? cm redordas povoaçoef dos seus descendch mm Mm “à a
são já: tinham nasua múmias Passam).P313 “11W quam“me maca? W' A censura aos mstãos era clara.
mts àãn um¡
a preparar.“ pm o baptist pela Igeja. Os pnnfezfos a renunciar a tempo, ?Dn-tm, o tom do encontro :nim os
mam-5 antes de serem baptizadm, obedecando as mstrqções da miSsão e Mando“: acl-&129;; pqr sc?ítem subtilme mamada a os m
nte. Mais uma vez, a pow
foram um iovem chamado Ludovico Mitama e uma Jovem chamada' É:: goiania; praduzm :Emos inesperados.
à @vida à crescente musa.
Btnáita Mpalume. Estes dois 5mm, dissemos Mbula, tornarams.e ob_ . ue os mteresses franceses nas colônias africanas de pump¡
jacto de grande. hostilidadc social._Mgumas pessoas :ameaçaram-nos ds W vam nos pümgums› a admif'limãçãí? calúnia! de Moçambiqm
maçã, enquanto outras passam smplesmente a tmtmlos como criança¡
começou a mamfestar uma progrefsm hostilidade contra os cidadãos
tuas.
images que trabalhavam em missogs Fumo a de Nang'oloie. Em 1928,
p Ludovico,disse-nos Mbula, fbi acluído dos conhecimentos própám
M ?mas de Mogáoftlfrmceses que wwam em Moçambique ;0mmsubs.
dos homens, habitualmente adquiridos nos rituais de iniciação _ .combeu
cimentos essas que incluíam o segredo de qu: os dançarinos de mpüo mas por mmonmos holandeses da mesma ordem. 0 primeiro padre
não em espíñtus, mas simples homens disfarçados. Devido à sua “ig. &mim; holandês em Nang'clolo, o padre Piet Knk, adopxou uma
norãncia», Ludovico foi então ridiculazízado. A Bendita, foi mamada o me mais liberal dc: que os scus antecessores Franceses face àmdição
aconselhamento das mulhems mais velhas a respeito do seu amadureci» mamada. Poucos masc: após a sua chegada, Kok já produzim um alicia.
mento sexual. Q1de ficou grávida do marido, Mateus Mwani, disse. mexia shjmakondaportuguês e. um catecismo em língua shimakondc(Lô
¡am-lhe que o f:th seria um :bitme (temo quc designa as prombe. hmm e Víoct s.. d., 50; Cazzaninga 1994, 41). Encantada cam o mbalho
¡âncias que cresczm nos frances das bananeira.; selvagens) e que teria de daíKnk, a adminisuação portuguesa ajudcu a Igreja a imprimir @empla-
da¡ à luz sozinha, na fiomsta, (mais ela e o seu bebé morreriam. méestcs textos para serem usadas na missão. O interesse do padre Kok
Outraspessoas com quem falámos disscram-nüs que os habitantes do pela língua shimakondc era apenas uma manifestação do seu interesse
planalto qu:accitasscm o baptismo, fosse qual fossa a sua idade, tinham más geraâ pela cultura e a saciedade macundes¡ Kaka muitos dos mis»
ainda de cnñtntar outros pmblcmas. A Igreja impedia os membms da &inn/idos holandeses que o seguiram até ao planalto iniciaram um :diâ-
su? ::tanga-Legado de assistirem às matanga (cerimónias que assinalam o mais aberto (Comamffe Comarcff'1991, 193-251) com osseus ha»
amvmáuo da morta de um membro da família) e de praticarem a Mi- @Rates sobre o signiñcadn das reaptctivas tradições-
PHÓ'# (Súplica aos antepassados) - os dois rituais essenciais para manter "ÍABEUSÉD Shiiavi, um catóiíco dcvcato do pâanalto de Mneda, conteu-
as refações comos antepassados, osquais traziam boa sorte quando eram 'm @não que os seus antepassados the disseram: «NUPÚRCÍPÍ°› 05Pad?“
;acordados e soñimcnto quando eram moradas. Corno Kalamatatu nos
@entendiam a nassz cultura. Os rituais de iniciação. as *13le WW'
”ffmmua a? 13355035 dirigiñm'se aos seus antepassados directamente: És?“ fuBanidos¡ - condenam estas coisas e proibiam os mstãüsde P31"
Ílâmk: .dmmWÉ nós» ?fim chamar a atenção de um antepassado. mem nelas. Mais tarde, reflectimm melhor 50h11: cases Mm”
_maçogâísgãfâzaãgm'mã &Judá-me: anndo tive: êxito, virei agademf- @Bife católico devota, o ancião Lucas Ng'avansas “má“: “ogia“
. , amas W505“ obünhamos ü que tínhamos Fnac:thz CO'
amb“ r ç mandamos o nosso antepassado a *vir pamihá' ?3° Estavam a chegar a lado nenhum connoscu, macohdes'_ a?e
estudaram essas ::mas
:Í mam“ md“ Mudas proibições. Por isso,

130
181
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*E &amp-w?

;E ões da Igreja sobfe a Wma


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ara todos 05 51135 “viam ::às wámzáez; ::m ?ia É““
na P sina¡ m¡ch maus surpreenázmsz aê.; ?135mm â ?uma de
foi¡ ,oloía- missão tomou de orgamzare realim: assms f. g3?” 59¡ 3
ca.cl' Mbgla_ co:tou-nas: P Gp““mt“
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' ?3'9”' N r «03l i 1321de Wma:: e (361,51% mn_
. 0506 61135105 e anão O O e ?crãuntãlam-ms pm'un ' L
W usas. Respondczqos gua :ra por causa da quem dos
,1105.3151 ?É w Mbuka bateu Instsçcntemmte na mesa que tínhamos r
#iniciam to lpguardava o cfmto .prpduzido peías suas paâavm e::
Égua Cristãos macondfs api missaonanos_: «E135 dimm: :Sc não
Mail Os, os m “ondas nao wma_ pm
, a _Igreja'. P9; is 50. nesse ano, a
magia? *dm realiza: os scus própnos 11111315. Qgtando as pessoa¡ ganhe_
ips!? :ã &cama; cn~ntcntcs.»
' dis. ,30 iniciou trinta e três rapazes; três raparigas no primeiro ano;
_ os @dados estavam Luciana) Mltema, Bendita Mpaluma e o pró»
Gabriel Mibula. Para prepararam estas cerimónias, disse-n03
“ía os missionános censultmm ?minha em inicia.
mais, ¡dime dos cpmpíms ntuags «mdmanaxs»as práticas que
@amam incompatívezs cpm a _dng da Igreia. 5 Mbulaexplica¡-
GS. *Normaknenm os atuais de unctaçãn mcluiam canções sobre as
'nã Las .. canções que são insulmosas e chamas. Algumas dessas
faram eiinúnadas. Além dlsso, n9nnaimantc, davam-se aos ínia-
.»~ m alimentos com mamae - certos apos de substâncias medicinais
_Li os Proteger, mas essa prática também foi eliminada porser mansi-
da aguia'. Os rapazes costumvam praticar o acto scxual com um
Lucas Ngamga foi uma das primeiras pessoas ue conheci em Mueda. Encon- ;mm apud¡ muito maduro, mas :Jão nos rituais da Igreja» Soubemos,
'trai-me com ele nasua casa, em Pemba,para on e se mudam para estarpxóxime
da ranma, incluindo a filha, Ângela, uma freira da Igreja Católica. Nyavanga nom-.m sítio, que a prática tradicional de desflomçãa rima] das iniciadas
em am respeitada anciãu da comunidade mamada de Pemba. Marcos :xenon- também fora eliminada desses rituais. Apesar de incorporam!! a doutrina
-mc avisitá-lo com frequência, :msmo qu: não tivesse nada espacíñco para um:: dal 'a sobre a entrada na idade adulta, o casamento e a educação dos
Inicialmente, semi relutância em passar demasiado tempo com uma única pcs- ,ÍÍ gre;

soa, pois considerava necessário obter o maior número possível de perspectivas


sobre as muitas questões que me intzreüàvam na minha investigação. Por fim.
por mundtr que as visitas regulares a anciâos como Ng'avanga eramuma
manch fundamenta! de demonstrar respeito. À medida que a minha relação r ,í-'ãPels (1999, 115457) narrapormmorizadamente como os @E m
com Ng'avgnga amadumcia, descabri uma satisfação em passar limpo WWE. que também patrocinavam rituais de kum Mm WF*
mm eh M0 que as nessas conversas ' V sem rumo definido- aàgua-_as as, prátim íniciáticas (135; Eüis (19m241) narra como D Em? dm““
139173¡me na Libéria organizava rituais de iniciação que omitiam M535 35 Ham”?
mas às Sociedades do Leopardo (que sc dizia estarem por de““ é““ ”5mm “É
_ nram
consult k o papa. O papa disse-lhes que algumas delas estavam bem' ”Em à mami:: dos lcopaxdos). Vertambém em Mm“(1993ãâàísàfw
Entao chegámos a um entendimento mútuo.)- de Cómo
.mnmamáiçãml
03 Rússionátíos l qu: nade entre 05 !mms

182 183
MW
o Shih“ disk"“ 'Anúmfnm :a: às* ,g g
smdas dm? CSD: per¡Qdo de
51h05 nas lições mdicionzlmmtc mml mamãdfand avam _Pela Wmacàü :ímã
upQ Han -R. em punto.? as sa dos of WWW. Os mmgmãímhãümmm ip .
isolamento, os missionários cog , mi m? " .táwmm
rld“ teriam falto ta Fem-¡agenua se chamava purgmááüm *msmmpêümm
meme comoos mestres dos rituais_ “Wo n
Fase mais ignga
iniciados no mato, and: matam isolados na Qüamisáonánüs “adusznhl de modü &mgêm
rimais(Cazzaning31994, 131)** _ _ "Cangaíba ma.
9139 em retaçãg às d @dede msm um md“? @tante e entendido da a
Os padres adaptaram também uma nova 13051 o da igreja, mas .
ad a visam: Dias
sga_ 03,
~ _ 1970, 3343:?qu dmndade monütei tem E; re S Rabat-am par
mao e ?mm que fosscmááan çadas no team
59:2“ os habitantes do planalto a “ma
ada *O padre Guam::
formaram os espectadores a respeito dc' 55“ ?tigr 1m:: o estando «PEITO de Nungu». anndo cics se ... Q
Pam à Ctrim ónia no ban e Salma]-sc a raw-56911163 exactamente d dmgmm aosdamn“
Mecls coammawa leva: o dançarino de MW
de trás da sua “magnum, contouanos Luís Gabricl Mbula_ maio“: . Essa v ›
e 2mm _ estás Perto de Deus”, e deparafaíávamm com??? @uma *Tui
mente, ané tocava ostambores para a dança“: Mbula riu-sc @anos Match- ammosmw. can-
«não muito bem!“ Segundo Marcos, que :ra aiuno da missão no
de wiki¡ na
m a Passa: do tempo, tanto as habitantes de M d
uma máscara
da década dc 1960, o pad:: Meels expunha à: Montfcn acabaram pc: se referir aos an_ “E a :umaos pau
seu gabinete para que*codes os qu: entravam a vissem - homens ou ml:
cs mapikp eram hmm @to small-1mm à usada para faiar dos santos, “passadas.de fama
lhercs, anciãos ou jovens -, como prova dt que mm da Todo-Podemso em nome daqueles “Pam de mim
mamães. ;um (w também Dias E Dias 1970 356) ?Agdá Invocan os Seus
Os missionários também organizam :imais ñmerários ~ cerimónias Éoàge, l de m em
mw do mão “#139, os nússionáriüs ainda iam
em memória do defunto que vieram a Ser @amadas nos alicerces de Vlcmg- mc q“.e'
portu guês dim”) :io a águacor ncçou a inñltrar sc
ou @um (uma mslítemção :ancorada do termo
Tão importante como as concessões da Igreja no tocante aos fitas de 559 que estara a ser monstruíclaj os missionários ÀÊÊÊIÊÉWF
mw¡ mu_
iniciação, às danças Wiki¡ e ans rituais ñmeráúos foi a sua Sàiebu e_?adm-lhe para solicitar aihênção do sjw antepassadó~ :n
dança à.: atitude face aos rituais de súplica ans antepas sados (MW ) ago cspmtua¡ da tem - para o pro3ccto. Depols de Shicbu fazer o ue
Simoni Matula contou- nas, mantra ocasião : !lg pediam, acrcwmtoq Shiíapri, o prEJblema ñcou miúdo., q
«Costumávamas acredita: que, quantia as pessoas morriam, não aca. t_ Nos_ apos que se seguiram a adnpçãaokde 'umaatitude mais Bbm] face
bavam. Continuam aviver, do outro lado. Chamávamos-lhes mam amdtçaü macondc», por part: da rmssao, surgiu uma comunidade casa
anndo os padres nas perglmtavam o que é sai do corpo quando uma Wma :11515 Éstável, que acabou pçr estiabcinccf a sua própria pcvnação
pessoa morre, nós reapondíamos-»íhcs ism: @aka faixas.“ Então eles di» !111m da 11113530_- Em lugar de uma ¡denuáadtMola, Mamma, lo-
23mm, 'Então pronto, essa é a vossa 3111133» calmnte: mau» (gemia: da míssãa) (Cazmmga1994, 150).
;Eamme @ram consumidas casas em terrenos da missãc, meu quais vi-
Vlam os catccumenns durante o período da sua Formação (que podiade~
m dez anus). O número de catequistas àipiomados aumentou ¡mta-
_ ° Fcis (19199, 7) alega que a @Maçãm manhã uma metáfora memo: para a cmg* “Ême Para cerca de uma dezena pm' ano. Pedro Mmkala c Paulo
Moção cr:er un Africa doque:: mountain». Os ::adm chant-Fort hoímdeses !um
ram esta meiáãom de forma ¡itemL NCM“. que foram baptizados em 1928, junto 00m 0 gmpú de de:9:5*
7 Es_(199%?l 136) documenta o modo como os mlssinnáriosentre os lugums tentam 'ms @Punk em 22 de Dezembro de 1932, fomenta os primaimã
mbsmugr asuma: africanos por Dunas que consideravam mais adequados às
dades mais. Os ;mim de Manieri em Nangblulo ensinamm, igualmente, hinos Em““
dmmllüsw de Nang'oiolo. Por sua própria iniciativagfstes à“”
“138105 uni-;am começado a «miar» pessoas para a melada* 0
P835 à$113 _Congrcaêçim mas também parecem her dunonsuado maior tolerânciãm 'e'
1390 305 !131106651631105 do que os missinnários;cbn ::para Pela. escreve. Neste »pm *105 Padres áe Montfort ñanccscs, PW:mando impedir* dem
° 5°“ mmpomfncmo &malha-sc mm ao dos missionán'os que trabalharamem“ 95
11321325 e desci-Lins pirng (1999k 92). NEE-_M_
;as
mesmo ::um e amante usado denominar n e “ 'tn 211mm) 6115* É” lman (1993, m) e Mmlí (12?: q“ “
macros (M. Green 1994, 32; 1997, 331) e Wii?“ MombabDÊÍ'êg4, 75;, da'ranzâma»
í WI @992. aaa-231). Beidesições umdhamcs naum "39035 '
05 müentivaram tmnspo

184 185
”kim“ 'hA ix;à.
*üwlrãr
win à .
nc 25?; abandamscm a ñas“ @55% 34mm ,
zadm›°sPa"1afam'Se Pelasan- ..

' x“ hmm www;


Em :55;:
Fed Mwakala o se_u “1115mpr
z Missões da Mund'mt a dates CãthuIStâS (e outras qua »aa-a *
..a-n- WI
,eram a falar u_m_ Pouco de ?Q :e àssuas
s de
www Cum dc nm! cm metros ões com os adaumstradom ;mim à; ;in :mm @paze

!2,2%DJU
â.“
.
, últimoS montados). Os @minima “água calamai(a que
mam
daki“ ?fobia-.mas com Ds @Paima habitualm« eme anima dores, am

vam O Planalto _ 5w
3' mando das autoridades @milhas mlmiaisfltã ca-
obriram que as medalhões da V-
desc pela
11613'
“ . cnos tegm dos abusos
gcúm dos @hmm ;Égmdãgfs!CCM-
o - _
Wa Os ?trabalhadores forçadOS, que tratavam&CGWS
_ í E:: recrutamento sic mãodàobra uam
de 1938,que “gaia aos
@gm a apmvaçãq da Ie¡ do dgçfaocyendc
,j m que culuvassun aígodao ssm as tamem am bes
@IDEME @mama 1996), a &equêmna cias escolas das povoaçõesüs::
BachaP
as;¡ águia; c”“que as ?mam 5m““ àí exigências. decultim
3135. A assocgagap ã_Í$mlá_meláVã-®c cada vez mais .35¡ pm mn_
”as nes colomals à dlstãnaa.
@No &na; da década de 1930, a missão 26mm contar com ;em a:
«convertidos» (Cazzaninga 1994, 157). vaAlém disso, a Legião de
Máfia proporcionou-lhe_ ¡11:13:2ch que chega a povoações distantes,
congregações
manada a frequêncm :fa Igregz e a oração diária_ II As
rinaç ão seman a¡ a Nang'aioio_
satélites 50mm“ a 013W uma Pereg Igreja mm às m1
Fm a missa dominital. As vantag ens de pertenc er à:
tada a gente das vizinh anças da Rússia pedia
medo evidentes que quase ma,
urbaptímda. Reflectindo sobre o crescente interesse pda baplia
«IA missão] :me de
mk altura, o padre João Bruirúnks conñmmos:
entendiam verdadeira-
abrandar o pmssc: para gaxantir que as pessoas
mmte o catecismo»
na mn: a nmte de
“Em 1940, o interesse pela Igreja :ra suñcicnte,
uma nova missãoem 11113111133.
Múcio, para justificar a consuução de bude, na pagan
:mas depois, foi construída 0mm misxâo em Nam
Map; 3
chuíados c missões de Montfort m épaca colonial _
s. Shikadm !5.Mbamda
Y um 29 . Mais!_ 335m
. uma, 3 _ - - -
hmmztaáores . - m« m“”
::Em?umdaínm'ãá
A
L Nanunda @simpapeg lenah);sêmozínópáos africanos na milan“
?àghgmyangak &Empurra-u 23.]\Eaengn l à &Negaeuü
Ê. mama
BLNgcndE ;isa A .- d . ,P . .. natal-ca lava amada em 1921,611113'1'31115
4' ¡41%!er mm“ IÍMmgano 24.1;kamannlz mm?” E Mm 9 uma “mim“ - m“ “uma wa ' damn*
5. 5h su !apagam ;amam 25._Mahomw: samba em à. party'ka D125. Em ::menção pu: a _ G › . de Mama* fundador
6- N unem 11mm; :mal-mma 3311mb
;meumam 20.5hplaví 27. Sbt)me M.Napu|a :à #me madlda mapa-:Lda pelas escutas de Lougs W763)
7 SM e mmionáña dc Montfon MÇBJÊCD c Atmdst 199 »
- 14.Mbalale MWM zaNmúma

187
186
te . e do p 1mto.
rms baa um a !est
c Si
“ tu ad~ a na s de dia p¡ Em
' r hu' nakond qu ar ta mi ssão na orla. oc¡
::bmw-id a um a no Lipe
Mh Um el a, pr óx im o da descida para a .Chimlüj 1%:
na zsna da régqu Mtamba e em a m _
mais duas missões em m
Foram amsccntadas, respectivament: (ver mapaj), çada m
anos de 19 59 e 19 60 iantes, , _
. de catequistas para as puma::asanunc as povoações da
atração da Igreía em pratic amente;
. d to. Em 1957, a mean- ?amad a diocese de Porto Amélia::
nn o a Pen O
'ão do 17131131 444 em HVCI'SHO
388 bapusznas em Mbíomela, ÕÍGBVCÍSÉ C CO
gama, relativamente a css:: anoc ,1523 em Nang'ololo (Diocese de PGM
Namhudc, 1062 em Imbu
hu
o tinha hip_ . . O @não NciÉm fo: um das Primeiras da sua ma _ w
1964, só a missão de Nang'eluicristãs ma_
Amélia 1957 ). Em fina is
tizado 23 533 pessoas e añnnav
de
a cantar com 362 5 &un ifi as
ao @Wm-
, da tarde; 110
ementa' da sua
Feüsta e eu &É;
casa. na dê Napan S-

minga 1994, 157 ). ção dm ea? ele, ao E


a as :acordam das mas Prim
eirasto):
do pelos esfnrças de_ wangçliza “, gia partilhava waness
Apesar rio espantasu êxitoobti MD
mil com as padres de Montfort. Contom
ms¡ “Nós, mamas, msm_
nãa substituíram o :Hum-50 da
missionários católicos, os Evangelhos IÍCÊÉIO no mio, sobre o Inca¡ and¡
os próprias missionáám #vamos pintar uma cruz cum óleo da
mam'. Como veremos no próximo capímío,de destaque nesse discum cia farr úlla. Quando os padres mm),
acabaram per ocupar, ironicamente, um luga
r Mamas antenado um membro Pm.
. em aquel
1136mm que ::ssa cruz . a ondeJesus , estava cruciñcado.1 do que
lo qnt nós sabí amos
da que os pedras sabmm maus sobre aqw
i
mas mesmosf» de Maeda_
Como vim os no cap aml o 11, quando álcgaram ao planalm
es de verôadcs mm_
5;¡ drcs de Montfort afirmavam ser portadormm estas afirmações e cog-
ancita
6mm. A seu tempo, muitos habitantestemunha Emilianc Simas
ao cristian ismo , com o tes
forampmñmdamemg afectada
52% aspessoas que não s: «convertem»
e da planako sofreu a par-
pánembate cultural mais geralque a sociedad
meados da década de 1920.
mediâa que os :swa-
Camaroffejohn COME afirmam que, à
cristãos queviviam entre
do Sul «conversam» com oa missionários
poderes relativos dos fazcdares d:
110 Séüllo XIX - comparando os plo - mesma aquelas_tu
por am
e das Nações ao Deus cristão, fóram armados «ínvulumánae,
à «canvcrsão» ao cristi ani smo
digam tamem¡ E t
@nas vezes, mlumnttmcnte para 33W do ecimento ?emma
conh
@úmidos para os métodos de debate racional,
tro dac uim m bur guesa» c, por 155% m5“
?mãoeI'llll'll'üzíca que estão no cen

cruzjá em. igudoalm


51ml daprov
as deavosque[braosiíe müs. «ug-#i°g wi**
3% ““ cita va ãms] erúentes m0 “” Ú i '
' “31 Pam as escr

188 189
~ Mam r m

WW conhecer os meiüs apropriadas à:: w"? Ífmm › m

. Í .
. mas
. _ r
tem“ amxés
dos quais estavam a ¡-_ mar e ir mgulmcnte à É? , m gem:: 53%
podmm WMIÊÊÍOCD aramy”, 213). Afigura-se que, até uma:: ,da
Padres
mas cl os do de Montfort falavam a m5 uma

.ea.
535“” (cmg é igualmente @BC-"KM 303 mudas qu? Mamma 1 ;bra diabo», mmta gente amazing:: a senda W*
esta 351m3?” às Maná-m¡ nas .facadas de meados do seculo xx “mas #me ' ati: pCISCIutar na mma
:n~mama)
'› da
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' i r nas capaüdadc &iñ m~e
E '
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_ 35_ '' “
femcenros com o seu o1h ar. TrEm¡
ê cel . ~
::mal :fogãabitantcs do planalto. 8 qnt as assíiavaaxfnamíao
cio Planalto na mesma medida em que estes aprende
. ditam1135511“@das mágicas e das ñggras de autoridade locais Dcãpãm*
Hal' como cics - ::kindo'se 3° Deus @tã
. o como
< ngus 3.05 . ria as Pessoa:: estava cinnvanmda dc'que us padres dáMomcg::
enstã como mabohg, Bammam e a (am “WN _A única questao era: @e npc¡ de mm' eram 05
mística como antepamdos c à alma
zw_51: cpmo.wzka e amvam cu W Em “diva o seu poder?_Desdeos primeims tmlm da me:
dançam aos ritmüâ @tás'
mlctaçag. Agra ?61013347 *se com o mundo através
mestres dos rituais de a; missionários nf:: planalto, circuiavam boatos da que se 35mm“
da lingua shimakonde. 05 !11135.19an mtsncmafãm de tcín'fna não dw ?3 aa em: de rapazmhos (Lehman e Vloet s. d., 15) - o qm não é
!mami os esquemas culturais aytoctones e rain :mm «madwmdg mw, tenda em conta os csforçus cancel-tados dos padms Pam
mam a lógica 10531 que pretendlam comestar. a g5 jovens
?aIa _ ;inda à missão, a ñm de estudarem com eles. w
acusam a «conversa» entre os habltantes do planaito e os padm depois de DS mission árias terem criado uma certa reputaçãü
de Montfort a respeito da feiúçaúavPox vaga_ - talvezgqm maior Em. »Memlêncga (pelo mmos qm: conuaste com as autoridaàes govcma-
quência nos púmeims anos da históna da musgo w os_ msmonáxigs mk; dc: mis e as plantações 6010111215), passaram a ser olhzdm com maio:
tavam a meu' como mm superstição. Q1me fach com Simoni W memórias populares
tola. um tios primeiros cristãos de Nang'oloío, ele remrdavassa magbiáência. Considerem-se, por exemplo, as
É.“da imã Bendita que os ancião/s do planalwpartilham Connosco.
perf 'tamanha do dia em que acompanhou um das nússionáríos numa Mam Matão viera de Itáâia para anãoliolo na década :ie $930, com
visita a casa do ancião Shakoma, um mrandeÍTO de grande reputação_ &Fl/.1mm contingente de Irmãs missmnárjas da Cpmalata." Ela servia
«O padre disse a Shakoma que os objectos-espíritos existentes na sua casa wmwgaçãg da, missão através da prestaçao de mudados de saúde bási-
não eram deuses.“Eram apenas obíectcs. Disse aa ancião para os deita; ms ?ogrmçõcs cio píanalto. As pessoas lembravaqu bem dajrmaicta
fora, pois cics eram inúteis, não tinham quaiun podem-i
Naum almras, no manta, os missionários de Montfort &lavam aber. m.. que ela_ trazia consigo nas suas rondas. «As muda de Bendita»sus-
dmammicdade e &seinio tanto nas crianças cama nas adultm. u @Cos-
tamem; c com segurança, sobre a existência e a natureza da que
mduziam» umas vezes como «pecado original» do homem, e outras
prum medléis
como «abra de Satanás» e «das suas legiões de :lltal'nt'n'àius»."í Mais aimé;l - @um nússionáxios cm Â'à'ica - sobreme os pmhcstfmtçs -dqs mãmlms a::
mais drâstícas , desenv elvcnd a :inmis para exercia ¡ a Mam
Essçs ::mais estao na omng
mngtegações. Ver, por mmpio, Mamã (1999, 81-83).
Eriâu mnfeúda à cura em muitas Igreâas indepmdentcs mm.
1 V:: também Pela (1999, 401k 3mmCOME: John Comarch(l991,208~299 . 245).
3Meyer @999, 54482) &211mm; no seu trabalho sobre as missões cristãs que trabalha- *Glam que os mission ários se an m de outras f'ntmas como 99384059;
vam entre os mas do Gana, qm as mimionár'ms se debatíam, às vezes sem se dm!!! m mãe só no mundo @cuenta !ms também em assuntos que as habitam; s
conta, com os pazâdoms uriginados pela mduçãa da cristianismo para 35 HW 10mm ' mac'mvam ao mino invisível,aa mm paramthWPró?“
m
“E 'mm CMOS mamães caminham,inevitavelmente, sigaiñcados derivadas daem &Miãcãü na missão (cf. Çommffc GomaIOFE 1991, 212. 213)¡ y _Wan'
:Haley: m. &ZÉ-95915 52:05 eram comuns nm todas aãürãgilãâ ::$156 03 MW . _\
1 mon, Ver, :mm IQWHM Z ', * - _

A C““wga sãopãas IrmãíMissionáxâas da Comum m mudadapm GIMP““


E:“mem 1910, em Turim, na Itália. » mn

Í ::r msuggg, 2 que u“ Pcmütíam ver m: reino invisí


vel da gm. ÍlDias e Dias (1970, 365) hrefêmm igualmente que as::mas cg?@1:35;W91m7,n.
_ 1 Timão do hmm m medicamt acidentais pela MUN "me auferir tanto as subs-
?ma-mm
CSM' a; minah-:s
e::bo Para ammám . V
im 35m““ m mãlgãünm do constam c Mfwc DS mhilis também usavam n mesmo tema WW) F“a _W :mam
r medicinais dos missionários coma as utilizadas pelos Em” P

I'M) 191
_nos sob:: o qu:: havaria demm da
com É:: s
um dia, um ancião. «Falávamcs disso
dgmm' Panda qnt as su::
l tivessem visto lim Ipaq?” mi? lá de se_
mas_ qm: mas“ da maleta. havia
não tinham fim. Por multasdESCH ÇOCS 43 ?313395 sobre BenditaQuemnmm
osas o _rcvcíavam mÊSturas ,3,130335 de
ainda mais» As numercam
» as osc 66g e
açãa ans
momentos lutam em rel
¡ácam-lilmácv,a mm dos
W:
podemos-1*a Sinema Kakoli, cu.m casa na aldela. de ¡vivaçuljbuía
O :guiad
dava recordaçõcs menos car¡lngv¡
directamente virada para a missão, gug
ta-lhe se os missiolláúos &a
mu
gun
dos missionáúas. Certa m, per
antaflo com esta sugestão' «2231111
desaparecer a Feitíçaria. Ele ficou :asg D em
nános praticavam W'
pensada, aún-mou. «Os próprios mlssao ãr
nte o ciia.. Tinham muitaanç
vam dc noite para dar vida à igreja dura
ma s ta mb ém de noi teê » O con_
dia.
fiança em si próprios, não só de prática de Em!“ _Cite Os
cxm, foi a
missionários bznimm, dismme Sin um Poder indisputadü no Em
dcirismo. Tmhammo feito para garantir “31110 a tinha 05mm e
da mau', segundo añnnuu. 14 a ccnhc ci em Pemba, ;10 an? de 1994,51 imã Bendit
A o ,mas mami _a-se_mu1toacpva @Igreja ~ o que também meça¡ng
Luís Gabricê Mbula contou-nos que, tanto quanto se conseguia k ' mesma que npc de mala tem ela dmtm da maleta!
bra!, os missionários não punham de parte a cxístêncía de fátima_ à::
vez_ dism, afirmouf &EmiBiram-Iía», muifo come os chefes de mm anhecido
es drtfês Magistútum e comércio ›- fornecia chaxfestpara o mundodssc outros,
?ms 53:? 15 Tais “PWibÍÇÕÕW “' @styl comi. que &espontara entre eles çogn o :0!0ç mhsmo penug uês. Para.
se bz;- Êm _glândê mudldã, ios oferecim novas e mais
datadas amanita¡ de @91113 çconshuçao. «Em mma Emiliano Simão Nam, os nussmnár locais iuigavam
buh, antes
redordanússãm dissemosM pmñmdas percepções de um mundo que os habit
m amem MD “nham “PaçoPam
actuam i conhecer anteriünnentc.
contou-nos: «Os padres
@fmfãfg :a ?bivaJência com que os ha§itante§éo Um ancião que foi um dos pñmárús cristãos
s a Igreia.Par isso
:11395301010 no petição calculaí,.m_1um
s ensinammos tudo o que sabiam. Por issoadorávamoportugueses tinham
Ham fumos com
CO “ÊmEHÍÚS (IPE âmbuíam aos :11155101151
- mínimos a da» Ao contrário da estereótipo que os
dos_ pm 31m o saber?estes ca e engenha- epíícaáo aos mamada ~ «refractários à civilizaçãconh m (bereton e.Voc: s. ::iu
: - !altura e escuta, matemáti m os ecia]th dos mas:
1)~ muitos habitantes do plan alto enc ama
com grand: curiosidade. Luís Gabriel Mbula record aiva 05 P““
algi a, obse rvan do mdw mlm mgtez
*3 Pci: (1999r 239. 259)
a
b. .u
m com:: sam os msmouanca
,-
mms tempos da missão com nost *303535
mma mas¡ mandem comum nos missão era um lugar onde vimos coisasa os mcrívieism Enm
as dos ,l Lar]qu (195» “33533138 que esta ideia em
com pom arc sdo s miss xcgn ánüsa
“mm WW pmdígics simples
encontr
M www fm 184) com os mmonancs. Vertambém ngdal (1999, 472).
na:: que 05 Ms Brancas da Rodésia do Norte, ta¡ mma 05 ?9m árvores de fruto (paras, laranjas e tangerímscas ) 11“““ antes mm:
Peas 0999 262) “Emmas'
deram.entre “mmgeralmmm consideradas como&Mocime on de ele s cri ava m os por . Entre as 43015356””-
viviam eles só, m que WM consideravam que as missionário¡ @na
'DE Planalto: e as potilg as
os veículos da míSS ãO É ?5 PM:ca S u masr
” M. Green (1994 41 ::3m de ?mw fm““ d= magia benéficas» âpmtmâs, incluíam-sa os vári As pró pri as acu wda ées ca 7
;prátígs Ele bnuaáaàmé e 05m' !www _que as pmíbiçõcs católicas das mn?”
retadas come e::me J Para óiecz dos amendoim.
ionantes Para
@POSIÇaa da Im aos “13mlgwcm:dadeshwmla eram interp aqui“: assistia na missão eram estranhas e emoc

192 193
r tw¡ _

K 1.¡ ñ dição macundc» permitiu cmg mma www“ m f


_
comu uma «mwúñãm &maix; :i
:comenta: ::Wma Flw_ *a do cristíãnlSmD nas:
' i . às Pfáiíüa :ig uma
wa, resistiram à «conversão» e muims _enzima ue para 0mm, mamã 51m ::(330 um acrcsçãmñ füãmüiúgiçüm P '
ante- Enqüãff? a d d . l ?à ao adesão “maeme ru ovomhuiangmm Em ç. rara
cavamessa fã de forma inmnsi 'ai Êmm açí mlp havia
a (3139_ *GDF
uma Farma novaos
o cristianismo eramm
. um que “h os alhos gli-ums dc iniciaçfo «tl-“190%“, _ O da Vida e da maialidade saciai, da mem e da' Além bem
10%
patrocmadas pela numa, «para relações entre os mms* “5 mm É 35 @mas ímãsiveis: Estes
?às ou dcpcis das cerimónias).*D Alguns dos Qàle tomavam a .Sagrada da Píwajw de Mueda msFmekhavzimse mais m dm E dos
pda seguro» (Camainga 1994 .bes e amamencanm - pmtimntes de uma“, mma,
amasse os seus padmmm
Eucaristia e amam a Deus para que os _ n a h VOS '
mma., Etc" que conccbmm. ~
cada vez. mais, . . .
a criminaist com,
tambémmnsultavmnosmêubxla. eia) ao Camanme @pácf Em míatiira através da quai pêdiam aprimh Verdaéns Fa»
É que a abordagem dos habitantes do plan
à dgs_eacmvos afrmcubanw que. Se_ e “e mami @Glam nas Sjantos, na _agem ç em (3mm, ¡E! l
fosse, até certo ponto, semdhanbe para
gunlizzivam os santo? CajiÚhms M3135' :as entidades que_tambem conheçam pelos nomes dos Cicuses
gundo George Brandon ($993, 97), to de uma
suas próprias cima-idade?, no ambi * _ “canos. 25 Em diversosgrauss Portanto., as uísíãos de Muda
disíàrçar a adoração tias
vasta «estratégia de subterfágio». 2' @ando pre§5 10nadcs a convmgme É como «Wigan do demíma espiritual» (Comamff c Camaroff
nas Américas ocultavam &aqugm 2 L explorando e Celegmngog coingaúliiiidaâc entxc as crenças
ao cristianismo, os escravas añicanos y., s “adiçõcm macon es,
temente os obícctus que segmenme - ou amlhiam - as suas entidade; s missaonanos e Mondim eram,
próigrias
sagadas (deuses, espíritos) em altares miocafios debaixo das m Mam e
“215; análise, aún-aplica na produção dcssa mistura(Ig mamy, como
mesas and: punham as estátuas dus santos mstâos, da Virge @Memes católicos do Haiti se referim, àannadus, às cosmologias
de Cristo. E Tal como estes escravas, muitos habitan tes de Mucda pedem úms nomeadamente ao vodu; Métmix (1972 “959], 338).
term-.ferido ao mistianismc de fürma mcmncn tc superficia l - talvez paga 5V_Apesar dg migraram algumas «tradições» macondes, os padres deMont-
academia às várias vantagens mncoáidas aos «Conversas» no contexto ~ -se efectivamente nos seus aim e bradmm aos habitantes
colonial.33 (19mm (meluindo os animada): «Nós estamos a \ru-vos! Nóa conhe~
Com o tempo, porém, as missões da região do planalto encheram* &umas; Nós sabemos o que andais a fazerin Mais ainda, Emiliano
de gente cuja adesão ao cristianismo não podia ser menosprezada como
ao'Ncimi e cutras pessoas ouviram mesmo os: nussth miami:
uma mera impostura. A atitude liberal dos padres de Montfort holande-
aliás sabemcs melhor do que vós como_ñ1nciona o voiso muridoi»
@das que &equantavam a missão e participam nos (ilsz rituais
m Ver também Pais (1999, 137). Em .mas posta-iam, os esmdantcs das missões que pareciam reconhecer uma. força ummmdcm nesta mão
Em a iniciação ou mariñcação tradicionais corriam o :is-co de mexem expulsa: da @me que inspiram¡ as práticas dasmissionários. Através das suas &C905-
escola da missão.
H Marau:: (1972 [1959], 324-326) :presa-ua este argummim em ::lação ao lindu hair eípmssavam as suas convicções de que os padres IE o seilDEI-!5 Em“ 53'
riam, a qual mnmdiz depuis dizendo que cg praticantes 'de vodu estavam manme
› 0
de inverter (kupilzlêuh) as visõeã do maing im e de rFfazer_
da eficácia da limxáa católica e, park-.o, desejavam que a sua própria religião bcncñdasse que o pow:: dc Mucda (incluindo os feitime e wnuafemmi
*M3* (323)¡ Murphy (1988; 32) debate em argumenta em relação à ;amada cubana.
“Mais (1991 60) apimentar¡ um m'gmnentn semelhante ampeim do candombiébraiilfi-Wr ' construído.
mas acrescenta serirnprováwl que os eclesiásticüs católicas Fossem ludibriaáos per $635
@31105133 sobretudo :mandando â pelítica da lgmja da substituir gradualmente as 'dl'
mdadcs pagãsv poa imagens de santos católicos.
*f Ver também Darei] (1953, 56). Murphy (1988, 122) descreve esses altares entre 05 camp.) ^
praticam; da Sanini-ia; Brenda:: (3993, 121) ilustra um deles. Ver também FI'Y6977) “i" 3301161 (2001. 147) também sugere que 05 mees “ME” ;goãil A w
&É;an da apmpziação do cristianismo.Vai-tam " 015113“ (19 ' 0';
*WWW* 3° mad“ com** 93 Variantes de umbanda descende dc emos qu*
'Immmhmi ”_tmdiçôeâ de África vivas emitindo os Deuses de
Mm¡ “lata '-'lue os membros eggons do culto. @v da Nisa:
P07 deu#
as¡ “Emily (1988, 40, 114, 122) msm que 05 mms W'd' em «fauna “1%
53° “Pmonacn, eu caatide dos orixá? e que ° “mhmmijmz 233) axme
E" ~ i l
V ia» mas mu "m“
dc 2:1em (2999, 191). m m “us “mm d“ “bmw"Os espíritas Pei“ ::Rm m Novo Mundo. Ver também Bastide (1978' 123) e AP??
Em¡ comum», pelo mamas, ads)me identidacles crisús (Feel 2000, 249]. *2035"* t ?ni (1977) e D. Brown (1994 E9561) mb“ “mm a
r¡Ell'nbém Harum (1993, 317).

196 137
KW
' do que ucapitm¡3% ,,
, ' méposs' wúobsfffmílãom
ass his tór ica do
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::age Emiiiana Simão Nami, bem como 5
so com.:
Pa]
. d !al-:alto ao cristianismog . Afinal, estes
;Ílíípreâsapümrn começado. conjuntamentemm °s ?adm de Mo
duzir o catolicismo::uma xinga-"486131 '5' numa íósica mais .
É:: ::s habitantes do Planaitf); E““ mm?“ IJ“13mm. não a:
1. . m a “comem“ ao mtohcwmm, tambem «gemer-te o na!
toücisma a si», parafrascando Brandon (1993, 93)' &00:31;th
assim, a prudência dos padmsde Montgfortç ?poder da Sli-3715210 ms . @fim-ñas, pagãos e feitiçaria
”mo quando mmnheciam a cosmologxg msg através do gana-0 digam
sivo da nm.“ Admitiram gua as :rumonános eram capazes da ?em ," doís tipos de pessoa¡ a viver _ _
seu mundo de uma nova forma e de trazer um poder ?ansfurmadm para ”Í
tempo? hang. ~ ' nas püvüaçwm
3 Vicente Nkam athl a Shah :
a relação com esse mundo.,na momento-_em que a mão do mundo dm
missionáúcs foi significativamente reesch em «conversas com da» ¡Cristãos c “13353405a?1% Pergunlt'31 m _
Em última análise, à medida que os habitantes de Maeda pusva ,vicente acabam @e 1303_ com”: a T1554? e a “11m. _como fora criado m
e ajuizavaxn constantemente as acções dos miasíonãrim e os efeitos pm. ,. *o de Kushihndz, Situada a dez minutos da distância, a pé, da mk_
duzidos pci: sua presença entre as comunidades do planalto, Eles 1mm. 559 a: ngololo. Nascer? em 1926 ou 1,_92?, segunníío nas cãissc. os mis.
diam as missianárim no sex olhar, añnnando saber quem ak: eram (fd. 5mm tinham ::Olivalme os seus paus, Nkamahia Shah e Lúcia Bo.
tíceims) e o que é que de: andavam a fazer (o tipo de fcitiçan'a qu¡ uma, a mandá-lo às aulas de _cathtíese F, ñnalmenta, para a escola às
pmticavamh” Por ironia, através da sua vigilância sobre a missão c as 553559, Aos do:: anos, conclmu a pnmerra. classe, tenda a família emi-
nússionàics, os habitmtaes do pianaito criaram para si próprios um ponta › o, nessa aim-a, para o Tanganhica. Vicent: mandou as cms dani-
de observação transcendente (ainda que, como qualquer mamãe, o na_ nim; nos campos onde o seu pai cortava sisal, até_ter idade suñcientç
gassem), a partir do qual mmmm, viraram ou :atiraram (Wa) o para o corta: também. Ao Em de cinco anos, a famülaregressou_ dinam-
pode: que atribuíam aos missionáxios, íuntamentc com a cosmologia !indi e “cante voltou para a escola. Foi baptizadu umano degogs e msm
cristã que afirmavam, cada vc: mais, aceita; iagu a seguir. Como chefe de uma nova família, teve deúdcslsnz dos'es-
tidos ;tara mbalhar como assalariado na Sindicato de szfàçdc Mamm-
baa. An fim de cinza contratos de trabalho, ãrém, adqumu uma má-
quina de censura e a rendeu a trabalhar com .
í“05 padres da núsíão d: Nambude contam-me para cowmupâs,
@e vendiam na loja da míssãm, contouçnos cum grgulho¡ «Fama ã
con
É!? temPoi mudei-me para a minha casa e trabalhei por ;umha
" do e Vendendo mupas.»
*Tweãte uma boa organizaçãoãx, alvítrou Tíssa. ' tinhaosscüspeñ'
Vicente. «Mas tambem
:LÍ'V'üSimn M5051», concordou
tipo de pcñgosh, perguntei.
”meêmwm (1999,116).Mmmmmàmamicamhmmm dmmmauwme,
Demo senda a «Verdadeira apmprâaçãu do r
aVar também Barke 1959 , 331)' “Ham gente invciosa, na minha m que @Em mam Chem de
a u., mim, Landaur (299o)
(1995,; Mayer (16:92, 12530 Pato mw (mz Í J
xxx), bemm maMasquelíer (20011. que :Em: W " v l- o an
àtmgmiío as mmhas ::015359 As palavras d' “a” :mw ?mw
mente as complexas Maçãs¡ ?mm m _ l v _ _ L
:oCacau COME:301m Maggi??? ::gm c o :sianusmm no Nêga müm= @laudo prosscguiu. «Diziam T3933 @mas
;m' mas “0 Em ficarás sem nadar»

193 199
Knpl'âkulã
. e recordou o confíita mmm ;c r x
1
a &fcmmc Para mim Nggam 11535535 orações inmmmâwamja umsua mmaçao
«Uzmw'lm EXCiamou T1533. &CSCÚdiñcando a Ele s a as* ba-
scme entçnden . . “1,9560 “a danças deles mcomodavíimmoâ, a 11533. Ná n pedimos
me eu não o tivesse con uma; e e as ?vamos a fazere Hiei nao podzatn ;nameam :a que
para:
Vicente mentiu, acme quase lmpüçeptmmmtã com a › estavam
gos.”
antes de nos dizer que, nas? ?111.13% mmmíãcsàoâ ls a P?“Daçã d; Maq o ::amava grandes tegsoes entre
Kushüindj faka .mal dos custam,e
- ..
MWM*
- '
es m tambem, .x03
-. pa. awe - tão de autürizarftu nao os ateqtttstas a darem aulas na 5,35m
años diziam que mn os mamas, e nao eles. a 11' para o Imã-.nma q" [A class vom“ d¡5cussocs entre os habitantes á: muitas povoações
montagem» p _ _ _ um só Frau a que algumas delas acabamm pur sc dividir, com a partida,
Os olhos de “cante detinham-'m E CÓÍEH que ainda senha. 13mmOs c 16V:de cristãos para novas povoações ond: pudessem am.
sentadas cm silêncio, &ul-'ame algum tempo' c depms ele fêz a suad desgng mk““ vindo da mtssao.
ração de que havia dois tipos de pessoas má POV03Ç0§S (fassa tem u 3181' “m. de mam Mwim foi um dos prich fiéis da igreja de
¡gmm a minha pergunta, enquanto esclarecta o que qmsera dim., «Em ?311 e Amm vida a ser um dos primeiros mmndes ordenados
primeiro lugar, havia aquela que trabalhavam Inth (É ganhavam aquüo Nanã 010;; católico. Contouwnos que a missão attaía adeptos através da
qu: tinham, Em segundo lugar, hm aqueles que obtmham as mim de otimo _à e da mantença) de um ambiente económico e sociaí fam-
fomas que não se podiam explicar Facilmente» :z [ao program; «Os missionários tinham de dcmonstmr que eram di-
amami», exclamou ”Essa, voltando a descodiftcar o eufemismo* r vc 5 gmgueses w que pensavam no? intçrcssss da puptalaçâo.
«o ?tomem-la em», amscenmu Viccmt, algo irritado, «que as pessoas Estantes escutas c davam auias de carpmtana, alem de mam-am
que trabaihavam muito para obterem os .seus btus eram agudas que mm 63111133353Através
atacada“ ?$225 novas téalêcats agzífzoias para usarem nos mts
m o que os till-'cman das 113.
Perguntei a mim mesmo sc, com isto, Viccntc queria dizer que ele e msgs esforÇGS, os nnssmnáIms mostra
hmm¡ do planalto, ao mesmo temp o que os ctattwdíntam É
os outros que tal cama ele «trabalhavam muito» eram vítimas de feiti- umm-
çaria, ou se eramacusados dc serem fciticciros. Esperei que Twsa desca- _3g mais parecidos com cics. Deste modo, os ::115510an dmtmgravam
procu
diñcasse este; eufcmismu ~ o pámeím que eu próprio não entendem tn- *mà mais dos coionos portuguícsef, que nomaimentc
:almetzte -, mas fosse o que Fosse que 'Essa estava a pensar, guardou-o @mm 1- em dos ovos c co omzav am.
para 51 própúo. ;Naverá:: a partirlíie da década de 1930,_almissão
a, mas tambem de
»serum azafamado carmo não só de actividade mhgms
eccn ómic as e sociaÍ S, de acor áopmm os teste
!HI-ii
outras fumas de relações
m numet'o Bampi::
munhos orais. O padre Vloct, em especial, 501m
?, .dc
Paradoíztllntente, a presença dos padres de Montfort no planalto di matem dz ñéis macondcs como carpinteims, parem
damntlaãhmg:
Mucda nao so gerou entre os habitantes uma consciência cnnsoíidada telhas c dc tijolcs, pagando»th para trabalharem_nos pray/t:th
et"
da. “tradição macondc» como também dcsañou profundamente a inte" @mas eram empregados pm esta wma mensagetrps, ÊWIIM, c h
. antes do daComo* ta
, Em que 05 habtt
' ' n mommm
: das* tradição: No PIDa
andamlto Ou Mamas. Desde a sua chegada, em 1933, as mas
plana formn
k _ incentivados a concebersc a si mesmos como um POW as actividades da missão tratando cas doente s das WWE:: a
panos e, ptocu rando arma
ÍHÂÉÉÊÊÃ? “dia” Coefenft'.. 21:5 suas idcntidades ::amam “Mantas, prestando assistência aus
Tambemcomeçaram um
pda; ?adm En um '5m Pam dmdo as dtferentes reacções suwmdas
a “isdmisláo E fimo guns - como Lttís !Gabriel Mbula - abraçan
"O em questões de saúde e
p:;Zâmm ?mm
W às mulheres, a quem depois
s. 305 servi s dominicais c. e Os _ - r os'
Guam 013115617311384: à :n emula* 05 mmtmnátiüs de várias maneira
povnação recusaan Em 6.395 53115 Enstnamentos. Alguns chefes de rj. Em 19.40, a nússâ: de Nang'ololo abriu uma 1013 IÊDS ::oligos
os seus cânticos abc a Fem”“ que os cnstâos orassem ou cantassm *7 › nda Luc“ Ngâíwanga: que fOi responsável-por e alããn açúcar, sal,
?rios na catscismo meme ' aosP355” que Dütros participavam eles pró'
e nas oraçõe @um não Cristãos iam a NanãOÍOÍO '50um mldm' sa 'mjpor diantc,
L alimentar; enxadas, Gamma, petrólem fÕSfoms' e 335¡

200
2.01
;ããgíàíã .r .“ ;v 1

WW _ A r >*
'deravclmmtc infm 55035 se mm, avam. «mais pareçam»m»msm mÁ mwsmns 35
ms, da
. * ç , onde as preços Em ?guias5 que antes se canald
_ cmvam
i
53?“?
n a» abümíeâ da
do planalto. A m- , “fãs ã. ça Mauger: criaram [mas rw mng cia &üúfüaáe imaluc
::1333323321105 existentes noutros lugares \ _ cs - __ y
_ › na o ñnanczamcnto da project
mm os lucros
consüução do :dlñ cm da. cachê:: dos
opuéos “me%a _v v
domitóxios da miSsãooj :35 M32 From-*dam“as WW w @amami
mámíam- _
' em re a . . (135309 s Pela missão a :amas
“idades de mil-:rega ngmrmnaáa
às o, da sua Sangregaçac? çonmbuwgm para o enñaquecimentü
cias
M mmeçmm a ;agregar a Nang01010, undc'cngcntraram ,
mam económicos que “Faltamdos os lavam m5 mmso cmeaítíoâ
pela emigraçã pda uma
nos prósmros arredores da igrejê' @quanto os pnmmmfs catequiãtas ga. M05 que iâ cstaVàIn fragnlm
r 156 , que mania““ um emprego
nhavam 30 escudos por mês, a Igrela pagava agora aos ;mre maul, .a cgkonial. Dc facto, as homens
:105.05 que trabalhavam como pmfesaores nas escolas de musão da pla_ @negado na @555g estavam .muda menus &epcnéemes aus seus an»-
“alto ganhavam um saiário mensal entre 500 e 600 escudos. 0 toma da min“: qua os mbamadnres migrantes tegressaáas, que cuntínumm a
missão de Nanghlolo ganhava entre 300 e 400 escudospor ngês e os ven_ ciãOS .';Í de mms, quando voltavam (fu estrangeuo. Mém áissu, as mis-
&adm-es expcxícmcs obtí , am saiários smlhantçs. 1 Era manto R$3,55? 3mm c minaram a autondade dos anciãosde muitas @um
no ambiente económico da M :da míonial. O unposta de palhma Va:
Woímvés das suas ¡Jréilímias PYátms “tum. 'DS padres tomaram desr
riam, nessa época, cntm 80 e 100 escudos por gnu no plapaito de Magda ::Em os Papéis que os anciãos desempenhavam madaman na
e os empregados da igreja podiam pagar facúmcnte o lmpüsm do 3m
guga de casamentos, na arbitragem de dlvórcíos e na Radiação de
bolso, sem ::tem de pradqu culturas comerciais para venda. O mesma Q¡ «36 Íliares. _ _
não acontecia com os que trabath mb contrato nas plantaçõcs m (mma) às ne»
4 Ea ::to cutmra os homens 1076115 uprmnam»
loniais ou na construção de estradas. Na época, o Sindicato do Sisal de Pratos do seu trabalho
'gates de toda a matrilinhagcm, oferecendo os
Mocímboa, por excmpío. pagava apenas 60 escudos por seis meses dt miafe da povoação para que este os redistribuísse, agemprestavam ho
unbaâho. Mesmo a plantação d: sisal de Nangorom, relativamente mas¡ uma part? gia sua
”Mm e ofereciam tributo aos missicnários, dando
generosa - que fora mmmmmte inaugurada na zona de Matugi, pró. nos,
Como aos admn
:rima de Porno Améiia~, pagava apenas 60 mudos mensais emcada com» n'l m àIgreja sob a forma de dízimos e donanvos.
ção eram :acusadas as
tmn:: de: mbaího de seis meses.1 @em trabalhassc na missão em rico», #ainch e mestres dos rituais de ímaa m¡ a sua subslstênua
tms e asse gura
recmdava o antigo pmí'êssor da missão Rafael Mwakala. Segundo na tes- nidades de acertaram os seus rms
os. pagas margens a scr
económica e cosmológicao eles foram empurrad
temunhos mais, muita gente que retiram rendimento da sua ligaçãnà dos fm posto ::causa
missão começou a fazer pequenos negócins, comprando produtos no ::Made local. 0 próprio estatuto dos antepasg
ca aos @Êpasíãm :0:11:
Tangaan e revendde em Moçambique para muitipüca: a sua :i- nie só pela proibição das cen'mónías de supll -
' 'mnau
' ' mento dos mlss ' a que as :ns os
' os
qucza, à scmcüaança do que os trabalhadores migrantes faziam na tamb'em' pelo mma
os e &[05:35st Em $611
mesmo período. sem as nomes hcrdados dos seus antepassad
inss!, as nomes de santos cústãos, como e “Pinna-dt e as wa_
No curto espaço de quarenta anos, cn catolicismo tornara-se uma catt- h
goria definidora dmtm da socieáade de Maeda. Graças às aportunidades s @com
AIgreia desafiou as prerrogativa - ~ ancas, a Hu
\ ama ' r os:1:12: ::zacsco
um que
DEM“ Pela 11135530, 08 mtóiims, tal como os trabalhadoras mígxanm sem“ dos Próprios anúãos que damd xmrg
mmeçaram a distinguir-sc dos outros habitantes do pianaito. 3 À medida mia-missão, apesax de Ufereccr fürmaS de nquçza. P0 dias É descia“
:stcsñãünm a doutrina
amam das pessoas «- induindo, em cspeualâ
pm 5¡ ev Para. os seus 51h05. Certamente quê , sua ;wa ;qm-1O a qut
7 Os dados sobre 05 salários são dos depnn' nentos cms' de é tunas ds _
os mai
.
s vel hos aguda?” ensinamme
”Wilma
e
habitantes, dc. Maed..a Qu: mbaihMuamissãorm od ¡cniaL é? ?Ema ensmava a respeitar
de ñ-
mente se Chama“ ÍÚQÍG (33mahi '0)' @ãmmgsãncm a favor a
53 “NCIS salariais Fmammús pc¡- mbühadoms das Plan..

nms táv d.
3 DE bw 108) dumcumü uma salina das saíam surgiu. de moda similar.
mm m por min ar as iu s ác &3123:; dismntc a mco
fofauma
”Wim, inclu o au

292 293
WÊÉÃÊ

, i , ~ am 3.51111avam 'ver o. mu;?à


5 cust 9
o ¡Íü ;mam à:: ?23m mw
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y @mmomutfltemente: o Pça-...H
a r qwíuim da Igrej1 a e FQHhCCCI 9 SÊÉTMÉÊ @É! WH
?mnsfhnnadm
m os mISSlODáHÚS sem para à tentandg captar o 'É
a
me alguns ancle qu _.g e * '
. os mas ;mens_ revelavam a de ::migr o ão cristãos suleuavam ug «mamms» a uma intmsa Vigj
ado neles monvnçoas e comportam nm;
parem,
ao,para r manhecíms E can-
der. Para sua frustra'ããa aprender a falar á linguagem do adsl?“_ PÍHW) ao seu própnn entendímmm n &cmde @mamã
de
, . *
modo_ anal, !113101 3P
g1
gundo as novos esquem
as pensmnmm um @Éh
nismoi ver o mundo se
da Bíbüa. Por
tes na
çados alguns *maos
Em¡ atéquando que ?têm mem?” imPOr.
OS filhas dcmdmm Stgulr a , ~
da sua ?mma
Êgio sa, manada, justiñmddafnmte, perder o I(3351131310
ma a Mr darwkq 0 msmo dv:va Luma g manga confessou_
ter ficado M050 qua“ 9 a sua filha' Angu?" “enfim ao @em das 5111155
tw_
pnvanda-D áa cpm-
da missão para que sc juntas:: às suas fileiras,
de receber um dot: r aa
da:: a quebra das so ' afiadas da Havia* $143”” 43 mãos dadas @Om a
diferenciação ccanómica, a &aguentagão das Idcnudfuíles na I'Étgiãg um
bém se fazia acompanhar de uma pmhíêração dos fEltílçOS. Dizia-5g que
estcs circuâavam desenfi'çadamente em tomo dos nbmctos que distin.
guiamos cristãos dos não cristâcs, bem como emredor das !Formas dg n;
queza obtidas através da associação à missão ou do trabalho na n-;isygml
::amo Vicente Nicamalila Shuli nas contou. Nãa obstante a sua «Em m
poder da Igmía, os cristãos sentíanwe profundamente ínquietos com as
formas depredatóñas de um intentadas pelos «pagãos» invejoms _ in.
quietaçâo por vezesprovocada e exactxbada pelo discurso dos mission#
rios, que associavarn o pecado e a &itiçaría Em multado desses
rateios persistentes, alguns &suma-sr: da [guia ou desistiram dc látra»
*milhar cama
Par sua vez, os não cristãos também acusam os cristãos de pratica-
:em feitiçarlaÊTais acusações mpmutim-se nas palavras de “cerne Nic?
mama ShuÍí c dc outros com quem &lámoa Sinema Kakolí, que nunca
manu para a Igreja, mma-nos: «Os mma”: taí e qual como
05 928505". referindo-sc eufenústicamente à feitiçaría. E acmsccntuu:
«Eles mim bem na missão.” Sintma chamou-nos a atenção para a !hub
gia. católica - onde os ñêis da Igmja consumiam a came e o sangue de
Cmt“ “ '303110 ?ma &aqüilo qm: afirmava. 6 «De que outros corpos SE
alimentavam os cristãos, com o auxílio das mask: das ;WMM PW'
tou-nos.

'F Maxwell (1_999. 109) sm; que muitos jam¡ hm: se tamara
magna gata ñxw aos ommmgmenms da «Emmdeade m cristã“ PME“
tradicional»-
d Fadxnug(19?3) ram. similannmtc, como os :mms::Estima suscitam asWW“
os :um m0 cristãos, m: @táxis coloni
al.
"WI também Witt? (3000, 189].

'JM ?[15
Gente da noite
@Um _dançarino gl:: maprko era respeitada, caçaner dançava naum m
, canil?“ kim“) ?mar 3 M3608 e a mm_ ü anciãx:: tampomvá.
m uma digmdífãe_tão Rafa?! que: apesar das seus mais de sassenta
^ nãg em nada dlñCIl :Inaglnajío mascarada cam o fato de dançarina
4* 1 maing a atençao cxtasxada dos espectadmres. «Em fácil fazer
. \ j continucu. «Toda a gente me queria canhecem
Numa fase anterior da conversa* ñcátaníms a saber até que: 9mm Ja..
@mw a, mim* agudo a que chamava «a vida da pavoaçãma na sua ju..
mma:: «Ham um professor &mádü Nolgnda, enviada pelos missio»
mas, que ensmava a !cr e a escreyer, na mmha povoaçãa, quandg eu
é” rapaz», contaram? Élc. «Estuda com elç durante dois anos, mas mãe
51¡ para amiga da 11115530. Gqstava demasiada da vida da povoaçãm
o anciãe somu. «Os meus amigos e eu estavamos mais interessados em
caça¡ ramzanas do mato.? O Vcsfnrço por parecer envergonhado foi pouco
@Moema «A minha irmã tentou continuar a ensinamos aquilc que
mm a aprender, mas nás não estávamos interessados.»
A conversa fluía facilmente, enquanto o ancião nos contava «a história
da sua vida», interrempido, de quando em vez, por uma pergunta de
Marcos ou minha.
:Nunca Eli ao Tanganhica», dissemos ele. «Fiquei em casa depois de
armada»
«Casou-se na igmja?», perguntei.
dim», respandeu, «mas também. paguei 1013010 - uma espera-peace»
«Onde é que vecê trabalhavaE'», perguntou Marcos.
«Aqui mesmo* Desbravava. campos e cultivam-»03. Pagava impostos -
pelo menos até a0 massacre. Depois disso, as pessoasrecusaram-sc a pagan»
A referência de Jacinto ao Massacre de Maeda - um acontecimentu
que precipitara a luta. de Moçambique pela independência - conduziu-
~nos ao tema do seu envolvimenta com o movimento nacionalista, que

20,7
2 woáamoo
mma.:
Juma: também conhecerá nocontexto da “da da povoáção. Coma dan_
w., MW', contownos ele, era &aquergtemgãiãc üDnVláado para ~
ça¡ em mmçõcs vizinhas. O segredo da !dello de humana_ do .
não era o único que Jaú“m mama' AEmveÍtava as suas_ “seus
malhar ao serviço da Freãimo, a rede !Hilfmnãhm Clandemnã a qu:: me_
rim mcmtementc: «Utiiizava essas ocaszocs para conheer Pessoas e dt_
:ganhar quem em digno de conñançê Algumas ?35503-5 Já Sab(
eu em daFatima, mas Outras não sakura: Eu falavo uma linguagem as_
Pedal) “mas alturas_ Dizia a alguém que Já conheco sobre outra Mui
que eu tinha &malvado; :(Éosmvaom'Í este homem fossc nosso man
@e tal é ele? E o meu amigo Podia (11134115: me É FM, é bom? Ema;
eu começavaa falar com @553 1365503* A0 Em da “às0“ quatro comum
eu dizía~lhez 'Tenho uma coisa para te CORHI, C Maira-lhe da Frelimo:
Amaioria das ;sem dizia-mc que aguardava' há mmto tempo; que ;1.
guém as ahozdassem' .
As palavras dejacinto como porta-?voz do mcmmmto nacionalista te_
riam sido entendisz porque muitas pessoas da sua idade tinhamE ao m_
niño dele, vivido c mbdhacío no Tanganhica. Muims destes jovens :w
a: ~ Y a Mvcsúgaçâo que realizei em 1999, levei comigo um &ampla; d¡ cus_
temanhamm em primeira mão o surgimento, o crescimento e o m'unfo a que :pocluírg pm mostrgr às pessoas oom quem tinha trabalhado.
final do movimento quo deu migram a uma Tanzânia independente. Na *mada (al-1615.0), dose eg ala:th 0mm, «as histáñas que o sonho; e m
Em do período cobaia!, muitos emigrantes macondcs moçambicanos seus amigos me contaram estao nesta lxvgo». «Então lêumm_ responda¡ ele_ m*
umbom, ii passagens do temo, graduando de improviso para o mm pública
não só se ñliaram na Federação do Trabalho do Tanganhica como tam- and“” pessoas, Marcos @que :gozo: vê com Omar) e o próprio protagonista,
bém possuíam cartões de membros da Tanganyika Afñcan Najma] [km em quando, o :melão Comp-me ou dizia «nikwfiníé verdade).@aguia
Union (TANU) [União Nacional Añícana do nganhim] (Adam e Gem Weg, perguntou-mc sc o tabalào ia ficar guardado no quxúvo Hístàrím
tili 1983: 66-67). Com o mmpo, os jovens moçambicanos que viviam e &Moçambiqum @ando lhe gamnti que assim saia, agarrou-me na mão c dia::
trabalhavam a norte do rio Romma começaram a conceber um moyi. W (muito bend),
manto semelhante na sua pátria moçambicam. No final da década de
1950, segundo testemunhos orais, os arrogantes de Moeda com sêmpa»
Makonãc African National Union (União Nacional Añícana Ma-
tiasprotonacíonalistas csforçmmdse por &lolita; as ligações entreos mui-
tos clubes de dança, equipas de &Itabol e associações ñlnerárias dos mi- mãe) (o nome ingiês da organização e a sua sigia, MANU, reflectiam
grantcs matando: que nabalhxvam nas plantações de sisal ou noutros
¡bailaêncía nesta excrciáa pela TANU), que postcriormnntc mudou o
lugares do Tanganhimz Os seus esfotços acabaram por levar à fomaçãa Em ümia para Mozambique Añican Nationai Union [União Nacêoml
de Moçambique] (conservando a sigla MANU).3
A administração colonial portuguesa respondeu ao movímcnm¡2mm-
'As MWMmM'qu mmlituíam um Fórum de críticasubúímenic Wladâ gãmnalísta do Norte dc Moçambique prendendo osmgrçwftãntfs en'
à“” ”MWM através do uso de máscaras que caúcaumvam admirústradom |50er
de mm 9“ &Edmáúm di inata do algodão. As danças eram, assim, mbinmü Para «o inttrior», através da ñonkãm, pm fazer NIMÕKÉÇOFÊ
91°”“ de WWW CMM 19133¡x 149). Neste aspecto, asMika www-se aos w ›ü°meadamente, aos odguos pmços pagos aos PMMG” mas
Cl¡ng :no: os :upghay do Níger, &muito; por 5tol§er (1989, 147-163),
Os dmgentzs @Emos moçanbicanm seguiram o “Emma dos mowimdoms da
MM
r *1"* também WW apoimucs eumos trabalhadores migrantes (Hifi: 1
&âfgl a
ããnbm de dubes de dança e com; organizações sociais destes MBM“” V
Ver sm West (19m. 145-151) uma anáiisc mms WWW da › . v da

WVU. Incluindo citaçõca da bibliograña¡Ie-::Mm

208 2.09
é» “'

#mma
4 Em 16 defunhü de 19603131131 múltidão
do 11:1:: ::alguêgagfabmem do adminislTador rlme a.“ Muedãue se
no seu ápeíwa
:lendas
::2:31' US dirigentes mam-13mm mam
dm 5 Em restútado desse aconteamento (quãos
búmdürâsu da e;
:mollúnar «o Massage de Muay): 03 “müMgcda panflmgar a base ae
enle em
meçaram a trabalhar clandestinam
_emmdp carros? de membms
apoio do movimento protonacionahsta,
TANU, que tant
semttlhantes aos da os mlgr anjte§ Já 905mm_ Os mam.
s mais matem-tc; no “muito
lindona daMANU aproveitaram a¡ rede etudo, em? as 13655033 r a:
r e sobr
pmcuranda apoio, »tm primeira luga
Rafa el Mwak ala, que na sua ¡murilmáe Foi m
das às missões católicas.°
aspessoas da mãe'porque
escutadopela MANU,conta-;wma «Escolhmn
os futuros administra_
éramcs instruídos. Disseram-nos que... seríamçs
dores de um Moçambique independente» _
Nyerm: (presidente da
Em 25 dejnnho dc HSE, porordem dejulms
de outro s desta cados dàigenm mm
Tanzânia recém-independente) e
nalístas africanos, a MANU acedeu a &indir-se com outros dois partidas
de Moçambiqm l' eím dia na cidade_de Maeda, onde viera Fazer uma vim .t
protanacionalistas - a União Democrática Nacional No¡ ml?“ ?mm delegação à manha çspera quando acordei. Na mmPÉÉÊ:
ou Udenamo, e a União Nacional Añ'icana de Moçambique Indcpm' WF* @tímidos da Direcção Distrital @aCultura estavaum human lendário
dente, ou UNAMI) ~, formando a Frente de libertação de Moçambiquã um:local:Faustínü Venomba. un; dos lldems prownacimaâm cujademo
ou Frelimo, sob a direcção de Eduardo Mondlane, que se doutora-m Em 3 _ mam os protestos que tennmaram :50 Massacrede Mueda. Emborame
sodologia na América c tinha experiência de trabalho para o Canset
h _ às“ ;amado a aproveitar aquela Oportunidadç pm conversa¡ mm vamme
É“ o ;au papel nesses encantamentos históncos. expliquei-lhe que voltaria
de Tutela das Nações Unidas. _ semanas depois para começar a trabalhar no planalm. onda ñwíaano
Pouco tempo depois, começam:: a surgir fissuras na Frente.7 Liam “Rio, período durantc o qual falaria cletalñadamentàe com“ maias pessoas,
m_
:imãs lutavam por um lugar à mesa onde, segundo imaginavam, se
?315.11K para Vanomba e ñzjíhe algtgmas perguntas (le cqrtcsta a seu respeito_
paxtiúam os cargos públicas de um Moçambique independente. Os an_ Ele olhou para mim, aàorremdo. e disse: ::Isto não é aséna. Se o senha: que:
ubumisas a meu resp-aim. I¡ch te; 0 cquxpêmmto adequado. @ando ::gq-
m, mga um gravador e uma máquma fotogpñcg. Não vou fala sobre esta;cul-
*l Na 311m: destas detenções, as muitas associações e organizações que acabaram por sa¡ para o ganhar dcpüis as csquacer. Esta hlstóna é unpcrtame e deve &carda
@juntar ainda não se tinham ñmdêóo pm Formaer grupa anmdenomimda MANU; mudam DÇPOÍS de sa certificar ele que eu entendem a sua ardem,
isso só aconnccezía em 1961. acrescentou, com um suuiso: «Traga também uma câmara de Qgem ser
5 Este acontecimmtc também é analisada em pormenor em West (399711. 147-149);
9%me cm Vídeo... e não se esqueça de trazer cígarrosl» Arabia! palm: enge-
ver também em Batng Ga::th (”93:23 cimentos que ::anme a ?6550 colonial
MVanomba longamente e ele contou-mc a da su?mala. 1:¡ch :Emma
desta:: amam, c cm Chipmdc[1970) um relato fumeddo paz Alberta Chipandt, :ia
um Boban do úmidmk c futuro dirigwtcda leimo. @filme quando lhe pedi para posar para uma fotografia dmtcdn edlíímo
5 Segunda_deth mais prestadas por amigos mbilízadores v: clézígos das mis“ @ministração omie estivera detido.
956,36 própnos padres deMontfon holandeses aferecíam. por vezes, apcic material ass
mobilmdorcsg, mais tarde, aos guerrilheiros dz Frelimo. Maxwell (19'99, 125-127) wma dirigentes dos três partidos que se Emdiram pata formam Frelifm
que. 13a Rodém, os guuñlheims do Exército de übcrtação Nacional Allianz do lim' mas“ foram marginalizadas na mcmquia do pame põr @Erick-.n
baba: mu)e dc! Exúmito Popular do Zimbabué (ZIPA) obtiva um apoiosem**
7 tc de algufnas missões, durante a hm nacionalista zimbabucana. me muitos dos quais tinham estado recentemente a estudar nadaa
A “55??0 da WU e de outros partidos pmmnacionalistas pela Frelimo. E *15
tensões e :maes cancmranm são tratadas de !anna mais pcnnenorizada em Chão”“ das disputas travavam-se literalmente emmma da 0mm' ' Po
mmtc, deque os novos dirige“m
(1972. 470475) e Opeth [1975); ver também West (19m, 149-151). marginíllizacltzos quebravam-se amarga

210 231
;357336'kim/'305k
!(an
d os Povoação¡ D e @1:33:35 ___ A .
gnas re
img viviam nos melhores hotéis e :emma-t nos mali » (“angola (muito), temas da lhe dim_ uma 65:31:13? [a cada um
trabalhadãtm .Esta :Freliin dc qucácnêzíleuvido faia¡ _ 955m :à 551:“ deve
:É:de DM-estalaam, 30 133530 'que El“: que
:ant: :mas Pará 13119?“ 35 b”“ 4° WW“"FQW BFÍFW mm dificult t ' 050311535- *5 Ornãot &mummagemépm
.t . ;mama
dade (Chilena: 1972, 472). Organgzaçocs nyags dmguías po, amigas
star o com
manbros descuntcntcs da Frelimo matam a publlco conte , ' qucpmmum
' cartão
Í da Frelimo
_ W .
v mem ' ~
tammto elitista dos seus líderes, mãoqu e a Frente preten dia u ' - '
oshabitantes do Norte de Moçambique como cam:: Para canhão na A ka, lembravaü bem classe rg z , ,
guerra contra os portugueses. Os dmfesfíesm Effgamzêçõçi recaiu-clima¡ àiãNkaãorégulo. Só lãlávamos cum jam??? 33:33:33?“ @a
alims africa“
não canscguim todavia, anal: o apelo dosllldems namon istaram nm | O meu Próprio pai desconhedamta-1mth as
nos de cum; ¡cgiõcs do continente. Além disso, não conqu @mas17355035 Em É” n°51?“ PNI*me * ílias~a;sz a¡ .a ¡
número substancâal de seguidnrcs entre os moçamlntcano s «no mma“
que tinham mmferidq a sua ñdeli dade para a Freh mo. ' '5111191110115
WDS com e es
02:3
_
53?”?0q
):o ca ue 3mmIm intinm.
am ?sino e como ascaixas cg;-
Naplanalto de Mucda, a Frelimo retomou o trabalho onde a MANU F i msmo¡ se fôssemgs mdependenbes. Eu tinha estado naTangmhí
. l m

o deixara, adaptando a sua rede clandestina de mobilizaáuma e ;temm


. 9

passa“ Char que as camas eram boas lã. Dmamos às pessoas qua a ;Elim nos
tando novos .membros através da :missão de cartões. As :adia » mr, Mas elas medo do colonizador. O @animam em
vam àqucles que as visitam a coberto da noite - ainda, na sua moda_
@kadu por?“em ?Filmes PMI“?em PEIÍSDSOJ
jmrens originários do planalto - 945Mb (gente da noite); _Em de medula, o que tomava m colonizadm» tãuImagem m a
Os mobilizadores da Frelimo, incluindo o dançarino de mkt-cinto
*~ de autoridadES gtntílicas com quem trabalhava. Os regula; e, m
Omar, falavam aos habitantcs do planilha numa linguagem que mami¡ mmgrau, os capitães-morta, tinham-sc habimaâca «comerbem:: _ ñ_
a ideologia sodaiista revolucionária da Frente.“ O colonialismo, añrma.
vam, em injusto porque permitia a exploração do homem. pelo homem We habituado ao poder e à riqueza que lhes eram prepoxcignadüs
pah¡ mas funções de cobradores de impostos e mudam dc mão~de~
- qncr Clos añícanoa pelos europeus, que: das africanos palm minhas_
Num Moçambique independente, añnnavam cics, os moçambicanos tm- .obra. Com o acordo tácito da adminimção culoníal, muitos réguas
chcgãvam até a utilizartrabalha MM nas suas próprias maiaambarkam-
balharíam juntos de acordo com as suas capacidaâes c colhzriam e con.
pps agrícolas) pcssoais. Num Moçambique independentc, imaginavam
small-iam os frutas do seu trabalho dc acordo com as suas necessidadm°
eles, tais privilégios estariam em risco¡ Para proteger os sms interesses,
Como veremos, porém, a gente de Mueda íntcnogava-se sobre o que
estes jovens :abram - que podem Wordinátios possuirim para terem muitos régulos e as seus suborclinados colabommn estreitamente com
a audácia dc dcsañar o direito das podemos a comerem ã vontade. @alicia secreta portuguesa (Polícia Intcmacional e de Defesa daEstado;
Lucas Ngavanga, que trabalhou na leimo como mobilizador, expli- mt PIDE) para protegerem a sua posição privilegiada à mesa do Mim
cou-nos os métodoa adoptados pelos W210: «Utilizávamos as redes de @910331, denunciando os suspeitos de, pertencerem à Frelimo nas suas
!$014 [matrílinhagemj. Encantrávamas alguém de confiança numa !thin Outros patrulhavam as povoações do planalto com os pongut*
de cartões dc
e pzdíamoyll-m que cnntactasse a sua família. Ele dascabria quem é cp:: *3: Pmcurando pmvas de: ligação à Frelimo sob a íbrma
queria comprar cartões e nós fazíamns esses cartões. annclo na Mil mêmbms a registos. Mais de uma vez, os registos aprermlidm Mm à
havia um ganda grupo de pessaas que os tinham, essa gente ia fala: com ?ñsão de muitos nacionalistas ou à sua fuga de Moçamhqm- DE W
mais continuada, membros individuais da orgatúzaçãc eram “ame
mamão.; até denunciarem os seus camaradas (WW 200333* . d
l No deanso da nossa investigação. entrm'stámm dezenas de homens a mulheres É & üPt“:t'acjonais da Frelimo reconheziam, 601110 “1055?“ 559mm? Ê
danças de Mpelo, que c medo era o cimento que ”Ênmã“Ma zãm
queQ trabalharam coma mobilizam da Frelimo.
Lan (3955. 127423, aos) narra com:: os guerrilheiros do mm_ no Zâmbia“”

*mms unido a nivel 10ml. A chave do êxito, conciunam g
os camponesas: de forma semelhante, na línguagam do socialismo Em“” @Mila em Mürmar a dinâmica do medo - como mew?“
monáno ~ :mbera mm mas Embil'tdade idmlógica,

212 213
m... ,E
cas N mg¡ ao veladament: aos pel-;gm dt t y como
n
à mlawmçãü m a *4“* , V_ ,a \
WM do
@15519.0 início da guerlr: em Setembm à? WM; m“
::12m dg:: Frelimo. A Path?? agita?“ com mm a mon?“ ::4%
sc recusam a adeár à FME, um @FM m ¡SSE-no s* Inda a gm ia as popa ções nas proxima; " a ”9“: qu* r'
e um“da Fr 'na' ditadas situadas junto do pgamlfâfíim ;mas 223;:
mmliáade: «O meu trabalho Em dlsmbun matt??
ue ainda não estavam connmcü AS em” ;se contínu os habitan
que, ali,quo tes não 3:3 &lg; “namt?“mdeste. ÂFI'E-
'te' 1° As Casas '505 det: l o SUSE~ ria
massas vinham Malla¡ rios @fm ?WES a salvo :las r.
a colamecom o colon izadü ã nós mamos w“”
res da Frelimo mais influeutts ou escumdos eram queimadas, se !11111135 ?a criam contribuir para a campanha??? da guerrilha, como
319111 135 1313550 35. 0mm Newman“ ¡iii-¡danâo a
o mesmo mobilizado:: «Isso ñmcíonava com ¡aí-Ilha; os guerrilháms.
tinham de ser mortas? . , rimeifüã meses de 1965, povoa_ ~ . a « ,
mo conseguiu aan-na¡
Em finais de 1964 e inícios é: 1965, a Frch indica:
@3:5 mm deslocados em massa. Em :ânfãsífàãc naEulrülos 'm-
mesmo junto das autoridades gentílicas. Os testegmnhos orais Lüw 7 aumúdades gentílicas que antes os gmñmàv m “empenho
que esta tratava Cada ::3010: capitão-mor ou W”- de medo difcmntg das» da Edimar que seriam sua morada na dem:: “3552““ li~
dependendo da sua atiluác r: elo seu comportamento. Em muitos ' seguintéa_cstas
u;ações reprodumam, com frequência, as mnñgu . ?spams dm
procurava recruta: as autoridades sentam” Para a “13311323930, uma; ::Judas onde tinham vivido antes; isto é, as Mm“
vezes @Mandalas diamante, outras enviando membros da família . :das a um detenninado capitão-mor agrupavamztmãmmm su'
simpatizantes da causa nacionalista para falar com elas. Nüutms um¡ os amigos habitantes de uma determinada M03 - e' \ :Fm de?”
o 13mm,
tais estratégias eram co 'datadas pouco ::limas ou mesm r . os uns dos outros. Mas mesmo nos casos em (lia: mm amam
Os régulos Nacngo, Kavanga e Lidimo :mm conhecidos na regiãü dc; mas acampanhamm o seu pow, não exerciam manu:: ::íntimas
da
planalto pela sua hostilidade em relação à Frelimo. Nacngo, o :égulo Em nas mms libertados. Pelo contráxio, os chamados a¡me .. É? ”bre
região de jacinto Oman patrulhava as povoações da sua zona amam., mmojacimo Omar, que tinham aderido à Frelimo muito anteggmsj
,c
nhado :le ::capas gmremammtais, espancando e: insultando as pessoas
de actividades nacio- 3551505 e que çnñfxxtaxam molhos riscos para mobilizar apoios para:e
participando no incêndio das casas dos suspeitos
nalistas (Frelimo 1964, 6; West 19971), 151). Acabou por pagar me
aipim orgaooaçaqm scraknençe, posições (l: amorind nas
politicas :nos ::nadas pelos guemlheims_
comportamento com a vida, quando a sua própria família ajudou apt.
racionais da Frelimo a assassiná-Io. Kamga andava com umapistola que
lhe ::lulu siglo dada pelo administrador do distrito c chegou a mata: dois
operamonans da Frelimo, quando, por acaso, estes montaram uma em-
, l _
@Fe os quais muitos
J _ WW“dmWW
V po anca. dos movunentos do Tanganhica,
da Frelimo adquiñram experiência por
bmoa a umrrautocarro onde ele viajava, pouco depois de eclodimm as línea). povoação? antenonnente agrupadas sob a autoridacle (le um
hosuhdades. Em Novembro de 1964, Foi assassinado por um coman~ detennmaáo capitao-mor ou de vários Majin' eram agora denominadas
dante_dc destaçamento da Frelimo, António Saida, que o visitou na sua W e colocadas sob o controlo de um um 5mm# obaimm.
::poa cauíhcíâfarçado de régulo. O Facto de: Lidimo ter denunciado o Em ninfno trabalhava em coordenação com dois wcomitésm um conúté
pno c o aos ponugueses esheve na origem de uma tentativa de ãogsavelrãâãlecolha de alímreotos pasa as pqpuiãçõçi mhgíadas e
assassínlo falhada or arte ' ' mam gli:: i _ 51103 das bases prommas, e outro maumbldo dc resolver
@daaresidirdmínmpmdaÍaÃÉÃmÂLÊPÂÉÉÍLÉÉÊÀÉÊ m als tigms que surgjssem entre a população. Ambos os comitês
na cidadc de: Magda.“ Estas audaciosos alia nas a (1610535 ñ da r_ › Efralmente, compostos por anciãos respeitaáos das W035?”
:totalidade
sem““ de local comentem_In111*ta gente, 'q gu'm g
' POoutras autoridan
Inclume
que a coIahoraçao com os pornlgucscs podia ser tão pan'
@galos da mamae sul do planalto, oito acabaram por_se Pôr?O bd“
II _
da. :h o*175mm
e um fm preso pcios portugqu A Frelimo mam“ D015
N, .
na (1592. 104) !mesmo relatos semelhantes dos;aguas da mu, aos chalés, . o ;paralama-.s. Três 635mm pmaTam'niaínãocmseWOWWW
,_ '5qu remanescente) (West 19%, 164-163. 3121

214 215
?31% ?àrer
“fome da a liam: algm l É
› ' incluindo chefes dc gravação (alguns das quais É ao
x estos aos ;Mem P6 Os swf; a: W , Warm.
ÊEÍÊÊÊÊa-Lpnães-mm WW”“ Máq“: ° 1°”” “um
mam eta «eleito» P01' cms mm?? mas, na Pra - 3 em Eme??? Pñla Fre-
@mmzâãan c Iraaçman '1984; Wes: &um; :lzãhmí palm hn.
más; (Islam tão radgcaxs nestes: (firmas ;Em mas mia Vas _das gama.
lima, sendo elc, e não os comitês: quem “em“ 39°" 5T maxrmo como “Micael”, bem :amo vamos presiàmmg ;33 FNE1:5 regulam; na;
@malária de confiança em“ a Frame e a P0P açao que ”M3 na l . Cabo pagaria, Lázaro Nkavandãmeã SÉ mas QG c are o, minis-
sááodg unslow 1933; Machel 1935,53), pu“hümnbena-
mêímbém havia presidcnm e comitês aPith do “Wharfcàao, o quai
abmngia. na maioria dos cms» WW“ .que WM variam n &instímsõcs
:. damaentre a direcçãü
e a sua rede de;daprerrdentes
Frçlim'“Cilada
farm-n na Tanzânia,ej
agravada '
mcg regulado' :2 Também neste cas?, o prasrdenre era 53qu um dns
NE“” ões de ordem. prática c Ideológica. H Q êxito da !ÊÃÊHÊW
jovens que trabalharam durante murtc tenrpo cume¡ mobúnadom da 'a não só de uma produçãu 'cola ' ' à n?
Fmiima 03mm Omar, por 63121111910, fo~1 prcSIdente de uma secção lim““ dCEÊÊSÃI-álheims) nas zonas libênailíílmag tmãuâa (Para ah“
roçar) c o mégulo, se eXertía alguma _ñmçaos em apenas como membro mm dentes agrícolas através da frentean ande podiam @MME
de um ou de ambos os comitês. Asma das secções locais, a Ranma à“ “cc básicos nem ári l w [mm
criou em barganha», sccções de zona (correspondch a um pasto ad_ bens de :30115111110 ' . , ss' os Para' assegura' alguma n09
.dade à “da. das populações cms, de: rnon a evitam se“ êxüde em
minimum colonial) e estas estavam, pm“ sua vez, subordinadas a uma
massa' 05 prcsrdentcs_ cramfrponsávers ?eu 'garimur que as msm
secção regional, «rugimalârmcb» (comsgundcntc a um distrito calam¡
continuan a produz:: exce entes Comercmhuvm de amendoim, cas.
inteiro, por exemplo, Cabo Delgado, Numa, TEU?)- u Estes níveis eram
mhz de caiu, cleagmosas, borraárar ccra, pura serem levadas para (um
gavemdos par um comissária e dois comitês. A Frelimo escolheu Li.
:aro Nkawandame - o homem cmpreendedor que tinha ñmdadu cao. às mms libcrtadas à cabeça: de um? protegrdas par escoltas de guerri-
perativas agrícolas bem sucedidas em finais da década de 1950 - para lheiros, Nkavandam: estam mcumbrdo de &afegurar que os agricultores
comissário regional de Cabo Delgado e deu-lhe a responsabilidade de podiam tratar os seusíexccdentes, nas lulas gerida: pelaFrelimo 1m
nomear e supervisionar os presidentes das secções d: zona em Cabe gado mnzaníano da &Dnttlríg pelos produtos básicos de que necessita_
Delgado. mm para sobreviver, tais como roupas, sabia, Femmgnm, pagam!
As estruturas dc autaridaáe da Frelimo reproduziam as hierarquias facas, fósforos e querosene. Também estava encarregada dx suptrvísio-
geográñcas estabelecidas no planalto pela regime colonial - hierarquias ;rar a armazenagem dos cxccdentcs de milho, mandioca e sorgo pmáw
que faziam pouco sentido histórico para a sua população. Mais ainda, ;idas no interior de Cabo Delgado, o rraurborâo destes exoedmbcs, na
os presidentes exerciam poderes surpreendentemente semelhantes aos medida do necessário, para outras :unas do interior, e a renda das em
das autoridades gentílicas. Os guerrilheims conñarazm aos presídch a rêacías em excesso Guntamente com culturas comerciais nãu cmsumí»
cobrança de impostos em géneros alimentícios e o recrutamento de pes- min) no mercado tanzauíano, para angariarmuitas dcstimdas a apoiar
soas que sentisscm a guerrilha como soldaríos, nu'licianos, carregadores, uresforço de guerra.
mensageiros c espiões. Neste sentido, os presidentes passaram a ser as N: Nkavandame, todavia, gar-ia as redes comerciais Cla Frelimc da mesma
administradores de um Moçambique independente »w ou, pelo menus, fmque gerir:: as suas próprias errapresas na época colonial, ;subclrccndo
das «zonas libertadas» da Frelimo -, tal como fora prometich aos seus @tram de trabalho empirâmide e obtendü lucros para sl ?11513110 sem?
recrutas nes primeiros tempos da mobilização nacímalista. pre que isso em puma (Mad-rei 1935, 5359; Negrão 1934, 191m2?
.Porém. noutros sentidas, a Frelimo subvertia as hierarquias Püüticas MMC, dÍZíam muitos, wengurdava» com a guerra- QmàÚ as “mar
“mma AD Procurar canalizar todas as energias disponíveis para 0 @CS comerciais oferecidas nas «lojas de Lázaro» começaram a Em¡

l¡ No Em da suma muitas regulador¡ tinham-sc d' '


l.rmrjuvu
. a _ mdrdnemrrraxsdtunldm
' in'm
adrgrrg , a este nrvel, na' administrativa da Frelimo. l l“ às tensões entre Nkavanclame e outros dirigentes da “em Sã” Mm ”É
a
tura, asmusas pruvmmas tramclassiñcadas ::uma distritos pelosP
omgum' &É; “'3 Opeuo (1975); Frelimo (19973; Munslow (1933): NW”?&Maal'mwag
' ll* Em“ (1988p 2149.3). Verem West (19%, 174477) uma

216 21?
Q @mà ?wait
*
w d

_ - ° ' _ . mtth 31“ “emo “fm“ “(55 míáíâüím se '


descontentamento entre os Éoçambáanioãâãããríorãaos, › em): wffommdo modificada faqlltízfu :3/5 @mas dm @mma a .35.
ñcavam porch sem ?WM dm o a d ção¡ '_ produção e de B1“ manth mm os @mheím @mas as civis 5 ::Rã Fte'
comércio (Negrão 1984, 103 19): ?5 “DÊ“ ?MÊS “hmm da Em' ,ü lima Para assim, uma perspccnva &ndamanmã &131361351; * “Elim“
(muitos dos quais eram antlgüs 611mm 0 Emma““ CÚDPerativo de L a; seus dormimos Box-estais. ~Wmmantu
Wmàam) Em cada vez mais inquietos e agitados ig”
. 1933 _ *
13$Êlãumo)Mondjmc, opresidepte da FICÍIIDO, foi 3553“ _
:um uma carta-bomba, no dia 3 de Fevgmro de 1969, emDall-.3M
Nkavandamc foi apontadocomo @spam Apresmuüe, por isso, a
um“
dona: a Frelímu e Elgin daTanzârua, ent'egando-se aos portugucses
posw &ontáriço do rio Rama- '_
Na sequência destes acontecnncn tos:: as mínimas polltlcas e aliam
da Frelimo foram integradas, nos nivels mais elevados, sob uma única
hierarquia da comando (Munslciw 1983). As @Rpm a nível local tam.
bém fem subtihnente mnsí'bnnadas. A maxima dos presidentes am
níveis das secções regionais e de zona fugira com Nkavandame, mas as
presidentes aos níveis local a municipal pennanemam no interior. Ja.
cinto Omar ñgumva entre estas últimos. Ele e o Seu grupo falam Obá-
gados a fazer um treino político-militar intensivo, durante seis mesa,
na principal base de retaguarda da Fulhno, situada em Nachingwea, na
Tanzânia, onde ?eram imtruídos na ideologia socialista e nos métodcg
de guerrilha da Frelimo e conscienciaíizadns da sua subordinação à ca.
ásia de comando militar (Frelimo 1977, 4647). @ganda regressam:: ao
interior, passaram a ser denominados asccretários». Trabalhavam agora
em coordenação com «comíhos» fmados ppt dcltgados locais de váa
rios departamentos da Frelimo -w por exemplo, Educação e Cultura,
Saúde, Produção e Comércio. A nomenclatura das zonas que adminis-
travam também mudúu de «town brmmb» e «local branch» para «círculo»
e «fatalidadc», respectivamente. 15 A Frelimo añnnava que as conselhos
e comitês a. estes níveis constituíam «instituições demccráticas», mas na
prática, a direcção central da Frelimo non-team os membms dos cousa*
lhes a_ todos as níveis, e eram estes conselhos que agora numcavam os
membros dos comitês. 1°

V"”Ao mesmo tempo, as «secções de: zona» tomaram-sc e as moções “55°"


na::
__ ereç: ç 1935.19jumadeclaraçãodo a [devam ardadopamd'Dn”
Rlélarê Gibson macia¡ _que as :autarquias dos
nas mms anunciadas pda guerrilha no interiur de Moçambique»àülhcim s memm
(1972; 279)*

218 219
Capítlllo 15

Jogos mornferos de esconde-escond


e
Numa manha (Ele A305t0*de_1994, Marcos lev
ante-me ao lugar ond
e, no
Em da'guena fla mdepefldencm de Müçambíqu
e, a Base Central móvel
da Frehmo eSHVEfalOCallzadat. Um pe
quena bosque de árvores altas des-
&cava-se numa paisagem desgtda de vegetação pelas
e «guardavama o famílias de agricultores
lugar mais de duas décadas depois do
is de emanuel' as nessas «credenciais», um pe ñm da guerra
queno contingente de
homens escoltou-me a mun, a Marcos e a outro
viajam 6011mch Rafael Mwakala., ao veterano da Frelimo que
longo dos caminhos que atravessa-
vam a densa mata. La dentm, restavam poucos testem
Uma única c bang cont telhade de calmo -~ que unhos físicos da base.
, segundo os nossos guias,
dnha de ser reconsmnda todos OS anos -- assinalam o local onde SaQ
O
Machel se alojava. Ao lado, estava uma bomba de naval":
com uma mãe
uma de escrê'lfer &Huge-Tita em Cima- PI'ímCira, segundo me informa-
ram, Caim prómmo da sem explúdlr; a segunda fera «capmrada» clu~
rante um ataque da Frehmo a um pasto colonial.
A111; conseguia penetrar, de algum modo, no coberto florestal, vinda
do céu mdíscemível por uma de nós. .Imaginei aviões a sobrevoar-nos e
tai a mim mesmo como sena Vlver no temor constante dos
bom-
hardcamentos aéreos. Rafael pareceu escutar os meus pensamentos.
Disse; «annclo a guerra começou, desaparecemos todos na mato. P0-
Voações inteiras sumiram de um dia para o outro no sbilzzmzt. Em shima-
konde, essa palavra significa uma mata densa, muito densa, que nunca
foi cortada «- tão densa que, dentro dela, está. escuro durante e dia»
Rafael utilizava uma catana que um dos nossos anñtriões lhe tinha
emprestado para abrir caminho através da vegetação que ameaçava epa»
gar, constantemente, os trilhos que atravessavam o local da base.
continuou: «[Lá em baixo, na planície e] aqui, no centro do planalto,
1m:th das... nascentes de água e das estradas abertas pela administração
POrtugucsa... havia muito sbilumz: onde nas pcdíamos esconder. Aqui

2:21
*5%* . , «üme
_ mu toda uma 5%? ç¡ f; 'é V m .

.que É:: mvisível m em! segura» É', a inimiga m está:


¡111,567! ic; da guerra foi mudandn :m 34:3:ng da ágiàmmím ?rã star img.
as relações ópticaãamantidas entre «oãmmmmnãwm :unmmemc
" ' * ' 531105 @cmgüs cnüh' w'
NOÉ ?31:35:33 do:: homens - 153mm mmíaããàmn ”WWW em
Para as
?domesâe maior dimensão - e assediavm as @wmmmm
::into militares dos portuguvzses (01,5% 1974 29; e de abas-
aUniãn soviética a a Europa Quental, muito; alemã afins pela

. Possan armas mais §Dñsãmdas do qm: as das tropas “mais
É¡ quem @tavam (I-_Iennks eu 1978, 32). Em todo o, um w?”
::as:mm ;esponsâvms por duas mas das hm Magias“ :7'
.case das minas e uma postura àefensíva e estáána nas ?Mal
tropashas
c? !1:5'o
hnmte, as
?ambien 1933; 44; Morales 1990, 73). Noma m w longo:: ú.
s bm .. mi
não se afãstavam muito das sua
fm”, nz cidade de Mueda e na missão de, Nang'oioio ~ c regressam:
~u a. :'v* , do anoitecer. Quando se aventuramm mais huge_ m
r rr mms sujeitos
< eram
uecumacteíparaam . M
a que chamava &3821x501; - ambos.
' andth dakmüapràncímpessoaqcom Rafael Mwakaia_ Má
&meu-mccãgqut eu &everiaenc onüa zmm
à am @das @idas e súbita. que pmduziam um número reduzido mas com.
verdade* Mm
aparência compessoas como vocà., disse-ms:ela. Na me de baixas (Manifs 19% 71)- Depois de atacaram, as unidades da
intérpreteà mim de “WMM dieñada WÍJD TSC D135.un trahaíhm¡ no ph_ . desapamcxam nuculatammte no mato circundanut. As mm
.anndo vigia: com a empad¡
naltn de Munda em finas da década &61950 para recruta¡ homens mm
Dias,Mwakaia esgneiravaase,dcppis de escurecer, duas, severas mas :sperm-«aa» dos portugueses. qu: se abatíam sobre as
as desseum-isggmtma' mma-ações dc civis suspeitas de acometem ou apoiam:: os :entaum
ammadaFmümo-Mquaüascossm coleg ada WMP¡
n. 311). Aqui. atá apesar com umwnpiarda etnografia public mma_ àa Frelimo, só serviam para gem: um grande número de refugiados, que
&m3,mnumpáginamquempodem umaf owga ñada fugiam pan a Tanzânia e em, muitas vezes, multados pela Frelimo.
Em 17 de Maio de 1970, n General Kzúlza de Aniaga - um perito em
:ksnão nos conseguem ver. Podiamos organizm os nossos ataques, fan 51mm de guerrilha, que estudam mm especialistas de contra-instumição
emboscada¡ aos soldados em ípatrulha] e multar a desaparecer na Eur americanos para aprender as tácticas utilizadas na Guam do“BMC -«
restam Enquanto Falava, Rafael mimava os actos que descrevía, aimé:: magnum a Moçambique, Mando que a sua «Operação Nó Górdio» acaw
trac-
o seu inimigo imaginário com as descargas de uma arma automátim batia 00m a Frelimo até ao final do ano. Kaúlza d: Arriaga utíüzou
!Nós éramcs Mvisíveis; eles não podiam fazer nada. Por isso, tinham toIcs dt: berraplcnagcm e pulvarizaáores de desfblhamcs para absir um:
de nos sebrevnar, abrir caminho através da floresta e queimar G cabem rede deconedores de vigiiância na densa mata do planáw-Lançeu 501?*
te again
Homital. para chegar até nós. Aguerra em isso.” ba; de W617” sobra alvos de guerriíha e civis, e recorreu a umfor
Seguimos os ofhos de Rafael, que se elevam para o céu. _ aéreo para proteger os mais dc 35 000 saídados pormguescs envolde
cm missões de limpeza de ubusca e destruição». Ao Em de alguns meses,
«Tüümmm de nos manter um passo à Benta, sempre Fora dt“Suri
hablhdadt 00m
mm dm aviões, prontos para nos abrigam-nos ou mudarmos
de 130139 mma Os custos operacionais, a fadiga do exército e a
de um momento para o outrem que a Frelimo escapam a estes ataques levaram os WINE”“ a emma:
@missões de limpeza menos dispêndio-sas (e 111611195 65433165) a P'.
*Iti- n

e, tal como nos foi descrita W405 por W222: e ;chama-minas qu: não 00115591131“ avançar mais
Agua“ da inderdÊnCia de Moçambiqu áe“um a dez quilómetms por dia (Meda 1990. 97)
9°' @lides que ncia combatemm, foi um arriscado jogo de EMM#

2-23
_ à r

nas zonas daminadas pela, Fê“ãââfñi. WWE¡ w


Maga mama aplicar outra mana do mm“
w m mm “a“
.

MÁS os «coração E a malte”


rã:: ou
das pogmaçoes
pela
residentes nas zu a (3%
Foram Enviados :1.33
1669631 305 seus apoiant es a dcmsm em da @ímã
. à e§ . da estaçãa das chuvas, em Nm'czmêjm
&sãofnâfímaga a inspendcr a Qpcraçàc Mú mw:: "gm
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ioío) (com) gala-m :11135 não so :Em a Mimas mas Mbém 8mm a papai??
"Fajã de de Mucãa e a zona cantigas a nussa:: de Naugh Kaálzaçãü
de Vitória61de.bases
::hampm da vadmção. Foram apresentados pmiectm :de as* @macias *immdw'
;x a eram Premamros. Apesarosde@mm
Cetim“ ter «capturado» c já;

F
volvimcnm às
.
lücais Em akcmativa ao «ten-0m
. t id
“tn-h M135 mtos (Beckctt 1935, ISS), encontrara a maioria destas mma
us ad os los gu
peIOla emlhmmth síl
@bmomas pm avâñ
agamdgwms e o mesmo açontíeccra, de um modo geral* mm os 3mm:
ão » ca
Ç As zona s cont das pela mu
@Damos «avisa Os gpemlhelros da Frelimo e a população entre a qua;
de gue mih os and
ezrque raiosus e de: *1m “mm-se habxlmente na Homta sempre que Os penume se
lançam“ @1115105 60m ima
-
gem
des port ugue sas, Os ac'o 1h¡um cal
- às autlondfq
dos a render se mn 198 3 vam-
da va m dm he uo pel as suas mas men KPMÚ comme, a Frelimo ;magia saber sempre onde os portugueses
:ente e lhes
&Iansmitiam mensagens de lázam Nkavand _
atas vam e ser capaz de as atacar Impunemmte. Em 39m, as bm dos
do quê a 9:11:20 ?Cn-
::É- :IÉÉCÊOHBI da Freümo dissidente -I- chlaraíl ;massas foram consideravehnentz mais pesadas do que nas ;mos an.
traido o povo maconde e qu; os gucmlhcuos ;a nã?
eram hmm““ :cf-Wes, pois os destacamentos da Frelima dividiam-se em Em?“ eme_
em solo macondc. Alguns awõcs chagavam a transmltír mensagem m mamas:: mówis de três homens, mmandu as estradas por detrás das
m me pin_
vadasem shimakonde - uma táctica de que os franceses tinha _gritar › dos pci-ni guem Que as abriam e @mandando-cs em locais onde
boscada_
neíros na e no WMM: e a que as populações cham avam ::tdi montardhes em
' cn 1983, 103).2 A voz mais frequentementg mim Para a Frelimü e as seus apqiantcs, porém, o piorainda estava para vir.
do céu»
era a de Nkmndasnt, que dizia à população para abandonar o mato e @um os «sucessos» inocuclmwos do Nó Górdio, os portugueses foram
pôr fun a uma guem em que elzs, macondcs, estavam a sofre¡ grandes
perdas) No mesmo pariodo, oferecem:: a vários macondcs que tinham
sido presos pela PIDE, depois do Massacre de Mucda e antes da sum¡ ' Em ¡96'! a PIDE, mb a uma denomimção de Direcção Geral de Segurança, mx
DGE, começou a un'iíza: um »cmtm de reeducaçãm dencmimdo «Ctmxa de Rompe-
a possibilidade de @lerem libertados, se coÍaborassem com um plano _ nçãa d: Termrisw da Machava» para «reabilitm os priskmu'ms politicos (ver Mein cial
«organizado por Lázam íNkavandameh, Segundo lhes disscram - para 1934. 223; Opcllo 3974, 33). A maioria dos escolhidos pan «trabalhar com Lázma» pm-
winha deste programa ou da prisão de Mainha: (ver em Fatima 19m, H, um ;alem dc
Mnmbu Shanti que Foi «cantado» para panícipar). Depuis de ::1mm ::as zonas da
Belima, muitos dos que «aceitamm trabaihar mm os portuguesa: dimram às autorida-
des (ka Frelimo para que é que tinham sãáo Enviados. Fem ilt'.le.r›insh'nídas» e «regim-
'Amdmmgñar destespmiectos :mm unida-mentos_ aldeias pianiñmdasqmsw 'ÚW 13th scgumma da Frelimo c., nalguns casas. acabamn para:: autorização; a ;unter
WWE. devil-'1m assegurar cuiàadus de saúde, água potável e eàucação mw ha- «ae denovo àsuacausa. Outros - o mais famoso dos quais @Amnésia Chitami,
bímntu, mas que, de facto, constituíam pequenas povoados estratégicos. Conqu de *5013130*raçãc» e executado pela Frelimo - partem ter honrado osseus compmnuswã
'ut mvíms aldeamntos na pane sul de Cabo Delgada, mas na pm: norte do dam' “3m 05 Portuguesa. Para um tratamento mais pomenowdn destes awnmdnmm s,
Mia¡ só foi çonstmído um pequeno númem (em redor da cidade de Mazda :ao WI 'West (200%; .
*MEO da &www; mumbai). apesar dos muhicimos pinhas de fazer alagamentos an dc comandantes e ::111mm
k“âf;E m? ?mma(ver 0mm í974, 33; Cama m3, asim¡ naW ”1mm (1933: 51) relata a deserção Operaçã o Nó Górdio.
. s mmcêmaauñli odestatémica Vasfmças mas “E“ mpi“ guerrilhzims. em muitado da (anne cursos):insem-
dm Wendência do Zimbabué. W pel E . Mm!“ *filma qm: milhares dc membros da Riba macondc as armas I: à
a dcpusessem
cu 7 m* Êm “WS“ a0 apelo de Nkavandame a que as mamad
a Mui”““ Midas insistiam queuma alavmsdeiámoNkavmàame um » (1990, 104). _
doa
memem fomaladas Para transmitir aspmensagem aposta à que os portugal“” P” Pré?“Pmpasmda de panfletos de Portugal
mu as suas operações na Wma dt Tm* am'
Pular m. Chã:: verdadeira que: aaa, em percepção indicava não 5,5 a mamã No mas““ ano.. a Frelimo intrmsifi
mo contra Nkavandñmírm m“ 0 tio Zambm pela primeira mr.. Este Facto obrigam os W
tambêrâmdw “a “Timba de aviltamento da Freki tm a nova maça e pcm-¡ítiu que a Freíimo pudesse em
mamy““ “umhmnm da Popuiação na ideia da !um ~

2234 225
y fm* aWM!
. _

a alterar novaman a esmaga minar pm I erra portuguesaem Maçamêx


mmwa í aéír. K ãf, íw_üda Fm
b - dos . \ a do mod
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. &duzir aan1“” &agêglem Mozambàyüe Ra &Mamúu
çãwüãrças íãu
b ÂaÀr dãscíã . .aíg esa s em . em z i -m La
:a hmo Q 2,
açaí“. ue“$11 :1:23 Por Machado, nesse ano
::23.35% 1972, foram Ênhíiâas contra &Fre
.

mamão de agentes ngsnossaszonas mmiñmw nas '1'


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as 6815¡- e maior ,4090“ mmbagcntcs, que fingem se: soldaàos da galã:: :nêadggmmo

iããífàggpe molhe «leãwaataquesmaisme 4““?


conseguiam passar pieríodOs consndemicm longe fia base! ln ; 0m¡
os Il açãgi violam as mulheres e roubam as alheias. n Tudg Emafãlcmn:
“m“
g dos “abel 'ÂaaFrchm'°'
lendosamente os siços de, concenme e aCthCÊad
quanto os GBP ?acham atacar subltamepte a parar do 31._ m.
U que W
os te W moím má
Sam ñcMac
ora asua
mmhel ea::-
seu da
e oIma
wc¡ Wakala descreveumos as efeitos produzidos 1 C gnms
:“i mo
ição MP
, c cor nzm dan da Fr eh
Pacidades das forças amadas portuguesas: «Eles abriam§ um :0% ca. . ,383mm incessantemente a nacessidade de «vigüâmw em“
. .
amem com bümbas de ”@WJ A sem' “nham os hehópwmeim ' ' ?Mgmtps da orgamz'ação e as PDPulaÇõcs a seu Cargo (ver, Por exe-MPI?
çavam soldados na zona. Eles 1a chegavam a0 solo a disparar c m. *E* ~\ WD 1973; 4). Durante :ste período, o posto de comando main; d;
as voaçõcs e as colheitas. AD mesmo tempo, os heim) o, Base Moçambiun, foi dividido em quam¡ subbascs. As opc-
ais pessoas. Matavamlpãíím›
:É são circulo, a disçarar sobre taçõcs militares eram; orgãmzadas MÚÇWblí-EUEÀ. também chamada
Em A era gerida Pela Moçambique B, que também
matavam, matavam. Nunca Faziam pnsiuneims. Tudo isto deixmrm'P**
_. pãxm
_'zo.n _ va a defêsa aerea da Moçamblgue A. A Moçambique C supenrir
pula çao em @e m
mam uúlizaçãg sim a produçãc de? culturas e a :nação de gado. A Moçambique D
Estes ataques eram complementadas por uma
stal como as 5m¡ (km dançava-sc em cxciuswo questões de segurança interna. O chefe de
folhantes para puivcrizax tanto o cobertt? flore segurança provincial Salésm Teodoro Naíyambipano e o seu adjunto
dução agrícoia (Frelimo 1972, 6). A Frcluno acabou por Itapema.:ng Mais ..145mm Lidimo -› ambos nativos dc Maeda -› trabalham a parti:
a integação de mísseis tax-Iara: (SAM) na seu arsenal de armammtn, na de Moçambique D, em coordenação com agentes de segurança c uma
intuito de centraliza'. a superioridade aérea portuguesa.(Bedggtt1985:146), rack de infomadores espalhados por todas as zonas Ebertadas da Fra_
gmy
mas esta medida não pôs fim ao reinado de tcímr dos pomg lima; a sua função era manter a «vigilância» contra potenciais «inimigas
Nas memórias da maioria dos antigos guerrilheiros e dos civis, mm
ivas do lutamos».
:ração e a espionagem foram as características distint Os suspeitos ou acusados de sabatagcm ou de colabomçêu com 06
1973 mm
Kaúlza de Arriaga,General Tomás Basto Machado, que em mgueses eum lavados pela segurança da Frelimc para a Moçambique
91.43» (cama a sub-base era geralmente chamada) tts53W- *0 que diziam!
um guerrilheiro
“Krigerü'JSZ, 112) :Ima uma estratégia semelhante para WIFI ° W* : dividida em duas zonas. Uma, Segundo as paiawas de
_ um¡ que @hábil come supervisor de uma herdade: colectiva cia Frelimo
RodêáadoSuLnoñmídadécadade 1970.
9 meiksen (1983) indica' que estas ferças contavam com WWÊÊE a¡ m ?15mm de D, era reservada a prisioneiros «que tinham cometida P553“
3000 GE e 3000 GE?, no fim da guerra. Segundo Caim (1973. 32%05 . ,É dus peguenasx Muitos deles eram mulheres que tinham «fàlado mal
msn, na wa ¡mim-ia, guerxilheim da Frelimo capde que *cederam a ' C0'
,. !mw da “11mm“: alegadamente eram obrigados a trabalhar nas hcdadf'â
estava tem.
exército coloniai. .ums na produção de 31th para a base. A outra zona
1° Beckm (1985, 154) uam. que, em 19'73-19'74, as portuguesas “ml-dm,me
mbãqm dm Fiat G92, quinze aviões de instmãân T6 Nord”“
MWM Monark, dois