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Apontamentos

Finanças – fazenda pública; erário público; ciência de problemas financeiros; estudos


financeiros de um Pais.

Financeiro – que conhece a administração e os recursos do estado.

Financista – pessoa usada em assuntos das finanças

Fazenda – rendimento público; Finanças públicas; grande propriedade rural agrícola ou de


criação de gado; prédio rústico; terreno cultivado, bens; rendimento público, os rendimentos do
Pais; o terreno público.

Público – relativo ao povo, que é de todos, comum; que serve para todos; povo em geral;
auditório.

FISCAL – relativo ao fisco, feito em benefício do fisco, empregado do fisco; empregado


aduaneiro; individuo encarregado de fiscalizar certos actos ou a execução de certas disposições
legais, especialmente por incumbências do Estado, junto de empresas particulares.

Fisco = Latim = fiscu (cesta para dinheiro) – fazenda pública erário; parte da administração
pública encarregada de cobrança dos impostos.

Fiscalidade – designação dada, em geral, ao conjunto dos impostos em vigor num determinado
espaço.

Aduaneiro – relativo à aduana, alfandegário, Aduana = alfandega; impostos alfandegários.

Alfandega = repartição pública onde se os direitos sobre as mercadorias que entram e saem do
Pais.

Finanças – A questão de finanças está ligada a ideia do dinheiro (Metical).


Com o desenvolvimento da humanidade, hoje finanças é uma ciência que visa estudar os
aspectos***** da economia, onde o processo económico se caracteriza por quatro estágios:

Produção

Distribuição

Processo económico Troca ou escambo (troca directa)

Consumo

Relação entre Finanças e Estado – trata-se de uma coisa pública. O estado para realizar a sua
actividade, carece de dinheiro para pagamento de despesas nas áreas, por exemplo: Saúde,
Educação, segurança, justiça… etc – assim aparece finanças públicas.

Finança pública – é a aquisição e utilização de meios financeiros pelas actividades públicas que
incluem o ESTADO, AS AUTARQUIAS e entidades para estaduais.

O Estado, as Autarquias e outras entidades para estaduais tendem afectar bens e esses bens são
para satisfazer as necessidades do povo.

Finança privada – é diferente da finança pública por exemplo: finanças privadas = empresas
privadas) – sobrevive pelo **** da sua produção.

Estado ou Finanças públicas = Impostos.

1.2 – Direito Financeiro – é o conjunto de normas jurídicas que regulam a actividade económica
do Estado ou outro ente público com vista à afectação de bens que regulam a obtenção, a
gestação e o dispêndio dos meios financeiros públicos, ou ainda, o ramo do Direito que
disciplina juridicamente a actividade financeira do estado. (Teixeira Ribeiro e José Joaquim -
lições de finanças publicas﴿.
O Direito Financeiro regula, pois, mediante um regime próprio ou parte (porque não é único,
existem outros Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Comum) da actividade
financeira do Estado. Parte porque …

1.1 – A Actividade Financeira do Estado – é aquela que visa satisfazer as necessidades


colectivas ou alcançar outro tipo de objectivos económicos, políticos e sociais e se concretiza
na arrecadação de receitas e na realização de despesas. Portanto, actividade financeira
caracteriza-se pela satisfação das necessidades colectivas ou públicas.
 Aqui encontramos, a utilização de meios económicos por entidades públicas – logo a
actividade financeira, deve satisfazer necessidades públicas ou colectivas. Ex: saúde,
educação, defesa da soberania.

Assim, o estado e outras entidades públicas, desenvolvem uma actividade denominada


actividade financeira.

Objectivo das actividades financeiras.

- Aquisição dos meios económicos que assegurem a satisfação das necessidades publicas.

- Correcto emprego nos meios obtidos

- Coordenação entre os meios e as necessidades públicas a satisfazer.

1.4 – Receitas púbicas – são todos os meios económicos obtidos pelo Estado e depois usados
para a satisfação das necessidades públicas .

CONCEITO DE RECEITA

Receitas públicas estudam-se no Direito Financeiro e igualmente são de natureza complexa.

Tipos de receitas públicas mais frequentes em Moçambique

1 – Receitas patrimoniais – que provem do rendimento do património que o Estado dispõe. Aqui
encontramos os preços, quando deriva de comercialização dos bens patrimoniais.

Temos receitas patrimoniais do domínio privado - quando as receitas provem do rendimento dos
particulares. Ex: lucros, rendas, juros, etc.
- Receitas do domínio público – sujeitam ao regime de propriedade pública.

2 – Receitas provenientes de taxas, emolumentos, tarifas, licenças ou outras – correspondam


importâncias cobradas como contrapartida de prestação de serviço de utilização individual ou
fornecimento de bens, pela entidade pública ou particulares.

3 – Receitas provenientes de multas, juros de mora ou compensatórios, confisco, coima.

Nestes casos, os entes públicos cobram determinados valores a título de sanções pecuniárias
cominadas para certas condutas ilícitas ou mesmos valores compensatórios por razões de mora.

4 – Empréstimos, que pode ser voluntários, forçado, interno ou externo.

5 – Emissão de moeda – é também uma forma de receita para fazer faces despesas.

6 – Receitas públicas, multilaterais; bilaterais e unilaterais provenientes de países estrangeiros ou


organizações não governamentais, a título de donativos ou doações (prestação voluntárias) ou,
ainda, a título de indemnizações (prestações coactivas) Ex: grupo de derivados.

7 – Receitas provenientes de impostos, que constitui a mais importante receita do Estado e


núcleo de ******.

Impostos ou receitas tributárias.

Alguns autores classificam as receitas publicas em:

 Receitas voluntárias ou Direito privado


 Receitas coactivas ou Direito Público

Esta classificação baseia-se do ponto de vista jurídico.

Receitas voluntarias no do direito privado – são aqueles em que os respectivos montantes, o


preço é estabelecido por via negocial e não por imposição do Estado.

Ex: as cessões de exploração que assistimos em que o Estado é proprietário de um dado


património, “negoceia” o preço com o concessionário. O estado aqui, intervêm em pé de
igualdade com qualquer particular, acesso do empréstimo.
Receitas coactivas ou de Direito Público – são aquelas receitas em que o Estado fixa o
respectivo valor unilateralmente por via legislativa e no uso do seu “jus imperi”, ou apenas
sujeito do direito público. Estado impõe aos cidadãos independentemente da sua posição.

Ex: as próprias taxas que se pagam nas escolas públicas, principalmente nas faculdades;
impostos sobre rendimento de pessoas singulares que os trabalhadores das empresas pagam.
(verdadeiro imposto).

Actividade financeira do Estado – é a acção em que esta desenvolve no sentido de realizar


despesas públicas e de promover a obtenção de meios indispensáveis à cobertura das referidas
despesas.

A actividade financeira do estado é uma actividade social, e sendo assim, subordina ao Direito
no sentido de disciplina, essa mesma actividade, bem como reger de regras jurídicas próprias.

Actividade financeira relativa ao património privado dos entes públicos, subordina-se ao Direito
privado. Ex: arrendamento de bens do Estado ou património do Estado – as regras jurídicas ou
Direito é chamado para regular ou disciplinar essa actividade.

1.2 – Autonomia científica do Direito Financeiro.

O Direito Financeiro, tal como qualquer ramo do Direito, caracteriza-se por ter uma função
própria de que decorrem conteúdo e normativos próprios e regimes específicos, autónomos,
coerentes, axiologia e normativamente unidos, e por ter instituições e vida própria. (Armindo
Monteiro).

Estas características delimitam-no como um ramo de Direito com uma relativa e convencional
autonomia.

A autonomia que é defendida é legislativa didáctica e cientifica, assim, não havendo divida que o
Direito Financeiro cifra-se na existência de Leis próprias e de um sistema próprio de fontes,
constitui em muitas escolas uma disciplina especifica no plano curricular dos estudos.

O direito financeiro aceita normas subsidiárias de tratamento das matérias, desde que não haja
confronto com os princípios próprios deste direito.
2 – DIREITO FISCAL
2.1 – NOÇÃO DO DIREITO FISCAL

DIREITO FISCAL – é o conjunto de normas que disciplinam as relações que se estabelecem


entre o estado e os outros entes públicos, por um lado, e os cidadãos, pelo outro, por via de
imposto. Mas concretamente, é o conjunto de normas jurídicas que regulam o imposto nas suas
várias fases.

Fases: incidência, lançamento, liquidação e cobrança. (Ibraimo ibraimo e Teodoro Andrade


Waty)

Portanto, o Direito fiscal designa o direito relativo apenas receitas coactivas.

Os termos da relação jurídica – fiscal são por um lado o Estado como sujeito activo ou credor do
imposto e, por outro, ou o passivo ou devedor do mesmo imposto.

Estado- (sujeito activo ou credor)

Relação jurídica fiscal

Cidadão ou outra pessoa colectiva (sujeito passivo ou devedor)

Também nesta relação jurídica – fiscal, encontramos autarquias, no âmbito local.

Autarquia – (sujeito activo ou credor)

Relação jurídico-Fiscal

Cidadão – sujeito

Qual é a relação que existe entre o Direito Fiscal e o Direito Tributário?

Direito tributário – é mais abrangente incluindo as taxas e outras categorias de receitas públicas.

 Direito Tributário – incluindo as normas que disciplinam a recolha de meios económicos.


Diferença:

O Direito Fiscal estuda o direito relativo apenas as receitas coactivas, enquanto o Direito
Tributário vai-se tratar de receitas coactivas (imposto), e vai mais além, incluindo as taxas e
outras categorias dos impostos, razão pela qual os dois direitos são sinónimos (usualmente).

Exemplo do Direito aduaneiro; vai mais além até ao contencioso fiscal, aduaneiro (impostos
alfandegários) questões de entrada e saída de mercadorias quase paga ao Estado); as coimas, etc,
portanto, tudo isso trata-se no Direito Tributário.

FASES

Incidência – sobre o qual recai o imposto. Ex: IRPC incide sobre pessoa colectiva; IRPS-* incide
sobre pessoa singular.

Lançamento – registo, quando se determinam as pessoas que vão pagar – refere-se actividade
administrativo ou da administração.

Cobrança – acto de cobrar, arrecadação de quantia, receber divida, pagar-se.

2.2 ÂMBITO E ENQUADRAMENTO DO DIREITO FISCAL

Direito Fiscal é a disciplina jurídica dos impostos, apesar da sua dicotomia, pois, ele é o Direito
Público. Mesmo no uso de critérios: - Critério de interesse – o imposto é emanado pelo Estado
e visa para satisfazer as necessidades colectivas, bem como, critério de posição, o estado actua
com Jus Imperu, portanto, o Direito Fiscal é o Direito Público na medida em que, um dos
sujeitos da relação – Estado esta no plano superior ao lado do outro sujeito que é o cidadão. O
Estado goza de benefício de execução prévia.

Razão do Direito Fiscal ser Direito Público

a) Tutela fundamentalmente interesses colectivos.


b) Nas relações tributárias um dos intervenientes são **ente publico ou exerce funções
públicas. Ex: Autarquias Locais
c) Nas respectivas jurídicas esses entes públicos surgem em posição de supremacia.
d) Dispõe de princípios jurídicos próprios.
O Direito Fiscal prega as normas de outros ramos do Direito e elabora os seus princípios, razão
pela qual o Direito Fiscal é imoral.

2.2.1 EVOLUÇÃO DO DIREITO FISCAL

O Direito dos impostos, Tributário ou Fiscal forma-se em longo processo, através da


cristalização das convicções políticas generalizadas e estáveis e mais tarde tornou-se um
princípio da votação de orçamento.

Sem esforço de rigor histórico e científico, são quatro períodos da evolução do Direito Fiscal e
cada qual em suas características próprias.

1º Período – até ao renascimento – a exigência dos tributos era resultado da vontade das
necessidades e da força de costume local, que se podia exercer sobre os súbditos (vassalos,
subordinados, dependente).

2º Período – período da época clássica. A contribuição dos cidadãos para a satisfação das
necessidades públicas, era feita através do imposto que era cobrado de acordo com regras
definidas e estruturas.

3º Período – período da Revolução Industrial – o Imposto se transformou no instrumento Politico


ou nos outros casos em que perde interesse como instrumento financeiro, dando concentração no
Estado de propriedade e dos meios de produção.

Como um instrumento de redistribuição da riqueza nacional e de garantia da justiça social.

4º Período – Período contemporâneo – o imposto passa a ser uma arma para os objectivos
financeiros, Políticos, económicos e sociais, e se torna ainda uma alavanca do desenvolvimento
económico-social.

Em Moçambique, temos três períodos essenciais:

 Período antes da colonização;


 Período colonial;
 Período depois da independência.
2.2.2 AUTONOMIA DO DIREITO FISCAL

Os Fiscalistas defendem a ideia de autonomia do Direito Fiscal, argumentando que este tende a
organizar-se segundo princípios e regras próprias, como por a natureza das regras de incidência,
liquidação, lançamento e cobrança dos impostos, bem como o relevo especial dos princípios da
legalidade e da igualdade.

Oliveira Salazar diz que, o Direito Fiscal é o Direito autónomo com uma formação própria, com
princípios especiais que dominam o seu desenvolvimento, e não é preciso lançar as mãos dos
princípios estranhos senão quando nesse ramo a parte do Direito os não encontramos provas.

Os administradores defendem ao contrário dos fiscalistas, defendendo-se que é o ramo especial


do Direito Administrativo.

Os juristas moçambicanos apoiam a ideia dos fiscalistas embora, a matéria do Direito Fiscal
esteja em constante modificação e mexe vários ramos do conhecimento, e que precisa sempre
actualização dos juristas.

2.2.3 – CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS DO DIREITO FISCAL

O Direito Fiscal é um ramo de Direito que para atingir os seus propósitos, incorpora e modifica
na sua passagem princípios e conceitos jurídicos já elaborados.

O que acontece é que o objectivo e os interesses titulados por Direito Fiscal são de superior
interesse público, e através das suas normas se procura fazer uma redistribuição da riqueza nos
moldes em que, teoricamente deve servir a boa justiça social.

Ex: código do imposto fala que rendimento de 1rps remuneração em espécies e rendimento do
trabalho lembre-se – esses conceitos fogem da Lei do trabalho.

2.3 – RELAÇÕES COM OUTROS RAMOS DE DIREITO

Embora autónomo, O Direito Fiscal não é uma disciplina estanque, portanto, na enciclopédia
jurídica se encontra dependente e ligada com outros ramos de Direitos, que são:
DIREITO FISCAL E O DIREITO CONSTITUCIONAL

O Direito Fiscal subordina-se as regras constantes do Direito constitucional material, e inerente


ao estado de Direito e que são constituídos por princípios que se importem aos próprios
legisladores. Trata-se de princípios da constituição material do Estado do Direito. Ex: Artigo 35
(princípios de igualdade) mas não é exclusivo ao Direito Fiscal, igualdade Tributaria); 82 nº 2,
66 nº 1 CRM.

Rigorosamente, em termos específicos, só o artigo 100 e alínea o do nº 2 do artigo 179, 127 da


CRM, e são exclusivamente fiscais. (constituição fiscal).

DIREITO FISCAL E O DIREITO ADMINISTRATIVO

De facto, todas as actividades de lançamento, liquidação e cobrança dos impostos seguem um


processo administrativo, que é conduzido por órgãos da administração pública.

Os órgãos d prevenção, fiscalização e cobrança tributaria exercem uma efectiva actividade


administrativa..

Ainda que se reconheça autonomia desses dois ramos do Direito, as relações entre si são bem
íntimas.

DIREITO FISCAL E O DIREITO PRIVADO

Outras vezes, conceitos com um sentido próprio em direito privado são utilizados pelo direito
fiscal noutro sentido. É o caso privado são utilizados pelo Direito Fiscal noutro sentido.

Ex: quer no Direito Fiscal bem como no Direito Privado usa-se conceito Transmissão ( da
propriedade), de prédio, proprietário, comércio, compra e venda, doação, pessoa colectiva,
sociedade civil, sociedade comercial, etc;

O Direito Fiscal, algumas das vezes, acolhe conceitos do Direito Privado, com sentido técnico
jurídico que às possuem.

Ex: conceito de obrigação – as regras da relação jurídica obrigacional do Estado e contribuinte


são as regras de obrigação do Direito Privado.
DIREITO FISCAL E O DIREITO FINANCEIRO

O Direito Fiscal é o Direito Financeiro especial, exactamente porque tem princípios próprios e
distintos dos que tem o Direito Financeiro e que determinam a autonomia, já suficientemente
defendida.

DIREITO FISCAL E O DIREITO INTERNACIONAL

A integração da economia numa zona mais vasta do que o território nacional, tem também
incidência no campo fiscal.

Esta circunstância levou ao estabelecimento de relações jurídicas entre os estados, para evitar
que a mesma situação seja tributada em mais de um deles ou em nenhuma.

O governo de Moçambique tem vindo a celebrar com diversos países, convenções, acordos para
evitar esses fenómenos de dupla tributação e evasão fiscal ou fiscal internacional.

Dupla tributação – isto acontece no ponto de vista referente da carga fiscal. Este fenómeno existe
sempre que os impostos de dois ou vários Países se sobrepõem de tal maneira que a pessoa
tributável em mais de um país tenha de supostos uma carga fiscal mais elevada do que aquela a
que estaria sujeito apenas a uma jurisdição fiscal.

Há também dupla tributação quando um mesmo rendimento é tributado em mais de que um pais.

Para evitar a situação de dupla tributação é necessários acordos entre países. Esses acordos
evitam resolvem os conflitos internacionais entre os sistemas jurídicos tributários internos de
cada pais com os de outros países.

DIREITO FISCAL E O DIREITO CRIMINAL

O não cumprimento das obrigações fiscais está sujeito a sanções. Em todos os códigos de
impostos existem um capitulo relatório as personalidades no qual se estabelecem as respectivas
punições e as regras de procedimento. Algumas sanções são de carácter pecuniária; outras são de
âmbito criminal com pena de prisão, conforme a reforma fiscal introduzida pela Lei 15/2002 de
Junho.
O direito fiscal prevê um conjunto de normas sancionatórias cuja previsão é a violação de
normas de conduta fiscal e a estatuição de sanções para os prevaricadores, tais como, juro,
coima, multas, ou ate prisão.

O governo prevê a punição com pena de prisão de 2 a 8 anos no caso de reincidência com dolo.
Também são previstos a punição nas situações de simulação em prejuízo de Fazenda Nacional,
Viação, falsificação, ocultação, destruição, descaminho ou inutilização de contabilidade … as
sanções podem ser punitivas, administrativas ou criminais.

Direito Fiscal e o Direito Processual

No Direito Fiscal há normas que regulam o processo fiscal, gracioso ou administrativo ou


contencioso ou judicial, dai que a regulamentação processual tributaria conforme a natureza do
processo Fiscal. Também podem-se chamar os princípios processuais Civil, penal ou
administrativos.

5 – PRINCÍPIOS DO DIREITO FISCAL

1 – Princípios da Legalidade – reservam a Lei formal e a lei material. É o acto próprio a


Assembleia da Republica.

Ex: artigo 100 e 179, Nº 2 alínea o) 127 todos da CRM.

2 – Principio da capacidade contributiva – este principio tem duas funções:

2.1 – Função de garantia – no sentido de que só pode ser tributável aquele que tem capacidade
tributaria.

2.1 – Função da solidariedade – na medida em que todos os que tenham capacidade tributaria
deve pagar os impostos, na medida que dispõem dessa mesma capacidade. Ex: os que hoje tem
capacidade tributária, amanha ****** não as ter e os que não tem hoje amanhã os terão.

3 – Princípios de igualdade tributária – impõem a proibição da discriminação, arbitrariedade no


âmbito do direito fiscal. É de consagração constitucional directa.
4 – Princípios de eficiência funcional dos sistema fiscal

O sistema fiscal para além de contribuir para a satisfação das necessidades financeiras do Estado
deve ainda atender a justa repartição de rendimento e riqueza e a diminuição da desigualdade
social.

5 – Principio de anualidade – segundo o qual a cobrança de imposto deve ser autorizado


anualmente pelo parlamento ou Assembleia da Republica.

6 – Princípios de dignidade – segundo o qual, a equidade deve estar presente na solução de casos
concretos e nos casos limitados, em qual a lei confere a administração fiscal uma certa margem
de livre apreciação na determinação da matéria colectável.

7 – Princípio da protecção de boa fé – de acordo com este, nos casos depois de certas margens,
deve entender-se que a administração esta vinculada normativamente a agir dentro dos limites de
boa fé e deve ser igualmente, tendo em conta dos contribuintes.

8 – Princípios da proporcionalidade ou de proibição do excesso – não se deve agir mais do que


seja necessário para atingir os fins.

9 – Princípios da igualdade – perante a Lei todos são iguais – artigo 45 da CRM

10 – Princípios de indubio pró-fisco – em caso de divida pode-se beneficiar a favor ao fisco. Este
princípio não se aplica no Direito Fiscal moçambicano.

11 – Princípios um dúbio pró contribuinte – segundo o qual em caso de duvida deve beneficiar
ao contribuinte.

12 – Princípio de retroactividade do Direito Fiscal.

3 – FONTES DO DIREITO FISCAL

Não se estuda nenhuma disciplina da enciclopédia jurídica sem se conhecer e discutir as


respectivas fontes.

Importa, porem, que se domine a conceito de fonte uma vez que o seu sentido não é único.
A expressão “fonte de direito”, numa acepção técnico - jurídico formal, refere-se aos modos de
formação e revelação das regras jurídicas, ou seja, as formas do seu aparecimento e
manifestação.

As principais fontes do Direito Fiscal são:

a) A Lei – norma jurídica criada e importa por uma autoridade com poder para o fazer
(poder legislativo), Lei no sentido restrito.
b) Costume – norma jurídica resultante da prática repetida e habitual de uma conduta
encarada como obrigatória.
c) A Jurisprudência – orientações que, em matéria de determinação e aplicação da lei,
decorrem da actividade práctica da aplicação do direito pelos órgãos da sociedade para tal
encarregados (os tribunais)
d) A Doutrina – actividade de estudo teórico ou dogmática do direito.

A lei e o costume internacional – são fundamentais, modo de formação de normas – Fontes


directas ou imediatas.

A jurisprudência e a Doutrina – são modo de revelação – Fontes indirectas ou mediatas – pois


não criam normas jurídicas.

3.1 – EM MOÇAMBIQUE OU NACIONAL

- A Lei – é a fonte imediata ou directa, artigos 100, 127 e 179 da CRM.

Costume

Jurisprudência Fontes mediatas

Doutrina

Sobre a lei, pode-se considerar a Hierarquia

1- Lei constitucional – (encontramos princípios fundamentais)


2- Lei ordinária – (Assembleia da Republica)
3- Decreto-lei – Assembleia da Republica delega ao Governo
4- Decretos – produzidos pelo governo no âmbito da sua gestão do Pais.
5- Regulamentos – são normas demandadas de órgãos administrativos, no desempenho da
sua função administrativa. Portanto, excluem-se regulamentos internos sob formas de
ofícios.

Ex: Circulares, instruções administrativas – não são fontes do direito fiscal.

3.1 – FONTES INTERNACIONAIS

O preceituado no artigo 18 da CRM, pode-se concluir as normas constantes das convicções


internacionais, regulamentos aprovados e que vigoram na ordem jurídica interna moçambicana.

4 – HIERARQUIA DAS FONTES DO DIREITO FISCAL

É sagrado em Direito e também aplica-se em Direito Fiscal, que uma norma de posição
hierárquica superior prevalece sobre as de nível inferior, em caso de incompatibilidade.

4.1º - Princípios Tributários Fundamentais (que podem integrar) Costume Constitucional e as


normas do Direito Internacional.

4.2º - Constituição – Princípios fundamentais – Lei Constitucional,

4.3º - Normas Internacionais Comunicacionais – artigo 18 da CRM,

4.4º - Lei Ordinária Formal

4.5 – Regulamento

6 – INTERPRETAÇÃO DA LEI

Interpretação é a determinação ou a fixação do sentido e alcance da Lei, isto é, o esclarecimento


do pensamento do legislador (mens legis) e o fim da eli (ratio júris).
As normas jurídicas, bem como, as normas fiscais tem de ser interpretadas, isto é, regras que nos
habilitem a descobrir o seu sentido e o seu conteúdo.

Dentre os vários critérios mencionamos alguns:

a) “in dúbio contra fiscum” – principio de que o interprete, quando não lograsse alcançar o
sentido exacto das normas, deveria, na divida, optar pela solução que fosse favorável ao
contribuinte ( na duvida contra o fisco) – este principio é afastado devido o principio da
igualdade que constitui uma garantia do contribuinte.
b) “in dúbio pró fisco” ( na duvida deve decidir-se a favor do fisco) – baseia-se na ideia de
que os interesses colectivos de obtenção de receitas para a satisfação das necessidades
publicas se deviam sobrepor aos interesses individuais. Este principio não reúne
consenso, porque prejudica o Cidadão.
c) Interpretação literal – as normas fiscais devem interpretar-se de acordo com o sentido
estrito das palavras da lei, não sendo permitida a interpretação extensiva e analógica
porque a Direito fiscal não tem uma estrutura lógica interna forte e consequentemente
pode-se prejudicar o cidadão contribuinte.
d) Interpretação funcional – o sentido exacto e alcance da norma fiscal só se aprende se se
estiver presente os diversos aspectos do fenómeno Tributário: o Politico, o económico e o
jurídico e o técnico.

Deve ter uma cautela no uso deste critério, para não cair na situação não previsto no espírito da
lei.

Posição ou Solução a adoptar ou defendida

Deve ser uma posição assente a de que o Direito Fiscal não pode ser limitativa das liberdades. A
interpretação da Lei Fiscal é fundado ou tem fundamento nas preocupações da ordem pragmática
contra facilitação a fuga ao fisco e defendendo a defesa dos contribuintes.

Deve-se permitirão interprete procurar o rácio do o preceito da norma que corresponde ao


espírito do legislador.

Ex: as normas de incidência, liquidação, cobrança e contencioso (quando respeitem garantias dos
contribuintes são dominadas pelo principio da legalidade.
a) Indubio contra fiscum – em caso de dúvida a norma fiscal deve ser interpretado no
sentido que beneficie o contribuinte. O mesmo dizer contra o fisco. Ex: artigo 1 do artigo
do imposto sobre o rendimento. No sentido de que “todos os cidadãos são obrigados a
contribuir para os encargos públicos, conforme os seus haveres” -+ princípios tributário
basilar, bem como é da justiça social.
b) Indubio profisco – havendo divida na interpretação da norma, deve ser adoptado
entendimento mais favoráveis ao fisco. O poder não se exerce arbitrariamente, nem
violentamente, em benéfico de única pessoa ou grupo social. Portanto, o imposto é mais
consentido, através de votos dos deputados, tomarem em consideração o interesse igual
do Estado e pelo fisco.

6.1 – Autentica ou legislativa – quando feita pelo próprio legislador, através de normas de nível
hierárquico igual ou superior ao da norma interpretada. Tem sempre um valor vinculativo.

A interpretação autêntica é aquela que é feita por fonte não hierarquicamente inferior a fonte
interpretada. A interpretação autêntica não é necessariamente feita por lei interpretativa.

6.2 – Interpretação judicial ou jurisprudência

Com valor vinculativo nos casos em análise, não obstante possa fazer “escolha”. Esta
interpretação é feita pelos Tribunais num dado processo.

6.3 – Interpretação doutrinária – não tem nenhum valor vinculativo. É uma interpretação feita
pelos juristas ou por qualquer pessoa particular, não necessariamente qualificada. É a mais
estudada.

6.4 – Interpretação literal – é o exame do texto da norma que conduz ao sentido textual que
decorre da análise sintáxica ou gramatical e sempre é usado em sentido técnico tributário e não
comum ou geral do Direito.

6.5 – Interpretação racional ou lógica – como a interpretação não deve cingir-se à letra da lei,
para além do sentido textual consagrado pela análise do elemento literal, o intérprete haverá que
determinar o espírito da lei.
7 – INTEGRAÇÃO DE LACUNAS

Quando a lei não regula directamente a situação em análise, poderá aplicar-se-lhe a disciplina de
casos análogos. Na falta de caso análogo, a situação será resolvida segundo a norma que o
próprio intérprete criaria se houvesse de legislador dentro do espírito do sistema.

7.1 – Pelo recurso a analogia no domínio do imposto a analogia não pode ser aplicado, porque
esta matéria é exclusiva do legislador e não do intérprete, mas para o lançamento, cobrança. etc,
pode-se aplicar a analogia.

É neste sentido que vai a LBST, artigos 5, Nº 6 que determina as normas que fixam a incidência,
as isenções e as taxas não são susceptíveis de interpretação extensiva e analógica.

7.2 – PELO RECURSO AOS PRINCÍPIOS GERAIS DO DIREITO FISCAL E


PRINCÍPIOS GERAIS DO DIREITO.

- Princípios gerais do Direito – artigo 11 do CC – igualmente, não são possíveis interpretações


analógicas.

Resumo: na interpretação da lei fiscal, há que ter presente os princípios jurídicos inerentes à
constituição material do Estado de Direito, os princípios gerais do Direito Fiscal, e que é
proibida a integração analógica, nas normas abrangidas na reserva da lei de Assembleia da
República (artigo 5 nº 5 da lei B.S.T. LBST). Pode dizer-se que as leis fiscais interpretam-se
como quaisquer outras leis, não havendo preconceitos ou princípios pré – ordenados que levam o
labor interpretativo a destruir o princípio da legalidade.

8 – APLACAÇÃO DA LEI NO TEMPO E NO ESPAÇO

8.1 – APLICAÇÃO DA LEI NO TEMPO.

Inicio da lei – quando a lei é publicado BR, artigo 5 nº 1 do CC; vocatio legis – regras do CC.

Cessação da lei ou da vigência das Leis Fiscais – artigo 7 do CC.

2.1 – Caducidade – caducam as Leis Fiscais cujo prazo da vigência tenha expirado ou quando
os pressupostos da sua aplicação desapareçam.
2.2 – Revogação – quando um instrumento normativo do valor hierárquico igual ou supeior
afasta o que esta ate então em vigor.

Expressa

Tácita

Revogação Global

Total ou arrogação

Parcial ou derrogação

3 – Suspensão – a eficácia duma lei ou norma não é afectada pela sua suspensão. Apenas
determina a não aplicação por algum tempo. A lei suspensa existe, mas não esta activa.

8.2 – Aplicações da Lei no Espaço - princípios da territoriedade – as leis só se aplicam no


território do Estado ou certos espaços fiscais.

II
9 - INTRODUÇÃO À TEORIA GERAL DO IMPOSTO.

9.1 – CONCEITO DO IMPOSTO

Imposto – é uma prestação coactiva, pecuniária, definitiva e unilateral, estabelecida por lei, sem
carácter de sanção, a favor do Estado, para realização de fins públicos (Ibraimo ibraimo).

Imposto – é uma prestação coactiva patrimonial, positiva, definitiva, não sinalagmática, sem
carácter de sanção, estabelecida por lei, a favor de uma entidade pública ou conjunções publica,
parar a satisfação das necessidades públicas e redistribuição de riqueza, independente de
qualquer vinculo anterior. (Teodoro Andrade Waty).

9.2 – CARACTERÍSTICAS DO IMPOSTO:

De acordo com as definições temos as seguintes características:

a) Prestação coactiva – imposto pelo estado


b) Prestação pecuniária ou Patrimonial – avaliável em dinheiro, há imposto pagos em bens
ou serviços.
c) Prestação definitiva – sem Direito – restituição, reembolsa, retribuição ou indemnização.
d) Prestação unilateral ou não sinalagmática – sem contraprestação especifica individual,
imediata e directa.
e) Prestação estabelecida por lei – de acordo com o principio da legalidade.
f) Prestação sem carácter de sanção – sem fins sancionatórios (ao contrario da multa e da
coima).
g) Prestação a favor do Estado – sentido amplo, equivalente a qualquer entidade que exerça
funções publicas.
h) Prestação para realização de fins públicos – não são só fiscais, mas também extra fiscais,
económico, etc.)

9.3 – OBJECTIVOS DO IMPOSTO

- Os impostos são criados para a satisfação de fins públicos ou necessidades colectivas.

9.3.1 Objectivo Fiscal – obtenção de receitas públicas para satisfazer as necessidades financeiras
do estado.

9.3.2 – OBJECTIVOS EXTRA FISCAIS - SATISFAZER AS NECESSIDADES SOCIAIS E


ECONÓMICAS.

Objectivos sociais – repetição junto de riquezas e dos rendimentos; diminuição de desigualdade


mulher distribuição de riqueza.

Objectivos económicos – combater a inflação (reduzir o rendimento disponível e


consequentemente o consumo); tributais mais os consumos nocivos e supérfluos.

(Ex: tabaco; o jogo, certas bebidas etc; proteger industrias nacionais (estabelecendo Direitos
aduaneiros protectores durante um certo período); incentivar a poupança e o investimento,
através de desagravamentos fiscais.
9.4 – DISTINÇÃO DO IMPOSTO DE OUTRAS FIGURAS A FINS.

Essas figuras afins são por exemplo: Taxas sanções patrimoniais, empréstimo publico forcado,
tributos parafiscais e mais.

a) Diferença entre imposto e taxa

A diferente fundamental entre o imposto e a taxa rescinde no facto de imposto ser uma
prestação unilateral, o imposto só pode ser criado por Lei da Assembleia da República.

Taxa – ser uma prestação bilateral ou sinalagmática, isto é, com uma contraprestação
específica, individual, imediata e directa (prestação de serviço). As taxas resultam de uma
prestação concreta de um serviço público.

Não obedece princípios da legalidade fiscal, mas sim princípios de proporcionalidade.

Ex: taxa de justiça; propinas, licenças, emolumentos, portagens, taxas camarárias por
ocupação de via publica ou estacionamento.

NB: as vezes algumas taxas são designadas por imposto. Ex: taxa militar e alguns impostos
designado por taxas. Ex: impostos da justiça.

b) Imposto e sanções patrimoniais (multa, coima e juros sancionatórios).

As sanções patrimoniais aparecem como resultado de um facto ilícito.

As multas e coima têm carácter punitivo, tratando-se em ambos os casos de punições


pecuniárias sendo que multas constituem penalizações de ilícitos criminais de justiça (crime)
e de ilícitos administrativos jurisdicionalizados (contravenção e transgressões).

Coimas resultam de ilícitos numa ordenação social.

Aos juros sancionatórios com carácter compensatórios ou compulsórios – correspondem a


penalização dos atrasos no cumprimento de obrigações legais (indemnizações por factos
ilícitos).

c) Imposto e empréstimo público – o empréstimo público é sujeito a um regime de coação


para a recolha do dinheiro. Não se pode confundir empréstimo com o imposto, porque o
empréstimo não será prestação definitiva, pois terá de ser reembolsado ou amortizado e
vence sempre juros e não é uma prestação unilateral.

Há vários outros nomes que não exactamente impostos, como por exemplo: preço, tarifa,
requisições, expropriação, confisco etc.

9.5 CLASSIFICAÇÃO DE IMPOSTOS:

Os impostos classificam-se de acordo com vários critérios:

1º Critério segundo o âmbito de aplicação territorial

a) Imposto de âmbito nacional e aplicável em todo o território nacional.


 IRPC – imposto sobre o rendimento de pessoas colectivas
 IRPS – impostos sobre rendimento de pessoas singulares
 IVA – imposto sobre o valor acrescentado.
 Imposto de consumo específico
b) Impostos locais – aplicáveis apenas a uma parcela de território

2º - Critério segundo o âmbito de afectação de Receita

a) Imposto de nível central (IRPC)


b) Imposto de nível local ou municipal

Ex: contribuição predial Autarquia.

3º - Critério segundo o seu objecto (matéria colectável)

a) Impostos sobre o rendimento

- IRPC

- IRPS

b) Impostos sobre o consumo ou despesa

- IVA
- Imposto de consumo de produtos específicos

c) Impostos sobre o capital (patrimonial)

- Imposto de consumo específico

4º - Outras formas de classificação

Essas outras formas de classificação de imposto são:

I – IMPOSTOS DIRECTOS E INDIRECTOS

a) Critérios económicos: avalia-se a capacidade tributária

Impostos directos – são aqueles que incidem sobre a matéria ***** (rendimento ou
património) possuída ou obtida. Ex: IRPC, SISA.

Impostos indirectos – são aqueles que incidem sobre o património ou rendimento utilizado
em consumo ou em transferência de riqueza.

Ex: IVA, IRPS, Imposto sobre o consumo e alguns impostos sobre o rendimento – a
contribuição industrial, contribuição predial.

b) Critérios jurídicos

Imposto directo – quando se determina previamente os contribuintes e a sua organização


normativa. Ex: IRPC, IRPS.

Imposto indirecto – quando não for possível a determinação dos contribuintes e sem as
respectivas normas. Ex: IVA, imposto de selo, imposto de mais valias.

c) Critérios adoptados pelo legislador Moçambicano

O legislador moçambicano adapta-se o critério jurídico, nos termos do artigo 736 Nº 1 do CC


– enunciando critério de rol normativo ou da inscrição para cobrança.
II – IMPOSTOS REAIS E PESSOAIS

Impostos reais ou objectos – visam a tributação de bens económicos de riqueza, em termos


objectivos, sem que se reflictam as condições pessoais do contribuinte e a sua família.
Predominam-se aspectos reais.

Impostos pessoais/subjectiva – atendem a concreta situação económica do contribuinte, isto é,


atendem ao rendimento global do contribuinte e tem características personalizantes. Ex: isenção
de algumas taxas.

III – IMPOSTOS PRINCIPAIS E ACESSÓRIOS

Impostos principais – quando existe por si, enquanto impostos acessórios – quando a sua
existência, ou a de alguns dos seus elementos dependa da previa existência de outros impostos.

IV – IMPOSTOS PERIÓDICOS E DE OBRIGAÇÃO ÚNICA.

Impostos e obrigação única – incidem sobre os factos ocasionais que não se repetem com
regularidade. Ex: siga – transmissões de prédios ou outros bens a título oneroso não se repete
com frequências.

Impostos periódicos – incidem sobre factos que se renovam com certa permanência,
normalmente um ano. Ex: IRT – impostos sobre o rendimento do trabalho, já que a situação do
proprietário de um prédio ou de trabalhador se presume continua.

V – IMPOSTOS PROPORCIONAIS, PROGRESSIVOS OU DEGRESSIVOS.

- Impostos proporcionais – quando a colectiva de imposto varia na ptoporcaoda matéria


colectável, sendo a taxa aplicável sempre é a mesma.

- Impostos progressivo – quando se eleva a sua taxa à matéria colectável aumenta.

- Imposto degressivo – quando baixa a taxa do imposto na medida em que aumenta a matéria
colectável.
III
10 - RELAÇÃO JURÍDICA FISCAL E OBRIGAÇÃO FISCAL

Relação jurídica fiscal – compreende a obrigação do imposto e as obrigações ou deveres,


tributários e os fiscais, acessórios.

O conceito da relação jurídica fiscal é mais complexo e mais vasto, portanto inclui, para alem da
obrigação fiscal do contribuinte, todas as relações que aquela obrigação central da origem,
directa ou indirecta (declarações de prestar declaração, de não praticar actos, e que obrigam não
só o próprio contribuinte, mas também outras pessoas de algum modo ligadas aos pressupostos
de factos da contribuição.

Obrigação fiscal – é o vínculo que nasce entre o estado e o particular obrigado ao imposto,
verificados que sejam os pressupostos de facto que integram o “tipo” tributário abstracto descrito
na lei.

O vínculo obrigacional é aquele que se desenvolve entre o contribuinte e o fisco e cujo objecto é
a prestação do imposto.

Resumo: pode-se dizer que a relação jurídica fiscal compreende a obrigação do imposto e as
obrigações ou deveres, tributários ou fiscais, acessórios.

Pressupostos da Relação jurídica Fiscal

Pressuposto da relação jurídica correspondem aquele conjunto de condições de que a lei faz
depender o nascimento da relação jurídica fiscal.

Os pressupostos podem ser classificadas quanto a sua natureza e quanto ao seu âmbito.

a) Quanto a sua natureza – classificam-se em pressupostos: subjectivos e objectivos


consoante aos seus sujeitos ou objectos.
b) Quanto ao seu âmbito – tem os seguintes:

- Genéricos – aqueles que são comuns todas as relações de imposto, como personalidade,
capacidade jurídica fiscal (pressupostos, objectivo).
- Específicos – dizem respeito apenas a determinado ou determinados tipos de imposto.

Obrigação jurídica fiscal e obrigação civil.

Quanto a estrutura essas obrigações não se deferem no que diz respeito ao regime jurídico é
diferente.

Obrigações Civil – há vontade das partes, a obrigação do imposto é uma obrigação, isto é,
depende exclusivamente da lei ( ex legi):

- O sujeito activo pode dispor do seu crédito, pode renunciar a ele, enquanto a obrigação fiscal é
indisponível e é irrenunciável e tem o seu regime específico de garantias.

Obrigações ou deveres tributários acessórios

Momento da constituição da obrigação do imposto

A contribuição do imposto deriva da lei, ou da lei que cria o imposto segundo o critério da
justiça social (artigo 100 da CRM)

Qual é o momento?

Há dois momentos segundo a doutrina:

a) Doutrina eficácia constitutiva de liquidação

- Segundo a qual a obrigação do imposto nasce com a liquidação.

b) Doutrina da eficácia declarativa da liquidação

- Diz que a obrigação do imposto nasce nos momentos da ocorrência do seu facto gerador.
Quando o contribuinte e notificado. → mais preferível.

Elementos da relação jurídica tributária ou fiscal

Os elementos da relação jurídica são:


 Os sujeitos
 O objecto
 O facto jurídico
 A garantia

Os sujeitos (activos e passivos) RJF – artigo 8 LT

a) Sujeito activo – é o credor, o titular do direito de exigir prestação tributária. Pessoas do


direito publico em benefícios da qual é estabelecido o imposto e que tem o poder de
exigir ou pretender o seu pagamento.

O sujeito activo é o estado que tem a personalidade e capacidade jurídica sempre.

O estado criou seus aparelhos administrativos que se encontram no Ministério das Finanças
principalmente na Direcção Nacional do Imposto e Auditoria, no sentido de fazer o lançamento,
liquidação e cobrança dos impostos.

b) Sujeito passivo – é o devedor do imposto, é a pessoa que pode ser exigido o cumprimento
da prestação fiscal/tributário.

Há várias figuras que aqui se encontram, como por exemplo: substituir ******* (pagamento do
imposto por substituto); responsabilidade dos verdadeiros, ( ***** fiscal). Ex: 2071 do CC+ 11
do LB e 21 da LB.

c) Objecto – o objecto da relação jurídica é a prestação a que o devedor do imposto está


adstrito para com o sujeito activo.

A prestação é, em regra precedida de uma actividade para a sua concretização – lançamento e


é determinada pela aplicação em taxa à matéria colectável – liquidação.

d) Facto jurídico

Facto jurídico da relação fiscal – é a ocorrência do elemento (obtenção do rendimento ou


aquisição de bens) que, hipoteticamente previsto na lei como criadores de relações jurídicas
fiscais, fazem nascer a obrigação do imposto. A obrigação fiscal constitui, portanto, no
momento da verificação de taxas factos ou situação e não no momento da liquidação do
imposto.

e) Garantia – artigo 17 da LB

A garantia das obrigações fiscais – é o conjunto de mecanismos legais que conferem ao


sujeito activo a faculdade de obter coercivamente do sujeito passivo o cumprimento da
respectiva prestação. As garantias podem ser pessoais e reais – artigo 17/LB 38 da LB.

IV
PROCESSO ADMINISTRATIVO DO IMPOSTO

Fases da vida do imposto – são vários momentos da vida do imposto, conforme os casos.

INCIDÊNCIA – o imposto nasce quando surge uma norma legal que confere ao Estado a
posição do credor do imposto e ao cidadão a situação de devedor do imposto e tudo compete a
lei.

A incidência é feita pela lei dos actos ou situações sujeitas a imposto e das pessoas sobre as quais
recai o dever de o prestar.

Sempre haverá imposto quando se mostrem reunidos todos os pressupostos de incidência referida
na lei.

Pode acontecer as vezes que estado reunidos os pressupostos da incidência, a própria lei
determine que determinados sujeitos ou certa matéria colectável não seja colectável, por
exemplo: isenção fiscal – artigo 59 da LB – excepções à regras e na isenção pode ser total ou
parcial.

LANÇAMENTO – nascida a obrigação do imposto ate ser pago, desenrolar-se um processo


administrativo que inicia justamente na fase de lançamento. No lançamento identificar-se o
sujeito passivo do imposto e fixa-se a matéria colectável sobre a qual recairá o imposto.

Há dois momentos:
 1 – A identificação do contribuinte que se pode fazer com base na declaração do próprio
*que é a forma mais frequentes, por indicação de serviços públicos, etc.
 2 – A fixação da matéria colectável, que pode ser feita também com base na declaração
do contribuinte ou por fixação directa pela administração fiscal; por fixação feita por
comissões específicas estabelecidas na lei e as vezes por acordos.

LIQUIDAÇÃO – artigo 26 e ** de LB – esta fase consiste no cálculo de colecta do imposto,


aplicando-se a matéria colectável a taxa do imposto.

Em regra, a liquidação é feita nos impostos directos pela administração fiscal e nos impostos
indirectos pelos contribuintes.

A liquidação está sujeito a caducidade. Ocorrido o facto gerador do imposto, ela só pode ter
lugar dentro de um prazo de cinco (5) anos. Para o caso do imposto sucessório dentro de um
prazo de vinte anos (20). Esses prazos não são de prescrição, mas a caducidade, como se
acentuou.

COBRANÇAS – estamos em presença do momento final da vida do imposto. A cobrança é uma


operação administrativa que visa a entrada do imposto nos cofres do Estado.

As cobranças podem ser:

a) Cobrança virtual – é a forma normal da cobrança dos impostos periódicos; é aquela em


que a repartição de finanças extrai conhecimento de cobrança, donde contem, a natureza
do imposto, a identificação do imposto e a importância a pagar e o envia-os
oficiosamente ao recebedor de fazenda. Ex: cobrança industrial e a contribuição predial.
b) Cobrança eventual – é aquela em que o título de cobrança, é solicitado pelo contribuinte,
que apresenta no acto do pagamento ao tesoureiro. Ex: SISA, imposto de circulação; o
imposto de consumo e tem uma obrigação única.

As obrigações tributarias podem ser extinguida e há várias formas – 32 e 55 LB e 868 CC.

OS SITEMAS FISCAIS

Sistema fiscal – é o conjunto coerente de instituições, de regras, de práticas fiscais que fazem
parte do universo social, económico e mesmo psicológico.
CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS FISCAIS

A tipologia dos sistemas fiscais pode basear-se em critérios externos ou em internos.

Critérios externos – encontramos a carga fiscal e a natureza dos impostos cobrados. Este critério
é tão inconveniente por falta de poder explicativo.

Critérios internos – os fundamentos são sociopolíticos ou sócio económico.

A fiscalidade e economia encontram-se actualmente numa dependência recíproca e o


conhecimento das suas relações é indispensável para a elaboração de uma política fiscal
comuniente e judiciosa.

Assim, o sistema fiscal está condicionado pelos sistemas económicos, pelos regimes económicos
e pelas estruturas económicas.

Sistema económico – é o conjunto concreto de instituições jurídicas e sociais no seio dos quais
se utilizam certos meios técnicos organizados em função de certos objectivos dominantes, tendo
em vista assegurar o equilíbrio económico. Qualquer sistema económico caracteriza-se por três
elementos: espírito, substancia forma e …

Regimes económicos – são conjuntos de princípios de regem actividades económicas, tais como
referentes ao regime dos bens e ao regime das pessoas.

Estrutura económica – proporção e relação que caracterizam um conjunto económico localizados


no espaço e no tempo.

As estruturas económicas são relativamente estáveis e constituem quadros políticos e


económicos e representam realidades materiais geográficas técnicas e económicas. Realidades
jurídicas, sociais, politicas, morais, etc.

Características dos Sistemas Fiscais

Vamos analisar vários sistemas e subsistemas tributários e as várias económicas dos Países.

1- Sistemas fiscais dos Países industrializados e de economia descentralizada


Nestes países há um forte predominância de actividades secundárias e terciárias, há uma
administração sofiscada e um sistema fiscal de alto rendimento.

A divisão do trabalho é desenvolvida e a moeda goza de um papel essencial.

Admite a propriedade privada dos meios de produção, a qual pode ser transmitida por herança e
é o mercado que determina o preço dos factores e dos bens da produção.

O desenvolvimento da atribuição do Estado coloca a fiscalidade no primeiro plano dos


fenómenos económicos e sociais.

1.1 – Tributação do rendimento de pessoas fiscais – tendência para a tributação unitária;


tributação de grupos de capital, etc.
1.2 – Tributação de despesas

- Harmonia do IVA

- Declínio dos Direitos, alfandegários

- Elevados impostos do consumo

1.3 – Tributação de capital – mais elevado com objectivo de relançar a economia ou promover a
desinflacao.

2 – Sistemas fiscais dos Países socialistas de economia Centralizada.

A propriedade dos meios de produção está nas mãos do Estado. O imposto não tem razão de
existir, pois todas actividades são públicas e os preços fixados pelo poder público.

Cada cidadão recebe em espécie, ou em moeda, uma parte do rendimento social liquido
determinada pela autoridade Central; as unidades de produção pertence ao Estado e administrada
pelos funcionários públicos (empregados e operários) e devem entregar receita ao Estado; o
Estado **** as receitas e todas as despesas.

2.1 – Tributação de rendimento de pessoas físicas, tributação de despesas e de capitais – tudo


está sob a responsabilidade do Estado.
2- Sistemas Fiscais dos Países em via de Desenvolvimento.

Estes países tem em comum, sob ponto de vista económico, a sua pobreza, e do ponto de
vista social em fonte desigualdade entre pobres e ricos.

Os sistemas fiscais são de fraco rendimento, mal equilibrados, excesso de fiscalidade externa
(receitas procedentes do comercio externo), direito aduaneiro dificentes, impostos sobre as
importações e exportações, frequentes e com serviços desorganizados, taxas fiscais
inadequadas (resultado da colonização) e politica fiscal não adaptada ao desenvolvimento,
falta de quadros experientes na área fiscal, dificuldade de cobrança, e vazão fiscal, etc. a
corrupção as vezes agrava a situação.

Sistema tribunal social

O objectivo principal da política tributária é o estabelecimento de um mecanismo efectivo


gerador de receitas, que seja junto, simples, previsível e economicamente eficiente e
sustentável.

Um sistema tributário junto é geralmente definido com base de dois critérios:

a) Equidade vertical – significa que o S.T minimiza a carga sobre os pobres, enquanto que
cobra maiores pagamentos daqueles que tem maior capacidade para pagar.
b) Equidade horizontal – implica que, contribuintes com capacidade similares de
pagamentos são tratados imparcialmente e enfrentam as mesmas obrigações fiscais.

IV
II PARTE

DIREITO FISCAL ESPECIAL

Introdução:

Para estudo do sistema fiscal moçambicano pode ser identificado os seguintes períodos:
a) Período primitivo – termina em 1865
b) Período colonial – termina em 1975
c) Período actual – de 1975

a) Período primitivo – árabes fixas na ilha de Moçambique (1480 a 1486), denominam o


comércio e introduzem o Mutsonko ou Mussoko – forma de tributação.

- Os portugueses em Moçambique a partir do Vasco da Gama.

Imposto que eram pagos pelos subsídios aos seus chefes, os mambos ou hosê – vassalagem.

-oligarquia – os povos pagam imposto ao dono da Terra – organização fiscal – os regidos que
colhia os impostos.

O prazeiro (XVI) passa pelo seu território tinha que pagar imposto.

NB – o período primitivo o imposto era em espécie e por escravos e mais tarde passa a
monetário.

b) Período colonial – 1320-1975

Mussoko, imposto de palhota – ganham novos impostos com várias categorias. A situação
geográfica de Moçambique, deu grande vantagem aos portugueses em relação aqueles que
queriam entrar ao interior de Moçambique.

 Conselho de marfim
 Conselho de escravos
 As campanhas de Moçambique

Contribuição industrial – vários tipos de imposto.

Vários decretos coloniais que regulava a matéria dos impostos.

c) Período actual – pós independência


O sistema tributário tinha que adequar a realidade Moçambicana com base no novo Estado
independente, portanto, sistema fiscal complexo.

Principais impostos imposto industrial – pagamento de actividades económicas industriais – as


taxas sempre são dinâmicas – imposto sobre as explorações – recai sobre os lucros de exploração
agrícola, silvicultura ou pecuária.

Os sujeitos podem ser colectivos ou singulares – Taxa 10%

Lucros anuais – 30.000,00; contribuição predial urbana – 15%

Impostos profissionais; imposto sobre a aplicação de capitais → vamos a LBST.

A FISCALIDADE NO POS- INDEPENDÊNCIA DE MOÇAMBIQUE

São raros documentos para tal, mas pode-se fazer retrospectiva histórica do sistema tribumatrio
moçambicano a partir da independência nacional.

Era um sistemas tributário ligado ao orçamento do Pais; era um sistema tributário com legislação
fiscal complexa e assente no principio da justiça fiscal e social e tributação pesada.

Conjunto das receitas dos impostos equilibravam o orçamento corrente e incida sobre o
rendimento do trabalho. Está visível no orçamento de 1974-114.937.884.734 // 90

Principais impostos em vigor:

a) Contribuição industrial – Diploma – legal Nº 2774 de 16 de Setembro.


b) Imposto sobre as explorações – mesmo diploma.
c) Contribuição predial urbano.
d) Imposto profissional.
e) Imposto sobre a aplicação de capitais.
f) Imposto complementar.
g) Imposto sobre sucessões e doações.
h) Estambilha fiscal – Decreto 21687 de 26 de Setembro.
m1 – imposto de selo – diploma legal 763 de 11 de Agosto – 1947 – este imposto recai sobre
todos os documentos, livros, papeis e outros constantes na tabela.

O Estado adquiria este imposto pela sua liquidação.

Forma de arrecadação do imposto:

- Papel selado;

- Estambilha;

- Selo de verba;

- Selo de tinta de olho;

- Selo essencial.

m) Imposto de consumo – DL – 59/73 de 4 ******

o) Imposto de consumo de cerveja

p) Imposto da fabricação e consumo de tabaco.

Reforma – com vários fundamentos

- Pré – programa de reabilitação económica – integra impostos directos e indirectos ou impostos


sobre a despesa.

- Reforma fiscal de Junho de 2002 – su 15/2002

De acordo com a Lei base, o Sistema tributário de Moçambique classificam-se imposto directo
(IRPC e IRPS); impostos indirectos compostos sobre despesas – IVA (imposto sobre o valor
acrescentado; imposto de consumo de produtos específicos (ICE) e Direito aduaneiro.

- Outro grupo

- Imposto do selo

- Imposto sobre sucessões e doações


- Sisa

- Imposto especial sobre jogo

- Imposto de reconstrução Nacional

- Imposto sobre veículos

1 - Imposto sobre o rendimento de pessoas colectivas (IRPC).

Quem são os sujeitos jurídicos tributáveis em sede de IRPC. (incidência)

As sociedades comerciais

As empresas públicas

As sociedades civis sob forma comercial

As entidades sem e com personalidade jurídico

→ Rendimentos tributáveis:

- nucros, rendimentos globais e rendimentos ****

2 – Imposto sobre o rendimento de pessoas singulares IRPS

- Imposto sobre o rendimento do trabalho

- Imposto complementar

- Contribuição predial urbana

- Contribuição industrial

Sujeitos passivos

Incidência – pessoas singulares que residem em território moçambicano e não residindo tenha
rendimento em Moçambique; (a obrigação fiscal depende da residência ou não no território
moçambicano); os não residentes são tributáveis aos seus rendimentos → considera-se residente
a partir de 180 dias, e tenha habitação no pais; as pessoas que constituem agregado familiar e
aqui resida um dos cônjuges.

→ Obrigações de contribuintes, tem calendário próprio de pagamento (preenchimento de


declaração do rendimento.

→ Determinação do rendimento tributário;

→ Obrigações declarantes o prazo;

→ Rendimentos tributáveis incidência (1º categoria, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª categorias);

→ Mecanismo sequencial da tributação;

→ Dedução de colecta (natureza da dedução situação pessoal e familiar, dupla tributação ****;

→ Prazo de pagamento.

LIQUIDAÇÃO – QUEM PODE LIQUIDAR

Natureza do rendimento – rendimento da segunda categoria, sujeito passivo, (declaração anual


do rendimento)

Prazo: 30 de Maio – também há taxas.

Imposto sobre veículos

Incidência: - veículos sujeitos a imposto.

O imposto sobre veículos incide sobre o uso e fruição dos veículos, matriculados ou registados
nos serviços competentes no território da Republica de Moçambique, ou independentemente, de
registo ou matriculado, logo que decorrido o prazo 180 dias + seis meses.

a) Motociclos de passageiros até 15 anos.


b) Aeronave com motor de uso particular
c) Barcos de recreio com motor de uso particular

Os registos devem ser feitos nos serviços competentes de viação, de aviação civil, ou de marinha
mercante.
 Caso esses bens ser furtados, extraviados ou inutilização de título, os proprietários
deverão comunicar as entidades competentes

Existem próprias tabelas aprovadas pelo Ministério das Finanças.

NB – um código da Entrada.