Você está na página 1de 206

MINISTÉRIO DA SAÚDE

C a r t i l h a d e a p r e s e n ta ç ã o
d e p r o p o s ta s a o
Ministério da Saúde

2017

Brasília – DF
2017
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Secretaria-Executiva

C a r t i l h a d e a p r e s e n ta ç ã o
d e p r o p o s ta s a o
Ministério da Saúde

2017

Brasília – DF
2017
2017 Ministério da Saúde.

Esta obra é disponibilizada nos termos da Licença Creative Commons – Atribuição


– Não Comercial – Compartilhamento pela mesma licença 4.0 Internacional. É
permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte.

A coleção institucional do Ministério da Saúde pode ser acessada, na íntegra, na Biblioteca Virtual em Saúde do
Ministério da Saúde: <www.saude.gov.br/bvs>. O conteúdo desta e de outras obras da Editora do Ministério da
Saúde pode ser acessado na página: <http://editora.saude.gov.br>.

Tiragem: 1ª edição – 2017 – 5.000 exemplares

Elaboração, distribuição e informações: Equipe editorial:


MINISTÉRIO DA SAÚDE Normalização: Delano de Aquino Silva
Secretaria-Executiva Revisão: Khamila Silva e Tamires Alcântara
Esplanada dos Ministérios, bloco G, 3º andar, sala 305 Diagramação: Renato Carvalho
CEP: 70058-900 – Brasília/DF
Tels.: (61) 3315-2079 / 3315-2130 / 3315-2133 Os quadros, figuras e tabelas constantes na obra,
quando não indicadas por fontes externas, são de
Editora responsável: autoria da Ascom/MS.
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Secretaria-Executiva
Subsecretaria de Assuntos Administrativos
Coordenação-Geral de Documentação e Informação
Coordenação de Gestão Editorial
SIA, Trecho 4, lotes 540/610
CEP: 71200-040 – Brasília/DF
Tels.: (61) 3315-7790 / 3315-7794
Site: http://editora.saude.gov.br
E-mail: editora.ms@saude.gov.br

Impresso no Brasil / Printed in Brazil

Ficha Catalográfica

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria-Executiva.


Cartilha de apresentação de propostas ao Ministério da Saúde : 2017 / Ministério da Saúde, Secretaria-
Executiva. – Brasília : Ministério da Saúde, 2017.
202 p. : il.

ISBN 978-85-334-2478-4

1. Administração em saúde. I. Título.

CDU 614:354.53

Catalogação na fonte – Coordenação-Geral de Documentação e Informação – Editora MS – OS 2017/0206

Título para indexação:


Booklet of proposals to the Ministry of Health of Brazil: 2017
Sumário

APRESENTAÇÃO...................................................................................................... 5
1 FUNDO NACIONAL DE SAÚDE – FNS....................................................................... 7
2 PROGRAMAS PRIORITÁRIOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE.................................... 21
3 FINANCIAMENTO................................................................................................ 117
4 ACESSO E OPERACIONALIZAÇÃO DOS SISTEMAS............................................... 135
5 ACOMPANHAMENTO E ANÁLISE........................................................................ 147
6 FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE – FUNASA..................................................... 179
APRESENTAÇÃO
Temos, hoje, um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo, presente na vida
de todos os brasileiros — desde a vacinação, consultas e exames a procedimentos
mais complexos, como o transplante de órgãos. É certo que ainda há desafios
a superar para garantir a sustentabilidade do SUS e oferecer serviços de mais
qualidade para a população.

Entendo que o caminho é seguirmos neste esforço para aprimorar a gestão,


incluindo aperfeiçoamento de sistemas de informação e otimização dos recursos
do SUS. E, seguindo a diretriz do presidente Michel Temer, tenho trabalhado para
que o Ministério da Saúde seja administrado com mais eficiência. Nos primeiros
cem dias, conseguimos uma economia de R$ 1 bilhão, com uma revisão, atenta, dos
processos. Esses recursos foram revertidos em mais assistência à população para
melhorar o atendimento de saúde em todo o país. Conseguimos habilitar 99 UPAS e
ofertar mais 1.401 novos serviços em santas casas e hospitais filantrópicos em todo
o país. Além disso, esses recursos permitiram ampliar a oferta de medicamentos,
vacinas e de tecnologias mais modernas no SUS.

Esta é uma missão que tenho compartilhado com gestores estaduais e municipais de
saúde, parlamentares e representantes da sociedade para que, juntos, consigamos
definir as prioridades de cada região, com financiamento adequado, atendendo à
população com qualidade.

Para atender à premissa constitucional, de que a saúde é direito de todos e dever


do Estado - consolidando cada vez mais o SUS - precisamos dessa atuação integrada
entre os três níveis de governo, o Congresso Nacional e todo o conjunto da
sociedade. Eu, como deputado federal licenciado, já na quinta legislatura, entendo a
importância desse diálogo para que, juntos, consigamos garantir a sustentabilidade
do sistema público de saúde, de forma permanente, amparada nos princípios de
universalidade, integralidade e equidade.

5
Assim, esta cartilha busca orientar, prioritariamente, os parlamentares e os
proponentes a compreenderem como funcionam os programas e as ações
coordenadas pelo Ministério da Saúde para que possam planejar as propostas que
visem ao fortalecimento da saúde pública, em sua diversidade encontrada em todo
o território nacional. Trata-se de um importante instrumento para a gestão pública,
uma vez que o planejamento adequado, com o correto emprego de recursos
públicos, é essencial na condução de políticas públicas para o setor.

Nesta publicação, estamos disponibilizando o arcabouço normativo básico para o


financiamento das ações de saúde, explicando quais são os programas e as ações
custeados pelo Ministério da Saúde, além do passo a passo para acessar esses
recursos, garantindo a máxima transparência desse processo.

Essas orientações devem permitir maior rapidez na liberação de recursos e uma


ação coordenada entre os governos federal, estaduais e municipais, aproximando
as emendas parlamentares das prioridades do SUS, qualificando o gasto da
saúde, aumentando a cobertura e garantindo sustentação à saúde pública
para investimentos estratégicos. Desde já, agradeço a destinação das emendas
parlamentares para a saúde pública. Os desafios são muitos, mas conto com o apoio
de parlamentares e gestores do SUS para continuarmos avançando nas melhores
práticas de gestão e na busca de resultados mais eficazes na gestão pública.

Ricardo Barros
Ministro da Saúde
1 FUNDO NACIONAL
DE SAÚDE – FNS
Instituído pelo Decreto nº 64.867, de 24 de julho de 1969, como um fundo especial,
o Fundo Nacional de Saúde (FNS) é o gestor financeiro dos recursos destinados ao
Sistema Único de Saúde (SUS), na esfera federal.

Os recursos administrados pelo FNS destinam-se a financiar as despesas correntes


e de capital do Ministério da Saúde, de seus órgãos e entidades da administração
direta e indireta, integrantes do SUS.

Os recursos alocados no FNS destinam-se ainda às transferências para os estados,


o Distrito Federal e os municípios, a fim de que esses entes federativos realizem, de
forma descentralizada, ações e serviços de saúde, bem como investimentos na rede
de serviços e na cobertura assistencial e hospitalar, no âmbito do SUS.

1.1 Transferências de Recursos da União


As transferências de recursos da União são instrumentos celebrados pelos órgãos
e entidades da administração pública federal com órgãos ou entidades públicas
(administração estadual, distrital, municipal) ou privadas sem fins lucrativos
para a execução de programas, projetos e atividades de interesse recíproco que
envolvam a transferência de recursos financeiros oriundos do Orçamento Fiscal e
da Seguridade Social da União.

1.2 Tipos de Recursos


As dotações orçamentárias destinadas às transferências de recursos são alocadas
no Orçamento Geral da União de duas formas:

• Recurso de Programa/Ação
É a dotação orçamentária na qual as entidades públicas e privadas têm
a iniciativa de cadastrar propostas de projetos mediante programas
previamente elencados pelo órgão público concedente. Os recursos
de programação são executados conforme o planejamento da política/
programa e disponibilidade orçamentária.

• Recurso de Emenda Parlamentar


É a dotação orçamentária na qual o Poder Legislativo pode participar e
influir no Orçamento Geral da União com vistas a aperfeiçoar as propostas

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 9


encaminhadas pelo Poder Executivo. O Ministério da Saúde realizará o
processamento das emendas de acordo com a legislação vigente.

O Ministério da Saúde, considerando o impacto em futuras


demandas de custeio e a sustentabilidade das unidades, não
financia, mediante recursos de emendas, obras. Por exemplo,
obras para implantação de UPA 24h ou salas de estabilização.
Quanto aos polos do programa Academia da Saúde,
vale lembrar-se de que sua implantação é financiada
exclusivamente com recursos de emendas parlamentares.

¾¾ Orçamento Impositivo
A Emenda Constitucional nº 86/2015 teve origem do Projeto
de Emenda Constitucional (PEC) nº 358/2013, conhecida como
PEC do Orçamento Impositivo. Essa emenda constitucional torna
obrigatória a execução orçamentária e financeira das emendas
individuais inseridas pelos parlamentares na Lei Orçamentária
Anual (LOA), aprovada a cada ano, que rege o orçamento federal.

Conforme determina a Emenda Constitucional nº 86/2015, as


emendas individuais inseridas pelos parlamentares ao Projeto
de Lei Orçamentária serão aprovadas no limite de 1,2% da
Receita Corrente Líquida prevista no projeto encaminhado pelo
Poder Executivo. Metade do valor deverá ser destinado pelos
parlamentares a ações e serviços públicos de saúde.

A Emenda Constitucional nº 86/2015 determina que, se houver


limitação de empenho para cumprimento do resultado primário,
as emendas parlamentares sofrerão limitação em percentual
igual ou inferior ao que incidir sobre as despesas discricionárias.

10 Ministério da Saúde
Emendas Impositivas = Emendas Individuais

As emendas impositivas não serão executadas em caso de impedimento de ordem técnica.

A Emenda nº 86/2015 estabelece regras para o remanejamento da programação


quando houver impedimento:

–– O poder responsável pela programação, o Ministério Público da


União e a Defensoria Pública da União terão até 120 dias para enviar
ao Legislativo as justificativas de impedimento.

–– Após os 120 dias de prazo para justificativa do impedimento, o


Congresso Nacional terá 30 dias para informar ao Executivo sobre o
remanejamento da despesa.

–– A partir do informe do Congresso Nacional ao Executivo, o governo


terá 30 dias, ou até o dia 30 de setembro, para enviar um projeto de
lei com o remanejamento indicado, uma vez que as mudanças no
orçamento devem ser de iniciativa do Executivo.

–– Caso até 20 de novembro o Congresso não aprove o Projeto de Lei


do Executivo com o remanejamento, ele será feito por ato do Poder
Executivo, nos termos da Lei Orçamentária. Depois dessa data, a
execução da emenda impedida não será mais obrigatória, tendo como
base para a desobrigação a justificativa apresentada inicialmente.

As justificativas de impedimento de ordem técnica que poderão desobrigar a União


de executar as emendas impositivas, entre outras, podem ser:

–– Não indicação do beneficiário pelo autor da emenda individual e do


valor da emenda nos prazos.

–– Não apresentação da proposta e do plano de trabalho no prazo


previsto ou a não realização da complementação e dos ajustes
solicitados no plano de trabalho no prazo previsto.

–– Desistência da proposta por parte do proponente.

–– Incompatibilidade do objeto proposto com a finalidade da ação


orçamentária.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 11


–– Incompatibilidade do objeto proposto com o programa do órgão ou
entidade executora.

–– Falta de razoabilidade do valor proposto, a incompatibilidade do valor


proposto com o cronograma de execução do projeto ou proposta de
valor que impeça a conclusão de uma etapa útil do projeto.

–– Não aprovação do plano de trabalho.

–– Outras razões de ordem técnica, devidamente justificadas.

1.3 Critérios para Recursos de Investimentos


1.3.1 Alocação de Recursos de Investimentos
O investimento na saúde é fundamental, uma vez que se trata de setor estratégico
para o desenvolvimento brasileiro, garantindo, ao mesmo tempo, inclusão social e
geração de trabalho. Enfrentar as desigualdades regionais na alocação de recursos,
observar a compatibilização entre investimentos em obras, equipamentos, pessoal
e garantia de custeio, bem como a complexa relação entre acesso, escala, escopo
e sustentabilidade dos investimentos em saúde, são de extrema relevância para
aumentar a capacidade técnica do complexo produtivo da saúde do País e melhorar
a qualidade de vida da população.

Assim, é indispensável propor e analisar as principais diretrizes de investimentos


no SUS e os critérios e os parâmetros de alocação de recursos para que haja
aperfeiçoamento contínuo de sua capacidade institucional de gestão e de oferta de
serviços de saúde, com o objetivo de superar uma série de desafios que constituem
obstáculos à sua consolidação e legitimação.

O principal objetivo do investimento nos próximos anos deve ser assegurar o acesso,
a qualidade e a equidade da atenção à saúde da população, a valorização dos
profissionais de saúde e o aprimoramento da gestão da saúde. A regionalização do
SUS, assim como políticas que visem imprimir equidade ao sistema, é fundamental
para se atingirem os objetivos propostos. Para tanto, os recursos alocados
considerarão e refletirão as necessidades regionais, dando prioridade às regiões
com vazios sanitários e grandes dificuldades no acesso.

12 Ministério da Saúde
As regras vigentes preveem o atendimento das especificidades das regiões. A Lei
Complementar nº 141/2013, art. 17, e a Lei nº 8.080/1990, art. 35, fixam as regras
para o estabelecimento de valores a serem distribuídos por estados, municípios e
Distrito Federal, que, combinados, podem gerar fórmulas de cálculo que atendam
às peculiaridades das diversas linhas de investimento e às diferentes necessidades
oriundas da heterogeneidade das regiões, estados e municípios brasileiros. São elas:

a) Necessidade de saúde da população.


b) Dimensões epidemiológica, demográfica, socioeconômica e espacial.
c) Capacidade de oferta das ações e de serviços de saúde.
d) Perfil demográfico da região.
e) Perfil epidemiológico da população a ser coberta.
f) Características quantitativas e qualitativas da rede de saúde na área.

1.3.2 Parâmetros para Propostas de Investimentos


Como exposto anteriormente, a correta direcionalidade dos recursos de
investimentos no setor Saúde está condicionada aos critérios e aos métodos de
seleção, priorização e aprovação de projetos que respondam às necessidades dos
sistemas de saúde dentro de seu alcance, sejam locais, regionais ou estaduais.

1.3.3 A Análise de um Projeto de Investimento Deve Considerar Aspectos


de Elegibilidade Jurídico-Administrativa e Técnico-Assistencial
Elegibilidade técnico-administrativa – consiste em avaliar os principais aspectos
técnicos relacionados à proposta, visando averiguar sua consistência, a adequação
aos princípios do SUS e os macro-objetivos do investimento no setor.

Assim, a base dos critérios de análise e aprovação de proposta é:

a) Coerência com as políticas nacionais, estaduais e municipais e com os objetivos


e as estratégias das políticas estruturantes do SUS, aprovadas na Comissão
Intergestores Tripartite (CIT) e/ou no Conselho Nacional de Saúde (CNS) e em
conformidade com o Plano Nacional de Saúde.
b) Descentralização. Haja vista sua importância na garantia de acesso, racionalização
da atenção à saúde, este critério visa à promoção de infraestrutura física ou humana
para a descentralização do sistema.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 13


c) Impacto sobre a cobertura e a integralidade. Estimulam-se ações que aumentem
a cobertura dos serviços e integrem conhecimentos e outros recursos necessários
para tal cobertura.
d) Impacto sobre a promoção da equidade da saúde e do sistema de saúde. Avalia-se
a abrangência do projeto a grupos populacionais que apresentam dificuldades de
acesso à assistência e de grupos de risco, periferias de cidades com mais de 20
mil habitantes, em áreas de difícil acesso, além dos demais grupos em situação de
miserabilidade e vulnerabilidade na sociedade. Priorizam-se projetos voltados para
crianças, adolescentes, mulheres, idosos, portadores de deficiências, usuários de
crack e outras drogas, portadores de transtornos mentais e vítimas de violência.

e) Humanização do ambiente de trabalho, com vistas à crescente valorização de


projetos de construção, ampliação e reforma que possibilitem fluxos lógicos e
ordenados de atendimento, otimizando e qualificando as atividades profissionais.
Desenvolvimento da força de trabalho mediante avaliação em relação ao projeto
prever a capacitação específica da força de trabalho e se há um núcleo de gestão
do trabalho e de educação em saúde, promovendo-se a educação permanente
inserida nos processos de trabalho.

f) Racionalidade do investimento, a ser comprovada e fundamentada por meio de


indicadores de morbidade e de mortalidade, os quais deverão corroborar o pedido
de investimento. Avalia-se se há consistência entre a proposta de infraestrutura
do projeto, o montante do investimento solicitado e o objetivo central do projeto.

No modelo de gestão da proposta, são avaliados os aspectos organizacionais e a


capacidade de gestão do projeto sob os pontos de vista gerencial, técnico e financeiro.

1.4 Responsabilidades na Execução das Emendas


Quadro 1 – Responsabilidades

Parlamentares Entidades
Revalidar ou, se for o caso, retirar senha de Atualizar a habilitação da instituição
acesso ao Ambiente Parlamentar junto ao conforme Portaria nº 424/2016.
Ministério da Saúde. (Notas 1, 2 e 3)
Solicitar senha disponível no
Fazer a indicação da emenda (SIOP). portal do FNS, no Sistema de
Gerenciamento de Objetos e Propostas
(www.fns.saude.gov.br).
continua

14 Ministério da Saúde
conclusão

Parlamentares Entidades

Antes da indicação, verificar se a entidade Indicar a necessidade da instituição,


beneficiada está com a habilitação conforme os objetos passíveis de
atualizada, tanto no Portal de Convênios financiamento, no Gerenciamento de
(SICONV) quanto no Ministério da Saúde. Objetos e Propostas.

Acompanhar o andamento da proposta


junto à Assessoria Parlamentar do Cadastrar e finalizar proposta no sistema
Ministério da Saúde, realizando (Gerenciador de Propostas) e aguardar
interlocução com a entidade beneficiada análise.
para solução de pendências.

Acompanhar o processo no que diz


Manter as informações do parlamentar
respeito às diligências, documentações e
sempre atualizadas junto à ASPAR/GM.
prazos.
Notas:

1 Para inserção de proposta de convênio e contrato de repasse, será obrigatório o credenciamento e o cadastramento das informações
atualizadas no Portal dos Convênios – Siconv (www.convenios.gov.br).
2 Para inserção de proposta por meio de portaria (fundo a fundo), será necessário que o fundo municipal ou estadual esteja com a devida
documentação atualizada no Ministério da Saúde.
3 Para inserção de proposta de Termos de Execução Descentralizada (TED), será necessário que o órgão federal esteja com a devida
documentação atualizada no Ministério da Saúde.

1.5 Quem é Quem no Processo


1.5.1 Concedente
É o órgão ou a entidade da administração pública federal direta ou indireta,
responsável pela transferência dos recursos financeiros, verificação da conformidade
financeira, acompanhamento da execução e avaliação do cumprimento do objeto
do instrumento. Ex.: Ministério da Saúde.

1.5.2 Proponente
É o órgão ou a entidade da administração pública direta ou indireta, de qualquer
esfera de governo, consórcio público ou entidade privada sem fins lucrativos, com
a qual a administração pública federal pactua a execução de programas, projetos e
atividades de interesse recíproco, também entendido como contratado no âmbito
do Contrato de Repasse. Ex.: Fundo Municipal de Saúde.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 15


1.5.3 Convenente
É o órgão ou a entidade da administração pública direta e indireta, de qualquer
esfera de governo, consórcio público ou entidade privada sem fins lucrativos, com
a qual a administração pública federal pactua a execução de programas, projetos e
atividades de interesse recíproco por meio de convênios ou contratos de repasse.
Ex.: Santa Casa de Misericórdia.

1.5.4 Contratante
É o órgão ou a entidade da administração pública direta ou indireta da União que pactua
a execução de programa, projeto, atividade ou evento, por intermédio de instituição
financeira federal (mandatária), mediante a celebração de contrato de repasse.

1.5.5 Mandatária da União


Instituição e agências financeiras controladas pela União que celebram e
operacionalizam, em nome da União, os instrumentos jurídicos de transferência de
recurso aos convenentes.

1.5.6 Contratado
É o órgão ou a entidade da administração pública direta e indireta, de qualquer esfera
de governo, bem como entidade sem fins lucrativos, com a qual a administração
federal pactua a execução de contrato de repasse.

1.5.7 Interveniente
É o órgão ou a entidade da administração pública direta ou indireta de qualquer
esfera de governo, ou entidade privada que participa do convênio para manifestar
consentimento ou assumir obrigações em nome próprio.

1.5.8 Dirigente
É aquele que possua vínculo com entidade privada sem fins lucrativos e detenha
qualquer nível de poder decisório, assim entendidos os conselheiros, presidentes,
diretores, superintendentes, gerentes, entre outros.

1.5.9 Representante do Proponente


É a pessoa física que responde pelo órgão ou entidade privada sem fins lucrativos,
no sistema.

16 Ministério da Saúde
1.5.10 Executor/Fornecedor
É a pessoa física ou jurídica de direito público ou privado, responsável pela
execução de obra ou fornecimento de bem ou serviço, nos termos da Lei nº 8.666,
de 1993, e demais normas pertinentes à matéria, a partir de contrato de execução
ou fornecimento firmado com órgão ou entidade da administração pública direta
ou indireta, de qualquer esfera de governo, consórcio público ou entidade privada
sem fins lucrativos.

1.5.11 Órgãos de Controle


São instituições vinculadas aos poderes Executivo e Legislativo da União, dos estados,
do Distrito Federal e dos municípios que possuem designação constitucional para
orientar, auditar, fiscalizar e acompanhar a execução dos programas, dos projetos e
das atividades de governo nos aspectos de legalidade, economicidade e eficiência.

1.6 Instrumentos de Repasse


1.6.1 Transferências Fundo a Fundo
As transferências fundo a fundo, de custeio e capital, a serem executadas pelos
estados, pelo Distrito Federal ou pelos municípios serão transferidas diretamente
do Fundo Nacional de Saúde para os respectivos Fundos de Saúde das três esferas,
de maneira regular e automática, dispensada a celebração de convênios ou outro
instrumento jurídico.

1.6.2 Convênios
Acordo ou ajuste que discipline a transferência de recursos financeiros de dotações
consignadas nos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União e que tenha
como partícipe, de um lado, órgão ou entidade da administração pública federal,
direta ou indireta; e, de outro lado, órgão ou entidade da administração pública
estadual, distrital ou municipal, direta ou indireta, ou ainda entidades privadas sem
fins lucrativos, visando à execução de programa de governo, envolvendo a realização
de projeto, atividade, serviço, aquisição de bens ou evento de interesse recíproco.

1.6.3 Contrato de Repasse


Trata-se de um instrumento administrativo, de interesse recíproco, por meio do qual
a transferência dos recursos financeiros se processa por intermédio de instituição

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 17


ou agente financeiro público federal, que atua como mandatário da União. O
contrato de repasse é semelhante ao convênio em relação a seus fins: executar, de
maneira descentralizada, objeto de interesse comum entre os partícipes. Contudo,
diferencia-se do convênio pela intermediação de uma instituição ou agente
financeiro público federal, que atuará como representante da União na execução e
na fiscalização da transferência.

Segundo o art. 8º do Decreto nº 6.170/2007, a execução de programa de trabalho


que objetive a realização de obra será feita por meio de contrato de repasse.

1.6.4 Termo de Execução Descentralizada


Instrumento por meio do qual é ajustada a descentralização de crédito entre órgãos
e/ou entidades integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União,
para execução de ações de interesse da unidade orçamentária descentralizadora
e consecução do objeto previsto no programa de trabalho, respeitada fielmente a
classificação funcional programática.

1.6.5 Aplicações Diretas


Aplicação direta, pela unidade orçamentária, dos créditos a ela alocados ou oriundos
de descentralização de outras entidades integrantes ou não dos Orçamentos Fiscal
ou da Seguridade Social, o âmbito da mesma esfera de governo.

18 Ministério da Saúde
Figura 1 – Objetos Financiáveis

CONSTRUÇÃO DE AMPLIAÇÃO DE
UNIDADE DE SAÚDE UNIDADE DE SAÚDE

CAPITAL
(Investimento)

AQUISIÇÃO DE
EQUIPAMENTOS/
MATERIAL PERMANENTE

MANUTENÇÃO DE REFORMA DE
UNIDADE DE SAÚDE UNIDADE DE SAÚDE

CUSTEIO
(Corrente)

CAPACITAÇÃO DE
ESTUDOS e PESQUISAS
RECURSOS HUMANOS

Qual a diferença entre capital e custeio?


Capital é tudo aquilo que constitui bens para a instituição
(ex.: obra nova) e custeio é tudo que auxilia o processo de melhoramento
para o funcionamento da instituição (ex.: capacitação, reforma...).

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 19


2 PROGRAMAS
PRIORITÁRIOS DO
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Capital
(Investimento)
AMPLIAÇÃO
HOSPITAIS
INSTITUIÇÕ
CIENTÍFICA
POLICLÍNICAS TECNOLÓGIC
CLÍNICA/CENTRO
DE ESPECIALIDADES
UNIDADE MISTA

PRONTO-SOCORRO
LABORATÓRIO

PORTAS DE ENTRADA DE
URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
ATENÇÃO ESPECIALIZADA -
SERVIÇO AMBULATORIAL
E HOSPITALAR

REDE DE ATENÇÃO ÀS
URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS

AMPLI
SERVIÇOS DE
REABILITAÇÃO
REDE DE CUIDADOS À PESSOA
COM DEFICIÊNCIA
CER
OFICINAS
ORTOPÉDICAS
REDE DE ATENÇÃO ÀS PESSOAS
COM DOENÇAS CRÔNICAS

CACON/UNACON/
HOSP. GERAL COM
CIRURGIA ONCOLÓGICA SISTEMA NACIONAL
DE TRANSPLANTES VI
LABORATÓRIO E
CITOPATOLÓGICO
SRC
CÂNCER COLO CENTROS
DE ÚTERO TRANSPLANTADORES

SDM BANCOS DE
CÂNCER DE MAMA TECIDOS HUMANOS
MATERNIDADE
ÕES SAÚDE BUCAL -
AS E CENTRO DE
CAS INSTITUIÇÕES DE ESPECIALIDADES
PRODUÇÃO PÚBLICA ODONTOLÓGICAS.
DE FÁRMACOS
UBS BLH

UCINCA

PROGRAMA DE UCINCO
DESENVOLVIMENTO DO UTIN
COMPLEXO INDUSTRIAL
DA SAÚDE – PROCIS
CASA DE GESTANTE
ATENÇÃO BÁSICA
SAÚDE MAIS PERTO CENTRO DE PARTO
DE VOCÊ NORMAL
AMBIÊNCIA DE
SERVIÇOS

IAÇÃO
QUE REALIZAM
PARTOS MUNICÍPIOS
ESTADOS
REDE
CEGONHA DISTRITO FEDERAL
ÓRGÃOS PÚBLICOS FEDERAIS

REDE DE ATENÇÃO
PSICOSSOCIAL – SAÚDE
CONTE COM A GENTE CAPS

IGILÂNCIA
EM SAÚDE UNIDADE DE
ACOLHIMENTO
UNIDADE DE VIGILÂNCIA
DE ZOONOSES

REDE FRIO
Capital
(Investimento)
CONSTRUÇÃO
HOSPITAIS
INSTITUIÇÕES
CIENTÍFICAS E
TECNOLÓGICAS
PRONTO-SOCORRO
P
POLICLÍNICA

UNIDADE MISTA

LABORATÓRIO
CLÍNICA / CENTRO DE
ESPECIALIDADES PROGRAMA DE
DESENVOLVIMENTO
COMPLEXO INDUSTR
DA SAÚDE – PROC

ATENÇÃO ESPECIALIZADA
SERVIÇO AMBULATORIAL
E HOSPITALAR

MATERNIDADE
CONSTR
REDE
CEGONHA

REDE DE CUIDADOS À PESSOA


COM DEFICIÊNCIA
VIGILÂNCIA
EM SAÚDE

CENTRO ESPECIALIZADO EM
REABILITAÇÃO - CER

UNIDADE DE VIGILÂNCIA
OFICINAS DE ZOONOSES
ORTOPÉDICAS REDE FRIO
UBS FLUVIAL
INSTITUIÇÕES DE SAÚDE BUCAL
CENTRO DE ESPECIALIDADES
PRODUÇÃO PÚBLICA
DE FÁRMACOS
UBS
ACADEMIA
DA SAÚDE
E
O DO
RIAL
CIS

ATENÇÃO BÁSICA
SAÚDE MAIS PERTO
DE VOCÊ
MUNICÍPIOS
ESTADOS
RUÇÃO DISTRITO FEDERAL
ÓRGÃOS PÚBLICOS FEDERAIS

REDE DE ATENÇÃO
PSICOSSOCIAL – SAÚDE
CONTE COM A GENTE

SISTEMA NACIONAL CAPS


DE TRANSPLANTES
UNIDADE DE
CENTROS ACOLHIMENTO
TRANSPLANTADORES

BANCOS DE
TECIDOS HUMANOS
Capital (Investimento)
AQUISIÇÃO DE
EQUIPAMENTOS/
MATERIAL PERMANENTE
CLÍNICA/CENTRO
DE ESPECIALIDADES HOSPITAIS INSTITUIÇÕES
CIENTÍFICAS E
POLICLÍNICAS TECNOLÓGICAS
UNIDADE DE
SUPORTE AVANÇADO
UNIDADE MISTA
CENTRAL DE
REGULAÇÃO MÉDICA
DE URGÊNCIA LABORATÓRIO
AMBULÂNCIAS
SAMU 192 TIPO A
RENOVAÇÃO UPA 24H
DE FROTA DES
COM
PRONTO-SOCORRO
ATENÇÃO ESPECIALIZADA DA
UNIDADE DE PORTA DE SERVIÇO AMBULATORIAL
SUPORTE BÁSICO ENTRADA DE E HOSPITALAR
URGÊNCIA E
EMERGÊNCIA
REDE DE ATENÇÃO ÀS
URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS
AQUISIÇ
MATERNIDADE EQUIPAM
CENTRO
ESPECIALIZADO EM REDE DE CUIDADOS À PESSOA MATE
REABILITAÇÃO – CER COM DEFICIÊNCIA
PERMA
AQUISIÇÃO DE TRANSPORTE
ADAPTADO (CER) REDE DE ATENÇÃO ÀS PESSOAS
COM DOENÇAS CRÔNICAS
SERVIÇOS DE OFICINAS
REABILITAÇÃO ORTOPÉDICAS
SISTEMA NACIONAL
DE TRANSPLANTES
CACON/UNACON/
HOSP. GERAL COM LABORATÓRIO CE
CIRURGIA ONCOLÓGICA CITOPATOLÓGICO TRANSP

BANCOS
SRC SDM TECIDOS HUM
CÂNCER COLO CÂNCER DE MAMA
DE ÚTERO
INFORMATIZAÇÃO e-SUS
SAÚDE BUCAL
S CENTRO DE ESPECIALIDADES
INSTITUIÇÕES DE
PRODUÇÃO PÚBLICA
DE FÁRMACOS UCINCO
TRANSPORTE
SANITÁRIO ELETIVO
MATERNIDADE

PROGRAMA DE UBS
SENVOLVIMENTO DO UCINCA
BLH
MPLEXO INDUSTRIAL
A SAÚDE – PROCIS
UTIN
CASA DE GESTANTE
ATENÇÃO BÁSICA
SAÚDE MAIS PERTO
DE VOCÊ CENTRO DE PARTO NORMAL

ÇÃO DE AMBIÊNCIA DE SERVIÇOS


MENTOS/ QUE REALIZAM PARTOS

ERIAL REDE
CEGONHA MUNICÍPIOS
ANENTE ESTADOS
DISTRITO FEDERAL
REDE DE ATENÇÃO EMPRESA PRIVADA SEM FINS LUCRATIVOS
PSICOSSOCIAL – SAÚDE ÓRGÃOS PÚBLICOS FEDERAIS
CONTE COM A GENTE

VIGILÂNCIA CAPS
EM SAÚDE
UNIDADE DE VIGILÂNCIA UNIDADE DE
DE ZOONOSES ACOLHIMENTO
ENTROS
PLANTADORES REDE FRIO
SRT
S DE SERVIÇO
MANOS HOSPITALAR DE
REFERÊNCIA
CUSTEIO
(Corrente)
ATENÇÃO INTEGRAL À
ATENÇÃO INTEGRAL SAÚDE DA PESSOA IDOSA
À SAÚDE DO
ADOLESCENTE
E JOVEM

CAPACITAÇÃO
REDE DE ATENÇÃO DE RECURSOS
PSICOSSOCIAL – RAPS HUMANOS

ATENÇÃO PSICOS

SISTEMA
NACIONAL DE
TRANSPLANTES

ESTUDOS E
ATENÇÃO INTEGRAL
À SAÚDE DO PESQUISAS
ADOLESCENTE
E JOVEM

ATENÇÃO INTEGRAL
À SAÚDE DA PESSOA IDOSA
INCREMENTO MAC
TETO MÉDIA E ALTA
COMPLEXIDADE

MANUTENÇÃO INCREMENTO PAB PISO


DA ATENÇÃO BÁSICA

SSOCIAL

PROGRAMA DE
DESENVOLVIMENTO DO MUNICÍPIOS
COMPLEXO INDUSTRIAL ESTADOS
PROCIS
DISTRITO FEDERAL
EMPRESA PRIVADA SEM FINS LUCRATIVOS

ATENÇÃO INTEGRAL
À SAÚDE DA
CRIANÇA

ATENÇÃO INTEGRAL
À SAÚDE DO HOMEM
CUSTEIO (Corrente)
REFORMA
UNIDADES POLICLÍNICA
UNIDADE M
HOSPITALARES
UNIDADES
HOSPITALARES

REDE DE ATENÇÃO
ATENÇÃO
ÀS URGÊNCIAS CLÍNIC
ESPECIALIZADA DE ESPE
E EMERGÊNCIAS

LABORATÓRIO
PRONTO-SOCORRO

UCINCO

BLH
REFORMA
CASA DE GESTANTE

UTIN
REDE
CEGONHA
UCINCA

REDE DE ATENÇÃO
ÀS PESSOAS COM
CENTRO DE DOENÇAS CRÔNICAS
PARTO NORMAL AMBIÊNCIA DE
SERVIÇOS
QUE REALIZAM
PARTOS

CACON/UNACON/ LAB
HOSP. GERAL COM CITOP
CIRURGIA ONCOLÓGICA
SAÚDE BUCAL
CENTRO DE ESPECIALIDADES
MISTA

ATENÇÃO BÁSICA UBS


SAÚDE MAIS PERTO
DE VOCÊ OFICINAS
ORTOPÉDICAS
CA/CENTRO
ECIALIDADES
SERVIÇOS DE
REABILITAÇÃO

REDE DE CUIDADOS CENTRO ESPECIALIZADO


À PESSOA COM EM REABILITAÇÃO – CER
DEFICIÊNCIA

A REDE DE
SRT

CAPS
ATENÇÃO PSICOSSOCIAL
SAÚDE CONTE
COM A GENTE
UNIDADE DE
ACOLHIMENTO
VIGILÂNCIA
EM SAÚDE
REDE FRIO

UNIDADE DE MUNICÍPIOS
VIGILÂNCIA
DE ZOONOSES ESTADOS
DISTRITO FEDERAL
EMPRESA PRIVADA SEM FINS LUCRATIVOS
BORATÓRIO ÓRGÃOS PÚBLICOS FEDERAIS
PATOLÓGICO
2.1 Incremento Temporário do Teto da Média e Alta
Complexidade – MAC
Descrição: Poderão ser alocados recursos de emenda na ação 4525 – Apoio à
Manutenção de Unidades de Saúde para posterior cadastro de solicitação por
estado ou município para Incrementar o MAC, de maneira temporária, em até 100%
da produção apresentada no Sistema de Informações Ambulatoriais de Saúde (SIA)
e no Sistema de Informações Hospitalares (SIH) de 2016.

Os valores máximos por Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes)


estão disponíveis no sítio do Fundo Nacional de Saúde (www.fns.saude.gov.br).

O estado, município ou Distrito Federal indicado deverá informar o estabelecimento


assistencial em saúde a ser beneficiado, por meio da inserção do número do Cnes.

No caso de Cnes vinculado à entidade privada sem fins lucrativos, os recursos


deverão ser transferidos por meio do instrumento de contratualização. Os recursos
transferidos aos estados, aos municípios e ao Distrito Federal deverão obedecer ao
prazo de pagamento estabelecido na Portaria GM/MS n° 2.617/2013.

42 Ministério da Saúde
Os recursos transferidos deverão ser utilizados para manutenção das unidades,
viabilizando a qualidade no atendimento por meio de reformas, manutenção dos
equipamentos e materiais permanente e aquisição de insumos.

Agente financeiro: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


Quem pode receber: Estados, municípios, Distrito Federal (entidades privadas sem
fins lucrativos, por meio de repasse do estado, do município ou do Distrito Federal
beneficiado).

Ação Orçamentária: 4525 – Apoio à Manutenção de Unidades de Saúde.


Tipo de Recurso: Emenda.

A partir de 2017, o Ministério da Saúde não financiará, por meio de convênios ou


de propostas de projetos para transferências fundo a fundo, a aquisição de produto
médico de uso único.

Contato da área responsável


Secretaria de Atenção à Saúde (SAS)

1. Departamento de Regulação, Avaliação e Controle de Sistemas (DRAC)


SAF SUL, Trecho 2, lotes 5/6, bloco F, 3º andar, Torre II, Ed. Premium, Brasília/DF
CEP: 70070-600
Tel.: (61) 3315-5872
E-mail: drac@saude.gov.br
2. Departamento de Atenção Especializada e Temática (DAET)
SAF Sul, Quadra 2, lotes 5/6, bloco II, subsolo, Ed. Premium, Brasília/DF
CEP: 70070-600
Tel.: (61) 3315-5853

2.2 Incremento Temporário do Piso de Atenção Básica – PAB


Descrição: Poderão ser alocados recursos de emenda na ação 4525 – Apoio à
Manutenção de Unidades de Saúde para posterior cadastro de solicitação por
estado ou município para:

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 43


• Incrementar, de maneira temporária, em até 100% do somatório dos Pisos
de Atenção Básica (PAB), Fixo e Variável, aferidos em 2016 para o município –
apenas na modalidade 41 (Fundo Municipal de Saúde).

Agente financiador: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


Quem pode receber: Municípios, Distrito Federal.

Contato da área responsável


Secretaria de Atenção à Saúde (SAS)

1. Departamento de Atenção Básica (DAB)


SAF Sul, Quadra 2, lotes 5/6, bloco II, subsolo, Ed. Premium, Brasília/DF
CEP: 70070-600
Tels.: (61) 3315-9050/9060/9066
E-mail: pagamento.pab@saude.gov.br

44 Ministério da Saúde
2.3 Aquisição de Veículos para Transporte de Pessoas para
Realizar Procedimentos Eletivos fora do Domicílio
Descrição: Trata-se do financiamento de veículos destinados à implantação do
transporte de pessoas para realizar procedimentos eletivos fora do domicílio
desenvolvido no âmbito de políticas estaduais e municipais de sistemas de
transporte em saúde conforme projeto técnico elaborado e aprovado na Comissão
Intergestores Bipartite (CIB).

Considera-se transporte de pessoas para realizar procedimentos eletivos fora do


domicílio aquele transporte destinado ao deslocamento programado de pessoas
para realizar procedimentos de caráter eletivo fora de seu município de origem,
que se faz em situações previsíveis de atenção programada com a realização de
procedimentos regulados e agendados, sem urgência, realizado por veículos
tipo lotação, conforme especificação disponível no Sistema de Informação e
Gerenciamento de Equipamentos e Materiais (Sigem), e destina-se à população
usuária que demanda serviços de saúde e que não apresentam risco de vida ou
necessidade de transporte em decúbito horizontal.

Os tipos de veículos e especificações passíveis de financiamento são os constantes


no Sistema de Gerenciamento de Informação e Gerenciamento de Equipamentos e
Materiais (Sigem), disponível em <www.fns.saude.gov.br>.

A destinação e o custeio dos veículos adquiridos são de responsabilidade do


ente beneficiado e incluem todos os custos com os veículos, como custo fixo
(administrativos, impostos, emplacamento e documentação do veículo, seguro
contra sinistro, sistema de gestão, recursos humanos, limpeza, rastreamento, entre
outros), quanto o custo variável (custo por km rodado).

O prazo de execução e a informação sobre a aquisição dos veículos financiados


deverão ser realizados nos termos da Portaria GM nº 3.134/2013, Portaria GM
nº 788/2017 e Resolução CIT 13/2017.
Instrumento jurídico para formalização: Portaria GM/MS nº 3.134/2013, Portaria GM
nº 788/2017 e Resolução CIT 13/2017.
Agente financiador: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.
Quem pode receber: Fundos Municipais, Estaduais e do Distrito Federal.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 45


Ação Orçamentária: 8581 – Estruturação da Rede de Serviços de Atenção Básica de
Saúde (para propostas de projetos que beneficiarão Fundos Municipais e Estaduais
e do Distrito Federal, na GND 4, modalidade de aplicação 31 ou 41.).
Instrumentos: Fundo a Fundo Equipamento e Material Permanente.

Contatos das áreas responsáveis:


Secretaria de Atenção à Saúde (SAS)
Departamento de Atenção Básica (DAB)
SAF Sul, Quadra 2, lotes 5/6, bloco II, subsolo,
Ed. Premium, Brasília/DF – CEP: 70070-600
Tels.: (61) 3315-9050/9060/9066
E-mail: qualificaubs@saude.gov.br

2.4 Unidade Básica de Saúde (UBS)


Descrição: A Atenção Básica caracteriza-se por um conjunto de ações de saúde, no
âmbito individual e coletivo, que abrange a promoção e a proteção da saúde, a
prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação, a redução de
danos e a manutenção da saúde com o objetivo de desenvolver uma atenção
integral que impacte na situação de saúde e autonomia das pessoas e nos
determinantes e condicionantes de saúde das coletividades (PNAB,2012). A
Atenção Básica é o contato preferencial dos usuários, a principal porta de entrada e

46 Ministério da Saúde
centro de comunicação com toda a Rede de Atenção à Saúde. São executadas ações
de prevenção e reabilitação de doenças e manutenção da saúde nas comunidades.
A Unidade Básica de Saúde (UBS) desempenha um papel central na garantia de
acesso a uma atenção à saúde de qualidade à população e é instalada perto de
onde as pessoas moram, trabalham, estudam e vivem.

Aquisição de Equipamentos: A aquisição de equipamentos e materiais permanentes


objetiva o funcionamento e a execução do conjunto de ações propostas nas
Unidades Básicas de Saúde.

Aquisição de Equipamentos para Informatização do e-SUS: O e-SUS Atenção


Básica (e-SUS AB) é uma estratégia do Departamento de Atenção Básica para
reestruturar as informações da Atenção Básica em nível nacional. A aquisição de
equipamentos para o e-SUS objetiva auxiliar os municípios e o Distrito Federal para
o funcionamento e a execução no processo de informatização qualificada do SUS
em busca de um SUS eletrônico.

Aquisição de Transporte Eletivo em Saúde: Transferência financeira fundo a fundo


de recursos de emendas parlamentares para aquisição de veículos destinados à
implantação do transporte de pessoas para realizar procedimentos eletivos fora
do domicílio, elaborados dentro de políticas estaduais e municipais de sistemas de
transporte em saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Construção, Ampliação e Reforma de Unidades Básicas de Saúde: São ações do


Ministério da Saúde que visam contribuir para a estruturação e o fortalecimento da
Atenção Básica e para a continuidade da mudança de modelo de atenção à saúde
no País, propondo a melhoria da estrutura física das unidades de saúde como
facilitadora para a mudança das práticas das equipes de saúde. Diferenciação entre
Construção, Reforma e Ampliação, vide páginas 128, 129 e 150.

Tabela 1 – UBS – Unidade Básica de Saúde – Construção

CONSTRUÇÃO – Valores em R$ por tipo de UBS


UBS I UBS II UBS III UBS IV
NORTE 726.000,00 814.000,00 1.012.000,00 1.042.000,00
NORDESTE 663.000,00 743.000,00 924.000,00 951.000,00
continua

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 47


conclusão

CONSTRUÇÃO – Valores em R$ por tipo de UBS


UBS I UBS II UBS III UBS IV
SUDESTE 750.000,00 841.000,00 1.045.000,00 1.076.000,00
SUL 746.000,00 836.000,00 1.040.000,00 1.071.000,00
CENTRO-OESTE 725.000,00 813.000,00 1.011.000,00 1.041.000,00

Tabela 2 – UBS – Unidade Básica de Saúde – Ampliação

VALORES MÍNIMOS E MÁXIMOS – AMPLIAÇÃO de UBS


CENTRO-
    NORTE NORDESTE SUDESTE SUL OESTE
Mínimo 72.503,00 66.208,00 74.925,00 74.512,00 72.428,00
UBS I

Máximo 726.000,00 663.000,00 750.000,00 746.000,00 725.000,00


Mínimo 81.315,00 74.255,00 84.031,00 83.568,00 81.231,00
UBS II

Máximo 814.000,00 743.000,00 841.000,00 836.000,00 813.000,00


Mínimo 101.122,00 92.341,00 104.499,00 103.923,00 101.017,00
UBS III

Máximo 1.012.000,00 924.000,00 1.045.000,00 1.040.000,00 1.011.000,00

Mínimo 104.119,00 95.078,00 107.596,00 107.003,00 104.011,00


UBS IV

Máximo 1.042.000,00 951.000,00 1.076.000,00 1.071.000,00 1.041.000,00

48 Ministério da Saúde
Tabela 3 – UBS – Unidade Básica de Saúde – Reforma

VALORES MÍNIMOS E MÁXIMOS – REFORMA de UBS


CENTRO-
    NORTE NORDESTE SUDESTE SUL OESTE
Mínimo 72.503,00 66.208,00 74.925,00 74.512,00 72.428,00
UBS I

Máximo 435.019,00 397.246,00 449.550,00 447.070,00 434.568,00


Mínimo 81.315,00 74.255,00 84.031,00 83.568,00 81.231,00
UBS II

Máximo 487.893,00 445.529,00 504.188,00 501.408,00 487.386,00


Mínimo 101.122,00 92.341,00 104.499,00 103.923,00 101.017,00
UBS III

Máximo 606.733,00 554.047,00 626.995,00 623.540,00 606.102,00


Mínimo 104.119,00 95.078,00 107.596,00 107.003,00 104.011,00
UBS IV

Máximo 624.713,00 570.468,00 645.579,00 642.021,00 624.065,00

Instrumento jurídico para formalização:

• Portaria nº 381, de 6 de fevereiro de 2017 – Dispõe sobre as transferências, fundo


a fundo, de recursos financeiros de capital ou corrente, do Ministério da Saúde a
Estados, Distrito Federal e Municípios destinados à execução de obras de construção,
ampliação e reforma.
• Portaria nº 725, de 2 de maio de 2014 – Altera as portarias GM/MS nº 339 e
nº 341, de 4 de março de 2013, que redefinem os componentes Ampliação e
Reforma do Programa de Requalificação de Unidades Básicas de Saúde; possibilita
nova contemplação, com recursos de emendas parlamentares à Unidade Básica
de Saúde (UBS), já contempladas em anos anteriores com objetos – Ampliação ou
Reforma do Programa Requalifica, e substitui o anexo I da Portaria GM/MS nº 340,
de 4 de março de 2013, que redefine o Componente Construção do Programa de
Requalificação de Unidades Básicas de Saúde.
• Resolução CIT nº 10, de 8 de dezembro de 2016. Dispõe complementarmente sobre
o planejamento integrado das despesas de capital e custeio para os investimentos
em novos serviços de saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 49


Agente financiador: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.
Quem pode receber: Municípios, Distrito Federal; os estados apenas receberão
recursos de emenda parlamentar para apresentação de propostas de construção de
UBS e de equipamentos a serem direcionadas aos municípios. Entidades filantrópicas
não poderão solicitar Construções, Reformas e Ampliações de Unidades Básicas de
Saúde/Centros de Saúde/Postos de Saúde.

Ação Orçamentária: 8581 – Estruturação da Rede de Serviços de Atenção Básica de Saúde.


Fonte: Emenda.
Instrumentos: Fundo a Fundo.

Contato da área responsável:


Secretaria de Atenção à Saúde (SAS)
Departamento de Atenção Básica (DAB)
SAF Sul, Quadra 2, lotes 5/6, bloco II, subsolo
Ed. Premium, Brasília/DF – CEP: 70070-600
Tels.: (61) 3315-9050/9060/9066
E-mail: qualificaubs@saude.gov.br

50 Ministério da Saúde
2.5 UBS Fluvial
As Unidades Básicas de Saúde Fluviais (UBSF) são embarcações que comportam
equipes de Saúde da Família Fluvial, providas com os materiais necessários para
atender à população ribeirinha da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato
Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão) e Pantanal
Sul Mato-Grossense. Elas buscam responder às especificidades dessas regiões,
garantindo o cuidado às suas populações como previsto na Política Nacional de
Atenção Básica (Pnab).

UBSF Valor repassado


Porte Único R$ 1.889.450,00

Instrumento jurídico para formalização:

• Portaria nº 290, de 28 de fevereiro de 2013 – institui o Componente Construção de


Unidades Básicas de Saúde Fluviais no âmbito do Programa de Requalificação de
Unidades Básicas de Saúde (UBS) aos estados e aos municípios da Amazônia Legal e
Pantanal Sul-Mato-Grossense.
• Portaria GM/MS nº 1.355, de 8 de setembro de 2016 – altera o valor de incentivo
financeiro estabelecido na Portaria GM/MS nº 290, de 28 de fevereiro de 2013.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 51


Agente financiador: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.

Ação Orçamentária: 8581 – Estruturação da Rede de Serviços de Atenção Básica de Saúde.


Fonte: Emenda.
Instrumentos: Fundo a Fundo Equipamentos e Materiais Permanentes.

Quem pode receber: Estados e municípios.

Contato da área responsável


Secretaria de Atenção à Saúde (SAS)
Departamento de Atenção Básica (DAB)
SAF Sul, Quadra 2, lotes 5/6, bloco II, subsolo
Ed. Premium, Brasília/DF – CEP: 70070-600
Tels.: (61) 3315-9050/9061/9066
E-mail: ubsfluvial@saude.gov.br

2.6 Programa Academia da Saúde


Descrição: Os polos do Programa Academia da Saúde, espaços de infraestrutura
específica, constituem dispositivos da Atenção Básica inseridos nas Redes de
Atenção à Saúde. O programa desenvolve-se nesses espaços, com profissionais
qualificados, aliados a profissionais vinculados à unidade de saúde de referência
do polo, visando contribuir para a promoção da saúde, prevenção de doenças e
agravos, produção do cuidado e modos de vida saudáveis da população. É ancorado
pelas Políticas de Atenção Básica e Promoção da Saúde, sendo que a oferta de ações
nos territórios precisa considerar atividades nos seguintes eixos: atividades físicas
e práticas corporais; promoção da alimentação saudável; práticas integrativas e
complementares; práticas artísticas e culturais; educação em saúde; planejamento
e gestão; mobilização da comunidade; produção do cuidado e de modos de

52 Ministério da Saúde
vida saudáveis. O Ministério da Saúde realiza apoio técnico na implantação e na
implementação do programa nos estados e nos municípios e a transferência de
incentivos financeiros de investimento e custeio aos municípios aderidos.

Tabela 4 – Academia da Saúde

ACADEMIA DA SAÚDE Valores em R$


BÁSICA INTERMEDIÁRIA AMPLIADA
NORTE 81.000,00 125.000,00 218.000,00
NORDESTE 81.000,00 125.000,00 218.000,00
SUDESTE 81.000,00 125.000,00 218.000,00
SUL 81.000,00 125.000,00 218.000,00
CENTRO-OESTE 81.000,00 125.000,00 218.000,00

Instrumento jurídico para formalização:

• Portaria GM/MS nº 2.681, de 7 de novembro de 2013 – redefine o programa


Academia da Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
• Portaria GM/MS nº 1.707, de 23 de setembro de 2016 – redefine as regras e os
critérios referentes aos incentivos financeiros de investimento para construção de
polos; unifica o repasse do incentivo financeiro de custeio por meio do Piso Variável da
Atenção Básica (PAB Variável); redefine os critérios de similaridade entre programas
em desenvolvimento no Distrito Federal e nos municípios e o Programa Academia da
Saúde; e revoga a Portaria GM/MS nº 2.684, de 8 de novembro de 2013.
• Portaria nº 186, de 14 de março de 2014 – altera os anexos I e II da Portaria SAS/MS
nº 24, de 14 de janeiro de 2014, que redefine as regras para o cadastramento do
programa Academia da Saúde no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos
de Saúde (SCNES).
• Portaria SAS nº 24, de 14 de janeiro de 2014 – redefine o cadastramento
do Programa Academia da Saúde no Sistema de Cadastro Nacional de
Estabelecimentos de Saúde (SCNES).
• Portaria nº 381, de 6 de fevereiro de 2017 – dispõe sobre as transferências,
fundo a fundo, de recursos financeiros de capital ou corrente, do Ministério da
Saúde a estados, Distrito Federal e municípios destinados à execução de obras de
construção, ampliação e reforma.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 53


• Resolução CIT nº 10, de 8 de dezembro de 2016. Dispõe complementarmente sobre
o planejamento integrado das despesas de capital e custeio para os investimentos
em novos serviços de saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
Agente financeiro: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.

Ação Orçamentária: 20YL – Implantação das Academias da Saúde


Fonte: Emenda
Instrumentos: Fundo a Fundo Obra

Quem pode receber: Municípios e Distrito Federal.

Contatos das áreas responsáveis:


Secretaria de Atenção à Saúde (SAS)
Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição (CGAN)
Departamento de Atenção Básica (DAB)
SAF Sul, Trecho 2, lotes 5/6
Bloco F, sala 8, Auditório (subsolo), Torre II, Ed. Premium
Tels.: (61) 3315-9050/9060/9066
E-mail: academiadasaude@saude.gov.br

54 Ministério da Saúde
2.7 Saúde Bucal – Brasil Sorridente
As propostas para os Centros de Especialidades Odontológicas deverão ser
cadastradas na ação 10.301.2015.8730.0001 (ampliação da resolutividade da saúde
bucal na atenção básica e especializada).

Descrição: A Política Nacional de Saúde Bucal – Programa Brasil Sorridente


constitui-se em uma série de medidas que visa garantir ações de promoção,
prevenção e recuperação da saúde bucal dos brasileiros, fundamental para a
saúde geral e a qualidade de vida da população. As principais linhas de ação do
programa são a reorganização da Atenção Básica em Saúde Bucal, principalmente
com a implantação das equipes de Saúde Bucal na Estratégia Saúde da Família;
a ampliação e a qualificação da atenção especializada, especialmente com a
implantação de Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) e Laboratórios
Regionais de Próteses Dentárias, e a viabilização da adição de flúor nas estações de
tratamento de águas de abastecimento público.

Os Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) são estabelecimentos de


saúde, participantes do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes),
classificados como Clínica Especializada ou Ambulatório de Especialidade. Os
Centros de Especialidades Odontológicas estão preparados para oferecer à
população, no mínimo, os seguintes serviços:

• Diagnóstico bucal com ênfase no diagnóstico e detecção do câncer de boca.


• Periodontia especializada.
• Cirurgia oral menor dos tecidos moles e duros.
• Endodontia.
• Atendimento a portadores de necessidades especiais.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 55


Os centros são uma das frentes de atuação do Brasil Sorridente. O tratamento
oferecido nos Centros de Especialidades Odontológicas é uma continuidade do
trabalho realizado pela Rede de Atenção Básica e, no caso dos municípios que estão
na Estratégia Saúde da Família, pelas equipes de Saúde Bucal.

Conforme Portaria n°1.341, de 13 de junho de 2012, a implantação de Centros de


Especialidades funciona por meio de parceria entre estados, municípios e o governo
federal, isto é, o Ministério da Saúde faz o repasse de uma parte dos recursos, e os
estados e os municípios contribuem com outra parcela.

Cada Centro de Especialidade Odontológica credenciado recebe do Ministério da


Saúde recurso mensal para custeio do serviço. Estes Centros ainda poderão aderir ao
Programa de Melhoria de Acesso e da Qualidade (Pmaq-CEO) e terem os incentivos
mensais de custeio ampliados pelo Ministério da Saúde entre 20% e 100%.

Existem três tipos de CEO:


• CEO Tipo I (com três cadeiras odontológicas).
• CEO Tipo II (de quatro a seis cadeiras odontológicas).
• CEO Tipo III (a partir de sete cadeiras odontológicas).

Incentivo de custeio – mensal:


• R$ 8.250 para CEO Tipo I.
• R$ 11.000 para CEO Tipo II.
• R$ 19.250 para CEO Tipo III.

Aquisição de equipamentos e materiais permanentes: objetiva o funcionamento


e a execução do conjunto de ações propostas na Atenção Básica e Especializada em
Saúde Bucal.

Construção, Ampliação e Reforma de Centros de Especialidades Odontológicas: São


ações que visam à melhoria da estrutura física desses centros, a fim de contribuir
para a ampliação e a qualificação da atenção especializada em Saúde Bucal.

Capacitação e Estudo e Pesquisa em Saúde Bucal: Tem o objetivo de aprimorar


e aperfeiçoar a qualidade dos serviços já autorizados e existentes no território
nacional oferecidos à população, qualificar profissionais e equipes, e difundir
conhecimentos e tecnologias para atender, de maneira eficiente, às necessidades
da Política Nacional de Saúde Bucal.

56 Ministério da Saúde
Instrumento jurídico para formalização

• Portaria GM/MS nº 283, de 22 de fevereiro de 2005.


• Portaria GM/MS n° 599, de 23 de março de 2006.
• Portaria GM/MS nº 600, de 23 de março de 2006.
• Portaria GM/MS nº 2.373, de 7 de outubro de 2009.
• Portaria nº 1.464, de 24 de junho de 2011.
• Portaria GM/MS n° 1.341, de 13 de junho de 2012.
• Portaria nº 1.599, de 30 de setembro de 2015.
• Portaria Interministerial nº 424, de 30 de dezembro de 2016.

Agente financiador: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


Quem pode receber: Municípios, Estados, Distrito Federal e órgãos federais.

Ação Orçamentária: 8730- Ampliação da Resolutividade da Saúde Bucal na Atenção


Básica e Especializada.
Fonte: Emenda e programa.
Instrumentos: Fundo a Fundo para Equipamento e Material Permanente, Contrato
de Repasse para as obras, Termo de Execução Descentralizada, Convênios.

Contato da área responsável


Secretaria de Atenção à Saúde (SAS)
Coordenação-Geral de Saúde Bucal (CGSB)
SAF Sul, Trecho 2, lotes 5/6, bloco F
Ed. Premium, Brasília/DF – CEP: 70070-600
E-mail: cosab@saude.gov.br
Tels.: (61) 3315-9155/9145

57
2.8 Atenção Especializada – Serviço Ambulatorial e Hospitalar
de Média e Alta Complexidade
Descrição: A Atenção Especializada no Sistema Único de Saúde (SUS) caracteriza-se
por promover coordenadamente os serviços especializados de média e alta
complexidade em saúde, oferecendo à população acesso qualificado e em tempo
oportuno. A finalidade da Atenção Especializada é realizar a atenção de modo
integral aos usuários do serviço de média e alta complexidade, em todos os pontos
de atenção, com realização de ações e serviços de promoção e proteção da saúde,
prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos e
manutenção da saúde. Entre nossos alvos de atuação estão as áreas da Nefrologia,
Cardiologia, Traumato-Ortopedia, Oftalmologia, serviços de laboratório de análises
clínicas e serviços de imagem. A seguir estão descritos os tipos de investimentos
possíveis nesta área.

58 Ministério da Saúde
Construção, Ampliação e Reforma de Unidade Especializada de Saúde: Ações do
Ministério da Saúde que têm por objetivo qualificar e estruturar os serviços de
atenção especializada em saúde. Diferenciação entre Construção, Reforma e
Ampliação, vide páginas 128, 129 e 150.

Unidades beneficiárias:

Clínica/Centro de Especialidades: Clínica especializada destinada à assistência


ambulatorial em apenas uma especialidade/área da assistência.

Laboratório: Estabelecimento laboratorial que realiza análises de interesse à


saúde pública, vinculado a órgãos ou entidades da administração pública direta
ou indireta, da União, dos estados, do Distrito Federal ou dos municípios e das
fundações mantidas pelo poder público.

Policlínicas: Unidade de saúde para prestação de atendimento ambulatorial em


várias especialidades, incluindo ou não as especialidades básicas, podendo ainda
ofertar outras especialidades não médicas, podendo ou não oferecer: Serviço de
Apoio Diagnóstico e Terapêutico (SADT) e Pronto Atendimento 24 horas.

Unidade Mista: Unidade de saúde básica destinada à prestação de atendimento


em atenção básica e integral à saúde, de maneira programada ou não, nas
especialidades básicas, podendo oferecer assistência odontológica e de outros
profissionais, com unidade de internação, sob administração única. A assistência
médica deve ser permanente e prestada por médico especialista ou generalista.
Pode dispor de urgência/emergência e SADT básico ou de rotina.

Hospital Geral: Hospital destinado à prestação de atendimento nas especialidades


básicas, por especialistas e/ou outras especialidades médicas. Pode dispor de serviço de
urgência/emergência. Deve dispor também de SADT de média complexidade, podendo
ter ou não Sistema Integrado de Patrimônio, Administração e Contrato (Sipac).

Hospital Especializado: Hospital destinado à prestação de assistência à saúde em


uma única especialidade/área. Pode dispor de serviço de urgência/emergência e
SADT, podendo ter ou não alta complexidade. É geralmente um estabelecimento de
referência regional, macrorregional ou estadual.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 59


Pronto-Socorro Geral: Unidade destinada à prestação de assistência a pacientes com
ou sem risco de vida, cujos agravos necessitam de atendimento imediato, podendo
ter ou não internação.

Pronto-Socorro Especializado: Unidade destinada à prestação de assistência em


uma ou mais especialidades a pacientes com ou sem risco de vida, cujos agravos
necessitam de atendimento imediato.

Instrumento jurídico para formalização:

• Portaria GM/MS nº 1.631, de 1º de outubro de 2015.


• Portaria Interministerial nº 424, de 30 de dezembro de 2016.
• Portaria GM/MS nº 3.134, de 17 de dezembro de 2013.
• Portaria nº 389, de 13 de março de 2014.
• RDC nº 11, de 13 de março de 2014.
• Portaria GM/MS nº 1.169, de 15 de junho de 2004.
• Portaria nº 221, de 15 de fevereiro de 2005.
• Portaria GM/MS nº 1.161, de 7 de julho de 2005.
• Portaria nº 3.390, de 30 de dezembro de 2013.
• Portaria nº 511, de 29 de dezembro de 2000.
• Portaria nº 299, de 11 de setembro de 2009.
• Portaria Conjunta MS/Anvisa nº 1, de 6 de setembro de 2013.
• Portaria nº 381, de 6 de fevereiro de 2017.

Agente financeiro: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


Quem pode receber: Estados, municípios, Distrito Federal, entidades privadas sem
fins lucrativos e órgãos públicos federais.

Ação Orçamentária: 8535 – Estruturação de Unidades de Atenção Especializada em Saúde.


Fonte: Emenda e Programa.
Instrumentos: Fundo a Fundo Equipamento e Material Permanente, Contrato de
Repasse para as obras, Convênio para equipamento com entidade privada sem fins
lucrativos, Termo de Execução Descentralizada.

60 Ministério da Saúde
Contato da área responsável:
Secretaria de Atenção à Saúde (SAS)
Departamento de Atenção Especializada e Temática (DAET)
SAF Sul, Quadra 2, lotes 5/6, bloco II, 1º andar, sala 103
Ed. Premium, Brasília/ DF – CEP: 70070-600
Tels.: (61) 3315-5853/5854/7866/9220
E-mail: daet@saude.gov.br

Departamento de Atenção Hospitalar e de Urgência (DAHU)


SAF Sul, Quadra 2, lotes 5/6, bloco II, 2º andar, sala 204
Ed. Premium, Brasília/DF – CEP: 70070-600
Tel.: (61) 3315-6161/6172
E-mail: dahu@saude.gov.br

2.9 Ambulâncias Tipo “A” Destinadas à Remoção Simples e


Eletiva no Âmbito do SUS
Descrição: O Ministério da Saúde iniciou, a partir de 2017, o financiamento
com recursos de emendas parlamentares para aquisição de ambulâncias Tipo A
destinadas ao transporte de pacientes para remoção simples e de caráter eletivo.

Esse tipo de veículo é destinado ao transporte de pacientes com indicação clínica,


por condição de caráter temporário ou permanente, que requer ser transportado
em decúbito horizontal e que não apresentem risco de vida.

O transporte por Ambulância Tipo A ocorre em situações de altas ou internações


hospitalares, atendimentos domiciliares e para a realização de procedimentos
ambulatoriais na rede de saúde.

Esta modalidade de transporte também é indicada para as situações de transporte


pré-hospitalar e inter-hospitalar, que deverá ocorrer em conformidade com
regulação por meio de central de regulação estabelecida para o transporte inter-
hospitalar ou, na ausência desta central, a responsabilidade pelo transporte será
do médico solicitante, conforme estabelecido pela Portaria GM/MS n° 2.048/2002.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 61


O caráter eletivo desta modalidade de transporte indica que os deslocamentos pela
Ambulância Tipo A devem ser programados e pré-agendados, podendo ocorrer
dentro do próprio município ou para outro município de referência, conforme
pactuação e articulação com as estruturas de regulação de acesso.

As ambulâncias de transporte deverão dispor de equipamentos mínimos previstos


pela Portaria e ser tripuladas por dois profissionais (o condutor de ambulância e um
técnico ou auxiliar de Enfermagem).

A responsabilidade pela manutenção e preservação da ambulância é do ente


beneficiado, que deverá ainda observar as normas técnicas e os dispositivos
legais que regem a matéria. A manutenção engloba o pagamento de impostos,
emplacamento, documentação do veículo, seguro contra sinistro, sistema de
gestão, recursos humanos, limpeza e rastreamento, despesas relativas ao custo por
quilômetro rodado, entre outras.

O Ministério da Saúde disponibilizará ata de registro de preços para adesão pelos entes.

Instrumento jurídico para formalização:

• Portaria nº 788/2017.
• Portaria GM/MS nº 2048, de 5 de novembro de 2002.
• Portaria GM/MS nº 3.134/2013.
Agente financeiro: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.
Quem pode receber: Ação Orçamentária: 8535 – Estruturação de Unidades de
Atenção Especializada em Saúde, Grupo de Natureza de Despesa 4 e modalidade
de aplicação 31 ou 41.

Fonte: Emenda
Instrumentos: Fundo a Fundo Equipamento e Material Permanente.

Contato da área responsável:


Secretaria de Atenção à Saúde (SAS)
Departamento de Atenção Hospitalar e de Urgência (DAHU)
SAF Sul, Quadra 2, lotes 5/6, bloco II, 2º andar, sala 204
Ed. Premium, Brasília/DF – CEP: 70070-600
Tels.: (61) 3315-6161/6172
E-mail: dahu@saude.gov.br

62 Ministério da Saúde
2.9 Sistema Nacional de Transplantes – SNT
Descrição: O fortalecimento do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) é uma
das políticas da atenção especializada. O SNT tem como objetivo desenvolver o
processo de procura, doação e distribuição de tecidos, órgãos e partes retiradas
do corpo humano para finalidades terapêuticas, visando garantir a execução das
atividades realizadas no processo doação-transplante e aumentar o número e a
qualidade dos transplantes realizados no País, com a consequente diminuição do
tempo de espera em lista.

Aquisição de Equipamentos: Objetiva possibilitar o financiamento para aquisição de


equipamentos e materiais permanentes na estruturação de Centros Transplantadores,
Bancos de Tecidos Humanos, Centrais Estaduais de Transplantes, Organizações de
Procura de Órgãos, Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para
Transplantes (CIHDOTTs).

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 63


Construção, Ampliação ou Reforma: Tem o objetivo de financiar a reforma da área
física de Centrais Estaduais de Transplantes, Organizações de Procura de Órgãos
e Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante
(CIHDOTTs); e a construção, ampliação ou reforma de centros transplantadores e
Bancos de Tecidos Humanos.

Qualificação, Estudo e Pesquisa em Doação e Transplantes: Tem o objetivo de


desenvolver o sistema de doação e transplantes, visando aprimorar a qualidade
dos transplantes e tratamentos, auxiliar a implantação de novos serviços de doação
e transplantes de órgãos e tecidos, aperfeiçoar serviços já autorizados e existentes
no território nacional, qualificar equipes de profissionais de saúde para atuação
no processo de doação e transplantes e a difusão de conhecimentos e tecnologias
para atender, de forma eficiente, às necessidades dos programas de transplantes.

Instrumento jurídico para formalização:

• Portaria nº 2.600, de 21 de outubro de 2009.


• Portaria nº 2.172, de 27 de setembro de 2012.
• Portaria nº 3.134, de 17 de dezembro de 2013.
• Portaria nº 2.758, de 11 de dezembro de 2014.
• Portaria nº 381, de 6 de fevereiro de 2017.

Agente financeiro: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


Quem pode receber: Estados, municípios, Distrito Federal, entidades privadas sem
fins lucrativos e órgãos federais.

Ação Orçamentária: 8535 – Estruturação de Unidades de Atenção Especializada em


Saúde; 20SP – Operacionalização do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
Fonte: Emenda e Programa.
Instrumentos: Fundo a Fundo, Contrato de Repasse, Convênio e Termo de Execução
Descentralizada.

64 Ministério da Saúde
Contato da área responsável:
Secretaria de Atenção à Saúde (SAS)
Departamento de Atenção Especializada e Temática (DAET)
Coordenação-Geral do Sistema Nacional de Transplantes (CGSNT)
SAF Sul, Trecho 2, bloco F, Edifício Premium, Torre II, 1º andar, sala 104
Brasília, DF – CEP: 70070-600
Tels.: (61) 3315-9212/9213/9214/7856
Site: <www.saude.gov.br/transplantes >
E-mail: snt@saude.gov.br

2.10 Política Nacional de Sangue, Componentes e Derivados


Descrição: A Política Nacional de Sangue, Componentes e Derivados prioriza
ações para o fortalecimento dos serviços de hematologia e hemoterapia e das
instituições científicas e tecnológicas, e é executada pelas entidades que compõem
o Sistema Nacional de Sangue Componentes e Derivados (Sinasan), sendo dirigida
nacionalmente pelo Ministério da Saúde.

Construção, Ampliação, Reforma, Aquisição de Equipamento, Capacitação,


Qualificação, Eventos e Estudo e Pesquisa para os Serviços de Hematologia e
Hemoterapia e para as Instituições Científicas e Tecnológicas: Objetiva qualificar a
produção de hemocomponentes, de plasma para indústria e a assistência prestada
aos pacientes portadores de doenças hematológicas, com segurança e qualidade.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 65


Unidades beneficiárias:

• Serviços de Hematologia e Hemoterapia: Estabelecimentos que integram a assistência


especializada em coagulopatias e hemoglobinopatias, e ou ações referentes à
captação de doadores, o ciclo de produção do sangue, testes sorológicos, testes
imunohematológicos, distribuição e transfusão de sangue e componentes e demais
atividades hemoterápicas.
• Instituições Científicas e Tecnológicas: Instituições Científicas e Tecnológicas (ICT)
que atuam em desenvolvimento, inovação, produção, testes, certificação e avaliação
de conformidade na área de Saúde.
Instrumento jurídico para formalização:

• Lei nº 10.205, de 21 de março de 2001.


• Decreto nº 3.990, de 30 de outubro de 2001.
• Portaria GM/MS nº 158, de 4 de fevereiro de 2016.
• Portaria nº 381, de 6 de fevereiro de 2017.

Agente financeiro: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


Quem pode receber: Municípios, estados, Distrito Federal, órgãos públicos federais
e empresas privadas sem fins lucrativos.

Ação Orçamentária: 4295 – Atenção aos pacientes portadores de doenças


hematológicas; 7690 – Estruturação dos serviços de hematologia e hemoterapia;
6516 – Aperfeiçoamento e avaliação dos serviços de hemoterapia e hematologia;
20YD – Apoio à educação permanente dos trabalhadores do SUS.
Fonte: Emenda e Programa.
Instrumentos: Fundo a Fundo Equipamento e Material Permanente, Contrato de
Repasse para as obras, Convênio para equipamento com entidade privada sem fins
lucrativos, Termo de Execução Descentralizada.

Contato da área responsável


Secretaria de Atenção à Saúde (SAS)
Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados (CGSH)
SAF Sul, Trecho 2, bloco F – ala B, Torre II, 2º andar, sala 202
Ed. Premium, Brasília/DF – CEP: 70070-600
E-mail: sangue@saude.gov.br
Tels.: (61) 3315-6182/6183/6174

66 Ministério da Saúde
2.11 Rede de Atenção às Urgências – RAU
Descrição: A organização da Rede de Atenção às Urgências (RAU) tem a finalidade
de articular e integrar todos os equipamentos de saúde, objetivando ampliar e
qualificar o acesso humanizado e integral aos usuários em situação de urgência
e emergência nos serviços de saúde, de maneira ágil e oportuna. Fazem parte
dessa rede os componentes: Atenção Hospitalar (Portas de Entrada Hospitalares
de Urgência, Enfermarias Clínicas de Retaguarda, Leitos de Cuidados Prolongados,
Leitos de Unidade Coronariana e Leitos de Terapia Intensiva), bem como Serviço de
Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) e suas Centrais de Regulação Médica
das Urgências, Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h) e o conjunto de serviços
de urgência 24 horas.

Para análise técnica de mérito das propostas referentes ao Componente Hospitalar


da Rede de Atenção às Urgências, será observada a aprovação da unidade assistida
em Plano de Ação Regional (PAR), conforme definido pelas Portarias GM/MS 1.600,
de 7 de julho de 2011 e Portaria GM/MS n° 2.395, de 11 de outubro de 2011.

Obra (Ampliação, Reforma): Objetiva financiar serviços hospitalares de urgência 24 horas.

A aquisição de Equipamento e
NÃO HAVERÁ FINANCIAMENTO
Material Permanente somente
DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO OU
será financiada com recursos de
AMPLIAÇÃO DE UPA. emenda parlamentar.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 67


Instrumento jurídico para formalização:

• Portaria nº 2.395, de 11 de outubro de 2011.


• Portaria nº 2.994, de 23 de dezembro de 2011.
• Portaria n° 1.600, de 7 de julho de 2011.
• Portaria nº 2.809, de 7 de dezembro de 2012.
• Portaria nº 3.390, de 30 de abril de 2013.
• Portaria n° 10, de 3 de janeiro de 2017.
• Portaria nº 381, de 6 de fevereiro de 2017.

Agente financeiro: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


Quem pode receber: Estados, municípios, Distrito Federal, entidades privadas sem
fins lucrativos e órgãos públicos federais.

Ação Orçamentária: 8933 – Estruturação de Serviços de Atenção às Urgências e


Rede Assistencial; 8535 – Estruturação de Unidades de Atenção Especializada
em Saúde; 12L4 – Implantação, Construção e Ampliação de Unidades de Pronto
Atendimento – UPA (apenas programação).
Fonte: Emenda e Programa.
Instrumentos: Fundo a Fundo, Contrato de Repasse e Termo de Execução Descentralizada.

Aquisição de equipamentos e materiais permanentes: Objetiva melhorar a


infraestrutura e a capacidade tecnológica dos seguintes componentes: Atenção
Hospitalar (Portas de Entrada Hospitalares de Urgência e Emergência, UTI e Unidade
Coronariana), Samu 192 (Unidades de Suporte Básico – USB, Unidades de Suporte
Avançado – USA e Central de Regulação Médica de Urgência – CRMU), Unidades
de Pronto Atendimento (UPA 24h) e o conjunto de serviços de urgência 24 horas .

Instrumento jurídico para formalização:

• Portaria nº 2.657, de 16 de dezembro de 2004.


• Portaria nº 2.395, de 11 de outubro de 2011.
• Portaria nº 2.994, de 23 de dezembro de 2011.
• Portaria n° 1.600, de 7 de julho de 2011.
• Portaria nº 2.809, de 7 de dezembro de 2012.
• Portaria nº 1.010, de 21 de maio de 2012.

68 Ministério da Saúde
• Portaria nº 3.134, de 17 de dezembro de 2013.
• Portaria nº 1.277, de 26 de junho de 2013.
• Portaria nº 3.390, de 30 de abril de 2013.
• Portaria nº 1.631, de 1º de outubro de 2015.
• Portaria nº 10, de 3 de janeiro de 2017.

Agente financeiro: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


Quem pode receber: Estados, municípios, Distrito Federal, entidades privadas sem
fins lucrativos e Órgãos Públicos Federais.

Ação Orçamentária: 8933 – Estruturação de Serviços de Atenção às Urgências e


Rede Assistencial; 8535 – Estruturação de Unidades de Atenção Especializada em
Saúde; 12L4 – Implantação de Unidades de Pronto Atendimento – UPA (apenas
programação).
Fonte: Emenda e Programa.
Instrumentos: Fundo a Fundo para aquisição de equipamentos e material
permanente, Convênio para aquisição de equipamentos com entidade privada sem
fins lucrativos, Termo de Execução Descentralizada.

Renovação de frota do Samu 192

Objetiva renovar a frota do Samu 192 (Unidades de Suporte Básico e Unidades de


Suporte Avançado). O financiamento de ambulâncias para o Samu 192 está restrito
às situações de renovações de frota de veículos cadastrados no SCNES e habilitados
pelo Ministério da Saúde.

Instrumento jurídico para formalização:

• Portaria nº 1.010, de 21 de maio de 2012.


• Portaria nº 381, de 6 de fevereiro de 2017.
• Portaria n° 788, de 15 de março de 2017.

Agente financeiro: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


Quem pode receber: Estados, Municípios e Distrito Federal.

Ação Orçamentária: 8535 – Estruturação de Unidades de Atenção Especializada.


Fonte: Emenda e Programa.
Instrumentos: Compra centralizada pelo Ministério da Saúde.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 69


Contato da área responsável:
Secretaria de Atenção à Saúde (SAS)
Departamento de Atenção Hospitalar e de Urgência (DAHU)
SAF Sul, Quadra 2, lotes 5/6, bloco II, 2º andar, Ed. Premium, Brasília/DF
CEP: 70070-600
Tel.: (61) 3315-9210
E-mail: cgue@saude.gov.br

Prevenção e tratamento
do câncer de colo de útero
e de mama.  
2.12 Rede de Atenção às Pessoas com
Doenças Crônicas – Oncologia
Descrição: A finalidade da Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças
Crônicas é realizar a atenção de modo integral aos usuários com doenças crônicas,
em todos os pontos de atenção, com realização de ações e serviços de promoção
e proteção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação,
redução de danos e manutenção da saúde. Entre os alvos de atuação está a área
da Oncologia (câncer).

Podem pleitear propostas para estruturação e qualificação da Rede de Atenção


às Pessoas com Doenças Crônicas as instituições habilitadas na alta complexidade
em oncologia de acordo com as regras previstas na Portaria SAS nº 140 – como
Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon), Unidade
de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), Hospital Geral
com Cirurgia Oncológica de Complexo Hospitalar e Serviço de Radioterapia de
Complexo Hospitalar; os serviços que realizam procedimentos de diagnóstico
para câncer de mama e para câncer de colo de útero que se comprometerem a

70 Ministério da Saúde
solicitar habilitação, de acordo com a Portaria MS/GM nº 189; e laboratório de
referência para o exame citopatológico.

Centro de Referência de Alta Complexidade em Oncologia: Centro de Assistência


de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon), Unidade de Assistência de Alta
Complexidade em Oncologia (Unacon), Hospital Geral com Cirurgia Oncológica de
Complexo Hospitalar e Serviço de Radioterapia de Complexo Hospitalar. Trata-se de
unidade que tenha condições técnicas, instalações físicas, equipamentos e recursos
humanos adequados à prestação de assistência especializada de alta complexidade
para o diagnóstico definitivo e o tratamento dos cânceres mais prevalentes no
Brasil. Devem fazer articulação e integração com a rede de saúde local e regional
e disponibilizar, de modo complementar e por decisão do respectivo gestor de
saúde, consultas e exames de média complexidade para o diagnóstico diferencial
do câncer.

Laboratório de Referência para o Exame Citopatológico: Tem como finalidade


financiar propostas de projetos que visem qualificar a citopatologia, baseando-se
em um conjunto de medidas destinadas a detectar, corrigir e reduzir deficiências
do processo de produção dentro do laboratório. Proporciona o aperfeiçoamento
dos procedimentos laboratoriais e minimiza a ocorrência de erros diagnósticos,
servindo também como orientação para a melhoria da coleta do material e
ferramenta educacional.

Serviços de Referência para o Diagnóstico do Câncer de Mama (SDMs): Têm como


finalidade financiar propostas de projetos que visem à melhoria das condições e
da capacidade de atendimento dos serviços de mastologia, entendendo os SDMs
como serviços concebidos para receber, de maneira referenciada, pessoas com
lesões suspeitas de câncer de mama, palpáveis ou impalpáveis, para realização do
diagnóstico definitivo, atuando como pontos de atenção de média complexidade
que deverão estar integrados à Rede de Atenção à Saúde.

Serviços de Referência para o Diagnóstico e o Tratamento de Lesões:

Precursoras do Câncer de Colo do Útero (SRCs): Têm como finalidade financiar


propostas de projetos que visem à melhoria das condições e da capacidade de
atendimento de serviços de ginecologia, entendendo os SRCs como serviços
concebidos para realizar a confirmação diagnóstica e o tratamento das lesões

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 71


precursoras do câncer de colo do útero e como pontos de atenção imprescindíveis
na linha de cuidado para o controle do câncer de colo do útero. Os SRCs são pontos
de atenção à saúde de média complexidade que deverão estar integrados à Rede
de Atenção à Saúde, objetivando a integralidade do cuidado com as mulheres nas
ações de controle do câncer.

Aquisição de equipamentos e materiais permanentes:

Radioterapia: Permite o financiamento de equipamentos e materiais permanentes


(mobiliários) necessários à realização de procedimentos em radioterapia, que
podem ser pleiteados por instituições habilitadas na alta complexidade em
Oncologia, com o objetivo de qualificar a atenção às pessoas com câncer. Serviços
habilitados na alta complexidade em Oncologia (Unacon), mas que não ofertam
radioterapia, devem apresentar declaração de comprometimento em solicitar
habilitação compatível com o serviço a ser ofertado (Unacon com Radioterapia).

Diagnóstico: Permite o financiamento de equipamentos e materiais permanentes


(mobiliários) necessários para realizar exames de diagnóstico em câncer, que podem
ser pleiteados pelas instituições habilitadas na alta complexidade em Oncologia,
por aquelas que tenham o interesse em pleitear habilitação como Serviço de
Referência para Diagnóstico e Tratamento de Lesões Precursoras do Câncer do Colo
de Útero (SRC) ou como Serviço de Referência para Diagnóstico de Câncer de Mama
(SDM), e pelos laboratórios de referência para o exame citopatológico.

Ampliação e Reforma: Permite a estruturação de serviços por meio da realização


de obras de ampliação ou de reforma, que podem ser pleiteadas pelas instituições
habilitadas na alta complexidade em Oncologia, por aquelas que tenham o interesse
em pleitear habilitação como Serviço de Referência para Diagnóstico e Tratamento
de Lesões Precursoras do Câncer do Colo de Útero (SRC) ou como Serviço de
Referência para Diagnóstico de Câncer de Mama (SDM), e pelos laboratórios de
referência para o exame citopatológico.

Instrumento jurídico para formalização:

• Portaria nº 931, de 10 de maio de 2012: Institui o Plano de Expansão da


Radioterapia no SUS.
• Portaria nº 874, de 16 de maio de 2013: Institui a Política Nacional para a

72 Ministério da Saúde
Prevenção e o Controle do Câncer na Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com
Doenças Crônicas no âmbito do SUS.
• Portaria nº 2.046, de 12 de setembro de 2014.
• Portaria SAS nº 140, de 27 de fevereiro de 2014.
• Portaria nº 381, de 6 de fevereiro de 2017.

Agente financeiro: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


Quem pode receber: Estados, municípios, Distrito Federal, entidades privadas sem
fins lucrativos e órgãos públicos federais.

Ação Orçamentária: 8535 – Estruturação de Unidades de Atenção Especializada em Saúde.


Fonte: Emenda e Programa.
Instrumentos: Fundo a Fundo Equipamento e Material Permanente, Contrato de
Repasse para as obras, Convênio para equipamento com entidade privada sem fins
lucrativos, Termo de Execução Descentralizada.

Contato da área responsável:


Secretaria de Atenção à Saúde (SAS)
Departamento de Atenção Especializada e Temática (DAET)
SAF Sul, Quadra 2, lotes 5/6, bloco II, 1º andar, sala 103
Ed. Premium, Brasília/DF – CEP: 70070-600
Tels.: (61) 3315-9020/9022
E-mail: rede.cronicas@saude.gov.br

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 73


2.13 Rede Cegonha
Descrição: A Rede Cegonha é um conjunto de medidas que visa garantir a todas as
brasileiras, pelo Sistema Único de Saúde, atenção adequada, segura e humanizada
desde o planejamento reprodutivo, a confirmação da gravidez – passando por pré-
-natal, parto e puerpério – até os 2 primeiros anos de vida do bebê. O objetivo
é promover a saúde de mulheres e crianças e reduzir as mortalidades materna e
infantil. As ações previstas na Rede Cegonha visam ao fortalecimento, à ampliação
da rede local e à mudança do modelo de atenção ao parto e ao nascimento,
incorporando práticas baseadas em evidências científicas.

O financiamento no programa é orientado pela apresentação e aprovação dos Planos


de Ação Regionais, elaborados conjuntamente pelos municípios integrantes da região e
pactuados em Comissão Intergestores Bipartite (CIB). Esses planos devem contemplar
ações que visem à melhoria do acesso, à qualidade do pré-natal, bem como a qualificação
da rede de atenção ao parto e nascimento, com inclusão do acompanhante no parto e
as boas práticas de atenção ao parto e ao nascimento (OMS, 1996).

Como oferta para mudança e qualificação dos serviços que realizam partos, propõe
investimentos (reforma, ampliação, construção de maternidade e equipamento)
para a implantação de:

• Centros de Parto Normal (CPN): unidade destinada à assistência ao parto de risco


habitual, pertencente a um estabelecimento hospitalar, localizada nas dependências
internas ou externas ao estabelecimento hospitalar.

74 Ministério da Saúde
• Casas de Gestante, Bebê e Puérpera (CGPB): residência provisória de cuidado à
gestação de alto risco para usuárias em situação de risco identificadas pela atenção
básica ou especializada.
• Ambiência dos Serviços de Partos: ambiência dos centros obstétricos, portas de
entrada e alojamentos conjuntos das maternidades.
• Maternidade.
• Estruturação de Unidade de Atenção Especializada: CPN, CGBP, Ambiência
e Maternidade.
• Implantação ou qualificação dos leitos de Unidade Neonatal: Unidade de Terapia
Intensiva Neonatal (Utin), Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional
(UcinCo) e Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Canguru (UcinCa).
• Implantação ou qualificação de Bancos de Leite Humano (BLH).

Tabela 5 – VALOR DE PARTICIPAÇÃO DA UNIÃO NO FINANCIAMENTO


TRIPARTITE DA CONSTRUÇÃO DOS COMPONENTES DO PROGRAMA

VALOR ATUALIZADO VALOR


COMPONENTE/
CENTRO- ATÉ
PORTE NORTE NORDESTE SUDESTE SUL
-OESTE DEZ/2016
CASA DE
GESTANTE E
BEBÊ – CGBP – 700.000 640.000 720.000 716.000 700.000 447.750
TÉRREA – PARA
20 USUÁRIAS
CASA DE GESTANTE
E BEBÊ – CGBP –
DOIS
705.000 650.000 730.000 725.000 705.000 447.750
PAVIMENTOS –
PARA
20 USUÁRIAS
CENTRO DE
PARTO NORMAL –
PERI-HOSPITALAR 760.000 690.000 780.000 780.000 755.000 540.000
COM 5 QUARTOS
PPP

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 75


Tabela 6 – VALORES MÍNIMOS E MÁXIMOS – AMPLIAÇÃO E REFORMA

Valor mínimo REFORMA


COMPONENTE/
PORTE CENTRO-
NORTE NORDESTE SUDESTE SUL
-OESTE
CASA DE
GESTANTE E
BEBÊ – CGBP – 210.000 195.000 220.000 215.000 210.000
TÉRREA – PARA
20 USUÁRIAS
CASA DE
GESTANTE E
BEBÊ – CGBP –
215.000 195.000 220.000 220.000 215.000
DOIS PAVIMENTOS –
PARA
20 USUÁRIAS
CENTRO DE
PARTO NORMAL –
PERI-HOSPITALAR 230.000 210.000 235.000 235.000 230.000
COM 5 QUARTOS
PPP
AMBIÊNCIA
DOS SERVIÇOS
125.000 125.000 125.000 125.000 125.000
QUE REALIZAM
PARTOS
continua

76 Ministério da Saúde
continuação

Valor máximo REFORMA


COMPONENTE/
PORTE CENTRO-
NORTE NORDESTE SUDESTE SUL
-OESTE
CASA DE GESTANTE
E BEBÊ – CGBP –
420.000 390.000 440.000 430.000 420.000
TÉRREA – PARA
20 USUÁRIAS
CASA DE GESTANTE
E BEBÊ – CGBP –
430.000 390.000 440.000 440.000 430.000
DOIS PAVIMENTOS –
PARA 20 USUÁRIAS
CENTRO DE PARTO
NORMAL – PERI-
460.000 420.000 470.000 470.000 460.000
-HOSPITALAR COM
5 QUARTOS PPP
AMBIÊNCIA DOS
SERVIÇOS QUE 250.000 250.000 250.000 250.000 250.000
REALIZAM PARTOS

Valor mínimo AMPLIAÇÃO


COMPONENTE/
PORTE CENTRO-
NORTE NORDESTE SUDESTE SUL
-OESTE
CASA DE GESTANTE
E BEBÊ – CGBP –
350.000 320.000 360.000 360.000 350.000
TÉRREA – PARA
20 USUÁRIAS
CASA DE GESTANTE
E BEBÊ – CGBP –
355.000 325.000 365.000 365.000 355.000
DOIS PAVIMENTOS –
PARA 20 USUÁRIAS
continua

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 77


conclusão

Valor mínimo AMPLIAÇÃO


COMPONENTE/
PORTE CENTRO-
NORTE NORDESTE SUDESTE SUL
-OESTE
CENTRO DE PARTO
NORMAL – PERI-
380.000 345.000 390.000 390.000 380.000
-HOSPITALAR COM
5 QUARTOS PPP
AMBIÊNCIA DOS
SERVIÇOS QUE 125.000 125.000 125.000 125.000 125.000
REALIZAM PARTOS
O valor máximo para ampliação é 100% do valor de construção nova.

Instrumento jurídico para formalização:

• Portaria GM/MS nº 1.459, de 24 de junho de 2011.


• Portaria GM/MS nº 650, de 5 de outubro de 2011.
• Portaria GM/MS nº 2.351, de 5 de outubro de 2011 (altera Portaria nº 1.459, de 24
de junho de 2011).
• Portaria nº 930, de 10 de maio de 2012.
• Portaria GM/MS nº 1.020, de 29 de maio de 2013.
• Portaria nº 3.410, de 30 de dezembro de 2013.
• Portaria nº 3.389, de 30 de dezembro de 2013.
• Portaria nº 11, de 7 de janeiro de 2015 (altera Portaria nº 904, de 29 de maio de 2013).
• RDC nº 36, de 3 de junho de 2008.
• Portaria nº 3.134, de 17 de dezembro de 2013.
• Portaria nº 381, de 6 de fevereiro de 2017.

Agente financeiro: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


Quem pode receber: Estados, municípios, Distrito Federal e entidades privadas sem
fins lucrativos e órgãos públicos.

Ação Orçamentária: 20R4 – Apoio à Implementação da Rede Cegonha; 8535 –


Estruturação de Unidades de Atenção Especializada em Saúde.

78 Ministério da Saúde
Fonte: Emenda e Programa.
Instrumentos: Fundo a Fundo – Equipamento e Material Permanente, Fundo a
Fundo – Obra, Contrato de Repasse, Convênio para equipamentos com entidade
privada sem fins lucrativos, Termo de Execução Descentralizada.

Contato da área responsável:


Secretaria de Atenção à Saúde (SAS)
Coordenação-Geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno (DAPES/
CGSCAM/SAS/MS)
SAF Sul, Trecho 2, lotes 5/6, sala 105b, 1º andar, Torre I
Ed. Premium, Brasília/DF – CEP: 70070-600
Tel.: (61) 3315-7988
E-mail: crianca@saude.gov.br

Coordenação-Geral de Saúde das Mulheres (DAPES/ CGSMU/SAS/MS)


SAF Sul, Trecho 2, lotes 5/6, sala 17, térreo, Torre II
Ed. Premium, Brasília/DF – CEP: 70070-600
Tel.: (61) 3315-9101
E-mail: saude.mulher@saude.gov.br

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 79


2.14 Rede de Atenção Psicossocial – Raps
Descrição: A Rede de Atenção Psicossocial (Raps) tem a finalidade de criação,
ampliação e articulação de pontos de atenção à saúde para pessoas com sofrimento
ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e
outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo constituída pelos
seguintes componentes:

ATENÇÃO BÁSICA • Unidade Básica de Saúde;


EM SAÚDE • Núcleo de Apoio à Saúde da Família;
• Consultório na Rua.

• Centro de Atenção Psicossocial,


ATENÇÃO PSICOSSOCIAL
nas suas diferentes modalidades.

• SAMU 192;
ATENÇÃO DE URGÊNCIA
• UPA 24 horas e portas hospitalares de atenção à urgência/
E EMERGÊNCIA
pronto-socorro, Unidades Básicas de Saúde.

ATENÇÃO RESIDENCIAL DE • Unidade de Acolhimento;


CARÁTER TRANSITÓRIO • Serviço de Atenção em Regime Residencial.

ATENÇÃO HOSPITALAR • Leitos de saúde mental em Hospital Geral.

• Serviços Residenciais Terapêuticos;


ESTRATÉGIAS DE • Programa de Desinstitucionalização;
DESINSTITUCIONALIZAÇÃO • Programa de Volta para Casa.

ESTRATÉGIAS DE • Iniciativas de Geração de Trabalho e Renda;


REABILITACÃO PSICOSSOCIAL • Fortalecimento do Protagonismo de Usuários e Familiares.

80 Ministério da Saúde
Capacitação em Saúde Mental: Objetiva financiar a qualificação da Raps em
consonância com a Política Nacional de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas.

Estudo e Pesquisa em Saúde Mental: Objetiva financiar estudo e pesquisa sobre a


saúde mental em consonância com a Política de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas.

Instrumento jurídico para formalização:

• Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001.


• Lei nº 10.708, de 31 de julho de 2003.
• Portaria nº 3.088, de 23 de dezembro de 2011 (republicada em 21 de maio de 2013).
• Portaria nº 1.174, de 7 de julho de 2005.
• Portaria nº 336, de 19 de fevereiro de 2002.
• Portaria nº 3.089, de 23 de dezembro de 2011.
• Portaria nº 3.090, de 23 de dezembro de 2011.
• Portaria nº 121, de 25 de janeiro de 2012 (republicada em 21 de maio de 2013).
• Portaria nº 122, de 25 de janeiro de 2012.
• Portaria nº 123, de 25 de janeiro de 2012.
• Portaria nº 130, de 26 de janeiro de 2012 (republicada em 21 de maio de 2013) –
Caps Ad III.
• Portaria nº 131, de 26 de janeiro de 2012.
• Portaria nº 132, de 27 de janeiro de 2012.
• Portaria nº 148, de 31 de janeiro de 2012.
• Portaria nº 1.615, de 26 de julho de 2012 (altera a Portaria nº 148/2012).
• Portaria nº 615, de 15 de abril de 2013.
Agente financeiro: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.
Quem pode receber: Estados, municípios, Distrito Federal, órgãos federais e
instituições de ensino superior.

Ação Orçamentária: 6233 – Implantação e Implementação de Políticas de Atenção


à Saúde Mental
Fonte: Emenda e Programa.
Instrumentos: Convênio para estudo e pesquisa, Termo de Execução Descentralizada.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 81


2.15 Centros de Atenção Psicossocial – Caps
Descrição: Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) podem se constituir das
seguintes modalidades de serviços: Caps I, Caps II, Caps III, Caps i, Caps AD, Caps
ADIII. O Centro de Atenção Psicossocial realiza, prioritariamente, atendimento às
pessoas com sofrimento ou transtorno mental em geral, incluindo aquelas com
necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, em sua área
territorial, seja em situações de crise ou nos processos de reabilitação psicossocial
por equipe multiprofissional que atua sob a ótica interdisciplinar. As atividades nos
Caps são realizadas prioritariamente de maneira coletiva (grupos, assembleias de
usuários, reunião diária de equipe, psicoterapia, grupo operativo, atividades de
suporte social, entre outras) e atendimentos individuais – art. 7º da PT nº 3.088,
republicada em 21/5/2013.

Aquisição de Equipamentos e Materiais Permanentes, Construção, Ampliação


e Reforma:

Objetiva aquisição de equipamentos e materiais permanentes, construção,


ampliação e reforma para estruturação dos Caps.

OS VALORES DE REFERÊNCIA SERÃO DISPONIBILIZADOS NO PORTAL DO FUNDO


NACIONAL DE SAÚDE.

Instrumento jurídico para formalização:

• Portaria nº 3.088, de 23 de dezembro de 2011.


• Portaria nº 336, de 19 de fevereiro de 2002.
• Portaria nº 3.089, de 23 de dezembro de 2011.
• Portaria nº 130, de 26 de janeiro de 2012.
• Portaria nº 615, de 15 de abril de 2013.
• Portaria nº 3.134, de 17 de dezembro de 2013.
• Portaria nº 381, de 06 de fevereiro de 2017.

Agente financeiro: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


Quem pode receber: Estados, municípios e Distrito Federal para propostas de
aquisição de materiais permanentes. Construção, ampliação e reforma, somente

82 Ministério da Saúde
estados, municípios e Distrito Federal. Entidades filantrópicas não poderão solicitar
equipamentos e materiais permanentes, construções, reformas e ampliações de Caps.

Ação Orçamentária: 20B0 – Estruturação da Atenção Especializada em Saúde


Mental; 8535 – Estruturação de Unidades de Atenção Especializada em Saúde.
Fonte: Emenda e Programa.
Instrumentos: Fundo a Fundo Equipamento e Material Permanente, Fundo a
Fundo Obra (apenas para obras de construção), Contrato de Repasse para obras de
reforma e ampliação.

2.16 Unidade de Acolhimento – UA


Descrição: A Unidade de Acolhimento (UA) tem como objetivo oferecer cuidados
contínuos de saúde, com funcionamento de 24 horas, em ambiente residencial,
para pessoas com necessidade decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas,
de ambos os sexos, que apresentem acentuada vulnerabilidade social e/ou familiar
e demandem acompanhamento terapêutico e protetivo de caráter transitório,
conforme Portaria nº 121, de 25 de janeiro de 2012, republicada em 21 de maio
de 2013.

Aquisição de Materiais Permanentes, Construção, Ampliação e Reforma:

Objetiva aquisição de materiais permanentes, construção, ampliação e reforma


para estruturação das UAs.

OS VALORES DE REFERÊNCIA SERÃO DISPONIBILIZADOS NO PORTAL DO FUNDO


NACIONAL DE SAÚDE.

Instrumento jurídico para formalização:

• Portaria nº 3.088, de 23 de dezembro de 2011.


• Portaria nº 121, de 25 de janeiro de 2012 (republicada em 21 de maio de 2013).
• Portaria nº 615, de 15 de abril de 2013.
• Portaria nº 3.134, de 17 de dezembro de 2013.
• Portaria nº 381, de 6 de fevereiro de 2017.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 83


Agente financeiro: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.
Quem pode receber: Estados, municípios e Distrito Federal para propostas de
aquisição de materiais permanentes, construção, ampliação e reforma. Entidades
filantrópicas não poderão solicitar equipamentos/materiais permanentes,
construções, reformas e ampliações para UAs.

Ação Orçamentária: 20B0 – Estruturação da Atenção Especializada em Saúde


Mental; 8535 – Estruturação de Unidades de Atenção Especializada em Saúde.
Fonte: Emenda e Programa.
Instrumentos: Fundo a Fundo Equipamento e Material Permanente, Fundo a Fundo
Obra apenas para construção, Contrato de Repasse para reforma e ampliação.

2.17 Serviços Residenciais Terapêuticos – SRT


Descrição: Os Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT) são moradias inseridas
na comunidade destinadas a acolher pessoas egressas de internação de longa
permanência (dois anos ou mais ininterruptos), egressas de hospitais psiquiátricos
e hospitais de custódia, entre outros, de acordo com as diretrizes descritas na
Portaria nº 3.090, de 23 de dezembro de 2011.

Aquisição de Materiais Permanentes e Reforma: Objetiva aquisição de materiais


permanentes e reforma para estruturação dos SRTs.

Instrumento jurídico para formalização:

• Portaria nº 3.088, de 23 de dezembro de 2011.


• Portaria nº 3.090, de 23 de dezembro de 2011.
• Portaria nº 3.3134, de 17 de dezembro de 2013.

Agente financeiro: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


Quem pode receber: Estados, municípios e Distrito Federal.

Ação Orçamentária: 20B0 – Estruturação da Atenção Especializada em Saúde


Mental; 8535 – Estruturação de Unidades de Atenção Especializada em Saúde.
Fonte: Emenda e Programa
Instrumentos: Fundo a Fundo Equipamento e Material Permanente; Contrato de
Repasse para obras.

84 Ministério da Saúde
Contato da área responsável:
Secretaria de Atenção à Saúde (SAS)
Coordenação-Geral de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas (CGMAD/SAS/MS)
SAF Sul, Trecho 2, lotes 5/6, sala 1, térreo, Torre II
Ed. Premium, Brasília/DF – CEP: 70070-600
Tels.: (61) 3315-9144/9143
E-mail: saudemental@saude.gov.br

2.18 Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência


Descrição: A Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, no âmbito do Sistema Único
de Saúde (SUS), tem como objetivo promover cuidados em saúde especialmente
nos processos de reabilitação auditiva, física, intelectual, visual, ostomia e múltiplas
deficiências, de forma a garantir à pessoa com deficiência um atendimento integral,
na lógica de Redes de Atenção à Saúde.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 85


Aquisição de equipamentos: Objetiva adquirir equipamentos para qualificar o cuidado
à pessoa com deficiência nos Centros Especializados em Reabilitação (CER), Oficinas
Ortopédicas, Serviços de Reabilitação e Maternidade/Triagem Auditiva Neonatal (TAN1).

Instrumento jurídico para formalização:

• Portaria MS/SAS nº 793, de 24 de abril de 2012.


• Portaria MS/SAS nº 835, de 25 de abril de 2012.
• Portaria MS/SAS nº 971, de 13 de setembro de 2012.
• Portaria MS/SAS nº 2.236, de 1º de outubro de 2012.
• Portaria nº 3.134, de 17 de dezembro de 2013.

Agente financeiro: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


Quem pode receber: Estados, municípios, Distrito Federal, entidades privadas sem
fins lucrativos e órgãos públicos federais.

Ação Orçamentária: 20YI – Implementação de Políticas de Atenção à Saúde; 8535 –


Estruturação de Unidades de Atenção Especializada em Saúde.
Fonte: Emenda e Programa.
Instrumentos: Fundo a Fundo Equipamento e Material Permanente, Convênio
para equipamento com entidade privada sem fins lucrativos, Termo de
Execução Descentralizada.

Construção, Ampliação ou Reforma de Centro Especializado em Reabilitação (CER) e


Oficinas Ortopédicas Fixas.

Descrição: Objetiva construir e qualificar a estrutura física dos Centros Especializados


em Reabilitação (CER) e/ou Oficinas Ortopédicas.

O financiamento para os equipamentos de Emissões Otoacústicas e BERA tem como objetivo equipar as maternidades que possuem
1

UTI Neonatal (Utin), visando à ampliação da cobertura da Triagem Auditiva Neonatal (TAN).

86 Ministério da Saúde
Tabela 7 – CER – Centro Especializado em Reabilitação – Construção

CONSTRUÇÃO
CENTRO-
NORTE NORDESTE SUDESTE SUL
-OESTE
CER – AUDITIVA E FÍSICA 4.156.000,00 3.795.000,00 4.295.000,00 4.271.000,00 4.152.000,00
CER – AUDITIVA E INTELECTUAL 3.508.000,00 3.204.000,00 3.625.000,00 3.605.000,00 3.505.000,00
CER – AUDITIVA E VISUAL 3.646.000,00 3.330.000,00 3.768.000,00 3.747.000,00 3.642.000,00
CER – FÍSICA E INTELECTUAL 4.006.000,00 3.658.000,00 4.140.000,00 4.117.000,00 4.002.000,00
CER – FÍSICA E VISUAL 4.156.000,00 3.795.000,00 4.295.000,00 4.271.000,00 4.152.000,00
CER –INTELECTUAL E VISUAL 3.508.000,00 3.204.000,00 3.625.000,00 3.605.000,00 3.505.000,00
CER – AUDITIVA, FÍSICA E INTELECTUAL 4.561.000,00 4.165.000,00 4.713.000,00 4.687.000,00 4.556.000,00
CER – AUDITIVA, FÍSICA E VISUAL 4.418.000,00 4.034.000,00 4.565.000,00 4.540.000,00 4.413.000,00
CER – AUDITIVA, INTELECTUAL E
4.157.000,00 3.796.000,00 4.296.000,00 4.272.000,00 4.153.000,00
VISUAL
CER – FÍSICA, INTELECTUAL E VISUAL 4.541.000,00 4.147.000,00 4.693.000,00 4.667.000,00 4.536.000,00
CER – AUDITIVA, FÍSICA,
5.029.000,00 4.592.000,00 5.197.000,00 5.168.000,00 5.024.000,00
INTELECTUAL E VISUAL
OFICINA ORTOPÉDICA FIXA 724.000,00 661.000,00 748.000,00 744.000,00 723.000,00

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017


87
88
Tabela 8 – CER – Centro Especializado em Reabilitação – Ampliação

AMPLIAÇÃO – VALORES MÍNIMOS E MÁXIMOS


CENTRO-
NORTE NORDESTE SUDESTE SUL -OESTE

Ministério da Saúde
Mín. 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00
CER – AUDITIVA E FÍSICA
Máx. 4.156.000,00 3.795.000,00 4.295.000,00 4.271.000,00 4.152.000,00

CER – AUDITIVA E Mín. 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00


INTELECTUAL Máx. 3.508.000,00 3.204.000,00 3.625.000,00 3.605.000,00 3.505.000,00
Mín. 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00
CER – AUDITIVA E VISUAL
Máx. 3.646.000,00 3.330.000,00 3.768.000,00 3.747.000,00 3.642.000,00

CER – FÍSICA E Mín. 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00


INTELECTUAL Máx. 4.006.000,00 3.658.000,00 4.140.000,00 4.117.000,00 4.002.000,00
Mín. 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00
CER – FÍSICA E VISUAL
Máx. 4.156.000,00 3.795.000,00 4.295.000,00 4.271.000,00 4.152.000,00

CER –INTELECTUAL Mín. 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00


E VISUAL Máx. 3.508.000,00 3.204.000,00 3.625.000,00 3.605.000,00 3.505.000,00

CER – AUDITIVA, FÍSICA Mín. 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00


E INTELECTUAL Máx. 4.561.000,00 4.165.000,00 4.713.000,00 4.687.000,00 4.556.000,00
continua
conclusão

AMPLIAÇÃO – VALORES MÍNIMOS E MÁXIMOS


CENTRO-
NORTE NORDESTE SUDESTE SUL -OESTE

CER – AUDITIVA, FÍSICA Mín. 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00


E VISUAL Máx. 4.418.000,00 4.034.000,00 4.565.000,00 4.540.000,00 4.413.000,00

CER – AUDITIVA, Mín. 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00


INTELECTUAL E VISUAL Máx. 4.157.000,00 3.796.000,00 4.296.000,00 4.272.000,00 4.153.000,00

CER – FÍSICA, INTELECTUAL Mín. 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00


E VISUAL Máx. 4.541.000,00 4.147.000,00 4.693.000,00 4.667.000,00 4.536.000,00

CER – AUDITIVA, FÍSICA, Mín. 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00


INTELECTUAL E VISUAL Máx. 5.029.000,00 4.592.000,00 5.197.000,00 5.168.000,00 5.024.000,00
Mín. 250.000,00 250.000,00 250.000,00 250.000,00 250.000,00
OFICINA ORTOPÉDICA FIXA
Máx. 724.000,00 661.000,00 748.000,00 744.000,00 723.000,00

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017


89
90
Tabela 9 – CER – Centro Especializado em Reabilitação – Reforma

REFORMA – VALORES MÍNIMOS E MÁXIMOS


CENTRO-
NORTE NORDESTE SUDESTE SUL -OESTE

Ministério da Saúde
Mín. 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00
CER – AUDITIVA E FÍSICA
Máx. 2.493.667,00 2.277.139,00 2.576.952,00 2.562.745,00 2.491.070,00

CER – AUDITIVA E Mín. 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00


INTELECTUAL Máx. 2.104.958,00 1.922.182,00 2.175.261,00 2.163.268,00 2.102.766,00
Mín. 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00
CER – AUDITIVA E VISUAL
Máx. 2.187.769,00 1.997.802,00 2.260.837,00 2.248.373,00 2.185.490,00

CER – FÍSICA E Mín. 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00


INTELECTUAL Máx. 2.403.806,00 2.195.080,00 2.484.090,00 2.470.394,00 2.401.303,00
Mín. 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00
CER – FÍSICA E VISUAL
Máx. 2.493.667,00 2.277.139,00 2.576.952,00 2.562.745,00 2.491.070,00

CER –INTELECTUAL Mín. 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00


E VISUAL Máx. 2.104.958,00 1.922.182,00 2.175.261,00 2.163.268,00 2.102.766,00

CER –AUDITIVA, FÍSICA Mín. 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00


E INTELECTUAL Máx. 2.736.378,00 2.498.773,00 2.827.775,00 2.812.175,00 2.733.529,00
continua
conclusão

REFORMA – VALORES MÍNIMOS E MÁXIMOS


CENTRO-
NORTE NORDESTE SUDESTE SUL -OESTE

CER – AUDITIVA, FÍSICA Mín. 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00


E VISUAL Máx. 2.650.617,00 2.420.464,00 2.739.149,00 2.724.040,00 2.647.862,00

CER – AUDITIVA, Mín. 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00


INTELECTUAL E VISUAL Máx. 2.494.251,00 2.277.681,00 2.577.568,00 2.563.355,00 2.491.665,00
Mín. 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00
CER – FÍSICA,
INTELECTUAL E VISUAL Máx. 2.724.727,00 2.488.138,00 2.815.739,00 2.800.212,00 2.721.896,00

Mín. 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00 750.000,00


CER – AUDITIVA, FÍSICA,
INTELECTUAL E VISUAL Máx. 3.017.334,00 2.755.334,00 3.118.118,00 3.100.918,00 3.014.200,00

Mín. 250.000,00 250.000,00 250.000,00 250.000,00 250.000,00


OFICINA ORTOPÉDICA FIXA
Máx. 434.125,00 396.430,00 448.625,00 446.150,00 433.674,00

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017


91
Instrumento jurídico para formalização:

• Portaria MS/GM nº 835, de 25 de abril de 2012.


• Portaria MS/GM nº 2.236, de 1º de outubro de 2012.
• Portaria MS/GM nº 1.303, de 28 de junho de 2013.
• Portaria MS/GM nº 2728, de 13 de novembro de 2013.
• Portaria nº 381, de 6 de fevereiro de 2017.

Agente financeiro: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


Quem pode receber: Estados, municípios, Distrito Federal, entidades privadas sem
fins lucrativos e órgãos públicos federais.

Ação Orçamentária: 20YI – Implementação de Políticas de Atenção à Saúde; 8535 –


Estruturação de Unidades de Atenção Especializada em Saúde .
Fonte: Emenda e programa.
Instrumentos: Fundo a Fundo Obra, Contrato de Repasse para as obras, Termo de
Execução Descentralizada.

Aquisição de Veículos Adaptados para Transporte de Pessoa com Deficiência

Descrição: Objetiva promover a ampliação do acesso à saúde pela pessoa com deficiência.

Componente Objeto Valor


Aquisição de Veículos
Transporte Adaptado
adaptados para o R$ 220.000,00
(CER) transporte de pacientes

Quem pode solicitar: Municípios, estados, Distrito Federal e entidades privadas sem
fins lucrativos.
Quem pode receber: Centros Especializados em Reabilitação (CER) habilitados pelo
Ministério da Saúde.
Instrumento jurídico para formalização: Conforme regulamentação própria do
Ministério da Saúde.

• Portaria MS/SAS nº 793, de 24 de abril de 2012.


• Portaria MS/GM nº 788, de 15 de março de 2017.

92 Ministério da Saúde
Contato da área responsável:
Secretaria de Atenção à Saúde (SAS)
Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas
Coordenação-Geral de Saúde da Pessoa com Deficiência
SAF SUL, Trecho 2, lotes 5/6, Bloco F, sala 11, térreo, Torre II, Ed. Premium, Brasília/DF
Tels.: (61) 3315-6238/6236
E-mail: pessoacomdeficiencia@saude.gov.br

2.19 Atenção Integral à Saúde da Pessoa Idosa


Descrição: A Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (PNSPI) tem a finalidade
primordial de recuperar, manter e promover a autonomia e a independência das
pessoas idosas, direcionando medidas coletivas e individuais de saúde para esse fim,
em consonância com os princípios e as diretrizes do Sistema Único de Saúde. Essa
política tem como principais diretrizes: promoção do envelhecimento ativo e saudável;
atenção integral à saúde da pessoa idosa; estímulo às ações intersetoriais, visando
à integralidade da atenção; provimento de recursos; estímulo à participação e ao
fortalecimento do controle social; formação e educação permanente dos profissionais
de saúde do SUS. Um dos principais instrumentos para implementação das diretrizes
da PNSPI é a Caderneta de Saúde da Pessoal Idosa. Ela é um instrumento estratégico
de qualificação da atenção às pessoas com 60 anos ou mais, que representam 13,7%
da população brasileira, ou seja, aproximadamente 27.882 milhões de pessoas (PNAD,
2014). Tem como objetivo instrumentalizar os profissionais de saúde para a organização

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 93


dos serviços de atenção à saúde à pessoa idosa e para o rastreamento do idoso
vulnerável na comunidade, conforme preconiza a PNSPI. A Caderneta fornece subsídios
para a avaliação multidimensional da pessoa idosa e para a construção de um projeto
terapêutico singular dentro de uma linha de cuidados que possibilita o atendimento
integral e integrado. É um instrumento que orienta o autocuidado e o bom manejo da
saúde da pessoa idosa, sendo usada tanto pelas equipes de saúde quanto pelos idosos,
seus familiares e cuidadores. A implementação da Caderneta implica a realização de um
conjunto de iniciativas, tais como: impressão e distribuição das cadernetas, do manual
de preenchimento e da ficha espelho; e a capacitação dos profissionais da Atenção
Básica para o uso da Caderneta.

Capacitação em Atenção à Saúde da Pessoa Idosa: As ações de capacitação têm


como foco capacitar os profissionais de saúde, especialmente da Atenção Básica,
em temas sobre o envelhecimento e especificidades de saúde da pessoa idosa.
Os parlamentares com interesse em apresentar emendas para capacitação
de profissionais de saúde da Atenção Básica por meio da implementação da 3ª
edição da Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa deverão discutir com a área técnica
a elaboração da proposta, a fim de alinhamento das ações, conforme diretrizes
da Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa e do Modelo de Atenção Integral à
Saúde da Pessoa Idosa no SUS.

Instrumento jurídico para formalização:

• Portaria GM/MS nº 2.528, de 19 de outubro de 2006.


• Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003.
• Diretrizes para o Cuidado das Pessoas Idosas no SUS: proposta de modelo de
atenção integral.

Agente financeiro: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


Quem pode receber: Estados, municípios, Distrito Federal, entidades privadas sem
fins lucrativos e órgãos públicos federais.

Ação Orçamentária: 20YI – Implementação de Políticas de Atenção à Saúde.


Fonte: Emenda e programa.
Instrumentos: Convênio para Capacitação; e Termo de Execução Descentralizada.

94 Ministério da Saúde
Estudos e pesquisas sobre a saúde da pessoa idosa: As ações de estudo e pesquisa
visam fomentar investigações sobre temas relativos ao envelhecimento e à saúde
da pessoa idosa, a fim de subsidiar o planejamento e a tomada de decisão na gestão
da política de saúde da pessoa idosa.

Eventos sobre a saúde da pessoa idosa: Os eventos deverão ter a finalidade de


apoiar a divulgação e a disseminação de informações sobre as especificidades e
novos paradigmas do envelhecimento e saúde da pessoa idosa e sobre as diretrizes
e ações da Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa, sensibilizando a população em
geral, gestores e profissionais de saúde para o enfrentamento da discriminação e do
preconceito em função da idade, além de informar sobre os direitos das pessoas idosas.

Instrumento jurídico para formalização:

• Portaria GM/MS nº 2.528, de 19 de outubro de 2006.


• Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003.
• Diretrizes para o Cuidado das Pessoas Idosas no SUS: proposta de modelo de
atenção integral.

Agente financeiro: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


Quem pode receber: Estados, municípios, Distrito Federal, entidades privadas sem
fins lucrativos e órgãos públicos federais.

Ação Orçamentária: 20YI – Implementação de Políticas de Atenção à Saúde.


Fonte: Programa.
Instrumentos: Convênio para Estudos e Pesquisas e Eventos; e Termo de Execução
Descentralizada.

Contato da área responsável:


Secretaria de Atenção à Saúde (SAS)
Coordenação de Saúde da Pessoa Idosa (DAPES/SAS/MS)
SAF Sul, Trecho 2, lotes 5/6, sala 1, térreo, Torre II
Ed. Premium, Brasília/DF – CEP: 70070-600
Tels.: (61) 3315 9138/6226
E-mail: idoso@saude.gov.br

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 95


2.20 Atenção Integral à Saúde do Homem
Descrição: A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) tem
como diretriz básica promover ações de saúde que contribuam significativamente
para a compreensão da realidade singular masculina nos seus diversos contextos
socioculturais e político-econômicos, respeitando os diferentes níveis de
desenvolvimento e organização dos sistemas locais de saúde e tipos de gestão de
estados e municípios, conforme preconizado pela Rede de Atenção à Saúde (RAS).

Estudos e Pesquisas em Atenção à Saúde do Homem:

Desenvolvimento de pesquisas/estudos para melhor conhecimento da saúde dos


homens e suas vulnerabilidades, estabelecendo estratégias e ações na perspectiva
de promover o cuidado da saúde masculina.

Instrumento jurídico para formalização:

• Portaria GM/MS nº 1.944, de 27 de agosto de 2009.

Agente financiador: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


Quem pode receber: Estados, municípios, Distrito Federal, entidades privadas sem
fins lucrativos e órgãos públicos federais.

Ação Orçamentária: 20YI – Implementação de Políticas de Atenção à Saúde.


Fonte: Emenda e programa.
Instrumentos: Convênio para capacitação, estudos e pesquisas; e Termo de
Execução Descentralizada.

Contato da área responsável:


Secretaria de Atenção à Saúde (SAS)
Departamento de Ações Programáticas Estratégicas (DAPES)
Coordenação Nacional de Saúde do Homem
Setor Administrativo Federal Sul (SAF Sul)
Trecho 2, bloco F, Edifício Premium, Torre II, térreo, sala 16
CEP: 70070-600 – Brasília/DF
Tels.: (61) 3315 6222/6223/9102
E-mail: saudedohomem@saude.gov.br

96 Ministério da Saúde
2.21 Atenção Integral à Saúde do Adolescente e do Jovem
Descrição: A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde de Adolescentes e Jovens
tem como diretriz a promoção, a proteção e a recuperação da saúde para nortear
ações integradas às outras políticas sanitárias, ações e programas já existentes no
SUS, frente aos desafios da presente situação de saúde de adolescentes e jovens.

Com o intuito de implementar a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde


de Adolescentes e Jovens, foi criada a Caderneta de Saúde de Adolescentes. O
objetivo da Caderneta de Saúde de Adolescentes é melhorar a atenção à saúde
da população juvenil, promovendo o crescimento e o desenvolvimento saudáveis
por meio do acompanhamento sistemático nas unidades da saúde. Tem-se nela
um importante instrumento de cidadania para os adolescentes, na prevenção de
doenças e agravos à saúde, além de facilitar as ações educativas que promovam o
aprendizado e a consolidação de estilos de vida saudáveis.

Capacitação em Atenção à Saúde do Adolescente e do Jovem

Fornecer subsídios para os profissionais de saúde na Atenção Integral à Saúde


de Adolescentes e Jovens, bem como orientar a gestão do cuidado para as
especificidades dessa população.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 97


Estudo e Pesquisa em Atenção à Saúde do Adolescente e do Jovem

Realização de estudos e pesquisas para a construção de novos conhecimentos e


práticas que subsidiem a implantação e a implementação de ações de Atenção
Integral à Saúde de Adolescentes e Jovens.

Instrumento jurídico para formalização:

• Lei nº 8069, de 13 de julho de 1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).


• Marco Legal – Saúde, Um Direito de Adolescentes – 2007.
• Diretrizes Nacionais para Atenção Integral à Saúde de Adolescentes e Jovens na
Promoção, Proteção e Recuperação da Saúde.
• Política Nacional de Atenção Integral à Saúde de Adolescentes em Conflito com a Lei
– Portarias nº 1.082, nº 1.083 e nº 1.084, todas de 23 de maio de 2014.
• Saúde Integral de Adolescentes e Jovens – Orientações para a Organização de
Serviços de Saúde – 2007.
• Portaria n° 3.147, de 17 de dezembro de 2009 – Cria a Caderneta de Saúde do
Adolescente e estabelece recursos financeiros a serem transferidos para os Fundos
Estaduais de Saúde, para a sua implantação.

Agente financiador: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


Quem pode receber: Estados, municípios, Distrito Federal e órgãos públicos federais.

Ação Orçamentária: 20YI – Implementação de Políticas de Atenção à Saúde.


Fonte: Emenda e programa.
Instrumentos: Convênio para capacitação, estudo e pesquisa.

Contato da área responsável:


Secretaria de Atenção à Saúde (SAS)
Departamento de Ações Programáticas Estratégicas (DAPES)
Coordenação-Geral de Saúde dos Adolescentes e Jovens
SAF Sul, Trecho 2, bloco F, Edifício Premium, Torre II, térreo, sala 12
Brasília/DF – CEP: 70070-600
Tels.: (61) 3315-9128 / 3315-9109/9129
E-mail: adolescente@saude.gov.br

98 Ministério da Saúde
2.22 Atenção Integral à Saúde da Criança
Descrição: A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (Pnaisc),
Portaria nº 1.130, de 5 de agosto de 2015, tem por objetivo promover e proteger
a saúde da criança e o aleitamento materno, mediante a atenção e os cuidados
integrais e integrados da gestação aos 9 anos de vida, com especial atenção à
primeira infância, de zero a 5 anos, e às populações de maior vulnerabilidade,
tais como indígenas, quilombolas, do campo, da floresta e das águas, crianças
com deficiências e crianças em situação de violência, visando à redução da
morbimortalidade e a um ambiente facilitador da vida com condições dignas de
existência e pleno desenvolvimento.

A Pnaisc está estruturada em sete eixos estratégicos:

1) Atenção humanizada e qualificada à gestação, ao parto, ao nascimento e ao


recém-nascido; 2) Aleitamento materno e alimentação complementar saudável; 3)
Promoção e acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento; 4) Atenção
integral a crianças com agravos prevalentes na infância e com doenças crônicas;
5) Atenção integral à criança em situação de violências, prevenção de acidentes
e promoção da cultura de paz; 6) Atenção à saúde de crianças com deficiência ou
em situações específicas e de vulnerabilidade; 7) Vigilância e prevenção do óbito
infantil, fetal e materno.

Capacitação em Atenção Integral à Saúde da Criança e fomento para a realização de


pesquisas nos eixos da Pnaisc:

Esses objetos têm por finalidade a atenção integral à saúde da criança, os principais
problemas e as especificidades de saúde de cada faixa etária: de zero a 28 dias, zero
a 1 ano, de zero a 5 anos; e de 6 a 9 anos, com base nos indicadores de mortalidade
neonatal (< 28 dias), infantil (< de 1 ano), na infância (zero a 5 anos) e de morbidade
decorrentes de doenças e agravos à saúde desse público, com destaque para as
causas externas (acidentes e violências), a primeira causa de mortalidade de
crianças a partir de 1 ano.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 99


Instrumento jurídico para formalização:

• Art. 227 da Constituição Federal de 1988.


• Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do
Adolescente (ECA) e dá outras providências.
• Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990.
• Lei nº 11.265, de 3 de janeiro de 2006.
• Lei nº 12.845, de 1º de agosto de 2013.
• Decreto nº 99.710, de 21 de novembro de 1990.
• Decreto nº 6.286, de 5 de dezembro de 2007.
• Decreto nº 7.508, de 28 de junho de 2011.
• Decreto nº 7.958, de 13 de março de 2013.
• Portaria GM/MS nº 737, de 16 de maio de 2001.
• Portaria GM/MS nº 1.058, de 4 de julho de 2005.
• Portaria GM/MS nº 2.395, de 7 de outubro de 2009.
• Portaria GM/MS nº 4.279, de 30 de dezembro de 2010.
• Portaria GM/MS nº 2.488, de 21 de outubro de 2011.
• Portaria GM/MS nº 930, de 10 de maio de 2012.
• Portaria GM/MS nº 2.362, de 17 de outubro de 2012.
• Portaria GM/MS nº 1.920, de 5 de setembro de 2013.
• Portaria GM/MS nº 485, de 1º de abril de 2014.
• Portaria GM/MS nº 1.153, de 22 de maio de 2014.
• Portaria GM/MS nº 2.446, de 11 de novembro de 2014.
• Portaria SAS/MS nº 371, de 7 de maio de 2014.
• Portaria nº 1.130, de 5 de agosto de 2015, que institui Política Nacional de Atenção
Integral à Saúde da Criança (Pnaisc) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Agente financiador: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


Quem pode receber: Estados, municípios, Distrito Federal, entidades privadas sem
fins lucrativos e órgãos públicos federais.

Ação Orçamentária: 20YI – Implementação de Políticas de Atenção à Saúde.


Fonte: Programa e emenda.
Instrumentos: Convênio para capacitação, estudo e pesquisa e Termo de Execução
Descentralizada.

100 Ministério da Saúde


Contato da área responsável:
Secretaria de Atenção à Saúde (SAS)
Departamento de Ações Programáticas Estratégicas (DAPES)
Coordenação-Geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno
SAF Sul, Trecho 2, Bloco F, Edifício Premium, Torre I, sala 105-B
Brasília/DF – CEP 70070-600
Tel.: (61) 3315-9070
E-mail: crianca@saude.gov.br

2.23 Unidade de Vigilância de Zoonoses – UVZ


Descrição: É a estrutura física e técnica, vinculada ao Sistema Único de Saúde,
responsável pela execução de parte ou da totalidade das atividades referentes à
vigilância, à prevenção e ao controle de zoonoses e acidentes causados por animais
peçonhentos e venenosos, de relevância para a saúde pública, previstas nos Planos
de Saúde e Programações Anuais de Saúde, podendo estar organizada de forma
municipal e regional.

Aquisição de Equipamentos: Objetiva aquisição de equipamentos e materiais


permanentes para estruturação das UVZs.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 101


Instrumento jurídico para formalização:

• Portaria GM/MS nº 3.134, de 17 de dezembro de 2013

Construção, Ampliação e Reforma

São ações do Ministério que visam contribuir para o fortalecimento, a adequação e o


aperfeiçoamento das ações e dos serviços de saúde voltados para a vigilância, a prevenção
e o controle de zoonoses e de acidentes causados por animais peçonhentos e venenosos,
de relevância para a saúde pública. Para que essas ações e serviços públicos de saúde
tenham êxito em todo o território nacional, faz-se necessário o fortalecimento das UVZs
e sua adequação quanto à estruturação física, bem como seus equipamentos, veículos e
mobiliário, visando à compatibilidade com a operacionalidade destas unidades.

Instrumento jurídico para formalização

• Portaria nº 1.138, de 23 de maio de 2014 – Define as ações e os serviços de saúde


voltados para vigilância, a prevenção e o controle de zoonoses e de acidentes
causados por animais peçonhentos e venenosos, de relevância para a saúde pública.
• Portaria nº 758, de 26 de agosto de 2014 – Inclui subtipo na Tabela de Tipos de
Estabelecimentos de Saúde do SCNES.
• Manual de Vigilância, Prevenção e Controle de Zoonoses: Normas Técnicas
e Operacionais.

Agente financeiro: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


Quem pode receber: Municípios e Distrito Federal.

Contato da área responsável:


Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS)
Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis (DEVIT)
Coordenação-Geral de Doenças Transmissíveis
Unidade Técnica de Vigilância de Zoonoses
Esplanada dos Ministérios, Edifício Sede, 1º andar, sala 155
Brasília/DF – CEP: 70058-900
Tels.: (61) 3315-3646 / 3213-8094/8321
E-mail: devep@saude.gov.br

102 Ministério da Saúde


2.24 Rede de Frio
Descrição: Unidades com condições tecnológicas
(técnicas, instalações físicas, equipamentos e
recursos humanos) para garantir o armazenamento,
a conservação, a manipulação, a distribuição e
o transporte dos imunobiológicos do Programa
Nacional de Imunizações, segundo o calendário
nacional de vacinação e respectiva situação
epidemiológica. Unidades que visam promover o
processo logístico da cadeia de frio de todas centrais
vinculadas, com um abastecimento seguro e efetivo.

• Construção de Central de Rede de Frio.


• Ampliação de Central de Rede de Frio.
• Reforma Central da Central da Rede de Frio.
• Aquisição de Equipamentos e Material Permanente Central e Rede de Frio.

Instrumento jurídico para formalização:

• Portaria GM/MS: Estabelece os procedimentos e os critérios para o repasse dos


recursos financeiros de investimento pelo Ministério da Saúde, destinados ao
fomento e ao aprimoramento das condições de funcionamento da Rede de Frio
no âmbito dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. (Portaria GM/MS
nº 1.429/2014 e Portaria GM/MS nº 2.682/2013).

Agente financeiro: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


Quem pode receber: Estados, municípios e Distrito Federal.

Contato da área responsável:


Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS)
Coordenação-Geral do Programa de Imunizações (CGPNI)
Setor Comercial Sul – SCS, Quadra 4, bloco A, Edif. Principal , 4º andar
Tel.: (61) 3213-8297 – Brasília/DF – CEP 70304-000
E-mail: pni.gestao@saude.gov.br

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 103


2.25 Programa de Desenvolvimento do Complexo Industrial
da Saúde – Procis
Descrição: O Procis integra a estratégia nacional de promoção do desenvolvimento e
da inovação no campo da Saúde por meio de investimento nos produtores públicos
e na infraestrutura pública de produção e inovação em saúde. O Programa visa
fortalecer o complexo produtivo-industrial da saúde, dando maior autonomia ao
País em relação à produção de tecnologias estratégicas ao SUS.

Objetos:

• Fomento aos produtores de tecnologias estratégicas para o SUS.


• Aquisição de equipamentos e materiais permanentes.
• Realização de estudos voltados ao desenvolvimento ou produção de tecnologias
estratégicas para o SUS.
• Fomento ao desenvolvimento, à qualificação e à inovação em produtos estratégicos
para o SUS.
• Reforma de infraestrutura de Instituições Científicas e Tecnológicas (ICT) que
atuam em desenvolvimento, inovação, produção, testes, certificação e avaliação de
conformidade na área de saúde.
• Reforma de unidades produtivas do complexo produtivo-industrial da saúde para
atendimento às exigências regulatórias da Anvisa.
• Construção ou ampliação de unidades do complexo da saúde.

Instrumento jurídico para formalização

• Portaria nº 374, de 28 de fevereiro de 2008, que institui, no âmbito do Sistema Único


de Saúde (SUS), o Programa Nacional de Fomento à Produção Pública e Inovação no
Complexo Industrial da Saúde.
• Portaria nº 375, de 28 de fevereiro de 2008, que institui, no âmbito do Sistema Único
de Saúde (SUS), o Programa Nacional para Qualificação, Produção e Inovação em
Equipamentos e Materiais de Uso em Saúde no Complexo Industrial da Saúde.
• Portaria nº 506, de 21 de março de 2012, que institui o Programa para o
Desenvolvimento do Complexo Industrial da Saúde (Procis) e seu Comitê Gestor.

Agente Financiador: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


Quem pode receber:

104 Ministério da Saúde


• Instituições de produção pública de fármacos, biofármacos, medicamentos,
imunobiológicos, produtos médicos, equipamentos e materiais de uso em saúde
destinados aos programas estratégicos de saúde pública.
• Instituições Científicas e Tecnológicas (ICT) que atuam em desenvolvimento, inovação,
produção, testes, certificação e avaliação de conformidade na área de Saúde.

Contato da área responsável:


Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE)
Departamento do Complexo Industrial e Inovação em Saúde (DECIIS)
Esplanada dos Ministérios, bloco G, sala 842
Brasília/DF – CEP: 70058-900
Tels.: (61) 3315-3291 /2790
E-mail: procis@saude.gov.br

Pesquisa em Saúde e Avaliação de Tecnologias para o SUS

Descrição: O Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit/SCTIE/MS) fomenta


pesquisas e estudos capazes de contribuir para a promoção, a proteção e a
recuperação da saúde da população brasileira por meio de pesquisas básicas e
epidemiológicas, ensaios clínicos, revisões sistemáticas, avaliações econômicas de
tecnologias em saúde, entre outros, a fim de fornecer evidências científicas para
implementação e aprimoramento de políticas, programas, ações e serviços de
saúde no País.

Objetos:

• Apoio ao desenvolvimento de estudos e projetos de pesquisas científica, tecnológica


e de inovação por meio de chamadas públicas na modalidade de fomento nacional,
fomento descentralizado (no âmbito do Programa Pesquisa para o SUS – PPSUS)
e/ou contratações estratégicas para o SUS.
• Contribuição para o aprimoramento da capacidade regulatória do estado no âmbito
da pesquisa em saúde.
• Promoção das atividades de gestão do conhecimento, contribuindo para utilização
de resultados e/ou incorporação de produtos das pesquisas financiadas nas ações e
nos serviços de saúde.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 105


Instrumento jurídico para formalização

Decreto nº 8.901, de 10 de novembro de 2016, determina competências do


Departamento de Ciência e Tecnologia.

Agente Financiador: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


Quem pode receber:

• Instituições de ensino superior, públicas e privadas sem fins lucrativos.


• Institutos e centros de pesquisas e desenvolvimento em Saúde.
• Empresas/fundações públicas com atividade em Ciência & Tecnologia.

Contato da área responsável:


Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE)
Departamento de Ciência e Tecnologia (DECIT)
Setor Comercial Norte, Quadra 2, projeção C
CEP: 70.712-902
Brasília/DF – CEP: 70712-902
Tel.: (61) 3315-6288
E-mail: decit@saude.gov.br

2.26 Telessaúde Brasil Redes


Descrição: O Programa Telessaúde Brasil Redes, instituído pelo Ministério da Saúde
desde 2007, age em todo território nacional por meio de uma rede de Núcleos de
Telessaúde que utilizam Tecnologias de Comunicação e Informação em Saúde (Tics) a
serviço dos profissionais e trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS).

Objetos: Ofertar apoio educacional e assistencial aos profissionais e trabalhadores do


SUS; ampliar as ofertas de Educação Permanente em Saúde (EPS); buscar o aumento da
resolutividade da Atenção Básica: aumentar a capacidade de cuidado e da resolutividade
clínica das equipes de Atenção Básica; evitar encaminhamentos desnecessários e
qualificar os encaminhamentos necessários; integração com a Regulação do SUS; suporte
diagnóstico e terapêutico. Atenção Básica nas Redes de Atenção à Saúde: Interlocução
facilitada com outros pontos de atenção – coordenação do cuidado; interliga gestores,
serviços do SUS e instituições formadoras. Estímulo à informatização: incorporação
tecnológica e qualificação do cuidado na Atenção Básica.

106 Ministério da Saúde


Instrumento jurídico para formalização

• Portaria nº 2.546, de 27 de outubro de 2011.


• Redefine e amplia o Programa Telessaúde Brasil, que passa a ser denominado
Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes (Telessaúde Brasil Redes).
• Portaria nº 2.859, de 29 de dezembro de 2014.
• Institui o incentivo financeiro de custeio mensal destinado aos Núcleos
Intermunicipais e Estaduais de Telessaúde do Programa Nacional de Telessaúde
Brasil Redes na Atenção Básica, e dá outras providências.
• Portaria nº 2.860, de 29 de dezembro de 2014.
• Define os valores do incentivo financeiro de custeio mensal destinado aos Núcleos
de Telessaúde do Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes na Atenção Básica de
que trata a Portaria GM/MS nº 2.859, de 29 de dezembro de 2014.
• Nota técnica 050/2015 – DEGES/SGTES/MS e DAB/SAS/MS.
• Diretrizes para oferta de atividades do Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes.

Agente Financiador: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


Quem pode receber: Núcleos de Telessaúde vinculados ao Programa Nacional
Telessaúde Brasil Redes.

Contato da área responsável:


Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde
Departamento de Gestão da Educação na Saúde
Esplanada dos Ministérios, bloco G, sala 716
Brasília/DF – CEP: 70058-900
Tels.: (61) 3315-3628 / 2355
E-mail: telessaude@saude.gov.br

2.27 Sistema Universidade Aberta do SUS – UNA-SUS


Descrição: A UNA-SUS foi criada pelo Ministério da Saúde em 2010 para atender às
necessidades de qualificação dos trabalhadores de saúde que atuam no Sistema
Único de Saúde (SUS), visando apoiar a resolução de problemas presentes no dia
a dia dos profissionais da área. O Sistema é composto por três elementos: a Rede
colaborativa de instituições de ensino superior – que atualmente conta com 35

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 107


instituições de ensino superior, o Acervo de Recursos Educacionais em Saúde (Ares)
e a Plataforma Arouca.

Os cursos oferecidos pela Rede têm enfoque prático e dinâmico, utilizando casos
clínicos comuns e a modalidade de educação a distância foi escolhida para facilitar
o acesso dos profissionais de saúde aos cursos, que podem ser acessados por meio
do link: <http://www.unasus.gov.br/cursos>.

Objetivos:

• Ofertar cursos e programas de especialização, aperfeiçoamento e outras formas


de qualificação dirigidas aos trabalhadores do SUS, por meio das instituições que
integram a Rede UNA-SUS.
• Fomentar e apoiar a disseminação de meios e tecnologias de informação
e comunicação que possibilitem ampliar a escala e o alcance das
atividades educativas.
• Contribuir para a redução das desigualdades entre as diferentes regiões do País, por
meio da oferta de cursos de capacitação.

Instrumento jurídico para formalização:

• Decreto nº 7.385, de 8 de dezembro de 2010.


• Portaria Interministerial nº 10, de 11 de julho de 2013.

Agente financiador: Ministério da Saúde.


A quem se destina: Trabalhadores da rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

Contato da área responsável:


Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES)
Departamento de Gestão da Educação na Saúde (DEGES)
Esplanada dos Ministérios, Ed. Sede, bloco G, 7º andar
Brasília/DF – CEP: 70058-900
Tel.: (61) 3315-3848
Site: <www.saude.gov.br/sgtes>
E-mail: deges@saude.gov.br

Universidade Aberta do SUS


E-mail: comunicacao@unasus.gov.br
Tel.: (61) 3329-4500

108 Ministério da Saúde


2.28 Vivências e Estágios na Realidade do Sistema Único de
Saúde – VER-SUS
Descrição: O VER-SUS é um projeto estratégico do Ministério da Saúde em parceria com
a Rede Unida, com foco na formação de trabalhadores para o Sistema Único de Saúde
(SUS). Os estágios e as vivências constituem importantes dispositivos que permitem
aos participantes experimentarem um novo espaço de aprendizagem no cotidiano
de trabalho das organizações e dos serviços de saúde, possibilitando a formação de
profissionais comprometidos ética e politicamente com as necessidades de saúde da
população. A vivência é um processo de imersão teórica, prática e vivencial. A imersão
é uma metodologia na qual o participante fica 24h por dia, durante a vivência – que
dura entre 7 e 15 dias –, disponível para atividades do projeto, de forma a compartilhar
conhecimentos sobre a gestão do sistema, estratégias de atenção, exercício do controle
social e processos de educação na saúde.

Objetivos: Estimular a formação de trabalhadores para o SUS, comprometidos


ética e politicamente com as necessidades da população; e proporcionar aos
participantes experiências no cotidiano do trabalho das organizações e dos setores
no campo da Saúde.

Instrumento jurídico para formalização: O VER-SUS é realizado conforme normas


apresentadas nos editais publicados.

Agente financiador: Ministério da Saúde.


A quem se destina: Estudantes de graduação, residentes na área da Saúde, estudantes
de ensino técnico na área da Saúde e integrantes dos movimentos sociais.

Contato da área responsável:


Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES)
Departamento de Gestão da Educação na Saúde (DEGES)
Esplanada dos Ministérios, Ed. Sede, bloco G, 7º andar
Brasília/DF – CEP: 70058-900
Tels.: (61) 3315-2891 / 2308
Site: <www.saude.gov.br/sgtes>
E-mail: ver.sus@saude.gov.br

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 109


2.29 Rede de Escolas Técnicas do Sistema Único de Saúde –
RET-SUS
Descrição: A Rede de Escolas Técnicas do Sistema Único de Saúde (RET-SUS) foi
instituída pelo Ministério da Saúde com o intuito de fortalecer a formação e a
qualificação da força de trabalho de nível médio que atua no Sistema Único de
Saúde, bem como de promover a articulação, os debates coletivos, as trocas de
experiência e a construção do conhecimento em Educação Profissional em Saúde.

Essa Rede é composta por 41 Escolas Técnicas do Sistema Único de Saúde (ETSUS),
sendo uma federal, 33 estaduais e sete municipais.

Objetos:

• Compartilhar informações e conhecimentos.


• Buscar soluções para problemas de interesse comum.
• Difundir metodologias e outros recursos tecnológicos destinados à melhoria
das atividades de ensino, pesquisa e cooperação técnica, tendo em vista a
implementação de políticas de educação profissional em saúde, prioritariamente
para os trabalhadores do SUS.
• Promover a articulação das instituições de educação profissional em saúde no
País, para ampliar sua capacidade de atuação em sintonia com as necessidades e
demandas do SUS.

Instrumento jurídico para formalização:

• Portaria nº 1.168, de 7 de julho de 2005, que redefine os objetivos da RET-SUS e dá


outras providências.
• Portaria nº 2.970, de 25 de novembro de 2009, que institui a Rede de Escolas Técnicas
do SUS e dispões sobre as diretrizes para a sua organização.

Agente financiador: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


Quem pode receber: Secretarias Estaduais e Municipais, as quais as Escolas Técnicas
do SUS estão vinculadas.

110 Ministério da Saúde


Contato da área responsável:
Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES)
Departamento de Gestão da Educação na Saúde (DEGES)
Coordenação-Geral de Ações Técnicas em Educação na Saúde (CGATES)
Esplanada dos Ministérios, bloco G, sala 725
Brasília/DF – CEP: 70058-900
Tels.: (61) 3315-3630 / 3848
E-mail: cgates@saude.gov.br

2.30 Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde –


PET-Saúde
Descrição: O PET-Saúde tem como pressuposto a educação pelo trabalho e
disponibiliza bolsas para tutores, preceptores (profissionais dos serviços) e
estudantes de graduação da área da Saúde. Como uma das ações intersetoriais
direcionadas para o fortalecimento de áreas estratégicas para o Sistema Único de
Saúde (SUS), de acordo com seus princípios e necessidades, o Programa tem como
fio condutor a integração ensino-serviço-comunidade, por meio de atividades que
envolvam o ensino, a pesquisa, a extensão universitária e a participação social.

Objeto: O objetivo geral é promover a formação de grupos de aprendizagem tutorial


em áreas estratégicas para o SUS. Isso possibilita a qualificação em serviço dos
profissionais da Saúde, bem como a iniciação ao trabalho e vivências na realidade
do SUS pelos estudantes dos cursos de graduação da saúde. Entre os objetivos
específicos do programa, destacam-se:

• Fomentar o processo de integração ensino-serviço-gestão-comunidade.


• Institucionalizar e valorizar as atividades pedagógicas dos profissionais dos serviços
de saúde.
• Estimular a inserção das necessidades do serviço como fonte de produção de
conhecimento e pesquisa nas instituições de ensino.

Instrumento jurídico para formalização:

• Portaria Interministerial nº 421, de 3 de março de 2010.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 111


Agente financiador: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.
A quem se destina: Preceptores, estudantes e docentes de cursos de graduação da
área da Saúde.

Contato da área responsável:


Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES)
Departamento de Gestão da Educação na Saúde (DEGES)
Esplanada dos Ministérios, Ed. Sede, bloco G, 7º andar
Brasília/DF – CEP: 70058-900
Tel.: (61) 3315-3154
Site: <www.saude.gov.br/sgtes>
E-mail: petsaude@saude.gov.br

2.31 Educação Permanente em Saúde – EPS


Descrição: A Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), por
meio do Departamento de Gestão da Educação na Saúde (DEGES), busca fortalecer
a Educação Permanente em Saúde (EPS) como estratégia central nas ações de
desenvolvimento do trabalho e de trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS),
tendo como referência a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde
(Pneps). A EPS tem como elemento essenciala aprendizagem no trabalho, em que
o aprender e o ensinar se incorporam ao cotidiano das organizações, possibilitando
a transformação das práticas profissionais.

Objeto: Garantir a qualidade e a resolubilidade da atenção à saúde prestada à


população, considerando a EPS como um dispositivo estratégico de gestão que
permite identificar a potência dos movimentos gerados pelos trabalhadores para
transformar e melhorar processos, seja na gestão, na atenção, na formação ou no
controle/participação social em saúde.

Instrumento jurídico para formalização: Não se aplica, ao considerarmos a EPS como


um processo inerente às relações que acontecem no cotidiano do trabalho, com
aprendizagem e produção de conhecimento no dia a dia da atenção e gestão em saúde.

112 Ministério da Saúde


As portarias que tratam da Pneps são:

• Portaria GM/MS nº 198, de 13 de fevereiro de 2004.


• Portaria GM/MS nº 1.996, de 20 de agosto de 2007.

Agente financiador: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


A quem se destina: Trabalhadores da rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

Contato da área responsável:


Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES)
Departamento de Gestão da Educação na Saúde (DEGES)
Esplanada dos Ministérios, Ed. Sede, bloco G, 7º andar
Brasília/DF – CEP: 70058-900
Tels.: (61) 3315-3848 / 3090
Site: <www.saude.gov.br/sgtes>
E-mail: deges@saude.gov.br

2.32 Contratos Organizativos de Ação Pública Ensino-Saúde –Coapes


Descrição: O Coapes propõe a facilitação dos processos de negociação e de tomada
de decisão que envolvem ações de integração ensino-serviço-comunidade. A
contratualização visa garantir o acesso do ensino superior aos estabelecimentos
de saúde como cenários de prática e direcionar esforços para que os programas de
formação contemplem compromissos da educação com a melhoria dos indicadores
de saúde e do desenvolvimento dos trabalhadores de saúde do território.

Objetivos:

• Facilitar a documentação e o registro dos objetivos, metas, obrigações e


responsabilidades dos atores envolvidos na integração ensino-serviço-comunidade
para criar condições de divulgação e incentivo aos pactos locais entre as instituições
de ensino e os serviços de saúde.
• Auxiliar o planejamento integrado de ações e o diálogo entre os atores envolvidos,
buscando, assim, evidenciar para a sociedade o cumprimento de pactos que
respeitam e valorizam os usuários do SUS e as necessidades sociais de saúde como
prioridade na formação dos profissionais.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 113


Instrumento jurídico para formalização:

• Lei nº 12.871, de 22 de outubro de 2013, que institui o Programa Mais Médicos,


altera as leis nº 8.745, de 9 de dezembro de 1993, e nº 6.932, de 7 de julho de 1981,
e dá outras providências.
• Portaria Interministerial MEC/MS nº 1.127, de 4 de agosto de 2015, que institui as
diretrizes para a celebração dos Contratos Organizativos de Ação Pública Ensino-
-Saúde (Coapes), para o fortalecimento da integração entre ensino, serviços e
comunidade no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
• Portaria Interministerial MEC/MS nº 10, de 20 de agosto de 2014, que institui a
Comissão Executiva dos Contratos Organizativos de Ação Pública Ensino-Saúde e o
Comitê Nacional dos Contratos Organizativos de Ação Pública Ensino-Saúde.

Agente financiador: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


Quem pode contratualizar: Gestões estaduais e municipais de saúde (observando
que a coordenação dos comitês locais ocorre no âmbito municipal) e Instituições
de Educação Superior.

Contato da área responsável:


Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES)
Departamento de Gestão da Educação na Saúde (DEGES)
Esplanada dos Ministérios, Ed. Sede, bloco G, 7º andar
Brasília/DF – CEP: 70058-900
Tel.: (61) 3315-2598
Site: <www.saude.gov.br/sgtes>
E-mail: coapes@saude.gov.br

2.33 Ambiente Virtual de Aprendizagem do Sistema Único de


Saúde – AvaSUS
Descrição: Ambiente Virtual de Aprendizagem do Sistema Único de Saúde (AvaSUS)
é uma plataforma pública de Educação a Distância que permite a qualificação e
a atualização de estudantes, trabalhadores e profissionais de saúde. Atualmente,
registra mais 220 mil usuários matriculados nos diferentes 34 módulos de
aprendizagem (cursos).

114 Ministério da Saúde


Objetos: Oferecer plataforma tecnológica em EAD para instituições de ensino do
SUS; otimizar recursos públicos; padronizar fluxos de usos, layout e funcionalidades
dos módulos educacionais ofertados.

Instrumento jurídico para formalização

Resolução nº 3, de 2 de outubro de 2015 – Dispõe sobre o Eixo de Aperfeiçoamento


e Extensão do 2º Ciclo Formativo do Projeto Mais Médicos para o Brasil.

Agente Financiador: Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde.


Quem pode receber: Instituições formadoras, parceiras no AvaSUS

Contato da área responsável:


Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde
Departamento de Gestão da Educação na Saúde
Esplanada dos Ministérios, bloco G, sala 716
Brasília/DF – CEP: 70058-900
Tels.: (61) 3315-3628 / 2355
E-mail: avasus@saude.gov.br

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 115


3 FINANCIAMENTO
Foto
3.1 O que Constitui a Identificação da Despesa?
3.1.1 Código da Funcional Programática – CFP
O CFP é constituído por 17 números e dividido em função, subfunção, programa,
ação e localizador, tendo a função e a subfunção como Classificação Funcional da
Despesa e os demais itens como Estrutura Programática.

FF – Função
Classificação Funcional
SSS – Subfunção
PPPP – Programa
AAAA – Ação Estrutura Programática
LLLL – Localizador

3.1.2 Classificação Funcional da Despesa


Ex.: 10.302.2015.8581.0026

Função (10): Pode ser traduzida como o maior nível de agregação das diversas áreas
de atuação do setor público. Reflete a competência do órgão; no caso, o Ministério
da Saúde.

Subfunção (302): Representa um nível de agregação imediatamente inferior à


função e deve evidenciar cada área da atuação governamental, por intermédio da
identificação da natureza das ações. As subfunções podem ser combinadas com
funções diferentes. No exemplo supracitado, representa “Assistência Hospitalar
e Ambulatorial”.

Subfunções do Ministério da Saúde


301 Atenção Básica
302 Assistência Hospitalar e Ambulatorial
303 Suporte Profilático e Terapêutico
304 Vigilância Sanitária
305 Vigilância Epidemiológica
306 Alimentação e Nutrição

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 119


3.1.3 Estrutura Programática
Programa (2015): Toda ação de governo está estruturada em programas orientados
para a realização dos objetivos estratégicos definidos para o período do PPA, ou
seja, quatro anos (Plano Plurianual 2016-2019). Com base nessas diretrizes, a
numeração anterior significa “Aperfeiçoamento do SUS”.

8581 – ação: Operação da qual resultam produtos (bens ou serviços) que contribuem
para atender ao objetivo de um programa. Como estamos falando de Ministério da
Saúde, a ação exemplificada é a “Estruturação de Unidades de Atenção Básica em Saúde”.

0026 – localizador: Define a área geográfica na qual o recurso deverá ser aplicado.
Essa localização espacial está definida de acordo com a base do IBGE. Para o
exemplo utilizado, o recurso deverá ser aplicado no estado de Pernambuco.

3.2 Categoria Econômica da Despesa


A despesa é classificada em duas categorias econômicas:

Código Categoria Econômica


3 Despesas Correntes
4 Despesas de Capital

Despesas Correntes (3): As que não contribuem diretamente para a formação ou


aquisição de um bem de capital.

Despesas de Capital (4): As que contribuem diretamente para a formação ou


aquisição de um bem de capital.

3.2.1 Grupo de Natureza de Despesa


O Grupo de Natureza de Despesa (GND) é um agregador de elemento de despesa
com as mesmas características quanto ao objeto de gasto, conforme discriminado
a seguir:

120 Ministério da Saúde


Código Código de Natureza da Despesa
1 Pessoal e Encargos Sociais
2 Juros e Encargos da Dívida
3 Outras Despesas Correntes
4 Investimentos
5 Inversão Financeira
6 Amortização da Dívida

Outras Despesas Correntes (3): Despesas orçamentárias com a aquisição de material


de consumo, reforma, capacitação, além de outras despesas da categoria econômica
“Despesas Correntes” não classificáveis nos demais grupos de natureza de despesa.
Importante ressaltar que tais objetos devem estar em consonância com os critérios
adotados pelo Ministério da Saúde.

Investimentos (4): Despesas orçamentárias com execução de obras (ampliação e


construção nova) e com a aquisição e instalações, equipamentos e material permanente.

3.2.2 Modalidade de Aplicação


A Modalidade de Aplicação indica se os recursos serão aplicados mediante
transferências, inclusive a decorrente de descentralização orçamentária para
outros níveis de governo, seus órgãos ou entidades, ou diretamente para entidades
privadas sem fins lucrativos e outras instituições, ou ainda diretamente pela unidade
detentora do crédito orçamentário, ou por outro órgão ou entidade no âmbito do
mesmo nível de governo. A Modalidade de Aplicação objetiva, principalmente,
eliminar a dupla contagem dos recursos transferidos ou descentralizados.

Código Modalidade de Aplicação


30 Transferências a estado e ao Distrito Federal
31 Transferências a estado e ao Distrito Federal – Fundo a Fundo
40 Transferências a Municípios
41 Transferências a Municípios – Fundo a Fundo
50 Transferências a instituições privadas sem fins lucrativos
continua

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 121


conclusão

Código Modalidade de Aplicação


71 Transferências a consórcios públicos mediante contrato de rateio
90 Aplicações diretas
99 A definir

Transferências a Estado e ao Distrito Federal (30): Despesas orçamentárias realizadas


mediante transferências de recurso financeiro da União ou dos municípios aos estados
e ao Distrito Federal, inclusive para suas entidades da administração indireta.

Transferências a Estado e ao Distrito Federal – Fundo a Fundo (31): Despesas


orçamentárias realizadas mediante transferências de recurso financeiro da União
ou dos municípios aos estados e ao Distrito Federal por intermédio da modalidade
Fundo a Fundo.

Transferências a Municípios (40): Despesas orçamentárias realizadas mediante


transferências de recurso financeiro da União ou dos estados aos municípios,
inclusive para suas entidades da administração indireta.

Transferências a Municípios – Fundo a Fundo (41): Despesas orçamentárias realizadas


mediante transferências de recurso financeiro da União, dos estados ou do Distrito
Federal aos municípios por intermédio da modalidade Fundo a Fundo.

Transferências a Instituições Privadas sem Fins Lucrativos (50): Despesas orçamentárias


realizadas mediante transferência de recursos financeiros a entidades sem fins
lucrativos que não tenham vínculo com a administração pública.

Transferências a Consórcios Públicos mediante Contrato de Rateio (71): Despesas


orçamentárias realizadas mediante transferência de recursos financeiros a entidades
criadas sob a forma de consórcios públicos nos termos da Lei nº 11.107, de 6 de
abril de 2005, mediante contrato de rateio, objetivando a execução dos programas
e das ações dos respectivos entes consorciados, observando-se o disposto no § 1º,
do art. 11, da Portaria STN nº 72, de 2012.

Aplicações Diretas (90): Aplicação direta, pela unidade orçamentária, dos critérios a ela
alocados ou oriundos de descentralização de outras entidades integrantes ou não dos
Orçamentos Fiscal ou da Seguridade Social, no âmbito da mesma esfera de governo.

122 Ministério da Saúde


A Definir (99): Modalidade de utilização exclusiva ao Poder Legislativo ou para
classificação orçamentária da Reserva de Contingência e da Reserva do RPPS,
vedada a execução orçamentária enquanto não houver sua definição.

3.3 Contrapartida
Para a transferência de recursos no âmbito do SUS, inclusive a efetivada mediante
convênios ou similares, não será exigida contrapartida dos estados, do Distrito
Federal e dos municípios (art. 79, § 4°, da Lei nº 13.408, de 26 de dezembro de 2016).

3.4 Credenciamento e Cadastramento de Entes e Entidades


para Celebração de Convênios ou Contrato de Repasse
Os órgãos ou entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos que pretendam
celebrar os instrumentos regulamentados pela Portaria nº 424, de 30 dezembro de
2016, ou termos de parceria com a administração pública federal, deverão realizar
cadastramento prévio no Sistema de Convênios (Siconv).

Esse cadastramento poderá ser realizado em qualquer terminal de acesso à


internet e permitirá o acesso ao Sistema e à operacionalização de todas as etapas e
fases dos instrumentos regulados pela Portaria. No cadastramento serão exigidos,
pelo menos, a cópia do estatuto social atualizado da entidade e a relação nominal
atualizada dos dirigentes da entidade, com Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).

Os órgãos ou entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos são responsáveis


pelas informações inseridas no cadastramento e deverão atualizá-las sempre que
houver modificação ou solicitação do próprio Sistema. O cadastro no Siconv dos
órgãos ou entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos que não atualizarem
ou confirmarem as informações ficará com status de pendente e impossibilitará a
celebração de novos instrumentos até a regularização do cadastro.

3.4.1 Órgãos da Administração Pública


Para o cadastramento dos órgãos e entidades públicas dos estados, do Distrito
Federal e dos municípios, será exigida a atualização das informações:

• Cópia autenticada dos documentos pessoais do representante, em especial, Carteira


de Identidade e com Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 123


• Cópia autenticada do diploma eleitoral, acompanhada da publicação da portaria
de nomeação ou outro instrumento equivalente, que delegue competência para
representar o ente, o órgão ou a entidade pública, quando for o caso.
• Prova de inscrição da entidade no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ).

3.4.2 Entidade Privada sem Fins Lucrativos


1. Declaração da autoridade máxima da entidade informando que nenhuma das
pessoas relacionadas no item 4 é agente político de Poder ou do Ministério
Público ou Defensores Públicos da União, tanto quanto dirigente de órgão ou
entidade da administração pública, de qualquer esfera governamental, ou
respectivo cônjuge ou companheiro, bem como parente em linha reta, colateral
ou por afinidade, até o segundo grau, ressalvados os casos em que a nomeação
decorra de previsão legal.
2. Comprovação pela entidade da regularidade do mandato de sua diretoria e
apresentação da declaração de funcionamento regular nos últimos três anos,
emitida no exercício de 2017.
3. Declaração do dirigente da entidade: a) acerca da não existência de dívida
com o poder público e quanto à sua inscrição nos bancos de dados públicos e
privados de proteção ao crédito; b) acerca do não enquadramento dos dirigentes
relacionados no inciso II do § 2º, do art. 3º, do Decreto nº 6.170/2007, na vedação
prevista no inciso II do caput do art. 2º do mesmo decreto.
4. Prova de inscrição da entidade no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ).
5. Prova de regularidade com as Fazendas Federal, Estadual, Distrital e Municipal e
com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), na forma da lei.
6. Comprovante do exercício, nos últimos três anos, pela entidade privada sem fins
lucrativos, de atividades referentes à matéria objeto do convênio ou do contrato
de repasse que pretenda celebrar com órgãos e entidades da administração
pública federal.
7. Declaração de que a entidade não consta de cadastros impeditivos de receber
recursos públicos.
8. Declaração de que a entidade não se enquadra como clube recreativo, associação
de servidores ou congênere.

124 Ministério da Saúde


9. Declaração do representante legal da entidade privada sem fins lucrativos de que
não possui impedimento no Cadastro de Entidades Privadas Sem Fins Lucrativos
Impedidas (Cepim), no Siconv, no Sistema Integrado de Administração Financeira
(Siafi) e no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público
Federal (Cadin).
10. Certidão negativa referente ao Cadastro Nacional de Condenações Civis por Ato
de Improbidade Administrativa e Inelegibilidade, supervisionado pelo Conselho
Nacional de Justiça.

3.4.3 Consórcio Público


A celebração do Convênio com Consórcio Público para a transferência de recursos
da União está condicionada ao atendimento, pelos entes federativos consorciados,
das exigências legais aplicáveis, sendo vedada sua celebração, bem como a liberação
de parcela de recursos, caso exista alguma irregularidade por parte de qualquer dos
entes consorciados.

1. Para os consorciados, o cadastramento consistirá no registro no Sistema Portal


dos Convênios e, posteriormente, na apresentação da lei que instituiu o consórcio
quando se tratar de consórcio de direito público (inciso I, do art. 6°, da Lei
n° 11.107/2005).
2. Cópia autenticada dos documentos pessoais do representante, em especial,
Carteira de Identidade e com Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).
3. Cópia do estatuto ou contrato social registrado no cartório competente e
suas alterações.
4. Relação nominal atualizada dos membros consorciados, com CPF.
5. Prova de inscrição da entidade no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ).

3.4.4 Empresa Pública/Sociedade de Economia Mista


Para as empresas públicas/sociedade de economia mista, o cadastramento consistirá
no registro dos dados no Sistema Portal dos Convênios (Siconv) e, posteriormente,
na apresentação dos documentos exigidos.

1. Cópia autenticada dos documentos pessoais do representante, em especial,


Carteira de Identidade e com Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 125


2. Relação nominal atualizada dos membros, com Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).
3. Prova de inscrição da entidade no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ).
• A atualização dos dados cadastrais é de inteira responsabilidade do
proponente, por isso, mantenha sempre os dados atualizados.

• É condição para a celebração de convênio que o cadastro do convenente


esteja atualizado no Siconv, no momento da celebração.

3.5 Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência


Social – Cebas
Certificado concedido pelo governo federal, por intermédio dos ministérios da
Educação, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e da Saúde, às pessoas
jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, reconhecidas como entidades
beneficentes de assistência social que prestem serviços nas áreas de Educação,
Assistência Social ou Saúde. As entidades detentoras da Certificação de Entidades
Beneficentes de Assistência Social (Cebas) podem receber transferências de
recursos governamentais, nos termos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)
nº 13.408, de 26 de dezembro de 2016. A Certificação de Entidades Beneficentes
de Assistência Social, nos termos da Lei nº 12.101, de 27 de novembro de 2009,
poderá ser:

a. Substituída pelo pedido de renovação da certificação devidamente


protocolado e ainda pendente de análise junto ao órgão competente, nos
termos da legislação vigente.

b. Dispensada, desde que a subvenção seja concedida por lei específica e a


entidade tenha seu funcionamento autorizado e estatutos homologados por
ato do Poder Executivo Federal; ou ainda dispensada para execução de ações,
programas ou serviços em parceria com a administração pública federal, nas
seguintes áreas:

• Atenção à saúde dos povos indígenas.

• Atenção às pessoas com transtornos decorrentes do uso, abuso ou


dependência de substâncias psicoativas.

126 Ministério da Saúde


• Combate à pobreza extrema.

• Atendimento às pessoas com deficiência.

• Prevenção, promoção e atenção às pessoas com Vírus da Imunodeficiência


Humana (HIV), hepatites virais, tuberculose, hanseníase, malária e
dengue.

3.5.1 Quem tem direito à Cebas?


As pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, reconhecidas como
entidades beneficentes de assistência social e que prestem serviços nas áreas de
assistência social, saúde ou educação e que atendam ao disposto na Lei nº 12.101,
de 27 de novembro de 2009, e alterações.

3.5.2 Como requerer a Cebas?


Com a publicação da Lei n° 12.101, de 27 de novembro de 2009, a certificação
de Entidades Beneficentes de Assistência Social tornou-se responsabilidade dos
Ministérios da Saúde, da Educação e da Assistência Social, de acordo com a área de
atuação preponderante das entidades (art. 10, §1°, do Decreto nº 8.242, de 23 de
maio de 2014).

1. <www.saude.gov.br/cebas-saude – para a certificação na área da Saúde>.


2. <http://cebas.mec.gov.br – para a certificação na área da Educação>.
3. <www.mds.gov.br – para a certificação na área da Assistência Social>.

3.6 Condições para Celebração de Convênios (Portaria


Interministerial nº 424/2016 e Demais Normas Aplicáveis)
As entidades privadas sem fins lucrativos devem atender às seguintes condições
para celebração de convênios:

• Cadastro do convenente atualizado no Siconv no momento da celebração, nos


termos do art. 14 da Portaria.
• Plano de Trabalho aprovado.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 127


• Regularidade com as Fazendas: Federal, Estadual e Municipal, INSS e com o Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), na forma da lei.
• Regularidade perante o poder público federal, conforme consulta ao Cadastro
Informativo dos Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin).
• Entidades aptas no Cadastro de Entidades Privadas sem Fins Lucrativos (Cepim)/
Controladoria-Geral da União (CGU).
• Regularidade quanto à Prestação de Contas de Recursos Federais Recebidos
Anteriormente, mediante consulta:
a. Ao Subsistema TRANSFERÊNCIAS do Sistema de Administração Financeira
do Governo Federal (Siafi), da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), para os
convênios firmados sob a égide da Instrução Normativa STN nº 1, de 15 de
janeiro de 1997.

b. Ao Siconv, para aqueles firmados sob a égide das portarias interministeriais


MP/MF/MCT nº 127/2008 e nº 507/2011, dos ministérios do Planejamento,
Orçamento e Gestão, da Fazenda e do Controle e Transparência.

3.7 Vedações para Celebração de Convênios (Art. 9º,


Portaria Interministerial nº 424/2016)
• Com órgãos e entidades da administração pública direta e indireta dos estados,
Distrito Federal e municípios cujo valor seja inferior a R$ 100.000,00, ou no caso
de execução de obras e serviços de engenharia, exceto elaboração de projetos de
engenharia, nos quais o valor da transferência da União seja inferior a R$ 250.000,00.
• Com entidades privadas sem fins lucrativos que tenham como dirigente agente
político de poder ou do Ministério Público, tanto quanto dirigente de órgão ou
entidade da administração pública, de qualquer esfera governamental, ou respectivo
cônjuge ou companheiro, bem como parente em linha reta, colateral ou por
afinidade, até o segundo grau.
• Entre órgãos e entidades da administração pública federal, casos em que deverão ser
firmados Termos de Execução Descentralizada.
• Com órgão ou entidade de direito público ou privado que esteja em mora, inadimplente
com outros convênios celebrados com órgãos ou entidades da administração pública
federal, ou irregular em qualquer das exigências desta portaria.
• Com pessoas físicas ou entidades privadas com fins lucrativos.

128 Ministério da Saúde


• Visando à realização de serviços ou à execução de obras a serem custeadas, ainda
que apenas parcialmente, com recursos externos, sem a prévia contratação da
operação de crédito externo.
• Com entidades públicas ou privadas cujo objeto social não se relacione às
características do programa ou que não disponham de condições técnicas para
executar o convênio.
• Com entidades privadas sem fins lucrativos que não comprovem ter desenvolvido,
nos últimos três anos, atividades referentes à matéria objeto do convênio.
• E com entidades privadas sem fins lucrativos que tenham, em suas relações anteriores
com a União, incorrido em pelo menos uma das seguintes condutas:
a. Omissão no dever de prestar contas.

b. Descumprimento injustificado do objeto de convênios, contratos de repasse


ou termos de parceria.

c. Desvio de finalidade na aplicação dos recursos transferidos.

d. Ocorrência de dano ao erário.

e. Prática de outros atos ilícitos na execução de convênios, contratos de repasse


ou termos de parceria.

3.8 Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil –


MROSC – Lei nº 13.019/2014
Aprovado em 2014, o novo Marco Regulatório das Organizações da Sociedade
Civil é fruto de um esforço conjunto do governo federal e da sociedade civil para
modernizar as relações do poder público com as Organizações da Sociedade Civil
(OSCs), agentes fundamentais para a execução de iniciativas de interesse público e
para o aprofundamento da democracia. No dia 14 de dezembro, foi sancionado o PLV
21/2015 com sete vetos publicados no Diário Oficial da União de 15/12/2015. Com
isso, o PLV converteu-se na Lei nº 13.204/2015, que altera vários dispositivos da Lei
nº 13.019/2014. Entre as principais mudanças, está o escalonamento para a entrada
em vigor da Lei nº 13.019/2014, em 23 de janeiro de 2016, para União, Distrito
Federal e estados, e janeiro de 2017 para municípios. A administração pública poderá
dispensar a realização do chamamento público no caso de atividades voltadas ou
vinculadas a serviços de saúde e assistência social, desde que executadas por

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 129


organizações da sociedade civil previamente credenciadas pelo órgão gestor da
respectiva política.

3.9 Dúvidas Frequentes


O Ministério da Saúde financia aquisição de medicamentos por meio de propostas?

Resposta: Não. O financiamento da Assistência Farmacêutica é gratuito à população


e de responsabilidade das três esferas de gestão do SUS. Os recursos repassados
pela União, calculados com base nos dados populacionais fornecidos pelo IBGE,
somados às parcelas estadual e municipal, formam o montante de recursos de
financiamento do programa, conforme pactuado na normatização da Política de
Assistência Farmacêutica vigente (Portaria GM/MS nº 204/2007 e Portaria nº
2.982/2009).

Qual a diferença entre material permanente e material de consumo?

Resposta: Material permanente é tudo aquilo que cria bens para a instituição – ex.:
tomógrafo, maca, computadores etc. Material de consumo são os itens descartáveis
– ex.: seringas, agulhas, ataduras etc.

A indicação da entidade beneficiada pelo parlamentar deve ser feita pelo CNPJ da
prefeitura ou pelo CNPJ do Fundo de Saúde?

Resposta: Preferencialmente, deve-se indicar o CNPJ do Fundo de Saúde,


considerando-se a obrigatoriedade da institucionalização dos fundos de saúde para
a inserção de proposta no Sistema Fundo a Fundo.

O que significa reforma, ampliação e construção?

Resposta:

REFORMA significa que a unidade candidata ao pleito realizará uma alteração em


ambientes sem acréscimo de área.

AMPLIAÇÃO significa que a unidade candidata ao pleito realizará acréscimo de área


a uma edificação existente, ou mesmo construção de uma nova edificação para ser
agregada funcionalmente, fisicamente ou não, a um estabelecimento já existente.

130 Ministério da Saúde


CONSTRUÇÃO significa que a unidade candidata ao pleito realizará a construção
de uma nova edificação desvinculada, funcionalmente ou fisicamente, de algum
estabelecimento já existente.

É financiada a castração de animais?

Resposta: O SUS não destina recursos para executar castração de animais,


conforme dispõe a Portaria nº 1.138, de 23 de maio de 2014. Portanto, não financia
esterilização de animais.

Quem pode solicitar o financiamento de unidades UVZ?

Resposta: As secretarias municipais de saúde, as estaduais e o DF podem solicitar


financiamento, conforme o tipo de UVZ e a área de abrangência.

Quadro 2 – Despesas com ações e serviços de saúde


(Lei Complementar nº 141, de 13 de janeiro de 2013)

SIM NÃO
Vigilância em saúde, incluindo a Pagamento de aposentadorias e
epidemiológica e a sanitária. pensões, inclusive dos servidores
da saúde.
Atenção integral e universal à saúde Pessoal ativo da área de saúde, quando
em todos os níveis de complexidade, em atividade alheia à referida área.
incluindo assistência terapêutica e
recuperação de deficiências nutricionais.
Capacitação do pessoal de saúde do Assistência à saúde que não atenda ao
Sistema Único de Saúde (SUS). princípio de acesso universal.
Desenvolvimento científico e Merenda escolar e outros programas
tecnológico e controle de qualidade de alimentação, ainda que executados
promovidos por instituições do SUS. em unidades do SUS, ressalvando-se o
disposto no inciso II do art. 3º.
continua

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 131


conclusão

SIM NÃO
Produção, aquisição e distribuição Ações de assistência social.
de insumos específicos dos
serviços de saúde do SUS, tais
como: imunobiológicos, sangue e
hemoderivados, medicamentos e
equipamentos médico-odontológicos.
Investimento na rede física do SUS, Obras de infraestrutura, ainda que
incluindo a execução de obras de realizadas para beneficiar direta ou
recuperação, reforma, ampliação indiretamente a rede de saúde.
e construção de estabelecimentos
públicos de saúde.
Remuneração do pessoal ativo da área Ações e serviços públicos de saúde
de saúde em atividade nas ações de custeados com recursos distintos
que trata este artigo, incluindo os dos especificados na base de cálculo
encargos sociais. definida nesta LC nº 141 – 13/1/2013 ou
vinculados a fundos específicos distintos
daqueles da saúde.
Ações de apoio administrativo realizadas
pelas instituições públicas do SUS e
imprescindíveis à execução das ações e
serviços públicos de saúde.
Gestão do sistema público de saúde e
operação de unidades prestadoras de
serviços públicos de saúde.

132 Ministério da Saúde


3.10 Canais de Comunicação
Para dúvidas e orientações quanto aos sistemas no site do FNS, estão disponíveis os
seguintes canais de comunicação:

3.10.1 Atendimento Telefônico Gratuito: 0800 644 8001


Segunda a sexta: das 8h às 20h.
É importante ter em mão, no ato da ligação, o nome do parlamentar, o número da
emenda, o CNPJ da instituição beneficiada e, se já houver, o número da proposta.

3.10.2 Atendimento Eletrônico


Acesse o site do FNS (www.fns.saude.gov.br) e selecione, na funcionalidade FNS
Atende, o tipo de atendimento: Atendimento Web.
É importante descrever na mensagem o detalhamento do problema ou a dúvida,
informando o nome do parlamentar, o número da emenda, o CNPJ da instituição
beneficiada e, se já houver, o número da proposta.

3.10.3 Atendimento por E-mail


falecomfns@saude.gov.br
É importante descrever na mensagem o detalhamento do problema ou a dúvida,
enviar a imagem do erro do sistema (print da tela), assim como informar o nome do
parlamentar, o número da emenda, o CNPJ da instituição beneficiada e, se já houver, o
número da proposta.

3.10.4 Assessoria Parlamentar do Ministério da Saúde – ASPAR


Atendimento.aspar@saude.gov.br
Atendimento telefônico e presencial voltado aos parlamentares.
Tels.: (61) 3315 2060 / (61) 3315-3499
Esplanada dos Ministérios, bloco G, 5º andar, sala 514

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 133


4 ACESSO E
OPERACIONALIZAÇÃO
DOS SISTEMAS
4.1 Como Obter Senha de Acesso aos Sistemas do FNS
Vale lembrar:
Antes do cadastramento de propostas nos sistemas do Fundo Nacional de Saúde
(FNS), os parlamentares devem fazer as indicações de beneficiários das emendas
impositivas 2017 no Sistema Integrado de Orçamento e Planejamento (Siop).

4.1.1 Parlamentares
A senha de acesso ao AMBIENTE PARLAMENTAR, para o exercício de 2017, será a
mesma utilizada no exercício anterior. Caso o parlamentar não tenha apresentado
Emendas ao Orçamento Geral da União em 2016, será confeccionada nova senha,
a qual será disponibilizada pelo Ministério da Saúde, por meio da Assessoria
Parlamentar, para os autores de emendas de acordo com a Lei de Orçamento
Anual (LOA).

Caso o parlamentar não possa retirar pessoalmente sua senha, deverá indicar
formalmente um representante para proceder à retirada do envelope lacrado.
Tal procedimento terá de ser realizado por meio de ofício direcionado ao senhor

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 137


ministro de Estado da Saúde, contendo informações pessoais do representante:
nome completo, registro geral (RG) e CPF.

1º Passo:
Na página inicial do Portal do FNS (www.fns.saude.gov.br), clique em “Ambiente
Parlamentar”, conforme indicação a seguir.

138 Ministério da Saúde


2º Passo:
Com a opção “Parlamentar” marcada, selecione o Ano/Exercício de referência.
Selecione o nome na lista de parlamentares. Informe a senha e clique no botão
indicado a seguir.

Tela de Login – Parlamentar

3º Passo:
Após entrar no Ambiente Parlamentar, selecione a opção “Emendas” do Menu
no canto esquerdo superior da tela, conforme indicado a seguir.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 139


4º Passo:
Preencha os parâmetros de pesquisa desejados e clique no botão “Pesquisar”.
Pelo menos um filtro de consulta deve ser informado. Após validação dos filtros
informados, o sistema exibe uma lista de resultados conforme seus parâmetros
de busca. Clique no ícone “Beneficiários” . O sistema vai apresentar a tela de
consulta de indicação de beneficiários carregando uma lista de todas as indicações
feitas para a referida emenda.

140 Ministério da Saúde


5º Passo:
Clique no ícone “Propostas” . O sistema vai apresentar a tela com as propostas
cadastradas para a referida emenda.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 141


6º Passo:
Para detalhamento da proposta, clique no ícone “Detalhar” . O sistema vai
apresentar a tela com o detalhamento da proposta selecionada e a linha do tempo
de cada etapa.

Todas as propostas oriundas de emendas individuais, inseridas no sistema, poderão


ter acompanhamento por intermédio da ferramenta Ambiente Parlamentar. A
ferramenta disponibilizará todos os dados da proposta, como número, situação e
objeto. Na etapa de análise, o sistema divulgará o espelho da proposta e pareceres.

4.1.2 Entidades
Para indicar o objeto e iniciar o cadastramento das propostas, deve-se acessar o
módulo de Gerenciamento de Objetos e Propostas, entrando na página inicial do
portal do FNS (www.fns.saude.gov.br), clicando em “Gerenciamento de Objetos e
Propostas”. A senha para o exercício de 2016 será a mesma utilizada no exercício
anterior. Caso não recorde ou não tenha a senha de acesso, basta clicar no link
“Enviar Senha” na tela principal de acesso, digitar o CNPJ no campo em branco
e clicar no botão “Enviar Senha”. A senha será encaminhada para o endereço
eletrônico cadastrado na base de dados do Ministério da Saúde. É importante
ressaltar que a atualização dos dados cadastrais é de inteira responsabilidade da
entidade; por isso, mantenha sempre os dados atualizados. Caso a entidade tenha

142 Ministério da Saúde


realizado qualquer tipo de alteração no endereço eletrônico, deverá informar
imediatamente à Divisão de Convênios (DICON) de seu estado. Em caso de
convênios, faz-se necessário ainda que a entidade esteja cadastrada no Portal de
Convênios – Siconv (www.convenios.gov.br).

Obs.: a senha apenas será encaminhada a partir do momento em que


for solicitada.

1º passo
Na página inicial do
Portal FNS
(www.fns.saude.
gov.br), clique em
“Gerenciamento de
objetos e propostas”.

2º passo
Na página inicial do
“Gerenciador de
Objetos e Propostas”
1. Informar o CNPJ
2. Digitar a senha
3. Clicar no botão
“Acessar”

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 143


3º passo
Na página interna do
“Gerenciador de
Objetos e Propostas”
será apresentada a
relação de emendas
recebidas e a lista de
propostas cadastradas
separadas por ações.

A entidade deve
escolher qual indicação
efetuar, clicando no
botão “Indicação de
Objetos por Emenda”
ou “Indicação de
Objetos por Programa”.

4º passo
Na página de Indicação
de Objetos será
apresentada a relação
dos Programas/Ações
disponíveis para
indicação da entidade.
Deve-se clicar na Ação
para visualizar os
Componentes/Objetos
disponíveis e clicar no
botão Indicar.

144 Ministério da Saúde


5º passo
Após selecionar o
Objeto desejado e clicar
no botão “Indicar” o
sistema direcionará
para tela com a
relação de emendas
parlamentares/
Programas, para
entidade escolher qual
o recurso pretendido.
Inserir o valor no campo “Valor a Indicar”, confirmando no botão “Sim” e finalizar no
botão “Salvar”.

6º passo
Após a indicação
do objeto, este será
apresentado na tela
Objetos Selecionados,
onde poder-se-á clicar
no botão iniciar proposta
para direcionamento
ao módulo de
propostas, onde se dará
efetivamente o cadastro.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 145


Apenas as propostas de emendas poderão ser visualizadas pelo parlamentar autor.
Propostas inseridas nos sistemas como Programa/Ação serão disponibilizadas
apenas ao proponente. Importante ressaltar que é necessário que o proponente
confirme a indicação do objeto, quando emenda, e que realize o cumprimento
das diligências dentro do prazo estipulado pela área técnica para que não haja
cancelamento da proposta.

146 Ministério da Saúde


5 ACOMPANHAMENTO
E ANÁLISE
5.1 Procedimentos Adotados após a Inserção da Proposta
5.1.1 Fundo a Fundo
• Depois de cadastrada e enviada para análise, a proposta fica submetida à apreciação
pela área responsável.
• A análise é realizada sob o mérito (validação do objeto) e sob o técnico-econômico
(custos e especificações apresentados pelo proponente).
• Após receber todos os pareceres (mérito e econômico) e estar em consonância
com os critérios adotados pelo Ministério da Saúde, a proposta fica com a situação
PROPOSTA APROVADA.
• Mediante parecer favorável, a proposta segue para publicação de portaria.
• Após publicação de portaria específica, a Secretaria Finalística solicita a autuação do
processo e encaminha a documentação para o FNS.
• O FNS providencia o empenho, encaminha para a programação de pagamento e
realiza a abertura da conta bancária para proceder com a liberação do recurso.
APRECIAÇÃO AUTUAÇÃO
CADASTRO PARECER PUBLICAÇÃO
PELA ÁREA PELA ÁREA
DA PROPOSTA FAVORÁVEL DA PORTARIA
RESPONSÁVEL FINALÍSTICA

PROVIDÊNCIA DE PROGRAMAÇÃO ABERTURA DE LIBERAÇÃO


EMPENHO PELO FNS DO PAGAMENTO CONTA BANCÁRIA DE RECURSOS

5.1.2 CADASTRO
Convênios APRECIAÇÃO
PARECER DE MÉRITO PARECER ECONÔMICO
DA PROPOSTA PELA ÁREA RESPONSÁVEL
• Depois de cadastrada e enviada para análise, a proposta FAVORÁVEL fica submetida à apreciação
FAVORÁVEL

pela área responsável.


VALIDAÇÃO VALIDAÇÃO DE
EMISSÃO DE CELEBRAÇÃO
• ADAanálise é realizada sob
SECRETARIA
FINALÍSTICA
NOTA o
DEmérito
EMPENHO (validação do objeto) e sob o técnico-econômico
DOCUMENTAÇÃO
DA ENTIDADE
DO CONVÊNIO
(custos e especificações apresentados pelo proponente).
• Após receber todos os pareceres (mérito e econômico) e estar em consonância
com os critérios adotados pelo Ministério da Saúde, a proposta fica com a situação
APRECIAÇÃO PARECER PARECER VALIDAÇÃO
PROPOSTA
CADASTRO APROVADA.
PELA ÁREA DE MÉRITO ECONÔMICO DA SECRETARIA
DA PROPOSTA
RESPONSÁVEL FAVORÁVEL FAVORÁVEL FINALÍSTICA
• Cumprida a etapa de análise técnica, a proposta segue para validação da Secretaria
Finalística para recebimento
EMISSÃO DE de autorização
ENVIO PARA paraVALIDAÇÃO
celebração
DE de convênio
FIRMATURA pela
DESCENTRALIZAÇÃO
NOTA DE UNIDADE DOCUMENTAÇÃO DO CONTRATO
Secretaria-Executiva.
DE CRÉDITO
CRÉDITO MANDATÁRIA DA ENTIDADE DE REPASSE
• Recebida a autorização, o processo segue para o FNS, onde é emitida nota de
empenho e celebração do convênio.

APRECIAÇÃO PARECER PARECER VALIDAÇÃO


CADASTRO EFETIVAÇÃO
PELA ÁREA DE MÉRITO ECONÔMICO DA SECRETARIA
DA PROPOSTA DO TED
RESPONSÁVEL FAVORÁVEL FAVORÁVEL FINALÍSTICA
Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 149
PROVIDÊNCIA DE PROGRAMAÇÃO ABERTURA DE LIBERAÇÃO
EMPENHO PELO FNS DO PAGAMENTO CONTA BANCÁRIA DE RECURSOS

CADASTRO APRECIAÇÃO
PARECER DE MÉRITO PARECER ECONÔMICO
DA PROPOSTA PELA ÁREA RESPONSÁVEL
FAVORÁVEL FAVORÁVEL

VALIDAÇÃO VALIDAÇÃO DE
EMISSÃO DE CELEBRAÇÃO
DA SECRETARIA DOCUMENTAÇÃO
NOTA DE EMPENHO DO CONVÊNIO
FINALÍSTICA DA ENTIDADE

APRECIAÇÃO AUTUAÇÃO
CADASTRO PARECER PUBLICAÇÃO
PELA ÁREA PELA ÁREA
5.1.3 Contrato de Repasse
DA PROPOSTA
RESPONSÁVEL
FAVORÁVEL DA PORTARIA
FINALÍSTICA

• Depois
CADASTROde cadastrada e enviada para análise, a proposta fica submetida à apreciação
APRECIAÇÃO
PELA ÁREA
PARECER
DE MÉRITO
PARECER
ECONÔMICO
VALIDAÇÃO
DA SECRETARIA
DA PROPOSTA
pela área responsável.
PROVIDÊNCIA DE
RESPONSÁVEL
PROGRAMAÇÃO
FAVORÁVEL FAVORÁVEL
ABERTURA DE
FINALÍSTICA
LIBERAÇÃO
EMPENHO PELO FNS DO PAGAMENTO CONTA BANCÁRIA DE RECURSOS
• Após receber todasEMISSÃO as análises
DE e estar em consonância
ENVIO PARA VALIDAÇÃOcom
DE os critérios adotados
FIRMATURA
DESCENTRALIZAÇÃO
pelo Ministério da Saúde,
DE CRÉDITO
NOTA DE a propostaUNIDADE
CRÉDITO
fica com
MANDATÁRIA
a situação PROPOSTA
DOCUMENTAÇÃO
DA ENTIDADE
APROVADA.
DO CONTRATO
DE REPASSE
• Cumprida
CADASTRO
a etapa de análise, a proposta
APRECIAÇÃO
segue para validação da Secretaria Finalística
PARECER DE MÉRITO PARECER ECONÔMICO
e,DA após autorizada, para
PROPOSTA descentralização
PELA ÁREA RESPONSÁVEL de crédito junto
FAVORÁVEL à contratante (CAIXA).
FAVORÁVEL

• A proposta segue para o FNS, onde é emitida nota de crédito e enviada para a
VALIDAÇÃO VALIDAÇÃO DE
Unidade Mandatária
DA SECRETARIA APRECIAÇÃO (CAIXA).
EMISSÃO DE
PARECER PARECER
DOCUMENTAÇÃO VALIDAÇÃO
CELEBRAÇÃO
CADASTRO EFETIVAÇÃO
FINALÍSTICA PELA ÁREA NOTA DE EMPENHO
DE MÉRITO ECONÔMICO
DA ENTIDADE DA SECRETARIA
DO CONVÊNIO
• A Unidade Mandatária
DA PROPOSTA
RESPONSÁVEL (CAIXA), após receber
FAVORÁVEL o crédito, adota
FAVORÁVEL providências
FINALÍSTICA junto ao
DO TED

proponente quanto à firmatura do contrato de repasse.

APRECIAÇÃO PARECER PARECER VALIDAÇÃO


CADASTRO
PELA ÁREA DE MÉRITO ECONÔMICO DA SECRETARIA
DA PROPOSTA
RESPONSÁVEL FAVORÁVEL FAVORÁVEL FINALÍSTICA

EMISSÃO DE ENVIO PARA VALIDAÇÃO DE FIRMATURA


DESCENTRALIZAÇÃO
NOTA DE UNIDADE DOCUMENTAÇÃO DO CONTRATO
DE CRÉDITO
CRÉDITO MANDATÁRIA DA ENTIDADE DE REPASSE

5.1.4 Termo de Execução Descentralizada


• Depois de cadastrada e enviada para análise, a proposta fica submetida à apreciação
APRECIAÇÃO PARECER PARECER VALIDAÇÃO
pela área responsável.
CADASTRO
DA PROPOSTA
PELA ÁREA DE MÉRITO ECONÔMICO DA SECRETARIA
EFETIVAÇÃO
DO TED
RESPONSÁVEL FAVORÁVEL FAVORÁVEL FINALÍSTICA
• A análise é realizada sob o mérito (validação do objeto) e sob o técnico-econômico
(custos e especificações apresentados pelo proponente).
• Após receber todos os pareceres (mérito e econômico) e estar em consonância
com os critérios adotados pelo Ministério da Saúde, a proposta fica em situação
PROPOSTA APROVADA.
• Após a análise técnica, a proposta segue para validação da Secretaria Finalística, para
recebimento de autorização para celebração do Termo pela Secretaria-Executiva.
• Recebida a autorização, o FNS efetiva o Termo de Execução Descentralizada.

150 Ministério da Saúde


EMISSÃO DE ENVIO PARA VALIDAÇÃO DE FIRMATURA
DESCENTRALIZAÇÃO
NOTA DE UNIDADE DOCUMENTAÇÃO DO CONTRATO
DE CRÉDITO
CRÉDITO MANDATÁRIA DA ENTIDADE DE REPASSE

APRECIAÇÃO PARECER PARECER VALIDAÇÃO


CADASTRO EFETIVAÇÃO
PELA ÁREA DE MÉRITO ECONÔMICO DA SECRETARIA
DA PROPOSTA DO TED
RESPONSÁVEL FAVORÁVEL FAVORÁVEL FINALÍSTICA

5.2 Execução dos Contratos de Repasse


O Ministério da Saúde financia obras de reforma, ampliação e construção nova.
Conforme o previsto na Portaria Interministerial nº 424/2016, na fase de Seleção
de Propostas. A CAIXA é a instituição mandatária responsável pela análise da
documentação técnica, institucional, cadastral e jurídica, observadas as diretrizes
estabelecidas pelo Ministério da Saúde. O Ministério da Saúde é responsável pela
análise do plano de trabalho.

5.2.1 Etapas da Execução dos Contratos de Repasse


1. Assinatura do contrato de repasse em cláusula suspensiva: após aprovação da
proposta, a CAIXA chama o proponente para assinar o contrato. O contrato pode
ser assinado com cláusula suspensiva. O proponente tem 24 meses para sanar
todas as pendências da cláusula suspensiva.
2. Após a aprovação dos documentos pendentes na cláusula suspensiva (em geral,
aprovação dos projetos), o contrato fica em SITUAÇÃO NORMAL e a instituição
mandatária emite a autorização para início da licitação.
3. A CAIXA analisa a documentação da licitação e, caso aprovada, autoriza a
instituição a dar início à obra.
4. O desbloqueio dos recursos financeiros creditados em conta vinculada ao contrato
de repasse será realizado de acordo com o cronograma de desembolso, após a
verificação pela CAIXA, mediante Relatório de Acompanhamento Técnico sobre
a execução física da etapa correspondente e ainda a aprovação da prestação de
contas parcial da etapa anterior.
5.2.2 Alteração de Plano de Trabalho dos Contratos de Repasse
As alterações no plano de trabalho, sujeitas à aprovação pela instituição
mandatária, somente serão permitidas nos casos em que se fizerem necessárias,
tecnicamente justificadas e de modo tempestivo pelo proponente, ou diante
de ocorrência de fato imprevisível, sendo vedado alterar o objeto do contrato
de repasse, exceto no caso de ampliação da execução do objeto pactuado ou

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 151


para redução ou exclusão de meta, sem prejuízo da funcionalidade do objeto
contratado, conforme Portaria Interministerial nº 424/2016. Nos casos em que
a reformulação implique análise de mérito, como alteração de metas ou de
endereço, a instituição mandatária encaminhará para avaliação do Ministério
da Saúde, cabendo às áreas responsáveis pelo programa a emissão de parecer
de mérito. O proponente deve procurar a Gerência Regional da CAIXA em que
assinou o contrato para solicitar alterações contratuais.

5.3 Pareceres Técnicos


As propostas cadastradas nos sistemas informatizados deverão receber
minimamente dois pareceres técnicos favoráveis para que sejam consideradas
plenamente aprovadas, sendo primeiramente submetidas a uma análise técnica de
mérito e posteriormente à análise técnico-econômica.

5.3.1 Análise Técnica do Mérito


A análise técnica de mérito compreende a análise do perfil da instituição proponente,
da coerência e da compatibilidade do pleito com os objetivos e as prioridades do
Ministério da Saúde para o desenvolvimento do SUS, bem como a existência de
infraestrutura física e recursos humanos necessários para a instalação, a operação
e a manutenção dos equipamentos.

5.3.2 Propostas com Objeto de Construção, Ampliação e Reforma


• O número do CNPJ do proponente é a base para avaliação da oferta de serviços e dos
tipos de unidade de saúde do município.
• A existência de vínculo jurídico entre o proponente e o beneficiário é exigida.
• É relevante a descrição dos ambientes, do metro quadrado pretendido, da
população de abrangência, do total de leitos por especialidades e dos serviços a
serem implantados.
• São importantes as informações sobre: déficit de leitos, demanda reprimida e
habilitações em alta complexidade pretendidas.
• É necessário informar sobre a garantia de recursos humanos para compor quadro
profissional do serviço.
• É imprescindível ter a posse do terreno onde será edificada a obra.
• Para os novos serviços de impacto local e regional, é pertinente dar conhecimento à

152 Ministério da Saúde


Comissão Intergestores Bipartite (CIB) – não se aplica a propostas apresentadas à luz
de políticas pactuadas em CIT, conforme a Portaria nº 1.516, de 24 de julho de 2013.
• A justificativa deve oferecer minimamente:
–– Perfil do papel estratégico da unidade na Rede de Atenção à Saúde.

–– Demonstração de demanda reprimida.

–– Informação sobre número de leitos por especialidade.

–– Demonstração dos resultados esperados com a obra para a


assistência.

• É observado o Plano Diretor de Regionalização (PDR) do município e a inserção no


Plano de Ação Regional de Redes.

5.3.3 Propostas com Objeto de Equipamento


• O número do CNPJ do proponente é base para avaliação da oferta de serviços e dos
tipos de unidade de saúde do município.
• A existência de vínculo jurídico entre o proponente e o beneficiário é exigida.
• É importante informar se objetiva-se a substituição de equipamentos obsoletos ou a
ampliação do serviço. No caso de substituição, anexar laudo de obsolescência.
• Para determinados equipamentos, exige-se habilitação específica, disponibilidade de
profissional, compatibilidade com a demanda populacional e espaço físico adequado
para alocação.
• A quantidade de equipamentos solicitada deve apresentar coerência com a estrutura
e a capacidade da entidade beneficiária.
• É observado o Plano Diretor de Regionalização (PDR) do município e a inserção no
Plano de Ação Regional da Rede de Atenção às Urgências (RAU).

A análise de mérito baliza-se, entre outras, por meio da Portaria GM/MS nº 1.631, de
1º de outubro de 2015. Portaria nº 3.432/1998, Resolução Anvisa: RDC nº 36, RDC nº 50,
RDC nº 54, RDC nº 7; Portaria nº 3.390/2013, que instituiu a Política Nacional de Atenção
Hospitalar (PNHOSP) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), estabelecendo as
diretrizes para a organização do componente hospitalar na Rede Atenção à Saúde (RAS).

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 153


5.4 Análise Técnico-Econômica
5.4.1 Análise Técnico-Econômica de Obras
A análise técnico-econômica de obras é iniciada após a avaliação, emissão do
parecer de mérito favorável e a homologação da proposta pelas áreas finalísticas
do Ministério da Saúde. A área técnica de arquitetura realiza a primeira etapa da
análise técnico-econômica e, posteriormente, a proposta é analisada pela área
técnica de engenharia. É verificada a compatibilidade entre todas as informações
técnicas contidas nos campos da proposta (Justificativa de Mérito, Justificativa
Técnica de Obra, Objeto do Convênio, Cronograma Financeiro e Plano de Aplicação).

5.4.1.1 Análise Técnica de Arquitetura


No âmbito de arquitetura, a análise técnica verifica a consonância entre o objeto
da proposta e a descrição das futuras intervenções físicas, e entre o número de
leitos e a área pleiteada. O objeto da proposta é a informação que norteia toda a
análise. Por esse motivo, é de fundamental importância que o convenente tenha
conhecimento das definições dos objetos caracterizados pelo Ministério da Saúde:

Definições de objetos caracterizados pelo Ministério da Saúde, conforme preconiza a


RDC nº 50/2002 – Anvisa.

CONSTRUÇÃO de unidade de saúde – edificação desvinculada funcionalmente ou


fisicamente de algum estabelecimento já existente (vide Figura 2).

AMPLIAÇÃO de unidade de saúde – acréscimo de área a uma edificação existente ou


construção de uma nova edificação para ser agregada funcionalmente (fisicamente
ou não) a um estabelecimento já existente (vide Figura 2).

REFORMA de unidade de saúde – alteração em ambientes sem acréscimo de área,


podendo incluir vedações e/ou instalações existentes, substituição ou recuperação
de materiais de acabamento ou instalações existentes (vide Figura 2).

154 Ministério da Saúde


Figura 2 – Definição dos Objetos

Obs.: em alguns
casos, para mais
esclarecimentos, é
solicitado memorial
fotográfico.

5.4.1.2 Análise Técnica de Engenharia


No âmbito de engenharia, a análise técnica verifica a consonância entre a área
de intervenção física, o custo/m² e a complexidade da unidade e dos serviços de
obra, sendo o custo/m² o fator de maior relevância para esta análise. Para que uma
obra seja considerada exequível, é necessário que a relação entre o custo/m² e a
complexidade da unidade esteja adequadamente enquadrada nas faixas de valores
de obras predefinidas pelo Ministério da Saúde.

5.4.1.3 Análise dos Campos da Proposta


No momento da análise, são verificadas as informações preenchidas pela entidade
nos campos da proposta (Justificativa de Mérito, Justificativa Técnica de Obra,
Objeto do Convênio, Cronograma Financeiro e Plano de Aplicação), para avaliar se o
conteúdo está coerente com o objeto, o objetivo e o teor da aprovação do parecer
de mérito, assim como se o proposto se enquadra no Programa e Ação previstos.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 155


Caso seja constatada alguma incoerência entre as informações apresentadas
pelo Convenente e o parecer de mérito aprovado, o analista, por meio de
parecer diligente, solicitará ao convenente esclarecimentos, a fim de sanar tais
incompatibilidades.

Persistindo as incongruências, a proposta poderá ser restituída à área técnica


responsável pelo parecer de mérito para possíveis ajustes, nova avaliação e emissão
de parecer.

O analista, por meio de parecer, também poderá solicitar ao convenente algumas


adequações de áreas informadas, bem como de recurso financeiro, de modo que a
proposta apresentada se torne exequível, respeitando a melhor aplicabilidade do
recurso pleiteado, mantendo a compatibilidade entre a unidade funcional, o objeto
da proposta e o valor do custo/m² da obra.

5.4.1.4 Emissão de Parecer Técnico Favorável


Estando todas as informações compatibilizadas entre si e passíveis de aprovação por
parte de arquitetura e engenharia, é emitido o Parecer Técnico-Econômico Favorável.

O Parecer Técnico-Econômico visa apenas comparar e avaliar se todas as informações


descritas no espelho da proposta estão compatibilizadas entre si e se o recurso
estimado está condizente com as intervenções de obra solicitadas, respeitando-se
a complexidade da unidade, sua funcionalidade e as faixas de valores predefinidas
pelo Ministério.

Para a análise e a emissão do Parecer da Proposta de Projeto, não são considerados


os projetos arquitetônicos e as planilhas orçamentárias. Essas documentações serão
analisadas posteriormente à aprovação do Plano de Trabalho, quando solicitadas
as apresentações dos projetos completos (arquitetura e complementares),
planilha orçamentária e demais documentos técnicos pela equipe responsável,
que verificará a coerência entre custos, quantitativos e projetos, visando sempre
a melhor aplicação dos recursos públicos (atualmente, para a modalidade de
Contrato de Repasse, a análise dos projetos, planilhas e demais documentações
técnicas é de responsabilidade da Caixa Econômica Federal).

Para mais esclarecimentos quanto ao preenchimento dos campos das propostas


referentes a objetos de obra, está disponível no site do Fundo Nacional de Saúde

156 Ministério da Saúde


(www.fns.saude.gov.br) o Guia Técnico para Cadastro de Propostas de Investimentos
de Obras 2017.

5.4.2 Análise Técnico-Econômica de Equipamentos


A análise técnico-econômica visa buscar a coerência entre a nomenclatura do item,
os valores e as especificações técnicas dos itens pleiteados. O parecer Técnico-
-Econômico será favorável quando a proposta de projeto se apresentar (sob a ótica
dos preços e das especificações técnicas dos itens) exequível, ou seja, compatível
com os valores praticados no mercado e livre de eventuais direcionamentos
explícitos e detectáveis pelos analistas técnicos.

5.4.2.1 Etapas da Análise Técnico-Econômica de Equipamentos


Resumidamente, os aspectos que compreendem a análise técnico-econômica de
equipamentos são:

a. Análise da relação de equipamentos, materiais permanentes e unidades móveis


de saúde, buscando identificar, nas especificações técnicas apresentadas,
características que permitam visualizar o porte e a complexidade tecnológica
e sua compatibilidade com o preço estimado.

b. Caso a proposta apresente alguma incompatibilidade quanto à relação item/


especificação/preço, o analista do MS solicitará os ajustes necessários por
meio de pareceres de diligência, que deverão ser verificados e respondidos
pelo proponente sempre por intermédio do sistema informatizado específico.

c. Caso não haja a possibilidade de ajustes em determinados itens, o


proponente poderá solicitar sua exclusão definitiva a fim de viabilizar a
aprovação da proposta.

d. Durante a análise técnico-econômica, não será permitida a alteração de


quantitativos, a inclusão ou a substituição de itens. Os sistemas permitem
apenas a exclusão definitiva de itens.

e. Caso a proposta apresente itens de informática, eles terão uma configuração


predefinida e, ao serem solicitados pelo proponente, automaticamente será
carregado o item com especificação técnica e valor já preestabelecido, sem
opção de alteração.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 157


f. Quando a proposta se apresentar compatível sob o ponto de vista dos preços
e especificações técnicas em todos os itens, será emitido o Parecer Técnico de
Equipamentos Favorável.

g. A proposta favorável será então encaminhada a outras áreas do MS para os


trâmites finais, visando à liberação dos recursos financeiros.

É prerrogativa do técnico analista do MS solicitar eventuais alterações às


instituições proponentes nas especificações técnicas e preços apresentados nas
propostas de projetos, a fim de obter o melhor aproveitamento possível dos
recursos financeiros disponíveis.

Após a aquisição, o proponente deverá informar a especificação (marca e modelo),


valor dos itens adquiridos, entre outros dados, conforme estabelecido pela Portaria
GM/MS nº 3.134/2013, de 17 de dezembro de 2013.

5.4.2.2 Ressalvas à Análise Técnico-Econômica de Equipamentos


O parecer técnico-econômico visa apenas a julgar a coerência entre os valores e as
especificações técnicas dos itens pleiteados, não contemplando questões como:

• Características técnicas do local de instalação, plantas baixas, acessibilidade,


sustentabilidade, viabilidade técnica, autorizações de órgãos competentes – tais
como Licença de Vigilância Sanitária, Autorização da Comissão Nacional de Energia
Nuclear (Cnem) etc., bem como outras eventuais adequações e outras exigências
para a instalação e manutenção dos equipamentos pleiteados, que são de
responsabilidade da entidade proponente.
• Eventuais vícios de direcionamento que possam estar contidos nas especificações,
devido à ampla gama de equipamentos e suas inúmeras variações de especificações.
Por esse motivo, o parecer de aprovação técnico-econômico não necessariamente
aprova a especificação definitiva a ser inserida no edital da licitação, devendo a
entidade beneficiária suprimir quaisquer referências a marcas ou modelos lá
contidas, bem como características dimensionais ou de desempenho que direcionem
(sem justificativa plausível) o equipamento para determinado fabricante/empresa
ou restrinjam a ampla participação de licitantes no certame licitatório.

158 Ministério da Saúde


5.5 Equipamentos Passíveis de Financiamento pelo SUS
O Ministério da Saúde, por meio de transferências voluntárias da União, auxilia
instituições públicas e privadas sem fins lucrativos, vinculadas ao SUS, a melhorar
sua infraestrutura tecnológica de atendimento.

Essas transferências ocorrem fundamentalmente a partir do cadastramento de


propostas de projetos pelas instituições proponentes, apresentando a relação de
equipamentos, materiais permanentes e unidades móveis de saúde, com suas
respectivas especificações e preços estimados.

A relação de equipamentos está formalizada por meio da Relação Nacional de


Equipamentos e Materiais Permanentes Financiáveis pelo Ministério da Saúde
(Renem), instituída pela Portaria GM/MS nº 3.134/2013, de 17 de dezembro de
2013, e disponível para pesquisa em: <www.fns.saude.gov.br/sigem>. Embora
a referida portaria trate fundamentalmente da modalidade de repasses fundo a
fundo, a Renem é aplicável também às demais modalidades de repasses financeiros
do Ministério da Saúde, tais como convênios e termos de execução descentralizada.

Outro aspecto importante é que o fato de o equipamento ser apresentado na


pesquisa não necessariamente significa que ele será aprovado em uma proposta
de projeto.

Primeiramente, deve-se verificar se o equipamento está inserido no tipo de serviço


compatível com a entidade proponente. Por exemplo, para que uma Santa Casa
possa ter a aprovação de determinado equipamento, ele deverá estar inserido no
tipo de serviço “Hospital Geral/Hospital Especializado” apresentado no resultado
da pesquisa.

A liberação dos recursos financeiros para a execução do projeto ocorre após a


realização das análises técnicas de mérito e técnico-econômica por coordenações
específicas do Ministério da Saúde.

A instituição proponente deverá ainda atender aos requisitos mínimos necessários


para receber a tecnologia, que será objeto de avaliação no momento da emissão do
parecer de mérito pela área finalística do Ministério da Saúde.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 159


5.6 Incorporações de Novos Equipamentos
Caso o equipamento ou o material desejado não se encontre entre os itens
financiáveis, a entidade proponente poderá solicitar sua incorporação no Ministério
da Saúde.

5.6.1 Incorporação via Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias


no SUS – Conitec
Deverá ser solicitada no Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias
em Saúde (DGTIS/Conitec) do MS, por meio de formulário constante no endereço
eletrônico <http://www.conitec.gov.br/>.

• Novas tecnologias de equipamentos médicos, odontológicos e laboratoriais


de aplicação diagnóstica e/ou terapêutica, que não possuam procedimentos
financiados pelo SUS.

• Novas tecnologias de equipamentos médicos, odontológicos e laboratoriais


de aplicação diagnóstica e/ou terapêutica, existentes na lista da Renem, que
possuam procedimentos financiados pelo SUS, mas que envolvam custos
adicionais ao procedimento.

De acordo com a Lei nº 12.401/2011, decretos nº 7.646/2011 e nº 8.901/2016, as


solicitações por incorporação de tecnologias em saúde no SUS serão analisadas pelo
DGITS e submetidas à Conitec que, a partir das evidências científicas apresentadas
acerca da eficácia, da acurácia, da efetividade, da segurança e das avaliações
econômicas, fará a deliberação pela incorporação ou não da tecnologia. 

5.6.2 Incorporação via FORMSUS


Deverá ser solicitada por meio de formulário específico, que será analisado pela
Coordenação de Análise de Investimentos e Infraestrutura (Coainf), do Fundo
Nacional de Saúde (FNS), constante no link: <http://formsus.datasus.gov.br/site/
formulario.php?id_aplicacao=29286>.

• Novos Equipamentos de Infraestrutura e Apoio (equipamentos e materiais


destinados a fornecer suporte aos procedimentos diagnósticos, terapêuticos
ou cirúrgicos nos estabelecimentos de saúde). Mobiliários, equipamentos
de informática, equipamentos de apoio hospitalar, materiais de apoio às

160 Ministério da Saúde


atividades de ensino e pesquisa e unidades móveis de saúde são exemplos de
equipamentos de infraestrutura e apoio, conforme definição preconizada na
Portaria STN nº 448/2002, que caracteriza os materiais permanentes.

• Novos equipamentos (mesmo com aplicação Diagnóstica e Terapêutica) que


possuem procedimentos remunerados pelo SUS, porém não estão incluídos
na lista da Renem, destinados para aplicação desses procedimentos.

• Novas tecnologias agregadas aos equipamentos médicos, odontológicos e


laboratoriais de aplicação diagnóstica e/ou terapêutica, existentes na lista
da Renem, que possuam procedimentos financiados pelo SUS e que não
envolvam custos adicionais a esses procedimentos.

5.7 Especificações Técnicas de Equipamentos e Materiais Permanentes


5.7.1 Especificações Técnicas e Preços Sugeridos
Visando à melhoria da política de investimentos, com o objetivo de aprimorar a
sistemática, desde a elaboração até a liberação dos recursos, o Ministério da
Saúde implementou uma opção adicional para o cadastramento de equipamentos
médicos e materiais permanentes para as propostas de financiamento.

Como forma de auxiliar os gestores na elaboração das propostas de investimentos


em equipamentos, será disponibilizada automaticamente, no momento do
cadastramento, uma sugestão de especificação técnica já com o devido valor para
cada item selecionado, que estará em conformidade com os critérios técnicos e
econômicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A especificação técnica
sugerida e o preço sugerido de cada item referem-se a uma consolidação das
características mais solicitadas dos itens pelas instituições em anos anteriores,
assim como, também, são considerados outros fatores que são pertinentes à
realidade do mercado, demanda das instituições, avanços tecnológicos e os preços
mais praticados. As instituições podem visualizar a especificação técnica e o preço
sugerido de cada item no sistema de cadastramento de propostas e também no
Sistema de Informação e Gerenciamento de Equipamentos e Materiais Permanentes
Financiáveis para o SUS (Sigem) – <www.fns.saude.gov.br/sigem>.

As características técnicas do item estão em conformidade com os critérios técnicos


e econômicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Os preços sugeridos são

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 161


estimados e consideram o seu respectivo valor na média nacional, inclusas todas as
estimativas de despesas de frete, seguro e tributação (INCOTERM DDP), podendo
haver variação conforme condições do processo de aquisição.

Alguns equipamentos possuem o preço sugerido pelo Ministério da Saúde e a sua


respectiva faixa de valor mínimo e máximo referenciada em dólar americano, com
o intuito de minimizar os impactos gerados por eventuais desequilíbrios cambiais
no momento do cadastro da proposta. Para esses itens, a atualização da cotação
para a moeda corrente nacional será diária, considerando sempre a cotação do
dólar do dia anterior.

Essa atualização ocorrerá de maneira automática pelo sistema, por meio da base de
informações disponibilizadas pelo Banco Central.

Os valores dos referidos equipamentos serão sempre disponibilizados em sistemas


e sites na moeda corrente nacional, considerando a regra de conversão citada; e
serão determinados a cada procedimento de preenchimento do campo do valor
do item pelo proponente, seja no ato do cadastramento da proposta ou quando da
resposta de atendimento ao parecer de diligência para o referido item dolarizado.

Assim sendo, as entidades que elaborarem as propostas de investimentos, em sua


totalidade, com os equipamentos contendo especificações e preços sugeridos pelo
Ministério da Saúde, terão o Parecer Técnico-Econômico Favorável, sem emissão
de pareceres de diligências pela equipe técnica de analistas, exceto algum eventual
problema de ordem técnica que não esteja de acordo com o estabelecido para os
itens sugeridos pelo Ministério da Saúde.

As especificações e os preços sugeridos pelo Ministério da Saúde não têm caráter


impositivo, são apenas uma ferramenta de auxílio aos gestores.

No momento do cadastramento do item, a entidade deverá verificar se a


especificação sugerida atende às necessidades reais do serviço, pois poderá estar
compatível, subdimensionada ou superdimensionada com a realidade local. No
caso de incompatibilidade, a entidade terá a opção de alterar o item sugerido
pelo Ministério da Saúde; entretanto, é importante salientar que, havendo
qualquer alteração na especificação e no preço dos itens sugeridos, a proposta

162 Ministério da Saúde


será submetida à análise técnico-econômica, podendo ou não gerar emissão de
pareceres de diligências pela equipe técnica de analistas.

5.7.2 Atas de Registro de Preço


Outra melhoria implementada pelo Ministério da Saúde, no sentido de beneficiar as
entidades proponentes, é a disponibilização de itens com atas de registro de preços.

Caso o item cadastrado na proposta de projeto possua alguma ata de registro


de preços realizada pelo Ministério da Saúde, vinculada à ação programática
específica, dentro do prazo de vigência, o sistema apresentará uma mensagem em
tela, disponibilizando posteriormente as atas vigentes com especificação, preço,
marca, modelo e fornecedor já definidos.

Da mesma forma que ocorre com as especificações e os preços sugeridos, os


itens que possuem atas de registro de preços se encontram pré-aprovados pelo
Ministério da Saúde, recebendo em ato contínuo o parecer FAVORÁVEL.

As atas de registro de preços têm ainda a vantagem adicional de dispensar a


realização de licitação do item, bastando que a entidade proponente solicite ao
Ministério da Saúde, via sistema de Gestão de Registro de Preços (GRP), a autorização
de fornecimento para o equipamento/material, que deverá ser apresentada para o
fornecedor identificado como vencedor.

Após a emissão da autorização do Ministério da Saúde via GRP, a entidade deverá


contatar o fornecedor indicado, solicitando o fornecimento do material nas condições
aprovadas no plano de trabalho, ou seja, marca, modelo, preço e especificação
técnica do item deverão ser iguais aos descritos no plano de trabalho aprovado.

O Registro de Preços centralizado pelo Ministério da Saúde é um processo licitatório


que tem por objetivo obter preços para aquisição em escala (elevada quantidade)
de itens.

A empresa fornecedora vencedora do certame licitatório tem a prerrogativa


de aceitar o pedido de fornecimento ou não, de acordo com o estabelecido nas
cláusulas contratuais previstas em edital.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 163


5.8 Sigem e Renem
O ambiente eletrônico do Sistema de Informação e Gerenciamento de Equipamentos
e Materiais (Sigem) (Figura 3) pode ser acessado pelo Portal da Saúde no site
<www.fns.saude.gov.br/sigem>. Ao acessar esse endereço, o visitante é direcionado
para outro ambiente eletrônico, onde poderá obter informações mais detalhadas
dos itens que fazem parte da lista da Relação Nacional de Equipamentos e Materiais
Permanentes Financiáveis para o SUS (Renem) (Figura 3).

Figura 3 – Tela inicial Sigem Web

164 Ministério da Saúde


5.8.1 Acessando o Sigem Web
Para pesquisar por um item, o visitante tem à disposição três diferentes formas de
pesquisa, quais sejam:

“Pesquisa por nome”, que retorna as informações de todos os ambientes que


possuem o equipamento pesquisado (Figura 4).

Figura 4 – Pesquisa por nome do equipamento

“Pesquisa por Ambiente”, onde deverá ser selecionado o tipo de serviço e ambiente
nos devidos campos. O sistema retornará as informações dos equipamentos que,

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 165


segundo critérios do SomaSUS e RDC nº 50/2002, preconizam quais equipamentos
e materiais permanentes devem conter determinados ambientes (Figura 5).

Figura 5 – Pesquisa por nome do equipamento por ambiente

Pesquisa por “Planilha Completa de Equipamentos”, onde deve ser selecionado o


tipo de serviço a ser pesquisado. O sistema retorna as informações, em forma de
planilha em Excel, dos equipamentos e ambientes pertencentes ao tipo de serviço
selecionado. (Figura 6).

Figura 6 – Pesquisa por planilha completa de equipamentos

166 Ministério da Saúde


Ainda no mesmo ambiente eletrônico, é possível ter acesso a outros endereços
eletrônicos, tais como os links para o Manual do Programa de Cooperação Técnica
(Procot) e Transparência em Saúde; e informações sobre a Renem, como a
DGITS – Conitec.

Em todas as pesquisas, ao clicar no botão “Detalhar” (Figura 7), o resultado da


busca trará uma série de informações sobre o equipamento pesquisado, garantindo
acesso às opções “Ver especificação sugerida”, que informará também o preço
sugerido para esta especificação e “Configurações permitidas e características a
serem especificadas” (Figura 8).

Figura 7 – Botão detalhar

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 167


Figura 8 – Informações de especificação e preço sugerido

O sistema também apresenta os dados de contato das empresas participantes


do Procot – disponível em: <www.fns.saude.gov.br/sigem> <www.fns.saude.gov.
br/visao/pesquisarEquipamentos>, conforme figuras 9 e 10 desta cartilha, para o
item consultado, salientando que essa divulgação não configura qualquer tipo de
indicação ou homologação de tais empresas. As empresas participantes do Procot
disponibilizam, de maneira sistemática, as informações técnicas e econômicas de
seus produtos para o Ministério da Saúde, e sua divulgação tem caráter único de
publicidade e transparência neste processo.

168 Ministério da Saúde


Figura 9 – Dados das empresas participantes do Procot –
empresas não habilitada

Figura 10 – Dados das empresas participantes do Procot –


empresas habilitadas

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 169


5.9 Cadastrando Especificações Técnicas e Preços
Para os casos em que a entidade NÃO opte pela especificação e preço sugeridos,
conforme descrito no item 22.1, tampouco as especificações e preços de uma
eventual ata de registro de preços, ao cadastrar uma proposta de projeto para compra
de equipamentos, o proponente deverá apresentar especificações técnicas mínimas
que permitam ao técnico analista do Ministério da Saúde visualizar o equipamento
pleiteado, sob o ponto de vista de porte, tipo, tecnologia de funcionamento (digital,
analógico, hidráulico, elétrico etc.), principais características técnicas, acessórios,
componentes, entre outros. As características a serem especificadas poderão ser
consultadas no Sigem Web, realizando a pesquisa por item, clicando no botão detalhar
e, após, na aba “Configurações Permitidas e Características a Serem Especificadas”.

A especificação técnica válida para análise e aprovação é aquela descrita apenas no


campo específico existente nos diferentes sistemas informatizados para cadastro e
análise de propostas.

Qualquer outro tipo de documento não solicitado contendo especificações


técnicas, tais como anexos, não é considerado válido. A especificação deverá ainda
ser elaborada respeitando-se o limite de caracteres disponível em cada um dos
sistemas informatizados utilizados, priorizando-se as informações mais relevantes
em relação ao valor agregado ao equipamento ou material.

Alguns equipamentos e materiais, tais como o esfigmomanômetro, o oftalmoscópio


e o estetoscópio, entre outros, não possuem nos sistemas informatizados o campo
de especificação aberto para digitação, mas apenas características opcionais
predefinidas (agrupadores), que devem ser selecionadas pela entidade proponente.

As especificações no formato de agrupadores, posteriormente, em fase de edital,


deverão ser complementadas com informações técnicas adicionais para a aquisição/
licitação dos itens, sem, no entanto, alterar as características selecionadas. Caso
haja necessidade de alteração das características selecionadas, deve-se solicitar
anuência do Ministério da Saúde (mais detalhes no tópico 9.9 – Licitações).

Seguindo as instruções para elaboração de especificações técnicas apresentadas


a seguir, a proposta poderá ser aprovada mais rapidamente pelos analistas do
Ministério da Saúde:

170 Ministério da Saúde


a. Informar acessórios e insumos sobressalentes que deverão acompanhar
o equipamento. Os acessórios e insumos sobressalentes devem estar
limitados a 20% do valor do item principal. Entendem-se por sobressalentes
componentes iguais àqueles que acompanham a composição básica para o
funcionamento do equipamento.

b. Informar dimensões mínimas e peso somente quando esses aspectos forem


determinantes para caracterizar a capacidade e o porte do equipamento, por
exemplo no caso de mesas, camas, macas etc.

c. Não inserir dizeres sobre a aplicabilidade (para o que serve o equipamento),


marca, modelo e menções comerciais como “alta confiabilidade”, “qualidade
superior”, “top de linha”, “exclusivo”, assim como palavras dúbias como
“opcional”, “a definir” etc.

d. Caso a aquisição do equipamento pleiteado seja por importação direta,


informar ao final da especificação qual o Incoterm (FOB, CIF etc.). Especificações
sem menção ao Incoterm utilizado serão consideradas com todas as despesas
inclusas (Incoterm DDP).

e. Verificar no Sigem quais são as configurações permitidas e as características


mínimas a serem inseridas na especificação.

f. Descrever apenas a especificação técnica do item, não mencionar orientações


de fornecimento (como frete, treinamentos, manutenção preventiva, entre
outros); estes deverão constar no edital de licitações.

É vedada a inclusão de garantia estendida na especificação dos equipamentos, sendo


passível de aprovação apenas a garantia padrão de fábrica.

A elaboração das especificações técnicas é de total responsabilidade das


instituições proponentes, cabendo ao Ministério da Saúde apenas realizar a
análise técnica, julgando sua coerência com os valores pleiteados. Não compete
ao Ministério da Saúde a verificação da existência no mercado, ou de registros
na Anvisa, de equipamentos que contemplem plenamente as especificações
apresentadas, levando-se em conta que o técnico-analista busca nas especificações
um mínimo de características técnicas que permitam um pronunciamento sobre

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 171


a compatibilidade preço‑tecnologia e não necessariamente que contemplem
equipamentos específicos.

Para mais esclarecimentos quanto ao preenchimento dos campos das propostas


referentes a objetos de Aquisição de Equipamentos Médicos e Materiais Permanentes,
está disponível no site do Fundo Nacional de Saúde (www.fns.saude.gov.br) o Guia
Técnico para Cadastro de Propostas de Investimentos de Equipamentos Médicos e
Materiais Permanentes 2017.

5.9.1 O Sistema SomaSUS


O Ministério da Saúde disponibiliza às instituições proponentes o Sistema de Apoio à
Elaboração de Projetos de Investimentos (SomaSUS) – <www.saude.gov.br/somasus>.

Os textos descritivos do SomaSUS invariavelmente são genéricos e não definem


características específicas para a precificação dos itens. Estas informações podem
ser consultadas para se determinar uma configuração e preço compatível a elas.

5.9.2 Configurações Permitidas


Para os equipamentos relacionados na Renem, existem alguns critérios de
configurações que devem ser observados no momento da elaboração da
especificação técnica.

Algumas configurações e tecnologias são vedadas pelo Ministério da Saúde por


motivos de economicidade e por não fazerem parte dos procedimentos ressarcidos
pelo SUS. As configurações permitidas e vedadas pelo Ministério da Saúde para
a especificação de equipamentos e materiais permanentes financiáveis para o
SUS podem ser consultadas no Sigem, no detalhamento do item “Configurações
Permitidas e Características a serem Especificadas”.

Caso a entidade apresente tecnologias e configurações não permitidas, ela será


diligenciada para que a especificação seja substituída por outra. Esse procedimento
pode acarretar significativas perdas financeiras na proposta de projeto, pois, após
a aprovação da proposta pelo mérito, não é possível substituir ou incluir novos
itens, nem aumentar quantitativos. Na fase de análise técnico-econômica de
equipamentos, a entidade poderá apenas adequar valores, especificações ou
excluir definitivamente os itens que estiverem em desacordo.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 172


5.9.3 Acessórios e Insumos Sobressalentes
Todos os acessórios e os insumos sobressalentes permitidos na especificação não
devem ultrapassar o limite de 20% sobre o valor total do item principal.

Entende-se por acessórios e insumos sobressalentes aqueles adicionais ao mínimo


necessário para o funcionamento do equipamento. Por exemplo: dois ou mais
sensores de oximetria, pacotes extras de papéis para impressão de registros
gráficos (ECG, EEG etc.), pacotes extras de eletrodos etc.

5.9.4 Composição de Sistemas


Entende-se por sistema um item cuja configuração é composta obrigatoriamente
por, no mínimo, dois equipamentos.

A nomenclatura do item poderá já determinar a composição do sistema, por


exemplo: Aparelho de Anestesia com Monitor Multiparâmetros; ou estar implícita,
por exemplo: Sistema de Videoendoscopia.

Nos casos em que a nomenclatura defina a composição do sistema, tal como no


Aparelho de Anestesia com Monitor Multiparâmetros, o segundo equipamento (no
caso o monitor) não precisará ficar com o valor restrito a 20%, pois trata-se de um
sistema e não de um equipamento com acessório adicional.

Nos casos de sistemas cuja nomenclatura permita uma configuração composta


de equipamentos independentes, como previsto no tópico anterior, é vedada a
exigência, por parte do proponente, de que sejam da mesma marca.

5.9.5 Incoerências entre Nomenclaturas e Especificações


Inúmeras propostas costumam apresentar itens cuja especificação não condiz com
sua nomenclatura. Isso ocorre muitas vezes por distração e desconhecimento do
proponente, assim como pela tentativa de solicitar um equipamento não financiável
por meio de alguma nomenclatura similar.

A especificação deverá estar sempre em total consonância com o item


cadastrado e aprovado pelo parecer técnico de mérito, não sendo permitidas
especificações similares.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 173


A seguir, alguns casos comuns que devem ser evitados:

• Solicitar um CR Multicassetes, quando, na verdade, o equipamento apresenta


uma única entrada para diversos tamanhos de cassetes. O CR Multicassetes deve
ser solicitado quando houver múltiplas entradas simultâneas de cassetes no
equipamento.
• Solicitar cirurgia robótica no item Sistema de Videolaparoscopia ou no item Sistema
de Cirurgia Guiada por Imagem (Neuronavegador).
• Solicitar cápsula endoscópica no item Sistema de Videoendoscopia.

5.9.6 Balizamento de Preços


Para cada equipamento, foi estabelecida uma faixa de valor mínimo e máximo.

Para os itens com especificação tipo “agrupador”, existe uma faixa de valor para
cada possível configuração.

Para os itens com especiação aberta, essas faixas de valores foram estabelecidas
para que seja passível de escolha para o proponente desde uma configuração mais
básica até uma mais avançada.

Os limites de preços instituídos pelo Ministério da Saúde nos sistemas de propostas


de projetos têm por finalidade evitar que instituições cadastrem equipamentos
com preços acima ou abaixo da média praticada no mercado.

Esse procedimento visa proporcionar à entidade a chance de melhor aplicar os


recursos financeiros disponíveis, evitando perdas significativas na fase de análise
técnico-econômica, que consiste em buscar uma compatibilidade entre os preços
dos itens e o valor agregado em suas especificações.

Os valores mínimo e máximo de preços são estabelecidos a partir de pesquisas


mercadológicas que levam em consideração equipamentos que possuem boa
relação custo-benefício e boa resolutividade em procedimentos cobertos pelo SUS.

Importante salientar que, durante a análise técnico-econômica, a quantidade de


itens e seus respectivos quantitativos ficam bloqueados, não sendo possível que
um eventual saldo remanescente de ajustes realizados seja reaproveitado em
novos equipamentos, no aumento dos quantitativos ou na substituição de itens.
Esse bloqueio ocorre logo após a emissão do Parecer Técnico de Mérito favorável.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 174


5.9.7 Equipamentos Cotados em Dólares Americanos
Alguns equipamentos possuem o preço sugerido pelo Ministério da Saúde e a sua
respectiva faixa de valor mínimo e máximo referenciada em dólar americano, com o
intuito de minimizar os impactos gerados por eventuais desequilíbrios cambiais no
momento do cadastro da proposta. Para esses itens, a atualização da cotação para
a moeda corrente nacional será diária, considerando-se sempre a cotação do dólar
do dia anterior. Essa atualização ocorrerá de maneira automática pelo sistema, por
meio da base de informações disponibilizada pelo Banco Central.

Os valores dos referidos equipamentos serão sempre disponibilizados em sistemas


e sites na moeda corrente nacional, considerando-se a regra de conversão citada;
e serão determinados a cada procedimento de preenchimento do campo do valor
do item pelo proponente, seja no ato do cadastramento da proposta ou quando da
resposta de atendimento ao parecer de diligência para o referido item dolarizado.

5.9.8 Banco de Informações Técnicas e Econômicas


O Ministério da Saúde dispõe de banco de dados técnico-econômico continuamente
atualizado com descritivos técnicos e preços das tecnologias disponíveis para que
seus pareceres técnicos emitidos diariamente estejam sempre em consonância
com a realidade do mercado.

Tais informações são colhidas por meio de extratos de pregões, contatos pontuais
com fornecedores, consultas em sites especializados na internet e em sistemas
específicos, tais como o Procot, instituído pela Portaria GM/MS nº 3.134, de 17 de
dezembro de 2013, e o Emergency Care Research Institute (ECRI).

A entidade proponente não precisa apresentar cotações de fornecedores nas


propostas de projetos; no entanto, é imprescindível que realize ampla pesquisa
mercadológica para apresentar preços e especificações técnicas condizentes com
sua realidade e coerentes com seu porte e perfil de atendimento.

5.9.9 Licitações
Os itens aprovados a serem adquiridos devem ser licitados observando-se o disposto
nas Leis nº 8.666/1993 e nº 10.520/2002, bem como no Decreto nº 5.504/2005 e
demais legislações aplicáveis. Importante salientar os seguintes aspectos durante
a licitação:

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 175


• Os valores aprovados não devem ser utilizados como referência única e absoluta de
preços no processo licitatório a ser realizado pela instituição proponente.
• A comissão de licitações do proponente, de acordo com o estabelecido na legislação
vigente, deverá realizar ampla pesquisa mercadológica para cotação e aferição de
cada item, buscando na licitação a aquisição dos itens pelo melhor preço possível,
respeitando-se a coerência de especificações e os preços constantes da relação de
itens aprovada.
• O Parecer Técnico-Econômico Favorável não afasta a necessidade do cumprimento
integral da Lei nº 8.666/1993 e demais legislações aplicáveis a licitações, inclusive
na apreciação de eventuais impugnações de licitantes que solicitem ajustes nas
especificações.
• No caso de eventuais pedidos de impugnação, a Comissão de Licitação deverá avaliar
se os argumentos das empresas impugnantes são válidos e fundamentados e, se
assim for, acatá-los, desde que não haja prejuízo na qualidade e na caracterização do
equipamento aprovado.
• Entende-se por prejuízo de qualidade e caracterização alterações que causam a
perda da coerência entre o valor e a especificação aprovada, ou seja, mudanças de
especificação que diminuem o valor agregado no equipamento.

Exemplos de mudanças que descaracterizam a coerência técnico-econômica:

–– Diminuição da potência de Bisturi Elétrico, Grupo Gerador etc.

–– Diminuição da capacidade de carga em autoclaves, lavadoras, mesas etc.

–– Diminuição de parâmetros de monitores, ventiladores, analisadores etc.

–– Mudança do número de cortes em tomógrafos.

–– Mudança do campo magnético em equipamentos de ressonância.

–– Mudança de funcionalidades e aplicativos em equipamentos de


ultrassom etc.

Para as propostas de investimentos na modalidade Convênio, havendo a


necessidade de alterações que causem a perda da coerência entre o valor e a
especificação aprovada, elas só poderão ser efetuadas com a devida anuência
formal do Ministério da Saúde.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 176


Os equipamentos deverão ser sempre novos, sendo vedada a aquisição de
equipamentos usados, recondicionados ou remanufaturados.

A Comissão de Licitações deverá exigir a apresentação do registro da Anvisa


para os itens que sejam de caráter obrigatório, bem como outros documentos e
certificações necessárias para o seu adequado funcionamento.

5.10 Legislação Aplicável


• Lei Complementar nº 101/2000.
• NBR nº 14.561/2000.
• RDC Anvisa nº 185/2001.
• Lei nº 10.520/2002.
• Portaria MS nº 2.048/2002.
• Portaria STN nº 448/2002.
• Decreto nº 5.504/2005.
• Decreto nº 6.170/2007 e alterações.
• Lei Complementar nº 141/2012.
• Portaria nº 1.580/2012.
• Portaria Interministerial STN/SOF nº 1/2012.
• Portaria nº 169/2013.
• Portaria Interministerial nº 424/2016.
• LDO nº 13.408, de 26 de dezembro de 2016.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 177


6 FUNDAÇÃO NACIONAL
DE SAÚDE – FUNASA
A Funasa, órgão executivo do Ministério da Saúde, é uma das instituições do
governo federal responsável por promover a saúde pública e a inclusão social por
meio de ações de saneamento e saúde ambiental. Cabe ao órgão fomentar soluções
de saneamento para prevenção e controle de doenças, e formular e implementar
ações de promoção e proteção à saúde relacionadas com as ações estabelecidas
pelo Subsistema Nacional de Vigilância em Saúde Ambiental.

As ações de inclusão social, por meio da saúde, são realizadas com a prevenção
e o controle de doenças e agravos ocasionados pela falta ou inadequação nas
condições de saneamento básico em municípios com até 50 mil habitantes, e em
áreas de interesse especial, como assentamentos, remanescentes de quilombos e
reservas extrativistas.

Na área de Engenharia de Saúde Pública, a Funasa detém a mais antiga e contínua


experiência em ações de saneamento no País e atua com base em indicadores
sanitários, epidemiológicos, ambientais e sociais.

A Funasa presta apoio técnico e/ou financeiro no combate, no controle e na


redução da mortalidade infantil e da incidência de doenças de veiculação hídrica
ou causadas pela falta de saneamento básico e ambiental.

Os investimentos visam intervir no meio ambiente, na infraestrutura dos municípios de até


50 mil habitantes, prioritariamente, e nas condições de vida de populações vulneráveis.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 181


6.1 Área de Atuação
6.1.1 Engenharia de Saúde Pública
A estreita relação entre as condições ambientais, os problemas sanitários e o
perfil epidemiológico das doenças e agravos integra, definitivamente, as ações de
saneamento da Funasa ao SUS, visando à prevenção de doenças.

Entre as ações a serem desenvolvidas para a prevenção de doenças e o controle de


agravos estão a construção e a ampliação de sistemas de abastecimento de água e
de esgotamento sanitário, além da implantação de melhorias sanitárias domiciliares.

A Funasa vem implantando, ampliando ou melhorando os sistemas de tratamento


e destinação final de resíduos sólidos, principalmente em áreas de proliferação do
mosquito Aedes aegypti, efetivando a drenagem e o manejo ambiental em áreas
endêmicas de malária e fazendo obras de engenharia em habitações, visando ao
controle da doença de Chagas.

Fazem parte das prioridades da Funasa a promoção, o estímulo e o financiamento


de projetos de pesquisa em engenharia de saúde pública e saneamento; e o apoio
técnico a estados e municípios para a execução de projetos de saneamento, passando
por estratégias de cooperação técnica a estados e municípios e saneamento em
áreas especiais.

6.1.2 Saúde Ambiental


Com o Decreto nº 8.867, de 3 de outubro de 2016, a instituição, por meio
do Departamento de Saúde Ambiental (Desam) responde pela formulação
e implementação de ações de promoção e proteção à saúde ambiental, em
consonância com a política do Subsistema Nacional de Vigilância em Saúde
Ambiental; controle da qualidade da água para consumo humano proveniente de
sistemas de abastecimento público, conforme critérios e parâmetros estabelecidos
pelo Ministério da Saúde; apoio ao desenvolvimento de estudos e pesquisas na
área de atuação da Funasa; e fomento à educação em saúde ambiental.

Em relação ao controle da água para consumo humano, a instituição possui equipes


de profissionais e laboratórios de análise de água nas 26 Superintendências
Estaduais da Funasa, que possuem capacidade analítica para apoiar os municípios,

182 Ministério da Saúde


disponibilizando análises laboratoriais de baixa e média complexidade exigidas
na legislação vigente, bem como orientações técnicas e capacitações acerca das
ações que visem garantir a qualidade da água para consumo humano. A instituição
dispõe ainda de laboratórios móveis, denominados Unidades Móveis para o Apoio
ao Controle da Qualidade da Água para o Consumo Humano (UMCQA), que podem
se deslocar aos municípios e às localidades que necessitem desse tipo de apoio,
em cada uma das 26 unidades da Federação, sendo que, as Superintendências
Estaduais da Bahia, do Pará, de Minas Gerais, do Mato Grosso, do Rio de Janeiro e de
Pernambuco possuem duas, enquanto a Superintendência Estadual do Maranhão
possui três, totalizando 34 unidades móveis no País.

A Funasa tem estimulado a gestão consorciada, fomentando a construção de


Centros de Referência com laboratórios. Um exemplo encontra-se no Paraná,
onde foi construída e equipada com recursos da Funasa uma unidade que atende
a 42 municípios consorciados. Este modelo proporcionou a redução de custos
operacionais e logísticos no controle da qualidade da água para consumo humano.

Além dessa unidade, a Funasa está financiando a construção de mais oito Centros de
Referência para os Consórcios Públicos, capazes de realizar atividades relacionadas
ao controle da qualidade da água para consumo humano, possuindo laboratórios
de média ou alta complexidade destinados às análises de água e efluentes.

A partir de 2005, vem fomentando projetos com a finalidade de implantar a


fluoretação das águas dos serviços de abastecimento público, de modo a contribuir
para a redução da prevalência da cárie dental. Essa demanda atende ao Programa
Brasil Sorridente, Subcomponente Fluoretação da Água, que se destina a promover
a saúde bucal de forma abrangente e socialmente justa, com adição do flúor na
água, buscando a prevenção e a redução dos índices atuais de cárie dental.

O Departamento de Saúde Ambiental (Desam), por meio da Coordenação de Ações


Estratégicas em Saúde Ambiental, tem como uma de suas atribuições o propósito
de planejar e estruturar o apoio nas ações de resposta aos desastres de inundações,
secas e estiagens, bem como outras emergências, quando assim demandada.

A exemplo da atuação da Funasa em desastres, podemos citar a atuação mais


recente no Desastre de Mariana (MG), sendo essa tragédia considerada um dos
maiores desastres do gênero da mineração da história mundial nos últimos cem

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 183


anos, a qual foi responsável pelo lançamento no meio ambiente de 34 milhões de
m³ de rejeitos, sendo que 16 milhões restantes continuam sendo carreados. Essa
lama de rejeitos foi resultante da produção de minério de ferro pela mineradora
Samarco, empresa controlada pela Vale e pela britânica BHP Billiton.

Nesse desastre, a Funasa executou ações de apoio à vigilância da qualidade da


água para consumo humano e avaliação dos sistemas de abastecimento de água
nos municípios afetados pelo rompimento das barragens de Fundão e Santarém da
Mineradora Samarco.

As mais recentes e principais atuações em desastres em casos de estiagem e seca


realizadas pela Funasa, ainda no ano de 2016, foram em Normandia, no estado de
Roraima, e em Barão de Melgaço, no Mato Grosso.

Em ambos os casos de estiagem e seca, a Funasa instalou uma Unidade Móvel de


Tratamento de Água de Baixa Turbidez da Funasa (Umta), que é um equipamento
capaz de tratar de forma emergencial até 12 mil litros por hora de água bruta com
alto nível de turbidez.

No município de Normandia, a Funasa minimizou os impactos causados pela


estiagem com o restabelecimento emergencial do abastecimento de água potável,
atendendo à sede do município, cerca de 3 mil pessoas e as comunidades rurais e
indígenas, que são cerca de 4.958 pessoas, beneficiando um total de mais de 8 mil
pessoas, durante 90 dias subsequentes até o prazo para o retorno das chuvas.

Em Barão de Melgaço, no estado do Mato Grosso, a Funasa restabeleceu o


abastecimento de água potável para mais de 7.500 pessoas, sendo 3.500 na sede
do município e 4 mil distribuídas entre comunidades rurais, indígenas e ribeirinhas.

Para essa ação de desastres, a Funasa ampliou sua capacidade operacional para
contribuir com a diminuição da vulnerabilidade da população, tanto as sujeitas às
situações de inundações quanto as expostas a períodos prolongados de estiagem,
a partir da aquisição de sete Umta, que estão distribuídas nos seguintes estados:
Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Amazonas, Mato Grosso e Paraná, porém
essas unidades podem, facilmente, serem deslocados para outras regiões caso
haja necessidade.

184 Ministério da Saúde


Outra atuação importante ocorre na área de Educação em Saúde Ambiental, na
qual se destaca o programa de fomento às ações de Educação em Saúde Ambiental,
o aporte de recursos destinados ao fomento de planos e projetos nesta área para
municípios e comunidades em estado de vulnerabilidade socioambiental.

No campo da Educação em Saúde Ambiental, a Funasa desenvolve um conjunto de


ações que visa fortalecer a relação entre os departamentos, em especial Densp e
Desam, como instrumento de fortalecimento do SUS e mecanismo de melhoria dos
produtos ofertados a sociedade. Neste diapasão, encontra-se o Programa Sustentar,
que busca ofertar água de qualidade para consumo humano às populações em
condições de vulnerabilidade na região do semiárido brasileiro.

A Funasa oferta, ainda, à sociedade brasileira a oportunidade de acesso a recursos


que possam financiar ações e projetos no campo da Educação em Saúde Ambiental,
por meio de chamamento público (edital), o que caracteriza o programa de fomento.

O programa de fomento iniciou-se em 2012 e até 2015 já empenhou a quantia de


R$ 42.000.000,00 para o estímulo ao desenvolvimento de ações de educação em
saúde ambiental.

As ações de educação em saúde ambiental, no âmbito institucional, fazem-se


presente também nos planos municipais de saneamento básico, cisternas para
armazenamento de água de chuva, enfrentamento do vetor transmissor da Zika,
Chicungunya, dengue e outros.

A área de fomento a estudos e pesquisas da instituição possui uma característica de


transversalidade de ações intra e interinstitucionais, o que lhe confere um caráter
estratégico na promoção da saúde. A Funasa há anos vem fortalecendo essa área
e, desde 2012, empreende esforços no sentido de garantir a efetiva aplicabilidade
dos resultados das pesquisas selecionadas. Seus editais selecionam pesquisas
em quatros eixos temáticos: Promoção da Saúde, Controle de Qualidade da Água
para Consumo Humano, Saneamento Básico e Contaminação Ambiental. No
período compreendido entre 2012 a 2014, foram empenhadas 34 pesquisas que
se encontram em diversas fases da sua execução. Espera-se que essas pesquisas
promovam mudanças na qualidade de vida das populações em condições de
vulnerabilidade, tornando possível a redução dos riscos e agravos à saúde.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 185


Ainda nesse sentido, em 2016, a Funasa tem os editais de chamamento público,
com os seguintes objetivos: (i) selecionar projetos de entidades governamentais
(municípios, estados e Distrito Federal), voltados às ações de educação em saúde
ambiental para a promoção da saúde e para contribuir com a melhoria da qualidade
de vida da população; (ii) selecionar pesquisas aplicadas e estudos prioritários em
Saúde Ambiental, baseados nos projetos apresentados pelas instituições de ensino
e pesquisa, com vistas à produção de soluções técnicas sustentáveis e tecnologias
sociais com aplicabilidade que venha promover a saúde e diminuir as situações
de vulnerabilidade socioambiental de grupos populacionais; e (iii) selecionar
projetos com a finalidade de implantar a fluoretação das águas dos serviços de
abastecimento público, de modo a contribuir para a redução da prevalência da
cárie dental.

Outro projeto com caráter de pesquisa executado pela Funasa é o Projeto Remediar,
que possui como objetivo a realização do processo de Gerenciamento de Áreas
Contaminadas nas áreas onde se armazenaram e/ou manusearam inseticidas
do grupo químico dos organoclorados, utilizados no combate e no controle de
endemias pela ex-Sucam até o ano 2000.

6.2 Tipos de Recursos


As dotações orçamentárias destinadas aos convênios e aos termos de compromisso
são alocadas no Orçamento Geral da União de duas maneiras.

186 Ministério da Saúde


6.2.1 Contemplação Nominal (Recursos de Emenda Parlamentar)
Esse tipo de dotação é realizada por meio da proposta do Poder Executivo ou de
emenda ao orçamento, ou seja, em seus primeiros passos, o orçamento é um
projeto de lei de iniciativa do Poder Executivo. Durante análise no Congresso, são
apresentadas emendas – propostas de alteração a um projeto de lei. Entre agosto,
quando a proposta é enviada ao Congresso, e dezembro, quando é encerrada a
sessão legislativa, os parlamentares (deputados federais e senadores) podem,
mediante apresentação de emendas, remanejar, incluir e cancelar gastos, conforme
o que consideram necessário para o País.

A liberação ocorrerá de acordo com o planejamento do Poder Executivo, observadas


as disponibilidades financeiras.

6.2.2 Não Contemplação Explícita (Recursos de Programação)


É o programa orçamentário destinado à captação de recurso, no qual as entidades
públicas e privadas têm a iniciativa de cadastrar uma proposta de projeto mediante
um programa disponibilizado pelo órgão público concedente.

6.3 Tipos de Repasse


6.3.1 Convênio
O Convênio é um acordo ou ajuste realizado para disciplinar a transferência de
recursos, de dotação consignada no Orçamento Fiscal e da Seguridade Social da
União, que tem como participantes, de um lado, órgão ou entidade da administração
pública federal direta ou indireta e, de outro, órgão ou entidade da administração
pública federal, estadual, municipal, distrital ou ainda entidades privadas sem fins
lucrativos, visando à execução de programas de governo que envolvam a realização
de projeto, atividade, serviço, aquisição de bens ou evento de interesse recíproco,
em regime de mútua cooperação. Na Funasa, utiliza-se a expressão “Convênio”
para se referir aos acordos de transferência voluntária, regidos pela IN nº 1/1997 e
pela Portaria Interministerial MF/MPOG/CGU nº 424/2016.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 187


6.3.2 Termo de Compromisso
O Termo de Compromisso é o instrumento utilizado para disciplinar as transferências
do PAC, cuja fundamentação legal é a Lei nº 11.578/2007. As diferenças dos Termos
do PAC para os demais convênios são a relação de documentos necessários para o
acordo e a modalidade de transferência de recursos que, ao invés de ser voluntária,
é obrigatória.

Por analogia, as regras não explicitadas na Lei do PAC são fundamentadas na


IN nº 1/1997 e na Portaria Interministerial nº 424/2016. A liberação dos recursos
ocorre com a Aprovação Formal do Termo de Compromisso (assinada pelo
presidente da Funasa) e conforme o cronograma de desembolso estabelecido
no Termo de Compromisso, mediante depósito em conta vinculada mantida em
instituição financeira oficial.

6.4 O QUE CONSTITUI O PROCESSO


6.4.1 Contrapartida
Contrapartida é a participação que o proponente oferece para viabilizar a execução
do objeto do convênio, de acordo com sua capacidade financeira ou operacional. A
contrapartida do convenente poderá ser atendida por meio de recursos financeiros,
de bens ou serviços, desde que economicamente mensuráveis.

Quando atendida por meio de bens ou serviços, constará do convênio cláusula que
indique a forma de aferição da contrapartida, conforme determinado no art. 7º
do Decreto nº 6.170/2007 e alterações. No caso das entidades privadas sem fins
lucrativos, recomenda-se verificar o disposto no art. 52 da Lei nº 12.017/2009.

188 Ministério da Saúde


Tabela 10 – Percentuais de participação em contrapartida para
estados, municípios e o Distrito Federal

PERCENTUAIS DE PARTICIPAÇÃO EM CONTRAPARTIDA PARA Estados,


Municípios E DISTRITO FEDERAL
Municípios
Situação
Mínimo Máxima
Municípios com até 50 mil habitantes. 0,1% 4%
Municípios acima de 50 mil habitantes localizados nas áreas prioritárias
definidas na Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR),
na Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), na 0,2% 8%
Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e na
Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco).
Demais Municípios 1,0% 20%
Estados
Situação
Mínimo Máxima
No Distrito Federal e nos Estados localizados nas áreas prioritárias,
0,1% 10%
definidas na PNDR, Sudene, Sudam e Sudeco.

Nos demais Estados. 2,0% 20%

Consórcios
Situação
Mínimo Máxima
No caso dos consórcios públicos constituídos por Estados,
0,1% 4%
Distrito Federal e Municípios.

Consta do texto do PLDO o seguinte item:


d) 0,1% (um décimo por cento) a 5% (cinco por cento) no caso de municípios com até 200 mil habitantes,
situados em áreas vulneráveis a eventos extremos, como: secas, deslizamentos, inundações, incluídas na lista
classificatória de vulnerabilidade e recorrência de mortes por desastres naturais fornecida pelo MCTI;

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 189


190
PROGRAMA 2068 - SANEAMENTO BÁSICO
FUNCIONAL
AÇÃO DESCRIÇÃO OBJETOS MAIS SOLICITADOS
PROGRAMÁTICA
Implantação e Melhoria de Sistemas Públicos
10GD – Sistemas Públicos de Abastecimento de água em Municípios Poços, redes de distribuição, estação de

Ministério da Saúde
de Abastecimento de 10.512.2068.10GD.0000 de até 50 mil habitantes, exclusive de regiões tratamento de água (ETA), reservatório,
Água metropolitanas ou regiões integradas de elevatória, etc.
desenvolvimento econômico (Rides).

Implantação e melhoria de sistemas públicos


10GE – Sistemas Estação de tratamento de esgoto (ETE),
de esgotamento sanitário, em Municípios
Públicos de Esgotamento 10.512.2068.10GE.0000 rede coletora, elevatória de esgoto,
até 50 mil habitantes, exclusive de regiões
Sanitário construção de lagoas de estabilização, etc.
metropolitanas ou Rides.

Apoio ao controle da qualidade da água para o


20AF – Controle da Fluoretação das águas de abastecimento
10.512.2068.20AF.0001 consumo humano para prevenção e controle
Qualidade da Água público.
de doenças e agravos.

20AG – Gestão dos Apoio à gestão dos sistemas de Elaboração de Planos Municipais de
Sistemas de Saneamento 10.512.2068.20AG.0000 saneamento básico em Municípios de até Saneamento Básico (PMSBs), estudos e
Básico 50 mil habitantes. pesquisas.

Fomento à educação em saúde voltada ao


6908 – Educação em Projetos de educação em saúde
10.541.2068.6908.0001 saneamento ambiental para prevenção e
Saúde ambiental.
controle de doenças e agravos.

7652 – Melhorias Implantação de melhorias sanitárias


6.5 AÇÕES MAIS SOLICITADAS POR PROGRAMA

Módulos sanitários, fossas (sépticas,


Sanitárias Domiciliares 10.512.2068.7652.0000 domiciliares para prevenção e controle de
absorventes, etc.), cisternas, etc.
(MSD) doenças e agravos.

Implantação, ampliação ou melhoria


7656 – Saneamento
Quadro 3 – Funasa (programas e ações mais solicitadas)

de ações e serviços sustentáveis de Abastecimento de água, esgotamento


em Áreas Rurais
10.511.2068.7656.0000 saneamento básico em comunidades rurais, sanitário e MSD (domiciliar e/ou
e Comunidades
tradicionais e especiais para prevenção e coletivo).
Tradicionais
controle de doenças e agravos.

Fonte: Funasa.
6.6 PORTAL DOS CONVÊNIOS – SICONV
6.6.1 O que é o Siconv?
As informações registradas no Siconv serão abertas à consulta pública na internet,
pelo Portal de Convênios do governo federal (www.convenios.gov.br). Este portal
apresenta um passo a passo para cadastramento de proposta.

6.6.2 Credenciamento
O credenciamento no Siconv será realizado no botão INCLUIR PROPONENTE,
uma única vez, pelo próprio interessado, diretamente no Portal de Convênios do
governo federal (www.convenios.gov.br) – mais informações podem ser obtidas em
Manuais de Sistemas, Manual de Capacitação do Proponente – e deverá incluir as
seguintes informações:

• Instituições Públicas
Nome, endereço da sede, endereço eletrônico e número de inscrição no CNPJ,
bem como endereço residencial do responsável que assinará o instrumento.

• Entidades Privadas sem Fins Lucrativos


Razão social, endereço postal, endereço eletrônico, número de inscrição
no CNPJ, transcrição do objeto social da entidade atualizado, relação
nominal atualizada dos dirigentes da entidade, com endereço, número e
órgão expedidor da carteira de identidade e CPF de cada um deles.

6.6.3 Cadastramento
Para validação e efetivação do cadastro, que terá validade de um ano, o órgão ou entidade
pública ou privada sem fins lucrativos (proponente) deverá apresentar, no órgão ou
entidade concedente ou nas unidades cadastradoras, os seguintes documentos2:

• Instituições Públicas
Cópia autenticada dos documentos pessoais do representante, em
especial, carteira de identidade e CPF; cópia autenticada do diploma
eleitoral, acompanhada da publicação da portaria de nomeação ou do
instrumento equivalente que delegue competência para representar o
ente, órgão ou entidade pública quando for o caso; e cópia autenticada
2
A relação das unidades cadastradoras pode ser obtida no menu “AJUDA” do Portal de Convênios (www.convenios.gov.br) do Sistema de
Cadastramento Unificado de Fornecedores Federais (Sicaf) a ele vinculadas.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 191


da ata da assembleia que elegeu o corpo dirigente da entidade privada
sem fins lucrativos, devidamente registrada no cartório competente,
acompanhada do instrumento competente, com firma reconhecida e
assinada pelo dirigente máximo, quando for o caso.

• Entidades Privadas sem Fins Lucrativos


Cópia do estatuto ou do contrato social registrado no cartório competente
e suas alterações; relação nominal atualizada dos dirigentes da entidade
com CPF; declaração do dirigente máximo da entidade acerca da
inexistência de dívidas com o Poder Público e de inscrição nos bancos
públicos ou privados de proteção ao crédito; e declaração do dirigente
máximo da entidade informando, para cada um dos dirigentes, se: “é
membro do Poder Executivo, Legislativo ou Judiciário, do Ministério
Público ou Tribunal de Contas da União” ou se o respectivo cônjuge
ou companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade
até o segundo grau “é servidor público vinculado ao órgão ou entidade
concedente”; prova de inscrição da entidade no CNPJ pelo prazo mínimo
de três anos; prova de regularidade com as Fazendas Federal, Estaduais e
Municipal e com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

Na forma da lei; comprovação da qualificação técnica e da capacidade operacional,


mediante declaração de funcionamento regular nos três anos.

• Consórcios Públicos
O cadastramento consistirá na apresentação dos documentos referentes
à sua qualificação jurídica, fiscal e previdenciária, bem como sua
capacidade técnica e operacional.

192 Ministério da Saúde


6.7 Como Iniciar o Cadastramento da Proposta
6.7.1 Sistema de Gestão de Convênios – Siconv
Acessar o site da Fundação Nacional de Saúde (www.funasa.gov.br).

Clicar no acesso
ao Portal de
Convênios, para
acessar o Siconv

O proponente, devidamente credenciado e cadastrado, deverá acessar o sistema


Siconv e inserir a proposta de convênio.

6.7.1.1 Procedimentos Adotados após a Inserção da Proposta


• Depois de cadastrada a proposta/plano de trabalho, esta deve ser enviada para
análise via Siconv; a proposta ficará com status de PROPOSTA/PLANO DE TRABALHO
ENVIADO PARA ANÁLISE.
• A Funasa inicia a análise, passando a proposta para o status de PROPOSTA/PLANO DE
TRABALHO EM ANÁLISE.
• A partir desse momento, a proposta é analisada pela área técnica responsável e,
caso esteja em consonância com os critérios adotados pela Funasa, recebe parecer
FAVORÁVEL. Caso contrário, entra em COMPLEMENTAÇÃO e, depois de cumprida a
diligência, segue no fluxo para o recebimento de novo parecer.
• Recebida a autorização do presidente da Funasa, a proposta segue para a
Coordenação de Orçamento e Finanças, na qual é emitida nota de empenho e,
posteriormente, o processo é encaminhado para a Coordenação-Geral de Convênios
para a formalização do convênio.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 193


• Após análise jurídica, o convênio é assinado pelas partes e publicado no Diário Oficial
da União (DOU) em até 20 dias da data da assinatura.

6.7.2 Sistema Integrado de Gerenciamento de Ações da Funasa – Siga


6.7.2.1 O que é o Siga?
O Sistema Integrado de Ações da Funasa (Siga) foi criado com o objetivo de
centralizar todos os sistemas utilizados nas atividades finalísticas da instituição;
logo, ele engloba o Sistema Integrado de Gerenciamento de Obra (Sigob), Sistema
de Convênios (Siscon) e o Sistema Gerencial de Acompanhamento de Projetos de
Saneamento (Sigesan). Desse modo, o usuário pode realizar todas as suas atividades
em um único sistema.

As áreas de atendimento dos projetos são:

• Drenagem para controle da malária (Siconv).


• Melhoria habitacional para controle da doença de Chagas (Siconv).
• Melhorias sanitárias domiciliares (Siconv).
• Resíduos sólidos (Siconv).
• Sistema de abastecimento de água (Siconv e Siga).
• Sistema de esgotamento sanitário (Siconv e Siga).
• Apoio a projetos de Coleta e Reciclagem de materiais (Siconv)
• Apoio a Gestão dos Sistemas de Saneamento (Siconv).
• Saneamento Básico em Comunidades Rurais, Tradicionais e Especiais (Siconv).

194 Ministério da Saúde


6.7.2.2 Credenciamento
Acessar o site da Fundação Nacional de Saúde (www.funasa.gov.br).

1º passo: A senha para acesso ao sistema deverá ser solicitada pela Central de
Atendimento ao Usuário (CSU), preferencialmente pelo e-mail: csu@funasa.gov.br
ou pelo telefone (61) 3314-6217 (Coordenação de Modernização – COMOR), (61)
3314-6221 (Coordenação de Informática – COINF) ou (61) 3314-6575 (Coordenação-
-Geral de Modernização e Tecnologia da Informação – CGMTI).

2º passo: De posse da senha repassada pela Funasa, no campo “usuário”, informe o


código do município e a senha.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 195


6.7.2.3 Cadastramento da Proposta
Acessar o link a seguir na página oficial da Fundação Nacional de Saúde.

6.7.2.4 Módulo Carta Consulta


Inserir Carta Consulta: Clicar no botão sinalizado – “Inserir Carta Consulta”.

196 Ministério da Saúde


6.7.2.4.1 Para a inserção de uma nova carta consulta
3º passo: O sistema irá informar o CNPJ disponível na base, clique no botão “Inserir”.

Será habilitado o acesso aos campos dos dados selecionáveis – sempre salve as
informações.

• Pode-se elaborar mais de uma carta consulta para o mesmo órgão/entidade.


• Caso seja necessário alterar os dados da entidade, solicitar à equipe responsável pelo
cadastramento de entidades e dirigentes na Funasa.

6.7.2.4.2 Para transmitir a carta consulta para a Funasa


4º passo: Após preenchidos todos os quadros da Carta Consulta, clique no botão
“Transmitir”.

Clique aqui
para transmitir

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 197


• Ao final da transmissão será exibida a seguinte mensagem: Atenção! A carta consulta
foi transmitida e registrada com o número UFDDMMAAXXXX. Não será mais
permitido alterar esse plano de trabalho.
• A transmissão só poderá ser realizada para uma carta consulta por vez.
• Caso deseje concluir mais de uma, clique sobre a carta consulta desejada e repita
todos os passos para efetuar a transmissão.
• Os repasses de recursos atenderão aos seguintes critérios (Portaria nº 637/2014, que
revogou a Portaria nº 902/2013).

Para convênios com valores de até R$ 1.500.000,00, os recursos serão liberados em


duas parcelas iguais:

1ª parcela equivalente a 50%; mediante celebração, publicação do instrumento e


aprovação técnica e administrativa da Funasa.

2ª parcela após a apresentação do Relatório 1, pelo convenente, e dos Relatórios


2 e 3, pelas Divisões/Serviços de Engenharia de Saúde Pública (Diesp/Sensp). Esta
parcela será liberada mediante preenchimento e envio, no sistema integrado de
gerenciamento de ações da Funasa (Siga) pelo convenente/compromitente, do
Relatório de Andamento (RA) e de sua aceitação pela área técnica de engenharia,
mediante preenchimento do Relatório de Visita Técnica (RVT), pelas Divisões de
Engenharia de Saúde Pública (Diesp), informando a compatibilidade da execução
física da obra com a parcela liberada, acompanhado dos documentos citados no
inciso II, do art. 4º, da Portaria nº 637/2014.

Quando se tratar de convênios da área de Saúde Ambiental, a segunda parcela,


em valor equivalente a 50% do montante pactuado a ser transferido, será liberada
mediante preenchimento e inclusão do Relatório de Execução de Atividades (REA)
pelo convenente, exclusivamente no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos
de Repasse do Governo Federal (Siconv), e aceitação, pela área técnica de Saúde
Ambiental, mediante preenchimento do Relatório de Acompanhamento (RAC),
informando o cumprimento do cronograma físico-financeiro em percentual
compatível com os recursos anteriormente liberados, bem como mediante a
comprovação de depósito da contrapartida proporcional, quando financeira, na
conta específica do instrumento de repasse.

198 Ministério da Saúde


Quando se tratar de Planos Municipais de Saneamento Básico, a segunda parcela,
em valor equivalente a 50% do montante pactuado a ser transferido, será liberada
mediante exigências do Termo de Referência Funasa, além do preenchimento e
envio no Siga, pelo convenente/compromitente, do Relatório de Andamento do
PMSB (RA PMSB) e de sua aceitação pelo Núcleo Intersetorial de Cooperação
Técnica (Nict), mediante preenchimento do Relatório de Avaliação do Andamento
do PMSB (RAA PMSB), de ao menos um Relatório de Visita Técnica do PMSB
(RVT PMSB) e a aprovação dos Produtos A, B e C do PMSB, conforme Termo de
Referência, acompanhado dos documentos listados no inciso IV, do art. 4º, da
Portaria nº 637/2014.

Para convênios com valores acima de R$1.500.000,00, os recursos serão liberados em


quatro parcelas, nos percentuais de 20%, 30%, 30% e 20%:

1ª parcela equivalente a 20%, mediante celebração, publicação do instrumento e


aprovação técnica e administrativa da Funasa.

2ª parcela, no percentual de 30% dos recursos pactuados, observará o atendimento


dos requisitos elencados nos incisos II, III ou IV, do art. 4º, da Portaria nº 637/2014,
conforme tratar-se de convênios de obras e serviços de engenharia, ações de saúde
ambiental ou de Planos Municipais de Saneamento Básico, respectivamente.

3ª parcela, no percentual de 30% dos recursos pactuados, exigirá, além do


cumprimento do cronograma físico-financeiro em percentual compatível com os
recursos anteriormente liberados, atestado mediante Relatório de Visita Técnica
(RVT), a apresentação dos documentos elencados no inciso III, do art. 5º, da
Portaria nº 637/2014.

4ª parcela, no percentual de 20% dos recursos pactuados, exigirá, além da


apresentação dos documentos relacionados nas alíneas do inciso III, do art. 5º, dessa
portaria, referentes à aplicação da terceira parcela, o cumprimento do cronograma
físico-financeiro em percentual compatível com os recursos anteriormente
liberados, atestada obrigatoriamente por meio do RVT, ressalvados os casos de
que trata o § 2º, do art. 5º, dessa portaria, bem como a comprovação de depósito
da contrapartida proporcional, quando prevista no plano de trabalho, na conta
específica do instrumento de repasse, a cada liberação de parcela.

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 199


Quando se tratar de convênios da área de Saúde Ambiental, a liberação das 3ª
e 4ª parcelas exigirá, além do cumprimento do cronograma físico-financeiro
em percentual compatível com os recursos anteriormente liberados, atestada
obrigatoriamente por meio do RAC e, quando for o caso de visita técnica, a
comprovação de depósito da contrapartida proporcional, quando financeira, na
conta específica do instrumento de repasse.

Nos convênios e nos demais instrumentos de transferência de recursos que sejam


objeto de acompanhamento por contrato de apoio à supervisão, os técnicos da
área de engenharia de saúde pública poderão preencher o Relatório de Avaliação
do Andamento (RAA), alternativamente ao Relatório de Visita Técnica (RVT), a
partir do recebimento dos Relatórios Consolidados de Acompanhamento, para fins
de liberação de recursos das 2ª, 3ª e 4ª parcelas.

A Funasa poderá optar pela liberação em parcela única no caso de instrumentos de


transferência de recursos que contemplem somente a aquisição de equipamentos
condicionada à existência da unidade apropriada para instalação e utilização dos
equipamentos e/ou veículos e comprovada caracterização de solução integral
do sistema (etapa útil). A liberação dos recursos, obrigatoriamente, guardará
compatibilidade com o Plano de Trabalho ou Termo de Referência aprovado,
conforme descrito nos §§ 1º, 2º e 3º, do art. 6º, da Portaria nº 637/2014.

Os PMSB terão seus recursos liberados em duas parcelas iguais, conforme regras
estabelecidas no inciso III, art. 3º, e no inciso IV, art. 4º, da Portaria nº 637/2014.
Ao final da elaboração do PMSB e entrega de todos os produtos pelo convenente à
Funasa, o Nict deverá emitir Relatório de Conclusão do PMSB (RC PMSB), verificando
a compatibilidade dos produtos apresentados com o Termo de Referência Funasa.

Os Termos de Execução Descentralizada voltados à execução de pesquisas das


áreas de Engenharia de Saúde Pública e de Saúde Ambiental, assim como aqueles
destinados à capacitação e/ou elaboração de PMSB, estes últimos com planos
de trabalho e orçamentos aprovados pelos respectivos Nict, assinados após a
publicação dessa portaria, terão seus recursos liberados em parcelas com valor
máximo de R$ 2.000.000,00, conforme cronograma definido nos respectivos planos
de trabalho.

200 Ministério da Saúde


Para os convênios celebrados sob a égide da IN/STN nº 1/1997, aplica-se para
liberação a obrigatoriedade da aprovação da prestação de contas parcial relativa à
primeira parcela para que se proceda à liberação da terceira parcela.

6.8 Principais Vedações para Celebrar Convênios (Art. 9º da


Portaria nº 424/2016)
6.8.1 Órgãos e Entidades Públicas (Municípios, Estados e Distrito Federal)
• Com órgãos e entidades da administração pública direta e indireta de municípios,
estados e Distrito Federal, cujo valor seja inferior a R$ 100.000,00, ou no caso de
execução de obras e serviços de engenharia, nos quais o valor da transferência da
União seja inferior a R$ 250.000,00.
6.8.2 Entidades Privadas sem Fins Lucrativos
• Nos casos em que o agente político de Poder Executivo, Legislativo ou Judiciário do
Ministério Público, tanto quanto dirigente de órgão ou entidade da administração
pública, de qualquer esfera governamental, ou respectivo cônjuge ou companheiro,
bem como parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o segundo grau, seja
integrante de seu quadro dirigente.
• Que esteja em mora, inadimplente com outros convênios ou contratos de repasse
celebrados com órgãos ou entidades da administração pública federal, ou irregular
em qualquer das exigências da Portaria nº 424, de 30 de dezembro de 2016.
• Cujo objeto social não se relacione às características do programa ou que não
disponha de condições técnicas para executar o convênio ou o contrato de repasse.

Para mais informações sobre o preenchimento ou funcionalidades do Siga, é


possível o acesso ao manual do sistema no canto superior direito por meio do
botão de ajuda (“?”) da tela:

Cartilha para Apresentação de Propostas ao Ministério da Saúde: 2017 201


No manual de ajuda, existem informações sobre preenchimento, alteração e
exclusão de proposta, assim como a transmissão da proposta à Funasa:

202 Ministério da Saúde


ISBN 978-85-334-2478-4

9 788533 424784

MINISTÉRIO DA
SAÚDE