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EDUCAÇÃO

AMBIENTAL

Autora: Daniella Machado Zampolli


EDUCAÇÃO
AMBIENTAL
Este é um material de uso restrito aos empregados da PETROBRAS que atuam no E&P.
É terminantemente proibida a utilização do mesmo por prestadores de serviço ou fora
do ambiente PETROBRAS.

Este material foi classificado como INFORMAÇÃO RESERVADA e deve possuir o


tratamento especial descrito na norma corporativa PB-PO-0V4-00005“TRATAMENTO DE
INFORMAÇÕES RESERVADAS".

Órgão gestor: E&P-CORP/RH


EDUCAÇÃO
AMBIENTAL

Autora: Daniella Machado Zampolli


Colaboradora: Cristina Guerreiro de Meneses

Ao final desse estudo, o treinando poderá:

• Reconhecer o conceito de meio ambiente, bem como sua


caracterização;
• Identificar as principais leis brasileiras aplicadas à proteção do meio
ambiente e as medidas criadas a partir de seus objetivos;
• Reconhecer o conceito de desenvolvimento sustentável e seus
principais elementos.
Programa Alta Competência

Este material é o resultado do trabalho conjunto de muitos técnicos


da área de Exploração & Produção da Petrobras. Ele se estende para
além dessas páginas, uma vez que traduz, de forma estruturada, a
experiência de anos de dedicação e aprendizado no exercício das
atividades profissionais na Companhia.

É com tal experiência, refletida nas competências do seu corpo de


empregados, que a Petrobras conta para enfrentar os crescentes
desafios com os quais ela se depara no Brasil e no mundo.

Nesse contexto, o E&P criou o Programa Alta Competência, visando


prover os meios para adequar quantitativa e qualitativamente a força
de trabalho às estratégias do negócio E&P.

Realizado em diferentes fases, o Alta Competência tem como premissa


a participação ativa dos técnicos na estruturação e detalhamento das
competências necessárias para explorar e produzir energia.

O objetivo deste material é contribuir para a disseminação das


competências, de modo a facilitar a formação de novos empregados
e a reciclagem de antigos.

Trabalhar com o bem mais precioso que temos – as pessoas – é algo


que exige sabedoria e dedicação. Este material é um suporte para
esse rico processo, que se concretiza no envolvimento de todos os
que têm contribuído para tornar a Petrobras a empresa mundial de
sucesso que ela é.

Programa Alta Competência


Como utilizar esta apostila

Esta seção tem o objetivo de apresentar como esta apostila


está organizada e assim facilitar seu uso.

No início deste material é apresentado o objetivo geral, o qual


representa as metas de aprendizagem a serem atingidas.

ATERRAMENTO
DE SEGURANÇA

Autor

Ao final desse estudo, o treinando poderá:

Objetivo Geral
• Identificar procedimentos adequados ao aterramento
e à manutenção da segurança nas instalações elétricas;
• Reconhecer os riscos de acidentes relacionados ao
aterramento de segurança;
• Relacionar os principais tipos de sistemas de
aterramento de segurança e sua aplicabilidade nas
instalações elétricas.
O material está dividido em capítulos.

No início de cada capítulo são apresentados os objetivos


específicos de aprendizagem, que devem ser utilizados como
orientadores ao longo do estudo.

48

Capítulo 1

Riscos elétricos
e o aterramento
de segurança

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

Objetivo Específico
• Estabelecer a relação entre aterramento de segurança e
riscos elétricos;
• Reconhecer os tipos de riscos elétricos decorrentes do uso de
equipamentos e sistemas elétricos;
• Relacionar os principais tipos de sistemas de aterramento de
segurança e sua aplicabilidade nas instalações elétricas.

No final de cada capítulo encontram-se os exercícios, que


visam avaliar o alcance dos objetivos de aprendizagem.

Os gabaritos dos exercícios estão nas últimas páginas do


capítulo em questão.

Alta Competência Capítulo 1. Riscos elétricos e o aterramento de segurança Capítulo 1. Riscos elétricos e o aterramento de segurança

mo está relacionada a 1.6. Bibliografi a Exercícios


1.4. 1.7. Gabarito
CARDOSO ALVES, Paulo Alberto e VIANA, Ronaldo Sá. Aterramento de sistemas 1) Que relação podemos estabelecer entre riscos elétricos e aterramento de segurança?
1) Que relação podemos estabelecer entre
elétricos - inspeção e medição da resistência de aterramento. UN-BC/ST/EMI –
riscos elétricos e
Elétrica, 2007. aterramento de segurança? O aterramento de segurança é uma das formas de minimizar os riscos decorrentes
do uso de equipamentos e sistemas elétricos.
_______________________________________________________________
COELHO FILHO, Roberto Ferreira. Riscos em instalações e serviços com eletricidade. 2) Apresentamos, a seguir, trechos de Normas Técnicas que abordam os cuidados
_______________________________________________________________
Curso técnico de segurança do trabalho, 2005. e critérios relacionados a riscos elétricos. Correlacione-os aos tipos de riscos,
marcando A ou B, conforme, o caso:
Norma Petrobras N-2222. 2) Apresentamos,
Projeto de aterramentoa de
seguir, trechos
segurança de Normas Técnicas que
em unidades
marítimas. Comissão de abordam os cuidados
Normas Técnicas e critérios relacionados a riscos elétricos.
- CONTEC, 2005. A) Risco de incêndio e explosão B) Risco de contato

Correlacione-os aos tipos de riscos, marcando A ou B, conforme, (B) “Todas as partes das instalações elétricas devem ser projetadas e
Norma Brasileira ABNT NBR-5410. Instalações elétricas de baixa tensão. Associação
o caso: executadas de modo que seja possível prevenir, por meios seguros, os
Brasileira de Normas Técnicas, 2005.
perigos de choque elétrico e todos os outros tipos de acidentes.”
e do tipo de
A) Risco Proteção
Norma Brasileira ABNT NBR-5419. de incêndio e explosão
de estruturas B) Risco
contra descargas de contato (A) “Nas instalações elétricas de áreas classificadas (...) devem ser
es durante toda atmosféricas. Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2005. adotados dispositivos de proteção, como alarme e seccionamento
na maioria das ( ) “Todas as partes das instalações elétricas devem ser automático para prevenir sobretensões, sobrecorrentes, falhas
Norma Regulamentadora NR-10. Segurança em instalações e serviços em de isolamento, aquecimentos ou outras condições anormais de
mantê-los sob projetadas e executadas de modo que seja possível operação.”
eletricidade. Ministério do Trabalho e Emprego, 2004. Disponível em: <http://
is, materiais ou 24 prevenir, por meios seguros,
www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_10.pdf> os perigos de choque
- Acesso em: (B) “Nas partes das instalações elétricas sob tensão, (...) durante os 25
14 mar. 2008. elétrico e todos os outros tipos de acidentes.” trabalhos de reparação, ou sempre que for julgado necessário
21 à segurança, devem ser colocadas placas de aviso, inscrições de
( ) of Lightining
NFPA 780. Standard for the Installation “Nas instalações elétricas
Protection Systems. de
áreas classificadas
National advertência, bandeirolas e demais meios de sinalização que chamem
a maior fonte Fire Protection Association, 2004. a atenção quanto ao risco.”
(...) devem ser adotados dispositivos de proteção,
sária, além das como alarme e seccionamento automático para
Manuais de Cardiologia. Disponível em: <http://www.manuaisdecardiologia.med. (A) “Os materiais, peças, dispositivos, equipamentos e sistemas destinados
ole, a obediência br/Arritmia/Fibrilacaoatrial.htm> - Acesso em: 20 mai.sobretensões,
prevenir 2008. sobrecorrentes, falhas de
à aplicação em instalações elétricas (...) devem ser avaliados quanto à
sua conformidade, no âmbito do Sistema Brasileiro de Certificação.”

Para a clara compreensão dos termos técnicos, as suas


nça. isolamento, aquecimentos ou outras condições
Mundo Educação. Disponível em: <http://mundoeducacao.uol.com.br/doencas/
parada-cardiorespiratoria.htm> - Acessoanormais de operação.”
em: 20 mai. 2008. 3) Marque V para verdadeiro e F para falso nas alternativas a seguir:

( ) “Nas partes das instalações


Mundo Ciência. Disponível em: <http://www.mundociencia.com.br/fi elétricas
sob tensão, (...)
sica/eletricidade/ (V) O contato direto ocorre quando a pessoa toca as partes
choque.htm> - Acesso em: 20 mai. 2008. normalmente energizadas da instalação elétrica.
durante os trabalhos de reparação, ou sempre que for
julgado necessário à segurança, devem ser colocadas (F) Apenas as partes energizadas de um equipamento podem oferecer
placas de aviso, inscrições de advertência, bandeirolas riscos de choques elétricos.

e demais meios de sinalização que chamem a atenção (V) Se uma pessoa tocar a parte metálica, não energizada, de um
equipamento não aterrado, poderá receber uma descarga elétrica, se
quanto ao risco.” houver falha no isolamento desse equipamento.
( ) “Os materiais, peças, dispositivos, equipamentos e (V) Em um choque elétrico, o corpo da pessoa pode atuar como um
sistemas destinados à aplicação em instalações elétricas “fio terra”.
3. Problemas operacionais, riscos e
cuidados com aterramento de segurança

T
odas as Unidades de Exploração e Produção possuem um plano
de manutenção preventiva de equipamentos elétricos (motores,
geradores, painéis elétricos, transformadores e outros).

A cada intervenção nestes equipamentos e dispositivos, os


Para a clara compreensão dos termos técnicos, as suas
mantenedores avaliam a necessidade ou não da realização de inspeção
definos
nições
sistemasestão disponíveis
de aterramento envolvidosno glossário.
nestes equipamentos.Ao longo dos
textos do capítulo, esses termos podem ser facilmente
Para que o aterramento de segurança possa cumprir corretamente o
identifi cados, pois estão em destaque.
seu papel, precisa ser bem projetado e construído. Além disso, deve
ser mantido em perfeitas condições de funcionamento.

Nesse processo, o operador tem importante papel, pois, ao interagir 49


diariamente com os equipamentos elétricos, pode detectar
imediatamente alguns tipos de anormalidades, antecipando
problemas e, principalmente, diminuindo os riscos de choque elétrico
por contato indireto e de incêndio e explosão.

3.1. Problemas operacionais

Os principais problemas operacionais verificados em qualquer tipo


de aterramento são:

• Falta de continuidade; e
• Elevada resistência elétrica de contato.

É importante lembrar que Norma Petrobras N-2222 define o valor


de 1Ohm, medido com multímetro DC (ohmímetro), como o máximo
admissível para resistência de contato.

Alta Competência Capítulo 3. Problemas operaciona

3.4. Glossário 3.5. Bibliografia

Choque elétrico – conjunto de perturbações de natureza e efeitos diversos, que se CARDOSO ALVES, Paulo Alberto e VIAN
manifesta no organismo humano ou animal, quando este é percorrido por uma elétricos - inspeção e medição da re
corrente elétrica. Elétrica, 2007.

Ohm – unidade de medida padronizada pelo SI para medir a resistência elétrica. COELHO FILHO, Roberto Ferreira. Riscos
– Curso técnico de segurança do trab
Ohmímetro – instrumento que mede a resistência elétrica em Ohm.
NFPA 780. Standard for the Installation
Fire Protection Association, 2004.

Norma Petrobras N-2222. Projeto de


marítimas. Comissão de Normas Técn

Norma Brasileira ABNT NBR-5410. Instala


Brasileira de Normas Técnicas, 2005.

Norma Brasileira ABNT NBR-5419. Pr


56 atmosféricas. Associação Brasileira d

Norma Regulamentadora NR-10. Seg


eletricidade. Ministério do Trabalho
www.mte.gov.br/legislacao/normas_
em: 14 mar. 2008.
86
87
88
89
90
91
92
93
94
95
96
98
100
102

Caso sinta necessidade de saber de onde foram retirados os 104


105

insumos para o desenvolvimento do conteúdo desta apostila, 106


108

ou tenha interesse em se aprofundar em determinados temas, 110


112

basta consultar a Bibliografia ao final de cada capítulo. 114


115

Alta Competência Capítulo 1. Riscos elétricos e o aterramento de segurança

1.6. Bibliografia 1.7. Gabarito NÍVEL DE RUÍDO DB (A)

CARDOSO ALVES, Paulo Alberto e VIANA, Ronaldo Sá. Aterramento de sistemas 1) Que relação podemos estabelecer entre riscos elétricos e aterramento de segurança?
85
elétricos - inspeção e medição da resistência de aterramento. UN-BC/ST/EMI –
Elétrica, 2007. O aterramento de segurança é uma das formas de minimizar os riscos decorrentes 86
do uso de equipamentos e sistemas elétricos.
COELHO FILHO, Roberto Ferreira. Riscos em instalações e serviços com eletricidade.
87
2) Apresentamos, a seguir, trechos de Normas Técnicas que abordam os cuidados
Curso técnico de segurança do trabalho, 2005. e critérios relacionados a riscos elétricos. Correlacione-os aos tipos de riscos,
marcando A ou B, conforme, o caso:
88
Norma Petrobras N-2222. Projeto de aterramento de segurança em unidades
marítimas. Comissão de Normas Técnicas - CONTEC, 2005. A) Risco de incêndio e explosão B) Risco de contato 89
Norma Brasileira ABNT NBR-5410. Instalações elétricas de baixa tensão. Associação
(B) “Todas as partes das instalações elétricas devem ser projetadas e 90
executadas de modo que seja possível prevenir, por meios seguros, os
Brasileira de Normas Técnicas, 2005.
perigos de choque elétrico e todos os outros tipos de acidentes.” 91
Norma Brasileira ABNT NBR-5419. Proteção de estruturas contra descargas (A) “Nas instalações elétricas de áreas classificadas (...) devem ser
atmosféricas. Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2005. adotados dispositivos de proteção, como alarme e seccionamento 92
automático para prevenir sobretensões, sobrecorrentes, falhas
Norma Regulamentadora NR-10. Segurança em instalações e serviços em de isolamento, aquecimentos ou outras condições anormais de 93
eletricidade. Ministério do Trabalho e Emprego, 2004. Disponível em: <http:// operação.”
24 www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_10.pdf> - Acesso em: (B) “Nas partes das instalações elétricas sob tensão, (...) durante os 25 94
14 mar. 2008. trabalhos de reparação, ou sempre que for julgado necessário
à segurança, devem ser colocadas placas de aviso, inscrições de 95
NFPA 780. Standard for the Installation of Lightining Protection Systems. National advertência, bandeirolas e demais meios de sinalização que chamem
96
Ao longo de todo o material, caixas de destaque estão
Fire Protection Association, 2004. a atenção quanto ao risco.”

Manuais de Cardiologia. Disponível em: <http://www.manuaisdecardiologia.med. (A) “Os materiais, peças, dispositivos, equipamentos e sistemas destinados 98
br/Arritmia/Fibrilacaoatrial.htm> - Acesso em: 20 mai. 2008. à aplicação em instalações elétricas (...) devem ser avaliados quanto à
sua conformidade, no âmbito do Sistema Brasileiro de Certificação.” 100
presentes. Cada uma delas tem objetivos distintos.
Mundo Educação. Disponível em: <http://mundoeducacao.uol.com.br/doencas/
parada-cardiorespiratoria.htm> - Acesso em: 20 mai. 2008. 3) Marque V para verdadeiro e F para falso nas alternativas a seguir: 102
Mundo Ciência. Disponível em: <http://www.mundociencia.com.br/fisica/eletricidade/ (V) O contato direto ocorre quando a pessoa toca as partes 104
choque.htm> - Acesso em: 20 mai. 2008. normalmente energizadas da instalação elétrica.

(F) Apenas as partes energizadas de um equipamento podem oferecer


105
riscos de choques elétricos.
106
(V) Se uma pessoa tocar a parte metálica, não energizada, de um

A caixa “Você Sabia” traz curiosidades a respeito do conteúdo (V)


equipamento não aterrado, poderá receber uma descarga elétrica, se
houver falha no isolamento desse equipamento.

Em um choque elétrico, o corpo da pessoa pode atuar como um


108
110

abordado Alta
deCompetência
um determinado item do capítulo. 112
“fio terra”.

(F) A queimadura é o principal efeito fisiológico associado à passagem


da corrente elétrica pelo corpo humano. 114 Capítulo 1. Riscos elét
115

Trazendo este conhecimento para a realid


observar alguns pontos que garantirão o
incêndio e explosão nos níveis definidos pela
É atribuído a Tales de Mileto (624 - 556 a.C.) a durante o projeto da instalação, como por ex
primeira observação de um fenômeno relacionado
com a eletricidade estática. Ele teria esfregado um • A escolha do tipo de aterramento fu
fragmento de âmbar com um tecido seco e obtido ao ambiente;
um comportamento inusitado – o âmbar era capaz de
atrair pequenos pedaços de palha. O âmbar é o nome • A seleção dos dispositivos de proteção
dado à resina produzida por pinheiros que protege a
árvore de agressões externas. Após sofrer um processo
• A correta manutenção do sistema elét
semelhante à fossilização, ela se torna um material
duro e resistente.

O aterramento funcional do sist

14
?
Os riscos VOCÊ
elétricosSABIA?
de uma instalação são divididos em dois grupos principais:

Uma das principais substâncias removidas em poços de


como função permitir o funcion
e eficiente dos dispositivos de pro
sensibilização dos relés de proteçã

MÁXIMA EXPOSIÇÃO
“Importante” é um lembrete
petróleo pelo pig de limpeza é adas
parafina. questões
Devido às
baixas temperaturas do oceano, a parafina se acumula
essenciais do uma circulação de corrente para a
por anormalidades no sistema elétr
DIÁRIA PERMISSÍVEL
8 horas conteúdo tratadovirno capítulo.
nas paredes da tubulação. Com o tempo, a massa pode
a bloquear o fluxo de óleo, em um processo similar
7 horas ao da arteriosclerose.
6 horas
Observe no diagrama a seguir os principais ris
5 horas
à ocorrência de incêndio e explosão:
4 horas e 30 minutos
4 horas 1.1. Riscos de incêndio e explosão
3 horas e 30 minutos
IMpORTANTE!
3 horas Podemos definir os riscos de incêndio e explosão da seguinte forma:
2 horas e 40 minutos É muito importante que você conheça os tipos de pig
2 horas e 15 minutos de limpeza e de pig instrumentado mais utilizados na
Situações associadas à presença de sobretensões, sobrecorrentes,
2 horas sua Unidade. Informe-se junto a ela!
fogo no ambiente elétrico e possibilidade de ignição de atmosfera
1 hora e 45 minutos
potencialmente explosiva por descarga descontrolada de
1 hora e 15 minutos
eletricidade estática.
1 hora
45 minutos ATENÇÃO
35 minutos Os riscos de incêndio e explosão estão presentes em qualquer
30 minutos instalaçãoÉ e muito
seu descontrole se traduz
importante que principalmente
você conheça em os
danos
25 minutos pessoais, procedimentos específicosoperacional.
materiais e de continuidade para passagem de pig
20 minutos em poços na sua Unidade. Informe-se e saiba
15 minutos quais são eles.
10 minutos
8 minutos
7 minutos
RESUMINDO...

Recomendações gerais
• Antes do carregamento do pig, inspecione o
interior do lançador;
• Após a retirada de um pig, inspecione internamente
o recebedor de pigs;
• Lançadores e recebedores deverão ter suas
7 horas ao da arteriosclerose.
6 horas
5 horas
4 horas e 30 minutos
4 horas
3 horas e 30 minutos
IMpORTANTE!
3 horas
2 horas e 40 minutos É muito importante que você conheça os tipos de pig
2 horas e 15 minutos de limpeza e de pig instrumentado mais utilizados na
2 horas sua Unidade. Informe-se junto a ela!
1 hora e 45 minutos
1 hora e 15 minutos
1 hora
45 minutos ATENÇÃO
35 minutos
30 minutos Já a caixa de destaque
É muito “Resumindo”
importante que você conheçaé uma os versão compacta
procedimentos específicos para passagem de pig
25 minutos
20 minutos dos principais pontos
em poços abordados no capítulo.
na sua Unidade. Informe-se e saiba
15 minutos quais são eles.
10 minutos
8 minutos
7 minutos
RESUMINDO...

Recomendações gerais

? VOCÊ SABIA?
• Antes do carregamento do pig, inspecione o
interior do lançador;
Uma das principais substâncias removidas em poços de
• Apóspelo
petróleo a retirada
pig dede um pig, inspecione
limpeza internamente
é a parafina. Devido às
MÁXIMA EXPOSIÇÃO o recebedor
baixas de pigs;
temperaturas do oceano, a parafina se acumula
DIÁRIA PERMISSÍVEL nas paredes da tubulação. Com o tempo, a massa pode
8 horas • Lançadores e recebedores deverão ter suas
vir a bloquear o fluxo de óleo, em um processo similar
7 horas ao da arteriosclerose.
6 horas
5 horas
4 horas e 30 minutos

Em “Atenção” estão destacadas as informações que não


4 horas
3 horas e 30 minutos
IMpORTANTE!
3 horas
2 horas e 40 minutos devem ser esquecidas.
É muito importante que você conheça os tipos de pig
2 horas e 15 minutos de limpeza e de pig instrumentado mais utilizados na
2 horas sua Unidade. Informe-se junto a ela!
1 hora e 45 minutos
1 hora e 15 minutos
1 hora
45 minutos ATENÇÃO
35 minutos
30 minutos É muito importante que você conheça os
25 minutos procedimentos específicos para passagem de pig
20 minutos em poços na sua Unidade. Informe-se e saiba
15 minutos quais são eles.
10 minutos
tricos e o aterramento de segurança
8 minutos
7 minutos
RESUMINDO...

Recomendações gerais
dade do E&P, podemos
controle dos riscos de
Todos os recursos• Antes
didáticos presentes nesta apostila têm
do carregamento do pig, inspecione o
as normas de segurança
xemplo:
como objetivo facilitar o aprendizado de seu conteúdo.
interior do lançador;
• Após a retirada de um pig, inspecione internamente
o recebedor de pigs;
uncional mais adequado
• Lançadores e recebedores deverão ter suas

o e controle;
Aproveite este material para o seu desenvolvimento profissional!

trico.

tema elétrico tem


namento confiável
oteção, através da
15
ão, quando existe
a terra, provocada
rico.

scos elétricos associados


Sumário
Introdução 15

Capítulo 1 - Conceito e caracterização de meio ambiente


Objetivo 17
1. Conceito e caracterização de meio ambiente 19
1.1. Caracterização de meio ambiente 19
1.1.1. Meio físico 20
1.1.2. Meio biótico 36
1.1.3. Meio socioeconômico 40
1.2. Leituras complementares 43
1.3. Exercícios 45
1.4. Glossário 47
1.5. Bibliografia 50
1.5. Gabarito 51

Capítulo 2 - Degradação ambiental


Objetivos 53
2. Degradação ambiental 55
2.1. Conceito de poluição 55
2.1.1. Tipos de poluição 56
2.2. Impactos ambientais gerados pelas atividades de
exploração e produção 61
2.2.1. Emissões atmosféricas 61
2.2.2. Resíduos sólidos 71
2.2.3. Efluentes líquidos 82
2.3. Leituras complementares 86
2.4. Exercícios 88
2.5. Glossário 91
2.6. Bibliografia 94
2.7. Gabarito 95
Capítulo 3 - Legislação ambiental
Objetivos 97
3. Legislação ambiental 99
3.1. Legislação ambiental brasileira 99
3.1.1. Histórico do Direito Ambiental 101
3.1.2. Bases do Direito Ambiental 102
3.2. Política Nacional de Meio Ambiente 103
3.3. Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) 105
3.4. Licenciamento e avaliação de impactos ambientais 107
3.4.1. Licenciamento ambiental para exploração e produção
de petróleo e gás 110
3.5. Responsabilidade civil 115
3.6. Leituras complementares 118
3.7. Exercícios 119
3.8. Glossário 124
3.9. Bibliografia 126
3.10. Gabarito 127

Capítulo 4 - Gestão Integrada de Segurança Industrial, Meio Ambiente


e Saúde Ocupacional
Objetivos 131
4. Gestão Integrada de Segurança Industrial, Meio Ambiente
e Saúde Ocupacional 133
4.1. Elementos essenciais para o Sistema de Gestão Integrada 135
4.2. Normas aplicáveis ao Sistema de Gestão Integrada (SGI) 138
4.3. Leituras complementares 144
4.4. Exercícios 145
4.5. Glossário 147
4.6. Bibliografia 148
4.7. Gabarito 150

Capítulo 5 - Desenvolvimento sustentável


Objetivos 153
5. Desenvolvimento sustentável 155
5.1. Agenda 21 158
5.2. Leituras complementares 161
5.3. Exercícios 163
5.4. Glossário 165
5.5. Bibliografia 166
5.6. Gabarito 167
Introdução

O
mundo recebe, imediatamente ou a longo prazo, impactos
conseqüentes das modificações que os avanços tecnológicos
e humanos vêm conferindo aos recursos naturais.

Muitos estudiosos realizam pesquisas sobre como suavizar os


impactos que o planeta sofreu até hoje e também sobre como evitar
novos impactos que terminem por reduzir nossa qualidade de vida
e do meio ambiente em geral.

Atualmente, é comum deparar-se com sérias dificuldades para


conseguir sucesso na busca por melhorias e por qualidade de vida.
As dificuldades aparecem devido a fatores como: tecnologias ainda 15
não desenvolvidas suficientemente, existência de reações diversas
dentro da natureza e interações ainda desconhecidas entre seus
diversos elementos, falta de real conscientização por parte dos
homens sobre as urgências que precisam ser resolvidas, falta de
acordos políticos mundiais necessários para colocar em prática o que
a ciência vem descobrindo, deficiência entre a política acordada e
a política praticada entre os governantes, conflitos por interesses
econômicos, dentre outros.

A geração de resíduos acima da capacidade de absorção pelo meio


ambiente, o lançamento de efluentes sem tratamento adequado,
as emissões atmosféricas sem controle e o consumo exagerado
de recursos naturais são conseqüências negativas que o mundo
modernizado vem implantando ao longo dos anos.

As atividades de exploração, produção e refino de petróleo


e derivados, assim como as atividades que a partir destas
se desdobram, são ações geradoras de impactos ao meio
ambiente. Esses impactos devem ser evitados e minimizados
para que possamos continuar a exercer este tipo de pressão
ao meio de forma organizada e em sintonia com a reação dos
recursos naturais.

RESERVADO
Uma gestão ambiental adequada, aliada a um sistema regulatório
exigente, além da conscientização e participação de todos os
níveis da sociedade, formam o conjunto dos elementos-chave para
o início da obtenção de resultados positivos no que diz respeito à
implementação do conceito de desenvolvimento sustentável ou da
gestão sustentável do planeta.

16

RESERVADO
Capítulo 1
Conceito e
caracterização
de meio
ambiente

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

• Caracterizar o meio ambiente a partir da compreensão do


seu conceito.

RESERVADO
Alta Competência

18

RESERVADO
Capítulo 1. Conceito e caracterização de meio ambiente

1. Conceito e caracterização
de meio ambiente

É
necessário ter em mente que, além do aspecto natural, o
conceito de meio ambiente abrange também os aspectos
construídos física e mentalmente pelo homem e que nenhum
desses aspectos sobrevive sem os outros dois, fazendo com que o
meio seja composto pelas dimensões natural, artificial e cultural.

A interligação tornou-se íntima, a ponto de se envolver, em estudos


ambientais, temas econômicos, sociais, intelectuais e culturais,
dentre outros referentes à região para onde o estudo é elaborado.
Sem isso, torna-se inútil o emprego de resultados provenientes desses
estudos e as pesquisas científicas sobre o meio ambiente podem ser
consideradas incompletas.
19

1.1. Caracterização de meio ambiente

No intuito de estudar melhor o meio ambiente, foi necessário


dividi-lo em três grandes grupos. Esses grupos foram criados a
partir da premissa de que o meio ambiente é composto por vários
elementos, portanto, os mesmos foram enquadrados nesses grupos
que estão interligados a partir de uma relação de causa e efeito,
em que uma manifestação ocorrida em um deles afeta os demais
positiva ou negativamente.

Esses grupos são:

• Meio físico;

• Meio biótico;

• Meio socioeconômico.

RESERVADO
Alta Competência

1.1.1. Meio físico

O meio físico providencia os insumos que os organismos, as


populações e os ecossistemas necessitam para sua manutenção, ou
seja, os recursos naturais. Os principais recursos naturais são o ar, a
água e o solo. Atualmente, há tentativas de encontrar uma equação
viável que promova a interação da exploração desses recursos, seu
processamento e sua utilização de forma sustentável para o meio
ambiente. Isso inclui a natureza, seus fenômenos e o homem.

A descoberta desta equação é algo urgente a ser concretizado já que


a utilização do meio físico vem crescendo de forma desordenada.

Os recursos naturais do meio físico podem ser divididos em dois


grandes grupos: os renováveis e os não-renováveis.

20
Aqueles que, após serem utilizados, ficam disponíveis
Recursos renováveis
novamente devido à existência dos ciclos naturais.

Recursos não-renováveis Aqueles que não podem ser reaproveitados após seu uso.

ATENÇÃO

Quando a taxa de utilização de um recurso renovável


supera a máxima capacidade de sustentação do
sistema, esse recurso renovável passa a ser considerado
não-renovável.

O ecossistema é a unidade básica no estudo da ecologia e faz parte


dele o conjunto de seres vivos interagindo entre si e com o meio
físico, de maneira equilibrada, através da reciclagem de matéria e do
uso eficiente da energia solar.

É composto, dessa forma, dos elementos necessários para as atividades


dos seres vivos (água, ar e solo) e do próprio conjunto de seres vivos.
Os recursos naturais fazem parte de ecossistemas diversos.

RESERVADO
Capítulo 1. Conceito e caracterização de meio ambiente

Os organismos vivos apresentam estrutura e funcionamento


diretamente dependentes de influências do meio físico onde vivem e
da sua herança genética. As influências desse meio estão relacionadas,
geralmente, ao fluxo de matéria e de energia, sustentando o
metabolismo, o crescimento e a reprodução desses organismos.

Durante seu ciclo vital, os organismos são capazes de processar


diferentes materiais, assim como de transformar energia
continuamente, realizar seu metabolismo e se reproduzir. Assim
sendo, são capazes de modificar as condições do ambiente em que
vivem e contribuir para a reciclagem de materiais e para o fluxo de
energia do sistema.

Dentro dos ecossistemas existem os chamados fatores bióticos e


abióticos. Os fatores bióticos compõem-se de todos os organismos
vivos, enquanto que os abióticos são compostos pelos fatores
físicos, químicos e físico-químicos que interferem na sobrevivência 21
dos organismos dentro dos sistemas e que também são por eles
influenciados. Estes últimos fatores são providenciados pelo meio
físico, sendo os principais: luz, temperatura e água.

Segundo Braga et Al (2005), dentro de um ecossistema ocorre a


busca constante de equilíbrio dinâmico por meio de mecanismos
de autocontrole e auto-regulação, que entram em ação assim que
alguma mudança é sentida. Entre a mudança e o acionamento dos
mecanismos de auto-regulação existe um tempo de resposta, em
busca da normalidade. Geralmente, esses mecanismos somente
funcionam em reação a modificações naturais que possam ser geradas
ou introduzidas. Além disso, o grau de profundidade e a demora da
mudança determinam esse tempo de resposta.

No caso de modificações artificiais impostas pelo homem e por suas


atividades, apresentando-se relativamente violentas, contínuas e
demoradas, os mecanismos não conseguem se desenvolver com
eficiência, de modo a absorver as transformações, gerando os
impactos no ambiente.

RESERVADO
Alta Competência

? VOCÊ SABIA?
A ação predatória do passado sobre o meio físico teve
sua lógica no contexto de uma colônia de exploração
onde os recursos naturais pareciam ilimitados.
A exuberância, fertilidade e riqueza da natureza do
Brasil criaram, aos olhos europeus, compreensivelmente,
a fantasia de sua eternidade, que permanece até
os dias de hoje. As florestas de mata atlântica
estão reduzidas a 7% de sua cobertura original.
Durante o século XX, este padrão destrutivo se repetiu
no interior do país, com a devastação de mais de 50% do
cerrado, em apenas 60 anos, e de 15% da Amazônia, em
pouquíssimo tempo.

22 Para melhor entender o funcionamento da interação dos elementos


que compõem o meio físico (ar, água e solo), os mesmos serão
detalhados a seguir.

a) Atmosfera

A atmosfera é uma camada de gases que envolve um corpo material


com massa. A força da gravidade deste corpo é responsável pela
atração da proximidade dos gases que ficam retidos por um longo
período de tempo. A temperatura baixa também favorece a retenção
dos mesmos. A atmosfera da Terra é composta por processos físico-
químicos e biológicos iniciados há milhões de anos. Os gases ali
presentes são incolores, inodoros e insípidos. A cor azul brilhante no
céu aparece devido à dispersão da luz solar sobre a atmosfera.

A tabela a seguir apresenta a composição da atmosfera terrestre:

Gases %
Engenharia Ambiental
Fonte: Introdução à

Nitrogênio (N2) 78,11


Oxigênio (O2) 20,95
Argônio (Ar) 0,934
Gás carbônico (CO2) 0,033

RESERVADO
Capítulo 1. Conceito e caracterização de meio ambiente

Observação:

Em porcentagens menores, também estão presentes os gases


neônio, hélio, criptônio, xenônio, hidrogênio, metano,
ozônio e dióxido de nitrogênio, dentre outros. Vapor de
água, material particulado orgânico e inorgânico compõem
igualmente a atmosfera.

O gás oxigênio é consumido pelos seres vivos através do processo de


respiração, resultando em dióxido de carbono e vapor de água. Este
último será responsável por redistribuir a energia na Terra, ao realizar
o processo de troca de energia de calor latente (quantidade de calor
trocada, adquirida ou perdida, quando a água muda de estado).
O efeito estufa e as chuvas, também efeitos gerados, entrarão no
ciclo hidrosférico, alimentando a superfície da Terra continuamente.

As chuvas são formadas a partir de pequenas gotas de água colidindo 23


entre si, formando gotas maiores, que podem cair na superfície
terrestre. Da mesma forma, com a adição de vapor de água, pequenos
cristais de gelo podem crescer, aumentando de volume e caindo na
superfície como gelo ou neve.

O quadro a seguir apresenta a subdivisão da atmosfera.

O ar atmosférico encontra-se na sua maioria (90%) em uma


camada relativamente fina. É a troposfera, que se estende
em altitudes de até aproximadamente 20 km e tem variação
de espessura conforme a latitude e o tempo. É a camada
Troposfera responsável pela ocorrência das condições climáticas da Terra.
O decréscimo da temperatura na troposfera, com a altitude, é
de aproximadamente 6,5 °C por quilômetro (gradiente vertical),
segundo Braga et Al (2005). A temperatura média desta camada
gira em torno de 14 °C.
Acima da troposfera, encontra-se a estratosfera, cuja linha
de transição é a tropopausa, caracterizada pela mudança na
Estratosfera tendência de variação da temperatura com a altitude.
A estratosfera contém a camada mais espessa de ozônio, que
protege a Terra das radiações ultravioletas provenientes do sol.

RESERVADO
Alta Competência

Acima da estratosfera, encontra-se a mesosfera, cuja linha de


transição é chamada estratopausa. A mesosfera apresenta um
Mesosfera
forte declínio de temperatura, registrando-se nela a temperatura
mais baixa da atmosfera.
Acima da mesosfera, encontra-se a camada termosfera,
delimitada pela mesopausa. É nesta camada que estão
Termosfera localizados os aparelhos responsáveis pela realização das
telecomunicações e é onde ocorrem as auroras. Nesta camada,
a temperatura aumenta com a altitude.

As duas camadas mais estudadas e mais importantes do ponto de


vista ambiental são a troposfera e a estratosfera. A importância da
troposfera é justamente devido ao desenvolvimento de todos os
processos climáticos que regem a vida na Terra, além de servir como
palco para a maioria dos fenômenos relacionados à poluição do ar.

24 Na estratosfera, ocorrem as reações importantes para o


desenvolvimento das espécies vivas do planeta, devido à presença
de ozônio, gás bastante discutido atualmente. Essa discussão gerou
a necessidade de criação de protocolos (acordos) entre países e
pesquisas científicas.

Entre o espaço exterior e a atmosfera terrestre não existe um limite


definido, calculando-se em torno de mil quilômetros a espessura dessa
camada. À medida que se sobe na atmosfera, o ar vai tornando-se
rarefeito e perde sua homogeneidade e composição inicial.

A temperatura nas diferentes camadas da atmosfera, já comentada


anteriormente, é regulada por um sistema de compensação, que
controla igualmente a pressão e a umidade, mantendo um equilíbrio
dinâmico natural nas diversas regiões. Isso contribui para que, ao
redor do mundo, a composição da atmosfera seja praticamente igual.
A pressão atmosférica refere-se ao peso do ar sobre a superfície
da Terra, diminuindo à proporção que a quantidade de ar sobre
esta superfície diminui, isto é, à medida que a altitude aumenta.
A umidade depende da quantidade de vapor de água presente.

RESERVADO
Capítulo 1. Conceito e caracterização de meio ambiente

Na ilustração a seguir, encontramos a representação das camadas


descritas, com suas respectivas altitudes aproximadas.

Camadas da atmosfera e respectivas altitudes

b) Corpos hídricos

Os corpos hídricos cobrem cerca de 70% da superfície do planeta e


são encontrados principalmente no estado líquido, constituindo um
recurso natural renovável por meio do ciclo hidrológico. Esse ciclo
representa a passagem cíclica e contínua da água através de três
reservatórios: os oceanos, os continentes e a atmosfera, sendo esse
movimento possível graças à gravidade e à energia solar. A ilustração
25
a seguir, mostra de forma esquematizada o ciclo da água.

De
sca
rga
do
aq
üíf
ero

Ciclo da água

Para utilização dos organismos, os corpos hídricos devem


apresentar condições físicas e químicas adequadas, contendo
substâncias essenciais à vida e estando isentos de outras
substâncias que possam produzir efeitos nocivos aos diversos
seres que compõem as cadeias alimentares.

RESERVADO
Alta Competência

Dessa forma, disponibilidade de água não significa somente uma


grande quantidade disponível desse elemento, mas sim uma grande
quantidade com qualidade. Para se conseguir água com qualidade,
determinadas características físicas, químicas e biológicas precisam
estar presentes.

Em termos de características físicas, é importante que a densidade


varie com a temperatura, seguindo uma curva determinante
de água pura. Outros aspectos físicos são: a concentração de
Características sais na água (modificando sua densidade), o calor específico
físicas da água (podendo absorver ou liberar grandes quantidades de
calor em pouca variação de temperatura), a viscosidade da água
(determinando a força de atrito), a penetração da luz, a cor, a
turbidez e a tensão superficial.
Como características químicas, é destacada a importância da
água como solvente de grande número de substâncias orgânicas
e inorgânicas (nos estados sólido, líquido e gasoso). Além disso, é
26 importante a presença de gases dissolvidos na água, permitindo a
Características
ocorrência da fotossíntese e da respiração aeróbia neste meio, e de
químicas
sais dissolvidos, permitindo a constituição de cadeias alimentares,
por agirem como nutrientes para organismos autótrofos.
Outra característica essencial é o pH, que afeta diversas reações
químicas que ocorrem no meio ambiente.

Havendo condições físicas e químicas apropriadas no meio


aquático, surgirá uma cadeia alimentar composta por organismos
produtores, consumidores de várias ordens e decompositores,
Características constituindo as características biológicas dos corpos hídricos.
biológicas Esses organismos, além de seu papel dentro do meio aquático,
servem como alimento para o homem, atuam na recuperação
das águas poluídas e introduzem e retiram gases presentes na
atmosfera e na hidrosfera.

O grande problema sofrido hoje pela poluição mundial é a


possibilidade de escassez dos corpos hídricos contendo as
características citadas anteriormente. Diversos tipos de poluentes
são despejados continuamente nesses recursos, muitas vezes sem
nenhum tipo de tratamento adequado.

RESERVADO
Capítulo 1. Conceito e caracterização de meio ambiente

Principais poluentes

Os principais poluentes da água são classificados de acordo com sua


natureza e com os principais impactos causados por seu lançamento.

Os poluentes orgânicos biodegradáveis constituem-se de matéria


orgânica biodegradável lançada na água e degradada pelos
organismos decompositores presentes. O possível prejuízo causado
por esse tipo de poluente é a destruição de espécies da fauna e de
outras espécies aeróbias devido ao consumo do oxigênio dissolvido
pelos organismos decompositores.

Os poluentes orgânicos recalcitrantes, que não são biodegradáveis


ou apresentam taxa de biodegradação muito lenta, são nocivos ao
ambiente devido a sua toxicidade. Algumas dessas substâncias são
encontradas no meio aquático em concentrações não perigosas.
Porém, devido ao fenômeno da bioacumulação, sua concentração no 27
tecido dos organismos vivos pode ser relativamente alta, caso estes
não possuam mecanismos metabólicos para eliminar estes compostos
após sua ingestão.

Os metais são outro tipo de poluente. Sendo eles solúveis em água,


podem gerar danos à saúde devido à quantidade ingerida, à toxicidade
e ao seu potencial carcinogênico, mutagênico e teratogênico.
Os organismos podem ou não ser sensíveis à ação tóxica dos metais,
mas a bioacumulação potencializa seu efeito nocivo ao longo da cadeia
alimentar, colocando em risco os organismos do topo da mesma.

Os nutrientes também podem agir como poluentes quando levam


ao crescimento excessivo de alguns organismos. Dessa forma, os usos
dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos são modificados. Os
organismos mais comumente afetados pelo crescimento são as algas,
que podem prejudicar a utilização de mananciais de água potável.

Outro poluente a se citar são os organismos patogênicos, que


transmitem doenças através da ingestão e do contato. São eles:
bactérias, vírus, protozoários e helmintos.

RESERVADO
Alta Competência

Os sólidos em suspensão são caracterizados como poluentes que


aumentam a turbidez da água, causando a redução das taxas de
fotossíntese e prejudicando a procura de alimentos para algumas
espécies, levando ao desequilíbrio da cadeia alimentar.

A temperatura excessiva também afeta características físicas, químicas


e biológicas do meio aquático, podendo levar ao deslocamento de
peixes para regiões mais amenas e ao bloqueio da passagem de
peixes migratórios em decorrência da presença de uma barreira de
calor com menor concentração de oxigênio dissolvido.

A radioatividade, outro tipo de poluente, atinge, em parte, os


corpos de água superficiais e subterrâneos, penetrando nas cadeias
alimentares, podendo ou não ser bioacumulada. Geralmente, a
maioria das águas naturais apresenta concentrações de radioatividade
abaixo das concentrações máximas permissíveis. Todavia, o uso da
28 radioatividade pelo homem libera maiores quantidades de substâncias
radioativas no meio.

? VOCÊ SABIA?
A indústria, a agricultura e os domicílios são grandes
consumidores de recursos hídricos. A implementação
de meios para redução do consumo ainda é precária.
Em um país como o Brasil, aproximadamente 70%
da água potável vai para a agricultura, 20% para
a indústria e comércio, e 8% é utilizada para o
consumo humano.

A pouca quantidade de água potável no planeta, ou seja, água


caracterizada física, química e biologicamente dentro de padrões
adequados, isenta de qualquer tipo de poluição (cerca de 0,008%,
segundo o Ministério do Meio Ambiente), acelera a busca por
tecnologias industriais e agrícolas menos consumistas. Um exemplo
disso seria a utilização de água em ciclo fechado.

A conscientização da população para diminuir o desperdício e a


implantação de políticas públicas visam ao aumento da fiscalização de
uso dos corpos hídricos, de forma a inibir a sua utilização inadequada
e abusiva.

RESERVADO
Capítulo 1. Conceito e caracterização de meio ambiente

Toda a problemática que envolve escassez de recursos hídricos de


qualidade está sujeita à preocupação do governo brasileiro, que é
responsável pela elaboração e gestão de uma política nacional eficaz.
Nesse sentido, foi criada a Política Nacional de Recursos Hídricos.

Política Nacional de Recursos Hídricos

A Política Nacional de Recursos Hídricos, de aplicação sobre as águas


de domínio da União, também denominada Lei das Águas ou Lei
Nacional das Águas, foi instituída pela Lei n° 9.433, de 08/01/1997,
que criou o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos.
Baseia-se nos seguintes fundamentos:

• A água é um bem de domínio público;

• A água é um recurso natural limitado, dotado de valor


econômico; 29

• Em situações de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos


é o consumo humano e a dessedentação de animais;

• A gestão dos recursos hídricos deve sempre proporcionar o uso


múltiplo das águas;

• A bacia hidrográfica é a unidade territorial para implementação


da Política Nacional de Recursos Hídricos e atuação do Sistema
Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos;

• A gestão dos recursos hídricos deve ser descentralizada e


contar com a participação do Poder Público, dos usuários e
das comunidades.

Essa política nacional tem como objetivos:

• Assegurar à atual e às futuras gerações a necessária


disponibilidade de água, em padrões de qualidade adequados
aos respectivos usos;

RESERVADO
Alta Competência

• A utilização racional e integrada dos recursos hídricos,


incluindo o transporte aquaviário, com vistas ao
desenvolvimento sustentável;

• A prevenção e a defesa contra eventos hidrológicos críticos


de origem natural ou decorrentes do uso inadequado dos
recursos naturais.

A política reflete que a abundância dos recursos hídricos para uso,


atualmente, não é mais vista como realidade. A velocidade imprimida
aos tratamentos dos efluentes gerados (sanitários e industriais) e
destinados aos corpos hídricos não corresponde à incessante utilização
da água no mundo.

ATENÇÃO
30 A Petrobras possui o padrão de gestão ambiental
de Recursos Hídricos e Efluentes, que trata do
desenvolvimento de ações para cumprimento de
metas de redução de consumo de água doce. A gestão
desses recursos engloba também o estabelecimento
de diretrizes para se buscar tecnologias mais limpas,
sugerindo a instalação de circuitos fechados e a
dessalinização de água do mar. O padrão discute
igualmente o tratamento e a minimização dos
efluentes gerados, assim como o monitoramento de
certos parâmetros dos mesmos.

O objetivo desse padrão é estabelecer os requisitos


gerais para a gestão ambiental dos recursos hídricos
e efluentes, incluindo a gestão sanitária da água
potável nas atividades da empresa, visando à
minimização dos impactos ambientais e sociais e
ao atendimento à legislação vigente, bem como à
sustentabilidade do negócio.

RESERVADO
Capítulo 1. Conceito e caracterização de meio ambiente

A seguir, são apresentadas algumas dicas para utilização no dia a dia,


visando a contribuir com a diminuição do impacto ambiental causado
através da má utilização dos recursos hídricos.

• Disseminar conhecimentos e conscientizar pessoas para que se


tenha um meio ambiente melhor;

• Utilizar menor quantidade de água nos domicílios, assim como


material de limpeza;

• Garantir a manutenção de torneiras, registros e tubulações do


domicílio, para evitar vazamentos;

• Garantir a conexão do esgoto sanitário à rede pública de coleta


e tratamento;

31
• Se for o caso, manter o sistema de esgotamento individual em
bom estado de conservação;

• Utilizar em casa equipamentos que consomem menos água;

• Não desperdiçar água no banho, na lavagem de carros e


calçadas;

• No trabalho, garantir manutenção e operação adequada dos


equipamentos de controle da poluição, identificar possíveis
impactos e riscos ambientais e propor soluções;

• Cobrar dos governos e dos proprietários de terras o


reflorestamento de nascentes, a recomposição das margens de
rios e a manutenção da limpeza local;

• Não jogar lixo nas ruas, rios, lagos, e mobilizar a comunidade


para atitudes ambientalmente corretas.

RESERVADO
Alta Competência

c) Solos

O solo é um manto superficial formado por rocha desagregada e,


eventualmente, cinzas vulcânicas, em mistura com matéria orgânica
em decomposição, contendo água e ar em proporções variáveis e
organismos vivos.

Tem papel fundamental em diversas atividades e necessidades


humanas, assim como para grande variedade de espécies animais
e vegetais. Serve como suporte para a maioria das atividades,
como o deslocamento, a agricultura, a moradia, o lazer, o
sustento econômico e a expansão de comunidades, as edificações
comunitárias, dentre outros.

O solo possui características que determinam principalmente sua


utilização e sua fertilidade. As principais características são: cor,
32 textura, estrutura, consistência, espessura das camadas, grau de
acidez, composição e capacidade de troca de íons. Algumas destas
são melhor discutidas a seguir.

Composição do solo

A composição do solo também age como elemento de definição de


boa saúde do meio. Tanto a presença de argila como a presença de
frações minerais mais grossas no solo são essenciais para a ocorrência
dos fenômenos de trocas de íons que determinam a fertilidade do
solo, como também para a boa nutrição vegetal e a ocorrência de
drenabilidade, permeabilidade e aeração, indispensáveis para o
equilíbrio água/ar, para a realização da fotossíntese e da respiração
dos organismos existentes no solo.

A proporção de componentes pode variar de um solo para outro.


Mesmo em um solo único, as proporções de água e ar variam
sazonalmente, com os períodos de maior ou menor precipitação.
Geralmente, os solos mantêm a seguinte proporção de elementos:

Elementos minerais 45%


Ar 25%
Água 25%
Matéria orgânica 5%

RESERVADO
Capítulo 1. Conceito e caracterização de meio ambiente

A matéria sólida mineral componente do solo é proveniente de rochas


desagregadas no próprio local ou em locais distantes, trazidas pela
água e pelo ar. A desagregação das rochas ocorre por ações físicas,
químicas e biológicas.

A parte gasosa é proveniente do ar existente na superfície e, em


proporções variáveis, dos gases da biodegradação de matéria orgânica
nos quais predomina o dióxido de carbono.

A parte líquida do solo é constituída por água proveniente de


precipitações, contendo, em solução, substâncias originalmente
presentes nas fases sólida e gasosa.

A parte orgânica é proveniente da queda de folhas, frutos, galhos,


ramos, restos de animais, excrementos e outros resíduos em diferentes
estágios de decomposição, em fase sólida ou líquida.
33
Grau de acidez do solo

Em termos ecológicos, a acidez do solo apresenta grande importância


na solubilização de metais em maior escala, em detrimento de outros,
causando modificações no equilíbrio natural dos ecossistemas,
podendo prejudicar o desenvolvimento de plantas. A deficiência de
certos nutrientes nas plantas pode causar aumento de sensibilidade
à toxidez do alumínio e do manganês.

A qualidade do solo pode ser afetada por problemas causados pela


ação humana, ambiental e tecnológica. Assim sendo, este meio terá
suas características alteradas no sentido de torná-lo menos produtivo
e impróprio para utilização.

A seguir, são apresentados alguns desses problemas:

• Problemas que afetam o solo

Os problemas que podem ocorrer no solo têm características locais,


como porções de solo em processo de degradação, perda de fertilidade
e desertificação, mas também características globais, à medida que a
interdependência econômica e social dos povos gerou a busca por
soluções para a fome.

RESERVADO
Alta Competência

Um dos principais problemas ecológicos que afetam o solo,


provocando sua desagregação e, por conseqüência, os organismos
vivos, é a erosão. A erosão pode ser causada tanto pela ação dos
agentes naturais (água e vento) como pela ação do homem sobre
o solo, principalmente através da monocultura sem reposição de
nutrientes, que reduz a produtividade primária e a cobertura
vegetal protetora, modificando suas propriedades físicas de
resistência. As partículas do solo são carregadas pela água à
proporção da pluviosidade e da declividade do local e à proporção
do tempo de replantio ou rebrota, assim como ocorre a rarefação
do cultivo de substituição implantado.

O que ocorre nesse fenômeno é a perda de nutrientes e de matéria


orgânica que poderiam dar origem a substâncias coloidais, capazes
de garantir certa coesão do solo. Torna-se fácil, assim, a chegada à
esterilização total e rápida e a uma eventual desertificação.
34
As variações de temperatura, resultando na formação de tensões
residuais nas rochas e no congelamento de água em fissuras, também
são consideradas como um problema que afeta o solo, prejudicando
o desenvolvimento da flora e da fauna no mesmo. Essas variações são
causadas pela troca de calor entre a superfície do solo com a atmosfera,
através dos fenômenos de condução, convecção e radiação.

Como ação química, pode-se citar o ataque de água com gás carbônico
dissolvido em rochas calcárias. Estas rochas são atacadas por um ácido
fraco formado pela interação da água de chuva com o gás carbônico
(ácido carbônico), que, ao encontrar fraturas ou fendas, penetra
lentamente, dissolvendo essas rochas e produzindo vazios que podem
evoluir para grandes espaços vazios.

Pode-se também citar o problema do crescente emprego de


fertilizantes sintéticos e defensivos agrícolas, algo que ocorreu
recentemente de maneira abrupta, estendendo-se praticamente a
todas as áreas cultiváveis, causando impactos ambientais diretos e
imediatos e outros de longo tempo de manifestação.

RESERVADO
Capítulo 1. Conceito e caracterização de meio ambiente

A área cultivada praticamente triplicou no século passado e no início


deste, sendo que a maior parte dessa expansão ocorreu em países em
desenvolvimento, à custa do desmatamento de florestas tropicais e
mostrando o abuso na utilização destas substâncias químicas.

O adubo artificial, produzido em larga escala comercial, contribui com


o crescimento da acumulação ambiental até concentrações tóxicas,
tanto de nutrientes essenciais quanto de outros elementos impuros
na fabricação.

Outro problema do uso do adubo é que a eficiência da aplicação,


mesmo empregando-se a melhor técnica e de maneira mais
assimilável pelo solo, nunca chega a 100%. Esse excedente passa a se
incorporar ao solo, fixando-se a sua porção sólida ou solubilizando-se
e movimentando-se em conjunto com sua fração líquida. A eficiência
depende também da técnica utilizada e das quantidades adotadas.
À medida que as aplicações de fertilizantes se intensificam, o acréscimo 35
de produção primária é crescentemente menor, fazendo com que a
eficiência caia e que quantidades crescentes incorporem-se ao meio
e não às plantas.

Já com relação aos defensivos agrícolas, sabe-se que apresentam


um efeito residual, demonstrando grande resistência em decompor-
se no ambiente, sendo este o seu objetivo, de modo a impedir o
desenvolvimento de organismos indesejados e a contribuir para o
aumento da produtividade agrícola. Porém, essa permanência no
ambiente amplia a sua disseminação pela biosfera, por meio de
fenômenos físicos (movimentação das águas, circulação atmosférica)
e pelas cadeias alimentares dos ecossistemas presentes.

A presença dessas substâncias também foi detectada nas calotas


polares e em tecidos de animais e aves que habitam locais bastante
distantes da aplicação dessas substâncias químicas, em teores bem
elevados. Os efeitos ambientais dessa concentração são a mortandade
e a redução da natalidade e da fecundidade de espécies.

A salinização é outra forma de poluição do solo. Ocorre com mais


freqüência em solos naturalmente susceptíveis, seja pela natureza do
material de origem, seja pela maior aridez do clima, pelas condições
de relevo local e também pela ação do homem, através da irrigação.

RESERVADO
Alta Competência

Esta contribui para a elevação de água com sais em solução até o


nível do terreno. A evaporação posterior deixa no solo os resíduos
sólidos salinos. O impacto é a perda de grandes extensões de
solos agricultáveis.

ATENÇÃO

A Petrobras implementou o padrão de Gestão de


Áreas Impactadas, com o objetivo de estabelecer os
critérios gerais para a gestão de passivos de áreas
impactadas por contaminantes químicos e aquelas
associadas a processos erosivos decorrentes das
atividades da empresa, visando à minimização dos
impactos ambientais, bem como ao atendimento
aos requisitos da sua Política de Segurança, Meio
Ambiente e Saúde (SMS) e das legislações que
36 disciplinam as atividades da companhia, nos países
em que atua.

1.1.2. Meio biótico

O meio biótico é constituído pelos organismos vivos, vegetais


e animais, que interagem diretamente com o ambiente não-
vivo (meio abiótico) como solo, água, vento, luz e temperatura.
Nesse ecossistema, os fatores abióticos e os seres vivos estão em
permanente ligação sistêmica, ou seja, dentro de uma realidade onde
as partes não podem ser entendidas isoladamente (ODUM, 1988).

A base de um ecossistema constitui-se dos produtores, que são


os organismo capazes de fazer fotossíntese ou quimiossíntese.
Produzem e acumulam energia através de processos bioquímicos
utilizando como matéria-prima a água, gás carbônico e luz.
Em ambientes sem luz, também existem produtores, mas nesse caso
a fonte utilizada para a síntese de matéria orgânica não é a luz, mas
a energia liberada nas reações químicas de oxidação efetuadas nas
células (exemplo: em reações de oxidação de compostos de enxofre).
Este processo, denominado quimiossíntese, é realizado por muitas
bactérias terrestres e aquáticas.

RESERVADO
Capítulo 1. Conceito e caracterização de meio ambiente

Dentro de um ecossistema, existem vários tipos de consumidores,


que juntos formam uma cadeia alimentar. Esses consumidores são
descritos na tabela a seguir.

São os animais que se alimentam dos produtores, ou seja, são


as espécies herbívoras. Milhares de espécies presentes em terra
ou na água se adaptaram para consumir vegetais, sem dúvida a
Consumidores
maior fonte de alimento do planeta. Os consumidores primários
primários
estão enquadrados em categorias desde microscópicas larvas
planctônicas ou invertebrados bentônicos (de fundo) pastadores,
até grandes mamíferos terrestres como a girafa e o elefante.

Consumidores São os animais que se alimentam dos herbívoros, constituindo-


secundários se da primeira categoria de animais carnívoros.

São os grandes predadores como os tubarões, orcas e leões, que


Consumidores capturam grandes presas, sendo considerados os predadores de
terciários topo de cadeia. Têm como característica normalmente o grande
porte e menores densidades populacionais. 37
São os organismos responsáveis pela decomposição da matéria
orgânica, transformando-a em nutrientes minerais que se
tornam novamente disponíveis no ambiente. Os decompositores,
Decompositores
representados pelas bactérias e fungos, são o último elo da
ou biorredutores
cadeia trófica, fechando o ciclo. A seqüência de organismos
relacionados pela predação constitui uma cadeia alimentar, cuja
estrutura é simples, unidirecional e não ramificada.

O fluxo de matéria e energia nos ecossistemas pode ser representado


por meio de pirâmides: de energia (biomassa acumulada por unidade
de área, por unidade de tempo, em cada nível trófico), de biomassa
(quantidade de matéria orgânica, por unidade de área, em certo
momento) ou de números (indica o número de indivíduos em cada
nível trófico), como é possível visualizar na ilustração a seguir.

RESERVADO
Alta Competência

Energía
solar

Calor
Consumidores
terciários
Calor
Consumidores
secundários

Consumidores
Calor
primários

Calor Produtores

Pirâmide de energia

38 Nas pirâmides ecológicas, a base é quase sempre mais larga que o


topo. A quantidade de matéria (biomassa) e de energia transferível
de um nível trófico para outro sofre um decréscimo de 1/10 a cada
passagem, ou seja, cada organismo transfere apenas um décimo da
matéria e da energia que absorveu.

? VOCÊ SABIA?
No Brasil, os principais ecossistemas terrestres são:
floresta amazônica, mata atlântica (ocorre em quase
todo o litoral brasileiro), pantanal (centro-oeste
brasileiro), cerrado, caatinga (sertão nordestino),
campos, campos do sul e mata de araucárias. Já os
ecossistemas aquáticos mais representativos são:
costeiros, restingas e manguezais. Dentre as áreas
vulneráveis do mundo encontram-se a mata atlântica
e a floresta amazônica.

A esta variedade de ecossistemas e dos elementos que os compõem


dá-se o nome de biodiversidade. Todas as formas de vida, os genes
contidos em cada indivíduo e as inter-relações possíveis constituem a
diversidade biológica.

RESERVADO
Capítulo 1. Conceito e caracterização de meio ambiente

Com o objetivo de assegurar a conservação e o uso sustentável dos


recursos naturais, garantindo assim a continuidade da qualidade e da
riqueza da biodiversidade, as empresas elaboram estudos ambientais
fundamentando a penetração dos impactos de seus empreendimentos.

Na elaboração desses estudos que compõem o processo de


licenciamento ambiental de exploração e produção de petróleo
e gás, o item “meio biótico” é composto pela descrição geral dos
principais ecossistemas da área do entorno da atividade, como
as praias, os estuários, os lagos, as restingas e os manguezais.
É realizado também um inventário da biota, incluindo as comunidades
planctônicas, bentônicas e nectônicas existentes em ambientes
aquáticos, considerando os aspectos espaciais (onde ocorrem) e
temporais (quando ocorrem).

Esses estudos também incluem o levantamento e comportamento


de algumas espécies animais dentro de suas áreas de concentração, 39
períodos de desova, reprodução de peixes e tartarugas, rotas de
baleias, áreas de formação de ninhos de aves marinhas, identificação
de espécies chaves (que indicam a qualidade ambiental) raras,
endêmicas (que se desenvolvem em uma região muito restrita) ou
ameaçadas de extinção, além do levantamento de todas as unidades
de conservação existentes no entorno.

ATENÇÃO

A Petrobras implementou o padrão de Gestão


de Impactos Potenciais na biodiversidade, que
estabelece os critérios e procedimentos para a gestão
de impactos potenciais na biodiversidade das áreas
influenciadas pelas instalações, atividades, operações
e empreendimentos da empresa. A gestão deve
englobar etapas de planejamento, implementação,
verificação e revisão.

RESERVADO
Alta Competência

1.1.3. Meio socioeconômico

A caracterização socioeconômica de uma região pode ser feita pelo


levantamento da sua estrutura produtiva, ou seja, principais atividades
geradoras de renda, etapas da cadeia produtiva, percentual da
população economicamente ativa, médias de ganhos salariais, grau
de escolaridade exigido no exercício da atividade econômica, infra-
estrutura necessária e disponível para a atividade, dentre outros
aspectos que envolvem a economia local.

Para a caracterização social, é necessário identificar as estruturas


organizacionais governamentais, privadas e da sociedade civil,
as principais influências políticas da região, os aspectos culturais,
educacionais, de moradia e infra-estrutura urbana de transporte,
segurança e saúde, bem como a percepção da qualidade de vida
e os aspectos ambientais como fonte de abastecimento de água,
40 disposição dos resíduos sólidos e esgotamento sanitário.

O que se tem percebido com os estudos socioeconômicos é que a


qualidade de vida urbana e ambiental, apesar dos avanços tecnológicos
e científicos, ainda não é satisfatória, pois existem disparidades sociais
que aumentam cada vez mais. Estas são muito visíveis nas metrópoles,
que concentram um maior percentual da população urbana e que
apresentam problemas de ordem ambiental (poluição); econômica
(pobreza); política (falta de políticas públicas eficientes) e social
(desigualdades cada vez maiores) (MAZETTO, 1996).

A cidade não é algo separado da natureza. O homem interage


diretamente com o ambiente natural que o rodeia. Mesmo nas
cidades, a natureza não chega a desaparecer, permanece à vista nas
áreas verdes, ar, águas e também na fauna.

A ocupação urbana que não entra em harmonia com o seu ambiente


traz conseqüências como a impermeabilização do solo, concentração
maciça dos edifícios, desmatamento das encostas e margens de rios,
aterros, dentre outros. Se a intervenção do homem não respeita o
ambiente natural e ultrapassa sua capacidade de suporte, a natureza
reage, trazendo efeitos inesperados como secas, aumento da
temperatura, erosão e enchentes.

RESERVADO
Capítulo 1. Conceito e caracterização de meio ambiente

Porém, há casos de construções integradas ao seu meio, como os


iglus, nas áreas geladas, ou a arquitetura colonial portuguesa,
adaptada às condições climáticas, com seus traçados de rua que
respeitavam o caminho natural da drenagem das chuvas. São, muitas
vezes, soluções simples, porém engenhosas, que nos mostram que
é possível fazer uso dos recursos naturais sem causar a sua total
degradação (SIRKIS, 1999).

O que se pode perceber é que os aspectos econômicos, sociais e


ambientais estão intrinsecamente relacionados e a interferência
de um sobre o outro é direta. Sem o tratamento do esgoto, tem-se
canais e cursos d’água poluídos que também recebem os efluentes
industriais e o lixo doméstico; a atividade turística sem gestão propicia
alterações culturais como a prostituição; a extinção de matas e de
cobertura vegetal permite a lavagem do solo e o assoreamento de
rios; a concentração de lixo tóxico nos aterros sanitários atinge o solo
contaminando mananciais e lençóis freáticos; a emissão de gases dos
41
automóveis e engarrafamentos de trânsito causa a poluição do ar e,
conseqüentemente, doenças respiratórias e estresse na população.

Os problemas ambientais em área urbana são agravados, acentuando


os problemas sociais e econômicos. Identifica-se forte correlação
entre pobreza e degradação ambiental, pois, por um lado, os pobres
e miseráveis são os mais impactados pela degradação, por não terem
recursos para comprar, por exemplo, uma água não contaminada
para beber ou ter acesso a uma praia mais distante que não esteja
poluída. Por outro lado, são causadores de degradação ao invadirem
áreas cuja ocupação é ilegal, por serem protegidas por legislação
ambiental, como as encostas com alta declividade, margens de rios,
áreas alagadiças ou mesmo por não poderem arcar com os custos da
infra-estrutura urbana de coleta de lixo e esgotamento sanitário.

É com base na percepção integrada dos problemas ambientais,


sociais e econômicos que se criou o conceito de desenvolvimento
sustentável. Esse conceito prevê o desenvolvimento econômico aliado
ao fortalecimento social somado à conservação ambiental.

RESERVADO
Alta Competência

Um dos fatos contribuintes para a criação urgente desse conceito


foi o consumo de recursos naturais além da medida pela Europa
(sociedade desenvolvida) e por países como a China (economia em
franco desenvolvimento, que não promove a distribuição da renda e
mantém uma massa de trabalhadores em situação de quase escravidão).
Esses não traduzem modelos de sociedades que conseguirão se sustentar
a médio e longo prazo sem o auxílio de outras que não tenham entrado
no mesmo estilo ou ritmo de crescimento econômico desenfreado.

? VOCÊ SABIA?
Uma das perguntas clássicas sobre o limite de
crescimento de consumo é quanto tempo a Terra
agüentaria se todos os países adotassem o padrão
dos Estados Unidos ou da Europa: seria totalmente
inviável a continuidade da vida do planeta por
muito tempo.
42

Como a nossa Constituição Federal assegura que o meio ambiente


ecologicamente equilibrado é um direito de todos e que é essencial a
uma qualidade sadia de vida, e diz ainda que defender e preservá-lo
é dever do Poder Público e da coletividade, uma das formas de tentar
reverter o quadro crítico do mundo de hoje é via educação ambiental.
Entende-se que a educação ambiental no processo de gestão significa
trazer a sociedade para participar das decisões que envolvem o meio
ambiente. Isso se deve ao fato de que, para uma nação conseguir
o desenvolvimento sustentável, inicialmente, precisa se desenvolver
socialmente, minimizando as injustiças e as diferenças sociais.

RESERVADO
Capítulo 1. Conceito e caracterização de meio ambiente

RESUMINDO...

Os meios físico, biótico e socioeconômico estão


intimamente ligados e uma modificação aplicada em
qualquer um deles irá gerar alguma alteração nos
outros dois.

Uma tomada de decisão sábia na área econômica


contribuirá para a preservação dos meios físico e
biótico, fazendo com que possam continuamente
se desenvolver de maneira natural, favorecendo
seu crescimento e o giro de seus ciclos de vida e,
conseqüentemente, tornando-os mais propícios ao
fornecimento de recursos para o próprio homem.

1.2. Leituras complementares 43

Para saber mais sobre os assuntos abordados aqui, seguem sugestões


para leituras complementares e sites relacionados:

CAPRA, Fritjof. O Ponto de mutação. São Paulo: Cultrix, 1992.

OLIVEIRA, Elísio Márcio de. Cidadania e educação ambiental: uma


proposta de educação no processo de gestão. Brasília: IBAMA, 2003.

UFPR. Desenvolvimento e meio ambiente: cidade e ambiente urbano.


Número 3. Curitiba: Editora da UFPR, 2001.

NOBRE, Marcos; AMAZONAS, Maurício de C. Desenvolvimento


Sustentável: a institucionalização de um conceito. Brasília: IBAMA,
2002.

RESERVADO
Alta Competência

Sites relacionados

Universidade da Água - http://www.uniagua.org.br

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - http://www.ufrrj.br

Universidade de Campinas - http://www.unicamp.br

Ambiente Brasil - http://www.ambientebrasil.com.br

Universidade de São Paulo - http://www.usp.br

Ministério do Meio Ambiente - http://www.mma.gov.br

WWF Brasil - http://www.wwf.org.br


44
Programa Educar - http://educar.sc.usp.br

RESERVADO
Capítulo 1. Conceito e caracterização de meio ambiente

1.3. Exercícios

1) Levando em consideração o conceito de meio ambiente, preencha


as lacunas:

O meio ambiente é composto pelas dimensões ____________,


____________ e ____________. É necessário termos em mente que,
além do aspecto ____________, o conceito de meio ambiente abrange
também os aspectos construídos física e ____________ pelo homem e
que nenhum desses aspectos ____________ sem os outros dois.

2) As alternativas a seguir apresentam os grupos que caracterizam o


meio ambiente. Indique cada um deles:

( ) Meio físico.

( ) Atmosfera.

( ) Meio biótico. 45

( ) Meio social.

( ) Meio socioeconômico.

RESERVADO
Alta Competência

3) Preencha a primeira coluna com os grupos de caracterização do


meio ambiente associando-os aos seus respectivos conceitos:

_____________________ Construído pelo levantamento das


principais atividades geradoras
de renda, as etapas da cadeia
produtiva, o percentual da população
economicamente ativa, as médias
de ganhos salariais, o grau de
escolaridade exigido no exercício
da atividade econômica, a infra-
estrutura necessária e disponível para
a atividade, ou seja, sua estrutura
produtiva, dentre outros aspectos que
envolvem a economia local.
_____________________ Constitui-se de organismos vivos,
vegetais e animais, que interagem
46
diretamente com o ambiente não-
vivo (meio abiótico), como solo, água,
vento, luz e temperatura.

_____________________ Responsável por providenciar os


recursos naturais que os organismos,
as populações e os ecossistemas
necessitam para sua manutenção.

RESERVADO
Capítulo 1. Conceito e caracterização de meio ambiente

1.4. Glossário
Aeração - ato de arejar, arejamento; troca de gases entre os tecidos interiores
e a atmosfera.

Autótrofo - organismo vivo que produz o seu próprio alimento através da


fotossíntese ou quimiossíntese. Também chamados de autotrófico.

Bentônico - proveniente de bentos, ou seja, organismos que compõem a fauna e a


flora do fundo do mar, lagos e rios.

Bioacumulação - processo através do qual os seres vivos absorvem e retêm


substâncias químicas no seu organismo, podendo ser de forma direta
(bioconcentração) ou indireta (biomagnificação).

Biodegradação - transformação de moléculas xenobióticas por microrganismos


e a biorremediação refere-se ao uso de microrganismos para desintoxicar áreas
contaminadas.

Biodiversidade - variedade de formas de vida que ocorrem em uma determinada


área; inclui a variabilidade genética em uma mesma espécie, a diversidade entre 47
espécies e as diferentes comunidades de organismos e seus complexos ecológicos.

Condução - transferência de energia térmica de uma partícula para outra,


constituindo-se do processo de transferência mais importante que ocorre nos solos
e dependente da umidade do mesmo.

Convecção - processo de transferência de energia térmica que ocorre através de


fluidos em movimento no solo, principalmente nos solos úmidos.

Dessedentação - saciar, matar a sede.

Drenabilidade - estado de drenável, isto é, algo que se pode drenar.

Ecossistema - associação entre a comunidade de seres vivos e o ambiente de uma


determinada área.

Estuário - braços de mar formado pela desembocadura de um rio; sinuosidades do


litoral, somente cobertas de água durante a maré cheia.

Gerenciamento de Recursos Hídricos - em sua essência, significa a administração


das águas ou a política de administração das águas. Conjunto de atividades e
estratégias visando à administração das águas interiores (por não abranger
os oceanos). Envolve negociações entre instituições, estabelece políticas e
instrumentos de gestão, cria entidades, define novas funções para organismos ou
entidades já existentes, para implementação prática dos encargos decorrentes do
estabelecimento da gestão. A água passa a ser recurso hídrico quando adquire
valor econômico ou quando os diversos usos são conflitantes.

RESERVADO
Alta Competência

Gestão ambiental - administração do meio ambiente, de uma forma geral. É um


termo amplo que, na sua essência, envolve meio ambiente como um todo (ar, solo,
água doce e salgada) e as mais diversas áreas, como saneamento, saúde pública,
qualidade e quantidade das águas, organização institucional, uso e ocupação do
solo etc. É comum a utilização de termos mais restritos, como Gestão dos Resíduos
Sólidos, para a política do lixo; Gerenciamento Costeiro, para as águas costeiras
(doces, salgadas e salobras) ou Gestão das Águas (ou Gestão de Bacias Hidrográficas)
no caso da política das águas interiores ou água doce. O termo também descreve
os procedimentos administrativos, técnicos e financeiros em uma empresa privada,
órgão ou entidade pública para o controle preventivo ou corretivo dos impactos
ambientais sob sua responsabilidade.

Gradiente vertical - alteração no valor de uma quantidade (como luz, pressão,


temperatura, dentre outros) por unidade de medida de distância em uma direção
especificada (neste caso, na direção vertical).

Licenciamento ambiental - conjunto de normas e procedimentos necessários a


serem cumpridos por empreendedor de atividade sujeita, por lei, às normas e à
legislação ambiental. O licenciamento ambiental é exigido para empreendimentos
industriais, comerciais, para conjuntos habitacionais, plantas de tratamento de
esgotos e de efluentes industriais, barragens, usinas hidroelétricas, termoelétricas
etc., que são consideradas atividades potencialmente causadoras de impactos no
48 meio ambiente. O empreendedor precisa cumprir todas as etapas do licenciamento,
desde a fase de elaboração do projeto até a instalação, operação e desativação e,
conforme o porte do projeto, elaborar o Estudo de Impacto Ambiental.

Nectônica - que se refere ao necto, ou seja, ao conjunto de animais nadadores


marítimos, que se movem independentemente do movimento das águas.

Permeabilidade - qualidade de permeável, ou seja, corpo que deixa passar através


de seus poros outros corpos, tais como fluidos, líquidos, gases.

Planctônica - que se refere ao plâncton, ou seja, ao conjunto de diminutos seres


vivos vegetais e animais (algas unicelulares, protozoários, dentre outros), que, em
razão de sua pouca ou nenhuma locomoção própria, flutuam com as correntezas,
nas águas marinhas ou lacustres, desde a superfície até o fundo.

Política Nacional de Recursos Hídricos - conjunto de leis e seus regulamentos para


dirigir as ações de governo, federal ou estadual, na área de águas doces. No Brasil,
a Constituição permite à União e aos Estados legislarem sobre as águas, conforme
o seu domínio. Ver Domínio das Águas, Lei 9.433 e Lei 3.239.

Potencial carcinogênico - poder de produzir ou provocar câncer, proveniente


principalmente, de produtos químicos.

Potencial mutagênico - poder de induzir alterações no material genético do


núcleo das células, transmitidas durante a divisão celular, proveniente de
agentes químicos.

Potencial teratogênico - poder de causar efeitos adversos sobre organismos


em desenvolvimento.

RESERVADO
Capítulo 1. Conceito e caracterização de meio ambiente

Quimiossíntese - síntese de molécula orgânica (certas bactérias), pela energia


fornecida por uma reação química.

Radiação - processo de transferência de energia térmica através de ondas


eletromagnéticas.

Rarefação - ato ou efeito de rarefazer, diminuição do peso e da densidade de um


corpo, conservando o mesmo volume.

Reciclagem - reaproveitamento de algum material.

Sazonalmente - relativo à estação do ano.

SMS - Segurança, Meio Ambiente e Saúde.

Sociedade Civil ou Entidade Civil - denominação abrangente, para nomear


associações ou grupos organizados da sociedade, legalmente ou informalmente
constituídos, como sindicatos, clubes de serviço, associações técnicas, associações
profissionais, associações e organizações ambientalistas, associações de bairros,
organizações não governamentais em geral e outras assemelhadas.

Sustentabilidade - conceito sistêmico que se relaciona à continuidade dos aspectos 49


econômicos, sociais, ambientais e culturais da sociedade. Configura a civilização e
as atividades humanas. Objetiva atender às necessidades do presente, porém com
expectativas de preservação da biodiversidade e dos ecossistemas naturais, para
uso das futuras gerações.

Trófica - estrutura que se baseia nas relações alimentares entre as várias


espécies constituintes da comunidade, determinando a passagem de energia
e nutrientes das plantas e de outros seres fotossintéticos para os herbívoros e
destes para os carnívoros.

RESERVADO
Alta Competência

1.5. Bibliografia
BRAGA, Benedito et al. Introdução à Engenharia Ambiental: O Desafio do
Desenvolvimento Sustentável. Prentice Hall Ed., 2005.

GIORDANO, A. et al. Educação ambiental e sustentabilidade. São Paulo: USP, 2005.

MAZETTO, Francisco de Assis P. Análise da qualidade de vida urbana através do


indicador saúde (doenças transmissíveis): o exemplo de Rio Claro. Dissertação
de Mestrado defendida IGCE – UNESP/ Rio Claro, 1996.

NUPEM (Núcleo de Pesquisas Ecológicas de Macaé). Bases em Ecologia para o


Gerenciamento Ambiental. Rio de Janeiro: UFRJ, 2004.

ODUM. Eugene P. Ecologia. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara Koogan S.A., 1988.

SIRKIS, Alfredo. Ecologia urbana e poder local. Rio de Janeiro: Fundação


Ondazul, 1999.

50

RESERVADO
Capítulo 1. Conceito e caracterização de meio ambiente

1.6. Gabarito
1) Levando em consideração o conceito de meio ambiente, preencha as lacunas:

O meio ambiente é composto pelas dimensões natural, artificial e cultural.


É necessário termos em mente que, além do aspecto natural, o conceito de meio
ambiente abrange também os aspectos construídos física e mentalmente pelo
homem e que nenhum desses aspectos sobrevive sem os outros dois.

2) As alternativas a seguir apresentam os grupos que caracterizam o meio ambiente.


Indique cada um deles:

( X ) Meio físico.

( ) Atmosfera.

( X ) Meio biótico.

( ) Meio social.

( X ) Meio socioeconômico.

3) Preencha a primeira coluna com os grupos de caracterização do meio ambiente


associando-os aos seus respectivos conceitos: 51
Meio socioeconômico Construído pelo levantamento das principais atividades
geradoras de renda, as etapas da cadeia produtiva,
o percentual da população economicamente ativa,
as médias de ganhos salariais, o grau de escolaridade
exigido no exercício da atividade econômica, a infra-
estrutura necessária e disponível para a atividade, ou
seja, sua estrutura produtiva, dentre outros aspectos
que envolvem a economia local.
Meio biótico Constitui-se de organismos vivos, vegetais e animais, que
interagem diretamente com o ambiente não-vivo (meio
abiótico), como solo, água, vento, luz e temperatura.
Meio físico Responsável por providenciar os recursos naturais que os
organismos, as populações e os ecossistemas necessitam
para sua manutenção.

RESERVADO
RESERVADO
Capítulo 2
Degradação
ambiental

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

• Identificar o conceito e as características de poluição;


• Relacionar os principais tipos de tratamento existentes no
combate e controle da poluição.

RESERVADO
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54

RESERVADO
Capítulo 2. Degradação ambiental

2. Degradação ambiental

T
endo início no século passado, a discussão sobre o problema
da degradação ambiental, em seus diversos níveis e locais, tem
repercutido dentro de todas as esferas das sociedades, sendo
que, até agora, não foram encontradas soluções eficazes para cada um
dos impactos negativos - degradações do meio ambiente, quaisquer
alterações de seus elementos ou atributos (SILVA, 2004) com os quais
o meio ambiente tem que conviver.

A poluição ambiental contribui para a degradação do meio e se


dá através de diferentes e numerosas fontes ainda não esgotadas
pelas pesquisas científicas, introduzindo ao meio ambiente qualquer
forma de matéria ou de energia que possa afetar negativamente o
homem ou outros organismos. Para agravar a situação, os estudiosos
ainda não conseguiram definir ao certo as relações entre a poluição
55
localizada e suas conseqüências mais abrangentes em termos de
distância e efeitos em organismos.

Tantas dúvidas no campo das soluções geram a reflexão sobre a


importância de se prevenir os impactos a todo custo, ao invés de se
tentar remediá-los tardiamente.

2.1. Conceito de poluição

A utilização dos recursos naturais pela população gera a poluição.


A poluição é uma alteração indesejável nas características físicas,
químicas e biológicas da atmosfera, litosfera (solo) ou hidrosfera,
causando ou podendo causar prejuízos à saúde, à sobrevivência ou
às atividades do homem e de outras espécies e ainda danificar bens
materiais. Está associada à degradação do meio provocada pelas
atividades e intervenções humanas no ambiente.

Os poluentes são resíduos gerados pelas atividades humanas,


causando impactos negativos ao ambiente, relacionados à
concentração ou à quantidade presente no ar, na água ou no solo.

RESERVADO
Alta Competência

Quanto à origem destes resíduos, as fontes poluidoras podem ser


classificadas em pontuais (lançamento de esgoto doméstico ou
industrial, efluentes gasosos industriais, aterro sanitário de lixo
urbano, dentre outros) e difusas (agrotóxicos aplicados na agricultura
e dispersos no ar, carregados pelas chuvas para rios ou lençóis freáticos,
gases expelidos do escapamento de veículos etc.).

Os efeitos da poluição podem ter caráter localizado, regional ou


global. Efeitos locais ou regionais ocorrem principalmente em
áreas de grande densidade populacional ou de atividade industrial.
Nessas áreas, há problemas de poluição do ar, do solo e da água.
Esses efeitos espalham-se e podem ser sentidos em áreas vizinhas,
até mesmo relativamente distantes, sendo objeto de conflitos entre
as mesmas.

Os efeitos de magnitude global não são bem conhecidos e definidos,


56 mas já trazem conseqüências que afetam atualmente o clima e o
equilíbrio geral do planeta.

2.1.1. Tipos de poluição

No meio ambiente são encontrados vários elementos capazes de


causar degradação: produtos e resíduos químicos, substâncias
radioativas, agentes biológicos, ruídos, excesso de calor ou frio etc.
São esses elementos que determinam a classificação da poluição em
tipos, apresentados a seguir:

a) Poluição química

Esta forma de poluição consiste no despejo de produtos químicos


no meio ambiente. O conjunto de resíduos incluídos nessa categoria
é muito abrangente, incorporando desde efluentes de despejos de
esgoto doméstico até gases decorrentes de processos industriais.

RESERVADO
Capítulo 2. Degradação ambiental

A poluição química, comparando-se aos demais tipos de poluições,


é a de maior ocorrência. É comum, inclusive, se atribuir a palavra
poluição a esta forma específica. O grande volume de despejo de
agentes químicos no ambiente se deve, principalmente, à elevada
quantidade e variedade de fontes que podem ser exemplificadas
por: redes de esgoto municipais, indústrias (de todos os tamanhos),
cultivos agrícolas (pelo uso de agrotóxicos), unidades domiciliares
(quando há destino inadequado para o lixo ou esgoto) etc.

A ação dos contaminantes químicos varia em função do tipo


de agente, do seu meio de propagação (água ou ar) e de sua
concentração nesse meio. De acordo com esses fatores, o impacto
do despejo pode ser baixo ou elevado.

Em função do perigo à manutenção da vida, as agências ambientais


fiscalizam as atividades químicas, coibindo ações que possam
trazer prejuízos ao meio ambiente, o que em relação a esse tipo 57
de poluição torna-se difícil, na medida em que existem inúmeras
fontes da mesma.

A tabela a seguir apresenta produtos químicos tóxicos.

Matam ou controlam um organismo indesejável,


Pesticidas bloqueando um processo metabólico vital do
organismo.

Estáveis contra a decomposição ou degradação


ambiental, baixa solubilidade em água,
Inseticidas organoclorados alta solubilidade em meios semelhantes a
hidrocarboneto, toxicidade relativamente alta para
insetos e baixa para seres humanos.
Compostos químicos que destroem plantas,
Herbicidas empregados para matar ervas daninhas sem
causar prejuízo à vegetação desejável.
São as bifenilas policloradas, grupo de produtos
PCBs – Bifenilas policloradas químicos organoclorados, persistentes no ambiente
e bioacumulativos nos seres vivos.

Produzida através da reação do cloro com algumas


Dioxinas moléculas orgânicas que são produzidas a partir
da polpa celulósica.

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Alta Competência

São produzidos a partir do aquecimento dos PCBS


Furanos
em presença de uma fonte de oxigênio.

Não são fabricados com finalidade comercial por não


PAHs - Hidrocarbonetos
apresentar aplicações, mas alguns são encontrados
Aromáticos Polinucleares
em derivados comerciais do alcatrão de hulha.

Afetam a saúde reprodutiva de organismos


superiores, contribuindo para a infertilidade de
várias maneiras e podendo ainda aumentar a taxa
Estrogênios ambientais de câncer nos órgãos reprodutores. Interferem no
sistema endócrino de produção e transmissão de
hormônios, incluindo os inseticidas organoclorados,
DDT, DDE, PCBs e dioxinas.

Metais pesados Mercúrio, chumbo, cádmio, arsênio.

b) Poluição térmica
58
Para a maioria dos processos industriais, é necessário o resfriamento
ou o aquecimento de substâncias. Quando o composto (geralmente
água ou vapor) utilizado para este fim não pode ser empregado em
outra unidade, uma alternativa é o seu despejo no meio ambiente.
Na maior parte das vezes, esse composto não possui qualquer
contaminante químico. Apesar disso, o impacto da alteração de
temperatura (elevação ou redução) pode acarretar danos à vida de
várias espécies animais ou vegetais.

c) Poluição radioativa

O potencial de impacto desta forma de poluição é muito alto. Além


de causar danos imediatos intensos, os efeitos da decomposição
irregular de material radioativo podem permanecer durante décadas
contaminando o meio ambiente.

RESERVADO
Capítulo 2. Degradação ambiental

A radioatividade consiste na emissão de partículas (alfa e beta)


e raios (gama) do núcleo do átomo. O processo de emissão age
continuamente até que o átomo deixa de ser radioativo. O tempo
necessário para o término do processo de emissão é medido pela
meia-vida, que corresponde ao prazo necessário para que metade
da massa de um material radioativo se desintegre. Esse intervalo é
muito variado, podendo ir de oito dias (caso do iodo 131) a centenas
de anos (caso do plutônio).

A poluição radioativa, atualmente, pode advir de três fontes:

• Testes nucleares;

• Acidentes em usinas nucleares;

• Deposição irregular de lixo atômico.


59
d) Poluição sonora

Esta forma de poluição se caracteriza por incidir em espaços urbanos


e unidades industriais, sendo seu principal receptor o organismo
humano. Apesar de não ocupar muitos espaços na mídia e não ser
alvo de protestos, nem de intensa fiscalização, a poluição sonora é
considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um
dos principais tipos de poluição a ser combatida.

O intenso processo de urbanização faz com que cada vez mais as


pessoas sejam atingidas pela poluição sonora, principalmente em
locais de trabalho. As origens desse tipo de poluição estão ligadas a
atividades como construções, trânsito de veículos automotores, pistas
de aeroportos, indústrias etc.

Os efeitos do barulho sobre o organismo variam conforme a


intensidade do som, o tempo de exposição e a sensibilidade auditiva
de cada um. De acordo com esses fatores, as conseqüências da
exposição ao barulho podem ser a redução temporária da capacidade
de audição (geralmente acompanhada de um zumbido) até uma
redução permanente.

RESERVADO
Alta Competência

? VOCÊ SABIA?
As Resoluções CONAMA n.º 1 e n.º 2, de 08/03/90,
estabelecem as normas a serem obedecidas em
termos de ruído e instituem o Programa “Silêncio”.
A referência para aplicação destas resoluções recai
nas normas da ABNT, NBR 10.151 e NBR 10.152.

e) Poluição biológica

Nesta forma de poluição, os agentes contaminantes são organismos


vivos que, ao serem inseridos ou se reproduzirem de modo
acelerado em um determinado meio, trazem danos às espécies
que habitam ou mantêm contato com esse meio. Os principais
contaminantes biológicos podem ser divididos em duas classes:
60
• Microorganismos:

Estes contaminantes, na maior parte dos casos, já se


encontram presentes no meio, mas em decorrência da
inserção de um novo elemento, causam desequilíbrios.
O despejo de esgoto doméstico nos rios, por exemplo, serve
de alimento adicional a microorganismos presentes na
água, possibilitando um aumento de sua população acima
do normal. Este acréscimo de microorganismos prejudica os
demais seres vivos na medida em que aumenta a competição
(respiração dos microorganismos) pelo oxigênio existente no
ambiente. Em diversos casos, observa-se uma alta mortandade
de peixes nesses ambientes. Por outro lado, existem diversos
microorganismos patogênicos que causam doenças aos
animais e também aos seres humanos.

• Espécies animais ou vegetais:

Nesta classe encontram-se os seres vivos estranhos a um


determinado ambiente e que nele são inseridos, causando
desequilíbrios ecológicos. A ocorrência desse tipo de
contaminante é geralmente acidental.

RESERVADO
Capítulo 2. Degradação ambiental

2.2. Impactos ambientais gerados pelas atividades de


exploração e produção

De forma a atender à legislação e normas estabelecidas no Brasil e


internacionalmente, a Petrobras identifica e trata todos os impactos
ambientais negativos gerados por suas atividades, garantindo uma
gestão ambiental eficaz nas Unidades.

Para as atividades de exploração e produção, alguns impactos


significativos podem ser citados:

• Áreas impactadas;

• Aumento da demanda sobre comércio e serviços;

• Descarte de cascalho e fluido de perfuração aderido;


61

• Efluentes líquidos;

• Emissões atmosféricas;

• Interferência com a atividade pesqueira;

• Geração de ruído;

• Geração de luminosidade;

• Resíduos sólidos.

A seguir, serão enfatizados, devido à sua magnitude e freqüência,


três dos impactos citados.

2.2.1. Emissões atmosféricas

No Brasil, a Resolução CONAMA n.º 5, de 15/06/1989, institui o


Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar (PRONAR), que
limita os níveis de emissão de poluentes por fontes de poluição
atmosférica com o objetivo de:

RESERVADO
Alta Competência

• Obter melhorias na qualidade do ar;

• Atender a padrões estabelecidos;

• Garantir o não comprometimento da qualidade do ar em áreas


consideradas não degradadas.

Os limites máximos estabelecidos por esta legislação representam a


quantidade permissível de poluentes a serem lançados na atmosfera
por fontes poluidoras.

A Resolução CONAMA n.º 3, de 28/06/90, dispõe sobre a qualidade


do ar, definindo padrões de qualidade para partículas totais
em suspensão, fumaça, partículas inaláveis, dióxido de enxofre,
monóxido de carbono, ozônio e dióxido de nitrogênio. Esses padrões
são mostrados na tabela a seguir.
62
Padrão Padrão se-
Tempo de Método de
Poluente primário cundário
amostragem medição
(µg/m³) (µg/m³)

Partículas totais 24 horas (1) 240 150 Amostrador de


em suspensão MGA (2) 80 60 grandes volumes

Dióxido de 24 horas 365 100


Pararosanilina
enxofre MAA (3) 80 40

40.000 40.000
Monóxido de 1 hora (1) (35 ppm) (35 ppm) Infravermelho
carbono 8 horas 10.000 10.000 não dispersivo
(9 ppm) (9 ppm)

Ozônio 1 hora (1) 160 160

24 horas (1) 150 100


Fumaça Refletância
MAA (3) 60 40
Partículas 24 horas (1) 150 150 Separação
inaláveis MAA (3) 50 50 inercial/Filtração

Dióxido de 1 hora 320 190 Quimiolumines-


nitrogênio (1)MAA (3) 100 100 cência

(1) Não deve ser excedida mais de uma vez por ano. (2) MGA – concentração média geométrica
anual. (3) MAA – concentração média aritmética anual.

Padrões de qualidade do ar

RESERVADO
Capítulo 2. Degradação ambiental

Como mais um exemplo de legislação no Brasil, podemos citar a


Resolução CONAMA n.º 18, de 06/05/86, que institui nacionalmente
o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores
(PROCONVE).

A Resolução CONAMA n.º 8, de 06/12/90, estabeleceu, a nível nacional,


os limites máximos de emissão de poluentes do ar para processos de
combustão externa em novas fontes fixas. Novas fontes são aquelas
cuja Licença prévia foi solicitada após 28/12/90.

A legislação brasileira, bastante rigorosa e abrangente, gera uma


idéia da importância do tratamento da atmosfera do planeta,
um dos recursos naturais compartilhados por todo o mundo.
Devemos ficar atentos para a complexidade da poluição ali causada.
Impactos negativos gerados em um ponto do globo poderão ser
sentidos em um outro ponto longínquo.
63
A crescente discussão sobre o efeito estufa, a chuva ácida e a
destruição da camada de ozônio tem chamado a atenção de diversos
governantes mundiais. Tratados de proteção têm sido estabelecidos,
de forma gradativa e lenta, com resultados até então pouco ou quase
nada visíveis.

Além dos efeitos globais, pode-se citar os efeitos locais de poluição,


como em grandes cidades, cujo desenvolvimento desenfreado gera
a emissão cada vez maior de gases e poeira, causando mal estar e
doenças pulmonares à população.

A seguir, serão apresentados os principais efeitos globais citados


anteriormente.

a) Efeito estufa

O efeito estufa é um dos efeitos globais. Constitui-se de um


aquecimento excessivo da atmosfera do planeta devido ao
armazenamento de energia proveniente dos raios solares,
que ocorre quando uma parte da radiação solar refletida pela
superfície terrestre é absorvida por determinados gases presentes
na atmosfera. Como consequência disso, o calor fica retido, não
sendo liberado ao espaço.

RESERVADO
Alta Competência

Vale lembrar que, apesar de o efeito estufa ser classificado como algo
ruim, é um evento natural que favorece a proliferação da vida no
planeta Terra. Impede que a Terra esfrie demais, sendo que, dentro
de uma determinada faixa de temperatura, é de vital importância.
Sem ele, a vida no planeta Terra não poderia existir. Esse efeito pode
ser apreciado na ilustração a seguir.

Efeito de Estufa

B - Uma parte da radiação C - Outra parte da radiação infravermelha


solar é refletida de volta é refletida pela superficie da Terra mas não
para o espaço. consegue deixar a atmosfera.
Ela é refletida novamente em direção à Terra
C e de novo absorvida pela camada de gases
B que envolve a atmosfera.
A
A - A radiação
solar atravessa AT
a atmosfera. A MO
maior parte da SF
ER
radiação é A
abosorvida
pela superficie
terrestre e
aquece-a

64

Efeito estufa

O fenômeno do efeito estufa garante que a temperatura média


na atmosfera terrestre gire em torno de 15 °C, já que o calor que
o planeta recebe do sol fica aprisionado dentro de “redomas”
de gases (gás carbônico – CO2, metano – CH4 e vapor de água –
H2O). Na ausência desses gases, a temperatura média na Terra seria
de aproximadamente -15 °C (negativos), pois o calor recebido se
dissiparia novamente para o espaço.

Desde o século passado, o efeito estufa vem aumentando muito


rapidamente, devido à alta emissão de gás carbônico para a
atmosfera, pela queima de combustíveis fósseis (carvão, gasolina,
diesel) e pelas queimadas de florestas. Em um período curto, a
temperatura do planeta aumentou em média 0,7 °C, levando a
transformações no seu clima.

A preocupação com o efeito estufa fez com que mais de uma centena
de países assinassem um acordo internacional visando a diminuir a
emissão de gás carbônico para a atmosfera: o Protocolo de Kyoto
(aberto para assinaturas dos países no ano de 1998).

RESERVADO
Capítulo 2. Degradação ambiental

O Protocolo de Kyoto entrou em vigor em fevereiro de 2005.


Esse protocolo acorda que os países desenvolvidos participantes
se comprometem a reduzir, até 2012, a emissão de gases de efeito
estufa em pelo menos 5%, de acordo com os níveis de 1990.
Em outras palavras, cada país deve avaliar o quanto emitia de gases
estufa no ano de 1990 e deve passar a emitir 5% menos dentro do
prazo estipulado.

Além disso, a discussão acerca do efeito estufa ocorre em um


fórum de debates, o Painel Intergovernamental sobre as Mudanças
Climáticas ou Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC), com a
participação de cientistas e técnicos, cujo objetivo é o monitoramento
das variações climáticas e dos impactos ambientais de forma clara
e compreensível, servindo como base técnica para a tomada de
decisões políticas.

b) Chuva ácida 65

A chuva ácida é outro problema ambiental global da nossa era.


É caracterizada por um pH abaixo de 4,5. É causada pelo enxofre
proveniente das impurezas da queima dos combustíveis fósseis e pelo
azoto do ar, que se combinam com o oxigênio, para formar dióxido
de enxofre e dióxido de azoto. Estes difundem-se pela atmosfera e
reagem com a água para formar ácido sulfúrico e ácido nítrico, que
são solúveis em água. Ácido clorídrico também é formado.

As emissões dos vulcões e processos biológicos que ocorrem nos solos,


pântanos e oceanos são os principais contribuintes naturais para a
produção de gases lançados na atmosfera que provocam a chuva
ácida. Indústrias, usinas termoelétricas e veículos de transporte são
as principais fontes humanas desses gases.

O gás carbônico e outros óxidos ácidos gerados - por exemplo, SO2 e


NOx - são encontrados na atmosfera em grandes quantidades e vêm
crescendo com a industrialização ascendente. Os gases emitidos por
essa atividade podem ser carregados por milhares de quilômetros
na atmosfera antes de reagirem com partículas de água, originando
ácidos que mais tarde se precipitam, já em outro local. Esse fato é que
caracteriza a poluição atmosférica global, como é possível verificar
na ilustração a seguir.

RESERVADO
Alta Competência

Chuva ácida

SO2 + 1 2 O2+H2O H2SO4


H2SO4
SO3

S(carvão) + O2 SO2
H2SO4

Lago

Mecanismo da chuva ácida

66 ? VOCÊ SABIA?
Normalmente, as chuvas apresentam pH levemente
ácido, em torno de 5,6. Isso ocorre devido ao fenômeno
de dissociação do CO2 em água, causando a formação
de ácido carbônico.

A percepção tardia dos efeitos da chuva ácida deve-se ao fato de


que os ambientes naturais possuem um longo tempo de resposta a
agressões como a acidificação. A água e o solo possuem a capacidade
de neutralizar adições de ácidos e bases. Só depois de esgotada essa
capacidade é que o pH desses ambientes sofre mudanças bruscas e
acentuadas. A poluição da água pode ser vista na ilustração a seguir.

O ciclo de poluição da água


dióxido de enxofre

óxido de nitrogênio chuva ácida


precipitação sob forma líquida
precipitação seca

Mecanismo de poluição da água

RESERVADO
Capítulo 2. Degradação ambiental

c) Camada de ozônio

Mais um efeito global de poluição atmosférica a ser citado é a


destruição da camada de ozônio.

Em volta da Terra, há uma frágil camada de um gás chamado


ozônio (O3), que protege animais, plantas e seres humanos dos raios
ultravioletas emitidos pelo sol. Nas alturas da estratosfera (entre 25 e
30 km acima da superfície), constitui-se de um filtro a favor da vida.
Sem ele, os raios ultravioletas poderiam aniquilar todas as formas de
vida no planeta.

Na atmosfera, a presença da radiação ultravioleta desencadeia um


processo natural que leva à contínua formação e fragmentação do
ozônio, como podemos verificar na ilustração a seguir.

A 67
Raios Ultravioleta

Ozônio
Ozônio +
O3
Molécula Átomo
de Oxigênio de Oxigênio

Formação do elemento ozônio

Os clorofluorcarbonetos (CFCs) causam as perdas na camada de


ozônio. Devido a esse fato, a produção deste gás vem sendo reduzida
continuamente no mundo. Já em 1985, foi firmada a Convenção de
Viena para a proteção da camada de ozônio. Em 1987, foi discutido e
ratificado por vários países o Protocolo de Montreal, estabelecendo
limites para produção e para consumo dessas substâncias. Várias
emendas a este Protocolo foram elaboradas desde então.

RESERVADO
Alta Competência

Depois de liberados no ar, os CFCs (usados como propelentes em


aerossóis, como isolantes em equipamentos de refrigeração e
para produzir materiais plásticos) levam cerca de oito anos para
chegar à estratosfera, onde, atingidos pela radiação ultravioleta,
se desintegram e liberam cloro. Por sua vez, o cloro reage com o
ozônio que, conseqüentemente, é transformado em oxigênio (O2).
O problema é que o oxigênio não é capaz de proteger o planeta dos
raios ultravioleta. Uma única molécula de CFC pode destruir 100 mil
moléculas de ozônio.

A quebra dos gases CFCs é danosa ao processo natural de formação


do ozônio. Quando um desses gases se fragmenta, um átomo de
cloro é liberado e reage com o ozônio. O resultado é a formação de
uma molécula de oxigênio e de uma molécula de monóxido de cloro.
Mais tarde, depois de uma série de reações, outro átomo de cloro
será liberado e voltará a desencadear a destruição do ozônio.
68
Na superfície terrestre, o ozônio contribui para agravar a poluição do
ar das cidades e a formação da chuva ácida.

Outros produtos também são danosos à camada de ozônio:


os óxidos nítricos e nitrosos expelidos pelos exaustores dos veículos
e o CO2 produzido pela queima de combustíveis fósseis, como o
carvão e o petróleo.

De forma genérica, os principais poluentes atmosféricos são


caracterizados por qualquer contaminação do ar por meio de
desperdícios gasosos, líquidos, sólidos ou por quaisquer outros
produtos que podem vir (direta ou indiretamente) a ameaçar a
saúde humana (principalmente os mais novos e os mais velhos,
os fumantes, os trabalhadores expostos a materiais tóxicos e
pessoas com problemas cardíacos e respiratórios), animal ou
vegetal, ou danificar bens materiais, reduzir a visibilidade ou
produzir odores indesejáveis.

RESERVADO
Capítulo 2. Degradação ambiental

Os países industrializados são os maiores produtores de poluentes,


enviando anualmente bilhões de toneladas para a atmosfera.
A tabela que se segue mostra os principais poluentes do ar e os
seus efeitos. O nível de concentração no ar destes poluentes é dado
pelo número de microgramas de poluente por m3 de ar, ou, no caso
de gases, em termos de partes por milhão (ppm), o que expressa
o número de moléculas do poluente por um milhão de moléculas
constituintes do ar.

A poluição, quando concentrada, acaba por se diluir ao se misturar


com a atmosfera. O grau de diluição é algo que depende, além da
própria natureza do poluente, de um grande número de fatores
(temperatura, velocidade do vento, movimento dos sistemas de alta
e de baixa pressão e a sua interação com a topografia local).

Grupos de recursos naturais


69

Fonte: USP – Universidade de São Paulo


Poluente Principal fonte Observações

Escape dos veículos Limite máximo suportado:


Monóxido de
motorizados; alguns processos 10mg/m3 em 8h (9 ppm); 40
carbono (CO)
industriais. mg/m3 em 1h (35 ppm).

Limite máximo suportado:


Centrais termoelétricas a
Dióxido de 80 mg/m3 em um ano (0,03
petróleo ou carvão; fábricas de
enxofre (SO2) ppm); 365 mg/m3 em 24h
ácido sulfúrico.
(0,14 ppm).

Limite máximo suportado:


Escape dos veículos
75 mg/m3 em um ano; 260
motorizados; processos
Partículas em mg/m3 em 24 h; compostas
industriais; centrais
suspensão de carbono, nitratos, sulfatos
termoelétricas; reação dos gases
e vários metais como o
poluentes na atmosfera.
chumbo, cobre, ferro.

Limite máximo suportado:


Escape dos veículos
1,5 mg/m3 em 3 meses;
motorizados; centrais
Chumbo (Pb) sendo a maioria do chumbo
termoelétricas; fábricas de
contida em partículas em
baterias.
suspensão.

RESERVADO
Alta Competência

Fonte: USP – Universidade de São Paulo


Poluente Principal fonte Observações
Limite máximo suportado:
Escape dos veículos
100 mg/m3 em um ano (0,05
motorizados; centrais
Óxidos de azoto ppm) para o NO2; reage
termoelétricas; fábricas de
(NO, NO2) com hidrocarbonos e luz
fertilizantes, de explosivos ou de
solar para formar oxidantes
ácido nítrico.
fotoquímicos.

Oxidantes Formados na atmosfera devido


Limite máximo suportado:
fotoquímicos - à reação de óxidos de azoto
235mg/m3 em 1h (0,12 ppm).
ozônio (O3) hidrocarbonos e luz solar.

Escape dos veículos


Etano, etileno,
motorizados; evaporação de Reagem com óxidos de azoto
propano, butano,
solventes; processos industriais; e com a luz solar para formar
acetileno,
lixos sólidos; utilização de oxidantes fotoquímicos.
pentano
combustíveis.

Limite máximo suportado:


70 Dióxido de
Todas as combustões. concentrações superiores a
carbono (CO2)
5.000 ppm em 2-8 h.

A poluição atmosférica pode trazer danos à saúde, manifestados


de diferentes formas, dentre outros, fatores biológicos,
ambientais, econômicos ou sociais. Problemas respiratórios
representam importante causa de morbidade na distribuição
das doenças no Brasil.

ATENÇÃO

Como ação interna, a Petrobras criou o padrão de


Gestão de Emissões Atmosféricas, que estabelece
diretrizes para controle das emissões de suas
instalações, tendo como meta a utilização de
equipamentos de redução das emissões, a realização
de manutenções regulares seguindo a orientação
dos fabricantes dos equipamentos, a execução de
monitoramento da qualidade dos gases emitidos,
o controle de emissões fugitivas (provenientes de
conexões e válvulas de tubulações, dentre outros),
visando à elaboração de quantitativos de reduções
em um período de tempo futuro.

RESERVADO
Capítulo 2. Degradação ambiental

A seguir, são apresentadas algumas dicas que podem ser utilizadas


para auxiliar a diminuir o impacto ambiental:

• Desligar os monitores de vídeo dos computadores quando


estiverem fora de uso;

• Garantir a manutenção dos equipamentos periodicamente e


substituir os de maior consumo;

• Utilizar, sempre que possível, o transporte público;

• Trocar o elevador por escadas;

• Não esquecer luzes acesas em locais desocupados;

• Utilizar equipamentos domésticos de baixo consumo energético; 71

• Contribuir e disseminar a plantação de árvores, que


funcionam como depósito para o gás carbônico, devolvendo
oxigênio à natureza;

• Substituir os combustíveis fósseis por outras fontes de energia.

2.2.2. Resíduos sólidos

A legislação brasileira trata principalmente dos resíduos industriais


perigosos e é bastante exigente comparativamente à legislação de
outros países.

A Resolução CONAMA n.º 313, de 29/10/02, estabelece que os


resíduos existentes ou gerados pelas atividades industriais sejam
objeto de controle específico, como parte integrante do processo de
licenciamento ambiental.

A indústria deverá ter implementado, em sua gestão, o controle e


a verificação de seus resíduos e enviar dados ao órgão ambiental
periodicamente referentes a:

RESERVADO
Alta Competência

• Local de geração;

• Categoria do resíduo;

• Características;

• Quantidade gerada;

• Formas de armazenamento;

• Formas de tratamento;

• Disposição final.

72 ? VOCÊ SABIA?
A quantidade de resíduos sólidos sendo gerada no
mundo vem crescendo a cada ano em proporção
desigual ao aumento de locais apropriados para
tratamento e descarte dos mesmos, principalmente
no Brasil.

O consumo exagerado e a não conscientização para


a reutilização e a reciclagem contribuem para o
agravamento dessa situação.

O tempo de decomposição natural da maior parte dos componentes


dos resíduos é longo, tornando preocupante a questão de espaço
físico no mundo para destinação adequada e segura desses resíduos.

A tabela a seguir apresenta o tempo de decomposição dos principais


tipos de resíduos encontrados:

RESERVADO
Capítulo 2. Degradação ambiental

Material Tempo de degradação


Aço Mais de 100 anos
Alumínio 200 a 500 anos
Cerâmica Indeterminado
Chicletes 5 anos
Cordas de nylon 30 anos
Embalagens Longa Vida Até 100 anos (alumínio)
Embalagens PET Mais de 100 anos
Esponjas Indeterminado
Filtros de cigarros 5 anos
Isopor Indeterminado
Louças Indeterminado
Luvas de borracha Indeterminado
Metais (componentes de equipamentos) Cerca de 450 anos
Papel e papelão Cerca de 6 meses
Plásticos (embalagens, equipamentos) Até 450 anos
Pneus Indeterminado
Sacos e sacolas plásticas Mais de 100 anos 73
Vidros Indeterminado

O tempo longo de degradação dos resíduos, resultando no acúmulo


de grande quantidade dos mesmos, além de comprometer o espaço
público, prejudica igualmente a saúde da população, polui o solo e
os recursos hídricos.

O saneamento básico, que inclui a gestão dos resíduos sólidos, tem


se mostrado, no Brasil, ineficiente como serviço governamental.
O que se percebe é uma ação generalizada das administrações
públicas locais ao longo dos anos em apenas afastar das zonas
urbanas o lixo coletado, depositando-o, por vezes, em locais
absolutamente inadequados, como encostas de florestas,
manguezais, rios, baías e vales.

As empresas que geram resíduos, por legislação, obrigam-se a


prover o destino adequado desses. Tanto os resíduos públicos
quanto os gerados pela iniciativa privada estão sujeitos à falta de
espaço e de aterros sanitários ou industriais licenciados conforme
legislação brasileira.

RESERVADO
Alta Competência

Apesar de licenciados, os poucos aterros sanitários e industriais


existentes podem resolver o problema da destinação final a curto
prazo. Futuramente, ainda não se sabe que efeitos estes resíduos
trarão ao meio.

Resíduos perigosos, que causam ou contribuem para o aumento da


mortalidade ou de doenças, representando um perigo presente ou
potencial para a saúde e para o meio, contam com diversas práticas
para sua disposição de forma correta.

Os resíduos perigosos são classificados em:

Provenientes de hospitais, clínicas e laboratórios.


Resíduos O tratamento para este tipo de resíduo é principalmente
biomédicos a incineração ou a disposição em aterro após tratamento
específico.
74 Provenientes de atividades médicas e industriais devem ser
Resíduos dispostos, atualmente, em área apropriada disponibilizada
radioativos pelo governo. São de competência exclusiva da Comissão
Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

Substâncias produzidas pela atividade industrial (orgânicos


ou inorgânicos). A forma mais comum de disposição é em
aterros industriais, mas passando anteriormente por algum
tratamento biológico (degradação por microorganismos),
físico-químico (separação da solução aquosa que contém
Resíduos químicos
os produtos químicos para tratamento adequado posterior:
absorção por carvão ativado, destilação, troca iônica,
eletrodiálise, osmose, dentre outros) e químico (neutralização
de ácidos e bases, oxidação e redução dos compostos,
remoção de metais pesados por precipitação, dentre outros).

RESERVADO
Capítulo 2. Degradação ambiental

Segundo a norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)


NBR 10.004, os resíduos industriais estão classificados da forma
apresentada na tabela a seguir:

Resíduos perigosos. São aqueles que apresentam


características de periculosidade ou inflamabilidade,
Resíduos classe I
corrosividade, reatividade, toxidade ou patogenicidade.
Exemplo: borras de petróleo, solução de baterias e pilhas.

Resíduos classe II Resíduos não perigosos.


Resíduos não inertes. Não se enquadram nas classificações
Resíduos classe II A
de resíduos de classe I ou de classe II B.
Resíduos inertes. São aqueles que não apresentam nenhum
de seus constituintes solubilizados a concentrações
Resíduos classe II B superiores aos padrões de potabilidade de água,
excetuando-se os padrões de aspecto, cor, turbidez e sabor,
quando submetidos ao teste de solubilização.
75
Muitas empresas e algumas comunidades vêm adotando a regra
“1 N e 3 Rs” como premissa de gestão de resíduos, diante da
situação preocupante em que se encontra o país na questão da
geração dos mesmos.

RESERVADO
Alta Competência

A regra “1 N e 3 Rs” trata de:

O não-consumo de produtos caracteriza a não geração


Não geração de resíduos de resíduos, mas havendo o consumo, que esse seja de
produtos em embalagens retornáveis.

Redução no consumo e A adoção de medidas e atitudes no sentido de controlar


na geração de resíduos o consumo minimiza a geração de resíduos.

O reaproveitamento de um resíduo é feito quando,


após passar por processo de separação simples, como
drenagens das águas arrastadas e sedimentações
de detritos, este é incorporado a algum estoque
de produto acabado como, por exemplo, ao óleo
combustível. Um programa de reaproveitamento deve
ser complementar a um programa que vise reduzir a
Reutilização de produtos geração de resíduos;
de formas diferentes O reprocessamento consiste, essencialmente, no
retorno do resíduo ao processo produtivo como
76
matéria-prima. É uma alternativa a ser examinada após
ser descartada a possibilidade de reaproveitamento.
A melhor forma de reprocessamento é aquela na
qual o resíduo retorna ao processo produtivo logo em
seguida a sua geração, na própria unidade em que se
originou (reprocessamento interno).

A reciclagem refere-se ao envio de um resíduo para


reutilização em outra indústria, quer como matéria-
prima, quer como fonte de energia ou, às vezes,
como carga inerte. Alguns exemplos são: papel,
vidro, plástico, alguns catalisadores (que podem
Reciclagem de resíduos
ser utilizados como fonte de micronutrientes para
fertilizantes ou recuperação de metais nobres).
Borras oleosas e outros catalisadores podem ser
utilizados como energético auxiliar ou ainda nas
indústrias de cerâmica e de cimento.

Uma das ações de gerenciamento de resíduos que contribui com a


redução, a reutilização e a reciclagem dos mesmos é a coleta seletiva.
Esta mostra-se ainda como a opção mais viável em termos econômicos
em um país como o Brasil. Gera, cada vez mais, renda para uma maior
quantidade de pessoas em forma de subemprego.

RESERVADO
Capítulo 2. Degradação ambiental

? VOCÊ SABIA?
Tratando-se de porcentagem, a reciclagem contribui
para a diminuição, em média, de 40% do peso do lixo
total coletado.

A adoção do código de cores de coletores para programas de coleta


seletiva estabelecidos pela iniciativa privada, cooperativas, escolas,
igrejas, organizações não governamentais, dentre outros, encontra-
se citada na Resolução CONAMA n.º 275, de 25/04/01.

O código de cores empregado é o seguinte:

Padrão de cores
Azul Papel/papelão
Vermelho Plástico
77
Verde Vidro
Amarelo Metal
Preto Madeira
Laranja Resíduos perigosos
Branco Resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde
Roxo Resíduos radioativos
Marrom Resíduos orgânicos
Resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível
Cinza
de separação.

O tratamento de resíduos segue destinações diversas, dependendo de


seu tipo, do valor econômico destinado e das diretrizes da legislação
na qual está inserido.

Observe a seguir alguns exemplos de tratamentos de resíduos


comumente encontrados.

RESERVADO
Alta Competência

Aterro sanitário

O aterro sanitário é o processo em que o lixo é lançado sobre


o terreno e recoberto com solo local, de forma a isolá-lo do
ambiente. Pela movimentação das máquinas nesses terrenos, o lixo
é compactado e seu volume reduzido. O lixo enterrado, sem mais
passar por biodegradação aeróbia, já esgotado o oxigênio antes
existente, começa a sofrer a biodegradação anaeróbia, liberando
gás e o chorume, que é uma substância líquida escura, constituída
por resíduos orgânicos apenas parcialmente degradados.

O gás liberado é principalmente o metano e tende a acumular-se


nas porções superiores do solo, devendo ser drenado por queima ou
passar por beneficiamento e ser utilizado. O chorume pode alcançar
o lençol freático a certas profundidades e contaminá-lo, no caso do
aterro sanitário não apresentar características estanques.
78
Compostagem

É considerada um tipo de tratamento de resíduos de matéria


orgânica, em que esta será decomposta em condições aeróbias e
de maneira controlada. O material produzido é estável, não mais
sujeito às reações de putrefação que ocorrem com os restos orgânicos
deixados a céu aberto. Quando são dispostos em camadas alternadas
de terra, os restos vegetais recebem correção de pH e adição de
nutrientes. É uma modalidade específica para restos vegetais e de
alimentos e gera um produto útil e de valor comercial.

Incineração

Realizada em usinas de incineração, é um processo no qual o lixo é


reduzido a cinzas e gases decorrentes de sua combustão.

RESERVADO
Capítulo 2. Degradação ambiental

Por meio de instrumentação e controle, a combustão pode ser


otimizada, de modo a diminuir a quantidade de matéria apenas
parcialmente oxidada, reduzindo os inconvenientes da disposição
dos resíduos sólidos restantes (cinzas) e das emissões gasosas e de
fuligem. As cinzas, em pequeno volume e mineralizadas, podem ser
dispostas. As emissões também podem ser lançadas na atmosfera sem
inconvenientes ambientais, desde que empregados equipamentos de
combate à poluição.

É um dos processos mais abrangentes e de uso mais generalizado na


eliminação ou na redução da massa de resíduos, tanto sólidos quanto
líquidos. Pode ser praticada com diferentes tipos de equipamentos
e sob diversas condições, desde a queima simples, com controle
apenas do excesso de ar, até as incinerações de múltiplos estágios,
com controle de temperatura e tempo de residência em cada estágio,
lavagem e neutralização dos gases de combustão.
79
Biodegradação de borras oleosas

Consiste na decomposição de matéria orgânica pela ação de


microorganismos do solo, estimulada por operações de aeração e
gradeamento e com adição de corretivos e nutrientes.

Este processo é conhecido internacionalmente pelo nome de


landfarming. Basicamente, o processo consiste em se promover uma
mistura íntima entre a borra e o solo, em condições favoráveis
à biodegradação por microorganismos aeróbicos, que após um
período de aclimatação, passam a consumir os hidrocarbonetos
presentes na borra, transformando as cadeias carbônicas em
compostos simples. A implantação de um landfarming deve levar
em conta a impermeabilidade do terreno como meio de proteção
do lençol freático, assim como a drenagem de superfície, que
deve ser dimensionada corretamente e conduzida ao sistema de
águas contaminadas.

RESERVADO
Alta Competência

As biopilhas são semelhantes ao sistema de landfarming, já que


ambos utilizam oxigênio e bactérias aeróbicas com capacidade
de degradar produtos do petróleo. Enquanto no landfarming a
aeração é fornecida pela aragem do solo, nas biopilhas a aeração
é freqüentemente feita por ar forçado em sistemas com tubos
perfurados, colocados no interior das pilhas. A biopilha já provou
ser eficiente na diminuição da concentração de praticamente todos
os constituintes presentes em produtos de petróleo.

Aterro industrial

Para resíduos perigosos, pode ser descrito como uma modalidade


de disposição que consiste na contenção destes em células
impermeabilizadas por meio de mantas plásticas contínuas, com
monitorização das camadas de solo circundantes e do lençol freático
da região. Após preenchida, a célula é recoberta com terra, na qual
80 se recomenda a plantação de grama como medida de retenção do
solo. A aplicação deste tipo de disposição é exigência restrita aos
resíduos da classe I.

O aterro é uma forma de disposição de resíduos no solo que,


fundamentada em critérios de engenharia e normas operacionais
específicas, garante um confinamento seguro em termos de poluição
ambiental e proteção à saúde pública. A disposição indiscriminada
de resíduos no solo pode causar poluição do ar, pela exalação de
odores, fumaça, gases tóxicos ou materiais particulados das águas
superficiais, pelo escoamento de líquidos percolados ou carreamento
de resíduos pela ação das águas de chuva e poluição do solo das
águas subterrâneas, pela infiltração de líquidos percolados.

Tratamento para resíduos de saúde

No caso de resíduos de serviços de saúde, a Resolução CONAMA n.°


358, de 29/04/05, dispõe sobre o tratamento a que deve ser submetido
esse tipo de resíduo: processos de tratamento em equipamento que
promova redução de carga microbiana e posterior encaminhamento
para aterro sanitário licenciado, encaminhamento para local
devidamente licenciado, incineração, aterro de resíduos perigosos ou
tratamento específico, dependendo da classe do resíduo de serviços
de saúde.

RESERVADO
Capítulo 2. Degradação ambiental

ATENÇÃO

A Petrobras implementou procedimentos diversos em


suas unidades para gestão de resíduos, destacando-
se o padrão de gestão Manual de Gerenciamento
de Resíduos, para a Bacia de Campos. Este padrão
informa ao usuário sobre o tratamento que é dado a
qualquer tipo de resíduo gerado, desde o momento
de sua geração até o momento do envio para
destinação final.

Além das informações sobre o processo, pode-


se encontrar ali informações de segurança para o
manuseio dos produtos e também informações sobre
cuidados com o meio ambiente.

81
Existe igualmente implementado o padrão de Gestão
de Resíduos, que tem o objetivo de estabelecer os
critérios gerais para o gerenciamento de resíduos
na empresa, visando à minimização dos impactos
ambientais, bem como ao atendimento aos requisitos
da Política de Segurança, Meio Ambiente e Saúde
(SMS) e das legislações que disciplinam as atividades
da companhia nos países em que atua.

A seguir são apresentadas algumas dicas que podem ser utilizadas


em nosso dia-a-dia para ajudar a diminuir o impacto ambiental da
geração de resíduos:

• Redefinir seus hábitos de consumo, no sentido de utilizar


produtos que geram menor quantidade de resíduos;

• Na comunidade, exigir a implantação da coleta seletiva e de


tratamento adequado aos diversos tipos de resíduo;

• Lembrar da regra “1 N e 3 Rs”, nesta ordem de prioridade: não


gerar, reduzir, reutilizar, reciclar.

RESERVADO
Alta Competência

2.2.3. Efluentes líquidos

Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser


lançados nos corpos de água, direta ou indiretamente, após o devido
tratamento e desde que obedeçam às condições, padrões e exigências
dispostos na Resolução CONAMA n.º 357, de 17/03/05.

Esta Resolução estabelece limites dos parâmetros de pH, temperatura,


materiais sedimentáveis e porcentagens máximas de substâncias
perigosas para o meio e para o homem.

A Portaria MINTER n.º 124, de 20/08/80, estabeleceu em 200 metros


a distância mínima de corpos de água para armazenamento de
produtos químicos.

O lançamento de efluentes sanitários e industriais nos corpos hídricos


82 e os derrames acidentais de produtos perigosos podem provocar a
morte de espécies marinhas e lacustres, desequilibrando a cadeia
alimentar e levando doenças à população, além de contribuir para a
diminuição de água potável no planeta.

Inicialmente, os efluentes devem ser separados em sistemas distintos


com o objetivo de facilitar seu tratamento final. Normalmente,
existem quatro sistemas de coleta, apresentados na tabela a seguir.

Recebe os efluentes hídricos que tiveram contato com


Sistema de efluentes de
produtos químicos. Por exemplo: drenagem de bombas
processo
ou lavagem de trocadores de calor.
Recebe efluentes hídricos que podem ou não estar
Sistema de efluentes contaminados por produtos, como: água da chuva nos
contaminados parques de armazenamento, tubovias e drenagem de
tanques.
Sistema de esgoto
Recebe água de banheiros e cozinhas.
sanitário
Recebem efluentes que passaram por processos
Sistemas específicos
específicos e que contêm cargas especiais.

RESERVADO
Capítulo 2. Degradação ambiental

Os processos de tratamento de efluentes líquidos podem ser


classificados em função dos meios empregados na remoção ou na
transformação e de acordo com o grau de eficiência obtido por
um ou mais dispositivos de tratamento: remoção de sólidos em
suspensão (grades), sólidos sedimentáveis (caixas de areia), óleos,
graxas (tanques de retenção de gordura, tanques de flotação),
material miúdo em suspensão (tanques de flotação), odores e doenças
(cloração, reagentes químicos), substâncias orgânicas dissolvidas
(filtros biológicos, tanques sépticos, lagoas de estabilização, tanques
de lodos ativados), dentre outros.

A seguir, apresenta-se uma breve descrição do tratamento de efluentes


sanitários, industriais e hídricos contaminados.

Tratamento de efluentes sanitários

O tratamento de efluentes sanitários é geralmente constituído 83


de processos de aeração, sedimentação e cloração. O esgoto é
tratado em Estações de Tratamento de Esgoto (ETE), objetivando
a redução da carga poluidora antes de seu lançamento no corpo
de água receptor.

Tratamento de efluentes industriais

O tratamento de efluentes industriais depende muito do tipo


de substância participante dos processos existentes na indústria
e do estudo da qualidade dos mesmos, capaz de descobrir suas
características físicas e químicas. Assim, é possível estabelecer,
conseqüentemente, o tipo de tratamento e de disposição.

Tratamento de efluentes hídricos contaminados

Efluentes hídricos que contêm quantidades elevadas de substâncias


tóxicas podem ser tratados de maneira especial no próprio lugar
onde se originam. Os efluentes pós-tratamento são encaminhados
para seus respectivos sistemas de coleta, de onde são enviados
para a ETE e submetidos aos processos da mesma.

RESERVADO
Alta Competência

Em função do grau de redução dos sólidos em suspensão e da


Demanda Biológica de Oxigênio (DBO), as instalações de tratamento
classificam-se em:

• Preliminar (remoção de sólidos grosseiros, gorduras, areia);

• Primário (decantação, secagem do lodo, flotação, sistemas


compactos, digestão do lodo);

• Secundário (filtração biológica, lagoas de estabilização, processos


de lodos ativados, decantação intermediária ou final);

• Avançado ou terciário (remoção de nutrientes, remoção de


complexos orgânicos).

A tabela a seguir apresenta descrição mais detalhada dos tipos de


84
tratamento:

Tem por finalidade retirar os compostos em suspensão, tais como


sólidos, óleos e graxas. Numa primeira etapa, são removidos os
Tratamento
sólidos grosseiros através de gradeamento. Depois, a água é enviada
primário
ao separador de água e óleo para a remoção do óleo livre e os
sólidos em suspensão sem, contudo, remover o óleo emulsionado.

Remove principalmente compostos dissolvidos. Atualmente, os


métodos biológicos aeróbicos são considerados os mais viáveis
economicamente. Os tratamentos incluídos neste grupo podem ser:
Tratamento
tratamentos biológicos (respiração e fotossíntese), lodos ativados
secundário
(opera com uma concentração maior de microorganismos) e unidade
de biodiscos (cilindros rotativos imersos 40% de seu volume nas
piscinas por onde passa o efluente a ser tratado).

Também chamado de polimento, é destinado especialmente


à remoção de poluentes específicos, como micronutrientes e
Tratamento patogênicos. Tem a função de remover igualmente os poluentes não
terciário retirados a partir dos tratamentos primário e secundário. Os exemplos
mais empregados de tratamento terciário são a radiação ultravioleta
e os processos químicos.

RESERVADO
Capítulo 2. Degradação ambiental

ATENÇÃO

A Petrobras adotou o Padrão de Gestão Ambiental


de Recursos Hídricos e Efluentes, que é válido para
o tratamento deste tipo de impacto. O padrão
estabelece os requisitos gerais para a gestão
ambiental dos recursos hídricos e efluentes,
incluindo a gestão sanitária da água potável
utilizada nas atividades da empresa, visando à
minimização dos impactos ambientais e sociais e
o atendimento à legislação vigente, bem como a
sustentabilidade do negócio.

RESUMINDO...
85
Os poluentes são os resíduos gerados pelas atividades
humanas e costumam causar impactos negativos ao
ambiente, estando relacionados à concentração ou
à quantidade de elementos tóxicos presentes no
meio físico.

• A poluição pode ser química, térmica, radioativa,


sonora ou biológica;

• As emissões atmosféricas constituem-se de um


tipo de poluição gerada a partir de fontes diversas:
de motores de veículos até tanques de produtos
químicos com ventilação. A emissão deste tipo de
poluente pode trazer efeitos globais que vêm sendo
sentidos em locais remotos do planeta;

• Os resíduos constituem-se de outro tipo de


poluição que, quando não tratada adequadamente,
é capaz de trazer conseqüências imediatas à saúde
da população e do meio ambiente, culminando na
degradação da qualidade de vida de ambos;

RESERVADO
Alta Competência

RESUMINDO...

• Resíduos são também gerados dentro de casa,


demandando o esforço de todos no que diz respeito
à separação e à destinação adequadas de cada tipo.
É necessário, ainda, se proceder à minimização do
volume e da quantidade gerados, assim como se
pensar na reutilização dos materiais o maior número
possível de vezes e na implantação da reciclagem;

• Os efluentes líquidos são vetores diretos de


doenças para as populações, visto a facilidade que
os elementos portadores de infecções encontram
para se procriar e se desenvolver neste tipo de
ambiente. Existem tratamentos simples e medidas
preventivas básicas que podem ser implementadas
86 com o intuito de obter um tratamento mínimo
necessário para esse tipo de poluente.

2.3. Leituras complementares

Para saber mais sobre os assuntos abordados aqui, seguem sugestões


para leituras complementares e sites relacionados:

NEVERS, Noel de. Air Pollution Control Engineering. New York,


McGraw-Hill International Editions, 2000.

LORA, Electo Eduardo Silva. Prevenção e Controle da Poluição nos


Setores Energético, Industrial e de Transporte. Brasília: ANEEL, 2000.

NETO, V. Corrêa; TOLMASQUIM, Maurício T. Avaliação econômica da


co-geração em ciclo combinado com gaseificação de biomassa e gás
natural no setor sucroalcooleiro. Revista Brasileira de Energia, número
8, p. 35, 2001.

NOGUEIRA, Luiz Augusto Horta; LORA, Electo Eduardo Silva.


Dendroenergia: Fundamentos e Aplicações. Rio de Janeiro: Editora
Interciência, 2003.

RESERVADO
Capítulo 2. Degradação ambiental

ROSEIROL, M.N.V. Poluentes Atmosféricos: Algumas


Conseqüências Respiratórias na Saúde Humana. Universidade
de Ribeirão Preto – Unaerp.

Sites relacionados

Universidade da Água - http://www.uniagua.org.br

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - http://www.ufrrj.br

Universidade de Campinas - http://www.unicamp.br

Ambiente Brasil - http://www.ambientebrasil.com.br

87

RESERVADO
Alta Competência

2.4. Exercícios

1) A partir do conceito de poluição, preencha as lacunas:

A poluição é uma _____________ indesejável nas características


físicas, químicas e biológicas da ___________, litosfera (solo) ou
____________, causando ou podendo causar __________ à saúde,
à sobrevivência ou às atividades do homem e de outras espé-
cies. Além disso, pode ___________ bens materiais e está associa-
da às _____________ indesejáveis provocadas pelas ____________ e
___________ humanas no ambiente.

88

RESERVADO
Capítulo 2. Degradação ambiental

2) Relacione o tipo de poluição a sua descrição:

1. Poluição química ( ) Os agentes contaminantes são organismos


vivos que, ao serem inseridos ou se
reproduzirem de modo acelerado, em
um determinado meio, trazem danos às
espécies que habitam ou mantêm contato
com esse meio.
2. Poluição térmica ( ) Esta forma de poluição se caracteriza por
incidir em espaços urbanos e unidades
industriais, sendo seu principal receptor
o organismo humano. As origens desse
tipo de poluição estão ligadas a atividades
como construções, trânsito de veículos
automotores, pistas de aeroportos,
indústrias etc.
3. Poluição radioativa ( ) Esta forma de poluição consiste no
despejo de produtos químicos no meio 89
ambiente. O conjunto de resíduos incluídos
nesta categoria é muito abrangente,
incorporando desde efluentes de despejos
de esgoto doméstico até gases decorrentes
de processos industriais.

4. Poluição sonora ( ) Em processos industriais, é necessário


o resfriamento ou o aquecimento
de substâncias. Quando o composto
(geralmente água ou vapor) utilizado para
este fim não pode ser utilizado em outra
unidade, uma alternativa é o seu despejo
no meio ambiente. Na maior parte das
vezes, esse composto não possui qualquer
contaminante químico. Apesar disso, o
impacto da alteração de temperatura
(elevação ou redução) pode acarretar
danos à vida de várias espécies animais ou
vegetais.
5. Poluição biológica ( ) O potencial de impacto desta forma de po-
luição é muito alto. Além de causar danos
imediatos intensos, os efeitos da decompo-
sição irregular de material radioativo po-
dem permanecer durante décadas conta-
minando o meio ambiente.

RESERVADO
Alta Competência

3) A partir da descrição dos tipos de resíduos sólidos perigosos,


preencha as lacunas:

a) Substâncias produzidas pela atividade industrial (orgânicos ou


inorgânicos). A forma mais comum de disposição é em aterros in-
dustriais, mas passando anteriormente por algum tratamento bio-
lógico físico-químico e químico.

Resíduos ______________.

b) Provenientes de atividades médicas e industriais, devem ser dis-


postos em área apropriada disponibilizada pelo governo. São de
competência exclusiva da Comissão Nacional de Energia Nuclear
(CNEN).

Resíduos ______________.

c) Provenientes de hospitais, clínicas e laboratórios. O tratamento


para este tipo de resíduo é principalmente a incineração ou a dis-
90 posição em aterro após tratamento específico.

Resíduos ____________________________.

4) Correlacione os tipos de sistemas de separação de efluentes líqui-


dos à sua aplicação:

1. Sistema de efluentes ( ) Efluentes de banheiros e


de processo cozinhas.
2. Sistema de efluentes ( ) Efluentes com cargas especiais.
contaminados
3. Sistema de esgoto ( ) Efluentes contaminados por
sanitário produtos químicos.
4. Sistemas específicos ( ) Efluentes hídricos contaminados.

RESERVADO
Capítulo 2. Degradação ambiental

2.5. Glossário
ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas.

Aeração - ato de arejar, arejamento; troca de gases entre os tecidos interiores e


a atmosfera.

Alcatrão de hulha - líquido escuro e viscoso, constituído por hidrocarbonetos


aromáticos. É a fonte natural de compostos aromáticos mais importante para
as indústrias.

Biodegradação - transformação de moléculas xenobióticas por microrganismos


e a biorremediação refere-se ao uso de microrganismos para desintoxicar
áreas contaminadas.

Biopilha - tecnologia utilizada para tratamento de solos impactados, através do


emprego de oxigênio e bactérias aeróbicas com capacidade de degradar produtos
do petróleo, empregando ar forçado.

Borra oleosa - resíduo constituído pela mistura de hidrocarbonetos, sólidos


(exemplo: areia proveniente da produção de petróleo) e água, com eventual 91
presença de outros contaminantes a exemplo de metais pesados, compostos
aromáticos e nitrogenados.

CFC - clorofluorcarboneto.

CNEN - Comissão Nacional de Energia Nuclear.

CONAMA - Conselho Nacional de Meio Ambiente.

DBO - Demanda Biológica de Oxigênio.

DDE - organoclorado persistente originário da metabolização do DDT.

DDT - organoclorado persistente diclorodifeniltricloroetano, metabolizado no


organismo humano em diversos compostos.

ETE - Estação de Tratamento de Esgoto.

Gestão ambiental - administração do meio ambiente, de uma forma geral. É um


termo amplo que, na sua essência, envolve meio ambiente como um todo (ar, solo,
água doce e salgada) e as mais diversas áreas, como saneamento, saúde pública,
qualidade e quantidade das águas, organização institucional, uso e ocupação do
solo etc. É comum a utilização de termos mais restritos, como Gestão dos Resíduos
Sólidos, para a política do lixo; Gerenciamento Costeiro, para as águas costeiras
(doces, salgadas e salobras) ou Gestão das Águas (ou Gestão de Bacias Hidrográficas)
no caso da política das águas interiores ou água doce. O termo também descreve
os procedimentos administrativos, técnicos e financeiros em uma empresa privada,
órgão ou entidade pública para o controle preventivo ou corretivo dos impactos
ambientais sob sua responsabilidade.

RESERVADO
Alta Competência

IPCC - Intergovernmental Panel on Climate Change - Painel Intergovernamental de


Mudanças Climáticas.

Lançamento de efluente - ação de se depositar na natureza dejetos líquidos,


decorrentes principalmente de processos internos, tanto domésticos como
industriais. Nas indústrias, os dejetos líquidos devem passar por tratamento que
permita reduzir, ao máximo, ou de acordo com o descrito na legislação, os materiais
prejudiciais ao meio ambiente.

Landfarming - tratamento de biorremediação, no qual um resíduo oleoso é


incorporado ao solo, sob condições controladas, para promover a degradação e
imobilização dos contaminantes perigosos presentes.

Licença Prévia (LP) - documento emitido na fase preliminar de planejamento do


empreendimento ou atividade, necessário previamente à instalação e à operação,
que exige para sua concessão a elaboração de estudos ambientais específicos para
o tipo do empreendimento/atividade e definidos pelo órgão ambiental.

Licenciamento ambiental - conjunto de normas e procedimentos necessários a


serem cumpridos por empreendedor de atividade sujeita por lei às normas e à
legislação ambiental. O licenciamento ambiental é exigido para empreendimentos
industriais, comerciais, para conjuntos habitacionais, plantas de tratamento de
92 esgotos e de efluentes industriais, barragens, usinas hidroelétricas, termoelétricas
etc., que são consideradas atividades potencialmente causadoras de impactos no
meio ambiente. O empreendedor precisa cumprir todas as etapas do licenciamento,
desde a fase de elaboração do projeto, até a instalação, operação e desativação e,
conforme o porte do projeto, elaborar o Estudo de Impacto Ambiental.

Material sedimentável - material que pode ser depositado, pela ação da gravidade,
na água ou no ar.

MINTER - Ministério do Interior.

NBR - Norma Brasileira.

OMS - Organização Mundial de Saúde.

PCB - bifenila policlorada, formando um conjunto de diversas substâncias poluentes,


persistentes e perigosas para a saúde humana.

Polpa celulósica - resíduo fibroso que provém da deslignificação parcial ou total da


matéria-prima empregada.

PROCONVE - Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores.

PRONAR - Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar.

Putrefação - ato ou efeito de putrefazer; apodrecimento, putridez.

Radiação - processo de transferência de energia térmica através de ondas


eletromagnéticas.

RESERVADO
Capítulo 2. Degradação ambiental

Reciclagem - reaproveitamento de algum material.

Saneamento básico - conjunto de medidas que visa a preservar ou modificar as


condições do ambiente, prevenindo doenças e promovendo a saúde.

SMS - Segurança, Meio Ambiente e Saúde.

Sólido sedimentável - sólido presente em um corpo líquido que sedimenta em um


determinado intervalo de tempo. Parâmetro que permite estimar a qualidade da
água de um rio sujeito a assoreamento ou com águas barrentas e que é previsto
como um dos critérios da futura cobrança pelo uso das águas. A presença de
sólidos sedimentáveis aumenta o custo para o tratamento de água para uso em
abastecimento público.

Solubilidade - qualidade de solúvel. Tendência de algumas substâncias de serem


absorvidas por outras, geralmente líquidas, sem perderem suas propriedades.

Sustentabilidade - conceito sistêmico que se relaciona à continuidade dos aspectos


econômicos, sociais, ambientais e culturais da sociedade. Configura a civilização e
as atividades humanas. Objetiva atender às necessidades do presente, porém com
expectativas de preservação da biodiversidade e dos ecossistemas naturais, para
uso das futuras gerações.
93

RESERVADO
Alta Competência

2.6. Bibliografia
BAIRD, Colin. Química Ambiental. 2ª edição. Editora Bookman, 2002.

BRAGA, Benedito et al. Introdução à Engenharia Ambiental: O Desafio do


Desenvolvimento Sustentável. Prentice Hall Ed., 2005.

BRASIL. Secretaria Especial de Desenvolvimento Urbano da Presidência da República


- SEDU. Manual de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos. Rio de
Janeiro: IBAM, 2001, 193 p.

Coleção Ambiental. Educação Ambiental e Sustentabilidade. São Paulo: USP, 2005.

LOPES, Elaine Martins; JÚNIOR VIEIRA, Fernando Maquiné; ZAMPOLLI, Daniella


Machado. Educação Ambiental. Apostila. Petrobras. Macaé, 2006.

ODUM. Eugene P. Ecologia. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara, 1983.

PÁDUA, José Augusto. Meio Ambiente e Desenvolvimento. Apostila. Fundação


Getúlio Vargas. Rio de Janeiro: 2003.
94
PESSANHA, Edgard Rangel; BRITO, Roberto Vieira; TAOUIL, André. Gerenciamento
de Resíduos e Legislação Ambiental. Apostila. Petrobras. Rio de Janeiro.

PETROBRAS. Curso de Formação de Novos Empregados. Apostila. Rio de Janeiro:


2006.

PETROBRAS. Gestão ambiental de Recursos Hídricos e Efluentes, PP-0V3-00018.

PETROBRAS. Gestão de Emissões Atmosféricas, PP-0V3-00012.

PETROBRAS. Gestão de Resíduos, PP-0V3-00013.

PETROBRAS. Manual de Gerenciamento de Resíduos - MGR/BC, PG-2E1-00125.

PETROBRAS. Meio Ambiente e Saúde. Apostila. Rio de Janeiro: 2003.

SILVA, João Francisco Cajaíba. Conservação de Recursos. Apostila. Petrobras. Rio


de Janeiro: 2005.

SILVA, José Afonso. Direito Ambiental Constitucional. 12ª edição. São Paulo:
Malheiros, 2004, p.286.

UFRJ. Bases em Ecologia para o Gerenciamento Ambiental. Apostila. NUPEM.


Rio de Janeiro: 2004.

RESERVADO
Capítulo 2. Degradação ambiental

2.7. Gabarito
1) A partir do conceito de poluição, preencha as lacunas:

A poluição é uma alteração indesejável nas características físicas, químicas e


biológicas da atmosfera, litosfera (solo) ou hidrosfera, causando ou podendo
causar prejuízos à saúde, à sobrevivência ou às atividades do homem e de outras
espécies. Além disso, pode danificar bens materiais e está associada às alterações
indesejáveis provocadas pelas atividades e intervenções humanas no ambiente.

2) Relacione o tipo de poluição a sua descrição:

1. Poluição química (5) Os agentes contaminantes são organismos vivos


que, ao serem inseridos ou se reproduzirem de
modo acelerado, em um determinado meio,
trazem danos às espécies que habitam ou mantêm
contato com esse meio.
2. Poluição térmica (4) Esta forma de poluição se caracteriza por incidir
em espaços urbanos e unidades industriais, sendo
seu principal receptor o organismo humano. As
origens desse tipo de poluição estão ligadas a
atividades como construções, trânsito de veículos 95
automotores, pistas de aeroportos, indústrias etc.
3. Poluição radioativa (1) Esta forma de poluição consiste no despejo de
produtos químicos no meio ambiente. O conjunto
de resíduos incluídos nesta categoria é muito
abrangente, incorporando desde efluentes
de despejos de esgoto doméstico até gases
decorrentes de processos industriais.
4. Poluição sonora (2) Em processos industriais, é necessário o
resfriamento ou o aquecimento de substâncias.
Quando o composto (geralmente água ou vapor)
utilizado para este fim não pode ser utilizado em
outra unidade, uma alternativa é o seu despejo
no meio ambiente. Na maior parte das vezes,
esse composto não possui qualquer contaminante
químico. Apesar disso, o impacto da alteração
de temperatura (elevação ou redução) pode
acarretar danos à vida de várias espécies animais
ou vegetais.
5. Poluição biológica (3) O potencial de impacto desta forma de poluição
é muito alto. Além de causar danos imediatos
intensos, os efeitos da decomposição irregular de
material radioativo podem permanecer durante
décadas contaminando o meio ambiente.

RESERVADO
Alta Competência

3) A partir da descrição dos tipos de resíduos sólidos perigosos, preencha as


lacunas:

a) Substâncias produzidas pela atividade industrial (orgânicos ou inorgânicos).


A forma mais comum de disposição é em aterros industriais, mas passando
anteriormente por algum tratamento biológico físico-químico e químico.
Resíduos químicos.

b) Provenientes de atividades médicas e industriais, devem ser dispostos em


área apropriada disponibilizada pelo governo. São de competência exclusiva da
Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
Resíduos radioativos.

c) Provenientes de hospitais, clínicas e laboratórios. O tratamento para este


tipo de resíduo é principalmente a incineração ou a disposição em aterro após
tratamento específico.
Resíduos biomédicos.

4) Correlacione os tipos de sistemas de separação de efluentes líquidos à sua


aplicação:

1. Sistema de efluentes de processo (3) Efluentes de banheiros e cozinhas.


2. Sistema de efluentes contaminados (4) Efluentes com cargas especiais.
96
3. Sistema de esgoto sanitário (1) Efluentes contaminados por pro-
dutos químicos.
4. Sistemas específicos (2) Efluentes hídricos contaminados.

RESERVADO
Capítulo 3
Legislação
ambiental

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

• Reconhecer a legislação ambiental brasileira e os princípios


básicos sobre os quais foi criada;
• Relacionar a estrutura do Sistema Nacional
do Meio Ambiente;
• Identificar o processo de licenciamento ambiental e o conceito
de responsabilidade civil estabelecidos na legislação ambiental
brasileira.

RESERVADO
Alta Competência

98

RESERVADO
Capítulo 3. Legislação ambiental

3. Legislação ambiental

A
obrigação de haver uma legislação ambiental em um país é
evidente. O objetivo da legislação ambiental é a imposição
de limites para o consumo e para a degradação dos recursos
ambientais, de modo organizado dentro da sociedade.

Cada elemento da sociedade apresenta suas necessidades com


relação a consumo. O papel do Estado é costurar as necessidades
de cada elemento (comunidades, indústria, comércio, turismo
etc.), fazendo com que se crie um respeito mútuo e cooperativo
entre eles. Esse papel faz parte do conceito de desenvolvimento
sustentável e é neste sentido que a legislação ambiental trabalha,
traçando diretrizes para que as atividades da sociedade não cessem,
porém sejam exercidas de forma a economizar o máximo possível
de recursos disponíveis.
99

3.1. Legislação ambiental brasileira

A legislação ambiental brasileira apresenta-se de forma bastante


organizada e competente em relação a outros países em
desenvolvimento. É considerada rígida e restritiva até mesmo em
comparação aos países de primeiro mundo. Apesar da necessidade de
atualizações, a legislação ambiental brasileira pode ser considerada
como exemplo para as sociedades com características correlatas.

No Brasil, compete à União legislar sobre águas, energia, jazidas,


minas, outros recursos minerais e metalurgia. Todavia, é igualmente
possível ao Estado e ao Município legislar e atuar na defesa do
meio ambiente.

A Constituição Federal, promulgada em 05 de outubro de 1988 e


compondo as diretrizes máximas do país, traz um artigo bastante
conhecido na área ambiental, que resume a visão do Brasil com
relação ao meio ambiente. É o Art. n.º 225, aqui reescrito:

RESERVADO
Alta Competência

Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente


equilibrado, bem de uso do povo e essencial à sadia
qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e
à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo
para as presentes e futuras gerações.

Sendo assim, todos, além do Estado, têm o dever de cuidar


para que se tenha um meio ambiente saudável à disposição de
qualquer cidadão.

Para estudar melhor a situação ambiental brasileira perante os


constantes ataques sofridos pela intervenção do homem, foi criada
uma ciência interessante: o Direito Ambiental.

Importante!
100 Direito Ambiental é uma ciência que estuda os pro-
blemas ambientais e suas interligações com o ho-
mem, visando à proteção do meio ambiente para
a melhoria das condições de vida como um todo.
Independe de outras ciências e possui seus próprios
princípios diretores.

A proteção jurídica ao meio ambiente, como bem de


interesse difuso (de uso comum), só foi realmente
destacada após a promulgação da Constituição Fe-
deral Brasileira de 1988. A partir disso, foi necessária
a criação de um conjunto de princípios e normas es-
pecíficas com o objetivo de regular toda a atividade
que, direta ou indiretamente, pudesse causar algum
impacto no ambiente natural ou artificial.

RESERVADO
Capítulo 3. Legislação ambiental

3.1.1. Histórico do Direito Ambiental

É possível traçar um histórico do Direito Ambiental no Brasil,


subdividindo-o em três fases:

• Até 1960: algumas poucas normas isoladas que tratavam de


recursos naturais já em escassez, como o pau-brasil;

• Décadas de 60 e 70: apenas os recursos de interesse econômico


eram tratados, deixando-se de lado vários aspectos do meio
ambiente. São exemplos o Código Florestal (1965) e os Códigos
de Caça, Pesca e Mineração (1967);

• A partir da década 80: o meio ambiente passou a ser tutelado


e protegido integralmente. Passou-se a não mais desagregar
artificialmente elementos constituintes do mesmo. Surgiu a
Política Nacional de Meio Ambiente (1981), seguida da Lei de 101
Crimes Ambientais (1998).

Com a evolução da discussão sobre a necessidade de legislar sobre


meio ambiente, alguns princípios básicos, que influenciam toda
a legislação, foram se consolidando, principalmente através da
Declaração do Rio, assinada na Convenção das Nações Unidas para
o Meio Ambiente e Desenvolvimento, em 1992. Esta Declaração teve
como objetivo:

Estabelecer uma nova e justa parceria global por


meio de novos níveis de cooperação entre os Estados,
os setores-chave da sociedade e os indivíduos,
trabalhando com vistas à conclusão de acordos
internacionais que respeitem os interesses de todos
e protejam a integridade do sistema global de
meio ambiente e desenvolvimento, reconhecendo a
natureza interdependente e integral da Terra.

RESERVADO
Alta Competência

3.1.2. Bases do Direito Ambiental

É importante conhecermos as bases do Direito Ambiental, ou seja, os


princípios nos quais as leis são criadas, submetidas à aprovação dos
diferentes órgãos e publicadas a fim de serem seguidas.

Essas bases podem ser observadas na tabela a seguir:

Assegura o direito à vida e ao meio ambiente


ecologicamente equilibrado, essencial à sadia qualidade
de vida. O homem tem direito fundamental à liberdade, à
Princípio do Direito
igualdade e ao desfrute de adequadas condições de vida
Humano Fundamental
em um meio com qualidade. A Convenção de Estocolmo
de 1972 já recomendava a implementação desse princípio
pelos Estados.

Incumbe ao Poder Público e à coletividade o dever de


102 Princípio do proteção e preservação do meio ambiente para as atuais
e futuras gerações. O Art. n.º 170 da Constituição Federal
Desenvolvimento
trata da ordem econômica: "o desenvolvimento da
Sustentável atividade econômica deve ter como um dos seus princípios
diretores a defesa do meio ambiente."
É constituída no Princípio 15 da Declaração da Convenção
Rio 92, que dispõe:
Com o fim de proteger o meio ambiente, os Estados
devem aplicar amplamente o critério de precaução
Princípio da Prevenção conforme suas capacidades. Quando houver perigo
de dano grave ou irreversível, a falta de uma certeza
absoluta não deverá ser utilizada para prosseguir
na adoção de medidas eficazes em função do custo
para impedir a degradação do meio ambiente.

Previsto na Convenção da Diversidade Biológica, ratificada


pelo Brasil pelo Decreto Legislativo n.º 2, de 08/04/02,
que em seu Art. n.º 2 dispõe:
A variabilidade de organismos vivos de todas
Princípio da as origens, compreendendo, dentre outras,
Biodiversidade os ecossistemas terrestres, marinhos e outros
ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos
que fazem parte, compreendendo, ainda, a
diversidade dentro de espécies, entre espécies e de
ecossistemas.

RESERVADO
Capítulo 3. Legislação ambiental

Previsto na Declaração de Estocolmo (Princípio 5), pelo qual:


Princípio do Acesso Os recursos não renováveis do globo devem ser
explorados de tal modo que não haja risco de
Eqüitativo aos
serem exauridos e que as vantagens extraídas
Recursos Naturais de sua utilização sejam partilhadas por toda a
humanidade.

Previsto no parágrafo 3º do Art. n.º 225 da Constituição


Federal. As ações e atividades lesivas ao meio ambiente
Princípio do Poluidor
levarão os infratores, tanto pessoas físicas como jurídicas,
Pagador
às sanções penais e administrativas. Ocorre também a
obrigação de reparar os danos causados.

Citado no Art. n.º 225, parágrafo 1º, da Constituição


Federal, proveniente da Convenção de Estocolmo de 1972.
O texto disposto no Art. n.º 60 da Lei n.º 9.605/98, que
Princípio da entrou em vigor em 01/04/98, traz:
Obrigatoriedade da Construir, reformar, ampliar, instalar ou fazer
Intervenção Estatal funcionar, em qualquer parte do território nacional,
estabelecimento, obras ou serviços potencialmente 103
poluidores, sem licença ou autorização do órgão
competente.

Previsto no Art. n.° 225, da Constituição Federal, diz


respeito ao dever de participação de toda a sociedade na
defesa e preservação do meio ambiente. Isto se traduz
Princípio da
através do processo de licenciamento, das audiências
Participação
públicas, dos Comitês de Bacias Hidrográficas, dos
Conselhos do Sistema Nacional do Meio Ambiente
(SISNAMA), dentre outros.

3.2. Política Nacional de Meio Ambiente

Uma política nacional é algo que demonstra à população do país


e aos expectadores externos o que o país pensa e como age com
relação a algum assunto específico. Traduz como o país, seus
representantes e sua população devem se direcionar para interagir
dentro do tema abordado.

RESERVADO
Alta Competência

A Política Nacional de Meio Ambiente foi criada a partir da Lei


Federal 6.938/81, que surgiu como a primeira lei a abordar o meio
ambiente como um todo. Os diferentes aspectos ambientais foram
envolvidos, alcançando-se as várias formas de degradação ambiental
e não somente a poluição causada pelas atividades industriais ou o
uso dos recursos naturais, como ocorria até então no país.

O objetivo desta lei é a preservação, melhoria e recuperação da


qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar condições
ao desenvolvimento socioeconômico, aos interesses da segurança
nacional e à proteção da dignidade da vida humana. Esta lei está
completamente em sintonia com a Constituição Federal quando trata
da responsabilidade de todos na preservação e na preocupação com
o ambiente do país.

Segundo a lei, o governo tem ação na manutenção do equilíbrio


104 ecológico, considerando o meio ambiente como um patrimônio a ser
assegurado e protegido.

Outros princípios a serem atendidos pela lei são:

• Racionalização do uso do solo, subsolo, água e ar;

• Planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais;

• Proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas


representativas;

• Controle e zoneamento das atividades potencial ou


efetivamente poluidoras;

• Incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias para o uso


racional e a proteção dos recursos ambientais;

• Acompanhamento do estado da qualidade ambiental;

• Recuperação de áreas degradadas;

RESERVADO
Capítulo 3. Legislação ambiental

• Proteção de áreas ameaçadas de degradação;

• Educação ambiental em todos os níveis de ensino, inclusive da


comunidade, com o objetivo de capacitá-la para participação
ativa na defesa do meio ambiente.

3.3. Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA)

Tendo em mente o tipo de posição que o país pretendia tomar


com relação ao meio ambiente, através de uma política nacional,
foi necessária igualmente a criação de um sistema completo para
o tratamento do assunto, constituído de todos os organismos
que pudessem trabalhar em conjunto, complementando-se
mutuamente e garantindo que a Constituição Federal fosse
cumprida e levada a cabo.

Para isso, foi criado o Sistema Nacional do Meio Ambiente 105


(SISNAMA), através da mesma norma que gerou a Política Nacional,
a Lei n.º 6.938, de 31 de agosto de 1981, regulamentada pelo Decreto
n.º 99.274, de 06 de junho de 1990. Este sistema é constituído pelos
órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal,
dos Municípios e pelas Fundações instituídas pelo Poder Público.
Todos estes órgãos tornam-se responsáveis pela proteção e melhoria
da qualidade ambiental.

O SISNAMA é composto pela estrutura apresentada a seguir:

• Órgão Superior - Conselho de Governo, assessora o Presidente


da República na formulação da política nacional e nas diretrizes
para o meio ambiente e os recursos naturais;

• Órgão Consultivo e Deliberativo - Conselho Nacional do Meio


Ambiente (CONAMA), assessora, estudando e propondo ao
Conselho de Governo as diretrizes de políticas governamentais
para o meio ambiente e os recursos naturais e deliberando sobre
normas e padrões;

RESERVADO
Alta Competência

• Órgão Central - Secretaria do Meio Ambiente da Presidência


da República, planeja, coordena, supervisiona e controla a
política nacional e as diretrizes governamentais fixadas para o
meio ambiente;

• Órgãos Executores - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente


e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), executa e faz
executar a política e as diretrizes governamentais fixadas para
o meio ambiente;

• Órgãos Seccionais - Órgãos ou entidades estaduais,


responsabilizam-se pela execução de programas, projetos e
pelo controle e fiscalização de atividades capazes de provocar a
degradação ambiental;

• Órgãos Locais - Órgãos ou entidades municipais,


106 responsabilizam-se pelo controle e fiscalização dessas atividades,
nas suas respectivas jurisdições.

O órgão ambiental mais recentemente criado e que faz parte


do SISNAMA é o Instituto Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade. A partir de agosto de 2007, constitui-se de uma
autarquia vinculada ao Ministério do Meio Ambiente e tem como
objetivo institucional administrar as Unidades de Conservação
Federais. Foi criado a partir da Lei 11.516, de 28/08/07.

É um órgão executor de ações da política nacional de Unidades de


Conservação, com o intuito de monitorar as mesmas e de executar
políticas de uso sustentável dos recursos naturais renováveis e de
apoio ao extrativismo e às populações tradicionais locais.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a atuação do SISNAMA


se dá mediante a interface entre os órgãos e as entidades que o
constituem. Existe uma articulação entre os mesmos, fazendo com
que as ações de um sejam tomadas como conseqüência das decisões
dos demais, tendo sido ainda ouvidos outros órgãos e consideradas
as legislações e normas locais.

RESERVADO
Capítulo 3. Legislação ambiental

Cabe aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios a


regionalização das medidas provenientes do SISNAMA, elaborando
leis, normas e padrões complementares.

O CONAMA, que é o órgão consultivo e deliberativo do SISNAMA,


é presidido pelo Ministro de Meio Ambiente, incluindo ainda uma
ampla representação de todos os setores da sociedade civil e dos
governos federal, estadual e municipal. As resoluções do CONAMA
têm força legal e são aplicadas em nível nacional.

O CONAMA é igualmente representado no nível estadual. Vários


Estados da União possuem um Conselho Estadual de Meio Ambiente,
funcionando do mesmo modo que o CONAMA, com a participação da
sociedade civil. Este Conselho é presidido pelo respectivo Secretário
Estadual de Meio Ambiente e tem capacidade para tomar decisões
com força legal no âmbito estadual. Os Conselhos Estaduais podem,
inclusive, decidir sobre o licenciamento ambiental. 107

Alguns Municípios no Brasil possuem Conselhos Municipais de


Meio Ambiente, com a mesma estrutura e força em seu âmbito
de atuação.

Aos órgãos seccionais, cabe a função de divulgar informações sobre


os seus planos de ação criados e seus programas em execução,
relacionados em relatórios anuais, consolidados pelo Ministério do
Meio Ambiente em um único relatório anual. Esse relatório apresenta
a situação do meio ambiente no país. À opinião pública é garantido
o acesso à qualquer tipo de informação relativa às agressões ao meio
ambiente e às ações de proteção ambiental sendo tomadas.

3.4. Licenciamento e avaliação de impactos ambientais

A interação do conjunto de elementos naturais, artificiais e culturais


propicia o desenvolvimento equilibrado da vida em todas as suas
formas. Para tanto, a preservação, a recuperação e a revitalização
das dimensões do meio ambiente devem se constituir em uma
preocupação do governo e de todos, conforme citado na Constituição
Federal. As dimensões do meio ambiente são citadas a seguir:

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Alta Competência

• Meio Ambiente Natural ou Físico - Solo, água, ar atmosférico,


flora e interação dos seres vivos com o meio. Esta dimensão é
definida pela Lei n.º 6.938/81, Art. n.º 3;

• Meio Ambiente Artificial - Espaço urbano construído,


representado pelo conjunto de edificações (espaço urbano
fechado) e dos equipamentos públicos (ruas, praças, áreas
verdes, espaços livres em geral, ou seja, espaço urbano aberto);

• Meio Ambiente Cultural - Patrimônio histórico, artístico,


arqueológico, paisagístico, turístico. Apesar dos elementos
constituintes serem caracterizados como artificial, o meio
ambiente cultural difere do anterior por seu valor especial.

Para proteção do conjunto de dimensões de meio ambiente, o


governo emprega a ferramenta do licenciamento ambiental.
108 As licenças ambientais, em geral, são atos administrativos de controle
preventivo ou prévio de atividades de particulares no exercício de
seus direitos.

O licenciamento ambiental de atividades potencialmente poluidoras


é uma exigência do Art. n.º 9 da Lei n.º 6.938/81, como instrumento
da Política Nacional do Meio Ambiente.

O exercício do direito do solicitante da licença depende do


cumprimento de requisitos legais tendo em vista a proteção
ambiental. A utilização de recursos, a modificação de paisagem, a
poluição a partir de atividades, dentre outros, ficam condicionadas
à obtenção da licença a ser expedida pela autoridade competente,
em âmbito federal, estadual ou municipal (em alguns casos,
verifica-se a necessidade de obtenção de autorizações em mais de
uma esfera governamental).

O mais importante regime de licenças ambientais é o destinado


a possibilitar o controle de empreendimentos potencialmente
causadores de degradação do meio ambiente, conforme previsto no
Art. n.º 10 da Lei n.º 6.938/81.

RESERVADO
Capítulo 3. Legislação ambiental

A liberação da licença ambiental depende de um estudo de impacto


ambiental, a chamada avaliação de impacto ambiental, como
expressamente mencionado no Art. n.º 225 da Constituição Federal.
Nesse caso, sabe-se previamente que a instalação do empreendimento
refere-se a uma atividade potencialmente causadora de significativa
degradação do meio ambiente e torna-se, portanto, necessária a
medição desta degradação em termos qualitativos e quantitativos.

Dentro dessa medição, ou seja, já no estudo propriamente dito,


estão previstos uma descrição do empreendimento, um diagnóstico
socioambiental da área, uma descrição dos impactos reais e potenciais
(positivos e negativos) a serem causados durante a instalação e a
operação do empreendimento, uma descrição das ações propostas
para diminuição ou mitigação destes impactos e uma lista de possíveis
alternativas viáveis no caso de substituição de alguma característica
do empreendimento.
109
Os impactos poderão ser classificados quanto a sua magnitude, isto
é, quanto a sua grandeza em termos absolutos, podendo ser definida
magnitude como a medida da mudança de valor de um fator ou
parâmetro ambiental, em termos quantitativos ou qualitativos,
provocada por uma ação. De outra forma, os impactos podem
igualmente ser classificados quanto à sua importância, ou seja,
conforme uma ponderação do grau de significação dos mesmos em
relação ao fator ambiental afetado e a outros impactos.

? VOCÊ SABIA?
A Resolução CONAMA nº01, de 23/01/86, dispõe sobre
a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental (EIA)
e respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA).
O estudo de impacto constitui-se de um apanhado
bastante técnico de informações a respeito do
empreendimento e do meio em seu entorno, enquanto
que o relatório apresenta uma síntese dos pontos
mais importantes descritos no estudo, mas com uma
linguagem simples e acessível a todos, já que estes
documentos são de caráter público.

RESERVADO
Alta Competência

De forma geral, a Resolução CONAMA n.º 01 estabelece as


responsabilidades, os critérios básicos e as diretrizes gerais para uso
e implementação da avaliação de impacto ambiental, citando que o
Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) deve refletir as conclusões do
Estudo de Impacto Ambiental (EIA) respectivo e conter, no mínimo:

• Objetivos e justificativas do projeto (empreendimento);

• Descrição do projeto e suas alternativas tecnológicas e locacionais;

• Síntese dos resultados dos estudos de diagnóstico ambiental


da área de influência do projeto;

• Descrição dos prováveis impactos ambientais da implantação e


operação da atividade;

110
• Caracterização da qualidade ambiental futura da área
de influência;

• Descrição do efeito esperado das medidas mitigadoras;

• Programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos;

• Recomendação quanto à alternativa mais favorável (conclusões


e comentários de ordem geral).

3.4.1. Licenciamento ambiental para exploração e produção de


petróleo e gás

Para o segmento de exploração e produção de petróleo e gás,


existe um licenciamento ambiental específico, regulamentado pelas
Resoluções CONAMA n.º 23, de 1994, e CONAMA n.º 237, de 1997.
Nestas Resoluções, estão cobertas as seguintes atividades: perfuração,
produção para pesquisa, instalação e produção.

RESERVADO
Capítulo 3. Legislação ambiental

No caso de um projeto ou empreendimento apresentar seu início


anterior à obtenção de uma licença ambiental, o responsável sofrerá
conseqüências administrativas, civis e criminais, de acordo com a Lei
n.º 9.605, de 1998 (Lei de crimes ambientais).

Para a atividade de petróleo, o Art. n.º 55 desta Lei cita:

Executar pesquisa lavra ou extração de recursos


minerais sem a competente autorização, permissão,
concessão ou licença, ou em desacordo com a
obtida. Pena: detenção, de seis meses a um ano.
Parágrafo único: nas mesmas penas incorre quem
deixa de recuperar a área pesquisada ou explorada,
nos termos de autorização, permissão, licença,
concessão ou determinação do órgão competente.

Além das punições e do impedimento do prosseguimento de obras, 111


instalações e operações, o CONAMA também incorporou medidas
pró-ativas em sua metodologia de licenciamento:

• Introdução de instrumentos de gestão ambiental ao sistema


de licenciamento, visando ao desenvolvimento sustentável e
à melhoria contínua;

• Licenciamento de empreendimentos e atividades em um nível


único de competência (federal, estadual ou municipal);

• Estabelecimento de critérios para agilizar e simplificar


os procedimentos de licenciamento das atividades que
implementem planos e programas voluntários de gestão
ambiental;

• Estabelecimento de prazos de validade para cada tipo de


licença:

• Licença prévia: até 5 anos;

• Licença de instalação: até 6 anos;

• Licença de operação: entre 4 e 10 anos.

RESERVADO
Alta Competência

ATENÇÃO

A Petrobras participa ativamente de discussões junto


ao CONAMA durante a fase de elaboração de leis,
resoluções e normas referentes a diversos aspectos
ambientais. Vários técnicos especializados da empresa
são chamados continuamente para participar de
grupos de trabalho que geram propostas a serem
levadas às reuniões dos gestores do CONAMA, para
serem trabalhadas e analisadas por todos. Dessa forma,
além de contribuir com seus pareceres técnicos sobre
o assunto, os técnicos têm a possibilidade de trocar
conhecimentos com outros analistas e consultores,
propiciando maior integração entre os estudiosos do
aspecto ambiental tratado.

112
O quadro a seguir apresenta as principais atividades de exploração e
produção relacionadas às licenças ambientais necessárias (acrescidas
de sua proveniência legal) e ao respectivo estudo de impacto que
deve ser apresentado ao órgão ambiental competente.

Fase do
Licenças Estudo Ambiental
Empreendimento

LPS EAS – Estudo Ambiental de Sísmica

EIA/RIMA – Estudo de Impacto


Sísmica
Ambiental/Relatório de Impacto
(CONAMA n.º 350)
Ambiental, para regiões rasas ou
sensíveis
LPper RCA – Relatório de Controle
Perfuração
(CONAMA n.º 23) Ambiental
LPpro EVA – Estudo de Viabilidade
Teste de Produção
(CONAMA n.°23) Ambiental
EIA/RIMA – Estudo de Impacto
LI Ambiental/Relatório de Impacto
Instalação Ambiental
(CONAMA n.º 23 RAA – Relatório de Avaliação
ou 237) Ambiental (CONAMA n.º 23)
LO
PCA – Projeto de Controle Ambiental
Operação (CONAMA n.º 23
(CONAMA n.º 23)
ou 237)
Licenças ambientais das atividades de exploração e produção.

RESERVADO
Capítulo 3. Legislação ambiental

Cabe aos órgãos ambientais analisar os estudos apresentados e,


se necessário, solicitar informações complementares, para então
conceder a licença com condições específicas de validade e de
cumprimento, as chamadas condicionantes.

Além disso, em caso de atividades cujo licenciamento traz a


obrigatoriedade de apresentação de EIA/RIMA, fica garantida a
realização de audiências públicas, com o objetivo de se criar um canal
de comunicação direta, de mão dupla, com a população presente na
área do empreendimento e de seu entorno.

Durante as audiências, o empreendedor apresenta seu projeto e


os impactos ambientais que dele surgirão, assim como o órgão
ambiental apresenta o sistema de licenciamento característico da
situação. A população, a partir de então, tem o direito e o dever de
expressar sua opinião sobre os temas explanados, sanar suas dúvidas
e solicitar explicações complementares, impondo à audiência um 113
caráter participativo e pró-ativo por parte da população com relação
ao meio ambiente local.

Além da demonstração de preocupação da população com relação


ao empreendimento a ser licenciado, todo processo de licenciamento
deve apresentar medidas mitigadoras para os impactos ambientais
avaliados. Atualmente, na área do E&P, alguns projetos e planos vêm
sendo sugeridos e implementados.

Esses projetos são descritos a seguir:

• Projeto de Monitoramento Ambiental - acompanhamento


dos ecossistemas diretamente afetados pelo empreendimento,
durante um período de tempo pré-determinado e seguindo
orientações de padrões definidos com relação aos tipos de
parâmetros a serem monitorados;

• Projeto de Comunicação Social - visa a estender a toda a


população as informações referentes ao empreendimento,
abrindo uma via de comunicação de mão dupla com as
comunidades interessadas;

RESERVADO
Alta Competência

• Projeto de Controle da Poluição - criação de meios físicos para


controlar e minimizar a poluição causada pelo empreendimento,
correspondendo principalmente aos aspectos emissões
atmosféricas, resíduos, efluentes líquidos, dentre outros;

• Projeto de Educação Ambiental para a Comunidade - visa


trazer orientações e direcionamentos a participantes das
comunidades que queiram se engajar em discussões e ações
participativas dentro de temas socioambientais e econômicos
da região;

• Projeto de Educação Ambiental dos Trabalhadores - traz


informações e conhecimentos à força de trabalho que lida
diretamente com a atividade potencialmente poluidora.
Abrange aspectos como: legislação ambiental, aspectos
e impactos ambientais, ações de proteção ambiental,
114 conscientização, dentre outros;

• Projeto de Desativação da Atividade - será implementado


no término de funcionamento do empreendimento, visando
à minimização de qualquer possível impacto que esta fase
possa causar;

• Plano de Emergência Individual - será executado no caso


de emergências de derrame de óleo acidental. Contempla a
utilização de diversos empregados da empresa, cada um em seu
âmbito de responsabilidade, assim como o emprego de recursos
materiais de alto nível tecnológico.

ATENÇÃO

A Petrobras elaborou o Padrão de Gestão de


Licenciamento Ambiental, que estabelece os critérios
gerais para a gestão dos processos de licenciamento,
trazendo todas as etapas que compõem o mesmo,
assim como as responsabilidades e atribuições.

RESERVADO
Capítulo 3. Legislação ambiental

3.5. Responsabilidade civil

O princípio básico da teoria de risco em matéria de responsabilidade


civil para danos ecológicos foi criado em 1868, na Câmara dos Lordes,
na Inglaterra, onde a seguinte regra foi ditada:

O verdadeiro papel da lei é o de determinar que a


pessoa que, em seu próprio interesse, colocar em sua
terra, recolher e guardar qualquer coisa suscetível de
causar danos, sem sair dali, deverá fazê-lo por sua
conta e risco e, em caso contrário, será responsável, em
primeiro plano, por todos os danos conseqüentes.

A expansão da indústria após a Segunda Guerra Mundial,


especialmente nos países desenvolvidos, fez crescer a preocupação a
respeito dos prejuízos causados ao meio ambiente.
115
No Brasil, a Lei n.º 6.938/81, que instituiu a Política Nacional do Meio
Ambiente, consagrou a responsabilidade objetiva do causador de
dano ambiental, de forma que o responsável direto pela poluição é
obrigado, independentemente de existência de culpa, a indenizar ou
a reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros afetados
por sua atividade (Art. n.º 14, parágrafo 1º). Qualquer tipo de dano
causado ao meio ambiente pode ser reclamado pelo Ministério Público
da União e dos Estados, em forma de ações de responsabilidade civil,
administrativa e criminal.

A responsabilidade civil objetiva não depende da ilegalidade do ato


ou da atividade. Assim sendo, mesmo que a atividade seja lícita e
lícitos sejam seus atos, seu autor assume os riscos deles decorrentes e,
ao causar dano ao meio ambiente e a terceiros, responderá por ele.
Não é mais preciso provar a culpa, que se tornou irrelevante, sendo
somente necessário o estabelecimento do nexo causal.

Ainda que o dano ocorra posteriormente ou por fato superior à


possibilidade de evitá-lo, há responsabilidade sempre que houver
relação de causa e efeito entre o dano e a atividade exercida.
A responsabilidade dos causadores é solidária por determinação do
código civil.

RESERVADO
Alta Competência

A responsabilidade civil por danos ambientais, nos termos propostos


no sistema legal brasileiro, visa não só a punir o seu autor e a evitar
que novos danos ocorram, mas também reconstituir aquilo que foi
danificado. Por essa razão, a reparação consiste primordialmente
na obrigação de restaurar direta e efetivamente o bem lesado e,
somente em caso de impossibilidade de restauração, na obrigação de
pagar uma indenização.

A Lei n.º 9.605, de 12/02/98, Lei da Natureza, dispõe sobre as sanções


penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao
meio ambiente. Em seu Art. n.° 2, está citado:

Quem, de qualquer forma, concorre para a prática


dos crimes previstos nesta lei, incide nas penas a
estes cominadas, na medida da sua culpabilidade,
bem como o diretor, o administrador, o membro de
116 conselho e de órgão técnico, o auditor, o gerente,
o preposto ou mandatário de pessoa jurídica, que,
sabendo da conduta criminosa de outrem, deixar
de impedir a sua prática, quando podia agir para
evitá-la, fazendo citação à responsabilidade civil
comentada acima.

Reforçando o conceito de responsabilidade, em seu Art. n.° 3, tem-se:

As pessoas jurídicas serão responsabilizadas


administrativa, civil e penalmente conforme o
disposto nesta lei, nos casos em que a infração seja
cometida por decisão de seu representante legal ou
contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse
ou benefício da sua entidade.

Os crimes contra o meio ambiente contemplam a poluição e os crimes


contra a fauna e a flora, dentre outros crimes ambientais.

RESERVADO
Capítulo 3. Legislação ambiental

A empresa que cometer crime ambiental poderá ser criminalmente


punida com multa, sofrer restrição de direitos e efetuar prestação
de serviços à comunidade. As penas restritivas de direito são:
suspensão parcial ou total de atividades, interdição temporária
do estabelecimento, obra ou atividade; proibição de contratar
junto ao Poder Público ou de obter subsídios ou subvenções por
um período de até dez anos. As multas administrativas previstas
nesta lei variam de R$ 50,00 (cinqüenta reais) a R$ 50.000.000,00
(cinqüenta milhões de reais).

RESUMINDO...

A legislação ambiental brasileira engloba todos os


aspectos ambientais a serem protegidos pelos diversos
componentes da sociedade: comunidades, indústria,
comércio, governos, dentre outros.
117
Fazendo parte de um sistema nacional estruturado e
criado especificamente para trabalhar com medidas
reativas, pró-ativas e fiscalizadoras para o meio
ambiente, a legislação brasileira contempla, inclusive,
os procedimentos necessários para se obter licenças
ambientais ao se instalar ou operar empreendimentos
potencialmente poluidores.

Estas licenças são expedidas mediante aprovação


dos estudos de avaliação de impactos ambientais
potencialmente causados pelos solicitantes das
mesmas. Em caso de descumprimento da legislação,
ou seja, instalação ou operação de empreendimentos
sem licença, geração de poluição ou dano ambiental,
descumprimento de condicionante, dentre outros,
estão previstas sanções administrativas, civis e criminais
para os responsáveis.

RESERVADO
Alta Competência

3.6. Leituras complementares

Para saber mais sobre os assuntos abordados aqui, seguem sugestões


para leituras complementares e sites relacionados:

FIORILLO, Celso Antônio Pacheco. Curso de Direito Ambiental


Brasileiro. 2ª ed. São Paulo: Saraiva, 2001.

FREITAS, Vladimir Passos de. Crimes Contra a Natureza (de acordo


com a Lei 9.605/98). São Paulo: Revista dos Tribunais Editora, 2000.

HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos: o Breve Século XX. São Paulo:
Companhia das Letras, 1996.

BENJAMIN, Antônio Herman. Introdução ao Direto Ambiental


Brasileiro. IN: Congresso Internacional de Direito Ambiental III, 1999,
118
Anais, São Paulo, IMESP, 1999.

MACHADO, Paulo Afonso Leme. Direito Ambiental Brasileiro. São


Paulo: Malheiros Editores, 1998.

Sites relacionados

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - http://www.ufrrj.br

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RESERVADO
Capítulo 3. Legislação ambiental

3.7. Exercícios

1) A legislação ambiental brasileira foi criada a partir do seguinte


objetivo: imposição de limites para o consumo e para a degradação
dos recursos ambientais, de modo organizado dentro da sociedade.
Cada elemento da sociedade apresenta suas necessidades com
relação a consumo.

Esse objetivo consta do(a)(s):

( ) Direito Ambiental.

( ) Legislação Ambiental.

( ) Bases do Direito Ambiental.

119

RESERVADO
Alta Competência

2) Faça a correlação entre os princípios estabelecidos pelo Direito


Ambiental Brasileiro e suas definições:

1. Princípio da ( ) Assegura o direito à vida e ao meio


Biodiversidade ambiente ecologicamente equili-
brado, essencial à sadia qualidade
de vida.
2. Princípio da ( ) Incumbe ao Poder Público e à cole-
Participação tividade o dever de proteção e pre-
servação do meio ambiente para as
presentes e futuras gerações.
3. Princípio da ( ) Com o fim de proteger o meio am-
Prevenção biente, os Estados devem aplicar
amplamente o critério de precaução
conforme suas capacidades. Quan-
do houver perigo de dano grave ou
120 irreversível, a falta de uma certeza
absoluta não deverá ser utilizada
para prosseguir à adoção de me-
didas eficazes em função do custo
para impedir a degradação do meio
ambiente.
4. Princípio do ( ) A variabilidade de organismos vivos
Direito Humano de todas as origens, compreenden-
Fundamental do, dentre outras, os ecossistemas
terrestres, marinhos e outros ecos-
sistemas aquáticos e os complexos
ecológicos que fazem parte, com-
preendendo, ainda, a diversidade
dentro de espécies, entre espécies e
de ecossistemas.
5. Princípio do ( ) Diz respeito ao dever de participa-
Desenvolvimento ção de toda a sociedade na defesa
Sustentável e preservação do meio ambiente.
Isto se traduz através do processo
de licenciamento, das audiências
públicas, dos Comitês de Bacias Hi-
drográficas, dos Conselhos do Sis-
tema Nacional do Meio Ambiente
(SISNAMA).

RESERVADO
Capítulo 3. Legislação ambiental

3) Marque a resposta correta em cada uma das afirmativas:

a) Os recursos não renováveis do globo devem ser explorados


de tal modo que não haja risco de serem exauridos e que as
vantagens extraídas de sua utilização sejam partilhadas por
toda a humanidade.

( ) Princípio do Poluidor Pagador.

( ) Princípio da Obrigatoriedade da Intervenção Estatal.

( ) Princípio do Acesso Eqüitativo aos Recursos Naturais.

b) As ações e atividades lesivas ao meio ambiente levarão os


infratores, tanto pessoas físicas como jurídicas, às sanções pe-
nais e administrativas. Ocorre também a obrigação de reparar
os danos causados.

( ) Princípio do Poluidor Pagador.

( ) Princípio da Obrigatoriedade da Intervenção Estatal. 121


( ) Princípio do Acesso Eqüitativo aos Recursos Naturais.

c) Construir, reformar, ampliar, instalar ou fazer funcionar, em


qualquer parte do território nacional, estabelecimento, obras
ou serviços potencialmente poluidores, sem licença ou autoriza-
ção do órgão competente.

( ) Princípio do Poluidor Pagador.

( ) Princípio da Obrigatoriedade da Intervenção Estatal.

( ) Princípio do Acesso Eqüitativo aos Recursos Naturais.

RESERVADO
Alta Competência

4) Relacione a primeira coluna de acordo com a segunda, identifi-


cando assim, a correta estrutura do Sistema Nacional de Meio Am-
biente (SISNAMA):
1. Conselho de ( ) Órgão Central
Governo
2. Conselho Nacional ( ) Órgãos Seccionais
do Meio Ambiente
(CONAMA)
3. Secretaria do ( ) Órgão Superior
Meio Ambiente
da Presidência da
República
4. Instituto Brasileiro ( ) Órgãos Locais
do Meio Ambiente
e dos Recursos
122 Naturais Renováveis
(IBAMA)
5. Órgãos ou entidades ( ) Órgão Consultivo e Deliberativo
estaduais
6. Órgãos ou entidades ( ) Órgão Executor
municipais

RESERVADO
Capítulo 3. Legislação ambiental

5) Para proteção do conjunto de dimensões de meio ambiente, o


governo emprega a ferramenta do licenciamento ambiental. Para o
segmento de exploração e produção de petróleo e gás, existe um li-
cenciamento ambiental específico, regulamentado pelas Resoluções
CONAMA n.º 23, de 1994, e CONAMA n.º 237, de 1997.

Indique as alternativas que apresentam medidas incorporadas pelo


CONAMA em sua metodologia de licenciamento.
( ) Introdução de instrumentos de gestão ambiental ao siste-
ma de licenciamento, visando ao desenvolvimento susten-
tável e à melhoria contínua.
( ) Licenciamento de empreendimentos e atividades em
um nível nacional de competência federal, estadual ou
municipal.
( ) Licenciamento de empreendimentos e atividades em um ní-
vel único de competência federal, estadual ou municipal.
( ) Estabelecimento de critérios para agilizar e simplificar os 123
procedimentos de licenciamento das atividades que im-
plementem planos e programas voluntários de gestão
ambiental.
( ) Estabelecimento de prazo único de validade para todos os
tipos de licença.
6) Sobre o conceito básico de responsabilidade civil estabelecido na
legislação ambiental brasileira, preencha as lacunas:

O princípio básico da teoria de risco em matéria de responsabilidade


civil para danos ecológicos foi criado em 1868, na Câmara dos Lordes,
na Inglaterra, onde a seguinte regra foi ditada:

O verdadeiro ____________ (objetivo/papel) da ____________ (lei/


pessoa) é o de determinar que a pessoa que, em seu ____________
(benefício/próprio) interesse, colocar em sua ____________
(propriedade/terra), recolher e ____________ (encontrar/
guardar) qualquer coisa suscetível de causar ____________(danos/
problemas), sem sair dali, deverá fazê-lo por sua ____________
(vontade/conta) e ____________(ação/risco) e, em caso contrário,
será ____________, (responsável/determinado) em primeiro
____________(momento/plano), por todos os ____________
(problemas/danos) conseqüentes.

RESERVADO
Alta Competência

3.8. Glossário
Autarquia - serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica,
patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas da Administração
Pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e
financeira descentralizada.

Biodiversidade - variedade de formas de vida que ocorrem em uma determinada


área; inclui a variabilidade genética em uma mesma espécie, a diversidade entre
espécies e as diferentes comunidades de organismos e seus complexos ecológicos.

CONAMA - Conselho Nacional de Meio Ambiente.

Decreto - ato administrativo de competência exclusiva dos Chefes do Executivo,


federal, estaduais ou municipais, destinado a detalhar uma lei e prover situações
gerais ou individuais abstratamente previstas de modo expresso, explícito
ou implícito na legislação. O Decreto é o ato legal que aborda ou expressa a
regulamentação de uma lei.

Ecossistema - associação entre a comunidade de seres vivos e o ambiente de uma


124 determinada área.

EIA - Estudo de Impacto Ambiental.

Gestão ambiental - administração do meio ambiente, de uma forma geral. É um


termo amplo que, na sua essência, envolve meio ambiente como um todo (ar, solo,
água doce e salgada) e as mais diversas áreas, como saneamento, saúde pública,
qualidade e quantidade das águas, organização institucional, uso e ocupação do
solo etc. É comum a utilização de termos mais restritos, como Gestão dos Resíduos
Sólidos, para a política do lixo; Gerenciamento Costeiro, para as águas costeiras
(doces, salgadas e salobras) ou Gestão das Águas (ou Gestão de Bacias Hidrográficas),
no caso da política das águas interiores ou água doce. O termo também descreve
os procedimentos administrativos, técnicos e financeiros em uma empresa privada,
órgão ou entidade pública para o controle preventivo ou corretivo dos impactos
ambientais sob sua responsabilidade.

IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.

Licenciamento ambiental - conjunto de normas e procedimentos necessários a


serem cumpridos por empreendedor de atividade sujeita, por lei, às normas e à
legislação ambiental. O licenciamento ambiental é exigido para empreendimentos
industriais, comerciais, para conjuntos habitacionais, plantas de tratamento de
esgotos e de efluentes industriais, barragens, usinas hidroelétricas, termoelétricas
etc., que são consideradas atividades potencialmente causadoras de impactos no
meio ambiente. O empreendedor precisa cumprir todas as etapas do licenciamento,
desde a fase de elaboração do projeto até a instalação, operação e desativação e,
conforme o porte do projeto, elaborar o Estudo de Impacto Ambiental.

Licença de Instalação (LI) - documento emitido pelo órgão ambiental responsável,


que autoriza, após a aprovação do estudo ambiental em questão, a instalação
do empreendimento.

RESERVADO
Capítulo 3. Legislação ambiental

Licença de Operação (LO) - documento emitido pelo órgão ambiental competente,


concedendo autorização para o início da operação do empreendimento ou das
unidades, instalações e sistemas integrantes da atividade, após a aprovação de
projeto para controle da poluição ambiental, tendo definidos os equipamentos e
mecanismos previstos para esse controle.

Licença Prévia (LP) - documento emitido na fase preliminar de planejamento do


empreendimento ou atividade, necessário previamente à instalação e à operação,
que exige para a sua concessão a elaboração de estudos ambientais específicos
para o tipo do empreendimento/atividade e definidos pelo órgão ambiental.

LPper - Licença Prévia para perfuração.

LPpro - Licença Prévia para Teste de produção.

LPS - Licença de Pesquisa Sísmica.

Regionalização - corresponde à adaptação de leis, normas e padrões federais, de


modo a adequá-los à realidade existente regionalmente, por meio da criação de
dispositivos legais a serem instituídos na região.

RIMA - Relatório de Impacto Ambiental. 125


SISNAMA - Sistema Nacional do Meio Ambiente.

Sociedade Civil ou Entidade Civil - denominação abrangente, para nomear


associações ou grupos organizados da sociedade, legalmente ou informalmente
constituídos, como sindicatos, clubes de serviço, associações técnicas, associações
profissionais, associações e organizações ambientalistas, associações de bairros,
organizações não governamentais em geral e outras assemelhadas.

RESERVADO
Alta Competência

3.9. Bibliografia
ARAÚJO JUNIOR, Olímpio. Ambiente Total. Disponível em: <http://www.resol.com.
br/curiosidades2.asp?id=1453>. Acesso em: 13 mai 2008.

BRITO, Teresa Cristina da Silva. Licenciamento ambiental. Apostila. Petrobras. Rio


de Janeiro: 2003.

LOPES, Elaine Martins; JÚNIOR VIEIRA, Fernando Maquiné; ZAMPOLLI, Daniella


Machado. Educação Ambiental. Apostila. Petrobras. Macaé: 2006.

PÁDUA, José Augusto de. Meio Ambiente e Desenvolvimento. Apostila. Fundação


Getúlio Vargas. Macaé: 2003.

PEREIRA, Eduardo Farinha. O Seguro e o Meio Ambiente. Disponível em: <http://


www.isp.pt/winlib/cgi/winlibimg.exe?key=&doc=8627&img=978>. Acesso em:
13 de mai 2008.

PETROBRAS. Curso de Formação de Novos Empregados. Apostila. Petrobras. Rio de


Janeiro: 2003.
126
PETROBRAS. Meio Ambiente e Saúde. Apostila. Petrobras. Rio de Janeiro: 2006.

VEROCAI, Iara. Licenciamento e Avaliação de Impacto Ambiental. Apostila.


Fundação Getúlio Vargas. Macaé: 2003.

WALCACER, Fernando. Legislação Ambiental. Apostila. Fundação Getúlio Vargas.


Macaé: 2003.

RESERVADO
Capítulo 3. Legislação ambiental

3.10. Gabarito
1) A legislação ambiental brasileira foi criada a partir do seguinte objetivo:
imposição de limites para o consumo e para a degradação dos recursos ambientais,
de modo organizado dentro da sociedade. Cada elemento da sociedade apresenta
suas necessidades com relação a consumo.

Esse objetivo consta do(a)(s):

( ) Direito Ambiental.

( X ) Legislação Ambiental.

( ) Bases do Direito Ambiental.

2) Faça a correlação entre os princípios estabelecidos pelo Direito Ambiental


Brasileiro e suas definições:

1. Princípio da (4) Assegura o direito à vida e ao meio ambiente


Biodiversidade ecologicamente equilibrado, essencial à sadia
qualidade de vida.
2. Princípio da (5) Incumbe ao Poder Público e à coletividade o dever
Participação de proteção e preservação do meio ambiente para 127
as presentes e futuras gerações.
3. Princípio da (3) Com o fim de proteger o meio ambiente, os
Prevenção Estados devem aplicar amplamente o critério de
precaução conforme suas capacidades. Quando
houver perigo de dano grave ou irreversível, a falta
de uma certeza absoluta não deverá ser utilizada
para prosseguir à adoção de medidas eficazes em
função do custo para impedir a degradação do
meio ambiente.
4. Princípio do (1) A variabilidade de organismos vivos de todas
Direito Humano as origens, compreendendo, dentre outras,
Fundamental os ecossistemas terrestres, marinhos e outros
ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos
que fazem parte, compreendendo, ainda, a
diversidade dentro de espécies, entre espécies e de
ecossistemas.
5. Princípio do (2) Diz respeito ao dever de participação de toda
Desenvolvimento a sociedade na defesa e preservação do meio
Sustentável ambiente. Isto se traduz através do processo de
licenciamento, das audiências públicas, dos Comitês
de Bacias Hidrográficas, dos Conselhos do Sistema
Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA)

RESERVADO
Alta Competência

3) Marque a resposta correta em cada uma das afirmativas:

a) Os recursos não renováveis do globo devem ser explorados de tal modo que não
haja risco de serem exauridos e que as vantagens extraídas de sua utilização sejam
partilhadas por toda a humanidade.

( ) Princípio do Poluidor Pagador.

( ) Princípio da Obrigatoriedade da Intervenção Estatal.

( X ) Princípio do Acesso Eqüitativo aos Recursos Naturais.

b) As ações e atividades lesivas ao meio ambiente levarão os infratores, tanto


pessoas físicas como jurídicas, às sanções penais e administrativas. Ocorre também
a obrigação de reparar os danos causados.

( X ) Princípio do Poluidor Pagador.

( ) Princípio da Obrigatoriedade da Intervenção Estatal.

( ) Princípio do Acesso Eqüitativo aos Recursos Naturais.

c) Construir, reformar, ampliar, instalar ou fazer funcionar, em qualquer parte do


território nacional, estabelecimento, obras ou serviços potencialmente poluidores,
sem licença ou autorização do órgão competente.
128
( ) Princípio do Poluidor Pagador.

( X ) Princípio da Obrigatoriedade da Intervenção Estatal.

( ) Princípio do Acesso Eqüitativo aos Recursos Naturais.

4) Relacione a primeira coluna de acordo com a segunda, identificando assim, a


correta estrutura do Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA):

1. Conselho de Governo (3) Órgão Central

2. Conselho Nacional do Meio (5) Órgãos Seccionais


Ambiente (CONAMA)
3. Secretaria do Meio Ambiente da (2) Órgão Superior
Presidência da República
4. Instituto Brasileiro do Meio (6) Órgãos Locais
Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (IBAMA)
5. Órgãos ou entidades estaduais (2) Órgão Consultivo e Deliberativo
6. Órgãos ou entidades municipais (4) Órgão Executor

RESERVADO
Capítulo 3. Legislação ambiental

5) Para proteção do conjunto de dimensões de meio ambiente, o governo emprega


a ferramenta do licenciamento ambiental. Para o segmento de exploração e
produção de petróleo e gás, existe um licenciamento ambiental específico,
regulamentado pelas Resoluções CONAMA n.º 23, de 1994, e CONAMA n.º 237,
de 1997.

Indique as alternativas que apresentam medidas incorporadas pelo CONAMA em


sua metodologia de licenciamento.

(X) Introdução de instrumentos de gestão ambiental ao sistema de


licenciamento, visando ao desenvolvimento sustentável e à melhoria
contínua.
( ) Licenciamento de empreendimentos e atividades em um nível nacional de
competência federal, estadual ou municipal.
(X) Licenciamento de empreendimentos e atividades em um nível único de
competência federal, estadual ou municipal.
(X) Estabelecimento de critérios para agilizar e simplificar os procedimentos
de licenciamento das atividades que implementem planos e programas
voluntários de gestão ambiental.
( ) Estabelecimento de prazo único de validade para todos os tipos de
licença.

6) Sobre o conceito básico de responsabilidade civil estabelecido na legislação 129


ambiental brasileira, preencha as lacunas:

O princípio básico da teoria de risco em matéria de responsabilidade civil para


danos ecológicos foi criado em 1868, na Câmara dos Lordes, na Inglaterra, onde a
seguinte regra foi ditada:

O verdadeiro papel (objetivo/papel) da lei (lei/pessoa) é o de determinar que a


pessoa que, em seu próprio (benefício/próprio) interesse, colocar em sua terra
(propriedade/terra), recolher e guardar (encontrar/guardar) qualquer coisa
suscetível de causar danos (danos/problemas), sem sair dali, deverá fazê-lo por sua
conta (vontade/conta) e risco (ação/risco) e, em caso contrário, será responsável,
(responsável/determinado) em primeiro plano (momento/plano), por todos os
danos (problemas/danos) conseqüentes.

RESERVADO
RESERVADO
Capítulo 4
Gestão Integrada
de Segurança
Industrial, Meio
Ambiente e Saúde
Ocupacional

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

• Identificar o conceito do Sistema de Gestão Integrada (SGI);


• Relacionar os elementos que garantem o bom
funcionamento do Sistema de Gestão Integrada (SGI) e suas
respectivas funções.

RESERVADO
Alta Competência

132

RESERVADO
Capítulo 4. Gestão Integrada de Segurança Industrial, Meio Ambiente e Saúde Ocupacional

4. Gestão Integrada de Segurança


Industrial, Meio Ambiente e Saúde
Ocupacional

O
s conceitos de Gestão Integrada de Segurança Industrial,
Meio Ambiente e Saúde Ocupacional, conhecida como
Sistema de Gestão Integrada (SGI), representam o
estabelecimento de regras que contribuem para o controle da
poluição da empresa, o cumprimento da legislação aplicável,
o monitoramento das áreas afetadas pelas atividades da
organização, o monitoramento de parâmetros ambientais, a
realização de auditorias continuadas, a conscientização dos
trabalhadores, dentre outros.

Há, portanto, necessidade de desenvolver estudos visando a 133


ações cada vez mais preventivas e sistêmicas nas áreas de SMS.
Assim, ações pontuais de SMS, por mais eficientes que sejam,
possuem limitações de abrangência e aplicabilidade. Dessa forma,
torna-se bastante desejável a adoção, pelas empresas, de um
Sistema de Gestão de SMS integrado, não só capaz de corrigir
desvios de processo e de comportamento, mitigando seus impactos,
como também de analisá-los, evitando uma nova ocorrência e
integrando-os ao processo produtivo.

Este sistema deve ser, principalmente, capaz de identificar as ações pró-


ativas necessárias, aplicá-las em todas as áreas do negócio, permitir
um perfeito acompanhamento dos principais indicadores e reduzir
custos de investimentos através de um perfeito direcionamento para
o foco da empresa.

Uma vez entendida a necessidade de se construir uma gestão de SMS,


é fácil perceber que o seu resultado será tão melhor quanto melhor
for o modelo de sistema adotado. O modelo escolhido, em tese, pode
ser qualquer um. Muitos estão disponíveis para aplicação, devendo-
se, entretanto, levar em consideração alguns pontos importantes
para escolha.

RESERVADO
Alta Competência

Para que um sistema tenha maiores oportunidades para crescimento


e não esteja limitado à experiência da própria empresa, que pode
ser indesejada (como nos casos de acidentes pessoais e ambientais)
é importante que o modelo escolhido seja utilizado em outras
empresas e que apresente desempenho satisfatório. Este fato tornará
possível uma comparação de indicadores e troca de experiências que
promoverá a melhoria contínua.

Outro ponto que deve ser verificado é se o modelo escolhido pode


ser certificado.

Ainda que existam vários questionamentos quanto ao custo e


validade desses certificados, estes documentos têm recebido uma
boa aceitação do mercado, facilitando um melhor posicionamento
da empresa frente a seus acionistas e consumidores pelo conceito de
transparência que ele traduz.
134
A certificação não é uma ação isolada e pontual, mas sim um
processo que se inicia com a conscientização para a manutenção da
competitividade e conseqüente permanência no mercado, passando
pela utilização de normas técnicas e pela difusão dos conceitos
de qualidade, meio ambiente, segurança, saúde etc., por todos os
setores da empresa, abrangendo seus aspectos operacionais internos
e o relacionamento com a sociedade e o ambiente.

ATENÇÃO

É muito importante lembrar que nenhum


certificado garante imunidade a acidentes.
Dessa forma, é importante que o sistema de
gestão adotado seja eficiente e constantemente
melhorado pela organização.

Um sistema de gestão eficiente envolve atividades de análise de


documentação, auditorias e inspeções, coleta e ensaios de produtos,
com o objetivo de avaliar a conformidade e sua manutenção.

RESERVADO
Capítulo 4. Gestão Integrada de Segurança Industrial, Meio Ambiente e Saúde Ocupacional

Marcas e certificados de conformidade são indispensáveis na elevação


do nível de qualidade dos produtos, serviços e sistemas de gestão.
A certificação melhora a imagem da empresa e facilita a decisão de
compra para clientes e consumidores.

4.1. Elementos essenciais para o Sistema de Gestão Integrada

O SGI é composto por elementos essenciais que garantem a


efetividade das ações que fazem parte da gestão de segurança,
meio ambiente e saúde de uma empresa. Estes elementos
devem ser implementados em conjunto e em sintonia para que
haja a promoção do resultado esperado no que diz respeito à
segurança e à saúde das pessoas, segurança das instalações e
proteção do meio ambiente.

A seguir, serão apresentados os elementos essenciais para o Sistema


de Gestão Integrada. 135

a) Normalização

Como um dos elementos essenciais da gestão integrada, a


normalização constitui-se de atividade que estabelece, em relação
a problemas existentes ou potenciais, prescrições destinadas à
utilização comum e repetitiva com vistas à obtenção do grau ótimo
de ordem em um dado contexto.

Observe os objetivos da normalização:

• Economia - proporcionar a redução da crescente variedade de


produtos e procedimentos;

• Comunicação - proporcionar meios mais eficientes na troca


de informação entre o fabricante e o cliente, melhorando a
confiabilidade das relações comerciais e de serviços;

• Segurança - proteger a vida humana e a saúde;

RESERVADO
Alta Competência

• Proteção do consumidor - prover à sociedade os meios eficazes


para aferir a qualidade dos produtos;

• Eliminação de barreiras técnicas e comerciais - evitar a existência


de regulamentos conflitantes sobre produtos e serviços em
diferentes países, facilitando, assim, o intercâmbio comercial.

Na prática, a normalização está presente na fabricação dos produtos,


na transferência de tecnologia, na melhoria da qualidade de vida
através de normas relativas à saúde, à segurança e à preservação do
meio ambiente. É um conjunto de atividades desenvolvidas por um
organismo, independente da relação comercial, com o objetivo de
atestar publicamente, por escrito, que determinado produto, processo
ou serviço está em conformidade com os requisitos especificados.
Esses requisitos podem ser nacionais ou internacionais.

136 b) Auditorias

As auditorias constituem-se, também de, um elemento essencial


dentro do SGI. Podem ser descritas como um processo sistemático,
documentado e independente para obter evidência da gestão e avaliá-
la objetivamente para determinar a extensão na qual os critérios de
auditoria são atendidos.

As auditorias internas, algumas vezes chamadas de Auditorias de


Primeira Parte, são conduzidas pela própria organização, ou em seu
nome, para propósitos internos, e podem formar a base para uma
autodeclaração de conformidade da organização. Já as auditorias
externas podem ser chamadas de Auditoria de Segunda Parte ou
Terceira Parte.

As Auditorias de Segunda Parte são conduzidas pelas partes que


têm um interesse pela organização, tais como clientes, ou por outras
entidades em seu nome.

As Auditorias de Terceira Parte são conduzidas por organizações


externas independentes, com os objetivos de determinar a
conformidade da empresa, a eficácia do sistema e fornecer ao
auditado a oportunidade de melhoria do mesmo.

RESERVADO
Capítulo 4. Gestão Integrada de Segurança Industrial, Meio Ambiente e Saúde Ocupacional

c) Indicadores

Uma amostra da qualidade e da eficiência do Sistema de Gestão


Integrada (SGI) implementado são os indicadores: dados ou
informações numéricas que quantificam as entradas (recursos
ou insumos), saídas (produtos e/ou serviços) e o desempenho de
processos, produtos ou serviços. Os indicadores são utilizados para
acompanhar e melhorar os resultados ao longo do tempo, devendo
apresentar uma identidade. Alguns exemplos de indicadores mais
empregados são os que se referem à qualidade intrínseca: custo,
atendimento, segurança, dentre outros.

d) Padronização

Outro elemento do Sistema de Gestão Integrada (SGI) a ser


considerado é a padronização. Utilizada para as principais
tarefas, as chamadas tarefas críticas, a padronização é a atividade 137
sistemática de elaborar, implantar, utilizar e atualizar padrões, ou
seja, referências normativas, de natureza técnica ou administrativa.
A padronização pode ser documentada ou não e inclui normas,
procedimentos, especificações, medidas, materiais, instrumentos de
medição, materiais de referência e sistemas de medição.

e) Tratamento de anomalias

O tratamento de anomalias é igualmente um elo importante


dentro de um bom Sistema de Gestão Integrada (SGI). Anomalias
são situações ou eventos indesejáveis que resultam ou que possam
resultar em danos ou falhas, que afetam pessoas, meio ambiente,
patrimônio (próprio ou de terceiros), a imagem da empresa, produtos
ou processos produtivos.

O tratamento de anomalias nada mais é que a investigação da


causa fundamental de um desvio para que este possa ser eliminado
e não mais voltar a ocorrer. Geralmente, emprega-se na execução
deste elemento as ferramentas de qualidade “5W2H?” e “Diagrama
Causa-Efeito”.

RESERVADO
Alta Competência

Tem como objetivo a descoberta de causas fundamentais de um


problema através da utilização de interrogações complementares
5W2H?
entre si, de modo a conseguir respostas básicas que criam o cenário
deste problema.

É baseado em uma montagem esquemática onde se expõe/identifica


Diagrama
diversas causas possíveis que levaram a um efeito indesejável, a
causa-efeito
partir de discussões em grupo.

f) Análise crítica

Em seguida, pode-se citar o elemento de análise crítica, que


compreende a verificação profunda e global de um projeto, produto,
serviço, processo ou informação com relação a requisitos, objetivando
à identificação de problemas e à proposição de soluções. O ciclo PDCA
(Plan, Do, Check, Analyse) é uma ferramenta utilizada para auxiliar na
análise crítica, visando à melhoria contínua.
138
Além desses, podem ser citados outros elementos do SGI:

• Treinamento e capacitação de trabalhadores;

• Aplicação da legislação vigente;

• Comprometimento da alta administração;

• Comunicação com o público externo;

• Comunicação de acidentes.

4.2. Normas aplicáveis ao Sistema de Gestão Integrada (SGI)

Foi pensando em desenvolver um modelo de gestão aplicável


em todos os países, segmentos de mercados e atividades, que a
International Organization for Standardization (ISO) estabeleceu um
modelo internacional para a gestão de meio ambiente através das
normas da série ISO 14.000.

RESERVADO
Capítulo 4. Gestão Integrada de Segurança Industrial, Meio Ambiente e Saúde Ocupacional

Diferentemente desta postura, a ISO optou por não estabelecer um


modelo para as áreas de saúde e segurança devido à peculiaridade
do tema em cada país e ao fato deste tema já ser alvo de atenções
pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

De todo modo, os bons resultados verificados com a implantação do


modelo internacional de gestão para o meio ambiente direcionou
o mercado para uma busca de modelos para as áreas de segurança
e saúde. Em face da recusa da ISO em estabelecer este modelo (que
chegou a ser cogitado por profissionais do mercado vinculados a essas
atividades, através da série ISO 18.000), o mercado adotou a norma
britânica BS 8.800 (British Standard Institution) para a gestão da saúde
e da segurança ocupacional.

? VOCÊ SABIA?
Em setembro de 1994, a Petrobras foi convidada a 139
compor o Grupo de Apoio à Normalização Ambiental
(GANA) da Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT), representando o segmento produtivo no
cenário brasileiro. Dessa forma, acompanhou os
trabalhos e se fez presente nas discussões em comitês,
subcomitês e grupos de trabalho.

Posteriormente, por decisão da ABNT, o GANA


foi transformado no Comitê Brasileiro de Gestão
Ambiental (CB-38), que passou a representar o país
internacionalmente. Têm participado das atividades
do CB-38, além da Petrobras, diversas empresas e
entidades de apoio, como órgãos públicos, associações
empresariais e universidades.

Por delegação do Conselho Nacional de Metrologia (CONMETRO), o


Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial
(INMETRO) criou, em setembro de 1995, a Comissão de Certificação
Ambiental (CCA), no âmbito do Sistema Brasileiro de Certificação
(SBC), no qual a Petrobras está incluída.

RESERVADO
Alta Competência

Essa comissão é constituída, além da Petrobras, por representantes


de órgãos governamentais federais e estaduais de meio ambiente,
grandes empresas, associações empresariais, universidades, ONGs
e organismos de certificação de sistemas. Tal comissão elaborou os
critérios e procedimentos para certificação ambiental de organizações
pela norma ISO 14.001, bem como para formação e registro de auditores
de sistemas de gestão ambiental. Esses critérios estão disponíveis no
país e são compatíveis com os critérios utilizados por organismos de
acreditação da Inglaterra, Holanda, Estados Unidos e Japão.

Em 1996, a Petrobras instituiu um grupo interdepartamental


para estudo da implantação de gestão ambiental na companhia,
objetivando a futura certificação, segundo a norma ISO 14.001.

Em 1997, a diretoria da empresa aprovou a implantação do Sistema


de Gestão Ambiental, com base na norma da ABNT, que adota a
140 sistemática da ISO 14.001, denominada NBR ISO 14.001 através de
unidades vetores.

Em novembro de 1998, dentro do terceiro relatório da comissão, com


base na experiência acumulada na companhia, foi proposto que o
escopo do trabalho fosse ampliado para a incorporação das normas
BS 8.800, através do Sistema de Gestão Integrada.

Iniciou-se, então, o processo de estabelecimento de um modelo de


gestão com base nas normas ISO 14.001 e BS 8.800 para a área de
Exploração e Produção, que objetivava a implantação de uma gestão
integrada certificada.

Em 2000, após o acidente da Baía de Guanabara no Rio de Janeiro, foi


estabelecida, através do Programa de Excelência em Gestão Ambiental
e Segurança Operacional (PEGASO), a meta de implantar um sistema
de gestão integrado, certificado nos modelos internacionais, para
todas as unidades da Petrobras.

Em dezembro de 2001, a diretoria executiva aprovou as 15 Diretrizes


Corporativas de SMS como materialização do conceito de excelência
em SMS, em forma de padrões de gestão.

RESERVADO
Capítulo 4. Gestão Integrada de Segurança Industrial, Meio Ambiente e Saúde Ocupacional

Em abril de 2003, foi aprovada pela Diretoria Executiva a Política de


Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Petrobras, integrando as 15
Diretrizes Corporativas de SMS.

ATENÇÃO

O planejamento estratégico, direcionado pelas


15 Diretrizes Corporativas de SMS da Petrobras,
que enfatiza como valor pretendido a “excelência
e liderança em questões de saúde, segurança
e preservação do meio ambiente”, é revisado
anualmente.

Mais recentemente, seguindo as tendências internacionais, as


unidades da companhia adotaram as normas OHSAS 18.001
(Occupational Health and Safety Assessment Series) como referência
para a gestão de segurança e saúde, em substituição à norma 141
BS 8.800.

A OHSAS 18.001 especifica requisitos para o Sistema de Gestão da


Segurança e Saúde no Trabalho, com o objetivo de controle eficaz de
riscos de acidentes e de doenças ocupacionais.

Atualmente, outro segmento foi incorporado pela empresa como


conceito de desenvolvimento global e preocupação social: as normas
de responsabilidade social.

A norma SA 8.000, que se tornou base da certificação de uma


empresa em responsabilidade social, constitui-se de um conjunto
de atitudes e posturas éticas em relação à comunidade do entorno,
à sociedade como um todo, clientes internos, clientes externos,
fornecedores e demais partes interessadas que respeitem os valores,
culturas, normas e leis estabelecidas pelo Estado e principalmente
pelo meio ambiente.

A norma SA 8.000 é coordenada pela ONG Social Accountability


International (SAI). A SAI funciona como um princípio ético das
ações e relações da empresa com as partes interessadas (acionistas,
consumidores, funcionários e sociedade).

RESERVADO
Alta Competência

De qualquer modo, para que uma gestão integrada funcione com


toda eficiência, é necessária a participação de todos no processo
de implementação e de manutenção da mesma, e, mais ainda,
é necessário o envolvimento e a postura adequados durante
o desenvolvimento de cada atividade ou tarefa, priorizando
um comportamento seguro e buscando identificar fatores
comportamentais negativos da força de trabalho para atuar na
melhoria destes.

A importância desta atuação pode ser dimensionada através dos


acidentes pessoais e ambientais. Na grande maioria destes, seja de
grande, médio ou pequeno porte, o fator comportamental encontra-
se presente como uma das causas básicas. Pode ser percebido
que diversos são os fatores que alteram a conduta esperada de
comportamento.

142 A falta de disciplina operacional, o desconhecimento do perigo, o não


dimensionamento do risco, a autoconfiança exagerada, a curiosidade,
a falta de concentração (que pode ser gerada por motivos diversos
como angústia e saudade), a imprudência, a negligência, a imperícia,
a pressa, a improvisação e tantos outros fatores capazes de gerar o
desvio do comportamento.

Alguns fatores que mais impactam os índices de acidentes e desvios


serão melhor explicados a seguir.

Principal elemento de desvio. É caracterizado principalmente


Falta de disciplina pelo não cumprimento de procedimentos (padrões)
operacional estabelecidos. Também é verificado através do descumprimento
de normas, legislações, princípios e diretrizes.

Este fator pode ser causado pela ignorância, pela autoconfiança


Desconhecimento
excessiva ou pela mudança não percebida, seja na tarefa, no
do perigo
processo ou no ambiente.

RESERVADO
Capítulo 4. Gestão Integrada de Segurança Industrial, Meio Ambiente e Saúde Ocupacional

Talvez o principal fator, pois remete o profissional para uma


condição de grande potencial de acidente sem que o mesmo
sequer perceba o que pode ocorrer. É aceitável a afirmação
Não que ninguém, em condições normais, deseja se machucar ou
provocar dano físico a outro, dano material à empresa ou dano
dimensionamento
ambiental. Dessa forma, o desconhecimento da dimensão do
do risco risco leva à não adoção das condições ideais de relacionamento
com o perigo. Este fator também é capaz de potencializar os
demais. Por esses motivos, é importante a atenção para o nível
de risco existente, mesmo em pequenas ações.
Este fator também pode ser entendido como incompetência,
inexperiência ou inabilidade. Muitas das vezes este fator
Imperícia
é potencializado pela timidez ou pelo orgulho, levando o
profissional à tomada de atitude errada.
É um fator verificado junto aos profissionais com mais
Autoconfiança
experiência e é de difícil abordagem. Facilmente, vem associado
exagerada
à arrogância profissional.

143
Para se efetuar uma abordagem forte na mudança de comportamento
caracterizado pelos fatores comentados, deve-se promover uma série
de ações visando à sensibilização e ao envolvimento de toda a força
de trabalho para a importância do fator comportamental dentro do
Sistema de Gestão de SMS.

Nesse processo, destaca-se a atuação da liderança, seja no exemplo


pessoal, seja na valorização do comportamento seguro. Contudo,
deve-se lembrar que, em última análise, cada um é líder de si próprio,
sendo esperada uma atuação exemplar individual. O engajamento de
todos é condição obrigatória para a melhoria dos fatores de SMS.

ATENÇÃO

A Petrobras implementou o padrão de Gestão de


SMS, especificando o funcionamento deste sistema
e abrangendo toda a força de trabalho, inclusive
órgãos externos, quando possível. O padrão trata dos
princípios e fundamentos para a gestão, a estrutura,
as atribuições, a composição, o funcionamento e o
modelo de gestão em si. Diversas unidades da área de
E&P implementaram padrões de Gestão de SMS, para
controlar e manter seus sistemas.

RESERVADO
Alta Competência

RESUMINDO...

Um Sistema de Gestão Integrada (SGI), quando


amplamente implementado em uma empresa, é uma
ferramenta que tem o objetivo de garantir uma boa
atuação da mesma com relação à gestão do que se
propõe. Apesar dos diversos elementos que englobam
a gestão, a participação de todos na manutenção
do sistema é o fator mais importante para seu bom
funcionamento e para o atingimento de metas
previamente estabelecidas.

O entendimento do sistema de gestão e de seus


elementos componentes é primordial para a realização
das tarefas diárias de forma alinhada com a política da
empresa e com a legislação pertinente.
144

4.3. Leituras complementares

Para saber mais sobre os assuntos abordados nesse capítulo, seguem


sugestões para leituras complementares:

ARLINDO, Philippi et al. Curso de Gestão Ambiental. São Paulo: Ed.


Manoele, 2004.

DIAS, Reinaldo. Gestão Ambiental: Responsabilidade Social e


Sustentabilidade. São Paulo: Ed. Atlas, 2006.

FILHO, Antonio Nunes Barbosa. Segurança do Trabalho e Gestão


Ambiental. São Paulo: Ed. Atlas, 2001.

SEIFFERT, Mari Elizabete Bernardini. Gestão Ambiental: Instrumentos,


Esferas de Ação e Educação Ambiental. 1ª Ed. São Paulo: Atlas,
2007.

DONAIRE, Denis. Gestão Ambiental nas Empresas. São Paulo: Ed.


Atlas, 1999.

TINOCO, João Eduardo Prudêncio et al. Contabilidade e Gestão


Ambiental. 2ª ed. São Paulo: Ed. Atlas, 2008.

RESERVADO
Capítulo 4. Gestão Integrada de Segurança Industrial, Meio Ambiente e Saúde Ocupacional

4.4. Exercícios

1) Indique os elementos que compõe o Sistema de Gestão Integrada:

( ) Saúde Industrial.

( ) Segurança Industrial.

( ) Saúde no Trabalho.

( ) Meio Ambiente.

( ) Segurança Ocupacional.

( ) Saúde Ocupacional.

2) Sobre o conceito que estabelece o SGI, preencha as lacunas com as


palavras apresentadas no quadro:

145
legislação – monitoramento – Meio Ambiente –
continuadas – estabelecimento – Sistema de Gestão Integrada –
trabalhadores poluição – ambientais – atividades –
Segurança Industrial – Saúde Ocupacional

Os conceitos de Gestão Integrada de _________________________,


___________________________ e ___________________________,
conhecida como ___________________________, representam
o ___________________________ de regras que contribuem
para o controle da ___________________________ da empresa,
o cumprimento da ___________________________ aplicável,
o ___________________________ das áreas afetadas pelas
___________________________ da organização, o monitoramento
de parâmetros ___________________________, a realização de
auditorias ___________________________, a conscientização dos
___________________________, dentre outros.

RESERVADO
Alta Competência

3) Relacione a primeira coluna de acordo com a segunda, ligando o


elemento que garante o bom funcionamento do SGI às suas respec-
tivas funções:
1. Normalização ( ) Atividade sistemática de elaborar,
implantar, utilizar e atualizar padrões,
ou seja, referências normativas, de
natureza técnica ou administrativa.
2. Auditorias ( ) Podem ser descritas como um
processo sistemático, documentado
e independente para obter evidência
da gestão e avaliá-la objetivamente
para determinar a extensão na qual os
critérios de auditoria são atendidos.

3. Indicadores ( ) Compreende a verificação profunda e


global de um projeto, produto, serviço,
processo ou informação com relação a
146
requisitos, objetivando a identificação de
problemas e a proposição de soluções.
4. Padronização ( ) Atividade que estabelece, em relação
a problemas existentes ou potenciais,
prescrições destinadas à utilização
comum e repetitiva com vistas à
obtenção do grau ótimo de ordem em
um dado contexto.
5. Análise crítica ( ) Dados ou informações numéricas que
quantificam as entradas (recursos ou
insumos), saídas (produtos e/ou serviços)
e o desempenho de processos, produtos
ou serviços. Utilizados para acompanhar
e melhorar os resultados ao longo
do tempo, devendo apresentar uma
identidade.

RESERVADO
Capítulo 4. Gestão Integrada de Segurança Industrial, Meio Ambiente e Saúde Ocupacional

4.5. Glossário
ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas.

BS - norma da British Standard Institution - Instituto de Normalização Britânico.

CB-38 - Comitê Brasileiro de Gestão Ambiental, da ABNT.

CCA - Comissão de Certificação Ambiental.

CONMETRO - Conselho Nacional de Metrologia.

GANA - Grupo de Apoio à Normalização Ambiental.

Gestão ambiental - administração do meio ambiente, de uma forma geral. É um


termo amplo que, na sua essência, envolve meio ambiente como um todo (ar, solo,
água doce e salgada) e as mais diversas áreas, como saneamento, saúde pública,
qualidade e quantidade das águas, organização institucional, uso e ocupação do
solo etc. É comum a utilização de termos mais restritos, como Gestão dos Resíduos
Sólidos, para a política do lixo; Gerenciamento Costeiro, para as águas costeiras
(doces, salgadas e salobras) ou Gestão das Águas (ou Gestão de Bacias Hidrográficas)
147
no caso da política das águas interiores ou água doce. O termo também descreve
os procedimentos administrativos, técnicos e financeiros em uma empresa privada,
órgão ou entidade pública para o controle preventivo ou corretivo dos impactos
ambientais sob sua responsabilidade.

INMETRO - Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial.

ISO - International Organization for Standardization. Organização Internacional de


Normalização.

NBR - Norma Brasileira.

OHSAS - Occupational Health and Safety Assessment Series. Séries de Avaliação de


Saúde e Segurança Ocupacional.

OIT - Organização Internacional do Trabalho.

ONG - Organização Não Governamental.

PDCA - Plan, Do, Check, Action. Planejar, Executar, Verificar, Agir.

PEGASO - Programa de Excelência em Gestão Ambiental e Segurança Operacional.

SA - norma da Social Accountability International - Contabilidade Internacional Social.

SAI - Social Accountability International. Contabilidade Internacional Social.

SBC - Sistema Brasileiro de Certificação.

SGI - Sistema de Gestão Integrado.

SMS - Segurança, Meio Ambiente e Saúde.

RESERVADO
Alta Competência

4.6. Bibliografia
BRITO, Teresa Cristina da Silva. Licenciamento Ambiental. Apostila. Petrobras. E&P-
CORP/SMS. Rio de Janeiro: 2006.

PÁDUA, José Augusto. Meio Ambiente e Desenvolvimento. Apostila. Fundação


Getúlio Vargas. Macaé: 2004.

PETROBRAS. Curso de Formação de Novos Empregados. Apostila. E&P-SSE/UN-RIO.


Rio de Janeiro: 2006.

PETROBRAS. Gestão de SMS / Diretriz 1 - Liderança e Responsabilidade, PG-


0V3-00001.

PETROBRAS. Gestão de SMS / Diretriz 2 - Conformidade Legal, PG-0V3-00002.

PETROBRAS. Gestão de SMS / Diretriz 3 - Avaliação e Gestão de Riscos, PG-


0V3-00003.

PETROBRAS. Gestão de SMS / Diretriz 4 - Novos Empreendimentos, PG-0V3-


148 00004.

PETROBRAS. Gestão de SMS / Diretriz 5 - Operação e Manutenção, PG-0V3-00005.

PETROBRAS. Gestão de SMS / Diretriz 6 - Gestão de Mudanças, PG-0V3-00006.

PETROBRAS. Gestão de SMS / Diretriz 7 - Aquisição de Bens e Serviços, PG-0V3-


00008.

PETROBRAS. Gestão de SMS / Diretriz 8 - Capacitação, Educação e Conscientização,


PG-0V3-00007.

PETROBRAS. Gestão de SMS / Diretriz 9 - Gestão de Informações, PG-0V3-00009.

PETROBRAS. Gestão de SMS / Diretriz 10 - Comunicação, PG-0V3-00010.

PETROBRAS. Gestão de SMS / Diretriz 11 - Contingência, PG-0V3-00011.

PETROBRAS. Gestão de SMS / Diretriz 12 - Relacionamento com a Comunidade,


PG-0V3-00012.

PETROBRAS. Gestão de SMS / Diretriz 13 - Análise de Acidentes e Incidentes, PG-


0V3-00013.

PETROBRAS. Gestão de SMS / Diretriz 14 - Gestão de Produtos, PG-0V3-00014.

PETROBRAS. Gestão de SMS / Diretriz 15 - Processo de Melhoria Contínua, PG-


0V3-00015.

PETROBRAS. Sistema de Gestão de Segurança, Meio Ambiente e Saúde, PG-


0V3-00029.

RESERVADO
Capítulo 4. Gestão Integrada de Segurança Industrial, Meio Ambiente e Saúde Ocupacional

RODRIGUEZ, Jorge Arce. Sistemas de Gestão. Petrobras. E&P-CORP/SMS. Rio de


Janeiro: 2003.

VEROCAI, Iara. Licenciamento e Avaliação de Impacto Ambiental. Apostila.


Fundação Getúlio Vargas. Macaé: 2004.

149

RESERVADO
Alta Competência

4.7. Gabarito
1) Indique os elementos que compõe o Sistema de Gestão Integrada:

( ) Saúde Industrial.

( X ) Segurança Industrial.

( ) Saúde no Trabalho.

( X ) Meio Ambiente.

( ) Segurança Ocupacional.

( X ) Saúde Ocupacional.

2) Sobre o conceito que estabelece o SGI, preencha as lacunas:

legislação – monitoramento – Meio Ambiente – continuadas –


estabelecimento – Sistema de Gestão Integrada – trabalhadores – poluição –
ambientais – atividades – Segurança Industrial – Saúde Ocupacional

150 Os conceitos de Gestão Integrada de Segurança Industrial, Meio Ambiente e


Saúde Ocupacional, conhecida como Sistema de Gestão Integrada, representam
o estabelecimento de regras que contribuem para o controle da poluição da
empresa, o cumprimento da legislação aplicável, o monitoramento das áreas
afetadas pelas atividades da organização, o monitoramento de parâmetros
ambientais, a realização de auditorias continuadas, a conscientização dos
trabalhadores, dentre outros.

RESERVADO
Capítulo 4. Gestão Integrada de Segurança Industrial, Meio Ambiente e Saúde Ocupacional

3) Relacione a primeira coluna de acordo com a segunda, ligando o elemento que


garante o bom funcionamento do SGI às suas respectivas funções:

1. Normalização (4) Atividade sistemática de elaborar, implantar, utilizar e


atualizar padrões, ou seja, referências normativas, de
natureza técnica ou administrativa.
2. Auditorias (2) Podem ser descritas como um processo sistemático,
documentado e independente para obter evidência
da gestão e avaliá-la objetivamente para determinar a
extensão na qual os critérios de auditoria são atendidos.
3. Indicadores (5) Compreende a verificação profunda e global de um
projeto, produto, serviço, processo ou informação com
relação a requisitos, objetivando a identificação de
problemas e a proposição de soluções.
4. Padronização (1) Atividade que estabelece, em relação a problemas
existentes ou potenciais, prescrições destinadas à
utilização comum e repetitiva com vistas à obtenção
do grau ótimo de ordem em um dado contexto.
5. Análise crítica (3) Dados ou informações numéricas que quantificam as
entradas (recursos ou insumos), saídas (produtos e/ou
serviços) e o desempenho de processos, produtos ou
serviços. Utilizados para acompanhar e melhorar os 151
resultados ao longo do tempo, devendo apresentar
uma identidade.

RESERVADO
RESERVADO
Capítulo 5
Desenvolvimento
sustentável

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

• Identificar o conceito de desenvolvimento sustentável e


seus principais elementos;
• Reconhecer o conceito de Agenda 21, seus temas
principais e sua representação para o desenvolvimento
sustentável.

RESERVADO
Alta Competência

154

RESERVADO
Capítulo 5. Desenvolvimento sustentável

5. Desenvolvimento sustentável

C
om o objetivo de apresentar meios que conciliem
desenvolvimento e conservação ambiental, durante a
Comissão Mundial sobre Meio Ambiente, criada pelas
Nações Unidas, foi estabelecido um conceito para desenvolvimento
sustentável: “desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da
geração atual, sem comprometer a capacidade de atender às necessidades
das futuras gerações”.

Durante a primeira Conferência das Nações Unidas sobre Meio


Ambiente e Desenvolvimento (Estocolmo, 1972), a qual deu origem
ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA),
surgiu a idéia de desenvolvimento sustentável, que deriva do conceito
de ecodesenvolvimento, proposto nos anos 70 por Maurice Strong e
Ignacy Sachs.
155

A Comissão Mundial do Desenvolvimento e Meio Ambiente,


formada em 1984 pela Organização das Nações Unidas, incluindo
23 membros de 22 países, estudou, durante três anos, os conflitos
entre os crescentes problemas ambientais e as necessidades
urgentes das nações em desenvolvimento. Concluíram, então,
que era tecnicamente viável prover as necessidades mínimas até o
próximo século, de forma sustentável e sem degradação continuada
dos ecossistemas globais. O relatório final desta comissão teve
como título: “Nosso Futuro Comum”, definindo o conceito de
desenvolvimento sustentável, já citado.

O conceito foi definitivamente incorporado como um princípio,


durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e
Desenvolvimento, a Cúpula da Terra de 1992 (também conhecida
como Eco-92), no Rio de Janeiro, reforçando a direção de busca do
equilíbrio entre proteção ambiental e desenvolvimento econômico.

RESERVADO
Alta Competência

Para aplicação do conceito de desenvolvimento sustentável, medidas


preventivas e corretivas de controle foram estipuladas para serem
seguidas por cada nação, visando a garantir a continuidade das
diretrizes estabelecidas pela comissão. As medidas preventivas
devem se antecipar e impedir ou minorar a ocorrência dos fatores de
degradação. A prática dessas medidas, atualmente, exige a aplicação
de menores recursos financeiros e mostra resultados mais eficazes, pois
são medidas tomadas antes da efetividade de ocorrência do impacto
ambiental. Entretanto, para o sucesso dessas medidas, é necessária
a existência de uma sociedade organizada e comprometida com o
planejamento e o gerenciamento dos processos socioeconômicos.

Esse comprometimento visa, ainda, a garantir o objetivo principal das


medidas preventivas e corretivas, que é a distribuição das atividades
humanas no espaço e no tempo, compatível com padrões ideais de
qualidade ambiental.
156
A implementação de medidas corretivas isoladamente incorre
em dificuldades e gastos ainda maiores. Essas medidas, embora
necessárias para situações já existentes, dependem de uma reserva
de recursos na sociedade e da sua capacidade de acessar e aplicar
técnicas e tecnologias mais ou menos complicadas.

A Declaração de Política da Cúpula Mundial sobre


Desenvolvimento Sustentável, realizada em Johannesburgo
(África do Sul), em 2002, afirmou que o desenvolvimento
sustentável é construído sobre “três pilares interdependentes
e mutuamente sustentadores: desenvolvimento econômico,
desenvolvimento social e proteção ambiental”.

Questões críticas como pobreza, desperdício, degradação ambiental,


decadência urbana, crescimento populacional, igualdade de gêneros,
saúde, conflito e violência aos direitos humanos foram reconhecidas
em sua complexidade e seu inter-relacionamento.

Surgiu, então, o Projeto de Implementação Internacional (PII),


que apresenta quatro elementos principais do desenvolvimento
sustentável:

RESERVADO
Capítulo 5. Desenvolvimento sustentável

Compreensão das instituições sociais e seu papel na transformação e


Sociedade
no desenvolvimento.
Conscientização da fragilidade do ambiente físico e os efeitos sobre a
Ambiente
atividade humana e as decisões.
Sensibilidade aos limites e ao potencial do crescimento econômico e
Economia seu impacto na sociedade e no ambiente, com o comprometimento de
reavaliar os níveis de consumo pessoais e da sociedade.
É geralmente omitida como parte do desenvolvimento sustentável.
Entretanto, valores, diversidade, conhecimento, línguas e visões de
Cultura
mundo associados à cultura formam um dos pilares do mesmo e uma
das bases da Educação para o Desenvolvimento Sustentável.

O ideal do conceito de desenvolvimento sustentável é justamente


a integração entre o desenvolvimento econômico, a proteção e
a conservação ambientais, empregando-se planejamento para
o crescimento ordenado, levando em conta as limitações dos
recursos naturais.
157

? VOCÊ SABIA?
O desenvolvimento sustentável sugere qualidade ao
invés de quantidade quando propõe a redução do uso
de matérias-primas e produtos, bem como o aumento
da reutilização e da reciclagem. Atividades econômicas
podem prejudicar a base de recursos naturais dos países.
No entanto, é importante lembrar que desses recursos
depende não só a existência humana e a diversidade
biológica, mas o próprio crescimento econômico.

O desenvolvimento econômico é vital para os países pobres e em vias


de desenvolvimento, sendo que este crescimento deve ser fomentado
de forma distinta do que foi levado a cabo nos países ricos, ou seja,
privilegiando-se o baixo consumo de energia e de recursos naturais.

Na prática, este crescimento deveria apresentar as seguintes metas:

• Satisfação das necessidades básicas da população (educação,


alimentação, saúde, lazer etc.);

RESERVADO
Alta Competência

• Solidariedade para com as gerações futuras (preservar o ambiente


de modo que elas tenham melhores condições de vida);

• Participação da população envolvida (todos devem se


conscientizar da necessidade de conservar o ambiente e fazer
cada um a parte que lhe cabe para tal);

• Preservação dos recursos naturais (água, oxigênio etc.);

• Elaboração de um sistema social garantindo emprego,


segurança social e respeito a outras culturas (erradicação da
miséria, do preconceito e do massacre de populações oprimidas,
como, por exemplo, os índios);

• Efetivação dos programas educativos.

158
5.1. Agenda 21

A Agenda 21 constitui-se de um conjunto de ações concretas a


serem adotadas e implementadas de forma global, nacional e local.
Os participantes do sistema das Nações Unidas, os governos e a
sociedade civil se comprometem a resgatar aspectos ambientais
impactados pela ação humana. A Agenda 21 é hoje considerada
a tentativa mais abrangente já desenhada pela humanidade na
orientação de um novo padrão de desenvolvimento para o século
XXI, tendo como alicerce o tripé da sustentabilidade ambiental, social
e econômica, contemplando a interface entre estas três áreas.

A construção da Agenda 21 aconteceu em consenso, durante diversas


reuniões entre as partes, e contou com a ativa contribuição de
governos e instituições da sociedade civil de 179 países. Ao todo, o
processo durou dois anos e culminou na realização da Conferência das
Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD),
no Rio de Janeiro, em 1992.

O termo “Agenda” é empregado no sentido de compromisso, lista de


mudanças a serem implementadas objetivando o equilíbrio ambiental,
a formação de cidadania e a justiça social entre as comunidades.

RESERVADO
Capítulo 5. Desenvolvimento sustentável

Composta por 40 capítulos, a Agenda 21 está subdividida em quatro


seções e respectivos temas:

Seção I: Dimensões sociais e econômicas.

Seção II: Conservação e gestão dos recursos para o desenvolvimento.

Seção III: Fortalecimento do papel dos grupos principais.

Seção IV: Meios de execução.

Além dessa conceituação, a Agenda 21 traz também como base o


pensamento de um processo de planejamento participativo, que,
com a atuação dos vários representantes da sociedade, resulta na
análise da situação atual de um país, estado, município, região
159
ou setor, de modo a se obter um futuro sustentável. Este processo
envolve todos os atores sociais (governo, ONGs, comunidades,
empresários, dentre outros) na discussão dos principais problemas
e na formação de parcerias e compromissos para a sua solução a
curto, médio e longo prazos.

Esta participação ativa dos diversos setores da sociedade no sentido


de planejar o futuro com base nos princípios da Agenda 21 gera
inserção social e oportunidades para que todos juntos possam definir
prioridades nas políticas públicas.

A análise do cenário e da situação atuais e o encaminhamento de


projetos e propostas para o futuro devem ser realizados dentro de
uma visão integrada e sistêmica das dimensões econômica, social,
ambiental e político-institucional da localidade.

RESERVADO
Alta Competência

? VOCÊ SABIA?
A Rio 92 foi orientada para o desenvolvimento
sustentável. Nesse sentido, a Agenda 21 é definida
como um processo de planejamento criado para
a sustentabilidade, cujo principal foco é o meio
ambiente. Esse processo não se limita aos temas ligados
à preservação ambiental, mas ao rompimento do
desenvolvimento preponderante, com pleno domínio
do econômico, dando vazão à sustentabilidade
ampliada, que une a Agenda ambiental e a Agenda
social, ao enunciar a indissociabilidade entre os
fatores sociais e ambientais e a necessidade de que
a degradação do meio ambiente seja enfrentada
juntamente com o problema mundial da pobreza.

160
Algumas das fortes questões contidas na Agenda 21 levam em
consideração questões estratégicas econômicas ligadas à geração
de emprego, renda e novos empreendimentos; à diminuição das
disparidades regionais e interpessoais de renda e de poder aquisitivo;
às mudanças nos padrões de produção e consumo da população
como um todo; à construção de cidades/comunidades sustentáveis e
à adoção de novos modelos, ferramentas e instrumentos de gestão.

Atualmente, diversas localidades no Brasil estão em vias de


implementar ou desenvolver sua Agenda 21, mostrando que este
é um processo social, envolvendo o compromisso de instituir novos
consensos durante sua montagem. O empenho e a responsabilidade
de emplacar e facilitar o processo de implementação das Agendas
cabe aos governos locais, trazendo para perto todos os segmentos da
sociedade, os chamados “parceiros do desenvolvimento sustentável”
ou “atores relevantes”.

RESERVADO
Capítulo 5. Desenvolvimento sustentável

A seguir, outros acordos que resultaram do mesmo processo construtivo:

• Declaração do Rio;

• Declaração de Princípios Sobre o Uso das Florestas;

• Convenção Sobre a Diversidade Biológica;

• Convenção Sobre Mudanças Climáticas.

RESUMINDO...

O conceito de desenvolvimento sustentável foi criado


durante várias reuniões entre governos de países que
se preocupam com a crescente onda de consumo de
recursos naturais e com a alarmante degradação que 161
isto causa no meio ambiente. Para que esse conceito
fosse colocado em prática, foi criada a Agenda 21,
contendo as ações, prazos e responsáveis pelas
medidas de diminuição gradativa de consumo e pelo
aumento de preocupação com as gerações futuras.

5.2. Leituras complementares

Para saber mais sobre os assuntos abordados nesse capítulo, seguem


sugestões para leituras complementares e sites relacionados:

CAPRA, Fritjof. As Conexões Ocultas: Ciência para uma Vida


Sustentável. Tradução de Marcelo Brandão Cipolla. São Paulo: Editora
Cultrix, 2002.

SATO, Michele, SANTOS, José Eduardo dos. Agenda 21 em Sinopse.


São Carlos: 1996, 41 p.

CAVALCANTI, Clóvis. Desenvolvimento e Natureza: Estudos para uma


Sociedade Sustentável. São Paulo: Cortez Editora, 1995, 429 p.

RESERVADO
Alta Competência

SÃO PAULO. Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Entendendo o


Meio Ambiente: Tratados e Organizações Internacionais em Matéria
de Meio Ambiente. Vol. I. São Paulo: SMA, 1997.

Sites relacionados

Ambiente Brasil - http://www.ambientebrasil.com.br

Universidade de São Paulo - http://www.usp.br

Ministério do Meio Ambiente - http://www.mma.gov.br

Programa Educar - http://educar.sc.usp.br

162

RESERVADO
Capítulo 5. Desenvolvimento sustentável

5.3. Exercícios

1) Com o objetivo de apresentar meios que conciliem desenvolvimen-


to e conservação ambiental, durante a Comissão Mundial sobre Meio
Ambiente foi estabelecido um conceito para desenvolvimento sus-
tentável. Cite esse conceito:

_______________________________________________________________
________________________________________________________________

2) O desenvolvimento sustentável conta com quatro elementos


principais apresentados pelo Projeto de Implementação Interna-
cional (PII).

Associe esses elementos a sua respectiva descrição:

1. Sociedade ( ) Sensibilidade aos limites e ao potencial


do crescimento econômico e seu impacto 163
na sociedade e no ambiente, com o
comprometimento de reavaliar os níveis de
consumo pessoais e da sociedade.
2. Ambiente ( ) É geralmente omitida como parte do
desenvolvimento sustentável. Entretanto,
valores, diversidade, conhecimento, línguas
e visões de mundo associados à cultura
formam um dos pilares do mesmo e uma das
bases da educação para o desenvolvimento
sustentável.
3. Economia ( ) Compreensão das instituições sociais
e seu papel na transformação e no
desenvolvimento.
4. Cultura ( ) Conscientização da fragilidade do ambiente
físico e os efeitos sobre a atividade humana
e as decisões.

RESERVADO
Alta Competência

3) A partir do conceito de Agenda 21, preencha as lacunas:

A Agenda 21, além de um ___________________ (certificado/


documento) é também um processo de ___________________
(inspeção/planejamento) ___________________, (participativo/
interativo) que tem como resultado a análise da situação atual de um
país, estado, município, região, setor. Visa de forma inquestionável
ao planejamento do futuro de forma ___________________
(significativa/sustentável).

4) Quais são os quatro temas principais da Agenda 21 e suas respectivas


seções?

_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
________________________________________________________________

5) Dentro do conceito de desenvolvimento sustentável, o que


164
representa a Agenda 21?

_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
________________________________________________________________

RESERVADO
Capítulo 5. Desenvolvimento sustentável

5.4. Glossário
CNUMAD - Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e
Desenvolvimento.

Ecodesenvolvimento - processo de transformação do meio através de técnicas


ecologicamente prudentes, de acordo com as potencialidades do mesmo, impedindo
o desperdício dos recursos e atentando para que estes sejam empregados na
satisfação das necessidades da sociedade, dada a diversidade dos meios naturais e
dos contextos culturais.

Ecossistema - associação entre a comunidade de seres vivos e o ambiente de uma


determinada área.

ONG - Organização Não Governamental.

PII - Projeto de Implementação Internacional.

PNUMA - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

Reciclagem - reaproveitamento de algum material. 165

Sociedade Civil ou Entidade Civil - denominação abrangente, para nomear


associações ou grupos organizados da sociedade, legalmente ou informalmente
constituídos, como sindicatos, clubes de serviço, associações técnicas, associações
profissionais, associações e organizações ambientalistas, associações de bairros,
organizações não governamentais em geral e outras assemelhadas.

Sustentabilidade - conceito sistêmico que se relaciona à continuidade dos aspectos


econômicos, sociais, ambientais e culturais da sociedade. Configura a civilização e
as atividades humanas. Objetiva atender às necessidades do presente, porém com
expectativas de preservação da biodiversidade e dos ecossistemas naturais, para
uso das futuras gerações.

RESERVADO
Alta Competência

5.5. Bibliografia
PETROBRAS. Curso de Formação de Novos Empregados. Apostila. E&P-SSE/UN-RIO.
Rio de Janeiro: 2006.

PETROBRAS. Meio Ambiente e Saúde. Apostila. Abastecimento. Rio de Janeiro:


2003.

166

RESERVADO
Capítulo 5. Desenvolvimento sustentável

5.6. Gabarito
1) Com o objetivo de apresentar meios que conciliem desenvolvimento e conservação
ambiental, durante a Comissão Mundial sobre Meio ambiente foi estabelecido um
conceito para desenvolvimento sustentável. Cite esse conceito:

Desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem


comprometer a capacidade de atender às necessidades das futuras gerações.

2) O desenvolvimento sustentável conta com quatro elementos principais apresen-


tados pelo Projeto de Implementação Internacional (PII).

Associe esses elementos a sua respectiva descrição:

1. Sociedade (3) Sensibilidade aos limites e ao potencial do crescimento


econômico e seu impacto na sociedade e no ambiente,
com o comprometimento de reavaliar os níveis de consumo
pessoais e da sociedade.
2. Ambiente (4) É geralmente omitida como parte do desenvolvimento
sustentável. Entretanto, valores, diversidade, conhecimento,
línguas e visões de mundo associados à cultura formam um
dos pilares do mesmo e uma das bases da educação para o
desenvolvimento sustentável.
167
3. Economia (1) Compreensão das instituições sociais e seu papel na
transformação e no desenvolvimento.
4. Cultura (2) Conscientização da fragilidade do ambiente físico e os
efeitos sobre a atividade humana e as decisões.

3) A partir do conceito de Agenda 21, preencha as lacunas:

A Agenda 21, além de um documento é também um processo de planejamento


participativo, que tem como resultado a análise da situação atual de um país,
estado, município, região, setor. Visa de forma inquestionável ao planejamento do
futuro de forma sustentável.

4) Quais são os quatro temas principais da Agenda 21 e suas respectivas seções?

• Seção I: Dimensões sociais e econômicas;

• Seção II: Conservação e gestão dos recursos para o desenvolvimento;

• Seção III: Fortalecimento do papel dos grupos principais;

• Seção IV: Meios de execução.

5) Dentro do conceito de desenvolvimento sustentável, o que representa a


Agenda 21?

Grupo de ações concretas a serem implementadas e adotadas global, nacional


e localmente, por organizações do sistema das Nações Unidas, governos e
pela sociedade civil, em todas as áreas em que a ação humana impacta o
meio ambiente.

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Anotações

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