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1 – Geografia Humana

O arquipélago de São Tomé e Príncipe descoberto em 1470 e 1471 respetivamente,


inserido na zona equatorial, marca a linha do horizonte com um contorno irregular
presenciando pontualmente com cones e picos de origem vulcânica. P32 (guia).

O arquipélago formado pela ilha de São Tomé e a ilha da cidade de Santo António fazem
parte do testemunho histórico português, como ex-colónias do império ultramarino. A sua
localização no Golfo da Guiné, em proximidade com a costa africana, teve um papel importante
durante o do seu povoamento, visto que quando descobertas em 1470 a ilha de São Tomé e em
1472 ou 1471 a ilha de Príncipe o lugar encontrava-se em estado selvagem sem indícios de
ocupação humana. (ao tempo desertas p 49 Livro São Tomé – Ponto de Partida).

Em 1485 com a primeira tentativa de ocupação deu-se o início das devastações dos
terrenos com a finalidade de cultivar cana-de-açúcar. Era necessária mão-se-obra abundante
que terá sido introduzida no arquipélago através do comércio de escravos. No fim do século XVI
o cultivo crescente do açúcar no Brasil associado à instabilidade política na ilha de São Tomé
originou a decadência da produção açucarina na ilha principal, que entrou num período de
estagnação até o início do século XIX. Dados os problemas da instabilidade política e a
decadência da produção do açúcar, a ilha de Príncipe é doada à família de António Carneiro com
a condição de que parte da produção pertenceria ao príncipe de Portugal. Povoada em 1502, a
ilha dá início às práticas do cultivo do açúcar e anos mais tarde é transferida a capital de São
Tomé para a cidade de Santo António, conferindo outro estatuto ilha. É aqui que se dá início
urbanização da cidade colonial que ainda hoje se verifica.

(A invenção de uma sociedade)

A organização «tradicional» do povoamento

“…o povoamento da ilha de São Tomé foi assegurado por dois grupos em oposição
directa e constante: o grupo europeu hegemónico, activo e interessado na formação de uma
sociedade nova, e o grupo africano dominado e passivo, formado por escravos, transportados
pelos Europeus e destinados a garantir a «domesticação do território».

Os europeus considerados como um grupo fortemente heterogéneo, em parte


constituído por portugueses livres que se deslocaram ao território incentivados pelos privilégios
e as condições oferecidos pela Coroa portuguesa. Outros vinham exercer funções militares e
politico administrativas com tempo de estadia previamente determinado, em que na maioria
dos casos não chegavam a regressar por falta de substitutos. Ainda um terceiro grupo,
caraterizado pelos portugueses degredados por crimes cometidos no reino ou outros territórios
portugueses, que correspondiam à maioria da população europeia das ilhas. O degredo para a
nova colónia tornou-se numa forma de reabilitação dos reclusos em alternativa à pena de morte
ou um extenso período atrás das grades. A nova prisão presenteava os seus reclusos com
possibilidades de enriquecimento ao controlar os escravos e comercializar os produtos
produzidos no litoral africano.

A partir da segunda metade do século XVI o crescimento económico proveniente da


produção e comércio do açúcar no arquipélago despertou a curiosidade dos europeus de
diferentes nacionalidades. Para além dos judeus castelhanos que acompanharam Álvaro
Caminha em 1493, Piloto Português refere que “Habitam ali muitos comerciantes Castelhanos,

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Franceses e Genoveses e de qualquer outra nação que aqui queiram vir habitar, se aceitam todos
de mui boa vontade” (p. 36). A urgência na ocupação da colónia e os fracassos anteriores
impulsionaram as boas condições oferecidas pela Coroa portuguesa a quem tivesse interesse
em explorar o novo território. “terra farta e barata para cultivar em função dos capitais
possuídos e provados – a todo o comerciante português ou estrangeiro que aí se quisesse fixar”
(p.36).

O segundo grupo que considerado o maior núcleo populacional das ilhas era constituído
por escravos com origens das diferentes zonas do litoral africano, sobretudo da Guiné,
Manicongo e Benim. A sociedade santomense encontrava-se assim dividida entre os Europeus
ou Brancos, que organizavam-se pelos estatutos dos cargos exercidos e a quem pertencia o
poder, o controlo sobre o território, o domínio da estrutura social, encarregues de assegurar a
colonização e o valor económico das ilhas; e os negros sendo um grupo dominado e passivo,
uma fonte de mão-de-obra barata que garantiam a domesticação do território. (p.33).

A estrutura do povo santomense resulta de uma mistura de vários povos que resultou
do cruzamento de várias raças que ocuparam a ilha não só durante as tentativas de colonização
mas também durante aos apogeus económicos associados às monoculturas que tornaram
atrativo o território santomense aos europeus e mais tarde aos brasileiros.

A ocupação do arquipélago era vista como uma oportunidade de tornar rentável o


território insular. As primeiras tentativas de ocupação não foram bem sucedidas devido às
caraterísticas do clima local às quais os europeus não eram familiares, responsável pela morte
de muitos homens. A visão sobre África no séc. XV em que “Homens monstruosos e animais
ferozes povoavam o imaginário europeu” ) (p.32) foi reforçada com a deportação dos
condenados, transformando o território em “terras de castigo destinadas aos criminosos”
(p.32).

Ao contrário do que aconteceu com a ocupação do arquipélago da Madeira e dos


Açores, em que a colonização deu-se essencialmente por homens do continente europeu e
alguns moçárabes, Cabo Verde e São Tomé assume outro registo. Havendo dificuldades na sua
ocupação, marcada pela elevada taxa de mortalidade dos europeus, o império português
recorreu aos povos africanos acostumados ao clima, como única forma de garantir o início da
povoação e o desenvolvimento da economia local.

A colonização do território criou uma nova sociedade com um povo miscigenado, em


que passa a haver uma associação entre dois grupos: os europeus em minoria, na tentativa de
valorizar as ilhas ocupavam o poder e controlavam o território; e os africanos, orientados e
controlados pelos europeus, com papel fundamental na africanização do território
desconhecido e temido pelos europeus.

2 - Contexto Histórico

Descoberta e colonização das Ilhas – Séc. XV

No final do século XV, o império português liderado por D. Afonso V navega a costa
africana à procura de novos territórios e novas ligações marítimas para enraizar a sua cultura.

No ano de 1470, na viagem realizada por João de Santarém e Pêro Escobar, o território
ultramarino português expande os seus limites quando as embarcações desembarcam na ilha
de São Tomé. O território achado encontrava-se deserto, sem vestígios de população, apenas
ocupado pela vegetação densa e selvagem. A primeira tentativa de ocupar a nova colónia

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ocorreu anos mais tarde em 1485 por João Paiva, que trouxe colonos de origem europeia. Estes
confrontados com a novidade do clima tropical e a vegetação muito densa não tiveram sucesso
na colonização do arquipélago. O sucesso da colonização ocorre apenas à terceira tentativa com
a operação a cargo de Álvaro Caminha acompanhado de um plano de ocupação da Baía Ana de
Chaves, a cidade capital de “Póçon”.

O império português ao considerar o arquipélago como potencial fonte de rendimento


inicia a monocultura da cana do açúcar, sendo na época a principal atividade económica nas
ilhas. O trabalho árduo no cultivo exigia mão de obra abundante, inexistente no território na
época. Os colonos europeus com dificuldades na adaptação ao novo território não resistiam ao
clima severo e eram confrontados inúmeras vezes com epidemias que provocavam a sua morte.
Com o número de colonos a reduzir e grande parte do território por explorar, o império
português recorre à mão de obra escrava do continente africano para manter e progredir na
exploração da nova colónia.

O território da costa africana em proximidade com o equador era considerado o local


com o clima ideal para a produção do produto. A anterior experiência do cultivo da cana-de-
açúcar sucedida no arquipélago da Madeira, serviu de incentivo à exploração de novos
territórios para a sua produção visto que os lucros atingiam valores apelativos à Coroa.

O território brasileiro após a sua descoberta também acolheu a produção da cana


açucareira, e que anos mais tarde afetou negativamente a economia de São Tomé e Príncipe. O
açúcar produzido em continente africano diferenciava-se pela sua cor e consistência que não
correspondia ao açúcar branco e duro produzido no Brasil. A comercialização do açúcar branco,
mais valorizado pelos europeus, interferiu na exportação do produto africano considerado de
menor qualidade dando início a um período de crise em São Tomé.

O povo com diferentes origens e etnias africanas introduzido pelos portugueses na


colónia criou o fenómeno de miscigenação. A partir do séc. XVI, a população negra e mulata
residente no arquipélago passou a ser predominante. A vinda de novos colonos de origem
europeia para a colónia contribuía na multirracialidade da população local, e a integração entre
o europeus e africanos resultou ainda com maior facilidade após o reconhecimento dos direitos
de homens livres aos filhos de escravos nascidos em São Tomé e Príncipe.

Após o período de desenvolvimento da colónia, o século XVI é marcado por revoltas de


escravos, conflitos político-sociais, ameaças de invasão e a perda de ligação com o continente.
Todos estes fenómenos prejudicaram a circulação de mercadorias, entrada de escravos e novos
técnicos profissionais no arquipélago, que em conjunto com o êxodo para o Brasil, o novo
território de produção açucareira, instalou-se um clima de instabilidade política e decadência
económica.

No período entre séc. XVI e XVII como consequência dos acontecimentos menos
favoráveis, o papel desempenhado pelo arquipélago é nada mais que um porto de passagem
para embarcações. Para além dos problemas acima descritos, a cidade de São Tomé perde
gradualmente a sua importância enquanto capital com a queda do preço do açúcar, em
simultâneo com uma instabilidade política, doenças originadas em pântanos e falta de
salubridade devido ao mau sistema de esgotos. Nesse contexto, no dia 15 de novembro de 1753,
São Tomé deixa de ser a capital da colónia para dar a vez à cidade de Santo António assumir o
cargo por decisão régia. A transferência da capital para Príncipe surge em resultado das
potencialidades que apresentava para acolher a nova sede governamental das ilhas.

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Período do café e do cacau (XIX – XX)

Nos finais do séc. e início do séc. XVII, após a descoberta do brasil os europeus dirigem-
se ao continente americano em busca de novos produtos e novos mercados. Na viagem seguiam
alguns mestres do açúcar e engenheiros que abandonaram São Tomé à procura de melhores
territórios para a plantação da cana açucareira no continente americano. A grande qualidade do
açúcar produzido no Brasil em comparação com o açúcar amarelo humedecido e pouco
desejado pelos europeus transformou a nova colónia na maior potência para a exploração e
produção do produto. Assim, para maximizar os lucros toda a produção açucareira de São Tomé
foi transferida para o continente americano e em contrapartida, introduziram-se duas novas
plantas na colónia africana de origem brasileira, que anos mais tarde irão regenerar a economia
santomense.

A reconversão agrícola do arquipélago resultante das plantações do café e cacau teve


um papel relevante no progresso do desenvolvimento económico de São Tomé, e possibilitou a
atingir novos períodos áureos após o apogeu e decadência da produção do açúcar. Foram
concebidas novas estruturas com a designação de Roças, para desenvolver a produção dos
novos produtos. Visto que grande parte da mão-de-obra terá seguido em direção ao continente
americano para cultivar a cana do açúcar, Portugal sem poder abdicar do lucro da produção só
conseguiu multiplicar o número de trabalhadores nas roças com recurso à escravatura.

Foi o governador João Baptista e Silva que introduziu a planta do café nas ilhas em 1780.
Os campos cultivados estenderam-se rapidamente pelo pequeno território e a qualidade do
produto ganhou visibilidade a nível mundial, atraindo de novo os comerciantes europeus e
novos investidores de origem brasileira. A qualidade do café produzido era apreciada não só
pela Metrópole, mas também por outros países europeus tais como França, Holanda, Itália e a
Alemanha. Apesar da riqueza do solo, do clima favorável e da mão-de-obra barata, que faziam
nascer a riqueza do reino, o cultivo do café tornava-se cada vez mais competitivo, os países com
caraterísticas semelhantes a São Tomé com território mais vasto influenciavam o preço do
produto. Apesar do café produzido ser de alta qualidade, a colónia não tinha capacidades de
competir no mercado pelo constrangimento de um território muito limitado. Como
consequência do crescimento da oferta do café, as roças reduzem gradualmente a sua produção
até 1910, quando se deu o abandono.

A partir do ano 1899 a produção do café ocupava apenas um terço do território, e o


restante destinado ao cacau. Em 1913 a São Tomé é concebido o estatuto de maior produtor de
cacau do mundo, ano em que a produção atinge as 35 toneladas. A partir dessa altura, o cacau
torna-se a maior fonte de rendimento do arquipélago até à data.

Do estado novo à atualidade

No ano 1930 com o Ato Colonial, o controlo do governo central sobre os territórios
ultramarinos torna-se mais exigente, estatutos de altos comissários são substituídos por
governadores que representam o ministério nacional.

Os acontecimentos marcados pela Exposição Colonial Portuguesa (1934) e a Exposição


do Mundo Português (1940) revelam em forma de propaganda as realizações do regime
português em território colonial enquanto potência imperialista. Parte destas exposições eram
destinadas a apresentar o mundo nativo colonial e o carater arquitetónico que as colónias
deveriam demonstrar como a afirmação da arquitetura colonial luso-descendente. Como

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exemplo, as moradias unifamiliares com traçado tradicional que importavam os elementos
nacionais para as diferentes colónias ultramarinas.

O ano de 1951 é marcado pelo reconhecimento do arquipélago como Província


Ultramarina, astuto esse que vai originar o desenvolvimento e planeamento do território
santomense. No caso da cidade de Santo António de Príncipe, é desenvolvido um plano de
urbanização que desenvolve novos bairros e novas estruturas na pequena cidade. São estudados
vários planos para propostas de expansão, inclusive novas tipologias habitacionais, constituídas
maioritariamente por moradias unifamiliares com único piso, no qual se organizam entre 2 a 3
quartos, sala de convívio ou salas de jantar, uma cozinha e um espaço exterior. O esforço na
reformulação da cidade de Santo António durou até à década dos anos 50, mas sem sucesso.
Assim sendo, o traçado caraterístico dos primeiros colonos que ocuparam a ilha, especialmente
a partir da a altura em que Príncipe terá sido urbanizado quando acolheu a capital manteve-se
como o mais influente.

O massacre de Batepá ocorrido em 1953 surge como consequência na recusa da


participação protestantes nos trabalhos da urbanização do território. O plano para a
urbanização exigia grande mão-de-obra em falta na época, nesse sentido o governo português
propõe recorrer aos descendentes dos escravos livres considerando-os como fontes de trabalho
barato. A população e o governo entram em conflito por um lado pela negação dos
trabalhadores perante o trabalho mal pago e, por outro, o receio do governo poder enfrentar
uma revolução comunista, levando ao massacre dos protestantes.

Anos mais tarde na década de 60, dá-se o início da descolonização do arquipélago. O


atual partido MLSTP teve as origens nesta época, que com uma visão marxista, torna-se
responsável no desenvolvimento do território nos anos após o domínio português.

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3 - Santo António do Príncipe – Surgimento e evolução

O desenho urbano proposto neste trabalho exige o


entendimento do processo de formação e a história
da forma da cidade de Santo António. A prática do
traçado urbano deve ser orientada pela leitura da
forma da cidade sedimentada (Coelho, p.37) de
modo a fundamentar e relacionar a nova
abordagem com o locus. “Em Arquitetura é mais
importante seguir o estilo do lugar do que o estilo do
tempo” (Asplund, 2002. P33). Para entender a
história urbana da ex-colónia portuguesa recorreu-
se à interpretação dos mapas da cidade de Santo
António visto que existe pouca informação
disponível que acerca do crescimento e
desenvolvimento da cidade.

Trata-se de uma pequena povoação ao


estilo medieval de tradição portuguesa, assente
sobre um traçado reformulado de influência
pombalina após um incêndio avassalador de 1747.

A cartografia de 1757, representa o


território pouco edificado da nova capital. Nesta
fase inicial, a forma da cidade é caraterizada por um
pequeno aglomerado de edifícios que delimitam os
seus elementos primários, as ruas e os edifícios de
exceção. O eixo marcado pela rua do Rosário desde
a igreja da Nossa Senhora da Misericórdia, interseta
perpendicularmente a rua da Matriz (designada por
rua de Stº António no mapa de 1888) e a rua dos
Prazeres define o ponto de partida do crescimento
gradual e evolutivo da cidade. As ruas anteriormente referidas assumem aproximadamente a
mesma dimensão e igual grau importância. Definem o espaço público da pequena cidade que
vai permitir atravessar e conduzir a população aos diferentes lugares e atividades distribuídos
longitudinalmente ou em proximidade da via, delimitados nas suas extremidades por edifícios
de carater excecional, as igrejas.

Nesta fase inicial, a cidade já conta com o edifício da alfândega, e um porto apesar de
não existir fisicamente uma estrutura que o identifique. Devido à qualidade de imagem do mapa,
alguns nomes não são percetíveis, mas é possível através do desenho entender a importância
da igreja na organização do espaço. São contabilizadas ao todo cinco edifícios religiosos e uma
capela, como edifícios singulares rematam as extremidades dos eixos com pequenos largos
dando origem maiores espaços públicos. A nova capital de São Tomé com um desenvolvimento
linear à semelhança das cidades medievais com localização estratégica, assenta num vale plano
adjacente a uma baía natural com vantagens para as navegações e defesa do território.

A transferência da capital para a ilha no ano de 1753 reforçou o seu caráter de


descendência europeia, apesar de não ser uma cidade tipicamente europeia, Santo António tal

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como São Tomé destacam-se das cidades tradicionais genuinamente africanas, não só pela
forma como se organiza o tecido urbano mas também pelas caraterísticas da arquitetura
tradicional portuguesa implantadas no arquipélago como um marco do império português.

Em 1888 apesar da cidade continuar pouco desenvolvida surge o desenho da


implantação portuária, novas ruas paralelas ao eixo da rua do Rosário e ainda a rua da ponte
que estabelece a ligação com a outra margem do rio Papagaio anteriormente interrompida. A
cidade mantém os seus elementos primários anteriormente estabelecidos e organiza-se ao
longo da extensão das ruas, sem uma imagem de conjunto previamente planeado.

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