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UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

IACS – INSTITUTO DE ARTES E COMUNICAÇÃO SOCIAL

GCI – DEPARTAMENTO CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À BIBLIOTECONOMIA

ALUNA: DAYANE DA SILVA MATRÍCULA: 418001058

Fichamento: BRADFORD, S.C. Natureza, origem e finalidade da documentação. In:


Documentação. 2ª ed. Londres: Fundo de Cultura, 1953. P. 68-77.

CITAÇÕES

“Documentação é uma arte prática, posta em execução por uma irmandade de entusiastas
dedicados [...] É a arte de coletar, classificar e tornar facilmente acessíveis os registros de
todas as formas de atividade intelectual” (p. 68)
A documentação surgiu com o intuito de solucionar os problemas da crescente produção de
documentos, criados através de atividades intelectuais (não orgânicos), utilizando práticas
como classificar, coletar e resumir essas informações.

“A documentação origina-se da necessidade de colocar em ordem os processos de adquirir,


preservar, resumir e proporcionar, na medida do necessário, livros, artigos e relatórios, dados
e documentos de todas as espécies.” (p. 68-69)
‘Todas as espécies’. O que seria, especificamente, espécies? Não fica claro no texto.

“[A documentação] trata-se, porém, de um aspecto especial, que requer um estudo especial,
pois enquanto a biblioteconomia ocupa-se de todos os aspectos do tratamento dos livros, a
tarefa do documentalista consiste em tornar disponível a informação original registrada em
artigos de periódicos, folhetos, relatórios, especificamente de patente e outros registros
semelhantes.” (p. 69)
Documentação seriam todos os tipos de linguagem documentária? Já que a tarefa do
documentalista é tornar acessível à informação original dos registros.

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“A classificação é a base fundamental do processo de documentação. Sua origem se deve
antes às necessidades comuns dos negócios do que às exigências intelectuais.” (p. 70-71)
A necessidade de classificar a documentação veio para atender aos problemas da
administração (negócios) em conseguir filtrar as informações úteis, e não veio do campo
intelectual; para atender as exigências ‘acadêmicas’.

“Até 1840 [...], todas as bibliotecas eram apenas simples museus de livros” (p. 71)

“Somente em 1873 surgiu, com Melvil Dewey, a ideia da utilização de uma classificação
normalizada, dotada de uma notação decimal e de um índice alfabético dos símbolos, para a
ordenação de livros e outros documentos em todas as bibliotecas.” (p. 73)

“A partir de então, os bibliotecários começaram a realizar sua dupla tarefa de coletar os


registros impressos do esforço e do pensamento humano e de se tornar acessível à informação
registrada sobre um assunto particular.” (p. 74)

RESUMO
Samuel Clement Brandford era inglês e tinha formação de matemática, química,
biblioteconomia, documentação e ciência da informação. Sua atuação foi grande nas últimas
três áreas, chegando a ser eleito, em 1945, presidente da International Federation for
Information and Documentation (FID), criado por Paul Otlet, na Bélgica.
Vimos que Brandford não era apenas bibliotecário. Ele ajudou na construção das áreas
de documentação e da ciência da informação. No artigo, o autor distingue a documentação da
biblioteconomia dizendo que a documentação tratará da disseminação da informação. Já a
biblioteconomia, se ocupa do tratamento dos livros em si.
Para isso, a documentação vem trazendo métodos de representação da informação,
visto que a produção documental, seja ela administrativa e científica, estava crescendo e
necessitavam de medidas para que filtrassem qual documento/informação era relevante.
Já existiam algumas sistematizações de organização dos livros nas bibliotecas, que
eram o catálogo de autor e o de assunto (1840); a classificação do Dewey (1873). Porém,
desde essa época, mas intensificado no século XX, os cientistas já diziam que deveríamos
encontrar formas de organizar os estudos individuais, que eram divulgados em periódicos e
em outros tipos de publicações.

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A documentação surgiu com essa finalidade, de ordenar a informação e, para isso,
coleta e classifica com o intuito de dar acesso a registros de “todas as formas de atividade
intelectual”.