Você está na página 1de 40

Frente 1 Frente 2 Frente 3 Frente 4

Teoria dos Relações Métricas no Ponto Matriz: conceito,


Ficha 1

Conjuntos Triângulo Retângulo Reta e Plano igualdade e operações

4 16 26 34
Operações Relações Perímetro e área de Matriz: operações e
com Conjuntos Trigonométricas no figuras planas aplicações
Ficha 2

Triângulo Retângulo

6 18 28 36
Conjuntos Arcos - Ângulos e Perímetro e área de Determinantes:
Ficha 4 Ficha 3

Numéricos comprimento de arcos figuras planas conceito e resolução

10 20 28 38
Números Relações trigométricas Polígonos regulares Sistemas Lineares
Complexos fundamentais na no cotidiano (conceito e classificação)
Circunferência

12 22 30 40
Operações entre Relações trigométricas Congruências e Sistemas Lineares
Ficha 5

Números Complexos - Identidades semelhanças de (conceito e classificação)


Trigonométricas figuras planas

14 24 32 40
Fre
01 nte
Fic
Teoria dos 01 a
h

CONJUNTOS
I 2. Nomeando
ntuitivamente, associamos à idéia de conjunto as de grupo, coleção ou clas-
se e, à idéia de elemento, os objetos ou “coisas” que constituem o conjunto.
Vamos aqui começar a visualizar esses elementos que constituem conjuntos, n Representamos um conjunto por
uma letra maiúscula e nomeamos
observando situações que estão presentes em nosso dia-a-dia.
seus elementos entre chaves.

Exemplo:
O que é um conjunto?
V= {a, e, i, o, u}

Conjunto de carros n Não existe uma definição de conjunto, 3. Propriedade característica


mas existe uma idéia de que está associada
à coleção de objetos, reunião ou grupo de n Representamos um conjunto por
pessoas,etc. meio de uma propriedade caracte-
rística de seus elementos, sem no-
meá-los
Conjunto de casas n Um conjunto qualquer é forma-
do por elementos. Da mesma for- Exemplo:
ma que conjuntos, elementos são
V= {vogais do alfabeto}
entes matemáticos primitivos, por-
tanto sem definição. ou

Conjunto de árvores
V= {x/x é vogal}

n A maneira de representar um
conjunto não é importante. O que
importa é que fique evidente o con-
junto e os elementos que queremos
Conjunto de pessoas representar.

n A propósito, entre um elemento x


qualquer e um conjunto A qualquer
existem duas e somente duas possi-
bilidades de relacioná-los.
Como é que se representa um conjunto?
Um conjunto pode ser representado de várias 1ª Possibilidade
maneiras, entre as quais três são mais usuais: O elemento x é um dos elementos
que constitui o conjunto A. Usando
símbolos:

1. Diagrama X ∈ A → X pertence a A

2ª Possibilidade
Representamos um conjunto por diagramas (cur- O elemento x não é um dos elemen-
vas fechadas) e no seu interior colocamos seus ele- tos que constitui o conjunto A. Usan-
mentos. do símbolos:

X ∉ A → X não pertence a A
D

ré Sendo o conjunto M: M 4, 7, 9,
V
lá mi 11, 13

a podemos dizer que :
sol fá o
e 4∈M
i u
5∉M

4 n Matemática www.portalimpacto.com.br
4. Conjunto vazio 6. Conjunto Universo
n Um conjunto, embora seja associado a uma coleção de objetos, às vezes n O conjunto Universo de um estudo é
não possui elementos. aquele ao qual pertencem todos os elemen-
n Observe aqui a quantidade de pessoas que estão dentro da piscina... tos desse estudo. Graficamente, o Universo
será representado por um retângulo envol-
vendo os outros conjuntos.

A B

n Como representar um conjunto vazio, ou seja, um conjunto que não


possui elementos?

∅ ou { }

Cuidado: {∅} ≠ ∅
+ +

5. Subconjunto
1. Você viu que entre um elemento qualquer e um conjunto qualquer existem apenas duas possibilidades de relacioná-los. Analo-
gamente, entre dois conjuntos quaisquer, também existem apenas duas maneiras de relacioná-los:
2. Consideremos o conjunto B formado pelos membros da Seleção Brasileira de Futsal. Com os elementos de B, podemos for-
mar o conjunto H, de todos jogadores da Seleção, e o conjunto M, de toda a comissão técnica.
3. Dizemos que os conjuntos H e M são Subconjuntos de B.
4. Se um subconjunto T de pessoas possui como elemento pelo menos uma pessoa que não seja membro da Seleção Brasileira,
dizemos que T não é subconjunto de B.

Indicamos esses fatos por:

H ⊂ B (lê-se: “H está contido em B”)


M ⊂ B (lê-se: “M está contido em B”)
T ⊄ B (lê-se: “T não está contido em B”)

Propriedades importantes:
P1. O conjunto vazio é subconjunto de qual-
quer conjunto.
P2. Todo conjunto é subconjunto de si mesmo.

A ⊂ B e B ⊂ A então A = B

www.portalimpacto.com.br n Matemática 5
Fre
01 nte
Operações com Fic
h

CO N J U N TO S
02 a

União entre conjutos Intersecção entre conjuntos

Intersecção A

D
B
ados os conjuntos A e B, quais- n Dados dois conjuntos A e B chama-
se Intersecção entre A e B ao conjunto
quer, chama-se união ou reu-
formado pelos elementos comuns entre
nião de A com B, ao conjunto A e B, isto é, pelos elementos que per-
formado pelos elementos que perten- tencem ao conjunto A e ao conjunto B.
cem ao conjunto A ou ao conjunto B.
Indica-se por A ∪ B e lê-se “A união B”
A ∩ B = { x / x ∈ A e x ∈ B}
A B

Portanto: B A
n Diagramas de Venn representativos
da intersecção entre A e B:
A ∪ B = {x / x ∈ A ou x ∈ B}
A B

Observação: Dois conjuntos são


Utilizando diagramas temos: disjuntos quando não possuem ele-
mentos comuns, isto é, A ∩ B = ∅.
A B

Diferença entre conjuntos

Observe nos diagramas a seguir


que, se B ⊂ A, então A ∪ B = A n Dados dois conjuntos A e B, chama- 2. A = {a, b, c, d}
mos Diferença A – B ao conjunto forma- B = {c, d, e, f}
do pelos elementos de que pertencem
A a A e não pertencem a B. Resp. A - B = {a, b}
B

a c e
A - B = { x / x ∈ A e x ∉B}
Note nos diagramas como ficará a b d f
união de dois conjuntos disjuntos:
Os conjuntos A e B, vamos efetuar a di- A B
ferença A - B. A região assinalada nos
diagramas representa a diferença.

1. A = {1, 2, 3, 4}
B = {7, 8, 9} 3. A = {2, 4, 6, 8, 10}
Resp. A-B=A B = {2, 4, 6}
Exemplos:
Resp. A - B = {8, 10}

a) Sendo A = {0, 2, 4} e B = {0, 2, 6, 8}, 2 7 8


então: A ∪ B = {0, 2, 4, 6, 8}
1 3 8 9
B 2 4
b) Sendo A = {0, 2} e B = {0, 2, 6, 8}, en-
tão: A ∪ B = {0, 2, 6, 8} 4
6 10
A B A
c) Sendo A = {1, 3, 5} e B = {2, 4, 6}, en-
tão: A ∪ B = {1, 2, 3, 4, 5, 6}.

6 n Matemática www.portalimpacto.com.br
Intervalo fechado Intervalo aberto
4. A = {8, -8, 6, -6}
B=Ø
Resp. A-B=A Números reais maiores ou iguais a Números reais maiores que p e me-
p ou menores ou iguais a q. nores que q.
A

-8 6 p q p q

Intervalo: [p, q] Intervalo: ]p, q[


6 -8 Conjunto: {x ∈ IR p ≤ x ≤ q} Conjunto: {x ∈ IR p < x < q}

Complementar Intervalo fechado à esquerda Intervalo fechado à direita

Quando dois conjuntos A e B são tais Números reais maiores ou iguais p e Números reais maiores que p e me-
que A ⊂ B, dá-se o nome de comple- menores que q. nores ou iguais a q.
mentar de A em B à diferença B – A.
Observe o diagrama. A região assinala- p q p q
da representa o complementar de A em
B, que indicamos por Intervalo: [p, q[
Intervalo:] p, q]
Conjunto: {x ∈ IR p ≤ x < q}
Conjunto: {x ∈ IR p < x ≤ q}
A⊂B⇒ =B-A

A B + +

Exemplos:
Operações com intervalos
1. A = {23, 24}
B = {21, 22, 23, 24, 25}
Considere os conjuntos A e B e analise cada uma
2. A = {x / x é par positivo} das operações:
B = {x / x é inteiro positivo}
1. União ou reunião:
= {1, 3, 5, 7, 9,...}

a b
Observação:

Quando nos referimos ao complementar c d


de um conjunto A em relação ao
AB
Universo U, utilizamos simplesmente o a d
símbolo A’ ou A. 2. Interseção:

a b
Intervalos
c d
Podemos representar o conjunto dos números reais as- A∩B
A B
c b
sociando cada número x ∈ R a um ponto de uma reta r.
Assim, se convencionarmos uma origem O, associando 3. Diferença:
a ela o zero, e adotarmos um sentido positivo para esta
reta, teremos aquela que denominamos por Reta Real.
a b

-2 3 -1 0 1 2
2 c d
2
A-B
Chamamos de intervalo qualquer subconjunto contí- a c
nuo de IR. Dados p e q reais (p < q), podemos definir
os intervalos:

www.portalimpacto.com.br n Matemática 7
Fre
01 nte
Relação de Fic
2.1 ha

INCLUSÃO
É
toda relação estabelecida entre Exemplo:
conjuntos. Para isso utilizaremos Conjuntos Iguais
os símbolos de inclusão.
Considerando os conjuntos A Dados dois conjuntos quaisquer
⊂ Está Contido = {a, b, c} e B = {a, b, m, n}, obser- A e B, dizemos que A é igual a B,
⊄ Não Está Contido vamos que nem todos os elemen- se, e somente se A ⊂ B e B ⊂ A, ou
⊃ Contém tos de A pertencem a B. seja, quando possuem os mesmos
⊃ Não Contém elementos, independentemente da
maneira que apareçam escritos no
Nesse caso, dizemos que A conjunto.
Exemplo:
não está contido em B e indica-
mos: A ⊄ B.
Considerando os conjuntos Também podemos dizer que B Notação:
A = {1, 2, 3} e B = {1, 2, 3, 4, não contém A e indicar: B ⊃ A
5}, temos:
A=B
Todo conjunto é subconjunto de si
.1 .4 mesmo, isto é: A ⊂ A. E o Conjunto
B A .2
Vazio é subconjunto de qualquer con- Lê-se: o conjunto A é igual ao
.3 .5
junto, isto é,  Ø ⊂ A, qualquer que Conjunto B.
seja o conjunto A.

Então, observe que nesse caso,


todos os elementos do conjunto A Conjuntos das partes de um
Observação:
também pertencem ao conjunto B. conjunto
Logo, dizemos que A está contido em É importante não esquecer que
a Relação de Inclusão só será Consideremos o conjunto A = {3,
B, ou A é subconjunto de B, ou A é
utilizada para relacionar Conjunto
parte de B. com Conjunto.
5, 7}, vamos formar todos os seus
Indicamos que A está contido em possíveis subconjuntos:
B da seguinte maneira: A ⊂ B.
Se A ⊂ B, podemos também dizer Ø
que B contém A e indicar: B ⊃ A. Sem elementos
conjunto vazio
Com um
{3}, {5}, {7}
Contextualizando com a Geografia elemento
Com dois {3, 5}, {3, 7},
elementos {5,7}
Com três
{3, 5, 7}
elementos
Denominamos conjunto das par-
tes de um conjunto A, não-vazio, ao
conjunto P(A) formado por todos os
subconjuntos do conjunto A.

No exemplo dado temos:

Amazônia Legal Região Norte


Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, P(A) = {Ø, {3}, {5}, {7}, {3, 5}, {3, 7},
Amapá, Pará, Tocantins
Amapá, Pará, Tocantins, Maranhão e {5, 7}, {3, 5, 7}}
Mato Grosso

8 n Matemática www.portalimpacto.com.br
Exemplos:
Comentários:

É importante observar que 1. Determine quantos elementos Resolução:


esses subconjuntos do conjun- tem o conjunto das partes de A,
to A são elementos do conjun- sabendo que A tem 4 elementos. Não possua elementos ∅
to P(A). Então é correto afirmar Possua um elemento {1}, {3}
que {3} ∈P(A) e não {3} ⊂ P(A). Possua dois elementos {1, 3}
Resolução:
P(B) = {∅, {1}, {3}, {1,3}}

Observação: n[P(A)] = 2n ⇒ n[P(A)] = 24


3. Determine quantos elementos
O número de elementos do portanto n[P(A)] = 16 elementos tem o conjunto das partes de B,
conjunto das partes de um sabendo que B tem 2 elementos.
conjunto de n elementos é dado
por 2n. Então: 2. Determine o conjunto das par- Resolução:
tes do conjunto B = {1 , 3}. n[P(B)] = 2n ⇒ n[P(B)] = 22
n[P(A)] = 2n portanto n[P(B)] = 4 elementos

Operações com conjuntos

+ +
Aplicações no dia-a-dia

n Vejamos então, como seria para se obter o número de elementos da união de dois conjuntos.

n Vamos imaginar então dois grupos de executivos de uma empresa, que chamaremos de “A” e “B”. Uma parte desses execu-
tivos estão defendendo a proposta A, outra parte a proposta B e um número deles que acham que ambas as propostas são
boas. O diagrama a seguir representa esta situação, na forma de dois conjuntos A e B, e a união A ∪ B pode ser representada
pela figura toda.

Sérgio José Rita Ruy João Beto

www.portalimpacto.com.br n Matemática 9
Fre
01 nte
Conjuntos Fic
h

NUMÉRICOS
03 a

N
úmero é um ente matemático utilizado para descrever quantidades ou medidas. Os números estão presentes em nosso
dia-a-dia de maneira direta ou indireta. Nos jornais, revistas, televisão e até mesmo na música os números estão pre-
sentes. É difícil imaginar um mundo sem números, pois se os números não existissem voltaríamos no tempo.
Neste Capítulo estudaremos a classificação dos números bem como os intervalos reais.

Conjunto dos Números Naturais

É formado por números utilizados na contagem e ordenação de elementos.

N = {0, 1, 2, 3, 4, 5, ...}

N* = {1, 2, 3, 4, 5, ...} é o conjunto dos números naturais não-nulos.

Conjunto dos Números Inteiros

É uma expansão do conjunto dos números naturais.

Z = {..., -5, -4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4, 5,...}

N
Para excluir os números positivos de um conjunto utilizamos o símbolo – (menos) e para excluir os negativos, utilizamos
o + (mais). Deste modo:
Z* = {..., -5, -4, -3, -2, -1, 1, 2, 3, 4, 5,...} é o conjunto dos números inteiros não-nulos.
Z+ = {0,1, 2, 3, 4, 5,...} é o conjunto dos números inteiros não-negativos.
Z- = {..., -5, -4, -3, -2, -1, 0} é o conjunto dos números inteiros não-positivos.
Z*+ = {1, 2, 3, 4, 5,...} é o conjunto dos números inteiros positivos.
Z*- = {..., -5, -4, -3, -2, -1} é o conjunto dos números inteiros negativos.

Conjunto dos Números Racionais (Q)

É formado pelos números que possuem representação fracionária com numerador e denominador inteiros (denominador
não-nulo).

z z

De modo análogo ao proposto para o conjunto dos números inteiros, temos Q*, Q+, Q-, Q*+ e Q*-

Os números que apresentam representação fracionária e, portanto são números racionais são:

A) Números inteiros
Todo número inteiro possui representação fracionária, veja os exemplos:
5 10 15
a)  5       , portanto -5 ∈Q.
1 2 3
0 0 0
b) 0    , portanto 0 ∈Q.
1 2 3

7 14 21
c) 7    , portanto 7 ∈ Q.
1 2 3

10 n Matemática www.portalimpacto.com.br
2
B) Frações próprias, impróprias e números mistos a) 0,222... = , portanto. Esta dízima é chamada periódi-
Observe os exemplos: 9
3 4 1 ca simples, pois imediatamente após a vírgula percebemos
a) , , 3  Q
5 2 3 a presença do período 2.
29
b) 0,322... =, portanto. Esta dízima é chamada periódica
C) Números decimais exatos 20
Número decimal exato é aquele que apresenta um número composta, pois após a vírgula percebemos a presença do
finito de casas (ordens) decimais. Observe os exemplos: número 3 (pré-período) antes do período 2.
2 1
a) 0,20 = = , portanto 0,2 ∈ Q
10 5
135 27 , portanto 1,35 ∈ Q
b) 1,35 = =
100 20

D) Dízimas periódicas simples e compostas


Dízimas são números decimais que apresentam infinitas
casas (ordens) decimais. São chamadas periódicas quan-
do, após a vírgula, apresentam repetição de um número
infinitas vezes. Este número é chamado período. Observe
alguns exemplos:

Conjunto dos Números Irracionais (R - Q) ou I.

Números irracionais são as dízimas não-periódicas, isto é, b) O número de Euler.


são números decimais que apresentam infinitas casas deci- e = 2,78281828459045235360287471352
mais, porém não possuem período. São números que não
Podemos obter números irracionais extraindo raízes não-
resultam da divisão entre dois números inteiros.
exatas como segue:
Os números irracionais mais famosos são: c) 2 = 1,4142135623730950488016887242097...
a) O PI.π = 3,14159265358979323846264338322795... d) 2 = 1,7099759466766969893531088725439...
3

Conjunto dos Números Reais (R)

Chama-se número real a qualquer número racional ou


irracional. Deste modo podemos dizer que o conjunto Q
dos números reais é a união entre o conjunto dos nú-
meros racionais e o conjunto dos números irracionais. R Z R-Q
R=Q∪I N
De modo análogo ao proposto para os conjuntos dos
números racionais, temos R*, R+, R-, R*+ e R*- .

Números Complexos (C)


+ +
O conjunto dos números comple-
xos é uma expansão do conjunto
dos números reais e foi criado com
o surgimento da unidade imaginá- origem dos números complexos

ria i cujo valor é -1. Esta unidade Os números complexos apareceram no século
imaginária solucionou problemas XVI ao longo das descobertas de procedimen-
como o cálculo de raízes quadra- tos gerais para resolução de equações algébri-
das de números negativos, veja: cas de terceiro e quarto grau.

-9 = 9 . (-1) = 9 . -1 = 3.i

www.portalimpacto.com.br n Matemática 11
Fre
01 nte
Números Fic
h
04 a

COMPLEXOS + +

N
enhum número multiplicado por si mesmo pode dar um número negativo. Assim, a raiz quadrada de um núme-
ro negativo é uma operação impossível. Como lidar com esses números, já que não existem? Cardano em 1539
deparou-se com eles ao tentar resolver equações algébricas. Apareceram como raízes de equações e por isso foram
chamados de números. Cardano resolveu o impasse lidando com eles como se fossem números reais. Mas quem
desvendou o mistério foi Gauss, criando uma unidade imaginária i cujo quadrado seria -1 e dando aos números uma
estrutura algébrica. Como resultado dessa descoberta fundamental os números complexos preencheram todos os vazios.
Tornaram-se os números por excelência, contendo em si todos os demais. os números “escondem” as suas identidades,
somente revelando o que realmente são, quando utilizados. Quer dizer, o exato significado de um número depende do
contexto em que está inserido.

2. Conjunto dos Complexos


1. INTRODUÇÃO

Resolva, em C, a equação do 2º O conjunto dos números complexos é formado por todos os números da forma z
grau. = a + b . i, veja:
C = {z | z = a + bi}, com a, b ∈ R e i = −1
 a =1
2 
x − 4x + 5 = 0  b = − 4 Onde:
 c = 5 a é a parte real de
2
b 4.a.c z → a = Re(z)
2
∆ = ( −4) − 4.1.5
16 20 b é a parte imaginária de
∆ = −4 z → b = Im(z)
b
x= Exemplo:
2a
− (− 4) ± −4 1. Identifique a parte real e a imaginária de cada número complexo a seguir:
x=
2.1
4 ± −4 a) z1 = -3 + 2i é chamado imaginário
x=
2 Observações:
Solução:
a) = Re(z1) = -3 a) se b = 0, então z é real
UNIDADE IMAGINÁRIA (i) b) = Im (z1) = 2 b) se b ≠ 0 , então z é imaginário
c) se a = 0 e b ≠ 0, então z é imaginário
O número i é chamado unidade puro
imaginária e: b) z3 = 7i é chamado imaginário puro d) todo número real é um complexo em
que b = 0, portanto R ⊂ C .
i = -1 ou i 2= -1 e) dizemos que a + bi é a forma algébri-
Solução: ca do número complexo z
Cálculo de -4 a) = Re(z3) = 0 f) podemos representar um número
b) = Im (z3) = 7 complexo z = a + bi, pelo par ordena-
-4 = 4 . (-1) = 4 . -1 = 2 . i do z = (a, b) , veja:

c) z4 = 5 é chamado real z1 = 3 - 2i → z1 = (3, -2)


4 ± 2i
x= z2 = 5i → z2 = (0, 5)
2 Solução:
2.(2 ± i) a) = Re(z4) = 5 z3 = 4 → z3 = (4, 0)
x= b) = Im (z4) = 0
2
x = 2 ± i ⇒ V = {2 + i, 2 −i}

12 n Matemática www.portalimpacto.com.br
3. Igualdade entre complexos

Dois números complexos z1 = a + bi e z2 = c + di, são Solução:


iguais se, e somente se, suas partes reais e imaginárias são
iguais respectivamente. 3x = 9 e y = − 4
9
z1 = z 2  x =
a= c e b =d 3
a + bi = c +di
 x =3
Exemplo:
Determine os valores de x e y em cada caso, de modo que os Portanto para que se tenha a igualdade proposta devemos
números complexos z = 3x +yi e w = 9 - 4i sejam iguais. ter x = 3 .

4. Conjugado de um complexo

Dado um número complexo z = a + bi, chama-se conjugado Solução: Solução:


de z, ao complexo z = a − bi
z1 5 2i 4
z3 i
Exemplo: 3
Determine o conjugado de cada número complexo a seguir:

a) z1 - 5 + 2i b) 4 Observação: um complexo e seu conjugado possuem partes


z3 = i imaginárias simétricas
3

5. Operações entre complexos + +


5.1 Multiplicação de um Real por um Complexo
5.2 Adição entre Complexos
5.3 Subtração entre Complexos
5.4 Multiplicação entre Complexos

Exemplo:
Dados os complexos z1 = 1 - 2i e z2 = -4 + i, determine:

a) 3 . z1 b) - 2 . z2

Solução: Solução:
3. z1 = 3 . (1 - 2i) = 3 - 6i -2. z2 = -2 . (-4 + i) = 8 - 2i

Observações:

a) Dado um número complexo z = a + bi, chama-se OPOSTO de z ao complexo


-z = -a - bi.

Exemplo:
a) z1 + z2
Dados os complexos z1 = 4 - 6i, z2 = 2 + 3i, z3 = -5 + i e z4 = 7i, determine:

Solução: A trigometria e os
z1 + z2 = 4 - 6i + 2 + 3i = 6 - 3i

números complexos
b) z1 - z2
É mais fácil trabalhar com uma função
Solução: exponencial do que com um cosseno.
z1 - z2 = 4 - 6i - (2 + 3i) = 4 - 6i - 2 - 3i = 2 - 9i Então o truque todo é representar nos-
sas funções oscilatórias como a parte
c) z1 . z2 real de certas funções complexas. Ago-
ra uma força assim, F = F0 - cosωt, pode
Solução: ser escrita como a parte real de um nú-
z1 . z2 = (4 - 6i) . (2 + 3i) = 8 + 12i - 12i - 18i2 = 8 + 18 mero complexo F = F0eiωt, pois
z1 . z2 = 26 eiωt = cosωt + isenωt

www.portalimpacto.com.br n Matemática 13
Fre
01 nte
Fic
h
05 a
Operações entre números

COMPLEXOS
Divisão entre Complexos z2
b) z
3
 Para efetuar a divisão por um número complexo
multiplicamos o numerador (dividendo) e o denomi- Solução:
nador (divisor) pelo conjugado do denominador.

Observação:
a) O produto entre o complexo z = a + bi e seu conju-
gado z = a - bi é igual ao real a2 + b2.

Se z = 2 + 3i, então Potências de i


 Veja algumas potências de i:
Exemplo:
 Dados os complexos:
z1 = 4 – 6i, z2 = 2 + 3i e z3 = 3 + i, determine:
z1
a)
z2

Solução:  Por isto podemos afirmar que para n ≥ 4 tem-se


in = ir, onde r é o resto da divisão de n por 4.
Exemplo:
 Calcule as seguintes potências de i:

a) i91
Solução: 91 4
i91 = i3 = -i -3- 22

+ +
Um pouco de História
O primeiro a constatar a A representação geométri-
natureza estranha desses ca dos números complexos
números foi Girolamo Car- foi proposta por vários au-
dano, (1501-1576), Cardano tores, sendo o mais cita-
publicou um tratado de ál- do Jean Robert Argand,
gebra intitulado Ars Magna, guarda-livros suíço, que a
onde apresentou exemplos descreveu em 1806
de números complexos que
chamou de “ficticios”.

14 n Matemática www.portalimpacto.com.br
Representação gráfica de Complexos Exemplo:

 Seja o número complexo z = a + bi escrito na forma de  Calcule o módulo de cada complexo a seguir:
par ordenado z = (a, b). Podemos representar z graficamente a) Z1 = 4 + 3i
no chamado PLANO DE ARGAND-GAUSS, como segue:
Solução: 42  32


2
42  3  16  9  25  5

b) Z3 = -4 - i

Solução:

Onde: Observações:
XOY é o Plano de Argand-Gauss
OX é o Eixo Real a) O módulo de um número complexo é o “tamanho” da
“seta” que o representa graficamente.
OY é o Eixo Imaginário
O ponto P é denominado Afixo ou Imagem b) O módulo de um número complexo é sempre um
número real positivo.
Geométrica de z

 A distância de O até P é chamado Módulo de z


indicado por |z|

 O ângulo θ é chamado Argumento ou Direção de z


indicado por arg(z)

Módulo de um complexo

 O módulo de um número complexo z = a + bi, é


dado por .

Mas foi somente em 1831


que o grande matemáti-
co alemão Carl Friedrich
Gauss, (1777-1855), expôs
a teoria completa relativa a
esses números. Por isso, o
plano complexo é muitas
vezes chamado de plano
Argand-Gauss.

www.portalimpacto.com.br n Matemática 15
Fre
02 nte
Relações métricas no triângulo Fic
h
01 a

RETÂNGULO
1. TRIÂNGULO RETÂNGULO

 É aquele que possui um ângulo reto (90º). Dizemos que o triângulo a seguir é retângulo em A, veja:

Onde:
b c
h a é a hipotenusa (maior lado);
b e c são os catetos (formam o ângulo reto);
h é a altura relativa à hipotenusa;
C
m n
B m é a projeção ortogonal do cateto b sobre a hipotenusa;
n é a projeção ortogonal do cateto c sobre a hipotenusa.
a

2. RELAÇÕES MÉTRICAS NO TRIÂNGULO RETÂNGULO

 No triângulo retângulo ABC são válidas as seguintes cateto sobre a hipotenusa.


relações métricas (entre as medidas mencionadas acima):
b2 = a . m c2 = a . n
RELAÇÃO 01 - Teorema de Pitágoras: O quadrado da hipo-
tenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos. RELAÇÃO 04 - O quadrado da altura relativa à hipotenu-
sa é igual ao produto entre as projeções ortogonais dos
a2 = b2 + c2 catetos.

RELAÇÃO 02 - O produto entre a hipotenusa e a altura rela- h2 = m . n


tiva à hipotenusa é igual ao produto entre os catetos.
RELAÇÃO 05 - A hipotenusa é igual à soma das projeções
a.h=b.c ortogonais dos catetos.

RELAÇÃO 03 - O quadrado de um cateto é igual ao a=m+n


produto entre a hipotenusa e a projeção ortogonal do

EXEMPLO (1) EXEMPLO (2)

1. Determine as medidas a, h, m e n no triângulo retân-  No triângulo retângulo ABC a seguir, calcule a me-
gulo ABC a seguir: diada da projeção ortogonal do cateto AC sobre a hipo-
tenusa.
Resolução:

A A

4 3
3
h 12

C B B C
a H
5

16 n Matemática www.portalimpacto.com.br
1. TRIÂNGULO RETÂNGULO

 É aquele que B
possui um ângulo
reto (90º). Dizemos a
que o triângulo a c Onde:
seguir é retângulo
a é a hipotenusa (maior lado);
em A, veja:
b e c são os catetos (formam o ângulo reto);
A C B e C são ângulos agudos complementares, isto é, B + C = 90º;
b

2. RAZÕES TRIGONOMÉTRICAS NO TRIÂNGULO RETÂNGULO

 No triângulo retângulo ABC são válidas as seguintes


relações trigonométricas (entre os elementos menciona-
das acima):

RAZÃO 01 - Seno do ângulo B: é a razão entre o cateto RAZÃO 03 - Tangente do ângulo B: é a razão entre o cate-
oposto ao ângulo B e a hipotenusa. to oposto e o cateto adjacente ao ângulo B.

RAZÃO 02 - Cosseno do ângulo B: é a razão entre o cateto De modo análogo podemos definir as razões seno, cosseno
adjacente ao ângulo B e a hipotenusa. e tangente do ângulo agudo C.

3. PROPRIEDADES 4. TABELA

 Os valores de seno, cosseno e tangente


 Observe os valores de seno, cosseno e tangente dos ângulos
dos ângulos 30º, 45º e 60º são mostrados na
agudos B:
tabela a seguir:

Para dois ângulos complementares B e C são válidas as seguintes pro-


priedades:

Propriedade 01: O seno de um ângulo é igual ao cosseno de seu com- 5. EXEMPLO (3)
plementar.
(UEPA) O mastro CD de um navio é preso
senB = cos C ou sen C = cos B verticalmente por cabos de aço fixo na proa
(A) e na popa (B), conforme mostra a figura
a seguir. Se o cabo BC mede 10 3 m então,
Propriedade 02: A tangente de um ângulo é igual ao inverso da tan-
gente de seu complementar. a altura do mastro é:
C

B 30º A
D

www.portalimpacto.com.br n Matemática 17
Fre
02 nte
Relações trigonométricas no triângulo Fic
h
02 a

R E TÂNG U LO
A LEI DOS SENOS E DOS COSSENOS

 As leis (Lei dos senos e Lei dos cossenos) constituem-se numa importante ferramenta matemática para o cálculo de me-
didas de lados e ângulos de triângulos quaisquer, isto é, de triângulos de “forma” arbitrária.

Lei dos senos

 Para utilizarmos a lei dos senos no cálculo da medida de um ou dois lados de um triangulo, precisamos conhecer pelo me-
nos um dos lados e o valor dos senos dos ângulos opostos aos lados desconhecidos.

Vejamos:
Dado o triangulo qualquer ABC abaixo,

c B

a
Pela lei dos senos, temos:
A A
a b c
= =
b C sen A sen B sen C
C

A igualdade das razões entre cada um dos lados de um triângulo e o seno do respectivo ângulo oposto é chamada de lei dos senos.

Exemplo 1
No triangulo abaixo determinar a medida do lado a do triangulo abaixo.

Resolução do exemplo 01.


De acordo com a lei dos senos,

a Dessa forma:
6
45º

30º

18 n Matemática www.portalimpacto.com.br
LEI DOS COSSENOS

 Para utilizarmos a lei dos cossenos no cálculo da medida de um lado de um triangulo, precisamos conhecer pelo menos o
cosseno de um dos ângulos e o valor de dois dos lados do triangulo.

Vejamos:
 Dado o triangulo qualquer ABC abaixo,

c B

a
A A

b C
C

 Pela lei dos cossenos, temos:

a2 = b2 + c2 − 2.b.c.Cos Â

Ou ainda:

a2 = b2 + c2 − 2.b.c.Cos Â

c2 = a2 + b2 − 2.a.b.Cos Ĉ

Dependendo das informações contidas em uma situação problema, poderemos montar uma das 3 relações para utilizar.

+ +

A Lei dos cossenos e as medições


“Um determinado engenheiro precisa fazer a medi-
ções de um terreno ou de ruas na forma triangular. 50m x
Um dos lados mede 40 metros, outro mede 50 me-
tros e o ângulo formado por este dois lados é de 60°.
Para encontrar o valor do terceiro lado é necessário
fazer uma nova medição ou podemos simplesmente
usar a lei dos cossenos.

60º
B A
40m

www.portalimpacto.com.br n Matemática 19
Fre
02 nte

ARCOS Fic
03 a
h

Ângulos e comprimento de arcos


1. Arcos e ângulos

 Observe a circunferência λ de
centro O e raio R a seguir:
B  As semi-retas OA e OB determinam o ângulo central α e o arco AB .
  O ângulo central α é formado pelas semi-retas OA e OB e possui vértice no
R centro O da circunferência λ.
 sentido padrão  O arco AB é a parte da circunferência λ limitada pelos pontos A e B inclusive.
O
 O ângulo central α e o arco AB possuem a mesma medida, isto é, med α = AB.
R Note que os arcos AB e BA são diferentes.
A

2. UNIDADES DE MEDIDA DE ARCOS (E ÂNGULOS)

 Uma circunferência possui 360º e dividindo-a em 4 (quatro) partes iguais como mostram as figuras a seguir, temos:

B B B B

C AE C AE C AE C AE

D D D D
AB = 90º AC = 180º AD = 270º AE = 360º

 Outra unidade de medida de ar-  Portanto, se o raio da circunferência mede 5 cm então o comprimento de um arco
cos e ângulos é o radiano cujo com- de 1 radiano é igual a 5 cm.
primento é igual ao de um raio da  Uma circunferência possui aproximadamente 6,28 radianos (rad), pois é a quan-
circunferência. tidade de raios que podemos colocar na mesma, veja:
R
B 1. circunferência = 6,28 rad
 R
1 radiano = 1 raio R 1. circunferência = 2.3,14 rad
R 1 circunferência = 2.π rad ou 1 circunferência = 360º,
 0,28.R ou , ou ainda, e dividindo ambos os membros por 2,
O A
R R obtemos a relação de transformação de graus para
R radianos e vice-versa:
R 180 - π rad

3. ÂNGULOS NOTÁVEIS

 Os ângulos a seguir são muito utilizados em trigonometria, por isto é muito útil conhecer suas respectivas medidas em
radianos.

Graus 0º 30º 45º 60º 90º

Radianos 0 rad

20 n Matemática www.portalimpacto.com.br
4. COMPRIMENTO DE ARCO 5. COMPRIMENTO Da circunferência 6. Arcos côngruos

 Seja uma circunferência λ de raio  O comprimento C de uma circun-  Dois arcos α e β são côngru-
R e o arco AB determinado pelo ân- ferência λ de raio R equivale ao com- os quando possuem as mesmas
gulo central α. O comprimento l do primento do arco AB determinado pelo extremidades no ciclo trigono-
arco AB pode ser calculado por: ângulo central α = 360º = 2π rad métrico diferenciando-se apenas
por um número k de voltas k ∈
C
B  N, isto é:
 
R O β = α + 360º . k
l = α . Rx
O  
R
R AB β=α+2.k.π
A
Esta é a expressão geral dos arcos
Substituindo l = C e α = 2π rad em
côngruos.
l = α . R, obtemos: C = 2.π . R
Onde:
 l é o comprimento do arco deter-
minado por ; Onde:
Dado um arco β qualquer, cha-
 R é o raio da circunferência;  C é o comprimento da circunferência;
ma-se primeira determinação
 α é o ângulo central que deter-  R é o raio da circunferência;
positiva de β ao arco α côngruo
mina o arco;  π ≅ 3,14,
de β que é maior que 0º (0 rad)
 O comprimento l e o raio R de-  O comprimento C e o raio R devem ter
e menor que 360º (2π rad).
vem ter a mesma unidade. a mesma unidade.

7. CICLO TRIGONOMÉTRICO

 O ciclo trigonométrico é formado por uma circunferência de raio unitário R = 1 e um sistema de eixos ortogonais utili-
zado para representar arcos AB
Onde: 90
 O ponto A é a origem de marcação dos arcos; 120 60
 O sentido horário indica que o arco é negativo, assim como o anti-horário indica 135 45
arcos positivos; 150 30
 Os arcos podem apresentar mais de uma volta;
180 0 A 0º
 O ponto (extremidade) B dos arcos pode localizar-se em um eixo ou quadrante;
360
210 330
225 315º
240 300º
270

+ +

Um pouco da história da Trigonometria.


O significado da palavra Trigonometria é a medida do triângulo. Dentre
os principais precursores da Trigonometria na antiguidade destacam-se:
Hiparco de Nicéia (por volta de 180 a 125 a.C. - pode ser considerado o
pai da Trigonometria), Menelau de Alexandria (100 a.C.), e Ptolomeu (séc.
II d.C.). Dentre todas as obras deixadas por esses gênios a mais influente,
significativa e elegante foi sem dúvida a Syntaxis mathematica, uma obra
composta de 13 livros escrita por Ptolomeu e que mais tarde ficou conhe-
cida entre os árabes como o Almajesto

www.portalimpacto.com.br n Matemática 21
Fre
02 nte
Relações trigométricas fundamentais na Fic
h
04 a

CIRCUNFERÊNCIA
1. SENO, COSSENO E TANGENTE DE UM ARCO NO CICLO TRIGONOMÉTRICO

tg
tg x
sen  Para determinarmos o seno, cosseno e tangente de um arco x no ciclo
1 trigonométrico é necessário conhecer os seguintes eixos:
P  O eixo dos senos é o eixo vertical que passa pelo centro O da circunferência
sen x
trigonométrica e o eixo dos cossenos é o eixo horizontal que passa pelo mesmo
x
ponto.
 O eixo das tangentes também é vertical, porém passa pelo ponto A da circun-
x 1
ferência, isto é, o eixo é tangente à circunferência no ponto A.
–1
cos
O cos x A
Onde:
 x é um arco cuja origem é o ponto A e a extremidade é o ponto P;
 A abscissa do ponto P é chamada cosseno de x e é indicada por cos x;
 A ordenada do ponto P é chamada seno de x e é indicada por sen x;
 Prolongando-se o segmento OP obtém-se a tangente de x, indicada por tgx.
–1

2. CRITÉRIOS DE POSITIVIDADE

 Analisaremos os sinais do seno, cosseno e tangente de arcos nos quatro quadrantes do ciclo trigonométrico em busca de
critérios de positividade.

x
P
sen(+)
x 1º QUADRANTE 2º QUADRANTE
sen x > 0 (positivo) x sen x > 0 (positivo)
x
A
cos x > 0 (positivo) cos x < 0 (negativo)
cos(–) O A
tg x > 0 (positiva) tg x < 0 (negativa)

tg(–)

tg(+)
x

3º QUADRANTE 4º QUADRANTE
x x
cos(+) sen x < 0 (negativo) cos(–) sen x < 0 (negativo)
cos x < 0 (negativo) O cos x > 0 (positivo)
O A A
tg x > 0 (positiva) tg x < 0 (negativa)

sen(–) P sen(–)
P
x tg(–)

22 n Matemática www.portalimpacto.com.br
3. VALORES MÁXIMOS E MÍNIMOS

 Seja x um arco qualquer.


Os valores de seno e cosseno de x são no mínimo -1 e no máximo 1.

Exemplo:
sen tg
1  A tangente de x pode assumir qualquer valor
1 tg real, porém nãotgexistem as tangentes de 90º, 270º
P P P
2  0,7

90º e seus côngruos.


 0,7
2

x tg 45º
2 tg x ∈ R
90º
sen 45º x
–1 1
cos O A A tangente
O de um arco
A x existe para todo x diferente
O 2 A 270º de 270º e de seus côngruos.
de 90º,
 0,7
2 270º
 0,7

Em símbolos:
2

cos 45º
tg tg Observe a tabela de valores a seguir:
P P
–1 90º
0º 90º 180º 270º 360º
Lembre-se que: 90º
sen 0 1 0 -1 0
O A O A
270º cos 1 0 -1 0 1
270º não não
tg 0 0 0
existe existe

+ +
 Essa análise pode ser resumida no
seguinte esquema:
Trigonometria
A palavra Trigonometria é formada por três radicais gregos: tri (três), gonos (ân-
S U gulos) e metron (medir). Daí vem seu significado mais amplo: Medida dos Tri-
ângulos, assim através do estudo da Trigonometria podemos calcular as medidas
dos elementos do triângulo (lados e ângulos).
T C Com o uso de triângulos semelhantes podemos calcular distâncias inacessíveis,
como a altura de uma torre, a altura de uma pirâmide, distância entre duas
ilhas, o raio da terra, largura de um rio, entre outras.

U: todos são positivos; N


S: o seno é positivo;
T: a tangente é positiva;
C: o cosseno é positivo. ∆λ

P2
grave a frase:
USA SEMPRE A TUA CABEÇA
φ2
S
P1 Equador

φ1

www.portalimpacto.com.br n Matemática 23
Fre
02 nte
Relações trigométricas - Identidades Fic
h
05 a

TRIGONOMÉTRICAS
1. RELAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS.

 A secante de um arco x (sec x) é o  A cossecante de um arco x (cossec x)  A cotangente de um arco x (cotg


inverso do cosseno deste mesmo arco é o inverso do seno deste mesmo arco e x) é o inverso da tangente deste mesmo
e vice-versa. vice-versa. arco e vice-versa..

, com cos x ≠ 0 , com sen x ≠ 0 , com tg x ≠ 0

, com sec x ≠ 0 , com sec x ≠ 0 , com cot x ≠ 0

Observações: 2. RELAÇÃO FUNDAMENTAL DA TRIGONOMETRIA

a) A secante possui o mesmo sinal do cosseno;


b) A cossecante possui o mesmo sinal do seno;  A soma dos quadrados do seno e cosseno de um arco
c) A cotangente possui o mesmo sinal da tangente. qualquer é igual a 1 (um).

sen2x + cos2 x = 1

1
S U U: todos são positivos; senx
S: o seno é positivo; cosx
T: a tangente é positiva;
x
T C C: o cosseno é positivo.

grave a frase:
USA SEMPRE A TUA CABEÇA
–1

3. RELAÇÃO AUXILIAR (1) 4. RELAÇÃO AUXILIAR (2)

 A soma entre o quadrado da tangente de um arco x e a  A soma entre o quadrado da cotangente de um arco x e a
unidade é igual ao quadrado da secante do mesmo arco. unidade é igual ao quadrado da cossecante do mesmo arco.

tg2x + 1 = sec2x cotg2x + 1 = cossec2 x

 Dividindo Ambos os membros da relação fundamental  Dividindo Ambos os membros da relação fundamental
da trigonometria sen2x + cos2x = 1 por cos2x, temos: da trigonometria sen2x + cos2x = 1 por sen2x, temos:

24 n Matemática www.portalimpacto.com.br
Observação: 5. IDENTIDADES TRIGONOMÉTRICAS

 A tangente de um arco x é igual  Identidades Trigonométricas são igualdades envolvendo as razões trigonométri-
a quociente entre o seno e o cosseno cas, que são verificadas para todo arco x que podem ser atribuídos a tais razões:
deste mesmo arco.
Exemplo:
, com cosx ≠ 0
(UCDB) Para todo x ∈ R tal que , k ∈ Z, expressão cos2x . tg2x + 1 é
 A cotangente de um arco x é igual igual a:
ao quociente entre o cosseno e o seno
a) d) 2 senx
deste mesmo arco.
b) 1 + cosx e) senx + cosx
, com senx ≠ 0 c) 1

RESOLUÇÃO:
Exemplo:
Como tg2x + 1 = sec2x, temos: cos2x . tg2x + 1 = cos2x . sec2x = cos2x .
(UNEB) Se x pertence ao intervalo

e tgx = 2 , então cosx vale: ALTERNATIVA (C)

a) d)

b) e)
+ +
c)

RESOLUÇÃO:
 Como x é um arco do primeiro qua-
drante todas as razões trigonométri-
cas são positivas. Engenharia
Trigonometria é um instrumento potente de
cálculo, que além de seu uso na Matemática,
 Calculamos a secante de x pela Re- também é usado no estudo de fenômenos fí-
lação Auxiliar 1: sicos, Eletricidade, Mecânica, Música, Topo-
grafia, Engenharia entre outro.

 Calculamos o cosseno de x pela


relação:

ALTERNATIVA (D)

www.portalimpacto.com.br n Matemática 25
Fre
03 nte

PONTO
Reta e Plano
Fic
01 a
h

1. NOÇÕES PRIMITIVAS 3. ÂNGULOS ENTRE

 As noções primitivas em geometria são o ponto, a reta e o plano conhecidas Duas retas
intuitivamente.
A
r s O
α 
A
ponto r
plano B
reta
 Ângulo AOB cuja medida é α;
 O ponto O é o vértice;
 As semi-retas OA e OB são os lados;
2. POSIÇÕES RELATIVAS ENTRE Reta e plano
r
 Duas retas
r s r ≡s s r A 


A

DOIS PLANOS

 Ângulo Diedro ou Diedro é o ân-


gulo formado entre dois planos como
mostra a figura.

Diedro

 Reta e plano
r  
r
B A
+ +
A teodolito
  
O teodolito é um instrumento
Reta Contida Reta Secante Reta Paralela
óptico de medida utilizado na
no Plano ao Pl ano ao Plano topografia e na agrimensura para
realizar medidas de ângulos ver-
 Dois planos ticais e horizontais
posição do sol


ângulo de elevação
  
r
ângulo horizontal
Horizonte = 0º
Secantes ou Paralelos Coincidentes Norte = 0º
Concorrente

26 n Matemática www.portalimpacto.com.br
4. ESTUDO DOS ÂNGULOS

4.1. Unidade de medida

O transferidor é utiliza-
 O grau é de uma circunferência.
do para medir ângulos.

Observações:
a) Uma circunferência possui 360º; 1º = 60’
b) Um grau possui 60 minutos (60’); 1’ = 60’’
c) Um minuto possui 60 segundos (60’’). 1º = 3600’’

4.2. TIPOS DE ÂNGULOS.

  
 

Reto Agudo Raso ou de Meia Volta Obtuso Cheio ou de Uma Volta


 = 90º 0º <  <90º  = 180º 90º <  < 180º = 360º

4.3. BISSETRIZ DE UM ÂNGULO 4.6. ÂNGULOS FORMADOS POR DUAS PARALELAS COR-
TADAS POR UMA TRANSVERSAL.
 É a semi-reta que divide o ângulo ao meio. t

a
 É a semi-reta que b r
 r / /s
 A semi-reta OM divide o ângulo ao d
2 M meio. c
é a bissetriz do
0 
ângulo α
2 e f s
h
4.4. ÂNGULO OPOSTO PELO VÉRTICE g

 Dois ângulos são opostos pelo vértice (OPV) quando seus


lados são semi-retas opostas.  Ângulos correspon- a e e
dentes são aqueles que
ocupam a mesma po- b e f
Ângulos Correspondentes
α e β são ân- sição um em cada uma (possuem a mesma medida) c e g
0
  gulos opostos das paralelas.
pelo vértice. d e h

Obs: Ângulos OPV possuem a mesma medida.


 Ângulos cola-
α=β terais são aqueles c e f
Internos
que se localizam d e e
Ângulos Colaterais
do mesmo lado (são suplementares) a e h
4.5. CLASSIFICAÇÃO Externos
da transversal.
b e g
 Ângulos complementares: dois ângulos α e β são comple-
mentares se a soma entre eles é igual a 90º.
 Ângulos alter-
α + β = 90º nos são aqueles e e c
Internos
que se localizam d e f
Ângulos Alternos
 Ângulos suplementares: dois ângulos α e β são sumple- em lados diferen- (possuem a mesma a e g
mentares se a soma entre eles é igual a 180º. tes da transversal. medida) Externos
Possuem a mesma b e h
α + β = 180º medida.

www.portalimpacto.com.br n Matemática 27
Fre
03 nte

PERÍMETRO
e área de figuras planas
Fic
02 ha
-0
3

1. Perímetro 6. TRIÂNGULOS CASOS ESPECIAIS

 Perímetro de um polígono é
a soma de seus lados.

a
b

60cm
 O perímetro do contorno in-
terno desta TV em que em sua
c
largura temos 80 cm e em sua al-
tura temos 60 cm é de 280 cm.
80cm
A= p . (p - a) . (p - b) . (p - c)
a+b+c
Onde p =
2. ÁREA DE UM POLÍGONO 2

 Área é o número real positivo que representa a superfície ocupada pelo


polígono.

 Paralelogramo
c

h A=b.h α
b

b b . c . senα
A=
2

3. RETÂNGULO

7. TRIÂNGULO EQUILÁTERO
A=b.h

h P = 2 . (b + h)

b l l

4. QUADRADO 5. TRIÂNGULO
l

l
b.h
A=
2 l2 . 3
Onde A =
A=l 2
h 4
l l
P=4.l P=3.l

b
l

28 n Matemática www.portalimpacto.com.br
8. LOSANGO 9. TRAPÉZIO

d
D D.d (B + b) . h
A= h A=
2 2

10. CÍRCULO 11. SETOR CIRCULAR

α . π . R2
A = π . R2 A= α em graus
onde π = 3,14 360º
R α l
O onde l é o
R C = 2. π . R l.R
onde π = 3,14 A= comprimento
2
do arco

SETOR CIRCULAR

r
O
Aplicações no A = π . (R2 - r2)

Caderno de Exercícios R

+ +

Perímetro do pescoço é mais


preciso que IMC para detectar
obesidade, diz pesquisa.
A medida do perímetro do pescoço está ajudando médicos a
prever risco de obesidade, apneia do sono e hipertensão tanto
em adultos quanto em crianças. Um trabalho publicado na re-
vista “Pediatrics” comprovou a ligação entre um pescoço mais
largo e ocorrência de complicações por excesso de peso.
Os médicos argumentam que a medida do pescoço é mais
precisa que o conhecido Índice de Massa Corporal (IMC), usa-
do para classificar peso normal, sobrepeso e obesidade

www.portalimpacto.com.br n Matemática 29
Fre
03 nte

POLÍGONOS
regulares no cotidiano
Fic
04 a
h

1. POLÍGONOS

 É mais comum do que se imagi-


na encontramos polígonos regula- Alguns modelos de
res no cotidiano, por exemplo: bolas de futebol
também apresen-
tam figuras base-
As abelhas utilizam-se do he- adas em polígo-
xágono regular nas colméias. nos regulares.

2. POLÍGONOS regulares e nomenclatura 3. Soma dos ângulos internos

 A soma dos ângulos internos de um po-


 É todo polígono que possui lados e ângulos congruentes lígono regular de n lados é dada por:
entre si. O nome de um polígono regular será dado de acor-
do com seu número de lados. Si = (n − 2).180º

4. ângulo interno

 A medida de um ângulo interno de um


polígono regular de n lados é dada por:
Triângulo equilátero Quadrado Pentágono Regular
n=3 n=4 n=5 Si (n - 2) . 180º
Ai = =
n n

5. POLÍGONO regular INSCRITO

 Todo polígono regular é inscritível, isto


é, pode ser inscrito em uma circunferência.
Exágono Regular Heptágono Regular Octógono Regular
n=6 n=7 n=8 Na figura a seguir temos um triangulo, um
quadrado e um hexágono regular de lado
l inscrito em uma circunferência de raio R.
Observe que a circunferência passa por to-
dos os vértices do polígono.

Eneágono Regular Decágono Regular Undecágono Regular


n=9 n = 10 n = 11

Dodecágono Regular Pentadecágono Regular Icoságono Regular


n = 12 n = 15 n = 20

30 n Matemática www.portalimpacto.com.br
4. POLÍGONO regular circunSCRITO

 Polígono circunscrito a uma circunferência é o que possui seus lados tangentes à circunferência. Ao mesmo
tempo, dizemos que esta circunferência está inscrita no polígono.

+ + Polígonos na vida cotidiana


Andando pelas ruas de qualquer cidade do mundo podemos ver uma grande
quantidade de formas que nos lembram os polígonos; uma placa de trânsito,
um semáforo ou uma faixa de pedestres. Também em casa vemos numerosas
formas poligonais nos objetos que nos cercam: nos móveis, nos utensílios de
cozinha, nos pisos, nos formatos dos azulejos.

www.portalimpacto.com.br n Matemática 31
Fre
03 nte

CONGRUÊNCIAS
e semelhanças de figuras planas
Fic
05 a
h

1. SEMELHANÇAS

 Dois polígonos são semelhantes quando tem os ângulos internos correspondentes de mesma medida e os lados
correspondentes proporcionais.
A’
A
B’
B

D C C’
D’

ABCD ~ A’B’D’C’ (lê-se “polígonos ABCD é semelhante  Os lados correspondentes são proporcionais:
ao polígono A’B’D’C’ “) AB BC CD DA
= = = =k
A’B’ B’C’ C’D’ D’A’
 Os ângulos correspondentes são congruentes:
Onde k é uma constante de proporcionalidade chamada
A ≡ A’ , B ≡ B’ , C ≡ C’ e D ≡ D’ de razão de semelhança.

2. PROPRIEDADES 3. Congruência

 A razão entre os perímetros  Dois polígonos semelhantes são ditos congruentes quando a constante
de dois polígonos semelhantes é de proporcionalidade é igual a 1 (k = 1) , isto é, seus ângulos e lados corres-
igual à constante de proporciona- pondentes são congruentes.
lidade k.
 Se os polígonos ABCD e A’B’C’D’ são congruentes, escrevemos:

AB + BC + CD + DA P ABCD ≡ A’B’D’C’.
= =k A’
A’B’ + B’C’+ C’D’ +D’A’ P’ A

B B’
 A razão entre as áreas de dois
polígonos semelhantes é igual ao
quadrado da constante de propor-
D C
cionalidade k. D’ C’
ÁREA  Os ângulos correspondentes são congruentes:
= k2
ÁREA’
A ≡ A’ , B ≡ B’ , C ≡ C’ e D ≡ D’

 Os lados correspondentes são congruentes:

AB ≡ A ‘B’ , BC ≡ B’C’ , CD ≡ C’D’ e DA ≡ D’ A ‘

32 n Matemática www.portalimpacto.com.br
+ +

Igual ao original
Na produção de um filme, na gravação de uma novela ou até
mesmo na hora de fotografar, captura-se uma imagem seme-
lhante à do ambiente natura.

www.portalimpacto.com.br n Matemática 33
Fre
04 nte

MATRIZ
Conceito, igualdade e operações
Fic
01 a
h

ESTUDO DE MATRIZES
ESTUDO DE MATRIZES

Matriz Quadrada: Matriz Escalar

■ É toda matriz, onde o número de linhas é igual ao ■ É toda matriz diagonal onde os elementos da
número de colunas. diagonal principal são iguais.

Exemplo: Exemplo:
2 0 2 0 0 0 0 0
A= matriz quadrada de ordem 2.
1 2 2x2
A= 0 2 0 B= 0 0 0
0 0 2 0 0 0
1 5 3 3x3 3x3

B= 6 8 0 matriz quadrada de ordem 3.


7 4 2 3x3
Matriz Identidade:
Em uma matriz quadrada de ordem n, os elementos
■ É toda matriz escalar, onde os elementos da
aij, onde i = j formam a diagonal principal e os
diagonal principal são iguais a 1.
elementos aij, onde i + j = n + 1 formam a diagonal
secundária. 1 0 0 ... 0
0 1 0 ... 0
a11 a12 a13 a14 In = 0 0 1 ... 0
A = a21 a22 a23 a24    
a31 a32 a33 a34 0 0 0 ... 1 nxn
a 41 a 42 a 43 a 44

Diagonal secundária Diagonal principal Matriz Linha:

■ É toda matriz da forma A = (aij)1 x n, onde A = (a11


Obs.:
a12 a13 ... a1n)1 x n
 Diagonal principal: a11, a22, a33, a44 i=j
 Diagonal secundária: a14, a23, a32, a41 i+j=4
Exemplo:
+1
A = (2 1 4)1 x 3
 Traço de uma matriz: é a soma dos elementos
da diagonal principal.
Matriz Coluna:

Matriz Diagonal
■ São matrizes que apresentam uma coluna, onde A
= (aij)n x 1.
■ É toda matriz quadrada A = (aij)n x m, onde aij = 0
para todo i j.
Exemplo:
Exemplo: a11 2
2 0 0 0 0 0 0 a21 4
A= 0 1 0 0 B= 0 2 0 A B
 5
0 0 3 0
0 0 3 3x3 an1 6
0 0 0 5 4x4
nx1 4 x1

34 n Matemática www.portalimpacto.com.br
Matriz Nula: OPERAÇÕES COMMATRIZES
OPERAÇÕES COM MATRIZES
+ +
Matriz Nula: OPERAÇÕES COM MATRIZES
■ São matrizes onde todos os seus elementos são ADIÇÃO:
 ADIÇÃO
■ São matrizes onde todos os seus elementos são ADIÇÃO:
iguais a zero.
iguais a zero.
0 0 0 ... 0
0 00 00 0... ...0 0
A 0 00 00 0... ...0 0
A  0 0 0 ... 0
0 0 0 ... 0 
0 0 0 ...
mxn
0 mxn A NOKIA fabricante de aparelhos celulares,
A NOKIA fabricante de aparelhos celulares,
pesquisou dois modelos vendidos nos três primeiros
pesquisou dois modelos vendidos nos três primeiros
meses do ano, pela Amazônia Celular e Vivo, os
Matriz simétrica: meses do ano, pela Amazônia Celular e Vivo, os
resultados obtidos foram os seguintes:
Matriz simétrica: resultados obtidos foram os seguintes:
30 20 40 35 15 45
A= 30 20 40 e B= 35 15 45
São matrizes quadradas onde cada elemento aij = aji. A = 45 35 50 2 x3 e B = 40 35 48 2 x3
São matrizes quadradas onde cada elemento aij = aji. 45 35 50 2 x3
40 35 48 2 x3

A matriz A descreve o desempenho da Amazônia


Exemplo: A matriz A descreve o desempenho da Amazônia
Exemplo: Celular onde cada elemento aij é o número de
2 4 6 1 5 6 Celular onde cada elemento aij é o número de
2 4 6 1 5 6 unidades vendidas, sendo i o modelo e j o mês.
A= 4 5 3 B= 5 3 2 unidades vendidas, sendo i o modelo e j o mês.
A= 4 5 3 B= 5 3 2 A matriz B, mostra o desempenho da Vivo,
6 3 2 3x3 6 2 7 3x3 A matriz B, mostra o desempenho da Vivo,
6 3 2 3x3 6 2 7 3x3 sendo bij o número de unidades vendidas, sendo
sendo b o número de unidades vendidas, sendo
i o modeloij e j o mês.
i o modelo e j o mês.
Matriz Anti-simétrica: O desempenho de vendas das duas lojas pode ser
Matriz Anti-simétrica: O desempenho de vendas das duas lojas pode ser
representado por uma matriz C2x3, no qual cada
representado por uma matriz C , no qual cada
■ São matrizes quadradas onde aij = - aji. elemento cij é igual a soma de 2x3
seus elementos
■ São matrizes quadradas onde aij = - aji. elemento cij é igual a soma de seus elementos
correspondentes.
correspondentes.
Exemplo: 30 20 40 35 15 45
Exemplo: C= 30 20 40+ 35 15 45
0 2 3 C= 45 35 50 +40 35 48
0 2 3 45 35 50 40 35 48
A= 2 0 5 30 35 20 15 40 45 65 35 85
A= 2 0 5 C= 30 35 20 15 40 45 65 35 85
3 5 0 C = 45 40 35 35 50 48 85 70 98
3 5 0 45 40 35 35 50 48 85 70 98

Matriz Transposta: Definição:


Matriz Transposta: Definição:
Dada uma matriz A = (aij)n x m e B = (bij)n x m, chama-
■ Seja uma matriz A = (aij)p x q, chama-se transposta Dada uma matriz A = (a ) m e B = (bij)n x m, chama-
se soma de A + B, a matrizij nCx = (cij)n x m, tal que: cij =
■ Seja uma matriz A = (a )t , chama-se
t transposta se soma de A + B, a matriz C = (cij)n x m, tal que: cij =
de A e representa-se por Aij p, txaq matriz A =t (aij)q x p, aij + bij .
de A e representa-se por A , a matriz A = (aij)q x p, aij + bij .
que se obtém trocando linhas por colunas.
que se obtém trocando linhas por colunas.
Exemplo:
Exemplo: Exemplo:
1. Dada as matrizes
Exemplo: 1. Dada as matrizes
2 1 2 1 3 1
2 1
4 3 2 4 2 0 A= 02 41 e B= 3 1
4 2 , determine a
A= 4 3 At t 2 4 2 0 A= 0 4 e B= 4 2 , determine a
A =2 1 A 1 3 1 4 2x 4 2 1 3x 2 1 0
2 1 1 3 1 4 2x 4 2 1 3x 2 1 03x 23x 2
0 4 4 x2
0 4 4 x2 matriz C, tal que C = A + B.
3 0 8 matriz C, tal que C = A + B.
3 1 5 4
2 1 3 1 2 3 1 1
3 0 8 2 1 3 1 2 3 1 1
1 2 1
B = 0 32 1 35 94 Bt t 1 2 1 C= 0 4 + 4 2 = 0 4 4 2
B= 0 2 3 9 B 5 3 9 C= 0 4 + 4 2 = 0 4 4 2
8 1 9 10 3x 4 5 3 9 2 1 1 0 2 1 1 0
8 1 9 10 3x 4 4 9 10 4 x3 2 1 1 0 2 1 1 0
4 9 10 4 x3 5 2
5 2
C= 4 6
C= 4 6
1 1 3x 2
1 1 3x 2

www.portalimpacto.com.br n Matemática 35
Fre
04 nte

MATRIZ
Operações e aplicações
Fic
02 a
h

Propriedades da adição da Matriz

PROPRIEDADES DAadição
Propriedades da ADIÇÃOdaDA MATRIZ
Matriz
■ Considere as matrizes A, B e C de mesma ordem, então são válidas as propriedades a seguir:
Propriedades da A
Comutativa: adição
+ B =da B +Matriz
A
■ Considere as matrizes
Associativa: (A + B) +A, CB =eCA de
+ (Bmesma
+ C) ordem, então são válidas as propriedades a seguir:
Comutativa:
■ Considere A + B =AA,
ElementoasNeutro:
matrizes B++B0Ae=C0 de
+ Amesma ordem,
= A, onde 0 é então sãonula
a matriz válidas as propriedades
do mesmo a seguir:
tipo da matriz A.
Associativa:
Comutativa: (A + B) +
A + B =para
Elemento Oposto: C = A
B + toda
A + (B + C)
matriz A existe a matriz A' tal que A + A' = A' + A = 0, onde 0 é a matriz nula
Elemento
do mesmoNeutro:
Associativa: B)AA++eC0A'.
(A +de
tipo ==A0 ++ (B
A=+ A,
C) onde 0 é a matriz nula do mesmo tipo da matriz A.
Elemento Oposto: Apara
Elemento Neutro: + 0toda
= 0 +matriz
A = A,Aonde
existe0 éa amatriz
matrizA'nula
tal que A + A' tipo
do mesmo = A' da
+A = 0, onde
matriz A. 0 é a matriz nula
do
Obs.: mesmo
Elemento tipo
Oposto:
a oposta de A e A'.
para toda matriz
de A, indicaremos A existe
por (-A), tal quea matriz A' tal que A + A' = A' + A = 0, onde 0 é a matriz nula
A' = (-A).
do mesmo
2 1 tipo
4 de A e A'. 2 1 4
Obs.:
A = a 0oposta
3 1de A, indicaremos
A 0 3por 1(-A), tal que A' = (-A).
Obs.: a2 oposta
4 15 43de3xA, 24 15 43
3 indicaremos por (-A),
3x 3 tal que A' = (-A).
A = 02 31 14 A 02 13 14
= 04 35 31
ASubtração 3x3 A 4
0 53 3
1 3x 3

4 5 3 3x3
4 5 3 3x 3
Subtração
■ Para analisar a subtração de matrizes, basta tomarmos como exemplo, as matrizes que utilizamos como
SUBTRAÇÃO
Subtração
exemplo na adição.
■ Para analisar a subtração de matrizes, basta tomarmos como exemplo, as matrizes que utilizamos como
exemplo
■A Para na
20 adição.
= 30analisar 40 a subtração
e B = 35 de 15 matrizes,
45 . basta tomarmos como exemplo, as matrizes que utilizamos como
45 35 50
exemplo na adição. 2 x3
40 35 48 2 x3

A = 30 20 40 e B = 35 15 45 .
45 35 50 2x3 40 35 48 2 x3
AA=– B30= A
20 +40
(–B), eonde (–B)35 15oposta
B= 45 de
. B.
45 35 50 2 x3
40 35 48 2 x3
ASolução:
– B = A + (–B), onde (–B) oposta de B.
A–B=A 30+ 20
(–B),40onde (–B)
35 15oposta
45 de B.
A B
Solução:45 35 50 40 35 48
30 20 40
Solução: 35 15 45  Podemos observar que a marca 1 o melhor desem-
A B
45 35
30 20 4050 40
35 35
15 48
45 penho foi da Vivo, já a marca 2 o melhor desempenho
A B 30 35 20 15 40 45 5 5 5 foi da Amazônia Celular.
A B 45 35 50 40 35 48
45 40 35 35 50 48 5 0 2
30 35 20 15 40 45 5 5 5 ■ Definição: A diferença entre duas matrizes de mes-
A■ B
Podemos observar que a marca
45 40
30 35 35
20 3515 50
40 4845 55 1 0o melhor desempenho foi da Vivo, já a marca 2 o melhor desempenho foi da
5 2
5 ma ordem é dada pela soma da primeira com a oposta
AAmazônia
B Celular.
45 40 35 35 50 48 5 0 2 da segunda, ou seja, A - B = A + (-B).
■ Podemos observar que a marca 1 o melhor desempenho foi da Vivo, já a marca 2 o melhor desempenho foi da
Amazônia
■■Podemos Celular.
Definição: A diferença
observar que aentre
marcaduas matrizesdesempenho
1 o melhor de mesma ordem é dada
foi da Vivo, já pela soma
a marca 2 oda primeira
melhor com a oposta
desempenho da
foi da
segunda, Celular.
Amazônia ou seja, A - B = A + (-B).
■ Definição: A diferença entre duas matrizes de mesma ordem é dada pela soma da primeira com a oposta da
Multiplicação
segunda,
Definição:
■Multiplicação de
ou seja,
de um
Aum
-B=
A diferençanúmero
Aentre poruma
+ (-B).
número por
duas umaMatriz
Matriz
matrizes de mesma ordem é dada pela soma da primeira com a oposta da
segunda, ou seja, A - B = A + (-B).
Multiplicação de um
■ A multiplicação número
de um número porkuma Matriz
por uma matriz A = (aij)m x n é uma matriz B = k . A e bij = k . aij.
Multiplicação
Exemplo: de um número por uma Matriz
■ A multiplicação de um2número
1 3 k por uma matriz A = (aij)m x n é uma matriz B = k . A e bij = k . aij.
1. dada a matriz A = 4 5 0
Exemplo: , determine a matriz B = 3 . A.
■ A multiplicação de um número k por uma matriz A = (a ij)m x n é uma matriz B = k . A e bij = k . aij.
2 2 1 1 3 4 3x3
Exemplo:
1. dada a matriz A = , determine a matriz B = 3 . A.
2 1 3 6 4 5 0
23 1 9 3
1.B = 3 . a4 matriz
dada 5 0 = A =12 215 1 0 4
4 5 0 3x3 , determine a matriz B = 3 . A.
22 11 34 6 6 323 191243x3
B=3. 4 5 0 = 12 15 0
3x3

2 1 3 6 3 9
B=3. 2 1 4
4 5 0 = 6 3 12
12 15 0 3x3
2 1 4 6 3 12 3x3

36 n Matemática www.portalimpacto.com.br
Multiplicação de Matrizes
Multiplicação de Matrizes

Multiplicação de Matrizes
Para multiplicarmos duas matrizes é necessário que o número de colunas da primeira seja igual ao número de
linhas da segunda. A ordem da matriz resultante é dada pelo número de linhas da primeira e o número de
Para multiplicarmos
colunas da segunda. duas matrizes é necessário que o número de colunas da primeira seja igual ao número de
linhas
A = (aij)segunda.
da mxk
A ordem da matriz resultante é dada pelo número de linhas da primeira e o número de
colunas da segunda. C=A.B C = (cij)m x n
A
B== (b
(aijij))m x
kxn k
C=A.B C = (cij)m x n
B = (bij)k x n
Propriedades
Propriedadesda
daMultiplicação
Multiplicaçãode de
Matrizes
Matrizes

Propriedades da Multiplicação
Associativa: sendo A, B e C de Matrizes
matrizes m x n, n x k e k x p, respectivamente, então: A.(B.C) = (A.B).C.
Distributiva à direita: sendo A, B e C matrizes m x n, n x k e k x p, respectivamente, então: (A + B).C = A.C +
Associativa:
B.C. sendo A, B e C matrizes m x n, n x k e k x p, respectivamente, então: A.(B.C) = (A.B).C.
Distributiva
Distributiva à direita:
à esquerda:sendo A, BA,e BC ematrizes
sendo m xm
C matrizes n, xnn,
x kn ex kk xep,k respectivamente, então:
x p, respectivamente, (A + A.(B.C)
então: B).C = A.C +
= A.B
B.C.
+ A.C
Distributiva à esquerda:
Sendo A e B matrizes m x nsendo
e n x A, B e C matrizes m então:
k, respectivamente, x n, n x(A.B)
k e tk=xBp,
t respectivamente,
.A
t então: A.(B.C) = A.B
+ A.C
t t t
Obs.:Sendo A e B matrizes
A multiplicação m x n e nnão
de matrizes x k,obedece
respectivamente, então:comutativa,
a propriedade (A.B) = B . no A entanto existem matrizes que são
comutáveis.
Obs.: A multiplicação de matrizes não obedece a propriedade comutativa, no entanto existem matrizes que são
comutáveis.
Matriz Inversa

Matriz
Seja
MATRIZ Inversa -1
a matriz A quadrada de ordem n chama-se inversa de A e representa-se por A , a matriz que obedece a
INVERSA
-1 -1
propriedade A . A = A . A = In, onde In é a matriz identidade.
-1
Seja a matriz A quadrada de ordem n chama-se inversa de A e representa-se por A , a matriz que obedece a
-1 -1
propriedade
Exemplo: A . A = A . A = In, onde In é a matriz identidade.
2 1
Determine a inversa da matriz A =
Exemplo: .
3 4 2x 2
2 1  Obs.: Quando uma matriz não admite inversa é cha-
Determine a inversa da matriz A = .
3 4 2x 2 mada matriz singular.
Obs.: Quando uma matriz não admite inversa é chamada matriz singular.

Obs.: Quando uma matriz não admite inversa é chamada matriz singular.

+ +

Contribuições das matrizes para a educação


 Na educação como um todo as matrizes também estão presentes. No que diz res-
peito à organização da Escola elas se fazem presentes através de quadros compara-
tivos de desempenho escolar, assim como tabelas que visam alcançar determinados
objetivos pedagógicos.
 As matrizes tornam-se material obrigatório de consulta e/ou instrumento de me-
dição de desempenho da instituição escolar.
 No contato cotidiano com a informática, o aluno também
se confrontará com as matrizes, e daí a importância de
incentivar o contato e o entendimento desta matéria,
pois a informática faz parte da realidade do aluno na
atualidade.

www.portalimpacto.com.br n Matemática 37
Fre
04 nte

DETERMINANTES
Conceito e Resolução
Fic
03 a
h

DETERMINANTES
DETERMINANTE Exemplo:
2 1 3
É todo número gerado pela diferença entre o produto 1. Dada a matriz A 3 2 4 , calcule:
das diagonais. 1 4 3
a11 a12 a13 ... a1n
a21 a22 a23 ... a2n O Determinante de uma
A a31 a32 a33 ... a3n Matriz A pode ser 3 2 1 3
a) 13 b) 21
denotado por detA. 1 4 4 3
an1 an2 an3 ... ann
13 = 12 - ( -2) 21 = -3 - 12
CÁLCULO DOS DETERMINANTES 13 = 14 21 = -15

1º caso: Determinante de 1ª Ordem


A = (a11) detA = a11
Cofator ou complementar algébrico: Chama-se
2º caso: Determinante de 2ª Ordem
cofator do elemento aij de uma matriz A de ordem n
a11 a12
A 2, ao elemento Aij que se obtém multiplicando o fator
a21 a22 i+j
(-1) pelo menor complementar ij.
a11 a12 a13 ... a1n
Regra de Crammer: O determinante de uma matriz
a 21 a 22 a 23 ... a 2n
quadrada de ordem 2 é dado pela diferença entre o
A a31 a32 a33 ... a3n
produto dos elementos da diagonal principal e o
   
produto dos elementos da diagonal secundária.
an1 an2 an3 ... ann
a11 a12
det A det A a11 a22 a12 a21
a21 a22
i+j
Aij = (-1) . ij
3º caso: Determinante de 3ª Ordem
1+1 2+3
Regra de Sarrus: Essa regra só é valida para A11 = (-1) . 11 A23 = (-1) . 23
determinantes de ordem 3. A11 = 11 A23 = - 23
a11 a12 a13
A a21 a22 a23
a31 a32 a33
Regra de Laplace: Seja uma matriz A de ordem n 2,
Menor Complementar: Chama-se menor o determinante da matriz A é dado pela soma do
complementar de uma matriz A de ordem n 2 de produto de uma de suas filas pelo seus respectivos
um elemento aij, ao valor ij, correspondente ao cofatores.
determinante da Matriz que se obtém eliminando a
linha i e a coluna j onde se encontra o elemento aij. a11 a12 a13
a11 a12 a13 A a21 a22 a23
A a21 a22 a23 a31 a32 a33
a31 a32 a33

O menor complementar detA = a11 . A11 + a12 . A12 + a13 . A13


1+1 1+2 1+3
a22 a23 detA = a11.(-1) . 11 + a12.(-1) . 12 + a13.(-1) . 13
11 11 = a22 . a32 - a23 . a32 detA = a11 . 11 - a12 . 12 + a13 . 13
a32 a32
a 22 a 23 a21 a23 a 21 a 22
a11 a13 det A a11 . a12 . + a13 .
32 11 = a11 . a23 - a13 . a21 a32 a33 a31 a33 a31 a32
a21 a23

38 n Matemática www.portalimpacto.com.br
Exemplo: Permuta 1ª linha com a 2ª linha
detB = 4 6
1. Calcule o determinante das matrizes abaixo: 4 3
B detB = 2
2 1 detB =
1 3 2 detA
a) A 1 4 2
3 1 1 P4 - Se os elementos que estão acima e/ou abaixo da
diagonal principal forem nulos, então o determinante
detA = a11 . A11 + a12 . A12 + a13 . A13 é dado pelo produto dos elementos da diagonal
1+1 1+2 1+3
detA = a11.(-1) . 11 + a12.(-1) . 12 + a13.(-1) . 13 principal.
detA = a11 . 11 - a12 . 12 + a13 . 13 1 0 0 0

A
2 3 0 0 detA = 1 . 3 . 4 . 2
4 2 1 0 4 0 detA = 24
detA = 1. 3. 1 2 + 2. 1 4
1 1 3 1 3 1 3 2 1 2

detA = 4 ( 2) 3.[1 ( 6)] + 2.(1 12) P5 - Fazendo a combinação linear de duas linhas ou
detA = 4 + 2 3.7 + 2.( 10) duas colunas de uma matriz, seu determinante não
detA = 6 21 22 altera.
detA = 37 detA = 12 2
+
3 2
+ A
1 4 detA = 10

PROPRIEDADES DETERMINANTES
Propriedades de Determinantes: 1ª linha menos a 2ª linha
2 2 detB = 8 ( 2)
B
P1 - Se uma fila de uma matriz (linha ou coluna) for 1 4 detB = 10
nula, então seu determinante é igual a zero. detB = detA
1 3 4
A 0 0 0 det A 0
P6 - Multiplicando-se uma fila de uma matriz por uma
2 1 1
constante, então o determinante dessa matriz fica
multiplicado por essa constante.
Exemplo: 1 2
Determine o valor de x na equação: A detA = 8 6
3 8
2 x2 4 2 1
detA = 2
1 0 1 5
0 multiplicar a 1ª linha por 2:
3 0 3 6
2 4
4 0 2 1 B detB = 16 12
3 8
detA = 4
P2 - Se duas fileiras, horizontais ou verticais, de uma
P7- Multiplicando-se uma Matriz quadrada por uma
matriz forem iguais ou proporcionais, então seu
constante k, seu determinante obedece a seguinte
determinante é nulo.
relação:
1 3 2
n k cons tan te
A 2 4 1 1ªL = 3ªL det(k.A) = k . detA,
detA = 0 n ordem da matraz A
1 3 2
t
P8- detA = detA
P3 - Permutando-se duas linhas ou duas colunas de
P9- det(A.B) = detA . detB
uma matriz, o seu determinante muda de sinal.
1 1
P10- det A 1
detA . detA = 1
det A
2 1
A
4 3 detA = 6 4 Obs.: Uma matriz só admite inversa, quando seu
detA = 2 determinante for diferente de zero.

www.portalimpacto.com.br n Matemática 39
Fre
04 nte

SISTEMAS
Lineares (conceito e classificação)
Fic
04 ha
-05

SISTEMAS LINEARES

EQUAÇÃO LINEAR DISCUSSÃO DE UM SISTEMA LINEAR


É toda equação da forma a11x1 + a12x2 + ... + a1nxn = b, Det A 0 - Sistema possível e determinado.
onde x1 x2 ... xn
Ex.: x + 2y + z 4w = 9 Quando Det A = 0

SISTEMA LINEAR 1- detx1 = detx2 = detx3 = ... = detxn = 0, Sistema


É todo sistema formado por duas ou mais equações Possível e indeterminado.
lineares.
a11 x 1 a12 x 2 a13 x 3 ... a1n x n b1 2- Pelo menos um dos determinantes das variáveis
a21 x 1 a22 x 2 a23 x 3 ... a2n x n b2 seja diferente de zero o sistema é impossível.

am1 x 1 am2 x 2 am3 x 3 ... amn x n bm Exemplo:


1- Determine o valor de k, de modo que o sistema
Sistema Linear Quadrado: É quando o número de seja possível e determinado.
equações é igual ao número de variáveis. kx y z 3 k 1 1
a11 x 1 a12 x 2 a13 x 3 ... a1n x n b1 2 x y 3z 4 2 1 3 0
a21 x 1 a22 x 2 a23 x 3 ... a2n x n b2 x y z 2 1 1 1

an1 x 1 an2 x 2 an3 x 3 ... ann x n bn k + 3 + 2 ( 1 3k + 2) 0


k + 3k + 5 1 0
Equação Matricial da Forma A.X = B 4k 4
A - matriz dos coeficientes k 1
X - matriz das variáveis 2x y pz 3
B - matriz dos termos independentes 2- Discuta o sistema: x 2 y 2z 1
a11 a12 a13 ... a1n x1 b1 3x y z 5
a 21 a 22 a 23 ... a 2n x2 b2
A a 31 a 32 a 33 ... a 3n
, X x3
e B b3
2 1 p
      1 2 2 0 p=1
an1 an2 an3 ... ann xn bn 3 1 1
a11 a12 a13 ... a1n x1 b1
a 21 a 22 a 23 ... a 2n x2 b2 3 1 1 2 3 1
a 31 a 32 a 33 ... a 3n
. x3
= b3 x 1 2 2 y 1 1 2
     
5 1 1 3 5 1
an1 an2 an3 ... ann xn bn

detx = 0
CLASSIFICAÇÃO DE UM SISTEMA LINEAR
p 1 - Sistema possível e determinado
Possível: quando apresentar solução.

dety = 2 18 + 5 ( 3 20 + 3)
Determinado: quando apresenta uma única solução.
dety = 15 + 20
dety = 5
Indeterminado: quando apresenta infinitas soluções.
dety 0
detx = 0
Impossível: quando não apresenta solução.
Sistema impossível

40 n Matemática www.portalimpacto.com.br
SISTEMAS
SISTEMA HOMOGÊNEOS
HOMOGÊNEO SISTEMAS LINEARES
SISTEMAS LINEARES NÃO
NÃOQUADRADOS
QUADRADOS

É todo sistema onde os termos independentes são 1º) Se o número de equações maior que o número de
nulos. O sistema homogêneo é sempre possível, pois variáveis. O sistema é possível e determinado ou
apresenta no mínimo a solução trivial. impossível.

a11 x 1 a12 x 2 a13 x 3 ... a1n x n 0 Exemplo:


a21 x 1 a22 x 2 a23 x 3 ... a2n x n 0
x y 6 x y 6
an1 x 1 an2 x 2 an3 x 3 ... ann x n 0 2x y 0 2x y 0
3x 2y 14
3x = 6
x1 = x2 = ... = xn = 0 x=2
3x + 2y = 14
x+y=6
Solução trivial: S = {(0, 0, 0, ..., 0)} 3 . 2 + 2 . 4 = 14
y=6 2
Det A 0 - possível e determinado e a solução é 6 + 8 = 14 y=4
trivial.
Det A = 0 - possível e indeterminado. Possível e determinado

Exemplo: 2x y 4 Substituindo em I
Determine o valor de m, de modo que o sistema x y 3 2x y 4
apresente apenas a solução trivial. 3x y 2 5 4
2 14
4 7
x 2y 3z 0 1 2 3 10 7
x y 3 14
2x my z 0 2 m 1 4 4
Det A = 0 3x y 2 17
x y z 0 1 1 1 14
4
4x = 5
m + 2 + 6 (3m 1 5) 0 x
5
4
m 3m + 8 + 5 0
2m 13 x+y=3
5
13 y 3
4
m
2 y
7
4

REGRA DE CRAMER
+ +
Dado um sistema:
 a11 x 1  a 12 x 2  a 13 x3  ...  a 1 n x n  b 1
a x  a x  a x  ...  a x  b
 21 1 22 2 23 3 2n n 2


a n1 x 1  a n2 x 2  a n 3 x 3  ...  ann xn  bn

1º Calcula-se o detA
2º Calcula-se o determinante das variáveis, substituindo-
se os seus coeficientes pelos termos independentes.
3º Cada variável é a razão entre seu determinante e o
determinante dos coeficientes.

det x 1 det x 2 det x 3


x1  ; x2  ; x3 
det A det A det A

www.portalimpacto.com.br n Matemática 41