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ALEXANDRE ASSAF NETO • FABIANO GUASTI LIMA

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO
FINANCEIRA
MANUAL DO MESTRE
ALEXANDRE ASSAF NETO • FABIANO GUASTI LIMA

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

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ALEXANDRE ASSAF NETO • FABIANO GUASTI LIMA

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

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MANUAL DO MESTRE

MATERIAL DE SITE
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SÃO PAULO
EDITORA ATLAS S.A. – 2009
© 2008 by Editora Atlas S.A.

Capa: Leonardo Hermano ABDR


Composição: Formato Serviços de Editoração Ltda.

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Assaf Neto, Alexandre


Curso de administração financeira: manual do mestre / Alexandre Assaf Neto,
Fabiano Guasti Lima. – – São Paulo: Atlas, 2009.

Bibliografia.
ISBN 978-85-224-5398-6

1. Finanças – Manuais I. Lima, Fabiano Guasti II. Título.

09-00052 CDD-332

s
Índice para catálogo sistemático:

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1. Finanças : Economia : Manuais 332

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TODOS OS DIREITOS RESERVADOS – É proibida a reprodução total ou parcial,
de qualquer forma ou por qualquer meio. A violação dos direitos de autor
(Lei no 9.610/98) é crime estabelecido pelo artigo 184 do Código Penal.

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1
INTRODUÇÃO
ÀS FINANÇAS
CORPORATIVAS

TESTES DE VERIFICAÇÃO onde são avaliadas eventuais defasagens


entre entrada e saída de dinheiro de cai-
xa.
1. Dentro da dinâmica de decisões financeiras, a

s
administração financeira volta-se ao planeja- e) O levantamento de fundos de provedores
mento financeiro, controle financeiro, adminis- de capital, envolvendo principalmente o

a
gerenciamento das obrigações financeiras

l
tração de ativos e administração de passivos.
e a composição do passivo, identificando a

t
Assim, não é correto afirmar:
estrutura adequada em termos de liquidez,

A
a) No planejamento financeiro, são evidencia- redução de seus custos e risco financeiro, é
das as necessidades de expansão da empre- característica da administração de passivo.
sa e a identificação de eventuais desajustes

a
futuros.

r
Justificativa:
b) No controle financeiro é avaliado todo o

o
desempenho da empresa e feitas também

t
A administração de passivo está voltada para o
análises de desvios que venham a ocorrer

i
levantamento de fundos de provedores de capital,
entre os resultados previstos e realizados.
envolvendo principalmente o gerenciamento das

d
c) A administração de ativos tem como objetivo obrigações financeiras e a composição do passivo,

E
obter a melhor estrutura, em termos de risco identificando a estrutura adequada em termos de
e retorno, dos investimentos empresariais, e liquidez, redução de seus custos e risco financeiro.
proceder a um gerenciamento eficiente de A administração de ativos é que está associada à
seus valores. gestão da liquidez e capital de giro, onde são avalia-
d) A administração de passivo está associa- das as eventuais defasagens entre entradas e saídas
da à gestão da liquidez e capital de giro, de dinheiro de caixa.
6 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

2. Na dinâmica das decisões financeiras, uma excede ao retorno mínimo esperado da alternativa
empresa, independentemente da sua natureza de investimento.
operacional, é obrigada a tomar duas grandes
As decisões financeiras devem estabelecer a
decisões: a decisão de investimento e a decisão
atratividade econômica da empresa promovendo
de financiamento. Identifique duas alternativas
sua continuidade e valorização.
corretas:
Na consecução de suas atividades, as empresas
a) A decisão de investimento envolve todo
o processo de identificação e seleção de utilizam duas fontes de recursos: recursos próprios
alternativas de aplicação de recursos na e recursos de terceiros. Sabe-se que todo financia-
expectativa de se auferirem benefícios mento apresenta um custo, que é a remuneração
econômicos futuros. atribuída aos proprietários de capital pela utiliza-
ção de tais recursos. O resultado proveniente do
b) Para serem consideradas economicamente
investimento desses capitais, definido por lucro
atraentes, as decisões de investimento não
precisam criar valor. operacional, deve idealmente satisfazer as expec-
tativas de retorno de maneira a viabilizar economi-
c) As decisões de financiamento voltam-se
camente o empreendimento. Assim, torna-se inevi-
principalmente em selecionar ofertas de re-
tável a busca pela melhor proporção entre capital
cursos, sem preocupação em manter a me-
de terceiros e capital próprio.
lhor proporção entre capital de terceiros e
capital próprio.
3. De acordo com as alternativas abaixo, é corre-
d) Não há a necessidade de se avaliar toda to afirmar:
decisão de investimento diante da relação
a) O lucro, conforme apurado pelos princípios
risco-retorno, pois é certa a realização futura
dos benefícios econômicos. contábeis consagrados, representa uma me-
dida de eficiência econômica, pois deduz dos
e) As decisões de investimentos são atra-
resultados do exercício os custos do capital
entes quando a taxa de retorno exigida
próprio e do capital de terceiros alocados
pelos proprietários de capital exceder ao
pela empresa em suas decisões de ativo.
retorno esperado da alternativa de inves-
timento. b) Imagem, participação de mercado, estra-

s
tégia financeira, tecnologia, distribuição e

a
logística, potencial de lucro etc. não são
Justificativa:

l
considerados na determinação do valor eco-

t
nômico de uma empresa.
As decisões financeiras tomadas regularmente

A
por uma empresa resumem-se na captação de re- c) A distribuição de dividendos leva em consi-
cursos – decisões de financiamento –, e na aplicação deração se o retorno gerado pela empresa é

a
dos valores levantados – decisões de investimento. superior ao custo de oportunidade do acio-

r
São decisões que toda empresa toma de maneira nista.
contínua e inevitável, definindo sua estabilidade

to
d) As ações ordinárias das companhias brasi-
financeira e atratividade econômica e, por isso,
leiras são as mais negociadas em bolsa de
essas decisões não podem ser tomadas de forma

i
valores, em razão de no Brasil existir uma
independente.

d
grande diluição do capital votante.
As decisões de investimento envolvem todo o

E
processo de identificação e seleção de alternativas e) Commercial Papers é uma nota promis-
de aplicação de recursos na expectativa de se au- sória de curto prazo emitida por uma
ferirem benefícios econômicos futuros. As decisões sociedade tomadora de recursos para fi-
de investimento são atraentes quando os investi- nanciar seu capital de giro. As taxas são
mentos realizados criam valor aos proprietários de geralmente mais baixas devido à elimi-
capital, ou seja, quando a taxa de retorno exigida nação da intermediação financeira.
Introdução às Finanças Corporativas 7

Justificativa: Justificativa:

Commercial Papers são títulos de crédito emi- A Demonstração de Resultados do Exercício


tidos visando à captação pública de recursos para visa fornecer os resultados (lucro ou prejuízo) aufe-
o capital de giro da empresa. O título é negociado ridos pela empresa em determinado exercício social.
no mercado, constituindo-se em importante meca- O lucro (ou prejuízo) é resultante de receitas, cus-
nismo de financiamento para as companhias de ca- tos e despesas incorridos pela empresa no período
pital aberto alternativamente ao sistema bancário. e apropriados segundo o regime de competência.
Costuma ter como vantagens, em relação às opera-
ções convencionais de empréstimos, o baixo custo De acordo com a Lei no 6.404, a Receita Líqui-
financeiro e a maior agilidade em tomar recursos da é calculada por meio da dedução de descontos
no mercado, explicados pela eliminação da inter- concedidos sobre vendas, de devoluções de vendas
mediação bancária. Uma empresa, ao necessitar de e ainda de impostos sobre vendas, do total da recei-
recursos de curto prazo, pode colocar títulos de sua ta bruta de vendas e serviços. Para calcular o Lucro
emissão junto a investidores no mercado. Bruto basta deduzir o custo dos produtos vendidos
e dos serviços prestados da Receita Líquida. Ao
4. O objetivo contemporâneo da administração deduzir do Lucro Bruto as despesas de vendas, as
financeira está centrado na maximização da
despesas administrativas, as despesas financeiras
riqueza de seus acionistas. Assim fica eviden-
líquidas, entre outras despesas operacionais, chega-
ciado o impacto que cada decisão financeira de-
se ao Lucro Operacional.
termina sobre a riqueza. Neste contexto, todas
as afirmativas abaixo estão corretas, exceto: Nota-se que dentro do âmbito da Lei no 6.404,
as despesas financeiras são consideradas equivoca-
a) O lucro contábil não é o critério mais in-
dicado para a análise da liquidez por não damente como operacionais. Na verdade, esses va-
definir a efetiva capacidade de pagamento lores não provêm de decisões ativas (operacionais),
da empresa, pois o critério de apuração é o mas do exigível (passivo) da empresa, prejudican-
regime de competência e não o regime de do, por conseguinte, o genuíno conceito de lucro
caixa. operacional.

s s
b) O lucro contábil não leva em consideração
5. Sobre a criação de valor para uma empresa é

a
o valor do dinheiro no tempo, prejudicando

l
correto afirmar:
a tomada de decisão financeira.

t
a) Uma empresa agrega valor sempre que gerar
c) A realização dos resultados em termos de

A
caixa, valor da moeda no tempo e diferentes lucro líquido positivo.
níveis de risco associado às decisões finan- b) Uma empresa agrega valor se o roteiro

a
ceiras são fundamentos importantes para se do capital investido em sua atividade ex-

r
obter o valor de mercado da empresa. ceder o custo de oportunidade de suas

o
d) O método que calcula o valor de mercado fontes de financiamento.

t
da empresa, como o valor presente de um c) Uma empresa agrega valor se o retorno do

i
fluxo futuro esperado de benefícios de caixa, capital investido em sua atividade for infe-

d
é o critério mais indicado para a tomada de
rior ao custo de oportunidade de suas fontes
decisão financeira.

E
de financiamento.
e) O genuíno resultado operacional de uma
d) Uma empresa agrega valor sempre que suas
empresa é calculado após todas as des-
receitas forem recebidas em dia.
pesas operacionais, inclusive as despesas
de juros de financiamentos contraídos e e) Uma empresa agrega valor sempre que o
direcionados à atividade operacional. retorno do capital investido for positivo.
8 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

Justificativa: e vender se ela mantiver, por exemplo, passivos


em determinada moeda e ativos em outra moeda.
O investimento do acionista revela atratividade Da mesma forma, se o preço de seus insumos é de-
econômica somente quando a remuneração ofereci- terminado em mercados futuros, recebendo fortes
da for suficiente para remunerar o custo de oportu- influências de variáveis exógenas, os mercados fi-
nidade do capital próprio aplicado no negócio. nanceiros oferecem, através de operações futuras
O valor é criado ao acionista quando as recei- e de opções, diversos mecanismos de defesa para
tas de vendas superarem todos os custos e despesas os riscos inerentes à globalização.
incorridos, inclusive o custo de oportunidade do
capital próprio. Nesse caso, o valor da empresa ex- 2. Dentro da dinâmica de decisões financeiras, a
cederia ao de realização de seus ativos, indicando administração financeira volta-se ao planeja-
esse resultado adicional como agregação de riqueza mento financeiro, controle financeiro, adminis-
pelo mercado. tração de ativos e administração de passivos.
Uma empresa destrói valor quando, mesmo Defina as quatro funções citadas.
apurando um lucro contábil, seu montante não
conseguir cobrir o custo mínimo de oportunidade Solução:
do capital investido. Nesse caso, o retorno oferecido
não se mostra capaz de remunerar o risco assumido Com o Planejamento Financeiro são evidencia-
pelo acionista. das a necessidade de expansão da empresa e a iden-
Os acionistas têm a expectativa de que a em- tificação de eventuais desajustes futuros. Por meio
presa gere retorno superior ao custo dos recursos do planejamento é possível selecionar, com maior
investidos, promovendo uma valorização em seu margem de segurança, os ativos mais rentáveis e
valor de mercado, ou seja, a criação de riqueza. condizentes com os negócios da empresa de forma
a estabelecer uma rentabilidade mais satisfatória
EXERCÍCIOS PROPOSTOS sobre os investimentos. Com o Controle Financeiro
é avaliado todo o desempenho financeiro da em-
presa. Análises de desvios que venham a ocorrer
1. A globalização da economia, conceito chave dos entre os resultados previstos e realizados, assim

s
anos 90, forçou as empresas a adotarem estra-
como propostas de medidas corretivas necessárias.
tégias mais apuradas para lidar com finanças

a
A Administração de Ativos tem como objetivo obter
corporativas. No conflito entre risco e retorno,

l
a melhor estrutura, em termos de risco e retorno,
as empresas adotaram alguns instrumentos es-

t
tratégicos mais sofisticados, como os que envol- dos investimentos empresariais e proceder a um

A
vem derivativos, opções, swaps e hedges. Por que gerenciamento eficiente de seus valores. A Admi-
existe a necessidade na gestão do risco de levar nistração de Ativos também está associada à gestão

a
em consideração esses instrumentos financei- da liquidez e capital de giro, onde são avaliadas
ros? as eventuais defasagens entre entradas e saídas

r
de dinheiro de caixa. A Administração de Passivo

to
Solução: está voltada para o levantamento de fundos de
provedores de capital, envolvendo principalmen-

i
Numa economia globalizada, a atuação das
empresas é influenciada pelas variações cambiais, te o gerenciamento das obrigações financeiras e a

d
preços internacionais das matérias-primas, volatili- composição do passivo, identificando a estrutura

E
dade dos mercados e fluxos financeiros, oscilações adequada em termos de liquidez, redução de seus
das taxas de juros, entre outras variáveis. Estas ca- custos e risco financeiro.
racterísticas do mercado tornam o processo de ges-
tão bem mais complexo e exigente de instrumentos 3. Quais são os riscos da empresa, associados às
mais sofisticados. Não é suficiente para uma empre- decisões financeiras? Discuta cada um desses
sa globalizada preocupar-se somente em produzir riscos.
Introdução às Finanças Corporativas 9

Solução: ção é o regime de competência e não o regime de


caixa; não leva em consideração o valor do dinheiro
Os riscos associados às decisões financeiras no tempo. Os resultados são distribuídos ao longo
são: risco operacional (ou econômico) e risco fi- do tempo e a metodologia tradicional de apuração
nanceiro. O Risco Operacional é inerente à própria do lucro contábil não considera os ganhos e perdas
atividade da empresa e às características do mer- implícitos nessa distribuição; o critério mais ade-
cado em que opera. Esse risco independe da forma quado para a tomada de decisões financeiras é o
como a empresa é financiada, restringindo-se ex- método que calcula o valor de mercado da empresa,
clusivamente às decisões de investimento. Alguns como o valor presente de um fluxo futuro esperado
exemplos de risco operacional são sazonalidade de de benefícios de caixa. A realização dos resultados
mercado, tecnologia, concorrência, estrutura de em termos de caixa, o valor da moeda no tempo e
custos, qualidade dos produtos, aspectos cíclicos os diferentes níveis de risco associados às decisões
de economia etc. O Risco Financeiro reflete o risco financeiras ajudam a obter o valor de mercado da
associado às decisões de financiamento, ou seja, a empresa. Os benefícios operacionais produzidos
capacidade da empresa em liquidar seus compro- pela empresa são expressos em fluxos de caixa e
missos financeiros assumidos. Empresas com redu- descontados a valor presente mediante uma taxa
zido nível de endividamento apresentam baixo nível mínima de atratividade, considerando dessa forma
de risco financeiro; altos níveis de endividamento, o valor do dinheiro no tempo e o risco associado à
por outro lado, ao mesmo tempo em que podem decisão. Essa taxa de atratividade embute funda-
promover a capacidade de alavancar os resultados, mentalmente a remuneração mínima exigida pelos
denotam maior risco financeiro. A administração proprietários de capital para o risco assumido.
financeira preocupa-se com o equilíbrio na relação
risco-retorno de suas decisões, alcançando a má- 5. Juca e João são contratados por uma empresa
xima rentabilidade associada a um nível de risco para a área de finanças. João se especializou
que promova a maximização do valor de mercado em mercados e instituições financeiras. Juca se
da empresa. formou em contabilidade e especialização em
controladoria e finanças. Qual deles está mais
4. O objetivo contemporâneo da administração apto para ser tesoureiro e qual está mais apto
financeira está centrado na maximização da ri- para assumir as funções de controller? Expli-
queza de seus acionistas. Assim fica evidenciado que.

s s
o impacto que cada decisão financeira determi-
na sobre a riqueza. Neste contexto, discuta se

a
Solução:

l
o lucro contábil é o critério mais indicado para
João provavelmente seria indicado para tesou-

t
a tomada de decisões financeiras.
reiro, uma vez que atuaria na busca de recursos nos

A
Solução: mercados de crédito e financeiro e por isso precisa
da sua experiência em mercados financeiros. Juca

a
O lucro contábil não é o critério mais indicado seria indicado para controller pois atuaria mais
principalmente por não definir a efetiva capacidade como um supervisor que requer experiência em

r
de pagamento da empresa, pois o critério de apura- contabilidade.

d i t o
E
2

AMBIENTE FINANCEIRO
BRASILEIRO

TESTES DE VERIFICAÇÃO netário e órgão fiscalizador do Sistema Financeiro


Nacional.
1. Dentre as alternativas abaixo, é incorreto afir- Pode-se tratar o Banco Central como um banco
mar:

s
fiscalizador e disciplinador do mercado financeiro,
a) O Sistema Financeiro Nacional (SFN) tem

a
ao definir regras, limites e condutas das institui-

l
importância social e econômica no processo
ções, banco de penalidades, ao serem facultadas

t
de intermediação e distribuição de recursos
pela legislação a intervenção e a liquidação ex-
no mercado.

A
trajudicial em instituições financeiras e gestor do
b) O Sistema Financeiro Nacional (SFN) é com-
Sistema Financeiro Nacional, ao expedir normas e
posto por instituições públicas e privadas

a
autorizações e promover o controle das instituições
que atuam nos diversos instrumentos finan-

r
ceiros. financeiras e de suas operações.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é

o
c) O órgão máximo do Sistema Financeiro Na-

t
cional (SFN) é o Conselho Monetário Nacio- uma autarquia vinculada ao poder executivo (Mi-

i
nal (CMN), e sua função é normativa. nistério da Fazenda), que age sob a orientação do

d
d) O Banco Central do Brasil, que atua como Conselho Monetário Nacional. A CVM tem por fi-
um organismo fiscalizador do mercado nalidade básica a normatização e o controle do

E
financeiro é um dos órgãos da CVM. mercado de valores mobiliários, representado por
ações, partes beneficiárias e debêntures, commercial
Justificativa: papers e outros títulos emitidos pelas sociedades
O Banco Central do Brasil é o principal poder anônimas e autorizadas pelo Conselho Monetário
executivo das políticas traçadas pelo Conselho Mo- Nacional.
Ambiente Financeiro Brasileiro 11

2. O sistema de intermediação é composto por prazo e emissão. Assim, não é correto afirmar
agentes capazes de gerar poupança para inves- que:
timentos e agentes carentes de capital. Estas a) O ativo de renda fixa oferece ao seu titular
transferências de recursos processam-se por rendimentos que são previamente conhe-
meio das instituições financeiras. Assim, com cidos parcial ou integralmente. Um título
relação ao SFN, não é correto afirmar:
de renda fixa tem rendimento que pode ser
a) Uma característica do banco é a capacidade prefixado ou pós-fixado.
de interferir nos meios de pagamentos da
b) Os títulos pós-fixados são definidos quando
economia com a criação da moeda escritu-
uma parcela dos juros é fixa, e outra parte
ral. Devido a essa característica, todo recur-
é determinada com base em um indexador
so depositado no banco pode ser devolvido
de preços contratado.
ao mercado sob a forma de empréstimo.
c) O rendimento de um título com base no de-
b) Os bancos comercias e múltiplos são insti-
sempenho apresentado pela instituição emi-
tuições financeiras que atendem à demanda
tente é conhecido como renda variável.
por crédito de tomadores de recursos, sen-
do que a atuação do banco múltiplo é mais d) CDB, debêntures, caderneta de poupança
abrangente que a do banco comercial. são exemplos de renda variável.
c) A sociedade de arrendamento mercantil e) Um título com prazo de vencimento indeter-
e a sociedade de crédito, financiamento e minado não possui data marcada para seu
investimento, têm como principais fontes resgate, mas o mesmo pode ser convertido
de recursos a colocação de debêntures de em dinheiro a qualquer momento que seu
emissão própria e a colocação de letras de titular desejar.
câmbio no mercado, respectivamente.
d) O BNDES é um banco de investimento que Justificativa:
atua em operação de repasses oficiais. Os
recursos são oferecidos para suprir a neces- O certificado de depósito bancário (CDB) é
sidade de capital de giro e capital fixo. uma obrigação de pagamento futura de um capital
e) Associações de Poupança e Empréstimo aplicado em depósito a prazo fixo em instituições fi-

s s
são constituídas sob a forma de socieda- nanceiras. Esses recursos destinam-se, basicamente,
des civis sem fins lucrativos que atuam no ao financiamento do capital de giro das empresas.

a
financiamento imobiliário. As APEs fazem O CDB pode ser emitido com remuneração prefi-

l
xada ou pós-fixada.

t
parte do subsistema normativo do SFN.
As debêntures são títulos de crédito emitidos

A
Justificativa: por sociedades anônimas, tendo por garantia seus
ativos. Os recursos provenientes de sua emissão são

a
As Associações de Poupança e Empréstimo destinados ao financiamento de capital de giro e

r
são instituições financeiras que atuam na área capital fixo das empresas. Os direitos e as remune-
habitacional, por meio de financiamentos imobi- rações oferecidas pelas debêntures são juros (taxa

o
de juros prefixada, taxa de juros flutuante e taxa de

t
liários.

i
juros real fixa acrescida de um índice de correção
Essas associações fazem parte do Sistema Bra-
de preços da economia), participação nos lucros e

d
sileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e costu-
prêmios de reembolso.
mam atuar de forma restrita a determinada região.

E
São constituídos sob a forma de sociedades civis A caderneta de poupança é uma alternativa de
sem fins lucrativos, sendo de propriedade comum aplicação financeira bastante conservadora, ofere-
a seus associados. cendo segurança e baixa remuneração, compara-
tivamente a outros tipos de ativos no mercado. A
3. Os ativos financeiros negociados no mercado caderneta paga juros de 0,5% ao mês acrescidos
podem ser classificados com relação à renda, de correção.
12 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

4. As ações representam uma fração do capital tidos pelos sócios em determinado empreendimen-
social de uma sociedade. A ação é considerada to empresarial. Da mesma forma, que os encargos
um título de renda variável, e seus rendimentos financeiros (juros) se referem à remuneração dos
vinculam-se aos lucros auferidos pela empresa capitais de terceiros tomados como empréstimos e
emissora. Com relação ao mercado de ações, financiamentos, os juros sobre capital próprio são
todas as alternativas abaixo são verdadeiras, calculados do investimento mantido pelos proprie-
exceto: tários da empresa.
a) No exercício social, parte dos resultados A atual legislação estende essa remuneração a
líquidos é distribuída sob a forma de divi- todos os sócios dentro de certos limites, permitindo
dendos, ou seja, parte dos lucros é paga aos ainda que o valor pago seja dedutível do cálculo
acionistas. do imposto de renda nas sociedades que apurem o
tributo com base no lucro real.
b) Uma maneira de remunerar os acionis-
tas é através do pagamento de dividen-
5. O juro é o valor pago pelo empréstimo de um
dos. Outra forma de remuneração dos
capital. Um financiamento embute a taxa livre
acionistas é o pagamento de juros calcu-
de risco e o prêmio pelo risco. Assim, não se
lados sobre o capital próprio; no entan-
pode dizer que:
to, existem certas limitações e condições
estabelecidas para essa forma de distri- a) SELIC é um sistema especial de custódia e
buição de resultados previstas pela legis- liquidação no qual são negociados os títulos
lação. O pagamento de juros calculados públicos no mercado monetário.
sobre o capital próprio não proporciona b) Devido à natureza dos títulos públicos, a
nenhuma vantagem fiscal à empresa. taxa SELIC é aceita na economia brasileira
c) Os subscritores de capital podem benefi- como a taxa livre de risco.
ciar-se das valorizações de suas ações no c) Prêmio de risco é a diferença entre uma taxa
mercado, sendo que este ganho dependerá de juros com risco e outra livre de risco.
da conjuntura do mercado e do desempe- d) SELIC não opera com títulos emitidos
nho econômico-financeiro da empresa e da pelo Banco Central e Tesouro Nacional.
quantidade de ações.
e) O prêmio de risco revela quanto um investi-

s
d) O direito de subscrição permite a todo acio- dor exige, acima de uma aplicação sem risco
nista subscrever, na proporção das ações (ou de risco mínimo), para manter sua pou-

a
possuídas, todo o aumento de capital; no

l
pança em determinado título com risco.
entanto, esse direito de subscrição pode ser

t
negociado no mercado pelo investidor quan-

A
do o preço de mercado apresentar-se valo- Justificativa:
rizado em relação ao preço subscrito.
O Sistema Especial de Liquidação e Custódia

a
e) Bonificação é a emissão e distribuição gra-
(SELIC) – foi desenvolvido pelo Banco Central do

r
tuita de novas ações aos acionistas, quando
Brasil e a Andima ( Associação Nacional das Ins-
uma sociedade decide elevar seu capital so-

to
tituições do Mercado Aberto) em 1979, voltado a
cial. Esta distribuição é feita em quantidade
operar com títulos públicos de emissão do Bacen e
proporcional à participação de capital. O

i
do Tesouro Nacional. Tem por finalidade controlar
capital social é elevado em função da incor-
e liquidar financeiramente as operações de compra

d
poração de reservas patrimoniais.
e de venda de títulos públicos e manter sua custódia

E
física e escritural.
Justificativa:

O cálculo dos juros sobre capital próprio está


previsto em nossa legislação societária e fiscal como
forma de apurar a remuneração dos capitais man-
Ambiente Financeiro Brasileiro 13

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

Complete a palavra cruzada:

3 5

7 2 9 5

1 1

6 4

10 4 9

10 6

8 8

Horizontal

s s
1. Sigla do órgão responsável pela organização, funcionamento e fiscalização das Bolsas de Valores, so-

a
ciedades corretoras e corretores.

t l
2. Título de crédito emitido pelas Sociedades por Ações para captar recursos.
3. Sigla que representa a taxa cambial média praticada no mercado brasileiro divulgada pelo Banco Cen-

A
tral.
4. Tributo cobrado na compra e na venda das ações que pertence a Bolsa de Valores.

a
5. Sigla das ações que conferem ao seu detentor o direito de voto.

r
6. Bancos cujas atividades caracterizam-se pela atuação mais abrangente em crédito imobiliário, opera-

o
ções de crédito direto ao consumidor e certas operações de financiamento de longo prazo típicas dos

t
bancos de investimentos e operações de leasing.

i
7. Taxa básica de formação de juros da economia.

d
8. Nome da empresa com maior participação no índice da Bolsa de Valores de São Paulo atualmente.

E
9. Sigla do título emitido por instituições financeiras com objetivo de captar recursos de outras institui-
ções financeiras; também conhecida como a taxa de juros que remunera esses depósitos.
10. Sigla do órgão máximo do Sistema Financeiro Nacional.
14 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

Vertical

1. Mercado onde são realizadas operações de curto e curtíssimo prazos, que permitem o controle da
liquidez monetária da economia.
2. É o mais importante indicador do desempenho do mercado de ações brasileiro, pois retrata o compor-
tamento das principais ações negociadas na BOVESPA.
3. Valor representativo de parte dos lucros da empresa, distribuído aos acionistas, em dinheiro, por ação
possuída. Por lei, no mínimo 25% do lucro líquido do exercício devem ser distribuídos entre os acio-
nistas.
4. É um aumento de capital deliberado por uma empresa, com o lançamento de novas ações, para ob-
tenção de recursos. Os acionistas da empresa têm preferência na compra dessas novas ações emitidas
pela companhia, na proporção que lhe couber, pelo preço e no prazo preestabelecidos pela empresa.
5. É a instituição que compra e vende ações para você.
6. Imposto que incide nos resgates feitos num período inferior a 30 dias. O percentual do imposto pode
variar de 96% a 0%, dependendo do número de dias decorridos da aplicação, e incide sobre o rendi-
mento do investimento.
7. Sigla do imposto incidente na maioria das aplicações brasileiras.
8. Indicador de geração de riqueza que mede quanto uma empresa lucra acima do mínimo exigido a vis-
ta em função do risco do negócio. Na prática, avalia se a empresa está destruindo ou aumentando o
capital dos acionistas.
9. É a diferença entre a taxa de juros cobrada dos tomadores de crédito e a paga aos aplicadores.
10. É considerado o “combustível” do mercado de capitais.

Solução:

3 5
D C
7 2 9 5
S E L I C C D I O N

s
B V R

l a
1 1
C V M O I R

t
6 4
O V I S D E

A
10 4 9
N I E M O L U M E N T O S
2
D E B E N T U R E S F B N O P

a
T F P S D R R

r
3
P T A X O A C O A E

o
R R R A

t
10 6
I C M N M U L T I P L O S D

i
O A Ç

d
7
Ç Ã I

E
8 8
à P E T R O B R A S
O V
A
3

CÁLCULO FINANCEIRO

TESTES DE VERIFICAÇÃO juros pelo regime de juros compostos ao longo dos


períodos de capitalização.

1. Dada uma taxa efetiva anual capitalizada men- Quando se diz, por outro lado, que uma taxa

s
salmente, a sua correspondente taxa nominal é nominal, geralmente é admitido que o prazo de
capitalização dos juros (ou seja, o período de for-

a
anual é uma taxa _____________ mensal da sua

l
taxa efetiva anualizada _______________. mação e incorporação dos juros ao principal) não é

t
o mesmo daquele definido para a taxa de juros.
Preenchendo corretamente as lacunas acima a

A
opção correta será: Quando se trata de taxa nominal é comum ad-
mitir-se que a capitalização ocorre por juros sim-
a) Equivalente; exponencialmente.
ples. Assim, a taxa por período de capitalização é

a
b) Equivalente; linearmente. uma taxa proporcional ou linear.

r
c) Proporcional; exponencialmente.

o
2. Com relação à taxa linear de juros, não pode-
d) Proporcional; linearmente.

t
mos afirmar que:

i
e) Linear; linearmente. a) 2,6% a.m. é proporcional à taxa de 31,2%

d
a.a.
Justificativa:

E
b) 3,5% a.b. é proporcional a 5,25% a.t.
c) 5,1% a.q. é proporcional a 2,518% a.b.
Taxa efetiva de juros é a taxa dos juros apurada
durante todo o prazo n, sendo formada exponen- d) 6,2% a.t. é proporcional à taxa de 24,8%
cialmente através dos períodos de capitalização. a.a.
Ou seja, taxa efetiva é o processo de formação dos e) 8,4% a.s. é proporcional à 2,8% a.b.
16 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

Justificativa: juro, isto é, a remuneração do fator ca-


pital utilizado durante certo período de
5,1% tempo. As taxas de juros se referem sem-
i= = 2,55% a.b.
2 pre a uma unidade de tempo.
II – Quando se trata de taxa nominal é co-
3. Classificando em verdadeiro ou falso as seguin- mum admitir-se que a capitalização ocor-
tes afirmações, pode-se afirmar que a alternati- re por juros proporcionais simples. Assim,
va que responde corretamente a sequência é: a taxa por período de capitalização é uma
I – ( ) Para se compreender a formação taxa proporcional ou linear.
das taxas de juros, deve-se com- III – Ao se capitalizar uma taxa nominal, apu-
preender o prazo a que se refere ra-se uma taxa efetiva de juros superior
à taxa e o prazo de capitalização àquela declarada para a operação.
dos juros.
IV – A taxa efetiva de juros é a taxa obtida
II – ( ) Por ser uma taxa caracteristica- para todo o período n de um investimen-
mente de juros simples, a maior to, sendo formada exponencialmente
parte dos juros praticados no siste- através dos períodos de capitalização.
ma financeiro não é referenciada Se o prazo de uma operação coincidir
na taxa linear (proporcional). com a periodicidade com que os juros são
III – ( ) O uso da taxa proporcional promo- capitalizados, a taxa declarada é igual à
ve uma taxa efetiva mais elevada taxa efetiva.
que a taxa implicitamente decla- V – Quando o prazo a que se refere a taxa de
rada para a operação. uma operação coincidir exatamente com
IV – ( ) Se o prazo de uma operação coin- o prazo com que os juros são capitaliza-
cidir com a periodicidade com que dos, temos a chamada taxa nominal de
os juros são capitalizados, a taxa juros.
declarada é menor que a taxa efe-
Uma taxa de juros é dita nominal geralmente
tiva.
quando o prazo de capitalização dos juros (perío-

s
V – ( ) Quando o prazo a que se refere a do em que os juros são formados e incorporados ao
taxa de uma operação coincidir capital) não é o mesmo que o prazo definido para

lt a
exatamente com o prazo com que a referida taxa de juros.
os juros são capitalizados, temos a
chamada taxa nominal de juros. 4. Um investidor aplicou um determinado valor

A
presente (PV), à taxa de juros simples de i%
a) I-V; II-F; III-V; IV-F; V-V
a.m., durante 12 meses e obteve um montante
b) I-F; II-V; III-V; IV-V; V-F FV1. Um outro investidor aplicou o mesmo va-

a
lor presente, também a juros simples e à mesma

r
c) I-V; II-V; III-F; IV-F; V-F
taxa mensal, por 5 meses, e depois reaplicou o
d) I-V; II-F; III-F;; IV-F; V-V

o
montante todo novamente por mais 7 meses,

t
e) I-F; II-F; III-V; IV-V; V-V obtendo um montante final FV2. Então, é COR-

i
RETO afirmar que:

d
Justificativa: a) FV1 > FV2, qualquer que seja a taxa de juros
i%.

E
I – Está correto afirmar que para se com- b) FV1 > FV2 somente para alguns valores de
preender a formação das taxas de juros, i%.
deve-se compreender o prazo a que se
refere à taxa e o prazo de capitalização c) FV1 = FV2.
dos juros, uma vez que a taxa de juro é d) FV1 < FV2, qualquer que seja a taxa de
o coeficiente que determina o valor do juros i%.
Cálculo Financeiro 17

e) FV1 < FV2 somente para alguns valores de bendo-se que um investidor tenha aplicado $
i%. 90.000,00 por seis meses, pede-se:
a) Determinar o montante da operação pelo
Justificativa: critério de juros simples e pelo de juros com-
postos;
O regime de juros compostos considera que
os juros formados em cada período são acrescidos Solução:
ao capital formando o montante do período. Esse PV = $ 90.000
montante, por sua vez, passará a render juros no
i = 1,5%
período seguinte formando um novo montante.
Este processo de formação dos juros é diferente do n = 6 meses
regime de juros simples, onde unicamente o capital FV = PV(1 + i × n)
rende juros, não ocorrendo remuneração sobre os
FVJS = $ 90.000(1 + 0,015 × 6)
juros formados em períodos anteriores, o que faz
com que a remuneração dos juros compostos seja FVJS = $ 98.100,00
sempre maior. FV = PV (1 + i)n

5. Seja uma série de n pagamentos iguais poste- FVJC = $ 90.000 (1 + 0,015)6


cipada, à taxa de juros composta de i% a.m. FVJC = $ 98.409,89
Seja FV1 o valor futuro dessa série na data n, e b) Explicar a diferença determinada pelos cri-
seja FV2, o valor futuro de FV1 na data n + k. térios de capitalização de juros sobre o mon-
tante a ser resgatado pelo investidor ao final
FV 1
Pode-se dizer que é: do sexto mês.
FV 2
Solução:
a) PMT ⎢ (1 + i ) − 1 ⎥ (1 + i )k
⎡ n

⎢⎣ i ⎥⎦ Juros compostos rendem “juros sobre juros”,
produzindo um montante maior que os juros sim-

b) PMT ⎢ (1 + i ) − 1 ⎥
⎡ n
⎤ ples.

s
⎣⎢ ⎥⎦
i
2. Faça as seguintes conversões de juros:

a
c) (1 + i )

l
k
a) Para uma taxa efetiva de 18% ao ano, qual

t
a respectiva taxa nominal anual com capi-
d) (1 + i ) − 1
−n
talização mensal?

A
e) (1 + i)–k
Solução:

a
Justificativa:
i= 18% a.a.

r
FV 1 = PV (1 + i) n
1

o
FV 2 = PV (1 + i) × (1 + i)
n n+ k (1 + 0,18)12 − 1 = 1,3888% a.m.

i t
FV 1 PV (1 + i)n 1 inominal = 1,3888 × 12 = 16,67% a.a. com ca-
= = = (1 + i)− k
FV 2 PV (1 + i)n × (1 + i)n + k (1 + i)k pitalização mensal

d
b) Para uma taxa nominal de 24% ao ano com

E
EXERCÍCIOS PROPOSTOS capitalização mensal, qual a sua taxa efetiva
equivalente trimestral?

1. Suponha que seja oferecida uma aplicação fi- Solução:


nanceira com renda mensal de 1,5%, a qual é
capitalizada e paga ao final da operação. Sa- i = 24% a.a.
18 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

24% PMT 3 = Y n = 11 meses


= 2% a.m.
12 i = 2,9% a.m.
(1 + 0,02)3 – 1 = 6,12% a.t. 6.200(1,029)–x + 9.600(1,029)–(x+4) =
3.000(1,029)–(x+3) +4.500(1,029)–(x+6)
3. Uma construtora diz financiar suas vendas a ju-
ros de 3% ao mês. Sua sistemática no financia- +y(1,029)–(x+11)
mento em 12 prestações mensais é a seguinte: 6025,2672 + 8321,3609 = 2675,8376 +
3% × 12 prestações = 36%. Se o valor a ser 3683,8750 + 0,7096y
financiado for de $ 10.000,00, então o clien-
te deverá pagar: FV = 10.000 (1 + 0,36) = 0,7096y = 7986,9155
13.600. Como o cliente irá pagar em 12 presta- Y = $ 11.255,47
ções, então: PMT = 13.600,00/12 = 1.133,33.
Assim, o cliente irá pagar 12 prestações men- 5. Uma dívida tem o seguinte esquema de paga-
sais de $ 1.133,33, para um financiamento de mento: R$ 3.900,00 vencíveis em 3 meses a
$ 10.000,00. A taxa de juros é realmente 3%
partir de hoje e R$ 11.700,00 de hoje a 5 me-
ao mês?
ses. O devedor propõe ao credor refinanciar
Solução: esta dívida mediante 5 pagamentos bimestrais,
iguais e sucessivos, vencendo o primeiro de hoje
PMT= $ 1.133,33
a um mês. Sendo de 2,1% ao mês a taxa de ju-
PV = $ 10.000 ros da dívida original e de 3% ao mês a taxa a
n = 12 meses ser considerada no refinanciamento, pede-se
i? determinar o valor de cada prestação.
1.133,33 CHS PMT
Solução:
10.000 PV
12 n Dívida Atual
PMT 1 = $ 3.900 n = 3
i 5,08% a.m.

s
PMT 2 = $ 11.700 n = 5

lt a
4. Uma dívida apresenta as seguintes condições i = 2,1% a.m.
de pagamento: R$ 6.200,00 vencíveis hoje e R$
9.600,00 vencíveis daqui a 4 meses. O devedor Renegociação

A
propõe a renegociação da dívida nas seguintes PMT 1 = $ x n=1 mês
condições: R$ 3.000,00 daqui a 3 meses do
PMT 2 = $ x n =3 meses
vencimento do primeiro pagamento original,

a
PMT 3 = $ x n = 5 meses
R$ 4.500,00 daí a 3 meses e o restante 5 meses

r
depois deste último pagamento. Para uma taxa PMT 3 = $ x n = 7 meses
PMT 3 = $ x n = 9 meses

o
efetiva de juros de 2,9% a.m., calcular o saldo

t
a pagar. i = 3% a.m.

i
Solução: 3.900(1,021)–3 + 11.700(1,021)–5 =

d
x(1,03)–1 + x(1,03)–3 + x(1,03)–5 +
Dívida Atual

E
x(1,03)–7 + x(1,03)–9
PMT 1 = $ 6.200 n = 0
3.664,27 + 10.545,26 = 0,9709x + 0,9152x
PMT 2 = $ 9.600 n = 4
+ 0,8627x + 0,8131x + 0,7665x
Renegociação
4,3284x = 14.209,53
PMT 1 = $ 3.000 n=3 meses
PMT 2 = $ 4.500 n = 6 meses x = $ 3.283,06
4
CÁLCULO FINANCEIRO
EM CONTEXTO
INFLACIONÁRIO

TESTES DE VERIFICAÇÃO TDM = 10%


I
0,1 =  I = 0,1 + 0,1I  0,9I = 0,1 
1. Juca trabalha em uma instituição bancária, na 1+ I

s
função de gerente pessoa física, o que lhe pro- I = 11,11% a. s.
porciona um rendimento líquido de $2.500,00

a
1

l
mensais. Apesar do baixo índice inflacionário, (1 + 0,111)6 = 1,77% a.m.

t
Juca verificou que seu poder de compra dimi-
nuiu. Ele constatou que no intervalo de seis 2. O IGP-M é um indicador que mede a taxa de

A
meses seu padrão de consumo passou para 90% inflação da economia. Este índice utiliza uma
do que consumia antes. O índice mensal de in- grande variedade de itens, bens e serviços, por

a
flação no semestre atinge: esse motivo é muito utilizado por empresas que
atuam em diferentes segmentos. O IGP-M de ja-

r
a) 1,79% a.m.
neiro de um determinado ano é de 195,827. Sa-

o
b) 1,77% a.m. be-se que a taxa de inflação de cada um dos me-

t
c) 1,86% a.m. ses seguintes atinge 0,70% (fevereiro), 0,80%

i
(março), 0,71% (abril). O valor do IGP-M no
d) 1,72% a.m.

d
final do trimestre será:
e) 1,81% a.m.

E
a) 200,187
b) 198,775
Justificativa:
c) 197,197
I d) 198,849
TDM =
1+ I e) 201,87
20 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

Justificativa: Rentabilidade nominal =


Pn $ 650.000,00
I= −1 − 1 = 8,33%
Pn − t $ 600.000,00
I = 0,7%
Pn = 211,764
Pn – t = 195,827
Pn – t = 201,872
Pn
Em fevereiro: 0,007 = − I1  1,007 Pn 211,764
195,827 I= −1  I = −1
Pn Pn − t 201,872
=  Pn = 197,198
195,827 I = 4,90%

I = 0,8% 4. Uma loja de departamentos está vendendo cer-


Pn – t = 197,198 to produto a prazo cobrando juro nominal de
2,2% ao mês, sendo a inflação projetada de 8%
Pn
Em março: 0,008 = − I1  1,008 = ao ano. O custo real mensal do financiamento
197,198
Pn é:
 Pn = 198,776
197,198
a) 2,75%
I = 0,71% b) 3,72%
Pn – t = 198,776 c) 1,55%
Pn d) 1,06%
Em abril: 0,0071 = − I1  1,0071 =
198,776
Pn
 Pn = 200,187 e) 7,31%
198,776
3. Um investidor adquiriu um imóvel na expec-
Justificativa:
tativa de especulação imobiliária. O imóvel foi
adquirido por $ 600.000,00 em janeiro de de-

s
terminado ano e vendido em junho do mesmo
1 + taxa nominal (i)

a
ano por $ 650.000,00. Sabe-se que os valores Taxa Real (r) = −1

l
1 + taxa de inflação ( I )
do IGP-M foram de 201,872 e 211,764 para ja-

t
1 1

neiro e junho, respectivamente. Assim, o valor I = (1 + 0,08)12  I = (1,08)12  I = 0,6434% a.m.

A
da rentabilidade nominal da operação de com- 1 + 0,022
r= − 1  r = 1,55%
pra e venda do imóvel e a inflação serão: 1 + 0,006434

a
a) 1,08% e 1,05%

r
5. Sendo de 0,7% a inflação de determinado mês
b) 8,33% e 2,03%

to
e de 0,6% a taxa do mês seguinte, determinar
c) 1,08% e 4,90%
a perda do poder de compra verificada no bi-

i
d) 8,33% e 4,90% mestre.

d
e) 8,33% e 1,05%
a) 1,30%

E
b) 1,29%
Justificativa:
c) 1,27%
Preço de Venda
Rentabilidade nominal = d) 1,25%
Preço de Aquisição
e) 1,24%
Cálculo Financeiro em Contexto Inflacionário 21

Justificativa: Pede-se determinar a rentabilidade real de cada


alternativa de aplicação financeira considerando
I como base o IPCA.
TDM =
1+ I
Solução:
Para I = 0,7%
0,007 1 + taxa nominal (i)
TDM1 =  0,6951% Taxa Real (r) = −1
1,007 1 + taxa de inflação (I )
Para I = 0,6%
(1,0779)
0,006 Poupança: r = −1 
TDM2 =  0,5964% (1,0281)
1,006 r = 4,84% a.a.
TDM1 + TDM2 = 1,29%
(1,1504)
CDB: r = − 1  r = 11,9% a.a.
EXERCÍCIOS PROPOSTOS (1,0281)

(1,1269)
Ouro: r = − 1  r = 9,61% a.a.
1. Admita que um investidor tenha feito uma apli- (1,0281)
cação em um CDB que está pagando 0,9% ao
(1,3293)
mês líquido. Se o investidor pretende resgatar Bovespa: r = − 1  r = 29,3% a.a.
(1,0281)
essa aplicação ao final de 7 meses e obter um
ganho real de 5% nesse período, qual deverá (0,9191)
Dólar: r = − 1  r = –10,6% a.a.
ser a taxa máxima de inflação do período? (1,0281)
Solução: 3. Suponha que você vá emprestar a alguém $
(1 + i) 5.000,00 pelo prazo de um ano. Não há risco de
I= −1 que você não receba o dinheiro de volta. Admita
(1 + r)
que você vá emprestar o dinheiro da seguinte
r = 0,9% a.m.  r = (1,009)7 – 1  forma: $ 2.000,00 em dinheiro que você tinha

s s
aplicado no banco e os outros $ 3.000,00 uti-
r = 6,4727% no período
lizando seu limite de cheque especial. O custo

a
Para i = 5% e r = 6,4727% (ambos no pe-

l
do dinheiro emprestado pelo banco através do

t
ríodo), tem-se: cheque especial é 9% ao mês efetivo. Você tinha
uma taxa de aplicação de 1% ao mês com os

A
(1,05)
I= − 1  I = – 1,4% no período seus recursos aplicados no banco. O Imposto de
(1,064727)
Renda sobre o rendimento de suas aplicações é

a
2. Os ganhos nominais (rentabilidades) acumula-
de 20% e admita que não haja outros impostos

r
dos no ano de 2006 das principais aplicações
incidentes. Qual é a taxa mensal de juros que
financeiras disponíveis no Brasil atingiram se- você deve cobrar para que tão-somente cubra

o
gundo dados do Banco Central, os seguintes

t
todos os seus custos?

i
percentuais anuais:
Caderneta de Poupança (dia 1o): 7,79% Solução:

d
CDB (pré) para 30 dias: 15,04% PV = $ 2.000

E
Ouro (BM&F): 12,69% n = 12 meses
Bolsa de Valores (IBOVESPA): 32,93% i = 0,01 * (1 – 0,2) = 0,008 = 0,8%
Dólar comercial: – 8,09% FV?
IPCA: 2,81%
22 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

Aplicação – pela HP 4. Calcule o custo real mensal de um financia-


mento pelo prazo de um ano sabendo-se que os
2.000 CHS PV
juros nominais cobrados atingem 1,8% ao mês
12 n
e a inflação de todo o período esteja estimada
0,8 i
em 6%.
FV $ 2.200,68
PV = $ 3.000 Solução:
n = 12 meses
i = 9% 1 + taxa nominal (i)
Taxa Real (r) = −1
FV? 1 + taxa de inflação (I )
1
Aplicação – pela HP I = (1,06)12  I = 0,4867% a.m.
Cheque Especial – pela HP Para i = 1,8% a.m. e I = 0,4867% a.m., tem-
3.000 CHS PV se:
12 n (1,018)
9i r= – 1  r = 1,31% a.m.
(1,004867)
FV 8$ 437,99
Cálculo da taxa mensal de juros 5. Admita que uma instituição financeira deseje
obter uma remuneração real de 1% ao mês em
PV1 + PV2 = $ 5.000
suas operações de crédito. Sendo de 0,6% ao
FV1 + FV2 = $ 10.638,67
mês a expectativa de inflação, pede-se calcular
n = 12 meses
a taxa mensal de juros a ser cobrada.
i=?
Aplicação – pela HP Solução:
5.000 CHS PV
i = (1 + r) × (1 + I) – 1
10.638,67 FV
12 n Para r = 1% a.m. e I = 0,6% a.m., tem-se:
i 6,5% a.m. i = (1,01) × (1,006) – 1  i = 1,606% a.m.

t l a s
r a A
d i t o
E
5

PRODUTOS
FINANCEIROS

TESTES DE VERIFICAÇÃO sobre o preço do serviço da Lista e também sobre


o serviço proveniente do exterior ou cuja prestação
aí se tenha iniciado. Portanto, não incide sobre os
1. Os tributos que incidem sobre os ganhos obtidos ganhos com produtos financeiros.

s
na maioria dos produtos financeiros brasileiros
são:

a
2. Pelas novas alíquotas de tributação em vigor no

l
a) ISS e IR. Brasil, em quanto será tributado o valor mone-

t
tário aplicado por 200 dias em um CDB?
b) IR.

A
a) 27,5%.
c) ISS e IOF.
b) 22,5%.
d) IOF e IR.

a
c) 20%.
e) IOF.

r
d) 17,5%.

o
Justificativa: e) 15%.

i t
Tanto o IOF (Imposto sobre Operações Finan- Justificativa:

d
ceiras), quanto o IR (Imposto de Renda) incidem

E
sobre os ganhos obtidos com a maioria dos produtos A alíquota do Imposto de Renda sobre os ga-
financeiros brasileiros. nhos líquidos auferidos em operações realizadas
O ISS (Imposto Sobre Serviços) é um imposto em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e
de competência dos municípios e do Distrito Fede- assemelhadas, passou de 20% para 15%. Tal
ral. O fato gerador é a prestação de serviços cons- tributação não se aplica aos ganhos auferidos nas
tantes em uma Lista de Serviços. O imposto incide operações de day trade, que permanecem sujeitos
24 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

às alíquotas de 1,0% na fonte e de 20% no final de tendidos como uma promessa de pagamen-
cada período de apuração. to vinculada ao desempenho financeiro do
Já para os fundos de investimento e demais emitente do título.
aplicações de renda fixa, foi adotado um critério de b) Por representar uma opção de compra futura
tributação decrescente, de acordo com o prazo de de obrigações, um warrant não poderá ser
permanência dos recursos na aplicação: emitido de forma separada de outros títulos
Aplicações de até 6 meses: 22,5% de dívidas da empresa.
Aplicações de 6 a 12 meses: 20% c) As operações de open market podem ser re-
alizadas tanto por instituições financeiras
Aplicações de 12 a 24 meses: 17,5%
bancárias como pelas sociedades de fomento
Aplicações acima de 24 meses: 15% comercial – factoring.

3. Sobre o produto financeiro factoring é correto d) A taxa Selic é aceita como taxa livre de
afirmar: risco e referencia o custo do dinheiro no
mercado financeiro.
a) A atividade de factoring é controlada pelas
regras do mercado financeiro. e) Hot money é uma operação de empréstimo
b) As factorings podem trabalhar com recur- de curtíssimo prazo, demandado para cobrir
sos próprios ou captá-los através de emis- as necessidades mais permanentes de caixa
são de debêntures e notas promissórias das empresas.
comerciais.
c) Seu principal serviço é o desconto de títulos Justificativa:
de crédito.
d) Ao adquirir direitos de fomento de seus O commercial paper é uma nota promissória de
clientes, a factoring não assume o risco ine- natureza comercial emitida por sociedades anôni-
rente do crédito concedido pela empresa mas abertas ou fechadas, cuja colocação no merca-
vendedora. do é intermediada por uma instituição financeira.
O prazo de emissão desses títulos é geralmente in-
e) Em uma operação de desconto em que haja
ferior a um ano e os títulos não possuem garantias

s
inadimplência de quem vai pagar o título, a
reais.
factoring tem todo o direito de fazer o título

a
regressar do emissor e exigir a devolução do Warrant é um título que concede a seu titular

l
capital emprestado. o direito de adquirir outros títulos de emissão da

t
própria empresa, constituindo-se numa alternativa

A
adicional de financiamento. Diversas emissões de
Justificativa:
títulos de dívidas são processadas com warrants,

a
o que concede ao investidor do título o direito de
As sociedades de fomento comercial – facto-
compra de outro por um preço estabelecido previa-

r
ring – são empresas comerciais (não financeiras)
mente. O emissor de um warrant é a instituição que
que operam por meio de aquisições de duplicatas,

to
possui ativos que servirão de lastro para o seu lan-
cheques etc. de forma similar a uma operação de
çamento. No Brasil costumam ser emitidos warrants

i
desconto bancário. As empresas de factoring têm
como fonte de recursos principalmente os fundos sobre ações, debêntures e notas promissórias.

d
próprios, empréstimos bancários, emissão de de- As operações de open market funcionam como

E
bêntures e notas promissórias comerciais. um instrumento bastante ágil de política monetá-
ria a fim de melhor regular o fluxo monetário da
4. Sobre os produtos financeiros destacados a se- economia e influenciar os níveis das taxas de juros
guir, assinale a opção verdadeira: a curto prazo. Essas operações são fundamentadas
a) Os commercial papers costumam oferecer por meio da compra e venda de títulos da dívida
maiores garantias de liquidação, sendo en- pública no mercado e são processadas pelo Banco
Produtos Financeiros 25

Central na qualidade de agente monetário do go- Os juros, por incidirem sobre o saldo devedor,
verno. cujo montante decresce após o pagamento de cada
Os títulos negociados no Selic são de grande amortização, assumem valores decrescentes nos
liquidez e teoricamente de risco mínimo, por isso, períodos. Em consequência do comportamento da
a taxa definida no âmbito desse sistema é aceita amortização e dos juros, as prestações periódicas e
como taxa livre de risco da economia, servindo de sucessivas do SAC são decrescentes em progressão
importante referencial para a formação dos juros aritmética.
de mercado.
Hot Money são operações de aplicações finan- EXERCÍCIOS PROPOSTOS
ceiras de curtíssimo prazo que prometem altas mar-
gens de ganhos. Podem-se deslocar rapidamente
1. Um investidor aplica $ 50.000,00 num CDB pre-
altas margens de um mercado para outro em busca
fixado à taxa de juros de 16,8% ao ano (base
de melhores oportunidades de ganhos.
360 dias) para um período de 32 dias, com 20
5. Sobre os sistemas de amortização de emprésti- dias úteis. O Imposto de Renda é retido na fonte
mos e financiamentos assinale a opção verda- à alíquota de 22,5% sobre os rendimentos bru-
deira: tos. Determinar:

a) No sistema de amortização constante os a) o valor de resgate bruto e líquido;


juros são decrescentes nos períodos.
Solução:
b) Na tabela Price as prestações são constantes
e as amortizações decrescentes nos perío- Rendimento total:
dos. 32
$ 50.000 × [(1,168)360 − 1] = $ 694,98
c) O total dos juros acumulados na tabela Price
é inferior ao total de juros acumulados pelo IR retido (alíquota 22,5%)
sistema de amortização constante.
22,5% × $ 694,98 = $ 156,37
d) No sistema de amortização constante as
Rendimento Líquido: $ 694,98 – $ 156,37 =
prestações é que são constantes em todos
$ 538,61
os períodos.

s s
FVBRUTO = Investimento inicial + Rendimen-
e) Na tabela Price as prestações decrescem em
to Bruto = $ 50.000 + $ 694,98 = 50.694,98

a
progressão geométrica.

l
FVLíq. = Investimento inicial + Rendimento

t
Líquido = $ 50.000 + $ 538,61 = $ 50.538,61
Justificativa:

A
O sistema Price, adotado quando os períodos b) taxa mensal líquida.

a
das prestações (normalmente mensais, mas não

r
necessariamente) se apresentam menores que o Solução:
da taxa de juros, tem como característica básica o

o
FV Líquido
uso de taxa proporcional (linear) simples ao invés i=

t
PV

i
da taxa equivalente composta de juros. As presta-
ções são constantes e as amortizações crescentes $ 50.538,61
i= − 1 = 1,08% para 36 dias

d
nos períodos. $ 50.000,00

E
30
O sistema de Amortização Constante tem como i = (1,0108)32 − 1 = 1,01% a.m.
característica básica serem as amortizações do prin-
cipal sempre iguais em todo o prazo da operação. O 2. Admita que uma empresa tenha adquiri-
valor da amortização é facilmente obtido median- do no passado um empréstimo no valor de $
te a divisão do capital emprestado pelo número de 60.000,00, pelo prazo de 60 meses, a juros de
prestações. 48% ao ano com capitalização mensal, e que,
26 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

neste mês, a empresa tenha pago a 36a parcela 70

deste empréstimo, amortizado pela Tabela Pri- FV = $ 30.536,62 (1,035)30


ce. Procurando o Banco para renegociar o sal- = $ 33.088,86
do devedor, em virtude da queda do fluxo de Calculando a prestação, agora com entrada,
caixa, a empresa propõe ao Banco amortizar o uma vez que em 70 dias vence a primeira:
saldo devedor em $ 10.000,00 e refinanciar o
⎡ (1,035)50 − 1 ⎤
restante em 50 meses, a juros de 51,106866% $ 33.088,66 = PMT ⎢ ⎥
⎣(1,035) × 0,035 ⎦
50
ao ano, em prestações iguais e consecutivas,
vencendo a primeira em 70 dias. O Banco in- = $ 1.363,00
forma que cobra ainda uma TAC de R$ 100,00
que será parcelada junto com o saldo devido. 3. Um cliente procura um banco para realizar
Pede-se calcular o valor da nova prestação. uma operação de desconto de cheques com os
seguintes valores: $ 1.000,00 para 24 dias e $
Solução: 1.600,00 para 38 dias. O banco informa que
cobra para a operação uma taxa de 2% a.m,
48% a.a. custódia de $ 0,30 por cheque, uma tarifa de
i= = 4% a.m.
12 meses abertura de crédito (TAC) de $ 30,00 para a
operação toda e IOF (Imposto sobre Operações
⎡(1 + i)n − 1 ⎤ Financeiras) de 0,0082% a.d. e IOF adicional
PV = PMT ⎢ ⎥
⎣ (1 + i) i ⎦
n
de 0,38%. Pede-se:

⎡ (1,04)60 − 1 ⎤ Solução:
$ 60.000 = PMT ⎢ ⎥
⎣(1,04) × 0,04 ⎦
60

$ 1.000 – 24 dias
= $ 2.652,11
$ 1.600 – 38 dias
Pela HP:
1.000 × 24 + 1.600 × 38
n médio =
F CLX 60.000 CHS PV 1.000 + 1.600
4i = 32,615 dias
60 n

s
0,02
G END J1 = 1.000 × × 24 = 16,00
30

a
PMT $ 2.652,11

l
IOF 1 = (1.000 – 16) × 0,000082 × 24

t
O saldo será o PV das 24 prestações vincendas, = 1,94
ou seja:

A
0,02
J2 = 1.600 × × 38 = 40,53
⎡ (1,04) − 1 ⎤ 24 30
PV = 2.652,11 ⎢ ⎥ IOF 2 = (1.600 – 40,53) × 0,000082 × 38

a
⎣(1,04) × 0,04 ⎦
24

= 4,86

r
= $ 40.436,62
IOF adicional = (1.000 + 16.000 – 16 – 40,53)

to
Amortizando o saldo devedor em $ 10.000, o
× 0,0038 = 9,67
novo saldo devedor será:

i
a) o valor líquido a receber do cliente.
SD = $ 40.436,62 – $ 10.000 = $ 30.436,62

d
Total dos cheques $ 2.600
Nova taxa efetiva:

E
(–) Juros (16 + 40,53) ($ 56,53)
1
i = (1 + 0,51106866) 12
−1 (–) IOF (1,94 + 4,86 + 9,67) ($ 16,47)
= 3,5% a.m. (–) Custódia(2 × 0,3) ($ 0,60)

Vencimento da primeira parcela em 70 dias, (–) TAC ($ 30,00)


mais $ 100 de TAC: Valor Líquido a Receber $ 2.496,40
Produtos Financeiros 27

b) o custo efetivo mensal da operação. 5. Uma empresa está com uma necessidade ime-
$ 2.600 diata de caixa para saldar uma dívida. Para isso,
i= −1 está estudando a contratação de um hot money
$ 2.496,4
junto ao seu banco (Banco A) por um dia, cujo
i = 4,149976% em 31,615 dias spread é de 0,07% ao dia e a taxa over de juros
30 mensal é de 3,5%. Na tentativa de minimizar o
i = (1 + 0,04149976)32,615 − 1 custo desse empréstimo, o gerente financeiro da
empresa procura um banco concorrente (Banco
i = 3,82% a.m.
B), que se propõe a cobrir a proposta oferecida
pelo Banco A. Sabendo que o Banco B trabalha
4. Um investidor aplica $ 5.000,00 num CDB pre-
com um juros over de 4,2% a.m. para operações
fixado à taxa de 1,5% a.m. para um período de
de hot money, calcule o spread máximo que o
80 dias. O Imposto de Renda é retido na fonte
Banco B ganhará nessa operação, admitindo o
à alíquota de 22,5% sobre o lucro bruto. Deter-
mesmo IOF.
minar:
a) o valor de resgate líquido do imposto de Solução:
renda.
Supondo um empréstimo de $ 1.000.000,00
Solução: captado junto ao Banco A:
Quantidade de dias úteis: 1(um) dia
Rendimento Bruto:
80
[(1,015)30 − 1 × $ 5.000 = $ 202,51 Valor do empréstimo: $ 1.000.000,00
IR retido: IOF: $ 1.000.000 × 0,0041% $ 41,00
22,5% × $ 202,51 = $ 45,56 Empréstimo liberado: $ 999.959,00
Rendimento Líquido: $ 202,51 – $ 45,56 = Juros: $ 1.000.000,00 ×
$ 156,94 (0,035/30) $ 1.166,67
Valor de resgate líquido: Investimento + Ren- Spread $ 1.000.000,00 × 0,07% $ 700,00

s s
dimento Líquido = $ 5.000 + $ 156,94 = Saldo devedor: $ 1.001.825,67

a
$ 5.156,94

t l
b) a rentabilidade real mensal líquida consi-
Supondo agora o mesmo empréstimo de $
derando que a inflação do período todo da

A
1.000.000,00 captado junto ao Banco B, o saldo
aplicação foi de 0,8%.
devedor para a empresa deve ser, no mínimo igual
ao do Banco A:

a
Solução:

r
Quantidade de dias úteis: 1(um) dia

o
$ 156,94
− 1 = 3,14% para 80 dias

t
i=
$ 5.000,00 Valor do empréstimo: $ 1.000.000,00

i
30
IOF: $1.000.000 × 0,0041% $ 41,00
i = (1,0314) 80
− 1 = 1,16% a.m.

d
Empréstimo liberado: $ 999.959,00

E
30
I = (1,008) 80
− 1 = 0,2992% a.m. Juros: $ 1.000.000,00 ×
1 + taxa nominal (i) (0,042/30) $ 1.400,00
Taxa Real (r) = −1
1 + taxa de inflação ( I ) Spread $ 1.000.000,00 ×
(1,0116) (taxa spread) $ 466,67(*)
r= − 1 = 0,86% a.m.
(1,002992) Saldo devedor: $ 1.001.825,67
28 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

(*) Para que o saldo devedor final para a em- [($ 999.959 + $ 1.400)/$ 1.001.825,67] – 1
presa seja, no mínimo, igual ao saldo devedor se a = 0,000466 ou 0,0466% a.m.
operação tivesse sido realizada no Banco A, o spread Portanto, o spread máximo que o Banco B ga-
em $ tem que ser igual a: nhará nessa operação é 0,0466% a.m.
$ 1.001.825,67 – ($ 999.959,00 + $ 1.400,00)
= $ 466,67
Agora, calculamos o spread percentual diário
mínimo que o Banco B ganhará para empatar com
a oferta do concorrente:

t l a s
r a A
d i t o
E
6

AVALIAÇÃO DE
RENDA FIXA

TESTES DE VERIFICAÇÃO O mercado internacional de dívidas permite o


levantamento de recursos por meio da emissão de
títulos pelos próprios tomadores. Neste contexto,

s
1. No que diz respeito ao bônus, pode-se afirmar destaca-se a emissão de bônus.

a
que:
Os bônus são essencialmente títulos de renda

l
a) Seu preço de mercado é fixo, apesar dos ju- fixa, não costumam apresentar garantia real, po-

t
ros prometidos se alterarem. dendo eventualmente ser negociados com garantia

A
por fiança bancária. Os bônus prometem geralmen-
b) São títulos de renda fixa representativos de te pagamentos periódicos de juros e amortização do
contratações de empréstimos pela empre-

a
principal ao final do prazo de aplicação. Costuma
sa. apresentar uma única data de vencimento, poden-

r
do-se eventualmente encontrar bônus com opção
c) São notas promissórias emitidas com garan-

ti o
de resgate antes do vencimento.
tias reais que pagam juros periódicos a seus
proprietários. As taxas de juros pagas por esses títulos po-
dem ser fixas ou flutuantes. Os bônus negociados

d
d) Um dos principais riscos a que o investidor no mercado costumam oferecer um prêmio pelo
está exposto ao adquirir estes títulos é quan- risco como forma de compensar a possibilidade

E
to à falta de liquidez do mercado. de insolvência do emitente. Esse prêmio adicional
varia de acordo com o prazo e o risco do emitente
e) O valor de mercado e o valor nominal dos
do título.
bônus têm o mesmo significado.
Duas importantes características dos bônus são
a diluição de seu risco entre os vários investido-
Justificativa: res nos títulos emitidos e a liquidez desses títulos
30 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

devido a presença de um atuante mercado secun- e) Pode-se dizer que títulos com cupom zero
dário. são negociados por um preço maior que
seu valor de face (ágio).
2. Todas as alternativas abaixo são verdadeiras,
exceto:
Justificativa:
a) Os juros pagos pelos bônus são represen-
tados por cupons e as taxas são exclusi-
Os títulos podem não prever pagamento de ju-
vamente fixas (percentual do principal).
ros durante sua maturidade, sendo denominados
b) Títulos conversíveis em ações são denomi- de zero cupon bond (título com cupom zero). Em
nados Equity Related. substituição aos cupons de rendimentos, o título é
c) Os bônus de mais baixo risco são aqueles geralmente negociado por um valor de face des-
emitidos pelo governo. contado (deságio), ou seja, por um preço inferior
a seu valor de face.
d) O capital aplicado na aquisição de bônus
pode ser pago no vencimento do título, ou 4. A duration de Macaulay para um título de renda
em valores periódicos. fixa pode ser interpretada como:
e) Os principais emitentes de bônus em uma a) Uma média ponderada do tempo de ven-
economia são os governos (estadual, federal cimento dos fluxos de caixa de um título a
e municipal) e as empresas. valor futuro.
b) Um desvio-padrão dos prazos de vencimen-
Justificativa: to dos fluxos de caixa de um título a valor
presente.
As taxas de juros pagas pelos bônus podem ser
c) Uma média ponderada do tempo de ven-
fixas ou flutuantes. Os bônus negociados no merca-
cimento dos fluxos de caixa de um título
do costumam oferecer um prêmio pelo risco como
a valor presente.
forma de compensar a possibilidade de insolvência
do emitente. Esse prêmio adicional varia de acordo d) Um desvio-padrão dos prazos de vencimen-
com o prazo e o risco do emitente do título. to dos fluxos de caixa de um título a valor

s
futuro.
3. Dentre as alternativas apresentadas abaixo a

a
e) Uma média aritmética simples de vencimen-

l
única que não está correta é: to dos fluxos de caixa de um título a valor

t
a) O conceito de Yield to Maturity (YTM) reflete presente.
o rendimento (yield) efetivo dos títulos de

A
renda fixa até seu vencimento (maturity).
Justificativa:
b) Se a Yield to Maturity (YTM) superar a taxa

a
de rentabilidade requerida, o investimento

r
Para um título que paga rendimentos periódicos
é considerado atraente. e resgata o principal ao final, partes do montante

to
c) Yield to Maturity (YTM) por derivar do con- total prometido pelo título são desembolsadas ao
ceito de taxa interna de retorno (IRR), as- longo de sua duração, não refletindo sua efetiva

i
sume implicitamente seu pressuposto básico maturidade. Para que o prazo assumido pelo título

d
de reinvestimento dos fluxos intermediários expresse adequadamente sua maturidade, é neces-
de caixa à própria taxa de juros prometida sário o cálculo de uma medida de duração represen-

E
pelo investimento. tativa dos resultados de caixa esperados.
d) Pode-se afirmar que para um prazo de ven- A duração efetiva desse fluxo com parcelas de
cimento e retorno dados, quanto mais baixa rendimentos intermediárias é aquela que torna
a taxa de cupom, maior a volatilidade de equivalente (indiferente) à opção de resgatar o in-
preço. vestimento por meio de um único pagamento.
Avaliação de Renda Fixa 31

Esses cálculos podem ser processados pela pon- Cupom semestral: 10% ao ano
deração do valor presente para cada parcela com Rendimento exigido pelo investidor: 12%
o respectivo prazo ou, de forma mais rigorosa, por ao ano
meio do conceito de equivalência de matemática
financeira. Valor de emissão: $ 1.000,00

A duração média dos fluxos de caixa dos resul- Pede-se calcular o preço de mercado do título.
tados prometidos pelo título é determinada pela
metodologia denominada Macaulay duration. Solução:

0 g CFo
5. A current yield para um título de renda fixa pode
ser interpretada como: 50 g CFj
a) A duration do título. 19 g Nj
b) A yield to maturity do título. 1.050,00 g CFj
c) A rentabilidade do título em relação ao seu 6i
valor de face. f NPV $ 885,30
d) A rentabilidade do título em relação ao
seu preço corrente de mercado. 3. Considere uma carteira composta por dois títu-
los: um com valor de resgate de $ 24.000,00,
e) A rentabilidade do cupom pago pelo título
prazo de vencimento de 23 dias e juros de 1,2%
em relação ao seu valor de face.
a.m; outro com valor de resgate de $ 32.000,00,
duração de 45 dias e juros de 1% a.m. Pede-
Justificativa: se:

O cálculo do current yield (CY) demonstra a Solução:


rentabilidade periódica de um título em relação a
seu preço corrente de mercado. Resgate Prazo Taxa
$ 24.000 23 1,2%

s
EXERCÍCIOS PROPOSTOS $ 32.000 45 1,0%

s 1. Admita um título com valor de face de $


1.000,00, maturidade de 3 anos e cupom igual

t l a
a) Duration de Macaulay.

A
$ 24.000
a 12% a.a. com pagamento semestral de juros. PV = 23
= $ 23.781,51
Esse título está negociado no mercado atual- (1,012) 30

a
mente por $ 1.011,98. Determinar o retorno $ 32.000

r
semestral auferido pelo investidor. PV = 45
= $ 31.525,93
(1,01)30

ti o
Solução: PV1 + PV2 = $ 55.307,44
1.011,98 CHS g CFo Duration =

d
60 g CFj 23 × ($ 23.781,51 + 45 × ($ 31.525,93))
=

E
5 g Nj $ 55.307,44

1.060 g CFj = 35,5 dias  36 dias

f IRR 5,76% a.s.


b) Rentabilidade média mensal.
2. Um bônus possui as seguintes características:
36
Maturidade: 10 anos $ 56.000 = $ 55.307,44 (1 + i)30
32 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

f CLX 1.045 g CFj


56.000 CHS FV f IRR 3,31% a.s. (6,62% a.a.)
55.307,44 PV
5. Admita uma obrigação com valor de face de $
36 E 1.000,00 e maturidade de 6 anos. A remune-
30 ÷ n ração prometida são juros semestrais de 4%
(cupom de 8% a.a.). Se os investidores aceita-
i 1,04% a.m. i = 1,06%a.m.
rem descontar esse título somente à taxa de 9%
4. Admita um bônus com maturidade de 5 anos ao ano, calcular seu preço de mercado.
que paga cupom de 9% ao ano, com rendimen-
tos semestrais. O bônus está sendo negociado Solução:
no mercado pelo preço de $ 1.100,00, sendo 0 g CFo
seu valor de face de $ 1.000,00. Determinar a
Yield to Maturity (YTM). 40 g CFj
11 g Nj
Solução: 1.040,00 g CFj
1.100 CHS g CFo 4,5 i
45 g CFj f NPV $ 954,41
9 g Nj

t l a s
r a A
d i t o
E
7

AVALIAÇÃO DE
RENDA VARIÁVEL

TESTES DE VERIFICAÇÃO Justificativa:

A variação passada da carteira de mercado pode


1. Ainda que o processo de decisão de investimen-

s
não estar relacionada com o da rentabilidade
abilidade do
to acionário seja, muitas vezes, desenvolvido de investimento, isso porque, mesmo em momentos entos

a
maneira intuitiva, é indispensável, para efeito dade da carteira dee mercado,
de baixa rentabilidade mer a

l
de posicionamento mais racional de mercado,

t
rentabilidade
dade de um investimento
imento
nto pode ser alta e
que a aplicação financeira seja consequência de ce-versa.
vice-versa.

A
uma avaliação mais formal desse ativo. Sendo
ndo
assim, pode-se dizer que na decisão
são de inves- 2. Os modelos
m s de avaliação procuram projetar o

a
comportamento
mento futuro dos ativos financeiros
ceiros,
financeiros,
timento em ação deverão
ão ser considerados
os os

r
formulando previsões com relação ão às variações
v
seguintes fundamentos,
damentos, exceto:
de seus preços no merca
mercado.
rcado. Basicamente são

o
a)) A avaliação do retorno
etorno esperado.
o. adotados doiss critérios
critér de análise para inve
investi-

i t
b) A variação
riação passada da carteira de merca-
ariação me mento
to em ações, análise técnica e análise fun-
damentalista. Assim, qua
da quanto à análise técnica,

d
do.
d
do
a única alternat
alternativa incorreta é:

E
c) Avaliação do retorno esperado de seu capital
cap
ca
a) Adota
A a hipótese de um valor intrínseco
aplicado.
para cada ação, com base nos resultados
d) Parâmetross de oferta
of título.
e procura do título apurados pela empresa emitente.
expectativa do investidor quanto à valori-
e)) A ex
exp b) Dedica-se a estabelecer projeções sobre o
zação futura. comportamento das ações a partir de pa-
34 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

drões observados no desempenho passado em determinado período, quanto compete a cada


do mercado. ação emitida.
c) São considerados parâmetros de oferta e O lucro por ação (LPA) é mensurado pela ex-
procura desses papéis e a evolução de suas pressão: LPA = LUCRO LÍQUIDO/NÚMERO DE
cotações. AÇÕES EMITIDAS.
d) A utilização de projeções é baseada no com- A quantidade de ações emitidas, denominador
portamento passado da ação. da expressão de cálculo do LPA, pode ser determi-
nada pelo número de ações que compõem o capital
e) O principal instrumento de avaliação desse
social da companhia ao final do exercício social,
critério de análise são os gráficos. ou em função de sua quantidade média calculada
no período.
Justificativa: Deve ser ressaltado que o indicador não revela
o quanto cada acionista irá efetivamente receber em
A análise técnica, também conhecida por aná- função do retorno produzido na aplicação de seu
lise gráfica, dedica-se a estabelecer projeções sobre capital. O índice LPA denota, em verdade, a parce-
o comportamento das ações a partir de padrões ob- la do lucro líquido pertencente a cada ação, sendo
servados no desempenho passado do mercado. que sua distribuição aos acionistas é definida pela
A análise desenvolvida por meio do estudo do política de dividendos adotada pela empresa.
comportamento das ações no mercado, sendo con-
siderados, principalmente, os parâmetros de oferta 4. Todas as alternativas abaixo sobre o Índice Pre-
e procura desses papéis e a evolução de duas cota- ço/Lucro (P/L) estão corretas, exceto:
ções. A partir desse conhecimento de preços e volu- a) É um dos quocientes mais tradicionais do
mes transacionados, são efetuadas projeções sobre processo de análise de ações, sendo muito
o desempenho futuro dos preços das ações. utilizado pelos investidores.
3. A respeito da medida do Lucro por Ação (LPA), b) É calculado pela relação entre o preço de
é incorreto afirmar: aquisição do título e seu lucro unitário pe-
riódico.
a) O índice ilustra o benefício (lucro) auferido
por ação emitida pela empresa. c) É bastante utilizado na avaliação dos preços

s
b) Denota a parcela do lucro líquido pertencen- de mercado das ações, devido a sua simpli-
cidade.

a
te a cada ação, sendo que sua distribuição

l
aos acionistas é definida pela política de di- d) Teoricamente ele indica o número de anos

t
videndo adotada pela empresa. (exercícios) que o investidor tardaria em

A
c) Relaciona os dividendos distribuídos pela recuperar o capital investido.
empresa com alguma medida que ressalte e) Pode-se dizer que o índice P/L não é está-
a participação relativa desses rendimen-

a
tico, indicando que seu resultado é válido
tos. para períodos futuros.

r
d) Mostra quanto do resultado líquido após o

to
IR compete a cada ação emitida.
Justificativa:
e) É mensurado pela seguinte expressão: LPA

i
= LUCRO LÍQUIDO/NÚMERO DE AÇÕES
O índice preço/ lucro constitui-se em um dos

d
EMITIDAS.
quocientes mais tradicionais do processo de análise

E
de ações, sendo bastante utilizado pelos investido-
Justificativa: res. É calculado pela relação entre o preço de aqui-
sição do título e seu lucro unitário periódico.
O índice LPA ilustra o benefício (lucro) auferi- Teoricamente, o índice P/L indica o número
do por ação emitida pela empresa, ou seja, do re- de anos que um investidor tardaria em recuperar
sultado líquido (após o Imposto de Renda) obtido o capital investido. Entretanto, o índice é estático,
Avaliação de Renda Variável 35

indicando que o resultado é válido somente para 2. Um investidor comprou uma determinada ação
períodos futuros. Os valores considerados em sua por $ 12,29. Sabendo que a empresa pretende
forma de cálculo assumem, normalmente, contínuas pagar dividendos de $ 0,80, $ 0,90 e $ 0,95
variações no tempo, as quais deverão ser incorpo- nos próximos três trimestres, respectivamente,
radas em sua apuração, permitindo tornar o índice e que o valor de venda previsto da ação ao final
mais adequado às decisões envolvendo ações. O do terceiro trimestre seja de $ 12,99, pede-se
P/L não leva em consideração o risco inerente ao verificar se o investidor subavaliou ou supera-
investimento. valiou o valor da ação, dado que a sua rentabi-
lidade mínima exigida é de 10% ao trimestre.
5. O valor das ações de uma empresa, em um mer-
cado eficiente, deve refletir: Solução:
a) O valor do patrimônio líquido contábil da
$ 0,80 $ 0,90 $ 0,95 $ 12,99
empresa. Po = + + +
(1,1)1 (1,1)2 (1,1)3 (1,1)3
b) Comportamento histórico da sua rentabili- = $ 11,94
dade.
Superavaliou (pagou mais que seu valor in-
c) O valor de compra dos ativos da empresa.
trínseco).
d) O fluxo de caixa futuro esperado.
e) O valor da rentabilidade média das ações. 3. Calcule o valor da taxa de crescimento de uma
determinada ação para que o seu valor corrente
de mercado de $ 6,50 seja justificado, sabendo
Justificativa: que ela paga um fluxo corrente de $ 0,50 de
dividendos e que a taxa requerida de retorno
O preço de mercado de uma ação, independen- seja de 12% ao ano.
temente do prazo do investimento, é determinado
pelos dividendos futuros esperados. O valor do Solução:
patrimônio líquido de uma empresa passa, assim,
a ser representado pelo valor presente de seus divi- D1
K= +g
dendos futuros projetados na perpetuidade. Po

s s
O modelo de avaliação de ações leva em con- $ 0,50
0,12 = +g

a
sideração o fluxo de dividendos, e não o de lucros. $ 6,50

l
Essa opção se baseia na expectativa dos investido-

t
res ao selecionarem as ações a serem adquiridas no g = 0,12 – 0,077
recebimento de dividendos e não de lucros.

A
g = 4%

4. Admita as seguintes estimativas de crescimen-

a
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
to dos dividendos de uma ação: 5% ao ano nos

r
próximos 4 anos, 7% ao ano para os próximos
1. Calcular a rentabilidade produzida por uma

o
6 anos e 4% ao ano daí para frente. Sabendo-se

t
ação adquirida no início de certo mês por $ que o dividendo esperado para o próximo ano

i
43,90 e vendida no final do mesmo mês por $ dessa ação é de $ 0,60 e fixando-se em 10%
45,10 após o investidor ter recebido $ 0,55 sob ao ano a taxa mínima de retorno requerida,

d
a forma de dividendos. determine o preço máximo que um investidor

E
poderia propor por esta ação.
Solução:
Solução:
$ 45,10 + $ 0,55 $ 45,65
−1 = −1
$ 43,90 $ 43, 90 Ano 1 = 0,60
= 3,99% a.m. Ano 2 = 0,60 (1,05)1 = 0,630
36 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

Ano 3 = 0,63 (1,05)= 0,662 5. Se uma empresa apurar um LPA de $ 1,20 em


Ano 4 = 0,662 (1,05)= 0,695 determinado ano e apresentar um índice de
payout de 40%, calcule a taxa de crescimento
Ano 5 = 0,695 (1,07)= 0,743 prevista do LPA para o próximo exercício, admi-
Ano 6 = 0,743 (1,07)= 0,795 tindo que a empresa possa reinvestir a parcela
Ano 7 = 0,795 (1,07)= 0,851 retida dos proprietários a 15% ao ano.

Ano 8 = 0,851 (1,07)= 0,910 Solução:


Ano 9 = 0,910 (1,07)= 0,974
g=b×r
Ano 10 = 0,974 (1,07)= 1,042
Ano 11 = 1,042 (1,04)= 1,084 onde:

Perpetuidade g – taxa anual de crescimento

Usando o modelo de Gordon na perpetuida- b – parcela retida do LPA


de: r – taxa de reinvestimento da parcela retida
dos proprietários
1,084
PV = = 18,07 (este valor está g = 0,60 × 0,15
0,10 − 0,04
no ano 10) g = 9% a.a.

0,60 0,63 0,662 0,695


PV = 1
+ 2
+ 3
+
(1,10) (1,10) (1,10) (1,10)4
0,743 0,795 0,851 0,910
+ 5
+ 6
+ 7
+ +
(1,10) (1,10) (1,10) (1,10)8
0,974 1,042 18,07
9
+ 10
+ = $ 11,60
(1,10) (1,10) (1,10)10

t l a s
r a A
d i t o
E
8
ENTENDENDO AS
DEMONSTRAÇÕES
CONTÁBEIS BRASILEIRAS

TESTES DE VERIFICAÇÃO de de jornais e revistas etc. Não é permitido


classificar como despesas antecipadas os
juros de empréstimos de qualquer natureza
1. Todas as alternativas abaixo são verdadeiras, ex- realizados pela empresa.

s
ceto:
d) Um item é considerado realizável a longo prazo

a
a) Na maioria das empresas, o ciclo operacional quando seu prazo de realização for superior a

l
é de até 12 meses. Esse ciclo operacional está um ano. No entanto, a legislação fiscal deter-

t
no ativo circulante, sendo as disponibilidades, mina que os créditos junto a controladas, co-

A
créditos, estoques e despesas antecipadas com- ligadas e administradores e sócios, originários
ponentes do ativo circulante. de atividades não normais, se vencíveis a curto
prazo, devem figurar como realizáveis a longo

a
b) No Brasil não é permitido o uso do método
prazo.

r
UEPS na conta de estoques devido à Legislação
Fiscal. O mais utilizado é o critério do Preço

o
Médio Ponderado. Quando o valor dos esto- Justificativa:

t
ques a preço de mercado for inferior ao valor

i
da aquisição é necessário realizar os ajustes As despesas antecipadas são recursos aplicados em

d
mediante provisão. despesas que trarão benefício por mais de um exercí-

E
c) As despesas antecipadas podem ser defini- cio, ou seja, são ativos que representam pagamentos
das como recursos aplicados em itens re- antecipados cujos benefícios ou prestações de serviço
ferentes a serviços ou benefícios a serem à empresa se farão durante vários exercícios.
usufruídos no exercício seguinte. Podem ser Algumas transações classificadas como despesas
classificados como despesas antecipadas, antecipadas: aluguéis de locais ou de equipamentos
prêmios de seguros, pagamento de anuida- pagos antes de desfrutar do direito de uso dos mes-
38 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

mos; prêmio de seguros e fianças bancárias; juros a destinação do lucro do período para reservas e
pagos antes do vencimento do passivo (emprésti- dividendos.
mo) que o gerou; assinaturas e anuidades de jor- Em se tratando de prejuízos acumulados, o con-
nais e revistas; comissões e prêmios aos vendedores ceito é o mesmo, porém de maneira negativa, ou
pagos antecipadamente; honorários decorrentes de seja, a empresa estaria retificando o seu patrimônio
serviços técnico-profissionais, por exemplo, serviços líquido, reduzindo assim o valor do mesmo.
de auditoria; agenciamento de propaganda e publi-
cidade (excluída a campanha publicitária). 3. Todas as alternativas são verdadeiras, exce-
to:
2. Assinale a alternativa incorreta:
a) A conciliação entre os saldos iniciais e fi-
a) Os resultados de exercícios futuros podem nais do exercício social de todas as contas
ser considerados parte do patrimônio lí- do patrimônio líquido é denominada de de-
quido; não são ainda patrimônio líquido monstrações das mutações patrimoniais.
devido ao regime de competência, porque Através desse recurso é possível verificar os
não transitaram pelo resultado do exercício. fatos que provocaram mudanças internas
Exemplo de item do resultado de exercício sem alterações no patrimônio líquido.
futuro é bilhete de voo emitido por compa-
b) Os dividendos extraordinários são relativos
nhias de aviação comercial recebido e não
a lucros obtidos no passado ou então por
realizado.
conta de lucros obtidos durante o próprio
b) O capital social é representado pelos seguin- exercício social. Podem, às vezes, ser cha-
tes itens: capital subscrito, capital a integra- mados de bonificações em dinheiro.
lizar e capital social líquido. c) Nas Demonstrações de Origens e Aplicações
c) No patrimônio líquido existe uma conta na de Recursos a receita líquida é a parcela que
qual é alocado o “ágio” na emissão de capi- efetivamente pertence à empresa, pois já
tal, ou seja, os valores do aumento de capital estão descontados os impostos que incidem
subscritos por um valor acima do valor no- sobre a receita bruta, IPI, ICMS, ISS, PIS e
minal das ações. Essa conta é denominada COFINS.
de reserva de capital. d) No setor de serviços, o custo dos serviços

s
d) É impedido, pela legislação, que a reserva le- prestados obedece às mesmas regras da in-

a
gal seja distribuída na forma de dividendos. dústria e comércio. No entanto, algumas

l
As reservas de contingência são mantidas empresas lançam esses custos como despe-

t
em função de fatos geradores, mesmo que sas administrativas.

A
ainda não tenham acontecido, como possí- e) O custo das mercadorias vendidas, con-
veis perdas de safra por problemas climáti- forme registrado na Demonstração de
cos. Resultados do Exercício (DRE), inclui os

a
e) Lucros e prejuízos acumulados são o re- custos de todas as mercadorias adquiri-

r
sultado final do exercício social. Quando das para revenda pela empresa no exer-

to
positivo, torna-se saldo à disposição da cício, independentemente de sua venda.
assembleia para ser alocado conforme

i
sua vontade ou conforme a legislação Justificativa:

d
determina.

E
Os custos dos produtos vendidos representam
Justificativa: todos os custos incorridos pela empresa para ter
fabricado um produto no caso da indústria.
A conta lucros ou prejuízos acumulados repre- Representam os custos das mercadorias que
senta a sobra remanescente de determinado exer- estão sendo vendidas no caso do comércio; e na
cício acumulado com outros exercícios sociais, após prestação de serviços representam os custos envol-
Entendendo as Demonstrações Contábeis Brasileiras 39

vidos no processo da efetiva prestação do serviço As Notas Explicativas deverão indicar, entre ou-
desempenhada pela empresa. tras coisas, os principais critérios de avaliação dos
De maneira geral, os custos são apurados pelo elementos patrimoniais, especialmente estoques,
custo histórico, independentemente da atividade a dos cálculos de depreciação, amortização e exaus-
ser explorada. tão, de constituição de provisões para encargos ou
riscos, e dos ajustes para atender a perdas prováveis
4. Dentre as alternativas abaixo, não é correto na realização dos elementos do ativo.
afirmar que:
a) Entende-se como operacional todo item que 5. Sobre as demonstrações contábeis, assinale a
se relaciona com o objeto da empresa. São alternativa correta:
consideradas, de forma mais rigorosa, recei- a) É absolutamente errada a ideia de se ter, às
tas ou despesas não operacionais os resul- vezes, grande lucro contábil e pouca dispo-
tados de participação societária em outras nibilidade de caixa.
sociedades, despesas financeiras e receitas
b) Como receitas operacionais somente são
financeiras.
classificadas as vendas realizadas recebidas
b) Das notas explicativas não constam ex- no exercício social. As vendas cujos venci-
plicações sobre os critérios de avaliação
mentos ultrapassem o atual exercício são
de estoques e provisão para retificação
consideradas receitas operacionais da DRE
de ativo.
do exercício social seguinte.
c) O Imposto de Renda surge no passivo
c) Para o registro de despesas operacionais no
circulante como provisão. Ele incide obri-
resultado de determinado exercício somente
gatoriamente sobre o lucro do exercício,
originando dessa forma o lucro líquido do são consideradas as despesas efetivamente
exercício. pagas, devendo as incorridas (e não pagas
ainda) ser apropriadas no momento de sua
d) O objetivo das Demonstrações das Origens e
liquidação.
Aplicações de Recursos é destacar de onde se
originam os valores que aumentam o capital d) A DRE é um instrumento de medição de
circulante líquido da empresa e para onde riqueza (econômica) e não do acúmulo

s s
foram os valores que o diminuíram. efetivo de dinheiro (financeiro).

a
e) O lucro real é igual ao lucro contábil antes e) A receita de vendas é reconhecida contabil-

l
do IR. São realizados ajustes no lucro fiscal mente não no exato momento da entrega

t
denominado lucro de apuração do lucro real de bens ao comprador, e sim no seu recebi-

A
que acaba por conciliar o lucro contábil an- mento financeiro.
tes do IR.

a
Justificativa:

r
Justificativa:

o
É absolutamente possível de se ter, às vezes,

t
As Notas Explicativas visam fornecer as infor- grande lucro contábil e pouca disponibilidade de

i
mações necessárias para esclarecimento da situação caixa.
patrimonial, ou seja, de determinada conta, saldo

d
ou transação, ou de valores relativos aos resultados De acordo com o Regime de Competência como

E
do exercício, ou para menção de fatos que podem receitas operacionais são classificadas as vendas re-
alterar futuramente tal situação patrimonial, ou ain- alizadas no exercício social, independentemente de
da, poderá estar relacionada a qualquer outra das terem sido recebidas. Da mesma forma, o registro
Demonstrações Financeiras, seja a Demonstração de despesas operacionais no resultado de determi-
das Origens e Aplicações de Recursos, seja a De- nado exercício considera as despesas incorridas,
monstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados. independentemente de seu pagamento.
40 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

A DRE é um instrumento de medição de riqueza vendas de 10% ao mês (inadimplência). A em-


(econômica) e não do acúmulo efetivo de dinheiro presa compra 1.400 unidades de matéria-prima
(financeiro). necessária para a produção total a um custo de
A receita de vendas é reconhecida contabilmen- $ 30,00 a unidade. A política de compras da
te no exato momento da entrega de bens ao com- empresa é 50% com pagamento a vista e 50%
prador (fato gerador), também segundo o Regime em 30 dias. O imobilizado será depreciado em
de Competência. 20 anos e a compra da matéria-prima e a venda
do produto são feitas dentro do mesmo Estado.
A empresa paga ainda despesas fixas mensais
EXERCÍCIOS PROPOSTOS de $ 8.000,00 e despesas administrativas de $
2.200,00. Se o preço de venda é de $ 60,00 a
1. Admita que dois sócios abram uma empre- unidade, a alíquota do Imposto de Renda é de
sa no setor de indústria com um capital de 15%, da Contribuição Social de 9%, ICMS de
$ 50.000,00, sendo 70% de capital próprio e 18%, IPI de 15%, PIS/COFINS de 9,25%, e as
30% financiado por um banco, a juros com- vendas nos dois primeiros meses da empresa
postos de 2% ao mês e prazo de 12 meses pela foram de 1.300 unidades por mês, pede-se ela-
Tabela Price. A empresa pretende investir $ borar o Balanço Patrimonial, a Demonstração
30.000,00 em imobilizado necessário a produ- de Resultados do Exercício (DRE) e a Demons-
ção e $ 20.000,00 para capital de giro. O plano tração do Fluxo de Caixa (DFC). Considere que
de produção da empresa é de 1.400 unidades os impostos de um mês são pagos no mês se-
mês, com critério de vendas, sendo 50% a vista guinte.
e 40% a prazo com recebimento em 30 dias e
considerando uma perda no recebimento das Solução:

Balanço Patrimonial
ATIVO Mês 0 Mês 1 Mês 2
Caixa R$ 20.000,00 R$ 26.381,61 R$ 27.446,31
Contas a Receber R$ – R$ 31.200,00 R$ 31.200,00

s
Estoque R$ – R$ 1.855,13 R$ 3.710,25
Total AC R$ 20.000,00 R$ 59.436,73 R$ 62.356,56

l a
AP

t
Imobilizado R$ 30.000,00 R$ 30.000,00 R$ 30.000,00

A
(–) Depr.Ac. R$ – R$ (1.000,00) R$ (2.000,00)
AP Líq. R$ 30.000,00 R$ 29.000,00 R$ 28.000,00

a
TOTAL ATIVO R$ 50.000,00 R$ 88.436,73 R$ 90.356,56

r
PASSIVO Mês 0 Mês 1 Mês 2
Contas a Pagar R$ – R$ 21.000,00 R$ 21.000,00

to
Impostos R$ – R$ 15.516,90 R$ 15.984,90

i
Financiamentos R$ 15.000,00 R$ 13.881,61 R$ 12.740,84

d
Total PC R$ 15.000,00 R$ 50.398,51 R$ 49.725,74
PL

E
Capital R$ 35.000,00 R$ 35.000,00 R$ 35.000,00
Lucros Acumulados R$ – R$ 3.038,23 R$ 5.630,82
Total PL R$ 35.000,00 R$ 38.038,23 R$ 40.630,82
TOTAL PASSIVO R$ 50.000,00 R$ 88.436,73 R$ 90.356,56
Entendendo as Demonstrações Contábeis Brasileiras 41

DRE 1o mês 2o mês


Receita R$ 78.000,00 R$ 78.000,00
(–) Impostos R$ (29.766,75) R$ (29.766,75)
Receita líq. R$ 48.233,25 R$ 48.233,25
(–) CPV R$ (24.116,63) R$ (24.116,63)
Lucro bruto R$ 24.116,63 R$ 24.116,63
(–) Desp. Fix. R$ (8.000,00) R$ (8.000,00)
(–) Desp. Adm. R$ (2.200,00) R$ (2.200,00)
(–) Perdas R$ (7.800,00) R$ (7.800,00)
EBITDA R$ 6.116,63 R$ 6.116,63
(–) Deprec. R$ (1.000,00) R$ (1.000,00)
LAJIR R$ 5.116,63 R$ 5.116,63
(–) Desp. Fin. R$ (300,00) R$ (277,63)
LAIR R$ 4.816,63 R$ 4.838,99
(–) IR/CS R$ (1.778,40) R$ (2.246,40)
LL R$ 3.038,23 R$ 2.592,59

DFC 1o mês 2o mês


Saldo Inicial R$ 20.000,00 R$ 26.381,61
(+) Receb. R$ 39.000,00 R$ 39.000,00
(+) Ctas. Rec. R$ – R$ 31.200,00
(–) Pgto. a vis. R$ (21.000,00) R$ (21.000,00)
(–) Ctas. Pag. R$ – R$ (21.000,00)
(–) Impostos R$ – R$ (15.516,90)

s s
(–) Financ. R$ (1.418,39) R$ (1.418,39)
(–) Desp. Fix. R$ (8.000,00) R$ (8.000,00)

l a
(–) Desp. Adm. R$ (2.200,00) R$ (2.200,00)

t
Saldo Final R$ 26.381,61 R$ 27.446,31

A
2. Considere que uma empresa apresente o seguinte balanço patrimonial no início de determinado exer-

a
cício social:

i t o Caixa
ATIVO

r
$ 60.000,00
PASSIVO

Passivo Circulante $ 320.000,00

d
Contas a Receber $ 120.000,00

E
Estoques $ 400.000,00

Imobilizado $ 150.000,00 Patrimônio Líquido $ 410.000,00

TOTAL $ 730.000,00 TOTAL $ 730.000,00


42 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

Pede-se: 3. Com os dados do exercício anterior admita


agora que o preço de reposição dos estoques
a) Admitindo que os estoques tenham sido inte-
tenham-se elevado em:
gralmente vendidos ao final de determinado
exercício social por $ 560.000,00, apurar o a) 3%
resultado nominal e corrigido. b) 5%

Solução: Nessas condições, pede-se calcular o resultado


do período a custos correntes corrigidos.
Resultado Nominal = Receita – CMV
Resultado Nominal = $ 560.000 – $ 400.000 Solução:
Resultado Nominal: R$ 160.000,00 a) Estoques integralmente vendidos
Correção Integral
Aumento de 3% nos preços de reposi-
Vendas $ 560.000
ção:
CPV ($ 420.000)
Resultado $ 140.000 Vendas $ 560.000
CPV ($ 400.00 × 1,03) ($ 412.000)
Perdas nos ativos monetários Resultado $ 148.000
5% ($ 60.000 + $ 120.000) ($ 9.000)
Perdas nos ativos monetários
Ganho na manutenção das dívidas 5% ($ 60.000 + $ 120.000) ($ 9.000)
5% ($ 320.000) $ 16.000
Ganho na manutenção das dívidas
Resultado Corrigido $ 147.000 5% ($ 320.000) $ 16.000
Resultado Corrigido $ 155.000
b) Recalcular os resultados, supondo que so-
Aumento de 5% nos preços de reposi-
mente 70% dos estoques tenham sido vendi-
ção:
dos por $ 400.000,00. Discuta os resultados
obtidos pelos dois critérios de apuração de Vendas $ 560.000
resultados. CPV ($ 400.00 × 1,05) ($ 420.000)

s
Resultado $ 80.000
Admita que a inflação no período seja de

a
Perdas nos ativos monetários

l
5%.
5% ($ 60.000 + $ 120.000) ($ 9.000)

t
Solução: Ganho na manutenção das dívidas

A
5% ($ 320.000) $ 16.000
Resultado Nominal = Receita – CMV Resultado Corrigido $ 87.000

a
Resultado Nominal = $ 400.000 – $280.000
Resultado Nominal: R$ 120.000,00

r
b) 70% dos estoques vendidos
Correção Integral

to
Vendas $ 400.000 Aumento de 3% nos preços de reposi-

i
ção:
CPV ($ 294.000)

d
Resultado $ 106.000 Vendas $ 400.000
CPV ($ 280.000 × 1,03) ($ 288.400)

E
Perdas nos ativos monetários Resultado $ 111.600
5% ($ 60.000 + $ 120.000) ($ 9.000)
Perdas nos ativos monetários
Ganho na manutenção das dívidas 5% ($ 60.000 + $ 120.000) ($ 9.000)
5% ($ 320.000) $ 16.000
Ganho na manutenção das dívidas
Resultado Corrigido $ 113.000 5% ($ 320.000) $ 16.000
Entendendo as Demonstrações Contábeis Brasileiras 43

Resultado Corrigido $ 118.600 Resultado Corrigido $ 113.000

Aumento de 5% nos preços de reposi- 4. Tem-se a seguir o Balanço Patrimonial de uma


ção: empresa do setor de comércio cuja demonstra-
Vendas $ 400.000 ção encerrou-se em 31 de dezembro de 2007.
CPV ($ 280.000 × 1,05) ($ 294.000) As informações relevantes acerca das atividades
Resultado $ 106.000 exercidas pela empresa no exercício seguinte
de 2008 são descritas logo a seguir. Usando os
Perdas nos ativos monetários dados apresentados, pede-se elaborar a DRE e
5% ($ 60.000 + $ 120.000) ($ 9.000) o Balanço Patrimonial para essa empresa para
Ganho na manutenção das dívidas o exercício de 2008.
5% ($ 320.000) $ 16.000

ATIVO 2007 PASSIVO 2007

Caixa $ 30.000,00 Contas a Pagar $ 50.000,00

Banco $ 10.000,00 Duplicatas a Pagar $ 30.000,00

Contas a Receber $ 70.000,00 Financiamentos a Curto Prazo $ 100.000,00

Estoques $ 90.000,00 Total Passivo Circulante $ 180.000,00

Total Ativo Circulante $ 200.000,00 Exigível a Longo Prazo

Financiamentos $ 250.000,00

Imobilizado Bruto $ 900.000,00 PL

(–) Depreciação Acumulada ($ 200.000,00) Capital Social $ 360.000,00

Imobilizado Líquido $ 700.000,00 Lucros Acumulados $ 110.000,00

Total do PL $ 470.000,00

s s
TOTAL $ 900.000,00 TOTAL $ 900.000,00

t l a
Informações para o exercício de 2007: as contas Caixa, Bancos e Estoques perma-
as vendas de 2007 atingiram $ 1.200.000,00 neceram inalteradas;

A
(um milhão e duzentos mil); as contas a receber equivalem a 8% das ven-
os custos dos produtos vendidos correspon- das;

a
dem a 60% da receita de vendas; a empresa adquiriu bens imobilizados no

r
as despesas operacionais correspondem a valor de $ 35.000,00;

o
15% da receita de vendas; a depreciação de 2008 foi de $ 20.000,00;

i t
as despesas financeiras assumem 10% da as contas a pagar equivalem em 2008 a 5%
soma do saldo inicial dos financiamentos da receita de vendas;

d
de curto e de longo prazo; não haverá aumento/redução do capital so-

E
a alíquota do Imposto de Renda é de 34% cial em 2008;
sobre o lucro; não houve modificação nas contas de finan-
a empresa distribuiu sob a forma de dividen- ciamentos e duplicatas a pagar em 2008.
dos em 2008 o total de $ 130.700,00;
44 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

Solução:

DRE Proj. 2008


Receita de Vendas R$ 1.200.000,00
(–) CPV R$ (720.000,00)
Lucro Bruto R$ 480.000,00
(–) Desp. Operacionais R$ (180.000,00)
(–) Depreciação R$ (20.000,00)
Lucro Operacional R$ 280.000,00
(–) Desp. Financeiras R$ (35.000,00)
LAIR R$ 245.000,00
(–) IR (34%) R$ (83.300,00)
Lucro Após IR R$ 161.700,00
(–) Dividendos Distr. R$ (130.700,00)
Lucro Líquido R$ 31.000,00

Balanço Patrimonial

ATIVO PASSIVO

Caixa $ 30.000,00 Contas a Pagar $ 60.000,00

Banco $ 10.000,00 Duplicatas a Pagar $ 30.000,00

Contas a Receber $ 96.000,00 Financiamentos a Curto Prazo $ 100.000,00

Estoques $ 90.000,00 Total PC $ 190.000,00

Total AC $ 226.000,00 Exigível a Longo Prazo

Financiamentos $ 250.000,00

s
Ativo Permanente $ 935.000,00 Patrimônio Líquido

a
(–) Deprec. Acum. ($ 220.000,00) Capital Social $ 360.000,00

t l
Ativo Perm. Líq. $ 715.000,00 Lucros Acumulados $ 141.000,00

A
Total PL $ 501.000,00

TOTAL DO ATIVO $ 941.000,00 TOTAL DO PASSIVO $ 941.000,00

to r a
E d i
Entendendo as Demonstrações Contábeis Brasileiras 45

5. Conhecendo-se o Balanço Patrimonial e a DRE do ano de 2007 de uma determinada empresa, pede-se
elaborar a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) para o exercício de 2007.

ATIVO 2006 2007 PASSIVO 2006 2007


Disponibilidades 750 1.200 Fornecedores 1.300 4.100
Contas a Receber 3.200 4.600 Empréstimos 1.000 1.600
Estoques 2.200 3.300 Provisão IR 1.600 2.500
Ativo Circulante 6.150 9.100 Passivo Circulante 3.900 8.200

Imobilizado 3.000 8.000 Exigível a Longo Prazo 1.450 1.900


(–) Deprec. Acumulada –300 –900 Empréstimos 1.450 1.900
Ativo Permanente 2.700 7.100
Patrimônio Líquido 3.500 6.100
ATIVO TOTAL 8.850 16.200 PASSIVO TOTAL 8.850 16.200

DRE 2007
Receitas Líquidas 26.500
(–) Custos Produtos Vendidos (9.000)
(=) Lucro Bruto 17.500
(–) Desp. Vendas e Adm. (10.000)
(–) Depreciação (400)
(=)Lucro Operacional 7.100
(–) Desp. Financeiras (900)
(=) LAIR 6.200
(–) IR (40%) (2.480)

s s
(=) Lucro Líquido 3.720

a
Dividendos a ser distribuídos 1.120

Solução:

A
Financiamentos LP

t l 450

a
DFC Financiamentos CP 600

r
Fluxo de caixa das operações Dividendos (920)

o
Lucro Líquido 3.720 Total de Financiamentos 130

t
Depreciação 400 FLX. DE CX. LÍQUIDO 450

i
Fornecedores 2.800 (+) Caixa Inicial 750

d
Provisão de IR 900 Caixa Final 1.200

E
Contas a Receber (1.400)
Estoques (1.100)
Total das operações 5.320
Fluxo de caixa de Investimentos
Investimentos em Imobilizado (5.000)
9
COMO ANALISAR AS
DEMONSTRAÇÕES
FINANCEIRAS

TESTES DE VERIFICAÇÃO P Preço de Mercado da Ação


=
L Lucro por Ação (LPA)
1. Calcule os indicadores de análise de ações, ou $ 3,60

s
P/L = = $ 7,20
seja, Lucro por Ação e o Índice Preço/Lucro. $ 0,50

a
Sabe-se que o lucro líquido é de $ 50.000 e o
2. Uma empresa petrolífera, através da controla-

l
número de ações é igual a 100.000. O preço

t
doria, publicou no início do ano seu demonstra-
da ação no mercado está sendo avaliado em

A
$ 3,60/ação. tivo financeiro. Nesse demonstrativo, o investi-
mento total era de $ 25,7 bilhões e a empresa
a) 0,50/ação e 3,60.

a
mantinha $ 15 bilhões de dívidas onerosas. As
b) 2,00/ação e 1,80.

r
vendas líquidas foram iguais a $ 28,3 bilhões,
c) 2,00/ação e 3,60.
sendo apurada uma margem líquida (LL/VEN-

o
d) 0,50/ação e 1,80.

t
DAS) de 15%. O retorno sobre o patrimônio

i
e) 0,50/ação e 7,20. líquido é de:

d
a) 36,02%.

E
Justificativa:
b) 28,95%.

Lucro Líquido c) 39,67%.


LPA =
Número de Ações Emitidas d) 24,85%.
$ 50.000 $ 0,50
LPA = = e) 39,97%.
100.000 ação
Como Analisar as Demonstrações Financeiras 47

Justificativa: e) A relação entre receita de vendas e custo do


produto vendido.
LL LL
= 0,15  = 0,15 
VENDAS $ 28,3
Justificativa:
LL = 4,245
LL $ 4,245 Os índices de atividade são usados na análise
RsPL = = = 39,67%
PL $ 25,7 − $15 financeira de uma empresa e servem para medir a
rapidez com que várias contas são convertidas em
3. Os valores do Ativo Circulante, estoques e Pas-
vendas ou caixa, ou seja, medem a eficácia do giro
sivo Circulante, referentes aos quatro últimos do ativo. Entre os indicadores mais utilizados es-
exercícios sociais da Cia. LIQ., são apresentados tão: giro de estoques, giro de caixa e período mé-
a seguir: dio de cobrança.

($ 000)
5. A relação capital próprio e ativo total revela
ANO 0 ANO 1 ANO 2 ANO 3 a porcentagem do ativo total que é financia-
Ativo da mediante recursos próprios da empresa. O
Circulante 2.200 5.600 15.000 34.000 inverso dessa relação pode ser interpretado
Estoques 1.300 4.000 11.500 27.000 como:
Passivo a) Retorno do capital próprio.
Circulante 2.100 5.100 13.300 29.300
b) Multiplicador do capital próprio.
c) Capital de giro próprio.
Assim, o índice de liquidez corrente e seca para
d) Endividamento geral.
o ano 2 será de:
e) Capacidade de pagamentos.
a) 1,13 e 0,26.
b) 0,86 e 0,13.
Justificativa:
c) 0,89 e 0,26.
d) 1,13 e 0,13. O inverso da relação capital próprio e ativo total

s
mede a cobertura do ativo sobre o PL, ou seja, indi-
e) 0,89 e 0,27.

a
ca o potencial de geração de ativos pelo patrimônio

l
líquido da empresa.

t
Justificativa:

A
AC $ 15.000 EXERCÍCIOS PROPOSTOS
Liquidez corrente = = = 1,13
PC $ 13.300

a
Liquidez seca = 1. Uma empresa atua no setor farmacêutico há dez

r
AC − E $ 15.000 − $ 11.500 anos. Desde o lançamento dos chamados remé-
= = 0,26

o
PC $ 13.300
dios “genéricos” o seu diretor-presidente notou

t
um crescimento positivo nas vendas devido ao

i
investimento feito pela empresa na fabricação
4. Os índices de atividade medem:
dos remédios genéricos. O diretor-presidente

d
a) A relação entre receita de vendas e o estoque quer demonstrar esse crescimento através dos

E
médio. indicadores de rentabilidade. Sabe-se que o
b) O crescimento das vendas em relação à en- lucro gerado pelos ativos após o Imposto de
trada de caixa. Renda, na última DRE, foi de $ 15 milhões. O
Patrimônio Líquido é igual a $ 16,6 milhões.
c) A eficácia do giro do estoque. Os financiamentos são: de curto prazo, de $
d) A eficácia do giro do ativo. 10 milhões e o de longo prazo, $ 15 milhões. O
48 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

exigível total de funcionamento (com exceção LL


do de financiamento) atinge $ 15 milhões. As Margem Líquida =
Receita Líquida
receitas líquidas somadas atingem $ 89 milhões,
$ 3.600
gerando um lucro líquido de $ 3,6 milhões. De- = = 4,04% a.a.
$ 89.000
termine os indicadores de rentabilidade.

Solução: 2. Uma empresa do setor de Alimentos e Bebidas


publicou no início do ano seu demonstrativo
Lucro gerado pelos ativos: $ 15.000
financeiro onde apontava um investimento de
PL: $ 16.600 $ 46 bilhões. A dívida onerosa da empresa so-
Financiamentos de CP + LP = $ 10.000 + $ mava $ 15,5 bilhões. Sua receita líquida foi de
15.000 = $ 25.000 $ 29,1 bilhões, sendo apurada uma margem lí-
Passivo de Funcionamento CP = $ 15.000 quida de 15%. Calcule o ROE dessa empresa.
Receita Líquida = $ 89.000
Solução:
LL = $ 3.600
AT = $ 25.000 + $ 15.000 + $ 16.600 = LL LL
= 0,15  = 0,15  LL =
$ 56.600 VENDAS $ 29,1

Lucro gerado pelos ativos = $ 4,365


ROA =
Ativo Total
$ 15.000 Inv = PO + PL  $ 46 = $ 15,5 + PL 
= = 26,5% a.a.
$ 56.600 PL = $ 30,5
Lucro gerado pelos ativos LL $ 4,365
ROI = ROE = = = 14,3%
Passivo + Fin. CPLP PL $ 30,5
$ 15.000
= = 36,1% a.a. 3. Uma empresa apresenta as seguintes contas
$ 41.600
patrimoniais: Disponível, $ 1.100, Estoques, $
LL $ 3.600
ROE = = 15.000, Despesas Antecipadas, $ 1.500, Clien-

s
PL $ 16.600
tes, $ 20.000, Realizável a Longo Prazo, $
= 21,7% a.a.

a
8.500, Ativo Permanente, $ 36.400, Patrimônio

l
Lucro gerado pelos ativos Líquido, $ 16.500, Passivo Circulante, $ 36.000,

t
Margem Operacional =
Receita Líquida Exigível a Longo Prazo, $ 30.000. Com base

A
$ 15.000 nestas contas, calcule os indicadores de liquidez
= = 16,7% a.a.
$ 89.000 e de endividamento e estrutura.

r a
Solução:

o
Indicadores de Liquidez

i t
Liquidez seca = AC − E − Desp. Antec. =
PC

d
$ 1.100 + $ 15.000 + $ 1.500 + $ 20.000 − $ 15.000 − $ 1.500
= =

E
$ 36.000
= 0,59
Disponível $ 1.100
Liquidez imediata = = = 0,03
PC $ 36.000

AC $ 1.100 + $ 15.000 + $ 1.500 + $ 20.000


Liquidez corrente = = = 1,04
PC $ 36.000
Como Analisar as Demonstrações Financeiras 49

AC + RLP $ 1.100 + $ 15.000 + $ 1.500 + $ 20.000 + $ 8.500


Liquidez corrente = = = 0,70
PC + ELP $ 36.000 + $ 30.000

Indicadores de Endividamento e Estrutura


Capital 3o/Ativo Total =
Passivo $ 36.000 + $ 30.000
= = 0,80
Ativo Total $ 1.100 + $ 15.000 + $ 1.500 + $ 20.000 + $ 8.500 + $ 36.400

Passivo $ 36.000 + $ 30.000


Capital 3o/Capital Próprio = = = 4,00
PL $ 16.500

Ativo Permanente $ 36.400


Imobilização de Recursos Permanentes = = = 0,78
ELP + PL $ 30.000 + $ 16.500

4. Baseando-se nos dados fornecidos por uma Prazo Médio de Cobrança = 45 dias
empresa, pede-se calcular os valores omissos Prazo Médio de Estocagem = 2,2 meses
no balanço, assim como seus valores anuais de
vendas e de custos dos produtos vendidos. Lucro Bruto/Vendas = 40%

Informações da empresa 80% das vendas da empresa foram realiza-


das a prazo
Patrimônio Líquido/Exigível Total = 2,5
Do exigível total, $ 14.000 representam dívi-
Liquidez Seca = 1,7 das de longo prazo, sendo o restante prove-
Vendas/Ativo Total = 3,0 niente de compras a prazo (fornecedores).

Informações a serem completadas:

a s
ATIVO ($) PASSIVO ($)

t l
Disponibilidades Passivo Circulante

Duplicatas a Receber Exigível a Longo Prazo

A
Estoques Capital Social 60.000

a
Ativo Permanente Reservas 50.000

r
TOTAL TOTAL

i t
Solução:

d o PL
= 2,5 
$ 110.000
= 2,5
Vendas
AT
= 3,0 
Vendas
$ 154.000
= 3,0  Vendas

E
Exigível Total x + $ 14.000
 2,5x + $ 35.000 = $ 110.000  x = $ = $ 462.000
30.000
Vendas a prazo = $ 462.000 × 80% =
Passivo Circulante + ELP + PL = $ 154.000,
então AT = $ 154.000 = $ 369.600
50 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

x = 66 dias
DR
PMRV = 360 ×  45 = 360 × E E
V PMRE = 360 × 66 = 360 ×
DR DR CMV $ 277.200
= 0,125  = 0,125 E
$ 369.600 $ 369,600  = 0,1833  DR = $ 50.820
$ 277.200
 DR = $ 46.200
Onde, Onde,

PMRV = Prazo Médio de Recebimento de Ven- PMRE = Prazo Médio de Renovação de Esto-
das ques
E = Estoques
DR = Duplicatas a Receber
CMV = Custo das Mercadorias Vendidas
V = Vendas
Lucro Bruto Lucro Bruto AC − E
= 40%  = 40% Liquidez seca =  1,7 =
Vendas $ 462.000 PC
 Lucro Bruto = $ 184.800 AC − $ 50.820
 AC = $ 101.820
$ 30.000
Receita Bruta de Vendas
(–) Impostos incidentes sobre Vendas
AC = Disponibilidades + Duplicatas a Receber
(=) Receita Líquida de Vendas
+ Estoques
(–) CMV
(=) Lucro Bruto $ 101.820 = Disponibilidades + $ 46.200 +
$ 50.820
Então,
Disponibilidades = $ 4.800
$ 462.000 – CMV = $ 184.800
CMV = $ 277.200 AC + AP = $ 154.000

1 mês = 30 dias $ 101.820 + AP = $ 154.000


2,2 meses = x AP = $ 52.180

s
ATIVO ($) PASSIVO ($)

l a
Disponibilidades 4.800 Passivo Circulante 30.000

t
Duplicatas a Receber 46.200 Exigível a Longo Prazo 14.000

A
Estoques 50.820 Capital Social 60.000

Ativo Permanente 52.180 Reservas 50.000

a
TOTAL 154.000 TOTAL 154.000

i t o r
E d
Como Analisar as Demonstrações Financeiras 51

5. Uma empresa publicou seus balanços referentes aos exercícios sociais encerrados em 31-12-06 e 31-
12-07.

BALANÇO PATRIMONIAL ($ mil) 31/12/2006 31/12/2007

Ativo Circulante

Caixa 2.800 3.500

Contas a Receber 42.140 44.900

Outros Valores a Receber 40.040 39.000

Estoques 43.400 37.000

Total do AC 128.380 124.400

Realizável a Longo Prazo 6.720 7.600

Ativo Permanente

Investimentos 33.600 31.000

Imobilizado 137.200 145.000

Total AP 170.800 176.000

TOTAL DO ATIVO 305.900 308.000

Passivo Circulante

Fornecedores 53.200 62.000

Duplicatas a Receber 700 7.000

Financiamentos 46.200 47.000

Outras Obrigações 42.000 40.000

Total do PC 142.100 156.000

s
Exigível a Longo Prazo

l a
Financiamentos 22.400 8.000

t
Outras Obrigações 32.200 14.000

A
Total do ELP 54.600 22.000

Patrimônio Líquido

a
Capital Social 81.200 85.000

r
Lucros Acumulados 28.000 45.000

t o
Total do PL 109.200 130.000

i
TOTAL DO PASSIVO 305.900 308.000

E d
Pede-se:
a) Efetuar uma análise horizontal e vertical dos balanços.
b) Analisar a situação financeira de curto prazo da empresa? Houve melhora do exercício encerrado
em 31-12-07 em comparação com o de 31-12-06? Justifique.
52 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

Solução:

a)

Ativo Circulante 31/12/06 AH AV 31/12/07 AH AV

Caixa 2.800 100% 0,92% 3.500 125,00% 1,14%

Contas a Receber 42.140 100% 13,78% 44.900 106,55% 14,58%

Outros Valores a Receber 40.040 100% 13,09% 39.000 97,40% 12,66%

Estoques 43.400 100% 14,19% 37.000 85,25% 12,01%

TOTAL AC 128.380 100% 41,97% 124.400 96,90% 40,39%

Realizável a Longo Prazo 6.720 100% 2,20% 7.600 113,10% 2,47%

Ativo Permanente

Investimentos 33.600 100% 10,98% 31.000 92,26% 10,06%

Imobilizado 137.200 100% 44,85% 145.000 105,69% 47,08%

TOTAL AP 170.800 100% 55,84% 176.000 103,04% 57,14%

TOTAL DO ATIVO 305.900 100% 100,00% 308.000 100,69% 100,00%

Passivo Circulante 31/12/06 AH AV 31/12/07 AH AV

Fornecedores 53.200 100% 17,39% 62.000 116,54% 20,13%

Duplicatas a Receber 700 100% 0,23% 7.000 1.000,00% 2,27%

Financiamentos 46.200 100% 15,10% 47.000 101,73% 15,26%

Outras Obrigações 42.000 100% 13,73% 40.000 95,24% 12,99%

TOTAL DO PC 142.100 100% 46,45% 156.000 109,78% 50,65%

s
Exigível a Longo Prazo

a
Financiamentos 22.400 100% 7,32% 8.000 35,71% 2,60%

t l
Outras Obrigações 32.200 100% 10,53% 14.000 43,48% 4,55%

A
TOTAL DO ELP 54.600 100% 17,85% 22.000 40,29% 7,14%

Patrimônio Líquido

a
Capital Social 81.200 100% 26,54% 85.000 104,68% 27,60%

r
Lucros Acumulados 28.000 100% 9,15% 45.000 160,71% 14,61%

o
TOTAL DO PL 109.200 100% 35,70% 130.000 119,05% 42,21%

i t
TOTAL DO PASSIVO 305.900 100% 100,00% 308.000 100,69% 100,00%

d
b) Pouca folga financeira. A empresa apresenta nuição dos estoques é um item que merece

E
um volume maior de obrigações a curto prazo uma análise mais detalhada. No relatório
em relação a seu ativo circulante. Em 20X7, a da administração, a empresa justifica esse
situação agravou-se um pouco mais em fun- comportamento dos estoques em razão das
ção de um decréscimo do ativo circulante e dificuldades de abastecimento impostos pela
uma elevação do passivo circulante. A dimi- conjuntura da época.
10
ANÁLISE DAS
DEMONSTRAÇÕES
FINANCEIRAS –
APLICAÇÕES PRÁTICAS

TESTES DE VERIFICAÇÃO possui visando a atender o seu volume de vendas,


ou seja, quanto a folga financeira a curto prazo pode
atender o seu volume de vendas.
1. A relação entre capital circulante líquido e ven-

s
das (CCL/VENDAS) significa: 2. O inverso do ROE, ou seja, 1/Retorno sobre o

a
a) A rentabilidade da empresa imobilizada em patrimônio líquido, indica:

l
seu capital circulante líquido. a) A proporção do lucro líquido que pertence

t
b) A proporção de capital circulante líquido aos proprietários da empresa.

A
que a empresa possui visando a atender b) A rotação (giro) do lucro líquido no período.
o seu volume de vendas.
c) O tempo necessário para a recuperação

a
c) Que quanto menor for esse índice, maior do capital próprio investido na empre-

r
será a capacidade de autossustentação da sa.
empresa.

o
d) A vida útil da empresa.

t
d) Que quanto maior for esse índice, menor
e) A margem líquida da empresa.

i
será a capacidade de aumento do CCL.

d
e) O crescimento das vendas da empresa finan-
Justificativa:
ciada pelo CCL.

E
O ROE, representado pela relação entre Lucro
Justificativa: Líquido e Patrimônio Líquido, indica o percentual
que se refere à capacidade de uma empresa em
A relação capital circulante líquido (CCL) e ven- agregar valor a ela mesma utilizando os seus pró-
das representa a proporção de CCL que a empresa prios recursos. Isto é, o quanto ela consegue crescer
54 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

usando nada além daquilo que ela já tem. O inverso Justificativa:


dessa relação, 1/Retorno sobre o Patrimônio Líqui-
do, indica o tempo necessário para a recuperação Ativo Total
A expressão SG =
do capital próprio investido na empresa, ou seja, Passivo Circulante + ELP
quanto tempo a empresa leva para gerar um mon- mede a solvência geral (SG) da empresa uma vez
tante de recursos igual ao montante investido pelos que indica quanto a empresa possui de passivo
sócios da empresa. circulante e exigível a longo prazo para cada uni-
dade de dívida.
3. Qual das transações abaixo eleva o capital
circulante líquido? 5. Uma empresa pode dizer que tem uma boa po-
a) Recebimento de realizável a longo pra- lítica financeira se ela fixar uma meta para o ín-
zo. dice de rotação de fornecedores como sendo:

b) Amortização de dívidas de longo prazo. a) Mais alto do que a rotação do estoque.

c) Pagamento de empréstimos de curto pra- b) Igual a rotação do estoque.


zo. c) Mais alto do que o recebimento das ven-
d) Pagamento de fornecedores de curto pra- das.
zo. d) Mais baixo do que o recebimento de ven-
e) Desconto de duplicatas. das.
e) Mais baixo do que a rotação do estoque
Justificativa:
Justificativa:
Considerando que o cálculo do CCL é obtido O prazo médio de renovação de estoques re-
pela expressão: presenta, na empresa comercial, o tempo médio de
estocagem de mercadorias; na empresa industrial,
CCL = (Patrimônio Líquido + ELP) – (Ativo
o tempo de produção e estocagem.
Permanente + RLP), quanto menor for o RLP, maior
será o CCL; por isso, o recebimento de realizável a O prazo médio de recebimento de vendas ex-
longo prazo eleva o CCL. pressa o tempo decorrido entre a venda e o rece-

s
bimento.

a
4. O indicador chamado solvência geral (SG) é
A soma dos prazos de estocagem e venda, re-

l
uma medida que mede a capacidade finan-
presenta o que se chama Ciclo Operacional, ou seja,

t
ceira da empresa a longo prazo para cobrir as
o tempo decorrido entre a compra e o recebimento
obrigações assumidas mediante terceiros tanto

A
da mercadoria.
de curto quanto de longo prazo. A relação que
melhor explica esse indicador é dada por: O Ciclo Operacional mostra o prazo de inves-

a
timento. Paralelamente a este ciclo ocorre o finan-

r
Patrimônio Líquido ciamento concedido pelos fornecedores, a partir do
a) SG = momento da compra. Até o momento do pagamento

o
Ativo Total
aos fornecedores, a empresa não precisa preocupar-

i t
Patrimônio Líquido se com o financiamento, o qual é automático. Se o
b) SG =
Passivo Circulante + ELP prazo médio de pagamento de compras for superior

d
ao prazo médio de renovação de estoques, então
Ativo Total

E
c) SG = os fornecedores financiarão uma parte das vendas
Patriônio Líquido
da empresa. O tempo decorrido entre o momento
Passivo Circulante + ELP em que a empresa paga o fornecedor e o momen-
d) SG =
Ativo Total to em que recebe as vendas é o período em que a
empresa precisa arrumar financiamento. Este é o
Ativo Total
e) SG = ciclo chamado de financeiro.
Passivo Circulante + ELP
Análise das Demonstrações Financeiras – Aplicações Práticas 55

EXERCÍCIOS PROPOSTOS c) Em termos de folga financeira de curto pra-


zo, demonstrar como foi a evolução de um
exercício para o outro.
1. Uma companhia de capital aberto publica seus
demonstrativos financeiros em moeda cons- d) Para cada exercício social, determinar a pro-
tante. A seguir, são apresentados os balanços porção de ativos totais da companhia que é
da companhia referentes aos exercícios sociais representada por passivos onerosos (passivo
encerrados em 31-12-06 e 31-12-07. Com base circulante e exigível a longo prazo. Como
nestas informações, pede-se: você avalia a evolução do endividamento
da empresa? Justifique.
a) Efetuar uma análise horizontal e vertical.
b) Dar um parecer sobre como evoluiu a estru-
tura dos ativos da empresa.

BALANÇO PATRIMONIAL 31/12/2006 31/12/2007

ATIVO

Caixa R$ 231.205,00 R$ 129.107,00

Contas a Receber R$ 849.390,00 R$ 1.005.239,00

Estoque R$ 172.077,00 R$ 222.127,00

Despesas do exercício seguinte R$ 74.159,00 R$ 141.539,00

Total do Ativo Circulante R$ 1.326.831,00 R$ 1.498.012,00

Ativo Realizável a Longo Prazo R$ 27.615,00 R$ 25.867,00

Investimentos R$ 55.404,00 R$ 55.361,00

Imobilizado (Valor Líquido) R$ 7.416.524,00 R$ 8.367.325,00

Diferido R$ 340.511,00 R$ 306.477,00

s
Total do Ativo Permanente R$ 7.812.439,00 R$ 8.729.163,00

a
TOTAL DO ATIVO R$ 9.166.885,00 R$ 10.253.042,00

t l
PASSIVO

A
Passivo Circulante R$ 3.689.661,00 R$ 4.658.385,00

Exigível a Longo Prazo R$ 4.569.477,00 R$ 3.995.270,00

a
Patrimônio Líquido R$ 907.747,00 R$ 1.599.387,00

r
TOTAL DO PASSIVO R$ 9.166.885,00 R$ 10.253.042,00

d i t o
E
56 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

Solução

a)

Balanço Patrimonial 31/12/2006 AH AV 31/12/2007 AH AV

ATIVO R$ 231.205,00 100% 2,52% R$ 129.107,00 55,84% 1,26%

Contas a Receber R$ 849.390,00 100% 9,27% R$ 1.005.239,00 118,35% 9,80%

Estoques R$ 172.077,00 100% 1,88% R$ 222.127,00 129,09% 2,17%

Desp. Exercício Seguinte R$ 74.159,00 100% 0,81% R$ 141.539,00 190,86% 1,38%

TOTAL AC R$ 1.326.831,00 100% 14,47% R$ 1.498.012,00 112,90% 14,61%

Realizável a Longo Prazo R$ 27.615,00 100% 0,30% R$ 25.867,00 93,67% 0,25%

Investimentos R$ 55.404,00 100% 0,60% R$ 55.361,00 99,92% 0,54%

Imobilizado Líq. R$ 7.416.524,00 100% 80,91% R$ 8.367.325,00 112,82% 81,61%

Diferido R$ 340.511,00 100% 3,71% R$ 306.477,00 90,01% 2,99%

TOTAL AP R$ 7.812.439,00 100% 85,22% R$ 8.729.163,00 111,73% 85,14%

TOTAL DO ATIVO R$ 9.166.885,00 100% 100,00% R$ 10.253.042,00 111,85% 100,00%

Passivo Circulante R$ 3.689.661,00 100% 40,25% R$ 4.658.385,00 126,26% 45,43%

Exigível a Longo Prazo R$ 4.569.477,00 100% 49,85% R$ 3.995.270,00 87,43% 38,97%

Patrimônio Líquido R$ 907.747,00 100% 9,90% R$ 1.599.387,00 176,19% 15,60%

TOTAL DO PASSIVO R$ 9.166.885,00 100% 100,00% R$ 10.253.042,00 111,85% 100,00%

s
b) A estrutura de ativos da Companhia man- d) 90,10% em 2006; 84,4% em 2007.

l a
teve-se praticamente inalterada no período.
O total do endividamento da empresa, ou seja,

t
Os investimentos de curto e longo prazo,
apesar do crescimento horizontal verifica- o financiamento da empresa por meio do capital de

A
do, não sofreram variações proporcionais terceiros diminuiu de um ano para o outro em 5,7%,
significativas de um exercício para outro. A entretanto, essa proporção ainda está muito alta.

a
empresa apresenta um alto endividamento A análise da alavancagem financeira da empresa
deve ser implementada de maneira que a propor-

r
e uma estrutura de equilíbrio financeiro pre-
cário, possuindo capital circulante líquido ção entre recursos de terceiros e recursos próprios

o
utilizados pela empresa em investimentos seja uma
negativo.

t
proporção que melhore a situação patrimonial/ fi-

i
c) Apesar de os investimentos de curto prazo nanceira da empresa.
(AC) terem permanecido praticamente cons-

d
tantes no período (representam 14,47% do 2. A seguir, são apresentadas algumas contas pa-

E
total dos ativos em 2006 e 14,52% dos ati- trimoniais referentes aos dois últimos exercí-
vos em 2007), o volume de dívidas de curto cios sociais de uma empresa. A partir dessas
prazo (PC) elevou-se de 40,25% em 2006 informações, pede-se apurar o CCL da empresa
para 45,43% em 2007. Isso, evidentemente, em cada exercício, assim como sua evolução
agravou a já debilitada folga financeira da real, admitindo uma taxa de inflação de 6% ao
empresa. ano.
Análise das Demonstrações Financeiras – Aplicações Práticas 57

31/12/2006 31/12/2007

$ mil $ mil

Caixa e Bancos R$ 10.000,00 R$ 17.000,00

Provisão para distribuição de dividendos R$ – R$ 13.000,00

Participações em controladas/coligadas R$ 38.000,00 R$ 42.000,00

Duplicatas descontadas R$ 4.900,00 R$ 7.000,00

Provisão para devedores duvidosos R$ 2.700,00 R$ 3.000,00

Bancos conta vinculada R$ 1.900,00 R$ 17.000,00

Vendas para entrega futura R$ 14.700,00 R$ 15.000,00

Fornecedores R$ 81.000,00 R$ 83.000,00

Impostos e contribuições a recolher R$ 43.000,00 R$ 44.000,00

Incentivos fiscais R$ 1.800,00 R$ 1.900,00

Pagamentos antecipados a fornecedores R$ 1.300,00 R$ 1.800,00

Estoques R$ 120.000,00 R$ 131.000,00

Clientes R$ 130.000,00 R$ 186.700,00

Provisão para IR R$ – R$ 9.200,00

Empréstimos bancários de curto prazo R$ 70.000,00 R$ 110.000,00

Solução:
CCL = AC – PC $ 69.300
Evolução Nominal = − 1 = 47,76%
$ 46.900
CCL (2006) = ($ 10.000 – $ 4.900 – $ 2.700

s
+ $ 1.900 – $ 14.700 + $ 1.300 + $ 120.000 1 + taxa nominal (i)
Taxa Real (r) = −1
+ $ 130.000) – ($ 81.000 + $ 43.000 +

a
1 + taxa de inflação (I )

l
$ 70.000)
1.4776

t
Evolução Real  r = −1 
CCL (2006) = $ 240.900 – $ 194.000 1,06

A
r = 39,40%
CCL (2006) = $ 46.900
CCL (2007) = ($ 17.000 – $ 7.000 – 3. Uma empresa apurou os seguintes valores de

a
$ 3.000 + $ 17.000 – $ 15.000 + $ 1.800 + receitas de vendas e patrimônio líquido ao final

r
$ 131.000 + $ 186.700) – ($ 13.000 + dos exercícios sociais de 20X4 a 20X7. Pede-se
$ 83.000 + $ 44.000 + $ 9.200 + $ 110.000) apurar a evolução anual nominal e real das in-

o
formações contábeis:

t
CCL (2006) = $ 328.500 – $ 259.200

i
CCL (2006) = $ 69.300

Ed Receitas de Vendas

Patrimônio Líquido

Inflação Anual
20x4 ($ mil)

$ 148.000

$ 190.000

12,42%
20x5 ($ mil)

$ 263.000

$ 201.000

1,20%
20x6 ($ mil)

$ 303.500

$ 230.000

3,85%
20x7 ($ mil)

$ 250.000

$ 245.000

4,06%
58 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

Solução: Receita de Vendas

Evolução Nominal
1,777
20X4-20X5 Evolução Real  r = −1
Receita de Vendas 1,012
 r = 75,6%
20X4-20X5 Evolução Nominal =

$ 263.000 1,154
= − 1 = 77,70% 20X5-20X6 Evolução Real  r = −1
$ 148.000 1,0385
 r = 11,12%
20X5-20X6 Evolução Nominal =
−1,1763
=
$ 303.500
− 1 = 15,40% 20X6-20X7 Evolução Real  r = −1
$ 263.000 1,0406
 r = – 13,04%
20X6-20X7 Evolução Nominal = Patrimônio Líquido
$ 250.000
= − 1 = –17,63% 1,0579
$ 303.500 20X4-20X5 Evolução Real  r = −1
1,012
Patrimônio Líquido  r = 4,54%

20X4-20X5 Evolução Nominal = 1,1443


20X5-20X6 Evolução Real  r = −1
1,0385
$ 201.000  r = 10,19%
= − 1 = 5,79%
$ 190.000

20X5-20X6 Evolução Nominal = 1,0652


20X6-20X7 Evolução Real  r = −1
1,0406
=
$ 230.000
− 1 = 14,43%
 r = 2,37%
$ 201.000
4. Uma empresa comercializa e fabrica produtos
20X6-20X7 Evolução Nominal = plásticos. É uma empresa familiar, ou seja, os di-

s
$ 245.000 retores eram os proprietários e tinham o poder
= − 1 = 6,52%

a
$ 230.000 de decisão. Gradativamente, devido à concor-

l
rência no mercado globalizado, está ocorrendo

t
a transição dos diretores familiares para direto-
res que possuem formação acadêmica e atuam

A
Evolução Real
no mercado. A seguir, apresentam-se os dois
últimos demonstrativos financeiros, balanço

a
1 + taxa nominal (i) patrimonial e DRE dos dois últimos exercícios
Taxa Real (r) = −1

r
1 + taxa de inflação (I ) sociais:

d i t o
E
Análise das Demonstrações Financeiras – Aplicações Práticas 59

BALANÇO PATRIMONIAL 31/12/2006 31/12/2007


Disponível R$ 2.500,00 R$ 2.750,00
Aplicações Financeiras R$ 350,00 R$ 450,00
Estoques R$ 18.000,00 R$ 21.600,00
Depósitos Judiciais R$ 200,00 R$ 208,00
Despesas Antecipadas R$ 500,00 R$ 500,00
Valores a Receber R$ 20.000,00 R$ 13.800,00
Aplicações Financeiras a Longo Prazo R$ 500,00 R$ 909,00
Valores a Receber a Longo Prazo R$ 32.000,00 R$ 27.200,00
Investimentos R$ 6.500,00 R$ 6.500,00
Imobilizado (Valor Líquido) R$ 17.520,00 R$ 17.520,00
Ativo Diferido R$ 212,00 R$ 212,00
ATIVO/ PASSIVO TOTAL + PL R$ 98.282,00 R$ 91.649,00
Fornecedores R$ 13.332,00 R$ 1.404,00
Obrigações Fiscais R$ 200,00 R$ 0,00
Salários R$ 20.000,00 R$ 20.000,00
Dividendos Propostos R$ 500,00 R$ 0,00
Financiamentos Bancários Curto Prazo R$ 6.000,00 R$ 6.600,00
Financiamentos Bancários Longo Prazo R$ 15.000,00 R$ 16.500,00
Obrigações Fiscais Longo Prazo R$ 200,00 R$ 200,00
Capital Social R$ 40.000,00 R$ 42.300,00
Reservas de Capital R$ 750,00 R$ 2.115,00
Lucros Acumulados R$ 2.300,00 R$ 2.530,00

Vendas Líquidas
DRE 31/12/2006
R$ 75.000,00

l
31/12/2007

t a s
R$ 82.500,00

A
Custo dos Produtos Vendidos (R$ 35.650,00) (R$ 36.006,50)
Lucro Bruto R$ 39.350,00 R$ 46.493,50

a
Despesas Operacionais (R$ 2.530,00) (R$ 3.036,00)

r
Receitas Operacionais R$ 1.564,00 R$ 1.642,20
Despesas Gerais e Administrativas (R$ 25.000,00) (R$ 25.000,00)

t o
Receitas Financeiras R$ 509,00 R$ 585,35

i
Outras Despesas Operacionais (R$ 653,00) (R$ 718,30)

d
Lucro Operacional R$ 13.240,00 R$ 19.966,75
Despesas Financeiras (R$ 8.997,58) (R$ 14.444,02)

E
Lucro antes do IR R$ 4.242,42 R$ 5.522,73
Provisão para IR (R$ 1.442,42) (R$ 1.877,73)
Lucro Líquido R$ 2.800,00 R$ 3.645,00
60 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

Com base nos Demonstrativos da Empresa, Indicadores de Endividamento e Estru-


pede-se calcular: tura
a) Indicadores de liquidez, endividamento e
estrutura. Passivo
Capital 3o/Capital Próprio x6 = =
b) Indicadores de atividade. PL

c) Indicadores de rentabilidade e lucratividade $ 55.232


= = 1,2830
(líquidos do IR). $ 43.050
a) Indicadores de Liquidez Passivo
Capital 3o/Capital Próprio x7 = =
PL
AC $ 41.550
Liquidez corrente x6 = = =
PC $ 40.032 $ 44.704
= = 0,9523
= 1,0379 $ 4.945

Passivo
Liquidez corrente x7 =
AC
=
$ 39.308
= Capital 3o/Ativo Total x6 = =
PC $ 28.004 Ativo Total
= 1,4037
$ 55.232
= = 0,5620
$ 98.282
AC − E − Desp. Antec.
Liquidez seca x6 = =
PC Passivo
Capital 3o/Ativo Total x7 = =
Ativo Total
$ 23.050
= = 0,5758
$ 40.032 $ 44.704
= = 0,4878
AC − E − Desp. Antec. $ 91.649
Liquidez seca x7 = = Imobilização de Recursos de 3o x6 =
PC

$ 17.208 Ativo Total $ 98.282


= = 0,6145 = = = 1,7794
$ 28.004 Passivo $ 55.232

s
Imobilização de Recursos de 3o x7 =
Disponível
Liquidez imediata x6= =

a
PC

l
Ativo Total $ 91.649
= = = 2,0501

t
$ 2.850 Passivo $ 44.704
= = 0,0712
$ 40.032

A
Disponível b) Indicadores de Atividade
Liquidez imediata x7= =

a
PC

r
E
$ 3.200 PMRE = 360 ×  PMRE = 360 ×
= = 0,1143 CMV

o
$ 28.004

t
$ 18.000
AC + RLP  PMRE = 182 dias

i
Liquidez geral x6 = = $ 35.650
PC + ELP

d
$ 74.050 Onde,

E
= = 1,3407
$ 55.232
PMRE = Prazo Médio de Renovação de Esto-
AC + RLP ques
Liquidez geral x7 = =
PC + ELP
E = Estoques
$ 67.417
= = 1,5081 CMV = Custo das Mercadorias Vendidas
$ 44.704
Análise das Demonstrações Financeiras – Aplicações Práticas 61

E
PMRE = 360 ×  PMRE = 360 ×
CMV Lucro Líquido $ 3.645
ROE x7= = =
PL $ 46.945
$ 21.600 = 7,76%
 PMRE = 216 dias
$ 36.006,50

360 Lucro Op. Líquido


Giro do estoque x6: = 1,98x Margem Operacional x6 =
182 Vendas Líquidas

360 $ 8.738,40
Giro do estoque x7: = 1,67x = = 11,65%
216 $ 75.000

DR $ 52.000 Lucro Op. Líquido


PMRV x6 = 360 × = 360 × Margem Operacional x7 =
V $ 75.000 Vendas Líquidas
= 250 dias
$ 13.178,06
= = 15,97%
DR $ 41.000 $ 82.500
PMRV x7 = 360 × = 360 ×
V $ 82.500
= 179 dias Lucro Líquido
Margem Líquida x6 = =
Vendas Líquidas
Onde,
$ 2.800
PMRV = Prazo Médio de Recebimento de Ven- = = 3,73%
$ 75.000
das
DR = Duplicatas a Receber Lucro Líquido
Margem Líquida x7 = =
V = Vendas Vendas Líquidas

$ 3.645
= = 4,42%
Indicadores de Rentabilidade $ 82.500

Lucro Op. Líquido x6 x7


ROA x6 = = Lucro Operacional (Antes

s
Ativo Total
IR) R$ 13.240,00 R$ 19.966,75

a
$ 8.738,40 IR (34%) R$ (4.501,60) R$ (6.788,70)
= = 8,89%

l
$ 98.282 Lucro Operacional Líquido R$ 8.738,40 R$ 13.178,06

t
Lucro Op. Líquido
ROA x7 = =

A
Ativo Total
x6 x7
$ 13.178,08

a
= = 14,38% Financiamentos CP R$ 6.000,00 R$ 6.600,00
$ 91.649

r
Financiamentos LP R$ 15.000,00 R$ 16.500,00
Lucro Op. Líquido Obrigações Fiscais LP R$ 200,00 R$ 200,00
ROI x6 = =

o
Fin. CP + Fin. LP + Obrig. Fiscais LP + PL
Patrimônio Líquido R$ 43.050,00 R$ 46.945,00

i t
$ 8.738,40 INVESTIMENTO R$ 64.250,00 R$ 70.245,00
= = 13,6%

d
$ 64.250
Lucro Op. Líquido

E
ROI x7 = = 5. Uma empresa de pequeno porte está passando
Fin. CP + Fin. LP + Obrig. Fiscais LP + PL
por dificuldades no mercado devido ao avanço
$ 13.178,05 tecnológico, pois seus custos são maiores devi-
= = 18,76%
$ 70.245 do ao não uso da tecnologia a seu favor. Essa
situação é refletida na evolução dos resultados
Lucro Líquido $ 2.800
ROE x6= = = 6,50% dos três últimos exercícios. Pede-se efetuar a
PL $ 43.050
62 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

análise horizontal das demonstrações de resul-


tados apresentadas a seguir.

DRE (em $mil) 2005 2006 2007

Vendas Líquidas R$ 54.000,00 R$ 37.800,00 R$ 37.044,00

Custo de Produção R$ (43.200,00) R$ (36.720,00) R$ (40.392,00)

Lucro Bruto R$ 10.800,00 R$ 1.080,00 R$ (3.348,00)

Despesas de Vendas R$ (1.200,00) R$ (1.200,00) R$ (1.200,00)

Despesas Administrativas R$ (800,00) R$ (3.348,00) R$ (800,00)

Despesas Financeiras R$ (2.500,00) R$ (2.500,00) R$ (2.500,00)

Receitas Financeiras R$ 300,00 R$ 320,00 R$ 280,00

Resultado antes do IR R$ 6.600,00 R$ (5.648,00) R$ (7.568,00)

Provisão para IR (35%) R$ (2.310,00) R$ – R$ –

Lucro Líquido R$ 4.290,00 R$ (5.648,00) R$ (7.568,00)

Solução:

DRE ($ mil) 20x0 AH 20X1 AH 20X2 AH

Vendas Líquidas R$ 54.000,00 100,0% R$ 37.800,00 –30,0% R$ 37.044,00 –31,4%

Custo de Produção R$ (43.200,00) 100,0% R$ (36.720,00) –15,0% R$ (40.392,00) –6,5%

s
Lucro Bruto R$ 10.800,00 100,0% R$ 1.080,00 –90,0% R$ (3.348,00) –131,0%

a
Despesas de Vendas R$ (1.200,00) 100,0% R$ (1.200,00) 0,0% R$ (1.200,00) 0,0%

l
Despesas Administrativas R$ (800,00) 100,0% R$ (800,00) 0,0% R$ (800,00) 0,0%

t
Despesas Financeiras R$ (2.500,00) 100,0% R$ (2.500,00) 0,0% R$ (2.500,00) 0,0%

A
Receitas Financeiras R$ 300,00 100,0% R$ 320,00 6,7% R$ 280,00 –6,7%

Resultado antes do IR R$ 6.600,00 100,0% R$ (5.648,00) –186,0% R$ (7.568,00) –214,7%

r a
Provisão para IR R$ (2.310,00) 100,0% –100,0% –100,0%

Lucro Líquido R$ 4.290,00 100,0% R$ (5.648,00) –231,7% R$ (7.568,00) –276,4%

d i t o
E
11
ANÁLISE DE CUSTO
– VOLUME – LUCRO
E ALAVANCAGEM
OPERACIONAL

TESTES DE VERIFICAÇÃO d) O ponto de equilíbrio onde o resultado


operacional se anula, é denominado ponto
de equilíbrio contábil, uma vez que é base-
1. Assinale a alternativa incorreta: ado num lucro contábil igual a zero.

s
a) O lucro operacional representa o lucro lí- e) Trabalhando acima do ponto de equilíbrio,

a
quido quando a empresa encontra-se inte- a empresa tende a apresentar menor GAO,

l
gralmente financiada por capital próprio.

t
mas também apresentará um menor risco
Em outras palavras, não havendo dívidas, de entrar em prejuízo.

A
o lucro líquido apurado corresponde exata-
mente ao lucro operacional.
Justificativa:

a
b) Empresas com maiores níveis de GAO

r
apresentam riscos mais baixos, ou seja, Alavancagem é o uso de ativos ou recursos com

o
maior capacidade de alavancagem um custo fixo, a fim de aumentar os retornos dos

t
operacional determina menor possibili- proprietários da empresa.

i
dade de prejuízo às empresas. Alavancagem Operacional é o uso potencial de

d
c) É possível ocorrer variações nos valores dos custos operacionais fixos para aumentar os efeitos
custos e despesas fixos ao longo do tempo das mudanças nas vendas sobre o LAJIR. Quan-

E
sem que percam, contudo, sua natureza fixa. to mais elevados os custos fixos em relação aos
Na verdade, o critério de classificação dos custos variáveis, maior o grau de alavancagem
custos e despesas fixos e variáveis é baseado operacional.
em sua relação com o volume de vendas, e Grau de Alavancagem Operacional é a medida
não com o tempo. numérica da alavancagem operacional da empre-
64 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

sa (para um dado nível de venda). Quanto maior sa (para um dado nível de venda). Quanto maior
for o GAO, maior será a sensibilidade da empresa for o GAO, maior será a sensibilidade da empresa
para gerar lucro. Por outro lado, o inverso também para gerar lucro. Por outro lado, o inverso também
é verdadeiro, ou seja, o impacto no resultado de é verdadeiro, ou seja, o impacto no resultado de
uma queda nas vendas atingirá a empresa na mes- uma queda nas vendas atingirá a empresa na mes-
ma proporção.
ma proporção.
2. Dentre os custos normalmente incorridos por
4. O ponto de equilíbrio econômico é:
uma empresa assinale aquele que tem caracte-
rística de semivariável ou semifixo: a) A quantidade de mercadorias vendidas que
a) Depreciação de ativo imobilizado. iguala a receita total com a soma dos custos
e despesas que possuem saídas de caixa para
b) Juros decorrentes de financiamentos.
a empresa.
c) Despesas com publicidade.
b) A quantidade de mercadorias vendidas que
d) Folha de pagamento.
iguala a receita total com a soma dos cus-
e) Gastos com energia elétrica. tos fixos e variáveis e despesas operacionais
também fixas e variáveis.
Justificativa: c) A quantidade de mercadorias vendidas
que iguala a receita total com a soma dos
Custo Fixo – independe da quantidade produ- custos e despesas mais uma taxa de retor-
zida. São considerados como custos fixos a depre- no mínimo sobre o investimento fixado
ciação, os aluguéis, os salários e encargos dos fun-
pelos acionistas.
cionários administrativos.
d) A quantidade de mercadorias vendidas que
Custo Variável – depende da quantidade pro-
duzida. São exemplos de custos variáveis o consu- iguala a receita total com o lucro líquido da
mo de matéria-prima e de outros materiais diretos empresa.
utilizados na produção. e) A quantidade de mercadorias vendidas que
Custo semivariável ou semifixo – varia com iguala a receita total com a geração de caixa
o nível da atividade, porém não direta e propor- da empresa.

s
cionalmente. Por exemplo, se uma empresa au-
mentar muito o seu volume de vendas, precisará

a
Justificativa:

l
admitir mais pessoas para trabalhar no setor de

t
faturamento. São considerados como custos semi-
variáveis ou semifixos luz, força. Ponto de Equilíbrio é a quantidade que

A
equilibra a receita total com a soma dos custos e
3. Sabe-se que quanto maior for o GAO de uma despesas relativos aos produtos vendidos.
empresa, maior é o seu risco e também:

a
Ponto de Equilíbrio Econômico é a quan-
a) Menor o lucro a ser obtido pela empresa.

r
tidade que iguala a receita total com a soma dos
b) Maior o lucro a ser obtido pela empresa. custos e despesas acrescidas de uma remuneração

o
mínima (custo de oportunidade) sobre o capital

t
c) Maiores os níveis de venda da empresa.

i
d) Menores os níveis de venda da empresa. investido pela empresa.

d
e) Maior o nível de capital próprio presente na 5. Considere uma empresa que produz um só pro-
empresa.

E
duto a um custo unitário de R$ 20,00. O ven-
dedor vende seus produtos pelo dobro do preço
Justificativa: de custo e possui ainda um custo fixo mensal
de R$ 1.000,00. Qual deverá ser o volume de
Grau de Alavancagem Operacional é a medida vendas mensal dessa empresa, em unidades,
numérica da alavancagem operacional da empre- para gerar um lucro de 30% sobre as vendas?
Análise de Custo – Volume – Lucro e Alavancagem Operacional 65

a) 125. Justificativa:
b) 150.
40 y = 20 y + 1.000 + 30% × 40 y
c) 175.
40 y = 20 y + 1.000 + 12 y
d) 200.
8 y = 1.000
e) 225.
y = 125

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1. Uma empresa apresentou no início do trimestre corrente o seguinte balanço patrimonial:

ATIVO $ PASSIVO $

Caixa R$ 4.000,00 Empréstimos R$ 280.000,00

Aplicações Financeiras R$ 36.000,00 Capital Social R$ 120.000,00

Estoques R$ 200.000,00

Imobilizado R$ 160.000,00

TOTAL R$ 400.000,00 TOTAL R$ 400.000,00

No período em questão, a empresa vende 70% Solução:


de seus estoques iniciais por R$ 280.000,00. Incor-
re ainda em despesas de vendas e administrativas a)
de natureza fixa de R$ 60.000,00. Suas aplicações
financeiras rendem uma taxa de juros de 3,2% no

s
DRE
trimestre; seus empréstimos foram captados a um
custo de 4,6% no trimestre. Os impostos inciden- Receita Bruta de Vendas R$ 280.000,00

a
tes sobre as vendas atingem 18% e a alíquota do

l
(–) Impostos incidentes s/

t
Imposto de Renda é de 40%. vendas R$ (50.400,00)
Com base nas informações acima, pede-se:

A
Receita Líquida de Vendas R$ 229.600,00

a) Calcular o lucro operacional (antes do IR) (–) CPV R$ (140.000,00)

a
e o lucro líquido do trimestre.
Lucro Bruto R$ 89.600,00

r
b) Calcular o volume mínimo de vendas no
(–) Desp. c/ Vendas e Adminis-
trimestre para que a empresa não apresente

o
trativas R$ (60.000,00)
prejuízo.

t
(+) Receitas Financeiras R$ 1.152,00

i
c) Se a empresa desejar apurar um lucro líqui-
do no trimestre equivalente a 4% do capital Resultado Operacional R$ 30.752,00

d
social, qual deve ser o volume de vendas no (–) Desp. Fin. R$ (12.880,00)

E
período?
LAIR R$ 17.872,00

Provisão IR (40%) R$ (7.148,80)

Lucro Líquido R$ 10.723,20


66 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

Lucro Operacional antes do IR = $ 30.752,00 $ 275.000


− 1 = 37,5%
Lucro Líquido = $ 10.723,20 $ 200.000

b) Ponto de Equilíbrio (Lucro Líquido = 0) b) GAO =


Variação do Lucro Operacional
=
Variação da Receita de Vendas
Volume de Vendas: V
V – 0,18V – 0,50V – 60.000 + 1.152 –
$ 275.000
12.880 = 0 −1
$ 200.000 0,375
= = = 2,5
0,32V = 71.728 $ 575.000 0,15
−1
V = $ 224.150,00 $ 500.000

c) Lucro Líquido = 4% × 120.000 = 4.800


c) Receita de Vendas $ 425.000,00
[V – 0,18V – 0,50V – 60.000 + 1.152 –
Custos e Despesas Variáveis ($ 300.000,00)
12.880] × (1 – 0,40) = 4.800
Margem de Contribuição $ 125.000,00
[0,32V – 71.728] × (0,60) = 4,800
Custos e Despesas fixas ($ 120.000,00)
0,192V – 43.036,80 = 4.800
Resultado $ 5.000,00
0,192V = 47.836,80
V = $ 249.150,00
Variação do Lucro Operacional
GAO = =
2. Admita que uma empresa esteja com a seguinte Variação da Receita de Vendas
estrutura de resultados:
Receita de Vendas $ 500.000,00 $ 125.000
−1
Custos e Despesas Variáveis ($ 300.000,00) $ 200.000 − 0,375
= = = 2,5
$ 425.000 − 0,15
Margem de Contribuição $ 200.000,00 −1
$ 500.000
Custos e Despesas fixas ($ 120.000,00)
Resultado $ 80.000,00 3. Uma pequena empresa comercial projeta os se-

s
guintes valores relativos a sua atividade para o
Pede-se:

a
próximo mês:

l
a) Considerando um acréscimo de 15% nas re-
• Impostos sobre vendas: 18% sobre a recei-

t
ceitas de vendas da empresa, calcule a varia-
ção esperada nos resultados operacionais. ta bruta.

A
b) Calcule o grau de alavancagem operacional • Comissões sobre vendas: 3% sobre a recei-
(GAO) para um volume de vendas de $ ta bruta.

a
500.000,00. • Custo da mercadoria vendida: 55% sobre a

r
c) O que acontece com o GAO se houver uma receita bruta.

o
redução de 15% no volume de atividade da • Custos e despesas fixas: $ 1.500.000,00.

t
empresa?

i
Pede-se:
Solução:

d
a) Calcular o volume mínimo de vendas que
a empresa deve atingir no próximo mês de

E
a) Receita de Vendas $ 575.000,00
maneira a cobrir os seus custos e despesas
Custos e Despesas Variáveis ($ 300.000,00)
totais, ou seja, fixas e variáveis;
Margem de Contribuição $ 275.000,00
b) Calcular o resultado operacional para
Custos e Despesas fixas ($ 120.000,00) um volume de vendas projetado em $
Resultado $ 155.000,00 9.000.000,00.
Análise de Custo – Volume – Lucro e Alavancagem Operacional 67

Solução: Solução:

a) y – 0,18y – 0,03y = 0,55y + $ 1.500.000 a) Empresa A


0,24y = $ 1.500.000 Volume de Vendas $ 3.000.000
y = $ 6.250.000 Custos e Despesas Variáveis ($ 2.000.000)

b) Receita de Vendas $ 9.000.000 Margem de Contribuição $ 1.000.000

(–) Impostos sobre vendas ($ 1.620.000) Custos e Despesas Fixos ($ 750.000)

(–) Comissão sobre vendas ($ 270.00) Resultado Operacional $ 250.000

Receita Líquida $ 7.110.000 Empresa B

(–) CMV ($ 4.950.000) Volume de Vendas $ 3.000.000


Lucro Bruto $ 2.160.000 Custos e Despesas Variáveis ($ 2.000.000)
Custos e Despesas Fixas ($ 1.500.000) Margem de Contribuição $ 1.000.000
Resultado Operacional $ 660.000 Custos e Despesas Fixos ($ 550.000)
Resultado Operacional $ 450.000
4. Apresentam-se a seguir informações relativas
aos resultados de duas empresas que atuam em b) O volume mínimo de vendas que não apre-
um mesmo setor de atividade. senta prejuízo também é chamado ponto de
equilíbrio contábil (PEC). Pode ser calcula-
do:
Empresa A Empresa B
Volume de vendas R$ 3.000.000,00 R$ 3.000.000,00
Custos e despesas $ 750.000
variáveis R$ 2.000.000,00 R$ 2.000.000,00 Empresa A  PEC =
$ 1.000.000
Custos e despesas $ 3.000.000
fixos R$ 750.000,00 R$ 550.000,00

s
 PEC = $ 2.250.000

a
Ou

l
Pede-se:
V – 0,66667V – 750.000 = 0

t
a) Calcular os resultados operacionais das duas
0,3333V = 750.000

A
empresas.
b) Apurar o volume mínimo de vendas que V = $ 2.250.000,00

a
cada empresa deve atingir para que não

r
apresente prejuízo.
$ 550.000

o
c) Calcular o GAO das duas empresas consi- Empresa B  PEC =
$ 1.000.000

t
derando um aumento de 50% no volume

i
$ 3.000.000
de atividade, isto é, 50% de aumento nas
 PEC = $ 1.650.000

d
vendas e despesas variáveis. Qual das duas
empresas apresenta maior capacidade de Ou

E
alavancagem operacional? Explique a sua
V – 0,66667V – 550.000 = 0
resposta.
0,3333V = 550.000
d) A partir do GAO calculado no item (b), ex-
plique qual das duas empresas apresenta V = $ 1.650.000,00
RV − CDV
menor risco. c) GAO Empresa A = =
(RV − CDV ) − CDF
68 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

$ 3.000.000 − $ 2.000.000 d) A empresa B, com menor GAO, é a que apre-


=
($ 3.000.000 − $ 2.000.000) − $ 750.000 senta o menor risco. Quanto mais distante
uma empresa operar de seu ponto de equi-
= 4,00 líbrio, menor o seu GAO e também o risco
de entrar em prejuízo.
RV − CDV 5. A seguir, são apresentados os principais valores
GAO Empresa B = =
(RV − CDV ) − CDF de três estruturas de resultados de empresas de
$ 3.000.000 − $ 2.000.000 um mesmo setor de atividade.
=
($ 3.000.000 − $ 2.000.000) − $ 550.000
= 2,22

Estrutura I Estrutura II Estrutura III

Custos e despesas fixos totais R$ 225.000,00 R$ 420.000,00 R$ 294.000,00

Custos e despesas variáveis (un.) R$ 25,00 R$ 20,00 R$ 20,00

Preço de venda (un.) R$ 32,50 R$ 34,00 R$ 34,00

Diante das informações apresentadas, pede- GAO Estrutura II =


se:
RV − CDV
=
a) Admitindo-se um nível de vendas de 36.000 (RV − CDV ) − CDF
unidades, determinar o GAO de cada uma $ 34 × $ 36.000 − $ 20 × $ 36.000
= =
das estruturas. ($ 34 × $ 36.000 − $ 20 × $ 36.000) − $ 420.000
$ 504.000
b) Calcular o aumento do lucro, em valores = =6
$ 504.000 − $ 420.000
absolutos, para cada acréscimo de 1% no
volume de vendas da empresa. GAO Estrutura III =

s
c) Efetuar uma análise relativa ao risco das

a
RV − CDV
=

l
estruturas de resultados apresentadas. ( − CDV ) − CDF
RV

t
d) Considerando um aumento de 25% nos cus- $ 34 × $ 36.000 − $ 20 × $ 36.000
= =
($ 34 × $ 36.000 − $ 20 × $ 36.000) − $ 294.000

A
tos e despesas fixos e mantendo-se os de-
$ 504.000
mais valores inalterados, pede-se avaliar o = = 2,4
$ 504.000 − $ 294.000
comportamento dos resultados e do risco de

a
cada uma das estruturas apresentadas.

r
b) Estrutura I
Volume de Vendas $ 1.170.000

o
Solução:

t
Custos e Despesas Variáveis ($ 900.000)

i
a) GAO Estrutura I = Custos e Despesas Fixos ($ 225.000)

d
RV − CDV Resultado Operacional $ 45.000
=
(RV − CDV ) − CDF

E
$ 32,5 × $ 36.000 − $ 25 × $ 36.000
Estrutura I
= =
($ 32,5 × $ 36.000 − $ 25 × $ 36.000) − $ 225.000 Volume de Vendas $ 1.181.700

=
$ 270.000
=6
Custos e Despesas Variáveis ($ 909.000)
$ 270.000 − $ 225.000
Custos e Despesas Fixos ($ 225.000)
Resultado Operacional $ 47.700
Análise de Custo – Volume – Lucro e Alavancagem Operacional 69

Aumento do Lucro c) Quanto maior se apresentar o GAO, mais


Estrutura I – $ 2.700 elevado é o risco. Para um GAO mais alto,
Estrutura II maiores são os efeitos sobre o resultado em
Volume de Vendas $ 1.224.000 decorrência de alterações no volume de ati-
Custos e Despesas Variáveis ($ 720.000) vidade. Para um GAO mais baixo esses efei-
Custos e Despesas Fixos ($ 420.000) tos são menores, e também o risco é mais
Resultado Operacional $ 84.000 baixo.

Estrutura II d) Estrutura I
Volume de Vendas $ 1.236.240 Volume de Vendas $ 1.170.000
Custos e Despesas Variáveis ($ 727.200) Custos e Despesas Variáveis ($ 900.000)
Custos e Despesas Fixos ($ 420.000) Custos e Despesas Fixos ($ 281.500)
Resultado Operacional $ 89.040 Resultado Operacional –$ 11.500

Aumento do Lucro Estrutura II


Estrutura II – $ 5.040 Volume de Vendas $ 1.224.000
Custos e Despesas Variáveis ($ 720.000)
Estrutura III Custos e Despesas Fixos ($ 525.000)
Volume de Vendas $ 1.224.000 Resultado Operacional –$ 21.000
Custos e Despesas Variáveis ($ 720.000)
Custos e Despesas Fixos ($ 294.000) Estrutura III
Resultado Operacional $ 210.000 Volume de Vendas $ 1.224.000
Custos e Despesas Variáveis ($ 720.000)
Estrutura III Custos e Despesas Fixos ($ 367.500)
Volume de Vendas $ 1.236.240 Resultado Operacional $ 136.500
Custos e Despesas Variáveis ($ 727.200)
Custos e Despesas Fixos ($ 294.000)
Resultado Operacional $ 215.040
Aumento do Lucro
Estrutura III – $ 5.040

t l a s
r a A
d i t o
E
12

ALAVANCAGEM
FINANCEIRA

TESTES DE VERIFICAÇÃO O numerador da fórmula de cálculo do ROI – lu-


cro operacional – representa a remuneração gerada
aos acionistas (lucro líquido) e credores (despesas
1. Uma empresa quando faz uso, em maior ou financeiras). O denominador – investimento – in-

s
menor grau, de recursos de terceiros em sua es- dica o total dos recursos investidos pelos proprie-

a
trutura patrimonial, deve expressamente gerar tários de capital.

l
lucro suficiente para remunerar esse capital de

t
O percentual do ROI deve ser comparado com
terceiro tomado. Pode-se medir a capacidade o retorno do patrimônio líquido e com o custo do

A
da empresa em ser capaz de remunerar esses endividamento para se avaliar a sua atratividade.
recursos por qual indicador: Idealmente, a empresa deve financiar-se pagando

a
a) Margem de lucro. aos proprietários de capital uma taxa de juros in-

r
ferior ao ROI, de maneira a não onerar a rentabili-
b) Retorno sobre o investimento. dade do capital próprio.

t o
c) Giro dos ativos.

i
2. Sobre alavancagem financeira é correto afir-
d) Retorno sobre o patrimônio líquido. mar:

d
e) Custo do capital de terceiros. a) É a possibilidade de utilizar mais capital

E
próprio para investimento.
Justificativa: b) Ela reduz o nível de endividamento da em-
presa.
Lucro Operacional c) Afeta negativamente o lucro líquido devido
ROI =
Investimento ao pagamento de juros.
Alavancagem Financeira 71

d) Reduz o Imposto de Renda a pagar. 4. Uma empresa apresentou um lucro operacional


e) Está relacionada à utilização de recursos antes do IR de $ 50,0 milhões no último de-
de terceiros na estrutura de capital da monstrativo de resultados publicado. Sabe-se
empresa. que o imposto de renda é igual a 34%. O Pas-
sivo Total corresponde a $ 148,0 milhões e o
Justificativa: Patrimônio Líquido a $ 182,0 milhões. Com
base nesses valores, o retorno sobre o ativo
A alavancagem financeira resulta da participa- (ROA) da empresa será de:
ção de recursos de terceiros na estrutura de capi- a) 12,00%
tal da empresa. Em princípio, pode-se admitir que
interessa o endividamento sempre que seu custo b) 16,66%
for menor que o retorno produzido pela aplicação c) 14,04%
desses recursos.
d) 10,00%
3. Assinale a alternativa incorreta em relação à e) 13,33%
alavancagem financeira:
a) Mesmo mantendo inalterado o custo do en-
Justificativa:
dividamento e a proporção entre capital de
terceiros e capital próprio, é possível a em-
presa elevar o seu GAF. Ativo Total = $ 148 + $ 182 = $ 330

b) Uma empresa deverá tomar emprestado re- Lucro Operacional = $ 50


cursos de terceiros quando o retorno sobre (–) 34% IR = ($ 17)
o ativo for maior que o custo de tomar esses
recursos emprestados. Lucro Operacional Líquido IR = $ 33

c) O GAF significa o valor que a empresa Lucro Op. Liq. IR $ 33


ROA = = = 10%
consegue de retorno para os ativos para Ativo Total $ 330
cada 1% de retorno que consegue dos 5. Uma empresa que possui uma variação no lucro
acionistas. operacional de 30%, uma variação no lucro lí-

s
d) Se o GAF for menor do que 1 significa que a quido de 35%, e de 20% nas vendas, apresenta

a
taxa de juros que a empresa paga pelo uso um GAT de:

l
de recursos de terceiros é maior que o re-

t
a) 1,75
torno sobre o capital próprio.

A
e) Pode-se entender também alavancagem fi- b) 1,95
nanceira como a capacidade da empresa c) 2,05

a
de administrar os recursos de terceiros e
d) 2,15

r
próprios, buscando maximizar o retorno do
capital próprio. e) 2,25

d i t o
Justificativa:

O grau de alavancagem financeira mede a ca-


Justificativa:

GAT = GAO × GAF = 1,5 × 1,167 = 1,75

E
pacidade que os recursos de terceiros apresentam
de elevar os resultados líquidos dos proprietários. A
expressão de cálculo do grau de alavancagem revela ΔLOP 0,3
GAO = = = 1,5
a alteração percentual no lucro líquido (disponível ΔVAt 0,2
aos acionistas) determinada por uma variação no
ΔLL 0,35
lucro operacional. GAF = = = 1,167
ΔLOP 0,3
72 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

EXERCÍCIOS PROPOSTOS b) Admitindo que o prazo máximo que as ins-


tituições financeiras estão propensas a con-
ceder para a amortização de dívidas seja de
1. Os acionistas de uma empresa querem saber um ano, calcular o empréstimo máximo que
o custo da dívida após Imposto de Renda. O a empresa poderá solicitar, de modo que
lucro operacional após o IR atinge $ 9.500,0 haja adequada conciliação entre a alavan-
mil, gerando dessa forma 15,83% de retorno cagem financeira e o prazo de amortização
sobre o ativo total da empresa. O retorno sobre das dívidas.
o patrimônio líquido (ROE), após o Imposto de
Renda, é de 11%, sendo que 40% do ativo to- Solução:
tal correspondem ao capital próprio. Calcule o
custo da dívida após o IR. a) Lucro Operacional antes IR $ 85.000
IR sobre o lucro gerado pelos ativos:
Solução: 35% × $ 85.000 ($ 29.750)
LUCRO LÍQUIDO (APÓS IR)
Lucro Operacional após IR GERADO PELOS ATIVOS $ 55.250
ROA =  0,1583
Ativo Total Depreciações $ 20.000
$ 9.500 RECURSOS LÍQUIDOS DE IR
=  Ativo Total = $ 60.012,60
Ativo Total GERADOS PELOS ATIVOS (LIMITE
MÁXIMO DE COMPROMISSOS
Capital Próprio = $ 60.012,60 × 0,40 = FINANCEIROS) $ 75.250

= $ 24.005,10 b) Custo do empréstimo após IR: 15% ×


(1 – 0,35) = 9,75%
Lucro Líquido Valor Máximo do Empréstimo:
ROE =  0,11 =
PL Recursos Líquidos do IR gerados
Lucro Líquido pelos Ativos $ 75.250
=  Lucro Líquido =
$ 24.005,10 Encargos Financeiros:

s
= $ 2.640,60 15% × $ 68.564,92 ($ 10.284,74)

a
Redução no IR a Pagar:

l
Ki = Lucro Operacional após IR − Lucro Líquido = 35% × $ 10.284,74 $ 3.599,66

t
Ativo Total − PL
Amortização do Principal ($ 68.564,92)

A
$ 9.500 − $ 2.640,60
= = 19,1% 3. Uma empresa, em fase de elaboração de um
$ 60.012,60 − $ 24.005,10

a
planejamento financeiro para o próximo exer-
2. Admita que se tenham projetado, para determi-

r
cício, estimou os seguintes valores para a sua
nado período, os seguintes resultados de uma
atividade:

o
empresa: Lucro Operacional (antes do IR): $

t
• Vendas: $ 39,1 milhões
85.000,00; Ativo Total: $ 185.000,00; Alíquota

i
de IR: 35%; Depreciações: $ 20.000,00; Estru- • Despesas Operacionais: $ 36,2 milhões

d
tura do Passivo da Empresa: 60% de recursos • Despesas Financeiras (brutas): $ 1,56 mi-
de terceiros e 40% de recursos próprios; Custo lhão

E
de Captação de Mercado: 15% a.a. Pede-se:
O passivo exigível oneroso existente no início
a) Determinar o limite máximo de compromis- do período de planejamento é de $ 7,5 milhões.
sos que a empresa pode assumir em termos Não são previstas mutações nesse valor por pa-
de encargos financeiros e amortização de gamentos ou novas captações durante o período
capital. considerado. O patrimônio líquido previsto para
Alavancagem Financeira 73

o período é de $ 8,0 milhões. Sendo a alíquota sos. No exercício, admitiu-se que o passivo
de IR de 34%, pede-se: oneroso e o patrimônio líquido ficaram imu-
a) Calcular a alavancagem financeira projetada táveis por todo o período. Na realidade, é
para o período de planejamento. muito difícil ter-se esses grupos imutáveis no
ano, sem novos ingressos ou saídas. Por essa
b) Efetue também uma análise sobre o resul- razão, é que se usam, no dia-a-dia, valores
tado obtido. médios dos ativos, passivos e patrimônio lí-
quido.
Solução:
4. Suponha que os investimentos de uma empresa
a) Vendas $ 39.100.000
sejam de $ 1,8 milhão em ativos fixos e $ 720
Despesas Operacionais ($ 36.200.000) mil em ativos circulantes (capital de giro). O
Lucro Operacional antes IR $ 2.900.000 custo dos produtos vendidos e as despesas ad-
ministrativas e de vendas atingem, em determi-
IR s/ Lucro Gerado pelos
nado período de planejamento, $ 1,08 milhão
Ativos (34%) ($ 986.000)
e $ 216 mil, respectivamente. As receitas de
Lucro Operacional Líquido $ 1.914.000 vendas somam, para o mesmo período, $ 1,8
Despesas Financeiras Líquidas milhão. Pede-se:
Despesa a) Admitindo a inexistência de Imposto de Ren-
Financeira ($ 1.560.000) da e inflação, determinar o ROI (retorno
sobre o investimento), sabendo-se que os
Economia IR ($ 530.400) ($ 1.029.600)
investimentos (ativos) totais são financia-
Lucro Líquido $ 884.400 dos:
I – exclusivamente por capital próprio;
Lucro Operacional após IR
ROI = = II – 50% por recursos próprios e 50% por
Ativo Total
recursos de terceiros onerosos (Ki
=
$ 1.914.000
= 12,35% =14%);
$ 15.500.000
III – 40% por recursos próprios e 60% por

s
Lucro Líquido $ 884.000 recursos de terceiros onerosos (Ki =
ROE = = = 14%).
PL $ 8.000.000

l a
b) Determinar o ROE (retorno sobre o
= 11,05%

t
patrimônio líquido) e o GAF (grau de ala-
vancagem financeira) pela formulação usual

A
Ki = Lucro Operacional após IR − Lucro Líquido = e pela mais analítica para as hipóteses de
Ativo Total − PL
financiamentos dos investimentos conside-

a
$ 1.029.600 radas na questão a acima.
= = 13,73%

r
$ 7.500.000 c) Determinar o GAF para as estruturas de fi-
nanciamento consideradas, admitindo-se a

o
ROE Analítico = 12,35% + (12,35% – 13,73%)
existência de uma alíquota de Imposto de

i t
Renda de 35%. Em seus cálculos, desenvol-
$ 7.500.000
× = 11,05% va também a demonstração de resultados

d
$ 8.000.000
ajustada ao Imposto de Renda.

E
ROE 0,1105
GAF = = = 0,89 Solução:
ROI 0,1235
a) Recursos Próprios = 100%
b) O GAF menor que 1 indica que a empresa
está se financiando a um custo maior que o
Lucro Líquido
retorno auferido na aplicação desses recur- ROA = ROE = =
PL
74 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

$ 1.800 − 1.080 − 216 $ 504 ROE 29%


= = = 20% GAF = = = 1,45
$ 2.520 $ 2.520 ROA 20%
GAF pela Fórmula mais Analítica GAF =
Recursos Próprios = 50% e Recursos de
Terceiros = 50% P
ROA − (ROA − Ki ) ×
PL
$ 504 ROA
ROA (antes Desp. Fin.) = = 20%
$ 2.520
ROA (após Desp. Fin.) = Recursos Próprios = 50% e Recursos de
Terceiros = 50%
$ 504 − (14% × 50% × 2.520) $ 327,6
= =
$ 2.520 $ 2.520 P
ROA + (ROA − Ki ) ×
=13% GAF = PL =
ROA
$ 327,6 $ 327,6 $ 1.260
ROE = = = 20% + (20% − 14% ) ×
$ 2.520 × 50% $ 2.520 × 50% $ 1.260
= =
20%
$ 327,6
= = 26%
$ 1.260 20% + 6% 26%
= = = 1,30
20% 20%
Recursos Próprios = 40% e Recursos de
Terceiros = 60% Recursos Próprios = 40% e Recursos de
Terceiros = 60%
$ 504
ROA (antes Desp. Fin.) = = 20%
$ 2.520 P
ROA + (ROA − Ki ) ×
GAF = PL =
ROA (após Desp. Fin.) = ROA

$ 1.512
$ 504 − (14% × 60% × 2.520) 20% + (20% − 14% ) ×

s
= = =
$ 1.008
=
$ 2.520 20%

l a
$ 292,32 20% + 9%
= = 11,6% 29%

t
$ 2.520 = = = 1,45
20% 20%

A
$ 292,32 $ 292,32
ROE = = = 29%
$ 2.520 × 40% $ 1.008 c) Cálculo do GAF com existência de IR

a
ROE Recursos Próprios = 50% e Recursos de
b) GAF pela Fórmula Usual GAF =

r
ROA Terceiros = 50%

o
Receitas $ 1.800

t
Recursos Próprios = 100%
CPV ($ 1.080)

i
ROE 20%
GAF = = =1 Lucro Bruto $ 720

d
ROA 20%
Despesas Administrativas e de
Recursos Próprios = 50% e Recursos de

E
Vendas ($ 216)
Terceiros = 50%
ROE 26% Lucro Operacional antes IR $ 504
GAF = = = 1,30
ROA 20% Despesas Financeiras
Recursos Próprios = 40% e Recursos de 14% × 50% × $ 2.520 ($ 176,4)
Terceiros = 60% LAIR $ 327,6
Alavancagem Financeira 75

Provisão para IR (35%) ($ 114,66) $ 1.260


13% + (13% − 9,1% ) ×
Lucro Líquido $ 212,94 GAF =
$ 1.260
=
13%
Lucro Líquido caso todo o ativo fosse financia- 13% + 3,9% 16,9%
= = = 1,30
do por capital próprio = ($ 1.800 –$ 1.080 – $ 13% 13%
216) – 35% (IR) = $ 327,6
Recursos Próprios = 40% e Recursos
IR que seria pago sem encargos financeiros ($ de Terceiros = 60%
504 × 35%) = $ 176,4
Resultados

IR efetivamente devido pela presença de en- Lucro Operacional antes IR $ 504


cargos financeiros: [(504) – (14% × 50% × $ Encargos Financeiros:
2.520)] × 35% = $ 114,66 14% × 60% × $ 2.520 ($ 211,68)
LAIR $ 292,32
Economia de IR devida aos encargos financeiros
Provisão de IR (35%) ($ 102,312)
= $ 176,4 – $ 114,66 = $ 61,74
LUCRO LÍQUIDO (APÓS IR)
GERADO PELOS ATIVOS $ 190,008
Demonstração de Resultados Ajustada
Quanto ao IR IR que seria pago em encargos
financeiros: ($ 504 × 35%) = $ 176,4
Lucro Operacional antes IR $ 504
IR efetivamente devido pela presença
IR sobre o lucro gerado pelos
de encargos financeiros: [(504) – (14% ×
ativos: 35% × $ 504 ($ 176,4)
60% × $ 2.520)] × 35% = $ 102,312
LUCRO LÍQUIDO (APÓS IR)
Economia de IR Devida aos
GERADO PELOS ATIVOS $ 327,6
Encargos Financeiros $ 74,088
Encargos Financeiros:
14% × 50% × $ 2.520 ($ 176,4)
Demonstração de Resultados Ajustada
Economia de IR Devida aos

s
Quanto ao IR
Encargos Financeiros $ 61,74

a
Lucro Operacional antes IR $ 504

l
ENCARGOS FINANCEIROS
IR sobre o lucro gerado pelos ativos:

t
LÍQUIDOS DO EFEITO DO IR ($ 114,66)
35% × $ 504 ($ 176,4)
LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO $ 212,94

A
LUCRO LÍQUIDO (APÓS IR)
GERADO PELOS ATIVOS $ 327,6

a
$ 327,6
ROA = = 13% Encargos Financeiros:
$ 2.520

r
14% × 60% × $ 2.520 ($ 211,68)
$ 212,94 $ 212,94

o
ROE = = = Economia de IR Devida aos
50% × $ 2.520

t
$ 1.260
Encargos Financeiros $ 74,088

i
= 16,9%
ENCARGOS FINANCEIROS

d
LÍQUIDOS DO EFEITO DO IR ($ 137,592)
$ 114,66 $ 114,66

E
Ki = = = 9,1% ou: LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO $ 190,008
50% × $2.520 $ 1.260

$ 327,6
14% × (1 – 0,35) = 9,1% ROA = = 13%
$ 2.520

16,9% $ 190,008 $ 190,008


GAF = = 1,30 ROE = = =
13% 40% × $ 2.520 $ 1.008
76 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

= 18,85% GAF = 24% + (24% – 12%) $ 300/$ 400/24%


= 24% + 9%/ 24% = 1,375

Ki =
$ 137,592
=
$ 137,592
= 9,1% b) Por ser maior que 1,0, o resultado indica a
60% × $ 2.520 $ 1.512 existência de alavancagem financeira favo-
rável. Indica quem de cada aumento de 1%
18,85%
GAF = = 1,45 no resultado operacional, resulta uma va-
13%
riação positiva no lucro líquido (1,375 vez
$ 1.512 maior). Quanto maior for o GAF, mais ele-
13% + (13% − 9,1% ) ×
$ 1.008 vada se apresenta a capacidade da empre-
GAF = =
13% sa de elevar o retorno de seus proprietários
por meio de incrementos em seus resultados
13% + 5,85% 18,85% operacionais.
= = = 1,45
13% 13%
5. Admita que uma empresa apure, ao término de
determinado exercício social, um ativo de $ 700 Lucro Operacional $ 165
mil. A empresa encontra-se financiada por um (–) IR (20%) ($ 33)
empréstimo bancário de $ 300 mil e por $ 400 Lucro Operacional Líq. $ 132
mil de capital próprio. A empresa pagou des- (–) Desp. Fin. ($ 45)
pesas financeiras de $ 45 mil e apresentou um Economia de IR (20% × $ 45) $9
lucro operacional (antes do IR) de $ 165 mil. Lucro Líquido após IR $ 96
Se a alíquota do Imposto de Renda é de 20%, $ 132
GAF = = 1,375
pede-se: $ 96
a) O GAF. c) Lucro Operacional $ 165
b) Explicar o significado apurado no GAF. (–) Despesas Financeiras ($ 45)
Lucro Bruto $ 120
c) Ocorrendo uma variação de 20% no lucro (–) IR (20%) ($ 24)
operacional, calcule o impacto sobre o lu- Lucro Líquido $ 96
cro líquido da empresa demonstrando os
cálculos. Lucro Operacional $ 198
(–) Despesas Financeiras ($ 45)

s
Solução: Lucro Bruto $ 153

a
(–) IR (20%) ($ 30,6)

l
a) GAF = Lucro Operacional/Lucro Operacional Lucro Líquido $ 122,4

t
– Desp. Fin. = $ 165/$ 165 – $ 45 =
1,375 ⎛ LL2 ⎞ ⎛ $ 122,4 ⎞

A
⎜⎝ ⎟⎠ − 1 = ⎜⎝ ⎟ − 1 = 27,5%
LL1 $ 96 ⎠
ou GAF = ROA + (ROA – Ki) P/PL/ROA
Com o aumento de 20% no Lucro Operacional,

a
onde ROA = LL/PL = $ 96/$ 400 = 24%
o Lucro Líquido aumenta 27,5%.

r
e Ki = Desp. Fin. (líquidas IR)/ Passivo Oneroso
= $ 36/$ 300 = 12%

d i t o
E
13

MEDIDAS DE
CRIAÇÃO DE VALOR

TESTES DE VERIFICAÇÃO gastaria na hipótese de construí-la na atual


estrutura de investimento.

1. Assinale a alternativa incorreta: e) O WACC é formado como consequência da

s
estratégia de financiamento adotado pela
a) A administração baseada em valor é um pro- empresa, definida essencialmente por sua

a
cesso integrado, cujo objetivo é melhorar o capacidade de acesso a fontes de capital

l
processo de tomada de decisões estratégicas

t
menos onerosas que permitem minimizar o
e operacionais na organização empresarial custo de capital.

A
como um todo, partindo da ênfase atribuída
aos principais value drivers (direcionadores
Justificativa:

a
de valor) da empresa.

r
b) O EVA é uma medida de desempenho eco- O custo de oportunidade do capital próprio re-
nômico. É a estrutura para um sistema com-

o
presenta o retorno da melhor alternativa de inves-

t
pleto de gestão financeira e remuneração timento, desprezada pelo acionista, ao selecionar

i
variável que pode auxiliar o processo de outra oportunidade de mesmo risco. Equivale à taxa
tomada de decisões na empresa. mínima de atratividade requerida pelos investido-

d
c) O custo de oportunidade do capital pró- res para realizar um investimento.

E
prio é a remuneração máxima esperada
2. O administrador financeiro de uma empresa
pelos proprietários de capital em relação
quer demonstrar aos acionistas que a empresa
ao investimento feito.
está agregando valor econômico. Sabe que o re-
d) O MVA reflete o preço que um investidor torno sobre o investimento (ROI) é igual a 10%,
pagaria por uma empresa a mais do que ele e o custo médio ponderado de capital é de 9%.
78 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

O investimento total mantido pela empresa é Ki = Desp. Fin. (líquidas IR)/Passivo Oneroso
igual a $ 65 milhões. Assim, o valor econômico = $ 660/$ 5.500 = 12%
agregado (EVA) da empresa é de:
ROE = ROI + (ROI – Ki) × P/PL = 16% +
a) $ 6,5 milhões. (16% – 12%) × $ 5.500/$ 3.500 = 22,29%
b) $ 12,35 milhões.
c) $ 5,85 milhões. 5. Uma empresa apresenta um ativo (unidade de
negócio, por exemplo) que gera um resultado
d) $ 0,65 milhão.
operacional de $ 14 milhões/ano, e possui um
e) $ 0,72 milhão. valor contábil de $ 100 milhões. Esta unidade
de negócio é financiada exclusivamente por ca-
Justificativa: pital próprio e tem um custo de oportunidade
de 16%. O ROI corporativo (toda a empresa) é
EVA = (ROI – WACC) × Investimento = (10% igual a 12%. O preço mínimo economicamente
– 9%) × $ 65 = $ 650.000 ou $ 0,65 milhão suportável na venda é de:
3. O retorno sobre o investimento de uma empre- a) $ 85,7 milhões.
sa, que apresenta giro de investimento igual a b) $ 87,5 milhões.
0,305 e margem operacional de 25%, é de:
c) $ 90,0 milhões.
a) 7,63%.
d) $ 99,50 milhões.
b) 4,00%.
c) 1,22%. e) $ 75,00 milhões.

d) 5,5%.
e) 9,24%. Justificativa:

Situação atual da unidade de negócio:


Justificativa:
EVA = $ 14 – 16% × 100 = $ 14 – $ 16 =
ROI = MG Op. × Giro no Inv. = 0,25 × 0,305 = – $ 2 milhões

s
= 7,63% −$ 2
MVA = = – $ 12,5 milhões
0,16

a
4. Uma empresa apura lucro operacional após o Valor da unidade de negócio: $ 100 – $ 12,5 =

l
imposto de renda de $ 1.440.000; tem um in- $ 87,5 milhões

t
vestimento total de $ 9.000.000, suas despe-
Preço Mínimo de Venda: qualquer valor acima

A
sas financeiras líquidas do IR são de $ 660.000
e mantém passivos onerosos de $ 5.500.000. de $ 87,5 milhões.
Com base nestas informações, o retorno sobre

a
o patrimônio líquido (ROE) é igual a: EXERCÍCIOS PROPOSTOS

r
a) 31,43%.

o
b) 40,86%.

t
1. Uma empresa apura os seguintes resultados

i
c) 37,29%. referentes ao exercício social encerrado em 31-
d) 26,29%. 12-07:

d
e) 22,29%. • Investimento: $ 1.669,50

E
• Passivo Oneroso: $ 592,00
Justificativa: • Despesas Financeiras (antes IR): $ 159,50

ROI = Lucro Operacional/ Investimento = $ • Lucro Operacional (antes IR): $ 696,00


1.440/$ 9.000 = 16% • Patrimônio Líquido: $ 1.077,50
Medidas de Criação de Valor 79

A alíquota de IR da empresa é de 40%. Sabe-se $ 1.077,50


× = 17,35%
ainda que os acionistas da empresa exigem um $ 1.699,50
retorno equivalente a 18% ao ano. Pede-se:
LL $ 321,9
a) Desenvolver a formulação analítica do ROE = = = 29,87%
PL $ 1.077,50
ROE.
b) Sabendo-se que as vendas do período al- ROE analítico = ROI + (ROI – Ki) ×
cançaram $ 1.553,50, decompor o retorno Passivo
sobre o investimento (ROI) em giro do in- ×
PL
vestimento e margem operacional.
ROE analítico = 25,01% + (25,01% –
c) Apurar o EVA e MVA da empresa no perío- $ 592
do. 16,17%) × = 29,87%
$ 1.077,50
d) Admitindo que uma política mais eficiente
de estocagem e cobrança possa reduzir o in- Lucro Op. Líquido IR
b) Margem = =
vestimento da empresa em 6%, determinar Vendas
o impacto desse desempenho sobre o valor $ 417,6
de mercado da empresa. Considere em sua = 26,88%
$ 1.553,5
resposta, de forma independente uma da
outra, da empresa utilizar os recursos finan- Vendas $ 1.553,5
ceiros liberados: Giro = = = 0,9305
Investimento $ 1.669,5
• amortização de dívidas;
ROI = Margem × Giro = 0,2688 × 0,9305
• distribuição adicional de dividendos.
= 25,01%
e) Partindo da posição inicial descrita no enun-
ciado do exercício, se a empresa atingir, ao
mesmo tempo, os objetivos assinalados abai- c) (ROI – WACC) × Investimento = (0,2501 –
xo, pede-se demonstrar a variação esperada 0,1735) × $ 1.669,50 = 127,88
em seu valor de mercado: EVA = LL – (PL × Ke)
• elevação do índice de endividamento (P/ = $ 321,9 – ($ 1.077,5 × 0,18)

s
PL) para 0,85; = 127,95

a
• redução da margem operacional para

l
23,6%. EVA $ 127,95

t
MVA = = = $ 737,48
WACC 0,1735

A
Solução:
Lucro OP.
Valor da empresa = =
WACC

a
Lucro Op. Líquido IR $ 417,60
a) ROI = =
Investimento $ 1.669,50 $ 417,6

r
= = $ 2.407
= 25,01% 0,1735

o
MVA = Valor da empresa – investimento

i t
Desp. Fin. Líq. $ 95,7
Ki = = = 16,17% MVA = $ 2.407 – $ 1.669,5
Passivo Oneroso $ 592

d
MVA = 737,48
Passivo
WACC = Ki × + Ke ×

E
Passivo + PL
d) Amortizar Dívidas
PL
× Investimento: $ 1.569,30
Passivo + PL
Passivo Oneroso: $ 491,80
$ 592
WACC = 0,1617 × + 0,18 × Patrimônio Líquido: $ 1.077,50
$ 1.699,50
80 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

Sendo a Margem Operacional = 23,6%, tem-


$ 491,8 se:
WACC = 0,1617 × + 0,18 ×
$ 1.569,30 Lucro Operacional
0,236 = = $ 366,6
$ 1.553,5
$ 1.077,50
× = 17,42% Logo:
$ 1.569,30
EVA = 366,6 – (17,2% × $ 1.669,5) = $ 79,4
EVA = [$ 696,0 × (1 – 0,40)] – (17,42% × $ 79,4
MVA = = $ 461,6
× $ 1.569,3) = $ 144,2 0,172

$ 144,2 Valor da empresa = $ 461,6 + $ 1.669,5


MVA = = $ 827,8 = $ 2.131,1
0,1742
Valor da empresa = $ 827,8 + $ 1.569,3 2. A Bahamas, uma grande empresa do setor de
= $ 2.397,1 bebidas, pretende rever sua estrutura de capital.
Baseando-se nas decisões financeiras de inves-
timento e financiamento, a diretoria financeira
Distribuição de Dividendos está analisando duas alternativas para alterar
Investimento: $ 1.569,30 a relação P/PL: distribuição de dividendos aos
acionistas ou pagamento de dívidas de finan-
Passivo Oneroso: $ 592,0 ciamento bancário. A empresa apresenta $ 8
Patrimônio Líquido: $ 977,3 milhões de passivos onerosos e $ 12 milhões de
capital próprio. O lucro operacional e a despesa
$ 592 financeira antes do IR são, respectivamente, de
WACC = 0,1617 × + 0,18 × $ 6 milhões e $ 520 mil. As duas alternativas
$ 1.569,30
financeiras propostas por analistas financeiros
$ 977,3 foram:
× = 17,31%
$ 1.569,30 • ALTERNATIVA A: aumentar o capital próprio
em 1/3 e liquidar metade das dívidas;
EVA = [$ 696,0 × (1 – 0,40)] – (17,31% ×

s
• ALTERNATIVA B: captar $ 4 milhões junto a
× $ 1.569,3) = $ 146,0 instituições financeiras e devolver tudo aos

a
sócios sob a forma de dividendos.

l
$ 146,0
MVA = = $ 843,4

t
0,1731 A alíquota do IR da empresa é 34%. O custo do
capital próprio para a alternativa A é de 11% e

A
Valor da empresa = $ 843,4 + $ 1.569,3 para a alternativa B de 13,5%. Admite-se que
= $ 2.412,7 a empresa poderá levantar os novos recursos

a
financeiros no mercado de crédito pagando a

r
mesma taxa de captação atualmente praticada.
e) Para P/PL = 0,85, tem-se:
Pede-se: Qual das duas alternativas é a mais

o
Investimento: $ 1.669,5 interessante visando à agregação de valor eco-

t
nômico para a Bahamas? Justifique sua respos-

i
Passivo Oneroso: $ 767,1
ta.
Patrimônio Líquido: $ 902,4

d
Solução:

E
$ 767,1
WACC = 0,1617 × + 0,18 × Alternativa A:
$ 1.669,5
Investimento: $ 24
$ 902,4
× = 17,2% Passivo Oneroso: $ 8
$ 1.669,5
Patrimônio Líquido: $ 16
Medidas de Criação de Valor 81

Desp. Fin. Líq. $ 0,52 Passivo


Ki = = = 6,5% WACC = Ki × + Ke ×
Passivo Oneroso $8 Passivo + PL
Passivo PL
WACC = Ki × + Ke × ×
Passivo + PL Passivo + PL
PL $ 12 $ 12
× WACC = 0,0433 × + 0,135 × =
Passivo + PL $ 24 $ 24
= 8,915%
$8 $ 16
WACC = 0,065 × + 0,11 × = 9% VEA = LL – (PL × Ke)
$ 24 $ 24
EVA = LL – (PL × Ke) VEA = 3,6168 – ($ 12 × 0,135) = $ 5,2368

EVA = 3,6168 – ($ 16 × 0,11) = $ 1,8568 MVA =


EVA
=
$ 5,2368
= $ 58,74
WACC 0,08915
EVA $ 1,8568 Valor da empresa = MVA + Investimento
MVA = = = $ 20,63
WACC 0,09
Valor da empresa = $ 58,74 + $ 24
Valor da empresa = MVA + Investimento = $ 82,74
Valor da empresa = $ 20,63 + $ 24
= $ 44,63 A alternativa B, que prevê captar $ 4,0 milhões
Alternativa B: junto a bancos e consequente distribuição aos
Investimento: $ 24 acionistas, demonstra agregar maior valor eco-
nômico (riqueza) para a empresa.
Passivo Oneroso: $ 12
Patrimônio Líquido: $ 12 3. O balanço patrimonial e a DRE relativos ao
exercício social de 2007 são apresentados a
Desp. Fin. Líq. $ 0,52
Ki = = = 4,33% seguir:
Passivo Oneroso $ 12

s
ATIVO $ mil PASSIVO $ mil

l a
Caixa e Bancos R$ 2,20 Fornecedores R$ 41,40

t
Títulos e valores mobiliários R$ 31,00 Financiamentos R$ 99,00

A
Contas a Receber R$ 174,50 Salários e encargos R$ 101,90

Estoques R$ 214,30 Impostos a Pagar R$ 47,70

a
Despesas exercício seguinte R$ 30,00 Provisões Trabalhistas R$ 30,00

r
ATIVO CIRCULANTE R$ 452,00 PASSIVO CIRCULANTE R$ 320,00

t o
Imobilizado (Valor Líquido) R$ 998,00 Financiamentos LP R$ 497,00

i
ATIVO PERMANENTE R$ 998,00 ELP R$ 497,00

d
PATRIMÔNIO LÍQUIDO R$ 633,00

E
TOTAL DO ATIVO R$ 1.450,00 TOTAL DO PASSIVO R$ 1.450,00
82 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

Despesas Financeiras Líquidas = $ 76 × (1 –


DRE $ mil
0,34) = $ 50,16
Receita de Vendas R$ 743,00

(–) Custo dos Produtos Vendidos (R$ 311,00) b) Passivo Oneroso = $ 596

Lucro Bruto R$ 432,00 Passivo de Funcionamento = $ 221

Despesas Operacionais Investimento total =$ 1.450 – $ 41,4 – $ 101,9


– $ 47,7 – $ 30 = $ 1.229
(–) Com Vendas (R$ 47,20)

(–) Administrativas (R$ 49,70) c) ROI = Lucro Op. Líquido IR/ Investimento

(–) Depreciação (R$ 17,00) ROI = $ 212,06/$ 1.229 =17,3%

(–) Honorários (R$ 5,30)


Lucro Op. Líq. IR $ 212,06
(+) Receitas Financeiras R$ 8,50 ROA= = =
Ativo Total $ 1.450
(–) Despesas Financeiras (R$ 76,00) = 14,7%

Lucro Operacional R$ 245,30


LL $ 161,9
ROE = = = 25,6%
(–) IR (34%) (R$ 83,40) PL $ 633
Lucro Líquido R$ 161,90
Desp. Fin. Líq. $ 50,16
Ki = = = 8,4%
Passivo Oneroso $ 596

Com base nestas informações, pede-se: P


ROA + (ROA – Ki) ×
GAF = PL
a) Calcular o lucro operacional e despesas fi- ROA
nanceiras líquidos do Imposto de Renda.
$ 596
b) Calcular o passivo oneroso, passivo de fun- 14,7% + (14,7% − 8,4%) ×
$ 633
cionamento e o investimento total mantido GAF = =
14,7%
pela empresa no referido ano. = 1,40
c) Calcular os indicadores de desempenho eco-

s
P
nômico-financeiro: ROI, ROA, ROE, Ki e d) ROE analítico = ROI + (ROI – Ki) ×

a
PL
GAF.

l
ROE analítico = 17,3% + (17,3% – 8,4%) ×

t
d) Desenvolva a formulação analítica do
ROE.

A
$ 596
× = 25,6%
e) Valor econômico agregado, sendo o custo de $ 633

a
capital próprio de 16% a.a.
e) EVA = LL – (PL × Ke)

r
Solução: EVA = $ 161,9 – ($ 633 × 0,16) = $ 61

t o
a) Lucro Operacional Líquido= ($ 245,30 + 4. Uma empresa apresentou as seguintes infor-

i
$ 76) × (1 – 0,34) = $ 312,8 × 0,66 = mações contábeis no último exercício (valores

d
$ 212,06 médios):

E
Medidas de Criação de Valor 83

ATIVO $ mil PASSIVO $ mil

Disponibilidades R$ 10.000,00 Fornecedores R$ 40.000,00

Aplicações Financeiras R$ 5.000,00 Salários e encargos R$ 15.000,00

Contas a Receber R$ 60.000,00 Títulos a Pagar R$ 5.000,00

Estoques R$ 85.000,00 Empréstimos R$ 15.000,00

ATIVO CIRCULANTE R$ 160.000,00 PASSIVO CIRCULANTE R$ 75.000,00

Imobilizado (VL) R$ 100.000,00 Financiamentos LP R$ 25.000,00

ATIVO PERMANENTE R$ 100.000,00 ELP R$ 25.000,00

PATRIMÔNIO LÍQUIDO R$ 160.000,00

Capital R$ 150.000,00

Lucros Acumulados R$ 10.000,00

TOTAL DO ATIVO R$ 260.000,00 TOTAL DO PASSIVO R$ 260.000,00

DRE $ mil
Receita de Vendas R$ 500.000,00
(–) Custo dos Produtos Vendidos (R$ 350.000,00)
Lucro Bruto R$ 150.000,00
Despesas Operacionais
(–) Comerciais (R$ 60.000,00)
(–) Administrativas (R$ 30.000,00)
(–) Despesas Financeiras (R$ 9.750,00)
Lucro Operacional R$ 50.250,00

s
(–) IR (35%) (R$ 17.587,50)

a
Lucro Líquido R$ 32.662,50

t l
Sabendo que o custo de oportunidade dos só- um aumento do custo do capital de tercei-

A
cios para o nível de risco da empresa (custo de ros (antes do IR) para 27,6%, e do custo do
capital próprio) seja de 20% a.a, pede-se: capital próprio para 22%. Demonstrar qual

a
a) Calcular o ROE em sua formação analítica será o efeito (em $) sobre o VEA e o MVA
dessas estratégias.

r
e líquida do Imposto de Renda.
b) Calcular o EVA e MVA gerados pela empresa

o
no período. Solução:

i t
c) A alta administração da empresa está estu- a) Lucro Bruto $ 150.000
dando estratégias operacionais e financei-

d
(–) Despesas Comerciais ($ 60.000)
ras. Suas consequências são uma melhora da

E
eficiência no uso dos ativos e a consequente (–) Despesas Administrativas ($ 30.000)
redução do investimento total em 15%. Com Lucro Operacional Anterior $ 60.000
essas estratégias, a direção da empresa deci-
IR s/Lucro gerado pelos
diu promover um forte aumento no endivi-
ativos (35%) ($ 21.000)
damento, elevando a relação P/PL para 1,0.
A maior alavancagem financeira determina Lucro Operacional após IR $ 39.000
84 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

(–) Despesas Financeiras ($ 9.750,0) VEA = Lucro Op. Após IR – (WACC × Inves-
Economia de IR (35%) $ 3412,0 ($ 6.338,0) timento) = $ 39.000 – (20% × $ 170.000) =
Lucro Líquido $ 32.662,0 $ 5.000,0
Empréstimos: $ 15.000 VEA $ 5.000
MVA = = = $ 25.000,0
Financiamentos: $ 25.000 WACC 0,20
Capital: $ 150.000 5. Uma empresa possui no ano de 2007 um vo-
Lucros Acumulados: $ 10.000 lume de 100 milhões de ações emitidas, sendo
Investimento: $ 200.000 cotadas no mercado a um preço de $ 3,20/
ação. O valor de mercado das ações represen-
$ Lucro Op. após IR ta o valor presente de uma expectativa futura
ROI = = de geração de benefícios econômicos de caixa.
Investimento
O valor de mercado das dívidas da empresa é
$ 39.000 de $ 160 milhões. Os ativos da empresa estão
= = 19,5%
$ 200.000 avaliados em $ 400 milhões. As demonstrações
Despesas Fin. Líquidas IR contábeis publicadas ao final do exercício de
Ki = = 2007 revelam que a empresa apurou um EVA
Passivo Oneroso
negativo de $ 25,5 milhões. O seu WACC está
$ 6.338 calculado em 17%. Pede-se:
= = 15,8%
$ 40.000
a) Determinar o valor de mercado e o MVA da
Passivo $ 40.000 empresa com base nos valores de mercado
P/PL = = = 0,25
PL $ 160.000 de seu patrimônio líquido (quantidade de
ROE = ROI + (ROI – Ki) × P/PL ações × valor de mercado) e das dívidas, e
no modelo da Stern Stewart (MVA = EVA/
= 19,5% + (19,5% – 15,8%) × 0,25
WACC).
= 20,4%
b) Explicar a diferença entre os valores encon-
trados.
b) Passivo Oneroso = $ 15.000 + $ 25.000 =

s
$ 40.000 (20%) Solução:

a
Patrimônio Líquido = $ 150.000 + $ 10.000 =

l
a) Valores de Mercado em milhões
$ 160.000 (80%)

t
Investimento = $ 200.000 (100%) Patrimônio Líquido: 100 milhões

A
ações a $ 3,20 cada $ 320,0
WACC = Ke × PL/ (P + PL) + Ki × P/ (P+PL)
Dívidas $ 160,0
= 20% × 0,8 + 15,8% × 0,2 = 19,16%

a
Valor da empresa $ 480,0
VEA = Lucro Op. Após IR – (WACC × Investi- Ativos ($ 400,0)

r
mento) = $ 39.000 – (19,16% × $ 200.000) MVA $ 80,0

o
= $ 680,0

t
Modelo Stern & Stewart em milhões
VEA $ 680,0

i
MVA = = = $ 3.549,06
WACC 0,1916 MVA = ($ 25,5)/0,17 ($ 150)

d
ATIVOS $ 400
c) Passivo Oneroso = $ 85.000 (50%) Valor da empresa $ 250

E
Patrimônio Líquido = $ 85.000 (50%) b) O modelo Stern & Stewart determina os va-
Investimento = $ 170.000 (100%) lores a partir da situação atual da empresa.
WACC = Ke × PL/ (P + PL) + Ki × P/ (P + Os valores de mercado do PL e dívidas repre-
PL) = 22% × 0,5 + 27,6% (1 – 0,35) × 0,5 sentam o valor presente de uma experiência
= 20% futura.
14

DECISÕES DE
INVESTIMENTOS

TESTES DE VERIFICAÇÃO Justificativa:

Basicamente, toda operação financeira é repre-


1. Dentro do processo de avaliação de projetos de
sentada em termos de fluxos de caixa, ou seja, em

s
investimentos de empresas, são relacionados a
fluxos futuros esperados de recebimentos e paga-

a
seguir alguns fluxos financeiros. Pode-se dizer mentos de caixa. A avaliação desses fluxos consiste,

l
que o único irrelevante para a decisão de inves- em essência, na comparação dos valores presentes,

t
timento é: calculados segundo o regime de juros compostos a

A
a) Montante corrente de receitas de vendas partir de uma dada taxa de juros, das saídas e en-
da empresa. tradas de caixa.

a
b) Receita proveniente da venda de um ativo 2. Uma empresa está avaliando um projeto de

r
fixo a ser substituído pelo investimento pro- investimento de expansão de sua atividade vi-
posto.

o
sando atender a uma maior demanda prevista

t
c) Reduções na venda de outro produto moti- de mercado. A empresa projetou seus resulta-

i
vadas pela introdução de um novo produ- dos totais, os quais incluem os retornos espe-
to. rados provenientes da decisão de investimento

d
em avaliação, e seus resultados determinados
d) Despesas de instalação de máquinas e equi-

E
pela atual estrutura de atividade. Com base
pamentos constantes do projeto de investi-
nesses resultados projetados, os fluxos de caixa
mento.
operacionais incrementais para os três anos a
e) Incrementos em estoques e valores a receber serem utilizados na avaliação do investimento
provenientes do projeto de investimento. são respectivamente:
86 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

Informações dos resultados projetados da empresa

RESULTADOS RESULTADOS RESULTADOS RESULTADOS


ATUAIS PREVISTOS PREVISTOS PREVISTOS

ano 0 ano 1 ano 2 ano 3

Receitas Operacionais R$ 5.000,00 R$ 7.500,00 R$ 8.100,00 R$ 7.800,00

Despesas Operacionais R$ (2.500,00) R$ (3.500,00) R$ (4.000,00) R$ (3.750,00)

Depreciação R$ (400,00) R$ (450,00) R$ (500,00) R$ (480,00)

Resultado Op. Bruto R$ 2.100,00 R$ 3.550,00 R$ 3.600,00 R$ 3.570,00

Despesas Financeiras R$ (600,00) R$ (630,00) R$ (650,00) R$ (660,00)

Lucro antes do IR R$ 1.500,00 R$ 2.920,00 R$ 2.950,00 R$ 2.910,00

IR (34%) R$ (510,00) R$ (992,80) R$ (1.003,00) R$ (989,40)

Lucro Líquido R$ 990,00 R$ 1.927,20 R$ 1.947,00 R$ 1.920,60

a) $ 2.100,20; $ 1.500,00; $ 1.947,00. d) $ 1.090,00; $ 1.050,20; $ 1.947,20.


e) $ 1.007,00; $ 1.500,00; $ 1.050,20.
b) $ 1.007,00; $ 1.090,20; $ 1.050,20.

c) $ 2.100,00; $ 1.090,00; $ 1.920,60. Justificativa:

Cálculo do Fluxo de Caixa Incremental


Ano 1 Ano 2 Ano3
Variação Depreciação em relação ao ano 1 50 100 80
Economia IR = (1 – IR) × Desp. Fin. 19,8 33 39,6

s
Variação do Lucro Líquido 937,2 957,2 930,6

a
Fluxo de Caixa Incremental 1.007 1.090,2 1.050,2

3. Uma empresa está avaliando um projeto de in-


vestimento que prevê um dispêndio de capital
total de $ 1,2 milhão. Desse total, 30% serão

A t l
rante a vida do projeto e apresenta um valor de
revenda previsto de $ 180 mil ao final do quar-
to ano. Os principais resultados incrementais

a
aplicados em capital de giro e o restante na previstos do investimento são apresentados a

r
aquisição de um novo equipamento a ser utili- seguir. Admitindo uma alíquota de IR de 34%,
zado em sua produção. A vida útil do projeto o fluxo de caixa operacional dessa decisão de

o
está estimada em quatro anos. O equipamento investimento no terceiro ano será de:

i t
será depreciado pelo método da linha reta du-

d
Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4

E
Receitas de Vendas R$ 3.120,00 R$ 3.800,00 R$ 4.000,00 R$ 4.500,00

Custos de produção R$ 1.680,00 R$ 1.800,00 R$ 1.900,00 R$ 2.050,00

Despesas Operacionais R$ 714,00 R$ 780,00 R$ 820,00 R$ 874,00


Decisões de Investimentos 87

a) 915,20.
b) 820,00.
c) 879,00.
d) 916,20.
e) 876,60.

Justificativa:

Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4


Receita de Vendas 3.120 3.800 4.000 4.500
(–) Custos de Produção –1.680 –1.800 –1.900 –2.050
Lucro Bruto 1.440 2.000 2.100 2.450
(–)Desp. Op. –714 –780 –820 –874
(–) Depreciação ($ 1.200 × 0,70)/4 –210 –210 –210 –210
Lucro Op. Bruto 516 1.010 1.070 1.366
IR (34%) –175,4 –343,4 –363,8 –464,4
Lucro Op. Líquido 340,56 666,6 706,2 901,56
(+) Depreciação 210 210 210 210
Recup. Giro (30% × $ 1.200) – – – 360
Valor Residual (180 – 34%) – – – 118,8
Fluxo de Caixa Op. 550,6 876,6 916,2 1.590

4. A direção de uma empresa está avaliando um posto ao final do projeto. O investimento de $ 1


investimento de $ 1 milhão em seu sistema de milhão será depreciado pelo critério linear nos

s
logística e distribuição. O investimento será fi- quatro anos de duração prevista, sendo avalia-
do ao final desse período, a preço de mercado,

a
nanciado em 45% por um empréstimo bancário

l
negociado à taxa de 16% a.a., sendo o restante por $ 120 mil. A empresa trabalha com uma

t
coberto por recursos próprios. O dispêndio tem alíquota de Imposto de Renda de 34%. A seguir,
uma duração prevista de quatro anos, e promo- são apresentados outros resultados estimados

A
verá uma redução de $ 140 mil no capital de do projeto de investimento. Sendo assim, é in-
giro da empresa. Esse capital de giro será re- correto dizer:

r a
Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4

o
Receitas de Vendas R$ 2.000,00 R$ 2.500,00 R$ 2.700,00 R$ 2.900,00

i t
Custos de produção R$ 1.000,00 R$ 1.200,00 R$ 1.250,00 R$ 1.300,00

d
Despesas Operacionais R$ 560,00 R$ 580,00 R$ 610,00 R$ 630,00

E
a) O fluxo operacional no ano 1 foi positivo. d) As duas primeiras alternativas são verdadei-
b) O fluxo operacional no último ano foi de ras.
664,40. e) Apenas a primeira é verdadeira.
c) O fluxo operacional de caixa no terceiro ano
foi avaliado em 639,40.
88 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

Justificativa:

Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4


Receita de Vendas 2.000 2.500 2.700 2.900
(–) Custos de Produção –1.000 –1.200 –1.250 –1.300
Lucro Bruto 1.000 1.300 1.450 1.600
(–) Desp. Op. –560 –580 –610 –630
(–) Depreciação $ 1.000/4 –250 –250 –250 –250
Lucro Op. Bruto 190 470 590 720
IR (34%) -64,6 –159,8 –200,6 –244,8
Lucro Op. Líquido 125,4 310,2 389,4 475,2
(+) Depreciação 250 250 250 250
Recup. Giro – – – –140
Valor Residual (120 – 34%) – – – 79,2
Fluxo de Caixa Op. 375,4 560,2 639,4 664,4

5. Assinale a alternativa correta sobre os tipos influências economicamente positivas


de investimentos: sobre os demais, seja pelo incremento
das receitas ou decréscimo dos custos
a) Dois ou mais projetos de investimentos se
e despesas. Nesse caso, os projetos são
dizem independentes quando a aceitação
chamados de complementares.
de um deles não implicar a desconsideração
dos demais e, ao mesmo tempo, não ocorre- d) Investimentos mutuamente excludentes
rem interferências nas receitas e nos custos ocorrem quando a aceitação de uma pro-
das várias propostas em estudo quando se posta elimina totalmente a possibilidade
decidir por uma delas. de implementar outra. Essa exclusão mú-

s
tua ocorre basicamente em razão de as pro-
b) Duas ou mais propostas de investimento
postas em estudo desenvolverem a mesma

a
independentes não podem ser simultanea-
função, sendo suficiente, para os objetivos

l
mente implementadas por causa de condi-
da empresa, a aceitação de somente uma

t
ções de restrição orçamentária impostas pela
delas.
empresa ou, ainda, na situação de os cus-

A
tos de maiores captações atingirem valores e) Os investimentos com dependência estatísti-
incompatíveis com os retornos produzidos ca são os que se caracterizam por apresenta-

a
pela alocação desses recursos; ou quando rem variações conjuntas em seus resultados

r
os investimentos forem economicamente ao longo do tempo. Eventuais aumentos (ou
dependentes. reduções) nos benefícios de caixa de um in-

o
vestimento são acompanhados por variações

t
c) Para que dois ou mais investimentos se-
nos benefícios dos outros.

i
jam considerados economicamente de-
pendentes, uma das seguintes situações

d
deverá ocorrer: a aceitação de um in- Justificativa:

E
vestimento exerce influências positivas
sobre os resultados líquidos dos demais, Dois ou mais investimentos economicamente
seja diminuindo as receitas ou elevando independentes podem ser aqueles para os quais a
mais que proporcionalmente os custos e aceitação de um investimento exerce influências po-
despesas; a aceitação de um investimento sitivas sobre os resultados líquidos dos demais, seja
exerce, ao contrário da situação anterior, diminuindo as receitas ou elevando mais
Decisões de Investimentos 89

que proporcionalmente os custos e despe- quina nova terá 40% de seu valor financiado
sas ou para aqueles nos quais a aceitação de um por meio de um empréstimo que será pago em
investimento exerce, ao contrário da situação ante- quatro prestações anuais pela Tabela Price a
rior, influências economicamente positivas sobre os juros de 14% ao ano. Pede-se: elaborar o fluxo
demais, seja pelo incremento das receitas ou de caixa operacional desse projeto.
decréscimo dos custos e despesas.
Solução:
EXERCÍCIOS PROPOSTOS Investimento:
(–) Máquina Nova ($ 25.000)
1. Uma empresa analisa a substituição de um equi-
(+) Venda Máquina Velha $ 9.000
pamento velho por um novo. O equipamento
velho ainda pode ser usado por mais quatro (–) IR ($ 9.000 – $ 8.000) × 0,30 ($ 300)
anos antes de se tornar inviável. Atualmente seu Valor desembolsável ($ 15.700)
valor contábil é de $ 8.000, que pode ser de-
preciado linearmente em quatro anos. O valor
atual de mercado do equipamento usado é de $ Depreciação: Máquina Velha = $ 2.000 até 4o
9.000. A máquina nova custa $ 25.000 e poderá ano
operar e ser depreciada em 8 anos. Admite-se $ 25.000
Máquina Nova = = $ 3.125 até 8o
um valor residual, ao final de oito anos, igual a 8
ano
20% do valor de compra. Na comparação com
a máquina velha, a máquina nova gerará uma Depreciação diferencial = $ 3.125 – $ 2.000 =
economia operacional de $ 10.000/ano. A alí- $ 1.125 até 4o ano – do 5o ao 8o ano, a depre-
quota do IR é de 30%. O investimento na má- ciação será $ 3.125

Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Ano 6 Ano 7 Ano 8


Economia Operacional 10.000 10.000 10.000 10.000 10.000 10.000 10.000 10.000
Valor Residual 5.000

s
(–) Depreciação –1.125 –1.125 –1.125 –1.125 –3.125 –3.125 –3.125 –3.125
EBIT 8.875 8.875 8.875 8.875 6.875 6.875 6.875 6.875

l a
(–) IR (30%) –2.662,5 –2.662,5 –2.662,5 –2.662,5 –2.062,5 –2.062,5 –2.062,5 –2.062,5

t
NOPAT 6.212,5 6.212,5 6.212,5 6.212,5 4.812,5 4.812,5 4.812,5 4.812,5

A
(+) Depreciação 1.125 1.125 1.125 1.125 3.125 3.125 3.125 3.125
(–) Investimento –15.700

a
Fluxo de Caixa Op. –15.700 7.337,5 7.337,5 7.337,5 7.337,5 7.937,5 7.937,5 7.937,5 11.437,5

o r
Cálculo do valor residual: da máquina de alta tecnologia espera-se um

t
20% × $ 25.000 = $ 5.000 aumento na produção de 40%. A vida útil para

i
ambos os equipamentos é de 5 anos.

d
2. Para ampliar sua linha de produção, uma em- O equipamento convencional poderá ser ven-
presa dispõe de duas alternativas. Alternativa

E
dido no final da vida útil por 20% do custo
(A): comprar um equipamento novo, mas con- inicial e o equipamento de alta tecnologia por
vencional; Alternativa (B): comprar um equipa- 25% do valor inicial. O pagamento do equipa-
mento novo, mas com alta tecnologia. mento de alta tecnologia deverá ser integral na
A produção inicial para ambas as alternativas data da compra e o equipamento convencio-
será de 10.000 peças, mas com a implantação nal poderá ser pago em duas parcelas, sendo
90 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

uma de entrada e a outra no ano seguinte. O O preço de venda unitário da produção gerada
equipamento convencional custa $ 120.000 pelo equipamento convencional é de $ 10,00 e
e o de alta tecnologia, $ 150.000. Os custos do equipamento de alta tecnologia é de $ 8,00.
operacionais desembolsáveis do equipamen- Considerando a depreciação linear de 5 anos
to convencional são de $ 20.000/ano, sendo para ambos os equipamentos e a alíquota do
constantes para todos os anos, e do equipa- Imposto de Renda de 30%, pede-se elaborar o
mento de alta tecnologia são de $ 15.000/ano fluxo de caixa de cada alternativa de investi-
crescendo estes 10% ao ano. mento.

Solução:

Equipamento Convencional
Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5
Receita ($ 10.000 × 10) 100.000 100.000 100.000 100.000 124.000
(–) Custos Operacionais –20.000 –20.000 –20.000 –20.000 –20.000
EBITDA 80.000 80.000 80.000 80.000 104.000
(–) Depreciação $ 120.000/5 –24.000 –24.000 –24.000 –24.000 –24.000
EBIT 56.000 56.000 56.000 56.000 80.000
IR (30%) –16.800 –16.800 –16.800 –16.800 –24.000
NOPAT 39.200 39.200 39.200 39.200 56.000
(+) Depreciação 24.000 24.000 24.000 24.000 24.000
Investimento –60.000 –60.000 – – – –
Fluxo de Caixa Op. –60.000 3.200 63.200 63.200 63.200 80.000

Cálculo da Receita do Ano 5 = $ 100.00 + 20% × ($ 120.000) = $ 124.000

s
Equipamento Alta Tecnologia

l a
Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5

t
Receita ($ 10.000 × 40%)x8 112.000 112.000 112.000 112.000 149.500

A
(–) Custos Op. (10% a.a.) –15.000 –16.500 –18.150 –19.965 –21.962
EBITDA 97.000 95.500 93.850 92.035 127.539

a
(–) Depreciação $ 150.000/5 –30.000 –30.000 –30.000 –30.000 –30.000

r
EBIT 67.000 65.500 63.850 62.035 97.539

t o
IR (30%) –20.100 –19.650 –19.155 –18.611 –29.262

i
NOPAT 46.900 45.850 44.695 43.425 68.277,0

d
(+) Depreciação 30.000 30.000 30.000 30.000 30.000

E
Investimento –150.000 – – – –
Fluxo de Caixa Op. –150.000 76.900 75.850 74.695 73.425 98.277
Decisões de Investimentos 91

3. Os principais dados de um projeto são: investi- residual nulo. A alíquota do Imposto de Renda
mento total: $ 500,00 os quais serão consumi- a ser aplicada sobre os resultados incrementais
dos integralmente no início do projeto. A dura- é de 40%. Os resultados operacionais previstos
ção prevista do projeto é de 5 anos com valor para o investimento são dados a seguir:

Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5

Receitas de Vendas R$ 1.300,00 R$ 1.700,00 R$ 2.000,00 R$ 2.600,00 R$ 3.400,00

Custos de produção R$ 700,00 R$ 850,00 R$ 980,00 R$ 1.150,00 R$ 1.500,00

Despesas Op. R$ 280,00 R$ 350,00 R$ 420,00 R$ 490,00 R$ 620,00

Do investimento total, $ 400,00 serão destina-


dos a ativos fixos e $ 100,00 serão aplicados
em capital de giro. Pede-se projetar os fluxos
de caixa operacionais para a decisão de inves-
timento.

Solução:

Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5


Receita de Vendas 1.300 1.700 2.000 2.600 3.400
(–) CPV –700 –850 –980 –1.150 –1.500
Lucro Bruto 600 850 1.020 1.450 1.900
(–) Depreciação $ 400/5 –80 –80 –80 –80 –80
(–) Desp. Op. –280 –350 –420 –490 –620
EBIT 240 420 520 880 1.200

s
(–) IR 40% –96 –168 –208 –352 –480

l a
NOPAT 144 252 312 528 720

t
(+) Depreciação 80 80 80 80 80

A
(–) Investimento fixo -400 – – – – –
(–) Investimento capital giro –100 – – – – 100

a
Fluxo de Caixa Op. –500 224 332 392 608 900

o r
4. Uma empresa está considerando trocar duas Solução:

t
máquinas usadas por uma máquina nova, mais

i
Investimento:
eficiente. As máquinas velhas podem ser vendi-

d
das por $ 350.000, sendo o valor líquido desses (–) Máquina Nova ($ 2.500.000)
ativos (descontada a depreciação) registrado

E
(+) Venda Máquina Velha $ 350.000
pela contabilidade de $ 600.000. A máqui-
(–) IR ($ 600.000 – $ 350.000)
na nova pode ser adquirida e instalada por $
× 0,34 $ 85.000
2.500.000. A alíquota do IR da empresa é 34%.
Pede-se demonstrar o valor do investimento lí- Investimento Líquido ($ 2.065.000)
quido na máquina nova.
15

AVALIAÇÃO ECONÔMICA
DE INVESTIMENTOS

TESTES DE VERIFICAÇÃO investimento significa uma saída imediata de di-


nheiro. Em contrapartida se espera receber fluxos
de caixa que visem recuperar essa saída. O Payback
1. Dos métodos de avaliação econômica de inves-

s
calcula quanto tempo isso irá demorar.
timentos descritos a seguir, assinale aquele que
não é feito por fluxo de caixa descontado: No entanto, ter o enfoque total na variável tem-

l a
a) Valor presente líquido. po, não se preocupando com os possíveis fluxos de

t
caixa após o tempo de recuperação do investimento,
b) Taxa interna de retorno.

A
pode conduzir a algumas decisões erradas quando
c) Payback simples. utilizado de maneira muito literal. O Payback não
d) Custo equivalente anual. desconta os fluxos de caixa adequadamente, pois

a
e) Taxa interna de retorno modificada. para ele não importa a “sobra” do investimento.

o r
2. O diretor financeiro de uma empresa está es-
Justificativa:

t
tudando a substituição de uma máquina velha

i
por uma máquina nova. Três propostas foram
O Payback é uma das técnicas de análise de in-

d
oferecidas a empresa cujo investimento inicial
vestimento mais comuns que existe. Consiste em
é o mesmo para todas. O gráfico dos perfis de

E
umas das alternativas mais populares ao VPL. Sua
principal vantagem em relação ao VPL consiste em valor presente líquido resume os resultados en-
que a regra do Payback leva em conta o tempo do contrados na análise do diretor financeiro. Se a
investimento. Este método visa calcular o número empresa trabalha atualmente com um custo de
de períodos ou quanto tempo o investidor irá pre- oportunidade de 20% ao ano, indique qual (is)
cisar para recuperar o investimento realizado. Um a(s) proposta(s) que deve(m) ser aceita(s)?
Avaliação Econômica de Investimentos 93

NPV ($)
100,00

80,00 A

60,00

40,00 B
C
20,00 Taxa de
18% 25% desconto (%)

10%
(20,00)

(40,00)

a) Somente a proposta A. Justificativa:


b) Somente a proposta B.
Tendo em vista que a empresa trabalha atual-
c) Somente a proposta C.
mente com um custo de oportunidade de 20% ao
d) As propostas A e B. ano a única proposta capaz de cobrir esse custo é
e) As propostas B e C. a Proposta A (25%).

3. Dentre os projetos apresentados a seguir, as-


sinale a alternativa incorreta, considerando
que o custo de oportunidade para todos eles é
de 10% ano.

PROJETO A B C D E

s
ANO 0 R$ (100,00) R$ (100,00) R$ (100,00) R$ (100,00) R$ (100,00)

a
ANO 1 R$ – R$ 30,00 R$ 25,00 R$ 50,00 R$ 40,00

t l
ANO 2 R$ – R$ 40,00 R$ 30,00 R$ 40,00 R$ 40,00
ANO 3 R$ 100,00 R$ 50,00 R$ 35,00 R$ 30,00 R$ 40,00

A
ANO 4 R$ 100,00 R$ 60,00 R$ 40,00 R$ 20,00 R$ 40,00

r a
a) O projeto que apresenta menor período Justificativa:

o
de payback descontado é o projeto C.

t
Projeto A
b) O projeto que apresenta maior IRR é o pro-

i
f CLX
jeto B.

d
100 CHS g CFo
c) O projeto que apresenta menor NPV é o pro- 0 g CFj

E
jeto C. 2g Nj
100 g CFj
d) O projeto E tem um IL igual a 1,27.
2g Nj
e) O projeto que apresenta maior NPV é o pro- 10 i
jeto A. f NPV 43,43
94 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

NPV + Investimento Inicial 138,88


IL = = = = 1,3888
Investimento Inicial 100

143,43
= = 1,4343 f CLX
100
0 g CFo
f CLX 100 CHS g CFj
0 g CFo 30 g CFj

100 CHS g CFj 40 g CFj

0 g CFj 50 g CFj

2g Nj 60 g CFj

100 g CFj f IRR 24,89%

2g Nj Ano 0 = –$ 100

f IRR 22,07%
$ 30
Ano 0 = –$ 100 Ano 1 = = $ 27,27
1,1

$ 40
$0 Ano 2 = = $ 33,06
Ano 1 = =$0 (1,1)2
1,1
$ 50
$0 Ano 3 = = $ 37,57
Ano 2 = =$0 (1,1)3
(1,1)2
$ 60
$ 100 Ano 4 = = $ 40,98
Ano 3 = = $ 75,13 (1,1)4
(1,1)3

$ 100 Payback descontado é um pouco maior que 3


Ano 4 = = $ 68,30 anos.

s
(1,1)4

a
Payback descontado é de aproximadamente

l
Projeto C

t
3,5 anos.
f CLX

A
100 CHS g CFo
Projeto B
25 g CFj

a
f CLX
30 g CFj

r
100 CHS g CFo 35 g CFj

o
30 g CFj 40 g CFj

i t
40 g CFj 10 i

d
50 g CFj f NPV 1,14
60 g CFj

E
NPV + Investimento Inicial
10 i IL = =
Investimento Inicial
f NPV 38,88
101,14
= = 1,0114
NPV + Investimento Inicial 100
IL = =
Investimento Inicial
Avaliação Econômica de Investimentos 95

f CLX 40 g CFj
0 g CFo 30 g CFj
100 CHS g CFj 20 g CFj
25 g CFj f IRR 17,80%
30 g CFj Ano 0 = –$ 100
35 g CFj
40 g CFj $ 50
Ano 1 = = $ 45,45
1,1
f IRR 10,48%
Ano 0 = –$ 100 $ 40
Ano 2 = = $ 33,06
(1,1)2
$ 25
Ano 1 = = $ 22,73 $ 30
1,1 Ano 3 = = $ 22,54
(1,1)3
$ 30
Ano 2 = = $ 24,79 $ 20
(1,1)2 Ano 4 = = $ 13,66
(1,1)4
$ 35
Ano 3 = = $ 26,30 Payback descontado é um pouco menor que 3
(1,1)3
anos.
$ 40
Ano 4 = = $ 27,32
(1,1)4
Projeto E
Payback descontado é um pouco menor que 4 f CLX
anos. 100 CHS g CFo
40 g CFj
Projeto D
4 g Nj

s
f CLX
10 i

a
100 CHS g CFo
f NPV 26,79

l
50 g CFj

t
40 g CFj NPV + Investimento Inicial
IL = =

A
30 g CFj Investimento Inicial

20 g CFj 126,79

a
= = 1,2679
10 i 100

r
f NPV 14,71

o
f CLX

t
NPV + Investimento Inicial
IL = = 0 g CFo

i
Investimento Inicial
100 CHS g CFj

d
114,71
= = 1,1471
100 40 g CFj

E
4 g Nj
f CLX
f IRR 21,86%
0 g CFo
Ano 0 = –$ 100
100 CHS g CFj
$ 40
50 g CFj Ano 1 = = $ 36,36
1,1
96 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

$ 40 sente Líquido. O raciocínio básico por trás da IRR


Ano 2 = = $ 33,06
(1,1)2 é o de que se procura obter uma única cifra para
sintetizar os méritos de um projeto. Essa cifra não
$ 40 depende do que ocorre no mercado de capitais. É
Ano 3 = = $ 30,05
(1,1)3 por esse motivo que é chamada de taxa interna de
retorno; a cifra é interna ou intrínseca ao projeto
$ 40
Ano 4 = = $ 27,32 e não depende de mais nada, a não ser dos fluxos
(1,1)4 de caixa do projeto. Em geral, a IRR é a taxa que
faz com que o Valor presente líquido do projeto
Payback descontado é um pouco maior que 3 seja nulo. O projeto poderá ou não ser aceito caso
anos. a IRR seja igual à taxa de desconto. Deverá aceitar
o projeto se a taxa de desconto for inferior à IRR e
4. O critério aceitar-rejeitar dos métodos de ava-
deverá rejeitar o projeto se a taxa de desconto for
liação de investimentos: valor presente líquido
maior que a IRR.
(NPV) e taxa interna de retorno (IRR), para um
custo de oportunidade de i%, deverá seguir a 5. Admita que uma empresa tenha feito um inves-
orientação: timento de $ 305.000,00 em um equipamento
a) Se NPV > 0, a IRR < i%. que irá trazer um aumento de 20% na quantida-
b) Se NPV > 0, a IRR = i%. de vendida atual, durante os próximos 4 anos.
Considerando que a demanda anual de vendas
c) Se NPV = 0, a IRR > i%. prevista seja de 10.000 unidades, e que o preço
d) Se NPV > 0, a IRR > i%. de venda seja de $ 15,00, o custo total (variável
e) Se NPV < 0, a IRR = i%. + fixo) unitário seja de $ 8,00, e que a empre-
sa tenha um custo de oportunidade de 10% ao
ano, pode-se dizer que esse investimento apre-
Justificativa: senta (desconsiderar os efeitos de depreciação
e impostos):
O valor presente de um fluxo de caixa futuro é a) Um NPV menor que $ 4.000.
o valor desse fluxo de caixa depois de considerada
a taxa de juros de mercado apropriada. O valor pre- b) Um período de payback descontado de 3

s
sente líquido de um investimento é o valor presente anos, 6 meses e 15 dias.
dos fluxos futuros de caixa desse investimento, me- c) Uma IRR superior a 20%.

l a
nos o custo inicial do investimento. Assim, quando o d) Um índice de lucratividade (IL) de 1,50.

t
valor presente líquido de um investimento é maior
que zero, o investimento consiste em uma boa opor- e) Uma taxa interna de retorno modificada de

A
tunidade. Em outras palavras, possui valor presente 14,5%.
líquido positivo porque vale mais do que custa.

a
A IRR representa o mais próximo que se pode Justificativa:

r
chegar do Valor Presente Líquido, sem que real-
mente se tenha um critério como o do Valor Pre- Montando o fluxo de caixa temos:

d i t o Quantidade 10000
1
12000
2
14400
3
17280
4
20736

E
venda – custo 7 7 7 7
84000 100800 120960 145152
PV(10%) 76363,64 83305,79 90879,04 99140,77
Avaliação Econômica de Investimentos 97

O Payback será de 3 anos, 6 meses e 16 dias. cessário um investimento inicial de $ 170.000,


O NPV será de $ 123.419,03. A IRR é de 16% com geração de custos totais de $ 95.000/ano.
e a MIRR de 13,82% considerando os fluxos rein- Se a fabricação for terceirizada, o preço de com-
vestidos à taxa de 10% pra será se $ 15,2/unidade. Considerando que
a empresa tem um custo de oportunidade de
EXERCÍCIOS PROPOSTOS 10% a.a., analisar se o produto deve ou não
ter sua fabricação terceirizada. Para simplificar,
1. Uma empresa estuda a possibilidade de terceiri- considere serem estes os únicos valores para a
zar durante os próximos cinco anos a fabricação avaliação.
de um de seus produtos. Uma análise mostrou
que, para fabricar 10 mil peças/ano, seria ne- Solução:

Ano 0 Ano1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5


Fabricar –170.000 –95.000 –95.000 –95.000 –95.000 –95.000

⎡ (1,10)5 − 1 ⎤
NPV = – $ 95.000 × ⎢ ⎥ – $ 170.000 = – $ 530.124,24
⎣(1,10) × 0,10 ⎦
5

Ano 0 Ano1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5


Terceirizar –152.000 –152.000 –152.000 –152.000 –152.000 –152.000

⎡ (1,10)5 − 1 ⎤
NPV = – $ 152.000 × ⎢ ⎥ = – $ 576.199,59
⎣(1,10) × 0,10 ⎦
5

A melhor opção é fabricar por apresentar menor ríodo de 24 meses. O custo de oportunidade da

s
custo. empresa é de 1,5% ao mês. O valor do aluguel

a
mensal líquido do IR é de $ 999,00. O valor da

l
2. Uma empresa está avaliando a compra de um compra do veículo novo e das demais despesas

t
carro, ou o aluguel do mesmo veículo para exe- do veículo é apresentado a seguir:
cução de serviços administrativos por um pe-

Custo de Aquisição do veículo


Valor de Revenda no final do

r
2o

a Aano
R$ 29.900,00
R$ 20.000,00

o
Licenciamento/Seguros

i t
Licenciamento Seguro
Data da compra R$ 1.200,00 R$ 1.900,00

d
Em 12 meses R$ 930,00 R$ 1.450,00

E
Em 24 meses R$ 730,00
Despesa de Manutenção – média mensal
1o ano R$ 200,00
o
2 ano R$ 250,00
98 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

Determinar o custo total, o valor presente de cada alternativa (compra e aluguel).

Solução:

Mês 1 Mês 2 Mês 3 ... Mês 24


Aluguel –999 –999 –999 ... –999

⎡ (1,015)24 − 1 ⎤
NPV = – $ 999 × ⎢ ⎥ = – $ 20.010,37
⎣(1,015) × 0,015 ⎦
24

Mês 0 Mês 1 Mês 2 Mês 3 ... Mês 11 Mês 12


Compra –29.900 –200 –200 –200 ... –200 –930
–1.200 –1.450
–1.900 –200

Mês 13 Mês 14 Mês 15 Mês 16 ... Mês 23 Mês 24


–250 –250 –250 –250 ... –250 20.000
–730
–250

Na HP 12C: 3. Determinada empresa transportadora está


avaliando a compra de um caminhão por $
f CLX
235.000. O veículo será usado durante 5 anos,
33.000 CHS g CFo após o que se prevê um valor de revenda de
200 CHS g CFj $ 29.000. A empresa estima, ainda, um custo
anual de manutenção, combustível etc. de $
11 g Nj 96.000, no primeiro ano, crescendo esse gasto

s
2.580 CHS g CFj aproximadamente 10% ao ano. Segundo ava-

a
liação da empresa, são esperados benefícios

l
250 CHS g CFj de caixa gerados pelo caminhão de $ 240.000,

t
11 g Nj $ 220.000, $ 192.000, $ 160.000, $ 144.000,

A
respectivamente, nos próximos 5 anos. Para um
19.020 g CFj
custo de capital de 12% a.a., demonstrar se é
1,5 i economicamente interessante a compra do ca-

a
minhão.

r
f NPV –$ 25.972,62
A melhor opção é o aluguel. Solução:

d i t o 240.000 220.000 192.000 160.000 144.000


29.000

E
ANO 0 ANO 1 ANO 2 ANO 3 ANO 4 ANO 5
–235.000 –96.000 –105.600 –116.160 –127.776 –140.553,60
Avaliação Econômica de Investimentos 99

O fluxo de caixa resultante é:

144.000 114.400 75.840 32.224 32.446,4


ANO 0 ANO 1 ANO 2 ANO 3 ANO 4 ANO 5
–235.000

Considerando a taxa de desconto dos fluxos 32.446,40 g CFj


de caixa: 10 i
Na HP 12C:
f NPV $ 89.590,35
f CLX
A compra é viável.
235.000 CHS g CFo
144.000 g CFj 4. Uma empresa esta estruturando um projeto de
investimentos para instalação de uma nova li-
114.400 g CFj
nha da produção e tem de decidir entre duas
75.840 g CFj alternativas propostas. A duração prevista é de
32.224 g CFj 5 anos. Os dados fornecidos do projeto são:

Alternativa A Alternativa B

Investimento : Ano 0 (depreciável) R$ 10.000,00 R$ 105.000,00

Resultado Op. desembolsável antes IR: Ano 1 R$ 40.000,00 R$ 40.000,00

Taxa crescimento Resultados Operacionais 10% ao ano 15% ao ano

Tempo Depreciação Imobilizado (vida útil) 5 anos 5 anos

s
Admitindo que a empresa somente entre em Informações adicionais:
funcionamento após o término dos investimen- • Alíquota de IR = 30%

a
tos, pede-se:

l
• Custo total de capital = 14% a.a.

t
a) Elaborar o fluxo de caixa operacional de
cada alternativa para análise de investimen- • Taxa de reinvestimento dos fluxos de caixa

A
to. = 12% a.a.

b) Calcular para cada fluxo de caixa o NPV, IRR, • Não está previsto valor residual para qual-

a
MIRR e índice de lucratividade e analisar quer alternativa.

r
qual das alternativas é mais adequada para • A depreciação dos investimentos ocorrerá
a empresa. nos cinco anos de vida útil estimada.

d i t o
E
100 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

Solução:

Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5


Investimento –100.000
Receitas 40.000
Depreciação –2.000
EBIT 38.000
IR –11.400
NOPAT 26.600 29.260 32.186 35.405 38.945
Depreciação 20.000 20.000 20.000 20.000 20.000
Fluxo Caixa
Op. –100.000 46.600 49.260 52.186 55.404,6 58.945,06

Na HP 12C: 0 g CFo
f CLX 100.000 CHS g CFj
100.000 CHS g CFo 46.600 g CFj
46.600 g CFj 49.260 g CFj
49.260 g CFj 52.186 g CFj
52.186 g CFj
55.404,6 g CFj
55.404,6 g CFj
58.945,06 g CFj
58.945,06 g CFj
f IRR 41,60%
14 i
NPV + Investimento $ 177.423,41
f NPV $ 77.423,41 IL = =
Investimento $ 100.000
Na HP 12C:

s
= 1,77
f CLX

a
MIRR = 26,89%

Investimento
Ano 0
–105.000
Ano 1

A
Ano 2 Ano 3 Ano 4

t l Ano 5

a
Receitas 40.000

r
Depreciação –21.000
EBIT 19.000

t o
IR –5.700

i
NOPAT 13.300 15.295 17.589 20.227,64 23.261,78

d
Depreciação 21.000 21.000 21.000 21.000 21.000

E
Fluxo Caixa
Op. –105.000 34.300 36.295 38.589,25 41.227,64 44.261,78
Avaliação Econômica de Investimentos 101

Na HP 12C: 0 g CFo
f CLX 105.000 CHS g CFj
105.000 CHS g CFo 34.300 g CFj
34.300 g CFj 36.295 g CFj
36.295 g CFj 38.589,25 g CFj
38.589,25 g CFj 41.227,64 g CFj
41.227,64 g CFj 44.261,78 g CFj
44.261,78 g CFj f IRR 23,58%
14 i
NPV + Investimento $ 131.460,44
f NPV $ 26.460,44 IL = = =
Investimento $ 105.000,00
Na HP 12C: = 1,25
f CLX MIRR = 18,35%

t l a s
r a A
d i t o
E
16

ENTENDENDO AS
ESTATÍSTICAS DE RISCO

TESTES DE VERIFICAÇÃO b) As afirmativas I, II e III estão corretas.


c) As afirmativas I, III e IV estão corretas.
1. Considere as seguintes afirmativas sobre as me- d) As afirmativas I e III estão corretas.

s
didas estatísticas de avaliação e risco: e) As afirmativas III e IV estão corretas.

a
I – A estatística é um método científico que

l
permite apoio aos participantes do mer-
Justificativa:

t
cado de capitais na tomada de decisões

A
em um ambiente de incerteza.
A estatística é um método científico que per-
II – A denominada estatística descritiva obje- mite apoio aos participantes do mercado de ca-
tiva indicar como os valores de um con-

a
pitais na tomada de decisões em um ambiente de
junto distribuem-se em relação ao seu incerteza.

r
ponto central. A estatística descritiva é um ramo da estatística

o
III – As medidas de posição são os valores que aplica várias técnicas para descrever e suma-

t
que visam identificar as características riar um conjunto de dados. Pode-se escolher um

i
de concentração dos elementos de uma parâmetro que mostre como as diferentes observa-
ções são semelhantes, objetivo chamado de medi-

d
amostra.
das de tendência central. Pode-se, ainda, escolher

E
IV – As principais medidas de dispersão uti- parâmetros que mostrem como as observações di-
lizadas são a mediana e a moda, pois ferem uma das outras. Costuma chamar-se a este
avaliam o grau de variabilidade de um tipo de parâmetros de medidas de dispersão.
conjunto de valores em relação a sua mé- As medidas de posição são os valores que visam
dia. identificar as características de concentração dos
a) As afirmativas I e II estão corretas. elementos de uma amostra.
Entendendo as Estatísticas de Risco 103

As medidas mais comuns de dispersão para da- A solução é usar o coeficiente de variação, que é
dos quantitativos são a variância, a sua raiz quadra- igual ao desvio-padrão dividido pela média.
da e o desvio-padrão. A amplitude total, a distância A grande utilidade do coeficiente de variação é
interquartílica e o desvio absoluto são mais alguns permitir que se proceda a comparações mais preci-
exemplos de medidas de dispersão. sas entre dois ou mais conjuntos de valores.
A mensuração do valor esperado de uma distri-
2. Classificando em verdadeiro ou falso as alter-
buição de probabilidades representa uma média dos
nativas, a seguir tem-se:
vários resultados esperados ponderada pela proba-
I – O coeficiente de variação mede estatisti- bilidade atribuída a cada um desses valores.
camente o grau de variação de um con-
O valor esperado de uma variável aleatória é
junto de valores em relação ao seu des-
a soma das probabilidades de cada possibilidade
vio-padrão. de saída da experiência multiplicada pelo seu va-
II – A grande utilidade do coeficiente de va- lor. Isto é, representa o valor médio “esperado” de
riação é permitir que se proceda a com- uma experiência se ela for repetida muitas vezes.
parações mais precisas entre dois ou mais Note-se que o valor em si pode não ser esperado no
conjuntos de valores. sentido geral; pode ser improvável ou impossível.
Se todos os eventos tiverem igual probabilidade o
III – A mensuração do valor esperado de uma
valor esperado é a média aritmética.
distribuição de probabilidades representa
uma média dos vários resultados espera- Em uma decisão de investimento, uma disper-
dos ponderada pela probabilidade atri- são mais acentuada na distribuição de probabilida-
buída a cada um desses valores. des dos seus resultados denota a presença de um
maior grau de risco.
IV – A medida do valor esperado demonstra o
risco associado a uma decisão de inves- 3. Preencha as lacunas abaixo com os termos in-
timento, uma vez que apresenta o grau seridos no quadro:
de dispersão dos resultados em relação
à média.
discreta objetiva contínua subjetiva
V – Em uma decisão de investimento, uma

s
dispersão mais acentuada na distribuição
de probabilidades dos seus resultados

a
I – Uma probabilidade é definida como______

l
denota a presença de um maior grau de quando se adquire uma experiência pas-

t
risco. sada sobre a qual não resta dúvida de que
a) I – F; II – V; III – V; IV – F; V – V. se repetirá.

A
b) I – F; II – F; III – V; IV – F; V – F. II – A probabilidade___________ decorre de
eventos novos, sobre os quais não se tem

a
c) I – V; II – V; III – F; IV – F; V – V.
nenhuma experiência prévia relevante.

r
d) I – V; II – V; III – V; IV – F; V – F.
III – Uma variável é entendida como__________

o
e) I – F; II – F; III – F; IV – F; V – F. quando assume número de valores fini-

t
to, sendo, de maneira inversa, conside-

i
rada__________ na hipótese de assumir
Justificativa:

d
um conjunto infinito de valores.

E
O coeficiente de variação é uma medida de dis- A ordem correta que completa todas as três
persão que se presta para a comparação de distri- sentenças é:
buições diferentes. O desvio-padrão, uma medida de
a) Subjetiva; objetiva; discreta; contínua.
dispersão, é relativo à média e como duas distribui-
ções podem ter médias/valores médios diferentes, o b) Subjetiva; discreta; contínua; objetiva.
desvio dessas duas distribuições não é comparável. c) Objetiva; contínua; discreta; subjetiva.
104 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

d) Objetiva; subjetiva; contínua; discreta. do padronizada, é chamada de beta. O beta de um


e) Objetiva; subjetiva; discreta; contínua. título também pode ser interpretado como a sensi-
bilidade do retorno de um título à taxa de retorno
do mercado.
Justificativa:
5. As medidas estatísticas covariância e correlação
Quando se tem certeza de que um evento ocor-
rido no passado se repetirá, a probabilidade é de- medem:
finida como objetiva. a) Média aritmética simples das variações de
Quando ainda não se teve experiência em even- duas variáveis.
tos passados dos eventos novos, a probabilidade é
definida como subjetiva. b) Retorno de um portfólio de duas variáveis.

Para uma distribuição ser considerada discre- c) Medida de variação conjunta de duas va-
ta, ela primeiramente deve possuir um conjunto riáveis.
discreto de valores relacionados a alguma variável
d) Média ponderada das variações de duas va-
envolvida no experimento, e para cada valor desse
conjunto, respectivas probabilidades, e a soma de riáveis.
todos valores do conjunto de probabilidades deve e) O inverso das variações de duas variáveis.
levar a um resultado igual a 1.
Para definir uma distribuição contínua, conside-
ra-se a definição dada sobre distribuição discreta, só Justificativa:
que agora o conjunto de variáveis é composto por
um grupo contínuo de valores a serem utilizados. Correlação: Medida estatística padronizada
do grau de dependência entre duas variáveis ale-
4. Sobre correlação e covariância, NÃO podemos
afirmar que: atórias. Definida como sendo o quociente entre
a covariância e o produto dos desvios-padrão de
a) A covariância visa identificar basicamente
como determinados valores se inter-relacio- duas variáveis.
nam. Covariância: Medida estatística de associação
b) Dois títulos de associações positivas (COV entre duas variáveis aleatórias.

s
> 0) são capazes de reduzir o risco de
uma carteira, pois apresentam associa-

a
ções positivas. EXERCÍCIOS PROPOSTOS

t l
c) Se o retorno de uma ação reduz-se diante de
uma alta nas taxas de juros, podemos afir- 1. Uma empresa deseja realizar investimentos

A
mar que eles apresentam relações inversas no mercado financeiro utilizando seus excedentes
e, portanto, a covariância é negativa. de caixa. O gerente financeiro selecionou dois ativos

a
d) O conceito de correlação visa explicar o grau (A e B) para serem analisados. O ativo A apresenta

r
de relacionamento verificado no comporta-
um retorno esperado de 20% e o desvio-padrão do
mento de duas ou mais variáveis.

o
retorno de 16%. O ativo B tem um retorno espera-
e) Investimentos em ativos com semelhantes

t
do de 26% e desvio-padrão do retorno de 25%. O
coeficientes de correlação não colaboram

i
para a redução do risco total. gerente financeiro decidiu investir no ativo B. Ana-

d
lise a decisão de investimento tomada.

E
Justificativa: Solução:

A contribuição de um título ao risco de uma A B


carteira ampla e bem diversificada é proporcional
Retorno 20% 26%
à covariância do retorno do título com o retorno
da carteira de mercado. Essa contribuição, quan- Risco 16% 25%
Entendendo as Estatísticas de Risco 105

Cálculo do CV: Retorno da ação Retorno da carteira


Data
X de mercado
16 2002 15% 14%
CVA = = 0,8
20 2003 17% 13%

25 2004 21% 16%


CVB = = 0,96
26 2005 8% 9%
2006 13% 9%
O ativo B é o de maior risco por apresentar
maior coeficiente de variação, o que significa dizer
que o risco por unidade de retorno é maior. a) Covariância entre os ativos.
b) Correlação entre os ativos.
2. Abaixo são apresentados os retornos esperados
da ação de uma empresa de capital aberto e do Solução:
mercado, considerando três cenários prová-
veis: Cálculo do DP pela HP 12C:
f CLX
Retorno 15 Enter 14 +
Probabili- Retorno de
Cenários da ação da
dade Mercado
empresa 17 Enter 13 +
Otimista 30% 24% 18% 21 Enter 16 +
Mais provável 50% 16% 12% 8 Enter 9 +
Pessimista 20% 6% –3%
13 Enter 9 +
g 0 12,20 x<>y 14,80
Pede-se apurar:
0 g 2 –1,9278 x<>y 0,8866
a) Retorno esperado da ação da empresa;
14,80 Enter 12,20 +
b) Retorno esperado do mercado;
g • DP mercado = 2,79%
c) Desvio-padrão e variância dos retornos da

s
ação da empresa. x<>y DP ação = 4,31%

a
Cálculo da correlação:

l
Solução:

t
Covariância = r × DP mercado × DP ação
a) E (R ação) = 0,30 × 0,18 + 0,50 × 0,12 +

A
Covariância = 0,8866 × 2,79 × 4,31
0,20 × (–0,03) = 0,1080 = 10,8%
Covariância = 10,66%
b) E (R mercado) = 0,30 × 0,24 + 0,50 × 0,16

a
+ 0,20 × 0,06 = 0,164 = 16,4% 4. Determinar o desvio-padrão dos títulos A e B,

r
c) VAR = [(0,18 – 0,108)2
× 0,30 + (0,12 cujos retornos e respectivas probabilidades são

o
– 0,108) 2 × 0,50 + (–0,03 – 0,108) 2 × dados a seguir:

t
0,20]

i
VAR = 0,00155520 + 0,0000720 +

d
Título A Título B
0,0038088
Probabili- Probabili-

E
VAR = 0,005436 = 0,5436% Retorno Retorno
dade dade
1 8% 15% 5% 40%
DP = (0,005436)2 = 0,0737 = 7,37% 10% 20% 10% 30%
11% 30% 15% 20%
3. Com base nos dados dos retornos da ação × e
os retornos da carteira de mercado, pede-se: 18% 35% 22% 10%
106 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

Solução: Solução:

A A
Média = 15% × 0,08 + 20% × 0,10 + 30% × Média = 300 × 0,25 + 400 × 0,25 + 500 ×
0,11 + 35% × 0,18 = 12,8% 0,18 + 450 × 0,22 + 200 × 0,10
Média = 384,00
DP = [(8 – 12,8)2 × 0,15 + (10 – 12,8)2 × 0,20
+ (11 – 12,8)2 × 0,30 + (18 – 12,8)2 × DP = [(300 – 384)2 × 0,25 + (400 – 384)2 ×
1
0,35] 2 0,25 + (500 – 384)2 × 0,18 + (450 –
1
DP = 3,93% 384)2 × 0,22 + (200 – 384)2 × 0,10]2
DP = 92,70
B
Média = 40% × 0,05 + 30% × 0,10 + 20% × B
0,15 + 10% × 0,22 = 10,2% Média = 600 × 0,26 + 700 × 0,23 + 200 ×
0,19 + 100 × 0,15 + 150 × 0,17
DP = [(5 – 10,2)2 × 0,40 + (10 – 10,2)2 × 0,30
Média = 395,50
+ (15 – 10,2)2 × 0,20 + (22 – 10,2)2 ×
1
0,10]2 DP = [(600 – 395,5)2 × 0,26 + (700 – 395,5)2
DP = 5,42% × 0,23 + (200 – 395,5)2 × 0,19 + (100
– 395,5)2 × 0,15 + (150 – 395,5)2 ×
5. Calcular o retorno esperado, o desvio-padrão 1

e o coeficiente de variação dos investimentos 0,17]2


que oferecem os seguintes resultados e proba- DP = 250,61
bilidades:

Investimento A Investimento B

s
Resultado Probabili- Resultado Probabili-
esperado dade esperado dade

a
R$ 300,00 25% R$ 600,00 26%

t l
R$ 400,00 25% R$ 700,00 23%
R$ 500,00 18% R$ 200,00 19%

A
R$ 450,00 22% R$ 100,00 15%
R$ 200,00 10% R$ 150,00 17%

t o r a
E d i
17
DECISÕES DE
INVESTIMENTOS EM
CONDIÇÕES DE RISCO

TESTES DE VERIFICAÇÃO variáveis indica que os valores altos (baixos) de uma


das variáveis, correspondem valores baixos (altos) da
outra. Um relacionamento zero (r é 0) indica que al-
1. Com relação ao risco, é incorreto afirmar que:

s
guns valores altos estão em correspondência com va-
a) Revela uma possibilidade de perda. lores baixos e outros estão em correspondência com

a
b) É representado pelo desvio-padrão (dispersão valores altos.

l
dos resultados em relação à média).

t
c) Relaciona-se fundamentalmente com decisões 2. Considere as seguintes características dos ativos:

A
voltadas para o futuro.
d) É entendido pela capacidade de se mensurar E(R)

a
a incerteza de ocorrência de determinados re- (Retorno

r
Esperado) A B
sultados ou valores.

o
e) Pode ser reduzido em investimentos que

t
possuam correlações positivas.

i
C D

d
Justificativa:

E
O valor da correlação (r) varia de –1,00 a +1,00. σ (Risco)
Um relacionamento positivo (r é +) entre duas vari-
áveis indica que os valores altos (baixos) de uma das
Identifique a alternativa correta:
variáveis, correspondem a valores altos (baixos) da
outra. Um relacionamento negativo (r é –) entre duas a) O ativo A é preferível ao ativo B.
108 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

b) O ativo B é preferível ao ativo A. 3. A figura a seguir ilustra a distribuição de


c) O ativo D é preferível ao ativo C. probabilidade de quatro ativos A, B, C e D. O ativo
de maior risco é o ativo:
d) O ativo C é preferível ao ativo A.
e) O ativo D é preferível ao ativo B. a) A.
b) B.
Justificativa: c) C.
d) D.
O ativo A apresenta o mesmo retorno que o ati-
vo B, no entanto, o ativo B apresenta maior risco e) Todos os ativos têm o mesmo nível de
que o ativo A, por isso, o ativo A é preferível ao B. risco.

0,8
A

0,6

0,4 C

B
0,2 D

5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0

s
Justificativa: Dados Ativo Ativo Ativo Ativo Ativo

a
Estatísticos A B C D E

l
Quanto mais afastado do centro da curva nor- Valor esperado 17% 10% 6% 19% 20%

t
mal, mais área compreendida abaixo da curva ha- Desvio-padrão 8% 9% 3% 8% 5%

A
verá. Assim, considerando que o ativo D é o que
CV 0,47 0,9 0,5 0,42 0,25
apresenta maior área abaixo da curva, é também
o ativo que apresenta maior desvio-padrão e, por

a
isso, maior risco. a) A.

r
4. Sabe-se que as decisões financeiras são toma- b) B.

o
das com base nos retornos e nos riscos espera-

t
c) C.

i
dos que influam diretamente sobre o valor do
ativo avaliado. O risco de um ativo isolado é d) D.

d
dado pela variabilidade dos retornos esperados. e) E.

E
Dessa forma, a comparação entre as distribui-
ções de probabilidades possibilita ao tomador
da decisão analisar os diferentes graus de risco. Justificativa:
Dentre os ativos identificados a seguir, indique
o mais arriscado: O ativo B é o ativo que apresenta maior desvio-
padrão e por isso, maior risco.
Decisões de Investimentos em Condições de Risco 109

5. Considere um investidor que esteja em dúvida e) Não é possível decidir apenas com as infor-
em relação à aquisição de duas ações, A e B, mações fornecidas.
que possuem a mesma rentabilidade esperada
e a mesma volatilidade, mas a ação A apresen- Justificativa:
ta maior liquidez no mercado do que a ação B.
Considerando que liquidez refere-se à facilida-
Dessa forma, qual seria a melhor decisão para
de e à rapidez com a qual os ativos são convertidos
o investidor: em dinheiro, o investidor deverá comprar a ação A,
a) Comprar a ação B, pois caso esse papel ti- afinal, esta ação apresenta maior liquidez no mer-
vesse a mesma liquidez da ação A, teria a cado apresentando, ainda, a mesma rentabilidade
melhor rentabilidade esperada. e a mesma volatilidade da ação B.

b) Compraria a ação A, já que mesma renta-


bilidade esperada e mesma volatilidade, EXERCÍCIOS PROPOSTOS
apresentam maior liquidez no mercado.
c) Seria indiferente escolher a ação A ou a ação 1. Uma empresa está avaliando um projeto de
B, uma vez que ambas as ações têm a mesma investimento envolvendo um capital de $
rentabilidade esperada. 600.000. Pede-se calcular o valor presente lí-
quido do projeto. A taxa de atratividade é de
d) Seria indiferente escolher a ação A ou a ação 7,0% a.a. Os fluxos de caixa esperados e as
B, uma vez que ambas têm a mesma volati- respectivas probabilidades são apresentados a
lidade. seguir.

Fluxos de Caixa
Probabilidade Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4
15% R$ 150.000,00 R$ 420.000,00 R$ 180.000,00 R$ 150.000,00
20% R$ 160.000,00 R$ 400.000,00 R$ 170.000,00 R$ 140.000,00
15% R$ 170.000,00 R$ 430.000,00 R$ 200.000,00 R$ 200.000,00

s
30% R$ 180.000,00 R$ 500.000,00 R$ 210.000,00 R$ 200.000,00

a
20% R$ 190.000,00 R$ 400.000,00 R$ 150.000,00 R$ 150.000,00

Solução:

A
FC 1 = (0,15 × $ 150.000) + (0,2 × $ 160.000)

t l
FC4 = (0,15 × $ 150.000) + (0,2 × $ 140.000)
+ (0,15 × $ 200.000) + (0,3 × $ 200.000) +
(0,2 × $ 150.000) = $ 170.500

a
+ (0,15 × $ 170.000) + (0,3 × $ 180.000) +

r
$ 172.000 $ 437.500 $ 184.000
(0,2 × $ 190.000) = $ 172.000 NPV = + + +
(1,07) (1,07)2 (1,07)3

o
FC2 = (0,15 × $ 420.000) + (0,2 × $ 400.000) $ 170.500

t
+ (0,15 × $ 430.000) + (0,3 × $ 500.000) + + − $ 600.000 = $ 823.149,60

i
(1,07)4
(0,2 × $ 400.000) = $ 437.500

d
FC3 = (0,15 × $ 180.000) + (0,2 × $ 170.000) 2. Calcule o desvio-padrão do NPV, adotando uma

E
+ (0,15 × $ 200.000) + (0,3 × $ 210.000) + taxa de desconto de 6% a.a. e os seguintes flu-
(0,2 × $ 150.000) = $ 184.000 xos de caixa independentes estimados:
110 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

Fluxos de Caixa

Probabilidade Ano 1 Ano 2 Ano 3

20% R$ 900.000,00 R$ 850.000,00 R$ 970.000,00

25% R$ 850.000,00 R$ 900.000,00 R$ 1.000.000,00

30% R$ 1.000.000,00 R$ 700.000,00 R$ 600.000,00

25% R$ 980.000,00 R$ 1.200.000,00 R$ 970.000,00

O investimento total previsto é de $ 3.000.000. 2 = [0,20 × (0,20 × ($ 850.000 – $ 905.000)2


+ 0,25 × ($ 900.000 – $ 905.000)2 + 0,30 × ($
Solução: 700.000 – $ 905.000)2 + 0,25 × ($ 1.200.000
1
– $ 905.000)2 ]2 = $ 187.016,04
FC 1 = (0,20 × $ 900.000) + (0,25 × $
3 = [0,20 × ($ 970.000 – $ 866.500)2 + 0,25
850.000) + (0,30 × $ 1.000.000) + (0,25 ×
× ($ 1.000.000 – $ 866.500)2 + 0,30 × ($
$ 980.000) = $ 937.500 600.000 – $ 866.500)2 + 0,25 × ($ 970.000 –
1
FC2 = (0,20 × $ 850.000) + (0,25 × $ $ 866.500)2 ]2 = $ 174.879,24
900.000) + (0,30 × $ 700.000) + (0,25 × $ ⎡($ 61.796,04)2 ($ 187.016,04 )2
NPV = ⎢ + +
1.200.000) = $ 905.000 ⎣ (1,06)2 (1,06)4
1
FC3 = (0,20 × $ 970.000) + (0,25 × $
($ 174.879,24)2 ⎤ 2
1.000.000) + (0,30 × $ 600.000) + (0,25 × + ⎥
(1,06)6 ⎦
$ 970.000) = $ 866.500 = $ 229.481,55
2
1 = [0,20 × ($ 900.000 – $ 937.500) +
0,25 × ($ 850.000 – $ 937.500)2 + 0,30 × ($ 3. Um projeto de investimento apresenta os se-
guintes fluxos de caixa e probabilidades de
1.000.000 – $ 937.500)2 + 0,25 × ($ 980.000

s
1 ocorrência, de acordo com os cenários previs-
– $ 937.500)2 ]2 = $ 61.796,04 tos:

Ano
0
Cenário pessimista
Probabilidade 20%
R$ (500.000,00)

A
Cenário mais provável
Probabilidade 60%
R$ (500.000,00)
Cenário otimista
Probabilidade 20%

t l
R$ (500.000,00)
a
a
1 R$ 125.000,00 R$ 220.000,00 R$ 300.000,00

r
2 R$ 125.000,00 R$ 220.000,00 R$ 300.000,00

o
3 R$ 125.000,00 R$ 220.000,00 R$ 300.000,00

t
4 R$ 125.000,00 R$ 220.000,00 R$ 300.000,00

E d i A taxa de atratividade definida para esse projeto


é de 16% a.a. Pede-se determinar:
a) NPV (valor presente líquido) esperado do
projeto de investimento (considere que o
investimento apresenta risco médio);
b) NPV do projeto para o cenário pessimista e
para o cenário otimista.

Solução:
Decisões de Investimentos em Condições de Risco 111

a) FC1 = (0,20 × $ 125.000) + (0,60 × DP = [0,05 × (–$ 300 – $ 65,75)2 + 0,15 ×


$ 220.000) + (0,20 × $ 300.000) = $ (–$ 35 – $ 65,75)2 + 0,60 × ($ 95 – $ 65,75)2
217.000
1
+ 0,20 × ($ 145 – $ 65,75)2 ]2 = $ 99,90 mi-
FC2 = (0,20 × $ 125.000) + (0,60 × $ 220.000) lhões
+ (0,20 × $ 300.000) = $ 217.000 $ 99,9
CV = = 1,52
FC3 = (0,20 × $ 125.000) + (0,60 × $ 220.000) $ 65,75
+ (0,20 × $ 300.000) = $ 217.000 5. São apresentados a seguir os resultados
FC4 = (0,20 × $ 125.000) + (0,60 × $ 220.000) operacionais anuais de caixa estimados para
+ (0,20 × $ 300.000) = $ 217.000 dois projetos de investimento e suas respectivas
probabilidades. A duração dos projetos é de três
$ 217.000 $ 217.000 $ 217.000
NPV = + + + anos.
(1,16) (1,16)2 (1,16)3
$ 217.000
+ − $ 500.000 = $ 107.205,20 Probabilidade Projeto A Projeto B
(1,16)4
30% R$ 128.000,00 R$ (10.000,00)
b) NPV pessimista 40% R$ 145.000,00 R$ 140.000,00
30% R$ 154.000,00 R$ 410.000,00
$ 125.000 $ 125.000 $ 125.000
= + + +
(1,16) (1,16)2 (1,16)3 O investimento exigido para cada projeto é de
+
$ 125.000
− $ 500.000 = ($ 150.227,42) $ 130.000. O projeto de maior risco é avaliado
(1,16)4 a uma taxa de 15% a.a., e o menos arriscado a
uma taxa de 12% a.a. Pede-se determinar:
NPV otimista
a) Fluxo de caixa esperado anual e o desvio-
$ 300.000 $ 300.000 $ 300.000
= + + + padrão de cada projeto.
(1,16) (1,16)2 (1,16)3
b) NPV de cada projeto ajustado ao risco.
$ 300.000
+ − $ 500.000 = $ 339.454,19
(1,16)4 Solução:

s
4. Uma empresa está avaliando uma decisão de a) FCA = (0,30 × $ 128.000) + (0,40 ×

a
$ 145.000) + (0,30 × $ 154.000) = $

l
investimento em cenário de risco. A diretoria
142.600

t
financeira realizou a seguinte análise:
FCB = [(0,30 × ($ 10.000)] + (0,40 × $

A
Cenário
Probabilidade
NPV 140.000) + (0,30 × $ 410.000) = $ 176.000
econômico ($ milhões)
DPA = [0,30 × ($ 128.000 - $ 142.600)2 + 0,40

a
Alta recessão 5% R$ (300,00)

r
Baixa recessão 15% R$ (35,00) × ($ 145.000 – $ 142.600)2 + 0,30 ($ 154.000
1

o
Baixo crescimento 60% R$ 95,00 – $ 142.600)2 ]2 = $ 10.258,65

t
Alto crescimento 20% R$ 145,00
DPB = [0,30 × (–$ 10.000 – $ 176.000)2 +

i
0,40 × ($ 140.000 – $ 176.000)2 + 0,30 ($
A partir dessas projeções, pede-se determinar o

d
1

NPV esperado do investimento em análise, seu 410.000 – $ 176.000)2 ]2 = $ 165.299,73

E
desvio-padrão e coeficiente de variação. b) NPVA =

Solução: $ 142.600 $ 142.600 $ 142.600


+ + −
(1,12) (1,12)2 (1,12)3
NPV = 0,05 × ($ 300) + 0,15 × ($ 35) + 0,60 − $ 130.000 = $ 212.501,14
× $ 95 + 0,20 × $ 145 = $ 65,75 milhões
112 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

NPVB = O projeto B é mais arriscado comparativamen-


te com o projeto A, por apresentar maior dispersão
$ 176.000 $ 176.000 $ 176.000
+ + − (DP) de seus fluxos de caixa. O projeto B é o que
(1,15) (1,15)2 (1,15)3 mais agrega valor econômico já que tem o maior
− $ 130.000 = $ 271.847,62 NPV.

t l a s
r a A
d i t o
E
18
TEORIA DO PORTFÓLIO,
RETORNO E CUSTO DE
OPORTUNIDADE

TESTES DE VERIFICAÇÃO o risco não sistemático é um risco que afeta espe-


cificamente um único ativo ou um pequeno grupo
de ativos.
1. Elevando de maneira diversificada o número

s
de títulos em uma carteira: 2. O risco de uma carteira depende:

a
a) Reduz-se o seu risco sistemático. a) Da soma dos riscos individuais de cada

l
b) Eleva-se o risco diversificável. título.

t
c) Diminui-se o risco diversificável a uma taxa b) Da variância dos retornos dos ativos que a

A
crescente. compõem.

d) Mantém inalterado o risco total do portfó- c) Do risco e da correlação de cada elemento

a
lio. que a compõem e de sua participação no

r
investimento total.
e) Diminui-se o risco não-sistemático a uma

o
taxa decrescente. d) Do risco individual de cada ativo e da sua

t
participação na carteira.

i
e) Da correlação de cada ativo da carteira e do
Justificativa:

d
risco não diversificável do portfólio.

E
O risco da carteira é chamado frequentemente
de risco sistemático ou risco de mercado. O risco Justificativa:
diversificável, específico ou não sistemático, é o
risco que pode ser eliminado por meio de diversifi- O risco e a correlação de cada elemento em re-
cação numa carteira ampla, a qual deve ser igual à lação à carteira da qual ela faz parte têm influência
variância menos covariância. Isso acontece porque sobre o risco total da carteira, assim como sua par-
114 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

ticipação no investimento total. Cabe lembrar que Justificativa:


essa influência ocorre de forma ponderada.
A reta do mercado de títulos (SML) pode ser
3. Considerando a equação da reta característica aplicada na avaliação da relação risco/retorno de
Rj – RF =  +  (RM – RF), assinale a afirma- todos os ativos que compõem uma carteira de mer-
ção INCORRETA: cado.
a) O coeficiente alfa é positivo se houver
prêmio pelo risco de mercado. 5. Considere as seguintes afirmações:
I – A redução do risco de um portfólio so-
b) O risco sistemático é identificado pela dis-
mente se processa mediante uma dimi-
persão dos retornos dos títulos em relação
nuição do retorno esperado, verificando-
aos movimentos do retorno da carteira de
se uma correlação positiva entre risco e
mercado.
retorno.
c) Se o beta de uma ação for igual a 1,0, a ação II – A diversificação do risco de uma carteira
movimenta-se na mesma direção da carteira ocorre sempre que o índice de correlação
de mercado em termos de retorno esperado. dos ativos for superior a –1,0 sendo maior
d) Quanto maior a dispersão apresentada na a redução quanto mais positivamente
reta de regressão, mais alto é o risco diver- correlacionados estiverem os ativos.
sificável de um ativo. III – Se dois ativos apresentarem correlação
e) Quanto maior o beta, mais elevado é o risco nula, o percentual de cada ativo a ser
da ação; aplicado na carteira não interferirá no
risco total do portfólio.
IV – A seleção de carteiras procura identificar
Justificativa:
a melhor combinação possível de ativos,
obedecendo as preferências do investidor
O coeficiente alfa mede a volatilidade da co-
com relação ao risco e retorno esperados.
tação de uma determinada ação, isolando-a das
oscilações de mercado. Quando se diz que uma a) Somente as afirmações I e II são verdadei-
determinada ação tem um coeficiente alfa eleva- ras.

s
do, estima-se que a mesma tenha um bom desem- b) Somente as afirmações I e IV são verdadei-
penho independentemente do que venha a ocorrer ras.

l a
no mercado em geral. c) Somente as afirmações I e III são verdadei-

t
ras.
4. Com relação à reta do mercado de títulos (SML),

A
d) Somente as afirmações II e IV são verdadei-
identifique a afirmativa INCORRETA:
ras.
a) Relaciona os retornos desejados e seus res- e) Somente as afirmações III e IV são verda-

a
pectivos indicadores de risco. deiras.

r
b) Os títulos individuais em condições de equi-

o
líbrio estão localizados sobre a reta do mer-
Justificativa:

t
cado de títulos.

i
c) Somente é aplicada na avaliação da rela- Um relacionamento positivo (r é +) entre duas

d
ção risco/retorno dos ativos que se rela- variáveis indica que os valores altos (baixos) de
cionam perfeitamente com a carteira de

E
uma das variáveis, correspondem a valores altos
mercado. (baixos) da outra.
d) A SML permite que se relacione, dentro do Um relacionamento negativo (r é –) entre duas
modelo de precificação de ativos, o com- variáveis indica que os valores altos (baixos) de
portamento de um título com a carteira de uma das variáveis, correspondem a valores baixos
mercado. (altos) da outra.
Teoria do Portfólio, Retorno e Custo de Oportunidade 115

Se dois ativos apresentarem correlação nula, o Pede-se:


percentual de cada ativo a ser aplicado na carteira
a) Calcular o retorno esperado e o risco para
não interferirá no risco total do portfólio.
cada composição de carteira descrita a
A seleção de carteiras procura identificar a me-
lhor combinação possível de ativos, obedecendo as seguir. A correlação entre os ativos é de
preferências do investidor com relação ao risco e 0,45.
retorno esperados.
• 100% do ativo A;

• 100% do ativo B;
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
• 60% do ativo A e 40% do ativo B.

1. Os retornos esperados e o desvio-padrão dos b) Recalcule o retorno e o risco de cada cartei-


ativos A e B são apresentados a seguir: ra sugerida na questão anterior, admitindo
que a correlação ente os ativos seja perfei-
Ativo Retorno Esperado Risco
tamente negativa (CORR =  = −1,0).
A 15% 23%
B 12% 33%
Solução:

CORRELAÇÃO 0,45
Para A – 100% e B – 0%, tem-se:
Retorno = 1 × 15% + 0 × 12% = 15%

Risco = 12 × 0,232 + 02 × 0,332 + 2 × 1 × 0 × 0,45 × 0,23 × 0,33 = 23%


Para A – 0% e B – 100%, tem-se:
Retorno = 0 × 15% + 1 × 12% = 12%

Risco = 02 × 0,232 + 12 × 0,332 + 2 × 0 × 1 × 0,45 × 0,23 × 0,33 = 33%

s
Para A – 60% e B – 40%, tem-se:

l a
Retorno = 60% × 15% + 40% × 12% = 14%

t
Risco= 0,62 × 0,232 + 0,4 2 × 0,332 + 2 × 0,60 × 0,40 × 0,45 × 0,23 × 0,33 = 22,99%

A
CORRELAÇÃO –1
Para A – 100% e B – 0%, tem-se:

a
Retorno = 1 × 15% + 0 × 12% = 15%

i t o
Risco=
Para A – 0% e B – 100%, tem-se:
Retorno = 0 × 15% + 1 × 12% = 12%
r
12 × 0,232 + 02 × 0,332 + 2 × 1 × 0 × (−1) × 0,23 × 0,33 = 23%

E d Risco= 02 × 0,232 + 12 × 0,332 + 2 × 0 × 1 × (−1) × 0,23 × 0,33 = 33%


Para A – 60% e B – 40%, tem-se:
Retorno = 60% × 15% + 40% × 12% = 14%

Risco= 0,62 × 0,232 + 0,4 2 × 0,332 + 2 × 0,6 × 0,4 × (−1) × 0,23 × 0,33 = 0,6%
116 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

2. Com base nos dados dos retornos da ação da a) correlação entre os ativos.
Cia. VALE e os retornos do Ibovespa, pede-se: b) o índice beta da ação.
c) risco sistemático da ação.
Data Retorno da Ação VALE 5 Risco d) risco diversificável.
2003 58,81% 97,34%
2004 36,15% 17,81%
2005 35,63% 27,71%
2006 32,54% 32,93%

Solução:

Na HP 12 C:

f CLX Visor Significado


58,81 Enter 97,34 ∑+ 1 1a entrada
36,15 Enter 17,81 ∑+ 2 2a entrada
35,63 Enter 27,71 ∑+ 3 3a entrada
32,54 Enter 32,93 ∑+ 4 4a entrada
0 g y, r 26,67 valor do a da regressão
x<>y 0,9571 coeficiente de correlação
2 yx 0,916 coeficiente de determinação
1 g y, r 26,995 valor de a + b da regressão
26,67– 0,3252 valor de b

Então: Solução:

s
a) r = 0,9571 a) Rj = 7,5% + 1,30 × 7% = 16,6%

a
b) beta = 0,3252 b) Beta = 25%   = 1,30

l
2
c) R = 0,916

t
75%   = 0,90
d) Risco diversificável = 8,4%
= 0,25 × 1,30 + 0,75 × 0,90 = 1,00

A
3. Uma empresa está estimando o custo de capi- Ke = Rm + (Rm – Rf)  prêmio

a
tal próprio de um investimento a partir da SML
Ke = 7,5% + 1,0 × 7%
(security market line). A taxa de retorno livre de

r
risco está fixada em 7,5%, e o prêmio pelo risco Ke = 14,5%

o
de mercado é estimado em 7,0%. O coeficiente

t
beta do projeto é de 1,30. 4. Desenvolva a equação da linha de mercado de

i
títulos (SML), admitindo uma taxa de retorno
a) Pede-se determinar o custo de capital pró-

d
prio a ser considerado no projeto de inves- da carteira de mercado de 16% e taxa livre de
risco de 7%. Considerar ainda um ativo de ris-

E
timento.
co que apresenta, de acordo com previsões de
b) Admita que esse projeto representa 25%
do total dos investimentos da empresa. O analistas de mercado, um retorno esperado de
beta da empresa é de 0,90. Sendo aceito 20% e um coeficiente beta de 2,0. Em sua ava-
esse projeto, pede-se calcular o novo beta liação, esse ativo está adequadamente avalia-
da empresa e seu custo de capital próprio. do? Explique sua resposta.
Teoria do Portfólio, Retorno e Custo de Oportunidade 117

Solução: b) A covariância entre as ações B e C e entre B


e D. Explique os resultados encontrados.
Rj = 7% + (16% – 7%)
c) O coeficiente de correlação entre as ações B
e C e entre B e D.
Rj %
Solução:

a) Ação A
Rm = 16 % E (RA) = 7%

Rf = 7 % A = 0%
Ação B
1  E (RB) = (0,10 × 10%) + (0,20 × 15%) +
(0,40 × 15%) + (0,20 × 20%) + (0,10 × 18%)
Para  = 2  Rj = 7% + 2 × 9% = 25% = 15,8%
O retorno requerido pelos investidores é su- B = [0,10 × (0,10 – 0,158)2 + 0,20 × (0,15
perior à taxa esperada de 20%, ficando em dese- – 0,158)2 + 0,40 × (0,15 – 0,158)2 + 0,20 ×
quilíbrio (superavaliado) sua posição é abaixo da 1
(0,20 – 0,158)2 + 0,10 × (0,18 – 0,158)2 ]2
SML.
= 2,79%
Ação C
Rj %
E (RC) = (0,10 × 20%) + (0,20 × 18%) +
25% (0,40 × 15%) + (0,20 × 15%) + (0,10 × 10%)
= 15,6%
Rm = 16 % 20% C = [0,10 × (0,20 – 0,156)2 + 0,20 × (0,18
– 0,156)2 + 0,40 × (0,15 – 0,156)2 + 0,20 ×
Rf = 7 % 1
(0,15 – 0,156)2 + 0,10 × (0,10 – 0,156)2 ]2
= 2,54%
1 2 

s
Ação D
E (RD) = (0,10 × 4%) + (0,20 × 9%) + (0,40

a
5. A seguir, são apresentados os retornos espe-

l
× 10%) + (0,20 × 17%) + (0,10 × 25%) =
rados e respectivas probabilidades de quatro

t
12,10%
ações, conforme avaliação desenvolvida por
D = [0,10 × (0,04 – 0,121)2 + 0,20 × (0,09

A
um analista financeiro:
– 0,121)2 + 0,40 × (0,1 – 0,121)2 + 0,20 ×
1
(0,17 – 0,121)2 + 0,10 × (0,25 – 0,121)2 ]2

a
Probabilidade Ação A Ação B Ação C Ação D = 5,63%

r
10% 7% 10% 20% 4%
b) COV B,C = 0,10 (0,10 – 0,158) (0,2 – 0,156)

o
20% 7% 15% 18% 9%
+ 0,20 (0,15 – 0,158) (0,18 – 0,156) + 0,40

t
40% 7% 15% 15% 10% (0,15 – 0,158) (0,15 – 0,156) + 0,20 (0,20 –

i
20% 7% 20% 15% 17% 0,158) (0,15 – 0,156) + 0,10 (0,18 – 0,158)

d
10% 7% 18% 10% 25% (0,10 – 0,156)

E
COV B,C = –0,0448%
Pede-se calcular: COV B,D = 0,10 (0,10 – 0,158) (0,04 – 0,121)
+ 0,20 (0,15 – 0,158) (0,09 – 0,121) +0,40
a) O retorno esperado e o desvio-padrão de
(0,15 – 0,158) (0,10 – 0,121) + 0,20 (0,20 –
cada ação.
0,158) (0,17 – 0,121) + 0,10 (0,18 – 0,158)
(0,25 – 0,121)
118 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

COV B,D = 0,1282% 0,000448


c) CORR B,C = = 0,63
COV com sinal negativo indica que os retornos 0,0279 × 0,0254
dos títulos possuem tendência de se mover em dire-
0,001282
ções opostas. Ao contrário, sinal positivo indica que CORR B,D = = 0,82
0,0279 × 0,0563
os retornos dos títulos apresentam tendência de se
mover na mesma direção (juntamente).

t l a s
r a A
d i t o
E
19

CUSTO DE CAPITAL E
CRIAÇÃO DE VALOR

TESTES DE VERIFICAÇÃO tre a captação de recursos próprios (capital próprio


pertencente aos acionistas da empresa) e a capta-
ção de recursos de terceiros (capital de terceiros
1. O WACC de qualquer empresa pode ser inter-

s
pretado como: representado pelo passivo de funcionamento mais
o passivo de financiamento).
a) Custo médio ponderado de capital das obri-

l a
gações de longo prazo.
2. Sobre a taxa livre de risco é correto afirmar:

t
b) Custo médio ponderado de capital das obri-
gações de curto prazo. a) É a taxa geralmente utilizada para remu-

A
c) Custo médio ponderado entre capital pró- nerar os títulos públicos.
prio e capital de terceiros existentes na b) É a taxa de juros que os bancos cobram de

a
estrutura de ativos e passivos da empre-
seus clientes (empresas) em operações de

r
sa.
créditos.
d) Custo médio ponderado de capital do

o
c) É a taxa utilizada pelas empresas para re-

t
patrimônio líquido da empresa.

i
e) Custo médio ponderado de capital do ativo presentar o custo médio ponderado de ca-
da empresa. pital.

d
d) É a taxa que remunera o valor do dinheiro

E
Justificativa: no tempo, associada a remuneração do ca-
pital próprio.
O WACC pode ser interpretado como o custo
médio ponderado entre capital próprio e capital de e) É a taxa de desconto dos fluxos de caixa
terceiros existentes na estrutura de ativos e passivos operacionais que gera maior valor para a
da empresa, ou seja, o custo médio ponderado en- empresa.
120 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

Justificativa: c) C
d) D
A taxa de juros que os bancos cobram de seus
e) E
clientes (empresas) em operações de créditos é
chamada de custo do capital de terceiros ou taxa
de desconto. Justificativa:
A taxa utilizada pelas empresas para represen-
tar o custo médio ponderado de capital é chamada O ativo E é o único dos cinco ativos que se
de WACC e representa o custo médio ponderado adequa às restrições impostas pelo WACC e pela
entre os custos de capital próprio e capital de ter- SML.
ceiros.
4. Uma empresa identificou o custo de cada ori-
A taxa que remunera o valor do dinheiro no gem de capital que irá utilizar para financiar
tempo, associada a remuneração do capital próprio um novo projeto de investimento:
é chamada de taxa de retorno.
A taxa de desconto dos fluxos de caixa
operacionais que gera maior valor para a empresa Custo anual
Fonte de Capital Proporção
após IR
é chamada de taxa interna de retorno.
Dívidas de LP 40% 10%
3. Na avaliação de investimentos, o uso do WACC Capital Próprio 60% 14%
é válido desde que o risco de determinada al-
ternativa de investimento não venha a alterar
o risco determinado para a carteira de projetos A empresa está avaliando um projeto de inves-
em execução da empresa, ou seja, desde que as timento que possui como taxa interna de retor-
propostas em consideração sejam equivalentes, no (IRR) 10% ao ano. Diante dessas condições,
em termos de risco, às existentes. A SML, por pode-se concluir que:
seu lado, ao refletir o prêmio pelo risco de mer- a) O projeto não deve ser aceito, pois a IRR
cado, define a remuneração exigida com base é menor que o WACC da empresa.
no risco apresentado pelo ativo. Riscos maiores b) O projeto deve ser aceito, pois a IRR é maior
exigem, evidentemente, retornos também mais que o WACC da empresa.

s
elevados. Dentre os ativos a seguir, qual deles
c) O projeto deve ser aceito, pois a IRR é me-

a
seria o escolhido dentre as restrições impostas

l
nor que o WACC da empresa.
pelo WACC e pela SML:

t
d) O projeto não deve ser aceito, pois a IRR é
maior que o WACC da empresa.

A
E(R) SML
E e) Impossível tomar a decisão uma vez que a
IRR é exatamente igual ao WACC.

a
Retorno Esperado

r
D
C Justificativa:

o
WACC

t
B
WACC = 0,4 × 0,1 + 0,6 × 0,14 = 12,4%

i
RF

d
A 5. Dentre as afirmações sobre o WACC, assinale a
INCORRETA:

E
Risco (b) a) O WACC é o custo que uma empresa incorre
pelo uso de recursos próprios e de terceiros
financiando suas atividades.
a) A b) O WACC também pode ser interpretado
b) B como a taxa mínima que os projetos de in-
Custo de Capital e Criação de Valor 121

vestimentos devem oferecer como retorno EXERCÍCIOS PROPOSTOS


para serem aceitos.
c) No uso do WACC pode-se dizer que o retorno
1. Uma empresa está avaliando a possibilidade
exigido pelo fornecedor do capital próprio
de adquirir uma máquina para um novo negó-
e pelo fornecedor do capital de terceiros é
uma função do risco determinado por cada cio. O valor do investimento é de $ 300.000.
um deles. A vida útil da máquina é de cinco anos, sendo
d) Pode-se dizer que quanto maior for a ala- depreciada linearmente. Valor residual previs-
vancagem financeira menor será o ris- to é nulo. A empresa pretende utilizar recursos
co associado à empresa na formação do próprios até o limite de 40% do valor do inves-
WACC. timento.
e) O WACC estabelece um limite inferior (mí- As receitas previstas para o primeiro ano são
nimo) ao retorno exigido pelos projetos de de $ 300.000, esperando-se um crescimento
uma empresa. constante de 5% a.a. Os custos de produção e
as despesas operacionais estimadas para o pri-
Justificativa: meiro ano são de $ 75.000 e $ 93.000, respec-
tivamente. Espera-se que os custos de produção
A alavancagem financeira resulta da participa- cresçam a partir do primeiro ano à taxa de 6%
ção de recursos de terceiros na estrutura de capi- a.a. e as despesas operacionais em 8% a.a. O
tal da empresa. Em princípio, pode-se admitir que
custo efetivo da dívida (antes do Imposto de
interessa o endividamento sempre que o custo for
Renda) é de 15 % a.a., sendo 34% a alíquota de
menor que o retorno produzido pela aplicação des-
ses recursos. Quando o retorno do investimento do Imposto de Renda admitida pelo projeto.
capital emprestado excede a seu custo de captação, O índice beta é de 0,9 para o projeto. A taxa
a diferença positiva encontrada promove uma ele- livre de risco é de 5,5% e o prêmio pelo risco
vação mais que proporcional nos resultados líqui- de mercado é de 14%.
dos dos proprietários, alavancando a rentabilidade
(risco menor). Determine a viabilidade do projeto através do

s
método do NPV, admitindo o benefício fiscal da
Em situação inversa, quando a empresa toma
depreciação. O investimento será depreciado de

a
emprestado a um custo superior a taxa de retor-

l
no que pode aplicar esses recursos, o proprietário forma linear em cinco anos, e não está previsto

t
cobre esse resultado desfavorável mediante seus valor residual.
resultados líquidos, onerando sua taxa de retorno

A
(maior risco). Solução:

a
ANO 1 ANO 2 ANO 3 ANO 4 ANO 5

r
Receita de Vendas 300.000 315.000 330.750 347.288 364.652

o
Custo de Produção –75.000 –79.500 –84.270 –89.326 –94.686

t
LUCRO BRUTO 225.000 235.500 246.480 257.962 269.966

i
Despesas Operacionais –93.000 –100.440 –108.475 –117.153 –126.525

d
Depreciação –60.000 –60.000 –60.000 –60.000 –60.000

E
LUCRO OP. BRUTO 72.000 75.060 78.005 80.809 83.441
IR (34%) –24.480 –25.520 –26.522 –27.475 –28.370
LUCRO OP. LÍQUIDO 47.520 49.540 51.483 53.334 55.071
Depreciação 60.000 60.000 60.000 60.000 60.000
FLUXO de CAIXA OP. 107.520 109.540 111.483 113.334 115.071
122 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

Custo Capital Próprio (Ke) = 5,5% + 0,90 × $ 15


× = 15,5%
14% = 18,1% $ 45

WACC = (18,1% × 0,40) + [15% (1 – 0,34) 3. A Cia. JKM atua em dois segmentos de negó-
× 0,60] = 13,18% cios: Papel e Celulose e Construção Civil. O
índice de endividamento (P/PL) mantido pela
NPV B = empresa da divisão de Papel e Celulose é de
$ 107.520 $ 109.540 $ 111.483 80%, e o da divisão de Construção Civil é de
+ + + 60%. As principais informações de cada setor
(1,1318) (1,1318)2 (1,1318)3
são apresentadas a seguir:
$ 113.334 $ 115.071
+ + − $ 300.000 =
(1,1318) 4
(1,1318)5
= $ 88.437,21 Papel e Construção
Indicador Celulose Civil
Endividamento (P/PL) 80% 40%
2. Considere uma companhia aberta com ações ne-
Coeficiente beta 0,8 1,06
gociadas em Bolsa de Valores. As taxas de retor-
no de suas ações apresentam uma covariância
com os retornos de mercado igual a 0,052. O O custo de captação de recursos de terceiros é
desvio-padrão das taxas de retorno das ações da de 12,5% a.a., antes do benefício fiscal. A alí-
empresa é de 0,198 e dos retornos de mercado, quota de Imposto de Renda é de 34%. Os títulos
públicos pagam juros de 6,5% a.a. e a taxa de
de 0,211.
retorno da carteira de mercado atinge 15,8%.
A empresa mantém um endividamento one- Admita que o valor de mercado das duas divi-
roso médio de $ 15,0 milhões, captado a uma sões seja igual. Pede-se determinar o WACC de
taxa efetiva bruta (antes do benefício fiscal) de cada divisão e o WACC da Cia. JKM.
15,0% a.a. O capital dos acionistas investido na
empresa, expresso em valor de mercado, está Solução:

estimado em $ 30,0 milhões. A empresa con- Papel e Celulose

s
sidera essa relação entre passivo e patrimônio
Ke = 6,5% + 0,80 × (15,8% – 6,5%)
líquido como adequada. A alíquota de Imposto

a
= 13,94%

l
de Renda é de 34%. Sabe-se ainda que os títu-

t
P/PL = 0,80
los públicos pagam 6,5% a.a. de juros e o prê-
PAS = 44,4%

A
mio histórico de risco de mercado é de 10,1%.
Pede-se determinar o custo médio ponderado PL = 55,6%

a
de capital (WACC) dessa empresa. WACC = (13,94% × 0,556) + [12,5% (1 –

r
0,34) × 0,444] = 11,41%
Solução:

o
Construção Civil

t
COV E, M = 0,052 1,06

i
u= = 0,8386
1 + 0,40 (1 − 0,34)
R empresa = 0,198

d
L = 0,8386 × [1 + 0,60 (1 – 0,34)] = 1,17
R mercado = 0,211

E
Ke = 6,5% + 1,17 × (15,8% – 6,5%)
E=
0,052
= 1,168 = 17,38%
0,2112
P/PL = 0,6
Ke = 6,5% + 1,168 × 10,1% = 18,3% PAS = 37,5%
$ 30
WACC = 18,3% × + 15% (1 – 0,34) × PL = 62,5%
$ 45
Custo de Capital e Criação de Valor 123

WACC = (17,38% × 0,625) + [12,5% (1 –


0,34) × 0,375]= 13,96% $ 45 $ 25
WACC = 14,18% × + 11,54% ×
Empresa $ 70 $ 70
= 13,24%
WACC = (11,41% × 0,50) + (13,96% ×
0,50)= 12,69% EVA = $ 25,6 – (15,36% × $ 70)
= $ 16,33 milhões
4. Os acionistas de uma empresa desejam saber se
a empresa está auferindo um retorno do capital 5. Uma empresa de consultoria foi contratada para
investido que remunere o risco do investimen- calcular o valor de mercado de uma empresa
to, ou seja, se as operações da empresa estão brasileira em processo de negociação. Para tan-
criando valor. O lucro operacional líquido do to, foi usado o mercado dos EUA como referên-
Imposto de Renda apresentado pela empresa é cia para apuração do risco e custo de capital
de $ 25,6 milhões. O capital próprio dos sócios da empresa brasileira em avaliação. Foram le-
totaliza $ 45,0 milhões. O índice de endivida- vantadas as seguintes informações do mercado
mento (P/PL) da empresa é igual a 0,55, e as referência:
despesas financeiras, antes do benefício fiscal, • taxa média de remuneração dos bônus do
somam $ 4,37 milhões. O coeficiente beta do governo dos EUA: 5,7%;
setor, referência para as decisões da empresa,
• taxa média de remuneração dos bônus do
é igual a 0,83. Sabendo que o Imposto de Ren-
governo brasileiro: 11,2%;
da é de 34%, a taxa de títulos livres de risco
de 7,75% e o retorno de mercado de 15,5%, • coeficiente beta médio de empresas norte-
pede-se determinar o valor econômico criado americanas do setor: 0,86;
no período. • retorno médio do mercado acionário dos
EUA: 13,35%.
Solução:
A partir dessas informações, pede-se calcular o
PAS = $ 25 milhões custo de capital próprio (Ke) a ser aplicado à
empresa brasileira em avaliação.
PL = $ 45 milhões
P/PL = 0,55 Solução:

s
Ke = 7,75% + 0,83 × (15,5% – 7,75%)
Ke = (5,7% + 0,86 (13,35% – 5,7%)] +

a
= 14,18%
(11,2% – 5,7%)

l
$ 4,37

t
Ki = (1 − 0,34) = 11,54% Ke = 17,78%
$ 25

r a A
d i t o
E
20

ESTRUTURA DE
CAPITAL

TESTES DE VERIFICAÇÃO c) F, V, F.
d) V, F, V.
1. Classificando em verdadeiro (V) ou falso (F) as e) V, V, F.

s
afirmações seguintes, a sequência correta é:

a
I – A estrutura de capital de uma empresa é Justificativa:

l
um mix entre as fontes de financiamen-

t
to oriundas de capitais de terceiros e de A estrutura de capital de uma empresa é um

A
capitais próprios. mix entre as fontes de financiamento oriundas de
II – A teoria convencional de estrutura de ca- capitais de terceiros e de capitais próprios.

a
pital admite que não existe uma estrutura A teoria convencional admite que mediante

r
ótima, WACC e, consequentemente, o va- uma combinação adequada de suas fontes de fi-
lor da empresa, permanecem inalterados nanciamento, uma empresa possa definir um valor

o
qualquer que seja a proporção de recur- mínimo para o seu custo total de capital. Em outras

t
palavras, é possível uma empresa alcançar estrutura

i
sos de terceiros e próprios mantidos.
ótima de capital, na qual minimizaria seu WACC e
III – A teoria de Modigliani e Miller admite

d
maximizaria a riqueza de seus proprietários.
que, mediante uma combinação adequa-

E
da de suas fontes de financiamento, uma Para Modigliani e Miller, em um mundo sem
empresa possa definir um valor mínimo impostos, o custo total de capital de uma empresa
para seu custo total de capital. é independente de sua estrutura de capital. Para
eles, os benefícios do uso do capital de terceiros,
a) F, F, V. teoricamente mais baratos, são compensados pelo
b) V, F, F. aumento natural do custo de capital próprio. Esse
Estrutura de Capital 125

mecanismo mantém o WACC inalterado para qual- b) A teoria convencional admite que a empresa
quer grau de endividamento. possa diminuir seu endividamento até cer-
to ponto ótimo, em que o valor do WACC é
2. Sobre as proposições de Modigliani e Miller máximo.
para um mundo sem impostos assinale a alter-
c) À medida que mais dívidas, com menor cus-
nativa INCORRETA:
to, são introduzidas na estrutura financeira
a) O valor de uma empresa é dimensionado da empresa, o capital próprio se torna me-
com base no resultado operacional espe- nos arriscado (maior risco financeiro), exi-
rado, descontado a uma taxa de juros que gindo seus detentores menor retorno como
reflete adequadamente a classe de risco da forma de compensar a incerteza.
empresa.
d) O risco financeiro é identificado em níveis
b) A decisão de financiamento que venha a ser mais elevados de endividamento, que expo-
tomada pela empresa não deve modificar o nham a empresa a uma probabilidade alta
seu valor, pois o WACC não é afetado pela de tornar-se inadimplente. O risco de falên-
composição de sua estrutura de capital. Des- cia, por outro lado, tem seu comportamento
sa forma, o valor de mercado de uma empre- associado ao endividamento da empresa,
sa independe da forma como é financiada. podendo ser identificado em qualquer nível
c) A política de dividendos adotada por uma de participação das dívidas.
empresa também não exerce influências so-
bre o seu valor.
Justificativa:
d) O retorno requerido pelo capital próprio é
uma função linear e constante do nível de A teoria convencional admite que mediante
endividamento. uma combinação adequada de suas fontes de fi-
e) Ao elevar-se o quociente de endividamen- nanciamento, uma empresa possa definir um valor
to P/PL reduz-se o custo de capital total mínimo para o seu custo total de capital. Em outras
e, em consequência, maximiza-se o valor palavras, é possível uma empresa alcançar estrutura
de mercado da empresa. ótima de capital, na qual minimizaria seu WACC e
maximizaria a riqueza de seus proprietários.

s
Justificativa: Risco Financeiro é a parte do risco sobre os in-

a
vestidores em patrimônio líquido, adicional ao risco

l
Modigliani e Miller reconhecem que a deduti- empresarial básico, resultante do uso da dívida.

t
bilidade dos juros na apuração do IR a pagar favo-
4. Assinale a alternativa INCORRETA quanto à

A
rece a dívida em relação ao capital próprio. Logo
eles concluem que, ao elevar-se o quociente de en- estrutura de capital:
dividamento P/PL reduz-se o custo de capital total. a) Uma empresa, mesmo não se utilizando de

a
Para um mundo sem impostos, os juros deixam de capital de terceiros em sua estrutura de ca-

r
ser dedutíveis e, por isso, aumentam o custo do pital, também apresenta risco financeiro.
capital de terceiros, fazendo com que a o custo de

o
b) Para uma empresa a alavancagem financei-

t
capital total fique maior, invalidando assim, a afir-
ra é potencialmente favorável quando o re-

i
mação dos autores.
torno sobre o ativo for superior ao custo do

d
capital de terceiros.
3. Sobre estrutura de capital de empresas, é COR-

E
RETO afirmar que: c) Modigliani e Miller concordam com o
a) O conceito de estrutura ótima de capital comportamento do custo do capital de
vincula-se à proporção de recursos pró- terceiros proposto pela versão tradicional
prios e de terceiros a ser mantido por de estrutura de capital.
uma empresa que leva à maximização da d) O custo do capital de terceiros é dependente
riqueza de seus acionistas. não somente do risco financeiro (P/PL) que
126 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

a empresa venha a assumir, mas também da 0,1 = Ki × 0,4 + 0,1067 × 0,60


disponibilidade dos recursos oferecidos no
0,4 Ki = –0,03598
mercado.
Ki = –9%
e) Um maior uso de capital de terceiros exer-
ce certas pressões sobre os fluxos de caixa
das empresas, determinadas principalmente EXERCÍCIOS PROPOSTOS
pelas obrigações de caixa para juros e amor-
tização do principal das dívidas.
1. A composição das fontes permanentes de capi-
tal de uma empresa, conforme extraída de seus
Justificativa:
relatórios contábeis, assim como o custo real
anual de cada uma das fontes passivas consi-
A teoria convencional admite que mediante
deradas, são apresentados a seguir:
uma combinação adequada de suas fontes de fi-
nanciamento, uma empresa possa definir um valor
mínimo para o seu custo total de capital. Em outras
Fontes de Montante
palavras, é possível uma empresa alcançar estrutura Custo anual
Financiamento ($ mil)
ótima de capital, na qual minimizaria seu WACC e
Capital Ordinário R$ 120.000,00 22%
maximizaria a riqueza de seus proprietários.
Capital
Para Modigliani e Miller, em um mundo sem Preferencial R$ 40.000,00 18%
impostos, o custo total de capital de uma empresa Debêntures R$ 140.000,00 15% (após IR)
é independente de sua estrutura de capital. Para Financiamento
eles, os benefícios do uso do capital de terceiros, em Moeda
teoricamente mais baratos, são compensados pelo Nacional R$ 200.000,00 11% (após IR)
aumento natural do custo de capital próprio. Esse
mecanismo mantém o WACC inalterado para qual-
quer grau de endividamento. Sabe-se que a empresa tem 12 milhões de ações
ordinárias e 4 milhões de ações preferenciais emiti-
5. Uma empresa possui uma estrutura de capital das. Diante dessas informações, pede-se:

s
composta de 60% de capital próprio e o restante
a) Determinar o custo médio ponderado de ca-
é capital de terceiros. Considerando que o cus-

a
pital (WACC) da empresa baseando-se nos

l
to do capital próprio é de 10,67% a.a, pode-se
valores fornecidos pela Contabilidade.

t
afirmar que o custo de capital de terceiros para
que o WACC seja de 10% a.a: b) Admitindo-se que o preço de mercado das

A
a) É igual a 4%. ações ordinárias seja de $ 13,00/ação e das
b) Está entre 5% e 6%. preferenciais $ 10,50/ação, calcular o custo

a
médio ponderado de capital da empresa.

r
c) Está entre 7% e 8%.
c) Admitindo, na hipótese contida em b, a in-
d) É igual a 9%.

o
clusão de um novo financiamento no valor

t
e) É superior a 9%.
de $ 150 milhões, ao custo líquido de 16%

i
a.a., na estrutura de capital da empresa, de-

d
Justificativa: terminar o novo WACC.

E
P P
WACC = Ki × + Ke × Solução:
PL PL
Estrutura de Capital 127

a) WACC baseado em valores contábeis

FONTES DE FINANCIAMENTO Montante($ 000) Custo anual Proporção Custo Ponderado


Capital Ordinário 120.000 22% 24,0% 5,280%
Capital Preferencial 40.000 18% 8,0% 1,440%
Debêntures 140.000 15% 28,0% 4,200%
Financiamento Moeda Nacional 200.000 11% 40,0% 4,400%
500.000 100%,0 15,32%

b) WACC baseado em valores de mercado

FONTES DE FINANCIAMENTO Montante($ 000) Custo anual Proporção Custo Ponderado


Capital Ordinário 156.000 22% 29,0% 6,379%
Capital Preferencial 42.000 18% 7,8% 1,405%
Debêntures 140.000 15% 26,0% 3,903%
Financiamento Moeda Nacional 200.000 11% 37,2% 4,089%
538.000 100%,0 15,78%

c) WACC baseado em alterações na estrutura de capital

FONTES DE FINANCIAMENTO Montante($ 000) Custo anual Proporção Custo Ponderado


Capital Ordinário 156.000 22% 22,7% 4,988%
Capital Preferencial 42.000 18% 6,1% 1,099%
Debêntures 140.000 15% 20,3% 3,052%
Financiamento Moeda Nacional 200.000 11% 29,1% 3,198%
Novo Financiamento 150.000 16% 21,8% 3,488%

s
688.000 100%,0 15,83%

2. Determinar o valor de uma empresa alavan-

A
cada, segundo as proposições de Modigliani e
Miller, considerando uma alíquota de Imposto
= $ 338.000

Lucro Op. Líquido IR

t l a
Líquido IR = $ 200.000 + $ 230.000 (1 – 0,40)

$ 338.000

a
de Renda de 40%. O lucro líquido da empresa Vu = =
Ke 0,15

r
alavancada foi de $ 200.000. O custo do capital
= $ 2.253.333,33
próprio, se a empresa fosse financiada somen-

o
te com capital próprio, é de 15%, e o custo do Vl = Vu + IR

i t
capital de terceiros, de 13%, antes do benefício $ 230.000 × 40%
Vl = $ 2.253.333,33 +
fiscal, gerando $ 230.000 em despesas finan- 0,13

d
ceiras. = $ 2.961.025,64

E
Solução: 3. Uma empresa obteve no ano corrente um lucro
líquido de $ 300.000. Os acionistas desejam
LUCRO OPERACIONAL conhecer o lucro por ação. A empresa tem um
Líquido IR = lucro líquido + despesas financei- total de 1.000.000 de ações emitidas, sendo
ras líquidas IR 70% ações ordinárias e 30% ações preferen-
128 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

ciais. O dividendo mínimo obrigatório previsto Solução:


no estatuto da companhia é de 25% sobre os
resultados líquidos, e o dividendo preferencial PLANO DE FINANCIAMENTO ATUAL
mínimo está previsto em 8% sobre o capital
[LOP – ($ 2.000.000 × 0,13)] × (1 – 0,40)
preferencial. O valor nominal das ações é de $
1,00/ação. Determine: =0

a) O LPA do acionista preferencial. [LOP – $ 260.000] × 0,60 = 0


b) O LPA do acionista ordinário. 0,60 × LOP – $ 156.000 = 0

Solução: LOP = $ 260.000 (NÍVEL DE EQUILÍBRIO DO


FINANCIAMENTO)
Dividendo Preferencial Mínimo = 8% ×
$ 1.000.000 = $ 80.000 PLANO DE FINANCIAMENTO PROPOS-
Dividendo Mínimo Obrigatório = 25% × TO
$ 300.000 = $ 75.000
[LOP – ($ 1.500.000 × 0,13) – ($ 800.000 ×
Lucro Líquido Retido = $ 300.000 – $ 80.000
– $ 37.500 = $ 182.500 0,19)] × (1 – 0,40) = 0

a) Acionista preferencial [LOP – $ 347.000] × 0,60 = 0


Participação no lucro líquido = $ 80.000 + 0,60 × LOP – $ 208.200 = 0
$ 91.250 = $ 171.250
LOP = $ 347.000 (NÍVEL DE EQUILÍBRIO DO
$ 171.250
LPA = = 0,3425/ação FINANCIAMENTO)
$ 500.000

b) Acionista preferencial PLANO DE INDIFERENÇA DOS PLANOS

Participação no lucro líquido = $ 37.500 +


$ 91.250 = $ 128.750 0,60 × LOP − $ 156.000
=
$ 128.750 $ 800.000
LPA = = 0,2575/ação
$ 500.000

s
0,60 × LOP − $ 208.200
4. O diretor financeiro de uma companhia aberta =
$ 500.000

a
deseja avaliar a atual estrutura de capital da

l
empresa e, ao mesmo tempo, verificando neces-

t
sidade, propor uma nova estrutura de capital. 500 × 0,60 × LOP – $ 78.000.000 = 800 ×
O objetivo desta análise é identificar qual estru-

A
tura produziria maior benefício aos acionistas. 0,60 × LOP – $ 166.560.000
Através da estrutura de capital apresentada na 300 LOP – 480 LOP = $ 78.000.000 –

a
tabela abaixo, determine o nível de equilíbrio
financeiro e o ponto de indiferença dos planos $ 166.560.000

r
(atual e proposta).
LOP = $ 492.000

i t o Estrutura
Estrutura 5. A diretoria financeira de uma empresa dese-
Capital
Capital Atual ja determinar o montante necessário de lucro

d
Proposta
Capital Ordinário 800.000 ações 500.000 ações operacional líquido do IR que produz um re-

E
Financiamento torno sobre o patrimônio líquido igual a 15%.
(12% a.a.) R$ 2.000.000,00 R$ 1.500.000
A seguir são apresentadas as principais contas
Debêntures (20%
a.a.) – R$ 800.000 patrimoniais da empresa. Pede-se determinar
Financiamento o valor lucro operacional (após IR) que atende
Moeda Nacional 40% 40%
ao desejo da empresa.
Estrutura de Capital 129

ATIVO $ mil PASSIVO $ mil


Ativo Circulante R$ 2.000.000,00 Passivo Funcionamento R$ 2.500.000,00
RLP R$ 2.500.000,00 Financiamento Moeda Nacional R$ 1.500.000,00
Ativo Permanente R$ 3.500.000,00 Financiamento Moeda Estrangeira R$ 1.200.000,00
Patrimônio Líquido R$ 2.800.000,00
Total do ATIVO R$ 8.000.000,00 Total do PASSIVO R$ 8.000.000,00

Outras informações: Solução:


• alíquota de IR: 35%. 0,15 × $ 2.800.000 = [LOP – (0,15 × $
• financiamento em moeda nacional: juros 1.500.000) – (0,12 × $ 1.200.000)] × (1 –
de 15% a.a. 0,35)
• financiamento em moeda estrangeira: juros $ 420.000 = (LOP – $ 369.000) × 0,65
de 12% a.a. $ 420.000 = 0,65 LOP – $ 239.850
– 0,65 LOP = – $ 420.000 – $ 239.850
LOP = $ 1.015.153,85

t l a s
r a A
d i t o
E
21
FONTES DE
FINANCIAMENTO
DE LONGO PRAZO
NO BRASIL

TESTES DE VERIFICAÇÃO decisão acertada, não rendendo assim os resultados


esperados pelo investidor.

1. Na análise de investimento em uma ação, o as- 2. Identifique a afirmativa VERDADEIRA:

s
pecto menos relevante para a decisão entre os
a) As debêntures são consideradas títulos de

a
apresentados a seguir é:
renda fixa, porém podem oferecer rendi-

l
a) O risco assumido. mentos variáveis a seus titulares.

t
b) A expectativa de valorização futura. b) A captação através da emissão e negociação

A
de novas ações no mercado é uma fonte de
c) Avaliação do retorno esperado.
recursos próprios denominada de autofinan-

a
d) Os parâmetros de oferta e procura do títu- ciamento.

r
lo.
c) Muitas empresas, pela alta liquidez de seus
e) A evolução passada da carteira de mer-

o
papéis, podem lançar suas novas ações di-

t
cado. retamente no mercado secundário (bolsas

i
de valores).

d
Justificativa: d) Uma companhia aberta, com ações negocia-
das em bolsa de valores, ao aumentar seu

E
Considerando que existe a possibilidade de capital mediante a emissão de novas ações,
existir ao mesmo tempo uma ação rentável e em realiza uma operação de IPO.
alta e a carteira do mercado em baixa, e vice-versa, e) As empresas costumam distribuir dividen-
a decisão de investimento com base na evolução dos fixos aos seus acionistas ao final de cada
passada da carteira de mercado pode não ser uma exercício social.
Fontes de Financiamento de Longo Prazo no Brasil 131

Justificativa: Justificativa:

As ações constituem-se em títulos representati- Podem ser definidos, de acordo com os obje-
vos da menor fração do capital social de uma em- tivos da análise, os seguintes valores monetários
presa. O acionista não é um credor da companhia, para as ações: nominal, patrimonial, intrínseco, de
mas um coproprietário com direito a participação liquidação e de mercado. O valor nominal é o valor
em seus resultados. A captação através da emissão atribuído a uma ação previsto no estatuto social. O
e negociação de ações não é denominada de auto- valor patrimonial de uma ação representa a parce-
financiamento, mas sim de captação de recursos no la do capital próprio (patrimônio líquido) da so-
mercado de capitais. ciedade que compete a cada ação emitida. O valor
intrínseco de uma ação equivale ao valor presente
Uma empresa somente obtém novos recursos
de um fluxo esperado de benefícios de caixa. Esse
por meio de subscrição de capital no mercado pri-
fluxo é descontado a uma taxa de retorno mínima
mário, não se beneficiando diretamente das nego-
requerida pelos investidores, a qual incorpora o
ciações do mercado secundário, independentemen- risco associado ao investimento. Com isso, o va-
te da liquidez de seus papéis. lor intrínseco embute o potencial de remuneração
Initial Public Offering (IPO) – (Oferta Pública da ação, fundamentando-se nas possibilidades de
Inicial) representa a primeira oferta de ações rea- desempenho da empresa no futuro e no comporta-
lizadas por uma sociedade no mercado. As demais mento esperado da economia. O valor de mercado
emissões de papéis não recebem esse nome. representa o efetivo preço de negociação da ação.
Não coincide, necessariamente, com o seu valor
Cada empresa pertencente ao mercado possui
intrínseco, sendo definido a partir das percepções
sua própria política de distribuição de dividendos,
dos investidores e de suas estimativas com relação
política essa prevista em contrato social; não exis-
ao desempenho da empresa e da economia. O valor
te nenhuma regra que determine a periodicidade
de liquidação é determinado quando do encerra-
dessa distribuição.
mento de atividade de uma companhia, indicando
quanto compete do resultado da liquidação para
3. Assinalando verdadeiro ou falso, a sequência
cada ação emitida.
correta de classificação é:
Cada empresa pertencente ao mercado possui

s
I – Uma hipótese implícita no modelo de
sua própria política de distribuição de dividendos,
Gordon, é a de que a taxa de crescimento

a
política essa prevista em contrato social; não exis-
do dividendo deve sempre ser inferior à

l
te nenhuma regra que determine a periodicidade
taxa de retorno exigida pelo investidor

t
dessa distribuição.
da ação.

A
II – O valor de uma ação, para um investidor 4. Assinale a afirmativa FALSA:
que deseje permanecer por um prazo de- a) O financiamento, através da emissão de no-

a
terminado com um título, é determinado vas ações, pode reduzir o risco da empre-

r
unicamente pelos seus fluxos de dividen- sa.
dos futuros esperados.

o
b) Uma companhia não tem obrigação con-

t
III – Quando uma empresa decide não pagar tratual em devolver o principal do capital

i
dividendos, sua ação, obrigatoriamente, investido por seus acionistas.

d
será desvalorizada no mercado;
c) Os fluxos futuros de rendimentos utilizados
a) F; F; F.

E
na avaliação de uma devem considerar, en-
b) V; F; F. tre outros, os cenários econômicos e com-
portamento esperado do mercado.
c) F; V; F.
d) Se o preço justo de determinada ação for
d) V; F; V. inferior ao seu preço de negociação no
e) V; V; V. mercado, é interessante a sua compra.
132 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

e) Quando os juros de mercado estiverem mais da variação cambial da dívida originalmente con-
baixos que os pagos por uma debênture, a traída no exterior.
companhia emissora pode propor a sua re- Entende-se por operação de repasse a concessão
pactuação com os investidores. Se um de- de crédito vinculada à captação externa original na
benturista não aceitar as novas condições qual a instituição repassadora transfere à pessoa fí-
oferecidas, tem o direito de resgate anteci- sica ou jurídica no país, idênticas condições de cus-
pado do investimento feito. to da dívida originalmente contratada em moeda
estrangeira (principal, juros e encargos acessórios),
Justificativa: assim como a tributação aplicável, não podendo ser
honrado, pelos serviços de intermediação financei-
ra, qualquer outro ônus, a qualquer título, além de
Preço justo de uma empresa equivale ao valor
comissão de repasse.
presente de um fluxo futuro de benefícios de cai-
xa prometidos pelo papel. Esse fluxo de benefícios O prazo de um financiamento revela ao doador
considera as receitas, custos e despesas e todas as de recursos o tempo que ele levará para receber o
necessidades de investimentos para manter sua total do capital investido mais os juros. Assim, con-
competitividade. siderando que ele receberá o principal mais os juros,
a recuperação do capital investido (emprestado) se
Estes benefícios são trazidos a valor presente
dá antes do término do prazo de financiamento.
mediante uma taxa de desconto que expressa a
remuneração mínima exigida pelos proprietários Debênture é uma obrigação de longo prazo
de capital (acionistas e credores). Por isso, o preço emitida por sociedades anônimas. Costumam pagar
justo deve ser o mesmo que o preço de negociação juros periódicos e o principal no vencimento. Podem
ou superior a ele para que o negócio seja interes- ser lançadas com cláusula de conversão (optativa
sante. ao investidor) em ações. Os recursos levantados na
colocação de debêntures são geralmente aplicados
5. Identifique a afirmativa VERDADEIRA: no financiamento de projetos, reestruturação de
dívidas e reforço de capital de giro.
a) As operações de repasses de recursos exter-
nos não preveem o pagamento de Imposto Uma operação de financiamento considera o
de Renda sobre os encargos remetidos. risco inerente ao investimento.

s
b) O prazo de um financiamento revela ao do-

a
ador de recursos o tempo em que tardaria EXERCÍCIOS PROPOSTOS

t l
em recuperar o capital investido (empresta-
do).
1. Elaborar a planilha de desembolso financeiro

A
c) Uma debênture pode prever a sua conver- e determinar o custo efetivo anual de financia-
são em ações da empresa no momento do mento obtido por repasse de recursos externos.

a
resgate. O valor do repasse é de $ 1.500.000, sendo que

r
d) Uma operação de financiamento desconsidera o contrato prevê seis pagamentos semestrais
iguais e sucessivos, incluindo principal e encar-

o
o risco inerente ao investimento.

t
gos financeiros. Os encargos financeiros previs-
e) Quanto menor o P/L de uma ação, menor

i
tos nas prestações são a taxa Libor, de 11% a.a.,
também é o seu risco. e spread, de 3% a.a., todas essas taxas nomi-

d
nais. A comissão de repasse, comissão de aber-
Justificativa:

E
tura de crédito, registro de contrato e garantia
As instituições financeiras podem realizar ope- hipotecária de operação correspondem a 5%,
rações de repasse de recursos captados no exterior 1% e 0,38%, respectivamente, e são cobrados
a pessoas físicas ou jurídicas não financeiras. Nessas no ato da liberação dos recursos. O Imposto de
operações a instituição financeira deve repassar ao Renda da operação, incidente sobre os encargos
tomador final dos recursos os efeitos decorrentes financeiros semestrais, é de 20%.
Fontes de Financiamento de Longo Prazo no Brasil 133

Solução:

Semestre Saldo Devedor Amortização Juros (7% a.s.) IR Desembolso Total


0 1.500.000 – –
1 1.250.000 250.000 105.000 21.000 376.000
2 1.000.000 250.000 87.500 17.500 355.000
3 750.000 250.000 70.000 14.000 334.000
4 500.000 250.000 52.500 10.500 313.000
5 250.000 250.000 35.000 7.000 292.000
6 – 250.000 17.500 3.500 271.000

Custo Efetivo $ 0,36 × 1,10 $ 0,36 × 1,102


b) Po = + +
$ 976.000 $ 355.000 1,162 1,1622
$ 1.404.300 = + +
(1 + i)1 (1 + i)2 $ 0,36 × 1,103 $ 0,36 × 1,104
+ + +
$ 334.000 $ 313.000 1,1623 1,1624
+ + +
(1 + i)3 (1 + i)4 $ 0,36 × 1,104 × 1,045
$ 292.000 $ 271.000 0,162 − 0,045
+ + +
(1 + i)5 (1 + i)6 (1,162)4
IRR (i) = 10,76% a.s. ou 22,69% a.a. Po = 3,84/ ação

2. Uma companhia Aberta apresentou lucros por 3. Determinar o custo efetivo anual de uma emis-
ação de $ 1,20 no ano de 20X7 e pagou, no são de 4.000 debêntures realizada por uma
mesmo período, $ 0,36 de dividendos por ação. companhia aberta no mercado. A emissão ocor-
Projeções feitas admitem que o crescimento reu no dia 3-5-2005 e foi resgatada no dia 3-8-
dos lucros e dividendos da empresa alcance a 2007. O valor nominal das debêntures é de 12

s
taxa de 3% a.a. indeterminadamente. A taxa UMC cada. O juro declarado da operação é de

a
de retorno requerida pelos acionistas atinge 12% a.a., sendo que as debêntures foram co-

l
16,2%: locadas no mercado financeiro através de um

t
deságio de 7% sobre seu valor de face (valor
a) Nas condições descritas acima, pede-se cal-

A
nominal). Os juros são pagos trimestralmente
cular o preço máximo que um investidor
e o principal corrigido resgatado ao final do
poderia pagar hoje por essa ação.

a
prazo da operação.
b) Admita, por outro lado, que a taxa de cres-

r
cimento dos resultados da empresa seja de Solução:

o
10% ao ano nos próximos quatro anos, e

t
Valor bruto de captação:
após esse período espera-se uma estabilida-

i
$ 4.000 × 12 $ 48.000
de de crescimentos nos dividendos em torno

d
de 4,5% ao ano. Calcular o preço dessa ação Deságio: 7% × $ 48.000 ($ 3.360)

E
hoje. Valor da captação líquido: $ 44.640
Juros trimestrais:
Solução:
⎡ 1

$ 48.000 × ⎢(1,12)4 − 1⎥ = $ 1.379,40
$ 0,36 × 1,03 ⎣ ⎦
a) Po = = 2,81/ação
0,162 − 0,03
134 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

$ 1.379,40 $ 1.379,40 $ 1.379,40 $ 1.379,40 $ 1.379,40 $ 1.379,40 $ 1.379,40 $ 1.379,40 + $ 48.000

0 1 2 3 4 5 6 7 8

$ 44.640

f CLX • Participação do agente financeiro = 2% ao


44640 CHS g CFo ano;

1379,40 g CFj • UMC =5,4875;


• Comissão de reserva = 44 dias, à taxa de
7 g Nj
0,10% ao mês;
49379,40 g CFj
• IOF = 3%, cobrado no ato da liberação dos
f IRR 3,91% a.t. recursos.
Calcule o valor de cada prestação devida ao Fi-
i = (1 + 0,0391) − 1
4

name/BNDES pelo financiamento concedido.


i = 16,58% a.a.
Solução:
4. Admita que uma empresa vem apresentando
bom crescimento de vendas nos últimos anos. $ 700.000
Valor do financiamento = =
No entanto, esse crescimento de sua atividade $ 5,4875
não está sendo sustentado pelo setor produtivo. = $ 127.562,64 UMCs
Os engenheiros de produção detectaram “gar-
Juros do FINAME
galos” na elaboração dos produtos e sua ocor-
rência foi comunicada à direção da empresa. 1
Taxa equivalente trimestral = (1,08)4 − 1
Os diretores chegaram ao consenso de que de-
veria ser adquirido um novo equipamento para = 1,9427%
a produção, o qual seria em parte financiado 1

por recursos de terceiros. O diretor financeiro Taxa equivalente mensal = (1,08)12 − 1


resolveu buscar financiamento para adquirir o = 0,6434%

s
novo equipamento através do Finame/BNDES.
Comissão do agente = 2%
O valor do equipamento novo é de $ 875.000,

a
sendo que o Finame participa com 80% do valor

l
1

do bem. O prazo de amortização é de 12 meses Taxa equivalente trimestral = (1,02)4 − 1

t
pelo sistema SAC, sendo ainda concedida uma = 0,4963%

A
carência de 6 meses. Outras informações da 1
operação de financiamento: Taxa equivalente mensal = (1,02)12 − 1

a
• Taxa Finame = 8,0% a.a.; = 0,1652%

i t o r
E d
Fontes de Financiamento de Longo Prazo no Brasil 135

Semestre Saldo Devedor Amortização Juros Totais FINAME AGENTE PRESTAÇÃO


0 127.562,64 – – – –
3 127.562,64 – 3.111,25 2.478,16 633,09 3.111,25
6 127.562,64 – 3.111,25 2.478,16 633,09 3.111,25
7 116.932,42 10.630,22 1.031,47 820,74 210,73 11.661,69
8 106.302,22 10.630,22 945,52 752,34 193,17 11.575,74
9 95.671,98 10.630,22 859,56 683,95 175,61 11.489,78
10 85.041,76 10.630,22 773,60 615,55 158,05 11.403,82
11 74.411,54 10.630,22 687,65 547,16 140,49 11.317,87
12 63.781,32 10.630,22 601,69 478,76 122,93 11.231,91
13 53.151,10 10.630,22 515,74 410,37 105,37 11.145,96
14 42.520,88 10.630,22 429,78 341,97 87,81 11.060,00
15 31.890,66 10.630,22 343,82 273,58 70,24 10.974,04
16 21.260,44 10.630,22 257,87 205,18 52,68 10.888,09
17 10.630,22 10.630,22 171,91 136,79 35,12 10.802,13
18 – 10.630,22 85,96 68,39 17,56 10.716,18
TOTAL 127.562,64 6.704,57 5.334,8 1.369,76 134.267,21

5. Uma empresa apurou, no final de determina- Porém, como a empresa reinvestiu parte do seu
do ano, um lucro por ação de $ 1,50 e decidiu lucro nas suas atividades que geram 16% de retorno
distribuir 40% do seu resultado. Sabendo que ao ano, teremos:
a taxa de retorno exigida pelos investidores é b = 60%
de 18% ao ano e que a empresa possui um re-
torno padrão sobre seu patrimônio líquido de r = 16%
16%, calcule o quanto a empresa destruirá de g = 0,6 × 0,16 = 0,096 ou 9,6%
valor ao acionista.
($ 1,50 × 40% ) × 1,096

s
$ 0,6576
Po = =
0,18 − 0,096 0,084

a
Solução:

l
= $ 7,83

t
Supondo que a empresa tivesse distribuído in-
Logo, a distribuição de valor é de $ 8,33 –
tegralmente os seus lucros, teríamos:

A
$ 7,33 = $ 0,50/ação
$ 1,50
Po = = $ 8,33
0,18

t o r a
E d i
22

DECISÕES DE
DIVIDENDOS

TESTES DE VERIFICAÇÃO da conjuntura do mercado e do desempe-


nho econômico-financeiro da empresa e da
quantidade de ações.
1. As ações representam uma fração do capital

s
d) O direito de subscrição permite a todo acio-
social de uma sociedade. A ação é considerada
nista subscrever, na proporção das ações

a
um título de renda variável que está vinculado
possuídas, todo o aumento de capital; no

l
aos lucros auferidos pela empresa emissora.
entanto, esse direito de subscrição pode ser

t
Assinale a alternativa incorreta em relação
negociado no mercado pelo investidor quan-
às decisões de dividendos:

A
do o preço de mercado apresentar-se valo-
a) No exercício social, parte dos resultados rizado em relação ao preço subscrito.
líquidos é distribuída sob a forma de divi-

a
e) Bonificação é a emissão e distribuição gra-
dendos, ou seja, a empresa paga parcela de

r
tuita aos acionistas, quando uma sociedade
seus lucros aos acionistas. decide elevar seu capital social, em quanti-

o
b) Dividendos é um modo de remunerar os dade proporcional à participação de capital.

t
acionistas. Outra forma de remuneração O capital social é elevado em função da in-

i
dos acionistas é o pagamento de juros corporação de reservas patrimoniais.

d
calculados sobre o capital próprio. O pa-
gamento de juros calculados sobre o ca-

E
Justificativa:
pital próprio não proporciona nenhuma
vantagem fiscal à empresa.
A distribuição de dividendos é um modo de re-
c) Os subscritores de capital podem benefi- munerar os acionistas. Outra forma de remuneração
ciar-se das valorizações de suas ações no dos acionistas é o pagamento de juros calculados
mercado, sendo que este ganho dependerá sobre o capital próprio. O pagamento de juros cal-
Decisões de Dividendos 137

culados sobre o capital próprio pode proporcionar d) A relação entre o valor do investimento feito
vantagem fiscal à empresa. na ação e o seu lucro oferecido.
e) Porcentagem do lucro paga aos acionistas
2. Classificando as sentenças a seguir como ver-
na forma de dividendos.
dadeiras (V) ou falsas (F), pode-se dizer que a
sequência correta é:
I – A distribuição de dividendos leva em Justificativa:
consideração se o retorno gerado pela
empresa é superior ao custo de oportu- O índice de payout revela a parcela do lucro lí-
nidade do acionista. quido de uma sociedade distribuída aos seus acio-
nistas sob a forma de dividendos.
II – Os dividendos extraordinários são rela-
tivos a lucros obtidos no passado, ou en- 4. Sobre os juros sobre o capital próprio (JSCP),
tão por conta de lucros obtidos durante o é correto afirmar que:
próprio exercício social. Podem às vezes
ser chamados de bonificações. a) Somente produzem benefícios fiscais aos
acionistas e não para a empresa.
III – Os juros sobre o capital próprio represen-
tam uma forma alternativa de remunerar b) Somente são direitos dos debenturistas.
os acionistas em relação aos dividendos c) A base de cálculo é o lucro líquido do exer-
e se diferenciam por serem limitados a cício.
TJLP e são consideradas despesas dedu-
d) A base de cálculo é o lucro de períodos
tíveis, diminuindo o IR a pagar pela em-
anteriores que tenham sido retidos pela
presa.
empresa.
a) F; V; V.
e) Seu valor total mínimo não poderá exceder
b) F; F; V. 25% entre o maior dos seguintes valores:
c) V; F; F. lucro líquido antes do IR do exercício, e
calculado antes dos referidos juros e lucros
d) V; V; V.
acumulados de exercícios anteriores.
e) F; F; F.

s
Justificativa:

a
Justificativa:

t l
O pagamento dos juros sobre o capital próprio
Cada empresa pertencente ao mercado possui traz certos privilégios fiscais: por meio dessa figura,

A
sua própria política de distribuição de dividendos, as empresas podem deduzir de seu lucro real (lucro
política essa prevista em contrato social; não exis- tributável) os juros desembolsados a seus acionistas
te nenhuma regra que determine a periodicidade

a
a título de remuneração do capital, promovendo
dessa distribuição. Como dito, a distribuição de di-

r
uma economia de Imposto de Renda.
videndos depende da cultura da empresa e não leva
Uma das formas de remuneração recebida pelos

o
em consideração se o retorno gerado pela empresa

t
é superior ao custo de oportunidade do acionista. acionistas no Brasil é o juro sobre o capital próprio,

i
pago pela empresa com base em suas reservas pa-
3. O índice de payout revela: trimoniais de lucros (resultados de exercícios ante-

d
riores que ficaram retidos na empresa), e não com
a) Parcela do lucro líquido pertencente a cada

E
base nos resultados da empresa no período, como os
acionista.
dividendos. A apuração do juro sobre o capital pró-
b) Quanto o acionista obteve com relação ao prio é facultativa a cada empresa, não constituindo
valor pago pela empresa. obrigação. Os juros sobre capital próprio pagos aos
c) A evolução da cotação do preço da ação no acionistas são descontados do montante de dividen-
mercado. dos obrigatório devido pelas sociedades anônimas,
138 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

e também de seu lucro base de cálculo do Imposto e previsto no estatuto da companhia, é de 25%
de Renda, provocando um benefício fiscal. sobre o lucro líquido ajustado. Supondo que a
O montante dos juros sobre o capital próprio empresa tenha auferido um resultado líquido
não poderá exceder 50% do lucro antes do Impos- ajustado para o cálculo dos dividendos de $ 2,0
to de Renda do exercício, ou aos 50% dos lucros milhões no exercício social, pede-se:
acumulados da companhia (reservas de lucros), dos a) Apurar o volume de dividendos que compe-
dois o de maior valor. te efetivamente a cada participação acioná-
ria.
5. As bonificações sob a forma de ações pode ser
entendida como resultado: b) Determinar o LPA efetivo de cada capital.

a) Do aumento dos passivos da empresa. Solução:


b) Do aumento dos lucros da empresa.
a) Volume de dividendos a distribuir
c) Do aumento do capital da empresa pela
incorporação de reservas e lucros. b)

d) Do aumento do capital da empresa pela Capital Dividendo


Montante($) Proporção
compra de outras empresas. Acionário Min.
Ordinário 2.100.000 42,00% 210.000
e) Do aumento da cotação de suas ações em
bolsa Preferencial A 1.900.000 38,00% 190.000
Preferencial B 1.000.000 20,00% 100.000
5.000.000 100% 500.000
Justificativa:

A bonificação é um direito do acionista em re- Total do dividendo mínimo obrigatório


ceber ações, proporcionais aos títulos possuídos, em legal:
decorrência do aumento de capital de uma empresa
25% × $ 2.000.000 = $ 500.000
mediante incorporação de reservas.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS Dividendos Preferenciais previstos a

s
serem distribuídos:

a
A – 12% × $ 1.900.000 = $ 228.000

l
1. Admita que uma empresa apresente a seguinte
B – 8% × $ 1.000.000 = $ 80.000

t
composição acionária:
• Ações Ordinárias (420.000 ações): $

A
2.100.000 Dividendos a serem efetivamente dis-
• Ações Preferenciais Classe A (380.000 tribuídos:

a
ações): $ 1.900.000 Ações Ordinárias 210.000

r
• Ações Preferenciais Classe B (200.000 Ações Preferenciais A 228.000

o
ações): $ 1.000.000

t
Ações Preferenciais B 100.000

i
Sabe-se que os estatutos da companhia fixam
TOTAL 538.000
um dividendo mínimo sobre o capital referen-

d
cial de 12% para as ações de classe A e de 8% Note-se que, no caso dos dividendos preferen-
ciais, prevalece em sua distribuição sempre o

E
para as de classe B. O dividendo mínimo obri-
gatório, conforme definido na legislação vigente maior valor.
Decisões de Dividendos 139

b) LPA
Ordinárias Preferenciais A Preferenciais B
Lucro Distribuído 210.000 228.000 100.000
Lucro Retido/ ação (2.000.000 – 538.000) × 42% (2.000.000 – 538.000) × 38% (2.000.000 – 538.000) × 20%
(=) 614.040 (=) 555.560 (=) 292.400
TOTAL 824.040 783.560 392.400

O LPA efetivo é obtido pela elação entre a par- b) A bonificação se processará mediante altera-
cela do lucro recebido mais a parcela retida com o ção no valor nominal das ações, evitando-se,
número de ações. Assim: com isso, novas emissões de papéis.
c) As ações não possuem valor nominal.
$ 824.040
LPA (ordinário) = = Solução:
420.000 ações
= $ 1,962/ação
a) Emissão de novas ações
Aumento do capital ordinário: $ 600.000
$ 783.560
LPA (preferencial A) = =
380.000 ações Aumento do capital preferencial: $ 900.000
= $ 2,062/ação
Quantidade de novas ações ordinárias a serem
emitidas:
$ 392.400
LPA (preferencial B) = = $ 600.000
200.000 ações = 240.000 ações
= $ 1,962/ação 2,50
Quantidade de novas ações preferenciais a se-
2. Uma empresa apresenta, em determina- rem emitidas:
do momento, a seguinte composição em seu $ 900.000
patrimônio líquido: = 360.000 ações
2,50

s
Capital Social $ 1.000.000 Nova estrutura do Patrimônio Líquido
Ações Ordinárias ($ 400.000) Capital Social

l a
Ações Preferenciais ($ 600.000) Ações ordinárias

t
Reservas $ 3.000.000 (160.000 + 240.000) ações ×

A
$ 2,50 $ 1.000.000
TOTAL $ 4.000.000
Ações preferenciais
Sabe-se que a empresa possui 48.000 ações or-

a
dinárias e 72.000 ações preferenciais emitidas. (240.000 + 360.000) ações ×

r
$ 2,50 $ 1.500.000
Diante dessa situação, admita que a assembleia

o
de acionistas da empresa tenha decidido elevar Reservas: ($ 3.000.000 –

t
o capital social em 150%, mediante a incorpo- $ 600.000 – $ 900.000) $ 1.500.000

i
ração de reservas. Pede-se demonstrar a nova TOTAL $ 4.000.000

d
estrutura do patrimônio líquido, após a boni-
ficação, para cada uma das situações descritas

E
b) Alteração no valor nominal
a seguir:
Novo valor nominal das ações ordinárias:
a) A bonificação se dará mediante a emissão
de novas ações. Sabe-se que o valor nominal $ 400.000 + $ 600.000
= $ 6,25/ação
de cada ação emitida pela empresa é de $ 160.000 ações
2,50. Novo valor nominal das ações preferenciais:
140 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

$ 600.000 + $ 900.000 Patrimônio do acionista antes da bonificação:


= $ 6,25/ação
240.000 ações 1.400.000 ações ordinárias ×
$ 3,20 $ 4.480.000
Nova estrutura do Patrimônio Líquido
2.200.000 ações preferenciais ×
Capital Social $ 4,00 $ 8.800,000
Ações ordinárias TOTAL $ 13.280.000
160.000 ações × $ 6,25 $ 1.000.000 Patrimônio do acionista após a bonificação:
Ações preferenciais 3.500.000 ações ordinárias ×
240.000 ações × $ 6,25 $ 1.500.000 $ 1,28 $ 4.480.000
Reservas: $ 1.500.000 2.200.000 ações preferenciais ×
$ 1,60 $ 8.800,000
TOTAL $ 4.000.000
TOTAL $ 13.280.000

c) Ações sem valor nominal 4. Uma empresa constatou que suas ações apre-
Capital Social sentam valor unitário de mercado muito alto,
dificultando a negociação desses papéis entre
Ações ordinárias os investidores. O valor nominal da ação é de
160.000 ações $ 1.000.000 $ 5,00/ação, e a direção da empresa deseja re-
alizar um desdobramento (split) de uma ação
Ações preferenciais
em cinco ações de valor nominal de $ 1,00 cada
240.000 ações $ 1.500.000 uma. Determine o preço teórico de equilíbrio de
Reservas: $ 1.500.000 mercado da ação da empresa após a realização
do split. Essa decisão altera o patrimônio líquido
TOTAL $ 4.000.000
da empresa? Justifique sua resposta.
3. Com relação ao problema anterior, pede-se de-
Solução:
terminar o preço teórico de mercado da ação
após a distribuição de bonificações. Admitin- O preço teórico de equilíbrio de mercado da

s
do ainda que um acionista possua 1.400.000 ação será dividido por 5, pois cada ação será

a
ações ordinárias e 2.000.000 ações preferen- desdobrada em 5 ações. Desta forma, espera-se

l
ciais, antes da bonificação, demonstre que o seu que o preço de mercado da ação após a prática

t
patrimônio não sofrerá nenhuma alteração se split atinja este valor sem, contudo, alterar o
a ação atingir seu preço de equilíbrio (teórico) patrimônio dos acionistas.

A
no mercado. Para tanto, sabe-se que o preço de Por exemplo, se a empresa tivesse emitido 10
mercado da ação ordinária antes da bonificação milhões de ações e o preço do mercado, antes

a
é de $ 3,20/ação e o da ação preferencial, de $ do split, fosse de $ 8,00/ ação, o patrimônio dos

r
2,40/ação. acionistas seria de:

o
Patrimônio dos acionistas: 10.000.000 ações ×

t
Solução:
$ 8,00 = $ 80.000.000

i
Preço teórico (equilíbrio) de mercado: Após o split, o valor esperado de merca-

d
Pm do da ação atingiria a $1,60 ($ 8,00/ 5), e o
Pe =

E
(1 + b) patrimônio dos acionistas seria de:
Patrimônio dos acionistas = (10.000.000 ações
$ 3,20
Pe (ação ordinária) = = $ 1,28 × 5) × $ 1,60 = $ 80.000.000
(1 + 1,5)
5. Você foi consultado por uma empresa para aju-
$ 4,00
Pe (ação preferencial) = = $ 1,60 dar os seus administradores na decisão de pagar
(1 + 1,5)
Decisões de Dividendos 141

juros sobre capital próprio aos sócios. A seguir, projetadas para o encerramento do exercício,
são apresentadas as demonstrações contábeis que ocorrerá daqui a quatro meses.

ATIVO 31/12/2006 31/12/2007 PASSIVO 31/12/2006 31/12/2007


Disponibilidades R$ 2.000,00 R$ 4.200,00 Fornecedores R$ 20.000,00 R$ 30.000,00
Contas a Receber R$ 15.000,00 R$ 45.000,00 Empréstimos CP R$ 35.000,00 R$ 50.000,00
Estoques R$ 40.000,00 R$ 20.000,00 Empréstimos LP R$ 30.000,00 R$ 5.000,00
Máquinas e equip. R$ 100.000,00 R$ 125.000,00 Capital R$ 40.000,00 R$ 40.000,00
(–) Depreciação Lucros Acumu-
Acum. R$ (20.000,00) R$ (30.000,00) lados R$ 2.000,00 R$ 19.200,00
Total do ATIVO R$ 137.000,00 R$ 164.200,00 Total do PASSIVO R$ 127.000,00 R$ 144.200,00

DRE 31/12/2007
Receita de Vendas R$ 280.000,00
(–)Custo dos Produtos Vendidos (R$ 200.000,00)
Lucro Bruto R$ 80.000,00
(–)Despesas Operacionais (R$ 30.000,00)
(–)Despesas Financeiras (R$ 13.000,00)
Lucro antes do IR/CSLL R$ 37.000,00
(–) IR (40%) (R$ 14.800,00)
Lucro Líquido R$ 22.200,00

a) Caso a empresa faça a opção de pagar os VERIFICAÇÃO DOS LIMITES Em $


juros sobre o capital próprio, como ficará
50% lucro antes JSCP 18.500
sua demonstração contábil para fins de pu-
50% lucro acumulado 1.000
blicação aos acionistas, de acordo com as

s
normas da CVM (Comissão de Valores Mo- Como os 4.200 apurados são menores
que 50% dos lucros antes do JSCP, o

a
biliários)?

l
b) Qual será a economia de Imposto de Renda valor pode ser pago aos sócios.

t
na empresa?

A
c) Qual será a economia tributária líquida para DRE Em $
os sócios? Receita de Vendas 280.000

a
Observação: A TJLP (Taxa de Juros de Longo (–) CPV –200.000

r
Prazo) está prevista em 6,25% (=) Lucro Bruto 80.000
no período. (–) Despesas Op. –30.000

t o
(–) Despesas Fin. –13.000

i
Solução:
(=) Lucro antes JSCP 37.000

d
a) (–) Juros s/ Capital Próprio –4.200
(=) Lucro antes IR 32.800

E
CÁLCULO DO JSCP Em $
Patrimônio Líquido Inicial 52.000 (–) IR –13.120

(–) Reserva de reavaliação –10.000 (+) Reversão dos JSCP 4.200

(=) Base de cálculo do JSCP 42.000 (=) Lucro Líquido 23.880

Juros sobre capital próprio 4.200


142 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

b)
ECONOMIA DE IR NA EMPRESA Em $
IR devido sem a opção de pagar JSCP 14.800
IR devido com a opção de pagar JSCP 13.120
ECONOMIA TRIBUTÁRIA NA EMPRESA 1.680
ou

Lucro Líquido sem JSCP 22.200


Lucro Líquido com JSCP 23.800
ECONOMIA TRIBUTÁRIA NA EMPRESA –1.600

c)
ECONOMIA TRIBUTÁRIA PARA SÓCIO Em $
IRRF pela distribuição dos JSCP 630
Economia IRPJ 1.680
ECONOMIA LÍQUIDA PARA SÓCIO 1.050

t l a s
r a A
d i t o
E
23

PRÁTICA DE
DIVIDENDOS NO BRASIL

TESTES DE VERIFICAÇÃO 2. Assinale a afirmativa incorreta:


a) Empresas que não pagam eventualmente di-
videndos encontram-se na maioria das vezes
1. A distribuição de dividendos aos acionistas

s
em fase de expansão de seus negócios.
representa uma forma de remuneração aos
b) O preço de mercado de uma ação é depen-

a
____________________ e se baseia normalmen-

l
te no ___________________ para serem calcula- dente do que outro investidor esteja disposto

t
a pagar no futuro.
dos. As palavras que completam corretamente
c) Quanto maior for a distribuição de divi-

A
a frase acima são respectivamente:
dendos, melhor a avaliação do mercado
a) Credores; lucro líquido.
em relação à empresa e suas ações.

a
b) Debenturistas; lucro líquido. d) Dividendo preferencial mínimo é um valor

r
c) Acionistas; faturamento. que pode, a critério da empresa, ser aumen-

o
tado em cada ano.
d) Acionistas; lucro bruto.

t
e) Uma política de aumento do reinvestimen-

i
e) Acionistas; lucro líquido.
to dos lucros na empresa determinará uma

d
redução no valor teórico de uma ação.
Justificativa:

E
Justificativa:
Dividendo é a parcela do lucro líquido auferida
pelas empresas ao final do exercício social que é dis- Cada empresa pertencente ao mercado possui
tribuída, em espécie, aos seus acionistas proporcio- sua própria política de distribuição de dividendos,
nalmente à quantidade de ações possuídas. política essa prevista em contrato social; não exis-
144 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

te nenhuma regra que determine a periodicidade b) F; F; F.


dessa distribuição. Essa prática não interfere na c) F; V; V.
avaliação do mercado em relação à empresa e suas
ações. O preço de mercado de uma ação é depen- d) V; F; V.
dente do que outro investidor esteja disposto a pa- e) V; V; V.
gar no futuro.

3. O lucro por ação – LPA:


Justificativa:

a) É calculado pela relação entre o preço de Cada empresa pertencente ao mercado possui
aquisição da ação e seu lucro unitário pe- sua própria política de distribuição de dividendos,
riódico.
política essa prevista em contrato social; não exis-
b) Relaciona os dividendos distribuídos pela te nenhuma regra que determine a periodicidade
empresa com alguma medida que ressalte dessa distribuição. Essa prática não interfere na
a participação relativa desses rendimentos. avaliação do mercado em relação à empresa e suas
c) Indica a remuneração do acionista realizada ações. O preço de mercado de uma ação é depen-
sobre o capital investido. dente do que outro investidor esteja disposto a pa-
gar no futuro.
d) Mostra quanto do resultado líquido após
o Imposto de Renda compete a cada ação 5. Uma empresa ao pagar dividendos como por-
emitida. centagem declarada do lucro, sua prática de
e) Todas as alternativas anteriores estão corre- dividendos é chamada de:
tas. a) Política regular de dividendos.
b) Política de distribuição constante de di-
Justificativa: videndos.
c) Política de dividendos extras.
O LPA é um indicador de grande utilidade para
a análise, notadamente para a avaliação por parte d) Política de dividendos alvo.
dos investidores dos resultados gerados pela em- e) Política meta de dividendos.

s
presa em relação às ações possuídas. Mede o ganho
potencial (e não o efetivo, financeiramente reali-

a
Justificativa:

l
zado) de cada ação, dado que o lucro do exercício

t
não é normalmente todo distribuído.
Dividendos pagos como porcentagem declara-

A
4. Classificando as afirmações a seguir em verda- da do lucro são dividendos pagos periodicamente,
deiro (V) ou falso (F), a ordem correta dessa por isso, recebem o nome de política de distribuição

a
classificação é: constante de dividendos.

r
I – Quando uma empresa decide não pagar
dividendos, sua ação, obrigatoriamente, EXERCÍCIOS PROPOSTOS

t o
será desvalorizada no mercado.

i
II – Ao adquirir uma ação, o investidor deve 1. Considere uma empresa cuja estrutura de capi-

d
atentar unicamente nos dividendos pro- tal acionário ao final de determinado exercício
metidos. social é apresentada a seguir:

E
III – As ações preferenciais passam a ter direi- Ações Ordinárias $ 3.784.000,00
to a voto se uma companhia passar três
anos consecutivos sem distribuir dividen- Ações Preferenciais A $ 3.168.000,00
dos preferenciais. Ações Preferenciais B $ 1.848.000,00
a) F; F; V. Total $ 8.800.000,00
Prática de Dividendos no Brasil 145

O valor nominal de suas ações é de $ 10/ação. • Dividendo preferencial mínimo para as


Sabe-se que, de acordo com os estatutos sociais, ações PNA é de 6% e para a PNB de 10%.
os dividendos fixados pela companhia são os Sabe-se ainda que o lucro apurado ao final
seguintes: do exercício social atinge $ 2.900.000,00.
Pede-se determinar os dividendos a serem
• Dividendo mínimo obrigatório (para todos efetivamente distribuídos a cada ação e o
os acionistas) = 25% sobre o lucro líquido LPA de cada ação.
do exercício.
Solução:

Capital acionário:

Qtde Ações $ Proporção Dividendo Mínimo


378.400 ON 3.784.000 43% 311.750
316.800 PNA 3.168.000 36% 261.000
184.800 PNB 1.848.000 21% 152.250
880.000 8.800.000 100%

Total do dividendo mínimo obrigatório: LPA (PNA) = ($ 2.900.000 − $ 757.550) × 36% + $ 261.000
316.800 ações
25% × $ 2.900.000 = $ 725.000,00
Dividendos das ações PNA e PNB previstos para = 3,26
serem distribuídos:
PNA: 6% × $ 3.168.000 = $ 190.080,00
LPA (PNB) = ($ 2.900.000 − $ 757.550) × 21% + $ 184.800
PNB: 10% × $ 1.848.000 = $ 184.800,00 184.800 ações

Observando o maior valor: = 3,43


Ordinária $ 311.750,00

s
PNA $ 261.000,00 2. A partir das informações obtidas de uma compa-

a
nhia de capital aberto, conforme apresentadas

l
PNB $ 184.800,00 a seguir, pede-se calcular para cada exercício

t
Total $ 757.550,00 o valor patrimonial de suas ações, o lucro por
ação e o índice preço/lucro, sabendo que o pre-

A
ço médio de negociação da ação é de $ 2,60 em
LPA (ON) = ($ 2.900.000 − $ 757.550) × 43% + $ 311.750
20X6 e de $ 3,20 em 20X7.

a
378.400 ações

r
= 3,26

t o
($ mil)

i
Exercício Social Capital Social Ações emitidas PL Lucro Líquido

d
20x6 R$ 10.696,00 12.750.090 R$ 59.998,00 R$ 6.180,00

E
20x7 R$ 13.980,70 14.140.800 R$ 73.497,60 R$ 7.126,00
146 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

Solução: 3. Com relação ao exercício anterior, admita que


a empresa decida efetuar no início de 20X8 um
aumento de capital mediante incorporação de
Valor patrimonial =
PL reservas. Essa operação resulta em bonificação
de 40% aos acionistas. O preço de mercado da
o
N AÇÕES
ação antes do exercício permanece em $ 3,20.
$ 59.998,00 Pede-se determinar o preço teórico de equilíbrio
20x6 = = 4,70
12.750,09 que se espera que a ação venha a alcançar no
mercado após o exercício da bonificação.
$ 73.497,60
20x7 = = 5,20
14.140,80 Solução:

LL Preço teórico (equilíbrio) de mercado:


Lucro por ação = o
N AÇÕES
Pm
Pe =
$ 6.180 1+ b
20x6 = = $ 0,485
12.750,09
$ 3,20 $ 3,20
Pe = = = $ 2,286/ação
$ 7.126 1 + 0,4 1 + 0,4
20x7 = = $ 0,504
14.140,80 4. Uma empresa está estudando a possibilidade de
distribuir uma sobra de caixa de $ 320 mil sob a
Preço Preço Mercado
= forma de dividendos extraordinários, ou se re-
Lucro LPA aliza uma recompra de suas ações no mercado.
Atualmente apresenta um LPA de $ 1,60 e sua
$ 2,60
20x6 = = 5,36 anos ação está sendo negociada em bolsa atualmente
$ 0,485 por $ 3,20 cada. O seu balanço patrimonial a
valor de mercado antes da distribuição dos di-
$ 3,20
20x7 = = 6,35 anos videndos é apresentado a seguir:
$ 0,504

s
ATIVO $ mil PASSIVO $ mil

l a
Caixa R$ 320,00 Dívidas R$ 100,00

t
Ativo Permanente R$ 2.980,00 Patrimônio Líquido R$ 3.200,00

A
TOTAL R$ 3.300,00 TOTAL R$ 3.300,00

a
$ 320
Avalie essas duas alternativas em termos dos Dividendo a ser distribuído =

r
1.000
efeitos sobre o preço da ação, o LPA e preço/lu- = $ 0,32/ação

o
cro. Quando a ação se torna ex-dividendo, seu preço

t
cairá de $ 3,20 – $ 0,32 = $ 2,88

i
Solução:

d
Preço de mercado: $ 3,20 $ 2,88
LPA = $ 1,60 mas o P/L =

E
PL = $ 3.200 $ 1,60
= 1,8 vezes
$ 3.200
No de ações = = 1.000 ações Na recompra de ações:
$ 3,20
Prática de Dividendos no Brasil 147

$ 320 mil 5. Uma ação foi adquirida no início de determi-


= 100 mil ações a serem recom-
$ 3,20 nado ano por $ 3,20, sendo vendida por $ 3,45
pradas
ao final daquele mesmo ano. Calcule o retorno
Restarão no mercado 900 mil ações. produzido por essa ação, sabendo que o inves-
O PL continuará valendo $ 2.880 ($ 3.200 – $ tidor recebeu dividendos de $ 0,28/ação.
320).
Solução:
O preço de mercado continuará $ 3,20, ou
seja: $ 3,45 $ 0,28
$ 3,20 = +
$ 2.880 1+ k 1+ k
= $ 3,20
900 $ 3,73
$ 3,20 =
O lucro total precisa ser $ 1,60 × 1.000 = $ 1+ k
1.600
$ 3,20 + $ 3,20k = $ 3,73
$ 3,20k = $ 0,53
$ 1.600
LPA = = $ 1,78
900 K = 0,1656 ou 16,56%)
Portanto, o retorno (k) produzido por esse in-
$ 3,20
P/L = = 1,80 vezes vestimento em ação foi de 16,56% no perío-
$ 1,78
do.

t l a s
r a A
d i t o
E
24
CAPITAL DE GIRO
E EQUILÍBRIO
FINANCEIRO

TESTES DE VERIFICAÇÃO buição do capital circulante líquido ao volume de


vendas da empresa.

1. Um indicador calculado pela relação capital 2. Considerando que o endividamento de longo

s
circulante dividido pelas vendas denota: prazo da empresa seja destinado a financiar seu

a
a) A rentabilidade da empresa imobilizada em capital circulante líquido, um índice Exigível To-

l
seu capital circulante líquido. tal (curto prazo e longo prazo) dividido pelo ca-

t
pital circulante líquido igual a 1 significa que:
b) A proporção de capital circulante líquido

A
a) A empresa mantém um capital circulante lí-
em que a empresa possui visando a aten-
quido inferior ao seu volume de suas dívidas
der seu volume de vendas.

a
de longo prazo.
c) Quanto menor esse indicador, maior a capa-

r
b) A empresa captou recursos de terceiros de
cidade de autossustentação da empresa.
longo prazo para financiar seus ativos per-

o
d) Quanto maior esse indicador, mais rápido a manentes.

i t
empresa recebe suas contas a receber.
c) O seu patrimônio líquido está em prin-
e) Um maior volume de recursos aplicados em

d
cípio totalmente aplicado em ativos de
estoques. longo prazo e permanente.

E
d) O ativo circulante da empresa não é sufi-
Justificativa: ciente para quitar as dívidas totais.
e) A empresa mantém um capital circulante
Um indicador calculado pela relação capital líquido igual ao seu volume de dívidas de
circulante dividido pelas vendas denota a contri- curto prazo.
Capital de Giro e Equilíbrio Financeiro 149

Justificativa: 5. Classificando as sentenças a seguir como ver-


dadeiras (V) ou falsas (F), a indicação correta
Um índice Exigível Total (curto prazo e longo pela ordem é:
prazo) dividido pelo capital circulante líquido igual I – O capital circulante líquido é a parcela
a 1 significa que o seu patrimônio líquido está em dos recursos de longo prazo (próprios
princípio totalmente aplicado em ativos de longo e de terceiros) destinada a financiar as
prazo e permanente, uma vez que a totalidade dos necessidades de investimento em giro.
recursos de terceiros captados no curto e longo pra-
II – A abordagem do equilíbrio tradicional
zos estão aplicados no CCL.
sugere que todas as necessidades per-
3. Identifique a expressão de cálculo correta: manentes de capital de giro sejam finan-
ciadas por dívidas de longo prazo, e as
a) (AC – PC) = (PL + ELP) – (AP + RLP).
necessidades sazonais (variáveis) sejam
b) CCL = AC. cobertas por passivos de curto prazo.
c) CCL = AC + Fornecedores. III – A parte fixa do ativo circulante é formada
d) CGP = AC – PC. pelos bens fixos, como máquinas, equi-
pamentos etc.
e) CCL = AT – PL.
a) V; V: V.
AC: ativo circulante; PC: passivo circulante; PL:
patrimônio líquido; ELP: exigível a longo prazo; b) F; V; V.
AP: ativo permanente; RLP: realizável a longo c) F; F; F.
prazo; CCL: capital circulante líquido; CGP: ca-
d) V; F; F
pital de giro próprio; AT: ativo total.
e) V; V; F.

Justificativa:
Justificativa:
O total do ativo circulante menos o passivo
circulante é equivalente à soma do patrimônio lí- Os estoques de mercadorias, matérias-primas,
quido com o exigível a longo prazo menos a soma produtos em fabricação, produtos acabados e al-

s
do ativo permanente com o realizável a longo pra- moxarifado geral representam parte fixa do ativo

a
zo. Tanto o resultado da primeira subtração quan- circulante.

l
to o resultado da segunda são iguais ao CCL da

t
empresa. EXERCÍCIOS PROPOSTOS

A
4. O capital circulante líquido (CCL) pode ser ob-
tido pela seguinte expressão: 1. Suponha que uma empresa tenha realizado as

a
a) AC – PL. seguintes operações em determinado exercício

r
social: aquisição de $ 9.500 de estoques, sendo
b) AC – ELP.
$ 4.500 pagos no próprio exercício e $ 5.000

o
c) RLP – AP.

t
devidos quatro meses após o encerramento do

i
d) PL + ELP – AP – RLP. exercício; amortização de $ 2.800 de dívidas
circulantes; ao final do exercício foi apurado

d
e) RLP – ELP.
um lucro líquido de $ 1.400; foi levantado um

E
empréstimo bancário de curto prazo no valor
Justificativa: de $ 3.000 e um financiamento de longo prazo
de $ 6.000; foram adquiridos bens imobilizados
O CCL é igual à soma do patrimônio líquido no valor de $ 9.000, sendo integralmente pagos
com o exigível a longo prazo menos a soma do ativo no exercício; a depreciação do ativo imobilizado
permanente com o realizável a longo prazo. atingiu $ 800 no exercício. Pede-se: a variação
150 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

determinada por essas operações sobre o capital

Investimentos necessários ($)


circulante líquido da empresa. 38.000.000

27.000.000
Capital de giro
Solução: sazonal (variável)
24.000.000
Operações que elevam o CCL
20.000.000 Capital de giro
Lucro Líquido $ 1.400 permanente (fixo)

Depreciação $ 800 Tempo (trimestres)

Financiamento LP $ 6.000 b) Abordagem do Equilíbrio Financeiro Tradi-


TOTAL $ 8.200 cional

Investimentos necessários ($)


Operações que reduzem o CCL
38.000.000
Aquisição de Ativo Imobilizado $ 9.000
27.000.000
TOTAL $ 9.000 Financiamento
a curto prazo
24.000.000
O CCL sofreu uma redução de $ 800.000 no
período. 20.000.000 Financiamento
a longo prazo
2. Estudos financeiros prospectivos da Cia. Giro Tempo (trimestres)
demonstraram que suas necessidades totais de
investimento em capital de giro, para cada tri-
mestre do próximo exercício, vão de um mínimo Abordagem de risco mínimo

de $ 20.000.000 até $ 38.000.000, ou seja:


Investimentos necessários ($)

38.000.000

27.000.000
Períodos Necessidade de Fin./ Inv.
Financiamento
24.000.000
1o trimestre R$ 20.000.000,00 a longo prazo

2o trimestre R$ 27.000.000,00 20.000.000


o
3 trimestre R$ 24.000.000,00

s
o
4 trimestre R$ 38.000.000,00 Tempo (trimestres)

t l a
Pede-se: Abordagem intermediária
Investimentos necessários ($)

a) Descrever graficamente o comportamento

A
38.000.000
sazonal (variável) e permanente (fixo) do Financiamento
capital de giro. 27.000.000 a curto prazo

a
b) Descrever graficamente a composição de fi- 24.000.000

r
nanciamento de capital de giro segundo as 20.000.000
Financiamento
a longo prazo

o
abordagens do “Equilíbrio Financeiro Tradi-

t
cional” e “Risco Mínimo”.

i
Tempo (trimestres)
Considere ainda uma abordagem intermediá-

d
ria na qual os recursos passivos de longo prazo 3. O patrimônio líquido de uma empresa é de $
financiam também 50% dos investimentos sa- 6.000.000,00, o que corresponde a 60% do seu

E
zonais de capital de giro. ativo permanente. A empresa possui direitos a
receber no valor de $ 1.000.000 para daqui a
Solução:
24 meses e financiamentos a pagar para daqui
a) Comportamento Variável e Fixo do Capital a 19 meses no valor de $ 4.000.000. Determine
de Giro o volume de recursos a longo prazo (próprios e
Capital de Giro e Equilíbrio Financeiro 151

de terceiros) da empresa que se encontra apli- CCL = – $ 1.000.000


cado em itens circulantes.
A empresa apresenta CCL negativo indicando
que parcela do total dos recursos imobilizados
Solução:
a longo prazo é financiada ($ 1.000.000) por
Patrimônio Líquido $ 6.000.000 fontes de curto prazo.
Ativo Permanente $ 10.000.000
Realizável a Longo Prazo $ 1.000.000 4. Uma empresa comercial, em fase de avaliação
Exigível a Longo Prazo $ 4.000.000 de sua necessidade de investimento em giro,
apura, ao final do exercício de 2007 o seguinte
CCL = ($ 6.000.000 + $ 4.000.000) – ($ balanço patrimonial:
10.000.000 + $ 1.000.000)

ATIVO ($ ) PASSIVO ($ )
Disponível R$ 150.000,00 Empréstimos CP R$ 70.000,00
Duplicatas a Receber R$ 670.000,00 Fornecedores R$ 360.000,00
Estoques R$ 350.000,00 Financiamentos LP R$ 470.000,00
Permanente R$ 1.000.000,00 Capital Social R$ 1.270.000,00
Total do ATIVO R$ 2.170.000,00 Total do PASSIVO R$ 2.170.000,00

Os resultados projetados pela empresa para o primeiro trimestre de 2008 são apresentados a seguir.

Resultados projetados ($ )
Receita de Vendas R$ 3.770.000,00
CMV (R$ 2.232.000,00)
Lucro Bruto R$ 1.538.000,00

s
Despesas Operacionais (R$ 540.000,00)
Depreciação (R$ 60.000,00)

l a
Lucro Operacional R$ 938.000,00

t
Despesas Financeiras (R$ 50.000,00)

A
LAIR R$ 888.000,00
(–) IR (40%) (R$ 355.200,00)
Lucro Líquido R$ 532.800,00

t o
operacionais: PME de 45 dias, PMC de 18

r
A empresa trabalha com os seguintes prazos

a Pede-se completar o balanço final do trimestre,


conforme apurado a seguir:

i
dias e PMPF de 15 dias. As compras de mer-

d
cadorias previstas para o trimestre atingem $
2.998.000

E
152 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

ATIVO ($ ) PASSIVO ($ )
Disponível R$ 400.000,00 Empréstimos CP R$ 120.333,00
Duplicatas a Receber R$ – Fornecedores R$ –
Estoques R$ – Provisão para IR R$ –
Permanente R$ 1.140.000,00 Financiamentos LP R$ 400.000,00
Capital Social R$ 1.502.000,00
Lucros Retidos R$ –
Total do ATIVO R$ 3.410.000,00 Total do PASSIVO R$ 3.410.000,00

Solução: Inv. Mínimo Inv. Máximo


Valores a
Estoques Receber R$ 4.000.000,00 R$ 7.000.000,00
PME = × 90
CMV Estoques R$ 7.000.000,00 R$ 12.000.000,00

Estoques × 90 Por outro lado, as suas oportunidades de cap-


45 = tação de recursos a curto prazo, também definidas
$ 2.232.000
em valores mínimos e máximos, estão previstas da
Estoques = $ 1.116.000
forma seguinte:

Duplicatas a Receber
PMR = × 90
Vendas Valor Mínimo Valor Máximo
Captação CP Captação CP
Duplicatas a Receber × 90 Fornecedores R$ 3.000.000,00 R$ 4.500.000,00
18 =
$ 3.770.000 Estoques R$ 3.000.000,00 R$ 6.000.000,00

Duplicatas a Receber = $ 754.000 Para um custo de capital de curto prazo inferior


ao de longo prazo, pede-se:

s
Fornecedores a) Determinar o volume de capital circulante
PMPF = × 90

a
Compras líquido que deve ser mantido pela empresa

l
visando maximizar o seu nível de rentabili-

t
Fornecedores × 90 dade.
15 =

A
$ 2.998.000 b) Admitindo-se que a empresa mantenha um
ativo permanente de % 35.000.000 e um

a
patrimônio líquido de $ 26.000.000, que
Fornecedores = $ 499.667
seu realizável a longo prazo é nulo e que o

r
Provisão para IR = $ 355.200,00 custo do dinheiro a curto prazo (aplicável a

o
todo passivo circulante) é de 12% a.a. e o de

t
5. Uma empresa projetou, para determinado pe- longo prazo de 15,5%, qual o montante de

i
ríodo, as seguintes necessidades mínimas e má- recursos de terceiros de longo prazo neces-
sários em cada nível de risco considerado?

d
ximas de investimentos em capital de giro:

E
Capital de Giro e Equilíbrio Financeiro 153

Solução:

a) Baixa rentabilidade e Risco


ATIVO CIRCULANTE
Valores a Receber $ 4.000.000
Estoques $ 7.000.000 $ 11.000.000
PASSIVO CIRCULANTE
Fornecedores $ 4.500.000
Empréstimos Bancários $ 6.000.000 ($ 10.500.000)
CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO $ 500.000
Alta rentabilidade e Risco
ATIVO CIRCULANTE
Valores a Receber $ 7.000.000
Estoques $ 12.000.000 $ 19.000.000
PASSIVO CIRCULANTE
Fornecedores $ 3.000.000
Empréstimos Bancários $ 3.000.000 ($ 6.000.000)
CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO $ 13.000.000
b) Volume de Exigível a Longo Prazo
Baixo Risco
Ativo Circulante $ 19.000.000
Ativo Permanente $ 35.000.000
ATIVO TOTAL $ 54.000.000

s
Passivo Circulante $ 6.000.000
Exigível a Longo Prazo $ 22.000.000

l a
Patrimônio Líquido $ 26.000.000

t
Alto Risco

A
Ativo Circulante $ 11.000.000
Ativo Permanente $ 35.000.000

a
ATIVO TOTAL $ 46.000.000

r
Passivo Circulante $ 10.500.000

o
Exigível a Longo Prazo $ 9.500.000

i t
Patrimônio Líquido $ 26.000.000

E d
25

ADMINISTRAÇÃO
DE CAIXA

TESTES DE VERIFICAÇÃO 2. Admita que uma empresa gira seus estoques


quatro vezes no ano (360 dias). O seu período
médio de pagamentos é de 30 dias e o período
1. O ciclo decorrido a partir do momento em que médio de cobrança é de 60 dias. Pode-se dizer

s
a empresa paga o fornecedor e o momento em o ciclo operacional e o ciclo de caixa dessa em-

a
que recebe a venda efetuada é chamado de: presa são, respectivamente:

l
a) Ciclo econômico.

t
a) 120 dias; 150 dias.
b) Ciclo operacional. b) 150 dias; 120 dias.

A
c) Ciclo de vendas. c) 90 dias; 120 dias.

a
d) Ciclo de vida útil do produto. d) 120 dias; 90 dias.

r
e) Ciclo financeiro. e) 120 dias; 120 dias.

t o
Justificativa: Justificativa:

d i
O ciclo Financeiro tem início com o desembol- Ciclo de caixa = Entrada de Caixa – Saída de
so de numerários para a aquisição da mercadoria Caixa = (60 – 30) × 4 = 120 dias

E
que será revendida pela empresa e encerra-se com Ciclo operacional = Ciclo de Caixa + PMPF
o recebimento relativo à venda da mesma. Este é o Ciclo operacional = 120 + 30 = 150 dias
ciclo de caixa. O reflexo do ciclo econômico se dará
neste ciclo. Se o giro do estoque é lento, primeiro 3. Uma empresa apresentou os seguintes resulta-
a empresa pagará para após receber. dos ao término do exercício de 2007:
Administração de Caixa 155

Item Início do Ano Fim do Ano Quanto mais alto se situar o custo financeiro
dos passivos de uma empresa, menor deverá ficar
Estoque R$ 3.000,00 R$ 9.000,00
o giro dos estoques.
Contas a Receber R$ 1.500,00 R$ 2.500,00
Contas a Pagar R$ 2.800,00 R$ 4.700,00 Uma queda no índice de giro das contas a re-
ceber denota maior demora no recebimento das
vendas a prazo.
As vendas a prazo atingiram $ 60.000,00 no
exercício, e os custos dos produtos vendidos 5. De acordo com o modelo do lote econômico bas-
foram de $ 30.000,00. Dessa maneira, pode-se tante utilizado na administração de estoques,
afirmar que o ciclo operacional e o ciclo de cai- pode-se calcular um valor para o saldo médio
xa dessa empresa no exercício foram respectiva- 2×b×T
mente de (considerar ano de 365 dias): ideal de caixa pela expressão i . Sobre
2
a) 85; 40 dias. esse saldo médio ideal de caixa pode-se afirmar
b) 40; 35 dias. que:
c) 72; 39 dias. a) Seu valor é exatamente o dobro do lote eco-
nômico.
d) 81; 34 dias.
b) Apresenta uma variação diretamente pro-
e) 60; 30 dias.
porcional do custo de oportunidade do in-
vestimento.
4. Assinale a alternativa correta:
c) Apresenta uma variação diretamente pro-
a) O giro dos estoques é obtido pela divisão
porcional ao volume da transação que
entre o valor médio dos estoques e o custo
levam a desembolsos de caixa.
da mercadoria vendida.
d) Seu valor varia inversamente proporcional
b) Quanto menor for o giro das contas a re-
ao custo de obtenção.
ceber, mais rápido a empresa recebe suas
contas a receber. e) Seu valor varia inversamente proporcional
do custo de oportunidade do investimento.
c) Quanto mais alto se situar o custo financeiro

s
dos passivos de uma empresa, menor deverá
Justificativa:

a
ficar o giro dos estoques.

l
d) Um aumento no giro dos estoques motiva-

t
Diante da realidade de ciclos financeiros posi-
do por uma redução significativa no custo
tivos, deve a empresa desenvolver estratégias de

A
da mercadoria vendida indica maior volu-
maneira a minimizar sua dependência por outras
me de recursos aplicados em estoques.
fontes de recursos, tais como: maior giro dos esto-

a
e) Uma queda no índice de giro das contas a ques, redução da inadimplência, negociar prazos de

r
receber denota maior demora no recebimen- pagamento mais detalhados com os fornecedores.
to das vendas a prazo.

o
Uma gestão mais eficiente do ciclo de caixa

t
permite que a empresa diminua sua dependência

i
Justificativa: por empréstimos, reduzindo suas necessidades de

d
recursos, promovendo economias para a mesma.
O giro dos estoques é obtido pela divisão entre

E
a quantidade de dias do período pelo prazo médio
de estocagem. EXERCÍCIOS PROPOSTOS
Quanto maior for o giro das contas a receber,
mais rápido a empresa recebe suas contas a rece- 1. Uma empresa está efetuando um estudo com
ber. relação ao ciclo de caixa. Sabe-se que o prazo
156 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

de estocagem de suas matérias-primas é de 45 a) Determine o ciclo de caixa e o ciclo


dias, sendo que os fornecedores concedem um operacional da empresa e represente-os gra-
prazo de 30 dias para pagamento das dupli- ficamente.
catas. A produção demanda normalmente um b) Calcule o giro de caixa da empresa.
prazo de 30 dias, permanecendo os produtos c) Se a empresa reduzisse seu prazo de estoca-
fabricados estocados 15 dias à espera de serem gem de matérias-primas para 30 dias, e de
vendidos. A política de vendas da empresa ado- recebimento de vendas para 45 dias, como
ta um prazo de recebimento de 60 dias. Diante o ciclo de caixa e o giro de caixa seriam afe-
dessas informações: tados?

Solução:
CICLO OPERACIONAL

Prazo de pagamento
a fornecedores

Prazo de estocagem Prazo de Prazo de estocagem de Prazo de recebimento


de matérias-primas produção produtos terminados de vendas

30 dias 15 dias 30 dias 15 dias 60 dias

PMPF

CICLO DE CAIXA

a) Ciclo Operacional = 30 + 15 + 30 + 15 + • 40% das vendas são recebidas a vista; 40%

s
60 = 150 dias em 30 dias; e 20% em 60 dias. Admite-se

a
Ciclo de Caixa = 15 + 30 + 15 + 60 = 120 que os recebimentos ocorram na metade de

l
dias cada um dos meses.

t
360 • O saldo de caixa existente, em 31-12-X7,
b) Giro de Caixa: = 3 vezes

A
120
atinge $ 4.800.
c) Ciclo de Caixa: 30 + 15 + 45 = 90 dias
• As compras necessárias são normalmente

a
360
Giros de Caixa: = 4 vezes pagas com 30 dias de prazo.

r
90
• Valores Realizados e Previstos das Com-

o
2. Uma empresa, em fase de projeção de seus re-
pras

t
cursos de caixa para o primeiro trimestre de

i
20X8, levantou as seguintes estimativas: Início do Mês Valor ($)

d
• Vendas Líquidas Estimadas Dez./X7 5.000

E
Nov./X7 : $ 15.000 Jan./X8 8.000
Dez./X7 : $ 16.500 Mar./X8 3.000
Jan./X8 : $ 14.000
• No dia 15 de março está prevista a integrali-
Fev./X8 : $ 12.500 zação de uma subscrição de capital no valor
Mar./X8 : $ 10.000 de $ 16.000.
Administração de Caixa 157

• No final de janeiro, a empresa deverá li- • As taxas mensais de inflação projetadas para
quidar uma dívida bancária no montante o trimestre são:
de $ 9.500. Jan.: 6,5 %
• As despesas operacionais desembolsáveis Fev.: 5,5 %
mensais estão previstas, para cada um dos
Mar.: 5,0 %
meses do trimestre de planejamento, em $
5.000. O pagamento ocorre normalmente Pede-se:
ao final do mês. a) Efetuar a projeção mensal e trimestral de
• No início de março, a empresa tem progra- caixa em valores nominais.
mado pagamento de dividendos no valor b) Efetuar a projeção trimestral de caixa em
de $ 6.300. inflação.

Solução:

a) Projeção de Caixa Mensal e Trimestral em Valores Nominais

Janeiro Fevereiro Março Trimestre


A – Saldo Inicial de Caixa 4.800 – – 4.800
B – Entradas previstas
Vendas de nov/x7 3.000 – – 3.000
Vendas de dez/x7 6.600 3.300 – 9.900
Vendas de jan/x8 5.600 5.600 2.800 14.000
Vendas de fev/x8 – 4.800 4.800 9.600
Vendas de mar/x8 – – 4.000 4.000
Integralização de Capital – – 16.000 16.000

s
C – A+B 20.000 13.700 27.600 61.300

a
D – Saídas previstas

t l
Compras dez/x7 5.000 – – 5.000
Compras jan/x8 – 8.000 – 8.000

A
Dívida bancária 9.500 – – 9.500
Despesas operacionais 5.000 5.000 5.000 15.000

a
Dividendos – – 6.300 6.300

r
E – Total das Saídas 19.500 13.000 11.300 43.800

o
F – Saldo Líq. Caixa (C-E) 500 700 16.300 17.500

i t
G – Saldo Acumulado Caixa 500 1.200 17.500 17.500

E d
158 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

b) Projeção Trimestral de Caixa em Inflação

Ganhos ou Perdas
Valores Nominais Taxa de inflação Inflacionários
A – Saldo Inicial de Caixa 4.800.000 –28,3121% –1.358.981
B – Entradas previstas
Vendas de nov./x7 3.000.000 –22,6198% –678.594
Vendas de dez./x7 9.900.000 –19,2453% –1.905.287
Vendas de jan./x8 14.000.000 –14,8311% –2.076.351
Vendas de fev./x8 9.600.000 –8,2097% –788.133
Vendas de mar./x8 4.000.000 –3,9231% –156.922
Integralização de Capital 16.000.000 –3,9231% –627.688
C – A+B 61.300.000 – –7.591.956
D – Saídas previstas
Compras dez./x7 5.000.000 28,3121% 1.415.605
Compras jan./x8 8.000.000 17,1800% 1.374.400
Dívida bancária 9.500.000 17,1800% 1.632.100
Despesas operacionais
Jan./x8 5.000.000 17,1800% 859.000
Fev./x8 5.000.000 8,0000% 400.000
Mar./x8 5.000.000 – –
Dividendos 6.300.000 8,0000% 504.000
E – Total das Saídas 43.800.000 – 6.185.105
F – Saldo Líq. Caixa (C-E) 17.500.000 – –1.406.851

s
3. Uma empresa mantém um giro de 12 vezes em dução em cinco dias, e o de estocagem de

a
suas duplicatas a receber e de 24 vezes em suas produtos terminados em 15 dias. Mantendo

l
duplicatas a pagar. As suas matérias-primas

t
em 160 dias o ciclo de caixa máximo da em-
permanecem normalmente 40 dias estocadas,
presa, qual o prazo de recebimento adicional

A
antes de serem consumidas pela produção, e
os produtos acabados demandam 60 dias para que poderá ser concedido a seus clientes?

a
serem vendidos. A empresa gasta ainda 45 dias
para a fabricação de seus produtos. Visando de- Solução:

r
senvolver alguns estudos da empresa a partir

o
de seu ciclo de caixa, pede-se: a) Prazo médio de estocagem de Matéria-Pri-

t
ma: 40 dias
a) Calcular o ciclo de caixa e o giro de caixa da

i
empresa. Represente graficamente o ciclo de Prazo médio de fabricação: 45 dias

d
caixa.
Prazo médio de vendas: 60 dias

E
b) A empresa vem procurando dinamizar suas
vendas através de uma elevação de seus pra-
360
zos de vencimento. Uma reavaliação rigo- Prazo médio de cobrança = = 30 dias
12
rosa em seu ciclo de caixa demonstrou que
Ciclo operacional: 175 dias
o prazo de estocagem de matérias-primas
pode ser reduzido em dez dias, e o de pro- Prazo médio de pagamento de fornecedores:
Administração de Caixa 159

360 2004 2005 2006 2007


= 15 dias
24 Giro Pgto.
Fornecedores 2,9 3,4 4,5 5,6
Ciclo de caixa = 175 – 15 = 160 dias Giro Valores a
360 Receber 4,8 3,7 3 2,3
Giro de caixa = = 2,25 vezes
160 Prazo Médio
Estocagem Total
(dias) 153,4 124,9 78 51,2
b) Reduções nos prazos de:
Estocagem de Matéria-Prima: 10 dias
Fabricação: 5 dias a) A partir desses valores, calcular o prazo mé-
dio de pagamento, o prazo médio de cobran-
Vendas: 15 dias
ça e o giro dos estoques totais da empresa
Prazo de recebimento adicional: 30 dias para cada exercício.

4. A seguir são transcritos alguns dados de uma b) Com base unicamente nos valores apresenta-
empresa extraída de seus demonstrativos refe- dos, como você justificaria a evolução apre-
rentes a seus quatro últimos exercícios sociais. sentada pelo índice do prazo médio de esto-
Com base nestes dados, pede-se: cagem?

Solução:

a)
2004 2005 2006 2007
PMP (360/2,9) = 124,1 dias (360/3,4) = 105,9 dias (360/4,4) = 81,8 dias (360/5,6) = 64,3 dias
PMC (360/2,8) = 75 dias (360/3,7) = 97,3 dias (360/3,0) = 120 dias (360/2,3) = 156,5 dias
Giro estoques (360/153,4) = 2,3 × (360/124,9) = 2,9 × (360/78) = 4,6 × (360/5,12) = 7,03 ×

b) Giro de pagamento a fornecedores: o cres- Prazo médio de estocagem total: a evolução

s
cimento demonstra que o prazo concedido desses indicadores mostra uma redução dos in-

a
pelos fornecedores está diminuindo, ou seja, vestimentos em estoques ao longo dos exercícios

l
a empresa está pagando em prazos cada vez considerados.

t
menores.

A
5. A seguir, são transcritos alguns dados de uma
Giro dos valores a receber: a redução nesses va-
empresa extraídos de seus demonstrativos fi-
lores indica que a empresa está dilatando o prazo
nanceiros publicados:

a
de seus créditos (prazo de cobrança), ou seja, está
concedendo periodicamente prazos de pagamento

r
cada vez maiores a seus clientes.

d i t o
Valor Médio Estoques
20x4
$ 2,7 milhões
20x5
$ 3,69 milhões
20x6
$ 3,92 milhões
20x7
$ 5,08 milhões

E
CPV $ 5,85 milhões $ 11,36 milhões $ 17,9 milhões $ 30,8 milhões
Liquidez Seca 0,41 0,79 0,99 1,19
160 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

Diante destas informações, pede-se: b) Comparar o índice obtido (inclusive o de


a) Calcular o prazo médio de estocagem e a ro- liquidez seca) e comentar sobre a tendência
tação dos estoques para cada um dos quatro dos investimentos da empresa em estoques
anos. ao longo dos exercícios considerados.

Solução:

a)
ANOS 2004 2005
Prazo médio de estocagem (2.700/ 5.850) × 360 = 166,20 dias (3.690/ 11.360) × 360 = 116,9 dias
Rotação dos estoques (360/166,2) = 2,17 vezes (360/116,9) = 3,08 vezes

ANOS 2006 2007


Prazo médio de estocagem (3.920/ 17.900) × 360 = 78,8 dias (5.080/30.800) × 360 = 59,4 dias
Rotação dos estoques (360/78,8) = 4,57 vezes (360/59,4) = 6,06 vezes

b) Apesar do crescimento absoluto, o nível dos estoques da empresa tem apresentado uma redução
proporcional ao longo dos anos. Isso pode ser observado pela diminuição do prazo médio de esto-
cagem e também pelo aumento da liquidez seca.

t l a s
r a A
d i t o
E
26

ADMINISTRAÇÃO DE
CONTAS A RECEBER

TESTES DE VERIFICAÇÃO c) Redução dos limites a serem oferecidos.


d) Estreitamento dos padrões de liberação de
1. Uma empresa ao realizar investimentos visando créditos.
melhorias em sua política de cobrança, deve-se

s
ater primordialmente a fatores que são consi- e) Negociação mais flexível em créditos atra-

a
derados essenciais à essa prática, exceto: sados.

l
a) Sazonalidade das vendas.

t
3. Uma empresa deseja adotar uma política de
b) Créditos oferecidos pelos concorrentes do desconto para melhoria do recebimento dos

A
mesmo setor. créditos a seus clientes. Para tanto, oferece um
c) Política de cobrança estabelecida pela desconto para pagamento no vencimento defi-

a
empresa. nido pela taxa d%. Se a empresa apresenta uma

r
d) Prazos de créditos praticados pela empre- margem de contribuição deste produto indica-
sa.

o
da por MC, e tem um custo de financiamento

t
e) Custo de oportunidade para investimentos de curto prazo dado por uma taxa i%, pode-se

i
em estoque. dizer que a empresa beneficiará desta proposta

d
apenas se:
2. Indique entre as especificações descritas abai-
a) d% + i% > MC.

E
xo de uma política de crédito, aquela que não
influencia no aumento do volume de valores a b) d% – i% > MC.
receber por uma empresa:
c) d% + i% < MC.
a) Descontos especiais para pagamento a
vista. d) d% – i% < MC.
b) Dilatar os prazos de ofertas de créditos. e) d% < i%.
162 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

4. Determinada empresa adota um sistema de c) Apenas B.


pesos para avaliar solicitações de crediário no d) Apenas D.
varejo. Os pesos são discriminados baseando-se
um cadastro que o cliente preenche quando da e) B e C.
solicitação do crédito. O padrão de aceitação
5. Qual(is) cliente(s) teve (tiveram) seu crédito
para liberar o crédito é atendido para clien-
reprovado?
tes com resultado final ponderado acima de 8
pontos. A empresa libera também o crediário a) Apenas C.
em apenas 50% do valor solicitado ao cliente b) Apenas D.
para aqueles que tiverem pontuação final en-
c) C e D.
tre 6 e 7,9 pontos, rejeitando o crediário para
pontuações inferiores a 5,9. O quadro com os d) B e C.
respectivos pesos das informações do crediário e) A e B.
são apresentados a seguir:
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
Características creditícias Pesos
Tipo de residência (própria ou alugada) 0,20 1. Dentro das atuais condições de concessão de
Nível de escolaridade 0,10 crédito, uma empresa estima em $ 12.000.000
Histórico de renda 0,20 por mês as suas vendas para o próximo exercí-
Histórico de pagamentos na loja 0,30
cio, das quais a metade se realizará a prazo. Os
custos e despesas variáveis mensais, referentes
Tempo de emprego 0,20
a custos de produção e despesas administrativas
gerais, estão previstos em 40% do total das ven-
O quadro a seguir apresenta a tabulação refe- das; e os relativos ao crédito, em 5% das ven-
rente a quatro solicitações de crédito de acordo das a prazo. Prevê-se, por outro lado, que uma
com as informações fornecidas pelos clientes. política de ampliação no prazo de concessão
de crédito elevará em 20% as vendas totais da
empresa, sendo que a participação das vendas a
prazo passará de 50 para 55%. Admitindo que

s
A B C D
Tipo de Residência os custos e despesas fixos não sofrerão altera-

a
ções com a nova proposta, pede-se:

l
(própria ou alugada) 10 9 7 8

t
Nível de escolaridade 9 7 7 7 a) O lucro marginal que resultará da adoção
Nível de renda 10 8 8 6 da nova proposta de crédito.

A
Histórico de pagamen- b) Sendo de $ 76.800.000 o investimento mar-
to na loja 6 9 7 2 ginal em valores a receber, o custo máximo

a
Tempo de emprego 5 8,5 7 7 desse capital para que a nova proposta seja

r
considerada atraente.

o
De acordo com os números tabulados pelo ques- c) Calcular o lucro marginal e retorno margi-

t
tionário de avaliação, qual(is) cliente(s) teriam nal, admitindo que os custos e despesas va-

i
seu crédito 100% aprovado? riáveis relativos ao crédito elevem-se para
7%. Estima-se ainda que os demais valores

d
a) Apenas A. considerados, inclusive os custos e despesas

E
b) A e C. fixos, permaneçam inalterados.
Administração de Contas a Receber 163

Solução:

a) Lucro Marginal

SITUAÇÃO ORIGINAL ($ 000)

Vendas a Vista Vendas a Prazo Total

Vendas 50% × $ 12.000 = 50% × $ 12.000 = $ 12.000


$ 6.000 $ 6.000

Custos e Despesas Variáveis 40% × $ 6.000 = 40% × $ 6.000 = ($ 4.800)


($ 2.400) ($ 2.400)
Produção e Despesas Gerais

Custos e Despesas Variáveis – 5% × $ 6.000 = ($ 300) ($ 300)


Relativas a Crédito

Margem de Contribuição $ 3.600 $ 3.300 $ 6.900

SITUAÇÃO PROPOSTA ($ 000)

Vendas a Vista Vendas a Prazo Total

Vendas 45% × $ 14.400 = 55% × $ 14.400 = $ 14.400


$ 6.480 $ 7.920

s
Custos e Despesas Variáveis 40% × $ 6.480 = 40% × $ 7.920 = ($ 5.760)
($ 2.592) ($ 3.168)

a
Produção e Despesas Gerais

t l
Custos e Despesas Variáveis – 5% × $7.920 = ($ 396) ($ 396)

A
Relativas a Crédito

Margem de Contribuição $ 3.888 $ 4.356 $ 8.244

t o r a
Margem de Contribuição Marginal = Lucro Marginal = $ 8.244.000 – $ 6.900.000 = $ 1.344.000

d i
b) Custo Máximo do Capital

E
Contribuição Marginal $ 1.344.000
Retorno Marginal = = = 1,75% a.m.
Investimento Marginal $ 76.800.000

Logo, o custo de investimento marginal, para que a situação proposta seja economicamente atraente,

não deverá exceder 1,75% a.m.


164 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

c) Alterações nos Custos e Despesas Variáveis


SITUAÇÃO PROPOSTA ($ 000)

Vendas a Vista Vendas a Prazo Total

Vendas 45% × $ 14.400 = 55% × $ 14.400 = $ 14.400


$ 6.480 $ 7.920

Custos e Despesas Variáveis 40% × $ 6.480 = 40% × $ 7.920 = ($ 5.760)


($ 2.592) ($ 3.168)
Produção e Despesas Gerais

Custos e Despesas Variáveis – 7% × $ 7.920 = ($ 554,4)


Relativas a Crédito $ 554,4)

Margem de Contribuição $ 3.888 $ 4.197,6 $ 8.085,6

Margem de Contribuição Marginal = Lucro Marginal = $ 8.085.600 – $ 6.900.000 = $ 1.185.600


Contribuição Marginal $ 1.185.600
Retorno Marginal = = = 1,54% a.m.
Investimento Marginal $ 76.800.000

2. Uma empresa, definindo sua política de crédito ceiros produziria sobre os resultados. A propos-
para o próximo exercício, efetuou as seguintes ta em consideração é a de um incremento dos
projeções: descontos para compras a vista de 4 para 8%.
• Vendas: $ 26.000.000/mês, sendo 40% re- Com isso, espera-se uma ampliação de 5% no
cebidos a vista e 60% a prazo. total das vendas, passando as vendas a vista a
representarem 50% dessas receitas. Como refle-
• Custos e despesas variáveis referentes a des- xo, ainda, espera-se uma redução das despesas

s
pesas de vendas e administrativas: 45% das gerais variáveis de crédito para 6%.
vendas totais.

a
a) Determine o lucro marginal resultante da

l
• Custos e despesas variáveis relativos às des- adoção da nova política de crédito.

t
pesas gerais de crédito e calculados sobre as
vendas a prazo: 8%. b) Que decisão você recomendaria para as pro-

A
postas apresentadas, supondo-se que:
Dentro dessas condições, a empresa tem nor-
malmente concedido um desconto financeiro • Não haja alteração no investimento em va-

a
de 4% nas vendas realizadas a vista. Parale- lores a receber?

r
lamente à elaboração dessas previsões, a sua • A situação proposta exige $ 800.000 a me-
direção vem desenvolvendo estudos sobre os nos de investimento em valores a receber

o
reflexos que uma elevação nos descontos finan- comparativamente à situação original?

E i t
Solução:

d
a) Lucro Marginal
SITUAÇÃO ORIGINAL ($ 000)

Vendas
Vendas a Vista

40% × $ 26.000 =
$ 10.400
Vendas a Prazo

60% × $ 26.000 =
$ 15.600
Total

$ 26.000
Administração de Contas a Receber 165

Custos e Despesas Variáveis 45% × $ 10.400 = 45% × $ 15.600 = ($ 11.700)


($ 4.680) ($ 7.020)
Produção e Despesas Gerais
Custos e Despesas Variáveis – 8% × $ 15.600 = ($ 1.248)
Relativas a Crédito $ 1.248)
Descontos Financeiros 4% × 10.400 = ($ 416) ($ 416)
Margem de Contribuição $ 5.304 $ 7.332 $ 12.636

SITUAÇÃO PROPOSTA ($ 000)

Vendas a Vista Vendas a Prazo Total


Vendas 50% × $ 27.300 = 50% × $ 27.300 = $ 27.300
$ 13.650 $ 13.650
Custos e Despesas Variáveis 45% × $ 13.650 = 45% × $ 13.650 = ($ 12.285)
($ 6.142,5) ($ 6.142,50)
Produção e Despesas Gerais
Custos e Despesas Variáveis – 6% × $ 13.650 = ($ 819)
Relativas a Crédito ($ 819)
Descontos Financeiros 8% × 13.650 = ($ 1.092)
($ 1.092)
Margem de Contribuição $ 6.415,5 $ 6.688,5 $ 13.104
Margem de Contribuição Marginal = Lucro Marginal = $ 13.104.000 – $ 12.636.000 = $ 468.000

b) Em qualquer das suposições levantadas, a alterações nos custos e despesas fixos. Estudos
proposta formulada é atraente. prospectivos ainda estimaram em $ 8.000.000 o

s
montante do investimento marginal em valores
3. Uma empresa está avaliando os benefícios eco-

a
a receber decorrente de uma maior liberalidade

l
nômicos em afrouxar sua política de cobran- na política de cobrança. Pelos dados e informa-

t
ça, principalmente pelas elevadas despesas de ções apresentados, pede-se:
cobrança que vêm normalmente ocorrendo.

A
a) Determinar o lucro marginal e o retorno
Atualmente, essas despesas atingem 8% das
marginal, admitindo-se que o investimento
vendas realizadas a prazo. Estima-se que uma
necessário seja financiado integralmente por

a
maior liberalidade nas cobranças eleve as ven-
recursos monetários disponíveis no ativo da

r
das a prazo de $ 15.000.000 para $ 17.000.000,
empresa.
não se verificando nenhuma influência sobre o

o
montante das vendas a vista. Da mesma forma, b) Considerando um custo de oportunidade de

t
espera-se que a provisão para devedores duvi- 12% no período, a conveniência econômica

i
dosos passe de 2 para 3% das vendas a prazo e da proposta de afrouxamento na política de

d
as despesas de cobrança baixem para 5,5% das cobrança.
vendas a prazo. Os custos e despesas variáveis c) Caso a empresa deseje financiar seu inves-

E
relativos aos custos de produção e despesas timento marginal através de uma operação
administrativas permanecerão fixos em 45% de captação, determinar o custo máximo
das vendas totais, assim como as despesas ge- que a empresa poderia incorrer para que a
rais do departamento de crédito em 4% sobre proposta em consideração seja atraente.
as vendas a prazo. Não se esperam igualmente
166 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

Solução:

a) Lucro Marginal e Retorno Marginal ($ 000)

Situação Original Situação Proposta

Vendas $ 15.000 $ 17.000

Custos e Despesas Variáveis Produção


45% × $ 15.000 = ($ 6.750) 45% × $ 17.000 = ($ 7.650)
e Despesas Administrativas

Provisão para Devedores Duvidosos 2% × $ 15.000 = ($ 300) 3% × $ 17.000 = ($ 510)

Despesas de Cobrança 8% × $ 15.000 = ($ 1.200) 5,5% × $ 17.000 = ($ 935)

Despesas Gerais do Departamento de Crédito 4% × 15.000 = ($ 600) 4% × 17.000 = ($ 680)

Margem de Contribuição $ 6.150 $ 7.225

Margem de Contribuição Marginal = Lucro Marginal = $ 7.225.000 – $ 6.150.000 = $ 1.075.000


Contribuição Marginal $ 1.075.000
Retorno Marginal = = = 13,4%
Investimento Marginal $ 8.000.000

b) Decisão • Custos e despesas fixos: $ 2.100.000.


Dado que o retorno marginal é superior ao cus- Junto com essas projeções, a direção da empre-
to de oportunidade do investimento em valores sa, visando melhor dinamizar suas vendas e,
a receber (12%), a proposta de uma maior li- consequentemente, seus resultados, está ava-
beralidade na política de cobrança é economi- liando a implantação de medidas de afrouxa-
camente atraente. mento nos padrões de crédito. Sabe-se que esta
c) O custo máximo será aquele que anula a proposta trará uma elevação de 20% das ven-
contribuição marginal dos resultados, ou das a prazo, permanecendo as vendas a vista
seja, o próprio retorno marginal de 13,4% inalteradas.
no período.

s
Como consequência, ainda, espera-se que o
prazo médio de cobrança se eleve para três

a
4. Como decorrência de sua política tradicional
meses, as despesas variáveis de cobrança para

l
de crédito, uma empresa estima que suas ven-

t
5% e a provisão para devedores duvidosos para
das mensais atingirão um valor médio de $
5.000.000 no próximo exercício. Desse total, 3%. Pede-se:

A
40% serão recebidos a vista e 60% em dois me- a) Baseando-se nos valores projetados, deter-
ses. Outros dados projetados pela empresa são minar a contribuição marginal proveniente

a
os seguintes: da proposta de afrouxamento nos padrões

r
• Custos e despesas variáveis (produção e des- de crédito.
pesas administrativas): 36% sobre as ven-

o
b) Calcular o investimento marginal em valores
das totais.

t
a receber.

i
• Despesas variáveis de cobrança: 3,5% sobre c) Admitindo-se um custo de oportunidade de
as vendas a crédito.

d
2,0% a.m., considera você viável a proposta
• Provisão para devedores duvidosos: 1,5% formulada de alteração da política de crédi-

E
sobre as vendas a crédito. to?
Administração de Contas a Receber 167

Solução:

a) Contribuição Marginal
SITUAÇÃO ATUAL ($ 000)

Vendas a Vista Vendas a Prazo Total


Vendas 40% × $ 50.000 = $ 20.000 60% × $ 50.000 = $ 30.000 $ 50.000
Custos e Despesas
Variáveis 36% × $ 20.000 = ($ 7.200) 36% × $ 30.000 = $ 10.800) ($ 18.000)
Despesas Variáveis de
Cobrança – 3,5% × $ 30.000 = ($ 1.050) ($ 1.050)
Provisão para Devedores
Duvidosos – 1,5% × $ 30.000 = ($ 450) ($ 450)
Custos e Despesas
Variáveis Totais ($ 7.200) ($ 12.300) ($ 19.500)
Margem de Contribuição $ 12.800 $ 17.700 $ 30.500
Custos e Despesas Fixos ($ 21.000)

SITUAÇÃO PROPOSTA ($ 000)

Vendas a Vista Vendas a Prazo Total


Vendas $ 20.000 $ 30.000 × 1,2 = $ 36.000 $ 56.000
Custos e Despesas Variáveis ($ 7.200) 36% × $ 36.000 = ($ 12.960) ($ 20.160)
Despesas Variáveis de Cobrança – 5% × $ 36.000 = ($ 1.800) ($ 1.800)
Provisão para Devedores Duvidosos – 3% × $ 36.000 = ($ 1.080) ($ 1.080)
Custos e Despesas Variáveis Totais ($ 7.200) ($ 15.840) ($ 23.040)

s
Margem de Contribuição $ 12.800 $ 20.160 $ 32.960

a
Custos e Despesas Fixos ($ 21.000)

l
Resultado $ 11.960

t
Margem de Contribuição Marginal = Lucro Marginal = $ 11.960.000 – $ 9.500.000 = $ 2.460.000

A
b) Investimento Marginal em Valores a Receber

a
SITUAÇÃO ATUAL ($ 000)

r
Custos e Despesas Variáveis
Totais (exceto PDD) $ 19.500 – $ 450.000 $ 19.050

t o
Custos e Despesas Fixos Desembolsáveis $ 21.000

i
Custos e Despesas Totais Desembolsáveis Mensalmente $ 40.050

d
Fluxo de Caixa Nominal Operacional do 1o Mês

E
Entradas
Recebimento das Vendas a Vista $ 20.000
Saídas
Pagamento de Custos e Despesas exceto PDD ($ 40.050)
Necessidade de Caixa para o 1o Mês ($ 20.050)
168 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

Fluxo de Caixa Nominal Operacional do 2o Mês


Entradas
Recebimento das Vendas a Vista $ 20.000
Saídas
Pagamento de Custos e Despesas exceto PDD ($ 40.050)
Necessidade de Caixa para o 2o Mês ($ 20.050)
(+) Necessidade Calculada para o 1o Mês ($ 20.050)
NECESSIDADE ACUMULADA ($ 40.100)

Fluxo de Caixa Nominal Operacional do 3o Mês


Entradas
Recebimento das Vendas a Vista $ 20.000
Recebimento das Vendas a Prazo exceto para PDD $ 29.550
$ 49.550
Saídas
Pagamento de Custos e Despesas exceto PDD ($ 40.050)
Sobra de Caixa do 3o Mês em diante $ 9.500
Investimento em Valores a Receber $ 40.100

SITUAÇÃO PROPOSTA ($ 000)


Custos e Despesas Variáveis
Totais (exceto PDD) $ 23.040 – $ 1.080 $ 21.960
Custos e Despesas Fixos Desembolsáveis $ 21.000
Custos e Despesas Totais Desembolsáveis Mensalmente $ 42.960

Fluxo de Caixa Nominal Operacional do 1o Mês


Entradas
Recebimento das Vendas a Vista $ 20.000

s
Saídas
Pagamento de Custos e Despesas exceto PDD ($ 42.960)

a
Necessidade de Caixa para o 1o Mês ($ 22.960)

t l
Fluxo de Caixa Nominal Operacional do 2o Mês

A
Entradas
Recebimento das Vendas a Vista $ 20.000

a
Saídas
Pagamento de Custos e Despesas exceto PDD ($ 42.960)

r
Necessidade de Caixa para o 2o Mês ($ 22.960)

o
(+) Necessidade Calculada para o 1o Mês ($ 22.960)

t
NECESSIDADE ACUMULADA ($ 45.920)

d i
Fluxo de Caixa Nominal Operacional do 3o Mês
Entradas

E
Recebimento das Vendas a Vista $ 20.000
Saídas
Pagamento de Custos e Despesas exceto PDD ($ 42.960)
Necessidade de Caixa para o 3o Mês ($ 22.960)
(+) Necessidade Calculada para o 1o Mês ($ 22.960)
Administração de Contas a Receber 169

(+) Necessidade Calculada para o 2o Mês ($ 22.960)


NECESSIDADE ACUMULADA ($ 68.880)

Fluxo de Caixa Nominal Operacional do 4o Mês


Entradas
Recebimento das Vendas a Vista $ 20.000
Recebimento das Vendas a Prazo exceto PDD $ 34.920
$ 54.920
Saídas
Pagamento de Custos e Despesas exceto PDD ($ 42.960)
Sobra de Caixa do 4o Mês em diante ($ 11.960)
Investimento em Valores a Receber $ 68.880

Investimento em Valores a Receber da situação proposta $ 68.880


Investimento em Valores a Receber da situação proposta ($ 40.100)
INVESTIMENTO MARGINAL $ 28.780

c) Retorno Marginal b) Calcular o investimento marginal em contas


a receber que essa nova mudança trará para
Contribuição Marginal a empresa.
Retorno Marginal =
Investimento Marginal c) Calcular o custo do investimento marginal.
$ 2.460.000
= Solução:
$ 28.780.000
= 8,5% a.m. $ 300.000
a) Vendas = = 7.500 unidades
40
A proposta de alteração da política de crédito
não é economicamente atraente em razão do Após aumento:

s
retorno marginal estar aquém do custo de opor- 7.500 + 20% = 9.000 unidades
tunidade do capital investido (10% a.m.)
Ganho adicional = ($ 25 – $ 18) × $ 1.500

l a
= $ 10.500
5. Uma empresa pratica atualmente sua política

t
de vendas no crediário no valor de $ 300 mil

A
360
por ano, apresentando um período médio de b) Plano atual = =9
40
cobrança de 40 dias. O preço de venda de seu

a
produto é de $ 25 e tem um custo variável uni- 360
Proposto = = 7,5
tário de $ 18. A administração da empresa está (40 × 1,2)

r
implementando uma mudança relativa à polí-

o
Cálculo do Investimento Marginal
tica de contas a receber que resultará em um

t
acréscimo de 20% nas vendas, mas passando o

i
período médio de cobrança para 48 dias. Não 9.000 × $ 18
Proposto = = $ 21.600

d
está prevista nenhuma alteração na previsão 7,5
de inadimplência. O custo de oportunidade de

E
7.500 × $ 18
mesmo risco em seus investimentos em contas Atual = = $ 15.000
9
a receber é de 15% ao ano. Pede-se:
Variação = $ 6.600
a) Calcular o lucro adicional que a empresa
terá com a nova proposta de contas a rece- c) Custo Marginal = $ 6.600 × 0,15 =
ber. = $ 990,00
27

ADMINISTRAÇÃO
DE ESTOQUES

TESTES DE VERIFICAÇÃO de carregamento diminuem de acordo com


o nível de estoque, ao passo que os custos
de reabastecimento aumentam com o nível
1. Os três tipos de estoque são:
de estoque.

s
a) Básico, produção e consumo.
c) O custo de carregamento representa todos

a
b) Matéria-prima, produção e produtos aca- os custos relacionados à colocação de um

l
bados.

t
pedido junto a fornecedores.
c) Não duráveis, em elaboração e duráveis. d) Os custos de falta de estoques represen-

A
d) Serviços, mão-de-obra e produtos acaba- tam todas as despesas diretas e os custos de
dos. oportunidade de manter os estoques.

a
e) Oferta, produção e demanda. e) O objetivo fundamental da gestão de esto-

r
ques é a maximização da colocação dos es-

o
2. Sobra a administração de estoques, é correto toques no mercado.

t
afirmar:

i
3. Uma empresa que possui vendas anuais de
a) Existe uma relação básica de custo × be-

d
5.400 unidades, um custo de reabastecimento
nefício na gestão de estoques, porque os
de $ 40,00 por pedido e custo de carregamento
custos de carregamento aumentam de

E
acordo com o nível de estoque, ao passo de $ 30,00. Qual deve ser o tamanho de cada
que os custos de reabastecimento caem pedido que minimizaria os custos em unida-
com o nível de estoque. des?

b) Existe uma relação básica de custo × bene- a) 90.


fício na gestão de estoques, porque os custos b) 100.
Administração de Estoques 171

c) 110. posta, qual será o respectivo nível de estoque


d) 120. ao final de cada mês?
a) 15.000; 15.000; 15.000.
e) 130.
b) 10.000; 28.000; 14.000.
4. Uma empresa está procurando estabelecer um c) 20.000; 18.000; 15.000.
plano de produção para os próximos três meses
d) 15.000; 18.000; 20.000.
para o seu principal produto. Estão previstas
vendas (em unidades) para os próximos meses, e) 20.000; 15.000; 15.000.
respectivamente de 10.000, 22.000 e 23.000.
5. Uma empresa usa a curva ABC para determinar,
Admita que a empresa deseje manter um nível nas proporções 20%, 30% e 50% respectiva-
de produção estável que atenda suas necessi- mente, quais são os itens do seu estoque sobre
dades, e que, possui hoje 10.000 unidades em os quais devem existir um maior controle. Os
estoque e deseja manter ao final de cada mês dados do estoque referente aos dez produtos
um estoque mínimo de 15.000. Com essa pro- de seu estoque seguem abaixo:

Produto Preço Unit. Consumo anual Produto Preço Unit. Consumo anual
A 5,00 1.600 F 10,00 200
B 12,00 2.000 G 7,50 1.000
C 0,50 3.000 H 7,00 120
D 18,00 1.000 I 8,30 500
E 20,00 900 J 2,00 1.400

Adotando o critério de ordenação dos valores informações, analise as opções para pagamento
por preço consumo anual, os itens do estoque ao fornecedor a vista, 30 dias e 60 dias.
considerados nas classes A e B são respectiva-
mente: Solução:

s
a) C, D; F, I, J. Compra a Vista (PP = 0)

l a
b) A, C; H, D, E. CMVV = $ 60.000 – 28% = $ 43.200

t
c) J, E; A, C, F. R = $ 80.000 – $ 43.200 (1,022)

A
d) D, C; A, G, H. = $ 35.849,60
e) B, D; E, A, G. Compra a Prazo (PP = 1 mês)

a
CMVV = $ 60.000 – 18% = $ 49.200

r
EXERCÍCIOS PROPOSTOS $ 49.200 × 1,022
R = $ 80.000 –

o
1,022

t
= $ 30.800,00

i
1. A empresa STYLE adquiriu de seu fornece-
dor um lote de roupas para ser vendido por $ Compra a Prazo (PP = 2 meses)

d
80.000, e um prazo de cobrança de 75 dias. A CMVV = $ 60.000

E
mercadoria tarda, em média, 30 dias para ser $ 60.000 × 1,022
vendida. O fornecedor concede um desconto R = $ 80.000 –
(1,022)2
de 18% para pagamento em 30 dias, 28% para = $ 21.291,60
pagamento a vista, ou 60 dias com preço fixo de
$ 60.000. Sabe-se que o custo de captação (Kc) 2. Pede-se determinar o custo total de uma merca-
está atualmente em 2,2% a.m. Com base nestas doria vendida a prazo sabendo-se que seu custo
172 Curso de Administração Financeira – Manual do Mestre • Assaf e Lima

de compra a vista é de $ 2.500 e seu custo de b) A Prazo


captação financeira (Kc) de 1,2% a.m. O pra- RES (15.06) = $ 803.520 – $ 656.580 × (1,018)
zo de pagamento a fornecedor é de 90 dias e o + (12% × $ 656.580) × (1,011)3 – (12% × $
prazo de estocagem da mercadoria atinge 120 803.520) × (1,018)2 = $ 116.615,08
dias.
4. Admita que uma empresa esteja avaliando uma
Solução: decisão de compra de mercadorias, devendo
optar entre adquirir a vista e a prazo. O preço
$ 2.500 × (1,012)4
CMVP = = $ 2.530 de compra da mercadoria é de $ 4.000 por uni-
(1,012)3
dade, sendo que a prazo atinge $ 4.800, para
pagamento em 60 dias, e $ 5.500 para 90 dias.
3. A empresa LEG recolhe ICMS na alíquota de
O prazo de estocagem da mercadoria é esti-
12%, sendo o desembolso do tributo efetuado
mado em 60 dias. O prazo de recebimento das
no mês seguinte ao de sua incidência. A LEG
vendas normalmente praticado pela empresa
apresenta ainda as seguintes transações em de-
é de 90 dias, sendo o preço de venda, nessas
terminado mês: condições, de $ 10.000. Admitindo-se um cus-
• 15.03 – pagamento da mercadoria ao forne- to de captação de 1,3% a.m., pede-se definir a
cedor a vista: $ 558.000; melhor opção de compra da mercadoria para a
• 15.04 – venda da mercadoria por $ 803.520; empresa.

• 15.05 – pagamento da mercadoria ao forne- Solução:


cedor se a compra foi a prazo: $ 656.580;
PE = 2 meses
• 15.06 – recebimento da venda da mercado-
ria: $ 803.520. PR = 3 meses
A empresa vem captando recursos à taxa de PVPtv = $ 10.000
1,8% a.m. e aplicando seus excedentes eventu- Kc = 1,3% a.m.
ais de caixa à taxa de 1,1% a.m. Após ter verifi-
CMVVtp (PP = 0) = $ 4.000
cado as transações, pede-se calcular o resultado
da operação de venda admitindo que a compra CMVVtp (PP = 2) = $ 4.800

s
da mercadoria tenha sido realizada: CMVVtp (PP = 3) = $ 5.500

a
a) A vista. R tR (compra a vista) =

t l
b) A prazo. = PVPtv – CMVVtp × (1 + Kc)PE+PR
R tR = $ 10.000 – $ 4.000 × (1,013)2+3 =

A
Solução:
= $ 5.733,15
15.03 – Pagamento a vista $ 558.000

a
R tR (compra a prazo) =

r
15.04 – Venda = PVPtv – CMVVtp × (1 + Kc)PE+PR–PP
15.05 – Recolhimento ICMS

o
R tr (PP = 3) =

t
Pagamento de mercadoria a prazo $ 656.580 = $ 10.000 – $ 4.800 × (1,013)2+3–2

i
15.06 – Recebimento = $ 5.010,36

d
Venda de Mercadorias $ 803.520 R tr (PP = 3) =

E
= $ 10.000 – $ 4.800 × (1,013)2+3–3 =
a) A Vista = $ 5.074,39
3
RES (15.06) = $ 803.520 – $ 558.000 × (1,018) Por apresentar maior resultado por unidade,
+ (12% × $ 558.000) × (1,011)3 – (12% × $ torna-se economicamente mais atraente adqui-
803.520) × (1,018)2 = $ 184.111,60 rir a mercadoria a prazo (PP = 2 meses).
Administração de Estoques 173

5. Uma empresa está estudando as condições de Nova situação


pagamento oferecidas pelo seu fornecedor. Sa- PE = 3 e PP = 2
be-se que o preço da mercadoria, para paga-
mento em 90 dias, atinge $ 5.000, sendo con-
cedido um desconto de 25% para pagamento a COMPRA A VISTA
vista. A empresa prevê um prazo de estocagem
de 2,5 meses para a mercadoria em considera- R tR = PVVtv – CMVV × (1 + Kc )PE
ção. Sabe-se que o custo corrente de mercado
R tR = $ 6.000 – ($ 5.000 – 25%) × (1,013)3
de captação e aplicação atinge, respectivamen-
= $ 2.101,84
te, 1,3% e 1,1% ao mês. Admitindo que a em-
presa venda a vista a mercadoria por $ 6.000,
pede-se: COMPRA A PRAZO
a) Determinar a melhor opção de compra para
R tR = PVVtv – CMVP × (1 + Kc )PE − PP
a empresa (compra a vista ou compra a pra-
zo). R tR = $ 6.000 – $ 5.000 × (1,013)3 − 2
b) Manteria você a mesma decisão de compra, = $ 935,00
ao se supor prazo de estocagem de três me-
ses e prazo de pagamento de dois meses?
Na nova situação, a compra a vista mantém-se
c) Admitindo que as vendas sejam realizadas a mais interessante, não alterando, em conse-
prazo, pelo preço de $ 7.500 a unidade, de- quência, a decisão anterior.
monstre até que preço vale a pena adquirir
a mercadoria a vista. Suponha um prazo de
recebimento de três meses. c) PE = 2,5 meses Kc = 1,3% a.m.
PP = 3 meses Ka = 1,1% a.m.
Solução:
PR = 3 meses
COMPRA A VISTA
CMVPtP × (1 + Kc )PE + PR + PP
R tp = [PVVtv – CMVVtp ×(1 + Kc )PE ] × CMVVtP = =
(1 + Kc )PE + PR

s
(1 + Ka)PP − PE
$ 5.000 × (1,013)2,5+ 3 − 3

a
R tp = [$ 6.000 – ($ 5.000 – 25%) × = = $ 4.809,96

l
(1,013)2,5+ 3
(1,013)2,5 ] × (1,011)3 − 2,5 = 2.138,60

t
Se CMV < $ 4.809,96 – É mais interessante

A
COMPRA A PRAZO comprar a vista.
Se CMV = $ 4.809,96 – Indiferente comprar a

a
R tp = PVVtv × (1 + Ka)PP − PE – CMVPtp vista ou a prazo.

r
R tp = $ 6.000 × (1,011)3 − 2,5 – $ 5.000 Se CMV > $ 4.809,96 – É mais interessante

o
= $ 1.032,91 comprar a prazo.

t
A compra de mercadoria a vista, pelas condi-

i
ções expostas, produz melhores resultados.

E d
28

AVALIAÇÃO DE
EMPRESAS

TESTES DE VERIFICAÇÃO b) O método do FCD incorpora o pressuposto


de que um investidor somente abre mão de
um consumo atual em troca de um consumo
1. Assinale a afirmativa CORRETA: maior no futuro, levando em consideração

s
a) O valor de reposição equivale ao preço his- o valor do dinheiro no tempo.

a
tórico corrigido monetariamente. c) Os fluxos de caixa considerados na avalia-

l
ção devem ser consistentes com a taxa de

t
b) O valor econômico de uma empresa é de-
terminado principalmente pelo montante de desconto aplicada. Se for calculado o fluxo

A
seus ativos. Quanto maior o capital investido de caixa operacional, o custo de oportuni-
na empresa, mais alto é o seu valor. dade deve refletir os custos dos vários com-

a
ponentes do capital ponderados pela sua
c) São as expectativas de resultados futuros,
participação relativa. Para fluxos de caixa

r
e não o desempenho passado ou atual, dos acionistas, utiliza-se o custo do capital

o
que determinam o valor de uma empre- próprio.

t
sa.

i
d) A base do modelo do FCD é o fluxo de
d) O valor de liquidação constitui-se sempre no lucros previstos apurados pelo regime de

d
maior preço de venda de uma empresa. competência.

E
2. Sobre o método do Fluxo de Caixa Descontado e) O método do FCD incorpora o risco na ava-
liação, respeitadas as preferências do inves-
(FCD) assinale a alternativa incorreta:
tidor com relação ao conflito risco-retorno.
a) A avaliação da empresa pelo método do FCD
é processada com base nos fluxos de caixa 3. Assinalando Verdadeiro (V) ou Falso (F) para as
de natureza operacional. alternativas a seguir, tem-se, respectivamente:
Avaliação de Empresas 175

I – Os valores relevantes para os fluxos de goodwill. A formação de goodwill exige


caixa operacionais, conforme utilizados alguma vantagem competitiva, que per-
na avaliação de empresas, são os prove- mita produzir um retorno de seus inves-
nientes da atividade operacional da em- timentos acima dos resultados mínimos
presa, e disponíveis a todos os provedores esperados do setor.
de capital, próprios e de terceiros.
a) F; F; V.
II – O modelo do FCD, utilizando os resulta-
b) F; V; V.
dos operacionais de caixa, considera as
várias partes que compõem o valor total c) V; V; V.
da empresa. O valor presente do fluxo d) V; F; F.
de caixa operacional expressa o valor de
e) V; V; F.
toda a empresa, ou seja, o valor para o
acionista e para o credor.
5. Uma empresa apresenta fluxos operacionais
III – O valor de uma empresa apurado pelo de caixa anuais de $ 200.000, $ 240.000, $
FCD tem como vetores principais, o cres- 280.000 para os próximos três anos. Do quar-
cimento de investimentos que produzam to ano até o oitavo estima-se que esses fluxos
retorno superior ao custo de capital, a crescerão à taxa constante de 3,5% a.a. A par-
elevação dos resultados operacionais e a tir do nono o crescimento será de 1,5% inde-
redução do custo de capital. terminadamente. Sendo de 18% a.a. a taxa de
a) V; V; V. desconto desse investimento, pode-se afirmar
b) V; V; F. que o valor da empresa:

c) V; F; F. a) É inferior a $ 500.000.

d) F; F; F. b