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Karl Marx - Os despossuídos

A revolução francesa deixou profundas marcas na política da Renânia, marcas que o Estado pru
ssiano dedicou quase quatro décadas a destruir a influência do revolucionários franceses. pp. 11 -
2

A gazeta Renana era uma espécie de protopartido. Marx tornou-se seu redator chefe em 1842,
e dava grande valor a imprensa como momento prático do movimento filosófico, isso aparece e
m sua correspondencia com Bruno Bauer. A censura determinou o fechamento do jornal em 18
43. p. 12

Marx defendeu a não assinatura de seus artigos na Gazeta Renana. Considerava-se uma parte d
e um grupo maior que utilizava o jornal para manifestar suas posições. p. 13

Em suas posições num artigo de 1842 sobre liberdade de imprensa fica claro que Marx era, ain
da, apenas um democrata radical. p. 13

O artigo sobre o furto de lenha foi a primeira vez que Marx dedicou-se as “questões economic
as”. p. 14

É em 1844, com os Anais Franco-Alemães que Marx, pela primeira vez, supera as concepções d
emocrático-burguesas defendidas anteriormente. Os textos que marcam este rompimento são: A
crítica da filosofia do direito de Hegel - Introdução e Sobre a questão judaica. p. 14

a composição social da Dieta (câmara dos deputados) Renana. p. 15

A proposta de lei florestal enviada à Dieta Renana previa que seriam classificados como furto ta
nto o ato de apanhar a madeira verde ligada a uma árvore quando apanhar a madeira morta
caida no chão. pp. 15-6, 18

O artigo sobre o furto de madeira só pode ser recuperado graças a Hermann Becker, que foi
prefeito de Colônia, que em 1851 resolveu reeditar estes artigos. p. 16

As utilidades da madeira furtada. pp. 16-7

Os conflitos entre o direito de uso e o direito de propriedade estão diretamente relacionados c


om a existência do mercado e a atuação do fisco sobre ele. p. 17

A lei florestal transformava o guarda florestal pago pelo proprietário em agente estatal e o Esta
do em empregado. A sua lógica confundia o público e o privado. p. 20

O que reside escondido no debate da Dieta é a distinção moderna entre o público e o privado
e sua relação com a propriedade. O direito se torna um instrumento para definir novas modali
dades de propriedade em beneficio dos proprietários, pondo um fim ao direito consuetudinário.
(E. P. Thompson) pp. 20-1

O dirito burguês, ao destruir as áreas comuns, põe um fim ao direito dos pobres, que estão pri
vados de toda propriedade, terem acesso a própria natureza e seus recursos. p. 21

O direito de propriedade e a colonização da América. p. 22

Marx se apega ao direito consuetudinário apenas para demonstrar como a nova legislação enge
ndrou novas contradições. p. 22

Os conflitos no âmbito jurídico-legal sobre a propriedade correspondiam necessariamente ao de


senvolvimento do capitalismo e a contradição entre a modalidade da propriedade feudal e da p
ropriedade privada burguesa. pp. 23-4

A lei de Speenhamland e o “direito de viver” a sua abolição resultou, consequentemente, na ab


olição deste direito. pp. 24-5

Marat, Robespierre e o antagonismo entre o direito a vida e o direito a propriedade. pp. 25-6

o direito consuetudinario tambem está eivado de conflitos e contradições, não se pode nem me
smo se falar em um único direito consuetudinario. Nesta mesma perspectiva, a legislação moder
na ataca o direito consuetudinário dos pobres na consolidação dos privilégios dos proprietários.
pp. 28-9

Ser livre, numa concepção burguesa, é ser proprietário de si mesmo, mais ainda, ser livre é ser
proprietário privado. pp. 30-1

Os não proprietários sâo bucha de canhão para burguesia. p. 31

Hobbes e a naturalização da propriedade. pp. 32-3

Hegel e a primazia do direito de miséria sobre o direito a propriedade. p. 33

Marx ainda era um racionalista liberal. p. 34

A contradição na afirmativa de que o Estado é o guardião do bem comum fica evidente quand
o este se relaciona com as questões relativas a propriedade. pp. 34-5

À a”ssembleia de interesses psrticulares” o jovem Marx opunha o sufrágio universal, sem poder
ainda saber que o sufrágio universal produziria um grupo de legisladores igualmente fundados
no interesse particular. p. 36

A concepção termidoriana de propriedade, por Thiers. pp. 37-8


Para Rousseau a propriedade não é “dom natural”, mas instituição humana. p. 38

A noção de propriedade se altera com o desenvolvimento do capitalismo. pp. 39-0

Proudhon e a propriedade. p. 40

Marx elogiou o texto “O que é a propriedade” de Proudhon em “A sagrada família”. p. 40

A posse e a propriedade. pp. 40-1

Proudhon defende que os trabalhadores sejam possuidores dos seus produtos, mas não dos ins
trumentos de produção. p. 42

Destutt de Tracy contra a propriedade privada “que poder sobre o trabalho de outrem”. p. 43

Marx x Proudhon. O centro da polêmica são as concepções de propriedade e remuneração do


trabalho. pp. 43-4-5

Marx oferece uma simples e direta formulação da lei do valor. p. 45

A proposta de Proudhon era uma “quimera” utópica que pretendia fazer a roda do tempo girar
pra trás, num período em que a demanda pressionava a oferta, no capitalismo, afirma Marx, s
e dá o contrário, a oferta produz e amplia a demanda. Proudhon por não conhecer a lei do va
lor, defendia que o tempo de um trabalho dos individuos era equivalente. pp. 45-6

Marx e Proudhon na polêmica sobre a natureza da classe operária. p. 46

Texto de Marx na ocasião da morte de Proudhon retoma críticas feitas na década de 40. p. 47

A solução de Marx para a questão da propriedade. p. 48

Sobre a concentração de renda no século XXI. pp. 49-0

A ciência e o problema das patentes: o controle direto do capital sobre a ciência. pp. 51-2-3

A privatização da vida: patentes sobre genes. pp. 55-6

softwares: propriedade e pirataria. pp. 56-7

Toda sequência matemática é uma descoberta, não uma invenção. Pode um descobridor de um
novo código de software deter a patente por um tempomindeterminado? pp. 58-9

A concepção de propriedade privada tornou-se um entrave ao desenvolvimento humano. p. 59

Qual o direito teria um individuo de apropriar-se privadamente da água e da terra que são be
ns naturais? pp. 60-1
O talento individual é um produto social. Aqui se encontra uma bela formulação de Proudhon.
p. 61

Propriedade individual x propriedade privada. pp. 64-5-6

Belíssima citação de Marx “Supondo que produzimos como seres humanos...” p. 65

“apropriação social difere fundamentalmente da apropriação estatal”. p. 66

Ao contrário das profecias dos apologetas do capital, de que a internet acabaria por suprimir a
propriedade, o que se vê é um aprofundamento da acumulação capitalista, a tomada da rede p
elos interesses do mercado, e o fato de que cada vez mais precisamos trabalhar mais para vive
r menos. pp. 67-8

Friedman a defesa da propriedade, já que o mercado existia também nas sociedades “socialistas
e comunistas”. p. 69

como se calcula o “preço” das mudanças climáticas? pp. 69-0

O problema do direito a moradia e da construção das cidades. pp. 69-0

mais uma vez: o mercsdo tornou-se um entrave ao desenvolvimento da humanidade, a dificulda


de da transição da matriz energetica deixa isso evidente. pp. 70-1

Marx diz que não teve acesso ao texto do projeto de lei sobre o furto de madeira. p. 77

Marx se posiciona de forma sarcástica em relação a defesa da coleta de madeira ser tratada co
mo furto. p. 78

A oposição entre o direito das pessoas e o direito a propriedade aparece pela primeira vez aqu
i. pp. 79-0

O código penal do século XVI, de Carlos V era demasiadamente humano, se comparado as pro
postas da Dieta Renana. p. 80

Marx tenta diferenciar a simples coleta de madeira caida, do furto de madeira verde. pp. 80-1

Quando a lei “mente e os limites entre o crime e um ato legal desaparecem. pp. 81-2-3

Marx ainda era um democrata radical, aqui ele defende que os deputados deveriam ter como t
arefs, o estsbelecimento de uma série de diferenciações para determinar a gravidade dos crimes
e das prnas. pp. 83-4

Sobre o direito consuetudinário e uma crítica ao feudalismo. pp. 84-5


O conflito entre direito estatal e o direito consuetudinário. O direito tradicional da nobreza era
a negação da lei e foi confirmado legalmente. O direito dos pobres foi negado pela lei. pp. 86
-7

Marz defende que o direito consuetudinário dos pobres é o mais justo, pois garante a sua sobr
evivência sem ferir os interesses dos privilrgiados. Aos ricos não pertencem as esmolas jogadas
nas ruas, assim como também não lhes pertencrm os galhos mortos das árvores. p. 89-0

Marx ainda acreditava na possibilidade de o Estado ser humano e generoso, e que era dever d
o “legislador sábio” ser clemente com os “crimes” de natureza social, ressaltando-lhes o aspecto
positivo, permitindo que aqueles que dependem de determinadas atividades não necessitem ferir
a lei para sobeviverem. pp. 90-1-2

Marx defendia que os deputados da dieta renana deixassem de legislar em interesse próprio. p.
91-2

A Diea Renana propôs que o guarda florestal fosse o responsável pelo estabelecimento da mult
a aos que furtavam a lenha. Mas como alguém envolvido diretamente como responsável pela p
roteção dos interesses dos proprietários poderia ser capaz de proteger os interesses dos pobres
que furtavam a lenha? pp. 94-5

marx acreditava que a Dieta deveria conciliar as diferenças entre proprietario rural e aqueles qu
e necessitavam da lenha. p. 97

Marx combatia os possiveis privilégios existentes nas brechas das leis. pp. 97-8

a polêmica da contratação vitalicia do guarda florestal demonstrando o conflito entre interesse


privado e interesse publico. pp. 99-0-1

ideologia. p. 103

Marx se incomodava com a promiscuidade entre o publico e o privado no seio do Estado. p. 1


06

O interesse não tem memória. O interesse só vê a si próprio. O interesse mancha o direito. p.


108

quando a intransigencia de uma lei pode pôr populações de cidades inteiras sob risco de prisã
o. p. 109

Tudo aquilo que no direito não favorece diretamente os proprietários, é considerado medida de
svantajosa. p. 110
Marx se revolta contra o fato de que as multss que deveriam ir para o caixa do Estado, vão di
reto para o bolso do proprietário. Desta maneira, o roubo da lenha torna-se extremamente vant
ajoso para os proprietarios florestais, que conseguiam uma quantidade de seis, sete, oito vezes
o valor convencional da lenha. pp. 112-3

Marx ainda não era capaz de perceber que o legislador proprietario rural so poderia legislar em
prol dos proprietarios. p. 113

No direito barbaro, valiam as penas privadas, onde as restituições pelos crimes eram pagas dire
tamente as vitimas. No direito romano e moderno, o fundamento da punição é a pena publica,
em que o receptador da restituição é o Estado. Neste processo da constituição das leis contra
o furto de madeia, o proprietário florestal era o beneficiário das duas penas. pp. 113-4

Algumas pessoas roubavam a lenha apenas,para serem presas e poderem se alimentar da comi
da dos presos, como solução, os deputados aprovaram a redução da comida dos presos. pp. 12
1-2

Que ilusão tola é essa de um juiz imparcial dado que o legislador é parcial? p. 124

“Deve haver um espírito que anima as leis”. p. 125

A dieta renana cumpriu o seu dever e representou o interesse privado. p, 126

Para os indígenas cubanos o ouro era o fetiche dos espanhóis. p. 127