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K

Redac J 11

ANO 1.

Editor — Genu ano Alves,

Redactor — Abílio Domingues.

Administrador—U

\
•* t *

Director—^oítio aives.

R eda cç5o t adm in istra fã o

Rua do Progresso, n* 5 — Castro- Com pes to e iir.prrsso na tipografia do

r
Laboreiro — M dg aço. veag
« Jorna! de Melgaço

Semanário independentei-Por Gastro-Láboreiro

A l UMAfyisÃo
hDRUGADA

•'
eve

«'1 *
« >À & *4:

* *•* í: *

O Amõr, um cauta-, Caíra a noite. A lua por


,S>ARO S leitores.I é

nijkindo ar azos de neve entre as nuvens, lançava v r


r o—d

p los teus olhos ao de leve vezes o seu luar opalino, cora

nar eêletires, pois a celeírridã-

foi um desejo a ror dar. , que envolvia a aldeia, dandj-

de raros são os que a alcan-

•lheum aspecto de tristeza que


O A:nôr, um diat a cantar...
fim, que nos leva encetares- /

muito me comovia.

ta árdua tarefa imprimir

Jà vinha o sol a nascer. Da sacada do secundo a a

e lançar à luz êsté jornah r-

Muito longe, a cotovia, dar da casa aonde morava via

nho; mas sim o

despertava a romaria estender-se a meus pés a ter

querida terra, o de se'o de a


I *
e aos olhos teus com prazer, ra que me vira nascer e que
tornar conhecida e respetia-

o Amôr, a cantar, dizia: sustentara os meus piimeiros

da, a vontade de trabalhar

passos.

nar a o sêu engradcci mento e


Vives tao longe da Vida,
Para ela fugiu o meu pen-

progresso e uma grande


v Desejo sem guarida,
samento. A sua história per-

xão que temos por nos • ^


pobrezinho, escorraçado!. .
passou como uma vtsao pe-

truir. li is conto poucas


Aco da, e ri para .
ran te os meus olhos; primeiro

palavras nós expomos o nos-


o Amôr é tudo, emfirn!
altiva e independente. jContr
so programa; am programa
í riste olhar a
eram felizes os nossos ante»

simples, que com certeza ca-


./
passados! Depois a decadên

la 'd do íntimo do coração


01 fios gentis, que passais

cia apoderou-se dela, devida

dos castrejos amigos do des-


sent a menor tempestade

ao desleixo desses velhos

envolvimento da sua terra.


toda a vossa mocidade:

honrados, que confiavam na

<1 qui não trataremos depo- Um dia quando acordais,

sua boa estrela, porque eram


j
lítica, o nosso fé só vos resta uma

felizes, _ e agora a completa

a união de todos os nossos que o Antôr tido volta mais.

ruina e escravidão de vida»a


w

conterrâneos e todos unidos

ses
SEVI A senhores que apenas se
pugnar pelos interesses co-

— lembram que Castro Laboreiro

munsr

Este grupo de rapazes Um- Está levantada a fí andei- existe» eiii vésperas de elei

A política em lugar da
çou o seu apelo e principiou ra; ampurai-a com o vosso ções ou na época de pagar as

união trar nos-ia a .irreme-


o seu trabalho cm benefício auxílio. «A união faz a for- contribuições..

diávei dispersão e assim des'


ça». A verdadeira realidade apa-
dos castrejos. O seu progra-

unidos continuaríamos a ser


ma é largo ma> para o cutn- $ Direcção. rcce eníão perante mim.

enxovalhados e esquecidos nas j


- jCastro-Laboreiro coutnbu
priretn precisam que os auxi-

nossas jihtas aspirações de

lieis. Portanto uni vos a eles indo há tanto tempo com enor

0 nosso jornal
progredir.
c vereis como tudo caminha- mes importâncias para o I e-

Má um ditado popular que rá por outra forma,


- Pedimos a todas as souro Públicoeao mesmo tem-

dcvem< s tomar por norma". «4 Neve» será o vosso pgSSOaS 3 QUOfT) 6f7VÍa~ P° reclamando em vão ineiho

•' A unido faz a força».


iar
portavoz e assim alguma coi-^OS (^TVE- e que 3

[Unámo-tios e caminhemos sa de bom se alcançará para 2 e que os senhores chefes po-

nao queiram assinar o


de cabeça bem levantada!% esta terra que sempre tem si-
líticos apênas prometem enr

/ Bastou de escravidão. do desprezada. ;Ao menos 13V0T de a devolver a tCn)po de eleições, arrumando

em seguida essas-idêas para


[Defendamos os nossos in- mostremos lhe que isto nos rGtiacÇQO.

tecesses! revoltai A DIRECÇÃO, mais- à vontade se recrearei»


2 A NEVE»

de Pedro ou Paulo, t porque Os homens que namoram


nas cadeiras do poder aonde

nós os elejamos. há uma aufibologia.; todas as mulheres são subs-

f •
Quando se não vê namoro tautivos comuns,
Mas de que nos admira-
it mmn

conhecido em uma mulher de- Aquéle que namora uma só


mos?!
W>

Êsses chefes não sSo natu- ve dizer-se: o sujeito esiá ocut- é substantivo próprio.

(Adaptação)
to por elipse. Um coração sem amor é
rais de Castro-Laboreiro e co-

Quando dois namorados es- yi\\) veibo impessoal.


ruo só se utilizam dos melho-
A mulher é um adjectivo

friaro é porque andam nas de


ramentos da sua freguesia,
c
eAg.

põe tudo, o resto, de parte. suhstantivo horacm, para es. da mações,

jOomo e triste e vergonhoso! {ar graniaticalmente na soci. O^ndo ê,e e ela conver-

A saudade é muitas vezes

a hora humilhação devagarinho, a uni canto


edade

o espelho do an òr.
t
passou
da saÍH
O namoro é um advérvio ; «tão entre parente-

Mostremo-nos altivos e des- de tempQ com um compfenien. ses. Pode dizer-se md.ferente-

Perdoar é quási mostrar

,nente: 0 meu
denbosos desses senhores que ^ dctern,inativo-ocasamen- amôrouomeu

indiferença; o amor nunca per-

constantemente com a sua apa- complemento objectivo. J|^-1

doai

Quando é!e, ainda novo, se


réacía orações

nas nossas justíssimas aspira- mr{odo da adora. apres

ções. Suponhamos que nos eu- ç3o , na oração um complemento arp j ?aJs0St e a adversídade

coittramos sosmhos, sem pro- Quando se ppl)Sa em tomar circunstancial de modo como afu,enta.os>

ha
! cç-.o. Contemos cora os nos- a procura.se Jogo a ora- 'de scr quando sc casar
" * __

A arte de Ievar com


sos únicos esforços e tudo Co.- principal,-o dote. '||MH||íttMÍ~'~

re: a melhor para nós pois nin-


Noticiário
um
0 verbo amar é de todos ,ne*ócio de a
«^r pha-
y
«I
uetu nos traíra. Reclamemos os verbos da h-^ua 0 n,ais ir. ma-se síntese.
E

v» que precisamos não como re(jujar< Um pai, se vai tomar in-

0i9a associaítoa

quem pede uma esmola; mas

' Há mulheres que não sa- formações do namorado da li-

como coem exige uma coisa


Consta-nos que se anda
!a es a
bem absolutamente conjugá-lo, " » ' fazendo uma análise

a que tem uir. ilo.


0ia( e busca conhecer dando princípio ao trabalho da
/ . porque esquecem o tempo e o!0

Ate tu k embora a revolta, ag „essoa3 o sujeito. fundação de unia cooperativa,

Estudar a etimologia de que te.á aqui em Castro-La-


r .WM

un,a
s-m asm, não poderíamos dejxa ca?:ar( porque a mulher mulher é vêr quais os bore iro uma filai e dizem-nos

' • o u tussa voz, agora _ pre pos jçao pede depois namorados que tem tido. estar também para breve a

t o ov untecc assim. complemento transitivo a Uma dessas mulheraças criação de uma sociedade tie

corpulentas é um superlativo seguros de animais.

. trav; a -qi-e nos áança- ^yma soltcirona bem con- de mulher, e uma creaturinha A ser verdade é uma me-

;am por aí e igora não pode- d « -netérimnerfei-^PCQuena e muito leve é um dida de grande alcance que

r«, » f, , injssa voz. que ^ X"»é di..ta.W»« de ,„„lher. há muito Se há a sentir , suo

Quando o pai proíbe ex- necessidade.

*ru ' we estendal de.yma destas prjmjn|,as que pressamente a filha que na- Louvamos o proc

itiiscrias em cue nos fizeramribÉHHBH^H fj/m

aos treze anos começam a gos- nicre Pedro ou Paulo põe um comissão organizadora

"h i urgi- í - 1 século e

lar de um priminho, porque Pon'o final no período. Porem,

^ l «i 0 nií. n ento desanuvia-


e
os pais vêem' nêle um bom 'a ás vezes, muda-o paia sim- Professor

ià :.t it a e eu creio que ' ( * pies vírgula


M
„ casamento, e um futuro con- Pie:> vlI
Eulíl< • '

ac-. -.:>»ra com Castro-


A criada que leva as carti- Tomou posse da Eséola de
bicional, que se t. rna futuro

M A- / ( ndo das trevas

absoluto, se aparecer outra n


^ias a
õle é, um verbo Ensino ^ •
Primário Cieral desta

v - v 4 .v- í <11
freguesia, no dia 1 S do mês
mulher qtte saiba cativar' o auxiliar.

v'2 i Jniào des Castre'-


\ • Namorar duas ao mésmo p, passado, como professor in-
priminho.

* * i
0'
I terino o nosso conterrâneo,(sr,
unl
Quando se (àz uma decla-
1 ? •
4
11:
I *
\ \ € -astro-Laboreiro!
A mulher que fula do seu Abílio'Domingues

Lélio. verbo no modo indicativo do n3Jllorado pode dizer: é o meu Os nossos parabéns,

substantivo próprio.
tempo presenle.

Os olhos ás vezes dizem o


Uma traição no amór é Ladainha

e. amór; c a boca modifica o


uma conjunção dijuntiva.

Na segunda-íeira passada o
Quando uma mulher^^olhá seníimemo. .

«0 Primavera Sport Club»


Os olhos são radical e a povo desta freguesia foi
para conjnga

La procissão de penitência à ca-


° oiPlí e^orga- Verbo— segumlc;

nidação, pede u iOuos" os císS* pessoa do singuLar, tempo pie- As mulheres que nunca na- pela de Anamao, cn virtude

iiejo* a fiimzu ue se associa- se,^c modo imperativo;— moram são verbos substanti- da epidemia que gi ^ssa nos

vos, não pódem ter comple- animais e que fern causado

trabalhos principiados.
Quando se não pode dizer niento objectivo, quando, têm muitas mortes, puncipaiiuçii-

A Dirtcção, ao certo se uma mulher gosta atribptm te no gado suino

i
«A Si & V

áQue õijem os sábios? Rmingos 8o alheio


Capoíes á Alentejana
• a \ ,

Que pedra movediça nâo No dia 9, dia de feira, em


Fazenda para Capotes à

cria boior, e que muito avan- Melgaço, os larápios consegui- Alentejana e bons forros para

ça quem está constantemente ram sorripiar ao sr. Abílio Al- os mèsmos, tem o estabeleci-

. _._j- ves, nosso director, um sóbre- mento de Viuva de Domingos


posto

Faz-se público que se acha


para avançar, convém dar um tudo e uni corte para um fato. A. Alves & Filhos.

• /t •
aberta a matrícula nesta Es-
impulso de vez em quando.
Nada nos admiramos desta
Praça da Rêpdblica, 3, 4 e cola de E„sino Priniárj G [

Que a gôta perfura a pedra proeza atendendo H m *— - ^^ ^


ao tempo 5—Castro-Laboreiro.

ral de Castro-Labrfreiro até 30


e que uma goteira derruba em que estamos,

de Novembro corrente, para


uma casa como uma pequena

Caça .
todas as crianças de ambos os
coirente de água afunda um

Romagem

sexos que estejam na idade


navio, o que acouselha a cons
Tem-se organisado diversas

escolar.
tá icia, a perseverança, ao No passado dja 2 efectuou- caçadas devido à abundâucia

Escola vPrimária Geral de


mêsmo tempo que recomenda "se coni
muita concoirência, a das perdizes e coelhos que

todo o cuidado com as despe- romagem ao cemitério aonde parece mêsmo convidarem a ^asÍ!0'babo!eiro, * ^ de No-

•* » • f - UiVmUrA ria 1 Q')A *


vembro de 1920.}
zas miúdas. os castrejos foram depor ílô- gente a perseguí-los.

Que um negócio é tal qual res


? fazer as suas preces pe- Nunca houve tanta caça co- O professor int.0,

como uma bicicleta: —se se h>s defuntos queridos que ali mo éste ano.

a \ m Abílio Domingues,

lai gar da tn5o, cãe. se encontram dormindo o só

110
One um fracassa pôde ser
Um grupo de caçadores da

Anedotas
uma campainhada na poria do
Peneda matou num dos úfti-

Ameaçanôo
exitc, e que um homem é sá-
mos dias um grande javali e Patroa e creada:

bio quando sabe que um sá-


A casa avistou mais
que antigamente "»s 5 a que não

I^Oh Maria, qtie cheiro


bio nâo sabe muito.
pode
servia de Paços do Concelho ^zer l0
£° devido à dis-

a tabaco está nesta coazioba?!

Da «Encyclopedia das Fa- de Castro-Laboreiro, está qual- fâ'10'3,

—jEntâo que quer, [nem

mílias». quer dia a causar uma des- , Qualquer dia iremos visi-

todos cheiram rapé como a

ta los
giaça. O telhado já desabou Para ver se
travamos

senhora!

con
numa destas noites, em parte, heciuiento.
Fiene

e as paredes não tardarão.

Já nos visitou êste—


ano es- nuc. a rumara cie «iO > • v Em sujeito d'à uni vintctxi
w
Era bom que a Câmara de

ta nossa conterrânea e é de Melgaço, actual possuidora da *>{*>U€r engoh areni


P011' a um pobre e pergunta-lhe*

tV temp0?
supor que qualquer dia volte, mesma, a mandasse" apear" ,T°mai todos 05

Em que vais tu gastar

d
Jemorancio-se mais na sua vi- pois vindo as primeiras neva- 'as chocolate da afamada fá-

isso?

sita, que desta vez foi de pas- das dá com o costado em ter- brica «Caravelos», de Castra-

Eu?... num biihete pos-

sagem,

Laboreiro. tal para lhe agradecer^ -

FOLHETIM N. I tão dolentes e tão vivos de trava uma viagem a tôda a niou se então dum jeito de al-

saiidade como o canto da ave, brida, em que a espora se sai- vos lençóis de Unho e fitou

quanuo das balsas contesta- pica de sangue e a rédea flu- por algum tempo uma mulher,
Mililil'ios llil villi!

/I - O I V ! _ r* 1 I < \
drts chora o ninho e os filhos ctua à mêree do vento.

nêle adormecida. Depois tirou

implumes. •
ROMANCE Revelava tal cavaleiro uns o lenço e limpou íuriivamente

M - u »
A frou xa e mortiça luz que quarenta ano$. Era magro e uma lágrima.

por

se escapava por entre as fen- dc um aspecto simpático.

Naquele momento a doente


P,' Silnino 8e Sousa %
das duma janela, dava áquê- Bateu tres vezes ao portal levantou os olhos amortecidos,

i les i igaies um tom melancó- da morada dos Osórios, que estendeu a descarnada mão e

lico. tão esvaído e tenue como se abriu de par em par. disse numa dolorida e com-

Quem numa dessas frias e quási gemebundos eram

os
.«7, ^
. m
. - - — iAh! bemvindo seja, sr. passada linguagem:

geladas nodes de dezem- suspiros que um peito exala- doutor (lhe diz uma rapariga -Obrigada, oh! muito obri-


, „i M ' "id0 "• dos seus 18
>n«. com os t>da. Deos vos p»í«e es-
os .. tos, oiui.se o Davam ! horas na torre olhos banhados cin pranto), sa lágrima, doutor. Velai por

que se passava, na antiga mo- e a última badalada sumia-se.

-{Então que há? {Vossa minha filha,., protegei êsses

rada dos Osórios, sita na vila


ao longe, no silêncio mistério- mãe não vai melhor?

inocentes, pois nâo teem me-

de S, João da Pesqueira, per- so de tão trágica noite.

Não, senhor. E cada sus- lbor amigo.

tençente à província do Dou-

Súoilo surge dentre as som-piro do seu peito é punhal que E umas cinco creanças
ro, por certo que deteria seus bras um cavaleiro montando me fere o coração.

agarravam-se ao vestido de

passos de viajante e interro- soberbo alazão.

Ora
sua irmã, fitando inocente-
garia os visinbos sôbre uns
0 animal íesfolegava com za-te, minha filha. Esperemos mente o doutor.

ecos de prolongada tristeza veemência e a espuma que em Deus.

que dc dentro se escapavam, lhe branqueava o freio mos- E

o bom médico aproxi-


(Continua)

H #

'
A NEV
4

ves

I
ázeniliss, •rasens ft iiiiiiilfzas

Praça da Rèpública, 3,4 8 5--Gastro-Laboreiro—Melgaço

ííêsíe antigo p conce'tuabo estabelecimento enconíra-se à cenda pe o

i
I
õujiõos prêços, um grande e cariado sortido de ta?en3as para latos, em

õroes: um grande sortido de calçado da íiltima moda a preços sem cm

ferragens de fabricação esmeraJíssimr e o mais completo sortimento cie


f

lTão compreis nada sem primeiro oisiíar êsíe estabelecimento, pois é

de mais barato, atendendo a aue compra directamente ás laortcas.

Eiraoira íiíisirasira rua irsbu Sêlos para coieçõas

Faço permutas de sê tos

Fábrica de chocolates mo- postais por quantidades ou


António Urn!o Domingues (Mas

vida ã força hidráulica, fun- base Svert et Tellier. Tanto

dada 1908 e reconstruída em permuto sêlos nacionais por


estabelecimento de fazendas, mercearia,

1919, Chocolates fabricados


estrangeiros, como estes por
calçado, ferrages e miudezas

pelos últimos sistêmas adòta- nacionais.


CASTRO-LABOREIRO —MELGAÇO ,

dos em Madrid e Barcelona:


Herculano Pinheira.

cacau caraca. açúcar, canela,


MELGAÇO

baunilha e unia pequena quan-

Èste estabelecimento vende tudo que há, das


tidade de manteiga de vaca. íO rC>
CD
g
<D O
melhores marcas, tanto artigos nacionais coiuo das
Viuva de Domingos Antó-

C3
g
nio Alves & Filhos* = Castro- — melhores fábricas estrangeiras.
CD
ti
C3
Quem desejar fazer boas compras, visite êste
Laboreiro*
CD KJ
CD ti
antigo estabelebimento, pois poderá comparai os
Depositário em Melgaço

ti

prêços e qualidades. S3
Fran asco Augusto Igrejas
ti
«r
Preços sem competência.
Alfaiataria Felix. (D
ca

VENDAS a dinheiro
to cc

CACHORROS
(D
1 ti
%

C3

:% $
Precisa-se comprar 3 ca- % CU
GRAND PRIX

O MAIOR PREMIO OA EXPOSIÇÃO - LORORlt 1*04


•horros ia verdadeira raça de
O

Xarope Peitoral James

'-astro-Laboreiro: Quem os ti-

F/tmlkjtê tf» iur# aat »ipai!fl«at 1'Maa IM, C3U 2?


TH Q
•aril If81 iaitf* if ôS,
vèr" dirija-se z esta redacção.
Unva't 414, Ltacia »«04. *li M Jaeair» «901, ala
O - g

* Heroico contra todas as aíeçoes dos


(O ^ g1 Á}3
orgãog reppiratu rios, taes como: tosses
CD
ílhoeofaíeà espanhola
rebeldes ou convulsas, ataq asmá-
r/)r
ticos, bronquites agudas 01» crónicas.
CU
%
Legalmente autorizado pelo Conselho de
Já se encontra à venda na
CO
Saúde Publica de Portugal e nela Ins «d

• oja Nova» do Esteves, es-. CD


nectoria Geral d'lligiene dos F-P dr
ti
CD
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| Brazil. J VINDA «aa TODA» Al PAftMAOAt.
' * excelente marca, exclusivo

DaeoaiTO GERAL: FARMACIA FRANCO, FILHOS


g O S.i II
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* s'a casa. ,
PEDRO FRANCO A C.*
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DE ar:LEM. <47 — L IS BOA _ Q- 1
iJcscoiito aos revcndedôies,
ANO 1J"

CASTRO LABOREIRO, 18 DE NOVEMBRO DE 1920

k: 2

Editor — Germano Alcea.

Assinaturas — Ano 3$5.Ô;

Redactor — Abílio Domingues.


semestre 1$80; trimestre Co-

A dministrador—Aw a. Alves.
lónias portuguezas 4 $50: Países

# * * da União Postal (moeda portugue-

za) 6 $00.—Número avulso $10.

Redacção e administração —

Rua do Progresso, n.' 5


Publicações —Linha, corpo
Director—abtuo aives.

do jornal $10. Anúncios e recla-


Laboreiro —Melgaço.

mes, contrato especial.


Composto e impresso na tipografia do

em preza
Jornal de Melgaço»
adiantado

Semanário independente:-- Por Gastrc-Laboreiro

Queremos uma estrada... do preciso um binóculo de

13 ÍNTIMA
lonáfo alcance para os não

_ ' perder de vista. ur* coo coo

Visto que de hoje para o operários não lhe chegando o pessoas


Foi durante a viagem de

futuro teremos um jomalzi- ordenado tiveram de p-':- arriscatio a ir nú


batèo
v
sari
^ «uwr urucnuuu tiveram ae peair — - me/gaço a u;stro-JLaboreir<
a Castro-Laboreiro

nho para lançar ao


n
pais as aumento ao referido ordena- *u °y íSSCS SU
*'J /fque nasceu -a idea da funda

nossas reclamações, principie- do para o equilibrarem com


incipie- do para o equilibrarem com zardos,pcis
r n — - * 1 SCO] J.

mos. Precizamos de uma es- as assustadoras despezas.


cas
vantagens;ao posso que Clube» e da criação do jornal

os que esperavam que o ba- , x Neve».


trado. Já tantas vezes no 'la q «gricWtor por sua vez * "'7 l,uc v ua
"

^ " | II >

teêm prometido sem cumpri- tombem tem de elevar os ? ^4ncende,è- vivem

E Vamos dois os viajantes

rem a sua promessa que. pa-f0S aos sea

ou por outra os caminhantes

1
ta o fui um. - i * túmistas.
tianistas. Nós,
Nos. o povo
dovo escravo
esrrnvn pois a pé é que nós ti ^

// ^ r» » M « l ^ í. • _ . i
mats

viiizaçãi
preços dos <rêne- " --^uvrcuo, voamos de transpor esias montanhas

Agora seremosnós a pedi-


nu
E até o Governo "entra 'snias As que separavam Melgaço de

nossas
-la. Demorará, bem sabemos; nesta onda de doidice, pois suo como Castro-Laboreiro. Saímos dos

mas ao menos que os nossos promn'ga agora mim dia uma °S sebastumlsUts.
Pereiras, sito na Calçada, jx

filhos tenham a satisfação de imensidade de leis que no dia Olhamos para as casas, las 13 horas, em direcção à

st' aproveitar dela. seguinte revoga, para dali a com o mesmo nossa querida Montanha.

é Que vantagens não traria dias tornarem valer. A pró- pelas me» Até ao cimo da Costa da

tanto a Castro-Laboreiro, co- Pr'a moeda, quem o diria, ianna


' ^parecern-nos as mês- Ròlha a nossa conversação te-

nto ás localidades por onde ia,tda tão tolinha quemuguêm mas


fra£as> os caminhos sem- caiu sôbre assuntos vários,

os m
nnceneo ...a.— n..i.— a percebe! Daqui a pouco tem- ^srnos- Mas, volte- falando não raras vezes em

«• 4f O

essa estrada tão desejada? po teremos de a reformar por mos u0 assun


^° principal. Os Amor. A .conversa foi recain-

caminhm
Sabemos que está em pro- incapaz de todos os serviços! estão velhos e in- do sôbre Castro-Laboreiro, nos-

Não transítá
jecto e que os engenheiros já fá nada que aão endcl- »eis. Afto assim não sa terra e digo nossa terra

fizeram as devidas marca-decesse'P°de contiRuar


' Não
deixe- porque me orgulho de ter nas-

ções; jutas sempre tudo como /Olhem para o tempo!

dantes! vezes pensamos ter um dia de Gritemos sempre bem alto, ^ez ainda se presta subido

verã0 e
Até agora tem-nos saciado fazemos logo os nos- Para Que n
os ouçam os que culto.. Já acima de Fiães diz-

sos
-
com promessas; ^ . ..
masC . 0
á nos _ projectos,logo êle se

# S .A -4

Ct'sno
volta e zas
encontramos em ocasião pro- ' óhuva, neve, ven-
/Queremos urna estrada! tro-Laboreiro

ptcta, para Ike contarmos uma *°> trovoada, etc.. possuísse um

i Queremos umr estrada! jornal para defender os seus


história.
como _
0 ft

n
mterêsses e um club e aonde
Os velhos amigos estão au- õo há-de a vida estar cada *

Lebarac.
todos os conterrâneos se reu-
sentes sem bilhete de volta, e vez mais cara?!

nissem divertindo-se e ii:$-


os que cá ficaram vendo a essa gentinha que tudo

forma como isto corre,;qtie compra e a quem faltam os


0 nosso jornal truíndo-se ao môsmo tempo,

- incutiudo uns aos outros o sa-


devem fazer? Não saberei recursos,

responde a esta pergunta; Precisa comprar tudo a Pedimos ,a todas as ?rado dever de
PH» p«^s

envia- '"teitésses comuris que são cs


^ , r Isi+ru t U..-» Hl;&C!> fiem r w v w. w w v» w n v tu~ • . A , . .

n,crês
mais: estamos numa situação assim se obtém. jComo fazer? mos «A NEVE» OQUea ^es des,a lerra
^ ' se

M
muito critica ._ despe de todos os obiecío: Da-

O comina mudou an< Naoo direi também, Advi- não queiram as

nk
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Egos 7,
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favorável, «.L
sobem, favor de
_
rldVrrSn a devolver à -nos como mie. Eslava kaça-

%*•* m H«va< jCoiDO vfct tair .'. ih


roam. Na indústria a mão sobem, até desaparecer nu * '

anciava pela prosper idac e da


a! obra encareceuf pois os obscuridade das nuvens, sen- A DIRECÇÃO

terra que cariuLosamente sus-


«/\ NEVE»

teve os meus primeiros e in- temente, à realização dum pe- que quizesse ser inculcado de ta freguesia que não pague c

certos passos! queno trabalho. Entretanto, ingrato. Aiêm disso a fran- seu tributo: o que ainda não

Para" a realização dos- nos- fere-me os ouvidos esta per- queza emobiliza-me, pur corn- fui capaz de compreender.

sos projectos faltava-nos apê- gunta, feita "a uma pessoa da p!eto.

, . . mercadorias podem circular,


nas realizar um programa e o minha família:

«;F. . . está?» Kí assim, à queima-roupa, ainda niésino que passem a


apoio dos conterrâneos. A r.os-

— « Está.» empenhei a minha palavra nu- raia.


stt vontade de ferro tudo con-

seguiu com muito deminnto 0 timbre das ondulações nra coisa de que, por várias A guarda (iscai, a quem o

espaço. Mas ainda não é tu-produzidas pelas vibrações razões, me havia de abster Estado paga para velar o bênt

do! 'a obra está em princípio, emissoras daquelas palavras sempre, absolutamente sem- do país, dorme e apenas se

Triunfou dos primeirosobs- íez-me conhecer a pessoa que pre, qualquer que fòsse a pes- serve da ignorância e esque-

táculos e agora já anãoamca- me procurava. soa que me pedisse êsse.


#

multar por uma cabra ou ove-


<ya a morte: contudo é preciso Uma vez acabado o meu sacrifício. »

Mas. . . lha que tenha para mais ou


fortificá-la e fortificá-la-hemos, trabalho, digo-lhe:

«Espera um bocadinho, X. para menos.


pois agora é esse o desejo ge-

Melgaço, 11-11 920. * Senhoras autoridades, te-


ral de todos os Castrejos se- Venho ja.»

qui;»sos do Progresso. Efectivamente daí a pouco nham mais caridade e velem

Sinto-me feliz e como eu estava ás ordens do meu ami- por nos

POR

Forças.
se sentem todos os que par ii- go,

çiparam deste trabalho coroa- Após os cam pt inventos do

tio de éiito. estilo, perguntou-me; JUl

Noticiário

Não adormeçamos, fortifi- «^O que é preciso para


* * *

qnemonos para nos fazer res- fundar um jornal?»

peitar Disse lho: e imediata men; Biatê pauperes sptritu rquo- floríon ôfi rííaíos

Lélio. te. emquaufo errava a vista ipsonun est co-


(Re tar iludo)
V

peio jornal cá da terra: cio rum,

orque. » Bem-aventurados os pobres Êste ilustre General deu-

na...

«Porque vamos fundar espírito, porque deles é o -nos a honra da sua visita nu-

um em Castro.» ma £
reino dós céus. ^Quem são és- ^as semar,as
.passada.»,
i n í e! o

-< ]a estou a ver.»


pobres

Decorria paulatinamente Nesse mesmo instante os Hies pertence o reino dos céus? castelo desta vila, com o

itu dos primeiros dias deste meus olhos acabavam .de pou- Estas palavras do Evangelho ex.li!" Presidente da Junta i''a-

umbposo mês de Santos, a que sai na local da gazeta que sâo aplicadas aos pobres e roquial e vários membros da

a Fabre de Églantine, o impr- anunciava o seu aparecimen- humildes. A riqueza é a ori- mesma.

{
tal autor do revolucionário c?- o. - Visitou da Escola

lendário fèpnblicano, fez cor- Em seguida, o meu intro- indivíduo. Q«e ac!l0U
em péssimo esta-

áo
responder o Brumário. locutor paz-se-nre a descrever R pobreza é um meuancial < prometendo interceder jun-

Mês de tristeza, a que a as condições de vida do novo 'grandeza. . to de S. Ex.1 o Ministro da

igreja de Roma consagra a jornal, como que a pedir-me o rico não se sente movido Instrução, em favor da crea-

evocação dos que trocaram o o meu desautorizado conse- a orar, porque de nada preci- Çao de uma ouíta escola e re-

nosso convívio pela mansão iho, e .sobre os quais começa- sa_ q p0bre tem de pedir por- paráçãu da actual,

Que S. Ex.a se não esque-


eterna. „ mos a exteriorizar os nossas quc tudo lhe falta.

;
Dia de lágrimas e de luto, opiniões. Somos pobres, tudo nos fal- é o que nós constantemen-

Nuni poiito qualquer da ^ e pol- [oc]os somos abando- *e Pedimos


dedicado à saudade pungente

d;s que jamais havemos de nossa conversa chegamos à nados, pois aqueles a quem

ver. questão das assinaturas, competia velar por tios, apê- Boas-uirrôas

£ra aí pelas onze horas. I7., pouco depois de lha ter nas se servem da nossa po-

Chegado do Brasil, tivemos

O Sol difundia os seus ví- posto ém flagrante equação,— breza e humildade para nos

o prazer de cumprimentar o

vificantes raios, cheios dum ^quantos assinam que depois ludibriar,

nosso am
s lato:ao- ^0' sr
* ^anue' ^1-
suave calor outunal pela ua- aâo pagam? — , ouço-lhe dizer: Somos pobres, mas

ves, do lugar des Portos,


«conto contigo como as- sos e activos; conservamos
tureza viçosa, matizada pelas

:
Que se demore bastante
tradição ligada com o pro-
nril toneladas produzidas pelo sitiante.»

entre os seus couterrâueos,


gresso.
aCiarelecer da folhagem cadu-

sao 05 nuSS0S
E imediatamente: A sciência, o progresso e a votes.
ca. Na espaço azul e soce|a-

I I I e colaborador.» indústria, ligados pela carida-


do brincava. risonha, uma brí-

. conta» de cristã, tem raízes proíun- é Quereis engordar em pou-


za suave e fogueira, uma dés-

seis auras ligeiras, que nos le- Ainda hesitei na resposta das nêste rincão tão esqueci- co tempo? Tomai todos os

vam o pensamento despreocu- alguns imperceptíveis segun- do e abandonado das autori- dias chocolate da afamada

pado a . r-» ' mas não podia dcix.ar'de dades. brica «Caravílos», de Cftstfô-

Eu entreg -va me, iudolea- aceder por forma; a não ser Nada pode entrar para es- Laboreiro#
3
A NEVE»

Banquete Rrremaíação Anedotas


Emig

Cousta-nos por pessoa de Pelos proprietários da fi- No dia 8 do próximo mes —Papá, já sei o que Ifoe

verdadeira confiança, que se brica do chocolate de Viuva de dezembro, peias 10 horas, no dia dos seus

encontram detidos em parte Cavabel & Filhos, íoi ofereci- será arrematado em hasta \ u- g^os!

incerta do país visinho, mui- do um lauto banquete em co- blica, em Melgaço, o anígo — Sim? eatSo o quefrá-de

tos portugueses, contando-se meiuoração do 1.° aniversário edifício dos Paços do Conce-?cr? y

alguns naturais desta fregue- da fundação da mêsma. lho, sito no lugar da \ ila, des- _^jUm cachimbo com púv

sia, à ordem do Govêino por- Ao soar o meio dia na tòr- ta freguesia de Castro-Labo- turas»

tuguês e por causa das leis re, fez-se ouvir à porta do re- reiro. A base da licitação é de —;Mas cu já tenho

portuguêsas sobre a Emigra- ferido ediíício uma salva de 300S00. muito bonito!

ção, 21 tiros, que foi o sinal para Aviso aos interessados. —;Êsse, papá, quebrei o

Estranhamos qye tal acon- principiai o jantar. No de^or- : eu ainda agora!

rer
teça, pois todos precizam de dêste fizeratir-se ou\ii os FflpoÍGS fi F1 tCfliSjillltl ; *** *

ganhar cora que viver e o Go- mais atectuosos brindes peias Pai e filho estio ahnoçan-

vêrno não lhe concede aqui prosperidades da dita fabrica Pa/ema paia. ..pões a ^ Q {Uho desperdiça muiíos

na sua Pátria, o trabalho que e de Castro Laboreiro. Alentejana e bons forros para bocados* de p3o

vão procurar entre estranhos. Terminou o jantar, 110 moio niêsmos, tem o estabeleci- r „„„

r, - • • da maior alegria, por uma sal- , , v, . n , rt e -Gome êsse pao, d^-lhe

^Porque nao principia o ? • ' . mento de Viuva de Domingos G pãe; olba que podes chegar

1
Governo a construção da es- rLmnW A. Alves & Filhos. a ser pobre, e não encontrar

trada para esta freguesia, dar.- -a 11 s c


' *»•' ' p da Rèpública, 3, 4 e êsses pedaços, que hoje des-

do assim trabalho a todos os Ma 5-Castio-Laboreiro. «WS»'

que vao ao estranjeiro ganhar ^

Mas papá, replica o pe-

SlWe ,i,e
' ' SUS
'en'" a
ta fi!a.iaoS'5; de'd,lt- Z OíidnaS 8e serralhei-la d-,,0, se eu os comev, ainda

Querem rnatá los à fome. <"'J° loi


"»"0 concorri
' 0ê """ °' cnconi,ate
'!

da, fazendo-se bastantes e va- ^

liosas transacções. OGÍGTiíIl lm.it Indo uma senhora retratar-

Casamento

D
Salta Se escaco «id° ,à ^

Casaram no dia 10 do cor combustível

rente'o sr. Domingos Bernar- por falia dêle deixamos pu- chadas estas oficinas, que cau- O fotógi afo aborrecido,, ex-

do, do lugar da Adofreire, com blicar vários artigos, os quais sa grande prejuíso tanto ao clama:

a Senhorinha Domingues, do publicaremos no próximo nú- seu ex.m0 proprietário como —Olhe, minha senhora,

lugar do Outeiro. me, ao mésmo tempo pedimos ao público e empregados das não se esteja incomodando

Aos noivos desejamos a desculpa aos nossos estimados mésmas,- pois se encontram porque, se quer faço-a s.eni

mais feiiz lua de mel. A colaboradores, sem


^ trabalho. bôca.,
. _ & |

,_*

FOLHETIM N.° 2 —;Senhora, senhora, pelo pálida da doente, aconchegou- sura invejável. Os seusdezój-

I W^k ^ ^ I atnôr Deus, calai-vos! A vos- -die a roupa. to anos desabiochararo coi.i

sa
«iirfírÍAS ua vilh respiração' está agitada.. —Helena, lhe diz a mãe, frescura e encantos. Tinha os
»« IU lltiíl as lágrjmas do vosso sejam sempre esses teus lá- cabelos negros conío umanoi-

ls 0 M \ N C E rosto. Sufocai os suspiros do bios perfumados na virtude e te sem estielas, a face le\e-

' vosso peito; soefgai as pulsa- êsSe teu coração sempre afe- mente amorenada, as sobrap-

^^ ções de vosso coração. cto ao bêm. celnas arqueadas, o Liaço aa-

Pr-SllDinO ÕC Sousa _;Àí! .;Nâo sabeis que os ' = tísticamente torneado, os olhos

I suspiros são os desabafos da —Helena, disse o doutor grandes com logo.

al^a? Deixai-tne, pois, cho- rctirando-se, vela por tua mãe. II

— Senhora, «disse o doutor rar; porque as lágrimas embo- —^Então salvar-se-ha? Nessa hoirível noite <iAn-a

já comovido, abrandai a vossa ra escaldem o rosto, aliviam —Só Deus o sabe, porque Osório, escaiuaua em lebre,tia*

voz, porque estais fraca. os olhos. n medicina é frágil. Lida de dôies, atoimentada d>-

Olhe, dr., pouco me írn- —Senhora, pelo amôr de —|Salvaia, senhor, sal- amaiguia, dcliiava em febie.

:
porta a vida, porque a morte vossos filhos, dormi. vai-a! ás vezes punha rnêno o->m

faz bem ao sofj iroento. —Não posso. —Veremos. Confiemos em umas gargalhadas sêcas, des-

Sois em verdade uma — E' a medicina que vos Deus. Humedecei-lhe a meii-concertadas e loucas... outra -

os
mártir; porém Deus dar-vos- pede. <1° resequidos lábios. Se- exalava suspiros e de seu;

-há vida, porque vela pelos —Mamã, diz a filha mais gui as prescrições anteriores lábios saíam uns cantares ge-

que choram. velha, fazei o que o sr. doutor e que a noite lhe seja propfc mentes, embaladorcs e tristes

jMcu bom dr., faz hoje vos manda. Queremos que vi- cia. Adeus. jEram sem dúvida aíg.ftr.-^

trinta anos.. , dia de ineu vas para nos dares ainda mui- = • _ recordações do passado.,

noivado! ' tos beijosr E beijando a face Helena era de uma formo-; (Continua).
4 «A NEVE»

-1 "i

de

Estabelecimento de fazendas, ferragens c miudezas

Praça da Rèpública, 3,4 e 5--eastro-Laboreiro--Wlelgaço

ííêsfe antigo e concelfuabo estabelecimento enconíra-se à oenda pelos mais re-

L \r

ti 9u?i9os prêços, um granbe e oariaflo sortido 9e ía?en3as para fatos, em lindos pa-
f \

drOes: um gran9e soríiõo 9e calçaõo õa última m$9a a prêços sem competência;

¥
ferragens 9e íabricaçãj) esmeraJíssirar e o mais completo sortimento õe miu9e?as,

- « v

nao compreis naba sem primeiro uisiísr êsíe estabelecimento, pois é o que uen-

9e mais barato, aíenbenbo a aue compra Sirectamentc ás fábricas.


»
X,

Sêlos para coleçSes

Faço permutas de sèlos

Fábrica de chocolates mo-

postais por quantidades ou


António Bento Domingues Cordas

vida à força hidráulica, fun-

base Svert et Tellier. Tanto

dada 1908 e reconstruída em


*
estabelecimento 9e fa?en9íis, mercearia, permuto sêlos nacionais por

1919. Chocolates fabricados

calçabo, íerrages emiubêjas estrangeiros, corno estes por

pelos últimos sistêraas adòta-

nacionais.
CASTRO-LABOREIRO - MELGAÇO

dos em Madrid e Barcelona:

Herculanof Pinheiro.

cacau, caraca, açúcar, canela, —Hl

MELGAÇO

baunilha e uma pequeua quan-

tidade de manteiga de vaca. Êste estabelecimento vende tudo que há, das
co
VO
CD
« Viuva de Domingos Antó- melhores marcas, tanto artigos nacionais como das Oi »
(D

nio Alves & Filhos.=Castro- melhores fábricas estrangeiras.

K15
Laboreiro. Quem desejar fazer boas compras, visite este % a

CD o
ro
Depositário em Melgaço antigo estabelebi mento, pois poderá comparar os %

Francisco A ugusto Igrejas prêços e qualidades. -


%
63

Alfaiataria Felix. Preços seai competência. X.*

03 ií
63

VENDAS A DINHEIRO

rc .
CACHORROS
« rrr CO
í
&

63

Precisa-se comprar 3 ca-


CO
PflIX

BIÇlO - LONOMI
chorros da verdadeira raça de g
to

o
Xarope Peitoral James »
Castro-Laboreiro. Quem os ti-

•Ml Mtttmr M Mf» ••• UMM «49, 63


1» »
••ria f#39. It+m im,
ver dirija-se 2 esta redacção,
Umpi tf 94, 1994. RU é» fmhi 1999, Ml. I
*
&

Heroico contra todas as afeçóea d o tf


çj cn
to
orgâos respiratórios, Utes como; tosses
Chocoíaíe à espanhola CO OJ cj
rebeldes ou convulsas, ataques asmá-
% ic?
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ticos, bronquite» agudas ou crónicas.
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PEDRO FRANCO A C.# I °

^Desconto aos revendedores. *UA DE MELEM, 147 — LISBOA í


Cl
N." 3
CASTRO LABOREIRO, 25 DE NOVEMBRO DE 1920
ANO 1

Ano 3t50:
Assinaturas

Editor —Germano Alves.

semestre t$S0; trimestre $90. Co-

R 8 d actor — Abílio Domingues.


lónias portuguezas 4$50. Países

Administrador—José A. Alves
da União Postal (moeda

* ¥r *
za) 6$00.— Número avulso $10.
9

Redacção e administração Publicações —Linha, corpo

D tractor— Abílio Alves Cara


do bel,
jornal $10. Anúncios e recla-
Rua do Progresso, n." 5 — Castro-

Laboreiro — Melgaço. mes, contrato especial.

• •
Composto e impresso na tipografia do

Pagamento adéantado. %

Propriedade da em preza A Neve. «Jornal de Melgaço»

Semanário independente:—Por Castro-Laboreiro

do os seus deveres; por tanto ra, {Oual será então o moíi-

visto que, a sua administra- vo desía rivalidade? iPartici-

ção não lhe pertence era e é parão as autoridades da mes-

justo que olhem por ela. ma?

Não o fazem, é claro; su- Julgámo-lo. Desmintam-

(
pondo que se esquécem, leni- "n0*-

Lélio.
Há muito que penso na mi- lboi amentos
C(M a
" , ÍC bramos. Sempre na mesma,

J t
nha ttrra, comparando a sua guesia de V. Ex." também 0ra uma pessQa assim cons.

prosperidade antiga com a sua alguma coisa lucra, não nos t ntemente ludibriada, por fòr-

decadência moderna. Tudo me enganem prometendo o que ^ qUe tem de se revoltar de Vi \ II I' K \ I) V

comove, tudo fere a minha al- não tencionam fazer. se tornar insoleute contra *

* *

ma de Castrejo sincero, que ^Não procuraião também álêm de nos desprcsar

apêuas deseja a prosperidade, 0 desenvolvimento da sua-ter- nog persedUe. Siro, digo per- Uma noite passada, íalve..&

do seu cantinho natal sem se ra?! jPois olhem que a estra- ^egue_ porque quem nos lesa ás 9 horas, se me não eoga-

preocuparcom discussões poli- da que nós pedimos, por jul-. nos nosses já cerces direitos, no, sentindo passar diversos

ticas ou cousa semelhante.


gar indispensável, não o é me- perseg^e-nos. rapazes pelo caminho próximo-

Há momentos em que me nos para a Vila de Melgaço e q Castrei* es*ranieiro

convenço, que Castro-Laborei- freguesias por onde passar!


por qiialpuer sítio oade se en- tinha sido convidado juuíH-

ro foi esquecido e está a ser ,,


;Quetu - outros concelhos! conjre ^ estimado por aqueles mente com diversos, couterr»-

escravizado por todos êsses Ali sim, ali é que tomam ^ue 0 recebem no seio da sua neos, para assistir a unia car-

senhores feudais que nós, ce- a peito a administração dos pátria com todas as amabili- peada que se realiza numa ca-

gos pelas suas promessas, ele- interesses do povo. dades, e conquista a simpatia sa ao lugar,

vamos ao poder. Custa-me a Vejam ésses concelhos por daquêles que o cercam. Cá Eis que chegam os rapazes

crer que tendo Castro-Labo- Portugal fora, cortados de es- em Portugal, na Pátria que devidamente preparados para

Feiro a maior parte nas con- direcções

íribuições do concelho, não para não ir tnais longe teêm o é a sua, são despresados e conquistar a afeição das don-

tenha dieeito a qualquer me- exenrplo-no concelho de Mon- escarnecidos. ^Porquê? Per- zelas que a todos nós espera-

íhoramento como tem por çs0 e dos Arcos de Valdevez, gunío eu, ^'Porque não é tão vam. Dirigimo-nos ao edifício

exemplo a freguesia da Vila qU"e confinam com os nossos, instruído como <ésses fidalgos do « Prima veia Sport Club»,

de iMklgaço e as freguesias li- Se não se julgam capazes de de tetras mais importantes ponto de reuuião para a par-

mítrofes! promover nem


L 4 ' * * f '

Tudo isto me admira e re- aproxime do modêio o possi- minhos que possa mostrar pa- Fizeram-se ouvir os primei-

vel, não _
disputem o assento ra ^
glória sua? ,
; Talvez; talvez ros sons de rtma a corn-
volfa.
^ m m M m A Ar

nó poder; deixem-se estar tra- seja êsse o motivo! Mas ve- punhados por diversos insfru-
Castro-Laboreiro, indepen- | m

1
tando dos seus negócios par-pm, ^de quem é a culpa? mentos '
de '
corda, '
formando no.
dente doutro concelho, pode-

ticulares. Castro-Laboreiro foi sem-


ria custear as suas despesas

questa
e promover os melhoramentos

^ • ••

necessários; mas assim »co- mos, e como tal temos sido tos de Instrução, esteve sem- deliciaria com o seu lindo e

^ • 1 . _ * J 1 __

variado programa os ouvidos.


*endo-the para outras locali- sempre considerados» Mas não p^e de pasto

dades o produto do seu traba* pode ser de outra forma; uma Q$ conhecimentos que ca- das castas donzelas que ser»

lho, j^como poderá fazer fren- pessoa honrada quando se vê da um possue angariou-os no tadas em volta duma sala, car

te ás suas despesas?! lesada nos seus direitos* quei- cstranjeiro ou no seio da sua peavam :2 lá das ovelhas que

mesmo
xa-se e
Visto que, não querem fa- pede providências»

zer os melhoramentos indis- Assim tem acontecido com tra-se a uma altura de viver de numero»

Eis-nos transpondo o lu~

asáveis, senhores,olhem que o povo de Castro-Laboreiro» regularmente na sociedade.

á só pedimos o indispensável Tem sempre pago as coutri- Pergaminhos não os tem; miar da casa

;Que comoção,sentindo cak


e no indispensável entram me- buiçoesj tem sempre cumpri- tem coisa superior a

á
2
«A NEVE»

sobre nos os meigos olhares casa da carpeada ao som du- habitação, e, como esta. devo- dente d*pedida era impossí-

aquelas raparigas aquém nós ma triste melodia acompanha- ra uma grande quantidade de vel a meus lábios+premtncii-

tanto ama vamos! da a canto pelos rapazes e ra- insectos prejudiciais à agrieul- -ít\ como é triste o despedir-

Parou o eoncêrto e a con- parigas, retirando-se para suas tura. -.<*>, ausentando se por longos

versa generalizou-se por iodos, casas.


O morcego é um dos ini- dias daqueles que tantò se

sendo apênas recortada ás ve- Como esta última quadra


ama.

para ouvir silenciosamen- »>e ficou profundamente gra-nos que nos são prejudiciais;

te uma peça de nnísica exe-v vada na memória, embora já a por isso deve merecer-nos a tando, entre as minhas.mão

cutada brilhantemente a só/o. conhecesse por ser uma qua- mesma protecção que dispen- delicada duma encantadora

pelo nosso bom amigo e inte- dra muito popular!


samos ás andorinhas, em vez donzela. Despedi-me; porém

ligente administrador de «A
de ser perseguido cruelmente, ela não satisjeita ainda com

Neve», sr. J. A. A. Càrabel. •"Esta B,


°dínha das ti és
como se vê muitas vezes. Um a nossa entrevista convidou-

Terminada esta, no meio ^sí't mtK


^n^,a Qas
quatro amigo meu teve acuriosida- -me a visitar wn pequeno jar-

do merecido aplauso da as- ^u! ai


"'a ° mcu airior
de de observar por um boca- dim para me ofertar um

aa
sembleia, principiava outra vez ^a ° ,11€u re,rato
«* do de tempo três pequenos quet de futres, os quais acei-

a conversa amorosa entre os r» . morcegos. que voavam em vol- tei e conservo ainda com ver-

. , ;rorque seria então qtte

namorados que alegremente se . _ ia da sua habitação, e viu um dura parecida aquela que

, . ... , tanto me impressionou?

contemplavam a luz dos gazó- M- íi -. déles que devorou em pouco apresentava no canteiro.

h
c-. . Nao sei. muitas vezes a ou-

metros. Eis que soa a meia . , . tempo setenta mosquitos, e

... , . vi: mas so esta e que n a gra-

noite no telogio da casa, pois , . . . outro ainda doze borboletas. «Aquele bouquet precioso-

r
, r„ n r. vou protundamente na nunlia
a Ex. Camara não tem ver- , E' preciso contar ás crean- Guardei-o num cofre antigo

l„ /-y. , ,, alma. ialvez tosse por signi-


ba (i*) para nos dar uni reló- ças estas cousas, para que Sinto ás vezes o rei do gôsu

a imagem querida que

gio para uso do público. r


. . , Da
elas não persigam e maltra-

* i* _ , , , constantemente me aeompa-
A ta, que ha-de servir para , . tem os animais que nos auxi-

Rogério
fabricar parte do vestuário da " liam na agricultura, destruin-

C. Laboreiro, 20-11-920.

família sua possuidora estava do os insectos e outros sêres,

pronta, graças ao trabalho in- 0 nosso jornal


Sevta. que prejudicam as culturas.

*
fatigável dessas adoradas me- O mercego não causa pre-

Pedimos a todas as
ninas, que agora depois de juízo algum ao homem; muito

servido um suculento repasto aVÍOR O£00 pelo contrário, é o vaiíoso au- P ® S S 0 8 S 8 QUêÍT) 6 n V í 3 -

mos «A NEVE» e que a


se divertiram baiiando com xílio dos agricultores.

<xr> 'jot> un

não queiram assinar o


aqueles que, quem sabe, um

Bento Morais.

dia serão os seus companlíei- Os lavradores e suas famí- favor de a devolver à

ros iuseparáveis. lias pagam, muitas vezes, com redacção.

Agora já não é unicamente a mais negra ingratidão os va- mwJja pai tida

o sr. J. A. Cara bel que nos liosos serviços que alguns ani-

* * * Not
dilicia com as suas agradáveis mais prestam ás culturas, por

musicas. Os tocadores reve- nâo conhecerem os hábitos


Aproximava-se a noute. Era

zain-se para todos poderem dêsses animais e os alimen- enevitável a minha partida\0 IluminflcSo pública

g >sar, dançando com o seu tos com que êles se sustem tempo estava chuvoso; ao Ion-

PI t WÊʧ ||P| Devido à falta de gaz eu-

estremecido.
tain.
110
AÍ/////0 unia nuvem contram-se há anos apagados

;Tudo alegre! ;Que felici-


ejamos quais sjo os sei- escura representava uma me- os candiciros públicos, estan-

dade reina eutre nós! ;Conio viços que muitos dêles pres-
donha tempestade. O sol pou-
do portanto Castro-Laboreiro
nós nos sentimos felizes Ion- tam à lavoura,- e por isso de-
co a pouco es condia-se no
completamente ás escuras.

ge do mundo, embora nestas vem ser protegidos por todos horizonte; o dia perdia a sua

Daí advém grandes prejuí-

ásperas montanhas! como auxiliadores gratuitos da


hit. brilhante, estava prestes zos p?ra 0 público, como se-

E que aqui o céu é mais agricultura,


a cair a noute. jaifl; o esbarrarem-se os tran-

límpido, o ar é mais puro e a 0 morcego, èste pequeno


i\ão remédio senão setintes, as quedas com feri-

gent^ nâo é tão traidora para animal, que ao


ço- r. tirar-me, disse eu murm/ir mentos e principalmente o não

com os seus sniielh:uites.^H^HÍÍHHÍH

, meça a voltejar em torno das rondo. A viagem é tão com- BCrmos vistos ^ aquêlcs a

5o o romper da aurora e casas de habitação, é um ma- plicada, que sinto receio em quem compete o dever de por

hÍ!Ul°?aCOri ar êstes se,


. f mííero
' como as
mulheres e atravessar os bosques medo- riós o!har levantando-noS dês-
nipnotizados pelo amor e pela como as fêmeas dos macacos, nhos de noute, receiundo que te caos era c há muitos

musica, ítizenio perceber que Tem êste animalzinho uma os lobos me persigam, e seja nu:

eram horas de terminar, para vista muito apurada e um oi- vítima de qualquer contratern-

dali a iastantes,depois de des- falo muito fino. de que se ser- po; coragem é que se precisa.

c engordar em pou-

cançar uns curtos momentos, ve para apanhar insectos, que Muito custoso se me
co tempo? Tomai todos os

ir à Igreja ouvir a missa do voam de noite.


nava, o desligar-me dum ente dias chocolate da afamada fá*

domingo.
Como a andorinha, o mor- que só no mundo amo e adoro, brica * Caravelos», de Castry-

Eis-nos saindo a porta da cego vive nas suas casas de O triste adeus duma ar- Laboreiro.

«
«A NEVE»

ínC§n3Í0 ÍXQ flmériCíl 3o !TorÍ8 recido o tôbo nas proximida- carne. Pelo preço que está

des desta Vila, saiu êste se- não pode a gente meter-lhe o

No dia 17 do corrente pe- Chegaram a esta freguesia nhor com a arma em sua pro- dente.

ias 1'3 l.cx3s- ^C'j'Se no lugar os nossos amigos sis. Alamiel cura, aparecendO'lhe na volta ***

do Ribeiro, desta freguesia, Fernandes e Manuel Pires, o para CaSa, duas praça da guar- Como testemunha depõe aw

pavoroso
timando

pasto das chamas três casas gundo de Qucimadeio. acompanhá-las, não o deixan- bater na mulher três veres

de habitação pertencentes aos Damos as boas-vindas aos do sequer entrar em casa pa- por dia. O juiz convida-o a

sis. Manoel Esteves, Manuel recenchegados que-já tivemos ra se mudar de fato e munir- fazer juramento.

Mouteiro e Francisco Esteves. 0 prazer de cumprimentar. se com o indispensável dínhei- —Levante a mão direita.

O incêndio foi devido a


ro para suas despesas. 0 homemzinho olha em Rk-

iaúlas que se introduziram nos CflpOÍeS à flíeriíejana . no.

mantimentos do gado quando


falecimento —^Que é que quer?pergun-

andavam desinfectando uma Fazenda para Capotes à


ta-lbe o juiz,

corte onde estavam animais Alentejana e bons forros para A 23, faleceu nesta fregue- —Procuro a minha mulher.

s,£ 0
com a febre aftosa. os mesmos, tem o estabeleci- t sr. Manuel António Al-

ves
Causou importantíssimos mento de Viuva de Domingos » irmão do rev. P.e José _ .

ieU Ql
prejuízos, pois as ditas casas A. Alves & Filhos. António Alves, e sobrinho do , . ,, ^13 um marj
"

rev Reitor de Prado 3


arderam completamente não praça da Rèpública, 3, 4 e " ' Francis- ? 'loo'hw"?

conseguindo salvar-se quasi 5-Castro-Laboreiro. <» António Gonçalves.

nada e salvando-se mesmo os Faleceu ainda bastante no- ^ ^ ^

. ... . . . - vontade de lhas emprestar,


vo
seus habitantes custosamente , Rrinrnnfln * n . ,, , ..

enta res
pelas janelas. DlInCflllOD . A sua família enviamos os 7*"' ° P0?de d
"

Ao sr. Francisco Esteves, Talvez por brincadeira a nbssos sentidos pêsames. zen o- e que n5o rece stbl
4
r fo r\i>
carta dêle.

além do prejuízo proveniente guarda rèpublicaua fez. seguir


***

da casa e móveis, teve mais pura Melgaço o sr. Francisco AflSdOÍBS Sinceridade"'

a infelicidade de não poder José Rodrigues, muito digno ~ ' , .

ni
retirar a quantia de 1.500$00 chefe da estação postal desta Dizia um nadr* n um ri ^ 'ra ain

U,D
7 . . . .... , . j fdurc a um ,a
me es mais cara do que a

que guardavana carteira, e de Vila, que depois de apresen- paZ seu confessado: própria vida.

ver sua esposa horrivelmente tar os cumprimentos do estilo i • < rri» j

, . , , —fneu timo, repele ia- Ela —Ora, adeus... isso

queimada no rosto e nos bra- veio para sua casa onde tive- - „ , , n >

la
^es enganos do mundo. De- são coisas que se dizem. . .

ÇCS
-, . , mos o prazer de felicitar fe„de-te com valor das tenta- Êle - E' verdade pura,

Nenhuma das casas estava 0 motivo desta viagem for- ç-es do demónio e teme a ^ para yir a ^ mmdo

segura em companhia alguma Çada foi o seguinte, segundo carne< n3o gastei 5 reis e< para ofe.

de seguros o que é bastante duem; _Nao }he ^ cuidad0( meu rcceMe es(a ^

de lamentar. Tendo de madrugada apa- bom padre, com respeito à 50 libras!

FOLHETÍM N. 3 Ai, minha filha, vi san- fazem-me mal. Ouve os con- vqlsa. . . u.n suor frio lhe ba-

ni
IF ie«Sit-íik. > S«i I! K ^ "'io san
;>"
e
' seihos de tua mãe que pouco nhou a fronte e gritou:

ifitll III s03 il(l V|{](| — ièSangue.'! viverá. Escuta-os, guarda-os, — Minha filha, minha filha,

- ' —Sim, Helena. porque são o testamento de ampara-me: tenho frio.que-

ROMANCE — Sooegai, era o delírio de que ficas herdeira! Olha, dizia ro-vos beijar. . . vinde já. . .

vossa
por • foSie. estais já melhor? a pobre doente abraçada à íi- eu morro. . . êsse medalhão

D e ^'ilninn 3p SniKfl —Estou, sim, cara filha, lha «aperta a mão a todos,mas guarda-o. ......
r. - uhiiu u. ^uusu porque a morte não tardará. abreu o teu coração a poucos, Não pôde acabar. |Porque

f f —Dormi que tendes mui- porque há pouco quem saiba no último beijo da filha pas-

ta febre. Ardeis em caloi. Dei- sentir; levanta sempre os teus sou o ú timo alento da mãe!

Helena, cosida com o leito tai-vos, eu vos peço. E Hele- olhos .ao céu e desvia-os da Era morta. Horas depois ao

escutava o menor rumo- e ia na. aconchegando-a ao peito, terra; ouve de todos e não fa- romper da manhã chegava o

desfiando oraçoes a Virgem beijava-lhe a fronte. Ies de ninguém. Ficas pobre, Pd Bento, zeloso cura dalmas

oma
" . —Não posso. Sinto a mot- mas a economia é a riqueza daquela freguesia. Era bom e

De repente ergue-se no lei- te próxima. Sê uma bondosa dos necessitados—;Ai! Hele- honesto. Acompanhava o odr.

to a infeliz. O.ha em roda nu- filha. Aí ficam ao teu cuida- na! Helena! E' a virtude co- Brito. Entraram e só ouviram

ma miragem esgazeada e lou- do essas pobres creanças. mo a flôr, mas se o vento do um lugubre toado de lágrimas

Ca,
u íeme ^ Ia ,\°^ e
^ll*a" ^0U"V0S deixai. • . (eaquí íez mundo a ci*csta, murcha como orvalhadas em suspiros.

^Helena, minha Helena?» _ longa pausa), O meu coração ela no outono...» (E soltou jDepois, mais nada! só u

-tQueemamã?Estou aqui. parte-se de dôr; porém a vos- um suspiro.) mortalha duma mãe e a dôr

Deixa tocar a tua mão. sa alma vôa comigo. Filha, Parou um pouco com ares- duma filha.

A — ^A a X A A A W ^ V A

Aqui tendes. ^Mas que minha boa Helena, não cho- piração oprimida. Mas de re-

vos impressiona maiuã?. res, porque as tuas lágrimas pente começou a tremer con- (Continua).

V
4 I

«A NEVE

• '

de

<
Alves

I fazendas, ferragens e miudezas

Praça da Rèpública, 3, 4 e 5--Gastro-Laboreiro--Me!gaço

a„-iaSní »aAii9° e concfi


't«fl9o estabelecimento enconíra-se à penda pelos mais re

flra
Sc^nní Aae | sortido de tojendas para fotos, em lindos pa

££«««!!aôr«rfl!®e sorí,9
° âe
calcado da última moda a prêços sem competência
leriagens oe fabricação esmeraJíssimf e o mais completo sortimento demiudejas

41

Hão, compreis nada sem primeiro pisiíar êsfe estobeíec

tf rln m I_ 7 . Kinitwuu LMtJiiui tJlt CJIUUUICL.ÍUCIUU, f,

ixmj oe ma!S
barato» atendendo a que compra directamente ás fábricas

espnnHoiifi
Sêlos para coíeções

Fábrica dc chocolates Faço permutas de sêlos


o-

E
António Benin Domingues Curtias
vkla à força hidráulica, fun- postais por quantidades ou
i <-
O

3
dada 1908 e reconstruída era | base Ivert et Tellier. Tanto

Gsíabeíecimenfo de fazendas, mercearia,


Í919. Chocolates fabricados permuto sêlos nacionais por

calçado, íerrages e miudezas


pelos últimos sistêmas adòta- estrangeiros, como estes por

c*os em Madrid e Barcelona» CASTRO-LABOREIRO — MELGAÇO nacionais.

cacau, caraca, açúcar, canela,


Herculano '»
-Hi— (

baunilha e uma pequena quan- §


MELGAÇO

íidade de manteiga de vaca. u


vende tudo que há, das

Viuva de Domingos Antó- CO


melhores marcas, tanto artigos nacionais como das aJ ^ CO 0

fO 01
nio Alves & Filhos. =-Castro-
melhores fábricas estrangeiras.

ta tf
Laboreiro.
Quem desejar fazer boas compras, visite êste
"CD
tf
ca
Depositário em mlgaço — CD
antigo estabelebimento, pois poderá comparar os
tu
CD
tf
Piran cisco A ugusto Igrejas
prêços e qualidades.

—Alfaiataria Felix. *a
Preços sem competência.

<D
ta
VENDAS A DINHEIRO tf
scn

CACHORROS
CO
tf

CD
ensLíuen sejigpji^eim IEJIBH CO
tf
Pirecisa-se comprar 3 ca-
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GRAND PRW tf
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chorros da verdadeira raça de
O a»A40* PUtMlO DA exposiçAo - L0I40A«S 1*04.

tf
50
Castro-Laboreiro. Quem os ti-
Xarope Peitoral James O

O- - A?

* O «»f» ••• npilflNi U«fc«« tfM, cl


"ver dirija-se 2 esta redacção»
••/it >889. Iittn» 1(95, G3
tf
Mwt >884, Undrn 1904, 81# I* iantiri 1908, «to.

tf
Heroico contra todas as aíeçóes dos

çj es
Choco late à espanhela orgãoe respiratórios, taes como: tosses to
CJ tf

rebeldes ou convulsas, ataques asmá- QJ CJ


(U

ticos, bronquites agudas ou crónicas. tf


t/i
Já se encontra à veada na

Legalmente autorizado pelo Conselho de cu


tf
I
«Loja Nbva» da Esteves, es- Saúde PuJ>lica de Portugal e pela Ins-
w - P<
K to
Víq
ictoria Oeral d'Higiene dos E. U. do tf
t3 excelente marca, exclusivo fO
HHHHHKpHr '
• 4VINOA IM todas A» MKM«eu« CD *co tf
E-'Etc
desta casa- \ Dípouto FARMACIA FRANCO, FILHOS
2T r—s

PEDRO FRANCO A C.* o


Desctaío
WUA DE BELEM. 147—LISBOA

Q_ I tf
«x
ANO 1. CASTRO LABOREIRO, 2 DE DEZEMBRO DE 1920 N.8 4
k'

Editor —Germano Alves. Assinaturas — Ano

semestre 1$80; trimestre $90. Co-


Redactor — Abílio Domingues*

lónias portuguesas 4:50. Países

Administrador— José .4. Alves. |

da União Postal (moedaportugue-

* * *

sa) 6 $00. — Número avulso $10.

Redacção e administração
cor pó
Publicações

Rua do Progresso, ti" 5 Custro-


Diroctor— A 'filioA Ives Car abei.
do jornal $10. Anúncios e recla

Laboreiro—Aíelguço.
mes, contrato especial.

Composto e impresso na tipografia do

Propriedade da empreza A Neve. Pagamento adi


«Jorna! de Melgaço»

Semanário indspendente:--Por Gastro-Laboreiro

Vê de qne coincidiu a sua casa péssima e ate prejudicial

POVO derrocada com a afixação à saúde das crianças; 2." por-

dêsse malquieto Edital que o dinheiro que proviesse

ACORDA!!...
/Levantai a cabeça bem aí- da dita casa, sendo arremata'

to; da seria gasto em melhora-

mentos - da freg sede do


;Uni-vos e protestai!

con ce! , -que por ser a maa»

Povo cie Castrc-Labrtreiro vers veern rogar para lhe Léíio.

próxima dos Ex.m"' Vereado-

não deixes tesar-te nos teus tieceres escadas para subirem

res a tratam de melhorar, em-

direitos, é a funia de Paro- ás cadeiras que tanto anceiam!

PROTESTO bora a custa das outras.


quia que to diz no seu Pro- Não façais, exigi, pois a
Portanto, interpretando o

testo contra a arrematação da razão está do vosso lado. Uni-


an
— —V pensar do Povo que represen-

dos antigos Paços do -vos que, como já aqui se dis-

ta,110S 8
A Junta de Paróquia de obedecendo a imposí-
Concelho de Castro-Laboreiro. se: «A união Jaz afôrça*.

~ . , , —; , coes do mesmo, que julgamos

A Junta de Paróquia já le-


1f pede-nos a resolvcmos

ventou a sua voz, enviando o ma a arrematação da -vossa publicação do seguinte protes* Gontra a arrcmataçãtí (<a refe_

casa
referido protesto à Ex.'"" Câ- 9ne sempre vos perten- {0 qUe enviou à Ex.ma Câma- rjja cas3( pedindo à Ex.m*

mara de Melgaço, que, não ctu! Já que a vossa Câmara ra Municipal de Melgaço;
Câmara para anular a matéria

a n
Contente em nos esquecer, ain- &o quer concertar que vo-
..... quem*

da nos quer prejudicar, ven- -la entregue e vos unidos rc- Ex.mo Sr. Presidente da Câ- enviou para aqui, visto que

clendo-nos o que nos perten- purai-a,pois quas

custará.
ço. Acordai do sôno que

, . ., . , , tf. hnradinhn a? hnavon

tendes permanecido e lembrai- Um bocadinho de boa von- _ ^ . . ,' . essa Ex.raa Câmara, , - •

^/i/i/t' bastará, pois o sacrifi- OoLaboieiro, dejois de ter


-vos que o povo unido,
Estranhamos muitíssimo

• r • • jt rinn nt,n„t>„n
uma freguesia, ainda tem cio epequeno. •

uma
muitíssima força. Preferi isso a que vo-la ^ Antiga Câ- dessas sem ou-

MCI-j* v'- ,T:>- i«i l/kt*/krr/\r)ihr H t ri m 1 a_


/A Ex."" Câmara que vos e tos Liem pura

n,ara vu os lllteiess
o dinheiro auc a vos Municipal do extinto fc^:s* jf"
ajudastes a elevar ao poder.

paga vas assim a confiança Perteace. Lembrei .os qi, sessãoextraordiná- Ex


Câmara, que emprega-

tendes sempre sido enxoval,ta- émsearteremos todos os meios ao noa-


que nela depositastes!!!

r> '
50 dLanc8
}E vergonuoso mas e ver- V, ExP o seu mais veemente ' '-ao conscn.amo,

dad*'- protesto contra a matéria con- Por forma alguma ;na|vendi

;; Não tereis em vós algum jEssa C3S9 é flOSSa! no r(»ff»nrln Fdital Cr<»- dessa casa, visto que perten-

sentimento que desperte, com ;Visto ,« nos pertence =£ «— * ** «*•

celho, deve ficar pertencendo


esta injúria que vos preten- queremo-la!
um dever, que o Povo, que

dem fazer?!
HHHUpVáo consintais sequer nmrepre

c uni-VQS traidor vossas Castro-Laboreiro,


fileiras,WÍtÊÊÊKKBÊÊKK^ÊÊK^KÊtÊÍÊÍÊÊÊÊÍtÊÊÊ^M 28 de
O Povo está indignadíssimo

Novemhro de 1920.
contra esta aleivosia.
> pois todos unidos vencereis, para com a Ex. Câmara e

;Não consintais que vos... a própria casa parece tem para isso razão: 1," por-

O Presidente da
inndam aqui aquilo que é tar se contra a resolução da que essa casa pertence 9 es-

Junta de Paróquia da
voss0 e de que tendes absolu- Câmara,pois assim que viu ta freguesia e o respecti

freguesia de •
ta necessidade! ,o Edital fixando a sua arre- Povo pretende que a Ex.m*

Laboreiro.

/ Exigi da ExP" Câmara matação, 'não sei para que Câmara a mande concertar pa-

mais u:n bocado de respeito dia, tentou suicidar-se, dei- ra nela funcionar a Escola de a.j Antonin José Rodfi-

pelos vossos interesses que xando cair sobre si o seu te- Ensino Primário Geral da fre-

gues Aives.

Eles tanto vos prometem res- cto que tantas vezes vos aco- guesia, que não tem casa pró-

peitar quando humildemente ikeu maternalmente. pria e está instalada numa N. da R.— Sendo de gratu-
2 A NEVE»

de utilidade para esta fregue- ter uma ambição, a ambição S0s sentimentos e a triste-

s<a, que a dita casa seta aua- \


11 ambição
I* III lUlt (III é
<j a
u km
UuoL de conseguir um fim, sem ela za ponhámo-los de parte!

ptada para nela funcionar a nada podemos fazer porque a Façamos um esforço impos-

Escola de Ensino Primário ambição é o motor que dá fôr- sível para tudo esquecer,
il» progresso

Geral, que não tem casa pró- ça, origina e guia todos os tra- Encontramo-nos, qual em-

*
pria e está a funcionar numa baihos que pomos em execu- barcação sem destino era pte-
* *

casa em péssimas condições çSo para conseguirmos o fira ro mar ao som das ondas, se-

fiigiénicas, louvamos o exem- O homem, nesta vida, deve a que nos propomos chegar, guindo em tôdas as direcções

piar procedimento da Junta de revestir-se de coragem, de Logo a ambição é necessá-sem haver quem a guie (na-la

Paróquia desta freguesia dan- energia e de tòda a íôrça da ria ao progresso! tememos porém), embora jã

do-lhe todo o nosso apoio. sua vontade para poder fazer não falte quem suponha, que

face a tôdas as dificuldades L6DaraC. Q nosso gm ^ 0 naufrágio.

a vj -iccci fcjQq que se lhe deparem e queiram ~~ —-- ^Rapaziada nada de susto!

II IlUD^U LUDU... impedir por qualquer forma a C(DÍS3S PSSSSOSS Somos três irmãos, a «União

marcha para o seu fim.


faz a força» e portanto vamos

P
A respeito da casa dos an- »ra iss
° arr.s- di, 10 de Aêosto Ion,ar conta cada qual da sua

tigos Paços do Concelho de <*' » "«sso trabalho, o nosso de fe|jci(JaJe m.ssâo. E. como nta.s velho.

Castro-Laboreiro, que sempre esforço, por pesado que se,a (e tbt> simples ca. tomo conla da dnecçao do na-

toi e ainda é denominada .Ca-exCt l1^ a aite. sualidade encontrado-nos em ' "-'- .''-"i cu ar qce va

T
sa da Escola., a actual ve- »d°s «»»» uma
«•«"? Melgaço, ocasião essa em que col,,ro
*. al8
"'" P
""

e nos
mrSn .-amararia ipmhre--n ** Q"
1 2uia e
^ue nos
«"mi- - i • Q»e se isso se der, sera uma
reaçao «.amaram lemDrou-se . . nao contava com tao alegre , , ,

na
um dia do seguinte: Para se
2tnr 0
caminho que c go casualidade haver quem nos

a
Esta casa, embora ilegal- «<«*» imaginado muitas ve- ^ de ch^r ^ venha socorrer.

zes íem
mente, pertence-nos; precisa- »«rcado ate giande ama jon^a vjagem atravez do ^°rd .um ® f'"3

aS n
mos de pecúuio para aformo- distância, embora nunca te- Oceano, dizendo adeus ao país , )aquinas* ruoa lan o a

sear as ruas da Vila de Mel- «Aamos ocasião de conseguir ^ ^ r princípio com pouco carvão

gaço fe como os Castrejos são avançar o fim das nossas as- conhecido nos para podermos conhecer a for-

ignorantes, em virtude de nós PltaÇões. Nao devemos desaai- d|>jUM)S }einpoSí maquina.

mar
lhe não'termos ministrado a * , k- na América do Norte /- Çon iecer a sua

verdadeira instrução, há mais ^in h°mem sem


ambição ^ duraníc trêr anos tra ça
' e
*?ue SC c
"rft£a a va
"

de 3D anos, vamos pó la <» •*» .P*»» « » P*°êredir< bas


" "bU

tS a
b>st» míblin' ta-lhe unicamente arranjar o ' ' 2 -» pazada.

lte e
"" One bela MM esta de ven- <X* necessita à medida que a ?» r?» * "f Como sabes aft. há quem

da
der o un^é dos oulrls' flecessi.lade o obriga, . »a»'P"las<« * faça a comida, portanto .rates

E todos, claro, os que não Para si o trabalho é um Se " ^7

são Castrejos, lodos apoiam enorme sacrilicío. descançan-J'a ; 8


d e num bocado, que tenhas de

esta venda, porque como a do portanto e trabalhando apí- ^

,a
dita venda redundará em seu nas o indispensável para vi- H , fortificacões ani. Çomei.

embora mal; quando mes- v ,


proveito, tião devem discordar *rm->'- ""t""-1"

mo se não deixa cair num pro-^U, aD


. , cados nos principais ponto-:
dessa bda idêa da Ex.1"3 Câ-

A mi,,1,a tla
mara. longado sono, dc onde, quan. íem xra mals
agora o terceiro vai subir ao

m
Mas não é assim como vós do chega a acordar e encon- "»?• f elortost,. nlaslr0 do navi„ servindo de

nilgais, senhores camaristas, tra submergido em completa ^ ^a^en(ía donde re ;igia para o de se não

dar algum choque com outro


A casa é nossa pertence-nos. decadência, sentindo a poucos *>' , . . _

em a
0 pecúnio que vós Jesejarieis passos de si a ruína, a raise- " ';on, e
- 0 n
'c" "a mesma

embolsar dará para nos aja- ria e a vergonha, equ.pamcnlo de soldado, e em direcçto> de cu|0 lat,„ data

darI a
M reedificá-la,
I VVWII1IWU lill Éste
— homem z perante
JT —a so- Wa
111 I P»
j
d
= consegutr » a mmha
J • sina| „ comandante

Olhai que a petição é justa ciedade perdeu todo o seu va- '°t K ate
!ara ',0 se,
° d nn

e se tivésseis usado de justiça lor, tòda a sua dignidade, sen- ",!a ,amllla
Pod^r -rabalhar e Tudo tem con jdo bem, eni-

ansar lilaia qui,aaien


não lançaríeis ao abandono a do por todos desoresado, quaiv- " bera a principio houvesse euor-

nies oi)S
casa mais linda e mais bêm do pelo trabalho podia conse- r t faci,)t3S a ven
cer. A

situada desta freguesia. ' gnir a estima de todos os ci- jComo somos e izes., . . nosga saivaç3o f0j 0 termos

dãos. jAinda não vai longe a lio- U1)ia enorme facilidade eui

ra
Forcas. Devemos todos trabalhar tiágica que apunhalara os nos adaptar a qualquer arte,

ucssos
cada qual segundo a sua vo- corações. g 0 P30 estarmos desprovidos

c Quereis engordar em pou- cação. No trabalho encontra- Ainda vais encontrar lágri- de mantimentos e dodinheiío

co tempo? Tomai todos os mos tôda a felicidade e rique- mas brotando qual nascente preciso para comprarmos em

dias chocolate da afamada fá- za, tudo quanto há de melhor de água cristalina dos olhos qualquer porto, os inantinjen-

brica «Caravdos», de Castrj- durante a nossa existência, de uma mãe quç, ao abraçar- tos que nos faltassem ou ou-

Laboreiro. _ Para trabalhar é necessário -te chorará de alegria, tra qualquer coisa que julgás-
3
A NEVE»

SeriaSo
sem os necessário Para Braga
0 nosso jornal

ao nosso destino.

A nossa viajem loi mist* Pedimos a íôdas aí, M« l»ra *l«la ci- No dia j.« de Dezembro

dade 0 nosso ami sr Abl dia


A mrpw t internrctacâo « • ' g° - " ^ Criado nacional, come-

de .. son!», o desembarar- ^S°f wVvF ^ nJÕ ã CraW


* m
"il0,'!ii"0 0rati,
° da nos
f ""'"f"'

inos S1 J . ri. mos «A NLVt» e que a director dêste semanário e déncia, esteve içada nos edifa-

nãO queiram assinar 0 acreditado comerciante desta cios públicos desta Vila a

fayor cie a devolver a freguesia, com o fim de fazer Bandeira Nacional.


Carabel.

os seus stoks de artigos pró-

redaccao.

prios para a secção do Inver-


Cem do

A DIRECÇÃO. no, demorar


Not

O tempo está bastante frio


alguns

Boa viagem e "seja muito « chuvoso. Durante a noite o


Oiogem
ft

vento sopra rigorosamente e


feliz aos seus negócios.

não é para admirar que qual-


«A Neve» agradecepenfio- Foi ao Pôrto, onde se de-

quer dia apareça isto coberto


radíssima as palavras honro- morou bastantes dias, o nosso TtemOV 3C

de um alvíssimo manto de ne-


sas que os seus colegas se amigo e digníssimo editor de

dignaram dirigirir-lhe, contan- «A Neve», sr. Germano Al- No dia 26 pelas 11 horas ve.

do estar sempre à altura de ves Carabel. Que os negócios e 50 minutos sentiu-se aqui O termómetro baixa coa-

lhe corressem admirávelmen- em Castro-Laboreiro um vio- secutivamente.


as merecer.

te são os nossos votos. lento tremor de terra que dei-


A redacção.

xou a população bastante apre- Seira

ensiva.
ftrremaíacão
bÔÒO
Embora o dia se mostrasse
Não causou contudo, qual- ,

cbuvoso a
Um dêstes dias passados, No domingo passado foi ar- quer estrago, o que deveras fejra de
30 foi bas-

quando um nosso conterrâneo rematada à porta da Igreja estimamos. tante concorrida. Havendo por-

x
tanto algumas transacções e
vinha para a Vila, ao rompei desta Vila, uma boa quanlida-

estando as ruas desta Vila


o dia aparece u-lhe no Pôrto de de peças de carne de por- ÊxcursãD

bastante movimentadas.
do Carro, um íôbo de grande co que tinham sido oferecidas

Foi-nos comunicado que


tamanho com quem êste nos- às Almas,

Não tivemos o prazer de qualquer dia virá aCastro-La- CflpOÍeS à ftleilíejana


so amigo quási chegou a tra-

var conhecimento. lhe chegar, pois foram bastan- boreiro ura numerosíssimo gru-

Fazenda para Capotes- à

Por fim o lôbo vendo a ho- te disputadas. Mas é provável po de caçadores de Melgaço.
1
- T^4 t •

E1 boa ocasião, pois a ca- Alentejana e bons forros para

ra um bocado adeantada não que continue a haver das di-

quiz" mostrar"a"sua"f órça,"re- tas"arrematações e então pode ça é abundantíssima êste ano. os mesmos, tem o estabeleci-

1
• — Que venham brevemente mento de v luva de Domingos

tiraudo-se contudo sem muita ser que consigamos obter pe-

A. Alves & Filhos.


são os nossos desejos.
pressa lo menos uma orelheira.

FOLHETIM N' 4 Que triste não é uma des- são séculos que ficam e as espigas do campo e tão azuis

sas noites era que os gemidos venturas instantes que se fo- como o céu de Itália,

se combiuam com a chuva, ram. Por isso era mil vezes —Senhor, disse então a
Martírios ila vida

que bate assurdinada na jane-preferida a . morte para Ana pobre Helena, sois a minha

esperança entre tantas amar-

la e com o vento que vibra Osória.


ROMANCE
o en-

feroz na rua; em que os la-

por
Era na manhã dêsse horrí- tre tantos desaleutos, sois o
mentos de nosso coração

P.* SiÍDino 3e Sousa


ecoam nas paredes de nosso vel dia para Helena. Os visi- meu coníôrto entre tantas la-
*

quarto que já parece mortuá- nhos de aspecto triste e pen- grimas. Aí está minha mãe (e
ii

rio. em que abraçados sempre sativo entravam naquela me- os suspiros embargavam-lhe a

Que triste não é uma noite à Cruz de nossos sofrimentos lancólica morada, dando pa- voz). Tratai do seu cadáver.,.

de agonias, passada entre do- nem ao menos o sôno nos vem lavras de conforto à pobre ra- dai-lhe sepulaua, pois eston

só no mundo,. . . * ,.-v
res e pesares, em contorsões cerrar as pálpebras, sem uma pauga.

—Helena, êsse teu pedido


e em âncias, com febre a es- aragem a refrescar tanto ar- •— Boas manhãs, caros fi-

caldar os lábios, tendi por dor, sem uma nota suave a lhos, dizia o velho P.e Bento tortura-me de mais. Já devés

companheiras uma mortiça deliciar tanto fastio, sem uma aos que entravam. saber que eu sou teu amigo.

— Deus lhas dê, senhor —Perdoai-me então, meu


alámpada ou os monótonos mo-gôta dágua a suavizar tanta —

bom amigo, disse a triste He-


vimentos dum pendu-lo, ouvin- febre, sem um canto de ave, abade.

;Então choram? Olhem lena, beijando-lhe a mão.


do se no delírio notas de fina- sem um beijo dum anjo, sem

dos ou sons de réprobos, com ar, sem luz, sem vida, sem a Helcninha que cara tão feia

faz, dizia com sorriso forçado


suores frios pelo cabelo em esperanças e sem amor...

(Continua)
desalinho e com ais a quebra- *OhJ muito custa uma noite o bom cura, rodeado de cinco

rem-se doridos e arquejantes! assim! Porque as saudades creanças, tão loiras como as
4
«A NEVE»

Estabelecimento
fazendas, ferragens c miudezas

Praça da Rèpública, 3,4 e 5--Gastro-Laboreiro--Melgaço

rSâlnc , ^onceifuaõo estabelecimento enconíra-se á penda petos mais re

flSs iin n Lf1 «PnTa •> Darl


?3o sorfi3o 3e íajendas para fatos, em linõos pa

fprrqnpS?(\õ 5h?ír ~ calçado da última moda a preços sem competência


teriagens de íaoricaçao esmeraJtssimr e o mais completo sortimento de miudezas

Hão, compreis nada sem primeiro nisiíar êsíe esíabelec

de mais barato, atendendo a que compra directamente ás fábricas

y » •
mi

espnnHOLfi

Sêlos para coleções

. _ » i

Fábrica de chocolates mo- r- Faço permutas de sêlos

LD
António Bento Domingues Cordas
força postais por quantidades ou
un-

u
» ijvoç rcconsiruiaa em» íTí cr! base Ivert et Tetlier. Tanto

n I . # • v ,f
Estabelecimento de fazendas
1919, Chocolates fabricados
permuto sêlos nacionais por

calçado, ferragens e miudezas


pelos últimos sistêmas adòta-
estrangeiros,, como estes por

• M

dos em Madrid e Barcelona: CASTRO-LABOREÍRO — MELGAÇO


nacionais.

cacau, caraca, açúcar, canela,


Herculano'

baunilha e uma pequena quan-


MELGAÇO

tidade de manteiga de vaca.


Êste estabelecimento vende tudo que há, das

Viuva de Domingos Antó- u tn


melhores marcas, tanto 31*flònc narmnoíc rnmn rlie vo
ca
ru cn »
aio Alves & Filhos.^ Castro- —'
melhores fábricas estrangeiras.

Er
C3
Laboreiro
Quem desejar fazer boas compras, visite êste
KD

Depositário em Melgaço — antigo estabelebimento, pois poderá comparar os CD


CJ
03
JF
Francisco Augusto Igrejas
prêços e qualidades.

¥
—Alfaiataria Felix. G3
Préços sem competência.

1*
O
C3
VENDAS A DINHEIRO
%(/)
CACHORROS
co cc
«

(T3
EílSÊTiiEfIBE/t5?_riBP.RcieílELrig
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« CU &
Precisa-se comprar 3 ca-
C3

GRAND PRIX
chorros da verdadeira raça de 03
O MAIOA PftKMtO OA EXPOSIÇÃO * LO-Nftftflf !#04.

O)
«tf
tn
Castro-Laboreiro. Ouem os ti-
Xarope Peitoral James o

PfftAc tM «ttlilitii tt tur« «ai ii|Hl|(*it litb». till


ver dinja-se z esta redacção
••M» T«S». 8«!iw |§9S, * -' G3 5"
O
18-íi, L#n<jrw IMA, M» U ||0«, «!•

Heroico contra todas as afsções aos AÍ

Chocolate à espanhola fcj ry,


or a 9
co
g ° respiratórios, taes como: tosse*

rebeldes ou convulsa», ataqne* asmá-


03 Q) S

ticos bronquites agudas ou crónicas, &


Já se encontra à venda na t/i£-

ilegalmente autorizado pelo Conselho de cu


%
H r» « /-J A Tl- _ I 1 • _ _ t * • _
Nova» do Estp.f»« PC. 4 uuuuji ue ronugai e pela Ins-
CO
ectoria Geral d*Higiene dos E, TÊ
foj excelente marca, exclusivo U. do
03
razi!
- A
- VINDA
- -—~ CM
MM. TOOAC
ivvrv At
mw FARM ACtiaíi
At. ca hõ &
desta casa. D«PO«ToQ«R*t, FARMACIA FRANCO, FILHOS
£ i«

PEDRO FRANCO A C." O s S> ^


A>. sconto aos revendedores,
*UA DE IELEM, 147 —- LISBOA

I
Cu
ANO L
CASTRO LABOREIRO, 9 DE DEZEMBRO DE 1920

N." 5

Editor — Qcrmano

Assinaturas — A/r,? 3?50.-


I

í^ôdactOf — Abíli semestre 1$80; trim Co-


%"

lónias portugaszas 4 $50. Países


Administrador— José A.
%E&b <j
/

5k« 3 da União Postal (moeda portúgue-


* * ír
V-


g za) ótOO. —hiúmero $10.

Redacção e administração -

Rua do Progresso, ri." 5 Castro- jj Pub[ÍC3ÇÕeS — , corpo

Director— A bid.) A Ivss Cara bel.

do jornal $10. Artifícios e recla-


Laboreiro — Melgaço. 'h I

K/
mes, contrato especial.
Composto e impresso na tipografia do
%
Itti
TX. .
datinprez^-Ac/v
-Jorna! tis PAoigaço» j Pagamento adiantado.
-f A
f A

Semanário independente:--Por Gastro-Labor

Teêm as muralhas abertas suidorcs o não terem de se


n

em si três portas, uma volta- tender pela sêde.

1 6

cia ao norte e dçnominada a A sua situação, no ponto

«Porta do Sapo», e duas vol- talvez mais alto da freguesia,


Iv. a
- vTí» vr ;<*
* I «O '
iadas ao nascente e denemit permitia o avistar a enormes

nadas a «Porta do Sol* e a distâncias,


qualqufr < Vrx

QP> E.y(Un:'o/rbeni para podarmos milho para - «Peita da Fonte».


ção, qualquer inimigo que o

reeeoc,

a , - A «Porta do Sapo» é pe- viesse atacar. E' pena que a

e
"'l [' °ornas, gastamos para mais deqllCna e

l
' / ~-n'rcrlf (' 'l>u alqueires atarias e sa- cipício. E' facílima de defen* procuram uni tesouro escoo-

a,
"" ' d'SCj "y o,, a que aqw se não colhe; c der, pois„ apênas ali pode che- dído, tenham arruinado da-

' nedi- uií.rt disso, nós ae ma o pas- gar a entrar um homem dc Qucla forma um monumento

at a
^ f ' . ' "<J.* i:ir
- "nséria, menos ae cada vez. -O caminho para es- de grande significação patrió-

a , r< g.ta, ,i u thes se- pua. M.U: o mimo leni vindo. sa porta teve de ser cavado ti ca e que é digno de servis-

ja feita, a Ex.m Cântara de Espanha para


J
-
esta«=• •
(regue- ' -
e
rcclia e por forma, que em t° admirado por qualquer
.mm -W /%
atendeu a nossa petição.

. , . sui, £, muito mais viria sé c.s 2,\guns sítios, apên

stc piit.çj.o t raya .ta, pois , tu o- ,d:.dt s espankotas não tos se pode caminhar. dora do belo horrível.

que aoulraJorma esta fre- exercessem a maior vigilâu- ' a *p r - • Ou-tlouer "í>ss<>a nã

,rn»«//, ir c*., -A «torta oo ool» c ma ror . vaaiviei pessoa naonam-

7 **" * *3Í t
'^l'u'.í-u- e cja mesma forma Dá-lhe toada a escalá-lo sente verti-
n
lar e sem escola prepriada " • • mesma rorma. ua-me

para esse fim.

Pedimos também milho c

ru center, a primeira ttectssi- vêrnos M mais de tZTe 7 "'T-'" " rido a «atas

erreuns

^ <« "J.« < ?»—"nco mn


- . t
às STtt
muralhas, dominado por _ I «*
:ao 101 h
mos que ninguém, absoluta-- Olhem ' " '

, . „ Por r i
uma rateira abort < pIiovp7 da oição fazia frente a uni error-

sadia dj aos acusar dc trans- te,

vezes defendeu a nossa honra


senlaui.

Era por a «Porta do Sol» nacional, durante as invasões

dos
oue de cia a guarnisao do mes- por «
on{Jc a I
áuarniçgo recebia
mm f~\ A O espanhóis
r\ « mm — e
A francês»
Ima M « A ^ s
0 eastelo.de

so
tu o. Nessa ocasião era fisteum ^ lenha e mantimentos e foi ^ados da Paliniiba e da (
w Ga-
— ^ •*"* • * P • • •• % A R & V ^ 4| ^ ^ J i ^

dtvs Castelos
Cà«ícIoS mais
ÍLiâIS io:tes
ÍO. ttS e
C qtre
Q*IC p01-
nAf o nite
r\riAi> subiram
ctiI-.írQín ao
o/\ Castelo
CoefolA —cc.no
—ConíiO tlí/Viíi lilt, liei-
Ctislft-Lnbreip»

niaya
a guarnição melhor podia de- as antigas peças de artilharia >» os bravos, que por

* * Y< »

d
fender, devido à sua situação que ,ne dizem encontrarem-se ^ve,sas vezes os combateram

e solicita construção. Fica ou eín Valença, ou no Arsê-'e venceram.


Quási tôdas as Vilas anti-

sitliati vila de £j0 Exército." ' ^eni 0


basteio um inimigo
gas- possuem o seu Castelo. o próximo da Vila de

Castro cu Crasto como lhe Gastro Laboreiro, cuja popula-


WKK^ÊKtÊKÊÊÊK^ftÊÊÊIÊÊÊIfÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ A-tu" . a o

ção
chamavam os antigos e que acolhia quando se dava te» é da-forma dum rectângu-a lc

l}ni
actualmente apênas simbolisa invasao, coroando e apênas dá passagem pa- Governador ali on es-

!
q poderio dessas Vilas na an- "'K mcnf
'" de grandíssima ar- ra unía rocha inacessível, aon- condido e que todos os o id os

íitude e de vâo
tiguidade quando ainda as ar- dificíiiaro acesso, jg exíS}e uma nascente de procurar, demolindo

vX curar
destruidores. Segundo a tradi- 'bfc 0
aoismo, la guarnição para seu uso.

ção, no tempo do feudalismo No cimo d r dito monte,


co:d
v . Esta porta não precisava *!Cao dc
factos em que es-

,a
era Castro-Laboreiro um feu- existe um grande largo orlado defesa pois ninguém consegui- *e,ra contribuiu para a in-

d
do do Conde,de Barcelos a pelas muralhas, ora construi- ria pelo lado exterioralcançá- ®Pen'"cncia e-defesa da Pá-

•w MA A /t fi ^ M •- M
lI
qtiêm pertencia o dito Castelo das sôbre as rochas, era cor- -la. Era de grandíssima utili- 'a *A*maí'3'

de Castro-Laboreiro e a quêm ladas nas mesmas. dade, pois, permitia aos poO-

Lélio.
«A NEVE»

# #
-* —

t/m icnh l

AMOR
!•> niu caç

</S>W) 'J7>

Havia instantes que -o som


Er, visitei êste ano uma

da busina. ecoando aos nos-


quinta onde existem uns po-
Amo-te, com diverso sentimento

ses v ouvidos, nos convida a


ços profundamente, cavados
Desse, que \a tua enflora e alinda;

reivunir no ponto coiqbinçido


numa expessa rocha peio des-
E, embora sejas elegante e linda,

na véspera, para a partida.


penhai duma água que depois
A 'ao és nem minha Inz nem meu torment

Já o Sol aparecera 110 horí-


se vai casar coir, as do rio Àn- % ,

sonte c os seus raios meiga-

Resume Amor o azai

mente beijavam a terra, en-


Esses poços são conhecidos

Povoado de astros e de sonhos... Finda


xugando o orvaiho que a noi-
nas redondezas pela design
u
Essa paixão, em hora ingrata vinda,
* te depositara no arvoredo.
ção — «Poços do inferno».

Para fazer-se o meu constrangimento.

Tudo se preparou encetan-


Os habitantes do lugar, há

do a marcha,que seria a bati-


pouco tempo ainda afirmavam
Foge a esse amor, serenamente; vir.ee-o;

da em procura dos coelhos,


que, em noites de luar c cêr-

AniquUa-o; enxuga-o; de tàl sorte,

perdizes e outra peça de caça,


ca da meia noite apareciam

Que ele se torne o asilo do silêncio. .

que descuidadamente brincas-


juuto nos poços almas do ou-

se aspirando o perfnnte suave


tro mundo. Esta tradição tinha

Hscuta a voz de uma alma


I * de uma linda manhã v«;0'o-
como moitas outras, certo fun-

í?. pr.,-.,>? encontra uma só vez na

damento em antigos aconteci-

Amor se sente uma vez na vida.

eircsilo de centeio, ora uma


mentos.

ervasinha tenra com que se


Numa dessas noites, cm
w

Leôncio Gcrrôo.
alimentasse.
que a lua se reiiete a rnêdo

sôbre a | prateada superfície Qual regimento a caminho


quebrar os teus votos? ;0h! 0 sen orgulho nunca per

comoa
dum tranquilo lago, saiu da dire, que a incerteza é peor mitirá que fu dês a mão de ''s» assim nos mar

quinta, a forma'delicada
que a morte.

05
ma mui,cr que se encaminho» _0ucrida Auglls(a dissipa t„„a e qoe nSo lenha em suas «•»?•>»» "f ***?

para o local dos poços, paran qua seria o chefe dirigente da

vãos temores e enxuga essas veias um sangue de novo ri-

co
o jua c, uo aiuid sja^rit). lágrimas. Enquanto tiver aien- * Segue-me se me amas. caçada.

Vresies a» ,0 a mlàtaVida é lua. Eis-nos chegados u monta-


;Sc. me amas aguarda até

esoeito mancebo que, ate nha e. dispostos eru Ii:rha de


amanhã!
;Mas. . . t.-nho que-fugir!

então havia estado oculto pe- atiradores, ora avançando, ora

Tua mãe persegue-te até à ámanhã?

io tronco data carvalho anoso, parando à espera que os ç£cs

morte. Amanhã Augusta será tua.

sobranceiro ao abismo, o qin.l, procurassem bem o terreno.

jVetn comigo, fujamos! Proferidas estas palavras e

num tom muito apaixonado, Estávamos contemplando os

"linha charret voaráconôs- Rlld!Ui-' ]á unidos num ample


recheio de tnágua e sublima- — „ , cães, que alegremente fare-a-
xo uamor, a mãe aparece de , ., ** , ,.
co. Deixa v i ven-
do amor, lhe disse: já os rastos das perdizes.

: i:? e
o seus melancólicos encantos b'-t«i csciania:

«; Augusta, anjo que/i- r TAATTT „ , quando amarrando-se senti-


interno! :Autcs a morte * . ,
e segue-me que serás a minha i k
do dos meu# sonhos, bem lia- mos
qite semelhante r.amôro!

iu3
jas tu e teu gentii coração e u "j,,r i^-Ecidad^.. procurar na fuga a salvação.

Aterrados, a bra çaram - se,


Vem e sê minha.
vires aqui, e conçedcres-me Meter armas à cara e fazei

,ecu?ra e
i\wU.ft-re
R-ti-a-te ,...11,.
alma (.anions,
danhh-> esvaiam para den- fogo foi obra ae
, um momento
7
este momento de ventura!

rigâfMÉÉÉÉÉitafeMHMM t.rO do BblStllO.

cluel e IJie
Quanto quizera dizer-te, ma> 3 " mortificas,

U m d miveui# que vinha do * ^c-ia-se ouvir urna d v o


* « • * • .
mal o posso expressar.» Au- 7-);i; meu Deus corno se-
* . •, « 1
bui ofuscou a lua e uni rou- ceirada, seguida t.e al

gusta encostada ao ombro do £u'r"t_e"

• # xinol sôbre a ramagem do car- detonações, dtiros


Como sbandonar minha
seu bem amado, ouvia sileu- di

valho anoso, imitou as notas ^ispavados por caçadores, que

ciosa o que éle dizia, f'Para iateiía?! ^Enirogá-los

tristes do Miserere. conseguiram repelir,, e de grh

ao deses
que envenenar momentos tão P^ro e à de; honra?

1-12-920. * *os a
^áv*a daqueles íeli-
<?Trair todo o afecto que em

zardos
Beata Morais. m Sue conseguiram der-
mim depositaram?
;0 brilho dessa luz n3o dc-
rubar o alvo.

ser ofuscado pelo negrume jOh! Júlio, deixa me pri-

Como
0 nosso jornal
dos meus sofrimentos! oieiro beijar

tíamos bêiu, perseguiudu éc

n!e
Aqui, August.;, eucara-o c ''eu o ser! A.guarda até
Pedimos a íôdas as desti uindo,
uma

vê traçada em seu semblante àmanbã, pois confio que as


— —-r ... . r-- pboouns c quoiíiçiiifia- de feras, esses ino.cnsivos
C|l éssos inofensivos

a mais repugnante dôr. Hor- minhas súplicas vencerão a mOÚ «A NEVE» 6 que a puimaiziuhos, cue tímida men-

_ _ rJ A A Z - - ] 1 «r. mm. S + A* A ^ 4 . . * . _ ^ • A
rorizada e trémula, exclama: sua rcpugnâucia
nao QUeifam assinar o te se refugiavam, à aossa apro

Júlio, Júiio, ^viestes tu aqui


inútil empenho Augusta, favor ds a devolverá
ximação, não . querendo por

pira dilacerar êste coração vã esperan


Tuamãejámais redacção.
forma alguma gosar da nossa

que é teu? iVieste acaso para consentirá.


A DIRECÇÃO, companhia.
3
A NE V E»

Mais e mais perdizes foram aquilo, que nada o prejudi- HÍOflrJÍ

aparecendo. ficando umas e ca. .

seguindo cidras; até à tardi- C.-Laboveiro, 3-12-920. feaiizat-se no próximo

sábado, 11 do correu te, por Os operários da


aha que vimos o único coe-

lho, que .tentando subir um - Ao Ião,


Empresa das Mi

penedo,
['eiKuo, cru
era vuiccçíu
direcção a
à toca,
U>L<2, .— .— ——. ~ ---- - ^ ^

11 ? V Das s£li
foi derrubado pela dupla des.- N O t I C í á T Í O ° "^as ROS V->St DO Hl.-8-

carga de uma arma de dois _

?v"ito,t".."!caD(as'Cc" ras de Barreira


canos.

l
o Soi que todo o dia se E
ge MlS?S,flil!ffÍ?!a
easívo-iiaboreiro -A Neve-• far-sehá ,-epre- BranCSS 6 Peilhg

sentar- pelo seu Corpo Red a da Namâo, decla-


mostrara nessa imensidão do

azu celeste, acabava de des- Fcram a Melgaço para con- ctonai. rpr^m-SP^lTl ft r 0-

aparecer no Poente, por en- seguir, da Ex.n;a Câmara Mu- ^ . ,. , _ .

tre os cumes recortados das nicipal, a promessa de não LOStiiRGÍlíCS Y8, p8uiPiU0 1 0 C

serras, que o escondiam da arrematar esta casa, como es- . ,. _ mrt rio anmPrtifí

i L , . , ' „ Efecluou-se hoje aia 9, em O O Qc dUlilCillU


J
nnciQ runnr.A íp (P7 nm faro /-(a />rminQim nam n ftííi
nossa vista: quando se fez cu- tava determinado para o dia

vir demoradamente o som rou- 8, os ex.n'os srs. P.< Francisco uu


^ de

ca
co da busina do comandante, Fernandes, António Bento Do- ° °110 "c'° 'l° ,S,°

a
marcando o fim da caçada e mingues e Germano Alves. '_ui£° e
. e
' sr
' '

j , .. j ,d . mo Domuigues, com a sr. D.

ordenando a retirada. De regresso trouxeram-nos , <-

, . j:, Mana Fernandes Pereira, es-

a
Todos ordenadamente vol- Joa a
« W*• . ta do Jugar do Rodeiro e aqué- Fábrica de chocolates mo-

para 0
^ Ho co„,r£; a Ex." Cil *> * r«dW». . vitU á íerça hifaa.ica, b»

Ora cantando, ora discu- ra ajadaria a reconstruir ao Aos noivos desejamos mil dada 1908 e reconstruída em

l,
"a e
povo desta freguesia, que ten- felicidades e uma perene iua 1919. Chox-o.atej fabrica os

lembrando todos o prazer sen- dona prepará |a paia ali se de mel. F*10^ áUimos slstêmas aooía
"

tido almoçando no monte, ilísta)ar a Escola de Ettsin0 d dos em Madrid e Barcelona:

qual regimento cm bivaque. pf;mário Geral, q*e actual- VDeve realizar-se breve- cacau, caraca, açúcar, canela,

Terminou assim ama caça- mente funciona uum edifício mente mais o seguinte casa- b.iunilbn e uma pequena quan

vaca
da eu.) que bastantes animais impróprio e pelo qual é pre- mento, cujo Edital se encon- tidade de manteiga ue '

pereceram, cruelmente sacri- ciso pagar aluguer. tra afixado à perta do Registo \iuva de no

ficados pela fúria uo homem, Aos ex.m':S membros desta Civil desta freguesia, ao sr. nio Ai\es cv: „ .os, as ro

que sentindo em si as inclina- comissão, damos os parabéns José Joaquim Esteves, com a Laboieno. ^ ^

ções dos nossos antecedentes pelo seu feliz sucesso, assim sr/ D. Maria Jose Gregório, Depôs:.ai u> cm i e .saÇ°^

— os bárbaros — apenas sen- como felicitamos a Ex."1 Câ- ambos do lugar de Porteii- Eruntis<o AtiguscO 0fejas

te prazer destruindo, mesmo mara por nos fazer Justiça. nba. Auaiata.u. c i v.

FOLHETIM NT 5 vossos suspiros, amor.,. ;não díeus lábios, a íôrça de sen-

li T»~ i Ti— deis tantos ais! que o peito tir, já n.V tenham sorrisos; A' tarde, quando o sol pa-

fl*ÍrÍl!'{0S Ís'1 Villi) ' vos estala e o coração vos embora meus olhos à força de hdo e touxo onava e
MUU M*ud HJtl , chorat. .. ng0;tenham luz: umas nuvens pardacentas e

morre: ^ — — ~

es !Zt| CJ)
ROM \NCE — ;0h! senhor, deixai-me meu coração terá ainda cora- hias» va «m

nnr chorar: meus olhos já não gem para defender meus ir- neráno^ em direcção ao cemi-

_ f r., .veêin, porque lhes foi a luz... m^os da honível fome! tério- de v.. Quo. "

p. S:í0ino Ú'è Sousa meu peit0 llã0 estalará de dôr, -Socegai. Agora é preci- sacerdote recitava os sublimes

II . 'porque da dôr vive êle desde so tratar do cadáver de tua versos do «ilisxiere» co o

o berço. . . meu coração não mãe; depois tratarei de ti, an- sentimento roais pio u .

f,
— Filha, há freá, virtudes morrerá, porque da morte nu- jo arremessado a terra pelo a retaguat a ou ' _

na .vida, que são as três es- tre-se êle desde há muito! vento do infortúnio. Adeus. E bem htinune cam,n .a\a .

trêlas da akna —Fé, Esj>íran- —Helena, segue os conse- saiu, beijando-ihe as mãos os bê n, como ouc,., uma onze

ça e Caridade. lhos dêste velho. As lágrimas que o escutavam. Ia parecendo u e* ^ua «

e
Há três sois no mundo que orvalhadas em faces tão puras O dr. Brito já tinha parti- amargura, encarm...a

são cs três faróis do heroísmo podem fazer secar a ílôr de do antes do bou abade, por- lher humana. ia a u .

no
— crença, aspiração e amor. tua vida, e os lamentos pro- que não podia resistir aos em- Helena. Chegou a .na '

Tende, pois, fé em Deus, es- longados do teu peito doloroso bates de tanta e intensa dôr, com suas tre.as e «none i

iperança no céu e caridade nas podem abafar-te o coração. E Em seu coração albergava os

lágrimas. . . jnão choreis Ian- estãq aqui cinco creanças que mais finos e generosos senti-

to, que os olhos vos murcham! são teus irmãos. mentos e reflectia na situação

01 in
No infortúuio tende crença, — Pqis sim, senhor. Tor- daquela orfã, da pobre Helena, ( /'

na desgraça, aspirações e a nar-mehei forte e embora os só no mundo e tão formosa.


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Praça da Rèpúbiica, 3,4 e 5--Gas{ro-Lcboreiro--iV1e!gaço

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caíça3o, ferragens e

Jose Hugusío Dsminsues

CASTRO-L ABOREIRO — MELGAÇO

CORREDOURA—PRADO — MELGAÇO

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Nêste novo estabelecimento encontram-se à venda por

Este estabelecimento vende tudo que há, das

módicos preços, o variado sortido de fazendas .para in-

melhores marcas, tanto artigos nacionais como das

erno; cotins, flanelas, riscados, grande variedades em Mou-

melhores fábricas estrangeiras.

tanhaques de fabricação portugueza; ferrageus de tôda a cs-

Quem desejar fazer boas compras, visite êste

pecie; mercearia em grande escala; miudezas e outros arti-

antigo estabclebimento, pois poderá comparar os

gos, assim como o afamado Sal de Setúbal,

prêços e qualidades.

c Recomendamos também a todos os alfaiates e costurei-

Prêços sem competência.

ras as belas máquinas secretárias, que se encontram à ven-

VENDAS A DINHEIRO jj~ da nèste conceituado estabelecimento. Vendas a Dinheiro.

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5—Castro-Laboreiro.

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ANO I. CASTRO LABOREIRO. 16 DE DEZEM3R0 DE 1920 N.* 6

Assinaturas .A/i#
Editor— Oermaao Ah et.

semestre ! $30; trimestre $90. Co-


Redactor— Abílio Domingues.

lónias portaguezas 4$50. Patse;

A dministrador— José A. Atoes

da União Postal (moeda porluguc-

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za) ónOO. — Número avulso $10.

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Redacção e administração

Publicações —Linha, corpo

F ia do Progresso, n" 5 -Castro- Director — A bid o A Ives Cirabel.


do jornal $10. Anúncios e recla-


Livreiro—Melgaço.

« mes, contrato especial.

Composto e impresso na tipografia do

"Yopriedade da err.preza A Neve. ^Jornal de Melgaço» Pagamentoadea

Semanário independente:--Por Gastro-Laboreiro

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quási impoluta, uma feição do a dar esse... pas-

EsSrasla para Cnsfro-Lnboreir» velbo dos português, centro sejo. Foi no ano transacto,

dessa plciadc imortal de Gon- talvez aí por Setembro, se a

i-Qtie vantagens não iraria para esta freguesia c àíâm a Aveutuia, for.tm çi.a - /»ms

diss > cora a sede d ? corr elho c freguesias -por

novos
est-ada 'passasse, esta estrada tão pedidae desejada?!

dum sim
Poderíamos nós receber, com mais prontidão e maios Plc.s casteI
° nn are,a ocas,ão
' Este
imprevisto, lou-

despezas objectos indispensáveis que importamos e pode- --''.sustentive!, t.csdiLecça->.ge de me aueliai, beneficiou-

como essas foi tagens de mq sôbre-maneira. E hoje


riam outras freguesias e mesmo Melgaço receber géneros

areia que, ao pôr do Sol, sob posso avaliar a alegria que,


que nós exporíamos. também em melhores condições. .

FF esta freguesia fértil em batatas e centeio; exporta °s olhares vigilantes de nossa*

grattde quantidade de carvão vegetal; tem dq^is fábricas de ctauadosas^ iwcs, soca is !e- tunsancia^ud doença dêsse

chocolate bastante procurado, até no estrangeiros; abun- ladiain

qu; regressou nada donde


dam por aqui bastantes minerais, que se houvesse uma es-

damos largas à idiosiucrosia saiu.


trada valeria a pena explorar, \

Tudo isto enriqueceria não só a freguesia mas o conce- 9ue he, damos te Alegria duas vezes natmai

lho a região nossos avôs, e que o Mar, ir- — uina; porque causa horror

ni
Depois a maioria dos homens válidos desta freguesia, 3°« coetâneo do Tempo, a a- fazer, por montes e vales, unia

a
tem de partir para o extrangeiro à procura de trabalho hesai da so idez aidten- viagem a cavalo de algumas

te coin
para se manterem e à sua família, facto que se não daria ,9ue as
construínu^s, hoias a quem, como eu, ape-

n a
sc se désse trabalho aos naturais, não precisando portanto ""' ^'*lr e íe<
". t,c
° 's ' nas i;
'nda , fez umas duas ou

I,ao
de levar o seu esforço a uma nação extrangeira, que nunca ' " conheço Castro por- t'ês e essas mesmas curtas e

o agradece. que nunca lá fui. Andei, há em plena estrada de macada-

não se
Infelizmente C.astro-Laboreiro nem um caminho de car- tempos, para lá ir, Nunca me nic, c outra. . . esta m

i í;
ro tem que o ligue a qualquer outra freguesia. Apenas um linha resolvido detinitivamen- < poique c segiêdo, apesar

carreiro próprio para cabras liga a Melgaço esta terra ^e- Tinha gmêdo? ao caminho, de se; a principal.

(Continua).
perdida na montanha, portanto é impossível a exportação Sabia e sei que é longe. Mas

e u importação. muito longe daqui. Dois ou Z.

Esta gente c laboriosa, mas por infelicidade sua, não h'As Paiés de horas de via*

gem, pouco mais ou menos.


tem quem aproveite essa sua boa qualidade. « » •

O que é muito, muitíssimo A


Forcas.
* tf

até, para niiiW com a a

não obsta, contudo, a que a vante, .ainda de estar apenas Auxiliado pelo despertador

CASTRO
reproduza, mais ou menos fiel- habituado aos caminhos civi- acorjei às 4 horas da manhã,
%

mente, no meu espírito. Mas, lizados, não obstante serem Levantei-nie muito lêm dis-

iCastro-Laboreiro, ter-

esíá-se a ver, à custa de es- às vezes gquantás? as peorei. e guindo de casa lá vou

*
ra da neve, eu te

tranhos. Atra vez* dos. lábiys


Por isso, é que tunica me estrada íóra, em direcção ao

envie muito

dos outros,, sémpre parciais, tinha resolvido definilivamen- ponto de reímião, on e já se

saudar]

Pelas desciiçocs vendais, sem- tf, mao gradar todas as ift.stan- encontravam esperando dc^ç**

Eu não conheço Castro. Pre w


imperfeitas. Reilectiva- cias com que rfie assediavam. colegas amigos,

Não faço uma idêa verídica me,lte


* Por conseguiu e. «Agora não; depois vou».— Faltava um, e. como êle

era a
do que seja essa terra deenví- Tal é a origem do conheci- iránka evasiva,cheia nos prevenisse, de véspera,

grantes aventureiros e, na mento que possuo de Castro, de fé, mas, concomiiantemen- pnra o chamarmos caso êle

niaioi parte, periódicos, Des- Donde, logicamente, se deduz fe* de retraimento, não acordasse até às 5 horas,

conheço a, pessoalmente por que o juízo que formo dessa Porém um dia ;até queen- lá vamos nós chamá-lo. Só ao

-jmpleto. Nunca a vi- 0 que terra, onde ainda se alberga, fim! resolvi-me, espontânea- fim de três pancadas foitíssT
A NEVE»

it-
•*»

ruas na porta é que ouvimos - Várias vezes pensava


%
SAUDADE

barulho no interior da casa, meu infortúnio, roas só em

falando-nos ent3o. Lá saiu de olhar para aquelas monumen-

casa, esfregando os olhos e aí tais ondas que viravam mo-

vamos todos, em direcção ao' mento a momento, a minha


À gentil Clotilde Bragar

vio Minho; aonde íamos tomar idêa era outra. O meu espíri-
0 .

banho; to tinha ocasiões que sonhava


Quem me dera morrer, morrer quem me dera;
»

jCalados! Diz de repente uma esperança. Sentado na


Quando fitei a tua imagem pura

praia emquanto contemplava


um dos três amigos que me P ra não sentir a dor que me tortura

acompanhavam. jEscutem ! As- o horisonte sôbre.veio-me uma


P'ra não sentir o amor que me exaspera.

recordação ardente, que não


sim fizemos, ouvindo então £ ' ^

umas vozes alegres,.que nos pude refrear. Era numa for-


Embora fosse a vida uma ventura

fizeram perceber, que as es- mosa tarde de Agosto quando


Embora a vida fosse a

panholas se estavam banhan- o sol nos desaparece que eu


Morrer querida ao te f quisera

era completamente feliz. Pou-


do. Tendo a teus pés a própria se fui tara.

Procuramos então, avançar cos dias durou essa felicida-

surrateiramente, abafando os de. Quiz-me distrair, mas etn


Foste mulher a sonho evaporado

vão. ;Diversas vezes passea-


passos e escondendo nos por
Na fantástica sombra do passado

va de manhã até à noite


traz dos ai bustos para assim Que fugir-nosde caminho rj /

umas só, outras acompanha-


nos podeçmos aproximar das

formosas galegas, que na mar- do, mas não tinha um só mo-


Antes cu não te visse eu não te amasse

mento em que pensasse na


gem oposta se banhavam des-
Antes a morte aos céus me arrebatasse

preocupadamente. embrulha- minha desventura!


Na fatal hora em que te —Senhora.

^Qual a razão de todos os


, cada uma em seu alvo

lençol, que o vento e a àgna S-12-920. \ -meus sofrimentos?

Não posso explicá-la.


muito raras vezes deixavam
Barb

Quando se ama, só deseja-


obedecer ao seu fim.

<<
Chegados à margem, acarc- J0^e, que fuzia um barulho mos que tudo nos corra

neoe

melhor harmonia, mas a mim


ensurdecedor» Depois

elizmente era o contrário;


de canavial, onde iicamos con- mos atravessado por várias Não se publicando infelizmente era o contrário;

Quando duma viagem qo£


templando
— o magnífico
a v qua-
(0 m
vezes
— i ma — força
- H ——da eorrente, pa- ^
» ^ — — jq
w » «r. v c> n 0 próximo

Braga, ocasião rta


ciro, que se desenrolava pe- ra vermos se os braços e
*

1 a

raute o nosso olhar. pernas conservavam o antigo ^ ' 'a cairuagem dc me rc;r,:CK>nsr

v 511 0 s aos nossos lí<s


Vimos então, as adoráveis vigor, atamos, cada um a sua ' com cería pequena X, cha-

raparigas, cobertas com os roupa com um vi r.e e segu- sinanies e colabora- mando-me atenção todas as

suas belezas, todos os seus


seus alvíssimos lençóis e com rando-a no alto da c; teça dores, o

encantos, emíim, tudo com


os cabelos soltos ao vento, a{ vamos rio abaixo em direc-
t

surgir por entre o ténue ne- çao lugar, -aonde tínhamos Boas-Festas. que pode ser dotada uma crea-
ao

% *

— tura como aquela. Eu depois


voeiro, que se levantava da avistado ir.n grande número

cristalina água do rio, a sn;-u{e colegas e amigos, que mal de uni mero comprimento do
Saudades

estilo, tive ocasião de lhe di-


tar e a rir como que zombam nos viram, vieram ao nosso
UTj COO 077

em que
do do estado de languidez em encontro nadaudo valentemen-

Caía o sol lentamente no fui correspondido. Passados

Passados momentos senti- ríl noS virem dar os bons dias horisonte para ocultar com momentos chegamos
^ a Nine.

mos o baque de uai corpo ca* ^ pára nos oferecerem hospi- cuidado os tesouros sublimes Como ela viajasse em com-

• \ ^ ^ ^^ ' • 4 t « • ê J *w m A * a ^ 1 r\ a • A 1 ••
panhia duma sua tia, senhora
indo talidade na praia mais concor- do seu calor e luz.

Ao longe, erguendo se alti- já de idade, e reconhe


Fora o endiabrado Jose, que rjda, mag em compensação --- —»- --c j- —

vo
não teuuo paciência para es- nicnos romântica. A conversa- cm" a imponente magesta- em mini pessoa do seu agra-

T V

sua
tar quieto nem calado um só çj0 e a biincadeira generali- do da grandeza imensa, o do, aproveitou o ensejo ce me

momento, se atira à agua, Ian- zatam-se mar assombrava o meu espí-pedir para acompanhar sua

rl
çando ao mesmo tempo um Eram 9 horas, quando ie- ^° 9ue bagueava ao acaso, sobrinha ao restaurante afim

estridente grito que nos ater- ventando o improvisado acam- tentando em vão a compreen- dc tomar unia chavena de ca-

síio
rorisou assim como ás esqui- panicnto, aonde nem sequer o nítida' da sua misteriosa fé. Eu com todo o gosto a
r 7 —---w - —i

' ' ' ~ " ' ' acompanhei - © jámais quando


vas e angelicas ninLs uo Mi- competente café nos faltou e existência!

vida já se achava ela me estava dando sórte.


nho, que fugiram, dei apare- 0($s retiramos para casa onde ^ minha vi

inhn de so- Depois de tornar o café,


cendo por entre os recortados Q0S esperava o já bastante traçada num

penedos, que encobriram tão apetecido almoço, frimento. Os meus olhos olha- não consenti que ela pagasse

encantadora visão. vam ao redôr, e encontravam a mesquinha importância, pa-


Melgaço, 12-7-920.

tudo deserto, como uma mon- guei eu.


' Por fim, lá nos resolvemos

fazer companhia ao travesso Aolão. tanha viuva de arvoredo. Depois de muitos ? grade-
a
3
«A NEVE»

cimentos viepios para a car- pe9i9o 9e Bai


nona

ruagenr, onde nos aguardava

Pelo nosso estimado con- Em virtude de na monta- No dia 12 reaúzou-se na


a respeitável senhora.

Dali a'momentos seguimos terrâneo rev. P.e Manuel José ria feita no passado sábado, igreja paroquial desta fregue-

para Braga. Domingues, abade pensionis- 11, deixarem passar para Es- sia, o bàlizado solene de um

{a
Depois da nossa checada. da freguesia da Vila de panha, sem os cumprimentos neófito do nosso presado as-

}uIgando não mais a tornar a Melgaço, foi pedida em casa- do estilo, um gordo e saiidá- sinante sr.. Manuel J. Montei-

vér, trocamos os nossos car- mento para seu sobrinho e afi- vel javali, o mesmo grupo de ro, negociante no lugar das

iões dizendo me que iam com- Ihado sr. Abílio Domingues, caçadores resolveu fazer nova Cainheiras, a quêm felicita-

prar uns objectos e regressa- tembêm nosso conterrâneo e montaria no próximo sábado, mos.

inteligente professor oficial, a


riam no comboio correio.

íTobo Hoíel
Leopold CACHORROS

disse que ia visitar uns ami- da Aionso, prendada sobrinha Realizou-sc a abertura so-.

Sos e reíressava m raes.no da ex." sr.- D. Cândida Mo- Prec.sa-se comprar 3 ca-

cs
P»sa do sr. Jose Ma- - m{Dado ,K fioa-Noxaí; nes.»
comboio.

1 ia Bonita, capitalista daque- vas.i»Lab««r». Voem o» .1 .,.a f.coòen-


Depois de vários cornpri-

la fresuesia da Vi,a de Mel- ver dirija-se a esia redacção,


mentos, desapartamo-nos.

gaço.
13-12-920. mos-lhe longas prosperidades.

Ein notue de todos os seus


E' gerente a sr.a D. Ana

Bento Morais. colegas da redacção de «A Ne- Drene

Maria Rodrigues.
-

» felicita-o, assiin como a


(Continúa).
Por nota oficiosa da C/1 de

sua ex.,na noiva.

Minas Carboníferas de Bar-

O seu amigo,

reiras Brancas e Penha de


• A
í

Anamãc, sabemos que os seus


José António Alves.
Fábrica de chocolates mo*

operários ainda não retoma- . £ ... ,. ,

y
, , ,, , , ,, , vida a íorça hidráulica, fun-

Seira ram o trabalho, trabalhando. ^ 1908 e reconstruída em

O nosso jornal
-se comtudo para uma breve )9]9 chocolales. fabricados

Apezar de haver alguma

Pedimos a iôdas as suítJí: 0


' ' pelos últimos sistêmas adòta-
neve e bastante frio, realizou-

e Barcelona:
-se com muita concorrência a pCSSOSS 3 CjUêm enVÍB-

feira quinzenal desta fregue- m0S «A NEVE» e que 3


caca caraca acícar canela
Quereis engordarempoui »- ' ' '

a baunilha e uma pequena quan-


sia. oavendo muitas transa-ng0 queiram assinar O Co tempo? Tomai todos os

tidade de manteiga de vaca.


Cães, tanto era áados con.on.0 { de dev0|ver à dias chocolate da afamada (á-

de Domingos Antóa
comercio, Uxala que a do d a _

brica «Caravelos», de Castra- nio. Alves & Filhos. —Castro-


1
.31 nos contente mais com um 8u3CÇ30.

Laboreiro.
dia aprazível. A DIRECÇÃO. Laboreiro.

•> 4
-

Que lhe preste. Venha.


FOLHETIM N.° 6 e descendo rapidamente as cai até ao sopé das monta-

escadas, falou-lhe assim: nhãs: pois do mêsmo modo, Já que sou o conselheiro...

Lá foram. Acabada a refei-


Benvindo seja, P.° Ben- «rinha cabeça já geada, ao rc-

illarlírios i!a vit

to; e ajudou-o a subir. ceber o calor do vosso talen- ção retíraram-se ambos prara

um gabinete. Sentados que


--Muito obrigado, meu to, curva-se respeitosa e hu-
ROMANCE

foram, fez-se algum silêncio.


amigo; que Deus o conserve mildemente ante tanta magnà-

por
—;Então, bom amigo, que
por muito tempo para bem nimdade e virtude, •

p.e SiÍDino 9e Sousa


desta, terra. Ora, pelo amor de Deus, me quer? Fa>e com a máxí-

q a e novidades cale-se, meu amigo, lenho me franqueza: estou ao seu


ii

4
há? íJá tão cedo por aqui? sempre ouvido dizer que os dispor, Uisse o dr..

Dr., disse o P.' Bento,


Na morada dos Osórios era — E' verdade. Venho com velhos são sempre os melho-

profundo o silêncio, apenas binar com o dr. uma resolu- res conselheiros do mundo. algo comovido, sabe muito as

interrompido por uns soluços ção minha: venho consultá-lo Conforme dr.. Olhe que condições pessoais em que fi-

abafados, por uma cortante a ver se me aplaude, st velhice é a segunda meni- ca Helena O sólio.

aragem baloiçando
jaiuivauuu «o iciiua- —jV-Zict
Ora cd^cI
essa l
P..c jljciiiu»
Bento! iiilc
nice u>
di viua.
vida. E uuo
nós v/j
os velhos

gens, pelo canto triste dal- £ Acaso as suas cãs não me somos ás vezes bem crean-

guma ave nocturna na copa fazem humilhar ante seus con- ças. . .

j_i vi -v . / : o
dos olivedos! selhos? Diga antes que serei Seja como quizer. Nin-

III eu sempre o discípulo e o guêm o leva de vencida. Va-

( Continuo ).
0 P.e Bento encaminhava- amigo mestre. mos para a meza, que o al-

s
•se para casa do dr. Brito, de — Meu bom dr, Brito, quan- moço espera-nos.

quem era amigo, e visitante, do a neve recebe os raios do —Muito obrigado. Já al-

Bateu à poita. O dr. avistou-o sol, desíaz-se e em torrentes mocci.


4 «A NEVE»

uva de
m *

4 *

Eslabelecimeulo de lazcmlas, ferragens e mftflrzas

Praça da Rèpública, 3, 4 e 5--eastro-Laboreiro--íVieigaço

Itêsíe antigo e conceiíuaSo estabelecimento enconíra-se à cen3a

8u?i3os preços, um granõe e Daria9o soríido 3e íajenSas para fatos

ôrBes: um grairôe sortido 3e caíçaSo 3a última mo3a a prêçcs sei

r
9e fabricação uõejas

Hão compreis naba sem primeiro Disiíar.êsfe estabeíecmienfo, po:s é o que osn-

3e mais barato, aíen3en3o a que compra directamente ás fábricas.

cElfoBirEBlR

António Bento Domingues Cordas í Novo estabelecimento

de
Estabelecimento 8e fa?en3as. mercearia,

caíçaôo, ferragens e miuOejas

José Dugusfo Domingues

CASTRO-LABOREIRO - MELGAÇO

CORREDOURA - PRADO - MELGAÇO

Néste novo estabelecimento encontram-se à venda por

Este estabelecimento vende tudo que há, das


_ módicos preços, o mais variado sortido de fazendas para in-

melhores marcas, tanto artigos nacionais como das


£r] verno; cotins, flanelas, riscados, grande variedades em Mou-

melhores fábricas estrangeiras.


tanhaques de fabricação portugueza; ferragens de tôda a es-

Quem desejar fazer boas compras, visite êste


pecie; mercearia em grande escala; mihdezas e outros arti-

antigo estabelebimento, pois poderá comparar os E] g0s, assim como o afamado Sal de Setúbal.

~ li J- J. _ • ¥ _ . . . . . ,, ,
prêços e qualidades.
Recomendamos também a todos os alfaiates e costurei-

Preços sem competência.


ras as belas máquinas secretárias, que se encontram à ven-

da nêste conceituado estabelecimento. Vendas a Dinheiro,


VENDAS A DINHEIRO

Vêr para crêr.

ens&Tsanaertsanatnaanans!

Sêlos para coleçoes Capotes à

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Faço permutas de sêlos Alentejana
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postais por quantidades ou r • O **> > jo5.g2 .
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base Ivert et Tellier. Tanto Fazenda para Capotes

permuto sêlos nacionais por Alentejana e bons forros para

estrangeiros, como estes por os mesmos, tem o estabeleci- g»


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nacionais. mento de Viúva de Domingos &

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Herculano Pinheiro. g • -S-)0 2.0
Praça da Rèpública, 3, 4 e 1 c ' -< , -3 5
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5 — Castro-Laboreiro. -
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ANO 1
CASTRO LABOREIRO, 6 DE JANEIRO DE 1921
N.# 7

Editor- —O cr mano Aliei.


Assinaturas A 3$50:

semestre 1$80; trimestre $90. C


Redactor AInUo Domingues.

lónias portuguezas 4$50. Países


I
Administrador--/^' a k-es.

-
da (Jniao Postal (moeda portugue-
« e

sa) 6$00. — Número avulso $10.

Redacção c administração

Publicações— corpo
Rua do Progresso, nJ 5 Cus tro-
Director-- Abílio Alves Carabel.
do jornal $10. Anúncios e recla-

Laboreiro — Melgaço.

mes, contrato especial.

Composto e impresso na tipografia do

Propriedade da ear preza A Neve


"Jorna! de Melgaço» Pagamento adiantado.

Semanário independente:- Por Gastro-Laòoreiro

Abandono» a sua terra, as tes da civilização e se serve Deixemos, porém, éste as-

suas propriedades, chorou, somente do ur.to do suíno pa- sunto que deve ser tratado

mas permaneceu firme à sua as fritar. por , pena que cáustique coin

E ^^bhhébhb
tão amargas ião Naquêles regatos não vive ínergia e torne mais evidente

E' uma das dezoito (regue- sentidas foiani as suas lágri- qualquer outra espécie de a loucura dêsses homens que

mas c
sias nuc cou j õe o concelho i3o solenes os gritos da peixe. pretendem ser os directores

/ I y •
: 1
M c\ oi i ida asudoes- despedida que iterar"
Nestes l!U: iempos 6 da sociedade poituguesa <*voi-

n
Hda vila de Melgaço, sede °tue àquela localidade—Lá- espírito déStrnidá^HIHHi

cio concelho do luesniQ nome grimas do Mouro, depois cor- vido de processos de pesca,
Os processos emprçgados

e distante desta vila uns 20 rompido em Lamas do Mouro, ilícitos, ilegais e bárbaros com para a destruição das trutas

quilómetros. O solo da freguesia dc Cas- Que tem destruído éste deli- são muitos e os regatos estão

Está encravada entre ser- tro-Laborfeiro é formado por cioso peixe rareando hoje mui- já quási despovoados, existiu

ias, ramificações da serra da ferra (húmus) muito mistura- to em'todos aqueles regatos, do já muito poucos exempla-

ies
Feneda, umas completamente da corn detritos de granito Tais processos de pescar - E' inste e lamentável

nuas e escarpadas, outras co- (Rreia) em tanta quantidade são proibidos por lei; mas as porque a generosidade dos

bertas de árvores raquíticas c Que formam uma terra arável, leis, em Portugal, existem só- castrejos ainda algumas vezes

entesadas, como urzes, carva- áspera e arenosa. mente no papel, resultando a f*'-2*3 chegar ate nós algumas

sua
íhos, . e outras finalmente O mesmo sólo é sulcado èficáeia nula e de nenhum daquelas trutas que nós saio--

revestidas das mesmas árvo- por muitos e pequenos rega- efeito. Ou as autoridades pú- reavamos com voraz apetite,

Tem o regato de Castro-


es mais vigorosas e mais iron-tos e ribeiros que formam a blicas não teêm força para as

dosas. Labor
bacia fluvial Bo

Lsta freguesia é limitada Castro-Labcreiro, o qual, ten- Ça »3o a põem em acção, des- agua que não são aproveita-

ern quási todo o seu perime- do a sua origem um pouco ao prestigiando-se e desprestigi- das Para indústria de quali-

fro por raia seca que a sepa- norte do lugar mais septenfrio- ando a Lei, perverteudo-se a dade alguma. A agua dêsíe

ra ao norte das freguesias es- nal da fréguesia— Rodeiro ordem social e utilida-

panholas de Padrenda e Mon dc dc servir como motor dos


atravesja esta de norte ao nulas,

te Redondo e outros logarejos sul em todo o seu comprimen-


Éste descalabro social não antigos moinhos.

tia mesma nacionalidade, en- to (20 quilómentos), indo Ian- se dá somente néste assunto, Nos grandes e intensos frios

tie os quais Gorgoa e Mozí- çar as suas frias àgua6 no rio Quási todos os ministros do inverno a agua nas gran-

nbos; ao nascente do lugar de Lima, no sítio denominado Qué ascendem os degraus de des queda* solidifica-se íor-

Qutgoas e outros pertenceu- Lindoso, .depois de ter rece- poder publicam uma ieí, der- manúo brilhantes^ e deslum-

tes ao partido judicial de Ban- b»do no seu percurso o rega- rogam outra e remendam ou- bran tes cristais, dispostos em

dê; ao sul das paróquias de to da Peneda* com origem na tra. graciosos e caprichosos desc-

Pereira e Ilha, e ao poente encosfh de Tieiras, comum às A mania de legislar é tão niios. O abandono da irriga-

das freguesias pórtuguesas de frçguesias de (. astro-Laboreiro contagiosa que os próprios Ção dos terrenos, devido ao

Ga vieira, pertencente ao con- e Ga vieira.

Lamas
HHHpHHHpHHB de?. (3Todos .êstes regatos são Quia couccirista do Porto co- à Douca harmonia entre os

Mouro, antiga Lágrimas do povoados de saborosas trutas meçaram a legístar aos qua- habitantes, aos poucos meios

Mouro uei tencente ao couce- que cortam as águas com a ve- ff0 ventos sem dó nem pieda- de que Modern dispôr e à emi-

lho de Melgaço,
locidade do relâmpago, trutas dc peia lógica e bom senso, graçãa temporária dos braços

O nome Lágrimas do Mou* mais pequenas, mais pretas O caricato diário vinha re- ilides sao outras tantas cau-

ro foi devido às lágrimas e do que as de outros regatos pleto de leis, verdadeiros abor- f.as c
F'e aun,cn
fam a
infeiti-

;
choros que um mouro ali pro* de terras mais quentes; nias tos de avariados cérebros. dade daquêle sólo, já em
c uc í4V3M3uos «cérebros#

derramou compensação mais sa- Loucos e insensatos cére- 'l P°bre*

expulso das terras portugue- borosas principalmente quan- bros expeliam veneno por to-

Manôlo.
sas sob pena de abandono das do a cosinheira não mistura dos os seus poros gangrena-

suas crenças.
condimentos e outros requin- des e asquerosos. (Continua).

v
«A NEVE»

• I I
\
p
Pátíí IA NOVA!
V JuveiiliitkJ
1
C/>0 07) COO

* *

Mementos tristes

«r>
S ft juventude é a alegria

Os trabalhadores voltam do
/ «
/Tudo mudado agora!. . . Uma seenografia do dia que termina, é tatu-

campo com as enxadas ao out-


inteiramente nova a pátria nos ofrecc: Létn a esperança do dia que

bro, procurando em vão o cies-


e pouco a pouco, emfim,de nós desaparece
começa.

canço que não encontram


todo o que nos foi grato, ou tem p'ra nós magia.
Ela.é hoje menos respeito-

porque embora viesse a noite,

sa que dantes, mas é agora

vão encontrar em casa, uns

mais laboriosa e activa.


fnvâde-nos o seio atroz melancolia »
os seus filhos, outros seus ir-

Os jovens vão hoje Piais


ao vêrque assim se muda, ao que assim fenece
mãos, seus pais ou outras pes-

sujeitos a graves perigos, já


o rubro sol da fé, que as almas no.s aquece;
soas de família postradas na

pelas más companhias, já pe-


dos éebs do Mnass'ado essa ancestral
* » — f» ~ » "W »
#
cama pela doença epidémica,

los livres obscenos que lhes

que sem consideração alguma

, . ; . metem nas mãos, insultando

roubava aos filhos os carinhos t vive a gente assim, bem como em ext ranha te

de seus pais, a êste os dos sem quasi conhecer o solo cm que nasceu,
f
escarnecendo da pureza.

filhos, e até, deixando tamí- qual devastado campo após o horror da guerra.

A sociedade está comple-

lias inteiras sem uma única

tamente co'rrompida ,C falta-

pessoa que vele durante a sua


/O' símbolos da infância, ó tempo meu! -liie o pão do espírito a reli-

doença e que lhe preste os


ic Que gôso d'alma, ó pátria, o palco teu encerra,
gião-.

seus cuidados.
tendo mudado assim todo o scenario true! A religião e/a sciència não

• -.A lua, -
podem subsistir separadamen-

entre, os pinheiros, prometendo Do livro «Vozes do Passado de


te uma sem a outra.

rasgar o negro veu da noite e


Caros jovens, mas a lição

parecendo contristar-se *
A. A. de Lima Duque. do passado vôs mostrará o ca-

horrorosa situação em que a -

ininho do futuro:

Providência nos lançou. ;Idc, conto os vossos ante- peito, orei, pedindo, ao Al tis- o sol que desposita, a rosa

passados, ajoelhai nos húmi- situo a protecção nao só para que desabrocha, o guia do vi-
Ao lado daquela casinha

dos degraus do Altar e rogai fatal


branca, escondida entre a ra- andante nêste mar tempestuo-

a
magem. na orla de um pinhal *?eus Que vos
conceda co- Destino ferira tão cruelmente so da vida presente, trabalha

fica uma "capela, cujas pare-nSeil»e resignação para afron-no Amor e na Família mas pelo engrandecimento da vos

des antiquíssimas, lhe dão um {ar sem receio essa vida tão
também- para êsse Ente que sa Pátria muito amada, na re

cheia de baixios! ;lde e não


aspecto sombrio como é devi-

vos
do ao templo onde mora a 11 u- envetgunhes, pois, conto sa íantíita, que eram os meus prática das boas obras, m

V
mildade. Os reflexos do luar 9S as su
<*s pot tas des- e que eu niutto respeito c es- progresso das sciências e n<

L
fazem sôbresaí-la do panora- 'e séculos que se abrent a tinto. . N
desenvolvimento das artes t

íodos Dobres ou
ma que se desenrola perante - P^beus, ri- ;Era já tarde! Entrei em industriais.

cos ou pobres, que, sem dis-casa, aonde os queixumes e E' um velho já trémulo qn<
nós como para nos dizer:

ÍÍn<;ao la ,eêm ido


;Morreu-vos alguém que ' ''«piorar a gemidos dos doentes de espa- põe nas vossas mãos aitid:

vos'era querido? ;Estais tas- Protec?3° da


£rande Mestre Ço a espaço ecoam tão lugu- mimosas, éste-velho Portuga

qac a lodos cousoh e anh,a! bre


tes? ;Estais angustiados com '»entc aos meus ouvidos, que é de todos nós; levantai^
" li?.. .1 « » U ^ r- 1 ,,/vl D ,x 1 r-, 1 ~ f / t. I ' r • /•
Eu que nesta ocasião vol- Pela neite íóra íoi-me im- fazei que seja forte e respei
o rcccio que a morte vos to-

tava para casa, vindo da far- possível conciliar o sôno, re- tado como outrora e mostra
me cm seus braços?

ntácia onde fura buscar tuts pousando apenas perlo da nta- que nos vossos corações aindi

;Não vos lastimeis! '

remédios para meu pai e tncus drugada alguns instantes.


iPHHHHIHH^^Qgira sangue daqueles hetó
(tVèdes aquela capelinha

três irmãos, que se achavam Voltou o dia e untas melho- de 1640.

que sôbresai acolá na encosta

doentes, soube que Aquela, ras embora pequenas nos do-


Farsas.
e que o tempo tornou tão

que possuia o meu coração, e entes queridos fizeram reviver

sombria?

a quem eu dedicava o mais a Esperança uum peito que

AVISO
;Era ali onde já os nossos
ardente amor tinha peorado atteiava ardentemente pelo seu

a*ós iam buscar a consolação.


com a doençaí que a tinha restabelecimento.
Não publicamos nada
5 4
o bálsamo para os seus sotri-
prostado na cama, havia dias. - Lélio.
sent
i
ruc* tos! (Era a!i onde iam
;Como a tristeza se apode- —» -
1
"nios o autor que deve as

buscar fé e coragem para os


rou de mim!

èQuerels açuecer? o seu nome c apelido en


seus grandes feitos e para en-
;Como eu clteio de fé, ao

carar sem receio uma vida Tomai o afamado ca- If" ao pseudánil

passar pela porta da dita ca-

tão cheia de tropeços!


pelinha j. ajoelhei e-com as fé da «Loja do Baratei-
Nós também sabemos

;Não vos lastimeis! mãos alçadas, encostadas ao ro»-Galçada~Me!gaçO. dar segrêdo.


• ** / f* jjT
*

A NEVE
3

"Invisíveis desgostos que tantas vezes IToDO colaboraDor

w x
empanaram a nossa alegria?

If3o nos ajudávamos mu- Desde hoje que temos o Fábrica de chocolates mo-

Meu caro Alvaro. A.do Sousa. íuamçnte a esquecer e escon- prazer de ler como nosso co- vida ã força hidráulica, fuo-

der as nossas iraáguas. Mas '-aberador um conterrâneo dis- dada 1908 e reconstruída em

Quando nos encontramos Ui, ingrato, tudo esqueceste, tinto e que se interessa pelo 1919. Chocolates fabricados

pela primeira vez juramos ^Acaso te dedicaste de al- progresso da terra que lhe pelos últimos sistêmas adòta-

"ina etcnia amisaue. coi em rr.a e coração a alguém iodi- serviu de berço. dos em Madrid e Barcelona:

V iana, naquela linda cidade gna de tal? ;Não poderás es- Assina-se e prin- cacau, caraca, açúcar, canela,

siuiada na loz ao no Lima, quecer alguma paixão antiga cipia com a descrição da sua baunilha c uma pequenaquan-

onde nós nos euvontiair.os, qi:e se apoderasse de ti! terra natal, desta sua amada lidade de manteiga de vaca.-

hcquentando a mesma escola, Qualquer destes pensamen-freguesia. Viuva de Domingos Anio-

ns
nio Alves & Filhos. = Castro

Desde o primeiro dia, que Sinto-me triste com o teu NôV8 ' Laboreiro,

nos demos bem e selamos* a silêncio pois tenho a certeza " Depositário em Melgaço—

nossa amisade ccni aquela cc- que é a prova dos teus sofri- N^o se publicou éste sema- Augusto igrejas

icbie taiaana x-as.elaiía Gon- mentos. Alas cie, uni dia vira nário no dia .10. dev'do a do- """" Alfaiataria Feiíx.

çalves. Desde então a nossa em que a felicidade também enca do troótSr„fn <» ò m « * , . .

vida foi quási ror completo te so,aia. ChOCOlflfB à DSpanhcta

conhecida por ambos. <De mira que dizer te mais? gentes na tipografia. ' Já se encontra à venda na

;0s nossos corações esta- ';l"to'n^ ' enl


' l
'tíSS0 d,zer:
Desta falta pedimos des- «Loja Nova * do Esteves, es-

vam livres nessa ocasião! A íeucidade sempre me sor- cuI?á aos nQSS0S £x assi. ta excelente marca> exclusivo

11,1
jEramos então ambos feli- e me acompanhou de ma- Bantes< desta casà;

zeH jHoje quem sabe! Arnira «eira a poder dizer: Desconto acsrevendedores

a felicidade continuou a acom- i-^ou 'e''z: Oxala que tu. uiri.çao, ^ ç

CACHORROS

zenc 0
lSerás tu ainda, assim ale- *° niesmo. Peçolne des- An PHotrl n

gre e folgazão? culpes o sofrimento, que te recisa-se comprar 3 ca

chorros da verdadeira raça de


Duvido-o. O feu silêncio cause ao fazer-te lembrar épo- « «»

cas eiil
alguma coisa quer dizer. que talvez já não pen- Na CScola: Castro-LaLoreiro. Quem os ti-

ses /l
Atribuo-o eu, a desgostos, - lembrança cia alegria — tA terra é plana? vet dinja-sc z. esta redacção.

que não queres tornar coube- cama alegria. Mi! abraços do -Não, senhor. "^Quereis engordar empou-

eidos dós teus velhos com)»- leu amigo, -Porquê? co tempo? Tomai todos os

nheiros. ;Sqndo assim, coroo ^ Ficf. -Porque, quando meu pai dias chocolate da afamada fá-

es egoísta! .Cavernas do Caíernaúm,- vera de madrugada para casa, brica «Caraveios». de Castr>

cNão sofríamos juntos os 16-12-20. vem sempre aos tropeções. Laboreiro.

sc
' * ° -'.uptc oem modeiadope- Continuai. • respeitos e dizei-!he que dcix<

• | .• jj ensinamentos no E'-nnge- —E agora peruoai-rne a estancar as lágrimas.

l!l é
t HON (ll| ]\m ° altamente nobre • e eu ousadia: jnão poderíeis vós -r-Síip, dr.

;v curvo-me respeitoso ante tan- ajudar-me também nesta era- —Que Deus vos ajude.

ía
R 0 M A N C E dignidade de homem e -sa- presa? Mé(bM|Mé|

cerdote. Continuai e desculpai —xMeu bom P.e Bento, o —Adeus.


n
!or

iateitoraper-vosv vosso plano já foi exposto por

e
D S'irFrm Po Rrm~ . vu»->u piauo ja ioi exposto por —
»-0:tL i.u JB DOUifi —São palavras que não mim à pobre Helena. Porém O dr. Brito possuía tres li

III mereço, mas aceito-as, por-recusou aceitá-lo. lhos— Alvaro. Maria e Abei

que nascem duma alma sin- - ;;Que dizeis?! Alvaro tinha nêsse temp

.«Orta, sem ninguém no cera. Ora eu, (continuando —E' verdade. Não é o or- completado com distinção
cera. Ora cu, íconlinuando —K' verdade. * Ci nr. rAn^niAfo.-lA

mundo, c para mais gentil e com o meu arrasoado), dese- gulho a causa de tal recusa, seu curso de medicina na c

iormosa, sem meios e rodea- java em certo modo atenuara mas sim a dignidade de seu da-Je do Porto.

da de cinco creanças, está su- dòr daquela casa, dando men- coração magnânimo, que quer Era de faces vivas, que

ieita a qualquer ardil da vida, salmente alguma quantia, íi- beber todo o cálice da dor, niadas, de uni olhar ardente

porque, quando o sofrimento lha das minhas economias, sem que ninguém partilhe do de um coração decidido, v:

toca as raias do desespero, a porque, como sabeis, sou po- seu horrível fel! lente e de uma alma grandfc

virtude, ainda a mais heróica, bre. ^ —Não vos aflija isso, dr.. sa como a de seu pai.

se desconcerta, como dizia Ví- —Sois pobre interrompeu Saberei con verté-la. . . Abel era de tr.zus in sth

tor Hugo, o grande poeta fran- o dr., porque muitos pobres —Pois sede feliz. ^Quando tos. Tinha unsothos pequeno;:

cez, o grande cantor e o ins- há nesta freguesia. tencionais lá ir? desconfiados e o sembianh

pirado poeta do âuturo. —Nio, sou poore, poique Logo que possa, quási seniors car-wigado.

—P.e Beuto; o vosso cora- nunca fui rico. — Apresentai-lhe os meus (Continua).
4 \%
«A NEVE»

Viuva
de

L * '

i I

M Ives
nos

Eslabelecimenlo de fazendas, ferragens e mújlczas

Praça da República, 3,4 e S-Casíro-Laboreiro-Melgaço

nsst
concciíuaSo estabelecimento enconírn-se à D6ii9a

ou?iõos prêcos, nm grande e oariado sortido de vu

çiroes: upi grande sortido de calcada da íilíima moda a prêcos sem competência

ferragens de fabricação esmeraJíssimo e o mais completo sortimento de miudejas

. Hão compreis nada sem primeiro pisiíar êsfe estabelecimento, pn:<; ó n mm rmn.

de mais barato, atendendo a que compra directamente ás fábricas

António Bruto Domingues Cordas

Novo estabelecimento

l n

estabelecimento de fajendas .
*

calçado, ferragens# miudezas

/
José Rugusfo Domingues

CASTRO-LABOREIRO-MELGAÇO

U 9
CORREDOURA—PRADO—MELGAÇO

r, , „ , — Nêste novo estabelecimento cncontram-se à venda poi

Este estabelecimento vende íudo que liá, das 5 módicos preços, o mais variado sortido.de fazendas para in

melhores marcas, tanto artigos nacionais como das


vcrno; cotins, flanelas, riscados, grande variedades em Mon

melhores fábricas estrangeiras.


tanhaques de fabricaçSo portugucza; ferragens de tôda a es

Quem desejar fazer boas compras, visite êsíe


pecie; mercearia em grande escala; miudezas e outros arti-

antigo estabelecimento, pois poderá comparar os


gos, assim como o afamado Sal de Setúbal.

prêços e qualidades.
Recomendamos também a todos os alfaiates e costurei-

Preços sem competência.


ras as betas máquinas secretárias, que se pncontram à

da nêste conceituado estabelecimento. Vendas a Dinheiro.


• VENDAS A DINHEIRO

Vêr para crêr,


LWdansa/i9?jTjEJi3aHEíi3'j-

Sêtos para colações Capotes à


n * ~ ff » X

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base Ivert et Tcllier. Tanto Fazenda para Capotes à
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permuto sêlos nacionais por Alentejana e bons forros para 0
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estrangeiros, como estes por mesmos, tem o estabeleci- tf Cl

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mento de Viúva de Domingos


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Herculano , g 5 2L r. <? c
O » — ."3 M o Í.O 3
Praça da Rèpúblíca, 3, 4 e t
m

MELGAÇO 5 Castro-Laboreiro.

&
N." 8
mo 1;' CASTRO LABOREIRO, 13 DE JANEIRO DE 1921

Ano 3
Editor — Germano Alves.

ipçstre 1 $80; imestre Co-

R ô d a C t O r — a b Dom .

lohias portuguezas 4 <50. Países

A d m i n i s tr a d o r —José A. a ives.

da União Postal (moeda portnguc-

ii » *
za) 6600. — Número avulso $10.

Redacção e administração Linha,-corpo


Publicações

Rua do Progresso, nS 5 — D ir SCt Of—Abílio Alves Car abei.


do jornal $10. Anúncios e recla

Laboreiro — Melgaço.
mes, contrato especial.

\
Composto e impresso na tipografia do

Pagamento adiantado.
Propriedade da em preza A Neve. -Jornal de Melgaço»

Semanário independente:--Por Gasíro-Laboreiro

<r

tas se levantam, encimadas próximo à capela cocontra-se reiro, formada pela mesma

umas por cunhes dtvsealvados um edifício misto de consíru- freguesia e pela de Lamas de

e outras por grandes penedias çao humana e da natureza. Mouro. Este lio l ôrças eia

sobrepostas, expondo à vista Consta este ediUcio de duas um apaixonado pela obra po-

{Continuação do n? 7)

do visitante panoramas agra- partes tou salas, divididas en- líbca e administrativa do gran-

a dabilissimos, onde a natureza tre si por um muro, através- de estadista Marquez de Pom-
f*é» -í
Contado pobre como

mostra
le. sólo ainda poderá prod-zír muitos dos seus çapn- sado por uma porta com pacu- bal em ^aem talava assídua-

Oil

. , <*» « «• -í«« & «r» -<c toda. «

citava os seus

povo qne o habita se um* sá- ,S3° «"» n,0


"tts ",als eIe
' c
»"struí5-' «W».»*»» e Que vereações,

MM' ' vaaos. os montes denomina- faz a comunicação das duas exemplos e tão fanático em
r!
bia direcção'-presidisse • ^- -

S{ . „ „rj., ];1S, i{;rc,rf., dos Leboieirno, Ongeirâí e salas que constituem o todo por todos os seus actos que

vestia calção e casa so dos le-

outros
que não lhe deveria faltar se formam a Chão do edifício.

dos montes de Castro -La bo.rei - mais

os nosíos poderes públicos ti- ......

, ,in ro, chão de forma arredonda-neral" dos adeptos do iomaz t. d.icas da Uma:*, exemplo
VC5)M ill U1U 1 OucO UL bCIoU è • #% • t ^ %x ' i

f3 a limi
comum. Uma boa parte do só- ° jar a mcsma he
£uc* das
Conjpsta», an
!^° £
íille; qH e
. 0
.arqtcz oeu a

u ia trnr-mia mi. sia pelo' lado norte entre as dor destes lugarejos. Ainda aristocraciaoh>tpouensequan-
1' J Liei JEI v Mel Lu UUU/'lci IJ.il * Â . » 1 r • . # « j * %

lho, vinho, hortaliças de todas freguesias espanholas de ia- esta na mente dos castreis «o foi seen Uno oe Es.ado,

ida c inoiHe f.cuc-noo e os unia quuuia que i unmí ç sem wuiiuuu v sn « >i . ^....
dreilda c
ss qual'Jades e frutas ui cr- Moete Redondo e os uma quadra que Toinaz e os sem com tudo o ser à ir agtr.t

rejos de Gorgoa e Mo d- seus sequazes car.trvam como e semelhança dos sgcrc jarros
l r
sas, Vastçs pinheiros podiam "J '

> também pertencentes à ordinário de marcha em for- do enfatuado e çstòlfitíi^tó©-


n3los
cobrir aquelas serras -e em- J , , .

anlta £«(,.« mnnt.« «Sn ma dft cnmhate; « . iiio destes noss«#fténues ie-
jn<r Espanha, Estes montes são ma de combate; • . mo destes nos.s«í te umas re
quaiito^os pinheiros v Sv ÍJ *
seBHHPBBBBHIB•- . á IH ^ ,
1 .
. u
. . H
. 1 « » •

MMfei MÉi volucn nanos.


r:
i V <
ca3vos
volviam construía se unia es- descatpauos < u.giuib-

Os pobres não o teem Há mais o njcútè de Pena-


I simos no inverno, brotando do •*
trada para Melgaço. .'IMMMBHBHBHWHHMIM

Os ricos não o dão gache, [tansioém de fantásticas

seu sól
;;;Que riqueza se perde c ° unicamente umas pe-

quenas e ásperas ervas no


Quem quer assentar praça tradições e imaginárias
com tão pouca despezaít!

de. Junho, secando no


tic,as U
ni Vem à traía da Anamfc. ' ",a moura r£
"'lit,a
As campinas que produzem ' 'HHHHRH

com luxuosos vestidos-d. mais

m
feno estão reduzidas a ervas <s de A
èosl° e 1,50
Produ"

Esta iludem, segundo a Pu à e


®1)a e
i jMos
bravas que brotam espontâ- z3nc3
° x
ou
fra coisa em todo o I _

imo qu'{atç

ano A
neamente do sólo e que são - ^uas Pe9uenos to
Jos tradição, apareceu naquele lo- omo do .mais

imr rón ias '>ara a nutrição dos 9ue aí


apareçam sóm ente pó- Cal, na concavidade dum gran- adornada com co-are:; e pai-,

dera ser
dados! Como poderia aUmen- aproveitados de doze de penedo coro o seguinte dis- seiras deste meso o precioso

cra d 07 e aRas de tico:


tar-se outro tanto <iado mats - ' . ^ "Diys tc
fM^de l?s metal, eravejacos c,e nquissi-

n!0S
' '- mar ás pobres Miros». diamantes, passeia ma-
ni
nédio e mais gordo se fossem "'° P'lia

terras dos lu Numa tosca pedra, próxi- áestosamente, ora a pé, ora % ,«
renovados aqueles prados com éaiejos que de

tada em soberbo e posJ

ervas de pastagens mais pro- '01'1C 05


crcundam. mo à ermida, brota um fiozi-

dutivas e mais nutritivas. ;Co- A célebre e notável fraga n|10 de pura e cristalina agua f!te caval
°» naqne.as noites^

€m <
da Anainão, enorme massa que os devotos da mesma Se- f ^ u* a
ilumina a
ma as do centeio

3 ria C0,11 0 en
riam mais produtivas seaquê* granítica que se eleva quási «hora bebeni com fé sôbrena- _

ies antigo» processos de ras- perpendicularmente ao sólo e tural, atribuiijdo-lhe virtudes 9ue ° permite a sua luz mi-

gar a terra fossem substituí- em cujo sopé e junto dum pe- p3ra, cura de suas doenças, Po;taia*

Manôlo.

dos por outros mais moder- quono ribeiro se encontra a crença esta a que não foi es-

(Contiuúa').
aitiga ermida de N. Senhora tranho o vxnerandoancião, na-
nos!

da
Para isto não olham os nes- Anamão, festejada a 8 de tural e residente que foi na

ÃQuereis aqaecei?
Sitembro com muita concor- mesma freguesia e conhecido
sos homens públicos.
H %

Toda a freguesia é monta- rência de castrejos c galegos. pel0 nome de Tio Forças, ta- Tomai 0 afamado C3~

nhosa e sobre as próprias mon- São muitas as tradições belião que foi do juiz da anti- fé da «Loja do Barat$í~

tanhas. ainda outras mais ai- anexas a esta ermida* Muito gi comarca de Castro t^ibo- ro ••C5,oad.3-Mo! "3G.0,
. * . —r 7 t

•j

j
2

«A NEVE

Os Invisíveis

MINHA PÁTRIA

Ao meu rico Kirk

(Poetardadas na redacção)

Meu pobre Portugal, audaz c sonhador,


Meu bom amigo:

que eu tantos ançs vi num repousar dilecto:


Alvarédo,16 12-920.

Há anos que a nossa vida

terra d'heróis e amor's, 'stação de paz e afecto,

corre desconhecida, talvez pa-


No dia 8 do corrente fale-

ê Quem te levou ao seio este cruel 'stertor?


ra arabos#. j|e eu tivesse uni
ceu a sr/ Emília Pires, sol-

coração egoísta e mau pensa-


teira, naturai desta freguesia

Vdí1 s
ria apenas em mim, dedicar- ' ',a"! Já nos campos tens em flor,
e residente no lugar do Mani-

:
-me-ia apenas a mim próprio '"1 nos trus
nho, -

pensaria sequer um ""'s ora


H°fs d'outrora!. . , /£' outro v teu aspecto, Nos últimos tempos da sua

instante cm coisas passadas "ut caVt


'j'\enL

mártir,

to a mim, unicamente, í
Convulsion ou-te a febre, ao cabo da vitoria No decurso dum ano sofreu

14 operações que, a custo,


<-E sabes {u
em que estou que tu julgaste ter, ruindo um credo antigo

pensando ao escrever-te, meu que séculos te deu d'honrada fama e glória


joi sotrendo, e cm vão foi uma

-«are
\ez a Lisboa em procura de

Estou desenrolando peran-


remédio s pai a a sua enfermi-
H, desde então, não mais a paz morou comtigo.

te mim a fita onde estão <*ra-


dade, até que no dia 8 cessa-
j Desordens, guerra e horror são hoje a tua história.

vadas as impressões recebidas


ram todas as esperanças.
co a fome no teu só lo e o teu domínio em p'rigo!.

durante a nossa ultima excur- P 9


Durante os últimos 34 anos

são, peio luar de uma noite


da
existência residiu, co-
Do livro,«Vozes do Passado» de

serena como hão .tenho enccn-N


mo governanta em casa do

trado outra.
nosso amigo sr. Manuel José

A. A. de Lima Duque.
Já te esqueceste por certo
Fernandes, tendo
si ao, por

daquela horrível morte de um companheiro de estroinisses,


a w i/HHowo Assim d v isso, muito concorrido o seu

r\ : i-v ^1 ^ J ^ ti / A
funeraI que se reaIizou
belo e vem piar da raça coelhf- Contudo um sentimento indi- assim não' fôra Chiamos a sT no dia

11 bwas
lera nos nossos «ola.es -'de B.í.,1 me obriga a torturar- rio ao pIríZsò Zestava 1° »*» - *>»

Au.n Tumulo. -nie fazendo-m* miar w.„!. -— de concorrência de pôvo. sen.


ncorrênci de ôv
^ tazendo-me calar ter.ni- cometendo um crime"de que ^ " ? P °. sen

Para mim, creio s


u ..a irando como naquéíe tempo, fala o nosso Código Civil °-»ne oleucidas numerosas

scena que merece ser soleni-


coroas,
Desordem e Cabulice O que sai à estrada e rou-

sada por tôda a ,

Ao nosM auli
ba o viandante, o que, pela , £° *'• Feraa,,-
Fiefi
atendendo às criticas circuns-
dcs
calada da „„;fo „ enviamos sentidas condo-
Cavernas do Cafernaúm, caiada da noite, assalta c sa- j^ncjas
tâncias em que se achavam

queia uma casa erma, é um


10-1-921.
as nossas bolsas — Cofres-

C.
bandoleiro; o que alivia o bur-

Algibeiras; assim como me-

guês da carteira farta, ao su- _ '


0 quem foca
rece ser solenísada, com mui-

bir despreocupadamente paia 10-12-929

tos copinhos, a noite em que

nós com os Trastes Dançan- Nacos de prosa teêm vindo-B!n el


éctrico, é um gatuno: «

para aí à luz da publicidade, *° 0l,e rouha


ou se apropria fWc,IIP,:_ ?'!'0U'TjJ nesta

tes em cima da Carripana

a a

ub
caminhávamos, à luz do luar, ' 'kf0S ^ »**•»- ««. ?£ Pensamentos „„ «PW-^ ^

ra nossa Celes
"at Mora
- c^vr.v«e^T«to fde trsoler,e a ,o2es e

% aquela .adregada das . ra> =

ando 0 niacsn!a
- - Ninguém acredita, não con- verdadeiro autor „ " t
lu wm
Garantias? ,iE a janelinha " * ««eima.naocon- —«y « »«uauciro auior

qilC a ni
ae mesmo nim foi para passar rnmn tal ã nm . Lisica foi execu-
Cebe n,esmo
terminus da nossa viagem? -(1lie tal anãozinho P?ra . Passar c
omo tal, é um
ta da.

~ .
• . . pari urge do
. . bestunto granítí-
k""u,s"P'Qgnirio,» como
«jcbiunio o proclamou
oramti-"o''v«'"u u uiociamou
Marcial 35 6 f
,Como
Como eu me sinto comovi- C0(
rn a!^0 de aproveitávél?sôbre -
„]ón - ~, .. Marrial °rMa'

assoc,a
do ao lelembrar êstes inci- assuntos <morccgOJ> po/exem. E o plagiário vale o bando- f° "T iao de se
á"^

e
bentes passados nà mocidade nin A* n«o ' » l#»irn n#>ln ri„{om j áa<^° /das especies bovina

_ a * P ° de que, nos sabemos, fô- P^ío cinismo perverso de '

. bl,« esqueedos por todos da , Jente sabe M<b j » que se reíCS(e [0 recor,ar « »« £

.» co.pt, Dite, ros dtspersos! de e jantais entenderá. ' dalgures qualquer produção , ."J?''" <er.P»«»do o

alheU 3 Ga
Um mal entendido, talvez E' o casot «One», te man- <= i<"»l» « £»<"»o na ' """ "Mu"'

separou-nos para sempre, fez- da, sapateiro, tocar rabecão, audacia


insolente e canalhajde Um
' C.

<
nos recalcar no íntimo da al- se lhe não sabes pôr a mão». *ue usa 20
Pôr-Ihe o seu no-

me cQuereis engordar empou


ma um sentimento—A ami- Opinão alguns que ali an- P°r baixo,

co tempo? Tomai todos os


sa e que sempre nos uniu. da inconsciência asinina, filha

M
X? , «OAlJliífl| 111114
dias chocolate da afamada fá-
unca esqueci nunca dei-natural e dilecta da ignarân- cEntendidos?

brica «Caravelos», de Castro-


«1 de.estimar Aquele quefoi cia crassa que o caracterisa.

Sou Barradas. Laboreiro.

N
> '
«A NEVE»
3

Haica

Not

JL.OJA DO pARATEIRO

Na freguesia de Outeiro, do

concelho de Viana, faleceu ura


Casamento

de

indivíduo de 20 anos atacado

No dia 2') de Dezembro do desta doença. Teve uma mor-

JC3S MASIA PSSSinA


ano findo realisou-se em Lis-
te horrível, ; Sirva de exem-

boa o casamento civil dos


plo! Tomem as providências

Galçada-Melgaço

ex.-1*03 srs. Germano Alves Ca- necessárias,

rabel e D. Aurora Rodrigues,


Nêste estabelecimento encontra-se à venda um grande e

êle importante negociante des- [Í0D3S ÍÍJX9S 9o


variado sortido em casimiras para fatos de homem e senho-

ta praça e eia importante ca-


ra
. . • »* " sobretudos, montanhaks, sorrobecos, cotins grossos, co-

pitai<s<a da Vila de Melgaço, A pariu dêste mês que en- tim militar, cotim emitação casimira, riscados Vizela pró-

íraram ei vl
0 casamento religioso efe- P áor as novas ta- prios para camisas e blusas, flanelas em côr e preto fino,

oos con
cíuou-se nesta Vila n<f dia 6 'eios e
Agrafos, cachenés. lenços, chapéus de feltro e pano, bonés, guarda-

do corrente mês, depois do G^sa,K*0 a


custar as cartas çóis, gravatas, colarinhos moles e de goma, coturnos para

qual se realisou um passeio ' centavos, os postais 6 cen- homem, pretos e de côr, meias para senhora, suspensórios,

,,avos <;S
ao Castelo onde houve um - jornais remetidos ligas para homem e senhora e um grande sortido em mer-

grande pic-nic no meio de sua Pei3S eni prezas voltaram a cearia.

pagar sêlo de 1 quarto de cen-


f-
arnília e amigos.
Especialidade em bacalhau.

íav 6 ie,r ct
Anibos os noivos são dota- ,° ' 'dos pelos parti-
O MELHOR CAFÉ E O DA

cuiaies
dos de belas qualidades pelo Paáam n,
eío centavo.

A taxa para os telegramas


Loja do Baraieiro
que a redacção dêste jornal,

é de 2 centavos
de que o noivo faz parte os P°r Palavra<

sem qualquer outro aumento Flrmajern 3e cereais, farinhas


felicita cordealmente.

ou sobretaxa, sendo o mínimo

a cobrar 30 centavos.
Seguros contra
End. Te'cg.:
Saíeclmenío DE

As encomendas postais pa- fogo e assaltos


Carrelhas -r-Monção
I

1
60
Faleceu no lugar de Cra- centavos.

veira o sr. Manuel Esteves

Chocolate
f ^ ^^ LOPES PEREIRA
sepultado no

cemitério desta vila no pas- ^ Já se eRContra à venda na

sauo dia 27 do més de De- «Loja 31, Praça Deu-la-Deu, 32


Nova>> do EsteVeS( es-

zembro.'

ta excelente marca, exclusivo

MONÇÃO
A família enlutada os nos- desta casa#

sos sentidos pêsames#


Desconto aos revendedôies, Cafés, gorõuras. carboneto, bacalhau, Sfll, etc.

r oL he tim
N.Í 8 florida e bela em que o cora
bre Helena tenha lágrimas«
sim, disse-lhe brandamente

ção vive de crenças e a alma sem as enxugar uma mão ami- seu pai

de fé, em que o amor é o pri- ga.


Mar lírios tin vid;

meiro sonho da vida no erguer Diz bem, meu bom pai, to; mas quando o céu a cobre,

ROMANCE de castelos