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Renata Biscaia Raposo Barreto

Instituto Terceira Visão

CURSO PSICOTERAPIA HOLÍSTICA

INTRODUÇÃO À RADIÔNICA
- UMA TERAPIA A DISTÂNCIA BASEADA NA MENTE

Renata Biscaia Raposo Barreto

Trabalho de conclusão de curso apresentado ao


Instituto Terceira Visão como exigência para
obtenção do título de Psicoterapeuta Holístico.

Rio de Janeiro
2017

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Renata Biscaia Raposo Barreto

Introdução:

Entre as Terapias vibracionais a radiônica é uma das que podemos considerar


fundamentais porque responde de forma rápida e incontestável à emissão da energia
mental focada para determinado objetivo. Trata-se de um sistema que se baseia nos
mesmos princípios da radiestesia especialmente no sentido de considerar que tudo o que
tem forma, qualquer organismo vivo ou entidade mineral emite vibrações a partir de
frequências próprias. Essas vibrações são constantemente irradiadas para o meio
ambiente, afetando sua qualidade energética.

A irradiação pode ocorrer de forma espontânea e aleatória, ou tomar direções específicas


de acordo com a vontade do emissor. Tanto a radiestesia como a radiônica nos permitem
compreender, controlar e aplicar tais emissões.

A Radiônica, em especial, nos ensina a manter a emissão dessa energia por períodos
específicos, mesmo sem a presença física do operador por meio de ferramentas
apropriadas, tais como objetos, instrumentos e gráficos. Dessa forma a energia também
é transmitida à distância dando continuidade ao tratamento ou propósito para o que foi
iniciado. Assume intensidades e qualidades específicas de acordo com as tecnologias de
emissão que forem utilizadas. A ação é sempre de natureza multidimensional, atuando
nos diversos corpos e campos energéticos.

Trata-se, assim, de um sistema por meio do qual podemos interferir na qualidade de


energia de um local, de uma doença, estado mental ou de determinada situação,
conduzindo-a ao equilíbrio, a um novo patamar energético.

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Breve Síntese Histórica:

De acordo com a Drª Jane E. Hartman (1999:74) a técnica da radiônica foi criada por dois
médicos californianos, o Dr. Albert Abrams e a Drª Ruth Drown. Segundo ela, o Dr.
Abrams é considerado o “pai” da radiônica, pois foi ele quem acendeu essa “centelha” na
primeira década do séc. XX. Esse médico financiou as próprias pesquisas e, por meio
destas, revelou que a radiação emitida por certas substâncias “pareciam” poder neutralizar
algumas doenças. De acordo com o relato da Drª Hartman, este médico:

usando uma caixa preta de madeira, conseguia detectar doenças antes que os sintomas
físicos se manifestassem. Foi assim, a primeira pessoa a praticar o diagnóstico a distância,
sem nenhum vínculo visível ou palpável que o ligasse ao paciente. (op. Cit : 74)

Ainda de acordo com o relato da autora (op. Cit), a segunda pessoa a assumir abertamente
a prática da radiônica foi a Drª Ruth Drown, uma quiroprática, que na década de 1920,
desenvolveu estudos ao lado do Dr. Abrams e aprendeu a utilizar seus métodos e
instrumentos. Em sua biografia constam casos de cura de doenças complexas, inclusive
câncer. Por conta disso foi perseguida, julgada e presa por fraude. Uma opinião a seu
respeito, colhida pela autora, diz o seguinte:

“ela vivia em contato com um sistema interior tremendamente complicado de harmônicos


padronizados, um sistema auto-regulador de vibrações ressonantes.”

A Drª Ruth Browm foi a primeira pessoa a utilizar terapia a distância usando um
“testemunho” do paciente dispensando a necessidade do tratamento face a face. Foi
também a primeira pessoa “a reconhecer a importância de se tratar glândulas endócricas
e da fotografia radiônica.” (idem: 75). Defendia que “a energia do corpo da pessoa era a
única corrente necessária para a análise, a seleção de medicamentos e o tratamento”
(idem: 75)

Da América do Norte a radiônica migrou para a Inglaterra. Lá, um grupo liderado pelo
engenheiro e inventor George de la Warr, trabalhar muito para expandir tanto sua
dinâmica como a técnica. Um outro inglês, David V. Tansley, enriqueceu esse processo
com um estudo sobre a influência da energia dos raios cósmicos. Hoje em dia, é ainda a

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Inglaterra, junto com a Rússia e a Índia, quem sancionam as pesquisas e as práticas em


radiônica. O resto do mundo, pressionado especialmente pela Associação Médica Norte
Americana, bem como pelos grandes laboratórios farmacêuticos, mantêm o estudo e a
prática da radiônica numa forma bastante tímida e discreta. Mesmo no Brasil são poucos
os que levam esse trabalho à sério.

O que é Radiônica:

A Radiônica é uma prática terapêutica de cura e harmonização à distância fundamentada


nos mesmos princípios da radiestesia, isto é, parte do princípio de que a mente humana
está imersa num oceano de radiações. Todo corpo emite energia. Todo pensamento emite
energia. E é no inconsciente que essas emissões ficam registradas. A radiestesia fornece
métodos simples para se obter e codificar as respostas solicitadas ao inconsciente. A
radiônica, além disso, leva em consideração as interações entre as emissões produzidas
pelas pessoas e as emissões dos ambientes procurando compreender e harmonizar os
processos energéticos envolvidos. De acordo com Hartman, as implicações da radiônica
são ilimitadas e só podem ser contidas “pelos limites da criatividade e da capacidade do
praticante”. Seus efeitos são profundos porque baseiam-se em leis universais,
reconhecendo que cada pessoa é uma combinação única de substância (matéria) e
essência (espírito). Ao mesmo tempo, reconhece também a consciência universal na qual
todos tomamos parte. É uma ponte, entre as diferentes dimensões da realidade, que
ultrapassa os limites do tempo e do espaço, para produzir os efeitos desejados.

Como funciona a Radiônica:

A prática da radiônica é toda focada nos poderes mentais do praticante, mais do que nos
instrumentos utilizados. A grande ponte capaz de cobrir o tempo e o espaço é, acima de
tudo, a mente humana. É ela que transforma pensamentos em formas e essas formas são
atualizadas no plano material de acordo com a intenção empregada.

Durante o tratamento radiônico ocorre um vínculo mental entre o praticante e o


cliente/utente. O cliente tem a “intenção” de obter ajuda enquanto que o praticante tem a
“intenção” de ajudar. O laço de confiança que se forma na integração dessas intenções
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complementares é o vinculo energético necessário para a mobilização das forças que


proporcionarão os efeitos esperados, seja cura, harmonização ou realização.

Somos seres multidimensionais formados de luz e vibração. Cada um de nossos corpos é


expresso em frequências vibratórias que vão do mais denso, corpo físico, ao mais sutil –
corpo espiritual. É no envoltório energético do corpo físico, o chamado corpo etérico, que
os praticantes de radiônica atuam, concentrando aí sua atenção mental. Dessa forma são
capazes de detectar desarmonias energéticas e dispor os meios de tratá-las antes que se
“concretizem” no corpo físico em forma de doenças ou outros males. A mente do
praticante, assim que estabelece o vínculo intencional com o cliente, passa a ser o gerador
tanto do diagnóstico como do tratamento. Na verdade, a partir do vínculo, as duas mentes
atuam como uma só, na busca da harmonia e orientação da Mente Cósmica.

Os Instrumentos de Apoio:

Para assessorar o trabalho mental, fortalecer o vínculo e garantir o foco, os operadores de


radiônica utilizam diversos tipos de equipamentos desde formulários de anamnese,
acompanhamento e análise até instrumentos físicos e gráficos. O trabalho é centrado num
objetivo geralmente orientado para atender a pessoa em tratamento energético, trata-se
do que queremos tratar ou alterar em termos energéticos.

A pessoa é representada por um TESTEMUNHO, que pode ser um fio de cabelo, um


objeto de uso, uma foto, o nome escrito a lápis, com data de nascimento e endereço ou
até a própria letra. Os instrumentos, além de fortalecerem o foco, fazem a ligação com o
testemunho, emitindo, amplificando ou direcionando a energia.

A resposta energética, na frequência necessária, é obtida por meio de um REMÉDIO


RADIÔNICO. Tudo pode ser um REMÉDIO RADIÔNICO, ervas e flores, as cores, os
minerais, as pedras, especialmente cristais, sons, óleos essenciais, aromas e os remédios
homeopáticos ou alopáticos.

Entre os instrumentos radiônicos mais comuns citamos:

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Caixa Preta – Black Box - Variações da Caixa Preta de madeira do Dr. Albert Abrams
ainda é o instrumento básico da radiônica. Ela funciona por meio da marcação de um
“potenciômetro”, que de acordo com Hatman (op.cit: 78) “permite que os praticantes
concentrem e sustentem seu pensamento”. É uma espécie de controle de qualidade do
pensamento e das vibrações mentais emitidas para a finalidade envolvida.

Cartões de Dados Radiônicos – CDR -

São cartões de tratamento grafados em padrões geométricos encontrados em diversos


fenômenos naturais, desde de bactérias até impulsos emocionais como o amor. Essa
técnica de tratamento foi proposta pela primeira vez, pelo inglês Malcolm Rae na década
de 1960. Ele desenvolveu uma caixa, semelhante à Caixa Preta, mas com espaço para
inserir um cartão. Essa combinação teria a propriedade de aumentar a eficácia da energia
emitida pelo pensamento. Ocorria uma associação vibratória entre a situação que está
sendo tratada e a energia emitida pelos padrões do cartão usado como emissor. A
marcação do potenciômetro sustenta o tempo de projeção do pensamento enquanto o
padrão geométrico qualifica a energia. Essa técnica evoluiu e é uma das mais utilizadas
hoje, de acordo com o radiestesista Sérgio Nogueira1. Segundo ele, os cartões “podem ser
programados para tratamentos complexos de forma simples”. As vantagens sobre ideias
anteriores incluem, longa duração de programação, facilidade de manipulação,
organização e conservação, praticidade para programação, fácil utilização e preços
acessíveis.

1 http://www.radiestesia.net/radionica/cartoes-de-dados-
para-radionica-cdr/

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Formulários de Diagnóstico:

Trata-se de um instrumento de análise, proposto para medir o grau de desvio entre o


estado considerado perfeito e o estado de crise ou imperfeição em que se encontra o
sujeito que está sendo tratado. Esse estado é determinado por um testemunho,
representativo do sujeito que é colocado sobre o formulário ou ao lado dele. Todo desvio
encontrado é avaliado numericamente. Segundo Hartman (idem), o formulário concebido
pela Dra Hazel Parcells, por exemplo, baseia-se numa escala de 360º como limite de
“perfeição funcional”. Esse limite refletiria um “equilíbrio de todos os elementos
necessários para a energia vital”. Para outras áreas ela baseou-se numa escala 120º como
“norma funcional ou nível de sustentação”. Cada leitura, segundo ela, deve ser sempre
avaliada com relação a outras no leituras no mesmo formulário. Neste caso, parte-se do
princípio que as escalas matemáticas são as melhores ferramentas para análise e avaliação
das condições do sujeito. Embora sejam arbitrárias, conseguem traduzir os desvios
energéticos de cada situação do sujeito e servem ainda para comparações posteriores.

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Os Gráficos Radiônicos:

Os gráficos radiônicos hoje encontrados em diversos materiais, derivam, provavelmente


dos Cartões Rae, citados anteriormente. São formulados a partir da combinação de
formas geométricas que emitem ondas magnéticas – as ondas de forma – direcionadas
para o objetivo de concentrar e emitir energia em uma frequência que seja ressonante
com o padrão geométrico que o gráfico representa. Esses “aparelhos” são utilizados
como transmissores de energias sutis nos processos de ajuste, correção, harmonização e
cura. O processo pode ser usado em pessoas, situações, locais e até em animais, a partir
da colocação de um testemunho sob o gráfico. As energias positivas, qualificadas pelo
gráfico, são enviadas para corrigir desequilíbrios energéticos, acelerar a recuperação
física, purificar um ambiente, fortalecer a união entre pessoas, casais ou sócios, abrir
caminhos para uma nova situação de emprego, oportunidade, relacionamentos, parcerias
em negócios, desimpregnar e neutralizar energias negativas etc.

Um dos gráficos radiônicos mais utilizados é o DECÁGONO, uma das mais poderosas
formas emissoras de energia. Possui 10 ângulos ou 10 lados e, como está baseado no
círculo, dispensa o uso da bússola. Qualquer outra forma que não seja circular deve ser
trabalhada posicionando-se seu eixo na direção norte-sul, para formar o campo
magnético. As formas circulares possuem o que chamamos Campo de Forma Artificial.

O Decágono tem diversas funções, tais como:


 Purificar e limpar testemunhos e objetos geralmente impregnados de energias
quando são manipulados por diversas pessoas. Em radiestesia isso é chamado de
remanência ou impregnação. Essa impregnação dificulta o trabalho radiônico de

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sintonia entre gráfico, objeto e testemunho. Coloca-se o objeto ou o testemunho


no centro do dacágono, num tempo marcado de cinco a dez minutos. É o
necessário para que ocorra a limpeza ou desimpregnação;
 Potencializar a energia do testemunho ou objeto que será trabalhado. Coloca-se
então a foto, objeto ou o nome da pessoa no centro do decágono, por alguns
minutos, antes de trabalhar com outros gráficos;
 Fazer um remédio radiônico. O Decágono tem o poder de catalizar múltiplas
energias e, portanto, pode transformar qualquer coisa colocada em seu centro em
“remédio radiônico”. Trata-se de um processo simples e de efeitos surpreendentes.
O remédio radiônico é pura energia concentrada a partir de um objetivo claro.
Pode servir para qualquer coisa, desde que o operador saiba exatamente e com
clareza aquilo que quer fazer.

As Pirâmides na Radiônica:

A pirâmide é um artefato canalizador de energias utilizado desde a antiguidade para


diversos propósitos. Sabe-se, por exemplo, que se podia por meio dela, converter a força
das estrelas e dos planetas em energia suficiente para gerar um campo de conservação da
estrutura molecular de objetos, corpos e alimentos colocados dentro dela. Essa mesma
energia podia ser usada para cura, harmonização, fortalecimento do solo e etc.
Atualmente, com o avanço dos estudos sobre radiestesia e radiônica, sabe-se que o poder
das pirâmides pode ser potencializado quando combinado com outros elementos, tais
como cores, o metal ou material no qual são construídas, aromas e sons.

Quando colorimos uma pirâmide com determinada cor, estamos criando uma ressonância,
não só com as qualidades próprias daquela cor, de acordo com a cromoterapia, mas
também com as propriedades de um dos raios cósmicos ao qual essa cor se associa. Trata-
se assim, de mais um instrumento radiônico, de efeito poderoso. dentro qual podemos
colocar um testemunho de alguém que iremos tratar, ou um objetivo que queremos atingir.

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Considerações Finais:

Sempre é importante lembrar que o principal instrumento da radiônica é a intenção. É ela


que direciona a força mental de forma a produzir a ressonância correta com os outros
instrumentos. Ao usar o decágono para fazer um “remédio radiônico” por exemplo, a
intenção deve ser muito clara e orientar o passo a passo do processo. Quando falamos
“remédio” geralmente nos remetemos à cura, mas no campo da radiônica pode se obter
remédios para muitas outras coisas. Por isso é importante saber o que quer fazer e para
quê, pois assim que colocar seja lá o que for, no centro do decágono para transformar em
remédio, assim será feito.

Existe todo um processo de confecção de “remédios radiônicos” que vai desde a


identificação ou nome propriamente dito, á bula, posologia e prescrição. São detalhes que
não cabem nesse trabalho introdutório, mas que merecem uma recomendação especial
por conta dos resultados que podem ser obtidos. Da mesma forma, recomendamos uma
pesquisa mais profunda sobre os diversos gráficos radiônicos e suas formas de uso. São
inúmeros e podem ser combinados de acordo com a complexidade do objetivo a ser
atingido.

Sintetizando rapidamente, a radiônica é, em todos os casos, uma técnica de transmitir à


distância, os princípios curativos de outras técnicas. Na verdade, teria o papel de ampliar
o campo dessas outras técnicas para que o resultado seja alcançado em situações que não
estão presentes. Ela é parte da radiestesia, pois segue os mesmos princípios, mas o grande
motor é a mente. É a mente, cuja intenção é canalizada pelos instrumentos e formas, que
define o princípio curativo que vai ser levado a distância, seja este princípio oriundo das
cores, das essências florais, da homeopatia, do reiki, da aromaterapia ou até de uma prece.

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Referências

HARTMAN, Dra Jane E. – Radiônica e Radiestesia, manual de Trabalho com Padrões de


Energia

NETO, Elias Abrahão – Radiestesia, Radiônica, Geobiologia & Domoterapia – material


Web (www.labirintoermetico.com/.../radiestesia/Neto_E_A_Radiestesia_Radionica_Geobiol. )..

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