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Teoria do Adensamento

Evolução dos Recalques com o


Tempo
GEOTECNIA II

SLIDES 07 / AULA 12

Prof. MSc. Douglas M. A. Bittencourt


prof.douglas.pucgo@gmail.com
O processo de adensamento

 Adensamento
 Avaliação dos recalques com o tempo
 Saída de água dos vazios
 Mudança no estado de tensões efetivas com o tempo
 Avaliação dos recalques por adensamento
 Investigação geotécnica
 Determinação das propriedades de deformabilidade do
solo
 Conhecimento da distribuição de tensões com a
profundidade
 Analogia mecânica de Terzaghi
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Analogia mecânica de Terzaghi

 Compreensão do processo
de adensamento do solo
saturado
 Mola → Estrutura do Solo
 Água → Água do poro do
solo
 Orifício com válvula semi-
aberta → Permeabilidade
do solo
 Adensamento:
 Transferência da
carga aplicada à
estrutura do solo
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Teoria de Adensamento Unidimensional
de Terzaghi
 Hipóteses
 Solo saturado Compressão
 Compressão unidimensional edométrica com
fluxo unidimensional
 Fluxo unidimensional
 Solo homogêneo
 Partículas sólidas e água são incompressíveis
 Continuidade das variações infinitesimais Aceitáveis
 Lei de Darcy é válida
Simplificações

 Propriedades do solo não variam durante o processo de


adensamento
 Na verdade a permeabilidade diminui com a tensão efetiva
 Índice de vazios varia linearmente com a tensão efetiva
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Teoria de Adensamento Unidimensional
de Terzaghi
 Grau de adensamento

Uz 
f
uwi
 é a deformação ocorrida até um determinad o tempo
 f é a deformação total ocorrida ao fim do adensamento
Deformação total : uw
V Vv e e e
f     1 2
V0 Vs  Vv 0 1  e0 1  e1
Deformação em um dado instante :
e e
 1
1  e1
Portanto :
e1  e
1  e1 e e  '1 '  '2  '
Uz   1
e1  e2 e1  e2
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1  e1 GEOTECNIA II – Prof. MSc. Douglas M. A. Bittencourt 5
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de Terzaghi
 Grau de adensamento
e1  e
Uz 
e1  e2
uwi
Hipótese de variação linear entre tensões efetivas e
índice de vazios :
e e AB BC  ' '1 uw
Uz  1   
e1  e2 AD DE  '2  '1

No instante do carregamen to : u wi   '2  '1


Em um instante t qualquer : u w   '2  '

Portanto :
u wi  u w   ' '1
 '1 '  '2  '
 ' '1 u wi  u w
Uz   SLIDES 07 / AULA 12 – Teoria do Adensamento 1/2
 '2  '1 u wi GEOTECNIA II – Prof. MSc. Douglas M. A. Bittencourt 6
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 Coeficiente de compressibilidade

Inclinação da reta que dá a relação entre o uwi


índice de vazios e a tensão efetiva :
e e e e de
av  1 2   2 1   uw
 '2  '1  '2  '1 d '

A variação da tensão efetiva é dada pela


variação da poro - pressão, de igual valor mas
de sentido contrário :
de de
av   
d ' du w
 '1 '  '2  '
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Teoria de Adensamento Unidimensional
de Terzaghi
 Equação diferencial do adensamento:
 2u u k z 1 e0 
cv 2  cv 
z t av  w

 u = poro pressão proveniente do adensamento


 t = tempo
 z = profundidade
 cv = coeficiente de adensamento [L²] [T-1] (constante?)
 av = coeficiente de compressibilidade (slide anterior)

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 Solução da equação de adensamento
 Geometria
 Altura da camada: H
 Condições de contorno
 Drenagem completa nas fronteiras superior e inferior
 Hd = H/2
 Condição inicial
 Poro-pressão neutra inicial constante e igual ao acréscimo de
tensão aplicado

 Solução analítica trabalhosa


 Solução expressão em termos de “grau de adensamento”
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de Terzaghi
 Solução da equação de adensamento
 Uz = grau de adensamento ao longo da profundidade
 T = fator tempo


2  M  z   M 2T
U z  1    sen   e
m 0 M  Hd 

onde :
 cv  t
M 2m  1 T 2
2 Hd

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Teoria de Adensamento Unidimensional
de Terzaghi
 Solução da equação de
adensamento
 Representação gráfica por meio de
isócronas
 Porcentagem de adensamento
 Profundidade (z/Hd)
 Fator tempo (T)
 Δσ’v = variação de tensão efetiva vertical
 ue = excesso de poro-pressão ainda não
dissipado
 u0 = poro-pressão inicial
 Observar valores nas extremidades
drenadas
 Deformações ocorrem mais rapidamente
próximo às extremidades
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Exemplo:
T = 0,3; 40% de
adensamento no
centro da camada e
77% a 1/8 da
profundidade
Figura 10.5
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 Solução da equação de adensamento
 Recalque na superfície da camada é dado pela resultante
da somatória das deformações ao longo da profundidade
 Média dos graus de adensamento ao longo da
profundidade fornece o grau de adensamento médio, U
 U é denominado Porcentagem de Recalque

2
U  1  2
 e  M 2T

m 0 M

onde : M  2m  1 2 e T  cv  t H d


2

Recalque até o instante t


U (%)
Recalque total

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de Terzaghi
 Solução da equação de adensamento
 A magnitude de recalque depende da compressibilidade do
solo, mas a evolução com o tempo terá o formato da figura a
seguir:
Quando se atinge o recalque
máximo (final)?
Tempo = infinito!
T = 1,783 → U ≈ 99%

Em termos práticos seria?

T = 1 → U ≈ 93%

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Figura 10.6 GEOTECNIA II – Prof. MSc. Douglas M. A. Bittencourt 14
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de Terzaghi
 Solução da equação de adensamento

Tabela 10.1
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Teoria de Adensamento Unidimensional
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 Equações aproximadas:
 Fórmula de Taylor:
 4T
T U 2 U  , para U  0,6
4 
0 , 085 T

T  0.933 log(1  U )  0,085 U  1  10 0,933


, para U  0,6

 Fórmula de Brinch-Hansen
6 3
0,5U T
T 3 U  6 3 , para qualquer U
1U 6
T  0,5
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Teoria de Adensamento Unidimensional
de Terzaghi
 Drenagem por uma só
face:
 Solução é a mesma Considerar metade
 Considerar Hd = H do gráfico
 Tempo de recalque é quatro vezes
maior do que com duas
faces de drenagem
Duas faces de drenagem
Compriment ro de drenagem : H d  H 2
T  4  cv  t H 2
Uma face de drenagem
Compriment ro de drenagem : H d  H
T  cv  t H 2
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Exemplo de Aplicação da Teoria de
Adensamento
 Problema aula passada
 Carregamento de 40 kPa
→ recalque máximo
. = 54,3 cm
 Determinar como o
recalque se desenvolverá
ao longo do tempo
 Considerar k = 10-6 cm/s

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Exemplo de Aplicação da Teoria de
Adensamento
Cálculos iniciais:
Valor de av :
de e 1 1  e0 
av    
d '  '  ' H
1 1  2,4 
 0,543  0,005 m2 /kN
40 9,0

Valor de cv :
k 1  e0  10 8 1  2,4 
cv    6,8 10 7 m2 /s
av  w 0,005 10
cv  5,9 10  2 m2 /dia

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Exemplo de Aplicação da Teoria de
Adensamento
a) Que recalque terá ocorrido
em 100 dias?

cv  t 5,9 10 2 100


T 2
 2
 0,29
Hd 4,5
Da Tabela 10.1, para T  0,29 :
U  60%

Recalque após 100 dias :


100dias  0,60  54  32,4cm

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Exemplo de Aplicação da Teoria de
Adensamento
b) Em que tempo terá ocorrido
um recalque de 15 cm?

U  15 54  28%

Da Tabela 10.1, para U  0,28


T  0,0616

T  Hd 0,0616  4,52
2
t   21 dias
cv 5,9 10 2

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Exemplo de Aplicação da Teoria de
Adensamento
c) Quando o recalque for de
32,4 cm, qual será a pressão
neutra no centro da camada?
Da Figura 10.5, para T = 0,29,
No centro da camada: Uz = 0,38

Ou seja, quando U = 60%,


No centro da camada: Uz = 38%

Pressão neutra inicial = 40 kPa


Parcela dissipada: 0,38 x 40 = 15,2 kPa
Parcela não dissipada: 40 – 15,2 = 24,8 kPa
Pressão neutra antes do carregamento: 70 kPa
Pressão neutra aos 100 dias: 24,8 + 70 = 94,8 kPa
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Exemplo de Aplicação da Teoria de
Adensamento
d) Qual é o diagrama de pressões neutras e de tensões efetivas
quando tiver ocorrido 50% do recalque?
Para U = 0,50, tem-se na Tabela 10.1 T = 0,197
Com T = 0,197, observa-se na Fig. 10.5 a porcentagem
de dissipação de poro pressão ao longo da profundidade.

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Exemplo de Aplicação da Teoria de
Adensamento
e) Como o problema se alteraria se a camada abaixo da argila
mole fosse impermeável?
O recalque total será o mesmo!

As condições de drenagem só alteram o desenvolvimento dos recalques ao


longo do tempo.
Velocidade de recalque reduzida em 4 vezes!

Recalque após 100 dias :


cv  t 5,9 10  2 100
T 2
 2
 0,072
Hd 9,0
U  30,5%

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Exemplo de Aplicação da Teoria de
Adensamento
e) Como o problema se alteraria se a camada abaixo da argila
mole fosse impermeável?
Perfil de poro-pressões → utilizar a metade superior das isócronas

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