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UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA - UFOB

CENTRO MULTIDISCIPLINAR DE LUÍS EDUARDO MAGALHÃES

ALAN GOMES LIMA – Número de matrícula:


DANIEL PRADO – Número de matrícula:
LUIS FELIPE ARAÚJO – Número de matrícula: 151302020
PÂMELA SOUZA – Número de matrícula:
TAYANE PAULO – Número de matrícula:

DETERMINAÇÃO DO PH

LUÍS EDUARDO MAGALHÃES


2018
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ALAN GOMES LIMA


DANIEL PRADO
LUIS FELIPE ARAÚJO
PÂMELA SOUZA
TAYANE PAULO

DETERMINAÇÃO DO PH

Relatório apresentado a Universidade Federal


do Oeste da Bahia, como requisito parcial de
avaliação da disciplina de Bioquímica,
orientado pelo professor Dr. Bruno Motta.

Data de Entrega: 06/02/2018.

LUÍS EDUARDO MAGALHÃES


2018
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SUMÁRIO

Sumário
1. INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 3
2. MATERIAIS E MÉTODOS................................................................................. 4
1.1 Materiais e Reagentes Utilizados ................................................................. 5
1.1.1 Primeira Etapa ....................................................................................................... 5
1.1.2 Segunda Etapa ....................................................................................................... 5
1.1.3 Terceira Etapa ........................................................................................................ 5
1.2 Procedimentos Experimentais ...................................................................... 6
3. RESULTADOS E DISCUSSÕES ..................................................................... 7
4. CONCLUSÕES ................................................................................................... 8
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................ 8
6. AXEXOS ............................................................................................................. 10
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1. INTRODUÇÃO

Os ácidos e bases são importantes em inúmeros processos químicos que ocorrem em


nosso redor, desde processos industriais até processos biológicos, dede reações no laboratório
até aquelas em nosso ambiente, o tempo necessário para um objeto metálico imerso em água se
corroer, a habilidade do ambiente aquático dar suporte à vida de peixes e plantas, o destino de
poluentes removidos do ar pela chuva e até mesmo a velocidade de reações que mantêm nossa
vida, todos dependem de maneira crítica da acidez e basicidade das soluções. [1]

A escala de Ph é usada para descrever a acidez e a basicidade de uma solução.


Compreende-se como acido ou base forte aqueles que se ionizam ou se dissociam
completamente em solução aquosa, enquanto ácidos e bases fracas ionizam-se apenas
parcialmente. A medida do pH é um dos procedimentos mais importantes e usados com mais
frequência na bioquímica. O pH afeta a estrutura e a atividade de macromoléculas biológicas;
por exemplo, a atividade catalítica das enzimas é extremamente dependente do pH. As medidas
do pH do sangue e da urina são comumente usadas em diagnóstico médico. [1,3]

O produto iônico da água, 𝐾𝑎 , é a base para a escala de pH . É um meio conveniente de


designar a concentração de 𝐻 + (e, portanto, de 𝑂𝐻 − ) em qualquer solução aquosa no intervalo
1
de 1,0𝑀 𝐻 + 𝑒 1,0𝑀 𝑂𝐻 − . O termo pH é definido pela expressão: 𝑝𝐻 = log ([𝐻 +]) = −𝑙𝑜𝑔[𝐻 + ],

onde a concentração de 𝐻 + deve ser expressa em termos molares (M). [3]

Em uma solução aquosa o Ph pode ser medido por aproximação usando vários tipos de
indicadores coloridos, incluindo tornassol, fenolftaleína e vermelho de fenol. Essas substâncias
passam por uma mudança de cor quando um próton se dissocia da molécula. Determinações
precisas do pH em laboratórios químicos ou clínicos são feitas com um eletrodo de vidro que é
seletivamente sensível à concentração dos íons 𝐻 + mas insensível à concentração de 𝑁𝑎+ , 𝐾 +
e outros cátions. Em um pH-metro, o sinal do eletrodo de vidro colocado em uma solução de
teste é amplificado e comparado com o sinal gerado por uma solução de pH conhecido. [3]

As titulações são amplamente utilizadas em bioquímica para determinar ácidos, bases,


oxidantes, redutores, íons metálicos, proteínas e muitas outras espécies. As titulações são
baseadas em uma reação entre o analito e um reagente padrão conhecido como titulante. A
reação é de estequiometria conhecida e reprodutível. O volume, ou a massa, do titulante,
necessário para reagir essência e completamente como o analito. Em algumas titulações,
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conhecidas como titulações coulométricas, é obtida a quantidade de cargas necessárias para


consumir completamente o analito. [2]

Quanto maior a acidez de uma solução, mais baixo é o pH. Ácidos fracos se ionizam
parcialmente para liberar um íon hidrogênio, baixando, portanto, o pH de uma solução aquosa.
Bases fracas aceitam um íon hidrogênio, aumentando o pH. A extensão desses processos é
característica de cada ácido ou base fraca e é expressa como uma constante de dissociação ácida:
[𝐻 + ][𝐴− ]
𝐾𝑒𝑞 = [𝐻𝐴]
= 𝐾𝑎− . O pKa expressa, em uma escala logarítmica, a força relativa de um ácido
1
ou base fraca: 𝑝𝐾𝑎 = log (𝐾 ) = −𝑙𝑜𝑔𝐾𝑎 . Quanto mais forte o ácido, menor é o seu valor de
𝑎

pKa; quanto maior a base, maior é o valor do pKa. O pKa pode ser determinado
experimentalmente; é o pH no ponto central da curva de titulação para o ácido ou a base. [3]

Uma mistura de um ácido fraco (ou base) e seus sais resiste a mudanças de pH causadas
pela adição de H+ ou OH– . A mistura, portanto, funciona como tampão. O pH de uma solução
de um ácido ou base fraca e seus sais é dado pela equação de Henderson-Hasselbalch: equação:
[𝐴− ]
𝑝𝐻 = 𝑝𝐾𝑎 + log([𝐻𝐴]]. Em células e tecidos, tampões de fosfatos e bicarbonatos mantêm os

fluidos intracelulares e extracelulares em seu pH ótimo (fisiológico), que em geral é próximo de


7. [3]

2. MATERIAIS E MÉTODOS

Os experimentos foram desenvolvidos no laboratório de biologia do Centro


Multidisciplinar de Luis Eduardo Magalhães da Universidade Federal do Oeste da Bahia, o
trabalho foi dividido em três partes sendo a primeira voltada à determinação do pH ; a
segunda, preparo e demonstração do efeito tampão em soluções e a terceira parte foi de
avaliação do efeito tampão da saliva.
A prática laboratorial com princípios de avaliação do pH de soluções encaminhou-se
para a realização do primeiro relatório da competente curricular de Bioquímica, solicitado
pelo professor Dr. Bruno Mota.
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1.1 Materiais e Reagentes Utilizados

Para executar qualquer experimento relacionado ao preparo de soluções e


determinação de pH envolve-se geralmente a utilização de determinados equipamentos de
laboratório com finalidades específicas.
Para realizar a determinação foram utilizados os seguintes equipamentos:

1.1.1 Primeira Etapa

• 9 tubos de ensaio;

• Estante para Tubo;

• Água destilada;

• Tampão, pH 3,0 à12,0;

• Indicador universal;

1.1.2 Segunda Etapa

• 4 tubos de ensaio;

• Estante para Tubo;

• Solução tampão pH 7,0;

• Solução de NaOH 0,1M;

• Solução de HCl de 0,1M;

1.1.3 Terceira Etapa

• 2 tubos de ensaio;

• Copo descartável;

• Água pura;

• HCl 1M;
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1.2 Procedimentos Experimentais

Na primeira etapa ocorre o preparo de uma bateria de nove tubos de ensaio, cada um
com 9,0 ml de água destilada. Em ordem crescente adicionar a cada tubo soluções tampão
de pH 3,0 à 12,0. Em cada tubo adicionar também uma gota do indicador universal, fazer
homogeneização e organizar tabela com resultados.
A segunda etapa se dá inicio com o preparo de uma bateria de quatro tubos de ensaio.
A cada tubo adicionar uma gota do indicador universal. Aos tubos 1 e 3, adicionar 10,0 ml
de água destilada. Aos tubos 2 e 4, 9,0 ml de água destilada. Aos tubos 2 e 4, adicionar 1,0
ml de solução tampão pH 7,0.
Determinar o pH de cada solução de acordo com a primeira tabela.
Acrescentar 1 gota de NaOH 0,1M nos tubos 1 e 2, fazer homogeneização e aferir
resultados de acordo com a tabela 1.
Tendo o auxilio de uma pipeta, introduzir ar expirado por 15 segundos na solução do
tubo 1 e analisar resultado de acordo com a primeira tabela.
No tubo 2 expirar o ar por 1 minuto e determinar o pH de acordo com a tabela 1.
Aos tubos 3 e 4, adicionar duas gotas de HCl 0,1 M. Continuar a adição no tubo 4 até
atingir a coloração do tubo 3. Analisar os resultados.
A terceira e última fase consiste na avaliação doe feito tampão da saliva. Se teve
inicio com a adição de 5 ml de água destilada na boca polo próprio voluntário da equipe,
bocejou-se durante 10 à 15 minutos, a saliva foi recolhida em copo descartável e depois
transferida em 5ml para um tubo de ensaio.
Em um novo tubo foi adicionado 5 ml de água pura, com o auxilio de um phmetro
pôde ser medido o pH de ambos. foi adicionar 1ml de HCl 1M na solução de saliva, a mesma
quantidade em água pura e aferiu-se seu pH. Adicionou-se HCl gradualmente à solução da
saliva e observar sua modificação.
Para a avaliação do efeito tampão da saliva, primeiramente adicionou-se 5 mL de
água destilada na boca, e bocejou por cerca de 15 minutos, feito isto recolheu-se a saliva em
um copo descartável. Posteriormente transferiu 5 mL da saliva para um tubo de ensaio, em
outro tubo adicionou-se 5mL de água pura, logo após mediu-se o pH da água pura e da saliva.
Foi adicionado 1 mL de HCL 1M na solução de saliva, e logo após adicionou-se o
mesmo volume de acido na água pura, feito isso mediu-se o pH de ambos após a adição de
ácido.
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3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

A primeira fase que consiste na determinação do pH para tomar como base seus
parâmetros exigia uma bateria de nove tubos de ensaio, más somente foi possível preparar
seis tubos, e em ordem crescente foi adicionado individualmente solução tampão com pH
2,0; 4,0; 7,0; 9,0; 10,0; 11,0. (tabela1; anexo). As soluções tinham saído da câmera fria
recentemente e estavam resfriadas, suas datas de validade estavam fora do prazo e tais
fatorem podem certamente contribuir para resultados não tão aceitáveis.
O indicador universal expressa sua coloração rosa escuro em soluções mais básicas,
quando a solução apresenta pH próximo se sete ela já tende a um ton mais claro da cor rosa,
em soluções com valores mais baixos de pH acaba não sendo possível identificar coloração,
e aparenta semelhança à transparência da água. Isso foi o que ocorreu experimentalmente,
os tubos com tampões 2,0; 4,0 e 7,0 tiveram coloração transparente, o tubo com tampão pH
9,0 coloração levemente rosa, o tubo com tampão pH 10,0 um tom de rosa moderado, e o
tubo com tampão pH 11,0 teve coloração muito rosa. (imagem 1; anexo)
Na segunda fase foi possível preparar uma bateria com quatro tubos. A cada tubo foi
adicionado uma gota do indicador universal. Aos tubos 1 e 3, adicionado 10,0 ml de água
destilada. Aos tubos 2 e 4, 9,0 ml de água destilada. Aos tubos 2 e 4, adicionado 1,0 ml de
solução tampão pH 7,0.
O pH de cada solução pôde ser obtido através dos parâmetros da primeira tabela.
(tabela 2;anexo)
Foi adicionado 1 gota de NaOH 0,1M nos tubos 1 e 2, feita a homogeneização aferiu-
se os resultados de acordo com a tabela 1. Depois da adição a solução contendo tam pão pH
7,0 ficou com pH 2,0 e solução que não continha tampão ficou com pH 10,0. (tabela 2;anexo)
Expirando o ar no tubo 1 por 15 segundos houve uma variação para pH 4,0, expirando
por 60 segundos no tubo 2 houve uma redução para pH 2,0. Comprovando que o aumento
dos níveis de dióxido de carbono em soluções provoca o aumento da acidez, quanto mais
baixo o valor do pH mais ácida a solução.
Na parte experimental de analise do efeito tampão da saliva, analisamos através do
pHmetro que o pH da agua pura ficou em torno de 5.93, já o pH da saliva ficou em torno de
6.9 comprovando o que é descrito na literatura onde diz que o pH de uma saliva saudável
deve apresentar um pH entre 6.8 e 7.2. .
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Ao adicionar acido à solução que continha a saliva foi possível observar a presença
de um sistema tampão existente na secreção biológica, que reduz a variação significativa de
pH local, e assim reduz um dos principais fatores que desencadeiam o desenvolvimento do
processo de cárie dental.

4. CONCLUSÕES

Na determinação do pH de soluções deve-se tomar alguns cuidados experimentais


para garantir resultados confiáveis. Deve-se calibrar corretamente o pHmetro, para isso a
solução tampão utilizada deve estar dentro do prazo de validade e na temperatura ideal. Soluções
contendo tampão foram resistentes à variações de pH, justamente por sua região na curva de
tamponamento ser mais extensa, isso a depender do tampão utilizado. Concentrações mais
elevadas de CO2 proporcionam aumento da acidez nas soluções.

Através da aula experimental proposta, foi possível conhecer como funciona a ação de
um sistema tampão proveniente de uma amostra biológica, demonstrando a importância de se
conhecer esse fator determinante para toda a vida celular, e funcionamento de todos os seres
vivos.

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] BROWN, Theodore; Lemay, H. Eugene; BURSTEN, Bruce E. Química: a ciência central.
9° edição Prencice-Hall, 2005.
9

[2] Skoog, West, Holler, Crouch. Fundamentos da Química Analítica. Tradução da 8° edição
Norte Americana.

[3] NELSON, David L. Princípios de bioquímica de Lehninger [recurso eletrônico] / David


L. Nelson, Michael M. Cox ; [tradução: Ana Beatriz Gorini da Veiga ... et al.] ; revisão técnica:
Carlos Termignoni ... [et al.]. – 6. ed. – Dados eletrônicos. – Porto Alegre: Artmed, 2014.
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6. AXEXOS

Imagem 1

Tubo Água destilada ml Tampão Gotas do indicador Resultado


pH ml Universal
1 9,0 2,0 1,0 3 Transparente
2 9,0 4,0 1,0 3 Transparente
3 9,0 7,0 1,0 3 Transparente
4 9,0 9,0 1,0 3 Levemente rosa
5 9,0 10,0 1,0 3 Rosa mais evidente
6 9,0 11,0 1,0 3 Muito rosa
Tabela 1

Tubo Ind. Água Tampão Result. NaOH Result. Ar Result. HCl Result.
Univ. dest. pH ml gotas expirado gotas
gotas ml segundos
1 3 10,0 - - 2,0 1 10,0 15 4,0 -
2 3 9,0 7,0 1,0 7,0 1 2,0 60 2,0 -
3 3 10,0 - - 2,0 - 2
4 3 9,0 7,0 1,0 7,0 - 2
Tabela 2