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TRF-3 TURMA DE RETA FINAL RODADA 01 Conteúdo Demonstrativo

TRF-3

TURMA DE RETA FINAL

TRF-3 TURMA DE RETA FINAL RODADA 01 Conteúdo Demonstrativo

RODADA

01

Conteúdo Demonstrativo

Sumário CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DA RODADA 3 1. PROCESSO CIVIL 4 1.1 DOUTRINA 6 1.2 LEGISLAÇÃO

Sumário

Sumário CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DA RODADA 3 1. PROCESSO CIVIL 4 1.1 DOUTRINA 6 1.2 LEGISLAÇÃO 38
Sumário CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DA RODADA 3 1. PROCESSO CIVIL 4 1.1 DOUTRINA 6 1.2 LEGISLAÇÃO 38

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DA RODADA 3

1. PROCESSO CIVIL

4

1.1 DOUTRINA

6

1.2 LEGISLAÇÃO 38

1.3 JURISPRUDÊNCIA 43

2. DIREITO PENAL

45

2.1 DOUTRINA

47

2.2 LEGISLAÇÃO 92

2.3 JURISPRUDÊNCIA 103

3. QUESTÕES

107

3.1 PROCESSO CIVIL

108

3.1.2

GABARITO

110

3.2 DIREITO PENAL 111

113

3.2.2 QUESTÕES EXTRAS 114

3.2.1 GABARITO

3.2.3 GABARITO

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Observação: Nesta rodada demonstrativa não teremos a disciplina Direito Constitucional (trabalhada, exclusivamente, com os alunos da turma de reta nal).

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os alunos da turma de reta nal). @ concursos@mege.com.br /cursomege @cursomege 9 9 . 9 8

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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DA RODADA (Conforme Edital Mege) DIREITO PROCESSUAL CIVIL Tutela Provisória (ponto 6). DIREITO
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DA RODADA (Conforme Edital Mege) DIREITO PROCESSUAL CIVIL Tutela Provisória (ponto 6). DIREITO
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DA RODADA (Conforme Edital Mege) DIREITO PROCESSUAL CIVIL Tutela Provisória (ponto 6). DIREITO

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DA RODADA

(Conforme Edital Mege)

DIREITO PROCESSUAL CIVIL

DIREITO PROCESSUAL CIVIL

Tutela Provisória (ponto 6).

DIREITO PENAL

DIREITO PENAL

Teoria Geral das Penas (ponto 6); Crimes contra a Ordem Tributária (ponto 10).

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a Ordem Tributária (ponto 10). @ concursos@mege.com.br /cursomege @cursomege 9 9 . 9 8 2 6

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PROCESSO CIVIL

Tutela Provisória (ponto 6).

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Apresentação As úl mas provas do TRF3 sobre Processo Civil foram baseadas na legislação (lei

Apresentação

Apresentação As úl mas provas do TRF3 sobre Processo Civil foram baseadas na legislação (lei seca)
Apresentação As úl mas provas do TRF3 sobre Processo Civil foram baseadas na legislação (lei seca)

As úl mas provas do TRF3 sobre Processo Civil foram baseadas na legislação (lei seca) e doutrina, poucas questões sobre jurisprudência. O que tende a se manter, devido ao novo CPC que ainda não tem tanta controvérsia jurisprudencial como nha o CPC/73. Temas recorrentes:

processo de execução, execução fiscal, embargos à execução, competência, intervenção de terceiros. Nos concursos para carreira da Magistratura Federal, cujas provas foram aplicadas após a vigência do NCPC, verificamos a presença dos seguintes temas: negócios processuais, tutela provisória, provas, da sentença e coisa julgada, sistema de precedentes, ações cole vas e de improbidade e juizado especial federal. Nessa rodada trataremos do tema: Tutela Provisória.

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do tema: Tutela Provisória. @ concursos@mege.com.br /cursomege @cursomege 9 9 . 9 8 2 6 2

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1.1 DOUTRINA TUTELAS PROVISÓRIAS INTRODUÇÃO Tutela Defini va: Há cognição exauriente. Pode ser sa sfa

1.1 DOUTRINA

TUTELAS PROVISÓRIAS

INTRODUÇÃO

1.1 DOUTRINA TUTELAS PROVISÓRIAS INTRODUÇÃO Tutela Defini va: Há cognição exauriente. Pode ser sa sfa va

Tutela Defini va: Há cognição exauriente. Pode ser sa sfa va ou cautelar. A tutela defini va sa sfa va é aquela que visa cer ficar e/ou efe var direito material. A tutela defini va cautelar tem cunho assecuratório, com o fim de conservar o direito afirmado.

Tutela Provisória: Há cognição sumária. O juízo que se faz é de probabilidade. Não é defini va porque pode ser revogada ou modificada a qualquer tempo.

Qualquer tutela defini va pode ser concedida provisoriamente. As espécies de tutela defini va

Além disso, a tutela

são, por isso, as espécies de tutela provisória: sa sfa va ou cautelar. provisória pode ser de urgência ou de evidência.

Ÿ Urgência: há periculum in mora. Além disso, tutela de urgência antecedente ou incidental pode ser cautelar ou antecipada: ela será cautelar quanto for conserva va (confere eficácia imediata ao direito à cautela); ela será antecipada quando for sa sfa va (adianta-se a sa sfação do direito).

Ÿ Evidência: não se exige periculum in mora.

· Tutela cautelar de urgência (conserva va)

· Tutela antecipada Urgência (sa sfa va)

· Tutela antecipada Evidência (sa sfa va)

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va) · Tutela antecipada Evidência (sa sfa va) 6 @ concursos@mege.com.br /cursomege @cursomege 9 9 .

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Evidência (sa sfa va) 6 @ concursos@mege.com.br /cursomege @cursomege 9 9 . 9 8 2 6

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Evidência (sa sfa va) 6 @ concursos@mege.com.br /cursomege @cursomege 9 9 . 9 8 2 6

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Evidência (sa sfa va) 6 @ concursos@mege.com.br /cursomege @cursomege 9 9 . 9 8 2 6

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ATENÇÃO! ð CPC/2015 ex nguiu o processo cautelar autônomo e com os procedimentos cautelares específicos.
ATENÇÃO! ð CPC/2015 ex nguiu o processo cautelar autônomo e com os procedimentos cautelares específicos.

ATENÇÃO!

ð CPC/2015 ex nguiu o processo cautelar autônomo e com os procedimentos cautelares específicos. Ex.:
ð CPC/2015 ex nguiu o processo cautelar autônomo e com os procedimentos cautelares
específicos. Ex.: arresto, sequestro, busca e apreensão etc. Hoje, apesar de não haver um
procedimento específico para esses pedidos, é possível ainda falar em “arresto, sequestro
etc.”, porque isso faz referência ao pedido, conforme disposto no ar go 301, do CPC/2015.
ao pedido, conforme disposto no ar go 301, do CPC/2015. ð Com o NCPC, não se
ð Com o NCPC, não se u lizará mais medida cautelar para atribuir efeito suspensivo
ð Com o NCPC, não se u lizará mais medida cautelar para atribuir efeito suspensivo aos
recursos especiais e extraordinários, nos termos do ar go 1.029, §5º, do CPC/2015.

COMPETÊNCIA PARA AS TUTELAS PROVISÓRIAS

7

As regras de competência para as tutelas provisórias estão previstas no art. 299 do NCPC:

Ÿ Tutela provisória incidental: será requerida ao juízo da causa;

Ÿ Tutela provisória antecedente: será requerida ao juízo competente para conhecer o pedido principal;

Ÿ Recursos e ações de competência originária de Tribunal: será requerida ao órgão jurisdicional competente para apreciar o mérito.

IMPORTANTE!

O juízo incompetente poderá determinar a providência urgente, necessária para afastar o risco imediato, determinando em seguida a remessa dos autos ao juízo competente, a quem caberá dar prosseguimento ao processo, podendo inclusive revogar a decisão anterior.

Regras especiais sobre competência:

Ÿ Incidente de impedimento ou suspeição.

O incidente de impedimento/suspeição pode ser instaurado em qualquer momento do processo, no prazo de 15 dias a contar conhecimento do fato. Pode ser recebido com ou sem efeito suspensivo (no ACPC esse incidente sempre nha efeito suspensivo). (i) Enquanto não é

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suspensivo). (i) Enquanto não é @ concursos@mege.com.br /cursomege @cursomege 9 9 . 9 8 2 6

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suspensivo). (i) Enquanto não é @ concursos@mege.com.br /cursomege @cursomege 9 9 . 9 8 2 6

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declarado o efeito em que o incidente é recebido ou (ii) se for recebido no
declarado o efeito em que o incidente é recebido ou (ii) se for recebido no

declarado o efeito em que o incidente é recebido ou (ii) se for recebido no efeito suspensivo, a tutela será requerida perante o subs tuto legal.

Art. 146. No prazo de 15 (quinze) dias, a contar do conhecimento do fato, a parte alegará o impedimento ou a suspeição, em pe ção específica dirigida ao juiz do processo, na qual indicará o fundamento da recusa, podendo instruí-la com documentos em que se fundar a alegação e com rol de testemunhas.

§ 3º Enquanto não for declarado o efeito em que é recebido o incidente ou quando

este for recebido com efeito suspensivo, a tutela de urgência será requerida ao subs tuto legal.

· Incidente de Resolução de Demandas Repe vas

Art. 982. Admi do o incidente, o relator:

I - suspenderá os processos pendentes, individuais ou cole vos, que tramitam no Estado ou na região, conforme o caso;

II - poderá requisitar informações a órgãos em cujo juízo tramita processo no qual se discute o objeto do incidente, que as prestarão no prazo de 15 (quinze) dias;

III - in mará o Ministério Público para, querendo, manifestar-se no prazo de 15

(quinze) dias.

§ 1º A suspensão será comunicada aos órgãos jurisdicionais competentes.

§ 2º Durante a suspensão, o pedido de tutela de urgência deverá ser dirigido ao juízo onde tramita o processo suspenso.

· Decisão do juízo incompetente.

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Em se tratando de tutela provisória, a decisão proferida por juízo incompetente conserva os seus efeitos até que outra seja proferida pelo juízo competente, se for o caso. Obs.:

Essa solução não era prevista no CPC/1973, mas já era adotada pela jurisprudência.

Art. 64, § 4º, CPC/2015: Salvo decisão judicial em sen do contrário, conservar-se-ão

os

efeitos de decisão proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida,

se

for o caso, pelo juízo competente.

TUTELA PROVISÓRIA E AGRAVO DE INSTRUMENTO

Estando pendente de julgamento o agravo de instrumento, mesmo que em sede recursal, esse recurso perderá o objeto com o advento da sentença.

Mais interessante é a questão de concessão da tutela provisória por meio de julgamento de agravo de instrumento e subsequente prolação de sentença de improcedência do pedido.

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de improcedência do pedido. @ concursos@mege.com.br /cursomege @cursomege 9 9 . 9 8 2 6 2

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O Superior Tribunal de Jus ça entende que nesse caso deve prevalecer a espécie de
O Superior Tribunal de Jus ça entende que nesse caso deve prevalecer a espécie de

O Superior Tribunal de Jus ça entende que nesse caso deve prevalecer a espécie de cognição e não o grau hierárquico, ou seja, mais vale a certeza de um juízo de primeiro grau do que a probabilidade de um tribunal.

Espécies:

TUTELA DE URGÊNCIA

As espécies de tutela de urgência são duas:

Tutela Cautelar

 

Tutela Antecipada

 

Conserva va: assegura o direito, permi ndo a sa sfação futura.

Sa sfa va: antecipação da realização do direito buscado pela parte.

Ex. de cautelar: Arresto. Ingressa-se com a ação de improbidade em face de Prefeito que desviou recursos da União. Para evitar que o devedor dilapide seu patrimônio pode-se expedir o mandado de arresto. Com isso, pretende-se que, no futuro, ainda exista patrimônio para pagar a eventual condenação.

Ex.

de

tutela

antecipada:

Pedido

de

medicamento, realização de cirurgia, etc.

OBSERVAÇÃO!

OBSERVAÇÃO!

Exceção à regra da oi va prévia das partes. Art. 9º, NCPC: Não se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela seja previamente ouvida. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica: I - à tutela provisória de urgência.

ð O que significa “liminar”?

9

A origem da palavra liminar é da expressão “in limini li s”, ou seja, algo concedido antes de ouvir o réu, no início da lide.

Relacionam-se, pois, com o momento do processo em que são concedidas as tutelas provisórias. Assim, as liminares se referem à concessão de tutelas provisórias no início do processo. Segundo a doutrina são liminares as tutelas provisórias concedidas até a fase postulatória/resposta do réu. Corroborando com este entendimento o art. 300, § 2º do NCPC, prevê que a tutela de urgência pode ser concedida liminarmente ou após jus ficação prévia. O mesmo se diga do art. 311, parágrafo único do NCPC, que prevê ser possível a concessão liminar da tutela da evidência prevista nos incisos II e III do art. 311 do mesmo diploma legal.

Dessa forma, é possível encontrar liminares antecipatórias de tutela, cautelares e de evidência. Entretanto, estas não se confundem com o conceito de liminares, que se refere ao momento processual de concessão das respec vas tutelas provisórias.

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respec vas tutelas provisórias. @ concursos@mege.com.br /cursomege @cursomege 9 9 . 9 8 2 6 2

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OBSERVAÇÃO! Alguns doutrinadores dizem que além deste significado (momento do processo em que são concedidas
OBSERVAÇÃO! Alguns doutrinadores dizem que além deste significado (momento do processo em que são concedidas

OBSERVAÇÃO!

Alguns doutrinadores dizem que além deste significado (momento do processo em que são concedidas as
Alguns doutrinadores dizem que além deste significado (momento do processo em que são
concedidas as tutelas provisórias) as liminares, em momento anterior à adoção da tutela
antecipada pelo nosso sistema processual, eram consideradas uma espécie de tutela de urgência,
sendo a única forma prevista em lei para a obtenção de uma tutela de urgência sa sfa va. Nesses
termos, sempre que prevista expressamente um determinado procedimento, o termo “liminar”
assumeacondiçãodeespéciedetuteladeurgênciasa sfa vaespecífica.

ð Fungibilidade:

CPC/2015 manteve a orientação do revogado quanto à fungibilidade das tutelas de urgência, conserva vas e sa sfa vas, no parágrafo único do art. 305, ao disciplinar, expressamente, que se o juiz entender que o pedido de tutela cautelar requerida em caráter antecedente tem, na verdade, natureza sa sfa va, deverá observar o disposto no art. 303, que trata da tutela sa sfa va antecedente.

OBSERVAÇÃO!

OBSERVAÇÃO!

Alexandre Câmara prefere não u lizar a expressão fungibilidade nessa temá ca. Ele fala em conver bilidade”. Segundo ele, não seria o simples aproveitamento de uma pela outra, mas sim a verdadeira conversão de uma em outra.

ð Cabe tutela de urgência contra o Poder Público?

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Na Jus ça Federal em um dos polos da ação diuturnamente estará presente a Fazenda Pública. Por conta dos Princípios Administra vos (Supremacia do Poder Público e dos Privilégios da Fazenda Pública) a concessão de Tutela Provisória em face dela encontra regramento próprio na legislação especial, qual seja, a Lei 8437/92, os arts. 1º e 2º-B da Lei 9494/97, o art. 7º, §§2º e 5º da Lei 12016/2009 e o art. 29-B da Lei 8036/90.

Tais hipóteses geraram controvérsias na doutrina e jurisprudência quanto à sua cons tucionalidade. No entanto, o Supremo Tribunal Federal julgou procedente a ADC nº 04 declarando a cons tucionalidade do art. 1º da Lei 9494/97, consolidando o entendimento de que tais restrições são hígidas, mas devem ser interpretadas estritamente, sendo possível a concessão de tutela de urgência nas hipóteses não pificadas nos ar gos a seguir:

Art. 1° Não será cabível medida liminar contra atos do Poder Público, no procedimento cautelar ou em quaisquer outras ações de natureza cautelar ou preven va, toda vez que providência semelhante não puder ser concedida em ações de mandado de segurança, em virtude de vedação legal.

§ 1º Não será cabível, no juízo de primeiro grau, medida cautelar inominada ou a sua

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liminar, quando impugnado ato de autoridade sujeita, na via de mandado de segurança, à competência
liminar, quando impugnado ato de autoridade sujeita, na via de mandado de segurança, à competência

liminar, quando impugnado ato de autoridade sujeita, na via de mandado de segurança, à competência originária de tribunal.

§ 2º O disposto no parágrafo anterior não se aplica aos processos de ação popular e de ação civil pública.

§ 3º Não será cabível medida liminar que esgote, no todo ou em qualquer parte, o objeto da ação.

§ 4º Nos casos em que cabível medida liminar, sem prejuízo da comunicação ao

dirigente do órgão ou en dade, o respec vo representante judicial dela será imediatamente in mado. (Incluído pela Medida Provisória nº 2,180-35, de 2001)

§ 5º Não será cabível medida liminar que defira compensação de créditos tributários ou previdenciários. (Incluído pela Medida Provisória nº 2,180-35, de 2001)

Art. 2º No mandado de segurança cole vo e na ação civil pública, a liminar será concedida, quando cabível, após a audiência do representante judicial da pessoa jurídica de direito público, que deverá se pronunciar no prazo de setenta e duas horas.

A Lei 12.016/09 também estabelece vedação:

Art. 7º. ( )

§ 2o Não será concedida medida liminar que tenha por objeto a compensação de

créditos tributários, a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior, a reclassificação ou equiparação de servidores públicos e a concessão de aumento ou a extensão de vantagens ou pagamento de qualquer natureza.

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Além das hipóteses acima, a Lei nº 8036/90, traz mais uma vedação à concessão de tutela de urgência cautelar ou sa sfa va:

Art. 29-B. Não será cabível medida liminar em mandado de segurança, no procedimento cautelar ou em quaisquer outras ações de natureza cautelar ou preven va, nem a tutela antecipada prevista nos arts. 273 e 461 do Código de Processo Civil que impliquem saque ou movimentação da conta vinculada do trabalhador no FGTS.

A Lei 2.770/56 veda a concessão de tutela provisória para a liberação de mercadoria que

foi apreendida provindo do exterior. Neste sen do, vide STJ:

3. Embora o Supremo Tribunal Federal (STF) venha sinalizando pela necessidade de conferir interpretação conforme às normas que vedem genericamente a concessão de tutela antecipada, não existe pronunciamento específico acerca do art. 1º da Lei n. 2.770/56, que permanece vigente e, portanto, deve ser aplicada, sob pena de desrespeito à Súmula Vinculante n. 10.

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4. Na espécie, trata-se de mercadorias provenientes do exterior apreendidas pelo Fisco em razão da
4. Na espécie, trata-se de mercadorias provenientes do exterior apreendidas pelo Fisco em razão da

4. Na espécie, trata-se de mercadorias provenientes do exterior apreendidas pelo

Fisco em razão da suspeita de subfaturamento, com possível aplicação da pena de perdimento. Plenamente incidente, pois, o art. 1º da Lei n. 2.770/56. Precedentes.

5. O art. 273, § 2º, do CPC veda a concessão de tutela em situações nas quais haja

perigo de irreversibilidade do provimento judicial. Frise-se que o desembaraço antecipado das mercadorias (kits de cartas de baralho), considerando ser possível a venda a varejo, pode impedir eventual cominação do perdimento.

6. Recurso especial parcialmente provido.

(REsp 1184720/DF, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 05/08/2010, DJe 01/09/2010)

O mesmo CTN traz uma regra que proíbe a medida liminar (qualquer uma), nos termos

do ar go 170-A, CTN, que veda a concessão de liminar para a compensação tributária.

Súmula 212, STJ: A compensação de créditos tributários não pode ser deferida por medida liminar.

Por fim, ressalta-se que os meios de impugnação são: i) a interposição de agravo de instrumento (ar go 1015, I, CPC); ii) ajuizamento de reclamação; iii) pedido de suspensão para o Presidente do respec vo Tribunal competente para conhecer o recurso.

O Enunciado 35 do Fórum Permanente de Processualistas Civis reza: “as vedações à concessão

de tutela antecipada contra a Fazenda Pública não se aplicam aos casos de tutela de evidência”.

ð Responsabilidade Obje va

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A aplicação da teoria do risco-proveito às duas espécies de tutela de urgência é

atualmente indubitável em razão do art. 302 do Novo CPC.

De acordo com o art. 302 do Novo CPC, o beneficiado pela concessão e efe vação da tutela de urgência – cautelar e antecipada – poderá ser responsabilizado pelos danos suportados pela parte adversa caso se verifique no caso concreto uma das hipóteses previstas pelo disposi vo legal. Para a efe vidade da responsabilidade, apesar de ser obje vo, a parte contrária deve efe vamente ter suportado um dano em razão da efe vação da tutela cautelar.

Hipóteses legais de responsabilidade obje va

1) Sentença desfavorável (art. 302, I, do Novo CPC)

2) Obtenção da liminar da tutela em caráter antecedente e não fornecimento de meios necessários para a citação do requerido no prazo de 5 dias (art. 302, II, do Novo CPC

3) Cessação da eficácia em qualquer hipótese legal (art. 302, III, do Novo CPC)

4) Sentença de prescrição e decadência (art.302, IV, do Novo CPC)

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OBSERVAÇÃO! Na Jus ça Federal, tanto STJ, STF e TNU pacificaram o entendimento de que
OBSERVAÇÃO! Na Jus ça Federal, tanto STJ, STF e TNU pacificaram o entendimento de que

OBSERVAÇÃO!

OBSERVAÇÃO!

Na Jus ça Federal, tanto STJ, STF e TNU pacificaram o entendimento de que o bene cio previdenciário recebido por força de tutela antecipada deve ser devolvido. Fundamentos:

cognição sumária, reversibilidade da medida, evitar o enriquecimento ilícito, ar go 115, II, da lei nº. 8.213/91 prevê a repe ção.

Liquidação e execução

Ocorrida uma das hipóteses do art. 302 do Novo CPC no caso concreto, o requerido poderá cobrar do beneficiário da tutela provisória todos os danos suportados em razão da sua efe vação. Será liquidada nos autos em que a medida ver sido concedida, dispensando-se o processo autônomo de liquidação. A liquidação servirá, como todas as outras, para a fixação do quantum debeatur.

ð Audiência de jus ficação

A prolação de uma decisão com maior segurança por meio da oi va de testemunhas do requerente da tutela, poderá, antes de analisar o pedido, determinar a realização de uma audiência prévia de jus ficação.

Nesses casos, sempre antes da integração do réu ao processo, o juiz poderá tentar sanar dúvidas que tenha a respeito da tutela de urgência por meio da oi va de testemunhas do autor.

REQUISITOS DAS TUTELAS DE URGÊNCIA:

Os requisitos estão previstos no ar go 300, do CPC/2015:

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1. Fumus bonis iuris: elementos que evidenciem a probabilidade do direito.

2. Periculum in mora: perigo de dano ou o risco ao resultado ú l do processo.

OBSERVAÇÃO!

OBSERVAÇÃO!

Enunciado 143, FPPC. (art. 300, caput) “A redação do art. 300, caput, superou a dis nção entre os requisitos da concessão para a tutela cautelar e para a tutela sa sfa va de urgência, erigindo a probabilidade e o perigo na demora a requisitos comuns para a prestação de ambas as tutelas de forma antecipada.” (Grupo: Tutela Antecipada)

Fumus boni iuris O magistrado precisa avaliar se há elementos que evidenciem a probabilidade de ter acontecido o que foi narrado e quais as chances de êxito do demandante. Ou seja,faz-seumjuízodeprobabilidadeenãodecerteza,razãopelaqualacogniçãoésumária.

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. @ concursos@mege.com.br /cursomege @cursomege 9 9 . 9 8 2 6 2 - 2 2

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São necessários: Ÿ Verossimilhança fá ca : há um considerável grau de plausibilidade em torno

São necessários:

São necessários: Ÿ Verossimilhança fá ca : há um considerável grau de plausibilidade em torno da

Ÿ Verossimilhança fá ca: há um considerável grau de plausibilidade em torno da narra va dos fatos trazida pelo autor, independentemente da produção de prova.

Ÿ Plausibilidade jurídica: verificação de que é provável a subsunção dos fatos à norma invocada, conduzindo aos efeitos pretendidos.

Periculum in mora: Consiste no perigo de dano ou risco ao resultado ú l do processo se houver demora na prestação jurisdicional.

O que jus fica a tutela de urgência é aquele perigo de dano: (i) concreto, (ii) atual, ou seja, que está na iminência de ocorrer e (iii) grave, vale dizer, que seja de grande ou média intensidade e tenhaap dãoparaprejudicarouimpedirafruiçãododireito.Alémdisso,odanodeveserirreparável (=consequênciasirreversíveis)oudedi cilreparação(=provavelmentenãoseráressarcido).

Sucede que o receio que jus fica a tutela provisória nem sempre se refere a um dano. Esse temor pode dizer respeito a um ato contrário ao direito (ilícito). Isso depende do po de tutela defini va cujos efeitos se buscam antecipar:

a) inibitória (= tem por fim evitar a ocorrência de ato contrário ao direito ou impedir sua con nuação),

b) reintegratória (= tem por fim a remoção de ilícito já pra cado, visando impedir sua repe ção ou con nuação) ou

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c) ressarcitória (= pressupõe um dano já consumado, que deve ser reparado).

Nos dois primeiros casos, é irrelevante a demonstração de culpa ou de dano – a demonstração deve restringir-se à probabilidade de come mento do ilícito.

Enfim, é importante frisar que o periculum in mora da cautelar e da tutela antecipada são diferentes, o que decorre da própria natureza desses ins tutos (dis nção ontológica).

· O periculum in mora da tutela cautelar é o risco ou perigo iminente à efe vidade do processo (perigo de infrutuosidade).

· O periculum in mora da tutela antecipada é o risco ou perigo iminente ao próprio direito material (perigo de morosidade ou de retardamento).

Reversibilidade: Além disso, em realidade, existe um requisito próprio e específico da tutela antecipada é a ausência do perigo de irreversibilidade dos efeitos da decisão (cf. art. 300, § 3º, do NCPCacimatranscrito).Trata-sedeumrequisitonega vo.Essairreversibilidadeébasicamenteuma

irreversibilidade fá ca.

Exemplo: Juiz Federal concede uma tutela antecipada para demolir um

prédiosituadoemáreapúblicafederal.Nestecaso,háumairreversibilidadefá ca.

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  ATENÇÃO!   Quando houver irreversibilidade na concessão e no indeferimento o juiz deverá realizar
  ATENÇÃO!   Quando houver irreversibilidade na concessão e no indeferimento o juiz deverá realizar
 

ATENÇÃO!

ATENÇÃO!
 

Quando houver irreversibilidade na concessão e no indeferimento o juiz deverá realizar uma

ponderação dos bens em questão, a par r da proporcionalidade.

Vide: Enunciado 419, FPP.

(art. 300, § 3º) Não é absoluta a regra que proíbe tutela provisória com efeitos irreversíveis. (Grupo: Tutela de urgência e tutela de evidência)

Exigência de Caução: Para a concessão da tutela de urgência, O JUIZ PODE EXIGIR caução real ou fidejussória (art. 300, § 1º,CPC/2015). A reversão da tutela antecipada gera a responsabilidade obje va (art. 302, do CPC/2015) do requerente, caso em que poderá ser executada essa caução.

Independentemente da reparação por dano processual, a parte responde

pelo prejuízo que a efe vação da tutela de urgência causar à parte adversa, se:

I - a sentença lhe for desfavorável;

II - ob da liminarmente a tutela em caráter antecedente, não fornecer os meios necessários para a citação do requerido no prazo de 5 (cinco) dias;

III - ocorrer a cessação da eficácia da medida em qualquer hipótese legal;

IV - o juiz acolher a alegação de decadência ou prescrição da pretensão do autor.

Art. 302.

Parágrafo único. A indenização será liquidada nos autos em que a medida ver sido concedida, sempre que possível.

OBSERVAÇÃO!

Enunciado 498 do FPPC: (art. 297, parágrafo único; art. 300, §1º; art. 521) A possibilidade
Enunciado 498 do FPPC: (art. 297, parágrafo único; art. 300, §1º; art. 521) A possibilidade de
dispensa de caução para a concessão de tutela provisória de urgência, prevista no art. 300,
§1º, deve ser avaliada à luz das hipóteses do art. 521.

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Art. 521. A caução prevista no inciso IV do art. 520 poderá ser dispensada nos casos em

que:

I - o crédito for de natureza alimentar, independentemente de sua origem;

II - o credor demonstrar situação de necessidade;

III – pender o agravo do art. 1.042; (Redação dada pela Lei nº 13.256, de 2016)

IV - a sentença a ser provisoriamente cumprida es ver em consonância com súmula da

jurisprudência do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Jus ça ou em conformidade com acórdão proferido no julgamento de casos repe vos.

Parágrafo único. A exigência de caução será man da quando da dispensa possa resultar manifesto risco de grave dano de di cil ou incerta reparação.

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Requerimento da Tutela de Urgência Observe-se que o requerimento da tutela de urgência pode ser

Requerimento da Tutela de Urgência

Requerimento da Tutela de Urgência Observe-se que o requerimento da tutela de urgência pode ser formulado

Observe-se que o requerimento da tutela de urgência pode ser formulado pelo autor, pelo réu (em ações dúplices ou na reconvenção), pelo Ministério Público (parte ou assistente de incapazes, mas não como fiscal da ordem jurídica, segundo Fredie Didier), pelo subs tuto processual e por terceiros intervenientes. Até mesmo o assistente simples pode fazê-lo, condicionando-se, entretanto, à vontade do assis do. Para Fredie, o réu também pode requerer

a antecipação dos efeitos da tutela (declaratória nega va do direito do autor) em contestação de demanda não dúplice.

NOVIDADE: a tutela antecipada pode ser requerida de duas formas:

• Requerimento incidental;

• Requerimento em caráter antecedente.

Tutela antecipada pode ser concedida ex officio?

Em regra, não é possível ser concedida ex officio, seja de forma incidente ou antecedente. Mas, há uma lei que prevê expressamente tutela antecipada de o cio:

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Lei 12153/09 - Juizados Especiais da Fazenda Pública no âmbito dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios.

Art. 3º O juiz poderá, de o cio ou a requerimento das partes, deferir quaisquer

providências cautelares e antecipatórias no curso do processo, para evitar dano de

di cil ou de incerta reparação.

ATENÇÃO!

ATENÇÃO!

Nos Juizados Especiais Federais cabe a aplicação da tutela antecipada de o cio pelo juiz, inclusive em sentença.

Do procedimento da tutela cautelar requerida em caráter antecedente (art. 305 a 310 do NCPC)

Algunsautoresentendemqueoprocedimentopodeserdivididoemduasfasesdis ntas:

Na fase preliminar: (1) Pe ção inicial simples: (i) indicação da lide e de seu fundamento (causa de pedir e pedidos principais); (ii) exposição sumária do direito que se obje va assegurar

e de sua probabilidade, bem como o perigo de dano ou risco ao resultado ú l ao processo (

fumus boni iuris + periculum in mora); e (iii) indicação do valor da causa, conforme o pedido principal, para o cálculo das custas. (2) Fungibilidade: Se a medida adequada for a tutela antecipada, ocorrerá a fungibilidade/conversibilidade. Sendo, porém, adequada a tutela cautelar, (3) o réu será citado para contestar o pedido em cinco dias, podendo indicar provas.

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(4) Não havendo contestação, ocorrerá a confissão ficta, caso em que o juiz decidirá em
(4) Não havendo contestação, ocorrerá a confissão ficta, caso em que o juiz decidirá em

(4) Não havendo contestação, ocorrerá a confissão ficta, caso em que o juiz decidirá em 5 dias. Todavia, havendo contestação, observar-se-á o procedimento comum.

Fase principal: Efe vada a tutela cautelar, (1) o pedido principal terá de ser formulado pelo autor no prazo de 30 (trinta) dias, caso em que será apresentado nos mesmos autos em que deduzido o pedido de tutela cautelar, não dependendo do adiantamento de novas custas processuais. Apresentado o pedido principal, (2) as partes serão in madas para a audiência de conciliação ou de mediação (não haverá nova citação). Não havendo autocomposição, (3) inicia o prazo para contestação, na forma do art. 335, do CPC/2015. (4) O juiz prosseguirá pelo procedimentocomum.

Cessa a eficácia da tutela concedida em caráter antecedente, se: I - o autor não deduzir o pedido principal no prazo legal; II - não for efe vada dentro de 30 (trinta) dias; III - o juiz julgar improcedente o pedido principal formulado pelo autor ou ex nguir o processo sem resolução de mérito. (Ar go 309, do CPC/2015)

Do procedimento da tutela antecipada requerida em caráter antecedente (Ar gos 303 e 304, do CPC/2015)

em caráter antecedente (Ar gos 303 e 304, do CPC/2015) 17 A tutela antecipada antecedente se

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A tutela antecipada antecedente se dá nos casos de extrema urgência, em que não é possível elaborar uma pe ção completa. Ex.: emergência em caso de saúde.

Fase preliminar

(1) a pe ção inicial simples: a) requerimento da tutela antecipada, b) indicação do pedido de tutela final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao resultado ú l do processo, c) valor da causa.

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Fase principal: ( 2) Concedida a tutela antecipada (3) o autor deverá aditar a pe

Fase principal:

Fase principal: ( 2) Concedida a tutela antecipada (3) o autor deverá aditar a pe ção

(2) Concedida a tutela antecipada (3) o autor deverá aditar a pe ção inicial, com a complementação de sua argumentação, a juntada de novos documentos e a confirmação do pedido de tutela final, em 15 (quinze) dias ou em outro prazo maior que o juiz fixar. OBS: Se não houver aditamento, o processo será ex nto sem resolução do mérito. (4) O réu será citado e in mado para a audiência de conciliação ou de mediação na forma do art. 334; (5) não havendo autocomposição, o prazo para contestação será contado na forma do art. 335.

Se o juiz indeferir a tutela antecipada, determinará o aditamento da inicial (o Código fala em emenda) em até 5 dias, sob pena de indeferimento da inicial e ex nção do processo sem resolução de mérito.

Estabilização da tutela antecipada antecedente

Hipóteses

(i) Estabilização pela não interposição do recurso (art. 304): Concedida a tutela

antecipada antecedente, se não houver a interposição de recurso, o processo será ex nto sem resolução de mérito e a tutela antecipada se estabilizará. Para o réu, pode ser interessante não recorrer da tutela antecipada antecedente: ele não paga custas (aplicação analógica do art. 701, §1º do NCPC) e paga honorários baixíssimos – de 5% - por sucumbência (aplicação analógica do art. 701, caput, NCPC).

(ii) Estabilização por negócio jurídico processual: Enunciado 32, FPPC. (art. 304) Além da

hipótese prevista no art. 304, é possível a estabilização expressamente negociada da tutela antecipada de urgência antecedente. (Grupo: Tutela Antecipada; redação revista no V FPPC- Vitória)

Inexistência de coisa julgada: A decisão que concede a tutela não fará coisa julgada, mas a estabilidade dos respec vos efeitos só será afastada por ação revisional que deverá ser proposta no prazo de 2 anos (ar go 304, §6º, do CPC/2015).

Há divergência sobre ocorrência de coisa julgada material após o decurso do prazo de dois anos para propositura da ação revisional:

18

1º. Corrente: Não há coisa julgada material, porque a cognição realizada é sumária e porque a coisa julgada recai sobre o conteúdo de uma decisão, ao passo que a estabilização recai sobre seus efeitos. Para Daniel Mi diero, por exemplo, a existência de coisa julgada material nesse caso seria incons tucional, porque não houve amplo debate sobre o tema. Essa é também a opinião de Fredie Didier. Logo, para esses doutrinadores, não cabe ação rescisória da decisão que concede a tutela provisória.

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Nesse sen do o enunciado 33, FPPC. (art. 304, §§ ) Não cabe ação rescisória
Nesse sen do o enunciado 33, FPPC. (art. 304, §§ ) Não cabe ação rescisória

Nesse sen do o enunciado 33, FPPC. (art. 304, §§) Não cabe ação rescisória nos casos estabilização da tutela antecipada de urgência. (Grupo: Tutela Antecipada) e também o enunciado 27, ENFAM: Não é cabível ação rescisória contra decisão estabilizada na forma do art. 304 do CPC/2015.

2º. Corrente: Há coisa julgada material, porque ocorre a imutabilidade da decisão. Assim, após o prazo de 2 anos, exis ria ainda mais 2 anos para o ajuizamento da ação rescisória.

Ação revisional

Para rever, reformar ou invalidar a tutela antecipada antecedente estável será preciso promover uma ação revisional.

Legi midade: qualquer das partes – o autor poderá ajuizar a ação revisional, porque pode ser que ele não tenha conseguido a tutela exatamente da forma que queria ou porque tem interesse na cognição exauriente, com ap dão para coisa julgada;

Competência: o juízo que concedeu a tutela estabilizada no processo originário ficará prevento;

Prazo: decadencial de 2 anos, contados da ciência da decisão que ex nguiu o processo.

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Tutela antecipada: Na ação revisional, pode-se requerer uma tutela antecipada para suspender os efeitos da tutela estabilizada.

TUTELA DE EVIDÊNCIA

os efeitos da tutela estabilizada. TUTELA DE EVIDÊNCIA Tutela de evidência: alto grau de probabilidade do

Tutela de evidência: alto grau de probabilidade do direito + dispensa urgência.

Seu obje vo é redistribuir o ônus do tempo processual, concedendo uma tutela provisória para a parte cuja posição processual se apresenta em estado de evidência.

Hipóteses

As hipóteses estão previstas no art. 311 do NCPC, sendo que o inciso I versa sobre a tutela puni va e os incisos II a IV sobre a tutela documentada ou com prova pré-cons tuída.

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ou com prova pré-cons tuída. @ concursos@mege.com.br /cursomege @cursomege 9 9 . 9 8 2 6

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1ª Hipótese: quando ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito
1ª Hipótese: quando ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito

1ª Hipótese: quando ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório da parte;

Abuso de direito de defesa é um desvio de finalidade. Vale dizer, a parte se u liza de um direito para obter um fim não desejado pelo ordenamento jurídico.

Para sua caracterização, é preciso observar o comportamento do réu durante o processo (e não apenas em sede de contestação). Para Fredie, essa expressão abrange os atos pra cados dentro do processo. Exemplos de abuso de direito de defesa: Subtrair um documento dos autos; Prestar informações erradas (ex.: endereços errados para evitar in mações); Adotar fundamentação antagônica em processo conexo; Apresentar contestação padrão, com argumentos que não dizem respeito à inicial; Enunciado 34, FPPC. (art. 311, I) Considera-se abusiva a defesa da Administração Pública, sempre que contrariar entendimento coincidente com orientação vinculante firmada no âmbito administra vo do próprio ente público, consolidada em manifestação, parecer ou súmula administra va, salvo se demonstrar a existência de dis nção ou danecessidadedesuperaçãodoentendimento.(Grupo:TutelaAntecipada)

Manifesto propósito protelatório: alude a atos adotados fora do processo, como:

simular doença, ocultar prova.

Na verdade, o que jus fica a antecipação não é o propósito, mas a efe va prá ca de atos des nados a retardar o andamento do processo.

2ª Hipótese: quando as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese firmada em julgamento de casos repe vos ou em súmula vinculante;

Essa é uma tutela documentada (pressuposto de fato), fundada em precedente obrigatório (pressuposto de direito).

Enunciado 30, ENFAM: É possível a concessão da tutela de evidência prevista no art. 311, II, do CPC/2015 quando a pretensão autoral es ver de acordo com orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal em sede de controle abstrato de cons tucionalidade ou com tese prevista em súmula dos tribunais, independentemente de caráter vinculante. "

OBSERVAÇÃO!

OBSERVAÇÃO!

Sentença final que confirma, concede ou revoga tutela de evidência documentada fundada em precedente obrigatório é impugnável por apelação sem efeito suspensivo. Trata-se de novidade do NCPC. Além disso, essa apelação somente poderá versar sobre a dis nção ou superação do precedente, senão possivelmente será julgada pelo relator, no sen do de lhe negar provimento (art. 932, IV, NCPC).

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provimento (art. 932, IV, NCPC). @ concursos@mege.com.br /cursomege @cursomege 9 9 . 9 8 2 6

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3ª Hipótese: quando se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do contrato
3ª Hipótese: quando se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do contrato

3ª Hipótese: quando se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do contrato de depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto custodiado, sob cominação de multa.

OBSERVAÇÃO!

OBSERVAÇÃO!

O procedimento especial da ação de depósito no CPC/1973 se jus ficava em razão da

possibilidade de prisão do depositório infiel. Porém, quando o STF declarou que não pode haver a prisão do depositário infiel, perdeu-se o sen do de um procedimento autônomo (Súmula

vinculante nº 25). Em razão disso, o NCPC acabou por prever a possibilidade de uma ação reipersecutória pelo procedimento comum, com pedido de tutela provisória.

Essa ação está fundada em pedido de devolução imediata do bem decorrente de contrato de depósito (pedido reipersecutório) e poderá conter pedido de tutela antecipada de evidência, se con ver prova documental do contrato de depósito, nos termos do art. 311, III do NCPC.

Além disso, para que se conclua pela possibilidade de acolhimento da pretensão processual, é necessário que se configure a mora ex re, com advento de termo certo, ou a ocorrência de mora ex persona, mediante prova documental da interpelação respec va, se o réu ainda não foi citado (já que a citação o cons tui em mora). No mesmo sen do, o Enunciado 29 da ENFAM dispõe que: Para a concessão da tutela de evidência prevista no art. 311, III, do CPC/2015, o pedido reipersecutório deve ser fundado em prova documental do contrato de depósito e também da mora.

IMPORTANTE!

IMPORTANTE!

Não se engane!!! Essa hipótese também é de possível ocorrência na Jus ça Federal, considerando a competência para julgamento de empresas públicas (Caixa Econômica Federal).

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4º Hipótese: quando a pe ção inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos cons tu vos do direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável.

Refere-se a uma tutela documentada com ausência de contraprova documentada suficiente pelo réu. Ou seja, o autor tem a prova pré-cons tuída, mas o réu não. É preciso aguardar a defesa do réu para conceder a tutela.

Observe-se que se o réu não dispuser de nenhum outro meio de prova suficiente, além

da documental, então será caso de julgamento antecipado do mérito, por desnecessidade de

outras provas (art. 355, I, NCPC).

Observação: rol do ar go 311, do CPC/2015 é exemplifica vo.

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Para Daniel Amorim Assumpção Neves, a tutela de evidência pode ser subdividida em: a) tutela
Para Daniel Amorim Assumpção Neves, a tutela de evidência pode ser subdividida em: a) tutela

Para Daniel Amorim Assumpção Neves, a tutela de evidência pode ser subdividida em: a) tutela de evidência pica: prevista no art. 311, NCPC, já vista; e, b) tutela de evidência a pica:

prevista de forma esparsa na legislação. Exemplos:

Ex ação possessória: para a concessão de liminar o autor deve provar a sua posse, a turbação ou esbulho, a data da agressão possessória e a con nuação da posse turbada ou perda da posse esbulhada (art. 561, NCPC).

Ex: embargos de terceiro: para a concessão liminar basta ao autor provar de forma suficiente o domínio ou a posse sobre o bem (art. 678, caput, NCPC).

Ex: ação monitória: o mandato monitório será expedido se o autor juntar prova documental ou documentada de seu direito que convença sumariamente o juiz de sua existência (art. 700, caput e 701, caput, NCPC).

Ressalte-se, ainda, o cabimento da tutela de evidência nos procedimentos especiais, na ação rescisória, em sede de recurso e nos Juizados Especiais.

Enunciado 422, FPPC. (art. 311) A tutela de evidência é compa vel com os procedimentos especiais. (Grupo: Tutela de urgência e tutela de evidência)

Enunciado 80, FPPC. (art. 919, § 1º; art. 969) A tutela antecipada prevista nestes disposi vos pode ser de urgência ou de evidência. (Grupo: Tutela Antecipada)

Enunciado 423, FPPC. (arts. 311; 995, parágrafo único; 1.012, §4º; 1.019, inciso I; 1.026, §1º; 1.029, §5º) Cabe tutela de evidência recursal. (Grupo: Tutela de urgência e tutela de evidência)

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ImportanteconsignarquenosJuizadosEspeciaisFederais,desdeseunascedouro,jánãose aplicava a tutela cautelar em procedimento autônomo (Enunciado nº. 89 FONAJEF: Não cabe processocautelarautônomo,preven voouincidental,noâmbitodosJuizadosEspeciaisFederais).

Tutela de evidência sem oi va da outra parte

O Juiz não poderá conceder a tutela de evidência sem ouvir a outra parte nas hipóteses dos incisos I e IV do art. 311 do CPC/2015:

· Tutela puni va por abuso do direito de defesa/manifesto propósito protelatório.

· Tutela documentada com ausência de contraprova documentada suficiente.

Por óbvio, se a parte contrária não foi ouvida, não dá para saber se ela agiu com abuso do direito de defesa; igualmente, se a parte contrária não foi ouvida, não dá para saber se ele apresentou ou não a contraprova.

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ele apresentou ou não a contraprova. @ concursos@mege.com.br /cursomege @cursomege 9 9 . 9 8 2

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Nas demais hipóteses (incisos II e III), o juiz pode conceder liminar, conforme disposto no
Nas demais hipóteses (incisos II e III), o juiz pode conceder liminar, conforme disposto no

Nas demais hipóteses (incisos II e III), o juiz pode conceder liminar, conforme disposto no ar go 9º, parágrafo único, II e 311, parágrafo único, do CPC/2015.

REVOGAÇÃO DA TUTELA PROVISÓRIA

A tutela provisória pode ser revogada ou modificada a qualquer tempo.

Art. 296, NCPC. A tutela provisória conserva sua eficácia na pendência do processo, mas pode, a qualquer tempo, ser revogada ou modificada.

Parágrafo único. Salvo decisão judicial em contrário, a tutela provisória conservará a eficácia durante o período de suspensão do processo.

Para Fredie Didier, a revogação, além de ser imediata, tem eficácia ex tunc.

Impõe-se, pois, o restabelecimento do estado anterior, como ocorre em qualquer execução provisória a ser desfeita.

Em casos extremos, porém, deve-se admi r a possibilidade, em razão da proteção à confiança, de não atribuir eficácia retroa va à decisão que revoga a tutela provisória. Nessas hipóteses excepcionais, será preciso criar um mecanismo de compensação dos prejuízos sofridos pela parte adversária.

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Haveria algum requisito para legi mar a modificação do entendimento anterior?

Três correntes se destacam.

Primeira: Quanto à tutela de urgência (cautelar ou antecipada), há entendimento doutrinário que defende a possibilidade de o juiz, mesmo sem ser provocado, revogar ou modificar a tutela provisória antes de prolatar a sentença caso entenda que os requisitos que mo varam sua concessão não estão mais presentes.

Segunda: Quanto à possibilidade de revogação ou modificação ex officio da decisão que antecipa a tutela, a maioria da doutrina se posiciona contrariamente, de forma a entender imprescindível a manifestação da parte interessada para que possa ser revista a decisão pelo magistrado que a proferiu.

Terceira: a revogação ou a modificação da tutela provisória fica condicionada a uma transformação da situação de fato, de tal maneira que os pressupostos autorizadores da concessão da medida simplesmente deixem de exis r. Ampliando corretamente as situações nas quais o juiz estaria liberado para modificar o seu entendimento prévio, há opinião doutrinária de que não apenas a mudança da situação de fato permite ao juiz a modificação da decisão, mas também a superveniência de “novas circunstâncias”.

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de “novas circunstâncias”. @ concursos@mege.com.br /cursomege @cursomege 9 9 . 9 8 2 6 2 -

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As duas primeiras correntes têm mais semelhanças do que propriamente divergências. Note-se que, em ambas,
As duas primeiras correntes têm mais semelhanças do que propriamente divergências. Note-se que, em ambas,

As duas primeiras correntes têm mais semelhanças do que propriamente divergências. Note-se que, em ambas, o objeto de conhecimento do juiz que pode sofrer modificação é restrito ao aspecto fá co da demanda. A conclusão é vedar ao juiz simplesmente alterar o seu entendimento jurídico do caso em questão e modificar, assim, o seu julgamento. Fica reservada essa possibilidade para quando se verificar mudança fá ca ou, ainda, para situações em que, mesmo imutáveis os fatos, novos argumentos das partes interessadas demonstrem outra visão e entendimento daqueles fatos.

Se o juiz conceder a tutela provisória, a parte agravar e o Tribunal reformar a decisão, o juiz poderá conceder a tutela provisória novamente na sentença?

Sim, desde que haja mudança do quadro fá co ou probatório (ampliação da cognição).

O juiz pode revogar ou modificar a tutela provisória de o cio?

Segundo Fredie Didier, ressalvada a revogação ou modificação que decorram da rejeição do pedido na decisão final, corolários do julgamento defini vo, o juiz somente pode revogar ou modificar a tutela provisória após provocação da parte interessada.

Servidor público e tutela provisória

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Se for revogada a tutela provisória, o servidor público deve devolver ao erário os valores

recebidos, pois sabia que a decisão era precária (STJ, EAREsp 58820). Irrelevante, neste caso, a presença de sua boa-fé.

Encontra-se consolidada nessa Corte a orientação concernente à obrigatoriedade de res tuição ao erário nas hipóteses em que o pagamento dos valores pleiteados pela Administração Pública se deu por força de decisão judicial precária, não cabendo em tais casos a aplicação do entendimento de que o servidor encontrava-se de boa-fé, posto que sabedor da fragilidade e provisoriedade da tutela concedida. Precedente:

EREsp 1.335.962/RS, Rel. Ministro Arnaldo Esteves Lima, Primeira Seção, DJe 2/8/2013.2. Embargos de divergência providos. (EAREsp 58.820/AL, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 08/10/2014, DJe 14/10/2014)

FUNDAMENTAÇÃO DA DECISÃO SOBRE TUTELA PROVISÓRIA

O NCPC exige a fundamentação analí ca, qualificada ou legí ma (clara e precisa) da

decisão que conceder, negar, modificar ou revogar a tutela provisória. Ou seja, não basta o juiz dizer que estão ou não estão presentes os requisitos para concessão da tutela (art. 300, NCPC), ele tem que esclarecer por que estão presentes esses requisitos naquele caso concreto, sob pena de incidir nas hipóteses de decisão não fundamentada previstas nos incisos I, II e III do § 1º

do art. 489 do NCPC.

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Art. 298. Na decisão que conceder, negar, modificar ou revogar a tutela provisória, o juiz
Art. 298. Na decisão que conceder, negar, modificar ou revogar a tutela provisória, o juiz

Art. 298. Na decisão que conceder, negar, modificar ou revogar a tutela provisória, o juiz mo vará seu convencimento de modo claro e preciso.

Enunciado 141, FPPC: (art. 298) O disposto no art. 298, CPC, aplica-se igualmente à decisão monocrá ca ou colegiada do Tribunal. (Grupo: Tutela Antecipada)

CUMPRIMENTO DA TUTELA PROVISÓRIA

O juiz poderá determinar as medidas que considerar adequadas para

efe vação da tutela provisória.

Parágrafo único. A efe vação da tutela provisória observará as normas referentes ao cumprimento provisório da sentença, no que couber.

Art. 297.

Aplica-se, pois, no que couber, o disposto nos ar gos 520 e 521 do CPC/2015:

Art. 520. O cumprimento provisório da sentença impugnada por recurso desprovido de efeito suspensivo será realizado da mesma forma que o cumprimento defini vo, sujeitando-se ao seguinte regime:

I - corre por inicia va e responsabilidade do exequente, que se obriga, se a sentença for reformada,arepararosdanosqueoexecutadohajasofrido;

II - fica sem efeito, sobrevindo decisão que modifique ou anule a sentença objeto da

execução, res tuindo-se as partes ao estado anterior e liquidando-se eventuais prejuízos nos mesmos autos;

III-seasentençaobjetodecumprimentoprovisórioformodificadaouanuladaapenas

emparte,somentenestaficarásemefeitoaexecução;

IV - o levantamento de depósito em dinheiro e a prá ca de atos que importem

transferência de posse ou alienação de propriedade ou de outro direito real, ou dos quais possa resultar grave dano ao executado, dependem de caução suficiente e

idônea, arbitrada de plano pelo juiz e prestada nos próprios autos.

§ 1º No cumprimento provisório da sentença, o executado poderá apresentar

impugnação,sequiser,nostermosdoart.525.

§ 1º do art. 523 são devidos no

§ 2º A multa e os honorários a que se refere o

cumprimentoprovisóriodesentençacondenatóriaaopagamentodequan acerta.

§ 3º Se o executado comparecer tempes vamente e depositar o valor, com a finalidade

de isentar-se da multa, o ato não será havido como incompa vel com o recurso por ele

interposto.

§4ºAres tuiçãoaoestadoanterioraqueserefereoincisoIInãoimplicaodesfazimento

da transferência de posse ou da alienação de propriedade ou de outro direito real

eventualmente já realizada, ressalvado, sempre, o direito à reparação dos prejuízos causados ao executado.

§ 5º Ao cumprimento provisório de sentença que reconheça obrigação de fazer, de não fazeroudedarcoisaaplica-se,noquecouber,odispostonesteCapítulo.

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Art. 521. A caução prevista no inciso IV do art. 520 poderá ser dispensada nos
Art. 521. A caução prevista no inciso IV do art. 520 poderá ser dispensada nos

Art. 521. A caução prevista no inciso IV do art. 520 poderá ser dispensada nos casos em que:

I - o crédito for de natureza alimentar, independentemente de sua origem;

II - o credor demonstrar situação de necessidade;

IV

- a sentença a ser provisoriamente cumprida es ver em consonância com súmula

da

jurisprudência do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Jus ça ou

em conformidade com acórdão proferido no julgamento de casos repe vos.

Parágrafo único.

resultar manifesto risco de grave dano de di cil ou incerta reparação.

A exigência de caução será man da quando da dispensa possa

Lembrando que a responsabilidade do requerente está prevista no ar go 302, do CPC/2015, como visto anteriormente.

CUMPRIMENTO DA TUTELA PROVISÓRIA CAUTELAR

A tutela de urgência de natureza cautelar pode ser efe vada mediante

arresto, sequestro, arrolamento de bens, registro de protesto contra alienação de bem e qualquer outra medida idônea para asseguração do direito.

Art. 301.

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O art. 301 do NCPC dispõe que a efe vação da tutela provisória cautelar pode ser promovida com emprego de qualquer medida adequada para asseguração do direito, seguindo com a enumeração exemplifica va de medidas possíveis, como:

Ÿ Arresto: é medida cautelar constri va que serve à futura execução por quan a; por isso, pode ser arrestado qualquer bem que puder ser penhorado.

Ÿ Sequestro: é medida cautelar constri va que serve à futura execução para entrega de coisa; por isso, sequestrável é o bem objeto da disputa.

Ÿ Arrolamento de bens: é medida cautelar constri va que serve para garan r futura par lha, por isso pode ser constrita universalidade de bens sobre a qual a par lha versará; após a constrição, procede-se à descrição (arrolamento) dos bens da universalidade.

Ÿ Registro de protesto contra a alienação de bens: é medida cautelar que serve para evitar transferência supostamente indevida de bens sujeitos à registro.

A conclusão que se extrai da leitura conjugada desses disposi vos é que eles concedem ao julgador um poder geral de cautela e de efe vação, com a adoção de todas as medidas provisórias idôneas e necessárias para a sa sfação ou acautelamento do direito.

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CUMPRIMENTO DA TUTELA ESPECÍFICA Obrigações de fazer, não fazer e entregar coisa. Em se tratando

CUMPRIMENTO DA TUTELA ESPECÍFICA

Obrigações de fazer, não fazer e entregar coisa.

Obrigações de fazer, não fazer e entregar coisa. Em se tratando a tutela provisória de tutela

Em se tratando a tutela provisória de tutela específica, de obrigação de fazer e de não fazer, ou de entrega de coisa, o juiz, de o cio ou a requerimento, poderá tomar diversas medidas para o cumprimento, tais como:

(i) a aplicação de multa cominatória (astreintes),

(ii) busca e apreensão,

(iii) desfazimento de obras,

(iv) impedimento de a vidade nociva etc.

Previsão legal: ar gos 536 a 538, do CPC – ATENÇÃO - ARTIGOS IMPORTANTES PARA PROVA.

Do Cumprimento de Sentença que Reconheça a Exigibilidade de Obrigação de Fazer ou de Não Fazer

Art. 536. No cumprimento de sentença que reconheça a exigibilidade de obrigação de fazer ou de não fazer, o juiz poderá, de o cio ou a requerimento, para a efe vação da tutela específica ou a obtenção de tutela pelo resultado prá co equivalente, determinar as medidas necessárias à sa sfação do exequente.

§ 1º Para atender ao disposto no caput, o juiz poderá determinar, entre outras

medidas, a imposição de multa, a busca e apreensão, a remoção de pessoas e coisas, o

desfazimento de obras e o impedimento de a vidade nociva, podendo, caso necessário, requisitar o auxílio de força policial.

§ 2º O mandado de busca e apreensão de pessoas e coisas será cumprido por 2 (dois) oficiais de jus ça, observando-se o disposto no art. 846, §§ 1º a 4º, se houver necessidade de arrombamento.

§ 3º O executado incidirá nas penas de li gância de má-fé quando injus ficadamente descumprir a ordem judicial, sem prejuízo de sua responsabilização por crime de desobediência.

§ 4º No cumprimento de sentença que reconheça a exigibilidade de obrigação de fazer ou de não fazer, aplica-se o art. 525, no que couber.

§ 5º O disposto neste ar go aplica-se, no que couber, ao cumprimento de sentença que reconheça deveres de fazer e de não fazer de natureza não obrigacional.

Art. 537. A multa independe de requerimento da parte e poderá ser aplicada na fase de conhecimento, em tutela provisória ou na sentença, ou na fase de execução, desde que seja suficiente e compa vel com a obrigação e que se determine prazo razoável para cumprimento do preceito.

§ 1º O juiz poderá, de o cio ou a requerimento, modificar o valor ou a periodicidade da multa vincenda ou excluí-la, caso verifique que:

I - se tornou insuficiente ou excessiva;

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II - o obrigado demonstrou cumprimento parcial superveniente da obrigação ou justa causa para o
II - o obrigado demonstrou cumprimento parcial superveniente da obrigação ou justa causa para o

II - o obrigado demonstrou cumprimento parcial superveniente da obrigação ou justa causa para o descumprimento.

§ 2º O valor da multa será devido ao exequente.

§ 3º A decisão que fixa a multa é passível de cumprimento provisório, devendo ser

depositada em juízo, permi do o levantamento do valor após o trânsito em julgado da sentença favorável à parte. (Redação dada pela Lei nº 13.256, de 2016) (Vigência)

§ A multa será devida desde o dia em que se configurar o descumprimento da

decisão e incidirá enquanto não for cumprida a decisão que a ver cominado.

§ 5º O disposto neste ar go aplica-se, no que couber, ao cumprimento de sentença que reconheça deveres de fazer e de não fazer de natureza não obrigacional.

Seção II Do Cumprimento de Sentença que Reconheça a Exigibilidade de Obrigação de Entregar Coisa

Art. 538. Não cumprida a obrigação de entregar coisa no prazo estabelecido na sentença, será expedido mandado de busca e apreensão ou de imissão na posse em favor do credor, conforme se tratar de coisa móvel ou imóvel.

§ 1º A existência de benfeitorias deve ser alegada na fase de conhecimento, em contestação, de forma discriminada e com atribuição, sempre que possível e jus ficadamente, do respec vo valor.

§ 2º O direito de retenção por benfeitorias deve ser exercido na contestação, na fase de conhecimento.

§ 3º Aplicam-se ao procedimento previsto neste ar go, no que couber, as disposições sobre o cumprimento de obrigação de fazer ou de não fazer

OBSERVAÇÃO!

OBSERVAÇÃO!

Não existe direito de retenção por benfeitorias quando se discute a propriedade/posse de bens públicos, pois se considera detenção, impassível de qualquer favor legal. Ex: beneficiário de contrato de exploração de terra pública federal que descumpre cláusula resolu va. Mesmo que tenha construído uma mansão com várias benfeitorias no local, ainda que de boa-fé, não tem o direito de retenção.

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Há uma a picidade do meio execu vo: as medidas não precisam estar necessariamente previstas em lei. O juiz pode tomar as medidas que ele considera adequadas àquela tutela. Ex.:

Bloqueio de verbas públicas para custear medicamentos (REsp 1069810).

1. Tratando-se de fornecimento de medicamentos, cabe ao Juiz adotar medidas

eficazes à efe vação de suas decisões, podendo, se necessário, determinar até mesmo, o sequestro de valores do devedor (bloqueio), segundo o seu prudente arbítrio, e sempre com adequada fundamentação. 2. Recurso Especial provido. Acórdão subme do ao regime do art. 543-C do CPC e da Resolução 08/2008 do STJ. (REsp 1069810/RS, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 23/10/2013, DJe 06/11/2013)

) (

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em 23/10/2013, DJe 06/11/2013) ) ( @ concursos@mege.com.br /cursomege @cursomege 9 9 . 9 8 2

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Pagamento de quan a NCPC criou uma a picidade dos meios execu vos também para

Pagamento de quan a

Pagamento de quan a NCPC criou uma a picidade dos meios execu vos também para a

NCPC criou uma a picidade dos meios execu vos também para a ação de pagamento de quan a (= ordem do juiz para a prestação de pagamento em pecúnia), nos termos do ar go 139, IV, do CPC/2015.

Art. 139, NCPC. O juiz dirigirá o processo conforme as disposições deste Código, incumbindo-lhe:( )

IV - determinar todas as medidas indu vas, coerci vas, mandamentais ou sub- rogatórias necessárias para assegurar o cumprimento de ordem judicial, inclusive nas ações que tenham por objeto prestação pecuniária;

MULTA COMINATÓRIA (ASTREINTE)

A multa cominatória pode ser aplicada para o cumprimento de tutela provisória (art. 537,

NCPC).

Ademais, a multa cominatória fixada em tutela provisória pode ser executada provisoriamente,masapartesópoderálevantarodinheiroapósotrânsitoemjulgadodasentença.

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Ar go 537, § 3º, do CPC/2015: A decisão que fixa a multa é passível de cumprimento

provisório, devendo ser depositada em juízo, permi do o levantamento do valor após

o trânsito em julgado da sentença favorável à parte. 13.256, de 2016) (Vigência)

(Redação dada pela Lei nº

OBSERVAÇÃO!

OBSERVAÇÃO!

Para o Professor Rodrigo Cunha, a vantagem do modelo adotado no NCPC é que, esse condicionamento do recebimento do valor ao trânsito em julgado faz com que a parte somente o receba quando ver certeza de que a decisão lhe será favorável (ou seja, a pessoa não corre o risco de ter que devolver os valores recebidos). De outro lado, a desvantagem é que provavelmente a parte que deve pagar a multa não será compelida a fazê-lo, já que a outra somente poderá levantar o valor após o trânsito em julgado.

Multa puni va

Além da aplicação da multa coerci va, o juiz pode aplicar uma multa puni va, em razão do descumprimento da tutela provisória ou de se criar embaraços à sua efe vação.

Note-se que, diferentemente da astreinte, ela não é uma multa coerci va, mas sim puni va.

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Art. 77. procuradores e de todos aqueles que de qualquer forma par cipem do processo:
Art. 77. procuradores e de todos aqueles que de qualquer forma par cipem do processo:

Art. 77.

procuradores e de todos aqueles que de qualquer forma par cipem do processo:

IV - cumprir com exa dão as decisões jurisdicionais, de natureza provisória ou final, e não criar embaraços à sua efe vação;

§ 1º Nas hipóteses dos incisos IV e VI, o juiz adver rá qualquer das pessoas mencionadas no caput de que sua conduta poderá ser punida como ato atentatório à dignidade da jus ça.

§ 2º A violação ao disposto nos incisos IV e VI cons tui ato atentatório à dignidade da

jus ça, devendo o juiz, sem prejuízo das sanções criminais, civis e processuais cabíveis, aplicar ao responsável multa de até vinte por cento do valor da causa, de acordo com

a gravidade da conduta.

§ 3º Não sendo paga no prazo a ser fixado pelo juiz, a multa prevista no § 2º será inscrita como dívida a va da União ou do Estado após o trânsito em julgado da decisão que a fixou, e sua execução observará o procedimento da execução fiscal, revertendo-se aos fundos previstos no art. 97.

§ 4º A multa estabelecida no § 2º poderá ser fixada independentemente da incidência

§ 5º Quando o valor da causa for irrisório ou ines mável, a multa prevista no § 2

poderá ser fixada em até 10 (dez) vezes o valor do salário-mínimo.

§ 6º Aos advogados públicos ou privados e aos membros da Defensoria Pública e do

Ministério Público não se aplica o disposto nos §§ 2º a 5º, devendo eventual responsabilidade disciplinar ser apurada pelo respec vo órgão de classe ou corregedoria, ao qual o juiz oficiará.

§ 7º Reconhecida violação ao disposto no inciso VI, o juiz determinará o restabelecimento do estado anterior, podendo, ainda, proibir a parte de falar nos autos até a purgação do atentado, sem prejuízo da aplicação do § 2º.

§ 8º O representante judicial da parte não pode ser compelido a cumprir decisão em seu lugar.

Além de outros previstos neste Código, são deveres das partes, de seus

o

30

Ela é uma multa pelo contempt of court (desprezo à Corte).

Pontos a serem observados:

· É uma multa de valor fixo – até 20% do valor da causa.

· Não pagamento = execução fiscal.

·Podeseraplicadaaquemnãoéparte,desdequeapessoa,dequalquerforma,par cipedoprocesso.

MOMENTO DA CONCESSÃO DA TUTELA PROVISÓRIA

A tutela provisória pode ser concedida em qualquer fase do processo, inclusive na

sentença, no âmbito recursal, e na ação rescisória.

É importante ter em mente que, mesmo no caso da tutela provisória de urgência

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antecedente, que deve ser requerida na pe ção inicial do processo em que se pretende
antecedente, que deve ser requerida na pe ção inicial do processo em que se pretende

antecedente, que deve ser requerida na pe ção inicial do processo em que se pretende formular, no futuro, o pedido de tutela defini va, isto não quer dizer que ela será decidida liminarmente (antes da oi va do réu). É possível, por exemplo, a designação de jus ficação prévia (art. 300, § 2º do NCPC).

Art. 300, § 2º do NCPC: A tutela de urgência pode ser concedida liminarmente ou após jus ficação prévia.

Feito este esclarecimento, pontua-se que os principais momentos em que pode ser concedida a tutela provisória são:

(i) Liminarmente: tem-se por liminar um conceito picamente cronológico, caracterizado apenas por sua ocorrência em determinada fase do procedimento, isto é, seu início, antes da citação do réu.

Lembrando que o juiz poderá decidir liminarmente quando se tratar de ( ar go 9º, parágrafo único, do CPC/2015): Tutela provisória de urgência e Tutela da evidência previstas no art. 311, incisos II e III.

da evidência previstas no art. 311, incisos II e III. 31 Nesse caso, a doutrina vem

31

Nesse caso, a doutrina vem se firmando no sen do de que também quando estabelecer necessidade de contraditório prévio (jus ficação prévia), o juiz deve jus ficar a postergação da análise do requerimento liminar.

Enunciado 30, FPPC. (art. 298) O juiz deve jus ficar a postergação da análise liminar da tutela provisória sempre que estabelecer a necessidade de contraditório prévio. (Grupo: Tutela Antecipada; redação revista no V FPPC-Vitória)

(ii) Na sentença: É possível a concessão de tutela provisória na prolação da sentença, caso emquehaverácogniçãoexaurienteenãosumária.

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A u lidade de conceder a tutela provisória na sentença é fazer com que a
A u lidade de conceder a tutela provisória na sentença é fazer com que a

A u lidade de conceder a tutela provisória na sentença é fazer com que a apelação não tenha efeito suspensivo, conferindo-se eficácia imediata à decisão. O mesmo se dá se o juiz concedeatutelaprovisórianocursodoprocessoeaconfirmanasentença.

Art.1.012,NCPC.Aapelaçãoteráefeitosuspensivo.

§1oAlémdeoutrashipótesesprevistasemlei, começa a produzir efeitos imediatamente apósasuapublicaçãoasentençaque:

V-confirma,concedeourevogatutelaprovisória;

(iii)Emgrauderecurso:Atutelaprovisória pode ter, enfim, seus pressupostos preenchidos apósaprolaçãodasentença.

Se a sentença já foi proferida e o processo está no Tribunal, em grau de recurso, deve-se formular o pedido de tutela provisória incidental, dirigido ao Tribunal, para que seja apreciado pelo órgão responsável pelo julgamento do recurso (art. 299, § único, NCPC).

Art. 299, NCPC. Parágrafo único. Ressalvada disposição especial, na ação de competência originária de tribunal e nos recursos a tutela provisória será requerida ao órgão jurisdicionalcompetenteparaapreciaromérito.

32

O requerimento deve ser formulado por pe ção simples, mediante demonstração de preenchimento dos pressupostos dos ar gos 995 e 1.012, §§ 3º 4º (aplicados analogicamente) e encaminhado:

I-tribunal,noperíodocompreendidoentre a interposição da apelação e sua distribuição, ficandoorelatordesignadoparaseuexamepreventoparajulgá-la;

II-relator,sejádistribuídaaapelação

Porfim,tratandodepedidodetutelaprovisóriarecursalparaaconcessãodeefeitosuspensivoa recursoespecialouextraordináriosobrestado,deveserdirigido(ar go1029,§5º,doCPC/2015):

•I–aotribunalsuperiorrespec vo,noperíodocompreendidoentreapublicaçãodadecisão de admissão do recurso e sua distribuição, ficando o relator designado para seu exame preventoparajulgá-lo;

•II-aorelator,sejádistribuídoorecurso;

• III – ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, no período compreendido entre a interposição do recurso e a publicação da decisão de admissão do recurso, assim

comonocasodeorecursotersidosobrestado,nostermosdoart.1.037.

Há preclusão para o requerimento de tutela provisória?

Hátrêsposicionamentosaesserespeito:

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1º. José Roberto dos Santos Bedaque entende que preclui a faculdade de requerer a tutela
1º. José Roberto dos Santos Bedaque entende que preclui a faculdade de requerer a tutela

1º. José Roberto dos Santos Bedaque entende que preclui a faculdade de requerer a tutela provisóriaquando,preenchidosseuspressupostos,apartenãoformularseurequerimentoem 5 dias (prazo suple vo). Seria uma preclusão temporal.

2º.CássioScarpinellaBuenoentendequeodesrespeito ao prazo de 5 dias não conduz à preclusão, mas influencia a convicção judicial, ou seja, caso seja tutela provisória de urgência, se era tão urgente assimamedida,ojuizdeveponderarporqueapartedemoroutantoparaformularseupedido.

3º. João Bap sta Lopes e Fredie Didier entendem que não quer se falar em preclusão temporal, porquantoaleinãofixouprazoparaseurequerimento.Podeserformuladoaqualquertempo.

RECURSOS

Cabe o recurso de agravo de instrumento contra a decisão interlocutória que versar sobre tutela provisória (art. 1.015, I, do NCPC).

Art. 1.015, NCPC. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre:

I-tutelasprovisórias;

Cabe notar que o Código u liza a expressão “versar sobre”, o que abrange a decisão que concede, que nega, que revoga, que modifica a tutela provisória.

Em caso de tutela provisória concedida ou revogada em capítulo de sentença, cabe apelação sem efeito suspensivo (art. 1013, § 5º do NCPC).

33

Art. 1.013. A apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada.

§ 5º O capítulo da sentença que confirma, concede ou revoga a tutela provisória é impugnável na apelação.

(

)

Se a tutela provisória for decidida pelo relator, caberá agravo interno (art. 1.021 do NCPC).

Art. 1.021, NCPC. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respec vo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal.

Enunciado 142, FPPC. (art. 298; art. 1.021) Da decisão monocrá ca do relator que concede ou nega o efeito suspensivo ao agravo de instrumento ou que concede, nega, modifica ou revoga, no todo ou em parte, a tutela jurisdicional nos casos de competência originária ou recursal, cabe o recurso de agravo interno nos termos do art. 1.021 do CPC. (Grupo: Tutela Antecipada)

É viável recurso extraordinário e recurso especial para impugnar a tutela provisória?

Não. O argumento é de que o reexame da tutela provisória exigiria a reanálise de provas.

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Súmulas 279 e 735, do STF e 07, do STJ: Súmula 735, STF: Não cabe

Súmulas 279 e 735, do STF e 07, do STJ:

Súmulas 279 e 735, do STF e 07, do STJ: Súmula 735, STF: Não cabe recurso

Súmula 735, STF: Não cabe recurso extraordinário contra acórdão que defere medida liminar.

Súmula 07, STJ: A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial.

Súmula 279, STF: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.

A jurisprudênciapacíficadoSTJénosen dodeserincabível,via de regra, o recurso

especial que postula o reexame do deferimento ou indeferimento de medida acautelatória ou antecipatória, ante a natureza precária e provisória do juízo de mérito desenvolvidoemliminaroututelaantecipada,cujareversão,a qualquer tempo, é possível no âmbito da jurisdição ordinária, o que configura ausência do pressuposto cons tucional rela vo ao esgotamento de instância, imprescindível ao trânsito da insurgência extraordinária. Aplicação analógica da Súmula 735/STF ("Não cabe recurso extraordinário contra acórdão que defere medida liminar."). Ademais, a análise do preenchimento dos requisitos autorizadores da antecipação dos efeitos da tutela jurisdicional (ar go 273 do CPC/73) reclama a reapreciação do contexto fá co- probatório dos autos, providência inviável em sede de recurso especial, ante o óbice da

Súmula7/STJ.Precedentes.4.Agravoregimentaldesprovido.

(AgRg no AREsp 504.073/GO, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em

16/05/2017, DJe 23/05/2017)

( )3.

TutelaprovisóriacontraaFazendaPública

34

 

Argumentos favoráveis

Argumentos contrários

A

remessa necessária ocorre apenas quanto às

Existência de remessa necessária: Se a sentença final contra a Fazenda Pública só pode produzir efeitos depois de confirmada pelo Tribunal, uma decisão provisória jamais poderia produzir efeitos imediatamente.

sentenças, de modo que não seria impedimento para a prolação de decisões interlocutórias versando sobre tutela provisória.

O

precatório é exigido para sentenças de pagar

Exigência de expedição de precatório: seria um óbice à antecipação provisória dos efeitos da tutela, pois impediria a sa sfação imediata das obrigações pecuniárias.

quan a com trânsito em julgado. A tutela provisória nem sempre consiste em pagamento de quan a. Ex.: fazer, não fazer, entregar coisa, cons tuir ou declarar relação jurídica.

Além disso, nada impede que a decisão provisória coloque a parte vitoriosa na “fila de espera” para a expedição do precatório, cujo procedimento findaria com o depósito judicial da quan a, que somente poderia ser levantada em caso de procedência defini va da demanda. Por úl mo, há dívidas do Poder Público, oriundas de decisão judicial que não se submetem ao regime dos precatórios: (i) Dívidas de pequeno valor; (ii) Dívidas contratuais (estão amparadas por previsões orçamentárias)

 

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Não há óbice, pois, a medida sa sfa va só esgota oobjetodaaçãoseforirreversíveledefini va. 
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Não há óbice, pois, a medida sa sfa va só esgota oobjetodaaçãoseforirreversíveledefini va. 
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Não há óbice, pois, a medida sa sfa va só esgota oobjetodaaçãoseforirreversíveledefini va.

Ar go 1º, da Lei 8437/1992 § 3° Não será cabível medida liminar que esgote, no todo ou em qualquer parte, o objeto da ação.

Alémdisso,alegislaçãoadmiteatutelaprovisória contra a Fazenda Pública em situações esparsas:

possessórias,mandadodesegurança.etc.

 

Quanto à necessidade de trânsito em julgado para expedição de precatórios (art. 100, caput,CF)urgedestacarqueessaexigênciaaplica-seemregratãosomenteasobrigaçõesdepagar quan a, sendo inaplicável nas obrigações de fazer, não fazer e entregar coisa. Segundo Daniel Assumpção, mesmo nas obrigações de pagar quan a certa, excepcionalmente o STJ (REsp 935.083/RS) vem admi ndo a tutela antecipada em caso de fornecimento de medicamente não entreguepeloEstado,inclusivecomobloqueiodeverbaspúblicas,nalinhadedecisãodoSTF.

A jurisprudência aceita a tese de que é possível a concessão de tutela antecipada contra a Fazenda Pública. Nesse sen do:

É possível a concessão de tutela antecipada contra a Fazenda Pública para obrigá-la a custear cirurgia cardíaca a cidadão que não consegue ter acesso, com dignidade, a tratamento que lhe assegure o direito à vida, podendo ser fixada multa cominatória para tal fim, ou até mesmo determinar o bloqueio de verbas públicas. O direito fundamental, nestes casos, prevalece sobre as restrições financeiras e patrimoniais contra a Fazenda Pública. Precedentes. Agravo regimental improvido. (AgRg no AREsp 420.158/PI, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 26/11/2013, DJe 09/12/2013)

"A vedação con da nos arts. 1º, § 3º, da Lei 8.437/92 e 1º da Lei 9.494/97, quanto à concessão de antecipação de tutela contra a Fazenda Pública nos casos de aumento ou extensão de vantagens a servidor público, não se aplica nas hipóteses em que o autor busca sua nomeação e posse em cargo público, em razão da sua aprovação no concurso público (AgRg no Ag 1.161.985/ES, Rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, Quinta Turma, DJe 2.8.2010). (REsp 1671761/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 27/06/2017, DJe 30/06/2017)

35

Conforme dito alhures, existem normas que restringem a concessão de tutela provisória contra a Fazenda Pública. A esse respeito, dispõe o NCPC:

Art. 1.059. À tutela provisória requerida contra a Fazenda Pública aplica-se o disposto nos arts. 1o a 4o da Lei no 8.437, de 30 de junho de 1992, e no art. 7o, § 2o, da Lei no 12.016, de 7 de agosto de 2009.

Leis que restringem a concessão de tutela provisória contra a Fazenda Pública:

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• Lei nº 8.437/1992. • Lei nº 12.016 Art. 7º, § 2º. • Lei nº

• Lei nº 8.437/1992.

• Lei nº 12.016 Art. 7º, § 2º.

• Lei nº 9494/1997.

• Lei nº 8036/1990.

7º, § 2º. • Lei nº 9494/1997. • Lei nº 8036/1990. Info 766 – STF O

Info 766 – STF

O Plenário, em conclusão de julgamento e por maioria, julgou improcedente pedido formulado

em reclamação ajuizada em face de decisão que, em mandado de segurança impetrado pelo Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional - SINPROFAZ, determinara a imediata marcação de férias pretéritas e futuras a Procuradores da Fazenda Nacional, bem como a conversão de férias em pecúnia aos procuradores que assim preferissem — v. Informa vo 546. Alegava-se, na espécie, ofensa à autoridade da decisão proferida no julgamento da ADC 4 MC/DF (DJU de 21.5.1999), que suspendera a possibilidade de concessão de tutela antecipada contra a Fazenda Pública, e em cujo mérito discu ra-se a cons tucionalidade do art. 1º da Lei 9.494/1997 (“Art. 1º. Aplica-se à tutela antecipada prevista nos arts. 273 e 461 do Código de Processo Civil o disposto nos arts. 5º e seu parágrafo único e 7º da Lei nº 4.348, de 26 de junho de

1964, no art. 1º e seu § 4º da Lei nº 5.021, de 9 de junho de 1966, e nos arts. 1º, 3º e 4º da Lei nº 8.437, de 30 de junho de 1992”). O Colegiado inicialmente destacou o caráter estrito da competência do STF em sede originária, e, portanto, no conhecimento de reclamações. A

u lização dessa figura jurídica deveria observar, assim, a estrita aderência entre o objeto do ato reclamado e o julgado do STF apontado como paradigma de confronto. A jurisprudência do STF teria se firmado no sen do da limitação obje va do alcance da ADC 4 às hipóteses taxa vas do art. 1º da Lei 9.494/1997, especificamente no ponto em que este faz referência ao art. 5º, parágrafo único, da Lei 4.348/1964 (“Art. 5º Não será concedida a medida liminar de mandados de segurança impetrados visando à reclassificação ou equiparação de servidores públicos, ou à concessão de aumento ou extensão de vantagens. Parágrafo único. Os mandados de segurança

a que se refere este ar go serão executados depois de transitada em julgado a respec va

sentença”). Portanto, a decisão proferida na referida ADC não impediria toda e qualquer antecipação de tutela contra a fazenda pública, mas somente a vedaria nos casos de decisão cujo conteúdo fosse a reclassificação ou equiparação de servidores públicos, ou a concessão de aumento ou extensão de vantagens, o que não se verificaria no caso, a tratar de férias. Vencido o Ministro Joaquim Barbosa (relator), que, por considerar não haver dúvida de que a decisão reclamada estabelecera pica vantagem pecuniária aos Procuradores da Fazenda Nacional, julgava procedente o pedido formulado na reclamação.

Rcl 4311/DF, rel. orig. Min. Joaquim Barbosa, red. p/ o acórdão Min. Dias Toffoli, 6.11.2014. (Rcl-4311)¹

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¹ h p://www.s .jus.br//arquivo/informa vo/documento/informa vo766.htm

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Meios de impugnação A Fazenda Pública dispõe dos seguintes meios para impugnar a Tutela Provisória

Meios de impugnação

Meios de impugnação A Fazenda Pública dispõe dos seguintes meios para impugnar a Tutela Provisória concedida

A Fazenda Pública dispõe dos seguintes meios para impugnar a Tutela Provisória concedida em seu desfavor:

Ÿ Agravo de Instrumento.

Ÿ Reclamação por descumprimento à tese fixada na ADC 4.

Ÿ Pedido de suspensão de segurança: é um incidente processual por meio do qual a pessoa jurídica de Direito Público ou o Ministério Público pede ao Presidente do Tribunal a suspensão da eficácia de decisão que pode causar grave lesão à ordem pública, à saúde, à segurança ou à economia pública.

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segurança ou à economia pública. @ concursos@mege.com.br /cursomege @cursomege 9 9 . 9 8 2 6

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1.2 LEGISLAÇÃO LIVRO V DA TUTELA PROVISÓRIA TÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 294. A tutela
1.2 LEGISLAÇÃO LIVRO V DA TUTELA PROVISÓRIA TÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 294. A tutela

1.2 LEGISLAÇÃO

LIVRO V DA TUTELA PROVISÓRIA

TÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 294. A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência.

Parágrafo único. A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode ser concedida em caráter antecedente ou incidental.

Art. 295. A tutela provisória requerida em caráter incidental independe do pagamento de custas.

Art. 296.

qualquer tempo, ser revogada ou modificada.

Parágrafo único. Salvo decisão judicial em contrário, a tutela provisória conservará a eficácia durante o período de suspensão do processo.

Art. 297. O juiz poderá determinar as medidas que considerar adequadas para efe vação da tutela provisória.

Parágrafo único.

cumprimento provisório da sentença, no que couber.

Art. 298.

mo vará seu convencimento de modo claro e preciso.

Art. 299. A tutela provisória será requerida ao juízo da causa e, quando antecedente, ao juízo competente para conhecer do pedido principal.

Parágrafo único. Ressalvada disposição especial, na ação de competência originária de tribunal e nos recursos a tutela provisória será requerida ao órgão jurisdicional competente para apreciar o mérito.

A efe vação da tutela provisória observará as normas referentes ao

A tutela provisória conserva sua eficácia na pendência do processo, mas pode, a

Na decisão que conceder, negar, modificar ou revogar a tutela provisória, o juiz

TÍTULO II DA TUTELA DE URGÊNCIA

CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS

38

Art. 300.

probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado ú l do processo.

§ 1º Para a concessão da tutela de urgência, o juiz pode, conforme o caso, exigir caução real ou

A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a

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fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer, podendo
fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer, podendo

fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer, podendo a caução ser dispensada se a parte economicamente hipossuficiente não puder oferecê-la.

§ 2º A tutela de urgência pode ser concedida liminarmente ou após jus ficação prévia.

§ 3º A tutela de urgência de natureza antecipada não será concedida quando houver perigo de irreversibilidade dos efeitos da decisão.

Art. 301. A tutela de urgência de natureza cautelar pode ser efe vada mediante arresto, sequestro, arrolamento de bens, registro de protesto contra alienação de bem e qualquer outra medida idônea para asseguração do direito.

Art. 302. Independentemente da reparação por dano processual, a parte responde pelo prejuízo que a efe vação da tutela de urgência causar à parte adversa, se:

I - a sentença lhe for desfavorável;

II - ob da liminarmente a tutela em caráter antecedente, não fornecer os meios necessários para a citação do requerido no prazo de 5 (cinco) dias;

III - ocorrer a cessação da eficácia da medida em qualquer hipótese legal;

IV - o juiz acolher a alegação de decadência ou prescrição da pretensão do autor.

Parágrafo único. A indenização será liquidada nos autos em que a medida ver sido concedida, sempre que possível.

39

CAPÍTULO II

DO PROCEDIMENTO DA TUTELA ANTECIPADA REQUERIDA EM CARÁTER ANTECEDENTE

Art. 303.

inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e à indicação do pedido de tutela final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco

ao resultado ú l do processo.

§ 1º Concedida a tutela antecipada a que se refere o caput deste ar go:

I - o autor deverá aditar a pe ção inicial, com a complementação de sua argumentação, a juntada de novos documentos e a confirmação do pedido de tutela final, em 15 (quinze) dias ou em outro prazo maior que o juiz fixar;

Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação, a pe ção

II-oréuserácitadoein madoparaaaudiênciadeconciliaçãooudemediaçãonaformadoart.334;

III - não havendo autocomposição, o prazo para contestação será contado na forma do art. 335.

§ 2º Não realizado o aditamento a que se refere o inciso I do § 1º deste ar go, o processo será

ex nto sem resolução do mérito.

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§ 3º O aditamento a que se refere o inciso I do § 1º deste
§ 3º O aditamento a que se refere o inciso I do § 1º deste

§ 3º O aditamento a que se refere o inciso I do § 1º deste ar go dar-se-á nos mesmos autos, sem incidência de novas custas processuais.

§ 4º Na pe ção inicial a que se refere o caput deste ar go, o autor terá de indicar o valor da causa, que deve levar em consideração o pedido de tutela final.

§ 5º O autor indicará na pe ção inicial, ainda, que pretende valer-se do bene cio previsto no caput deste ar go.

§ 6º Caso entenda que não há elementos para a concessão de tutela antecipada, o órgão

jurisdicional determinará a emenda da pe ção inicial em até 5 (cinco) dias, sob pena de ser indeferida e de o processo ser ex nto sem resolução de mérito.

Art. 304. A tutela antecipada, concedida nos termos do art. 303, torna-se estável se da decisão que a conceder não for interposto o respec vo recurso.

§ 1º No caso previsto no caput, o processo será ex nto.

§ 2º Qualquer das partes poderá demandar a outra com o intuito de rever, reformar ou invalidar a tutela antecipada estabilizada nos termos do caput.

§ 3º A tutela antecipada conservará seus efeitos enquanto não revista, reformada ou invalidada por decisão de mérito proferida na ação de que trata o § 2º.

§ 4º Qualquer das partes poderá requerer o desarquivamento dos autos em que foi concedida a

medida, para instruir a pe ção inicial da ação a que se refere o § 2º, prevento o juízo em que a tutela antecipada foi concedida.

§ 5º O direito de rever, reformar ou invalidar a tutela antecipada, previsto no § 2º deste ar go, ex ngue-se após 2 (dois) anos, contados da ciência da decisão que ex nguiu o processo, nos termos do § 1º.

§ 6º A decisão que concede a tutela não fará coisa julgada, mas a estabilidade dos respec vos efeitos só será afastada por decisão que a revir, reformar ou invalidar, proferida em ação ajuizada por uma das partes, nos termos do § 2º deste ar go.

40

CAPÍTULO III DO PROCEDIMENTO DA TUTELA CAUTELAR REQUERIDA EM CARÁTER ANTECEDENTE

Art. 305. A pe ção inicial da ação que visa à prestação de tutela cautelar em caráter antecedente indicará a lide e seu fundamento, a exposição sumária do direito que se obje va assegurar e o perigo de dano ou o risco ao resultado ú l do processo.

Parágrafo único. Caso entenda que o pedido a que se refere o caput tem natureza antecipada, o juiz observará o disposto no art. 303.

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Art. 306. provas que pretende produzir. Art. 307. Não sendo contestado o pedido, os fatos
Art. 306. provas que pretende produzir. Art. 307. Não sendo contestado o pedido, os fatos

Art. 306.

provas que pretende produzir.

Art. 307. Não sendo contestado o pedido, os fatos alegados pelo autor presumir-se-ão aceitos pelo réu como ocorridos, caso em que o juiz decidirá dentro de 5 (cinco) dias.

Parágrafo único. Contestado o pedido no prazo legal, observar-se-á o procedimento comum.

Art. 308. Efe vada a tutela cautelar, o pedido principal terá de ser formulado pelo autor no prazo de 30 (trinta) dias, caso em que será apresentado nos mesmos autos em que deduzido o pedido de tutela cautelar, não dependendo do adiantamento de novas custas processuais.

§ 1º O pedido principal pode ser formulado conjuntamente com o pedido de tutela cautelar.

§ 2º A causa de pedir poderá ser aditada no momento de formulação do pedido principal.

§ 3º Apresentado o pedido principal, as partes serão in madas para a audiência de conciliação ou de mediação, na forma do art. 334, por seus advogados ou pessoalmente, sem necessidade de nova citação do réu.

§ 4º Não havendo autocomposição, o prazo para contestação será contado na forma do art. 335.

Art. 309. Cessa a eficácia da tutela concedida em caráter antecedente, se:

I - o autor não deduzir o pedido principal no prazo legal;

II - não for efe vada dentro de 30 (trinta) dias;

III - o juiz julgar improcedente o pedido principal formulado pelo autor ou ex nguir o processo sem resolução de mérito.

Parágrafo único. Se por qualquer mo vo cessar a eficácia da tutela cautelar, é vedado à parte renovar o pedido, salvo sob novo fundamento.

Art. 310. O indeferimento da tutela cautelar não obsta a que a parte formule o pedido principal, nem influi no julgamento desse, salvo se o mo vo do indeferimento for o reconhecimento de decadência ou de prescrição.

O réu será citado para, no prazo de 5 (cinco) dias, contestar o pedido e indicar as

TÍTULO III DA TUTELA DA EVIDÊNCIA

41

Art. 311.

perigo de dano ou de risco ao resultado ú l do processo, quando:

I-ficarcaracterizadooabusododireitodedefesaouomanifestopropósitoprotelatóriodaparte;

II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese firmada em julgamento de casos repe vos ou em súmula vinculante;

A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de

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III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do contrato de
III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do contrato de

III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do contrato

de depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto custodiado, sob cominação de multa;

IV - a pe ção inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos cons tu vos do

direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável.

Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o juiz poderá decidir liminarmente.

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1.3 JURISPRUDÊNCIA A superveniência de sentença de mérito implica a perda do objeto de agravo

1.3 JURISPRUDÊNCIA

1.3 JURISPRUDÊNCIA A superveniência de sentença de mérito implica a perda do objeto de agravo de

A superveniência de sentença de mérito implica a perda do objeto de agravo de instrumento

interposto contra decisão anteriormente proferida em tutela antecipada. EAREsp 488.188-SP,

Rel.Min.LuisFelipeSalomão,julgadoem7/10/2015,DJe19/11/2015.

A jurisprudência do Superior Tribunal de Jus ça é no sen do de que o princípio da iden dade

sica do juiz não possui caráter absoluto, devendo, em sua aplicação, ser conjugado com

do ordenamento jurídico, como, por exemplo, o princípio do pas de nullité sans

grief. Dessarte, se não ficar caracterizado nenhum prejuízo às partes, sobretudo no per nente aos princípios do contraditório e da ampla defesa, não é viável reconhecer-se a nulidade do decisum por ter sido prolatado por julgador que não presidiu a instrução do feito ou por julgador diverso daquele que examinou o pedido de tutela antecipada. (REsp 1661521/SP, Rel.

outros princípios

MinistroHERMANBENJAMIN,SEGUNDATURMA,julgadoem13/06/2017,DJe30/06/2017)

Estacol.Cortefirmouorientaçãodeque"aabstençãodainscrição/manutençãoem cadastro de inadimplentes, requerida em antecipação de tutela e/ou medida cautelar, somente será deferida se, cumula vamente: i) a ação for fundada em ques onamento integral ou parcial do débito;ii) houver demonstração de que a cobrança indevida se funda na aparência do bom direito e em jurisprudência consolidada do STF ou STJ; iii) houver depósito da parcela incontroversaouforprestadaacaução fixada conforme o prudente arbítrio do juiz" (REsp repe vo1.061.530/RS,Rel.Min.NancyAndrighi,DJede10.3.2009).(AgIntnoAREsp447.560/RS,

Rel.MinistroRAULARAÚJO,QUARTATURMA,julgadoem27/04/2017,DJe19/05/2017)

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O STJ, em sintonia com o disposto no enunciado da Súmula nº 735 do STF, entende que, via de

regra, não é cabível recurso especial para reexaminar decisão que defere ou não liminar ou antecipação de tutela, em razão da natureza precária da decisão, sujeita à modificação a

qualquer tempo, devendo ser confirmada ou revogada pela sentença de mérito. Precedentes. (AgRg no AREsp 614.229/SP, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em

23/06/2016,DJe01/07/2016)

A Primeira Seção desta Corte no julgamento do Recurso Especial Representa vo da Controvérsia

1.401.560/MT, julgado em 12.2.2014, consolidou o entendimento de que é necessária a devolução dos valores recebidos a tulo de tutela antecipada posteriormente revogada. (EDcl

no AgRg no REsp 1317169/PE, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA TURMA,

julgadoem23/02/2016,DJe04/03/2016)

A análise dos fundamentos que ensejaram o reconhecimento do preenchimento dos requisitos

autorizadores da concessão da tutela antecipada exige o reexame probatório dos autos, inviável

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probatório dos autos, inviável @ concursos@mege.com.br /cursomege @cursomege 9 9 . 9 8 2 6 2

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por esta via especial, ante o óbice do enunciado da Súmula 7 desta Corte. (AgRg
por esta via especial, ante o óbice do enunciado da Súmula 7 desta Corte. (AgRg

por esta via especial, ante o óbice do enunciado da Súmula 7 desta Corte. (AgRg no AREsp 563.376/PR, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 04/11/2014, DJe

17/11/2014)

A tutela antecipada pode ser revogada ou modificada a qualquer tempo, em decisão fundamentada, não havendo espaço para se falar em preclusão para o órgão julgador. (AgRg no AREsp 365.260/PI, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em

02/10/2014,DJe07/10/2014)

Segundoentendimentopacífico desta Casa de Jus ça, asuperveniência de sentença demérito prejudica o exame do recurso especial interposto contra acórdão que, em sede de agravo de instrumento, mantém decisão deferitória de antecipação de tutela. "As medidas liminares, editadasemjuízodemeraverossimilhança,obje vam ajustar provisoriamente a situação das partes, desempenhando no processo função de natureza temporária. Sua eficácia se encerra com a superveniência da sentença, provimento tomado à base de cognição exauriente, apto a dar tratamento defini vo à controvérsia" (AgRg no Ag 1.322.825/SP, rel. Ministro HERMAN

BENJAMIN,SegundaTurma,DJe03/02/2011).(AgIntnoAREsp476.106/SP,Rel.MinistroGURGELDE

FARIA,PRIMEIRATURMA,julgadoem15/09/2016,DJe20/10/2016)

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DIREITO PENAL

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Teoria Geral das Penas (ponto 6); Crimes contra a Ordem Tributária (ponto 10).

Apresentação Nessa primeira rodada de Direito Penal trataremos dos temas: Teoria Geral das Penas e

Apresentação

Apresentação Nessa primeira rodada de Direito Penal trataremos dos temas: Teoria Geral das Penas e Crimes
Apresentação Nessa primeira rodada de Direito Penal trataremos dos temas: Teoria Geral das Penas e Crimes

Nessa primeira rodada de Direito Penal trataremos dos temas: Teoria Geral das Penas e Crimes contra a Ordem Tributária. O tema Teoria Geral das Penas, frequentemente cobrado em provas de primeira etapa, ganha especial atenção para o próximo concurso do TRF3 ante a natureza da função do magistrado no direito penal, especialmente pela análise cruzada dos temas cobrados nas provas anteriores. Exige-se breve conceituação doutrinária e profundo conhecimento legal sobre o assunto, pico de primeira fase com múl pla escolha. Por sua vez, o estudo dos crimes contra a ordem tributária, que tem ganhando importância no âmbito dos Tribunais pátrios, será pautado pela análise da jurisprudência dos Tribunais Superiores.

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dos Tribunais Superiores. @ concursos@mege.com.br /cursomege @cursomege Bons estudos! 9 9 . 9 8 2 6

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Superiores. @ concursos@mege.com.br /cursomege @cursomege Bons estudos! 9 9 . 9 8 2 6 2 -

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2.1 DOUTRINA I – DAS PENAS 2.1.1 TEORIA GERAL DAS PENAS 2.1.2. INTRODUÇÃO Sanção penal

2.1 DOUTRINA

I – DAS PENAS

2.1.1 TEORIA GERAL DAS PENAS

2.1.2. INTRODUÇÃO

DAS PENAS 2.1.1 TEORIA GERAL DAS PENAS 2.1.2. INTRODUÇÃO Sanção penal é a resposta do Estado,

Sanção penal é a resposta do Estado, no exercício do seu jus puniendi, após o devido processo legal, ao infrator da norma incriminadora.