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UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU


FORMAÇÃO DE PROFESSORES E PRÁTICAS
INTERDISCIPLINARES (PPGFPPI)

DISCIPLINA: EDUCAÇÃO E INTERDISCIPLINARIDADE


PROFESSORA: IRACEMA CAMPOS CUSATI
ALUNA: RITA DE CÁSSIA DIAS ROSA

A QUESTÃO DA INTERDISCIPLINARIDADE, POR HILTON JAPIASSU

O autor problematiza a questão patológica do saber diante do desafio da


interdisciplinaridade, exigida para o dialogo entre várias disciplinas científicas. O
conhecimento interdisciplinar vem ressignificar o caráter territorial do poder pelo
saber. Japiassu coloca toda a sua inquietude diante da fragmentação do saber nas
metodologias das escolas, tendo como resultado, o desinteresse dos discentes para
com as disciplinas. “alunos que não tem fome”.
A narrativa expõe que as especialidades morrem em si quando não
promovem a transcendência dos conteúdos, no entanto, os propagadores de tais
metodologias temem a inovação, os desafios da descoberta, não conseguem
enxergar o principio que reorganiza as disciplinas e reformula as estruturas
pedagógicas do ensino. Para tais realizações a interdisciplinaridade propõe uma
nova abordagem que venha a mediar pontos de vistas diferentes.
O debate democrático permeia a interdisciplinaridade a torna uma prática que
vem mediar os confrontos, na busca por uma unidade do saber, que contemple a
resolução de problemas através da interação das disciplinas com a meta de que a
unidade prevaleça.
O texto mostra que instituir a interdisciplinaridade é um desafio. Sua natureza
de unificação do saber bate de frente com a razão absoluta das especialidades, bem
como, sua hierarquia. O sistema educacional atual não pratica a interdisciplinaridade
em sua essência, erra-se na busca da unificação do saber por disciplina sobrepostas
sem permitir inter-relação.
Fica clara a visão do autor quanto ao sistema de ensino atual, atribuindo-lhe
adjetivos como: ostracismo, penitenciarias centrais da cultura, ilhas epistemológicas,
saber pasteurizado e mofado, esclerosadas. Para ele, é difícil mudar essa visão e
romper com esse método rígido, é necessário flexibilizar as estruturas educacionais,
para isso, é necessário adentrar em uma aventura interdisciplinar com pré-requisitos
mínimos capazes de formar uma nova espécie de cientistas.
As características do ser interdisciplinar apontadas por Japiassu, são
verdadeiros rupturas com a lógica do conhecimento atual e sua pedagogia. Dentre
as principais habilidades cita: a sede/fome pelo conhecimento, comportamento (no
campo de ideias), turbulento e agressivo, fazer imprudência, ser flexível á
mudanças. Pode-se observar uma mudança radical e desafiadora na postura da
comunidade acadêmica para a construção do ser interdisciplinar.
A partir de então, percebe-se a evolução da narrativa, reconfigurando os
termos antes usados de forma pejorativa para algo mais positivo tipo; Ilhas de
racionalidade, ciências engajadas, ciência disciplinar.
Conclui-se que, a narrativa parte de uma visão negativa da ciência
contemporânea, problematiza suas causas e consequências, tais quais, o
engessamento do saber, a hierarquização das especialidades o medo do
conservadorismo universitário. A partir de então o autor mostra expectativas e
soluções para a problematização colocada. Traz estratégias para construção de
ilhas de racionalidade e alfabetização científica.
Japiassu consegue ir do caos á ordem trazendo reflexões importantes ao
leitor, que consegue dessa forma, compreender o desenvolvimento de suas ideias
que configuram em um estudo claro a partir do ponto de vista interdisciplinar.
REFERÊNCIAS:

JAPIASSU, H. F. A questão da interdisciplinaridade. Disponível em:


<http://smeduquedecaxias.rj.gov.br/nead/Biblioteca/Formação%20Continuada/Artigos%20Di
versos/interdisciplinaridade-japiassu.pdf>