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Aspectos subjetivos na arquitetura de interiores: elementos compositivos e humanização

Julho/2016

Aspectos subjetivos na arquitetura de interiores: elementos


compositivos e humanização
Adriane Loffler Moraes – adrianeloffler@hotmail.com
Master em Arquitetura
Instituto de Pós-Graduação - IPOG
Rio Branco/AC, 27 de Julho de 2015

Resumo
Este artigo da área de Arquitetura de Interiores que tem por finalidade realizar um estudo
dos elementos compositivos na ambientação de espaços de interiores considerando os
aspectos subjetivos e a humanização desses espaços em relação ao usuário final.
Questionam-se quais os elementos arquitetônicos e de design de interiores que influenciam o
comportamento e saúde, física e psicológica, dos indivíduos. O objetivo desse artigo é
identificar quais os recursos arquitetônicos observados para conceituação e aplicação em
projetos visando à saúde e o bem-estar. Ergonomia, conforto térmico (aquecimento,
arrefecimento e ventilação), conforto ambiental (acústica, iluminação, equipamentos e
mobiliário) e as sensações cromáticas são percebidos no espaço, influenciam e interferem
nos modos de subjetivação, podem moldar o sujeito às necessidades e expectativas desse
espaço. A metodologia utilizada envolveu a pesquisa bibliográfica baseada em material
científico (livros, revistas, artigos e teses) e pesquisas eletrônicas. Espera-se que esse artigo
possa ser utilizado em pesquisas acadêmicas evidenciando que a combinaçao de técnicas e
ferramentas arquitetônicas de subjetivação em projetos de interiores produzam sensações e
percepções que transformem a qualidade de vida dos usuários finais. Conclui-se, portanto,
que esses recursos quando utilizados adequadamente geram não só satisfação pessoal ao
cliente, mas trazem saúde, conforto e segurança.

Palavras-chave: Design de interiores. Humanização. Subjetivação.

1. Introdução
Em tempos contemporâneos vivemos a maior parte de nosso tempo no interior de algum
ambiente. Estudos indicam que em cerca de 80% do dia ocupamos ambientes no trabalho, em
atividades de lazer ou repouso. A arquitetura de interiores adquire, portanto, importância
fundamental pela necessidade de personificação destes ambientes, pelo uso crescente de
equipamentos tecnológicos e pelo reflexo do mundo econômico. Os ambientes interiores
refletem a forma de vida e uso dos espaços, sendo uma extensão do ser humano, precisam ser
pensadas com funcionalidade, estética e conforto. O papel da arquitetura e do design de
interiores é comunicar o intangível: emoções, sensações, prazer, poder, glamour, controle,
beleza, exclusividade, status, perfeição e tantos outros adjetivos buscando a satisfação do
cliente. Para Moraes e Celaschi (2013:47):

ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Edição nº 11 Vol. 01/ 2016 julho/2016
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“A verdadeira novidade é representada pela construção do paradigma trivalente


FUTURO-BEM-ESTAR-INTERDEPENDÊNCIA e pelo posicionamento do design
no centro desse sistema. [...] o bem-estar ao qual se aproxima é o bem-estar holístico
do sujeito inserido no contexto multifatorial que o liga às realizações sociais,
culturais, biológicas, neurológicas e antropológicas das quais é filho ativo; a
interdependência é a consequência em quatro dimensões: sujeito/natureza/artificial/
espaço-tempo que representa, ao mesmo tempo, o delineamento de um sistema de
vínculos extremamente mais rígidos, mas também a abertura para o design de novas
frentes incríveis de ações e de oportunidades criativas.” (MORAES; CELASCHI:
2013:47).

Os locais de convívio do homem concebidos em função de aspectos subjetivos humanizam os


ambientes e podem contribuir positivamente para saúde e o bem-estar dos usuários.
Vasconcelos (2004) afirma que:
“Para humanizar é preciso entender o conceito de ser humano. É preciso ter
consciência de que a pessoa que utiliza o espaço é a peça fundamental na definição
de como deve ser o ambiente. É só conhecendo as necessidades e expectativas do
usuário que será possível proporcionar-lhe um ambiente capaz de supri-las e superá-
las, tornando-o mais próximo de sua natureza, de seus sentimentos, pensamentos e
valores pessoais”. (VASCONCELOS, 2004:23-24)

Nesse sentido, a humanização é percebida como valor, pois resgata o respeito aos
relacionamentos humanos, o profissional de arquitetura e design de interiores atento a essa
particularidade, passará a incluir, no levantamento de necessidades, aspectos sociais, éticos,
emocionais, educacionais e psíquicos do indivíduo e que não se desassociam dos aspectos
físicos, influenciando diretamente sua qualidade de vida. O design humanizado cria melhores
condições de trabalho, lazer e descanso e implica na evolução dos processos que interagem no
espaço ocupado. Esse conceito exige mudanças drásticas na concepção de espaços.

“A humanização dos espaços envolve muitos aspectos, e aproxima-se muito da área


do design de interiores. Ressalta-se o uso da cor, de revestimentos e texturas, objetos
de decoração e mobiliário, iluminação, contato com o exterior e, ainda, o uso de
vegetação onde possível”. (BOING, 2003, p.72 apud VASCONCELOS, 2004:24).

Em muitos casos, projetualmente, as reformas de ambientes adotam padrões pré-concebidos,


sem considerar as relações humanas existentes, deixam de questionar a influência dos
aspectos subjetivos na vida das pessoas que habitam, trabalham ou convivem naquele local.
A integração de diversas áreas de conhecimento faz-se necessária para que contemple os mais
diversos aspectos evidentes nas relações humanas: o estudo antropológico e cultural, os
recursos arquitetônicos, de materiais e revestimentos e de que forma o uso ou não de
determinado recurso influencia no comportamento dos usuários finais são imprescindíveis
para pesquisa, execução e conclusão de qualquer projeto de interiores. “Qualquer
empreendimento humano, para ter sucesso, deve atingir a mente, o coração e o espírito”.
(MEZZOMO, 2002: 42).

2. Antropologia cultural

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Etimologicamente, o termo antropologia (anthropus, homem; logos, estudo) significa o


estudo do homem. Por sua preocupação com as ciências humanas, busca identificar o ser
humano sob um ponto de vista holístico, conferindo-lhe aspectos sociais, humanos e naturais,
propondo em sua essência o estudo do homem enquanto elemento integrante de grupos
organizados, sua história, crenças, usos e costumes, filosofia, linguagem, o conhecimento
psicossomático do homem e sua evolução social e cultural.
Hoebel e Frost (1981:3) definem a antropologia como “[...] a ciência da humanidade e da
cultura. Como tal é uma ciência superior social e comportamental, e mais, na sua relação com
as artes e no empenho do antropólogo em sentir e comunicar o modo de viver total de povos
específicos, é também uma disciplina humanística”.
Campo mais amplo da ciência antropológica, a antropologia cultural compreende o estudo do
homem enquanto ser cultural, isto é, busca identificar os elementos da cultura no tempo e no
espaço, suas origens, desenvolvimento, semelhanças e diferenças. Depreende-se, portanto,
que a forma de organização de um povo, seus costumes e tradições transmitidas a partir do
senso comum se apresentam como a identidade social desse grupo. De acordo com Geertz
(1978:15):
“O conceito de cultura que eu defendo [...] é essencialmente semiótico. Acreditando,
como Max Weber, que o homem é um animal amarrado a teia de significados que
ele mesmo teceu, assumo a cultura como sendo essas teias e a sua análise; portanto,
não como uma ciência experimental em busca de leis, mas como uma ciência
interpretativa à procura do significado (GEERTZ, 1978: 15).

Para Marconi (2008), a cultura, de um modo geral, compõe-se dos seguintes elementos:
 Conhecimento: origina-se do senso comum, transmitido de geração em geração e
engloba os mais variados temas, quer seja relevantes à sobrevivência (construção de abrigos,
obtenção de alimentos, proteção contra intempéries, etc) ou ainda relacionados à organização
social (usos e costumes, técnicas de trabalho, etc.);
 Crenças: é a certeza de algo comprovado ou não cientificamente, isto é, considera uma
atitude mental que baseia a tomada de decisão e possui conotação emocional;
 Valores: podem indicar situações ou objetos considerados apropriados ou desejáveis,
expressam sentimentos e orientam o comportamento humano, e podem ser classificados em:
tecnológico (p. ex.: qualidade de um equipamento), econômico (p. ex.: relação custo-
benefício – durabilidade x custo), moral (p. ex.: uso ou não de produtos falsificados), ritual (p.
ex.: fazer sinal da cruz ao passar/entrar na igreja – católicos), estético (p. ex.: cores que
simbolizam luto – Ocidente: preto e oriente: Branco) ou associativo (lucro e divisão de
ganhos);
 Normas: são regras criadas por membros de uma sociedade e influencia o modo de
agir dos indivíduos em determinadas situações. Pode representar os direitos e os deveres
estabelecidos pela cultura ou leis (normas ideais) ou a maneira de agir dos indivíduos em
certas situações, que fogem às normas ideais (normas comportamentais).
 Símbolos: representam elementos concretos ou abstratos, aos quais os indivíduos
atribuem valor ou significado específico.
Formado ainda por inúmeros traços culturais e integrados, a cultura de uma sociedade engloba
diversos ramos de estudo, dentre os quais citamos:

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 Arqueologia: (archaios – antigo; logos – estudo) é o estudo da cultura material de


sociedades que têm escrita ou não, que possibilita ao pesquisador estudar, conhecer e
reconstituir o modo de vida das sociedades coloniais e pré-coloniais.
 Etnografia: (ethnos – povo; graphein – escrever) é o estudo descritivo da cultura dos
povos, sua língua, raça, religião, hábitos etc., como também das manifestações materiais de
suas atividades. É a ciência das etnias.
 Etnologia: (ethnos – povo; logos – estudo) é a ciência que analisa as situações e
documentos registrados pela etnografia, descrição das várias etnias ou da cultura de um povo,
interpretando-os a fim de propor uma comparação entre culturas.
 Linguística: é um meio de comunicação e/ou instrumento de pensamento. A grande
diversidade de línguas acompanha a grande variedade de culturas, cada uma delas com suas
formas e estruturas básicas definidas.
 Folclore: é o estudo da cultura espontânea dos grupos, investiga os fatos da cultura
material e espiritual que, originados espontaneamente, permanecem no seio do povo, tendo
determinada função.

3. Conforto ambiental
“Estudos a respeito de conforto têm demonstrado que condições desfavoráveis –
como excesso ou ausência de calor, umidade, ventilação e renovação do ar, ruídos
intensos e constantes, condições lumínicas inadequadas, odores distintos e diversos
– podem representar uma grande fonte de tensão no desenvolvimento das atividades
de trabalho. Para cada uma das variáveis ambientais (luz, clima, ruídos, odores,
cores) há características específicas mais ou menos facilitadoras das sensações
humanas, resultando nos segmentos de percepção visual, lumínico, acústico,
higrotérmico, olfativo e ergonômico”. (ANVISA, 2014:12)

Os componentes de conforto e abordagens que interferem na percepção humana podem ser


verificados na figura a seguir:

Fig. 5. Fatores ambientais, abordagens e interferências que resultam no conforto humano.


Fonte: BITENCOURT (2013) apud ANVISA (2014:12)

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Projetos que estimulam a adoção de partidos humanizadores têm surgido especialmente em


ambientes de saúde, mesmo que timidamente, de forma crescente no Brasil. Um de seus
maiores precursores, o arquiteto João da Gama Filgueiras Lima, mais conhecido como Lelé,
incluia em seus projetos o estudo de conforto ambiental, sustentabilidade, tecnologia e meio
ambiente. Lelé, em uma entrevista à Revista AU (2008:42), afirma:

“[...] os recursos de tecnologia colocados a favor da saúde, se tornaram inóspitos e


inadequados, com espaços herméticos, ar-condicionado, elementos artificiais que
dificultam a situação psicológica do paciente. Para curar um paciente é preciso
primeiro curar sua cabeça, e depois vem o corpo. Se você não tiver um paciente
devidamente tratado psicologicamente é muito difícil ter uma cura integral.” (LELÉ,
2008:42).

Considerando a amplitude do assunto, trataremos resumidamente, dentro de cada interferência


apresentada: componente cultural, fisiologia humana e valores subjetivos, abordagens a
respeito da ergonomia, conforto térmico e sensações cromáticas.

3.1. Ergonomia

O respeito aos usuários independentemente de sua condição física começa a ganhar destaque
nos cursos que formam os profissionais no país. Moraes (2003), falando sobre cursos de pós-
graduação, deixa claro que a ergonomia pode oferecer uma grande contribuição para a
pesquisa em design e consequentemente para o processo de criação dos projetos.
A ergonomia (ergon = trabalho; nomos = lei, regras) de acordo com a Ergonomics Research
Society (Inglaterra): “(...) é o estudo do relacionamento entre o homem e seu trabalho,
equipamento, ambiente e particularmente, a aplicação dos conhecimentos de anatomia,
fisiologia e psicologia na solução dos problemas que surgem desse relacionamento”. No
Brasil, a Associação Brasileira de Ergonomia (ABERGO) que representa o setor, afirma que:
“Os ergonomistas contribuem para o planejamento, projeto e a avaliação de tarefas, postos de
trabalho, produtos, ambientes e sistemas de modo a torná-los compatíveis com as
necessidades, habilidades e limitações das pessoas”.
Assim, podemos dizer que a ergonomia preocupa-se com o bem-estar das pessoas que se
utilizam de equipamentos, máquinas, ferramentas e até mesmo do mobiliário em seu
cotidiano, busca ainda, influenciar positivamente sobre o desempenho do trabalhador em
sistemas produtivos, gerando segurança, reduzindo o risco de acidentes e as consequências
nocivas geradas dessa relação.
Na intervenção em ambientes construídos para estruturação e adequação ergonômica,
especialmente no ambiente comercial, alguns fatores intangíveis e com alto risco de
investimento estão relacionados aos custos: de elaboração do projeto, da aquisição de
máquinas, materiais e equipamentos adequados, treinamento do pessoal e queda da produção
durante o período de implantação. A partir da implantação, observa-se uma acentuada queda
nos índices de acidentes, lesões, custos de treinamento, absenteísmo e passivo trabalhista, e
consequentemente aumento da qualidade e produtividade, que geram economia de materiais,
mão-de-obra (pois evita o retrabalho) e energia.

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Gurgel (2007:89) aborda o assunto de uma nova maneira conceituando a ergonometria (ergon
= trabalho; nomos = lei, regras; metria = técnica de medição): “Ergonometria é a ciência que
combina as características físicas do corpo humano, a fisiologia e fatores psicológicos, a fim
de incrementar a relação existente entre o meio ambiente e seus usuários”.

Fig. 2. Dimensões mínimas recomendadas para que os movimentos do corpo humano desenvolvam-se
livremente. Fonte: Miriam Gurgel (2007:91).

Podemos perceber, de acordo com a figura acima, que as dimensões dos espaços e medidas
antropométricas do mobiliário, sua disposição, o fluxo e circulação dentro dos ambientes
influenciam na saúde e bem-estar dos usuários. Ainda de acordo com Gurgel (2007:89):

“Associando o modo pelo qual respondemos às temperaturas, ao som e à iluminação


com medidas anatômicas ideias, estabelecemos um padrão que deve ser utilizado
como base no design de espaços mais humanizados e funcionais, bem como no
design de equipamentos e peças de mobiliário” (GURGEL, 2007:89).

Considerando ainda, que em projetos de interiores os usuários podem ser portadores de


diversos problemas de saúde, a correta aplicação das medidas antropométricas influencia de
maneira positiva a concepção do projeto, com entrega de serviço individualizado e
respeitando as limitações físicas do cliente. Podemos utilizar os padrões como referência,
adequando a cada caso o que melhor se enquadrar ao perfil do indivíduo.

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Fig. 3. Espaços necessário para movimentação das pessoas.


Fonte: Miriam Gurgel (2007:153).

3.2. Conforto térmico

No Brasil, país de dimensões continentais, onde predominam os climas quente e úmido,


devemos empreender atenção especial para que projetualmente desenvolvam-se ambientes em
que o conforto térmico seja adequado para cada atividade a ser desenvolvida. De acordo com
Ruas (1999:11):

“O conforto térmico num determinado ambiente pode ser definido como a sensação
de bem-estar experimentada por uma pessoa, como resultado da combinação
satisfatória, nesse ambiente, da temperatura radiante média (trm), umidade relativa
(UR), temperatura do ambiente (ta) e velocidade relativa do ar (vr) com a atividade
lá desenvolvida e com a vestimenta usada pelas pessoas”. (RUAS, 1999:11)

Para a melhor qualidade do conforto climático dentro das edificações é necessário considerar
a importância do tratamento da cobertura, que “pode ser responsável pela maior parte do
sobreaquecimento” (BARROSO-KRAUSE, 2004:25 apud ANVISA, 2014:24). Além disso, a
utilização de equipamentos para captação de energia solar para aquecimento da água e uso de
energia fotovoltaica e a correta implantação de vegetação em áreas internas ou externas pode
ainda, além de outros fatores, determinar a redução no consumo de energia elétrica.

“A utilização do paisagismo pode representar uma contribuição importante para a


qualidade climática da edificação e da ambiência geral da paisagem. Além dos
aspectos relacionados ao sombreamento que determinadas espécies de árvores
podem proporcionar, deve-se ressaltar a possibilidade de gerenciamento da trajetória
dos ventos. Dessa forma, o tratamento paisagístico poderá facilitar a manutenção de
uma ventilação mínima em toda a edificação”. (ANVISA, 2014:23).

Outros recursos interessantes para aplicação em projetos que colaboram com a


sustentabilidade em edificações são: o uso da ventilação natural, telhados verdes, brise soleil

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(quebra-sol) e espelhos d’água (em climas quentes/secos). Além das normas utilizadas para
mensurar o conforto térmico, entre elas a ABNT NBR 7.256 e a ISO 7730 (1994), devemos
considerar os aspectos climáticos de cada região do país em que o projeto está inserido,
adequando-o às características geográficas regionais pertinentes à diversidade climática do
Brasil.
Fatores ambientais e pessoais podem causar efeitos fisiológicos e psicológicos em indivíduos
e expostos a condições climáticas severas, de alta ou baixa temperatura, conforme
demonstrado na figura a seguir:

Fig. 4. Percepção e efeitos adversos sobre os desvios de temperatura ambiental.


Fonte: GRANDJEAN (1998:300) apud ANVISA (2014:35)

O homem utiliza mecanismos de termo-regulação, em que a pele, maior órgão utilizado para
esse fim regula a quantidade de sangue que circula na superfície do corpo, através da
vasodilatação ou da vasoconstrição, realizando assim a troca de calor em maior ou menor
grau com o meio.

[...] o corpo humano, através do mecanismo de vaso constrição, defende-se


mantendo ao máximo o calor interno próximo aos 37°C e no mecanismo oposto de
vaso dilatação é permitido ao organismo manter os mesmos 37°C através da
transpiração ativa por meio das glândulas sudoríparas (FROTA; SCHIFFER, 1999:
22).

Segundo Iida (2005:492), a temperatura interna do corpo pode oscilar em 37 ± 2º C, ou seja,


entre 35 a 39ºC. Acima e abaixo desses valores indicam anormalidade e ainda, temperaturas
abaixo de 25ºC e acima de 42ºC podem tornar-se fatais. “Isso é diferente da temperatura
superficial da pele, que pode variar em cada parte do corpo, e também sofrer variações
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maiores, em contato com a atmosfera externa”. Portanto, a sensação de frio ou calor não é
causada pela temperatura do ambiente em si, mas pela perda de calor do corpo quando as
condições térmicas ambientais ultrapassam esses limites, conforme podemos ver na figura a
seguir:

Fig. 5. Zonas de respostas fisiológicas.


Fonte: <http://www.labeee.ufsc.br/sites/default/files/disciplinas/aula2-confortotermico2014-1_0.pdf>

Outras variáveis que podem afetar a concepção do projeto para adequação do conforto
térmico são: idade, peso, sexo, raça, altura e hábitos alimentares dos indivíduos.

3.3. Sensações cromáticas

No que diz respeito às sensações cromáticas, Stone (2003) afirma que a cor no ambiente pode
agir como estímulo, podendo influenciar o humor, a satisfação e a motivação do indivíduo.
Pedrosa (2003:19) corrobora com Stone quando afirma:

“A cor não tem existência material. Ela é, tão-somente, uma sensação provocada
pela ação da luz sobre o órgão da visão. Em linguagem corrente, a palavra cor tanto
designa a sensação cromática, como o estímulo (a luz direta ou o pigmento capaz de
refleti-la) que a provoca. Mas, a rigor, esse estímulo denomina-se matiz, e a
sensação provocada por ele é que recebe o nome de cor”. (PEDROSA, 2003:19).

Sendo a cor um importante elemento tanto na concepção espacial do projeto quanto na


concepção da iluminação, é possível que em um projeto de design de interiores a iluminação
esteja tecnicamente correta e ainda assim causar insatisfação pelo efeito deficiente das cores
do ambiente, dentre uma infinidade de tonalidades existentes, citaremos as seguintes:
- O cinza expressa neutralidade, indiferença e reserva, mas também é a cor da
segurança, confiabilidade, modéstia, maturidade, apatia, é conservadora e chata,
vislumbrando-se por ela a monotonia. É uma cor que pode, fisiologicamente, ser deprimente
ou edificante, dependendo da tonalidade (claro ou escuro). O excesso de cinza no ambiente
cria tristeza e pode levar o usuário a uma tendência ao isolamento e à solidão.
- O vermelho é uma cor emocionalmente intensa: do fogo e do sangue.
Fisiologicamente aumenta o metabolismo, a taxa de respiração e a pressão arterial. Simboliza
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coragem, força, poder, paixão, energia, guerra, determinação, perigo, desejo, ação, força e
amor. Em outras culturas, como na China e Índia, é a cor da sorte e da pureza,
respectivamente, sendo usada inclusive como vestido de casamento nos dois países. Cor
quente e positiva está associada à vontade de sobrevivência e necessidades físicas, emana uma
energia masculina poderosa e forte. Com suas variadas tonalidades, pode significar ainda:
(vermelho) sexualidade, sensibilidade, paixão, amor e alegria; (rosa) amor, romance e
amizade; (vermelho escuro) raiva, coragem, liderança, força de vontade, vigor, ira e malícia;
(marrom avermelhada) queda e colheita. Psicologicamente, pode transmitir confiança e força
de vontade, motivando à ação. Utilizando-a como cor de destaque em ambientes, estimula à
tomada de decisões rápidas, pode ainda, estimular o apetite, sendo comumente utilizada em
restaurantes.
- O verde é a cor mais tranquila e sedativa de todas e tem grande poder de cura.
É a cor da calma indiferente, e tem forte correspondência emocional com estabilidade,
equilíbrio, harmonia, segurança e resistência. Está associado a conceitos como natureza,
saúde, dinheiro (especialmente nos EUA), frescor, crescimento, abundância, fertilidade,
plantas, bosques, vegetação, primavera, vigor, frescor, esmeralda, honra, cortesia, civismo,
boa sorte, mas também sentimentos como ciúmes e ganância. Considerada a cor mais
repousante para o olho humano, é a combinação de amarelo e azul, utiliza a clareza mental e
otimismo do amarelo combinado com a calma e discernimento do azul, reflete e inspira
esperança. Em tonalidades mais escuras cria a sensação de inveja e ambição, já o verde oliva,
transmite a sensação de paz, e o verde claro, a cor associada à proteção e cura emocional.
- O azul, cor do céu e do mar, está usualmente associada à estabilidade e
profundidade. Simboliza confiança, responsabilidade, sabedoria, inteligência, fé,
tranquilidade, serenidade, verdade, lealdade. Entre as características que nos afetam
fisiologicamente, o azul retarda o metabolismo e produz efeito calmante. Ligado
culturalmente ao masculino, o azul suprime o apetite, transmite a necessidade de ordem e
direção (na vida e no trabalho), podendo contar com essa cor para assumir o controle de uma
situação difícil. Por essas características intrínsecas do “homem”, o azul é objetivo, melhora a
capacidade de comunicação de anseios e desejos, inspirando ideais mais elevados. A luz azul
frequentemente é associada à cura, compreensão, saúde e suavidade e a tonalidade mais
escura representa o poder, a integridade, a seriedade e o conhecimento.
- O amarelo é a cor do sol e do calor. Como é uma cor quente, cria a sensação
de alegria, diversão, energia, inteligência, criatividade, felicidade, prosperidade, idealismo,
entusiasmo e riqueza (ouro). Fisiologicamente, estimula a mente, o raciocínio lógico e o
processo de análise, auxilia na tomada de decisão, cria agilidade mental e percepção. É ainda
uma cor esclarecedora, relacionando-se com o conhecimento adquirido, é edificante, e
ilumina o espírito das pessoas, despertando maior confiança e otimismo. Dentre seus aspectos
negativos, o amarelo é a cor da fraqueza, da loucura, da mentira, da traição, do declínio, da
melancolia e do outono. Quando utilizado excessivamente, essa cor pode ter um efeito
perturbador e provocar doenças: ansiedade, nervosismo, agitação, estresse, apreensão. Pode
tornar as pessoas excessivamente críticas e causar confrontos. Instável e espontânea não é
recomendada se a sensação a ser transmitida for de estabilidade e segurança.
- O laranja é a mistura da energia do vermelho e da felicidade do amarelo.
Associado à luz do sol e aos trópicos, representa espontaneidade, determinação, atração,

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sucesso, entusiasmo, alegria, fascínio, encorajamento, concorrência, independência e


criatividade. Por ser uma cor quente, transmite a sensação de calor, é convidativa, física e
mentalmente estimulante, convida à comunicação, auxilia na recuperação da dor, diminui a
sensação de decepção e desespero. Fisiologicamente, aumenta o suprimento de oxigênio para
o cérebro, estimula a atividade mental e produz efeito revigorante, estimula o apetite e está
associada à alimentação saudável. Vários restaurantes utilizam variações de laranja como o
damasco, o pêssego ou a terracota intencionalmente para promover a interação social o
diálogo e subjetivamente aumentar o apetite dos consumidores.
- O branco é associado à pureza, inocência, luz, inocência, frio, sabedoria,
reverência, paz, segurança, esterilidade, neutralidade, independência, rendição, virgindade,
higiene, limpeza. Excesso de branco pode causar sentimentos de vazio e isolamento. Contém
o equilíbrio de todas as cores e representa os aspectos negativos e positivos que elas
transmitem. Reflexiva, a cor branca desperta crescimento, criatividade e abertura.
Fisiologicamente, o branco transmite calma, cria organização, eficiência e simplicidade.
Bastante associado a hospitais, clínicas e ambientes médicos, ele transmite segurança,
sensação de esterilidade e eficácia.
- O preto é a cor do poder, modernidade, sofisticação, formalidade, morte,
medo, anonimato, raiva, mistério, oculto, intimidante, hostil, secreto, pecado, desonestidade,
tristeza, solidão, melancolia, austeridade, inacessível, renúncia, elegância, modernidade,
desconhecido, autoridade. Seu uso excessivo pode criar um ambiente negativo e causar
alterações de humor e depressão, pode ainda impedir a comunicação de duas vias por causa da
sensação de intimidação que provoca. No ambiente cria a sensação de perspectiva e
profundidade, quando inserido no fundo de uma parede diminui a área útil. Para molduras de
quadro, galerias ou lojas de arte o preto faz as outras cores se destacarem, mas pode imprimir
a sensação de agressividade.
- O marrom é sólido, seguro, calmo, natureza, rústico, estabilidade, estagnação,
maturidade, dever, reconfortante, praticidade, peso e aspereza. Fisiologicamente pode
transmitir conforto físico e qualidade, encoraja ordem e organização ou transmite sensação de
sujeira e mesquinhez. Ligado às ciências da terra, o marrom está associado a produtos naturais
e orgânicos, vida saudável, agricultura, ar livre e agropecuária. Mulheres evitam o marrom
por considerarem uma cor chata e suja.
Há ainda, para correta aplicação cromática, diferenças entre observadores, tamanho, fundo e
direção que devem ser observadas:
 Diferenças entre Observadores: a sensibilidade entre os olhos de diferentes indivíduos
é levemente diferente. Além disso, a sensibilidade do olho diminui com o aumento da idade
do observador. Para que houvesse a padronização desse elemento, em 1931, a Comissão
Internacional de Iluminação (CIE) criou o observador padrão 2° (leia-se padrão dois graus),
em 1964 criou o padrão observador 10° (leia-se padrão dez graus). O observador padrão
representa a sensibilidade do olho humano com a mistura das três cores primárias: vermelho,
verde e azul. O padrão observador 10°, com campo maior de visão é comumente usado em
espectrofotômetros para a formulação e avaliação da cor de vários tipos de amostras. Os
colorímetros, por outro lado, usam tipicamente o observador padrão 2°. Este campo de visão
menor é comum dentro de outros procedimentos de avaliação de cor, especialmente para
aplicações de alimentos e controle de qualidade.

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Aspectos subjetivos na arquitetura de interiores: elementos compositivos e humanização
Julho/2016

 Diferenças de Tamanho: Ao observar uma pequena amostra de tecido, quando


comparada a uma cortina feita do mesmo tecido, esta pode parecer mais brilhante ou intensa
que a amostra. Cores cobrindo grandes áreas tendem a parecer mais intensas que em pequenas
áreas. Este efeito é conhecido como efeito de área. Selecionar cores para grandes áreas
baseado em pequenas amostras pode conduzir a equívocos.
 Diferenças de Fundo: Objetos observados em fundo bem escuro parecem mais
brilhantes do que são; quando observados em fundo bem claro parecem menos brilhantes do
que são. Esse efeito é conhecido como efeito de contraste e é indesejável para um adequado
julgamento de cores.
 Diferenças Direcionais: As superfícies refletem a luz de forma diferente e para
diferentes direções. Materiais que refletem com grande direcionalidade apresentam coloração
diferente conforme varia a posição relativa entre os objetos.
Sabendo-se que o uso das cores pode interferir visualmente nos ambientes, alguns “truques”
podem auxiliar na correção e/ou concepção do projeto:
 Encurtando o Ambiente: Para uma sala retangular muito comprida, por exemplo, pinte
as paredes menores com uma cor mais escura;
 Alongando o Ambiente Quadrado: Aplique cor mais escura em duas paredes, uma de
frente para a outra;
 Escondendo Objetos: Pinte a parede no mesmo tom do objeto que você quer esconder;
 Destacando Objetos: Aplique uma cor intensa ou contraste na parede de fundo;
 Rebaixando o Teto: Pinte o teto com uma cor mais escura do que a das paredes;
 Elevando o Teto: Pinte o teto com uma cor mais clara que a das paredes;
 Alargando o Corredor: Pinte as extremidades do corredor (paredes menores) e o teto
com uma cor mais escura do que a das paredes que acompanham o sentido do corredor;
 Alongando a Parede: Nesse caso, é fundamental que a parede seja bicolor, com a
divisa entre as duas cores à meia altura (nessa separação, pode-se inclusive aplicar um
barrado). Na parte de cima da parede, o tom deve ser mais claro do que a cor da parte de
baixo;
 Encurtando a Parede: Exatamente a situação inversa do item acima. A parte de cima
da parede deve ser de um tom mais escuro que a cor da parte de baixo.
Na ambientação, o uso de tintas pode sugerir inúmeras possibilidades de inovar residências,
mas é conveniente optarmos por cores mais suaves e realçarmos os pontos fortes da casa com
detalhes em cores mais expressivas.

4. Conclusão

Na fase inicial, a análise sistêmica do ambiente, o levantamento das atividades exercidas, os


problemas e demandas para aplicação da proposta de intervenção, o uso de materiais, dos
usuários, fluxos, processos faz o profissional entender a dinâmica ambiental. A partir desse
entendimento e verificando as interferências positivas e negativas do ambiente, o profissional
propõe melhores equipamentos, layout e/ou tecnologias que farão desse espaço um local em
que o usuário sinta-se pertencido, humanizando o ambiente. Importante destacar que os
profissionais na área de arquitetura ou design de interiores pouco ou quase nunca fazem
estudos pós-ocupação, garantido que as intervenções propostas adequaram-se ao que

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inicialmente o cliente almejava. Essa definição de qualidade do ambiente relaciona-se com a


conexão dos usuários com o espaço ocupado e considera uma infinidade de compontentes:
equipamentos, conforto térmico, acústico e lumínico, paisagismo, materiais e revestimentos,
que geram sensações e percepções de acolhimento, bem-estar e pertencimento, aspectos esses,
considerados fundamentais em uma perspectiva integrada. Os recursos de subjetivação em
projetos de interiores utilizados adequadamente podem, assim, gerar não só satisfação pessoal
ao cliente, mas trazer saúde, conforto e segurança aos usuários finais.
Profissionais que se utilizam de metodologias através da adoção de técnicas intencionais para
que o usuário se sinta parte do ambiente ocupado, quer seja com fachadas transparentes que
integram e ocupam harmonicamente a edificação, quer seja com a flexibilização dos
ambientes ou a acessibilidade, que facilitam a usabilidade e o acesso aos diversos setores do
espaço, podem garantir o sucesso de seus projetos.

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