Você está na página 1de 3

Marcos Carnaúba

SOLUÇÕES DE ENGENHARIA
CREA 3034-D-PE/AL 1/3

27- DURABILIDADE – INTERPRETAÇÕES - LETRAS MIÚDAS DA NBR 6118:2003

Quadro Síntese dasTabelas 6.1-7.1-7.2- parâmetros da NBR-6118/2003 wk


Lajes abertura
Vigas e Pilares da
fissura
Relação Cobrimento Cobrimento
Classe Agressividade ambiente Risco CA mm
A/C (mm) (mm)
Rural
I Fraca insignificante 0,65 C20 25 20 ≤0,4
Submerso
II Moderada Urbano Pequeno 0,60 C25 30 25 ≤0,3
Marinho
III Forte Grande 0,55 C30 40 35 ≤0,3
Industrial
Industrial
IV Muito forte Respingos Elevado 0,45 C40 50 45 ≤0,2
de maré
Os cobrimentos nominais da Norma, acima definidos, são os mínimos já acrescidos da tolerância Δc=
10mm; no caso do controle rigoroso da qualidade do concreto e da rígida aferição de dimensões durante
a execução, eles podem ser reduzidos de 5 mm. Nota do autor: controle rigoroso – só existe em estruturas
pré-fabricadas.
Observação:
em todos os municípios litorâneos a agressividade deverá ser considerada Classe III – conforme
destacado – observação do autor, sob o entendimento do que consta como agressividade
marinha.
Complementos – ambiente úmido é aquele que sofre mecanismos de secar e molhar, exposto ao tempo.
1-Pode-se admitir um microclima com uma classe de agressividade mais branda (um nível acima) para
ambientes internos secos (salas, dormitórios, banheiros, cozinhas e áreas de serviço de apartamentos
residenciais e de conjuntos comerciais ou ambientes com concreto revestido com argamassa e pintura).
2-Para a face superior de lajes e vigas revestidas com argamassa de contrapiso, com revestimentos
finais secos tipo carpete e madeira, com argamassa de revestimento e acabamento tais como pisos de
elevado desempenho, pisos cerâmicos, pisos asfálticos e outros as exigências desta tabela podem ser
substituídas por 7.4.7.5, respeitado um cobrimento nominal ≥ 15 mm.
7.4.7.5-O cobrimento nominal de uma barra deve ser: cnom ≥ Φ da barra;
cnom ≥ Φ feixe = Φn = Φ n1/2 (n= número de barras do feixe).
3-Dimensão máxima característica do agregado graúdo: dmáx ≤ 1,2 cnom
4-Nas faces inferiores de lajes e vigas de reservatórios, nas estações de tratamento de água e esgoto,
condutos de esgoto, canaletas de efluentes e outras obras em ambiente química e intensamente
agressivos, a armadura deve ter cobrimento nominal ≥ 45 mm.
Note: os dados acima são partes das Tabelas 6.1, 7.1, 7.2, e de outros itens da NBR 6118:2003

EXEMPLOS DIDÁTICOS

a)-Edificação – Moldes, Detalhes e Corte – Esc. 1:100

P1-30/60 ambiente externo P2-30/60 ambiente externo P3-30/60

V1-20/60 V1-20/60

1 1
ambiente interno ambiente interno
– piso revestido – piso revestido
V4-25/60

V5-20/60
V3-20/60

L1 L2 L3
h=15 h=15 h=15
111 111 111
ambiente externo

V2-20/60 V2-20/60

P4-30/60 P5-30/60 P6-30/60

R. Desp. Humberto Guimarães, 587 – Ed. Solar de Greenwich – ap.601.Ponta-Verde, CEP. 57035-030
Tel. (082) 3231.3232 -Cel. 9981.6748 - e-mail: marcarnauba@gmail.com – Maceió – AL- Brasil
Marcos Carnaúba
SOLUÇÕES DE ENGENHARIA
CREA 3034-D-PE/AL 2/3

Considerando as prescrições acima sintetizadas os pilares P1-P2-P3, as vigas


V1 - V5, e a laje L3 devem ser considerados em ambiente externo, enquanto os
demais componentes da estrutura devem ser considerados em ambiente interno.
Para maior clareza, considera-se o modelo situado em zona litorânea,
ambiente marinho, Classe III, cobrimentos de 40 mm para pilares e vigas externos, 35
mm para lajes. Para ambientes internos, secos, Classe II (um nível acima),
cobrimentos de 30 mm para pilares e vigas, 25 mm para lajes.

1-Pilares P1-P2-P3 – 30/60; vigas V1, V4 e V5 – 20/60 – detalhes dos cobrimentos.


Esc 1:20

Cobrimentos:
P2-30/60 c1nom= 40 mm (externo) P3-30/60
c1 c1
c2nom= 30 mm (interno – um nível acima)

c1 c1 c1 c1
c1
V1-20/60

c2
c2 c2 c2 c1

V4-20/60 V5-20/60

2- Corte 1-1 - Lajes L1-L2-L3; vigas V4 – V5 – detalhes dos cobrimentos.


Esc. 1:20

Cobrimentos:
c1nom= 40 mm (externo-viga)
P2-30/60 c2nom= 30 mm (interno-viga-um nível acima) P3-30/60
c3nom= 25 mm (interno-laje-um nível acima)
c4nom= 35 mm (externo – laje)

L1 c5 L2 c4 c4
L3

c3 c3 c4

c2 c2 c2 c1

c2 c1

Lajes e vigas, ambiente interno revestido – ver item 2 do Quadro Síntese


c5nom –maior ou igual aos seguintes valores : ≥ Ø do feixe = Øn = Ø1/2 ≥ 15mm;
≥ 0,5 Ø da bainha (concreto protendido).
Note: otimizam-se as armaduras de lajes e vigas. Requer ajustes de softwares.

R. Desp. Humberto Guimarães, 587 – Ed. Solar de Greenwich – ap.601.Ponta-Verde, CEP. 57035-030
Tel. (082) 3231.3232 -Cel. 9981.6748 - e-mail: marcarnauba@gmail.com – Maceió – AL- Brasil
Marcos Carnaúba
SOLUÇÕES DE ENGENHARIA
CREA 3034-D-PE/AL 3/3

b)-Reservatório –Moldes, Detalhes e Corte – Esc. 1:100

P1-20/20 PAR I (bw ≥ 18) P2-20/20

1 1

PAR IV (bw ≥ 18)


PAR III (bw ≥ 18)

V1 (20/60)
L1 L2
h=15 h=15
111 111

PAR II (bw ≥ 18)

P1-20/20 P2-20/20

2- Corte 1-1 - PAR III; Lajes L1-L2; Viga V1 – Esc. 1:20

c8

c6

c8 c7 c6 c6

c6

c7

c8

Reservatório - água potável – cobrimentos Reservatório – esgoto – cobrimentos


c6 nominal = 45 mm c6 nominal = 45 mm
c7 nominal = 35 mm c7 nominal = 45 mm
c8 nominal = 35 mm c8 nominal = 35 mm
Note: No caso de reservatório enterrado recomenda- Note: No caso de reservatório enterrado recomenda-se
se o cobrimento externo, c8 = 55 mm, observados os o cobrimento externo, c8 = 55 mm, observados os
limites da norma CETESB L1.007 envolvendo pH, limites da norma CETESB L1.007 envolvendo pH, CO 2,
4+ 2+ 2- 4+ 2+ 2-
CO2, NH , Mg ,SO4 e sólidos dissolvidos; para os NH , Mg ,SO4 e sólidos dissolvidos; para os solos
solos (envolvendo peças estruturais) a análise deve (envolvendo peças estruturais) a análise deve ser feita
ser feita no extrato aquoso. no extrato aquoso.
Julho de 2013

R. Desp. Humberto Guimarães, 587 – Ed. Solar de Greenwich – ap.601.Ponta-Verde, CEP. 57035-030
Tel. (082) 3231.3232 -Cel. 9981.6748 - e-mail: marcarnauba@gmail.com – Maceió – AL- Brasil