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CORRENTES DO PENSAMENTO GEOGRÁFICO

Tudo começou com a organização de todo conhecimento que existia até então. Isso
aconteceu em meados do século XIX, com Humboldt e Ritter.

Determinismo Ambiental

Foi o primeiro paradigma a caracterizar a geografia que emerge no final do século XIX,
na Alemanha. Principal representante: Friedrich Ratzel. Concepções defendidas: As
condições naturais determinam o comportamento do homem, interferindo na sua
capacidade de progredir. Ratzel cria conceitos como: espaço vital, região natural, fator
geográfico e condição geográfica.

Possibilismo

Surge ao fim do século XIX, na França. Principal representante: Paul Vidal de La


Blache. Concepções defendidas: Procurou abolir qualquer forma de determinação,
adotando a ideia de que a ação humana é marcada pela contingência. A natureza é
considerada como fornecedora de possibilidades para que o homem a modificasse.

Método Regional

Vem contrário ao Possibilismo e ao Determinismo. Nele, a diferenciação de áreas é


vista através da integração de fenômenos heterogêneos em uma dada porção da
superfície da Terra. Focalizando assim o estudo de áreas e atribuindo à diferenciação
como objeto de geografia. A partir dos anos 40 essa corrente ganha importância com
raízes em Alfred Hettner e Hartshorne.

Nova geografia

Surge após a 2.a Guerra Mundial com o objetivo de justificar a expansão capitalista,
assim como dar esperanças aos “deserdados da terra”. Concepções defendidas:
utilização do método positivista lógico (Neopositivismo), utilizando-se para isso de
técnicas estatísticas.

Geografia Crítica

Surge após a década de 1970 em oposição ás correntes anteriores, com intenção de


participar de um processo de transformação da sociedade. Esse paradigma repensa a
questão da organização espacial, herdada basicamente da nova geografia. Trata-se,
no caso, de ir além da descrição de padrões espaciais, procurando-se ver as relações
dialéticas entre formas espaciais e os processos históricos que modelam os grupos
sociais.
A sistematização da Geografia teve inicio em meados do século XIX, com Humboldt e
Ritter. Derivando destes dois autores surgem as correntes de pensamento geográfico.
Destacam-se como correntes de pensamento geográfico: o Determinismo Ambiental, o
Possibilismo, o Método Regional, a Nova Geografia e a Geografia Crítica. Segundo
CORREA (2000) cada uma delas com suas práticas teóricas, empíricas e políticas,
seguindo uma seqüência histórica predomina e, ou coexiste com outra corrente.

O Determinismo Ambiental foi o primeiro paradigma a caracterizar a geografia que


emerge no final do século XIX. Teve como principal personagem o alemão Ratzel.
Seus defensores afirmam que as condições naturais determinam o comportamento do
homem, interferindo na sua capacidade de progredir. Segundo CORREA (2000 ) essa
interpretação de “determinação acabou servindo como ferramenta para ocultar uma
ideologia das classes dominantes. Ratzel cria conceitos como : espaço vital, região
natural, fator geográfico e condição geográfica.

Ao fim do século XIX, em reação ao determinismo geográfico surge na França, o


Possibilismo. Este, procurou abolir qualquer forma de determinação, adotando a idéia
de que a ação humana é marcada pela contingência. a natureza era considerada
como fornecedora de possibilidades para que o homem a modificasse. Teve como
precursor Paul Vidal de La Blache.

O terceiro paradigma da geografia é o Método Regional que vem contrário ao


Possibilismo e ao Determinismo. Nele, a diferenciação de áreas é vista através da
integração de fenômenos heterogêneos em uma dada porção da superfície da Terra.
Focalizando assim o estudo de áreas e atribuindo à diferenciação como objeto de
geografia. A partir dos anos 40 essa corrente ganha importância com raízes em
Alfred Hettner e Hartshorne.

Após a 2.a Guerra Mundial, verifica-se uma nova fase de expansão capitalista, e
conseqüentemente a geografia perde a capacidade de explicar a complexa realidade
redesenhada. Surge então um novo paradigma, a Nova Geografia comoobjetivo de
justificar a expansão capitalista, assim como dar esperanças aos “deserdados da
terra”. Para tais tarefas utiliza com método o positivismo lógico (Neopositivismo),
utilizando-se para isso de técnicas estatísticas.

Durante a década de 1970 e 1980, o conhecimento geográfico passa por novas


transformações. Surge um novo paradigma em oposição aos anteriores e também
com intenção de participar de um processo de transformação da sociedade, esta
denominada Geografia Crítica. Esse paradigma repensa a questão da organização
espacial, herdada basicamente da Nova geografia. Trata-se, no caso, de ir além da
descrição de padrões espaciais, procurando-se ver as relações dialéticas entre formas
espaciais e os processos históricos que modelam os grupos sociais.

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