Você está na página 1de 17

CONCURSO UFMG

RESUMO DAS AULAS – PARTE I


PROFESSORA: Nasle Maria Cabana

I. SINTAXE

Noções preliminares

Sintaxe é o estudo das relações que as palavras estabelecem entre si nas orações e das
relações que as orações estabelecem entre si nos períodos.
Frase: é o enunciado linguístico capaz de transmitir um conteúdo satisfatório para a
situação em que é utilizado.
Choveu ontem!
Não me espere pra jantar.
Que susto!
Oração: é a frase ou o membro de frase que se organiza ao redor de um verbo ou
locução verbal.
Não votarei em minha cidade natal.
Partirei hoje / e não sei / quando voltarei.
Período: é a frase organizada em orações. Pode ser simples (formado de uma única
oração) ou composto (formado de duas ou mais orações).
Vive-se em um momento social delicado. (período simples)
Passamos por um momento difícil, / por isso precisamos refletir
sobre nossa conduta. (período composto)

1.1 TERMOS DA ORAÇÃO

SUJEITO: é o termo que expressa o ser a respeito do qual se diz alguma coisa. Ele
estabelece com o verbo uma relação de concordância.

PREDICADO: é aquilo que se declara a respeito do sujeito. Equivale a tudo o que na


oração é diferente do próprio sujeito.

1. Os cidadãos manifestaram sua insatisfação.


S P

2. À noite, a temperatura diminui.


P S P

ATIVIDADE 1

Identifique o sujeito e o predicado de cada frase.

a) Aconteceu um fato inesperado.


b) Sempre ocorre uma nova surpresa nos momentos decisivos.
c) Basta-me uma palavras de apoio.
d) Faltou o melhor jogador do time.

1
CONCURSO UFMG
RESUMO DAS AULAS – PARTE I
PROFESSORA: Nasle Maria Cabana

1.2 TIPOS DE SUJEITO

1. Determinado: Pode ser identificado com precisão.


1.1 Simples: Possui apenas um núcleo.
Nossos esforços foram reconhecidos.
1.2 Composto: Possui mais de um núcleo.
Lazer e esporte são necessários.
1.3 Oculto ou elíptico: O sujeito está implícito na forma verbal.
Trouxemos as encomendas. (nós)

2. Indeterminado. Quando não se quer ou não se pode identificar o sujeito.


Telefonaram para você.
Precisa-se de empregados.
3. Oração sem sujeito: Essas orações são formadas apenas pelo predicado com os
verbos impessoais.
Anoiteceu sobre o vale.
Está cedo.
Já é tarde.
São oito horas.
Há anos que espero por isto.
Faz meses que não o vejo.
Houve várias brigas ontem.
Deve ter havido muitos episódios interessantes.

ATIVIDADE 2

1. Identifique e classifique os sujeitos

a) Acabamos o serviço.
b) Necessita-se de mais provas.
c) Ocorreu uma grande confusão.
d) Pais e filhos devem conversar.
e) Viajaram o presidente e seus ministros.
f) Encontraram-se os indícios procurados.
g) Foram vistos vários sinais.
h) Eles haviam dito a verdade.
i) Havia pessoas estranhas na casa.
j) Existiam pessoas estranhas na casa.
k) Perguntaram-me por você.
l) È cedo.

2
CONCURSO UFMG
RESUMO DAS AULAS – PARTE I
PROFESSORA: Nasle Maria Cabana

m) Naquele instante soou o alarme.

1.3 TIPOS DE PREDICADO

1. Predicado verbal: Tem como núcleo um verbo nocional.


Os estudantes participaram da manifestação.
2. Predicado nominal: tem como núcleo um nome, que desempenha a função de
predicativo do sujeito. O verbo intermediário é sempre um verbo de ligação..
A vida é frágil.
Ele está cansado.
O homem ficou milionário
3. Predicado verbo-nominal: Tem como núcleo um verbo nocional e um nome.
Os alunos voltaram exaustos da caminhada.
Consideramos a proposta inaceitável.

1.4 COMPLEMENTOS VERBAIS

1. Verbos transitivos diretos → pedem objeto direto


Pedro adora música popular.
2. Verbos transitivos indiretos → pedem objeto indireto
Necessitamos de ajuda.
3. Verbos transitivos diretos e indiretos → pedem dois objetos: um direto e um
indireto
Dei um presente a Cíntia
4. Verbos intransitivos → não pedem complemento
Meus documentos sumiram.

ATIVIDADE 3

1. Indique a transitividade verbal em cada oração.

a) Certos mosquitos transmitem doenças.


b) Vários alunos faltaram hoje.
c) Coisas horríveis aconteceram naquele verão.
d) O presidente chegou ontem.
e) Carlos gosta de música.
f) O professor confia em seus alunos.
g) Oferecemos uma medalha a Carlos.
h) Carlos vendia livros.

3
CONCURSO UFMG
RESUMO DAS AULAS – PARTE I
PROFESSORA: Nasle Maria Cabana

1.5 VOZES VERBAIS

1. Voz ativa: O sujeito é o agente do processo verbal.


Os manifestantes carregavam faixas e cartazes.
2. Voz passiva: O sujeito é o paciente do processo verbal.
Faixas e cartazes eram carregados pelos manifestantes.
3. Voz reflexiva: O sujeito age sobre si mesmo.
Os manifestantes fantasiaram-se para a passeata.
4. Voz passiva sintética: É formado pelo verbo mais o pronome apassivador do
sujeito (se). O verbo na voz passiva concorda com em número e pessoa com o
sujeito da oração.
Vende-se esta casa. / Vendem-se estas casas.
Divulgou-se o relatório. / Divulgaram-se os relatórios.
Descobriu-se a causa do erro. / Descobriram-se as causas do erro.

OBSERVAÇÃO: Ao lado de verbos de ligação, intransitivos ou transitivos indiretos, o


pronome se atua como indeterminador do sujeito.
Acredita-se num tempo melhor. / Acredita-se em tempos melhores.
Vive-se bem aqui.
Era-se mais feliz naquele tempo.

II. PRONOMES

São palavras que substituem ou acompanham os nomes (substantivos)


Ela veio, mas não a vi.
Nossa casa é aquela barraca.

2.1 PRONOMES PESSOAIS


São aqueles que representam as pessoas do discurso.

1. Os pronomes pessoais do caso reto funcionam como sujeito.


São eles: eu, tu, ele, ela, nós, vós, ele, eles.
Eu cheguei atrasado.

2. Os pronomes pessoais oblíquos funcionam basicamente como


complementos verbais. São eles: átonos: me, te, se, lhe, o, a, nos, vos,
se, lhes, os, as e tônicos: mim, comigo, ti, contigo, si, consigo, ele, ela,
nós, conosco, vós, convosco, si, consigo, eles, elas.

a) Convidei-o para sair.


b) Respondeu-nos que não viria.
c) Informaram a ele os reais motivos.
d) Eles gostaram de nós.

4
CONCURSO UFMG
RESUMO DAS AULAS – PARTE I
PROFESSORA: Nasle Maria Cabana

e) Deram-nos um presente.
f) Deram a nós um presente.

3. Os pronomes oblíquos o, a, os, as atuam exclusivamente como objetos


diretos. Os pronomes lhe, lhes atuam exclusivamente como objetos
indiretos. Os pronomes me, te, se, nos e vos podem atuar como objetos
diretos ou indiretos, de acordo com a transitividade verbal.

a) Faltou patriotismo aos membros do Parlamento.


Faltou-lhes patriotismo. (OI)

b)Muitos estudantes queriam efetivar sua cidadania.


Muitos estudantes queriam efetivá-la. (OD)

c) Adoro música popular.


Adoro-a. (OD)

d) Espero-te na estação. (OD)


e) Tudo isso te pertence. (OI)
f) Não me convidaram. (OD)
g) Isto me convém. (OI)

4. Quando precedidos de preposição, não se usam as formas retas eu e tu,


mas sim mim e ti. No entanto se as formas eu e tu funcionarem como
sujeito, poderão vir precedidas de preposição.

a) Ninguém irá sem eu. (errado)


Ninguém irá sem mim. (certo)

b) Não há nada entre eu e tu. (errado)


Não há nada entre mim e ti. (certo)

Mas
c) Deram o livro para eu ler.
d) Deram o livro para tu leres.

5. Os pronomes o, a, os, as, quando precedidos de verbos que terminam em


r, s, ou z, assumem a forma lo, la, los, las. Quando precedidos de verbos
que terminam em som nasal m, ão, õe, assumem a forma no, na, nos,
nas.
a) Fizemos a festa ontem. Fizemo-la ontem.
b) Vou comprar o livro. Vou comprá-lo.
c) Elas fez as malas. Ela fê-las
d) O presidente põe as faixas nos jogadores.

5
CONCURSO UFMG
RESUMO DAS AULAS – PARTE I
PROFESSORA: Nasle Maria Cabana

e) O presidente põe-nas nos jogadores.


f) Compraram o carro na agência.
g) Compraram-no na agência.
h) O assunto, dão-no por encerrado.

6. Os verbos ver, ouvir, sentir, deixar, mandar e fazer quando


acompanhados de infinitivos, não aceitam pronomes retos, apenas
oblíquos átonos.

a) Mandaram-me entrar. (E não: Mandaram eu entrar.)


b) Deixe-as dormir. (E não: Deixe elas dormir.)
c) Fizeram-nos esperar. (E não: Fizeram nós esperar.)
d) Ouvi-a bater. (E não: Ouvi ela bater)
e) Sentimo-los chorar. (E não: Sentimos eles chorar.)

7. Os pronomes pessoais me, te, vos, lhe, lhes podem aparecer indicando
posse, o que traz beleza ao estilo.

a) Rasgaram-me a camisa. (= minha camisa)


b) Bateram-te a carteira. (= tua carteira)
c) Ela nos pintou o rosto. (= nosso rosto)

ATIVIDADE 4

1. Substitua os nomes destacados por pronomes.

a) Vou estender o avental no varal.


b) A lavadeira estendeu o avental no varal.
c) Mandei o rapaz entrar.
d) Fiz os rapazes entrar.
e) Ouça os pássaros.
f) Viram o ladrão correndo.
g) Vimos o ladrão correndo.
h) O diretor diz coisas boas ao aluno.
i) Não entregaram o dinheiro ao vendedor.

2. Mude o que for necessário.

6
CONCURSO UFMG
RESUMO DAS AULAS – PARTE I
PROFESSORA: Nasle Maria Cabana

a) Deixe eu ver isso.


b) Deixe nós dormir. Sossegados.
c) Mande ela calar a boca.
d) Faça ela calar a boca.
e) Ela fez eles voltar.
f) Eu fiz ela ficar quieta.
g) Fizeram eu dizer tudo.
h) Machuquem ele, se forem homens.

3. Nas letras de a até e complete com eu ou mim; de f até i, com tu ou ti.

a) Susana não vai ao cinema sem ...


b) Deixaram tudo para ... fazer.
c) Não dá para ... ir lá agora. Nunca houve nada entre ... e ela.
d) Para ... , fazer isso é muito difícil.
e) O pessoal trouxe comida para ...
f) Falei muito de ...
g) Ela deu um beijo em ... e ficaste zangado.
h) Este livro é para ... leres.

4. Dê a função sintática dos termos destacados:

b) O ator não me convidou.


c) O navio enviou-nos um sinal.
d) Diga-lhe a verdade.
e) Eu o recebo com carinho.
f) Emprestei-lhe o dinheiro.
g) Esperam-me na estação.
h) Entregaram-te o livro.
i) Isto nos pertence.
j) Não me considero importante.
k) Reservo-me o direito de discordar.

7
CONCURSO UFMG
RESUMO DAS AULAS – PARTE I
PROFESSORA: Nasle Maria Cabana

5. Marque a frase que possui um pronome átono com valor de possessivo.

a) Muitas verdades foram ditas por seu tio.


b) Eu lhe pagarei quando me perdoar.
c) Roubaram-te as malas?
d) Indiquei-lhes o caminho.

2.2 REGRAS DE COLOCAÇÃO PRONOMINAL

Os pronomes pessoais oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, se, os, as, lhes)
atuam basicamente como complementos verbais. Em relação aos verbos, esses
pronomes podem assumir três posições:
a) Próclise: o pronome surge antes do verbo.
Não nos mostraram nada.
b) Ênclise: o pronome surge depois do verbo.
Apresento-lhe meus cumprimentos.
c) Mesóclise: o pronome é intercalado ao verbo, que deve estar no futuro do
presente do indicativo ou futuro do pretérito do indicativo.
Mostrar-lhe-ei meus escritos.

Uso da próclise: quando há antes do verbo:

 palavras de sentido negativo (não, nunca, jamais ...)


Jamais lhe pedi que cobrasse propina.
 pronomes pessoais (eu, ele ...), demonstrativos (este, aquele ...), relativos (que,
quem ...), indefinidos (alguém ninguém ...)
Quero saber quem nos levará. Tudo se passou rapidamente.
 Com gerúndio precedido de preposição.
Em se tratando de regras, o Português é uma língua riquíssima.
 Em frases que expressem desejo ou interrogativas.
Deus te abençoe, meu filho. Por que me abandonastes?

Uso da ênclise

 Com orações iniciadas pelo verbo.


Dê me um cigarro.
Mexam-se, porque estamos atrasados!

 Depois de pausa, prefira também a ênclise.


O apresentador elogiou a atuação do calouro, tornando-o um potencial
vencedor do concurso.

8
CONCURSO UFMG
RESUMO DAS AULAS – PARTE I
PROFESSORA: Nasle Maria Cabana

Uso da mesóclise

 Com verbos no futuro do presente ou futuro do pretérito.


Receber-se-ão as declarações de imposto de renda até dia 30 de abril.
Encontrá-lo-ei depois das aulas.

ATIVIDADE 5

1. Coloque adequadamente os pronomes átonos junto aos verbos destacados.

1) Não tragam originais para ler. (me)


2) Poupem, por favor. (me)
3) Tudo isso já pertenceu. (lhe)
4) Dariam água para lavar as mãos. (me)
5) Por falar nisso, lembrei do aperto em que vi há muitos anos. (me; me)

2. Em todas as passagens, infringem-se normas da língua padrão, exceto em

a) Esse padreco de meia-pataca está fazendo troça de nós! Me nego a perder tempo
com essas bobagens.
b) Empenhei o meu livro há vinte anos – suspira Erotildes – e nunca mais tive
dinheiro para tirar ele do prego.
c) Se pudesse, contar-vos-ia o que aconteceu.
d) Concluindo-se o expediente, se cerraram as portas.

2.3. PRONOMES RELATIVOS

Essa classe é formada por um grupo de palavras que funcionam como elementos de
retomada de um termo expresso anteriormente, a que chamamos antecedente.

1. QUE: Refere-se tanto a objetos quanto a pessoas e retoma o termo imediatamente


anterior.
João amava Teresa que amava Raimundo ...
Este é o rapaz que admiro.
Este é o doce de que gosto.

2. QUEM: Refere-se a pessoas e, predominantemente, vem precedido de preposição.


Não conheço a pessoa a quem amas.

9
CONCURSO UFMG
RESUMO DAS AULAS – PARTE I
PROFESSORA: Nasle Maria Cabana

A Laura a quem me referi não é essa que você está imaginando.


Laura é a pessoa em quem confio

3. O QUAL e variantes: São utilizados no lugar do que.


Este é o rapaz sobre o qual falei.

4. CUJO e variantes: estabelecem relação de posse e concordam com o gênero e


número da coisa possuída.
A empresa cujos impostos estavam atrasados decretou falência.

Obs: Nunca use artigo depois do pronome CUJO e variantes.

ONDE: É pronome relativo quando puder ser substituído por em que.


Essa é a casa onde dormiu o príncipe.

ATIVIDADE 6

1. Assinale o item em que não aparece pronome relativo.

a) O que queres não está aqui.


b) Temos que estudar mais.
c) A estrada por que passei é estreita.
d) A prova que faço não é difícil.
e) A festa a que assisti foi ótima.

2. Assinale a alternativa em que a palavra onde funciona como pronome


relativo.

3. Não sei onde eles estão.


a) Onde está que não respondes?
b) A instituição onde estudo é a UFMG.
c) Ele me deixou onde está a catedral.
d) Pergunto onde ele conheceu essa teoria.

4. Indique a frase em que o pronome relativo está empregado corretamente.

a) É um cidadão em cuja honestidade se pode confiar.


b) Feliz é o pai cujos os filhos são ajuizados.
c) Comprou uma casa maravilhosa, cuja casa lhe custou uma fortuna.
d) Preciso de um pincel, sem o cujo não poderei pintar o quadro.

10
CONCURSO UFMG
RESUMO DAS AULAS – PARTE I
PROFESSORA: Nasle Maria Cabana

5. Ninguém atinge a perfeição alicerçando na busca de valores materiais,


nem mesmo os que consideram tal atitude um privilégio dado pela
existência.
Os pronomes destacados no período acima classificam-se
respectivamente, como:
a) indefinido, demonstrativo, relativo, demonstrativo
b) indefinido, pessoal oblíquo, relativo, indefinido
c) de tratamento, demonstrativo, indefinido, demonstrativo
d) de tratamento, pessoal oblíquo, indefinido, demonstrativo
e) demonstrativo, demonstrativo, relativo, demonstrativo

6. Toda pessoa deve responder pelos compromissos assumidos. A palavra


destacada é:
a) pronome substantivo indefinido
b) pronome adjetivo indefinido
c) pronome adjetivo demonstrativo
d) pronome substantivo demonstrativo
e) nenhuma das alternativas acima é correta.

2.4 PRONOMES DEMONSTRATIVOS

Emprego
1. Este, esta, estes, estas, isto:
a) Em referência a seres que se encontram perto do falante.
Este livro que tenho nas mãos é ótimo.

b) Em referência ao lugar em que o falante está.


Esta casa é bem arejada.

c) Em referência ao que está em nós ou que nos abrange.


Esta alma não traz pecados.

d) Em referência a um momento presente ou que ainda não


passou.
Este ano está passando muito depressa.

e) Em referência ao que se vai dizer.


Acabo de receber estas mercadorias: caneta, lápis e gizes.

f) Referência a tempo futuro, mas bem próximo do momento


presente.

11
CONCURSO UFMG
RESUMO DAS AULAS – PARTE I
PROFESSORA: Nasle Maria Cabana

Esta noite vou vê-la.

2. Esse, essa, esses, essas, isso


a) Em referência a seres que se encontram longe do falante e perto
do ouvinte.
Esse livros que tens nas mãos é ótimo.

b) Em referência ao lugar onde o ouvinte está.


Esse bairro em que vocês moram é muito sossegado.

c) Em referência ao que está na segunda pessoa ou ao que o


abrange.
Esse coração já está cansado, por isso cuide dele.

d) Em referência a tempo futuro distante ou àquilo que desejamos


distância.
Quando precisares de mim, verás que esse dia te será negro.
Não quero mais pensar nisso.

e) Em referência a tempo passado distante.


Essa noite sonhei com ela: que saudades!

f) Em referência a tempo passado distante.


Dela ouvi, então, que me amava loucamente. Essa noite não me sai
da lembrança.

g) Em referência ao que já se mencionou.


Canetas, lápis e gizes, foram essas as mercadorias que chegaram.
Fugir aos problemas? Isso não é meu feitio.

3. Aquele, aquelas, aqueles, aquelas, aquilo


a) Em referência a seres que se encontram longe do falante e do
ouvinte.
Aquela camisa que ele veste foi presente meu.

b) Em referência a tempo passado ou futuro, remoto ou muito


longínquo.
Aquela semana toda em Guarujá – que foi mesmo que fizemos?

c) Para estabelecer a distinção entre duas coisas ou pessoas


anteriormente citadas, usamos este (ou variações) em relação à
que foi mencionada por último e aquele (ou variações) em
relação à que foi mencionada primeiro.

Luís e Hilda estudaram na Europa; esta em Paris, aquela em


Londres.

12
CONCURSO UFMG
RESUMO DAS AULAS – PARTE I
PROFESSORA: Nasle Maria Cabana

4. Mesmo, mesma, próprio, própria e variantes são demonstrativos


quando possuem caráter reforçativo e concordam com o nome.

Isabel mesma veio aqui.


Ela própria respondeu.
Eles mesmos não mantiveram a palavras.

5. O e variações só é pronome demonstrativo quando equivale a aquilo


isso, aquele (e variações)
Nem tudo o que reluz é ouro.
O que chegar atrasado à aula, não entrará.
Das garotas, Ana foi a que mais me emocionou.

6. Tal é pronome demonstrativo quando equivale a este, esse, isto, isso,


aquele, aquilo.
Tal bagunça eu não admito.
Não disse tal.
Tal não pode comparecer.

ATIVIDADE 7

1. Complete os espaços com este, esse ou aquele.

a) ... vestido que está usando é de seda, Creusa?


b) Não, ... vestido que estou usando é de algodão.
c) Marisa, vá buscar ... cadernos que estão lá.

2) Encontre as frases que trazem o como pronome demonstrativo.

a) Qual foi o assunto de que vocês trataram na reunião?


b) Ninguém dá o que não tem.
c) Os netos ameigavam-lhe a face para não o magoarem.
d) Quem diz o que quer, ouve o que não quer.

III. REGÊNCIA VERBAL

1. Chegar: exige a preposição a, e não a preposição em.


Chegamos finalmente a Santo André.
Chegamos ao colégio.

2. Ir: pede a preposição a.


Iremos a Santo André.

13
CONCURSO UFMG
RESUMO DAS AULAS – PARTE I
PROFESSORA: Nasle Maria Cabana

Vou ao banheiro.

3. Custar: no sentido de ser custoso, ser difícil, pede objeto indireto com a
preposição a seguido de oração infinitiva.
Custou ao aluno aceitar o fato.
Existe também a forma pronominal como:
Custei-me a acreditar. (coloquial)

4. Implicar:
- No sentido de acarretar, exige complemento sem preposição.
Tal atitude implicará anulação da prova.
Sua atitude implicará demissão.
- No sentido de embaraçar, envolver, exige complemento sem preposição.
A narrativa implicou você no acidente.
- No sentido de antipatizar, usa se complemento com a preposição com.
O adversário implicou com você.

5. Morar: exige a preposição em.


Ele mora em São Paulo.

6. Residir: exige a preposição em.


Ela reside em Araraquara.

7. Namorar: exige complemento sem preposição.


João namora Maria.
Ele namora uma aluna do segundo anos.
Portanto, não está gramaticalmente correta a construção:
Namoro com Flávia.

8. Preferir: exige dois complementos: um sem preposição e outro com preposição


a.
Preferi estudar a trabalhar.
Prefiro cinema a teatro.
Este verbo não admite termo intensivo, nem a palavra antes. Assim, não se diz:
Prefiro mais estudar que trabalhar. (errada)
Prefiro antes cinema do que teatro. (errada)

9. Ser: a construção ser +preposição em é incorreta. Não se diz:


Somos em trinta nesta sala.
Éramos seis em casa.

10. Simpatizar: exige a preposição com.


Simpatizei com aquela pessoa.
Esse verbo não é pronominal. Esta errado dizer:
Simpatizei-me com aquela pessoa.

11. Aspirar:
- No sentido de inspirar, sorver exige complemento sem preposição.

14
CONCURSO UFMG
RESUMO DAS AULAS – PARTE I
PROFESSORA: Nasle Maria Cabana

Ela aspirou o aroma das flores.


Naquele ambiente, aspirava um ar carregado.
- No sentido de almejar, pretender, exige complemento com a preposição
a.
A funcionária aspirava ao cargo de chefia.
Nesse sentido, não admite a forma oblíqua lhe.
Não se diz:
Esse cargo? Aspiro-lhe.
Deve se dizer:
Aspiro a ele.
12. Assistir:
- No sentido de dar assistência, ajudar é usado com complemento sem preposição.
Como:
Uma junta médica assistiu o paciente.
A nova política procurará assistir o trabalhador rural.
Nesse sentido, acima, também se admitem as construções como assistir ao paciente,
assistir ao trabalhador.
- No sentido de ver, presenciar, exige a preposição a mais complemento.
Assistimos a um filme.
Assisti a uma partida de tênis.
Nesse sentido, não é admitido a forma oblíqua lhe. Não se diz:
Esse filme/ assisti-lhe.
Deve-se dizer: Assisti a ele.

13. Chamar
- No sentido de convocar, mandar vir, exige complemento sem
preposição.
O técnico chamou os jogadores.
Nesse caso também, admite-se a construção preposicionada.
O técnico chamou pelos jogadores.
- No sentido de dar nome, exige complemento com ou sem preposição a e
predicativo com ou sem preposição de. São admitidas quatro
construções.
Chamei Pedro de tolo.
Chamei a Pedro de tolo.
Chamei Pedro tolo.
Chamei a Pedro tolo.
Substituindo-se o substantivo pelo pronome ficará:
Chamei-o de tolo.
Chamei-lhe de tolo.
Chamei-o tolo.
Chamei-lhe tolo.

14. Esquecer – lembrar:


- Quando não pronominais, exigem complemento sem preposição.
Ele esqueceu o caderno.
Nós lembramos tudo o que houve.

15
CONCURSO UFMG
RESUMO DAS AULAS – PARTE I
PROFESSORA: Nasle Maria Cabana

- Quando pronominais, tais verbos exigem complemento com a preposição


de.
Ele se esqueceu do caderno.
Nós nos lembramos de tudo o que houve.

15. Informar: Pede dois complementos, um sem e outro com preposição.


Informei a nota ao aluno.
Informei o aluno da (ou sobre a) nota.
A regência desse verbo também se aplica aos verbos avisar, certificar,
notificar, prevenir.

16. Pagar – perdoar: Quando têm por complemento uma palavra que denote coisa,
não exige preposição. Quando têm por complemento uma palavra que denote
pessoa, exigem a preposição a.
Paguei o livro.
Paguei ao livreiro.
Paguei o livro ao livreiro.
Perdoei o pecado.
Perdoei ao pecador.
Perdoei o pecado ao pecador.

17. Proceder:
- No sentido de ter fundamento, não exige complemento algum.
Aqueles boatos não procediam.
Sua declaração procede.
- No sentido de originar-se, exige a preposição de.
O avião procede de Roma.
- No sentido de executar, fazer exige a preposição a.
Procederemos a um inquérito.
Procederemos às apurações.

18. Querer:
- No sentido de desejar, exige complemento sem preposição.
Eu quero uma casa no campo.
- No sentido de estimar, ter afeto, exige complemento com preposição a.
Quero a meus pais
.
19. Visa:
- No sentido de mirar, exige complemento sem preposição.
Ele visou o alvo.
- No sentido de dar visto, exige complemento sem preposição.
O gerente visou o cheque.
- No sentido de ter em vista, exige complemento com a preposição a.
Visamos a uma posição de destaque.
Ele agia sem visar lucros.

20. Obedecer – desobedecer: Exigem a preposição a.


Nunca desobedeça às normas.

16
CONCURSO UFMG
RESUMO DAS AULAS – PARTE I
PROFESSORA: Nasle Maria Cabana

Obedecemos aos regulamentos.

ATIVIDADE 8

1. Reescreva as frases que não estão de acordo com a norma culta da língua.

a) Os alunos chegaram cedo no colégio.


b) Os amigos foram no cinema.
c) Os convidados custaram a chegar.
d) As constantes faltas ao trabalho implicaram na sua demissão.
e) Lá em casa, somos em quatro.
f) Fulano de Tal reside à rua Epaminondas Licurgo.
g) Aristides namora com Maria.
h) Com quem você namora?
i) Prefiro mais cinema que teatro.
j) Prefiro antes estudar que trabalhar.
k) Ele não obedece os mais velhos.
l) O aluno não se simpatizou com a professora.
m) O trem chegou muito cedo em Sorocaba.
n) Esqueci dos documentos.
o) Nunca perdoei o homem que me magoou.
p) Aquelas pessoas só visam os seus próprios interesses.
q) Paguei a uma dívida atrasada.
r) O diretor visou o diploma.

Referências bibliográficas

1) Azeredo, José Carlos. Gramática Houaiss da Língua Portuguesa. Publifolha. 2008.


2) Bechara, Evanildo. Gramática escolar da Língua Portugusa. Ed. Lucerna. 2004.
3) Infante, Ulisses. 36 lições práticas de gramática. Ed, Scipione. 1997.
4) Sacconi, Luiz Antonio. Gramática Essencial da Língua Portuguesa. Atual editora. 2000.
5) Terra, Ernani. Minigramática. Ed, Scipione.1995.

17