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Universidade Anhanguera – UNIDERP – Polo Caxias

Tutor a Distância: Profa. Ma. Mariciane Mores Nunes, Profa. Ma. Clotilde Bastos;
Profa .Ma. Elaine Cristina Vaz Vaez Gomes, Profa. Natalia Branco Lopes; Profa.Ma.
Helenrose Coelho
Tutor Presencial: Jaldeane Oliveira
Curso: Serviço Social 3° período

Desafio Profissional

Fundamentos históricos e Teórico-metodológicos do serviço social II;


Psicologia e Serviço Social I; A Organização Social no Brasil;
Antropologia Aplicada ao Serviço Social; Direito e Legislações.

Acadêmicos:

Gilvanice Gomes Moura RA: 4212751697

Neila Adriana de Sousa Alves RA: 2851208396

Caxias /Ma

JUN/2017
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO................................................................................................................3

DESENVOLVIMENTO...................................................................................................4

CONCLUSÃO..................................................................................................................8

REFERÊNCIAS
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INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem como objetivo analisar o movimento histórico da


sociedade brasileira, apreendendo as particularidades do desenvolvimento do
capitalismo no país; Compreender o significado social da profissão e de seu
desenvolvimento sócio histórico, nos cenários internacional e nacional, desvelando as
possibilidades de ação contidas na realidade; Identificar as demandas presentes na
sociedade, visando formular respostas profissionais para o enfrentamento da questão
social, considerando as novas articulações entre o público e o privado.
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Vivemos um momento conturbado. Há medo e ódio nas redes e nas ruas. Muitos
se aventuram em afirmar que a cordialidade do Brasil desapareceu. No entanto, quando
Sérgio Buarque de Holanda cunhou, em Raízes do Brasil, a cordialidade brasileira, o
tipo humano de homem cordial (fundamentado nas ideias de tipo ideal de Max Weber),
ele descrevia um comportamento que não elimina a violência. A minoria talvez entenda,
mas o Homem Cordial, em Holanda, se refere exatamente à personalidade dada a
atitudes extremas, de grande oscilação, portanto, possível de atuar com extrema
violência. A violência do brasileiro, dentro dos moldes pensados pelo autor, é expressa
no momento em que o brasileiro se mostra incapaz de assegurar um comportamento
contra a cidadania, á padrões legais e a à ordem pública.

Existe uma diferença bem grande, entre ser preconceituoso e incitar violência
contra o que se tem preconceito. A primeira embora imoral, é passiva e não traz maiores
repercussões práticas. Já a segunda ação tem a propensão de destruir a paz social e a
ordem jurídica liberal, pois visa destruir o direito à vida e à propriedade privada de
pessoas pacíficas. Discursos imorais são legítimos, e até mesmo calúnias, difamações e
injúrias, no limite, podem ser válidas, ainda que lamentáveis. Mas uma ação que busca
incitar iniciação de agressão é injusta e deve ser coibida, ainda que prisão não seja o
melhor remédio, dada a gravidade da pena privativa de liberdade, sendo que a multa e a
indenização à atingida são medidas mais proporcionais ao delito cometido.

“Os discursos intolerantes vindos de pessoas, como políticos ou professores,


confirmam” o preconceito do outro, que passa a considerar justo o pensamento. "Se o
mais sábio e o mais poderoso pensa assim, é correto que ele também o faça", argumenta
Diana. "Isso não é ser contra liberdade de imprensa e liberdade de pensamento, mas é
ser a favor de responsabilidade do que se diz ao ocupar certos papeis”, completas.

Alvo frequente da violência resultante dos discursos de ódio, a comunidade


LGBTT sofre cotidianamente com ataques.
Tema com maior número de mensagens foi o ódio às mulheres. Muitos
internautas parecem não entender que lugar de mulher é onde ela quiser, e a misoginia
se alastra pelas redes. Assédio, pornografia de vingança, incitação ao estupro e outras
violências são, por vezes, travestidos de “piadas” que são curtidas e compartilhadas,
reforçando no ambiente virtual o machismo presente na sociedade.
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Diante da crise dos anos 80, o Brasil se encontrava, economicamente e


politicamente, fragilizado, não podendo usar os recursos para enfrentar as medidas de
ajuste que imperavam naquele momento. O país enfrentava “um processo circular e
crônico de instabilização macroeconômica e política: instabilidade do crescimento;
instabilidade na condução das políticas públicas” (FIORI, 1992 apud SOARES, 2002:
36). A política econômica acabou se submetendo ao processo econômico e político,
sendo que esses dois processos caminhavam em direções opostas. A partir de sua
conformação no início dos anos 90, o chamado projeto ético-político encontra-se em
fase de amadurecimento e expansão no meio profissional. Este processo de
consolidação ocorre, todavia, num período sócio-histórico bastante desfavorável ao
florescimento de ideais emancipatórios, fundamentais para efetivação de um projeto
societário dessa dimensão.

A ofensiva neoliberal traz ainda como resultado, a crise da Previdência brasileira.


É notável que essa lógica atacasse as políticas sociais públicas e a legislação social,
reiterando um problema brasileiro antigo: a questão da distribuição de renda, a pobreza
e a desigualdade. Diante disto a população mais pobre da sociedade é a mais afetada. E
o Serviço Social na Previdência é um exemplo dessa realidade. As alterações desse
segmento dentro da Instituição previdenciária conformam um processo de achatamento
salarial, a precarização das condições de trabalho, a mudança nos parâmetros legais e
institucionais que orientam as relações de trabalho e a alienação. Pode-se dizer que não
é uma problemática somente da Previdência Social, mas de diversas instituições
públicas e, por isso, problemas enfrentados pelo Serviço Social. Os serviços sociais e as
políticas sociais passam a constituir a lógica mercadológica neoliberal, o que afeta
diretamente o exercício profissional e afirma a inversão das funções protetoras do
Estado para a valorização do capital.

Netto (1981ª) aponta três elementos no processo de reconceitualização que


deixavam claro a ausência de suportes sócio-políticos que dessem embasamento ao seu
projeto de transformação profissional. O primeiro diz respeito ao arcabouço teórico:
havia um ecletismo de teorias marxistas extraídas de fontes não originais, como
manuais e outros, por isso se devia acabar com o “epistemologismo”, a exemplo da
concepção herdada de Althusser, assim como, a presunção de uma teoria própria do
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serviço social, inspirada arbitrariamente em propostas de Paulo Freire. Em segundo


lugar, as alternativas metodológicas: uma crítica ao empirismo metodológico, dando
forma a um novo positivismo. Em terceiro lugar, uma crítica sobre o caráter político da
profissão: uma desmistificação a pretensa neutralidade política e a ingenuidade política,
devido à incapacidade teórica de desvendar a estrutura ou fazer esta análise com
profundidade, além do afastamento às organizações operárias que demandam seus
serviços e especialmente aos partidos comunistas.

A Reconceituação do Serviço social abriu novos horizontes para a profissão,


onde as causas das questões sociais passaram a ser tratadas e não os efeitos. As
tendências políticas passaram a ser questionadas, a teoria básica e a metodologia
analisada mais a fundo, e o assistente social como profissional começa a ter vontade e
voz, ou seja, não mais só um executor das políticas sociais, mas se torna capaz de
formular e gerir as mesmas.
A ruptura com a herança conservadora expressas como uma luta por alcançar
novas bases de legitimação da ação profissional, e de colocar-se a serviço dos interesses
dos usuários. E tem como pré-requisito que o Assistente social aprofunde a
compreensão das implicações políticas de sua pratica profissional, polarizada pela luta
de classes. Essa interação entre o aprofundamento teórico rigoroso e a pratica renovada
politicamente definida constitui elemento decisivo para superar o voluntarismo, a
prática rotineira e burocrática, as tendências empiristas, o alheamento do modo de vida
do povo e o desconhecimento do saber popular. (IAMAMOTO).
Este movimento levantou uma proposta no sentido de adequar o serviço social
à problemática dos países latino-americanos, buscando um marco referencial e teórico
para a prática do serviço social com a elaboração de uma literatura autônoma e própria,
mobilizado pelo Centro Brasileiro de Cooperação e Intercâmbio de Serviços Sociais –
CBCISS, promovendo os seminários de Araxá (1967), Teresópolis (1970) Sumaré,
estes seminários representaram um marco histórico para o Serviço Social. Foram
momentos marcantes onde os profissionais do serviço social puderam refletia sobre suas
bases e suas práticas.
O documento de Araxá tinha como objetivo estudar a possibilidade de
teorização do Serviço Social, não com a ideia de criar um conceito novo para a
profissão, mais procurar novos alicerces para sustentá-la e melhorá-la, para aumentar os
conhecimentos, contribuir para esclarecer e dar significações ao que já se sabia sobre o
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mesmo. Podemos dizer também que a partir desse documento houve uma melhor
compreensão sobre as metamorfoses do Serviço Social, suas permanências e suas
transformações, que parece se mesclar no processo de construção\reconstrução de sua
identidade.
A reconceituação do serviço social criou marcos profundo, no qual
revolucionaram até o modo operante, desde então, fazendo com que o assistente social
não fosse mais apenas um reprodutor dos interesses de seus mantedores, mas um
criador e pensador de soluções definitivas, para uma sociedade cada vez mais carente.
O assistente social só pode atuar decisivamente nos diferentes níveis, se for
respeitado e tenha respeitadas suas aptidões, e também tenha a oportunidade de estudo
antecipada do trabalho que vai realizar, dispondo de meios para sua constante
atualização e seja delimitado seu campo de trabalho, segundo IAMAMOTO.
A nova conjuntura política, econômica e social, configurada no cenário
brasileiro por práticas neoliberais, estaciona a partir dos anos 90 os avanços que
estavam em curso, conquistados no processo de redemocratização, após um período de
estagnação e repressão política. Este processo de caráter progressista junto a outros
fatores trouxe uma nova mentalidade e materialidade ao serviço social. Entretanto, estes
avanços são freados e tomam uma nova caracterização no bojo da economia globalizada
e da hegemonia neoliberal no Brasil, colocando em discussão todos os avanços
profissionais conquistados até o presente momento.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

A manutenção do referido projeto profissional depende nesta conjuntura de


grandes transformações favoráveis ao mercado, de uma interlocução permanente com os
movimentos sociais e um compromisso radical com os interesses da classe trabalhadora.
Esta categoria específica de trabalhadores não tem razão de existir no domínio do
Capital fora do eixo do trabalho. O acirramento da questão social é deste modo, uma
mola propulsora das lutas sociais e estas se intensificam na medida em que os direitos
sociais são reduzidos. Eis uma tendência a ser considerada no conceito de democracia,
traduzida em contradições e, por isso, jamais encerrada, pois é expressão da luta de
classes, que funda-se na desigualdade social, demandando políticas de combate às suas
manifestações, a exemplo dos altos índices de pobreza.
REFERENCIAS

ASSUMPÇÃO, Raiane Patrícia Severino e CARRAPEIRO, Juliana de Magalhães.


Ditadura e serviço social no Brasil: contribuições para prosseguir rompendo com o
conservadorismo na profissão. Disponível em: <file:///C:/Users/arol/Downloads/25695-
67047-1-SM%20(1). pdf.> Acessado em: 10/05/17

CEOLIN, GEORGE FRANCISCO. Crise do capital, precarização do trabalho e


impactos no Serviço Social - Capital crisis, work precariousness and impacts on Social
Service. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/sssoc/n118/a03n118.pdf.> Acessado
em: 10/05/17.

DIAS, ADRIANA. Crimes de ódio e incitação à violência: um desafio Disponível


em: http://www.revistaforum.com.br/2016/03/23/crimes-de-odio-e-incitacao-a-
violencia-um-desafio/. Acessado em: 20/05/17

MACEDO, Fausto. Discurso de ódio não é liberdade. Disponível:


http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/discurso-de-odio-nao-e-liberdadede-
expressao-diz-defensora-que-venceu-acao-contra-fidelix. Acessado em: 10/05/17

RODRIGUES, Lucas de Oliveira. Preconceito. Disponível em:


http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/sociologia/preconceito.htm. Acessado em:
17/05/17

SANTORO, BERNARDO. Discurso de ódio e incitação á violência. Disponível em:


https://www.institutoliberal.org.br/blog/discurso-de-odio-e-incitacao-violencia/.
Acessado em: 20/05/17