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Curso de Graduação em Engenharia Civil

PROJETO INSTAÇÕES PREDIAIS


ELÉTRICAS

Cabo Frio
05/ 06 / 2017
Jovani de Macedo Teixeira - 201308260911

MEMORIAL DESCRITIVO

Cabo Frio
05 / 06 / 2017
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO 4
2. NORMAS E DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA 5
3. RESPONSABILIDADE 5
4. ENTRADA DE ENERGIA 5
5. PROJETO ELÉTRICO 5
5.1. Demanda 5
5.2. Alimentadores 6
5.3. Recomendações gerais 6
6. SIMBOLOGIA 6
7. INSTALAÇOES ELÉTRICAS DE BAIXA TENSÃO 7
7.1. Distribuição de energia 7
7.2. Aterramento 7
7.3. Quadro de distribuição 8
7.4. Iluminação 9
7.5. Interruptores e tomadas 9
7.5.1. Caixas para interruptores e tomadas 9
7.5.2. Altura de instalação das tomadas 9
7.5.3. Potência das tomadas 10
7.6. Eletrodutos e condutores 10
7.6.1. CONDUTORES 10
7.6.2. ELETRODUTOS 10
7.6.3. DIMENSIONAMENTO 11
7.7. CAIXA DE PASSAGEM 12
8. RELAÇÃO ORIENTATIVA DE MATERIAIS 13
9. ALTERAÇÕES DE PROJETO 13
10. MANUAL DO USUÁRIO DA INSTALAÇÃO ELÉTRICA 13
11. OBSERVAÇÕES GERAIS 14
12. LISTA DE MATERIAIS 15
13. MEMORIA DE CÁLCULO 16
13.1. Dimensionamento de área e perímetro 16
13.2. Estabelecendo as cargas de pontos de tomadas de uso geral e 17
específico
13.3. Prevendo as cargas de pontos de TUG e TUE 17
13.4. Calculo de demanda 17
13.5. Identificação dos circuitos 18
13.6. Equilíbrio de cargas 19
REFERÊNCIAS 20
ANEXOS (PLANTA BAIXA E PROJETO ELÉTRICO)
1. INTRODUÇÃO

O presente Memorial Descritivo tem por finalidade demonstrar parâmetros e


condições técnicas e mínimas estabelecidas pelas Normas ao projeto, sempre procurando
correlaciona-los ao aprendizado teórico e prático lecionado na matéria de Instalações
Prediais Elétricas. E este compreende na construção de um prédio residencial em um
pavimento, com 110,68 m² de área construída e área de cobertura com 300,00 m², situado
na Rua Hermogenes Freire, nº 24 – Centro – São Pedro da Aldeia - RJ.

Caberá ao Construtor:

 Fornecimento e a instalação dos equipamentos, serviços e materiais para o perfeito


funcionamento das instalações;
 Executar a montagem de todos os componentes da instalação, devendo
utilizar para isto, mão-de-obra especializada, sob responsabilidade de
engenheiro.
 O construtor será responsável pela anotação nas plantas das divergências e/ou
complementações introduzidas durante a construção e montagem do
projeto para posterior apresentação do “As Built”;
 As marcas e/ou modelos discriminados são consideradas como referências
admitindo-se o fornecimento de equipamento e materiais similares, desde que
obedeça integralmente as especificações e as normas brasileiras e Internacionais, as
quais os equipamentos estão referenciados e então aprovados sua substituição pelo
contratante.
 As especificações, plantas e os detalhes apresentados deverão ser seguidos
com toda a fidelidade.
 Diante das características de como os serviços serão executados, a Contratada deverá
ter sempre na obra as cópias das plantas elétricas, onde serão anotadas, com
caneta/lápis na cor “vermelha”, todas as tubulações e caixas de passagem executadas
no decorrer desses serviços, bem como pontos/tubulações não constantes do projeto
original, de modo que se permita a verificação dessas instalações e facilite a futura
atualização dos projetos ao final desses serviços.
 Os serviços de elétrica deverão ser compatibilizados com as obras civis definidas no
projeto de arquitetura prevalecendo o layout constante do projeto arquitetônico, no
que conflitar com o elétrico.

-4-
2. NORMAS E DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA

As instalações elétricas deverão ser executadas de acordo com as Normas abaixo:

 NBR 5410 e 5419 – INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM BAIXA TENSÃO –


ABNT.
 Bem como as prescrições e os padrões da concessionária local de energia
ENEL.

O projeto é composto pelos seguintes documentos:

 Memorial Descritivo;
 Planta baixa;
 Planta de Situação;
 Projeto elétrico;
 Quadro de Cargas;
 Diagrama Trifilar Geral;
 Quadro de Demanda

3. RESPONSABILIDADE

A responsabilidade dada por este projeto fica condicionada à manutenção de todas as


características, definições e especificações de dispositivos, equipamentos e materiais que
constam neste projeto e que deverão ser empregados quando da sua execução, bem como, a
que toda e qualquer alteração que se faça necessária deva ser analisada e autorizada por
escrito pelo responsável técnico do projeto.

4. ENTRADA DE ENERGIA

A entrada de energia será realizada em baixa tensão. De uma derivação da rede de


baixa tensão AMPLA será alimentado uma entrada trifásica de 75KVA, 220V. Tal entrada
deverá ser atendida pela concessionária.
A proteção na baixa tensão será feita por disjuntor tripolar. Deverá ser instalado pela
AMPLA um poste no lado de fora do terreno do cliente. A rede de BT derivada da
AMPLA deverá ser ligada neste poste. Do poste desce um eletroduto em ferro galvanizado
de 25mm (diâmetro interno) até a caixa tipo padrão AMPLA, passado pelo disjuntor
tripolar e pela medição chegando a uma caixa de passagem 50x50x50cm, da qual deriva
um eletroduto PVC tipo Kanaflex ø40mm chegando ao QDG.
Tanto o disjuntor quanto o poste auxiliar devem ser comprados de
fabricantes cadastrados junto à ENEL.

5. PROJETO ELÉTRICO

5.1. Demanda

-5-
Após a previsão de cargas feita de acordo com a NBR 5410 e com as
indicações do proprietário/arquiteto, foi encontrada uma carga instalada de 20.500 VA.
Analisando as possibilidades de funcionamento simultâneo, o cálculo dos fatores de
demanda resultou em uma carga demandada igual 15.524 VA, o que classifica o
consumidor como categoria (trifásico de 75A) pela ENEL.

5.2. Alimentadores

Para a residência existirá um Quadro de Distribuição denominado QDG, Quadro de


Distribuição Geral, localizado no Hall (área denominada como Circulação), onde serão
localizadas as proteções dos circuitos, os quais separam os circuitos de iluminação, tomada
e equipamentos. Sendo assim, todos os circuitos serão independentes para alimentação,
seja iluminação ou tomadas/tomadas de uso específico.

5.3. Recomendações gerais

 O objetivo desta especificação é definir as características dos materiais e/ou


equipamentos a serem aplicados nas instalações elétricas da edificação em questão.
 Os critérios de execução de serviço quando não forem mencionados deverão seguir
rigorosamente as normas técnicas da ABNT e em especial as recomendações 45 da
NBR 5410, 5413 e 5419. 46.
 Todos os circuitos terão origem no quadro de distribuição geral localizado no interior
da edificação.
 Os condutores neutros e terra são contínuos eletricamente, não interrompidos, porém
distintos, tendo um ponto comum de aterramento no quadro geral (QDG) da entrada
de energia.

6. SIMBOLOGIA:

-6-
7. INSTALAÇOES ELÉTRICAS DE BAIXA TENSÃO

7.1. Distribuição de energia

A distribuição dos circuitos será feita através de tubulações embutidas nas paredes,
laje de teto ou piso. O cálculo da quantidade mínima de tomadas e iluminação foi efetuado
conforme a NBR 5410:2004.

7.2. Aterramento

Todos os circuitos de iluminação e tomadas (TUG's e TUE's) serão dotados de


condutor de proteção (terra). Este terra será garantido através da instalação de uma haste
Copperweld Ø 3/8” x 3m em uma caixa de inspeção em alvenaria junto a medição.
A partir desta haste, será levado um condutor bitola 16mm² que será ligado ao
barramento de terra no QDG. Este aterramento visa garantir a segurança dos moradores no
caso de contato com aparelhos elétricos com defeito, fazendo com que a corrente de fuga
flua diretamente para aterra, além de possibilitar a instalação de computadores com
segurança.
A resistência de terra deverá ser inferior a 10Ω em qualquer época do ano, e todas as
tomadas deverão ser do tipo 2P+T universal.
Será adicionado no QDG um dispositivo de proteção contra surtos (DPS). No
detalhamento executivo do “AS BUILT” da Contratada, deverão ser apresentados os
dispositivos de proteção contra surtos (DPS)
Deverão ser monopolares (3F) com tecnologia de varistor do tipo comutador de
tensão (SPARK GAP) Corrente máxima de descarga (Imáx) de 120kA na forma de onda

-7-
8/20us e corrente máxima de impulso de 60kA (Iimp) na forma de onda 10/350us. Máxima
tensão de operação contínua (Uc) de 275V e nível de proteção (Up) <4kV. Necessária a
instalação de um fusível de"back-up" de 315 Agl/gG em série com cada DPS
Referência: DPS-SCL 275V 60 kA da “Clamper” ou similar de iguais ou superiores
características técnicas.

7.3. Quadro de distribuição

Os quadros serão embutidos, de material termoplástico injetável, sem fibra de vidro,


resistente a agentes químicos e atmosféricos de ambientes corrosivos e a atmosfera
marítima, grau de proteção IP-66 (instalação ao tempo), com chave ou cadeado para
fechamento com segurança.
Deverá possuir dutos verticais para armazenamento de cabos, integrados à estrutura
de montagem. Deve ser fabricado com dupla isolação e possuir trilhos modulares para
disjuntores padrão DIN, montados em estrutura com ajuste de profundidade. Os trilhos
deverão estar protegidos por tampas modulares.
Referência quadros de distribuição Gemini da “ABB” ou , de iguais ou superiores
características técnicas.
Será composto por um disjuntor termomagnético tripolar 63A acrescido de 4
disjuntores termomagnéticos de 10A/1P, 6 disjuntores termomagnéticos de 16A/1P e 2
disjuntores termomagnéticos de 32A/2P.Os condutores que alimentarão ao QDG e o
barramento em via de entrada de cabo de 16 mm². As saídas serão em conformidade com o
projeto de cada circuito.
Para alimentação do quadro geral de distribuição (QDG) deverá ser utilizada três 3
vias de cabo de 16 mm² para cada condutor fase, uma via de cabo de 16 mm² para o
condutor neutro e um via de cabo de 16 mm² para o condutor terra.
Os cabos deverão ter isolação para 0,6/1Kv – EPROTENAX 70ºC Ficap, Prysman
(Pirelli). Todos os cabos deverão ser protegidos mecanicamente por um duto PVC tipo
Kanaflex com diâmetro de 40 mm ou 2’’. Possui 4 circuitos de reservas para dispositivos
de proteção neste quadro, prevendo-se ampliações futuras ou adequações necessárias.
Para facilitar a passagem dos cabos que interligam a entrada de energia ao QDG,
deverá ser prevista uma caixa de passagem 50x50x50cm no piso junto a entrada de energia
e outra caixa de passagem de 10x10x10cm intermediária próxima a casa. Os cabos do
alimentador do quadro deverão ser unipolares, isolados em PVC, anti-chama, isolação
0,6/1kV (Sintenax da Pirelli) para a entrada de serviço e aplicações externas. Os
eletrodutos deverão ser de PVC, rígido, preto, pesado classe"C".
No quadro geral foi incluído um interruptor diferencial residual (IDR) de alta
sensibilidade 30 mA, com interrupção do circuito independente da alavanca de
acionamento; construção interna das partes integrantes totalmente metálica (para garantir
uma vida útil maior e evitar deformações internas), contatos banhados a prata; fixação em
trilho DIN.
Características Elétricas:
- Classe de Isolação: 440 Vca;
- Tensão máxima de operação: 440 Vca;

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- Frequência nominal: 50/60 Hz;
- Número de pólos: tetrapolar;
- Corrente nominal de operação (In): 63A;
- Corrente residual de proteção (Ir): 30mA;
- Tempo de atuação: 15 a 30ms;
- Durabilidade elétrica / mecânica mínima: 5.000 manobras; e
- Ciclo de ensaio: conforme normas IEC 1008 e IEC 1009.
Referência 5SM1 346-0 MB da “Siemens” ou similar de iguais ou superiores
características técnicas.

7.4. Iluminação

No caso de instalações simples, onde o número de luminárias é reduzido, o projeto


de luminotécnica pode ser dispensado, valendo-se apenas da experiência do projetista e do
arquiteto.
Entretanto para a determinação das cargas de iluminação em unidades residenciais
foi adotado o seguinte critério:

 Em cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6m² deve ser


prevista uma carga mínima de 100 VA;
 Em cômodos ou dependências com área superior a 6m² deve ser prevista uma
carga mínima de 100 VA para os primeiros 6m², acrescida de 60 VA para cada
aumento de 4m² inteiros.
 As lâmpadas são do tipo incandescentes comuns de 100 W e 60 W.

Especificação de materiais: Luminária arandela para uma lâmpada incandescente


e/ou fluorescente soquete E-27 até 100w. E luminária de teto para lâmpada incandescente
e/ou fluorescente soquete E-27 até 100w.

7.5. Interruptores e tomadas

7.5.1. Caixas para interruptores e tomadas

As caixas serão embutidas na parede, de material fabricado em PVC, com conjunto


completo 2P+T e espelho padrão. E caixas octogonais de fundo móvel alta, para os pontos
de luz embutidos diretamente nas lajes.

7.5.2. Altura de instalação das tomadas

As alturas de instalação das caixas têm como referencial o nível do piso acabado.
 Interruptores (borda superior de caixa): 1,10 m
 Tomadas altas (ar condicionado): 2,20 m
 Tomadas baixas (borda inferior da caixa): 0,30 m
 Caixas de passagem (borda inferior da caixa): 0,30 m

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As tomadas de parede para força tipo uso geral (TUGs) serão para 10 A/127 V, em
atendimento ao novo padrão de tomadas brasileiro, com três pinos cilíndricos, conjunto
completo 2P+T e espelho padrão.
As tomadas de parede para força tipo uso especifico (TUEs) 20A/220 V, em
atendimento ao novo padrão de tomadas brasileiro, com três pinos cilíndricos, conjunto
completo 2P+T e espelho padrão.
Cabe ressaltar que as tomadas utilizadas em áreas úmidas e/ou áreas externas serão
do tipo embutidas com proteção quanto à água e também contra raios-ultravioletas.
Os interruptores serão de uma seção, tecla simples, 250V – 10A, Interruptores de três
seções, tecla simples, 250V – 10A e Interruptor paralelo (three-way), tecla simples, 250V.
Referencia SILENTOQUE da PIAL, ou MINITOC da BTICINO ou similar.

7.5.3. Potência das tomadas

Para as tomadas de uso geral em banheiros, cozinhas, copas, copa-cozinhas, áreas de


serviço, lavanderias e locais análogos, no mínimo 600 VA por tomada, até 3 tomadas e 100
VA por tomada para as excedentes. Para as tomadas de uso geral nos demais cômodos ou
dependências, no mínimo 100 VA por tomada.

7.6. Eletrodutos e condutores

7.6.1. Condutores

Todos os condutores deverão ser instalados em tubulações apropriadas visando a


sua proteção mecânica, física e química. Será vedada a execução de emendas no interior
das tubulações, sendo que todas as emendas deverão ser feitas em caixas de passagem
utilizando fitas isolantes ou fita auto-fusão adequadas.
Os condutores serão de cobre com têmpera mole, flexível e com isolamento
termoplástico de PVC tipo antichama para 750 V referência Pirasticflex da Pirelli ou
similar, nas cores conforme padrão NBR-5410, a saber:

 Condutor fase: cor preta, branca e vermelha;


 Condutor neutro: cor azul claro;
 Condutor terra: cor verde;
 Condutor retorno: cor cinza;

Nos cabos de maiores bitolas esta identificação deverá ser feita através de fita
isolante colorida passada nas pontas dos cabos. Os circuitos também deverão ser
identificados através de anilhas plásticas junto ao quadro. O dimensionamento dos
circuitos foi feito segundo a NBR 5410:2004.
Todas as emendas deverão ser feitas através de conectores adequados e isoladas
através de fita isolante e fita auto-fusão (no caso de instalações externas).

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A fiação a ser utilizada nas áreas internas será do tipo Pirastic Antiflan, isolação em
PVC, 750V. Toda fiação a ser utilizada em ambientes externos (enterradas) deverá ser tipo
Sintenax Antiflan, isolação em PVC, 0,6/1kV.

7.6.2. Eletrodutos

Os eletrodutos destinados aos circuitos de iluminação deverão ser interligados por 7


saídas verticais, com as luminárias. Deverão ser de PVC rígido antichama de diâmetro 25
mm (3/4”). Os eletrodutos terão terminação por sobre as luminárias, onde será distribuído
os circuitos de iluminação.
Os eletrodutos que serão utilizados para os circuitos de tomada deverão ser embutido
na alvenaria ou piso, conforme indicações em projeto. Os eletrodutos tem diâmetro de 25
mm (3/4”), observada a indicação que consta no projeto.
Referência: Eletroduto reforçado da “Tigre” ou similar de iguais ou superiores
características técnicas.
Para os condutores subterrâneos deverá ser utilizado eletroduto do tipo kanaflex de
PEAD (Polietileno de Alta Densidade), na cor preta, de seção circular, com corrugação
helicoidal com diâmetro de 40mm (1.1/2”).

7.6.3 - Dimensionamento

Cabe ressaltar que toda a tubulação será feita com eletrodutos de PVC rígido. O uso
de eletrodutos flexíveis corrugados será permitido, desde que obedeçam as normas
nacionais no que concerne a não propagação da chama e a proteção mecânica dos
condutores, além disso, deverá ter seção transversal compatível à solicitada em projeto. Só
serão admitidos eletrodutos normalizados de primeira linha sendo vedado o uso de
mangueiras sob risco de incêndio e dificuldades na instalação.
Para os interruptores e tomadas especificadas, a linha Alumbra atende as
especificações e acionamentos previstos em projeto. Caso haja opção pela substituição de
tais componentes por outro fabricante e/ou modelo, estes deverão obrigatoriamente ser
linha modular, tendo em vista que se isto não for obedecido não se garante a composição
de todos os pontos indicados em projeto. Caberá ao construtor adequar as especificações da
linha de tomadas e interruptores escolhida em caso de substituição.
As dimensões internas dos eletrodutos e de suas conexões devem permitir que, após
montagem da linha, os condutores possam ser instalados e retirados com facilidade.
A taxa de ocupação do eletroduto, dada pelo quociente entre a soma das áreas das
seções transversais dos condutores previstos, calculadas com base no diâmetro externo, e a
área útil da seção transversal do eletroduto, não deve ser superior a:
 53% no caso de um condutor;
 31% no caso de dois condutores;
 40% no caso de três ou mais condutores;

Uma das formas de dimensionamento dos eletrodutos segue o seguinte roteiro:


 determinar a seção dos condutores que irão passar no interior do eletroduto;

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 determinar a área total de cada condutor (considerando a camada de isolação) na
tabela A;
 efetuar a somatória das seções totais, obtida no item anterior;
 com o valor da somatória, determinar na tabela B ou C (na coluna 40% da área) o
valor imediatamente superior ao valor da somatória e o respectivo diâmetro do
eletroduto a ser utilizado;
 em uma instalação elétrica, o eletroduto deve ter um diâmetro mínimo de 20mm,
estes eletrodutos não são cotados na planta.

Uma outra forma de dimensionamento utiliza a tabela D, onde, em função da


quantidade de condutores e a seção nominal do maior condutor no eletroduto determina-se
o tamanho nominal do eletroduto.

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7.7. Caixas de passagens

As caixas a serem embutidas nas lajes deverão ficar firmemente fixadas as formas.
Somente poderão ser removidos os discos das caixas nos furos destinados a receber ligação
de eletrodutos, as caixas embutidas nas paredes deverão facear o revestimento da
alvenaria; será nivelado e aprumado de modo a não provocar excessiva profundidade
depois do revestimento.
As caixas 4”x2” deverão ser fixadas de modo firme e permanente às paredes, para
obter uma ligação perfeita e de boa condutibilidade entre todos os condutos e respectivas
caixas; deverão também ser providas de tampas apropriadas, com espaço suficiente para
que os condutores e suas emendas caibam folgadamente dentro das mesmas depois de
colocadas as tampas.
As marcas das caixas, quando não estabelecidas em projeto, deverão constar no
mínimo, o selo da NBR e a certificação do INMETRO.

8. RELAÇÃO ORIENTATIVA DE MATERIAIS

A relação de materiais é apenas orientativa devendo o executor prever os materiais


complementares de forma a garantir uma montagem que satisfaça as condições
preconizadas pelas Normas Técnicas da ABNT que sejam aplicáveis, e satisfazer as
condições previstas no orçamento da obra.

9. ALTERAÇÕES DE PROJETO:

Durante a execução poderá sofrer alterações e toda e qualquer alteração do projeto


deverá ser expressamente comunicada ao responsável técnico o qual deverá proceder a
uma análise do caso e emitir seu parecer técnico dentro de um prazo previamente acertado
entre as partes.
Em caso de dúvidas sobre algum detalhe do projeto durante a execução, o
responsável técnico deverá ser consultado sobre qual solução adotar. Os direitos autorais
são de propriedade do Engenheiro Eletricista.

10. MANUAL DO USUÁRIO DA INSTALAÇÃO ELÉTRICA:

As recomendações a seguir deverão ser obedecidas para a correta e segura


utilização da instalação elétrica projetada.

1) Os circuitos previstos para o QDG deverão obedecer as cargas máximas


descritas no diagrama unifilar do QDG.
2) As proteções de cada circuito ou da instalação como um todo não deverão
ser substituídas por outras sem autorização expressa do projetista ou de
outro profissional legalmente habilitado para tal.
3) Caso sejam incluídas novas cargas e sejam necessárias alterações nas
proteções o projetista deverá ser procurado (ou então outro profissional

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legalmente habilitado), para que seja verificada a proteção e a fiação
necessária para o atendimento da nova carga acrescentada.
4) No momento da instalação deverá ser tomado especial cuidado na passagem a
fiação de tal modo que o isolamento não seja danificado, se danos ocorrerem o
correto funcionamento do DR poderá ser comprometido
devido a fugas causadas pela má instalação.
5) As carcaças dos motores e todas as partes metálicas dos equipamentos
deverão ser aterrados através do cabo/pino terra disponível.
6) O dispositivo DR em hipótese alguma deverá ser dispensado ou então “jumpeado”
após a sua instalação, sob perigo de morte!
7) O DR, dispositivo diferencial-residual acoplado aos circuitos, tem por função
a proteção contra os perigos oriundos do choque elétrico, que em casos
extremos podem matar.
8) O quadro elétrico só deverá ser aberto por profissional capacitado, devendo
ser garantido que o usuário e principalmente crianças NÃO terão acesso às
suas partes energizadas.
9) Os quadros de distribuição deverão ser facilmente acessíveis, não devendo o
seu acesso ser bloqueado por móveis ou qualquer objetivo que dificulte o
acesso a eles em casos de emergência.
10) Sempre que alguma manutenção for necessária em algum ponto elétrico, o
seu circuito deve ser desligado. Não fazer manutenção com circuitos
energizados!
11) Observar a polarização das tomadas 2P+T previstas, garantindo a segurança
pessoal e da instalação.

11. OBSERVAÇÕES GERAIS

As instalações elétricas, hidro-sanitárias, de incêndio e gás serão executadas


conforme projetos específicos, obedecendo as Normas Técnicas da ABNT e disposições
dos órgãos competentes;
Os chuveiros elétricos não poderão exceder a potência de 5600 W;
Os armários de quartos, banheiros, cozinhas, áreas de serviço e outros, serão
adquiridos e instalados pelos proprietários, após a entrega da obra;
A Construtora se reserva o direito de utilizar revestimentos e materiais similares aos
especificados na intenção de obter melhor padrão de qualidade final, funcionalidade,
resistência e padronagem, bem como quando algum material especificado deixar de ser
fabricado;
Todos os materiais aplicados serão sempre de reconhecido padrão junto ao mercado
da construção civil e de classificação de 1ª qualidade;
A Construtora poderá proceder a pequenos ajustes no projeto, de forma a resolver
problemas técnicos que surjam durante a execução dos serviços;
A escada enclausurada de uso coletivo será dotada de sistema de iluminação de
emergência, com acionamento automático nas quedas de energia, através de baterias;

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Os acessórios (saboneteira, porta toalhas, assento do vaso sanitário, porta xampu e
chuveiro) serão adquiridos e instalados pelos adquirentes após a entrega das unidades.

12. LISTA DE MATERIAIS

QUANT UNIDADE DESCRIÇÃO


13 UN LÂMPADA INCANDESCENTE DE 100W
5 UN LÂMPADA INCANDESCENTE DE 60W
22 UN TOMADA 2P+T - 10A
5 UN TOMADA 2P+T - 20A
8 UN INTERRUPTOR SIMPLES UMA SEÇÃO
1 UN INTERRUPTOR SIMPLES TRÊS SEÇÕES
2 UN INTERRUPTOR TREE-WAY
640 M CABO FLEXÍVEL 1.5MM²
480 M CABO FLEXÍVEL 2.5MM²
30 M CABO FLEXÍVEL 4.0 MM²
60 M CABO FLEXÍVEL 16 MM²
12 M ELETRODUTO PVC TIPO KANAFLEX 40MM
160 M ELETRODUTO PVC RÍGIDO 25MM
37 UN CAIXA DE PASSAGEM 4”X2”
18 UN CAIXA DE PASSAGEM OCTOGONAL 3X3
1 UN CAIXA DE PASSAGEM 10X10X10
1 UN CAIXA DE PASSAGEM 50X50X50
1 UN LUMINARIA ARANDELA
17 UN LUMINÁRIA TETO
1 UN DISJUNTOR TRIPOLAR DIN 63A
2 UN DISJUNTOR BIPOLAR DIN 32A
6 UN DISJUNTOR MONOPOLAR DIN 16A
4 UN DISJUNTOR MONOPOLAR DIN 10A
1 UN INTERRUPTOR DIFERENCIAL RESIDUAL 63A/30mA
1 UN CAIXA DE DISTRIBUIÇÃO PADRÃO
1 UN HASTE COBREADA 35MM 1.5MT
QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO GERAL PARA 16
1 UN
DIJUNTORES

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13. MEMORIA DE CÁLCULO

13.1. Dimensionamento de área e perímetro

Dimensões
Dependências
Área (m2) Perímetro (m)

Quarto Suíte 13,38 15,80


Quarto 2 7,28 10,80
Hall Entrada 3,77 8,40
Sala 23,37 19,60
Circulação 2,90 7,00
Cozinha 8,36 12,00
Banheiro Social 5,60 9,60
Banheiro Suíte 6,00 10,00
Área de Serviço 4,29 8,30
Varanda 20,64 22,00
TOTAL 95,59 123,5

13.2. Estabelecendo as cargas de pontos de tomadas de uso geral e específico

Dimensões Quantidade Mínima


Dependências 2
Área (m ) Perímetro (m) TUG TUE
Quarto Suíte 13,38 15,8 3 -
Quarto 2 7,28 10,8 2 -
Hall Entrada 3,77 8,4 1 -
Sala 23,37 19,6 4 -
1 geladeira
Cozinha 8,36 12 3
1 microondas
Banheiro Social 5,6 9,6 1 1 Chuveiro
Banheiro Suíte 6 10 1 1Chuveiro
Área de Serviço 4,29 8,3 1 1 Maquina de lavar
Varanda 20,64 22 2 -
Circulação 2,9025 - 1 -
Garagem - - 1
Obs.: Em área inferior a 6m² não interessa o perímetro.

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13.3. Prevendo as cargas de pontos de TUG e TUE

Dimensões Quantidade Previsão de cargas


Dependências 2
Área (m ) Perim. (m) TUG TUE TUG TUE
Quarto Suíte 13,38 15,8 4* - 4 x 100 VA -
Quarto 2 7,28 10,8 3* - 3 x 100 VA -
Hall Entrada 3,77 8,4 1 - 1 x 100 VA -
Sala 23,37 19,6 4 - 4 x 100 VA -
1 x 500 VA
Cozinha 8,36 12 3 2 3 x 600 VA
1 x 1.000 VA
Banheiro Social 5,6 9,6 1 1 1 x 600 VA 1 x 5.600 VA
Banheiro Suíte 6 10 1 1 1 x 600 VA 1 x 5.600 VA
Área de Serviço 4,29 8,3 1 1 1 x 600 VA 1 x 1.000 VA
Varanda 20,64 22 2 - 2 x 100 VA -
Circulação 2,9025 7 1 - 1 x 100 VA -
Garagem - - 1 - 1 x 100 VA -
*Obs.: Nesses cômodos, optou-se por instalar uma quantidade de PTUGs maior do que a
quantidade mínima anteriormente calculada.

13.4. Cálculo da demanda [W]

FATOR DE DEMANDA DE ILUMINAÇÃO E TUG'S 40%


POT. TUG'S 5.200 0,4
POT. ILUM. 1.600 POT. DE DEMANDA 2.720

FATOR DE DEMANDA CHUVEIROS 92%


QUANT. 2 0,92
POT. INST. 11.200 POT. DE DEMANDA 10.304

FATOR DE DEMANDA GELADEIRA 100%


QUANT. 1 1
POT. INST. 500 POT. DE DEMANDA 500

FATOR DE DEMANDA MICRO ONDAS 100%


QUANT. 1 1
POT. INST. 1.000 POT. DE DEMANDA 1.000

FATOR DE DEMANDA LAVADOURA 100%


QUANT. 1 1
POT. INST. 1.000 POT. DE DEMANDA 1.000

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FATOR PARA AUMENTO DE CARGA FUTURAS
CONSIDERA 20% 1,2

FATOR DE POT. DA INSTALAÇÃO 75,70 %


POTÊNCIA DE ALIMENTAÇÃO 15.524
CORRENTE DE PROJETO Ip 40,75

DISJUNTOR DE ENTRADA DA INSTALAÇÃO 75A

DISJUNTOR GERAL 63A

POTÊNCIA INSTALADA: ILUM + TUG +TUE


POTENCIA INSTALADA 20.500 KWA

POTÊNCIA DEMANDADA: (ILUM + TUG)* 0.40 +TUE


POTENCIA DEMANDADA 15.524 KWA

13.5. Identificação dos circuitos

Nº DO TIPO DO
DESCRIMINAÇÃO DO CIRCUITO
CIRCUITO CIRCUITO
ILUMINAÇÃO 1: SALA PARTE "2", HALL, QUARTOS
1 ILUM.
E EXTERNA
ILUMINAÇÃO 2: SALA PARTE "1 ", COZINHA, AREA,
2 ILUM.
BANHEIROS E VARANDA
3 TUG'S TUG'S 1 (100VA): SALA, ENTRADA, EXTERNA
TUG'S 2 (600VA): TOMADAS BANHEIRO SUITE E
4 TUG'S
AREA DE SERVIÇO
TUG'S 3 (600VA): TOMADAS COZINHA '2',
5 TUG'S
CORREDOR
6 TUG'S TUG'S 4 (600VA): BANHEIRO SOCIAL E COZINHA '1'
7 TUG'S TUG'S 5 (100VA): TOMADAS QUARTOS E VARANDA
8 TUE TUE 1: GELADEIRA
9 TUE TUE 2: MICROONDAS
10 TUE TUE 3: MAQUINA DE LAVAR ROUPA
11 TUE TUE 4: CHUVEIRO ELÉTRICO BANHEIRO SOCIAL
12 TUE TUE 5: CHUVEIRO ELÉTRICO BANHEIRO SUITE
13 RESERVA
14 RESERVA
15 RESERVA
16 RESERVA

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9.6. Equilíbrio de cargas

EQUILIBRIO DE CARGAS (W)


Nº Circ. R S T
1 680
2 920
3 600
4 1200
5 1300
6 1200
7 900
8 500
9 1000
10 1000
11 2800 2800
12 2800 2800
TOTAL 6900 6800 6800

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REFERÊNCIAS

AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES – ANATEL. Disponível em:


<http://www.anatel.gov.br>. Acesso em: 01 maio. 2016.

AMPLA. Cálculo de Demanda para Medição de Cliente em Baixa Tensão. Disponível


em: <https://www.ampla.com/media/108344/cálculo de demanda para medição de
cliente em baixa tensão.pdf>. Acesso em: 01 maio. 2017.

SABER ELÉTRICA. Passo a passo entendendo um projeto de instalação elétrica.


Disponível em: <http://www.sabereletrica.com.br/projeto-de-instalacao-eletrica-
residencial>. Acesso em: 01 maio. 2017.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR-5444: Símbolos gráficos


para instalações elétricas prediais. Rio de Janeiro, 1989. 9 p.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5410: Instalações


elétricas de baixa tensão. 2 ed (Versão corrigida, 2008). Rio de Janeiro, 2004. 209 p.

Material de Estudo cedido pelo professor Hang.

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