Você está na página 1de 1

Tudo que você

precisa saber sobre


rastreabilidade
bovina

O QUE É?
Rastreabilidade é traçar o caminho, o uso e a
localização de um produto, sendo importante para
logística e controle de qualidade da empresa.

É um conjunto de medidas que possibilitam


controlar e monitorar todas as movimentações nas
unidades de entrada e de saída.

Representa também um complemento no


gerenciamento de qualidade.

QUAIS SÃO SEUS OBJETIVOS?


1. Fornecer informações aos consumidores;
2. Controlar deslocamento de animais e seus produtos para manter a sanidade;
3. Localizar falhas, o que permite medidas corretivas;
4. Controlar a segurança e qualidade dos alimentos;
5. Permitir o retorno de produto suspeito numa base precisa;
6. Assegurar que apenas produtos de qualidade e permitidos entrem no sistema;
7. Identificar clara e explicitamente produtos que são diferentes, mas que se parecem
a ponto de serem confundidos entre si;

COMO FUNCIONA O SISTEMA


DE IDENTIFICAÇÃO?
A rastreabilidade para produtos bovinos e bubalinos foi instituído no Brasil em 2002
pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), via Instrução
Normativa nº1.

Trata-se do SISBOV (Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de origem


Bovina e Bubalina).

Esse sistema regulamenta, implementa, normaliza e supervisiona as etapas de


identificação e registro individual do rebanho nacional e credenciamento de entidades
certificadoras.

O código de rastreabilidade corresponde ao número do estabelecimento de abate


(SIF), data de abate, número do lote, sexo e idade aproximada do animal.

Exemplo:

0337-12/11/98-01-1-2

Estabelecimento Data de Número


do abate abate do lote

Indica o sexo
1 - macho /2 - fêmea

Indica a idade aproximada


1 - animais até 2 anos com dente de leite
2 - animais até 3 anos com 2 a 3 dentes permanentes
3 - animais até 4 anos com 6 a 8 dentes permanentes

“A rastreabilidade desburocratiza processos e


garante a segurança do lacre de contêiner que sai
do frigorífico. O que antes era anotado em papéis
e podia se perder, mais as verificações de
documentos, agora é digitalizado.”
Eduardo Mário Dias, professor titular da área de Automação da Poli/USP
(Escola Politécnica da Universidade de São Paulo)

O QUE ESPERAR DO FUTURO


DA RASTREABILIDADE?
Além de rastrear proteína bovina e bubalina, existe plano de criar um projeto de
rastreabilidade da cadeia de aves e suínos.

AVE
O sistema de rastreabilidade em aves deve abranger desde a produção
dos avós até os pintinhos de corte, granjeiro que criou o lote, ração e
insumos utilizados até o frigorífico.

Diferentemente do que ocorre com os bovinos, a identificação dos animais deverá ser
por lote e não individualmente.

É necessário que os animais de um mesmo lote tenham a mesma idade, origem e sejam
alojados sob condições idênticas, em uma mesma unidade de produção ou aviário.

Fala-se de um banco de dados com registros de:


1. Incubatórios com rastreabilidade para a origem do ovo, data de postura, data de
incubação, performance de incubação, vacinas utilizadas, local e horário de
nascimento, horário de entrega e condições sanitárias de incubação, nascimento,
armazenagem e entrega;
2. Origem dos lotes de matrizes que originou o ovo, local de postura, idade,
linhagem, status sanitário da matriz, drogas utilizadas, mortalidade/idade e
desempenho zootécnico;
3. Data de alojamento dos pintos;
4. Mortalidade na vida do lote e suas causas;
5. Visitas técnicas realizadas no lote e parecer técnico;
6. Partidas e lotes de vacinas;
7. Medicações terapêuticas, nome do produto, partida, idade, período de carência,
responsável técnico;
8. Taxa de crescimento das aves (peso X idade);
9. Controle das partidas de ração recebidas e consumidas.

SUÍNO
No caso dos suínos, a identificação seria individual com tatuagens
e brincos, um sistema semelhante ao utilizado nos bovinos.

Animais deverão ter um documento de identificação individual que deverá


acompanhar o animal em todas as suas movimentações.

A rastreabilidade no abatedouro representa a fase mais importante no processo, pois


aí se estabelece a correspondência entre a granja de suínos e o número de abate.

O número de abate é, geralmente, colocado sobre o pernil de ambos os lados e após


a inspeção veterinária, o carimbo oficial é colocado nas principais partes da carcaça.

No final da linha de abate é feito um boletim referente à pesagem e classificação da


carne, fornecendo os dados de granja, rendimento de carcaça, número de abate.

No estágio de cortes, a identificação é feita pelo número codificado do lote


na embalagem.

Referências
http://www.gaesi.eng.br/rastreabilidade/
https://www.fea.unicamp.br/arquivos/Rastreabil_2001.pdf
http://sindiracoes.org.br/seguranca-alimentar-e-rastreabilidade/
http://www.uel.br/pessoal/ambridi/Carnesecarcacasarquivos/Padronizacao.pdf
http://www.sic.org.br/producao-de-carne/rastreabilidade
http://www.agricultura.gov.br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saude-animal/rastreabilidade-animal
/rastreabilidade-animal
http://www.agricultura.gov.br/guia-de-servicos/rastreabilidade-animal

Fique por dentro do mercado


www.tecnocarne.com.br/canaldeconteudo

Conheça a TecnoCarne
www.tecnocarne.com.br

Equipe de conteúdo Informa Exhibitions Brasil


Gerência de conteúdo: Lilian Burgardt
Produção de conteúdo: Eder Gonçalves, Aline Domingues e Thiago Bento
Direção de arte: Eliane Dalbem

Interesses relacionados