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IMPLEMENTAÇÃO DO SOFTWARE DE CONSTRUÇÃO NAVAL

SHIPCONSTRUCTOR 2008 EM UM ESTALEIRO MODERNO USANDO O


CONCEITO DE ENGENHARIA SIMULTANEA.

João Felipe Lopes Rodrigues Silva

PROJETO FINAL SUBMETIDO À BANCA APROVADA PELO COLEGIADO DO


DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA NAVAL E OCEÂNICA – ESCOLA
POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO COMO
PARTE DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA A OBTENÇÃO DO DIPLOMA
DE
ENGENHEIRO NAVAL.

Aprovado por:

_______________________________________
Prof. Eduardo Gonçalves Serra, D. Sc.

_______________________________________
Prof. Marta Cecília Tápia Reyes, D. Sc.

_______________________________________
Eng. Bruno França

RIO DE JANEIRO, RJ – BRASIL.


MARÇO DE 2009

1
ÍNDICE

1. –Introdução......................................................................................................4

1.1 –Construção Naval Moderna....................................................................4

1.2 – Softwares CAD/CAE/CAM...................................................................5

1.2.1 – CAD.............................................................................................8

1.2.2 – CAE.............................................................................................9

1.2.3 – CAM..........................................................................................10

1.3 - Alguns Softwares CAD/CAE/CAM de Construção Naval..................11

1.4 – Engenharia Simultânea........................................................................12

1.5 – Colaboração entre projeto e modelo de informações..........................15

2. – Características gerais da solução CAD/CAE/CAM para construção


naval..................................................................................................................18

2.1 – Os benefícios dessa solução.................................................................18

2.2 – Módulos Comuns.................................................................................19

2.2.1 – Forma e definição estrutural......................................................19

2.2.2 – Máquinas, equipamentos e sistemas distribuídos......................21

2.2.3 – Arquitetura Naval......................................................................23

3. – Solução ShipConstructor para Construção Naval e suas Vantagens..........24

3.1 – Produtos & Soluções............................................................................24

3.1.1 – Principais Benefícios.................................................................27

3.2 – Módulos...............................................................................................32

3.3 – Suíte Maxsurf.......................................................................................36

3.3.1 – Projeto inicial.............................................................................37

2
3.3.2 – Análise.......................................................................................38

4. – Necessidade do Estaleiro e a Solução ShipConstructor.............................39

4.1 – A Escolha do Software........................................................................40

4.2 – Funcionalidade e necessidade iniciais do Estaleiro.............................43

4.2.1 – Bibliotecas.................................................................................43

4.2.2 – Especificações das funcionalidades previstas inicialmente.......49

4.2.2.1 – Chanfro Automático...........................................................49

4.2.2.2 – Perfis Fabricados................................................................58

5. – Levantamento e Soluções de dificuldades encontradas durante a


modelação de projetos em andamento.............................................................................66

6. – Análise Geral sobre a implementação do software ShipConstructor no


Estaleiro...........................................................................................................................80

6.1 – Planejamento Geral..............................................................................80

6.2 – Capacitação dos usuários e organização do trabalho...........................80

7. – Conclusão...................................................................................................83

8. – Bibliografia.................................................................................................84

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1. -Introdução

1.1 - Construção Naval Moderna

A Construção naval (que engloba os estaleiros, fabricantes de equipamento e


um grande número de prestadores de serviço) tem um importante papel estratégico na
indústria em vários países ao redor do mundo. Historicamente os estaleiros utilizam
uma vasta gama de tecnologias, empregam um número significativo de trabalhadores e
geram renda em moeda estrangeira (o mercado da construção naval dólar), sendo assim
a construção naval é, portanto, um atrativo para o desenvolvimento industrial e de novas
tecnologias. Como por exemplo, o Japão, que utilizou a construção naval para
reconstruir sua estrutura industrial nas década de 1950 e 1960 e a China está repete esse
modelo de grandes investimentos do Estado para apoiar esta indústria.
Graças à produtividade dos seus estaleiros navais, a Coréia do Sul é a maior do mundo
em termos de tonelagem e do número de navios construídos, apesar da alta do custo do
trabalho. Coreia do Sul do "três grandes" estaleiros, Hyundai Heavy Industries, a
Samsung Heavy Industries e Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering, dominam
mundial da construção naval, com Hanjin Heavy Industries também a ser uma presença
significativa.

A construção do navio por meio da montagem de produtos intermediários


(peças, sub-blocos, blocos, módulos, unidades de montagem), requer um controle mais
exato do processo global de produção.
Este processo não é correto se na fabricação dos blocos/módulos existem erros
nas dimensões ou desalinhamentos que impliquem em correções e retrabalhos em obras
já efetuadas. A moderna concepção de equipamento, de forma similar, incrementa os
requerimentos de controle dimensional; quanto maior for a percentagem de
equipamento realizado nos módulos e nos blocos, mais pontos devem ser medidos e
controlados, já que existem mais possibilidades de desalinhamentos e posições
defeituosas de tubulações, dutos, etc.

Com isso surge a necessidade de uma ferramenta que previne/minimiza esses


erros durante o projeto,que possa montar uma maquete virtual do produto e assim poder
extrair informações precisas para a fabricação.

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1.2 - Softwares CAD/CAE/CAM

Tem sido cada vez maior a utilização de computadores nas diversas atividades
da engenharia. A melhoria contínua das características de hardware está trazendo como
resultado uma grande expansão da disponibilidade dos sistemas computadorizados na
manufatura.

A competitividade entre as empresas de construção naval é determinada pela


qualidade de seus recursos, pelo conhecimento que são capazes de produzir e pela
capacidade de aplicar ciência, tecnologia e conhecimento na produção de embarcações
cada vez mais eficientes. As políticas adotadas para atender tais requisitos requerem
investimentos por parte dos construtores navais na aquisição de softwares que
viabilizem a utilização das mais modernas práticas de engenharia. Os desenvolvimentos
de novos sistemas de informação são constantemente implantados para melhorar a
produção, qualidade e eficiência das empresas, tanto nas áreas administrativas como de
manufatura e qualidade.

O desenvolvimento mais ágil de produtos tornou-se uma questão crítica para o


sucesso em muitos setores do mercado, para uma grande variedade de produtos. Isto
motivou o desenvolvimento de técnicas de engenharia simultânea na década de 1980,
capazes de reduzir o tempo de ciclo, com base na sobreposição temporal de atividades
de projeto, a serem executadas em paralelo, sempre que possível. Entretanto, as
restrições físicas dificultam a realização de diversas tarefas de projeto, como projetar,
construir, testar e aceitar o protótipo de um produto, conforme preconizado pela
engenharia simultânea.

Para minimizar este processo, surge a simulação como uma maneira eficaz de
criar um teste preliminar, antes de desenvolver protótipos caros, testes de campo ou
execuções reais. A validade da simulação depende da representação exata das
características operacionais do processo criado. Na engenharia, deve-se considerar o
auxílio do computador em tarefas de projeto, permitindo a aceleração do
desenvolvimento e a otimização dos recursos envolvidos. Os ambientes virtuais, que
possibilitam a virtualização de atividades de projeto se originaram da convergência dos
avanços da tecnologia de eletrônica digital dos computadores com os avanços na
tecnologia de apresentação visual (JONS, 1997). É cada vez mais fácil criar imagens

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gráficas realistas e transmiti-las para que possam ser rapidamente apresentadas com
qualidade próxima a de uma fotografia, podendo ser utilizadas por outras pessoas ou
equipes envolvidas em um projeto. Os principais desenvolvimentos nesta área estão
ligados a: projeto baseado em simulação (simulation based design), prototipação virtual
(virtual prototyping), realidade virtual (virtual reality) e projeto colaborativo a distância
(workflow).

Os modelos empregados para representar um ambiente real em modelo virtual


são elaborados através de formulações matemáticas, que devem reproduzir, da maneira
mais fiel possível, os efeitos físicos característicos do sistema original. Assim,
manipulando o modelo no computador e analisando os resultados, pode-se concluir
como os diversos fatores afetarão o desempenho do sistema, uma vez que no final das
simulações um protótipo precisa ser construído, para que o produto possa ser testado e
operado, para confrontar os dados reais com os criados em ambiente virtuais. Protótipos
virtuais realizados em CAD, com recursos de 3D, podem ser facilmente montados e
desmontados virtualmente, permitindo estudos muito mais detalhados, repetidos quantas
vezes se julgar necessário. A rapidez com que podem ser realizadas alterações nos
protótipos virtuais e o baixo custo dessas alterações estimula a realização de mais
ensaios, com configurações alternativas das peças que estão sendo projetadas. Isto
permite que produtos de melhor qualidade demorem menos tempo para ser
desenvolvidos e colocados no mercado. Um dos grandes benefícios potenciais ainda não
concretizados a partir da realização de projetos baseados em simulação é a possibilidade
de incorporar, desde os primeiros estágios do desenvolvimento do projeto, requisitos e
objetivos multidisciplinares e interdepartamentais, nos quais os protótipos virtuais
podem fazer a diferença mais significativa.

Podemos assim levantar os seguintes pontos:

• A competição entre as indústrias globais de construção naval


acirram a concorrência entre os estaleiros, fazendo com que busquem maneiras
de se diferenciar no mercado através de redução de custos e adoção de
tecnologia;

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• A TI como ferramenta importante do desenvolvimento de novos
produtos, contribuindo significativamente para a melhora dos processos
produtivos e gerenciamento de novos projetos;
• As atuais aplicações de TI permitem utilizar-se de modelagem
3D, através de ferramentas CAD na construção de modelos virtuais, fornecendo
agilidade, redução de tempo de testes, custos e falhas.

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1.2.1 - CAD

Computer-aided design (CAD) é a utilização de tecnologia informática para


ajudar no projeto e especialmente a elaboração (desenhos técnicos de engenharia) de
uma parte ou todo um produto. É um método comunicação visual e simbólico em que
convenções são usadas para cada domínio técnico. CAD é comumente utilizado na
concepção de ferramentas, máquinas (assim como seus componentes), bem como na
elaboração de vários tipos de construções desde pequenas, tipos residenciais (casas)
para a maior complexidade (navio e prédios).

CAD é utilizado principalmente para modelos 3D detalhados de engenharia e /


ou desenhos 2D dos componentes físicos, mas também é utilizada em todo o processo
de engenharia de design conceitual e disposição de produtos, através da força e análise
dinâmica para a fabricação de componentes.

CAD tornou-se uma tecnologia especialmente importante no âmbito das


tecnologias auxiliadas por computador, permitindo aos desenhistas de lay out e
desenvolverem trabalhos na tela do computador, imprimi-lo e salvá-lo para uma futura
edição, economizando tempo em seus desenhos.

Com relação a esta característica os sistemas CAD podem ter as seguintes


representações:

- Sistemas de duas dimensões (2D), equivalente ao desenho em papel. Cada


ponto é representado por doi números (p. ex. a distância horizontal em relação à borda
esquerda do papel e a distância vertical da borda inferior do papel). Há representação
também para segmentos, círculos, arcos e outras curvas planares.
Os primeiros sistemas CAD baseavam-se em representação 2D. Ainda hoje,
apesar do desenvolvimento de sistemas 3D, a representação em 2D é a melhor para
realizar as atividades de documentação e detalhamento final de um projeto. Há
limitações sobretudo na visualização dos objetos.
- Sistemas de duas e meia dimensões (2½D), que acrescentam às
representações 2D, a
Representação de objetos tridimensionais tais como uma seção de corte
arbitrária. Podem ser calculadas propriedades de objetos sólidos, tais como volume.

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- Sistemas de três dimensões (3D), wireframe, que utilizam segmentos de reta,
círculos, arcos
e outras curvas em três dimensões e que trabalham com múltiplas visões (de
qualquer direção arbitrária) e perspectiva. A representação de um paralelepípedo, por
exemplo, é feita através de suas 12 bordas.
- Sistemas de três dimensões (3D), superfícies, onde cada sólido é representado
por seus limites, que consistem de superfícies planares, cilíndricas, cônicas, esféricas. É
a representação mais utilizada no projeto de automóveis (sobretudo parte externa e
painel).
- Sistemas de três dimensões (3D), sólidos, que trabalha de forma similar com
a utilização de blocos para construir um sistema sólido real. Possuem um conjunto de
objetos primitivos e podem mover (translação, rotação) estes objetos, além de combiná-
los usando um conjunto de operações básicas (união, intersecção, diferença). Estes
sistemas permitem a melhor visualização.

1.2.2 - CAE

Computer-aided engineering (CAE) é a utilização da tecnologia da informação


para apoiar engenheiros em tarefas como análise, simulação, projeto, fabricação,
planejamento, diagnóstico e reparação. Ferramentas que foram desenvolvidas para
apoiar estas atividades são consideradas ferramentas CAE que estão sendo utilizados,
por exemplo, para analisar a robustez e o desempenho dos componentes e de modelos
mais complexos. O termo engloba simulação, validação e otimização de produtos. No
futuro, sistemas CAE serão importantes fornecedores de informações para ajudar uma
equipe nas tomadas de decisões.
Tendo-se desenvolvido um projeto em CAD (mesmo que sem o detalhamento
final), é possível realizar vários estudos baseados na geometria estabelecida, acrescida
com informações adicionais relevantes para a análise a ser realizada (p. ex. tipo e
densidade do material, capacidade térmica etc.).
A análise pode envolver:
- cálculos de esforços,
- cálculos de transferência de calor,
- uso de equações diferenciais para descrever o comportamento dinâmico do
sistema sendo projetado,

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- simulação de mecanismo,
- prototipação rápida através da estereolitografia, técnica recente que permite
gerar um modelo físico real
- etc.

1. Análise de propriedades de massa: podem ser fornecidas propriedades de


objetos sólidos sendo analisados, tais como área de superfície, peso, volume, centro de
gravidade, e momento de inércia. Para uma superfície plana (ou seção transversal de um
objeto sólido) pode incluir perímetro, área, e propriedades de inércia.

2. Análise de elementos finitos: o objeto é dividido em um grande número de


elementos finitos (usualmente de forma retangular ou triangular) que formam uma rede
de interconexão de nós. Usando computadores de grande capacidade computacional, o
objeto completo pode ser analisado em relação a esforços, transferência de calor, e
outras características, através do cálculo do comportamento de cada nó.

1.2.3 - CAM

Computer-Aided Manufacturing (CAM) pode ser definido como o uso de


sistemas computacionais para planejar, gerenciar, e controlar as operações de uma
planta de fabricação através de uma interface direta ou indireta com os recursos de
produção da planta. Há duas categorias de aplicações:

1. Monitoramento e controle do processo de fabricação: aplicações diretas em


que o computador é conectado diretamente ao processo.
2. Suporte à fabricação: aplicações indiretas em que o computador é usado
para suporte às operações de produção da planta, sem que haja uma interface direta
entre o computador e o processo.
Exemplos:
-Preparação de programas de controle numérico (através de pós-processadores
que geram código para máquinas CNC a partir da base de dados do projeto em CAD),
-Projeto de ferramentas,
-Projeto de moldes,
-Planejamento do processo automatizado por computador

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-Padrões de trabalho gerados por computador (ex. tempos padrões)
-Programação da produção
-MRP (Material Requirement Planning).

1.3 - Alguns Softwares CAD/CAE/CAM de Construção Naval

Tribon M3 é um sistema integrado de para a concepção do navio oferecendo a


mais alta qualidade na concepção e processos de produção. Os primeiros pacotes do
Tribon foram desenvolvidos por Tribon Solutions (antigo Kockums Computer
Systems). Em 2004 Tribon Solutions foi adquirido pela AVEVA Group plc
(anteriormente conhecida como Cadcentre). M3 é a última versão Tribon que inclui o
módulo de design inicial, modelagem do casco, módulos de modelagem de outfitting,
desenhos de montagem. Funciona em sistemas Windows e foi desenvolvido
exclusivamente para a indústria naval.

Vantage Marine é um novo produto desenvolvido pela AVEVA e baseado em


seu famoso PDMS (Plant Design Management System). Nesta fase Vantage Marine é
uma combinação de módulos de Outfitting do PDMS e de Design básico do Tribon M3
Hull.

FORAN é outro software concepção de navio integrada. É desenvolvida por


Sener, uma empresa privada de engenharia e consultoria criada em 1956 a fim de
fornecera o mercado uma solução para os problemas que têm uma grande qualidade
técnica e / ou conteúdo científico. FORAN abrange casco e equipamento tem um design
assim como um módulo para acomodações. Nesse módulo, o projetista pode trabalhar
em desenhos 2D ou ter uma abordagem 3D. Ambos os modos de trabalho podem ser
utilizadas separadamente para alcançar os mesmos resultados finais. FORAN possui um
módulo de Arquitetura Naval completo, com cálculo de hidrostáticas, curvas de
Bonjean, inércia, etc, compartimentação, condições de carga, cálculos e análise
dinâmica completa, bolard pull e manobrabilidade.

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NUPAS-CADMATIC é uma joint venture entre Cadmatic Oy e Numeriek
Centrum Groningen BV É uma solução CAD / CAE / CAM para escritórios de
engenharia consultoria e estaleiros focados em melhorar a sua eficiência em termos de
design, engenharia e produção

IntelliShip desenvolvido pela Integraph fornece uma gama completa de


concepção, produção, gestão do ciclo de vida e capacidades dentro de um único
ambiente integrado. O IntelliShip 6.0 proporciona novos recursos e melhorias a navio
modelação, fabrico planejamento, fabricação e desenho estrutural. Intergraph agora
também oferece capacidade de referência AVEVA Tribon casco objetos e desenhos em
IntelliShip estrutural para vestir. A capacidade Tribon permite que os usuários para
aplicar tecnologia avançada Intergraph para vestir, continuando a utilizar Tribon
estruturais para tarefas.

ShipConstructor trata todos os aspectos de modelagem em 3D de navios, incluindo


casco, lofting, estrutura, equipamentos, tubulação, penetrações, e HVAC. A geração de
relatórios e desenhos produção está totalmente integrada com a estratégia de construção,
plano de corte de chapas e perfis, desenho de montagem e de spool, assim como código
NC.Todos os módulos são totalmente integrados com o SQL Server, um banco de dados
para gerenciamento de projeto e de fácil integração com qualquer outro sistema de base
de dados.

CATIA V5 é o produto líder desenvolvimento solução para todos fabrico organizações.


CATIA V5 pode ser aplicado em uma ampla variedade de indústrias, tais como o
aeroespacial, automotivo, máquinas industriais, elétrica, eletrônica, construção naval,
desenho de plantas, e de bens de consumo, incluindo a concepção de diversos produtos,
tais como jóias e roupas.

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1.4 - Engenharia Simultânea

O estudo realizado pelo DARPA (Defense Advanced Research Project


Agency) definiu Engenharia Simultânea da seguinte forma (WINNER et al., 1988 apud
PRASAD, 1996): "Engenharia Simultânea é uma abordagem sistemática para o
desenvolvimento integrado e paralelo do projeto de um produto e os processos
relacionados, incluindo manufatura e suporte. Essa abordagem procura fazer com que as
pessoas envolvidas no desenvolvimento considerem, desde o início, todos os elementos
do ciclo de vida do produto, da concepção ao descarte, incluindo qualidade, custo,
prazos e requisitos dos clientes." A partir dessa definição surgiram muitas outras. O
conceito de Engenharia Simultânea tornou-se muito mais abrangente, podendo incluir a
cooperação e o consenso entre os envolvidos no desenvolvimento, o emprego de
recursos computacionais (CAD/CAE/CAM) e a utilização de metodologias (DFx, QFD,
entre outras). Outras definições de Engenharia Simultânea são:

• "Engenharia Simultânea é uma abordagem sistemática para o


desenvolvimento integrado de produtos que enfatiza o atendimento das expectativas dos
clientes. Inclui valores de trabalho em equipe, tais como cooperação, confiança e
compartilhamento, de forma que as decisões sejam tomadas, no início do processo, em
grandes intervalos de trabalho paralelo incluindo todas as perspectivas do ciclo de vida,
sincronizadas com pequenas modificações para produzir consenso" (ASHLEY, 1992
apud PRASAD, 1996)
• "Engenharia Simultânea é um ambiente de desenvolvimento, no qual a
tecnologia de projeto auxiliado por computador é utilizada para melhorar a qualidade do
produto, não somente durante o desenvolvimento, mas em todo ciclo de vida" (ELLIS,
1992 apud PRASAD, 1996)
• "Engenharia Simultânea é uma metodologia de desenvolvimento de
produtos, na qual vários requisitos (X-abilities) são consideradas parte do processo de
desenvolvimento de produtos (manufatura, serviço, qualidade, entre outros). Esses
requisitos não servem somente para se atingir as funcionalidades básicas do produto,
mas para definir um produto que atenda todas as necessidades dos clientes"
(HARTLEY, 1992 apud PRASAD, 1996)
• "Engenharia Simultânea é a integração do projeto do produto e do
processo em toda a empresa" (FINGER, 1993 apud PRASAD, 1996)

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• Análise e estabelecimento de requisitos e especificações do cliente
adequados;
• Desenvolvimento de soluções conceituais modulares, fáceis de manipular
e de juntar Integração de processos de manufatura e de projeto do produto que melhor
atinja as necessidades e requisitos;
• Projeto de interface entre subsistemas dentro de um produto levando-se
em conta as tolerâncias assim como o projeto do produto para ser robusto;
• Adoção de um sistema de abordagem para o desenvolvimento do produto
levando-se em conta seu o ciclo de vida completo;
• Focar continuamente no incremento do processo de produção e
manufatura;
• Colocar times multifuncionais juntos, quando possível, para facilitar uma
melhor comunicação;
• Redução de tempo de produção;
• Paralelismo no processo de projeto.

A engenharia simultânea ainda é um método relativamente novo de gestão de


sistemas e teve a oportunidade de amadurecer nos últimos anos, para se tornar um
otimizador de sistemas bem-definidos com uma abordagem de concepção de ciclos.
Devido a isto, engenharia simultânea tem ganhado muita atenção por parte da indústria
e tem sido aplicado em uma infinidade de empresas, organizações e universidades, mais
notavelmente na indústria aeroespacial.
A premissa básica para a engenharia simultânea envolve dois conceitos. O
primeiro é a idéia de que todos os elementos do ciclo de produção, desde
funcionalidade, produção, montagem, testes, manutenção, devem ser levadas
consideração na concepção das fases. A segunda idéia é que todas as atividades
anteriormente levantadas devem estar ocorrendo ao mesmo tempo ou simultaneamente.
O objetivo é aumentar significativamente a produtividade e a qualidade do produto
aproveitando a de simultaneidade dos processos, aspectos que são importantes
atualmente.
Este pensamento é fundamental para o sucesso da engenharia simultânea,
porque permite que erros e retrabalhos sejam descobertos no início do processo de
concepção, quando o projeto ainda está em uma forma mais conceitual e possivelmente
digital. Localizando e consertando possíveis erros o quanto antes, os projetistas podem

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evitar que muitas vezes esses erros tornem-se onerosos enquanto o projeto avança para
um modelo computacional mais complicado e eventualmente, fisicamente.

Como mencionado acima, uma parte do processo de concepção é também


garantir que todo o ciclo produtivo seja levado em consideração. Isso inclui estabelecer
os requisitos dos usuários, execução de modelos computacionais, a criação de protótipos
físicos e eventualmente a fabricação do produto. Como antes, a utilização extensiva de
planejamento permite descobrir problemas imprevistos possam ser localizados
previamente, para que o projeto conceitual possa ser alterado antes do inicio da
produção real. A quantia de dinheiro que pode ser poupado, utilizando o conceito
corretamente, provou ser significativo.

Deve haver uma forte base para a equipe já que o sucesso do método depende
da habilidade dos engenheiros em trabalhar eficazmente em conjunto. Muitas vezes isso
pode ser um obstáculo difícil, mas é algo que deve ser tratado de forma antecipada para
evitar problemas mais tarde. Do mesmo modo, agora mais do que nunca, o software
assume um grande papel no processo de concepção. Seja a partir de ferramentas CAD
até análise de elementos finitos, a capacidade de modificar modelos digitais para prever
problemas futuros rápida e facilmente é extremamente importante, não importando o
que você está usando no processo de concepção. No entanto, o papel dos softwares
torna-se muito mais significativo do que a natureza simultânea dos processos quando os
engenheiros forem capazes de falar uns aos outros no fim de conseguir utilizar os
conceitos de engenharia simultânea.

1.5 – Colaboração entre projeto e modelo de informações

O principal requisito para a Engenharia Simultânea possa alcançar o resultado


de encurtamento do tempo de produção é a colaboração constante e eficaz dos agentes
intervenientes: indivíduos, equipes, empresas, etc.

Na Construção Naval há particularidades com relação aos agentes


intervenientes e às lideranças. Reconhecidamente, o setor trabalha intensamente com
muitos agentes de diferentes especialidades, intervindo em momentos diversos e em
profundidades também diversas. Mesmo na fase de projeto isso é percebido: o projeto

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de arquitetura é feito em conjunto com vários outros. Cada qual é feito, em geral, por
equipes e até mesmo empresas diferentes.

Para que o projeto chegue a termo com eficiência, a necessidade de


coordenação e de colaboração é imensa. Pode-se dizer também que o esforço por
colaboração é mais necessário ainda e a coordenação é mais difícil em
empreendimentos de construção civil do que em indústrias com produção em massa,
justamente por não se tratar de uma produção em massa ou de linha de montagem. Além
disso, a colaboração na fase de projeto é essencial para que todos os outros passos
possam ser bem coordenados. Colaborar em outras fases é necessário, mas é muito mais
eficiente quando a colaboração se inicia no projeto. A colaboração no projeto prepara
muita coisa para a colaboração nas fases subseqüentes.

É da natureza da fase de projeto levantar todas as informações possíveis e


pensar em diversas possibilidades de solução para o objeto projetado. Normalmente o
projeto é um processo de “afunilamento de informações”, ou seja, em um primeiro
momento há muitos itens a serem manipulados (opções possíveis) com poucas
informações de cada um. Na medida em que decisões vão sendo tomadas, algumas
opções vão sendo descartadas e as opções escolhidas vão sendo cada vez melhor
conhecidas e, conseqüentemente, especificadas.

Em termos gerais, o projeto “termina” quando já existem informações tais que


a execução já é possível. Esse é um momento delicado, ainda mais pensando que a
execução ainda pode demorar muito para terminar: apesar de ter uma idéia
relativamente completa (no sentido mais objetivo da palavra idéia) do que vai ser o
objeto a ser construído (um prédio residencial, por exemplo), ele começa a ser
construído pela infra-estrutura e até chegar aos acabamentos internos pode demorar
muito tempo. Nesse período pode acontecer que algumas circunstâncias adotadas
inicialmente no projeto mudaram e, com isso, novas decisões são tomadas, alterando-se
assim o projeto e a execução. No entanto, o que geralmente acontece nesses casos é
mais uma substituição de tecnologia aplicada ou de material, por exemplo, do que uma
alteração radical, como a mudança da finalidade da edificação ou do tamanho da obra.
Se a alteração for radical, pode-se dizer que a partir de então começa outro projeto que
já encontrou uma parte da obra feita (tal qual uma reforma).

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Foi dito “termina” (entre aspas) no parágrafo anterior só para delimitar o início
da execução, pois o projeto só termina, em termos teóricos, quando não resta mais
nenhuma decisão prévia à execução. Essas decisões só terminam quando a obra é
entregue ao uso, e assim o projeto vai até muito próximo desse momento também.

Mas então, dá para separar projeto e construção? As fronteiras não são claras,
pois muitas vezes as duas realidades andam juntas. De forma abstrata, no entanto,
entende-se que gerenciar uma obra ou executar uma tarefa de construção, é diferente de
planejar ou projetar na medida em que pode existir projeto sem execução, mas não pode
existir execução sem projeto (por mais rudimentar e não documentado que possa ser o
projeto). Tendo presente essa distinção teórico didática, entende-se que o projeto está
presente em todos os passos da execução da obra, além de ser uma tarefa prévia.

Além disso, segundo o ponto de vista do estudo das informações, o projeto


pode ser visto como uma forma organizada de informações que devem ser
compartilhadas pelos intervenientes na construção do objeto. Aqui todos são incluídos:
do proprietário/usuário ao instalador, do projetista ao executor. Todos usufruem dessas
informações e/ou participam na geração e organização delas. Sendo assim, verifica-se
que o volume de informações em um empreendimento vai sendo gerado em cada
momento por diversas fontes e precisa de um “lugar” onde ficar guardado de maneira
organizada, para servir de alimento às futuras fases do empreendimento.

Esse “local” pode ser identificado com uma base de dados, uma estrutura de
dados, um modelo de dados, ou, mais conceitualmente formulado, como um modelo de
informações. O Modelo de Informações de Construção (Building Information Modeling
– BIM) é mais do que o Modelo de um Produto (Product Modeling) já que procura
modelar todos os assuntos relativos à edificação: produtos, processos, documentos, etc.

Algumas vezes identificam-se o Modelo de Informações com a padronização


de especificações de produtos, processos, documentos, etc., mas ele não se resume a
isso. O modelo vai além da padronização na medida em que ele não é uma meta mas um
reflexo dos elementos que o geraram. Em conseqüência, o bom modelo está sujeito a
mudanças para adaptar-se a uma nova realidade, e deve prever isso na sua própria

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gênese. O modelo deve ser sempre aberto, ou seja, todos os usuários devem poder
conhecê-lo muito bem e devem conseguir adaptá-lo às suas necessidades, além de os
seus desenvolvedores o adaptarem continuamente às mudanças naturais das realidades
que pretende modelar.

2. - Características gerais da Solução CAD / CAE/ CAM para Construção Naval

Desde a primeira fase do desenho conceptual, através da classificação inicial e


desenhos para o detalhe de engenharia, os softwares são ferramentas fundamentais para
reduzir custos e melhorar a produtividade na construção dos navios. Esses sistemas são
aplicáveis a todos os tipos de navio, independentemente do seu tamanho, e pode ser
totalmente personalizada para os requisitos específicos de cada usuário. Geralmente
possui uma solução integrada para o projeto completo do navio, incluindo definição da
forma, cálculos de arquitetura naval, estrutura do casco, máquinas, equipamentos,
aparelhos elétricos e alojamentos, o que permite a aplicação o conceito de engenharia
simultânea em um ambiente de escritório de projeto.

2.1- Os Benefícios dessa solução

-A produtividade global é substancialmente melhorada.

Com a melhor informação e controle, a produção se beneficia


significativamente gerando menos retrabalho, reduz desperdícios, menos casos de falta
materiais, custos acrescidos de atrasos e interrupções, e conseqüentemente aumenta as
margens de lucro. A qualidade da produção melhora significativamente, enquanto as
horas de construção e o custo de materiais diminuem.

-O departamento técnico fornece informações de alta qualidade para oficinas.


Devido a:
• A aplicação de práticas de engenharia simultânea
• A geração automática de informações personalizadas para produção
• A possibilidade de executar e controlar modificações no projeto
• Uma redução substancial do tempo necessário para o ciclo de projeto seja alcançada.

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-Maior nível de engenharia simultânea

Uma das mais importantes vantagens é a integração de toda a gama de


disciplinas em um projeto em um banco de dados. Isto, combinado com a continuidade
entre o projeto básico e de detalhe com o desenvolvimento homogêneo de todos os seus
módulos, torna possível uma nível elevado de engenharia simultânea.

-Utilização da Informação

Bibliotecas de normas, especificações e normas para a geração do modelo 3D,


são definidas de acordo com a prática do estaleiro. Essas bibliotecas estarão, então,
disponíveis para reutilização em novos projetos.

2.2 - Módulos comuns

2.2.1 – Forma e definição Estrutural

-Formas do casco, conveses e anteparas

Esses sistemas possuem capacidade para definir casco qualquer forma.


Geralmente usando superfícies NURBS que são aplicadas para criar formas casco a
partir do zero ou de qualquer definição preliminar. Utilizando ferramentas de
carenamento, o projetista pode avaliar muitas alternativas de forma fácil e rapidamente.
Todos os tipos de apêndices do casco podem ser facilmente criados e tratados com o
NURBS.

- Referências de Topologia Estrutural

Tendo o casco, como uma primeira referência topológica, os projetistas podem


definir rapidamente a construção de todo os tipos de estrutura. Todas as informações
relativas a padrões, configuração e outros parâmetros essenciais é centralizada no banco
de dados. Geralmente esses softwares vêm com uma biblioteca de padrões, que os
projetistas podem usar como ponto de partida para criar seu próprio catálogo, incluindo

19
catálogos de materiais, chapas e perfis, aberturas, cut-outs, chanfro, etc.

-Modelo Estrutural

A rápida definição de um modelo 3D completo e exato da estrutura do casco,


incluindo casco e convés forro, peças de perfil estrutural e estrutura interna é o objetivo
desses softwares.
O usuário trabalha diretamente sobre o modelo do navio de uma maneira
completa, que abrange a concepção básica e detalhada com os mesmos módulos, o que
simplifica extraordinariamente a organização e aumenta o desempenho global do
processo de concepção.
A definição do modelo estrutural é muito facilitada pelo uso de poderosas
funções de cópia, mecanismos automáticos (como nomenclatura automática, inserção de
cut-outs, definição de peças padrão, marcação, hierarquia de produção dos principais
elementos estruturais até de peças individuais detalhadas ) e do procedimentos definidos
usuário.
A topologia permite a fácil e rápida reutilização da informação de um
componente encontrado em vários locais e da norma peças, com diferentes geometrias
calculadas automaticamente.
O modelo de dados permite proporcionar diretamente ao departamento de
produção todas as informações necessárias para a fabricação do casco, pré-montagem,
montagem, controle de material, planejamento e controle de qualidade.

-Associativismo

Todas as entidades estruturais têm associado um conjunto de atributos com


base em uma hierarquia orientado ao objeto. Conceitos como Green material,
Contração, a compensação de fatores, margens, etc. são manipulados para garantir a
oficina informações mais precisas. Os softwares oferecem uma impressionante estrutura
capacidade de revisão com vários métodos de visualização e a partir de um banco de
dados. Ferramentas para gerar automaticamente ou manualmente o nesting de chapas e
perfis, gerando todos os dados necessários, tais como caminho de corte, chanfros,
percentagem de sucata, comprimento de corte e marcação, altura etc. são ferramentas

20
essenciais.

-Desenhos de produção

A principal função dos softwares de construção naval é a geração de desenhos


que serão encaminhados para a produção, com informações que minimizem os erros
durante a fabricação das peças. Estes produzem a mais ampla gama de desenhos
estruturais, tanto para fins de classificação e construção. Plano de perfil transversal e
pontos de vista, expansão do casco, e desenhos 3D podem ser obtidos para o navio
como um todo ou para uma determinada região. A configuração e o estilo desses
desenhos são totalmente customizados. A geração desses desenhos segue a organização
por produtos, incluindo informações solda, peças listas e conexões e todas as
informações são extraídos automaticamente formando desenhos ricos em informação
para todos os elementos contidos nele. Cálculo de peso, CG e área de pintura para
qualquer conjunto de peças ou montagem unidades, incluindo blocos de pré-equipadas,
podem ser obtidas facilmente e rapidamente, bem como informações completas para
soldagem.

2.2.2 – Máquinas, equipamentos e sistemas distribuídos

-Bibliotecas de Equipamentos

A definição de equipamento (normalmente com base em catálogos do


fabricante) é feita através da combinação de objetos paramétricos e esses modelos são
armazenados em uma biblioteca configurável pelo o usuário.

-Sistema de diagramas

Um meio prático e abrangente de criar o sistema do navio de forma rápida e


fácil é utilizando diagramas. As características incluem a definição de símbolos
gráficos, múltiplas possibilidades de distribuições roteamento, inserção de acessórios, o
controle automático da lógica das conexões, listas de material tendo assim um maior
leque de opções disponíveis para visualização e um arranjo gráfico para a conclusão.
Assim podemos gerar ordens de material tendo como base nestes diagramas preliminar,

21
incluindo uma reserva para os materiais que ainda não foram incluídas nesta fase do
projeto (ou seja, flanges, juntas, parafusos e assim por diante). Essa informação de
material é atualizada enquanto projeto avança.

-Definição do modelo 3D

Unidades de Equipamento são posicionadas no interior do navio utilizando


uma referencia como o sistema de armação e convés, o casco estrutura equipamento ou
qualquer outro elemento já posicionado.
Tubulações, dutos de HVAC e bandeja de cabeamento elétrico são então
inseridos interativamente usando linhas poligonais (que representa o caminho), e / ou
pela adição ou inserindo diferentes acessórios (flanges, válvulas, etc.). Utilizando todos
os dados previamente definidos no banco de dados (normas, especificações e
componentes) são tidas em consideração pelo sistema para executar o layout 3D desses
sistemas.
Equipamentos estruturais do casco, incluindo fundações, suportes, escadas,
tanques não-estruturais, etc são definidos por uma combinação de parâmetros de partes
padrão de chapa e perfil, utilizando estrutura previamente definida como uma
referência. Cada parte é tratada como quaisquer outros elementos estruturais para a
fabricação de dados e geração finalidade. Detector de interferências, peso, superfície e
centro de gravidade podem ser calculados automaticamente a partir do modelo 3D
completo.

-Desenhos Isométricos

Um aspecto particularmente importante é geração automática de desenhos


isométricos detalhados adaptados à prática naval. Esses desenhos podem ser
customizados, podem conter: fabricação carretéis (com todas as informações necessárias
para a dobra e flanges posicionamento) e a instalação esboços (contendo carretéis,
acessórios e equipamentos e prestação dimensionamento referido navio referências).
O Sistema fornece ferramentas para editar, se necessário, estes desenhos de
forma rápida e fácil para melhor atender a produção

22
-Desenhos de Produção

O sistema permite a geração automática de múltiplos desenhos de produção do


modelo 3D. Se uma determinada estratégia de edificação foi decidida, o sistema tira o
máximo partido desta produção quando extrair dados. Desenhos de estrutura e
equipamentos, obtidos a partir de qualquer ponto de vista, com diferentes graus de
precisão, inclusive lista de peças são outras saídas típicas. Quando uma alteração é feita
no modelo 3D, os desenhos são afetados regerados automaticamente.

-Relatórios

Os relatórios são totalmente personalizados: listagem discriminada dos


materiais, relatórios de equipamentos, etc. estes relatórios são totalmente configuráveis
pelo usuário, embora um conjunto de formatos predefinidos para as tarefas mais
comumente utilizadas são fornecidas.

2.2.3 - Arquitetura Naval

Comumente os Softwares de construção naval possuem embutidos neles


ferramentas CAE para Arquitetura Naval, ou através de parcerias com outras empresas
desenvolvedores de soluções CAE, permitindo o desenvolvimento completo de um
projeto de navio e um setor de engenharia independente nos estaleiros. Isso evita muitos
erros de projeto que não foram verificados durante a concepção do projeto básico e, no
caso de projetos não desenvolvidos no estaleiro, a verificação da veracidade dos dados
fornecidos pelo escritório de projeto.

-Hidrostáticas

As funcionalidades são: cálculo das tabelas hidrostáticas, curvas de Bonjean,


inércia, curvas cruzadas de estabilidade, borda livre, e comprimento alagável, áreas
seccionais etc. As hidrostáticas podem ser obtidos para os diferentes projetos, ângulos,
densidade da água do mar, considerando encalhamento e situações de tosamento e
alquebramento.

23
-Compartimentação do navio

Qualquer compartimento pode ser definido por diferentes métodos: através da


seleção superfícies (basicamente convés, casco e divisórias), dando um número de
seções, ou parametricamente. Espaços podem ser definidos através da fusão dos demais
espaços facilitando a definição de compartimentos mais complexos. A definição de
todos estes elementos garante que qualquer alteração aos seus limites é feito
automaticamente na geometria do compartimento. CG e volumes são calculados, e
diferentes fatores de volume desconto podem ser aplicados. O cálculo da arqueação
bruta e líquida é também realizado.

-Condições de Carregamento

O sistema avalia com precisão o peso leve assim como a distribuição de pesos,
teste de inclinação, condições carregamento, incluindo pesos totais e discriminados,
CGS, equilíbrio estático e dinâmico da estabilidade e rigidez longitudinal, esforços
cortantes, momentos fletores e deformação.
Ele também avalia as condições inundações e estabilidade em avaria, pelos
métodos convencionais (peso adicionado ou flutuabilidade perdida) e pelos
regulamentos.

3. - Solução ShipConstructor para construção naval e suas vantagens.

3.1 - Produtos & Soluções

ShipConstructor é o produto de modelagem 3D baseado em AutoCAD para


planejamento de projetos da indústria naval. ShipConstructor une a facilidade de
elaboração do AutoCAD 2008 com os poderes de uma lógica sleek design de dados
SQL Server. Isso trará economia sem precedentes e oportunidades para melhorar o
processo de concepção de projeto do navio. Também com as ferramentas para
simplificar todo o seu processo de produção.
Usando a tecnologia única DDROM ™ SmartParts ™, ShipConstructor 2008
pode ser usado muito mais cedo no ciclo de projeto. Podendo criar um modelo 3D

24
estrutural preliminar para classificação mais eficiente e entregar automaticamente
desenhos 2D para aprovação.
Todo o tempo, qualquer mudança pode ser facilmente transposta do modelo
detalhado para a produção. ShipConstructor fornece todas as funções necessárias para
construir um modelo do produto 3D para uma produção de qualidade constituído do
casco, a estrutura com todos os detalhes, tubulação, HVAC, e equipamentos,com todas
as funcionalidades comentadas anteriormente.
Todos os dados são armazenados em uma única base de dados o que facilita
não só para designers, mas também para os gerentes e produção, obter informações
atualizadas quando precisem e como eles precisem.

-Planejamento

A produção só pode ser tão boa e tão eficiente quando a documentação enviada
para a produção for precisa e rica. Um planejamento correto de todas as etapas e
fornecimento de uma documentação detalhada passo-a-passo da montagem é a chave
para a economia de dinheiro e um produto de melhor qualidade. ShipConstructor
permite que você crie a mais estratégia de produção mais, contendo cada passo do
processo de construção graficamente e através de listagem.

-Documentação

Com a estratégia de construção definida, agora você pode gerar documentos


para a produção, tais como desenhos de Nest, código NC, desenhos de montagem,
spool, plotagem de perfis, desenhos de arranjo, e relatórios de produção. Assim, é fácil
dar instruções passo a passo a cada trabalhador. E a tecnologia DDROM atualiza todos
os desenhos de produção quando alterações são realizadas no modelo.

-Construção

Sabendo que todos os departamentos estão usando os mesmos dados, a partir


do modelo único central do navio em todos os momentos gera uma confiança maior
nesse modelo, pois praticamente não há tempo perdido por ter de informar os outros
departamentos de alterações no projeto, ou pior, erros causados por trabalho com os

25
dados errados. O casco, a estrutura, tubulação, HVAC, equipamentos alimenta todos os
dados para o mesmo modelo do produto 3D que é acessada simultaneamente por todas
as partes envolvidas. Engenharia Concorrente é um conceito natural no
ShipConstructor.

-Modelação Poderosa

ShipConstructor possui a tecnologia DDROM (Database Driven Relational


Object Model), que permite uma nova modelagem paramétrica e permite-lhe revisar
peças mais rapidamente. Apesar de suas funções complexas, continua a ser fácil de
aprender.
Como normalmente desenha-se peças dentro de um ambiente familiar 2D,
ShipConstructor constrói o modelo do produto 3D para você, ligando correlações entre
todas as partes e geometrias automaticamente. Alterações posteriores serão propadadas
para todos os componentes que possuem esse link.
As fotos abaixo ilustram um pavimento ser movido. Todas as peças
relacionadas com placa ajustar automaticamente para a mudança.

Figura 3.1 - Modele uma peça e replique para outras seções.

26
Figura 3.2 - Ao se mover o convés para baixo todas as peças se ajustam
automaticamente.

3.1.1 - Principais benefícios

• Definição a partir de Um Clique dentro de um desenho 2D como 3D, acelera


o processo de modelação
• Links para outras partes são criadas automaticamente, exigindo um
treinamento mínimo suplementar
• Uso eficiente ShipConstructor para a concepção básica do projeto
• As alterações ao modelo 3D são refletidas em todos os desenhos produção
criados

________________________________________
Visualização & Dados para a produção fáceis de entender

Durante toda a fase de concepção, a realidade virtual e fly-throughs permitem


visualizar interativamente o modelo 3D em construção. Seus clientes podem visualizar
o desenho, e fornecer feedback, mesmo antes da produção começa.
Um modelo 3D rico em dados também permite a saída de uma documentação
clara e inequívoca para a produção ou a gerencia de projetos, incluindo:

• seções casco, chapas expandidas, offsets, e pin jigs


• desenhos de montagem, e plotagem de reforçadores
• desenhos de spool e arranjo de tubulação e HVAC
• uma grande variedade de relatórios customizados pelo usuário·
• código NC para o corte de chapas

27
Visualizações 3D interativas também ajudam a comunicar a intenção dos
projetistas aos trabalhadores, reduzindo drasticamente a perguntas de produção,
fabricação para a engenharia com a finalidade de reduzir erros.

Figura 3.3 - Um preview 3D de um projeto durante a modelação

________________________________________
Vantagem de um Banco de Dados Único

ShipConstructor 2008 utiliza um banco de dados único que inclui também


todos as geometrias (desenhos de comuns de AutoCAD). O desenho do AutoCAD é a
interface em que contem todas as informações armazenadas no banco de dados.
Ter uma base de dados para tudo proporciona a vantagem de que mesmo uma
equipe grande trabalhando em um projeto, eles estão sempre trabalhando com
informações atualizadas e as mudanças podem ser propagadas por todo o projeto com
facilidade.
Além disso, utilizando a nova API (Application Programming Interface) do
ShipConstructor , é agora muito mais fácil criar um software externo que forneça
estreita integração com os sistemas da empresa, incluindo:

• vendas, compras, contabilidade


• programação e planejamento (ERP)
• análise de engenharia (FEA)
• Product Lifecycle Management (PLM)

28
Figura 3.4 - Todas as informações contidas no desenho AutoCAD são
guardadas no Banco de Dados único

________________________________________
Interfaces baseadas em AutoCAD Fáceis de aprender

ShipConstructor é reconhecido pela sua facilidade de uso e quantidade mínima


do tempo de formação, devido à mais popular e amplamente conhecida interface
AutoCAD que é reconhecido por projetistas de todas as indústrias, incluindo a
indústria naval. Tendo essa interface familiar permite aos usuários:

• poupar dinheiro em capacitação dos modeladores (projetistas)


• ter os usuários trabalhando em projetos mais rapidamente
• comunicar facilmente com os fornecedores e clientes similares, utilizando o
formato de desenho mais versátil do mundo

________________________________________________
Database Driven Relational Object Model (DDROM)

ShipConstructor 2008 implementa uma nova tecnologia chamada DDROM,


para aproveitar o poder dos bancos de dados relacionais.
Vantagens:
• Modelagem 3D poderosa
• Reduzir custos e tempo de modelação

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________________________________________
O conceito DDROM
A geometria do Modelo de Dados do Produto (PDM) é armazenada no banco
de dados e ligada através de relacionamentos entre si, criando assim objetos DDROM,
que também estão ligados a vários atributos, tais como materiais, pesos, desenhos,
revisões, e estratégias de produção. Isto significa que há um e único local para todas as
geometrias.
Vantagens:
• Todos os dados em um local central
• Todos os desenhos são gerados a partir de um mesmo dado
• Tudo é sempre atualizado

Figura 3.5 - O conceito DDROM

________________________________________
Viewports para o banco de dados

Os desenhos CAD são como viewports na base de dados, deixando o usuário se


concentrar apenas sobre os detalhes de interesse. Isto pode ser comparada a usar
binóculos para ver itens de interesse muito mais claramente, enquanto filtra as outras
coisas que não são de interesse.

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________________________________________
Definição de peças através Um Clique

Comece a definir as peças, por exemplo, com uma linha d água para o esboço
de um convés. Em seguida, desenhe as linhas que representam as aberturas e passagens,
tendo agora somente que clicar no interior de uma "região" no desenho e selecione uma
chapa para definir essa peça. ShipConstructor gera automaticamente o contorno da peça,
nome, peso e CG, e gera os relacionamentos entre todas as outras entidades. Agora,
pode-se simplesmente mover qualquer linha de construção gerada pelo AutoCAD e
todas as peças serão atualizadas instantaneamente.
Vantagens:
• Definição de peças automática
• Ligação automática dos dados geometria e atributos
• Atualizações de peças automáticas
• Atualizações de peso e CG automáticas

Figura3.6 - Definir uma peça com um único clique do mouse

________________________________________
Modelação única e reutilizável

Considere várias cavernas que são semelhantes, mas têm diferentes formas do
casco. Basta modelar uma caverna e, em seguida, replicar essa geometria para as outras
cavernas e trocar a forma do casco para que essa caverna se adéqüe. Modelar muitas
peças semelhantes leva apenas uma fração de minuto.
Vantagens:
• Não há procedimentos complicados ou de programação

31
• Modelação rápida
• Redução de erros

________________________________________
Alterações facilmente realizadas

Qualquer desenho (caverna, convés, longitudinais) pode ser facilmente ligado a


outros desenhos fazendo grandes mudanças de projeto facilmente. Considere um convés
que se deslocam por várias centenas de milímetros. Todas as cavernas e longitudinais
ligadas ao convés irão atualizar automaticamente.
Vantagens:
• Tempo para alterações reduzido
• Todas as peças serão modificadas
• Todos os desenhos produção (montagem, nests, etc) serão atualizados

3.2 - Módulos

A suíte do ShipConstructor de base modular, proporcionando a oportunidade


para uma máxima personalização. Ao separar as tarefa em módulos separados permite
montar um pacote ShipConstructor que melhor se adéqua às necessidades e requisitos
para o seu funcionamento. Todos os módulos acesso a mesma base de dados central,
fornecendo dados relacionais.

Módulos disponíveis são:

O módulo ProductHierarchy (Hierarquia de Produção) é a


ferramenta do ShipConstructor para a preparação da produção.
A estratégia é criar uma hierarquia primária do produto, que
define a seqüência de montagem do projeto. Cada parte produzida em cada um dos
diferentes módulos tem um lugar no Build Strategy (Estratégia de Construção).
Planejamento e programação de serviços definem a estratégia para otimizar a seqüência
de montagem baseada na produção, juntamente com necessidade e por prazos. Os
usuários do ShipConstructor relatam economia de custos gerados pela execução de um
processo de planejamento de produção melhor planejado. Todas as funções de produção

32
do ShipConstructor são impulsionadas pela Build Strategy, permitindo uma geração
quase automática da produção desenhos e facilitando a trabalho durante estes
processos, como a geração de Nest just-in-time.

________________________________________

Manager é o coração do ShipConstructor. É a interface com à


base de dados central SQL Server. O Manager fornece
gerenciamento de dados, incluindo backup e as importações,
geração e manutenção de bibliotecas e catálogos, as permissões do usuário e muito
mais. Além disso, possui capacidade para conceber e gerar relatórios em muitas formas.

________________________________________

O módulo Hull combina a tecnologia ShipCAM para geração


de superfícies 3D com novos objetos de superfície
inteligentes e com simplicidade de trabalhar dentro de
AutoCAD, permitindo uma criação e manipulação de modelos de superfície complexos,
fácil e intuitiva dentro do Hull, embora permitindo a liberdade de usar ferramentas e
funções de modelação do AutoCAD.
Hull oferece recursos, como a interseção superfície com superfície, aparar superfície
(trimming),expansão de chapas,definição de seções estruturais, expansão do casco,
definição de elementos estruturais do casco (Stringer Shell),e geração de desenho de
PinJigs. Os dados projetados no casco externo são ligados diretamente ao módulo de
Estrutura.
________________________________________

O módulo de Estrutura combina o detalhamento de produção


estrutural 3D com a facilidade de elaboração 2D. Com a
introdução do DDROM, os usuários podem modelar a
estrutura parametricamente, trabalhando assim com um modelo 3D paramétrico com
relacionamentos entre si enquanto usa as funcionalidades básicas do AutoCAD.
O módulo de Estrutura fornece funções especificas de construção naval com
características CAD, como a criação peças de chapeamento, reforçadores barra face,

33
modelação de chapas corrugadas. Outras características incluem aberturas dinâmicas
para passagem de reforçadores, flanges paramétricos, peças padrão, informações de
chanfros e muitos mais.

________________________________________

O modulo de equipamento oferece a possibilidade de inserir


qualquer tipo de equipamento em um modelo ShipConstructor.
Os equipamentos podem ser modelados em praticamente
qualquer software CAD e em seguida, incorporados ao banco de dados. Neste ponto, as
informações de conexões de Tubos e HVAC são adicionadas, assim como atributos
específicos para produção. Assim pode-se adicionar equipamentos para ao seu modelo,
sabendo que o peso & CG e todas as BOM (Lista de material) são atualizadas
automaticamente.
________________________________________

O modulo Pipe é um pacote completo de modelagem 3D para a


produção de sistemas de Tubulação. A modelação é baseada
em um catálogo paramétrico de peças de estoque e padrão.
Todas as conexões entre tubos são verificados no catálogo (para verificar se a conexão
será possível) antes de permitir que a conexão seja feita. Uma ferramenta baseada em
uma tecnologia restritiva permite mudanças intuitivas de peças em um sistema de
tubulação, enquanto modifica partes ligadas inteligentemente. É fácil criar sistemas
complexos de tubos executados em relação à estrutura - não importa se de linha centro,
linha de fundo ou de topo é usada como referencia. Qualquer item de tubulação pode ser
equipado com acabamentos superficiais ou isolamento. Spools de tubulação são criados
logicamente para a criação automática de desenhos spool.

________________________________________

Semelhante ao módulo de tubulação, HVAC (Aquecimento,


Ventilação e Ar Condicionado) integra com todos os outros
módulos e ShipConstructor incentiva colaboração entre os demais módulos. A
modelagem de HVAC pode ser baseada em um catálogo paramétrico de estoques ou

34
pode ser impulsionado pela criação de peças durante a modelação dependendo da
necessidade do cliente. HVAC utiliza a mesma tecnologia restritiva baseado no modulo
de tubulação do ShipConstructor. É tão fácil criar sistemas complexos de HVAC e
definir spools quanto no módulo de tubulação.

________________________________________

O módulo de penetrações permite a criação de penetrações


inteligentes através peças estruturais. Os padrões de
penetração paramétricos e baseados em specs suportam muitas
características poderosas tais como penetrações múltiplas (tanto de tubulação quanto de
HVAC) e acessórios de penetração. Cada penetração é obrigada a passar por um
processo de aprovação, que é controlada por um gerente de permissões no sistema
ShipConstructor. Tanto padrões de penetração quanto o processo de aprovação servem
para reduzir os custos por minimizar o retrabalho devido a erros evitáveis.
________________________________________

O nest manual está fortemente integrada à base de dados


central, proporcionando recursos para realizar desenhos de
nest pela montagem, estoque, material, tratamento de
superfície, bordo, corte de peças espelhadas e controle total de sobras. Certas alterações
podem ser facilmente localizadas e refeitas a qualquer tempo, minimizando erros de
produção. Nest automático permite a geração de nests automaticamente para todas as
peças de um tipo de chapa, então use Nest Manual para otimizar ainda mais os
resultados.
________________________________________

O nest de perfilados realiza o nest linear de perfis disponíveis


no estoque para otimizar e a produção, incluindo controle de
peças disponíveis e utilizados controle acionário, rastreamento
do Heat Number, e produção de relatórios.

35
________________________________________

O NC-Pyros cria código numérico de corte para qualquer tipo


de maquina de corte, oxicorte, plasma, laser, jato de água, ou
router. A integração com o modelo alimenta informações
importantes, como o tempo estimado de corte, data de processamento, nome do
operador, relatório de dados. O chanfro no NC-Pyros permite a adição de ângulo
variável de corte e preparação de solda multi corte tocha para NC-Pyros.

___________________________________________

O Projeto Split e Merge permite trabalhar em um único


projeto ShipConstructor em vários locais usando a
tecnologia para unir modelos distribuídos de volta em um único projeto
ShipConstructor. Isto permite o trabalho dos usuários ShipConstructor em outras
unidades ou empresas subcontratadas assim podendo ter a habilidade para utilizar
diversas organizações e aumentar a competitividade da indústria através da produção de
modelos em prazos menores. As ferramentas do Projeto Split e Merge, em combinação
com o software de permissões, permitem que o projeto aloque a responsabilidade por
parte dos modeladores de desenhos distribuídos, mantendo o controle do projeto e
desenho final.

3.3 - Suite Maxsurf

A solução de construção naval do ShipConstructor possui também ferramentas


CAE para arquitetura naval utilizando a suíte Maxsurf. O Maxsurf complementa o
ShipConstructor provendo a concepção inicial e análise qualquer navio antes de ser
detalhadas no ShipConstructor. Os usuários ShipConstructor em todo o mundo estão
usando Maxsurf, em conjunto com ShipConstructor com grande
sucesso.

36
O módulo de concepção do Maxsurf fornece as ferramentas necessárias para
criar um projeto de forma do casco otimizado rapidamente, com precisão e com tempo
reduzido. Qualquer número de superfícies NURB podem ser unidas e manipuladas para
criar um modelo completo e pronto para a analise de desempenho hidrostático ou para o
detalhamento para construção.

Superfícies precisas são essenciais para o desempenho de um navio ótimo e


para facilidade de construção. Maxsurf fornece uma gama completa de ferramentas de
avaliação de curvatura, de toda superfície curva, bem como ao longo de uma superfície
contorno especial, como a linha d’água ou diagonais. A exibição de curvatura é
atualizada automaticamente e interativamente enquanto você altera a superfície.
Enquanto otimiza a forma do casco, Maxsurf prove a curva de áreas, tabela hidrostática
e as tabelas de cotas.

Todos os desenhos Maxsurf são armazenados em uma base de dados integrada,


que é acessado diretamente por outros módulos de análise, construção e desempenho.
Definição estrutural inicial é realizada no Workshop. Este projeto de modelo estrutural
preliminar pode então ser exportada para ShipConstructor para detalhamento e
produção.

3.3.1 - Projeto inicial

A suíte Maxsurf trabalha a partir de um único arquivo de desenho,


simplificando o processo, removendo a necessidade de criar a geometria em formatos
diferentes para posteriormente fazer as análises. Este também mantém a integridade do
design, como nenhuma informação sobre a forma é perdida através de conversões para
formatos de arquivo wireframe ou tabelas de cotas.

Os seguintes módulos Maxsurf permitem realizar o projeto inicial de qualquer


tipo de embarcação, trabalhando a partir de uma superfície comum 3D NURB com
intuitiva interface gráfica do Windows.

37
-Prefit
A entrada automatizada de modelos existentes a partir
de um conjunto de pontos de dados. Usando um algoritmo
único para garantir que a superfície esteja tanto precisa e
carenada.

-Maxsurf
O Maxsurf oferece ferramentas altamente especializadas para modelagem
cascos, apêndices e superstruturas utilizando NURB superfícies. Também inclui
transformação paramétrica, hidrostáticas e avaliação de curvatura.
-Workshop
Definição estrutural Inicial de chapas do casco, stringers, cavernas e conveses.
Todos os dados estruturais podem ser exportados para ShipConstructor.

3.3.2 - Análise

A suíte de análise de módulos no Maxsurf


permite prever desempenho do navio. Quer se trate de
estabilidade, resistência ou movimentos, todas as
aplicações trabalham a partir do mesmo modelo de
superfície 3D NURB. Se o seu modelo da forma casco
for modificado, a análise pode ser refeita, sem precisar digitar novamente os dados de
entrada da análise. Os módulos cobrem toda a gama de exigências de arquitetura naval,
com um casco coerente e utilizando um modelo comum.

-Hydromax

Módulo de Estabilidade proporciona de forma rápida e gráfica, cálculos


interativos de estabilidade intacta e em avaria para todos os tipos de desenhos do
Maxsurf.

38
-Seakeeper
Programa que realiza a analise hidrodinâmica e de seakeeping que fornece
cálculos rápidos, confiáveis de resposta e características seakeeping de vários tipos de
desenhos Maxsurf em uma variedade de estados do mar.

-Hullspeed
Estima os requisitos de resistência e potência para qualquer desenho Maxsurf
utilizando as técnicas de predição padrão da indústria.

4. - Necessidades do Estaleiro e a solução ShipConstructor.

O estaleiro analisado será o Atlântico Sul, que é o maior e mais moderno de


todo hemisfério sul. Com essa característica, surgiram alguns pontos a serem requeridos
do software para melhor aproveitar ao máximo sua capacidade de processamento e com
a filosofia de automatizar a produção.

O Estaleiro possui as seguintes características:

 Área Total: 1.800.000m2

 Produção de Aço: 160.000 ton/ano

 Pórticos: 2 x 1.500Ton

 Guindastes: mais 6 x 35ton para área do pré-edificação

 Carretas para blocos: 6 x320ton

 Área coberta de oficinas: 130.000m2

EAS adquiriu as seguintes maquinarias de corte, dobramento e conformação de


aço e tubulação:

Oficinas de processamento de aço

- Corte de Chapas

 4 máquinas CNC de corte por plasma operando sobre mesas de


70m x 7,5m largura

39
 4 máquinas de corte por oxi-acetileno operando sobre mesas de
55m x 4m largura sendo duas CNC

 1 máquina CNC de corte por oxi- acetileno operando sobre mesa


de 20 m x 4m largura

- Corte de Perfis

 1 Máquina CNC de corte automático de perfis

 6 mesas para corte manual de perfis

Oficinas de tubulação

 -Máquinas CNC de Corte de tubos

 -Máquinas CNC de Conformação mecânica de tubos até 6”

 Máquinas CNC de Conformação de tubos por alta freqüência de


até 24”

 -Máquinas automáticas para solda de flanges em tubulações

4.1 - A Escolha do Software

E os principais requisitos para o software que possa utilizar todo o potencial de


seu maquinário e engenharia devem:

 Possuir as melhores práticas de construção naval, ou seja, ser um


software feito por construtores navais e não adaptado para área naval.

 Ser capaz de, além de modelar em 3 dimensões, permitir a


extração direta para as máquinas de corte e conformação.

 Ser de fácil treinamento e se possível ser amigável com o


usuário.

 Ter assistência técnica com rápida resposta a dúvidas e problemas


no Brasil e no exterior

 Preço compatível com a solução proposta

40
Seguindo as premissas acima foram pesquisados 4 softwares optando-se pelo
SC2008 devido principalmente a:

 Software da área naval com 9 anos no mercado e em franca


expansão mundial

 Capaz de extrair quase que 80% das necessidades de informações


de produção

 Base do programa é o AUTOCAD, software conhecido por todo


projetista brasileiro da área naval e industrial. Por ter a base dos comandos em
AutoCad® verificou-se o rápido treinamento de pessoal para a produção
podendo se aplicado a estratégia de “on job training”

 Assistência no exterior e no Brasil com rápidas respostas as


demandas dos usuários.

 Preço de 50% do valor do líder de mercado e em dólar a que na


atual conjuntura tem feito grande diferença

A manufatura de peças de aço do casco ou de tubulação se torna eficiente se


forem passadas o maior número de informações da engenharia para o corte,
conformação, identificações, marcação e principalmente para as instruções de
montagem de cavernas, blocos e grande blocos.

Assim sendo as seguintes funcionalidades foram desejáveis para atender :

1- As máquinas CNC de corte de chapas e perfis retos:

 Identificação de peças

 Marcação de linhas de referência – cavernas e longitudinais

 Marcação de linhas para posicionamento de peças

 Corte de chanfro em chapas e perfis

 Distribuição automático e manual de peças na chapa e no perfil


que serão cortados (nest), com a alocação de sobras de chapas e perfis na
biblioteca de materiais

41
 Cálculo do tempo estimado de corte

2- Que as seguintes informações adicionais estejam disponíveis para as


chapas e perfis que serão curvados:

 Marcação de linhas para conformação a frio e a quente de chapas


e perfis

 Informações para gabaritos (templates) e suportes móveis de


apoio de chapas (jigs)

3-Máquinas de conformação e corte de tubulação:

 “Nesting“ para corte vara de tubos

 Informação para dobramento de tubos

4-Já para a sub montagem de peças e montagem de blocos as seguintes


informações estão disponíveis:

 Elaboração de estratégia de construção e montagem de blocos

 Lista de peças para cada montagem/sub-montagem

 Peso e centro de gravidade final de peças, sub-montagens e blocos

 Isométricos como instrução para montagem

 Quantidade de solda (em implementação)

Fora o acima é sempre bom ressaltar que o modelo estará disponível na rede
interna do estaleiro e com uso de senhas poderá ser acessado em pontos remotos da
Produção, permitindo a rápida visualização para retirada de dúvidas tanto dos
montadores como do armador e da classificadora.

O software ShipConstructor 2008 possui uma vasta gama de propriedades ao


alcance do usuário que possibilitam tornar a criação de um modelo 3D inteligente,
sendo fidedigno ao projeto detalhado do mesmo e contendo todas as informações
necessárias para produção. Entre estas propriedades inclui-se a capacidade de serem
elaboradas customizações ‘on demand’ que visam melhor integrar os recursos do
software aos meios produtivos do estaleiro.

42
4.2 – Funcionalidades e necessidades iniciais do estaleiro

Neste intuito, as seguintes funcionalidades serão desenvolvidas para aplicação


no Estaleiro Atlântico Sul para aproveitar a capacidade de automatização da produção:

• Ângulo de chanfro que acompanhe a superfície do casco, mantendo-se


constante ao longo de variações em sua geometria. Esta funcionalidade, se bem
utilizada, auxiliaria na prevenção de indentações e deformações do casco ao longo de
cordões de solda para deques e reforçadores no costado – que tenderiam a sofrer a
variação do ângulo de chanfro conforme a geometria se alterasse (i.e. em regiões como
proa e popa da embarcação). Com esta nova ‘feature’ adicionada ao software sendo
empregada corretamente, será possível manter um ângulo constante em um reforçador
de costado ao longo de regiões com muita forma, como, por exemplo, próximas ao
bulbo – consequentemente elevando a qualidade do produto final e diminuindo gastos
com consumíveis de soldagem pois haverá a garantia da penetração adequada ao longo
de todo o percurso de solda.

• Havendo a demanda do Estaleiro Atlântico Sul para a geração de reforços


baseados em perfis ‘fabricados’ e não laminados (principalmente perfis ‘T’), tal
característica poderá ser implementada sem problemas ao funcionamento do software.
Esta ‘feature’ visa possibilitar a adição de alma e flange dos reforçadores em nesting
automático e geração de planos de corte e montagem em acordo com os já gerados para
outras peças – portanto permitindo um melhor aproveitamento das instalações do
estaleiro.

4.2.1 - Bibliotecas

Como a estratégia do estaleiro foi a de rápida capacitação com o pensamento


on job, é crucial uma preparação de catálogos prévios. Isso fez com que uma biblioteca
geral para o ShipConstructor fosse necessária, tanto para referencia futura como para
utilização imediata.
As seguintes bibliotecas de elementos estruturais e componentes de tubulação
serão oferecidas sem custo adicional para o EAS.

43
STRUCTURE CATALOGS:
ANSI/ASME PROFILE CATALOG; DIN PROFILE CATALOG; JIS
PROFILE CATALOG; PLATE CATALOG (4MM-75MM).

PIPE CATALOGS:
ANSI PIPE CATALOG; DIN PIPE CATALOG

Algumas bibliotecas de padrões internacionais acompanham o


ShipConstructor, já prontas para serem inseridas em seus catálogos
estruturais e de tubulação. Os ‘standards’ estruturais prontos para serem inseridos nestas
condições são:

ANSI/ASME Profile Catalog – Catálogo com alguns perfis de


dimensionamento padrão, criados segundo normas da ANSI (American National
Standards Institute) e ASME (American Society of Mechanical Engineers)

DIN Profile Catalog – Catálogo com alguns perfis de dimensionamento


padrão, criados segundos normas da DIN (Deutsch Industrie Normen)

JIS Profile Catalog – Catálogo com alguns perfis de dimensionamento padrão,


criados segundo normas da JIS (Japanese Industrial Standards)

Plate Catalog (4mm-75mm) – Catálogo contendo chapas de 4mm até 75mm


de espessura

Os catálogos acima estão reunidos sob um ou mais ‘templates’, que agregam


as peças seguindo estes padrões nos diversos ‘shapes’ oferecidos pelo software. A
saber, são oferecidos automaticamente, pela importação de um template no qual estão
inseridos as peças dos catálogos mencionadas acima:

• Perfis Bulbo (HPs) – 60+ diferentes perfis com dimensões distintas


• Perfis Cantoneiras (Angle Bars) – 150+ diferentes perfis com dimensões
distintas
• Perfis C (Channel Beams) – 55+ diferentes perfis com dimensões distintas

44
• Perfis Viga-Caixão (Rect Tubes) – 200+ diferentes perfis com dimensões
distintas
• Perfis T (Tee Beams) – 20+ diferentes perfis com dimensões distintas
• Perfis I (W Beams) – 180+ diferentes perfis com dimensões distintas

De um total de 10 ‘shapes’ possíveis para a criação de perfilados – sendo que o


10º tipo é ‘custom’, para a criação de perfilados de forma customizada pelo usuário.

Os ‘shapes’ possíveis (de criação definida por parâmetros inputados pelo


usuário são):

• ANGLE
• BULB FLAT
• CHANNEL
• FLAT BAR
• RECT TUBE
• ROUND BAR
• STRUCTURAL PIPE
• TEE
• W
• CUSTOM

45
Figura 4.1 - Os padrões normalizados incluem não só dimensões dos perfilados mas
também material utilizado e tipos de aberturas associados àquele perfil

Alguns materiais padronizados, com nomes e densidades especificadas que


serão utilizadas no cálculo de peso das estruturas também são inseridos por templates
fornecidos junto com o SC2008

Figura 4.2 - Materiais já inseridos pelos templates, disponíveis para criação de


novos padrões

46
Figura 4.3 - Passagens de perfis já existentes nos templates, ao todo mais de
100 diferentes passagens de perfis

Os padrões auto-inseridos na importação dos catálogos diminuem


significativamente o tempo necessário para a criação dos padrões a serem utilizados no
projeto - caso o projeto se valha das normas constantes nos catálogos, claro. Neste
intuito, quando do detalhamento de um projeto, o ideal seria utilizar-se o máximo
possível dos padrões já existentes (via templates ou por inserção do usuário) no banco
de dados do software, de modo a tornar mais rápido o processo de modelação estrutural.

Os catálogos de Pipes seguem o mesmo princípio, mas por serem mais ‘bem-
definidos’ (em diâmetros nominais comerciais, propriedades de pressão etc,) os
templates que acompanham o ShipConstructor 2008 são abundantes em definições
padronizadas a serem carregadas em sua importação. A saber, ao todo são:

• ASME/ANSI: 436+ definições de dimensões (diâmetro nominal, pressão


suportada etc)
• DIN: 106+ definições
• Acabamentos das extremidades da tubulação:
• ANSI/ASME – 363+ ‘End Treatments’
• DIN – 136+ ‘End Treatments’

47
Finalmente, ao todo são inseridos automaticamente pelos templates mais de
3000 diferentes tipos de ‘peças de tubulação’, dentre os tipos:

• Branch
o Lateral
o Misc
o Tee
o Wye
• Cap
• Cross
• Elbow
• Pipe
• Reducer
• Adapter
• Coupling
• Flange
• Connectors
o Misc
o Threadolet
o Union
o Weldolet
• Valves
o Ball
o Butterfly
o Check
o Diaphragm
o Gate
o Globe
o Misc

Dos quais:

• 2903 seguem as normas ANSI/ASME


• 254 seguem as normas DIN

48
4.2.2 - Especificação das funcionalidades previstas inicialmente.

Abaixo segue a descrição desenvolvida para a solução dos tópicos descritos


anteriormente: Chanfro Automático e Perfis Fabricados. Essa especificação foi realizada
em conjunto com o desenvolvedor do ShipConstructor para adequar realmente as novas
funções ao o que o estaleiro realmente deseja. Esse processo começou antes da real
implantação da solução no EAS, para garantir e fornecer uma ferramenta ótima.

4.2.2.1-Chanfro automático

Chanfro automático (Automatic Bevel) é o processo de adicionar


automaticamente chanfros para uma placa baseada no ângulo da superfície adjacente.
Estes ângulos são armazenados em uma linha de construção e utilizados para adicionar
chanfros quando uma chapa for criada. Os ângulos podem ser calculados
automaticamente a partir das linhas do casco e traçar e linhas de construção de grupos
planares (seções virtuais) ou calculados a partir de duas linhas de construção em uma
estrutura desenho.
Existem dois tipos de chanfros automáticos no ShipConstructor - normal e
maior perímetro. Os diferentes tipos são necessárias por causa dos diferentes processos
de corte de chapas. O processo de corte do chanfro normal usa o esboço de um lado da
placa como o toolpath(que reconhece o contorno das peças). Este poderia ser o lado
espessura, dependendo da máquina de corte. O processo de corte do chanfro maior
perímetro utiliza um método diferente quando o toolpath é sempre o maior perímetro da
placa. Este poderia ser o lado de base, a o lada da espessura, ou uma combinação dos
dois, se a placa possuir chanfros positivos e negativos. O processo de adição chanfro é a
mesma para os dois tipos, a diferença está na forma como a chapa é criada e exportado
para o processo de corte.
Os ângulos de chanfro são armazenados em cada linha de construção banco de
dados ShipConstructor. Cada ponto em cada linha de construção irá conter um ângulo;
quando não há chanfro este ângulo será zero.
A vantagem de armazenar o ângulo é que a espessura lateral seção pode ser calculado
dinamicamente sem ter que voltar a cortar seções. A desvantagem é que haverá uma
quantidade mínima de erro quando houver mais curvatura longitudinal nas cavernas.

49
O ângulo representa o ângulo da linha de construção à superfície adjacente a
esse ponto. Este ângulo interno não é o que é mostrado para o usuário ou saída para o
arquivo exportado. Ela precisa levar em conta a direção da linha, lado de marcação e
caminho de corte. Os labels (informações) são realmente mostrados no ponto médio
entre dois ângulos internos e são calculadas como a média destes dois valores.

Utilizando o Módulo Hull

Quando uma linha de construção é criada a partir da forma do casco, os


ângulos do chanfro nessa linha são calculados automaticamente. O ângulo representa o
ângulo entre a linha normal e construção adjacentes a superfície naquele ponto. O vetor
na superfície é perpendicular à linha no ponto. O diagrama abaixo mostra como esses
ângulos são calculados a partir de uma superfície adjacente.

Figura 4.4 - Seção linha com ângulo de superfície em cada ponto

O módulo Hull calcula o ângulo da superfície em cada ponto sobre a linha


quando o a linha de marcação da seção é extraída a partir da superfície. Quando um
novo grupo planar é criado a partir da curva NURB ou quando um novo traço é
transferido para um grupo planar, o ângulo do chanfro é transferido também. Quando

50
uma chapa for criada mais tarde a partir destas linhas de construção, esses ângulos serão
utilizados para determinar as informações do chanfro.

Utilizando o Modulo Estrutura

Quando o comando de adicionar chanfro for executado, os ângulos são


calculados a partir de duas linhas que representam o lado base e o lado de espessura da
linha uma chapa (ver desenhos abaixo). Os ângulos são adicionados à linha base
baseados no ângulo de linha de base e linha de espessura. Novos elementos são
adicionados conforme necessário para armazenar todos os ângulos. Se a linha de base
não for uma linha de construção, uma linha é criada e os ângulos são adicionados. Se a
linha de base selecionada já for uma linha de construção, então os ângulos são
substituídos por novas.
Se a linha de espessura estiver no mesmo plano que a linha de base, é pedido ao usuário
que introduza uma espessura, e se essa não se prolongar até as extremidades da linha de
construção da linha de base novos pontos são adicionados onde começa e termina o
chanfro.

Figura 4.5 - Pontos adicionados para fins de espessura da linha

Se um ângulo em um ponto é o mesmo que o valor que seria calculada de


acordo com os pontos adjacentes, não é adicionado.

51
Figura 4.6 - O ponto 2 não é adicionado, desde que seu ângulo for o mesmo
como se fosse calculado.

No caso de esta já seja uma linha de construção da linha de base, existe uma
opção para manter os ângulos existentes. Isto é útil quando a atualização dos ângulos
para apenas uma parte das linhas de construção. Neste caso, ângulos que estão fora do
intervalo dos pontos da linha de espessura, não são alterados.

-Chanfro Normal

Chanfro normal é geralmente utilizada em estaleiros norte-americanos e usa


tanto o lado moldside ou o da espessura da chapa como o toolpath, sendo assim o mais
fácil dos dois tipos de calcular. O limite usa tanto o moldline quanto a espessura - a
escolha depende da máquina de corte utilizada e o processo de corte.

Quando uma chapa com chanfro não é cortado, o moldline e lado da espessura
limites são os mesmos e não há qualquer ângulo exigido na tocha de corte para cortar a
chapa. Neste caso, o esquema moldside da placa é utilizada como a placa da fronteira e
é este o caminho seguido pelo soldador.

Quando uma placa possui chanfros, o a maquina de corte deve ser pivoteada
para cortar a ponta no ângulo correto. Um caminho e um ângulo são fornecidos para o
corte máquina. Algumas máquinas irão seguir um caminho ao longo da superfície da
placa e vai rodar sobre esta linha para cortar ângulos. A superfície da placa é o
markside(lado de marcação). Outros se seguirão um caminho ao longo da parte inferior
dos lados da placa e pivô sobre esta linha. A escolha depende inteiramente da
contribuição exigida pela máquina de corte. Existe uma opção no ShipConstructor para
usar um ou o outro.

52
O diagrama seguinte ilustra as duas possíveis toolpaths quando utilizar
chanfradura normal.

Figura 4.7 - Normal - markside laterais e fundo toolpaths.

A figura superior mostra uma vista de cima, uma chapa com chanfro positivo e
negativo (markside para cima). Um chanfro estende para fora e desce para chanfrar B
para dentro. A figura à esquerda é a markside toolpath da placa. A figura à direita é o
lado inferior toolpath. Quando é usada o chanfro normal, o toolpath e o limite da chapa
será um destes dois caminhos, dependendo de qual opção está selecionada.

-Chanfro Maior Perímetro

Algumas máquinas de corte requerem um processo diferente para a


determinação de um caminho de corte quando as bordas da chapa são chanfradas. Estas
máquinas utilizam o maior perímetro de um caminho. Este processo de corte é típico em
estaleiros japoneses.
O chanfro de maior perímetro refere-se ao maior perímetro da chapa usando o
moldside e o lado da espessura em combinação. A fronteira criada para a parte pode ser
uma união dos contornos do moldside e do lado da espessura. Para chanfros com ângulo

53
abaixo do moldside, maior perímetro irá utilizar o moldside toolpath. Para chanfros que
se estendem para o exterior do moldside, maior perímetro usará a o lado da espessura. A
última fronteira é uma união desses dois contornos.

Maior perímetro é ilustrado no diagrama seguinte.

Figura 4.8 - O Maior perímetro

A chapa superior mostra uma vista de cima de uma chapa com chanfros
positivo e negativo. Suponha que neste diagrama a moldside é representada pela reta em
segmentos A e B e da espessura é representada pela curva das seções A e B. O chanfro
A estende para fora do topo da placa e o B estende sob a placa. A figura de baixo mostra
o maior perímetro que será utilizado para a placa e a fronteira de corte. O Markside e a
direção da espessura não têm qualquer efeito sobre o maior perímetro.

-Acabamentos

Os acabamentos terão sua localização na intersecção da moldlines e não ao


maior perímetro. Isso é pelo fato de o ser apenas associado a uma linha de construção.
Se uma linha de construção move devido ao maior perímetro, o acabamento pode ter

54
que ser removido e inserido na nova localização. Isso depende do tipo de acabamento.

Scallop
Desde o acabamento scallop canto é um círculo, não há preocupação de que ela
tenha o gap.

Fillet
O acabamento de fillet pode ter problemas. O seguinte exemplo mostra os
segmentos da linha preta(o acabamento) não são utilizados no exterior do limite da
peça.

Figura 4.9 - Fillet canto do tratamento que é ignorada

Snipe
O acabamento de Snipe pode gerar um pequeno esporão indesejáveis. Isto pode
ser consertado.

Figura 4.10 - Snipe canto tratamento que produz esporão

55
-Considerações

As características abaixo poderiam estar estreitamente relacionadas com o


chanfro automático e podem requerer alterações na sua funcionalidade. Algumas destas
questões só se aplicam quando é utilizado maior perímetro.

-Flanges

Flangear não costuma ser adicionado em um chanfro. Se for o caso, o limite da


placa é utilizado - normal ou maior perímetro, dependendo das configurações.

-Greens

Chapas green utilizam a fronteira externa da peça para determinar a borda. Isto
significa que não há questões para adicioná-lo.

-Aberturas

As "pernas" de uma abertura já são alargadas para lidar com outros casos e isso
é suficiente para lidar com a interseção com a placa da fronteira, independentemente do
tipo de chanfro utilizado.

-Mudança de Markside

Quando o chanfro normal é utilizado, a fronteira de uma chapa será pelo


markside ou pelo lado oposto ao markside, dependendo da opção selecionada. Se o
markside de uma placa é alterado quando chanfradura normal é usada então as
fronteiras terão de ser recalculadas utilizando o lado oposto da placa do que era antes.
Isto deve acontecer automaticamente quando a placa é atualizada após a mudança.

56
-Mudança de Espessura ou direção

Quando a direção da espessura é invertida, o limite terá de ser recalculado. Se o


chanfro normal for usado então o limite atual pode ou não ser a espessura dos lados da
chapa, que pode ou não ser o markside. Quando a direção da espessura for virada, o
markside também pode mudar e é isso que determina a fronteira. A fronteira deve ser
recalculada em ambos os casos.
Se maior perímetro do chanfro for utilizado então a fronteira também terá de
ser recalculado. Na maioria dos casos uma mudança na direção da espessura mudaria a
fronteira para o outro lado.

-Edição Manual de Ângulos

Pode ser vantajoso em algumas situações a ter a capacidade de substituir


manualmente os ângulos de chanfro em uma linha de construção. Esta funcionalidade
não está incluída nesta iteração do recurso, mas podem ser considerados para o
desenvolvimento futuro.

-Perímetro Mínimo

Um efeito colateral deste modelo é que é fácil de implementar o menor


perímetro para o canto quadrado de corte é utilizado. O menor perímetro será, então,
automaticamente o diferencial necessário para lidar com um corte quadrado, conforme
mostrado abaixo. Este momento requer um procedimento bastante complicado.

57
Figura 4.11 - Uma placa desviada através de uma abertura

-Sólidos

Atualmente ShipConstructor não exibe a bordo chanfrado no sólido.


Poderíamos considerar adicionando esta capacidade de tornar mais fácil para o usuário
para verificar que o chanfro é sobre o lado correto da placa e do tipo correto.

Figura 4.12 - Chanfro na placa em vista sólida

58
4.2.2.2 - PERFIS FABRICADOS

Peças de perfil fabricado serão criadas a partir de 3 novos tipos de perfil já


existentes podendo ser criados com o comando de criação de perfilados normalmente.
Os reforçadores criados a partir do estoque de perfil fabricados terão novas
funcionalidades e algumas restrições serão feitas para perfilados não-fabricados.

As novas funcionalidades incluem:

• A habilidade para criar o estoque de perfil fabricado a partir do estoque de chapas


existentes sem ter que definir um estoque de diferentes barras chatas individuais, para
definir os perfis.
• A capacidade de gerar nest das peças individuais de um reforçador a partir de
perfil fabricado.
Restrições impostas à reforçadores feitas a partir do estoque de perfis
fabricados deverão incluir:

• Reforçadores feitos a partir de estoque de perfil fabricados serão limitados


a ser planos (sem torção)
• Uma vez criada, o estoque só pode ser alterado para o mesmo tipo de perfil
fabricado
• Eles não vão poder ser adicionados em nest de perfil
• Reforçadores curvos feitos a partir de um estoque de perfil fabricado terão
sua forma expandida no nest.

-Catálogo de Estoque – Perfis Fabricados

O estoque de perfis Fabricados será exibido como um novo tipo de lista de


perfis no catálogo. Haverá três novos tipos adicionados para perfis fabricados:

1. Cantoneira fabricada
2. Perfil I fabricado
3. Perfil T fabricado

59
Cada linha na estrutura na janela do Catálogo de estoque irá representar uma
instância separada do estoque de perfis fabricados. Haverá uma coluna onde o usuário
irá selecionar a forma do perfil fabricado que um determinado estoque irá utilizar. Para
modificar a forma de um material fabricado perfil do usuário irá clicar no botão Editar
Forma no lado direito da janela do Catálogo de Estrutura para abrir a janela forma de
Perfil.
-Limitações:

1. O não será permitido ao usuário mudar a forma de um perfil fabricado para


outra forma, se uma peça desse estoque estiver em uso. Por exemplo, se o estoque for
um T fabricado e esse estiver sendo utilizado por usuários existentes, só será autorizada
a mudança do estoque para outro T fabricado e não a qualquer outro tipo de perfil.
2. Estoques em uso não poderão ser deletados.
3. Se o botão de ignorar as alterações for clicado, todas as mudanças feitas não
serão salvas no banco de dados, incluindo mudanças feitas através da janela perfil.

-Janela Perfil – Estoque de Perfis Fabricados


Adicione a funcionalidade à janela de Forma do Perfil existente do
Gerenciador permitindo ao usuário editar um estoque de perfil fabricado. Será composto
por uma lista de atributos e valores atribuídos a eles. Os atributos mostrados dependerão
do tipo de perfil fabricado que está sendo editado.

60
-Perfil I Fabricado

Estoque do Flange Superior - lista suspensa de todas as chapas existentes


Largura do Flange Superior - Positivo, diferente de zero valor decimal
Espaçamento Vertical do Flange Superior - valor decimal
Espaçamento Horizontal do Flange Superior - valor decimal
Estoque da Alma - lista suspensa de todas as chapas existentes
Altura da Alma - Positivo, diferente de zero valor decimal
Espaçamento Vertical da Alma - valor decimal
Espaçamento Horizontal da Alma - valor decimal
Estoque do Flange Inferior - lista suspensa de todas as chapas existentes
Largura do Flange Inferior - Positivo, diferente de zero valor decimal
Espaçamento Vertical do Flange Inferior - valor decimal
Espaçamento Horizontal do Flange Inferior - valor decimal

-Perfil Fabricado T e Cantoneira

Estoque do Flange Superior - lista suspensa de todas as chapas existentes


Largura do Flange Superior - Positivo, diferente de zero valor decimal
Espaçamento Vertical do Flange Superior - valor decimal
Espaçamento Horizontal do Flange Superior - valor decimal
Estoque da Alma - lista suspensa de todas as chapas existentes
Altura da Alma - Positivo, diferente de zero valor decimal
Espaçamento Vertical da Alma - valor decimal
Espaçamento Horizontal da Alma - valor decimal

61
• Os Espaçamentos podem ser positivos ou negativos e estarão relativos
aposição (0,0) do perfil fabricados

Figura 4.13

• A visualização gráfica da forma resultante

Figura 4.14

• Um botão para retornar os espaçamentos para as localizações default .

62
-Funcionalidades comuns de peças estruturais

Nomenclatura

Haverá um nome para as peças fabricadas como um todo de acordo com a


nomenclatura definida pelo usuário sendo que os sufixos serão anexados à parte final do
nome para os diferentes componentes. O nome da peça pode ser gerado usando a
convenção de nomenclatura definida para reforçadores ou podendo ser definido pelo
usuário. Os sufixos para os partes individuais serão definidos pelo gerente e permitirá
ao usuário personalizá-los.

Figura 4.15 – Convenção de nomenclatura

Janela de Relacionamentos de Peças

As peças idênticas e espelhadas (que possuem relacionamento) de perfis


fabricados serão exibidas na janela de Lista de Peças Diretamente Relacionadas. A lista
de peças que poderão ser atualizados será mostrada na lista de peças direta e
indiretamente relacionadas com chapas, reforçadores, barra face e peças de perfis
fabricados que podem ser afetados por mudanças.

63
Janela de Informação de Peças

A Janela de Informação de Peças exibirá o exatamente as mesmas informações


que para um reforçador não-fabricado. Componentes individuais dos perfis fabricados
na lista não serão exibidas. As seguintes informações serão listadas:
• Peças Fabricadas Idênticas
• Peças Fabricadas Espelhadas
• Marcação na peça
• Placas Soldadas
• Linha Base de Construção

-Lista de Peças

Lista
Todas as informações atualmente listados para reforçadores serão listados para
perfis fabricados.

64
Encontrar
As peças de perfis fabricados serão agrupadas com as peças não-fabricadas e
irá utilizar o mesmo filtro, como um reforçador comum. No futuro, um filtro para
separar perfis fabricados poderá ser acrescentado.

Extrair Boundary
Este comando irá colocar no atual desenho um polígono que representa a parte
exterior da fronteira da peça, como por exemplo pode ser visto a partir de uma visão
perpendicular à face da alma de um perfil fabricado.

-Funcionalidades específicas para perfilados

Endcuts
Um corte final para acabamento poderá ser aplicado a cada extremidade do
perfil fabricados na mesma forma como são aplicadas aos não-fabricados. Os endcuts
serão aplicados a todos os perfis fabricados como um todo e não a cada um dos
componentes separadamente.

65
Alongar \ encurtar
Um valor para alongar \ encurtar poderá ser aplicado a cada extremidade do
perfil fabricadas na mesma forma como são aplicadas aos não-fabricados. Os valores de
alongar \ encurtar serão aplicados a todo os componentes dos perfis fabricados e não a
cada um separadamente.

Trims
Trims seria adicionado aos perfis fabricados na mesma forma como não-
fabricadas, mas seria limitado ao cortar todo o perfil. Cortar os componentes individuais
dos perfis fabricados parte poderia ser implementada posteriormente.

Aberturas de Reforçadores

As formas de aberturas para perfis fabricados serão criados da mesma forma


que é feita atualmente para não-fabricados. Ao definir a forma do contorno exterior da
fronteira de uma abertura em um perfil fabricado, esta estará disponível para referência
da mesma forma que em outros perfis. As formas são atribuídas a cada perfil fabricado
no Catálogo da mesma forma como os perfis não-fabricadas.

66
5. - Levantamento e Soluções de dificuldades encontradas durante a modelação de
projetos em andamento

Durante o andamento da criação do modelo 3D dos projetos, apareceu uma


série de dificuldades e sugestões que não foram percebidas em um primeiro momento.
Alguns relativos às implementações descritas acima e outras devido à dificuldade de
adaptação dos usuários a algumas ferramentas/configurações.
No modulo estrutura encontrou-se pouca dificuldade dos usuários já que o
trabalho de criação de desenhos estruturais no AutoCAD realizado comumente na
indústria naval pouco se difere do trabalho a ser realizado no ShipConstructor,
acrescentando o conceito 3D aos usuários.
Já os usuários de sistemas distribuídos (Tubulação,HVAC e equipamentos)
apresentaram um pouco mais de dificuldade em automatizar o trabalho. Isso se deve a
falta de organização previa e a alguns pontos que serão listados mais abaixo.

-Reconhecimento de Chanfro em superfícies

Para algumas interseções entre as chapas (planos, curvos e torcidos) um


recurso de chanfro automático é necessário na borda da chapa (ou qualquer convés e
anteparas) quando existe um contato com o casco, evitando a utilização de mais de
solda e criação de costelas e endentações. Assim, o chanfro seria automaticamente
atribuído às arestas que fazem contato com chapa do casco. Claro que essa informação
teria de ser corretamente reconhecido pelo gerente de NEST e NC-Pyros

Figura 5.1

67
Exemplificando essa aplicação: Neste caso, o ângulo 50 graus será mantido e o
outro deve seguir o desenvolvimento do casco - mesmo que isso implique em variar
diferentes ângulos de chanfro ao longo da borda da chapa.

Figura 5.2

-Contração de solda para todas as peças estruturais

A contração de solda só está disponível para o chapeamento, mas é necessária


para todas as partes, como perfis, peças padrão e peças - curvas e corrugadas.
Quanto aos perfis, a contração só será considerada para a direção longitudinal. Isto é
importante porque estes perfis serão montados em placas com a contração de solda já
incluída.
Ou seja: Uma chapa de dez metros de comprimento terá um “gap” de dez
milímetros quando for posicionar os reforçadores. Uma sugestão é mostrar também nos
desenhos de montagem as dimensões da contração de solda.

-Conjunto de peças padrão

A maioria das borboletas de grandes estruturas possuem um barra face ou uma


barra chata ligados a ele, ou um jazente de motor (que possui um grupo de peças que
formam um conjunto), mas, toda vez que tiver que adicionar um padrão desse tipo tem
que adicionar manualmente os restantes do componente que formam o padrão, como

68
uma barra chata ou outras peças para formarem o conjunto de peças. A aplicação
conjunto de peças padrão permitiria criar estas peças em um menor tempo de
modelagem.
Esse tipo de função seria aproveitado nos módulos de sistemas distribuídos
também, como por exemplo, peças de ajuste, carretéis e conjuntos que deverão ser
contados unitariamente.

Figura 5.3 - Desenhos com peças padrão com barra chata

-Marcação de Perfis em Chapas

A marcação para reforçadores numa chapa tem uma forma de em suas


extremidades, indicando o início e o fim da peça para a montagem. Para peças com
grandes acabamentos (endcuts), a marcação permanece na mesma posição, mostrando
apenas a origem sem considerar o corte do acabamento. Neste caso, a flecha poderia
passar para o novo inicio do reforçador.

69
Figura 5.5

Isto é muito importante em situações como vemos nas imagens abaixo, quando
o perfil tem um corte especial devido à inclinação do convés. A solução temporária é a
de criar um reforçador longo e então trimar (cortar) a peça ou criar um novo endcut. Em
ambos os casos, a marcação de inicio não está mais localizado na chapa, porque o
reforçador original é mais longo que a chapa. Além disso, quando usamos o comando
Trim - que é a opção mais fácil -, outro endcut é necessário, tendo assim que criá-lo
com diferentes origens. Uma sugestão é para definir a lado trimado como o novo
começo da peça.

Figura 5.6

70
-Preview de chanfros no Catálogo

Ao criar uma endcut, é possível ver um preview de como o corte será. Essa
opção seria útil quando tiver que criar o catálogo de chanfros, assim o usuário poderá
ver se a informação estará correta.
Sendo assim, foi acrescentado um desenho esquemático para a convenção do
catálogo de chanfro,já que a visualização de chanfros ainda esta em processo de
implementação, não podendo assim gerar um desenho 3D como preview.

Figura 5.7

-Marcação em Perfis

Um ponto interessante seria a possibilidade de adicionar linhas de marcação


nas almas dos reforçadores, que é uma prática comum em estaleiros para criar uma linha
reta sobre os perfis curvos, de modo que seria fácil de saber se a curvatura da alma
mudou durante a montagem.

-Endcuts

Alguns endcuts que foram necessários apenas para a alma também foram
aplicados ao flange. A imagem abaixo é de um endcut que foi adicionado para a alma,
resultando em um "chanfro" no flange. Uma sugestão é adicionar uma opção para criar
o corte só para a alma ou flange (ou ambos).

71
Figura 5.8

-Green “Negativo”

Em algumas situações, é preciso remover material, a fim de criar uma boa


margem construtiva. A solução encontrada é adicionar um material “green” negativo de
-3mm.

-Numeração seqüencial e informação nos desenhos de spool e arrnjo

A listagem é feita por spool seqüencial de acordo com a lista de material


(BOM). Antes a listagem estava sendo realizada por pipe parts, o que dificultava o
processo de limpeza do desenho devido ao número de tags que apareciam na tela. Para
se fazer uma lista de Spools em desenhos de arranjos, basta selecionar o Field Spool
name e o collector pipe spool.

Figura 5.9

72
O sistema inclui diâmetro do tubo, porém o catalogo foi feito em polegadas e o
desejado é em mm. A opção de escolha entre unidades ainda não está disponível e já
está sendo desenvolvida.

Uma alternativa é a mudança manual após o desenho estar pronto.

5.10

-Copiar Elementos de Tubulação de um local para outro

Essa função é idêntica a usada no módulo de estrutura que até então era
exclusivo para ele. Isso economiza bastante tempo na hora de modelar sistemas
semelhantes como por exemplo serpentinas para aquecimento de tanques.
Para acessar a função basta ir em SCPIPE>Transfer Pipe to drawing

73
Figura 5.11

Podendo ser enviada para qualquer outro desenho do projeto. Lembrando que
as partes que são transferidas deverão ser copiadas da parte original e coladas para outro
ponto (de preferência já na posição de destino). O desenho no qual irá receber as partes
deverá estar criado com a nomenclatura certa.

-Suporte de Tubulação

A primeira proposta para os suportes de tubulação seria usar o módulo de


estrutura para modelar as cantoneiras, uma vez que usar o módulo de equipamento não
ia ser adequado para pagar o material, sendo esta a melhor aproveitada.
Para a criação de cantoneiras de suporte, o catálogo deverá incluir os novos perfis de
cantoneira, com uma nomenclatura para quando listar o material poder visualizar
rapidamente o tipo de suporte utilizado.
Isso para quando gerar a lista de matérias (utilizando o módulo report ou a lista
definida pelo BOM) poder ser exportado para a ferramenta Excel e relacioná-los aos
devidos acessórios (para fusos, porcas, etc.) já que os acessórios do ShipConstructor são
válidos somente para conexões entre tubos e HVAC.
Porém foi desenvolvido uma especificação completa para essa função.

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-Informação de Equipamento

O objetivo é fornecer informações a equipamentos modelados como nome e


características das conexões (ex. entrada/saída de água, nome do equipamento);
A solução usando um processo manual ainda é valida e recomendada. Abaixo segue um
exemplo de equipamento com uma característica detalhada. Porém notou-se que tanto
FORAN / PDS aborda essa função de uma forma muito melhor, sendo comportamento
desejado:
1) Adicionar um campo “descrição” a cada final
2) No modelo, têm a capacidade de um fornecer informações pop-up sobre
equipamentos
3) Fazer um comando que permite que o usuário clique em um equipamento fim de
identificá-la

Figura 5.12

75
-Material Extra para ajuste

Para modelar e fabricar peças de ajuste foi pensado no conceito de GREEN


para ser adicionado, alem de indicar em desenhos de spool e arranjo que o material extra
é ponteado e que essa sobra de material de tubo seja com linha tracejada. Alem de
possuir Snap Points para a manipulação do modelo.

Figura 5.13 – Modo Conceitual com material extra

Figura 5.14 – Modo Wireframe com material extra

Figura 5.15 – Modo de linha com material extra

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-Desenho de arranjo e de spool

Quando o arranjo é feito com planta e cortes, as linhas dos tubos ficam uma
sobre a outra, não permitindo identificar qual está acima ou abaixo (deveriam ficar
tracejadas as que estão abaixo). Mas como o ShipConstructor roda em cima do Auto
CAD, este possui configurações gráficas muito avançadas 3D que os usuário de CAD
normalmente não estão acostumados.Isso ocorre também ao se visualizar nos spools o
que pode induzir a produção a erros com esta representação.
Para amenizar esse efeito, é recomendado usar a configuração de visualização:
- DISPSILH = 1
- ISOLINES = 0
- VSSILHEDGES = 0
Gerando o efeito abaixo:

Figura 5.16

77
Abaixo segue o desenho antes das modificações:

Figura 5.17
E abaixo após as modificações:

Figura 5.18

78
Alem disso foi feito um levantamento de modos para representar a direção da
tubulação, isto é, para mostrar se o sentido entra ou sai do papel ou se sobe ou desce
alem de sua simbologia.

Figura 5.19

Figura 5.20

79
6. - ANÁLISE GERAL SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO DO SOFTWARE
SHIPCONSTRUCTOR NO ESTALEIRO

Abaixo segue os pontos separados em grupos sobre um aspecto geral da


implementação, abordando alguns pontos. Estes poderão ser utilizados que se possa
discutir a solução para problemas relacionados com a garantia de fornecer informações
para a produção de aço quando começar a produção de aço começar a ser cortada.

6.1 - Planejamento Geral

Num ponto de vista mais, foi percebido que para se implementar uma
ferramenta CAD/CAM de construção naval é necessário o entendimento da proposta do
software não somente aos modeladores/projetistas, mas também de toda a gerencia do
estaleiro. Essa falta de entendimento pode ocasionar uma ingerência do projeto,
provocando prazos de modelação pouco reais e uma janela de tempo grande entre a
gerência do planejamento e a produção causando uma produção sem continuidade.
Outro ponto a ser observado é que os prazos de produção devem ser feitos
incluindo a capacidade da equipe de modeladores em produzir o output de para a
produção (desenhos de montagem, spool, arranjo, lista de material, etc.) já que ela
depende desse material e toda a estratégia de modelação/ construção tem que ser
compatível. A gerência do projeto tem que ter em mente que semanas de trabalho de
modelação resulta em um dia de produção.

6.2 - Capacitação dos usuários e organização do trabalho

Um fato comum e bem perceptível em relação a mão de obra de técnicos no


Brasil é a falta de prática em um ambiente virtual 3D, podendo ser visto na maioria dos
estaleiros no Brasil, onde departamento responsável pela geração do material CAD é
predominantemente focado em desenhos 2D, se estendendo até as escolas técnicas, onde
os alunos recém formado não tiveram uma orientação necessária para se trabalhar nesse
ambiente. Apesar da facilidade da ferramenta, os usuários têm que se adaptar ao
ambiente 3D, o que dificulta um pouco o processo de capacitação já que muitas das
duvidas que aparecem são sobre o como trabalhar em 3D.

80
Uma nova mentalidade tem que ser adotada a gerencia para organizar o método
de trabalho desses usuários. Hoje temos a divisão dos usuários por grupos de
“disciplinas” (focado no processo), como estrutura, tubulação, etc. o que não é a melhor
divisão do trabalho, pois não é o mais compatível a engenharia simultânea. Essa divisão
pode acarretar em uma diferença na produção de desenhos de regiões diferentes do
modelo (navio) o que gera distorções na estratégia de construção, podendo assim ser
construído peças de blocos diferentes que não poderão ser totalmente montadas.
O ideal é dividir a força de trabalho em grupos focados no produto, isto é,
organizar o pessoal para trabalhar com a melhor unidade de divisão (como, sub-bloco,
bloco, anel) dependendo das características do estaleiro. Assim quando uma equipe
terminar uma região do navio, a produção terá todo o material para completar a
construção dessa unidade. E para que isso ocorra é necessário o treinamento de todas as
ferramentas do ShipConstructor a todos os usuários para o conhecimento de todos os
processos, além de uma liderança para integrar todos os outros usuários, verificar os
trabalhos e se reportar a gerencia do projeto.

Abaixo segue alguns pontos sobre o nível de conhecimento do usuário e o


modo de se trabalhar.

- Um rígido cronograma força modeladores a aprender trabalhando em cima do modelo


de produção, o que faz alguns utilizar a ferramenta que estão mais acostumados, que é o
AutoCAD, assim eles perdem seu trabalho, pois o banco de dados ignora as entidades
que não sejam do ShipConstructor. Por exemplo, um membro da equipe está
modelando aberturas automáticas utilizando o banco de dados e encontra uma abertura
definida incorretamente já em uso por outro modelador modelando diretamente no CAD
(que é um problema comum de se acontecer em um ambiente sem um banco de dados
único). Aqueles usuários acostumados a detalhar desenhos 2D continuam a fazê-lo do
mesmo modo maçante enquanto ShipConstructor precisa apenas desenhar uma linha
para criar automaticamente várias formas de acabamento.

81
- Os responsáveis por verificar o trabalho dos outros, em todas as unidades,
devem ter um escopo claro e determinado. Com a grande variação de níveis de aptidão
entre os modeladores (que é comum), faz mais sentido ter de alguns funcionários
trabalhando em peças mais simples como chapeamento e cavernamento, e deixar a parte
de detalhamento, reforçadores e acabamentos para aqueles com maior experiência.
- A mentalidade de modelagem 2D leva um tempo para mudar. O conceito de que um
modelo com longarinas sendo modeladas primeiro, depois cavernas e, em seguida,
conveses, furos de passagem e barra faces e, em seguida, reforçadores, e então
finalmente furos de alívio e penetrações por último, é um conceito estranho para alguém
com um background AutoCAD 2D. Mas é exatamente esta ordem que faz
ShipConstructor uma ferramenta de revisão resiliente.

- Os membros do grupo, mesmo que trabalhem duro e tenham um forte


comprometimento para com a gerencia, ainda tentam fazer:

a) um modelo de tubo antes de o catálogo ser definido


b) criar Templates de produção antes da nomenclatura e BOM fossem
definidos
c) modelo de chapeamento de estrutura ou casco sem saber os tamanhos
disponíveis no estoque, ou
d) modelo de tubo sem saber os dados da maquina de dobra

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7- Conclusão

As idéias presentes nesse trabalho foram necessárias para a utilização de todo


o potencial que os equipamentos do estaleiro forneciam, além de adaptações ao modo de
trabalho de algumas áreas de trabalho.

O estaleiro alcançou ganhos significativos em economia de tempo e material


com processos de simulação e virtualização. Pode-se observar que todos os setores
tiveram impacto direto com a implementação do software. A redução no tempo de
construção de uma embarcação que se pode alavancar o crescimento das empresas, e o
retorno do investimento em hardware e software tornam-se visíveis em pouco tempo,
desde que seja aplicada de maneira correta, alinhada ao planejamento estratégico da
empresa.

Foi necessário conscientizar todos os funcionários sobre a forma de utilizar as


novas ferramentas e os ganhos produtivos pretendidos com o novo sistema de trabalho.
Uma limitação do estudo realizado residiu no fato de que não abordou a quantificação
dos investimentos em TI e dos retornos por eles proporcionados.

O contato com as praticas do estaleiro tornou possível novas idéias para


“upgrade” de funções existentes e para novas também. O contato direto entre
usuário/desenvolvedor permitiu a execução e planejamento dessas funções em ordem de
prioridade e de acordo com o que realmente o será útil para o processo de construção.
Isso permite que futuras idéias sejam rapidamente assimiladas pelos desenvolvedores e
postas para uso.

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8 – Bibliografia

-[1] Artigos na www.wikipedia.org


-[2] Marcelo Pessôa e Mauro Spinola - Sistemas CAD/CAE/CAM Integração da
manufatura (CIM)
-[3] Sérgio Leal Ferreira – Da Engenharia Simultânea ao Modelo de
Informações de Construção: Contribuição ao Processo de Projeto e Produção e Vice-
Versa
-[4] Eriksom Teixeira Lima – Construção Naval no Brasil
-[5] Eliane Arêas Fadda – Construção Naval – Uma Indústria Global: As
estratégias para a retomada do Crescimento
-[6] Informações no site www.shipconstructor.com

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