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GERALDO KINDERMANN

JORGE MÁRIO CAMPAGNOLO

Professores da Universidade Federal de Santa Catarina

,
ATERRAMENTO ELETRICO

3ª edi9ao
modificada e ampliada

'

SAGRA-DC LUZZATIO
Q Momb,odo

Clube dos
LIVREIROS, EDITORES E DI.STRIBUIDORES
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dciRioGronde do Sul

J:
S - D.C.
A LUZZ
G ATTO Porto Alegre
R -Edftores-
A 1995
,
Indice Geral
PREFÁCIO DOS AUTORES

Acreditamos que a 3f!. edi<;ao <leste livro continue a preencher expressivamente


lacuna existente na bibliografia sobre Aterramento Elétrico. 1

1 Introdu ao ao Sistema de Aterramento 1


Procuramos fazer um livro que tem por objetivo principal agrupar e apresentar
o assunto numa seqüencia lógica, que tem sido ao longo do tempo aperfei<;oado a cada
1.1 Introdu<;ao Geral .. 1
nova edi<;ao, para que o mesmo possa ser utilizado como livro texto em cursos de 1.2 Resistividade do Solo 2
escolas profissionais de nível médio e superior, bem como fonte de consulta por
engenheiros eletricistas ou para cursos específicos sobre Aterramento Elétrico. 1.3 A Influencia da Umidade 3
Esperamos que as informa<;oes contidas neste livro contribuam como fonte de
a
consulta área de Engenharia Elétrica, pois seu conteúdo é amplo, auxiliando, prin 1.4 A Influencia da Temperatura . 4
cipalmente, as áreas de Eletrotécnica, Distribui<;ao e Sistemas Elétricos de Potencia.
1.5 A Influencia da Estratifica<;ao 5
Este livro é fruto da experiencia acumulada durante vários anos. Esta ex
periencia foi adquirida através de trabalhos práticos, bibliográficos e trocas de in 1.6 Liga<;ao a Terra . . . . . 6
forma<;oes entre profissionais de empresas, principalmente nos cursos ministrados na
1.7 Sistemas de Aterramento 7
Universidade Federal de Santa Catarina em convenio com f'ELETROBRÁS.
1.8 Hastes de Aterramento 7

1.9 Aterramento . . . . . . 8
1.10 Classifica<;ao dos Sistemas de Baixa Tensao em Rela<;ao a Alimenta<;ao
e das Massas em Rela<;ao a Terra . 8

1.11 Projeto do Sistema de Aterramento 12

Os Autores.

2 Medi ao da Resistividade do Solo 13

2.1 Introdu<;ao ............ . 13


2.2 Localiza<;ao do Sistema de Aterrament.o . 13

2.3 Medi<;oes no Local 14

2.4 Potencial em Um Ponto 15

2.5 Potencial em Um Ponto Sob a Superfície de Um Solo Homogeneo 16

I
ll

i
11 III
4.6 Dimensionamento de Sistema de Aterramento Formado Por Hastes Ali-
2.6 Método de Wenner . . . . . . .. 18 . nhadas em Paralelo, Igualmente "Espai_;adas................................................71
2.7 Medii_;ao Pelo Método de Wenner 20
4.7 Dimensionamento de Sistema de Aterrarriento com Hastes em Triangulo 76
2.8 Cuidado na Medii;ao . . . 21
4.8 Dimensionamento de Sistemas com Hastes em Quadrado Vazio . 78
2.9 Espai_;amentos das Hastes. 22
4.9 Dimensionamento de Sistema com Hastes em Quadrado Cheio 80
2.10 Direi;oes a Serem Medidas 23
4.10 Dimensionamento de Sistema com Hastes em Circunferencia 81
2.11 Análise das Medidas 24
4.11 Hastes Profundas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83
2.12 Exemplo Geral .. 25
4.12 Resistencia de Aterramento de Condutores Enrolados em Forma de Anel
e Enterrados Horizontalmente no Solo . . . . . . . . . . . . . 88
3 Estratifica ao do
27
Solo 4.13 Sistemas com Condutor Enterrado Horizont lmente no Solo 89

3.1 Introdui;ao . . . . . 27 5 Tratamento Químico do Solo 93

3.2 Modelagem do Solo de Duas Camadas 28 5.1 Introdui;ao ......... . 93


3.3 Configurai_;ao de Wenner . . . . . . . . 29 5.2 Característica do Tratamento Químico do Solo . 93

3.4 Método de Estratificai_;ao do Solo de Duas Camadas 31 5.3 Tipos de Tratamento Químico . . . . . . . . . . 94

3.5 Método de Duas Camadas Usando Curvas ..... 31 5.4 Coeficiente de Redui_;ao Devido ao Tratamento Químico do Solo (Kt ) 95

3.6 Método Simplificado para Estratificai_;ao do Solo em Duas Camadas 5.5 Variai_;ao da Resistencia de Terra Devido ao Tratamento Químico 97
Métodos de Duas Carnadas Usando Técnicas de Otim izai_;ao 42
39
3.7 • 5.6 Aplica¡_;ao do Tratamento Químico no Solo 98

3.8 Método de Estratificai;ao de Solos de Várias Camadas . 47 5.7 Considerai_;oes Finais 101

3.9 Método de Pirson . . . . . . . 47


6 Resistividade Aparente 103
3.10 Método Gráfico de Yocogawa 52
6.1 Resistividade Aparente 103
4 Sistemas de Aterramento 61
6.2 Haste em Solo de Várias Camadas . 105
4.1 Introdui_;ao . . . . . . . . 61
6.3 Redui_;ao de Camadas . . . . . 106
4.2 Dimensionamento de Um Sistema de Aterramento com Urna Haste Ver-
tical .............. . 61 6.4 Coeficiente de Penetrai_;ao (a ) 107
4.3 Aumento do Diametro da Haste 64 6.5 Coeficiente de Divergencia (/3 ) 109
4.4 Interligai_;ao de Hastes em Paralelo 66 i 6.6 Resistividade Aparente para Solo com Duas Camadas 109
1
4.5 Resistencia Equivalente de Hastes Paralelas 68
4.5.1 Índice de Aproveitamento ou Índice de Redui;ao (K) . 70 115
7 Fibrila ao Ventricular do Cora ao Pelo Choque Elétrico
IV V

7.1 Introdm;ao .... 8.10 Potencial de Passo na Malha .......... . 145


115
7.2 Choque Elétrico . 8.11 Limitac;oes das Equac;óes de VMalha e VpsM 145
115
7.3 Funcionamento Mecanico do Cora<;ao 116 8.12 Potencial de Toque Máximo da Malha em Relac;ao ao Infinito 146

7.4 Funcionamento Elétrico do Cora<;ao . 118 8.13 Fluxograma do Dimensionamento da Malha de Terra 146

7.5 Fibrilac;ao Ventricular do Cora<;ao Pelo Choque Elétrico . 120 8.14 Potencial de Toque na Cerca Perimetral da Malha . 149

7.6 Desfibrilador Elétrico .......... . 121 8.15 Melhoria na Malha .. 150

7.7 Influencia do Valor da Corrente Elétrica 123 8.16 Malha de Equalizac;_ao 151

7.8 Curva Tempo x Corrente ........ . 125 8:17 Exemplo Completo do Dimensionamento de Urna Malha de Terra 151

7.9 Limite de Corrente para Nao Causar Fibrila<;ao 125


9 Medida da Resistencia de Terra 159
127
9.1 Introduc;ao ........... . 159
7.10 Potencial de Toque ..... 129
9.2 Correntes de Curto-Circuito pelo Aterramento 159
7.11 Potencial de Toque Máximo 129
9.3 Distribuic;ao de Corrente Pelo Solo ..... 160
7.12 Potencial de Passo ..... .
7.13 Potencial de Passo Máximo 130
7.14 Correc;ao do Potencial de Passo e de Toque Máximo Admissível Devido 9.4 Curva de Resistencia de Terra versus Di'stancia. 162

131 9.5 Método Volt-Amperímetro ..... 163


.
7.15 Medida de Potencial de Toque . 132 9.6 Medic;ao Usando o Aparelho Megger. 164

-
a Colocac;ao de Brita na Superfície
7.16 Medida de Potencial de Passo 134 9.7 Precaw;ao de Segurarn;a Durante a Medic;ao de Resistencia de Terra 166

8 Malha de Aterramento 135 10 Corrosao no Sistema de Aterramento 167

8.1 Introduc;ao . . . . . . 135 10.1 Corrosao ........... . 167

8.2 Itens Necessários ao Projeto 135 Eletronegatividade dos Metais 167

8.3 Estratificac;ao do Solo . . . . 136 168


10.3 Reac;ao de Corrosao ..... .
136 172
8.4 Determinac;ao da Resistividade Aparente 10.4 Corrosao no Sistema de Aterramento

8.5 Dimensionamento do Condutor da Malha . 137 10.5 Heterogeneidade dos Materiais que Compoem o Sistema de Aterramento 172
8.6 Potenciais Máximos a Serem Verificados 139 10.6 Heterogeneidade dos Solos Abrangidos Pelo Sistema de Aterramento . . 174
8.7 Malha Inicial • 1 •••••••••••• 140 10.7 Heterogeneidade do Tipo e Concentrac;ao de Sais, e da Umidade no
Sistema de Atetramento . . . . . . . . . . 175
8.8 Resistencia de Aterramento da Malha . 141
8.9 Potencial de Malha ........... 142 10.8 Heterogeneidade da Temperatura do Solo . 176
VI

10.9 Aerac;ao Diferencial ............... 176


. 10.lOAc;ao das Correntes Elétricas Dispersas no
177
Solo 10.llProtec;ao Contra a Corrosao ....... .
178
10.12Protec;ao Por Isolac;ao de Um Componente
179 Capítulo 1
10.13Protec;ao Catódica Por Ánodo de Sacrifício
179
10.14Protec;ao Por Corrente Impressa
10.15Religamento e a Corrosao
181
lntrodu«_;ao ao Sistema de
183
1O.16Considerac;oes
183
Aterramento
11 Surtos de Tensa.o 185
11.1 Introduc;ao .. 1.1 Introduc;ao Geral
185
11.2 Campo Elétrico Gerado no Solo Pelo Surto de Corrente em Urna liaste 185 Para que um Sistema de Energia Elétrica opere corretamente, com urna ade quada
continuidade de servic;o, com um desempenho seguro do sistema de protei;ao e,
11.3 Gradiente de Lmizac;ao do Solo 186 mais ainda, para garantir os limites (dos níveis) de seguranc;a pessoal, é fundamental
que o quesito Aterramento merec;a um cuidado especial.
11.4 Zona de Ionizac;ao no Solo 187
Esse cuidado deve ser traduzido na elaborai;áo de projetos específicos, nos
11.5 Finalidade da liaste . . . . 190 quais, com base em dados disponíveis e para.metros pré-fixados, sejam consideradas

A Tabelas de Hastes Paralelas, Alinhadas e Igualme nte


• 191
todas as possíveis condii;oes a que o sistema possa ser submetido.
Os objetivos principais do aterramento sáo:
Espai;;adas B Retorno da Corrente de Sequencia Zero do Curto- 199
• Obter urna resistencia de aterramento a mais baixa possível, para correntes de
Circuito 199 falta a terra;
B.1 Correntes de Curto-Circuito pela Terra 200 • Manter os potenciais produzidos pelas correntes de falta dentro de limites de
B.2 Corrente de Malha segurani;a de modo a náo causar fibrilac;áo do corac;áo humano;
203 • Fazer que equipamentos de protec;áo sejam mais sensibilizados e isolem rapida-
C Resistencia de Malha 203
mente as falhas a terra;
C.l Resistencia de Malha de Terra 205 • Proporcionar um caminho de escoamento para terra de descargas atmosféricas;
C.2 Análise da Resistencia de Malha em Func;ao de Para.metros • Usar aterra como retorno de corrente no sistema MRT;
209
• Escoar as cargas estáticas geradas nas carcac;as dos eqµipamentos.
Bibliografia

Existem várias maneiras para aterrar um sistema elétrico, que váo desde urna

1
2 CAPíTULO l. INTRODU<;ÁO AO SISTEMA DE ATERRAMENTO
3
simples haste, passando por placas de formas e tamanhos diversos, chegando as mais
complicadas configura<;¡oes de cabos enterrados no solo. TIPO DE SOLO RESISTIVIDADE [S1.m]
Lama 5 a 100
Um dado importante, na elabora<;;ao do projeto do aterramento, é o conheci Terra de jardim corr;i. 50% de umidade 140
mento das características do solo, principalmente sua resistividade elétrica. Esta, além Terra de jardim com 20% de umidade 480
da importancia para a engenharia elétrica, em termos de prote<;;ao e seguran<;;a, Argila seca 1.500 a 5.000
auxilia Argila com 40% de umidade 80
_também outras áreas, tais como: Argila com 20% de umidade 330
Areia molhada 1.300
• Geologia; na localiza<;¡ao de jazidas minerais e falhas nas camadas da Terra, len<; Areia seca 3.000 a 8.000
¡ol d'água, petróleo, gás, etc; Calcário compacto 1.000 a 5.000
Granito 1.500 a 10.000
• Arqueologia; dando subsídio para descobertas arqueológicas. Tabela 1.2.1: Tipo de Solo e Respectiva Resistividade

1.3 A Influencia da Umidade


1.2 Resistividade do Solo
A resistividade do solo sofre altera<;¡oes com a umidade. Esta varia<;;ao
Vários fatores influenciam na resistividade do solo. Entre eles, pode-se
ocorre em virtude da condu<;¡ao de cargas elétricas no mesmo ser predominantemente
ressaltar:
ionica. Urna percentagem de umidade maior faz com que os sais, presentes no solo, se
dis solvam, formando um meio eletrolítico favorável a passagem da corrente ionica.
• tipo de solo; As sim, um solo específico, com concentra<;¡ao diferente de umidade, apresenta urna
grande varia<;;ao na sua resistividade. A Tabela 1.3.1 mostra a varia<;;ao da
• mistura de diversos tipos de solo; resistividade com a umidade de um solo arenoso.

• solos constituídos por camadas estratificadas com profundidades e materiais di- Indice de Umidade (% por peso) Resistividade (S1.m)
ferentes; (solo arenoso)
0,0 10.000.000
• teor de umidade; 2,5 1.500
5,0 430
• temperatura; 10,0 185
15,0 105
• compacta<;;ao e pressao; 20,0 63
30,0 42
• composi<;¡ao química dos sais dissolvidos na água retida;
Tabela 1.3.1: Resistividade de Um Solo Arenoso com Concentra<;¡ao de Umidade
• concentra<;;ao de sais dissolvidos na água retida.
Em geral, a resistividade (p) varia acentuadamente com a umidade no solo.
Veja figura 1.3.1.
As diversas combina<;¡oes acima resultam em solos com características
diferen tes e, conseqüentemente, com valores de resistividade distintos. Conclui-se, portanto, que o valor da resistiviaade do solo acompanha os períodos
de seca e chuva de urna regia.o. Os aterramentos melhoram a sua qualidade com solo
Assim, solos aparentemente iguais tem resistividade·diferentes. úmido, e pioram no período de seca.
Para ilustrar, a Tabela 1.2.1 mostra a varia<;;ao da resistividade para solos de
naturezas distintas.
4 CAPITULO l. INTRODUQA.O AO SISTEMA DE ATERRAMENTO
5

gelo

água
. .......1-----------------------ill- Um1dade
o

-+-----,f---+--+--+-t--,f---+--+--+--+--1---+--+---+--+- Temperatura
Figura 1.3.1: p x Umidade Percentual Solo Arenoso -40 -30 -20 -fo o+ 10 20 30 40 so 60 10 so 90 100
ºe

1.4 A Influencia da Temperatura


Figura 1.4.1: p x Temperatura

Para um solo arenoso, mantendo-se todas as demais características e variando


se a temperatura, a sua resistividade comporta-se de acordQri¡,com a Tabela 1.4.1. ao fato de ocorrer urna mudan<;;a brusca no estado da liga<;;ao entre os granulos que
formam a concentra<;;ao eletrolítica.
Temperatura (ºC) Resistividade (O.m)
Com um maior decréscimo na temperatura há urna concentra<;;ao no estado
(solo arenoso)
molecular tornando o solo mais seco, aumentando assim a sua resistividade.
20 72
10 99 Já no outro extremo, com temperaturas elevadas, próximas de lOOºC, o estado
O (água) 138 de vaporiza<;;ao deixa o solo mais seco, com a forma<;;ao de bolhas internas,
O (gelo) 300 dificultando a condu<;;ao da corrente, conseqüentemente, elevando o valor da sua
- 5 790 resistividade.
-15 3.300
Tabela 1.4.1: Varia<;;a.o da Resistividade Com a Temperatura Para o Solo Arenoso
1.5 A Influencia da Estratificac;ao
De urna maneira genérica, a pe formance de um determinado solo submetido
a varia<;;ao da temperatura pode ser expressa pela curva da figura 1.4.1.
Os solos, na sua grande maioria, nao sao homogeneos, mas formados por
Apartir do pmi•n,.mo' como decréscimo da temperatura, e a conseqüente con- diversas camadas de resistividade e profundidade diferentes. Essas camadas, devido a
tra<;;ao e aglutina<;;ao da água,- é produzida urna dispersao nas liga<;;oes ionicas forma<;;ao geológica, sao em geral horizontais e paralelas a superfície do solo.
entre os granulos de terra no solo, e que resulta num maior valor da resistividade.
Existem casos em que as camadas se apresentam inclinadas e até verticais,
Observe que no ponto de temperatura OºC (água), a curva sofre descon devido a alguma falha geológica. Entretanto, os estudos apresentados para pesquisa
tinuidade, aumentando o valor da resistividade no ponto OºC (gelo). lsto é devido do perfil do solo as consideram aproximadamente horizontais, urna vez que outros
casos sao menos típicos, principalmente no exato local da instala<;;ao da subesta<;;ao.
6 CAPíTULO l. INTRODUQAO AO SISTEMA DE ATERRAMENTO
7

Como resultado da variac;ao da resistividade das camadas do solo, tero-se a A maneira de prover a ligac;ao íntima coro a terra é ligar os equipamentos e
variac;ao da dispersao de corrente. A figura 1.5.1 apresenta o comportamento dos massa a um sistema de aterramento conveniente.
fluxos de dispersao de correntes em um solo heterogeneo, em torno do aterramento.

I
l. 7 Sistemas de Aterramento

Os div rsos tipos de sistemas de aterramento devem ser realizados de modo a


d d
garantir a melhor ligac;ao coro a terra.
Os tipos principais sao:

P.= o ::::-P
2 2 1
• urna simples haste cravada no solo;
• hastes alinhadas;
• hastes em triangulo;
• hastes em quadrado;
d • hastes em círculos;
• placas de material condutor enterradas no solo;
f)= 00
2
• fios ou cabos enterrados no solo, formando diversas configurac;oes, tais como:
• - extendido em vala comum;
Figura 1.5.1: Estratifica<;iio do Solo em Duas Camadas - em cruz;
As Jinhas pontilhadas sao as superficies equipotenciais. As linhas cheias sao
- em estrela;
as correntes elétricas fl.uindo no solo. - quadriculados, formando urna malha de terra.

O tipo de sistema de aterramento a ser adotado depende da importancia do


1.6 Liga-;ao a Terra sistema de energia elétrica envolvido, do local e do custo. O sistema mais eficiente é,
evidentemente, a malha de terra.
Quando ocorre um curto-circuito envolvendo a terra, espera-se que a corrente
seja elevada para que a prote<;ao possa operar e atuar coro fidelidade e precisao, eli
minando o defeito o mais rapidamente possível. 1.8 Hastes de Aterramento
Durante o tempo em que a protec;ao ainda nao atuou, a corrente de defeito
que escoa pelo solo, gera potenciais distintos nas massas metálicas e superficie do O material das hastes de aterramento <leve ter as seguintes características:
solo.
Portanto, procura-se efetuar urna adequada ligac;ao dos equipamentos • ser bom condutor de eletricidade;
elétricos a terra, para se ter o melhor aterramento possível, dentro das condic;oes do
solo, de modo que a protec;ao seja sensibilizada e os potenciais de toque e passo • <leve ser um material praticamente inerte as a-c;oes dos ácidos e sais dissolvidos
no solo;
fiquem abaixo dos limites críticos da fibrilac;ao ventricular do corac;ao humano.
8 CAPíTULO l. JNTRODU<;A.0 AO SISTEMA DE ATERRAMENTO
9
• o material deve sofrer a menor a(,;ao possível da corrosao galvanica;
Primeira Letra - Especifica a situac;ao da alimentac;ao em relac;ao a terra.
e resistencia mecanica compatível COffi a craVa(,;aO e movimenta(,;aü do solo.
T - A alimentac;ao (lado fonte) tem um ponto diretamente aterrado;
As melhores hastes sao geralmente as cobreadas:
I - Isolac;ao de todas as partes vivas da fonte de alimentac;ao em relac;ao a terra ou
aterramento de um ponto através de urna impedancia elevada.
Tipo Copperweld: É urna barra de a(,;o de sec(,;ao circular onde o cobre é fundido
sobre a mesma;
Segunda Letra - Especifica a situa(,;ao das massas (carcac;as) das cargas ou equipa
Tipo Encamisado por Extrusao: A alma de a(,;o .é revestida por um tubo de cobre mentos em relac;ao aterra.
através do processo de extrusao;
Tipo Cadweld: O cobre é, 'depositado eletroliticamente sobre a alma de a(,;o. T - Massas aterradas com terra próprio, isto é, independente da fonte;
N - Massas ligadas ao ponto aterrado da fonte;
É muito empregada também, com sucesso, a haste de cantoneira de ferro
zincada. I - Massa isolada, isto é, nao aterrada.

Outras Letras - Forma de liga(,;ao do aterramento da massa do equipamento, usando


1.9 9 Aterramento o sistema de aterramento da fonte.

S - Separado, isto é, o aterramento da massa é feito com um fio (PE) separado (dis
Em termos de seguran(,;a, devem ser aterradas todas as p rtes metálicas que tinto) do neutro;
possam eventualmente ter contato com partes energizadas. Assim, um contato aciden
tal de urna parte energizada com a massa metálica aterrad• estabelecerá um curto C - Comum, isto é, o aterramento da massa do equipamento é feíto usando o fio
circuito, provocando a atua(,;ao da prote(,;ao e interrompendo a liga(,;ao do circuito , ne.utro (PEN).
energizado com a massa.
Portanto, a partir do sistema de aterramento, deve-se providenciar urna sólida Exemplo 1.10.1: Sistema de alimentac;ao e consumidor do tipo TN-S. Figura 1.10.1.
liga(,;ao as partes metálicas dos equipamentos. Por exemplo, em residencias, devem
ser aterrados os seguintes equipamentos: condicionador de ar, chuveiro elétrico, fogao, L1
quadro de medi(,;ao e distribui(,;ao, lavadora e secadora de roupas, torneira elétrica,
lava-lou(,;a, refrigerador e freezer, forno elétrico, tubula(,;ao metálica, tubula(,;ao de L2
L
cobre dos aquecedores, cercas metálicas longas, postes metálicos e projetores 3
luminosos de fácil acesso. N
pE
Já na indústria e no setor elétrico, urna análise apurada e crítica deve ser feita
nos equipamentos a serem aterrados, para se obter a melhor seguranc;a possível.
r- -- -"""h r- _,_" -ti

1.10 Classifi.cac,;áo dos Sistemas de Baixa Tensa.o em Relac,;áo


-- 1
1, ,. 4 o 11 1 ,.

'
u ' E qu1pamento
1 erétrica (carga)

Aterromento L1 _J
1
1
a Alimentac,;áo e das Massas em Relac,;áo a Terra
' L-------..J
do olimen mosso ITIOSSO

A classificac;ao é feita por letras, como segue: Figura 1.10.1: Sistema TN-S
11
10 CAPíTULO l. INTRODUQAO AO SISTEMA DE ATERRAMENTO

Exemplo 1.10.4: Sistema TT - A fonte é aterrada (T) e a massa metálica da carga


Exemplo 1.10.2: Sistema tipo TN-C. Figura 1.10.2. tem uin terra separado e próprio (T). figura 1.10.4.

L1
L1
L2
L2
L3
L3
N
PEN

- -- - •,
- ----
r- r _,...., r-------------------1
--
hPE
;
1 1 1 1 Equ1pamento
_. • ,11 ,, o

1
, ,. ,¡ 1 1 1, 1 elétrico(cargo)
1 t 1 1 1
Aterramento Aterrarnento
do ollmento¡:óo
'-- mosso J'
da olimento¡:éio mosso mosso

Figura 1.10.2: Sistema TN-C

Figura 1.10.4: Sistema TT


Exemplo 1.10.3: Sistema T -C-S - A fonte (alimenta<;ao) é aterrada (T), o equipa
mento tém o seu aterramento que usa um fio separado ( ) que, após urna certa Exemplo 1.10.5: Sistema IT - A fonte nao está aterrada (I) ou aterrada por urna
distancia, é conectado ao fio neutro (C). Figura 1.10.3. impedancia considerável e a massa do equipamento da carga tem terra próprio (T).
Figura 1.10.5.

L1
L2

-1,
L3
-
.PEN
1
.
r - ,.. _ , _ -
'. ,.
lmped&c:10

1
r ----,
- ....._ 1 1

'. : Equipamento

TN-C-S
'1 1
Alerromento L-------J
massa
Figura
da allmenta¡iío
1.10.3:
Sistema
Aterramento
da alimento¡;&
L h PE mosso
_[

Figura 1.10.5: Sistema IT


12 CAPíTULO l. INTRODUQAO AO SISTEMA DE ATERRAMENTO

1.11 Projeto do Sistema de Aterramento

O objetivo é aterrar todos os pontos, massas, equipamentos ao sistema de


aterramento que se pretende dimensionar. Capítulo 2
Para projetar adequadamente o sistema de aterramento deve-se seguir as
seguintes etapas:
Medi ao da Resistividade do Solo
a) Definir o local de aterramento;
b) Providenciar várias medi<;oes no local;
e) Fazer a estratifica<;ao do solo nas suas respectivas camadas; 2.1 Introduc;;áo
d) Definir o tipo de sistema de aterramento desejado;
Sera.o especificamente abordadas, neste capítulo, as características da prática
e) Calcular a resistividade aparente do solo para o respectivo sistema de aterramento; da medi<;ao da resistividade do solo de um local virgem.
Os métodos de medi<;ao sao resultados da análise de características práticas
f) Dimensionar o sistema de aterramento, levando em conta a sensibilidade dos relés das equa<;oes de Maxwell do eletromagnetismo, aplicadas ao solo.
e os limites de seguran<;a pessoal, isto é, da fibrila<;ao ventricular do cora<;ao.
Na curva p x a, levantada pela medi<;ao, está fundamentada toda a arte e
criativi<lade dos métodos de estratifica<;ao do solo, o que permite a elabora<;ao do
Todos os itens sera.o analisados no decorrer deste tra balho. projeto do sistema de aterramento.

2.2 Localizac;;áo do Sistema de Aterramento

A localiza<;ao do sistema de aterramento depende da posi<;ao estratégica


ocu pada pelos equipamentos elétricos importantes do sistema elétrico em questao.
Cita-se, por exemplo, a localiza<;ao otimizada de urna subesta<;ao, que deve ser
definida levando em considera<;ao os seguintes itens:

• Centro geométrico de cargasi


• Local com terreno disponível;
• Terreno acessível economicamente;
• Local seguro as inunda<;oes;
• Nao comprometer a seguran<;a da popula<;ao.

13

j
1
14 CAPíTULO 2. MEDIQA.O DA RESISTIVIDADE DO SOLO
15
Portanto, definida a localizai;ao da subestai;ao, fica definido o local da malha 2.4 Potencial em Um Ponto
de terra.
Já na distribuii;ao de energia elétrica, os aterramentos situam-se nos locais Seja um ponto "e" imerso em um solo infinito e homogeneo, emanando urna
da instalai;ao dos equipamentos tais como: transformador, religador, seccionalizador, corrente elétrica l. O fluxo resultante de corrente diverge radialmente, conforme figura
regulador de tensa.o, chaves, etc. No sistema de distribuii;ao com neutro multi- 2.4.1.
aterrado, o aterramento será feito ao longo da linha a distancias relativamente
constantes. - .......
O local do aterramento fica condicionado ao sistema de energia elétrica ou,
/
/
/
' \
mais precisamente, aos elementos importantes do sistema. \
\
Escolhido preliminarmente o local, devem ser analisados novos itens, tais I \
1-------.a ::...._...!..... 1 Vp
como: p
\ I
• Estabilidade da pedologia do terreno; \ / p= Cte
\ /
• Possibilidade de inundai;oes a longo prazo; ' /

''
• Medii;oes locais.
......
--- / /

Figura 2.4.1: Linhas de Correntes Elétricas


Havendo algum problema que possa comprometer o adequado perfil esperado
do sistema de aterramento, deve-se, entao, escolher outro local. O campo elétrico Ev no ponto p é dado pela Lei de Ohm local, abaixo:

(2.4.1)
2.3 Medic;óes no Local
Onde:

Definido o local da instalai;ao do sistema de aterramento, deve-se efetuar le


vantamento através de medii;oes, para se obter as informai;oes necessárias a elaborar,;ao Jv * Densidade de corrente no ponto p
do projeto.
A densidade de corrente é a mesma sobre a superficie da esfera de raio r, com
Um solo apresenta resistividade que depende do tamanho do sistema de ater centro no ponto "e" e que passa pelo ponto p. Seu valor é:
, ramento. A dispersa.o de correntes elétricas atinge camadas profundas com o aumento
da área envolvida pelo aterramento. I
Para se efetuar o projeto do sistema de aterramento deve-se conhecer a resis J=- (2.4.2)
p 47l'r 2
tividade aparente que o solo apresenta para o espe ial aterramento pretendido.
A resistividade do solo, que espelha suas características, é, portanto, um dado Portanto,
fundamental e por isso, neste capítulo, será dada especial ateni;ao a sua determinai;ao.
E= _!!_}_
O levantamento dos valores da resistividade é feito através de medii;oes em v 47l'r 2
campo, utilizando-se métodos de prospeci;ao geoelétricos, dentre os quais, o mais co
nhecido e utilizado é o Método de Wenner. O potencial do ponto p, em rela.i;ao a. um ponto infinito é dado por:
16 CAPíTULO 2. MEDIQAO DA RESISTIVIDADE DO
17
SOLO
As linhas de correntes se comportam como se houvesse urna fonte de corrente
pontual simétrica em rela a.o a superficie do solo. Figura 2.5.2.
Vp = [)O E (2.4.3)
dr
Onde:

dr => é a varia a.o infinitesimal na dire a.o radial ao longo do raio r.

V=. ¡
pi 00 dr
P 471" r r2
v. - pi
(2.4.4)
P- 47rr

2.5 Potencial em Um Ponto Sob a Superficie de Um Solo


Homogeneo (Supert,'c11 do IOIO

1111!!!!!! --.---:r-r- -r-r--,-,.:.,..:;:::;;;.._


_./'
Um ponto "e", imerso sob a superficie de um solo homogeneo, emanando
urna corrente elétrica I, produz um perfil de distribui a.o do fluxo de corrente como o p: Ch
mostrado na figura 2.5.1.

p= Cte

Figura 2.5.2.: Ponto Imagem


O comportamento é identico a urna imagem real simétrica da fonte de corrente
pontual. Portanto, para achar o potencial de um ponto p em rela a.o ao infinito,
basta efetuar a superposi a.o do efeito de cada fonte da corrente individualme:µte,·
considerando todo o solo homogeneo, inclusive o da sua imagem. Assim, para calcular
o potencial do ponto p, basta usar duas vezes a expressa.o 2.4.4.

Como:
Figura 2.5.1: Linhas de Correntes Elétricas
I' =I
18 CAPíTULO 2. MEDIQAO DA RESISTIVIDADE DO SOLO
19

v. pl ( 1
1 (2.5.1)
+)
p - 41r r1p
- r1 1p

2.6 Método de Wenner

Para o levantamento da curva de resistividade do solo, no local do aterramento,


pode-se empregar diversos métodos, entre os quais:

• Método de Wenner;
2 3 4
• Método de Lee;
Figura 2.6.2: Imagem do Ponto 1 e 4
• Método de Schlumbeger - Palmer.
O potencial no ponto 3 é:

2.6.1.
Neste trabalho será utilizado o Método de Wenner. O método usa qua tro
pontos alinhados, igualmente espa<_;:ados, cravados a urna mesma profundidade. Figura pl [ 1 1 1 1 l (2.6.2)

SUPERFÍCIE
V=s 41r 2a+ J(2a)2+ (2p)2- - J a 2+ (2p)2
·DO SOLO
,

l
Portanto, a diferen<_;:a de potendal nos pontos 2 e 3 é:

pl [1 2 2 (2.6.3)
p
V:!3- v-; V=3 41r + Ja2+ (2p)2- V(2a)2+ (2p)2

2 3 1 ---1 4
Fazendo a divisao da diferen<_;:a de potencial l,'23 pela corrente I, teremos o
--•"'-1•- ·1· o o valor da resistencia elétrica R do solo para urna profundidade aceitável de penetra<_;:ao
da corrente l.
Figura 2.6.1: Quatro Hastes Cravadas no Solo Assim teremos:
Urna corrente elétrica I é injetada no ponto 1 pela primeira haste e coletada
no ponto 4 pela última haste. Esta corrente, passando pelo solo entre os pontos 1 e
4, produz potencial nos pontos 2 e 3. Usando o método das imagens, desenvolvido no
item 2.5, gera-se a figura 2.6.2 e obtém-se os potenciais nos pontos 2 e 3.
_R V_:!3
-I -
_f!_
41r a
[!+ 2 _ 2
Ja2 + (2p)2 J(2a)2+ (2p)2
l (2.6.4)

O potencial·no ponto 2 é:

l
A resistividade elétrica do solo é dada por:

2 pl [1 1 1 1
(2.6.1) P= l+ 41ra [f!.m] (2.6.5)
R
V= 41r + Ja2+ (2p)2- 2a- J(2a)2+ (2p)2
2a 2a Ja2+(2p)2 )(2a)2+(2p)2
20 CAPfTULO 2. MEDIQ.ÁO DA RESISTIVIDADE DO SOLO
21
A expressiio 2.6.5 é conhecida como Fórmula de Palmer, e é usada no Método R = Leitura da resistencia em n no Megger, para urna profundidade "a"
de Wenner. Recomenda-se que:
a = Espac;amento das hastes cravadas no solo
Diametro da haste O, 1 a p = Profundidade da haste cravada no solo

Para um afastamento entre as hastes relativamente grande, isto é, a > 20p, As duas hastes internas sao ligadas nos terminais P1 e Pa. Assim, o aparelho
a fórmula de Palmer 2.6.5 se reduz a: processa internamente e indica na leitura, o valor da resistencia elétrica, de acordo
coma expressiio 2.6.4.
p = 21raR [0.m] (2.6.6) O método considera que praticamente 58% da distribuic;iio de corrente que
passa entre as hastes externas ocorre a urna profundidade igual ao espac;amento entre
as hastes. Figura 2.7.2.
2.7 7 Medi<;ao Pelo Método de Wenner
I a ,,,,_. I

i--- a --.-.i ---0



O método utiliza um Megger, instrumento de medida de resistencia que pos \ / p
sui quatro terminais, dois de corrente e dois de potencial. \\ ', ........... / // I
''
'\ -. .._...._:--0--i----:.. .....--_,,. ..,.,-/,./.,. / 1 I1;1
/ /
/ / / ,,,,
O aparelho, através de sua fonte interna, faz circular urna corrente elétrica I
',
/ \
//1 \ ' ' / /
/ 1 ,

/\
,,
entre as duas hastes externas que estiio conectadas aos terminais de corrente C1 e C2.
Figura 2.7.1. ' \'---- \'
.....
__---
............. -
---
_,,, /
--- _.,,...,,,..,,
\

,
\i
/ ' ............. // / lf , .

I - - - -,- - - - - - -
--
- -- . - - - .- - - - ,.. - - - - - - ' \
',
--- -
------ ---
' \ '-. ---- - /
/
I I
1
'-...
MEGGER ""--...
C1 P1 G P2 C2
• ,, ...... / /

-- ------- ---- .-
/
1) e o o o
//
'
'.......

,.
Onde:

ah 1 o/2
- 1
-

,,,
I;
IN
-- '" ··
o o
p
-
o - -
-
-, I<-
" ' " "

Figura 2.7.1: Método de Wenner


Figura 2.7.2: e atinge urna resistencia elétrica lida no aparelho é relativa a urna profundidade "a" do solo.
Penetra<;ao na profundidade maior,
profundidade "a"
com urna As hastes usadas no método devem ter aproximadamente 50cm de compri
correspondente área mento com diametro entre 10 a 15mm. O material que forma a haste deve seguir as
A mesmas considerac;oes feitas no item 1.8.
de dispersa.o grande,
tendo, em Devem ser feitas diversas leituras, para vários espac;amentos, com as hastes
c
conseqüencia, um sempre alinhadas.
o
efeito que pode ser
r
desconsiderado.
r
Portanto, para efeito 2.8 Cuidados na Medi<;ao
e
do Método de
n
Wenner, considera-
t Durante a medic;iio devem ser observados os itens abaixo:
·se que o valor da
22 CAPíTULO 2. MEDIQAO DA RESISTIVIDADE DO SOLO
23

• As hastes devem estar alinhadas; 2.10 Dire oes a Serem Medidas


• As hastes devem estar igualmente espa<;adas;
O número de dire<;oes em que as medidas deverao ser levantadas depende:
• As hastes devem estar cravadas no solo a urna mesma profundidade; recomenda
se 20 a 30cm; • da importancia do local do aterramento;
• O aparelho <leve estar posicionado simetricamente entre as hastes; • da dimensao do sistema de aterramento;
• As hastes devem estar bem limpas, princip lmente isentas de óxidos e gorduras • da varia<;ao acentuada nos valores medidos para os respectivos espa<;amentos.
para possibilitar bom contato com o solo;

• A condi<;ao do solo (seco, úmido, etc) durante a medi<;ao <leve ser anotada; Para um único ponto de aterramento, isto é, para cada posi<;ao do aparelho,
devem ser efetuadas medidas em tres dire<;oes, com angulo de 60º entre si, figura
• Nao devem ser feitas medi<;oes sob condi<;oes atmosféricas adversas, tendo-se 2.10.l.
em vista a possibilidade de ocorrencias de raios;

• Nao deixar que animais ou pessoas estranhas se aproximem do local;

• Deve-se utilizar cal<;ados e luvas de isola<;ao para executar as medi<;oes;


• Verificar o estado do aparelho, inclusive a carga da bateria. 60°

2.9 Espa«;amentos das Hastes

Para urna determinada dire<;ao devem ser usados os espa<;amentos recomen


dados na Tabela 2.9.l.
Espa<;amento Leitura Calculado
a (m) R (O) p [O.m] Figura 2.10.1: Direc;oes do Ponto de Medic;áo
1
2 Este é o caso de sistema de aterramento pequeno, com um único ponto de
4 liga<;ao a equipamentos tais como: regulador de tensao, religador, transformador, sec
6 cionalizador, TC, TP, chaves a óleo e a SF6 , etc.
8 No caso de subesta<;oes deve-se efetuar medidas em vários pontos, cobrindo
16 toda a área da malha pretendida.
32
O ideal é efetuar várias medidas em pontos e dire<;oes diferentes. Mas se por
Tabela 2.9.1: Espac;amentos Recomendados algum motivo, deseja-se usar o mínimo de dire<;oes, entao, deve-se pelo menos
efetuar as medi<;oes na dire<;ao indkada como segue:
Alguns métodos de estratifica<;ao do solo, que serao vistos no capítulo
seguinte, necessitám mais leituras para pequenos espa<;amentos, o que é feíto para
possibilitar a determina<;ao da resistividade da prirneira camada do solo. • na dire<;ao da linha de alimenta<;ao;
• na dire<;ao do ponto de aterramento ao aterramento da fonte de alimenta<;ao.
24 CAPíTULO 2. MEDIQÁO DA RESISTIVIDADE DO SOLO
25

2.11 Análise das Medidas


Com a nova tabela, efetua-se o cálculo das médias aritméticas das resistivi dades
Feitas as medii,;oes, urna análise dos resultados deve ser realizada para que os remanescentes.
mesmos .possam ser avaliados em relai,;ao a sua aceitai,;ao ou nao. Esta avaliai,;ao é
feita da seguinte forma:
3) Comas resistividades médias para cada espai,;amento, tem-se entao os valores
defini tivos e representativos para trai,;ar a curva p x a, necessária ao procedimento das
1) Calcular a média aritmética dos valores da resistividade elétrica para cada espai,;a
aplicai,;oes dos métodos de estratificai,;ao do solo, assunto este, específico do capítulo
mento adotado, lsto é:
seguinte.

j = l,q 2.12 Exemplo Geral


V (2.11.1)
i = 1,n
Onde: Para um determinado local, sob estudo, os dados das medic;oes de campo,
relativos a vários pontos e direi,;oes, sao apresentados na Tabela 2.12.1.

PM(aj) =} Resistividade média para o respectivo espai,;amento ªi Espai,;amento Resistividade Elétrica Medida
n ::;, Número de medii,;oes efetuadas para o respectivo espai,;amento ªi a(m) (O.m)
1 2 3 4 5.
p¡(ªi) ::;, Valor da i-ésimé!, medii,;ao da resistividade com o espai,;amento ªi 2 340 315 370 295 350
q ::;, Número de espai,;amentos empregados 4 520 480 900 550 490
6 650 580 570 610 615
8 850 914 878 905 1010

• 16
32
690
232
500
28,5
550
196
480
185
602
412
2) Proceder o cálculo do desvio de cada medida em relai,;ao ao valor médio como
segue:
Tabela 2.12.1: Medi1,oes em Campo
i = 1,n
V
j = 1,q 1 A seguir, apresenta-se a Tabela 2.12.2 como valor médio de cada espai,;amento

e o desvio relativo de cada medida, calculados a partir da Tabela 2.12.l.


Observa ao (a): Deve-se desprezar todos os valores da resistividade que tenham um
Espa<;¡amento Desvíos Relativos Resistividade Resistividade Média
desvio maior que 50% em relai,;ao a média, isto é:
a(m) (%) Média (!1.m) Recalculada (!1.m)
1 2 3 4 5
2 1,7 5,6 10,77 11,67 4,79 334 334
i = 1,n 4 11,56 18,36 53 06 6,46 16,66 588 510
V
j = 1,q 6 7,43 4,13 5,78 0,82 1,65 605 605
8 6,73 0,28 3,66 0,70 10,81 911,4 911,4
16 22,25 11,41 2,55 14,95 6,66 564,4 564,4
Observa ao (b): Se o valor da resistividade tiver o desvio abaixo de 50% o valor será 32 11,45 8,77 25,19 29,38 57 25 262 224,5
aceito como representativo.

Observa ao (e): Se observada a ocorrencia de acentuado .número de medidas com Tabela 2.12.2: Determina<,;iio de Média e Desvios Relativos
desvios acima de 50%, recomenda-se executar novas medidas na regia.o corres
pondente. Se a ocorrencia de desvios persistir, deve-se entao, considerar a área Observando-se a Tabela 2.12.2, constata-se duas medidas sublinhadas que
como urna regia.o independente para efeito de modelagem. ·
26 CAPíTULO 2. MEDIQÁO DA RESISTIVIDADE DO SOLO

apresentam desvio acima de 50%. Elas devem, portanto, ser desconsideradas. Assim,
refaz-se o cálculo das médias, para os espa<;amentos que tiverem medidas rejeitadas.
As demais médias sao mantidas. Vide última coluna da Tabela 2.12.2.
Os valores representativos do solo medido sao os indicados na Tabela 2.12.3.
Capítulo 3
Espa<;amento Resistividade
a(m) (f!.m)
2 334
4 510 Estratifi.cac;ao do Solo
6 605
8 911,4
16 564,4
32 224,5
3.1 Introdu ao
Tabela 2.12.3: Resistividade do Solo Medido
Serao abordados neste capítulo, várias técnicas de modelagem de solo.
Considerando as características que normalmente apresentam os solos, em
virtude da sua própria forma<;ao geológica ao longo dos anos, a modelagem em
camadas estratificadas, isto é, em camadas horizontais, tem produzido excelentes
resultados comprovados na prática. A figura 3.1.1 mostra o solo com urna
estratifica<;ao em camadas horizontais.

,,
! .
.

,¡¡

:1

Figura 3.1.1: Solo Estratificado

Combase na curva p x a, obtida no Capítulo 2, serao apresentados diversos


métodos de estratifica<;ao do solo, entre os quais:

27
l
l
CAPíTULO 3. ESTRATIFICAQÁO DO SOLO 29

f
28

• Métodos de Estratificai;ao de Duas Camadas; V. - I P1 [1 2


(3.2.2)
• M I
< h) 2
• M
Jr Apr
esen
ta-
n
n=l
2
se
+ tam
bém
(2n
,
outr
os
mét
odo
s
com
ple
men
tare
s.
as

3.2 M
o sa
d nd
o
e as
l teo
a ria
g s
e do
ele
m tro
ma
d gn
o eti
S sm
o
o
no
l sol
o o
d co
e m
D du
as
u ca
a ma
s da
C s
a ho
riz
m on
a tai
d s,
é possível desenvolver urna V¡, = É o potencial de um ponto p P a -
modelagem matemática, que com 1 3
qualquer da primeira camada em e o
o auxílio das medidas efetuadas .
pelo Método de Wenner, relai;ao ao infinito l
e 2
possibilita encontrar a a d
.
resistividade do solo da primeira e p¡= Resistividade da primeira o
2
segunda camada, bem como sua camada e +
l
respectiva profundidade.
h = Profundidade da primeira camada x c
.
s
p o e
r = Distancia do ponto p a fonte de r e r
e f -1 á
corrente A
s i < I<
K = Coeficiente de reflexao, definido s c (3.2.4) a
por: a i p
Urna corrente
elétrica I entrando o e l
pelo
solo ponto
de duasA, no J{'2
-1 (
camadas da P2-
_PI 3. n 3.3 Co i
. 2.
P1 3
) 3 t P n c
. e
I
f a
figura 3.2.1, gera potenciais na P2 + P1 t2 +1 d
primeira camada, que deve 2 i
satisfazer a equai;ao 3.2.1, . d g a
conhecida como Equa íio de P2 = 3 e u
Laplace. Resistividade , n
da segunda r a
r a
camada
v e c c
V e f ; o
r l
DO SUPERFÍCIE = á n
I i e
SOLO
0 o f
f x i
d
i a g
( e
c o u
a
W
q uer ponto p primeira camada do solo, distanciado de "r" da fonte de corrente A r
h - é e
a
3 s n i
. e l n ;
h 2 e
i a
f, .
1 q m r o
) u i

l V =
Potencial na primeira camada do
e t
a
A d
e
solo a d e
2! CAMADA
a x W
Desenvolvendo a Equa íio de p e
00 v
Laplace relativamente ao r n
potencial V de qual a e
e n
f2 r n
s e
i t r
Figura 3.2.1: Solo em Duas Camadas s
a r ,
a
i e
o
V2 ; s
obre o solo de duas rente elétrica entrando em A
camadas. Ver figura e saindo por D. Usando a
3.3.1. expressao 3.2.2, e efetuando
Nesta a superposii;ao, tem-se:
configurai;ao, a corrente
elétrica I entra no solo
pelo ponto A e retorna
ao aparelho pelo ponto
D. Os pontos Be C sao
VBI-P1 [1+2
E 00 I<n l -
- 211" a Ja2 + (2nh)2 211" 2a J(2a)2 +

l
os elétrodos de (2nh)2
potencial.
1+2
O potencial no
ponto B, será dado pela
J-P1 [
E 00 J{n

superposii;ao da
contribuii;ao da cor (3.3.1)

c ega-se a segumte expressao:


30 CAPi'TULO 3. ESTRATIFICAQÁO DO SOLO 31

A rela<;ao representa o valor da resistencia elétrica (R) lida no aparelho


MEGGER
e, P1 Pz e 2 Megger do esquema apresentado. Assim, entao:

SUPERFÍCIE DO
I I SOLO

= P1 1+ 4
Kn
+ (2n )2
- Kn
J4 + (2n
l}
27raR
E )
{ 00

2
[

J1
De acordo com a expressao 2.6.6, a resistividade elétrica do solo, para o
/ espa<;amento "a" é dada por p(a) = 27raR. Após a substitui<;ao, obtém-se finalmente:

h
A
o-----
8
o

c
CAMADA
o

D
12
-p( a) 1+4¿oo [ Kn
P1 n=l
Kn
---''====
J1 + (2nQj2 J4 + (2n )2
l (3.3.4)

l 2!! CAMADA A expressao 3.3.4 é fundamental na elabora<;ao da estratifica<;ao do solo em


duas camadas.
00
fz
Figura 3.3.1: Configurai;ao de Wenner no Solo de Duas Camadas 3.4 Método de Estratifi.cac;ao do Solo de Duas Camadas

Fazendo a mesma considera<;ao para o potencial do ponto C, tem-se: Empregando estrategicamente a expressao 3.3.4 é possível obter alguns métodos
de estratifica<;ao do solo para duas camadas. Entre eles, os mais usados sao:

• Método de duas camadas usando curvas;


(3.3.2)
• Método de duas camadas usando técnicas de otimiza<;ao;

A diferern;a de potencial entre os pontos B e C é dado por:


• Método simplificado para estratifica<;ao do solo de duas camadas.

A seguir, é feita urna detalhada descri<;ao de cada um desses métodos.

Substituindo-se as equai;oes correspondentes, obtém-se: 3.5 Método de Duas Camadas Usando Curvas

Como já observado, a faixa de varia<;ao do coeficiente de reflexao K é pequena,


(3.3.3) e está limitada entre -1 e +1. Pode-se entao, tra<;ar urna família de curvas de em
Pl
fun<;ao de para urna série de valores de K negativos e positivos, cobrindo toda a sua
faixa de varia<;ao. As curvas tra<;adas para K variando na faixa negativa, isto é, curva
p(a) x a descendente, figura 3.5.la, estao apresentadas na figura 3.5.2.

Já as curvas obtidas da expressao 3.3.4 para a curva p(a) x a ascendente,


figura 3.5.lb, isto é, para K variando na faixa positiva, sao mostradas na.figura 3.5.3.
32 CAPíTULO 3. ESTRATIFICAQÁO DO SOLO 33

p p
p(a)
P1

o(m)
o(m).
a) b)

Figura 3.5.1: Curvas p(a) x a Descendente e Ascendénte

Com base na família de curvas teóricas das figuras 3.5.2 e 3.5.3, é possível
estabelecer um método que faz o casamento da curva p(a) x a, medida por Wenner,
com urna determinada curva particular. Esta .curva particular é caracterizada pelos
respectivos valores de Pl, K e h. Assim, estes valores sao encontrados e a
estratificar,;ao está estabelecida.

A seguir sao apresentados os passos relativos.ao pr¡s;edimento <leste método:

lº- passo: Trar,;ar em um gráfico a curva p(a) x a obtida pelo método de Wenner;

2º- passo: Prolongar a curva p( a) ·x a até cortar o eixo das ordenadas do gráfico.
Neste ponto, é lido diretamente o valor de p1 , isto é, a resistividade da pri:r:neira
camada. Para viabilizar este passo; recomenda-se fa er várias leituras pelo método
de Wenner para pequenos espar,;amentos. Isto se justifica porque a penetrar,;ao
desta corrente dá-se predominantemente na primeira camada.

3º- passo: Um valor de espar,;amento a1 é escolhido arbitrariamente, e levado na curva


para obter-se o éorrespondente valor de p(a1 ).

4º- passo: Pelo comportamento da curva p(a) x a, determina-se o sinal de K. Isto é: Figura 3.5.2: Curvas para K Negativos
• Se a curva for descendente, o sinal de K é negativo e efetua-se o cálculo de
. ' '
. i.
1

Pl '

• Se a curva for ascendente, o sinal de K é positivo e efetua-se o cálcul() de


_e¡_
p(a1)'
34
CAPfTULO 3. ESTRATIFICAQAO DO SOLO 35

5º- passo: Com o valor de . P1


ou P a1
1 ) obtido, entra-se nas curvas teóricas correspon-
--1! .L_ (

dentes e trac;;a-se urna linha paralela ao eixo da abscissa. Esta reta corta curvas
P1 distintas de K. Proceder a leitura de todos os específicos K e correspondentes.
p(a)
6º- passo: Multiplica-se todos os valores de encontrados no quinto passo pelo valor
de a1 do terceiro passo. Assim, com o quinto e .sexto passo, gera-se urna tabela
com os valores correspondentes de K, !a! e h.
7º- passo: Plota-se a curva K x h dos valores obtidos da tabela gerada no sexto passo.

8º- passo: Um segundo valor de espac;;amento a 2 i, a 1 é novamente escolhido, e todo


o processo é repetido, resultando numa nova curva K x h.
9º- passo: Plota-se esta nova curva K x h no mesmo gráfico do sétimo passo.

10º- passo: A intersecc;;ao das duas curvas K x h num dado ponto resultará nos
valores reais de K e h, e a estratificac;;ao estará definida.

Exemplo 3.5.1
Efetuar a estratificac;;ao do solo pelo método apresentado no item 3.5, corres
·pondente a série de medidas feitas em campo pelo método de Wenner, cujos dados
estao na Tabela 3.5.1.
Espac;;amento Resistividad
(m) (O.m)
1 684
2 611
4 415
6 294
8 237
\ 16 189
.2 .4. .6 .8 1.2 1.4 1.61.8 32 182
h
a Tabela 3.5.1: Valores de Medil,;ao em

Campo A resoluc;;ao é feita seguindo os passos


Figura 3.5.3: Curvas para K Positivos
recomendados.

1º- passo: Na figura 3.5.4 está trac;;ada a curva p(a) x a


2º- passo: Prolongando-se a curva, obtém-se

P1 = 700 O.m
37
36 CAPíTULO 3. ESTRATIFICAQÁO DO SOLO

'J' 3Q. passo: Escolhe-se a 1 = 4m e obtém-se p( a1 ) = 415 n.m.


4Q. passo: Como a curva p( a) x a é descendente, K é negativo, entao calcula-se a
rela<;ao:
p(ai)= 415= O, 593
P1 700
p(a)
5º- passo: Como K é negativo e como valor p(ai) = O, 593 levado na família de curvas
Pl
teóricas da figura 3.5.2, procede-se a leitura dos respectivos K e - Assim, gera-se
a Tabela 3.5.2 proposta no sexto passo.

700 • a1 =4m D1 ·
=0 l 593
K !!:.
n. h [m]
-0,1
600
-0,2
-0,3 0,263 1,052
-0,4 0,423 1,692
500
-0,5 0,547 2,188
-0,6,
\ -0,7
0,625
0,691
2,500
2,764
40 \ -0,8 0,752 3,008
\ -0,9 0,800 3,200
\\ -1,0 0,846 3,384
300 \
\,, .. Tabela 3.5.2: Valores do Quinto e Sexto Passo

_

·.........
.......
200 ---- 8º- passo: Escolhe-se um outro espa<;amento.
------··---··-----· -
'p- ·-----·-·-------···-·
a2 = 6m
roo p( a2) = 294 n.m
p P1
( a 2) = 294=
700 0, 42
o r- -,--,--,--,--,--,--,--,--,- -..----...---.1..
o 2 4 6 8 ro 12 14 )6 18
'
20 22 24 26 28 30 32
-
Constrói-se a Tabela 3.5.3.
a
gQ. passo: A figura 3.5.5 apresenta o tra<;ado das duas curvas K x h obtidas da
Tabela 3.5.2 e 3.5.3.
Figura 3.5.4: Curva p(a) x a
lOQ. passo: A intersec<;ao ocorre em:

J{ = -0,616
h = 2,574 m
Usando a equa<;ao 3.2.3, obtém-se o valor de p2 •
P2 = 166, 36 n.m
38 CAPíTULO 3. ESTRATIFICAQ.ÁO DO SOLO 39

a2 = 6m =0 42
º' ' A figura 3.5.6 mostra o solo estratificado em duas camadas.
K !!
n.
h [m ]
-0,1 - -
-0,2 - -
-0,3 - -
-0,4 - -
-0,5 0,305 1,830 77771lllllllll llll lllllllll 7 7
-0,6 0,421 2,526 Solo
-0,7 0,488 2,928 h= 2,574m P.= 700 .n.. m
-0,8 0,558 3,348 1
-0,9 0,619 3,714
-1,0 0,663 3,978

h
Tabela 3.5.3: Valores do Quinto ao Sexto Passo 00 p=2 166,36 .n.m.
3,5+- ---..,..-----------------------,
' 1 Figura 3.5.6: Solo Estratificado, Solui;ao do Exemplo
---"''-,,_ - 11

3 .... ....... ·,,, 3.6 Métodos de Duas Camadas Usando Técnicas de Otimi

2,5
/•574"' - 1
za ao

\>,.... • 1 A expressao 3.3.4 pode ser colocada na forma:

l
\ '\,
2 \ \.
\ \ P1 { = L -
}
l{
\ p(a) n -;= = (3.6.1)
\
oo [
1 +4
l{n

1,5
.\

\\ \\
\
n=l 1+(2n ) 2 J4 +_(2n )2

\ \ Pela expressao acima, para um específico solo em duas cama.das, há urna


rela1,;ao direta entre os espa1,;amentos entre as hastes da configura.1,;ao de Wenner e o
\ \

\ \ \
\ respectivo valor de p(a).
Na prática, pelos dados obtidos em campo, tem-se a rela1,;ao de "a" e p(a)
\ medidos no aparelho. Os valores de p( a) medidos e os obtidos pela fórmula 3.6.1
.5
devem ser os mesmos. Portanto, procura-se, pelas técnicas de otimiza1,;ao, obter o
\ melhor solo estratificado em duas camadas, isto é, obter os valores de p1, K e h, tal
¡/ -0,616 \ \ que a expressao 3.6.1 seja aquela que mais se' ajusta a série de valores medidos. Assim,
o "--- - 1- - - .,.--- -. ,- - ,-, - --,1.- - -,i,- - ...1;'r- - - r ,...._- - ,r- - -t- : K procura-se minimizar os desvios entre os valores medido_s e calculados.
- 1 - .9 -.8 -:.7 -.6 -.5 -.4 -.3 -.2 -.1 O
A solu1,;ao será encontrada na minimiza1,;ao da fun1,;ao
Figura 3.5.5: Curvas ·h x K
abaixo:
40
CAPITULO 3. ESTRATIFICAQAO DO SOLO 41

{ [
q
mznzmzzar

=
V ( l!.)
( )] 2

¿ p(a;)medido-Pt 1+4¿ - / ( .f!.)


•=1 n=l 1 + 2n a;
2
4 + 2n 2 }

(3.6.2) Espai,;amento Resistividade Medida


As variáveis sao PI' K e h. a [m] [O.m]
2,5 320
Estaé a expressa.o da minimizai,;ao dos desvios ao quadrado conhecida como
5,0 245
mínimo quadrado. Aplicando qtialquer método de otimizai,;ao multidimensional em
7,5 182
3.6.2 , obtém-se os valores ótimos de PI, K e h, que é a solui,;ao final do método de 10,0 162
estratificai,;ao.
12,5 168
Existem vários métodos tradicionais que podem ser aplicados para otimizara 15,0 152
expressao 3.6.2, tais como:
Tabela 3.6.1: Dados da Medi<;ao
• Método do Gradiente;
• Método do Gradiente Conjugado;
• Método de Newton;
• Método Quase,Newton;
• Método de Direi,;ao Aleatória; •
• Método de Hooke e Jeeves;
• Método do Poliedro Flexível;
• etc.
Estratificai,;ao do Solo Calculada Gradiente Linearizado Hooke-Jeeves
Resistividade da lª Camada [O.m] 383,49 364,67 364,335
Resistividade da 2ª Camada [O.m] 147,65 143,61 144,01
Profundidade da 1ª Camada [mJ 2,56 2,82 2,827
Exemplo 3.6.1
Fator de Reflexao K -0,44 0,43 0,4334
Aplicando separadamente tres métodos de otimizai,;ao conforme proposto pela Tabela 3.6.2: Solu<;iio Encontrada
expressao 3.6.2 ao conjunto de medidas da Tabela 3.6.1, obtidas em campo pelo método
de Wenner, as solui,;oes obtidas estao apresentadas na Tabela 3.6.2.
42
CAPíTULO 3. ESTRATIFICA(JAO DO SOLO 43
3.7
Método Simplificado para Estratifica ao do Solo em Duas
Camadas

Este método oferecerá resultados razoáveis somente quando o solo puder ser
considerado estratificável em duas camadas e a curva p(a) x a tiver urna das formas
típicas indicadas na figura 3.7.1 abaixo, com urna considerável tendencia de saturac;:ao
SUPERFÍCIE DO
assintótica nos extremos e paralela ao eixo das abscissas. SOLO

,.P (Jlm) ,.p (.!l..m) h h h J!! CAMADA


h
p,
.P.t --
,.P2 -------------------

!
00
2!! CAMADA

..Pt
Figura 3.7.2: Espa<;amento a =
h

A expressao 3.7.1 significa que se o espac;:amento "a" das hastes no Método


o(m) o(m) de Wenner for exatamente igual a "h", a leitura no aparelho Megger será:

(3.7.2)
Figura 3.7.1: Curvas p(a) x a para Solo de Duas Camadas

A assíntota para pequenos espac;:amentos é típica da contribuic;:ao da primeira
Portanto, <leste modo, basta levar o valor de P(a=h) na curva p(a) x a e obter
o valor de "a", isto é, "h". Assim, fica obtida a profundidade da primeira camada.
camada do solo. Já para espac;:amentos maiores, tem-se a penetrac;:ao da corrente na
segunda camada, e sua assíntota caracteriza nítidamente um solo distinto. Esta é a filosofia <leste método, para tanto, <leve-se obter a curva M(a=h) versus
K, através da expressao 3.7.1. Esta curva está na figura 3.7.3.
Pela análise das curvas p(a) x a da figura 3.7.1, fica caracterizado pelo prolon
gamento e assíntota, os valores de p1 e p2 . Portanto, neste solo específico, comos dois Assim, definida a curva de resistividade p(a) x a, obtida pelo método de
valores obtidos, fica definido de acordo coma expressao 3.3.4 o valor do parametro K. Wenner, a seqüencia para obtenc;:ao da estratificac;:ao do solo é a seguinte:
Assim, na expressao 3.3.4 o valor desconhecido é a profundidade da primeira camada
isto é, "h". ' 1º- passo: Trac;:ar a curva p(a) x a, obtida pela medic;:ao em campo usando o método
de Wenner.
A filosofia <leste método baseia-se em deslocar as hastes do Método de
Wen ner, de modo que a distancia entre as hastes seja exatamente igual a "h", isto é, 2º- passo: Prolongar a curva p( a) x a até interceptar o eixo das ordenadas e determi
igual a profundidade da primeira camada. Ver figura 3.7.2. · nar o valor de Pl, isto é, da resistividade da primeira camada do solo.

l
Assim, como a =
h ou = 1, o termo a direita da expressao 3.3.4 fica sendo 3º- passo: Trac;:ar a assíntota no final da curv:a p(a) x a e prolongá-la até o eixo das
a expressao 3.7.1, que será denominado de M(h=a)·
P(a=h) = M(h=a) = 1+ 4 f[ l{n - l{n
ordenadas, o que indicará o valor da resistividade P2 da segunda camada do solo.
-1
{
(3.7.1) =
J
Pi
(2n)2
n=l /1+ (2n) 2 /4 + 42 passo: Calcular o coeficiente de reflexao K, através da expressao 3.2.3, isto é:

_P_l _
+ 1
Pl
44 CAPíTULO 3. ESTRATIFICA<;AO DO SOLO 45

Exemplo 3.7.1

Comos valores medidos em campo pelo método de Wenner da Tabela 3.7.1,


efetuar a estratificac;ao do solo pelo método simplificado de duas camadas.

Espac;amento Resistividade Medida


a(m) (n.m)
1 996
2 974
4 858
6 696
8 549
12 361
16 276
22 230
32 210

Tabela 3.7.1: Dados de Campo

1º- passo: A curva p(a) x a está mostrada na figura 3.7.4.


2º- pe.eso: Pelo prolongamento da curva, tem-se

Pi= 1000 n.m

3º- passo: Trac;ando a assíntota, tem-se

P2 = 200 0.m
.61--r*'"-;--.--,--.-.--.-r--.---,-,---,---,--,---,---, -
4º- passo: Calcular o índice de reflexao K
-1-'.9-'.a-'.1-:6-:s-:4-:3-:2-:1 1
b 1
.1 . 2 .3 .4 . 5 .6 .1 . .9
22. - 1 .1º!!. - 1
Figura 3.7.3: Curva M(a=h) versus K J{ - _PI - lOOO = -0, 6666
- 22.+1- .1º!!.+1
PI 1000

,º- passo: Com o valor de K. o.btido· no quarto passo, determinar o yalor de na ,M(a=h) 5º- passó: Da curva da figura 3.7.3, obtém-se ·
cl:ll'va da figura 3.7.3. O valor de M(a=h) está relaéionado com a equac;ao 3.3.4,
já que sao conhecidos Pl, pz e K, sendo a profundidade ','h" <lesconhecida.· Mca=h) = O, 783
- passo: Cal, cular

O
P(a=h) = 6º- passo: Calcular
P1,M(a=h)'

'º- passo: Como valor de P(a=h) encontrado, entrar na curva de resistividade p(a)
P(a=h) = p1.M(a=h) = 1000. O, 783 = 783 n.m
x a e determinar a profundidade "h" da primeira camada do solo.
7º- passo: Como valor de P(a=h) le ado a curva p(a) x a, obtém-se
h = 5,0m
46 47
CAPíTULO 3. ESTRATIFICAQÁO DO SOLO

3.8 Método de Estratifica ao de Solos de Várias Camadas


p(a)

1100,T---------------------------- Um solo com várias camadas apresenta urna curva p(a) x a ondulada, com
trechos ascendentes e descendentes, conforme mostrado na figura 3.8.1.
1000

900

f
800
783 l>-- -....
700

600-

500

4 00

300

200-
----------------! Figura 3.8.1: Solo Com Várias Camadas

Dividindo a curva p(a) x a em trechos típicos dos solos de duas camadas, é


1 00
possível entao, empregar métodos para a estratificac;ao do solo com várias camadas,
5,0m fazendo urna extensao da modelagem do solo de duas camadas.
o .,..--.---r-¡¿'-r--;---r--,---r--....----,,----,-- - - ----....::.
a Serao desenvolvidos os seguintes métodos para a estratifica<;ao do solo com
o 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 221 24 26 28 30 32
várias camadas:
· Figura 3.7.4: Curva p(a) x a
• Método de Pirson;
Assim, o solo estratificado em duas camadas é apresentado na figura 3.7.5.
• Método Gráfico de Yokogawa.

m
Solo
t
h= 5,0 m
1!!Camada

p,.,ooo.n. .m
3.9 Método de Pirson
O Método de Pirson pode ser encarado como urna extensao dó método de

'. duas camadas. Ao se dividir a curva p(a) x a em trechos ascendentes e descendentes


i
(X)
2!! Camada

p2 . 20 0
fica evidenciado que o solo de várias camadas pode ser analisado como urna seqüencia
de curvas de solo equivalentes a duas carµadas.
.o..m Considerando o primeito trecho como um solo de duas camadas, obtém-se
PI, p2 e h1, Ao analisa:r-se o segundo trecho, deve se primeiramente determinar urna
Figura 3.7.5: Estratific ao do Solo
o•v ooouMeNT AQAO
Hll-lLlllTECA
CE N T 1-\ A J19
48 CAPíTULO 3. ESTRATIFICAQAO DO SOLO
8º- passo: Para o segundo trecho da curva, repetir todo processo de duas camadas
resistividade equivalente, vista pela terceira camada. Assim, procura-se obter a resisti visto no método apresentado em 3.5, considerando p a resistividade da primeira c
vidade p3 e a profundidade da camada. equivalente. E assim sucessivamente, seguindo mada. Assim, obtém-se os novos valores estimados de p3 e h2,
a mesma lógica.
A seguir apresenta-se os passos a serem seguidos na metodologia adotada e Estes valores foram obtidos a partir de urna estimativa de Lancaster-Jones.
proposta por p· 1rson:
1
Se um refinamento maior no processo for desejado, <leve-se refazer o processo a partir
do novo h2 calculado, isto é:
12 passo: Tra<_;ar em um gráfico a curva p(a) x a obtida pelo método de Wenner.
2 Volta-se ao sétimo passo para obter novos valores de p3 e h2• Após, enta.o, repete-se a
2 passo: Dividir a curva em trechos ascendentes e descendentes, isto é, entre os seus
pontos máximos e rrúnimos. partir do sexto passo, todo o processo para os outros trechos sucessores.

3º- passo: Prolonga-se a curva p( a) x a até interceptar o eixo das ordenadas do gráfico.
Neste ponto é lido o valor de PI, isto é, a resistividade da primeira camada.
4º- passo: Em rela<_;a.o ao primeiro trecho da curva p( a) x a, característica de um solo Exemplo 3.9.1
de duas camadas, procede-se entao toda a seqüencia indicada no método 3.5. Efetuar a estratifica<_;a.o do solo pelo Método de Pirson, para o conjunto de
Encontrando-se, assim, os valores de p2 e h1. medidas obtidas em campo pelo método de Wenner, apresentado na Tabela 3.9.1.
5º- passo: Para o segundo trecho, acharo ponto de transi<_;ao (at) onde a *: é máxima,
Espa<_;amento Resistividade Medida
isto é, onde = O. Este ponto da transi<_;a.o está localizado onde a curva muda a(m) (O.m)
a sua concavidade.
1 11.938
6º- passo: Considerando o segundo trecho da curva p( a) x a, deve-se achar a 2 15.770
resis tividade equivalente ista pela terceira camada, assim estima-se a 4 17.341
profundidade da segunda camada (h 2) , pelo método de Lancaster- nes, isto 8 11.058
é: 16 5.026
32 3.820

(3.9.1)
Tabela 3.9.1: Dados da Medi<_;ao
Onde

d1 = h1 = Espessura da primeira camada


h2 =
d2 = Espessura
Profundidade estimadadadasegunda
estimada segu_:r;i.dit camada
camada
*
1º- passo:
ond e
FiguraA3.9.1
cendente.
2º- passo: A curva
mostraé afeita
separa<_;a.o curva p(a)
pelo x a.máximo da curva, isto é,
,ponto
p(a) x a é dividida em dois trechos, um ascendente e outro des
= O.

at = É o espa<_;amento correspondente ao ponto de transi<_;a.o do segundo trecho.


3º- passo: Como prolongamento da curva p( a) x a obtém-se a resistividade da primeira
Assim, obtém-se o valor estimado de h2 e d2 • · ·
camada do solo.
i

7º- passo: Calcular a resistividade média equivalente estimada (PD vista pela terceira , P1 = 8.600 0.m
camada, .utilizando a Fórmula de Hummel, que é a média harmoni.ca ponde
rada da primeira e segunda camada. 4º- passo: Após efetuados os passos indicados no método do ite:m 3.5, obtém-se as
Tabelas 3.9.2 relativa aos passos intermediários.
,1 d1 + d2
P2 = · · (3.9.2)
41. !h.
Pl P2
+
O p se apresenta como o p1 do método de duas camadas. Para:
50 CAPíTULO 3. ESTRATIFICAQA.O DO SOLO
51

p(a) [íl.m] a1 = lm -EL= O


p a1l '
7204 a1 = 2m
p
PI
a;\
= 0,5475
h
·IE :_;:G: :'.t;:¡¡¡;;:;:;;1;; : 1;'.; '.'. K
0,2 0,23
.!l..
a1 (m)
0,23
K
0,2
.!l..
a1

-
h
(m)
-
0,3 0,46 0,46 0,3 0,05 0,10
0,4 0,60 0,60 0,4 0,28 0,56
0,5 0,72 0,72 0,5 0,40 0,80
0,6 0,81 0,81 0,6 0,49 0,98
0,7 0,89 0,89 0,7 0,57 1,14
0,8 0,98 0,98 0,8 0,65 1,30
Tabela 3.9.2: Valores Calculados

6º- passo: Considerando o segundo trecho da curva p(a) x a, estimar a profundidade


da segunda camada. Aplicando-se a fórmula 3.9.1 do método de Lancaster-
Jones, tem-se: r·"'
2 \
i ':J
A A /1
.j,
h2 = d1 + d2 =
·2·/
)
A A

h2 = o, 64 + d2 = 3·8
h2 = 5,4m
a(m) d.2 = 4, 76m
· .?
ªt • 7º- passo: Cálculo da resistividade média equivalente pela fórmula 3.9.2 de Hummel,
Figura 3.9.1: Curva p(a) x a tem-se
•1 0,64 + 4, 76
P2 = -º&+! 4,7so
a1 = lm, obtém-se p(a 1 ) = 11.938 íl.m 8600 21.575

a1 = 2m, obtém-se p(ai) = 15.770 íl.m p = 18.302 n.m


Efetuando o tra1,;ado das duas curvas K x h, as mesmas se interceptam no 8º- passo: Para o segundo trecho da curva p(a) x a, repetir novamente os passos do
ponto: método do item 3.5, gerando as Tabelas 3.9.3.

K1 = 0,43 Para:
Calcula-se
P2 = 21.575 a1 = 8m, obtém-se p(a1 ) = 11.058 íl.m
íl.m. a1 = 16m, obtém-se p( a1 ) = 5.026 íl.m
5º- passo:· Examinando o segundo trecho da curva, pode-se concluir que o ponto da Efetuando-se o tra1,;ado das duas curvas K x h, as mesmas interceptam-se no
curva com espa1,;amento de 8 metros, apresenta a maior inclina1,;ao. Portanto, o ponto,
h2 = 5,64m
ponto de transi1,;ao é r lativo ao espa1,;amento de 8 metros, assim:

ªt = 8ni K = -O, 71
52 CAPíTULO 3. ESTRATIFICAQ.AO DO SOLO 53

a1 = 8m = 0,604 a 1 = 16m =O 2746 A origem do método, baseia-se na logaritimiza<;ao da expressao 3.3.4 obtida
Po p !. '
h h do modelo do solo de duas camadas. Assim, usando o logaritmo em ambos os lados da
K !!,_
K !!,_
expressao 3.3.4, tem-se:
a (m) a (m)
-0,3 0,280 2,240 -0,3 - -
-0,4 0,452 3,616 -0,4 - -

l}
-0,5 0,560 4,480 -0,5 - - [ (a) ] {
-0,6 0,642 5,136· -0,6 0,20 3,20 = log 1+
-0,7 0,720 5,760 -0,7 0,34 5,44 4 J{n J{n
-0,8 0,780 6,240 -0,8 0,43 6,88
-0,9 0,826 6,600 - 0,9 0,49 7,84

Pt . E J1 + (2n )2 J4 + (2n )2

Empregando-se a mesma filosofia usada no modelo desenvolvido no itero 3.5.,


Tabela 3.9.3: Valores Calculados pode-se construir urna família de curvas teóricas de log [ ] em fun<;ao de para urna
série de valores de K dentro de toda sua faixa de varia<;ao.
Assim, Fazendo o tra<;ado das famílias das curvas teóricas, em um gráfico com
•1 1 + J{ escala logarítmica, isto é, log-log, tem-se a CURVA PADRÁO, mostrada na figura
p3 = P2 l _ I< 3.10.1.
A Curva Padrao obtida na escala logarítmica é similar as curvas do gráfico das
Substituindo-se os valores, tem-se: medi<;ao de resistencia de terra. Com este método, pode-se efetuar a estratifica<;ao do

p3 = 3.103 n.m

Portanto, a solu<;ao final foi encontrada e o solo com tres camadas estratificadas
é mostrado na figura 3.9.2.

p • 8600A.m
1

P2• 21!1T!IA...

p•ll,IOllA.m
ll

Figura 3.9.2: Solo em Tres Camadas

3.10 Método Gráfico de Yokogawa

Este é um método gnifico apresentado no manual do aparelho Yokogawa de


figuras 3.5.2 e 3.5.3 tra<;adas juntas. Os valores de cl!U estao na ordenada do gráfico profundidade
da primeira camada, isto é, a = h, no solo de duas camadas. Ver figura 3.10.2,
P
l
3.10.1, na abscissa estao os valores de e as curvas dos respectivos K estao
indicadas elo seu correspondente P 2 • P Portanto, no ponto da curva p(a) x a que coincide coma ordenada cl!U = 1 na
Pl Pl
Curva Padrao, le-se diretamente o valor específico de p(a), que é igual a resistividade
Estas curvas sao relativas as curvas teóricas obtidas especificamente de mo
p¡ da pri:neira camada. Este ponto é denominado de pólo0 1 da primeira camada, que
delagem do solo de duas camadas. Um solo típico de duas camadas é caracterizado representa na curva p(a) x a o ponto de medi<;ao pelo método de Wenner que tenha
pelos tres parametros: p1, p2 e h. Fazendo as medi<;oes neste solo, pelo método de o mesmo valor da resistividade da primeira camada, juntamente com seu respectivo
Wenner e tra<;ando a curva p(a) x a em escala logarítmica, seu formato é típico da espa<;amento "a" que é identico a profundidade da primeira camada.
Curva Padrao.
Neste ponto do pólo 01 le-se, também, a profundidade da primeira camada,
Fazendo manualmente o perfeito casamento da curva p(a) x a na escala isto é, "h".
logarítmica com urna determinada curva padrao, tem-se entao a identidade estabe
lecida. Isto equivale a ter no método de Wenner o espa<;amento igual a O tra<;ado da Curva Padrao é feito de tal forma que, como casamento da curva
p(a) x a, o ponto cl!U = 1 e !!,. = 1, isto é, o pólo 01, esteja na posi<;ao sobre a curva
Pl a
solo em várias camadas horizontais .com razoável ace p(a) x a de forma que a do valor <leste ponto pelo método de Wenner,
ta<;ao. medi<;ao
tal
54 CAPíTULO 3. ESTRATIFICAQA.O DO &OLO
55

CURVA PADRA O -
MEGGER
e, P1 P2 C2

1
i--i--1--1---.1,-+-4.-- -+--+--+----+--+--+--+--1-+-r p ,
P z SUPERFÍCIE DO
SOLO
,,, O 20 l!
..1.,. ¡ ¡I_..!..-1- 0 ,, 10
p e, / -
a) 1/ t.,, ,,., ..- . =r-::::::--------------------9

L- p 1 - -'- 'l-1----1---1--1--...j.-- -----+-...-:=:+-:_.-: .,.---:::.a -:::::.:::;; '""""':---- ===== h h h ]!! CAMADA

ts
h
P,

z!! CAMADA

Figura 3.10.2: Espai,;amento a = h

cobriria totalmente a primeira camada, isto é, já produz a solU<;;ao da estratificac;;ao


procurada.
No ponto estabelecido do pólo 01, basta ef tuar a leitura de p(a) e "a", onde:

Pi= p(a) '* Valor lido no pólo 01 na curva p(a) x a


a= h '* Valor lido no pólo 01 na curva p(a) x a
O casamento de curvas fornece o valor de p2.

Pode-se estender este processo para solos com várias camada , seguindo a
mesma filosofia do método de Pirson. Deste modo, divide-se a curva p(a) x a em
trechos ascendentes e descendentes.
A partir do segundo trecho, deve-se utilizar urna estimativa da camada equi
valente vista pela terceira camada, isto é feíto empregando a Curva Auxiliar da figura
3.10.3.
Coloca-se sobre o gráfico p(a) x a, a curva E1 da Curva Auxiliar que tenha a

!
Pl

Figura 3.10.1: Curva Padrao mesma relac;;ao obtida pelo casamento da curva p(a) x a coma Curva Padrao.
57
56
CAPíTULO 3. ESTRATIFICAQÁ.O DO SOLO
1 1 AUXILIAR: Com o pólo de origem (EiEl =1 e fl = 1) da Curva Padrao mantido sobre a
CURVA Pl a .
Curva Auxiliar B2 procura-se ajustar o melhor casamento entre o segundo trecho da
,
Pl
curva p(a) x a coma da Curva Padrao. Isto feito, demarca-se no gráfico p(a) x a o
pólo 02.
Neste pólo 02, le-se:
P2
--11--+--+-1t1t---+--t-+--+--+--+-+-+.:.,A,!.-1+-,¡'"' s'Jl-,n - º '-=+"h- --l--
l-...J-.W....J
p( a) =p * Resistividade equivalente da primeira e segunda camada, isto é, vista
; / /
- ll
pela terceira camada.
¡;
7 a = h2 =* Profundidade do conjunto da primeira e segunda camada.
li
5
1 Com a rela<;ao 9- obtida do casamento, obtém-se o p3 . E assim sucessiva
P2
mente.

l.:l Até o momento procurou-se apenas justificar a filosofia baseada neste método.
A resolu<;ao da estratifica<;ao é puramente gráfica usando translado de curvas, portanto,
2
1 1
é difícil traduzir com plenitude a exemplifica<;ao do método.
1.5
Colocando-se em ordem de rotina, passa-se a descrever o método:
·1 1¡
1
o lQ. passo: Tra<;ar em papel transparente a curva p(a) x a em escala logarítmica.
1
I.,i 2º- passo: Dividir a curva p( a) x a em trechos ascendentes e descendentes.
1
1
:r 3º- passo: Desloca-se o primeiro trecho da curva p(a) x a sobre a CURVA PADRÁO,
até obter o melhor casamento possível, isto se dá na rela<;ao eP:l;,

4º- passo: Demarca-se no gráfico da curva p(a) x a, o ponto de origem ( 1 e


= 1) da Curva Padrao, obtendo-se assim o pólo 01.
5º- passo: Le-se no ponto do pólo 01, os valores de p1 e h1.
1 ... ....LLJ j_
! 1 j 1 1 j 1 1 l 6º- passo: Calcula-se P2 pela rela<;ao P 2 obtida no terceiro passo.
! 1
Pl

-i-
1 1 1 1 1 1 1
1
Até este passo, foram obtidos p1 , h1 e p2 . Para continuar o processo do outro
trecho sucessor da curva p(a) x a, vai-se ao sétimo passo.

7Q. passo: Faz-se o pólo 0 1 do gráfico da 'curva p(a) x a coincidir como ponto de
origem da CURVA AUXILIAR. Transfere-se, isto é, tra<;a-se com outra cor a Curva
Auxiliar com rela<;ao e:;,_ obtida no terceiro passo; sobre o gráfico da curva
Pl
p(a) x a.
Figura 3.10.3: Curva Auxiliar
58
CAPíTULO 3. ESTRATIFICA()A.O DO SOLO 59

8º- passo: Transladando-se o gráfico p(a) x a, de modo que a Curva Auxiliar ' trac;ada no sétimo passo, percorra sempre sobre o ponto de origem da CURVA
PADRÁO. Isto é feito até se conseguir o melhor casamento possível do segundo trecho da curva p( a) x a com a da Curva Padrao, isto se dá numa nova relac;ao
p(a)'[O.m]
0.00

E1. denominada agora de q.


Pl P2

9º- passo: Demarca-se o pólo 02 no gráfico p(a) x a, coincidente com o ponto de origem da Curva Padrao.
10º- passo: Le-se no ponto do pólo 02 os valores de p e h2.

11º- passo: Calcula-se a resistividade da terceira camada p3 pela relac;ao fornecida no


oitavo passo.
Até este passo foram obtidos PI, h1, h2, P2 e p3. Havendo mais trechos da curva
p( a) x a, deve-se repetir o processo a partir do sétimo passo.

Exemplo 3.10.1

Efetuar a estratificac;ao do solo pelo método gráfico de Yokogawa do res pectivo


conjunto
Wenner. de medic;oes em campo da Tabela 3.10.1, obtidos pelo método de

Espac;amento Resistividade Medida


a(m) (O.m)
2 680
4 840
8 930
16 690
32 Figura 3.10.4: Resoluc;ao do Método Gráfico
330
Tabela 3.10.1: Dados de Campo
No pólo 01, tem-se:
Toda a resoluc;ao baseia-se na figura 3.10.4.
p1 = 350 0.m
h1 = 0,67m
P2= 3
P1
p2 = 1050 0.m
60 CAPITULO 3. ESTRATIFICAQÁO DO SOLO

No pólo 02, tem-se:

p = 900 Capítulo 4
n.m
p3 1
h2 = 15m
-=-
p 6 Sistemas de Aterramento
p3 = 150
n.m
O solo estratificado em tres camadas está na figura 3.10.5.

4.1 Introdu ao

77¡: 77777/f/777777/77777 Neste capítulo sao apresentados os sistemas de aterramento mais simples, com
geometria e configurac;;oes efetuadas por bastes, anel e fios.
Sendo a malha de terra um sistema de aterramento especial, um capítulo a
d2= 14,33m h2= 15 m p2 =1050Jtm
parte será dedicado ao seu estudo.

j
O escoamento da corrente elétrica emanada ou absorvida pelo sistema de
j aterramento, se dá através de urna resistividade aparente que o solo apresenta para
este aterramento em especial. Portanto, sera.o analisados, inicialmente, os sistemas de
aterramento em relac;;ao a urna resistividade aparente. No Capítulo 6 será abordado o
p3 =150ítm assunto sobre a resistividade aparente (pa). Como o cálculo da resistividade aparente
00 (pa) depende do solo e do tipo de sistema de aterramento, sera.o vistos a seguir, vários
tipos de sistemas de aterramento.

4.2 Dimensionamento de Um Sistema de Aterramento com


.
Figura 3.10.5: Solo Em Tres Camadas
Uma Haste Vertical o

Urna haste cravada verticalmente em um solo homogeneo, de acordo com a


figura 4.2.1, tem urna resistencia elétrica que pode ser determinada pela fórmula 4.2.1.

pa (4dL) [O] (4.2.1)


R1haste = 27Lí ln

Onde:
61
----- ---------------------------------------------------

62 CAPJTULO 4. SISTEMAS DE ATERRAMENTO


I 63
1
Observac;ao: Para haste com secc;ao transversal diferente, o procedimento é o mesmo
Solo do caso.da cantoneira, desde que a maior dimensao da secc;ao transversal em relac;ao
Pa ao comprimento· da haste seja muiÚ> pequeno.
Exemplo 4.2.1
Determinar a resistencia de terra de urna haste de 2,4m de comprimento com
diametro 15mm, cravada verticalmente em um solo com pa = 100 n.m.

d A figura 4.2.3 apresenta os dados deste exemplo.

Figura 4.2.1: Haste Cravada no Solo


I
pa =} Resistividade aparente do solo [D..m]
Solo
L =} Comprimento da haste [m]
pa = 100 n.m
d =} Diametro do círculo equivalente a área da secc;ao transversal da haste [m]

A figura 4.2.2, exemplifica a secc;ao transversal.

015mm

Figura 4.2.3: Dados do Exemplo

pa (4L)
Rlhaste = 27Lr ln d
Figura 4.2.2: Seq;ao Transversal da Haste Circular e em Cantoneira R _ 100 ln ( 4. 2,4 )
lhaste- 21r. 2, 4 1s.10-3 (
No caso de haste tipo cantoneira, deve-se efetuar o cálculo da área da sua = 42, 85 n
secc;ao transversal e igualar a
área de um círculo. Assim: R1haste

Nem sempre o aterramento com urna única haste fornece o valor da resistencia
desejada. Neste caso, examinando-se a fórmula 4.2.1, pode-se saber os parametros que
Scantoneira = Sc1rcu1o = 1r ( ) 2 influenciam na reduc;ao do valor da resistencia elétrica. Eles sao:

• Aumento do diametro da haste;


Scantoneira {4.2.2)
d=2 7r
• Colocando-se hastes em paralelo;
Onde:
• Aumento do comprimento da haste;
d =} Diametro do círculo equiVédente a área -da secºªº tram¡versal da cantoneira • Reduºªº do pa utilizando tratamento químico no solo.
65
64 CAPíTULO 4. SISTEMAS DÉ ATERRAMENTO

Será vista, a seguir, a influencia de cada parametro, gerando assim, alternati 1

vas para reduzir a resistencia do aterramento. :1


Pode-se observar também que a expressao 4.2.1 nao leva em conta o material
de que é formada a haste, mas sim do formato da cavidade que a geometria da haste Rede primária
forma no solo. O fluxo formado pelas linhas de corrente elétrica entra ou sai do solo,
utilizando a forma da cavidade. Portanto, o Rlhaste refere-se somente a resistencia
elétrica da forma geométrica do sistema de aterramento interagindo com o solo. As
sim, generalizando, a resistencia elétrica de um sistema de aterramento é apenas urna
parcela da resistencia do aterramento de um equipamento. A resistencia total vista
pelo aterramento de um equipamento (figura 4.2.4) é composta:

a) Da resistencia da conexa.o do cabo de liga(,;ao como equipamento;


b) Da impedancia do cabo de liga(,;ao;
e) Da resistencia da conexa.o do cabo de liga(,;ao com o sistema de aterramento em-
pregado; Poste

d) Da resistencia do material que forma o sistema de aterramento;
b
e) Da resistencia de contato do material com a terra;
f) Da resistencia da cavidade geométrica do sistema de aterramento com a terra.

Oeste total, a última parcela, que é a resistencia dtterra do sistema de ater


ramento, é a mais importante. Seu valor é maior e depende do solo, das condi(,;oes
climáticas, etc.. Já as outras parcelas sao menores e podem ser controladas com faci
lidade.

4.3 Aumento do Diametro da Haste

Aumentando-se o diametro da haste, tem-se urna pequena redu(,;aO que pode


ser observada analisando a fórmula 4.2.1. ·
Esta redu(,;ao apresenta urna satura(,;ao ao aumentar-se em demasia o
diametro
da haste. A figura 4.3.1 mostra a redu(,;ao em (%) da resistencia da haste com o
aumento do diametro em rela(,;ao a haste original. Figura 4.2.4: Resistencia Elétrica Total do Equipamento

Convém salientar que um aumento grande do diametro da haste, sobo ponto


de vista de custo-benefício, nao seria vantajoso. Na prática, o diametro que se utiliza
para as hastes, é aquele compatível com a resistencia mecanica do cravamento no solo.
CAPfTULO 4. SISTEMAS DE ATERRAMENTO
66 67

No caso de duas hastes cravadas no solo homogeneo, distanciadas de "a", a


o figura 4.4.2 mostra as superficies equipotenciais que cada baste teria se a outra nao
existisse, onde pode ser observada também a zona de interferencia.
:---
11 ------- --
JI : .... . ......_ --- --- v•··
iz ....·----- -------:!::::-:-.. "'::"Wt-,.._ ,.. ,.,.
o 1 1
1 1 1
: 1 1

i 1
:
'
1
1
ZONA DE INTERFERE"NCIA
'1' :'
'

,00
: :
Id 4d 01,...,,.

Figura 4.3.1: Redur,;ao do Valor da Resistencia de Urna Haste Vertical ern Funr,;ao do Diarnetro 1
da Haste

4.4 Interligac;áo de Hastes em Paralelo

A interligar,;ao de hastes em paralelo diminui sensivelmente o valor da re


sistencia do aterramento. O cálculo da resistencia de hastes paralelas interligadas nao
segue a lei simples do paralelismo de resistencias elétricas. Isto é devido as inter
ferencias nas zonas de atuar,;ao das superficies equipotenciaiii, A figura 4.4.1 mostra
as superficies equipotenciais de urna haste vertical cravada no solo homogeneo. a
I"'

/\ 1
1 1 \
1 1 1 \ I \ I 1 I

,x
1 1/ I
1 1 \I \1 I
1

'
1 1 1 I I
\ \
1 I
1 I solo 1 I\ I \ VI 1 I
, '
I
'
1
\ 1 I I 1 11 I\ \ /1 1 I I /
\ \ I I / \ \ X
\
\
\ 1 1 I I I \
\
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1
1
11
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I
\{ \/ ' 11
11
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/
\
\ I \ \ 11 \I I \\ I 1
I I I
\ \ 11 1 I / \ 1
/ \ \ 11 1 1 I ¡.. ,, \ 1 1 I

,,,, ,,,
I
\ \ \ 1 1 / / /
\ \ \ 1 1 J1 / I \ I \ \ 11 I
\ \ \ 1
1/
I I I I
I
\
\ \ \ \\ 1
I I I \ A.I
\
11
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'' .......... ....- -,


I I \ \ '' l l I I

'
1// I

...-,
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\'/1,,,... .,..
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'' ..... - - ,,,.,.
I
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/ /
1 1
\ I

,,,,
\
I

\ \ ', .... /
I
\. ' __ /
...................... _, .,,, .,,./
/

'
Figura 4.4.1: Superficies Equipotenciais de Urna Haste
Figura 4.4.2: Zona de Interferencia nas Linhas Equipotenciais de Duas Hastes
68 CAPíTULO 4. SISTEMAS DE ATERRAMENTO 69

A figura 4.4.3 mostra as linhas equipotenciais resultantes do conjunto formado


pelas duas hastes. fórmula 4.5.1 apresenta a resistencia elétrica que cada haste tem inserida no conjunto.
n

Rh = Rhh + L (4.5.1)
m=l mf.h

Onde:

1
l

\._.,.-.
\,
\ \ 1 : 1 Rh => Resistencia apresentada pela haste "h" inserida no conjunto considerando as
1 1 1 interferencias das outras hastes
1 1 1 1 n => Número de hastes paralelas
1 1 1 1
1 1 1
Rhh => Resistencia individual de cada haste sem a presen<;a de outras hastes (fórmula
4.2.1)
- -- ,,
-- 1111
...... ..•. ) I '
=> Acréscimo·de resistencia na haste "h" devido
a
-- - - .-.. _.,.,
...._ _ ,.. "'.,. ., I Rhm

...-,-- / / "m", dada pela expressao 4.5.2


- /

'
\ .....

--- -
..

...... ........ _.,,

(4.5.2)
Figura 4.4.3: Superficies Equipotenciais de Duas Hastes
A zona de interferencia das linhas equipotenciais causa urna área de bloqueio ehm => Espa<;amento entre a haste "h" e a haste "m" (em metros)
do fluxo da corrente de cada haste, resultando urna maior resistencia de terra indi
vidual. Como a área de dispersa.o efetiva da corrente de cada haste torna-se menor a L => Comprimento da haste [m]
resistencia de cada haste dentro do conjunto aumenta. Por to, aresistencia elétri'ca
do conjunto de duas hastes é: A representa<;ao de bhm está na figura 4.5.1, seu valor é obtido pela ex pressa<>¡
4.5.3.

R1 haste R
- - < 2haste < R1haste (4.4.1)

Observe-se que o aumento do espa<;amento das hastes paralelas faz com que
a interferencia seja diminuida. Teoricamente, para um espa<;amento infinito, a inter- SOLO
ferencia seria nula, porém, um aumento muito grande do espa<;amento entre as hastes
nao seria economicamente viável. Na prática, o espa<;amento aconselhável gira em
torno do comprimento da haste. Adota-se muito o espa<;amento de 3 metros.

4.5 Resistencia Equivalente de Hastes Paralelas


Figura 4.5.1: Parametros das Mútuas Entre as Hastes "h" e "m"
Para o cálculo da resistencia equivalente de hastes paralelas, deve-se levar
em conta o acréscimo de resistencia ocasionado pela interferencia entre as hastes. A (4.5.3)
70 CAPíTULO 4. SISTEMAS DE ATERRAMENTO 71

Num sistema de aterramento emprega-se bastes iguais, o que facilita a padro


niza<;ao na empresa, e também o cálculo da resistencia equivalente do conjunto. !solando Req, te m 0

se:
Fazendo o cálculo para todas as bastes do conjunto (expressao 4.5.1) tem-se
os valores da resistencia de cada baste: Req = l{ R1haste (4.5.7)

R1 = R11 + R12 + R13 +··· + R1n A expressao 4.5.7 indica que a resistencia equivalente ( Req) do conjunto de
R2 = R21 + R22 + R23 +···+ R2n bastes em paralelo está reduzida de K vezes o valor da resistencia de urna baste
isoladamente.
Para facilitar o cálculo de Req os valores de K sao tabelados, ou obtidos
através de curvas, como será visto a seguir.

. Deterrrtina a resisten ia individual de cada baste dentro do conjunto, já


cons1derad s os cresc1mo o as1onados pelas interferencias, a resistencia equivalente 4.6 Dimensionamento de Sistema de Aterramento Formado
das bastes mterhgadas sera a resultante do paralelismo destas. Figura 4.5.2. Por Hastes Alinhadas em Paralelo, Igualmente Espa a
das
/
SOLO
A figura 4.6.1 mostra um sistema de aterramento formado por bastes
alinbadas em paralelo.
R,

L------J'-----'-----
l Req 1
1
1
-----------...Jé 1
CONDUTOR DE 1
1
INTERLIGA!;AO '\ 1 """Z.._ Po s te
///\V// 1
Figura 4.5.2: Paralelismo das Resistencias '-1--r----------0
-
(4.5.4) ho stes-

Req = 1 e
1 = (4.5.5)
-- -,-
..l. ..l. ...L
R1 + R2 + ...+ Rn
1 (4.5.6)
L.,i=l R;

"'n
4.5.1 Índice de Aproveitamento ou Índice de Reduc;ao (K)

É definido como a rela<;ao entre a resistencia equivalente do coµjunto (Re ) e


a resis1:§mcia individual de cada baste sem a presern;a de outras bastes. q
É um sistema simples e eficiente, muito empregado em sistema de
distribuic;ao de energía elétrica, no aterramento de equipamentos isolados. Dentro da
Figura 4.6.1: Hastes Alinhadas em Paralelo área urbana, efetua-se o aterramento ao longo do meio fio da cal<;ada, o que é
economico e nao prejudica o transito.
72 CAPíTULO 4. SISTEMAS DE ATERRAMENTO 73

O cálculo da resistencia equivalente de hastes paralelas alinhadas é feíto usan


Devido a zona de bloqueio, as resistencias mútuas de acréscimo sao obtidas
do as fórmulas 4.2.1, 4.5.1, 4.5.2 e 4.5.5, e pela fórmula 4.5.6 é calculado o coeficiente
usando·a fórmula 4.5.2.
de redui;ao (K).

Exemplo 4.6.1
Calcular a resistencia equivalente do aterramento de quatro hastes alinhadas
b12 = jL 2 + e¡2 = j5,76 + 9 = j14, 76 = 3,841m
como mostra a figura 4.6.2 em fun¡;ao de pa. Determinar o índice de redu¡;ao (K). - pa l [(3,841+2,4)2_32] =0048pa
R i-2 41r.2,4 n 32 - (3 , 841 - 2, 4)2 '
2

R13 = Ra1 = R42 = R24 = p [(b13 + L ) - e a]


a
ln e i _ ( b _ L)2
3 13
41r
L
e13 = 6m b13 = 6, 462m
- pa l [(6,462 + 2,4)2- 62)= O 0258pa
1
R -3 41r.2,4 n 6 - (6 , 462 - 2, 4)2 '
2
pa [(b14 + L )- e 4)
0=
R 14= R 41= 41rL ln ei4 - (b14 - L)2
1/
2"
3m 3m 3m e14 = 9m
1. . 1 . . 1

b14 = V 92 + 2, 42 = 9, 314m
Figura 4.6.2: Sistema com Quatro Hastes Alinliftdas - pa l [(9,314+2,4)2_92)=00174pa
R i4- 41r.2,4 n 9 - (9 , 314 - 2, 4) '
CÍilculo de R1, R2, Ra e R4
Escrevendo a fórmula 4.5.1 extensivamente para o sistema de quatro hastes,
teremos:
R1 = O, 44pa + O, 048pa + O, 0258pa + O, 0174pa = O, 5312pa
R2 = O, 048pa + O, 44pa + O, 048pa + O, 0258pa = O, 5618pa
R1 = Rn + R12 + R13 + R14 R = O, 0258pa + O, 048pa + O, 44pa + O, 048pa = O,
R2 = R21 + R22 + R23 + 5618pa
R24
Ra = R31 + Ra2 + Raa + =3 O, 0174pa + O, 0258pa + O, 048pa + O, 44pa = O, 5312pa

R34 R
4

R4 = R41 + R42 + R4a + Devido a simetría, R1 = R4 e R2 = R3


R44

C<;>mo as hastes sao todas do mesmo formato, ternos:


Cálculo da Resistencia Equivalente (
), Usando 4.5.5
Reqh4
R = R22 = Raa = R44 = pa 4 L)
ln ( - = pa
ln
(
1
4.2,4 _
') = O, 44pa

11
d 21r . 2, 4 2 . 2, 54. 10
2

7Lr
2
74 CAPíTULO 4. SISTEMAS DE ATERRAMENTO 75

R eqh = 1 1

1
1 1 = O, b) Qua tas hastes devem ser cravadas para ter-se urna resistencia máxima de 100?
1365pa
0,5312pa +
4
0,5618pa + 0,5618pa +
Índice de Reduc;ao (K) 0,5312pa

Req = J{ Rihaste '.S 10


J ={ R e q 4h = ,0
3l J{ < -10 I< :So, 227
- 44
0,1365pa=
Rhh 0,44pa
Isto significa que a resistencia equivalente de quatro hastes é igual a 31% da
re sistencia de urna haste isolada. Para evitar todo esse caminho trabalhoso, o Da Tabela A.0.5 obtém-se 6 (seis) hastes ou mais.
coeficiente de reduc;ao (K) é tabelado e está apresentado nas tabelas do Apendice A.
Nas tabelas tem-se disponível o valor da resistencia de urna haste, obtida usando a
fórmula 4.2.1 c) F azer urna curva R eq X N -o de hastes em paralelo com e = 3m para as
em func;ao de pa. Além da coluna do K, tem-se a coluna do Req = I<Rlhaste em func;ao
de pa. Assim, no exemplo 4.6.1, usando a tabela A.0.5, pode-se ter diretamente o hastes dadas. Usando sistematicamente a Tabela A.0.5, efetua-se a curva que
índice de reduc;ao J{ = O, 31 e o R eq h4 = O, 136pa. está apresen
Analisando as tabelas do coeficiente de reduc;a.o (K) para hastes alinhadas, tada na figura 4.6.3.
pode-se observar que também existe urna saturac;ao na diminuic;ao da resistencia
equi valente como aumento do número de hastes. Na prática, o número de hastes
alinhadas é limitado a 6 (seis), acima do qual o sistema torna-se anti-economico. Req

0,44 fa
Exemplo 4.6.2
Um sistema de aterramento consiste de oito hastes, espac;adas de 3m,
cravadas em um solo com pa = 100 O.m. O comprimento das hastes é de 2,4m e o
diametro de
!". Pede-se: 0,244 fo

a) Resistencia do sistema de aterramento; 0,174/'o

R _ J!.!!_ ln (4L_) 0,136/'o


100 ln ( 4. 2,4 ) 0,113;°0
Pa a 8 = O, 174 conforme Tabela A.0.5 do Apendice A.
lhaste- 271"L - 21r . 2, 4 ! . 2, 54 . 10- 2 (oito)
J{

hastes, Reqsh = J{ • Rihaste = O, 174. 44 = 7, 60


R1haste = O, 44pa = 440
O,CE1?o 5 6 7 n2 de hoste
0,085?0

o 2
3 4 Figura 4.6.3: Curva Req x Nº- de Hastes em Paralelo
76 77
CAPíTULO 4. SISTEMAS DE ATERRAMENTO
Os índices de redu<,;ao (K) sao obtidos diretamente das curvas da figura 4.7.2.

4.7 Dimensionamento de Sistema de Aterramento com


,¿ 09
Has tes em Triangulo
< --1a·

c J C,.8

z 0.7

. Para este sistema as bastes sao cravadas nos vértices de um triangulo H


equilátero. Figura 4.7.1. · r 0.6
n
íil 0.5
------
íz1
o 04
1.2m

0.3
C),

< 02
o O5 1.0 1.5 2.0 2.5 3O
íz1
ESP AºAMENTO EM METROS

Figura 4.7.2: Curvas dos K x e


As curvas sao para bastes de l" e 1", com tamanbos de 1, 2; 1, 8; 2, 4 e 3
metros.

com lado "e"


Figura 4.7.1: Triangulo Equilátero

Todo o dimensionamento do sistema em triangulo, baseia-se na defini<,;ao do


índice de redU<;ao (K) visto no subitem 4.5.1.

Req"' = /( Rihaste (4.7.1)


Onde:

Rihaste '* Resistencia elétrica de urna baste cravada isoladamente no solo


K '* Índice de redu<,;ao do sistema de aterramento
Req"' '* Resistencia equivalente apresentada pelo sistema de aterramento em triangulo
Exemplo 4.7.1 A rela<,;ao acima poderia ser tirada diretamente da Tabela A.0.5.
Num solo onde pa = 100 O.m, determinar a resistencia do sistema de Rihaste = O, 44pa = O, 44. 100 = 440
aterra mento cpm tres bastes cravadas em triangulo com lado de 2m, sendo o
comprimento
da baste 2,4m e o diametro l". Pela figura 4.7.2, tem-se

pa (4L) pa ( 4.2,4 ) J{ = 0,46
R1haste 21rL In 21r. 2,4 In 2, 54. 10-2 O, 44pa = d = l.
Req"' = O, 46. 44 = 20, 240
=
79
78 CAPíTULO 4. SISTEMAS DE ATERRAMENTO

4.8
Dimensionamento de Sistemas com Hastes em Quadra do
Vazio 1"
"2'

A figura 4.8.1, mostra o sistema com o formato de quadrado vazio, onde as


hastes sao colocadas na periferia a urna distancia "e" das hastes adjacentes.
3m

Figura 4.8.1: Quadrado Vazio

A resistencia equivalente do sistema é dada pela expressao 4.5.7 com o índice


de redw;ao (K) obtido das figuras 4.8.2 e 4.8.3.

-
1,0 o. _.. Espa9arrento em
o;, 1,0 I, 2,0 25 3,0 M2t s
" 0,9 1
1 Figura 4.8.3: Trinta e Seis Hastes em Quadrado Vazio

: 11 \
-1/2'
Exemplo 4.8.1
Oito hastes formam um quadrado vazio com e = 2m, sendo o comprimento
1',\\ da haste 3m e o diametro 1", determinar a Reqa.
\ \ \ ' -----,..
'
'...._' ...... = O, 327 pa
--
R1haste
3m

--
/

·-' ::- =- - Reqa = ]{ R1haste


:::.::=' ·
1,2m 1./m 2,40

Dafigura 4.8.2, tem-se I< = O, 27.


o 0,5 '·º 1,5 2,0 2,5 3,0
Reqa = 0,27 .0,327 .pa = 0,08829 pa
ESPA<;AMENTO EM METROS
Figura 4.8.2: Oito Hastes em Quadrado Vazio
80 CAPíTULO 4. SISTEMAS DE ATERRAMENTO 81

4.9 Dimensionamento de Sistema com Hastes em Quadrado


Cheio
o

As hastes sao cravadas como mostra a figura 4.9.1.


:i.:
<( 0,4
ü
z
.w... 0,3
e en --- -
,··
a: 0,2
w
e o
o 0,1
,<{
(.)
<
. .J
a:w o o:, 1,0 1,5 2,0

Espac;camento em rretros

Figura 4.9.3: Trinta e Seis Hastes em Quadrado Cheio

Exemplo 4.9.1
Figura 4.9.1: Quadrado Cheio Quatro hastes de 2,4m e d = }" formam um quadrado com e = 2m e estao

Os índices de reduc;ao (K) sao obtidos pelas curvas das figuras 4.9.2 e
cravadas num solo com pa = 100 O.m. Determinar o valor de Req• .

4.9.3. R1haste = O, 44 pa = O, 44 .100 = 440

O.B

:i.: - 1/2"
0.7

--- 1·
(.)
z 0.6 Da figura 4.9.2 tem-se l{ = O, 375.
....
,
!!?
e n 0.5 Q2
w
a:
w
o 0.4
o
"< '
(,) ,
..J 0.3
a
w
:
Req• = O, 375. 44 =
16, 5 O 4.10 Dimensionamento de Sistema com Hastes em Circun
ferencia
o 0.5 1.0 1.5 20 25 30
Fspa9arrento em As hastes estao igualmente espac;adas ao longo da circunferencia com raio R.
rretros Ver figura 4.10.1.
Figura 4.9.2: Quatro Hastes em Quadrado Cheio (Vazio)
Os respectivos índices de reduc;ao sao obtidos na figura 4.10.2.
82
83

Exemplo 4.10.l
Determinar a resistencia equivalente do sistema formado com 20 hastes com
L = 2, 4m e d = f' que estao cravadas ao longo de urna circunferencia de raio 9m. A
resistividade aparente é igual a 180 n.m.

R R1haste = O, 44 pa R1haste = 79, 2 n

Da figura 4.10.2 tem-se J( = O, 095.

Figura 4.10.1: Hastes em Circunferencia


4.11 Hastes Profundas

o,i O objetivo principal é aumentar o comprimento L da haste, o que faz, de


acordo com a expressao 4.2.1, decair o valor da resistencia praticamente na razao
0,20 ,¡
><:
inversa de L.
1 - V2"
O,
<...... 18
1
-·. 1'
Na utilizac;ao do sistema com hastes profundas, vários fatores ajudam a me lhorar
\
, 0,16 .\ • ainda mais a qualidade do aterramento. Estes fatores sao:

.'.
z \' • Aumento do comprimento da haste;
o 0,/4

,
\
\

-
• Camadas mais profundas com resistividades menores;
r,:¡
O:! 0,12 ',, ' ....... • Condic;ao de água presente estável ao longo do tempo; 1:
', i-.

o
fi ' " • Condic;ao de temperatura constante e estável ao longo do tempo;
l ' 1-_ -...---.. 3
! "'

e,40ra
• Produc;ao de gradientes de potencial maiores no fundo do solo, tornando os po

---:
-- _-.-_: -. º"-
0,10
o
"
1<:t; } 1,80m
o-

---
< .............

0,08 tenciais de passo na superficie praticamente desprezíveis.


O:!
fil Figura 4.10.2: Hastes em Circunferencia com Nove Metros de Raio
0,06

0,05
o 10 30

NO.MERO DE HA.STES
Assim, devido as considerac;oes acima, obtém-se um mais profundas de menor resistividade, o que atenua consideravelmente os gradientes
aterramento de boa qua
lidade, com o valor de resistencia estáve! ao longo de potencial na superficie do solo.
do tempo. A dispersao de corrente se dá nas Para a execuc;ao desse sistema, usa-se basicamente dois processos que serao
condic;oes mais favorá.veis, procurando regioes vistos a seguir:
84
CAPíTULO 4. SISTEMAS DE ATERRAMENTO 85
a) Bate-Estaca
Por este método as hastes sao urna a urna cravadas no solo por um bate
. Dependendo das condi<;oes do terreno é possível, por este processo, conseguir
estacas. As hastes emendáveis possuem rosca nos extremos e a conexao é feita por
até 18 metros de profundidade.
!uvas. Ver figura 4.11.1.

ROSCA---... ROSCA--

[]
b) Moto•Perfuratriz
LUVA
DE
HASTE EMENDA
Como visto anteriormente, a dispersao das correntes em urna haste profunda
se dá prati ame,nt na cai:na a de menor resistividade. Em vista disso, algumas
empresas de energia eletnca, ao mves de cravar hastes emendáveis, utilizam a técnica
de cavar o buraco no solo e, em seguida, introduzir urna única haste soldada a um fio
longo que vai até a superficie. Ver figura 4.11.3.

ROSCA-

Figura 4.11.1: Hastes com Rosca e Luva de Conexa.o 7777777). 1777777777


1 SOLO
1
Um bate-estaca produz, normalmente, 80 batidas/minuto e a haste vai sendo 1
lentamente cravada no solo. Ver figura 4.11.2. 1

MOTO-COMPRESSOR - VIBRADOR C/ 80 BATIDAS/mio 1


1

- BATEDOR
• 1
1
/ 1
/ 1
1
L/J

Figura 4.11.3: Haste Profunda


L

JJ
Recomenda-se também, introduzir no buraco, limalha de cobre. Esta limalha
distribuída no buraco vai, lenta:giente, penetrando no solo, aumentando consideravel
mente o efeito da atua<;ao da haste, que facilita a dispersao da corrente no solo, pois
se obtém urna menor resistencia elétrica do sistema.
Px
O processo de cavar o buraco no solo utiliza urna moto-perfuratriz de po<;o
manual (figura 4.11.4). Por este processo pode-se conseguir até 60 metros de profun
Figura 4.11.2: Bate-Estaca e Hastes Emendáveis didade, dependendo, evidentemente, das características do solo.
86 CAPíTULO 4. SISTEMAS DE ATERRAMENTO
87

A técnica apresentada na figura 4.11.4 tem os seguintes problemas:


C/IPAC,. ¿,ooo
TANQUE D' AGUAL
----7-- • Risco para o operador;

• Ruído excessivo causado pelos motores da perfuratriz e da bomba d'água.


, --------- - :e,-1 _. Para contornar os problemas citados pode-se utilizar as alternativas abaixo:

s.]
• Moto-perfuratriz acoplada ao brac;o de um guindaste;
• Perfuratriz e bomba d'água acionados por transmissao flexível acoplada a trans
missao do veículo;

• Perfuratriz e bomba d'água acionadas hidraulicamente por pressao do óleo do


guindaste.

/
A última alternativa é a que apresenta melhores resultados, seudo a recomen-
dada1 .
O controle da resistencia elétrica é feíto com medic;oes durante a escavac;ao.
Alcanc;ando-se o resultado esperado, tira-se a broca e coloca-se rapidamente o cabo
/IASTI:: DE com a haste na ponta. Com o tempo a resistencia elétrica diminui devido a
Pfl\FURACÁo
movimentac;ao do terreno fechando e compactando completamente o buraco.
Com este processo, nao se alcanc;ando bons resultados, recomenda-se as se guintes
alternativas:

-
"'_, :_::::r--------ílESf.RVATORIO DE

• Fazer urna malha de terra;


.
: Clf,CULA Í.O

'' ......... , .). • Deslocar o equipamento a ser aterrado;


'
• Usar hastes profundas em paralelo.

Figura 4.11.4: Perfurac;iio do Buraco


inicialmente a perfuratriz de po,;;o com motor de combustáo interna a gasolina. Devido a alguns problemas, este
1 A CPFL foi a prirneira empresa no pa.ís processo foi evoluindo até chegar a perfuratriz e bomba d'água acionadas hidraulicamente por pressáo do óleo
a a.dotar o aterra.mento profundo, usando desenvolvido pelo próprio veículo. Neste processo sem ruído, a rota,;;áo da broca é menor, produzindo um
ótimo desempenho, com menor desgaste da broca. '
88 CAPíTULO 4. SISTEMAS DE ATERRAMENTO
89

4.12 Resistencia de Aterramento de Condutores Enrolados Exemplo 4.12.l


em Forma de Anel e Enterrados Horizontalmente no
· Determinar a resistencia de um anel com 50cm de raio, .diametro do condutor
Solo de 10mm, enterrado a 60cm em um solo com resistividade aparente de 1.000 n.m.

2
A figura 4.12.1 mostra um aterramento em forma de anel que pode ser usado 1000 ( 4 . 0, 5 )
aproveitando o buraco feíto para a colocac;ao do poste. Ranel = 7r2 • O, 5 ln 10 . 10-3 . O, 6

Rane1 = 1036, 71n

TRAFO

4.13 Sistemas com Condutor Enterrado Horizontalmente no


Solo

A resistencia de aterramento de um condutor enterrado horizontalmente no


solo, é dada pela fórmula 4.13.l. Ver figura 4.13.l.

J77777777777777777f77777
p SOLO
_l_

LL_j
Figura 4.12.1: Aterramento em Forma de Anel Figura 4.13.1: Condutor Enterrado Horizontalmente no Solo
A resistencia de aterramento em anel é dada pela fórmula 4.12.1.
2
pa [ ( 2L ) 2p (P)2 1 (p)4] [O] (4.13.1)
2 R = 21rL ln _ rp - 2 +L- L +2L
Ranel = - pa
- (4rdp ) [nJ (4.12.1)
ln Onde:
Onde: 7r 2

r
p * Profundidade que está enterrado o anel [m] p * Profundidade em que está enterrado o condutor [m]
r * Raio do anel [m] L* Comprimento do condutor [m]
d * Diametro do círculo equivalente a soma da sec;ao transversal dos condutores r * Raio equivalente do condutor [m]
que formam o anel [m]
Apresenta-se a seguir, as fórmulas para a obtenc;ao da resistencia de aterra
mento dos condutores enterrados horizontalmente no solo, que tenham as
configurac;oes da figura 4.13.2.
90 CAPíTULO 4. SISTEMAS DE ATERRAMENTO 91

lL R= 4

d) Configurai;ao
p,raL
[

284p
2
In ( rp L2) + 2, 912 - 4, 1 + 10, 32

( P)4]
em Estrela com seis pontas, letra (d) da figura 4.13.2.
L
(LP)2 -37,12

p + 28, 128 (Lp)2 - 125, 4


[nJ

+
R = p,rLa [ ln ( rp L2) + 6,851 - 12, 512 [nJ
(Lp)4]
6 2 1
R =- pa [ ln ( L2 ) + 10 98 -
- p
22 04- + 52 16 - ( p2) - 299 52 (- (4.13.5)
p) 4] e

[fl]

* d

Figura 4.13.2: Configura\;6es Horizontais de


Condutores
* e
e) Configura ao em Estrela com oito pontas, letra (e) da figura

8,rL

Exemplo 4.13.1
2rp ' ' L ' L
4.13.2.

' L
(4.13.6)

L =} figurai;ao em Estrela com tres pontas, letra (b) da figura 4.13.2.


Taman
ho de

R ::L [ In (:.:) + 1,077- 0,836f + 3,808 (f )' -13,824 (ff]


cada
segmen
a) Dois condutores em angulo reto, letra (a) da figura 4.13.2. to
• retilíne
c) Configurai;ao em Estrela com quatro pontas, letra (c) da figura 4.13.2.

r-
oa
partir
R = ::L [ In( 2: ) - O, 2373 + O, 8584f + 1,656 (f 10, 85 (f da
conexa.

r]
o [m]

Onde:
b) Con
Tendo-se disponível 60m de um condutor com diametro de 6mm, fazer todas
as configura oes propostas na figura 4.13.2, para aterramento a 60cm da superficie em
um solo com resistividade aparente de 1.000 n.m.
Os resultados sao apresentados na Tabela 4.13.1.
Resistencia
Configurai;ao
[nJ [nJ
1 fio 35,00
[nJ (4.13.3) 2 fios em angulo reto 64,77
(4.13.2) Estrela 3 pontas 67,23
Estrela 4 pontas 73,21
Estrela 6 pontas 87,17
Estrela 8 pontas 101,83
Tabela 4.13.1: Solu\;ao do Exemplo
92 CAPíTULO 4. SISTEMAS DE ATERRAMENTO

Capítulo 5

Tratamento Químico do Solo

5.1 Introdm;ao

Todo sistema de aterramento depende da sua integrac;;ao com o solo e da


resistividade aparente.
Se o sistema já está fisicamente definido e' instalado, a única maneira de
diminuir sua resistencia elétrica é alterar as características do solo, usando um trata
mento químico.
O tratamento químico <leve ser empregado somente quando:

• Existe o aterramento no solo, com urna resistencia fora .da desejada, e nao se
pretende alterá-lo por algum motivo;
• Nao existe outra alternativa possível, dentro das condic;;oes do sistema, por im
possibilidade de trocar o local, e o terreno tem resistividade elevada.

5.2 Característica do Tratament.o Químico do Solo

O tratamento químico do solo visa a diminuic;;ao de sua resistividade, con


seqüentemente a diminuic;;ao da resistencia de aterramento.
Os materiais a serem utilizados para um bom tratamento químico do solo
devem ter as seguintes características:

• Boa higroscopia;
• Nao lixiviável;
93
95
94 CAPíTULO 5. TRATAMENTO QUíMICO DO SOLO

• Nao ser corrosivo; • Seu efeito é de longa dura<;ao;

• Baixa resistividade elétrica; • É el.e fácil aplica<;ao no solo;


• É químicamente estável;
• Quimicamente estável no solo;
• Retém umidade.
• Nao ser tóxico;
• Nao causar dano a natureza.

e) GEL
5.3 Tipos de Tratamento Químico
O Gel é constituído de urna mistura de diversos sais que, em presen<;a da
água, formam o agente ativo do tratamento. Suas propriedades sao:
Sao apresentados, a seguir, alguns produtos usados nos diversos tipos de trata
mento químico do solo.
• Quimicamente estável;
a) BENTONITA • Nao é solúvel em água;
Bentonita é um material argiloso que tem as seguintes propriedades: • Higroscópico;
/

• Nao é corrosivo;
• Absorve facilmente a água;
• Nao é atacado pelos ácidos contidos no solo;
• Retém a umidade;
• Seu efeito é de longa durai;ao.
• Boa condutora de eletricidade;
• Baixa resistividade (1,2 a 4 n.m); 5.4 Coeficiente de Redm;ao Devido ao Tratamento Químico
• Nao é corrosiva (pH alcalino) e protege o material do aterramento contra a cor do Solo (Kt)
rosao natural do solo.
O valor de I<t poderá ser obtido, para cada caso, medindo-se a resistencia do
É pouco usada atualmente. Hoje é empregada urna varia<;ao onde se adiciona aterramento antes e após o tratamento.
gesso para dar maior estabilidade ao tratamento. Desta forma, obtém-se

b) E = (
A

Earthron é um material • Nao é solúvel em água;


líquido de lignosulfato (principal • Nao é corrosivo, devido a
componente da polpa da madeira)
substancia gel que anula a a<;ao
mais um agente geleificador e sais
do ácido da madeira;
inorganicos. Suas principais
propriedades sao:
Rse
m
solo para um tratamento do tipo
trata GEL.
ment
o A regia.o hachurada é a
faixa provável dos valores
Para ilustrar, na figura
5.4.1 tem-se um gráfico de Kt dado pelo fabricante.
dos valores prováveis de Observa-se que em solos
I<t
com alta resistividade, o tratamento
em fun<;ao da resistividade do
químico é mais eficiente.
96 CAPíTULO 5. TRATAMENTO QUíMICO DO SOLO 97

5.5 Varia ao da Resistencia de Terra Devido ao Tratamento


5.6
Kt · Químico

Nos gráficos das figuras 5.5.1, 5.5.2 e 5.5.3 é apresentado o comportamento


das varia<;oes da resistencia de terra com o tratamento químico do solo.

160 o ANTES DO
u,140 o-, TRATAMENTO 1
:::i;

5120o

ª100 .,.
DEPOIS DO

0,/ et 800
' TRATAMENTO
ü
,f fi 60 o
11)

13 40 -
o: i....,.
-
,., --¡.....
20 .-- r-,..._
l ,;-
o
.J >
o
..: ...i
oz >
;i o - ...i .....:. o>
z -. U) z
Figura 5.4.1: Valores Típicos de Kt em Fun ao da Resistividade
Figura 5.5.1: Resistencia de Terra Reduzida pelo Tratamento Químico do Solo

130
Exemplo 5.4.1 120
f·,

Um aterramento tem um valor de 8700 num local cuja resistividade é de


110
/V
"' .........
2.000 0.m. Qual a faixa provável do valor de Rtratamento se for feíto um tratamento 100
/
/
' \ J
químico no solo a base de GEL? u, 90
! 80 l \ ,/
Da figura 5.4.1 obtém-se o 7
o " SOLO NAO \
6
L¿J
<(
o / TRATADO \ /
-,
5 / '
O, 2 '.S Kt '.S O, 34
ü
,a 5 "/
11) o"-.. '--
SOLO
4o
i3 3o TRATADO

entao
o
f{tinfei'ior • R
--
'.S Rtratamento '.S f{tsuperior •R
o: ._ o
2'
..... o
_j ó t;¡ 1-' > z ci ;¡ ;i _j 1-'
<(
.., . . ,
:>
o ci ....
Cl ::>
. .,
< ( <(
... ,, .
: >
: >
Cl

174 n '.S Rtratamento '.S 295, 8 o z o u. ::!: :l!


<( U) <( <( i/1

n
Figura 5.5.2: Tratamento Químico do Solo e as Varia oes Mensa.is da Resistencia
98 CAPíTULO 5. TRATAMENTO QUíMICO DO SOLO 99

MATERIAL OE TRArAMENTO
COBERTO COM TERRA

ª1
et
o:
º " '

1
a:
UJ zo
HASTE CE: TERRA-
' " "
1-

l !J
o
et
ü
tffi

¡¡; Figura 5.6.1: Tratamento Químico do Solo Tipo Trincheira (rosquinha)
UJ
o:

oa-_...... ...__ _._ ... ....__ . _,__ . ....__ .

JAN. 2 3 4 5 retirado
TEMPO EM ANOS

Figura 5.5.3: Varia¡;ao da Resistencia de Terra, com o Tempo, de Hastes em Solos Tratados Abrir buraco em torno
e Nao Tratados Adjacentes do 11/etrodo tratado.

Pode-se observar que pela figura 5.5.3, o tratamento químico vai perdendo o
seu efeito. Recomenda-se fazer novo tratamento após algum tempo.

5.7 Aplicac;;ao do Tratamento Químico no Solo

A seguir, nas figuras 5.6.1 e 5.6.2 é mostrado urna seqüencia -de ilustrai,;oes de
aplica<;ao do tratamento químico do solo. A figura 5.6.2 foi obtida da referencia [48].

''\: ' (i) m par te


Mistura do Erico - Ge,co
® do solo re tirado do buraco.
100 CAPíTULO 5. TRATAMENTO QUíMICO DO SOLO 101

Aprox. mefad,
do soJo retirado
(sem fra far/

'77',::,.../

i--.J¡lisfura do solP:-,. natural com Erico-Gel!J

Reposir;iia da mistura no buraco do elefroda a ,,r frotado esta terminado.

Aprox. mefode
40litros do sala re tirado

'
Figura 5.6.2: Seqüencia de um Tratamento Químico do Tipo GEL
(sem fro far}

Aplicor;iio da

a·guo sobre o misfu-
5. 7 Considerac;;óes Finais
rO, pora o 11 s t a r t e r" do
Como o tratamento químico do solo é empregado na corre ao de aterramento
tratomen
t
existente, deve-se entao, após a execu ao do mesmo, fazer sempre um
acompanhamento com medi oes periódicas para analisar o efeito e a estabilidade do
tratamento.
Deve-se sempre dimensionar e executar projetos de sistemas de aterramento
de modo eficiente, para nao ser necessário usar tratamento químico.

Aprox. metode A a ao efetiva do tratamento químico deve-se ao fato de o produto químico


Agitar a mi,tura com do solo re tirado ser higroscópico e manter retida a água por longo tempo, assim, de acordo com o
a a·g u a a p Ji e a da a te ítem 1.3, a resistencia do aterramento decaí acentuadamente. Portanto, recomenda

¡
fo rmar uma pasto
(gel}
(sem t
¡
ro torJ
se nas regioes que tenham período de seca bem definido, molhar a terra do sistema
de aterramento, o que terá o mesmo efeito do tratamento químico. Em subesta ao

pode-se deixar instalado um conjunto de mangueiras e a períodos regulares, molhar a


terra que contém a malha. Pode-se, inclusive, adicionar a água, a solu ao do produto
Agitar cam um pe do co químico do tratamento.
o u _e n x a d a a m i s f u r a e o m a a'g u a ap/1coda, ate formar uma pasta homogenia,
Em terreno extremamente seco, pode-se concretar o aterramento. O concreto
tema propriedade de mantera umidade. Sua resistividade está entre 30 e 90 O.m.
102 CAPITULO 5. TRATAMENTO QUíMICO DO SOLO

Capítulo 6

Resistividade Aparente

6.1 Resistividade Aparente

Um solo com várias camadas apresenta resistividade diferente para cada tipo
de sistema de aterramento.
A passagem da corrente elétrica do sistema de aterramento para o solo de
pende:

• Da composi ao do solo com suas respectivas camadas;


• Da geometria do sistema de aterramento;
• Do tamanho do sistema de aterramento.

Portanto, faz-se míster, calcular a resistividade aparente que representa a


integra ao entre o sistema de aterramento relativo ao seu tamanho em conformidade
como solo.
a
O tamanho do sistema de aterramento corresponde profundidade de penetra
ao das correntes escoadas. Esta penetra ao determina as camadas do solo envolvidas
como aterramento, e conseqüentemente, a sua resistividade aparente.
Assim, é possível definir urna resistividade, chamada aparente, que é a resis
tividade vista pelo sistema de aterramento em integra ao com o solo, considerada a
profundidade atingida pelo escoamento das correntes elétricas.
Colocando-se um sistema de aterramento com a mesma geometría em solos
distintos, ele terá resistencias elétricas diferentes. Isto se dá porque a resistividade que
o solo apresenta a este aterramento é diferente.

103
104 CAPíTULO 6. RESISTIVIDADE APARENTE
i 105
I

A resistencia elétrica de um sistema de aterramento depende fundamental mente 6.2 Haste em Solo de Várias Camadas
da: • R e
e t
s d
i e
s e
t m
i i
v a
i d
d o
a a
d e
e r
m
a e
p n
a o
r
e
• G
n e
t o
e m
e
q r
u a
e e
d
o a
f
s r
o m
l a
o c
o
a m
p o
r o
e s
s s
e e
n m
t a
a d
e
p a
a e
r r
a m
e
nto está enterrado no solo. A resistencia do pa = ph Exemplo 6.2.1
(
aterramento de urna haste 1
Assim, genericamente, para cravada verticalmente em um (6.1.2) Calcular a
qualquer sistema de solo com várias camadas, é resistencia
aterramento, tem-se: dada pela fórmula 4.2.1, onde a Portanto, pela do
resistividade aparente é calcu aterrament
lada pela expressao 6.2.1, expressao o relativa
conhecida coma fórmula de aos dados
Hummel. Ver figura 6.2.1. 6.1.2 pode-se da figura
6.2.2.
definir a
Raterramento = pa f(g) (6.1.1)
resistividade 2+5+3
O
Raterramento * aparente (pa)
Resistencia L 2 de P2
elétrica do dz _i llm
sistema
de
aterrament 2 =
pa
5
ao
naorelativo
um
homogenesolo n.m
18185,
=
3
sistema de o, como
sendo a
resisti
aterramento pa
=} v 5
Resistividade i
aparente N 185
,18
f(g) =} Fun<;ao que depende da geometría do sistema e da o
forma de colocac;ao no
R1haste = 271"•
C
solo 10 ln
+ a
Pela análise da expressao Pa p
CX)
6.1.1, pode-se definir mais ít
claramente o conceito de
resistividade aparente. Para tanto, faz0 se necessário a seguinte comparac;ao: u
Figura 6.2.1: Haste Cravada no Solo Estratificado l
o
a) Colocar um sistema de aterramento em um solo de várias .camadas. 4
\
(6.2.1) ,
Sua resistencia
f
será dada por: A. dispersa.o das o
correntes em cada r
• camada se dará de
a
Raterrame forma proporcional a
m
nto = sua
pa f(g)
b) Colocar o mesmo sistema de a
respectiva resistividade bem como ao
aterramento em posic;ao identica comprimento da parcela da haste nela p
a anterior em um contida.
r
solo homogeneo, tal que a resistencia elétrica seja a mesma. Isto é:
e
Raterramento = ph f (g) s
Assim, igualando-se, tem-se: e
f(g) n
pa f(g) = ph t
,eja, foram apresentadas as expressoes de f(g). Neste capítulo estuda-se a resistividade
' R1h
t
aste

=
23,
19
n
106 CAPíTULO 6. RESISTIVIDADE APARENTE
107

Assim, chega-se a apenas duas camadas no solo, conforme figura 6.3.1.


Solo
d1= 2m p1 =5oonm

SUPERFICIE DO
SOLO

p 2 =2oonm

l dx =3m !ll= 15mm


p3 = 120flm
00

Figura 6.2.2: Haste Cravada no Solo eú1 Camadas

6.3 Redm;áo de Camadas


Pn dn hn
O cálculo da resistividade aparente (pa) de um sistema de aterramento é

!
efetuado considerando o nível de penetrac;ao da corrente de escoamento num solo de
duas camadas. Pn+1 pn+1
00
00
Portanto, um solo com muitas camadas deve ser reduzido a um solo equiva-
lente com duas camadas. .i,
Figura 6.3.1: Solo Equivalente com Duas Camadas

O procedimento de reduc;ao é feito a partir da superficie, considerando-se


o paralelismo entre cada duas camadas, usando a fórmula de Hummel, 6.3.1, que Exemplo 6.3.1
transforma diretamente o solo em duas camadas equivalentes.
Transformar o solo da figura 6.3.2 em duas camadas.

(6.3.1) 1 +6 +1 1
Peq = 1 6 -- 247 ( ' )
u. m
200 + 500 + 65
deq =
n
8m
deq = d1 + d2 + d3 +···+ dn = L
d;
i=l
6.4 Coeficiente de Penetrac;;ao (a)
Onde:
O coeficiente de penetrac;ao (a:) indica o grau de penetrac;ao das correntes
d¡ '* Espessura da i-ésima camada escoadas pelo aterramento no solo equivalente. É dado por:
p¡ '* Resistividade da i-ésima camada r
a:=
n '* Número de camadas reduzidas d.q
(6.4.1)
108
CAPíTULO 6. RESISTIVIDADE APARENTE 109

b) Outras configurac;oes
/n
t
d1 = 1m
A
r=- (6.4.3)
D
t pz= soon..m
Onde:

d2=6m deq= Bm
peq = 247.0..m A => Área abrangida pelo aterramento

j
D => Maior dimensao do aterramento

Por exemplo, no caso da malha de terra de urna subestac;ao, a maior dimensao


d3=1m D é a diagonal.

! !
P/
96n..m pni-1= 96.0..m
6.5 Coeficiente de Divergencia (¡3)
00
00

Para solo de duas camadas, este coeficiente é definido pela relac;ao entre a
Figura 6.3.2: Redui;ao e Solo Equivalente resistividade da última camada e a resistividade da primeira camada equivalente.

Onde:
(3 = Pn+1 (6.5.1)
' Peq
r => Raio do anel equivalente do sistema de aterramento c onsiderado
• O coeficiente é similar ao coeficiente de reflexao entre duas camadas.
Cada sistema é transformado em um anel equivalente de Endrenyi, cujo raio
"r" é a metade da maior dimensao do aterramento.
6.6 Resistividade Aparente para Solo com Duas Camadas
O cálculo de "r" para algumas configurac;oes, é dado a seguir:
Com o (o:) e (/3) obtidos, pode-se determinar a resistividade aparente (pa) do 1

1:
aterramen.to especificado em relac;ao ao solo de duas camadas. Usando as curvas da
a) Hastes alinhadas e igualmente espac;adas figura 6.6.1, desenvolvidas por Endrenyi [2], onde (o:) é o eixo das abscissas e (/3) é a
curva correspondente, obtém-se o valor de N.
(n - 1)

Onde: r= e (6.4.2)
2 N= pa (6.6.1)
Peq

Assim,
n => Número de hastes cravadas verticalmente no solo entao:

e => Espac;amento entre as hastes pa = N ·Peq (6.6.2)


111
110 CAPíTULO 6. RESISTIVIDADE APARENTE
.. -
+¡ '" o
"l"T"lSrI""TT"""T"""""1""T--i--,'--n"T"T-·.,-,ñ-,--..,....;:
si
ª
¡1¡
g .. tt-,:º.,..º;.....;º;._.
-.:,-TT'..-T'º-r-....-:.-º t.-. . ct
¡:! "

\\ II(
\ 1
l'" T\

11 \
Exemplo 6.6.1

forma retilínea no solo da figura 6.3.2. O espa<;;amento é de 3 metros. Determinar a


l-t-t\t-l-t-1t+-+-H--t--H+-Hc-H-+t:-+-+-t--+++++-+-HH--l+--1---J. Um conjunto de sete hastes de 2,4 metros e diametro de !" é cravado em
1

resistencia elétrica do conjunto.


t-H-t--f tt- H\ -t--,tt----t +++-'1-+-f++- -t--jl-- -++t-!Hl-+--ll--l-+-I-+-_¡
1
2 r = (7- 1)3 = 9m
¡ 1/1 2
1 1\ 1
HTH--t-i,rri"il \--t\1l1\---tt+t+-tH1-+-+!-t-+--+++l-H-1--#--/ o:= - = 1
9
125

! !\ 1,\\r--H\H--H-\+4-\ r
/¡1-/r-1-1/---.J.--.-4
8 '
96

-+-+---H+-1,l-+-+l-l-J l1i S!

f-ttt-t-t--t--t-'t-i\----\-\-\t+t\--t\+-\Ht-\++-\-f-4----+t+-tt/tltl-l/ --12 (3 = 247 = o, 389


!1ttrt-t-t---1--f-C \ > :K+\J-\ \+-+-1\-+--+H1 iM--+-+-- Pela figura 6.6.1, obtém-se:

1-- N = 0,86
; "¡ <\I\ \ 1
; t-H-H+++--t-·--Hs.f*-l\t-\-!\c--.\--\----1--1+.J-15.Jl.J.-..+-+--+------------1
\ 11
.. pa = N Peq = 0,86.247 = 212,42 fl.m

H-tirtt--Hr-t---+H+-+-f\l-\: k'l\\f-1\\- - -\l- - \ + . .Jt--+ll. , :+J


+1-1 1 +-1-........4--l---
t Pela TabelaA.0.5 do Apendice A, obtém-se:

i ¡ttttt-t-t---t--i---+t++H-' 1\1
Req = O, 085 pa = O, 085. 212, 42
1..
\:\\ "
Req = 18, 268fl

\.--+-H-ll++-1H--1--1---t-_- d" o
º.,
"!.
--
'(.
o

·it111""-t-t---i·--t--t-----t,H-1-1--!--+----f---1i--\l\\ \-Hil+-+-l-+-+----+--4---+-----1
"L . Exemplo 6.6.2
o

i Determinar o número de hastes alinhadas·, necessárias para se obter um ater


ttt-H-t-1--t t- +tJrl-t-t---l--lf----+----fi.!11-+++-+-+--+---+---+- -1· ramento com resistencia má.xima de 25fl numa regiao onde a estratifica<;;ao do solo é
o
:;; f'
conforme a figura 6.6.2. Hastes disponíveis L = 3m, diametro igual a e espa<;;amento
g_¡J
11
H-tH-t-t-t--t----t-H+++-+-+·--+ ....\-1++-l- --l-+---I-- 3 metros.
\
' Transformando em duas camadas:

Peq = 9 = 168, 75 fl.m


IT1Tt-t--t-t--+---++-1H--H-+-+--l-----+-I-W-l--l-.l-.L--1... lll§ 2 3 4

300 + 450 + 100


o........, - o --'- ,----....J..J:..W...L..L....1.-L- ..1--.- _J LW_ -'-.l-.1- -J..- !
O processo é iterativo, porque nao se conhece o número de hastes alinhadas,
2
0
g N -66ó· ¿ ci" ¿ 2- ¿ o O

ou seja, nao se tema informai;;ao da dimensao do sistema de aterramento.


Figura 6.6.1: Curva de Resistividade Aparente
113
112 CAPíTULO 6. RESISTIVIDADE APARENTE

¡
4º- passo: Calculando-se novamente a f(g), tem-se

J
d1 • 2 m p .3oo
n..m O maior coeficiente de pa menor ou igual a O, 165 é O, 140.

f p . 4 50n .m d q=9m { 3 hastes


·.
m
!
d2=3 8
2 Peq :168,75.n.m Req = O, 140 pa e = m
3
f p : 100 O..m Os valores sáo iguais -----+ convergiu
d3.4 m 3

t 5º- passo: Verifica!;ªº

!
(X)
p4. 20 A.m ¡
(X)
P4= 20 .n.. m Req = O, 140 pa = O, 140.}51, 875 = 21,263 n

Figura 6.6.2: Dados da Camada do Solo

1º- passo: Supor pa = Peq = 168, 75 !1.m


2º- passo: Cálculo de f(g)

f( ) - R - - O 148
9 - pa- 168, 75- '
Da Tabela A.0.11 do Apendice A, pode-se constatar cfle o maior coeficiente de
pa menor ou igual a O, 148 é O, 140.

R = O 140 a { 3 hastes
eq ' P e·= 3m

3º- passo: Determina!;ao de pa para tres hastes alinhadas.

/3 Pn+i = = 0,119
Peq 168, 75

r = (n- l)e = (3 - 1). 3 = m


2 2 3
3
a= - 7' =- = O 333
deq 9 '
Entrando com (a) e (/3) na figura 6.6.1, tem-se:

N =0,9.

pa = N Peq = O, 9 .168, 75 = 151,875 !1.m


114 CAPíTULO 6. RESISTIVIDADE APARENTE

Capítulo 7

Fibrila ao Ventricular do Cora ao


Pelo Choque Elétrico

7.1 Introdu ao

O sistema de aterramento é projetado de modo a produzir, durante o curto circuito


máximo coma terra, urna distribui<;ao no perfil dos potenciais de passo e toque abaixo dos
limites de risco de fibrila<;ao ventricular:_do cora<;ao.

Os defeitos no sistema elétrico, que geram correntes de seqüencia zero, terao


suas correntes passando pelo aterramento. A área do aterramento é a regia.o de con
centra<;ao das correntes de defeitos, portanto os potenciais sao elevados e cuidados
especiais devem ser observados na seguran<;a.
Um choque elétrico causa vários efeitos e sintomas no ser humano, mas dentre
a
os relativos tensa.o de passo e toque, o mais importante a considerar é a fibrila<;ao
ventricular [51, 65].

7.2 Choque Elétrico

·É a perturba<;ao de natureza e efeitos diversos que se manifesta no organismo


humano quando este é percorrido por urna corrente elétrica.
Os efeitos das perturba<;oes variam e dependem de:

• Percurso da corrente elétrica pelo corpo;


• Intensidade da corrente elétrica;

115
116 CAPfTULO 7. FIBRILAQÁO VENTRICULAR DO CORAQÁO PELO CHOQUE 117
ELÉTRICO

• Tempo de durac;ao do choque elétrico; Artéria pulmonar


Aorta
Veia pulmonar
• Espécie da corrente elétrica;
• Freqüencia da corrente elétrica;
• Tensao elétrica;
• Estado de umidade da pele;
• Condic;óes organicas do indivíduo.

As perturbac;óes no indivíduo, manifestam-se por:


Atrio
d1re1to
• Inibic;ao dos centros nervosos; inclusive dos que comandam a respirac;ao produ
zindo PARADA RESPIRATORIA; NÓ AV

• Alterac;ao no ritmo cardíaco, podendo produzir FIBRILAQÁO VENTRICULAR His


e urna conseqüente PARADA CARDÍACA;

• Queimaduras profundas, produzindo NECROSE do tecido;


• Alterac;óes no sangue provocadas por efeitos térmicos e eletrolíticos da corrente
Veía cavo/
inferior ,
elétrica. Ventriculo
direito

Se o choque elétrico for devido ao contato direto m a tensao da rede, todas


as manifestac;óes podem ocorrer.
Figura 7.3.1: Cora<_;ao Humano
Para os choques elétricos devi_dos a tensao de toque e passo impostas pelo
sistema de aterramento durante o defeito na rede elétrica, a manifestac;ao mais im
portante a ser considerada é a FIBRILACÁO VENTRICULAR DO CORAQÁO, que
será o assunto específico do presente capítulo. Maiores detalhes ver referencia [65). formando o sangue arterial. Este sangue retorna ao átrio esquerdo onde é bombeado
ao ventrículo esquerdo. Este último ao se contrair, impulsiona o sangue arterial para
todo o corpo.
7.3 Funcionamento Mecanico do Cora ao A contrac;ao dos dois átrios dá-se no mesmo instante, o mesmo ocorrendo coro
os dois ventrículos.
Para compreender como ocorre a fibrilac;ao ventricular no corac;ao pelo As paredes do corac;ao sao formadas por fibras musculares especializadas em
choque elétrico, há necessidade de conhecer o funcionamento normal do corac;ao. efetuar as contrac;óes cardíacas de maneira permanente e ritmada.
Do ponto de vista mecanico, o corac;ao é urna bomba hemo-hidráulica que faz As paredes musculares do ventrículo sao as mais solicitadas, porque a sua
o sangue circular continuamente pelo corpo humano. Ver figura 7.3.1.
contrac;ao deve ser forte e eficiente para prover o bombeamento do sangue coro
O sangue venoso, isto é, pobre em 0 2 e rico em C0 2, entra no corac;ao pela pressao adequada a todo o corpo. Portanto, é nesta regiao que ocorrem os problemas
veía cava inferior e superior, ocupando o átrio direito. Do átrio é bombeado para cardíacos de enfarte e fibrilac;ao ventricular.
o ventrículo direito e <leste para os pulmóes, onde é feita a troca do C0 2 pelo 0 2
118 CAPíTULO 7. FIBRILAQ.ÁO VENTRICULAR DO CORAQ.ÁO PELO CHOQUE ELÉTRICO
119
7.4 Funcionamento Elétrico do Corac;ao
que opera em flutua<;ao, acompanhando em sincronismo o sinal do ·NSA. Se o NSA
ti ver problemas e falhar, o NAV assume a responsabilidade.
O funcionamento meca.nico do cora<;ao é controlado e comandado eletrica
mente por dois nódulos existentes no átrio.direito do cora<;ao, pontos (1) e (2) das A figura 7.4.2 apresenta um circuito elétrico análogo ao circuito elétrico do
figuras 7.3.1 e 7.4.1. cora<;ao.

CARGA
BARRA

NSA
,,..- - ,.....

' \
\
\ EM CARGA
1
I '
I/ \ \
1 1
1 1
\ /
I
1
\ .....
I ' .,.,,,
/

/
.,- - ...... \
FIBRAS

I \
I
, 1 REDE DE

..
PURKINJE MUSCULARES
FEIXE DE 1
HIS
A VAZIO

O NSA comanda eletricamente o batimento do cora<;ao. O NAV é o reserva,


FIBRAS MUSCULARES
:=!l!l'-- CARDÍACAS

Figura 7.4.1: Esquema Elétrico do Cora<;ao

Os dois pontos sao chamados de Nódulo Sino Atrial (NSA) e Nódulo Átrio
Ventricular (NAV).
O NSA é um gerador elétrico que, químicamente, processa a alterna<;ao dos
íons Na+ e !{+, emitindo o sinal (pulso) elétrico. Este sinal, passando pela parede
muscular do átrio, promove a sua contra_<;ao e o sangue passa para o ventrículo. O
sinal elétrico éentao captado pelo feixe de His (3) e distribuído pelarede de Purkinje
(4) a todas as fibras musculares (5) do ventrículo, provocando a contra<;ao <leste.
Nesta contra<;ao, o sangue contido na cavidade direita é impulsionado para os
pulmoes e o do lado esquerdo para todo o corpo.
F
E
I
X O sinal elétrico do gerador é captado pela barra (feixe de His) e distribuído
E
pela rede de transmissao (rede de Purkinje) as cargas (fibras musculares).
D
E As fibras musculares do ventrículo da figura 7.4.1 estao polarizadas. Ao rece
berem o sinal proveniente do NSA, elas se contraem, despolarizando-se.
H
I Em seguida, <leve ocorrer o processo de repolariza<;ao das fibras. Esta etapa
S
de repolariza<;ao das fibras é conhecida como o período mais vulrn rável é o
momento mais perigoso para ocorrencia da fibrila<;ao ventricular do cora<;ao d v1do
ªº. choque elétrico. Se a corrente elétrica do choque passar pelas paredes do ventriculo
no mstante da repolariza<;ao das fibras a probabilidade de fibrila<;ao ventricular é
Figura 7.4.2: Circuito Elétrico do Corac;ao grande.
..----·-•w-...i-o-,v-
AÓÁO
120 CAPíTULO 7. FIBRILAQAO VENTRICULAR DO CORAQAO PELO CHOQUE ELÉTRICO 1 f": U. r.. ¡ H I H L l ll TECA
121

7.5 Fibrilac;ao Ventricular do Corac;ao Pelo Choque Elétrico ínfima parcela passa pelos nódulos;

• Os nódulos tem urna rápida recupera(,¡aO.


A fibrila(,;ao ventricular é o estado de tremula(,;ao (vibra(,;ao) irregular e
desrit mada das paredes dos ventrículos, com perda total da eficiencia do
bombeamento do sangue. O sinal detectado no eletrocardiograma e a pressao arterial Na realidade, o que acontece é que o cora(,;ao humano é um órgao muito
sao mostradas na figura 7.5.1. complexo. As paredes do ventrículo sao formadas por tecidos diferentes superpostos
de maneira estratificada. Figura 7.5.2.
1 . 1
I
1 Repolcrtzoi
fOO I
1 Camadas

R 1 R Fibrilocoo Vcnlricvlar
di stlntas

1 Choque

1
ECG T 1
1
1

Figura 7.5.2: Parede do Corai,;ao


Pressoo
orlcriol Esta heterogeneidade confere a cada camada, densidade e espessura diferentes.
Além disso, cada camada tem sua própria freqüencia mecanica natural de ressonancia.
A corrente elétrica do choque, ao passar por estas camadas, produz vibra(,¡oes
40 mm Hg distintas, quebrando a eficiencia da repolariza(,;ao. lsto gera urna despolariza(,;ao
caótica nas fibras musculares que compoem as paredes do ventrículo.
Conseqüentemente, as fibras nao mais obedecem e nao respondem sincronicamente
o aos sinais emitidos pelo NSA. As paredes ficam entao, tremulando, caracterizando o
estado de fibrila(,;ao. Ver figura 7.5.3.
Como o sangue nao mais circula pelo corpo, sao as células cerebrais as
Figura 7.5.1: Sinal do Eletrocardiograma e Pressao Arterial primeiras a serem prejudicadas.
A pressao arterial cai a zero, isto é, o sangue está parado no corpo. Este A fibrila(,;ao ventricular é irreversível espontaneamente. Se nenhuma provi
estado é conhecido por MORTE APARENTE. dencia for tomada dentro de quatro minutos, os danos cerebrais sao comprometedores.
Dentro de oito a doze minutos a fibrila(,;ao vai diminuindo sua intensidade, passando
Pensava-se, há pouco tempo atrás, que a corrente elétrica do choque ao passar
para o regime de parada cardíaca.
pelo cora(,;ao, mais precisamente pelo NSA e NAV, fazia com que estes se
desr;gulassem passando a emitir sinais caóticos e desritmados, produzindo a
fibrila(,;ao ventricular. '
Verificou-se, posteriormente, que os NSA e NAV nao sao os responsáveis pela
fibrila(,;ao ventricular devido ao choque elétrico. Isto porque: 7.6 Desfibrilador Elétrico

• Os NSA e NAV sao muito pequenos. Em conseqüencia, da corrente que passa O desfibrilador elétrico é um aparelho usado para reverter a fibrila(,;ao ventri
pelo corpo, apenas urna densidade menor afeta o cora(,;ao e desta, som.ente urna cular. Ver figura 7.6.1.
122 123
CAPITULO 7. FIBRILAQA.O VENTRICULAR DO CORAQA.O PELO CHOQUE ELÉTRICO
CHAVE CHAVE

++
v

-
o
N

\ e
\
\
PU
RKI
NJ
E
\
\
E n
I (A) N E
e
m C
F A. V
I
B
energia A
R da
TECIDOS
A DISTINTOS TEMPO carga
S no
7.7
capacit
I
M Figura 7.5.3: Figu or é
U
Despolarizadas A
S ra dada
C 7.6. pela
U 2: fórmul
L
Corr a
A
R ente 7.6.1.
E da
S Des
carg
C
A a
R O
D
figu
1 S ra
° eu 7.6.
A func 2 e
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125
124 CAPITULO 7. FIBRILAQAO VENTRICULAR DO CORAQAO PELO CHOQUE ELÉTRICO

......................................................................i
A tabela apresenta apenas urna estimativa do efeito da corrente no corpo
...:i o
E-. o
E- o ....
Q,
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<I
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u ....
u e:,: humanq. O valor da corrente
é muito variado. Portanto, elétrica
é difícil fazerpara
urnacausar determinado
correlac;ao efeito
dos efeitos no corpo
através humano
de equac;oes
....
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1 espelhasse a realidade do efeito da corrente elétrica no corpo humano. No entanto,
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-1 devido as diferentes
obteve muito sucesso.condic;oes de choque e do próprio corpo humano, ainda nao se
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¡...,
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Q, A curva Tempo x Corrente (figura 7.8.1) é urna das tentativas de mostrar o
relacionamento entre a corrente elétrica aplicada por certo tempo e seus efeitos no
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podeproduz algum
haver risco deefeito perigoso. O efeito mais importante é o pul
fibrilac;ao;
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.... 1 1
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.. º'º O•.-<
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Cll o u µ 1/l
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as .. . . . .. ... Zona S Curva de seguranc;a com probabilidade de 0,5% de ocorrencia de fibrilac;ao
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¡. . ¡ . . .....
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...,.. V,'":j V) 7.9 Limite de Corrente para Nao Causar Fibrilac;ao
.... ,,.... "'•l""i . uu.:.,...u..".,'..i."µ' ..o
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u,
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¡.. u .o .... e: .... o "' Charles Dalziel concluiu, após pesquisa que 99, 5% das pessoas com peso de
i1i 1/l ..... .... et :, :,,o ..... tn t: =,.-(
50kg ou mais, podem suportar sem a ocorrencia de fibrilac;ao ventricular, a corrente
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elé_trica determinada pela expressao 7.9.1.
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Q

Tabela 7.7.1: Efeito da Corrente no Corpo Humano


127
126 CAPíTULO 7. FIBRILA9Ao VENTRICULAR DO CORA<;Ao PELO CHOQUE ELÉTRICO

Sendo:

§ b O, 03s ::; t ::; 3s


o 10
CL
/choque => Corrente [AJ pelo corpo humano, limite para nao causar fibrilac;ao
.w:.E.
t => Tempo [S) da durac;ao do choque

A expressao 7.9.1 é usada para obtenc;ao do limite permissível e aceitável


de corrente, para que nao ocorra fibrilac;ao, durante o tempo em que a pessoa fica
2
submetida a tensao de toque ou passo.
O tempo de choque é limitado pela atuac;ao da protec;ao, de acordo com a
curva do relé. Assi;m, para a maior corrente de defeito no sistema que passa pelo
0,7 aterramento, a curva do relé fornece o tempo de atuac;ao da protec;ao. Ver figura 7.9.l.
0,5
0,4
® TEMPO
0,3

0,2

0,1

0.o7

o.os

0,03
-@--
CORRENTE
0,02
I DEFEITO

0,01
10 20 30 50 70 100 200 300 700 1000 Figura 7.9.1: Curva Tempo x Corrente de Defeito
CORRENTE(mAI
Este tempo, definido pela curva de atuac;ao da protec;ao, levado a equac;ao
7.9.1, permite a obtenc;ao da corrente limite através do corpo humano, até a qual nao
ocorre fibrilac;ao.
Figura 7.8.1: Curva Tempo x Corrente

7.10 Potencial de Toque

É a diferenc;a de potencial entre o ponto da estrutura metálica, situado ao


alcance da mao de urna pessoa, e um ponto no chao situado a lm da base da estrutura.
128 CAPíTULO 7. FIBRILAQA.O VENTRICULAR DO CORAQA.O PELO CHOQUE ELÉTRICO 129

_ O poten ial máximo gerado por um aterramento durante o período de defeito, 7.11 Potencial de Toque Máximo Pela O
nao deve produzir urna corrente de choque superior a limitada por Dalziel.
figura
p
7.10.1, o
obtém-set
e
a n
expressac
i
o do a
potenciall
de toqued
em rela e
ao a
t
c
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c s
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u
e l
.
e
n
t
r
e

a
mao e o pé, para nao causar fibrila corrente limite de Dalziel. Assim, Potencial
podede acontecer A c
ao ventricular, é o produzido pela da ex pressao 7.10.2, obtém-se: passoquando
éa os defin
Re
diferen
membros
a de se i ao l O
potencial
encontrarem clássi
(7.11 R
0, 1 1 6 existente
sobre linhas ca do
VÍoque máximo = (1000 + 1, 5 ps) ./i .1) entre equipotenciais
os dois poten A
V pés. diferentes. Estas cial expres
TOQUE
116 + O, 174 ps linhas de sao do
= ./i equipotenciais se passo potenc
VÍoque máximo [Volts] s formam na su para ial de
(7.11.2) tensoperficie do solo anális toque
es dequando do e de pode
passoescoamento da segur ser
7.12 ocorrcorrente de an á escrita
em curto-circuito. é a da
,-- CURVA 00 POTENCIAL EM RELACAO A U REMOTO NA TERRA DURANTE A FALTA.
quan difere seguin
claro que, se
do n a te
naquele
entre de manei
espa
os poten ra:
os
mem cial
estiverem
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a
de apare
equipotencial
apoio ce
ou, se um único
(pés), entre
encial de Toque pé estiver sendo
apar dois
M PONTO usado como
e ponto
apoio, nao
cem s
haverá a tensa.o
difer situad
de
en as os no
de A figura 7.12.1 mostrachao
o
potenpotencial de passo devido
e
cial. a um ráio que cai no distan
lsto solo. cia
F
i
( · _Je dos de lm (para
O pessoas), devido
g R koque
u (7.1
a passagem de
r corrente de curto-
a e 0.1) circuito pela terra.
k Ver figura 7.12.2.
7
.
1 +
0
. T
1 R
: e

)
P
o
t Rek => Resistencia do
expressao

R1 , R2 , R3 => do

potencial
sao as
de passo
resistenci
é:
as dos
Vpasso
trechos
= (Rck
de terra
+
considera 2Re)
lckoque

dos A (7.12.1
)

VÍoque = (1000 + 1, 5 ps) lekoque (7.10.2)


Fazendo
Re= 3ps,
tem.-se

l 1
130 CAPITULO 7. FIBRILAQAO VENTRICULAR DO CORAQAO PELO CHOQUE ELÉTRICO 131

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SOLO
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1
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1 R1 R3
Lwv N\/\f\/\'-...l----'\/INIJ\/VV.AJ'IMM/1----1 h•

Figura 7.12.2: Tensa.o de Pas o

7.14 Correc;ao do Potencial de Passo e de Toque Máximo


Figura 7.12.1: Tensao de Passo de Um Raio Admissível Devido a Colocac;ao de Brita na Superficie

ll,,asso = {1000 + 6ps) fchoque (7.12.2) Como a área da subesta<;ao é a mais perigosa, o solo é revestido por urna
camada de brita. Esta confere maior qualidade no nível de isolamento dos contatos
dos péB como solo. Ver figura 7.14.1.
7.13 Potencial de Passo Máximo

O potencial de passo máximo (ll,,asso máximo) tolerável é limitado pela máxima


corrente permissível pelo corpo humano que nao causa fibrila<;ao. Assim, tero-se

Vpaaso máximo
-
= {1000+ 6ps) ,/i
0,116
(7.13.1)
:' , '. ,O, "' (".

·. d ,• .C ••.
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P ·iJ ?o /o O O bnto

177 solo
116 + O, 696ps • e • e • • e molha de terra

Vpasao máximo = ,/i (7.13.2) Figura 7.14.1: Camada de Brita


\
133
132 CAPíTULO 7. FIBRILA(JAO VENTRICULAR DO CORAQAO PELO CHOQUE ELÉTRICO
simular a resistencia do corpo humano. A seguir, mede-se o potencial entre o solo
. Esta camada representa urna estratificac;iio adicional com a camada superfi- (placa colocada a lm de distancia dopé da estrutura) e a estrutura metálica no ponto
Cial do solo. Portanto, deve-se fazer urna correc;iio no parametro que contém ps das de alcance da miio, coma resistencia inserida entre estes dois pontos. Ver figura
expressoes 7.11.1 e 7.13.1. 7.15.1.

Deve-se fazer urna correc;iio C.(hs, K) no ps = Pbrita = 30000.m (brita mo


lhada).
O fator de correc;iio C.(h., K) é dado por:

C.(h., K) =-
1
1+ 2 f J{n ]
C(.14.1)
0,96 [ n=l .jl + (2n-i,os)2
Onde:

h. =* Profundidade (espessura) da brita [m]


J{= pa-ps
pa+p
s
pa =* Resistividade aparente da malha, sem considerar a brita
ps = Pbrita =* Resistividade da brita
C. = 1 =* Se a resistividade da brita for igual a resistividade do solo

Assim, as expressoes 7.11.1 e 7.13.1, como fator correc;iio, ficam:

Vtoque máximo= [1000 + 1, 5 C.(h. , K) ps] O,


Figura 7.15.1: Medida de Potencial de Toque
116 (7.14.2)
'1i

"\l,,asso máximo= [1000 + 6 C.(hs , K) ps] O, 116 (7.14.3)


Deve-se efetuar a medida em todos os quadrantes do solo, com relac;iio a
'1i estrutura, e verificar se os pontos da estrutura, onde se aplica o voltímetro, estiio
limpos, livres de pinturas, óxidos, etc.
7.15 Medida de Potencial de Toque Para a extrapolac;iio desse valor de tensiio, devido a corrente aplicada ao solo,

, . Para determi c;iio do potencial de toque, utiliza-se .duas placas de cobre ou para valores referidos a máxima corrente de curto-circuito fase-terra, pode-se consi derar
alurmmo, com superficies bem polidas, de dimensoes 10x20cm e com um terminal extrapolac;iio linear, supondo que a terra mantenha as características resistivas
próprio para interligac;iio com os terminais do voltímetro. As dimensoes acima simu invariáveis para altas correntes.
lam a área do pé humano e, para simular o peso, deve- se colocar 40kg sobre cada Exemplo: Se para 5A o potencial de toque é lOV, para urna corrente de curto
placa (admitindo um peso humano de 80kg). de 1000A, o valor de Vtoque é 2000V. Ver figura 7.15.2.
. . Deve ser usado um voltímetro de alta sensibilidade (alta impedancia interna) Na prática, os valores medidos devem ser menores do que os valores determi nados
e mtercalar entre os pontos de medic;iio urna resistencia como valor de 10000 para pelos limites de seguranc;a.
i
134 CAPJTULO 7. FIBRILA(}.ÁO VENTRICULAR DO CORAQAO PELO CHOQUE ELÉTRICO :1
1

I'

-
Vt: 2000V
-- Capítulo 8
- 1
1

10V Malha de Aterramento


I
5A 1000A
8.l lntrodm;ao
Figura 7.15.2: Extrapolai;ao do Potencial de Toque Neste capítulo serao vistos os passos necessários para o dimensionamento da
malha de terra de urna subestai;ao. Resumidamente pode-se dizer que dimensionar
7.16 Medida de Potencial de Passo urna malha de terra é verificar se os potenciais que surgem na superficie, quando da
ocorrencia do máximo defeito a terra, sao inferiores aos máximos potenciais de passo e
toque que urna pessoa pode suportar sem a ocorrencia de fibrilai;ao ventricular. Além
disso, <leve ser dimensionado o condutor da malha, de forma a suportar os esfori;os
, . Paraa medi a do potencial de passo, sao utilizados duas placas de cobre ou mecanicos e térmicos a que estarao sujeitos ao longo de sua vida útil. É fundamen tal
alurrumo, co o descn.tas no item anterior, que serao colocadas no solo espai;adas de1 também, levar-se em conta que o valor da resistencia de terra da malha <leve ser
metro. De;era er aplicado u peso de 40kg a cada placa para simular O peso do compatível, para sensibilizar o relé de neutro, no nível de corrente no final do trecho
corpo humanoe msenr entre os do1s pontos urna resistencia de 1000!1 (vide figura protegido. Deve-se ressaltar que o dimensionamento de urna malha de terra é um pro
7.16.1).
• cesso iterativo. Parte-se de urna malha inicial e verifica-se os potenciais, na superficie,
, quando do máximo defeito a terra, sao inferiores aos valores máximos suportáveis por
um ser humano. Caso a condii;ao se verifiqu8, parte-se para o detalhamento da malha.
Caso contrário, modifica-se o projeto inicial da malha até se estabelecer as condii;oes
exigidas.

8.2 Itens Necessários ao Projeto

Quando da elaborai;ao do projeto da malha de terra da subestai;ao, sao ne


cessários alguns procedimentos pré-defiuidos, bem como informai;oes do local da cons
trui;ao da subestai;ao. Eles sao:
tm tm
L
1 1 a) Fazer no local da construi;ao da malha de terra, as medii;oes necessárias pelo
método de Wenner, afim de se obter a estratificai;ao do solo;
Figura 7.16.1: Medida de Potencial de Passo
135
, O potencial obtido, medido com voltímetro de alta impedancia interna, de-
'era. ser extrapolado pa a valores de corrente de curto-circuito fase-terra, como já foi
ixphcado no 1tem antenor. Na prática, também deve-se ter valores medidos abaixo
los valores especificados pelos limites de segurani;a.
137

136 CAPíTULO 8. MALHA DE ATERRAMENTO

b) Resistividade superficial do solo (ps). Geralmente utiliza-se brita na superficie do


solo sobre a malha, que forma urna camada mais isolante, contribuindo para a se 8.5 Dimensionamento do Condutor da Malha
gurarn;a humana. Neste caso, utiliza-se o valor da resistividade da brita molhada
(ps = 3000 n.m). Aqui deve-se considerar o item 7.14. No caso de nao utilizar-se O condutor da malha de terra é dimensionado considerando os esfor<;os me
brita, usa-se a resistividade da primeira camada obtida da estratifica<;ao, isto é, canicos e térmicos que ele pode suportar. Deve ser verificado também, se o condutor
ps = p1; suporta os esfor<;os de compressao e cisalhamento a que estará sujeito. Na prática,
utiliza-se, no mínimo, o condutor 35mm2 , que suporta os esfor<;os mecanicos da movi
e) Corrente de curto-circuito max1ma entre fase e terra no local do aterramento menta<;ao do solo e dos veículos que transportamos equipamentos durante a montagem
(!máxima = 3Io); Ver referencia [11];
da subesta<;ao.
d) Percentual da corrente de curto-circuito máxima que realmente escoa pela malha. Quanto ao dimensionamento térmico, utiliza-se a fórmula de Onderdonk
Deve-se observar os diversos caminhos pelos quais a corrente de seqüencia zero 8.5.1, válida somente para cabos de cobre, que considera o calor produzido pela corrente
pode circular, a que entra na malha pela terra é conhecida por corrente de malha de curto-circuito totalmente restrito ao condutor.
Umalha), ver Apendice B;

e) Tempo de defeito para a máxima corrente de curto-circuito fase-terra (tdefeito);


J = 226, --n
1 l ( ()m- ()a
+ 1 (8.5.1)
referencia [16]; idefeito 234 +
53ª'cobre ()a
)
f) Área da malh·a pretendida; Sendo:

g) Valor máximo da resistencia de terra de modo a ser compatível coma sensibilidade aparente e viu-se que ela depende da estratifica<;ao do solo e das dimensoes
da prote<;ao. do aterramento. Com estes valores obtidos, determina-se a resistividade aparente do solo
para esta malha.

Passa-se a descrever, nos itens subseqüentes, os elementos a serem conside


rados no dimensionamento da malha de terra. Estas recom"1da<;oes estao de acordo
coma referencia [41].

8.3 Estratifica ao do Solo

Comas medidas de resistividade feitas no local da subesta<;ao pelo método de


Wenner e utilizando-se um dos métodos vistos no Capítulo 3, chega-se a um modelo
de solo estratificado.

8.4 D.etermina ao da Resistividade Aparente

Como foi visto no Capítulo 6, para um sistema de aterramento, no caso a

JImalha de terra, pode-se determinar urna resistividade equivalente homogenea que o


sistema de aterramento enxerga. Esta resistividade convencionou-se chamar de resis tividade
2
Scobre =? Sec<;ao do condutor de cobre da malha de terra em mm • adotado.

I * Corrente de defeito em Amperes, através do condutor. As conexoes podem ser do tipo:

tdefeito * Dura<;ao do defeito em Segundos..


• Conexao cavilhada com juntas de bronze; é urna conexao tradicional por aperto
()ª =} Temperatura ambiente em ºC. (pressao), cuja temperatura máxima é de Bm = 250ºC.

Bm =} Temperatura máxima permissível em ºC. • Solda convencional feita com elétrodo revestido, cuja fusao se dá através do
· arco elétrico produzido pela Máquina de Solda, sua temperatura máxima é de
Com isso pode-se verificar se o condutor suporta os esfor<;os provocados pela Om = 450ºC.
eleva<;ao da temperatura.
• Br.asagem com liga Foscoper, é urna uniao feita usando o ma<;arico (Oxi-Aceti
Para condutores de cobre, o valor de ()m é limitado pelo tipo de conexao leno), cuja temperatura máxima é de ()m = 550ºC. Foscoper é urna liga cobre

,:,¡. :
¡,-,

1,

138 CAPíTULO 8. MALHA DE ATERRAMENTO 1

139 11
1

e fósforo, cuja uniao é feita por brasagem, vulgarmente conhecida como solda
heterógena. (figura 8.5.1). A corrente de defeito (curto-circuito), divide-se em 50% para cada lador
mas para o dimensionamento, a corrente a ser utilizada na expressao 8.5.1 terá um
• Solda exotérmica, conhecida como aluminotermia, cuja conexao é feíta pela acréscimo de 10%, isto é
fusao obtida pela igni<;ao e combustao dos ingredientes no cadinho. Neste caso a
tem
peratura máxima é de Om = 850ºC. fdefeito condutor da malha = 60% fcurto máximo (8.5.2)
b) Cabo de Ligac,;;ao
Resumidamente, o valor de (}m é:
A conexao do cabo de ligai;ao ao equipamento elétrico é feito por aperto,
Om = 250°G => para malha cavilhada com juntas de bronze; portanto, sua temperatura máxima é a mesma da junta cavilhada, isto é, de 250ºC.

Om = 450ºC => para malha com emendas tipo solda convencional; De acordo com a figura 8.5.1, a corrente de defeito a ser empregada na ex
pressao 8.5.1, será a corrente total de curto-circuito máximo.
Om = 550ºC => para malha cuja conexao é com Foscoper;
A Tabela 8.5.1 resume o dimensionamento do condutor. Nela é apresentada a
Om = 850ºC => para malha com emendas em solda exotérmica. seci;ao do condutor necessária para cada ampere da corrente de defeito, em funi;ao do
tempo de defeito e do tipo de emenda.
Para o dimensionamento do condutor da malha ou do cabo de liga¡;ao que
interliga os equipamentos a serem aterrados a malha, deve-se considerar a corrente de Capaddade do Condutor de Cobre em 2
defeito de acordo com a figura 8.5.1. Condutor 97% Cu
'' Tempo de Defeito
Solda Solda Juntas
(Segundos) 0,5
Equipamento e le'trico Exotérmica Convencional Cavilhadas
2,44 3,20 4,05
1 3,45 4,51 5,78
cabo de liga ao 4 6,84 9,07 11,50
z_.- h Icurta
1 30 18,74 24,83 31,52
Tabela 8.5.1: Dimensionamento dos Condutores da Malha e Cabo de Ligai;ao
///////;///////
olo

- 8.6 Potenciais Máximos a Serem Verificados

60% Icurto 60°/o I curto No Capítulo 7 definiu-se o potencial de passo e toque e, também, mostrou-se
como calcular os potenciais máximos de passo e toque que urna pessoa pode suportar
sem a ocorrencia de fibrilai;ao ventricular. Estes potenciais máximos sao utilizados,
Figura 8.5.1: Dimensionamento do Condutor como limites dos potenciais que surgem na superficie do solo sobre a malha, quando
da ocorrencia do maior defeito fase-terra. A malha só pode ser aceita se os potenciais
estiverem abaixo dos limites calculados pelas expressoes 7.14.2 e 7.14.3. Ou seja, ·

t) Cabo da Malha l/ioque 1 l/ioque máximo

A conexao do cabo de descida (ligai;ao) a malha, geralmente é feíto no ponto


nais próximo a malha, dividindo o segmento do lado da quadrícula em duas partes Vpasso < Ypasso máximo
CAPITULO 8. MALHA DE ATERRAMENTO
l
140

8.7 Malha Inicial O comprimento total dos condutores que formam a malha é dádo pela ex-
pressao:
.
Como já foi dito, o dimensionamento de urna malha de terra é um processo
iterativo, que parte de um projeto inicial de malha. A seguiré verificado se os poten (8.7.3)
ciais que surgem na superficie do solo sao inferiores aos limites vistos no ítem 8.6 e se
a resistencia de aterramento da malha é compatível coma sensibilidade da prote(,;aO. Se durante o dimensionamento forem introduzidas hastes na malha, <leve-se
As dimensoes da malha acrescentar seus
sao pré-definidas. Assim, comprimentos na determina(,
estabelecer um projeto inicial de ¡iio do comprimento total de
malha é especificar um condutores na malha,
espa(,;amento entre os condutores conforme expressao 8.7.4.
e definir, se serao utilizadas, junto
com a malha, hastes de
aterramento. Ltotal=
Lcabo +
Um espa!,¡amento inicial Lhastes
típico adotado está entre 5% e 10% (8.7.4)
do comprimento dos respectivos
Onde:
lados da malha. A figura 8.7.1
mostra o projeto inicial da malha.
Lcabo =} Comprimento total de

o condutores da malha
Lhastes =} Comprimento total das
hastes cravadas na malha

8.8 Resistencia de
Aterramento da
Malha

A resistencia de
aterramento da malha pode,
aproximadamente, ser
calculada pela fórmula de
Sverak [45] abaixo, que é
urna corre(,¡ao feíta da
fórmula de Laurent,
b C.1.2. Esta fórmula leva em conta a
profundidade (h) em que a malha é
construída.
'""
Rmalha = pa [ --1 .+ 1 ( 1 +---1 ---)]
(8.
8.1
)
Figura 8.7.1:
P
r Ltota1 \/20Amalha
o
j Onde: 1+ h J
e
t A:ha
o

I
n
i
c
i
a
l
d
a

M
a
l
h
a

Todas as fórmulas a serem


usadas no cálculo do dimel).sionamento Amalha= a.b =} Área ocupada pela
da malha de terra, foram deduzidas malha [m 2]
considerando as submalhas quadradas,
isto é, ea ';t eb. h =} Profundidade da malha [m], com O,
25m :::; h :::; 2, 5m
Tendo-se as dimensoes da
malha determina-se o número de Ltotal =} Comprimento total dos cabos e
11
condutores para l los, ao longo dos hastes que formam a malha
lados da malha, pelas expressoes:
a
Nª = - + 1
(8.7.1 Esta resistencia da malha,
ea
) representa a resistencia elétrica da
b malha até o infinito. Seu valor deverá
Nb = -+ 1 ser menor do que a máxima resistencia
eb limite da sensibili dade do relé de
(8.7.2 neutro.
Escolhe-se o número )
inteiro, adequado ao Este valor geralmente é
resultado do cálculo acima. · verificado devido ao baixo
i:
r
juste do relé de neutro. Várias 1.
1 :1

• • expressoes para Rmalha


propostas por outros
pesquisadores sao apre
sentadas no Aperidice C.
142 CAPíTULO 8. MALHA DE ATERRAMENTO

8.9 Potencial de Malha


d => J?iametro do condutor da malha [m]
O potencial de malha (Vmalha) é definido co o o potencial de toque máximo, N = .,/NaNb => A malha retangular é transformada numa malha quadrada com N
encontrado dentro de urna submalha da malha de terra, quando do máximo defeito condiltores paralelos em cada lado
fase-terra. Numa .malha de terra, a corrente de defeito escoa preferencialmente
pelas bordas da malha. Ver figura 8.9.1. J(¡¡ = 1 => Para malha com hastes cravadas ao longo do perímetro ou nos cantos da
malha ou ambos

X /{¡¡ = -1,- => Para malha sem hastes cravadas na malha ou com poucas hastes nao
(2N)N
localizadas nos cantos e perímetro da malha
I<h =;:> Correc:;ao de profundidade é calculado pela expressao 8.9.3.

(8.9.3)
Onde:

ho = lm

Figura 8.9.1: Correntes Pelas Bordas da Malha Já o I<; é definido como coeficiente de irregularidade, que condensa os efeitos
lsto se dá, devido a interac:;ao entre os condutore:;4ho interior da malha que da nao uniformidade de distribuic:;ao da corrente pela malha.
forc:;am o escoamento da corrente pelas bordas da malha. Assim, o potencial de malha O valor de K; é dado pela expressao:
máximo se encontra nos cantos da malha e pode ser calculado pela expressao:

K; = O, 656 + O, 172 N (8.9.4)


V. _ pa Km I<; 1malha
malha - L . (8.9.1)
total 1 Os demais termos da expressao 8.9.1 sao:
Onde I<m é definido como o coeficiente de malha, que condensa a influencia
da profundidade da malha, diametro do condutor e do espac:;amento entre cóndutores.
pa => Resistividade aparente vista pela malha
Seu valor é dado pela expressao:
1malha => Parcela da corrente máxima de falta que realmente escoa da malha para a
terra ''1'
Ltotal => Comprimento total dos condutores da malha
I<m= _!_ { In [ + (e+ 2h )2 h ]+ I<;; In 8 } (8.9.2)
2,r 16hd 8ed - 4d l{h 1r(2N - 1)
No caso de malhas onde sao colocadas hastes cravadas nos cantos e/ou no
Sendo: perímetro, figura 8.9.2, as correntes tem maior facilidade de escoar mais
profundamente no solo, alterando portanto, o potencial de malha calculado pela
expressao 8.9.1.
e => Espac:;amento entre condutores paralelos ao longo do lado da malha [m]
h => Profundidade da malha [m]
Neste caso, faz-se urna correc:;ao, ponderando-se em 15% a mais no mento das hastes cravadas nos cantos e na periferia da malha. Considera-se, entao, !
compri 1
145
144 CAPITULO 8. MALHA DE ATERRAMENTO
8.10 Potencial de Passo na Malha I

c
u e
r
t
i
o s p
o
l s
o d
n
m
p
l
p
(
q
s
s
i
m
q
d
m
d
f
t
E
p
l
n
p
d
m
p
c
u
p
e
o

v.
= L
(
t
hoste
o
Onde:
t
a
l

F
i
g
u
ra 8.9.2: Hastes no Perímetro da Kp ::} Coeficiente que N r valor
Malha
introduz no cálculo a a
1

maior diferern;a de para I<p


um comprimento virtual de
condutores dado pela expressao potencial entre dois = A
v.(8 L
(
8.9.5 que deverá ser usado pontos distanciados de
lm. Este coeficiente
s _. c
relaciona todos os M c a
parametros da malha o
b
que induzem tensoes á r
na superficie da terra. r o
x e
A expressao para o cálculo de i c
I<P é dada por:
; +
m ;
na o
exp
[ + +1 (8. o e 1
10.
ress - 1 2) s
1 - - ( ,
ao - - N f ,
8.9. 1 (
e
1, o a í
1
par
ao , ,
t 5
a
cál 5 s
N
cul L
o -
b n h
do N o
val
or
2 )
c
a

de ) ::
á
l
s

]
Vmal t
}
ha· c e
P 1r 2h e+ h e u
e l s
Onde: s o
Ltotal = m
al h• Vdev
Lcabo + t
d
ha
-
v
e
1, 15 s
e e Mser
Lhastes
com
(8.9.5) d V
v para
a s do
M
Onde: das hastes cravadas com
r c o
o valo
á
Lhastes =} na malha Assim, para m r da
o tens
r a.o
Compr e de
este caso, o valor de
l
m pass
a
c o
imento Vmalha é dado por: a máx
;
i ; ima
a
total o o
que o organismo humano
deve suportar, calculada pela
No caso de malhas sem expressao 7.14.3, para
hastes cravadas nos cantos ou no verificar se o seu valor está
perímetro, ou com poucas em seu abaixo do limite.
interior, a expressao 8.9.1
permanece a mesma, isto é, sem
ponderac;;ao maior para Ltotal. 8.11 Limitac;óes das
O valor do potencial de Equac;óes de V Malha
malha deve ser comparado com o e
valor do potencial de toque VpsM
máximo calculado pela expressao
7.14.2, para verificar se está
abaixo do limite. As expressoes vistas, para o
cálculo de Vmalha e VvsM tem
No caso da malha ter algumas limitac;;oes,
outra co)1'.figurac;;ao, pode-se, que devem ser consideradas para se
aproximadamente, trans formá-la ter um projeto seguro.
numa malha retangular eql!
iv'alente e efetuar toda a
seqüencia de cálculo.
1
146 CAPíTULO 8. MALHA DE ATERRAMENTO
147

Estas limitac;;oes sao:


N 25
d < 0,25h
0,25m < h 2,5m
e 2,5m ESTRATIFICA AO DO SOL O

8.12 Potencial de Toque Máximo da Malha em Relac;ao ao RESISTIVIDADE APARENTE


deqn
Infinito a, b' Pa feqn

fn+l
(X)
Os equipamentos tem suas partes metálicas ligadas (aterradas) na malha DIMENSIONAMENTO DO CONDU
T R S
de terra da subestac;;ao. O potencial gerado pela maior corrente de curto-circuito
monofásica a terra, entre as partes metálicas dos equipamentos e um ponto no infinito
é dado pela expressao:
Ytoque máximo da malha == Rmalha • lmalha (8.12.1) POT ENCIAIS MÁXIMOS

Se este valor estiver abaixo do limite da tensa.o de toque para nao causar
fibrilac;;ao, significa que a malha satisfaz todos os requisitos de seguranc;;a, isto é, ela
PROJETO INICIAL
está bem dimensionada.
•a 1 'b 1 .Ltotol

Esta verificac;;ao é:

Ytoque máximo da malha = Rmalha • fmalha < °Vtoque máximo (8.12.2) RESISTENCIA DA MALHA

Pa , a, b, L total, Rwalha

o fato de o valor de Vtoque máximo da malha nao atender a condic;;ao, nao significa
que a malha é inadequada. Deve-se, entao, fazer todos os cálculos necessários de
verificac;;ao das tensoes Vmalha e v;,sM em adequac;;ao com o limite de fibrilac;;ao. A se
qüencia e o detalhamento do cálculo do dimensionamento da malha sera.o vistos no MODIFICAS:AO DO PROJE
item a seguir. · TO

•o ' 1 b •L totol

8.13 Fluxograma do Dimensionamento da Malha de Terra


3
Dimensionar urna malha de terra é, na verdade, verificar se todos os itens POTENCIAL DE MALHA E PE
RIFERIA
esta.o dentro dos limites de seguranc;;a. Estrategicamente, pode-se ir, iterativamente, k,,, , Kp , K¡ , Vmalha , Vi,,M
redimensionando a malha, no /
sentido de otimizá-la sob o ponto de vista economico,
mantendo sempre estabelf;)é1 da a seguranc;;a.
J
O processo é it rativo, seguindo o fluxograma apresentado na figura 8.13.1.
148 CAPJTULO 8. MALHA DE ATERRAMENTO
149

8.14 Potencial de Toque na Cerca Perimetral da Malha

Dependendo do grau de risco, localizac_;ao e característica da malha, deve-se


decidir adequadamente o modo como ela será cercada.
Usualmente, costuma-se isolar a malha através de:

• Muro de alvenaria
• Cerca metálica

SIM
A cerca metálica é bém económica, mas sendo condutora, fica submetida as
tensóes oriundas das correntes de curto-circuito da subestac_;ao.
Assim, qualquer pessoa que toca na cerca ficará sujeita a urna diferenc_;a de
potencial. O potencial de toque máximo na cerca deve ser calculado, de forma a se
verificar se é inferior ao valor limite do potencial de toque tolerável.
O potencial de toque máximo (Vcerca) que surge na cerca quando do máximo
defeito a terra é dado pela expressao:

V, · _ pa Kc Ki Imalha
cerca- Ltotal
(8.14.1)

Onde:
DETALHAMENTO DO PROJETO
Kc => Coeficiente que relaciona todos os para.metros da malha com a posic_;ao da
POTENCIAIS CERCA
pessoa que está tocando a cerca metálica. Seu valoré dado pela expressao 8.14.2.

2
Kc J_{ ln [(h2 + x2).[h +(e+ x)2]]+ 2n1 { [2e 2e
+ x] [ 3ee+ x]
271" hd (h 2 + e2) . 3
FIM
... [( ;):x]}} (8.14.2)

Onde:
Figura 8.13.1: Fluxograma da Malha de Terra

Fazendo o cálcliio, chega-se a urna malha adequada que atende aos requisitos
x => Distancia [m] da periferia da malha ao ponto considerado (pessoa)
de seguranc_;a e de sen ibilidade da protec_;ao.
Deve-se, a seguir, fazer o detalhamento da malha, inclusive decidir sobre iso
lamento através de muro de alvenaria ou cerca metálica.
A figura 8.14.1 ilustra a distancia x.
150 CAPíTULO 8. MALHA DE ATERRAMENTO J51

• Fazer submalhas no ponto de aterramento de bancos de capacitores e chaves de


aterramento; se nao for possível, usar malha de equalizai,;ao somente neste local.

Urna alternativa
muito recomendada e
utilizada é colocar uro
condutor ero anel a 1,5m da
malha e a 1,5m de
profundidade.

• 8.16 Malha de
Equaliza ao

• Se a malha estiver
ero situai,;ao muito crítica, ou
• além do seu limite de segu

1-
ran<;a, pode-se usar urna
a) X= O • malha de equaliza<;ao, que
mantém o mesmo nível do
potencial

b) X
=

F ao da Distancia x
i
g
u
r
a
8
.
1
4
.
1
:
I
l
u
s
t
r
a
c
,
;
n uperfície do solo. É diminuir o efeito das pontas;
a urna verdadeira
blindagem elétrica. • Rebaixamento do cantos; ps
= 3000 11.m coro urna camada de

.....-
P
s Figura 8.16.1. =bri 20cm colocada na superfície do
/
• • ••• • • •••••• • ta solo.
fica •
• Colocar hastes pela
modificada periferia; As emend s dos cabos sao feitas
coro solda convencional.
para: • Colocar haste na conexa.o
Se a malha tiver hastes do cabo de liga<;ao do A estratifica<;ao do solo
cravadas na periferia e nos So lo- -z- -.-W .=-).:- equipamento coro a·malha; está representada na

---- -
cantos a expressao de Vcerca figura 8.17.2.
9.:-9=)- 9.:...9.:..9.;.... 5&...9.:.. 9:. 9_ 9_ 9_ 9-

V, _ pa Kc K; Imalha 9- ?... Y:.... i.)


l

Maha de equal1za Óo

cerca- Lcabo + 1, 15 Lhastes Figura 8.16.1: Malha de Equalizac,;ao

A cerca metálica só estará


adequada quando a
inequa<;ao 8.14.4 for 8.17 Exemplo Completo
satisfeita. do
Dimensionamento
ca
Vcer
de Urna Ma lha de
Vtoque máximo
Terra
(8.14.4) Projetar urna malha de terra coro
os seguintes dados pré-definidos:
Se dentro das limitai,;oes
do terreno, nao for possível projetar fwt,-T(máximo) = 3000A
urna cerca metálica, entao deve-se
partir para outra alternativa. Imalha = 1200A
Tempo de abertura da prote<;ao para
8.15 Melhoria na Malha a corrente de defeito é tdefeito = O,
6s.
Após o dimensionamento
da malha, pode-se usar algumas das
Dimensoes e profundidade da malha
alternativas recomendadas abaixo
pretendida esta.o na figura 8.17.l.
para melhorar ainda mais a
qualidade da malha de terra:

• Fazer espa<;amentos menores


-
• dondamento dos cantos da
na periferia da malha; malha de terra, para
152 CAPfTULO 8. MALHA DJ;J ATERRA.MENTO
153

O dimensionamento é feito de acordo como item 8.5. lsto é, pela expressao

¡,... 8.5.2, a, corrente de defeito no condutor da malha é:


5Óm

fdefeito = 60% fcccf,-T = O, 6. 3000 = 1800A


111 SOLO

o
E
,t
MAL HA

• • • • J = 226, 53 Scobre -- 1 /( 234 + () +


()m- .. ()a 1)
ntdefeito a

• MALHA

Om = 450ºC - solda
convencional

Figura 8.17.1: Malha Inicial e Profundidade

S l 450- 30 1)
1800 = 226, 53 n (234 30 +·
cobre
+
1
O ,6

deq= 12m feq= 580 n.m Scobre = 6, 31 m m 2


Por razoes mecanicas usa-se no mínimo o cabo com 35m m 2, cujo diámetro é

C
! X) Pn + 1= 8 0 fi .m
6,6756mm.

• 3) Bitola do cabo de liga ao


Figura 8.17.2: Estratificai;ao do Solo em Duas C¡i.madas Neste caso, a corrente de defeito é a total, e a conexa.o é por aperto tipo junta

cavilhada· Assim
1) Determina ao de pa, vista pela
. ,
malha
"
f defeito = 3000A
r = A= 4.0 50 = 2000 = 31
D J402 + 50 m
()m = 250ºC
223 64, 03 ' Usando a expressao 8.5.1, tem-se
_ _!_ _ 31, 23 _ 2 60
Q- - - '
deq · 12
Scabo de /igacrw = 13, 10mm2
/3= Pn+i = 80 = O,
Usar 35m m 2.
138/
Peq 580

p }- N = O, 71
4) Valores dos potenciais máximos admissíveis
pa = N Peq = O, 71. 580 = 411,8 n.m
2) Cálculo da bitola mínima dos condutores que formam a malha de terra C,(h,,K)
¿ j
00
= O 1 96 [1+ 2 Kn l 2

, n=l + 0 08
154
CAPíTULO 8. MALHA DE ATERRAMENTO 155
h8 = O, 20m ----+ camada de
brita
_ pa - ps _ 411,8 - 3000=
J(_ _ 759
o

l
-
pa + ps 0'
411,8 + 300
2 3
[ -O 759 (-0, 759) (-0, 759) Rmalha = 4, 29H1

}
C,(h.,K) - / { 1+ 2 .¡1 + (2ó.g;n2+ .¡1 + (\ º ·2)2+ .¡1 + (2·;,
96 Verificac;áo do potencial máximo na malha
·2)2
Cs(hs, I<) = O, 7905
o, 116 \/toque máximo da malha = Rmalha · Imalha = 4,291.1200 = 5149, 2V
\/toque máximo= [1000 + 1, 5C.(hs, I<) ps] v'f,
Rmalha , Imalha > \/toque máximo
o, 116
\/toque máximo = [1000 + 1, 5, O, 7905 ·,3000] v(J,o
Como náo verificou, <leve-se calcular mais precisamente os potenciais na
\/toque máximo = 682, 47V malha.

Vpasso máximo = [1000 + 6 C.(h.,lí)r o, 116


ps1 ,,,,rt 7) Cálculo do potencial de malha durante o defeito
0,116
Vpasso máximo= [1000 + 6, O, 7905, 3000] pa I<m I<; Imalha
v(J,o Vmalha = L
total
Vpasso máximo = 2280, 62V [e
2
(e + 2h)
2
h] I<ii 8 }
I<m _! {
5) Projeto inicial para o espa amento ln = l6hd + Sed - 4d + I<h ln 1r(2N - l)
21r
N = V18.l4 = 15, 8745
1 1

- Número de condutores ao longo dos lados


J(¡¡ = =
(2.15,8745)ts,s2m ( )º 126 = o, 6468
50 31,749'
Na= + 1 = 17, 66 40
3 Nb
33
= - + l = 14, 06
3 J(h = j1 + = 1,2649
Condutor 35mm2 d = 6, 6756. 10- 3 m
Como Na e Nb devem ser inteiros, faz-se
Como ea .¡, eb, utiliza-se apenas no cálculo do I<m, o maior espac;amento, pois
Na= 18 ea= 2, 941m o mesmo resulta no maior valor de I<m.
eb = 3, 077m
Os espac;amentos sáo aproximadamente iguais. e= máximo(ea,eb) = 3,077m

(3,077 + 2. o, 6)
2 2
1{ [ 3, 077
21r ln 16. O, 6. 6, 6756. 10- + 8. 3,077.6, 6756· 10- 3

::1:
- Comprimento total dos cabos que formam a malha. I<m = 3

Lcabo = 18. 40 + 14. 50 = 1420m 7


4.6,6 :.10-3]+ ln [1r(2.15,!745-1)]} ( S. l . l )
6) Cálculo da resistencia da malha
157
156 CAPíTULO 8. MALHA DE ATERRAMENTO

I<m = 0,6673 J{h = l, 2649 J{¡ =


3,3864
J{¡ = o, 656 + o,172. 15, 8745 = 3,
3864
Fazendo o novo cálculo do I<m, obtém-se:
V. = 411, 8. O, 6673. 3, 3864 .1200= 786 V
malha 1420 , 39 I<m = 0,5565
Vmalha 2 Vtoque máximo
O valor de Vmalhci é agora obtido pela expressao 8.9.6.
Nao verificou o limite, deve-se alterar o projeto da malha.
411, 8. O, 5565. 3, 3864 .1200= 557 V
0
Vmalha = 1420+ 1, 15 , 219 '

8) E timativa do mínimo comprimento do condutor Vmalha :s; Vtoque máximo


Usando as expressoes 7.14.2 e 8.9.1, pode-se fazer urna estimativa do compri Verificou-se o limite de seguranc;a para tensao de toque.
mento mínimo de condutor que a malha deve ter para ficar no limite de segurarn;;a,
isto é:
Vmalha :s; Vtoque máximo 11) Cálculo do potencial de passo na periferia da malh.a

N = máximo(l8, 14) = 18
L
.. > pa I<m I<; lmalha
{8.17.2) I<; = o, 656 + o,172. 18 = 3, 752
mi·nimo - V"toque máximo

411,8.0,6673.3,3864.1200 Para o cálculo do potencial de passo na periferia da malha, utiliza-se o menor


Lminimo 2 682,47 valor de ea e eb, isto é,
Lmtnimo 2 1636, e= minimo(ea,eb) = 2,941m
22m
9) Modifica ao do projeto da malha = [1- + l ....., o, 5N-2)]
J( +
1- --1 1-(
,-- 10) Cálculo do potencial de malha
Para que a tensa.o de toque fique dentro do limite de seguranc;a, deve-se neste
caso, por exemplo, colocar hastes de 3m nos cantos e ao longo do perímetro da malha. J{¡¡ =1 N = y'l8T4 = 15,8745
A quantidade de hastes (Nh) é dado pela expressao 8.17.3.

Ltotal = Lcabo + Lhastes 2 Lmlnimo (8.17.3)


Ltotal = 1420 + 3Nh 2 1636, 22
Nh 2 72,07
Nh = 73 hastes
Lhastes = 3Nh = 3, 73 = 219m
Ltotal = Lcabo + Lhastes = 1420 + 219 = 1639m
P 1r 2h e+ h e Os potenciais máximos admissíveis foram verificados, agora deve-se fazer o
_ I_ [-1 _ 1 _1 _{1 _ O 518-2)] detalhamento da malha. Se a subestac;ao for fechada por urna cerca metálica, deve-se
verificar os potenciais de toque +
na cerca.+Verificar,
+ por exemplo, o potencial de toque
J(p- 1r 2. o, 6 2,941 o, 6 2,941 '
na cerca, construída acompanhando o perímetro da malha.
J(p = o, 4634
= 411, 8. O, 4634. 3,752.1200= 513 91V
VpsM 1420 + 1, 15 . 219 ' 12) Cálculo do potencial de toque na cerca metálica
VpsM < Ypasso máximo
158
CAPíTULO 8. MALHA DE ATERRAMENTO

Cerca 'metálica construída


acompanhando o perímetro da malha sendo
ater- rada na própria malha.
'
Capítulo 9

Cálculo de Kc( x = 1) e Kc( x = O) Medida da


Kc(x = O) = O, 7159 Resistencia de
Kc(x = 1) = 1, 2718 Terra
O Kc a ser usado na expressao 8.14.3 será:

Kc = Kc(x = 1) - Kc(x = "O)


Kc = 1, 2718 - O, 7159 = O, 5559 9.1 Introdm;áo
V _ pa J(c J{¡ cercaImalha
-
Este capítulo aborda somente o
processo da medic;ao da resistencia de terra,
que é urna atividade relativamente simples.
Lcabo + 1,
15 Lhastes B
V a
1420 + s
t
1,15. 219 a
V
A V a
cerc p
a e
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te o .m
nc ent
resta
ia o
nte
de do
Note-s que a corrente
de curto-circuito
precisa de um
caminho fechado para

159
160 CAPíTULO 9. MEDIDA DA RESISTENCIA DE TERRA 161

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I
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- f

distancia
Após
da
urna
haste,
espraiamento das linhas de
certa
o
' '
:
- - - - a
s
t
a
corrente é enorme, e a densidade m
.
de corrente é praticamente nula. ......
...... e
,
Portanto, a regiao do solo n
,
para o afastamento considerado, t
fica corn resistencia elétrica --.: . o
praticamente nula. lsto também /
pode ser verificado pela g
expressao 9.3.1.
_ / r
a
-
/
n
/
d
..,. e
,

_ o

l e
Rsolo = Pso/o- Figura 9.3.1: s
s (9.3.1) Distribui<;;ao p
de Corrente no r
Solo a
i
a
N m
e e
s n
t t
a o

r d
e a
g s
i
a l
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o o
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r s
o
a /
n o
d
O
e
.
,

i
s
t
o

é
163
162 CAPíTULO 9. MEDIDA DA RESISTÉNCIA DE TERRA A => Sistema de aterramento principal.
Portanto, a resistencia de terra da haste corresponde somente e, efetivamente, B => Haste auxiliar para possibilitar o retorno da corrente elétrica I.
a regiao do solo onde as linhas de corrente convergem.
p => Haste de potencial, que se desloca desde A até B.
A resistencia de terra da haste, ou de qualquer aterramento, após um certo
afastamento fica constante, independente da distancia. x => Distancia da haste p em rela¡;ao ao aterramento principal A.
9.4 Curva de Resistencia de Terra versus Distancia A corrente que circula pelo circuito é constante, pois a mudan¡;a da haste p nao
altera a distribui¡;ao de corrente. Para cada posi¡;ao da haste p, é lido o valor da tensao
Esta curva é levantada usando o esquema da figura 9.4.1, onde a haste p do no voltímetro e calculado o valor da resistencia elétrica pela expressao 9.4,1.
voltímetro se desloca entre as duas hastes.
R(x=) V(x
. )
(9.4.1)
I
±e-g
E

A
Deslocando-se a haste p em todo o percurso entre A e B, tero-se a curva de re
sistencia de terra em rela¡;ao ao aterramento principal, isto é, da haste A. Figura 9.4.1.
I i Na regiao do patamar, tero-se o valor RA, que é a resistencia de terra do

,: sistema de aterramento principal.


No ponto B, tero-se a resistencia de terra acumulada do aterramento principal
- - e da haste auxiliar, isto é, RA + RB,
A
Como o objetivo da medi¡;ao é obter o valor da resistencia de terrado sistema

..
p Solo
de aterramento, <leve-se deslocar a haste p até atingir a regiao do patamar. Neste
Resistencia ponto a resistencia de terra RA é dada pela expressao abaixo:

--- --- - - ' --- -- -- ---------------


(9.4.2)
R Vvatamar
A=
I

9.5 Método Volt-Amperímetro

É o método clássico, efetuado por um amperímetro e um voltímetro,


utilizando o esquema apresentado na figura 9.4.1. A resistencia do aterramento medido
distancia é dada pela expressao 9.4.2.
Se coro o distanciamento empregado nao atingir-se o patamar, o valor da
B
A resistencia de terra medido nao representa o valor real.
Deve-se entao, aumentar a uistancia da haste auxiliar B, até se conseguir um
patamar bem definido.
Figura 9.4.1: Curva da Resistencia de Terra x Distancia A fonte geradora de corrente neste processo pode ser:
'['
1

164 CAPíTULO 9. MEDIDA DA RESISTENCIA DE T RRA 165

• Gerador Síncrono portátil a gasolina;


• Transformador de Distribuii;ao. MEGGER

Deve-se procurar injetar no solo urna torrente adequada, da ordem de 1


amperes, de modo a tornar desprezíveis as interferencias de outras correntes na terra.
:i:
Geralmente, a resistencia do aterramento da haste auxiliar B é alta, e limita
a corrente elétrica da medii;ao. Deve-se entao, colocar neste local um solui;aó de água
e sal.
Solo A 11B
Vpatamar

9.6 Medic;ao Usando o Aparelho Megger


Figura 9.6.1: Medi<;áo com o MEGGER

Existem vários instrumentos usados na medii;ao da resistencia de terra.


• A distancia entre o sistema de aterramento principal e a haste auxiliar <leve ser
Eles sao: suficientemente grande, para que a haste de potencial atinja a regiao plana do
patamar;
• Tipo Universal; • O aparelho <leve ficar o mais próximo possível do sistema de aterramento princi
pal;
• Tipo Zero Central;
• As hastes de potencial e auxiliar devem estar bem limpas, principalmente isentas
)
de óxidos e gorduras, para possibilitar bom contato com o solo;
< Nao se pretende desenvolver o estudo do funcionam¡nto de cada instrumento,
• • Calibrar o aparelho, isto é, ajustar o potenciometro e o multiplicador do MEG
mas sim, utilizá-los na medii;ao da resistencia de terra. · GER, até que o seja indicado o valor zero;
Tornou-se hábito, na prática, designar todos os aparelhos de medii;ao de resis • As hastes usadas devem ser do tipo Copperweld, com 1,2m de comprimento e
tencia de terra, como nome do conhecido aparelho MEGGER. Este nome é na verdade
diametro de 16mm;
marca registrada de um fabricante de aparelhos de medii;ao.
• Cravar as hastes no mínimo 70cm no solo;
A medii;ao da resistencia de terra, utilizando-se o aparelho MEGGER, é feita
de acordo como esquema da figura 9.6.1. • O cabo de ligai;ao <leve ser de cobre com bitola mínima de 2, 5mm2;
Os terminais C1 e Pi devem ser conectados. • As medii;oes devem ser feítas em días em que o solo esteja seco, para se obter o
O aparelho injeta no solo, pelo terminal de corrente C1 , urna corrente elétrica maior valor de resistencia de terra <leste aterramento;
l. Esta corrente retorna ao aparelho pelo terminal de corrente C2, através da haste
auxiliar B. Esta circulai;ao de torrente gera potenciais na superficie do solo. O po • Se nao for o caso acima, devem-se anotar as condii;oes do solo;
tencial correspondente ao ponto p é processado internamente pelo aparelho (operai;ao
correspondl:lnte a expressao 9.4.1), que indicará entao o valor da resistencia R(x). • Se houver oscila<;ao da leitura, durante a medi<;ao, significa existencia de inter
ferencia. Deve-se, entao, deslocar as hastes de potencial e auxiliar para outra [¡
Durante a medii;ao <leve-se observar o seguinte procedimento: direi;ao, de modo a contornar o problema; r ¡,
11
• V rificar o estado do aparelho;
• Alinhamento do sistema de aterramento principal com as hastes de potencial e
auxiliar; o Verificar a carga da batería.
166 CAPíTULO 9. MEDIDA DA RESISTENCIA DE TERRA

9.7 Precau áo de Seguran a Durante a Medi áo de Resis


tencia de Terra

. P ra efetuar adequadamente a medi<;ao da resistencia de terra, levando em


cons1dera<;ao a seguran<;a humana, deve-se observar os seguintes itens: Capítulo 10
• Nao devem ser feítas medi<;oes sob condi<;oes atmosféricas adversas tendo-se em
l..
vista a possibilidade de ocorrencia de raios-, '
Corrosao no Sistema de 1 1
.

• Nao tocar na haste e na fia<;ao;


Aterramento
• Nao deixar que animais ou pessoas estranhas se aproximem do local;
• Utilizar cal<;ados e luvas de isola<;ao para executar "as medi<;oes;
• O terra a ser medido deve estar desconectado do sistema elétrico. 1 O.1 Corrosáo

Corrosao é urna palavra originada do latim "corrodere", que significa des


trui<;ao gradativa. Especificamente, o significado do termo corrosao de metais, está
associado a degrada<;ao das suas propriedades devido a a<;ao do meio. Todo metal
tende a sofrer um certo grau de corrosao, que é o processo natural da volta do metal
ao seu estado primitivo.
Os sistemas de aterramentos sao construídos com materiais condutores a
base
de metal. Sendo a terra um meio eletrolítico, o processo da corrosao sempre estará
presente. Portanto, um estudo mais profundo da corrosao se faz mister, para que
medidas de prote<;ao possam ser efetuadas.

10.2 Eletro.negatividade dos Metais

Segue-se na Tabela 10.2.1, a eletronegatividade dos metais mais importantes.


Nesta tabela os potenciais dos metais estao referidos ao potencial do hidro
genio, que tem como eferencia o valor zero.
Estes metais formam o material do anodo e cátodo, ficando caracterizado pela
tabela de eletronegatividade o pólo negativo e positivo da pilha eletroquímica.

167
168 CAPíTULO 10. CORROS.A.O NO SISTEMA DE ATERRAMENTO
169

Potencial (V)
Metal e
(25ºC) ,tt./liga óo externa
Potássio (K) -2,922
Cálcio (Ca)
Sódio (Na)
-2,870
-2,712
,. ..
- --
A
Magnésio (Mg) -2,370

--- - --
Alumínio (Al) -1,670
Manganes (Mn) -1,180 +
-- +
--
'A nodo cátodo -t-
Zinco (Zn) -0,762
Ferro (Fe) -0,440 -

---- --
_._.
Níquel (Ni) -0,250
Chumbo (Pb) -0,126 +
Hidrogenio (H 2 ) 0,000 - - e- -
Cobre (Cu) 0,345 · ; no anodo, isto é, no pólo negativo. O anodo dissolve o seu metal, gerando elétrons e mantendo o
Prata (Ag) 0,800 seu potencial negativo. Os correspondentes íons positivos sao liberados no eletrólito,
Ouro (Au) 1,680 caracterizando a corrosao. A corrente que circula é conhecida como corrente galvanica.

Tabela 10.2.1: Eletronegatividade dos Meta:is

10.3 Reat;áo de Corrosao

Para se realizar o processo de corrosao eletroquímica, é necessário a


presenc;;a de quatro elementos: .,

• Elétrodo anódico - que libera os seus íons positivos para o meio eletrolítico,
gerando um excesso de elétrons, isto é, ficando com potencial negativo;

• Elétrodo catódico - tem potencial positivo, é o elemento que nao se dissolve


na reac;;ao eletroquímica, sendo o elétrodo protegido;

• Eletrólito - meio na qual se processa a reac;;ao de formac;;ao dos íons;


• Liga ao externa - que propicia a conduc;;ao dos elétrons do anodo para o
cátodo.

Estes quatro elementos agrupados sob condic;;oes propícias, formam a pilha eletroquí
mica. Figura 10.3.1.
Com a circulac;;ao da corrente elétrica, o processo de corrosao sempre se dará
....... --
•. tft
seguir:

a) Cuba Eletrolítica
Figura 10.3.1: Pilha
Eletroquímica Usando dois elétrodos de cobre e ferro numa cuba eletrolítica da figura 10.3.2,
o potencial da pilha eletroquímica será dado pela expressao 10.3.1, que será obtido
Na pilha eletroquímica, pode-se generalizar que o elétrodo que pela diferenc;;a entre as eletronegatividades dos metais da Tabela 10.2.1.
sofrerá o pro cesso de corrosao será sempre o elétrodo que recebe elétrons
da soluc;;ao eletrolítica.
Epilha = Ecátodo- Eanodo (10.3.1)
Na pilha eletroquímica, faltando qualquer dos quatro elementos Onde:
mencionados, nao haverá possibilidade de circular a corrente galvanica, e o
processo da corrosao nao poderá existir. Ecátodo =* é o potencial do metal que será o cátodo na pilha;
Usando a corrente convencional, isto é, a contrária ao do fluxo de
elétrons, entao, a corrosao se dará no elétrodo que deixa a corrente
Eanodo * é o potencial do metal que será o anodo na pilha.

convencional sair para o meio eletrolítico. Assim;


Para caracterizar melhor estes fundamentos, sera.o apresentados os itens a Epilha = O, 345 - (-0, 440) i
i
170 CAPíTULO 10. CORROS.AD NO SISTEMA DE ATERRAMENTO
171

E pilha e) Pilha Eletroquímica Bloqueada


Colocando urna fonte de tensao externa, com o mesmo potencial e polaridade
+ da pilha, figura 10.3.4, haverá um bloqueio na corrente galvanica.
+
+ E= Epilha

Fe +
+ - .1 +
11
ele trÓhto
Cu
_,
- +
Figura 10.3.2: Cuba Eletrolítica Fe - + Cu
- +
- +
Epilha = O, 785 Volts - +
Nesta condi ao nenhum elétrodo sofrerá a corrosao porque nao há a forma ao
de corrente elétrica.
'-- eletrólito -
Figura 10.3.4: Pilha Eletroquírnica Bloqueada
b) Corrente Galvanica
Como a fonte externa tem o mesmo valor de tensao, mas com polaridade
Ligando por fio condutor os dois elétrodos da figura 10.3.2, haverá a circula ao
contrária, fica cessada a a ao da pilha, isto é, nao haverá circula ao de corrente, e nao
de corrente de elétrons, indicada na figura 10.3.3.
haverá portanto corrosao.
e
d) Corrente lmpressa
Se a tensao da fonte externa da figura 10.3.4, for maior que o potencial da
- "
A nodo + pilha, haverá circula ao de corrente contrária, que é conhecida por corrente impressa
ou for ada, figura 10.3.5.
, + >E pilha
+ Cu
Fe
- -e Catodo
- -- E
_,
I+

-- - - -- - + e
•r

!
- .......

Figura 10.3.3: Circulai;ao de Corrente Fe Cu

O elétrodo de ferro sofrerá corrosao. Os íons metálicos Fe+ deixarao a barra


- - . . . • . - --
_ - --
--- -..,---·...._
de ferro, e serao liberados na solu ao eletrolítica.
._
!á o cátodo, isto é, a barra de cobre, será o elétrodo protegido, e nao sofrerá
a corrosao.
Figura 10.3.5: Corrente lrnpressa
'

J
172 CAPfTULO 10. CORROSÁO NO SISTEMA DE ATERRAMENTO
173

Esta corrente elétrica, imposta pela fonte externa, circula ao contrário, prote Os sistemas do aterramento, no entanto, sao construídos usando componentes
gendo a barra de ferro e produzindo corrosao na barra de cobre. diferentes. Ver exemplo, na figura 10.5.l.
_/

Portanto, com o uso adequado da corrente impressa, pode-se controlar e de-


terminar qual elétrodo será o protegido. Esta é urna técnica muito empregada na
prote ao do material a ser protegido.

10.4 Corrosáo no Sistema de Aterramento Poste Cabo de aco ( anodo}


Os sistemas de aterramento estarao sempre sofrendo o processo de corrosao.

" .,' _-
Os cabos, hastes e conexoes enterrados no solo (eletrolítico), sofrerao os Solo
efeitos da corrosao.
'
.._
- - r-,'\. ........ ........ (cátodo)

Pela própria característica do solo e do tipo de material empregado no sistema \ ,"


de aterramento, a corrosao ocorre devido a várias causas, entre elas: hoste Copperweld

- --
Fluxo de ......_ -
• Heterogeneidade dos materiais que formam o sistema de aterramento; elétrons ......_ --

• Heterogeneidade dos solos abrangidos pelo sistema de aterramento;


• Heterogeneidade do tipo e concentra ao de sais, e da umidade no sistema de Figura 10.5.1: Aterramento com A1,;o e Cobre
aterramento; .,

• Heterogeneidade de temperaturas no sistema de aterramento;


• Aera ao diferencial;
O aterramento do equipamento no poste, (por exemplo, um transformador),
• A ao das correntes elétricas dispersas. é feito por um cabo de descida de a o (ferro) e a haste usada é do tipo Copperweld,
isto é, cobreada.
As a oes acima, em separado ou combinadas produzem os mais diversos O solo contém sais dissolvidos na água, tendo-se assim a forma ao do
efeitos de corrosao no material do sistema de aterramento. A seguir será analisado o elétrólito. Portanto, a pilha eletroquímica está formada. De acordo com o item 10.3.b,
efeito das causas acima citadas, que propiciam a corrosao.
a cor rente galvanica do fluxo de elétrons tem o sentido indicado na figura ,
10.5.1. m
conseqüencia, e o cabo de descida, que está enterrado no solo, que sofrera a corrosao,
10.5 Heterogeneidade dos Materiais que Compoem o Sis isto é, os íons Fe+ ira.o para o solo, deixando perfura oes no cabo de a o.
tema de Aterramento
Outro exemplo é o caso do desfolhamento de pequena' parte da cobertura do
cobre da haste, que ocorre devido a abrasa.o no momento da crava ao. Ver figura
O ideal seria empregar no sistema de aterramento, materiais com a mesma 10.5.2.
concentra ao de metal, para evitar eletronegatividade diferentes, impossibilitando a
gera ao da for a eletromotriz da pilha eletroquímica. Assim, o sistema nao teria A camada de cobre e a área exposta de ferro formara.o urna pilha eletroquí
corrosao. mica com o fluxo de elétrons do cobre para o ferio. Portanto, como a área de cobre
do cJtodo é grande, será gerada urna grande quantidade de elétrons, que se dirigirao
para a pequena área exposta de ferro e a corrosao será intensa.
174
ATERRAMENTO
CAPíTULO 10. CORROSÁO NO SISTEMA DE T
l'

¡)¡ =- 111 = 117 175

os da zona catódica serao protegidos.

·A regiao do solo com menor resistividade funcionará como zona anódica e,


conseqüentemente, será a área em c
Solo
que ocorrerá o processo de o
corrosáo. n
c
No sistema de
e
Distribui<;áo de Energia Elétrica
n
[24] com neutro contínuo, há um
eletrÓlito t
grande número de aterramentos
r
distribuídos por toda a cidade,
a
abrangendo áreas com solos <
distintos, formando várias pilhas ;
eletroquímicas. Estas correntes á
circulando pelo solo irá.o corroer o
Cu os metais contidos nas áreas
anódicas, que sao as áreas de d
menores resistividades. O mesmo a
ocorre no Sistema de Transmissáo
Figura [11], como aterramento das torres
10.5.2: s
e cabos de cobertura. o
Área de
Ferro l
No aterramento profundo,
Exposta u
a haste transpoe várias camadas de
<
solos distintos, gerando várias
;
10.6 Heterogen_eidade regioes anódicas e catódicas,
a
tendo-se a corrosáo em vários
dos Solos o
locais.
Abrangidos Pelo ,
Sistema de t
Aterramento i
10. 7 Heterogeneidade p
o
Esta corrosáo ocorre em do Tipo e Concentra áo s
sistema de aterramento que brange de Sais, e da
urna área grande no solo. O solo
sendo heterogeneo, cada parte tem Umidade no d
Sistema de e
diferentes concentra<;oes e dis
Aterramento s
a
i
Apesar do solo ser o
s
mesmo, a diferen<;a de
,
e de umidade, produz tribui<;ao de sais, umidade,
-
11

'1:
zonas anódicas e catódicas. temperatura, formando
'1
"""'
----.
Ver figura 10.7.l. verdadeiras zonas anódicas e
cató dicas na regia.o em que o
aterramento está contido. Figura
10.6.l.
/
.... '
----,.._
....,.,._

lll/l!l!
l,flll/llll
·7- ,l / #
/,'''!=
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_

.
\ \ \ . ------ •
'/
,/ 1 1 Zona catodica
\._.
/ --
-.,.,.
.,,-"
(CÓtodo) o A
Zona
anódica /.---
1 , Concentro -- --- -
\.'< '-./,
.,
---
-/ '..... 1látron1
)'/ <
---
-
........ - ;

-
..,,
.....

.- /

' Figura 10.7.1: Solos com

--- - ....,._ - Concentr oes Distintas

-- - -
/

-
---- /
Fluxo de eletrons

Figura
10.6.1:
Zonas
de
Solos
Distint
os
Portanto, o
material do sistema de
Os elétrons saem da aterramento que está
malha pela zona catódica e situado na regia.o de
entram na zona anódica. menor resistividade,
Assim, os metais que isto é, zona anódica,
compoem a malha de terra na será o corroído.
zona anódica, será.o corroídos, i!

1
e
176 CAPíTULO 10. CORROSAO NO SISTEMA DE ATERRAMENTO 177
dist
10.8 Heterogeneidade da Temperatura do Solo cátodo Reg1ao mois} inta
f/1==!/J s,
oerado
=
protegido tem
Quando um sistema de aterramento encontra-se em regioes com temperaturas _,,
-se
a
ac;a
o
ter
mo
gal
van
ica.
Fig
ura
10.
8.1.

-/1/-'II/
Solo
e
e

Anodo
R e g i a
m e no
..
aerado cor

F
i
g
u
r
a

1
0
.
9
.
1
: Aerac;ao Diferencial aerado é o -
a.nodo. - -
10.10 -
-
e
A-;;ao -
Verpolha' .
das o .
,
Corrente
-, -•
Portanto, a ,
.
s corrosao em __ :
Corrosiio -
Elétricas um =
aterramento :
Dispersa :
profundo,
s no construído CorrNéJo
Solo de um
mesmo
material, se
No solo, há correntes dá nos
Figura 10.8.1: Ac;ao elétricas circulando provenientes de elementos
diversas fontes. Es tas correntes sao mais
Termogalvanica na conhecidas como correntes dispersas, enterrados
de fugas ou parasitas, e procu ram os no solo.
Haste Profunda caminhos de menor resistencia, tais

A regiao quente agirá como como encanamentos metálicos trilhos
tubulac;oes, qualquer condutor, solos
Figura
10.9.1.
a.nodo, e será a zona corroída. A
de menor resistividade, e Ap
regiao fria será a protegida.
principalmen e os sis temas de esa
aterramento. r
de
Os pontos onde as correntes exi
10.9 Aera-;;ao Diferencial de elétrons entrám no condutor stir
formarao urna regia?_ anódica, que a
sofrerá corrosao. A regiao catódica, cor
isto é, a regiao protegida, será a ros
reg1ao formada pelas partes onde o ao,
fluxo de elétrons deixa o condutor. é
Figura 10.10.1. im
por
Um solo com d de tant
aerac;ao diferente, forma i concentrac; e
eletrólitos diferentes, criando f ao de que
regioes anódicas e catódicas. e oxigenio. aco
Isto é, há formac;ao da pilha r Neste rra
por aerac;ao diferencial. e caso, o des
Este efeito é mais acentuado n elétrodo sa
em solos porosos. c mais ma
; aerado é o nei
A pilha por aerac;ao a cátodo e o ra.
diferencial é gerada pela menos Ob
Figura 10.10.1: Correntes de
se que a regia.o mais aerada, que
Elétrons Dispersas no Solo
a princípio propiciaría a corrosao
da haste, torna-se, por forc;a da
pilha de aerac;ao, zona catódica,
sendo, portanto, protegida.
178 CAPíTULO 10. CORROS.A.O NO SISTEMA DE ATERRAMENTO 179

• Usar corrente impressa ou forc;ada.


As correntes dispersas no solo sao do tipo contínuas e alternadas. As correntes
contínuas em relac;ao a corrosao, sao muito mais atuantes que as correntes alternadas.
Para urna corrente elétrica de mesmo valor, a alternada produz somente 1% da Os tres últimos itens serao vistos a seguir.
corrosao em corrente contínua. Se a corrente alternada for de baixa freqüencia, a
corrosao
aumenta.
10.12 Protec;ao Por lsolac;ao de Um Componente 1¡

As fontes que geram correp.tes dispersas no solo sao:


Para haver a corrosao, há a necessidade da presenc;a de quatro condic;óes,
• Correntes galvanicas devido a pilhas eletroquímicas formadas no solo, geradas como visto no item 10.3. Na falta de um deles, cessa a ac;ao da pilha eletroquímica
por qualquer processo apresentado anteriormente; e conseqüentemente a ac;ao da corrosao. No sistema de aterramento é mais simples
isolar convenientemente o cabo de descida do equipamento aterrado. Figura 10.12.1.
• Correntes devido a trac;ao elétrica de corrente contínua, com retorno pelos trilhos;

• Corrente alternada de retorno pela terra do Sistema Monofásico com Retorno


pela Terra (MRT), usada na alimentac;ao de Distribuic;ao Rural;
, Cabo
• Corrente contínua proveniente do sistema de protec;ao catódico por corrente im descida isolado
pressa. Este item será visto a seguir;

• Correntes alternadas provenientes dos curto-circuitos no sistema elétrico de ener


gia;
Solo
\
• Corrente contínua de curto-circuitos no sistema de transmissao em corrente con
1 emborracha da
tínua;
/
• Correntes telúricas, geradas pelas variac;oes .de campos magnéticos provenientes '
da movimentac;ao do magma da Terra.
haate

10.11 Protec;ao Contra a Corrosao Figura 10.12.1: Cabo de Descida !solado

Deve-se ter o cuidado de cobrir toda a conexao com urna massa emborrachada.
A corrosao de um modo ou de outro sempre estará presente, mas empregando
convenientemente algumas técnicas pode-se diminuir ou anular esta ac;ao.
Tendo-se sempre como objetivo proteger da corrosao o elemento principal do 10.13 Protec;ao Catódica Por Ánodo de Sacrificio
sistema de aterramento, pode-se aplicar, dependendo do caso, alguma das técnicas
relacionadas a seguir: Para que o metal do sistema de aterramento fique protegido, basta ligá-lo a
um outro metal que tenha um potencial menor na escala de eletronegativida.de da
• Construir todo o sistema de aterramento com um único metal; tabela 10.2.1.
Assim, o material protegido será o cátodo, e o outro será o anodo. Como o
• !solar do eletrólito o metal diferente do sistema de aterramento; anodo sofrerá a corrosao, ele é denominado de anodo de sacrificio.
• Usar anodo de sacrificio para se obter a protec;ao catódica;
T
1

180 CAPíTULO 10. CORROSAO NO SISTEMA DE ATERRAMENTO


181

O material do a.nodo de sacrifício <leve ter as seguintes características:

• Manter o potencial negativo praticamente constante ao longo de sua vida útil;


• Manter a corrente galvanica estabilizada, para que o processo de corrosao se de //-- ..\.
uniformemente; . ca.,bo de li
1 1
• Os íons positivos, dissociados na corrosao, nao devem produzir urna capa dimi massa \ 1
elétrodo
de
nuindo a área ativa da corrosao. ' ,I z1nco
em '

Os materiais que melhor satisfazem a essas condic;oes sao as ligas de Zinco e


Magnésio. Nestas ligas sao colocados aditivos para melhorar a qualidade do a.nodo de hoste ./
sacrifício. protegida
e.nchimento

Os a.nodos de sacrifício de Zinco sao adequados 'para solos cuja resistividade


vai até 1000 n.m. O a.nodo de Magnésio é usado em solos de até 3000 n.m. cátodo

Os a.nodos de sacrifício devem ter urna grande área, para produzirem


protec;oes
Figura 10.13.1: Ánodo de Sacrificio de Zinco coro Enchimento
catódicas adequadas.
Pode-se utilizar um revestimento (enchimento) nas ligas de Zinco ou Se o sistema de aterramento a proteger for muíto grande pode-se usar vários
Magnésio para aumentar o seu volume. Este enchimento é formado por urna mistura a a.nodos de sacrifícios distribuídos ou, se for o caso, concentrados, formando urna bate
base de Gesso, Bentonita e Sulfato de Sódio, nas seguintes proporc;oes: na.
Gesso ..................... 75%
Bentonita .............. 20%
Sulfato de Sódio .... 05% 10.14 Protec;áo Por Corrente Impressa
A protec;ao catódica com a.nodo de sacrifício de Zinco com ehchimento é
mos trada na figura 10.13.l. Nao se consegue fazer protec;ao catódica com a.nodo de sacrifício em solos
com resistividade elevadél,. Isto porque a corrente galvanica é muito pequena. nao
O enchimento tem as seguintes finalidades: permitindo obter-se ·a eficiencia desejada.
Neste caso, para que a protec;ao seja eficiente, <leve-se impor urna corrente
• Aumentar a área de atuac;ao, distribuindo a corrente galvanica; contínua com urna fonte externa. Esta corrente é conhecida por corrente impressa ou
• Evitar o contato do metal do a.nodo com os elementos agressivos do solo; forc;ada.
Com este processo, já visto no item 10.3.d, pode-se comandar e controlar o
• É higroscópico, mantendo a regia.o úmida, obtendo-se um regia.o de baixa resis elétrodo a ser corroído. A fonte de tensa.o externa forc;a a circulac;áo da corrente con tínua
tividade;
convencional do elétrodo a ser corroído para o sistema de aterramento a ser protegido.
• Tem volume grande para aumentar a vida útil <leste processo; Ver figura 10.14.l. ·
O elétrodo que libera a corrente convencional no solo é o que sofrerá a corrosao.
• Como está conectado ao sistema de aterramento, contribuí também na
diminuic;ao da resistencia do·aterramento. A corrente eletroquímica, isto é, a do fluxo de elétrons, circula do sistema de
aterramento para o elétrodo a ser corroído.
CAPITULO 10. CORROSA.O NO SISTEMA DE ATERRAMENTO 183
182

Como o elétrodo inerte está enterrado no solo, há necessidade de envolve-lo


com um enchimento condutor de coque metalúrgico moído. Isto adiciona as seguintes
vantagens:

• Diminui a resistividade elétrica da regiao que envolve o elétrodo inerte,


facilitando a passagem da corrente elétrica;

• Diminui o gasto do elétrodo inerte;


• Aumenta a área de dispersao da corrente no solo.

A fonte de tensao que alimenta o processo por corrente impressa é um trans


formador conectado a rede local, juntamente com urna ponte retificadora, que
converte
corrente alternada em contínua.

10.15 Religamento e a Corrosao

- -- -- ---
-
- o religador' usado na prote<;ao do sistema de distribui<_;ao, de um modo geral
' ', Aterromento
protegido
/ prejudica o sistema de aterramento.

- - As aberturas e tentativas de religamento produzem interrup<_;oes e inrush de

"', --- - ----


/--

----- ---- ----


.................
correntes elétricas que aceleram o processo de corrosao. Outro elemento que também
'-....... // /
acelera a corrosao é a eleva<;ao da temperatura do sistema de aterramento, como indi
........ /
........ .........
, -----..-.--
...- / cado na figura 10.15.1.
A temperatura final após as tentativas de religamento é bem maior do que um
Fluxo de elétrons
sistema que nao utiliza o religador.

Figura 10.14.1: Prote<;áo Por Corrente Impressa Portanto, isto implica num maior dimensionamento do aterramento.

Como o objetivo é proteger o sistema de aterramento, nao h.á necessidade da


corrosao do elétrodo. Para manter a vida útil e a eficiencia da prote<_;ao por corrente · 10.16 Considera oes
impress.a deve-se usar um material altamente resistente a corrosao no elétrodo a ser

corroído.' Por este motivo, ele é conhecido como elétrodo inerte. • Ferro-Silício em solos normais;
Os materiais usados na confec<;ao dos elétrodos inertes sao: • Ferro-Silício-Cromo (14, 5% Si - 4, 5% Gr) em solo com salinidade.

• Grafite em solos normais;


O assunto sobre corrosao é muito complexo, portanto, aqui contidas mostram a imp.ortancia da corrosao no sistema de aterramento, assunto
procurou-se neste capí tulo, apenas abordar o assunto de maneira este tao ne gligenciado mas que deve ser profundamente estudado e considerado.
singela, sintetizando os tópicos principais da corrosao
relacionados com o sistema de aterramento. As informa<_;oes Maiores detalhes deverao ser estudados para serem considerados no projeto
de um sistema de aterramento.
CAPITULO 10. CORROSÁO NO SISTEMA DE ATERRAMENTO
184

8 I

Capítulo 11

I folho ---- ..---------..---------


Surtos de Tensao
8
I
I final
I
I 11.1 Introdm:;ao
I
I
I
I
Todo o conteúdo deste livro sobre aterramento foi desenvolvido considerando
83 II
I
correntes elétricasa freqüencia de 60Hz.
...' I
81
I ' ' ..... .... I No entanto, a resistencia elétrica que um sistema de aterramento apresenta
I

I
r-,
', ....,.. I ' ao surto de tensao (66] é diferente da resistencia a 60 Hz.
1 ... 1
84'
' ,
............I Neste capítulo, nao como objetivo de esgotar o assunto, mas simplesmente
I

8
inicial --- I 8z para mostrar a sua importancia, apresenta-se a análise de surtos de tensao em um
sistema de aterramento com urna ,haste.
4

t t
2

11.2 Campo Elétrico Gerado no Solo Pelo Surto de Corrente


t t t t t (1)
3 4 5 6 em Urna Haste

Figura 10.15.1: Elevai;ao da Temperatura Devido ao Religamento


Um surto de corrente [66] em urna haste de aterramento, figura 11.2.1, gera na
sua vizinham;a um campo elétrico. Este campo elétrico é dado pela expressao 11.2.1.

Onde:
E(x=) P fsurto
271' (Lx + [:] (11.2,1)

x 2)
!surto=> Valor máximo (crista) da corrente de surto [AJ
p => Resistividade do solo [O.m]
L => Comprimento da haste [m]

185
------------------------- · .
CAPíTULO 11. SURTOS DE TENSA.O
186 187

x =? Menor distancia [m] do ponto p a O gradiente de ioniza<;áo pode ser estimado através da fórmula proposta por
haste
Oettle_ [56], indicada abaixo:
E(x) =? Intensidade do campo elétrico no ponto P []

E; = 241 / ·
215
(11.3.1)
Onde:
.I Surto

E; =? gradiente de ioni a<;áo [:]


Solo p =? resistividade elétrica do solo em n.m
p
L

--
E(x)
11.4 Zona de Ionizac;ao no Solo

l ------· Considere-se urna haste de um sistema de aterramento constituído de hastes.

-----•p
Como foi visto antes, o surto de corrente pode ionizar urna certa regiáo do solo em
torno da haste. Evidentemente esta regiáo é limitada, ou seja, o solo em torno da haste
Figura 11.2.1: Campo Elétrico ao Redor da Haste é ionizado até urna certa distancia (xtimite) na qual o campo elétrico E(x), devido ao
surto, é igual ao gradiente de ioniza<;áo (E;) do solo. Além deste limite o campo
Observe que este campo elétrico acompanha a forma impulsiva da corrente de
elétrico E(x) náo tem valor suficiente para ionizar o solo. Ver figura 11.4.1.
surto.

11.3 Gradiente de Ionizac;ao do


I Surto
Solo

A frente de onda do campo elétrico criado pelo surto de corrente tem a pro
priedade de facilitar a ioniza,c ao do solo na vizinharn;a da haste.
Solo ----=--=- ---
O valor limite do campo elétrico acima do qual o solo torna-s: ionizado é =-
chamado de gradiente de ioniza<;ao. Estes valores limites, para alguns tipos de solo, -
= = = -- ---
-· -- -
-----------
---:::--=... --- ---L::. ::..-
[:J
==-ru:--- ;
esta.o apresentados na Tabela 11.3.l. Gradiente de
Tipo de Solo Ioniza<;áo

-·-
"

Cascalho úmido
Cascalho seco
11,4 - 19,2
20,8 - 22,8 --- ---
Areia úmida 13,0 - 23,4 Regiao do solo ......;. ,.;;,, _ _ _ _ _ ¡,....,.;;;..

Areia seca
Argila plástica
17,1 - 18,8
18,7 - 39,0
\ionizado
----- - - - - -
Tabela 11.3.1: Gradiente de Ioniza<;ao Figura 11.4.1: Zona de Ioniza<;ao no
Quando O campo elétrico for maior do que o gradiente de ioniza<;áo, o solo Solo Levando na expressao 11.2.1, tem-se:
fica ionizado, isto é, sua resistencia elétrica caí praticamente a .zero.
1
1
1

188 CAPíTULO 11. SURTOS DE TENSA.O 189

1
Ei=
( -
-p_f_s_-
1
21r
1
.
4
.
1
RESIITfNCIA IOHr
)
100
O

X
/
i
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e
,

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10
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a
r
c
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o o

s 1
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E
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c
;
a
o
L o
= (11.4.2)
.
P
fsu
rto
X/i
mit P
e+
o
X/i
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2 a
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i t
d o
o
a
a o

e s
s u
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o
m
P d
ln
[ (n)
(11.4.3) 0 L.o-"-1_0._o_o_._.,.4,,.090 e
L+
x1i .._,,.,o:1,o"'o......'"'1c-,o oo '-:':,o:-:o!-::o
mit
e) o.....::-:'!1o2 oo
Rsurto c
2 Cor o
O = 21(r X rent
r
e de
n r
Cris
d L + ta
e
e n
: X/imite
) do
t
Surt
o e

n
Figura 11.4.2: e
Resistencia x Corrente de s
Crista do Surto t
=> resistencia elétrica do
a)
Rsurto e
aterramento ao surto Exemplo Numérico p (4L) a
Note que o mesmo campo Urna haste de 3m, diametro 25mm, t
elétrico criado pela corrente de curto !
está cravada em m solo, cuja resistividade
elétrica é de 2000 n.m. O gradiente de
e
r
em 60 Hz, nao tem a propriedade de
ionizar o solo em torno da haste,
.
ionizac;ao do solo é d 16
O surto máximo r
istotporque, a onda senoidal é a
m
muito suave em relac;ao a frente de onda
e
do surto. n
Genericamente, pode-se t
afirmar que: o

t
Rsu e
rto :
:;
m
Rcu
rto o
(11.
4.4) v
a
Na figura 11.4.2 tem-se a l
característica da resistencia versus o
corrente de surto, para urna haste r
cravada num solo de areia e argila.
d
A diferenc;a entre a resistencia e
do aterramento a 60Hz e ao surto é tanto c
maior r
quanto for a resistividade do solo. Num i
solo com ,alta resistividade, a
resistencia ao surto cai bastante em s
relac;ao a resistencia do aterramento
60Hz. · Já em solo com
a t
baixa resistividade nao há muita a
diferenc;a entre a resistencia ao surto e
a resistencia d
a 60Hz. e
rrentes de curto-circuitos em X/imite + 3Xlimite = 27f. 1600000
60Hz.
X/imite = O, 30m

R6oHz = 27fL ln d e) A resistencia elétrica ao surto


_ 2000
_ 2000 ln ( 4.3 )
OHz- 2.?r.3 25.lQ- 3 ln [4
R6oHz = 655, 06 O (3 + O, 30)]
Rsurto- 27f. (3+ O, 30) 2. O,
b) O raio do cilindro ionizado pelo
1

30
surto
2 2000.5000 Rsurto = 298, 15 n
190 CAPíTULO 11. SURTOS DE TENSA.O

11.5 Finalidade da Haste

O emprego de hastes verticais no aterramento, ou no complemento de aterra


mentos maiores, é importante para o bom desempenho do escoamento das correntes
de surto. Além de baixar a resistencia de terra, a ponta da haste ajuda a manter os
potenciais perigosos no fundo do solo.
Como um equipamento elétrico está sujeito a curto-circuitos e a surtos, deve Apendice A
se sempre usar urna ou mais hastes no ponto da ligac;ao do cabo de descida ao sistema
de aterramento. A haste cravada na malha no ponto da conexao do cabo de descida, é
importante porque facilita a dissipac;ao do surto para a terra, evitando a sua pro
pagac;ao pela malha. A regiao ativa do surto nestas condic;oes na malha, está estimada
num raio de·5m em torno da haste.
Tabelas de Hastes Paralelas,
Alinhadas e Igualmente Espa adas

L=·2m d =:; 1" R1haste = O, 513pa


Espac;amentos 2m 3m 4m 5m
Número
de H stes R.q [í!] K R.q [í!] K R.q [í!] K R.q [í!] K
2 0,29lpa 0,568 0,28lpa 0,548 0,27Gpa 0,537 0,272pa 0,530
3 0,210pa 0,410 0,199pa 0,388 0,192pa 0,375 0,188pa 0,367
4 0,167pa 0,326 0,155pa 0,303 0,149pa Q,291 0,145pa 0,283
5 0,140pa 0,272 0,128pa 0,250 0,122pa 0,239 0,119pa 0,231
6 0,12lpa 0,235 O,llOpa 0,214 0,104pa 0,203 O,lOlpa 0,196
7 0,106pa 0,208 0,096pa 0,188 0,09lpa 0,177 0,087pa 0,171
- 8 0,096pa 0,186 0,086pa 0,167 0,08lpa 0,157 0,078pa 0,151
9 0,087pa 0,169 0,078pa 0,151 0,073pa 0,142 0,070pa 0,136
- 10 0,080pa 0,155 0,07lpa 0,138 0,066pa 0,129 0,063pa 0,123
- 11 0,074pa 0,144 0,065pa 0,127 0,061pa 0,119 0,058pa 0,113
- 12 O,OG9pa 0,134
0,064pa 0,125
0,061 pct
0,057pa
0,118
0,110
0,05(ipa
0,052pa
0,110
0,102
0,054pa
0,050pa
0,105
0,097
, 13
14 0,060pa 0,118 0,05:lpa 0,103 0,049pa 0,096 0,041pa 0,091
15 0,057pa 0,111 0,050pa 0,097 0,046pa 0,090 0,044pa 0,086
'-

Tabela A.0.1:

191
192APÉNDICE A. TABELAS DE HASTES PARALELAS, ALINHADAS E IGUALMENTE ESPAQADAS 193

L=2m d = 1" R1 haste = O, 458pa


L=2m d- - §." R1 haste = O, 495pa
R
Espa<;amentos 2m 3m 4m 5m
Espa<;amentos 2m 3m 4m 5m Número
Nt'.11nero de Hastes Req [U] K Req [H] K Req [O] K R.q [H] K
R.q [U] K Req [H] K Req [H] K R.q [U] K
2
de Bastes 0,264pa 0,577 0,254pa 0,554 0,248pa. 0,542 0,244pa 0,534
2 0,283pa 0,571 0,272pa 0,550 0,267pa 0,539 0,263pa 0,531 3 0,192pa ·0,420 0,180pa 0,394 0,174pa 0,380 0,170pa 0,371
3 0,205pa 0,413 0,193pa 0,389 0,186pa 0,376 0,182pa 0,368 4 0,153pa 0,335 0,142pa 0,309 0,135pa 0,296 0,13lpa 0,287
4 0,163pa 0,329 0,15lpa 0,305 0,145pa 0,292 0,141pa 0,284 5 0,129pa 0,281 0,117pa 0,257 O,lllpa 0,243 0,108pa 0,235
5 0,136pa 0,275 0,125pa 0,252 O,l 19pa 0,240 0,115pa 0,232 6 O,lllpa 0,243 O,lOlpa 0,220 0,095pa 0,207 0,09lpa 0,200
6 O,l18pa 0,238 0,107pa 0,216 0,10lpa 0,204 0,098pa 0,197 7 0,099pa 0,215 0,088pa 0,193 0,083pa 0,181 0,080pa 0,174
7 0,104pa 0,210 0,094pa 0,189 0,088pa 0,178 0,085pa '0,172 8 0,089pa 0,194 0,079pa 0,173 0,074pa 0,161 0,07lpa 0,154
8 0,093pa 0,189 0,084pa 0,169 0,079pa 0,159 0,075pa 0,152 9 0,08lpa 0,176 0,07lpa 0,156 0,067pa 0,145 0,064pa 0,139
9 0,085pa 0,171 0,076pá 0,153 0,07lpa 0,143 0,068pa 0,137 10 0,074pa 0,162 0,065pa 0,143 0,061pa 0,133 0,058pa 0,126
10 0,078pa 0,157 0,069pa 0,140 0,064pa 0,130 0,062pa 0,124 11 0,069pa 0,150 0,060pa 0,132 0,056pa 0,122 0,053pa 0,116
11 0,072pa 0,146 0,064pa 0,129 0,059piz 0,120 0,056pa 0,114 12 0,064pa 0,140 0,056pa 0,122 .0,052pa 0,113 0,049pa 0,107
12 0,067pa 0,136 0,059pa 0,119 0,055pa 0,111 0,052pa 0,105 13 0,060pa 0,131 0,052pa 0,114 0,048pa 0,105 0,046pa 0,100
13 0,063pa 0,127 0,05.Spa 0,111 0,051pa 0,103 0,049pa 0,098 14 0,057 pa 0,124 0,049pa 0,107 0,045pa 0,099 0,043pa 0,093
14 0,059pa 0,120 0,052pa 0,105 0,048pa 0,097 0,045¡:,a 0,092 15 0,053pa 0,117 0,046pa 0,101 0,043pa 0,093 0,040pa 0,088
15 0,056pa 0,113 0,049pa 0,099 0,045pa 0,091 0,043pa 0,086
Tabela A.0.4:
Tabela A.0.2:
L = 2,4m d- !"
- ? R1 haste = O, 440pa
L=2m d- - 2 d " Rt haste = O, 4 Jpd Espa<;amentos 2,5m 3m 4m .5rn
Espa<;amcntos 2m 3m 4m 5m Número
Número de Bastes Req ¡nJ K Req [H] K Req [U] K Req [H] K
de Hastes
Req [H] K Req [nJ K Req [U] K Req ¡nJ K 2 0,248pa 0,564 0,244pa 0,555 0,239pa 0,543 0,235pa 0,535
2 0,275pa 0,573 0,265pa 0,552 0,259pa 0,540 -0,256pa 0,532 3 0,178pa 0,406 O,l74pa 0,395 0,168pa 0,381 0,164pa 0,372
3 0,200pa 0,416 0,188pa 0,391 0,182pa 0,378 0,177 pa 0,369 4 0,14lpa 0,321 0,136pa 0,310_ 0,130pa 0,297 0,127 pa 0,288
4 O,l59pa 0,3.31 0,147 pa 0,307 0,14lpa 0,293 0,137pa 0,285 5 0,118pa 0,268 0,113pa 0,258 0,107pa 0,245 0,104pa 0,236
5 0,133pa 0,277 0,122pa 0,2.54 0,116pa 0,241 0,112pa 0,233 6 0,102pa 0,231 0,097pa 0,221 0,092pa 0,209 0,088pa 0,201
6 0,115pa 0,240' 0,105pa 0,217 0,099pa 0,205 0,095pa 0,198 7 0,090pa 0,204 0,08,5pa 0,195 0,080pa 0,182 0,077pa 0,175
7 0,102pa 0,212 0,092pa 0,191 0,086pa 0,179 0,083pa 0,172 8 0,080pa 0,183 0,076pa 0,174 0,071pa 0,162 0,068pa 0,155
8 0,092pa 0;{90 0,082pa 0,170 0,077pa 0,160 0,073pa 0,153 9 0,073pa 0,166 0,069pa 0,157 0,064pa 0,147 0,06lpa 0,140
9 0,083pa 0,1 0,071pa 0,154 0,069pa 0,144 0,066pa 0,138 10 0,067pa 0,152 0,063pa 0,144 0,059pa 0,134 0,056pa 0,127
10 0,076pa 0,159 (í,008-piz- 0,141 0,063pa 0,131 0,060pa 0,12[; 11 0,062pa 0,140 0,058pa 0,133 0,054pa 0,123 0,051pa 0,117
11 0,07lpa 0,147 0,062pa 0,130 0,058pa 0,121 0,055pa 0,115 12 0,057pa 0,131 0,054pa 0,123 0,050pa 0,114 0,048pa 0,108
12 0,066pa 0,137 0,058pa 0,120 0,054pa 0,112 0,051pa 0,106 13 0,054pa 0,122 0,051pa 0,115 0,047pa 0,106 0,044pa 0,101
13· 0,062pa 0,129 0,054pa 0,113 0,050pa 0,104 0,047pa 0,099 14 0,051pa 0,115 0,048pa 0,108 0,044pa 0,100 0,041pa 0,094
14 0,058pa 0,121 0,051pa 0,106 0,047pa 0,097 0,044pa 0,092 15 0,048pa 0,109 0,045pa 0,102 0,04lpa 0,094 0,039pa 0,089
15 0,055pa 0,114 0,018pa 0,100 0,044pa 0,092 0,042pa 0,087
Tabela A.0..5:
Tabela A.0.3:
r

. 195
194APENDICE A. TABELAS DE HASTES PARALELAS, ALINHADAS E IGUALMENTE ESPAQADAS

L = 2,4m d = 1" R1 haate = O, 394pa


Espac;amentos 2,5m 3m 4m 5m
Número
L = 2,4m d-- !R?" R¡ haste = O, 425pa R.q ¡n¡ K Req ¡n¡ K Req [fl] K Req [nJ K
de Hastes
Espa1,amentos 2,5m 3m 4m 5m
2 0,225pa 0,572 0,22lpa 0,562 0,216pa 0,548 0,212pa 0,539
Número de
Hastes
Req [fl] K Req [nJ K Req [nJ K Req [nJ K 3 0,163pa 0,414 0,158pa 0,403 0,152pa 0,387 0,148pa 0,377
4 0,130pa 0,330 0,125pa 0,318 0,119pa 0,302 0,115pa 0,292
2 0,24 lpa 0,/ífi(l 0,2:J7pa o ,r,/í7 0,2:31 pa O,M'1 0,228pa o,r,aG
o·,397
5 0,109pa 0,276 0,104pa 0,265 0,098pa 0,250 0,095pa 0,240
3 0,173pa 0,4Ó8 0,169pa O,l63pa 0,383 0,159pa 0,374
6 0,094pa 0,238 0,090pa 0,228 0,084pa 0,214 0,08lpa 0,205
4 0,137 pa 0,324 0,133pa 0,313 0,127 pa 0,298 0,123pa 0,289
7 0,083pa 0,211 0,079pa 0,201 0,074pa 0,187 0,070pa 0,179
5 0,115pa 0,270 O,llOpa 0,260 0,105pa 0,246 O,lOlpa 0,237
8 0,074pa 0,189 0,071pa 0,180 0,066pa 0,167 0,063pa 0,159
6 0,099pa 0,233 0,095pa 0,223 0,089pa 0,210 0,086pa 0,202
9 0,068pa 0,172 0,064pa 0,163 0,059pa 0,151 0,056pa 0,143
7 0,087pa 0,206 0,083pa 0,196 0,078pa 0,184 0,075pa 0,176
0,05!)pa
10 0,062pa 0,1.'í8 0,1'19 0,05'1pa 0,138 0,05lpa 0,1:JO
8 0,078pa 0,185 0,075pa 0,176 0,070pa 0,164 0,066pa 0,156 11 0,058pa 0,146 0,054pa 0,138 0,050pa 0,127 0,047pa 0,120
9 0,071pa 0,168 0,068pa 0,159 0,063pa 0,148 0,060pa 0,141 12 0,054pa 0,136 0,050pa 0,128 0,046pa 0;118 0,044pa 0,111
10 0,065pa 0,154 0,062pa 0,146 0,057pa 0,135 0,054pa 0,128 13 0,050pa 0,128 0,047pa 0,120 0,043pa 0,110 0,041pa 0,103
11 0,060pa 0,142 0,057pa 0,134 0,053pa 0,124 0,050pa 0,118 14 0,047pa 0,120 0,044pa 0,113 0,040pa 0,103 0,038pa 0,097
12 0,056pa .0,132 0,053pa 0,125 0,049pa 0,115 0,046pa 0,109 15 0,045pa 0,113 0,042pa 0,106 0,038pa 0,097 0,036pa 0,091
13 0,053pa 0,124 0,050pa 0,117 0,0413pa 0,107 0,043pa 0,101
14 0,049pa 0,117 0,047pa 0,110 0,043pa 0,101 0,040pa 0,095 Tabela A.0.8:
15 0,047pa 0,110 0,044pa 0,103 0,040pa 0,095 0,038pa 0,089
Tabela A.0.6: L = 3m d-- !?" R1 haste = O, 363pa
Espac;amentos 3m 4m 5m
L = 2,4m d-- ª"
d R1 haste = O, 4rJpa Número
Req ¡nJ K Req ¡nJ K Req ¡nJ K
Espac;amentos 2,5m 3m 4m 5m de Hastes
Número 2 0,205pa 0,564 0,200pa 0,551 0,197pa 0,541
de Hastes
Req [nJ K Req [nJ K Req [nJ K . Req ¡nJ K
3 0,148pa 0,406 0,142pa 0,390 0,138pa 0,380
2 0,235pa 0,568 0,23lpa 0,559 0,225pa 0,546 0,222pa 0,537 4 0,117 pa 0,321 O,lllpa 0,306 0,107pa 0,295
3 0,169pa 0,410 0,165pa 0,399 0,159pa 0,384 0,155pa 0,375 5 0,097 pa 0,268 0,092pa 0,253 0,088pa 0,243
4 0,134pa 0,326 0,130pa 0,315 0,124pa 0,300 0,120pa 0,290 6 0,084pa 0,2:JI 0,079pa 0,217 0,075pa 0,207
5 0,112pa 0,272 0,108pa 0,262 0,102pa 0,247 0,098pa 0,238 7 0,074pa 0,204 0,069pa 0,190 0,066pa 0,181
6 0,097pa 0,235 0,093pa 0,225 0,087pa 0,211 0,084pa 0,203 8 0,066pa 0,183 0,062pa 0,170 0,059pa 0,161
7 0,086pa 0,2Q8 0,082pa 0,198 0,076pa 0,185 0,073pa 0,177
0,060pa 0,16(i
9 0,056pa 0,153 0,053pa 0,145
8 0,077 pa 0,186' O,U73pa 0,177 0,068pa 0,165 0,065pa 0,157
10 0,055pa 0,152 0,05lpa 0,140 0,048pa 0,133
9 0,070pa 0,169 '0,06íioa 0,160 0,061pa 0,149 0,058pa 0,142
10 0,064pa 0,155 0,061pa 0,147 0,056pa 0,136 0,053pa 0,129 11 0,05lpa 0,141 0,047pa 0,129 0,044pa 0,122
11 0,059pa 0,144 0,056pa 0,136 0,052pa 0,125 0,049pa 0,119 12 0,048pa 0,131 0,044pa 0,120 0,04lpa 0,113
12 .. 0,055pa 0,134 0,052pa 0,126 0,048pa 0,116 0,045pa 0,110 13 0,04,5pa 0,122 0,04J pa 0,112 0,038pa 0,0105
13 0,052pa 0,125 0,049pa 0,118 0,045pa 0,108 0,042pa 0,102 14 0,042pa 0,115 0,038pa 0,105 0,036pa 0,099
14 0,049pa 0,118 0,046pa 0,111 0,042pa 0,101 0,039pa 0,096 15 0,040pa 0,109 0,036pa 0,099 0,034pa 0,093
15 0,046pa 0,111 0,043pa 0,104 0,039pa 0,096 0,037pa 0,090
Tabela A.0.9:
Tabela A.O.7:
f""

196APÉNDICE A. TABELAS DE HASTES PARALELAS, ALINHADAS E IGUALMENTE ESPAQADAS 197

L=3m d -- ¡5;" R1 haste = O, 352pa


Espac;amentos 3m 4m 5m
Número
de Hastes Req ¡nJ K Req [nJ K Req ¡nJ K
2 O,l99pa 0,566 O,l94pa 0,552 O,l9lpa 0,543
3 O,l44pa 0,408 O,l38pa 0,392 O,l34pa 0,381
4 O,ll4pa 0,324 0,108pa 0,307 0,104pa 0,297
5 0,095pa 0,270 0,090pa 0,255 0,086pa 0,245
6 0,082pa 0,233 0,077 pa 0,218 0,073pa 0,209
7 0,072pa 0,206 0,067 pa 0,192 0,064pa 0,182
8 0,065pa 0,185 0,060pa 0,171 0,057pa 0,162
L=3m d = 1" R1 haste = O, 327 pa
9 0,059pa 0,168 0,054pa 0,155 0,052pa 0,147
0,154 0,142 Espac;amentos 3m 4m 5m
10 0,054pa O,O!íOpa 0,047 pa 0,134
Número [nJ
11 0,050pa 0,142 0,046pa 0,130 0,043pa 0,123
de Hastes
Req [nJ K Req [nJ K Req K
12 0,047pa 0,132 0,04:Jpa 0,121 0,040pa 0,114
2 0,187pa 0,571 0,182pa 0,5.56 0,178pa 0,546
13 0,044pa 0,124 0,040pa 0,113 0,037pa 0,106
3 0,135pa 0,414 0,129pa 0,396 0,126pa 0,385
14 0,041pa 0,117 0,037 pa 0,106 0,035pa 0,100
4 0,108pa 0,329 0,102pa 0,312 0,098pa 0,300
15 0,039pa 0,110 0,035pa 0,100 0,033pa 0,094
5 0,090pa 0,276 0,085pa 0,259 0,08lpa 0,248
Ta.bela A.0.10: /
6 0,078pa 0,238 0,073pa 0,222 0,069pa 0,212
7 0,069pa 0,211 0,064pa 0,195 0,06lpa 0,185
8 0,062pa 0,189 0,0.'57 pa 0,175 0,054pa 0,165
L=3m d -- ª -"
, t R1 haste = O, 3 pa 9 0,056pa 0,172 0,052pa 0,158 0,049pa 0,149
Espac;amentos 3m 4m '5m 10 0,052pa 0,158 0,047pa 0,145 0,045pa 0,136
Número de Hastes
Req [nJ K Rpq ¡nJ K Req ¡nJ K 11 0,048pa 0,146 0,044pa 0,133 0,04lpa 0,125
12 0,044pa 0,136 0,04lpa 0,124 0,038pa 0,116
2 O,l94pa 0,568 O,l89pa 0,554 0,186pa 0,544 0,042pa 0,128 0,038pa 0,116 0,035pa 0,109
13
3 0,140pa 0,410 0,135pa 0,394 0,13lpa 0,383 0,120 0,036pa 0,109 0,033pa 0,102
14 0,039pa
4 O,lllpa 0,326 0,106pa 0,309 0,102pa 0,298 0,113 0,034pa 0,103 0,03lpa 0,096
15 0,037pa
5 0,093pa 0,272 0,088pa 0,256 0,084pa 0,246
6 0,080pa 0,235 0,075pa 0,220 0,072pa 0,210 Tabela A.0.12:
7 0,07)pa 0,208 0,066pa 0,193 0,063pa 0,184
8 0,064'p{l 0,186 0,059pa 0,172 0,056pa 0,163
9 0,058pa hf),1-@- Hr,053pa 0,156 0,050pa 0,148
10 0,053pa 0,155 0,049pa 0,143 0,046pa 0,135
11 0,049pa 0,144 0,045pa 0,132 0,042pa 0,124
'..,. 12 0,046pa 0,134 0,042pa 0,122 0,039pa 0,115
13 0,043pa 0,125 0,039pa 0,114 0,037 pa 0,107
14 0,040pa 0,118 0,037 pa 0,107 0,034pa 0,100
15 0,038pa 0,111 0,035pa 0,101 0,032pa 0,095
Tabela A.0.11:
l9BAPÉNDICE A. TABELAS DE HASTES PARALELAS, ALINHADAS E IGUALMENTE ESPAQADAS

Apendice B

Retorno da Corrente de Sequencia


Zero do Curto-Circuito

B.1 Correntes de Curto-Circuito pela Terra

As correntes que trafegarrt pela terra e entram na malha sao provenientes de:

• curtos-circúitos monofásicos a terra;


• curtos-circuitos bifásicos a terra.
Estes tipos de curto-circuitos geram correntes de sequencia zero [11]. As cor
rentes de sequencia zero sao as únicas que, através da terra ou do cabo de cobertura,
retornam a subesta<_;ao. Como explicado em [11], as correntes de sequencia zero estao
em fase e geram um campo magnético que enla<_;a e se concatena com o cabo de cober
tura da Linha de Transmissao. Este enlace produz, pelo princípio da a<_;ao e rea<_;ao,
urna corrente induzida de retorno, conhecida como corrente auto-neutralizada. Esta
corrente retorna pelo cabo de cobertura até a subesta<_;ao, isto é, a corrente auto
neutralizada retorna acompanhando o tra<_;ado da Linha de Transmissao. Ver Figura
B.1.1.

A terra sob a Linha de Transmissao está também em paralelo com o cabo de


cobertura. Portanto, o fluxo magnético proveniente das correntes de sequencia zero
também se concatena coma terra (solo) soba Linha de Transmissao, induzindo nesta
urna corrente chamada de corrente de retorno pela terra soba Linha de Transmissao.
Figura B.1.1. Esta corrente retorna pela terra a subesta<_;ao, acompanhando o tra<_;ado
da Linha de Transmissao [11].
O restante da corrente de curto-circuito fica entao liberado, e retorna utili
a
zando o menor tra<_;ado que vai do ponto do curto-circuito subesta<_;ao.

199
200 APENI¿ICE B. RETORNO DA CORRENTE DE SEQUENCIA ZERO DO CURTO-CIRCUITO 201

r---------------A
t >------------ B
íterra liberada • t .
t lterra soba
L.T. e
t solo
cabo guarda

///,S'///

malha
' ...........
-...
........ -.._
.....
-1· _a_l_h_a_
- . - m
Figura B.1.1: Retorno da Corrente de Sequencia Zero a Subestac,;ao -
Figura B.2.1: Corrente de Malha
O defeito que tem a maior corrente de sequencia ZifO é o curto-circuito mo

nofásico aterra e seu valor é dado pela expressao B.1.1. A corrente de malha Umalha) é a corrente que produz as tensoes de passo e
toque. Portanto, a corrente de malha é a que deve ser considerada no cálculo do dimen
sionamento da malha, na questao da qualificac,;ao da malha no quesito de seguranc,;a
humana.
jcurto lef, - terra = 3jo = Ícabo de cobertura+ Íterra soba L.T. + Íterra liberada· (B.1.1) Observa-se que a corrente auto-neutralizada nao contribui na gerac,;ao de
tensoes de passo e toque. Isto porque esta corrente retorna ·pelo cabo de cobertura e
entra diretamente no cabo da malha retornando ao sistema elétrico pelo terra do Y do
B.2 Corrente de Malha transformador ou do gerador síncrono.

A corrente de malha também pode ser obtida utilizando-se a expressao B.2.2.


A corrente de malha'('f ac nte elétrica que efetivamente trafega
pela terra e entra na malha pelo solo, ver Figura B.2.1.
jmalha = Ícurto lef, - terra- L jcabo de cobertura das L.T. 1 s (B.2.2)
A Imalha é a corrente que entra na malha pelo solo. Ela é composta pela
corrente de terra sob a L.T. e a corrente pela terra liberada. Seu valor é dado pela Salienta-se que a corrente de malha é menor que a corrente de curto-circuito
expressao B.2.1. e seu valor depende da:

jmalha = Íterra soba L.T. + jterra liberada (B.2.1) • geometria espacial dos condutores fase, cabo de cobertura e distancia aterra;
202 APÉNDICE B. RETORNO DA CORRENTE DE SEQUÉNCIA ZERO DO CURTO-CIRCUITO

• resistividade do solo;
• bitola dos condutores fase e cabo de cobertura; Apendice C
• material(resistividade) dos condutores envolvidos;
• configura<;ao das L.T.'s conectadas a subesta<;ao. Resistencia de Malha
Dependendo das condi<;oes acima, a corrente de malha pode variar numa
faixa larga, como indica, por exemplo, a expressao B.2.3.

Neste apendice, sao apresentados os resultados dos trabalhos de vários pes


quisadores relativos ao cálculo da resistencia de malha de terra (Rmalha) .
{ o,1 }
Imalha = a jcurto 1ct, - terra (B.2.3)
0,64 C.1 Resistencia de Malha de Terra

As fórmulas apresentadas neste ítem referem-se a resistencia de malha de


terra proposta por diversos autores:

1) - Fórmula de Dwight [69]

RDwight =4Pa
- (C.1.1)
A--
malha

2) - Fórmula de Laurent e Nilman (38]

RLaurent = -Pa --- + --Pa


(C.1.2)
4 Ama/ha Ltotal

3) - Fórmula de Nahman e Skuletich [70]

203
r
l
204 APENDICE C. RESISTENCIA DE MALHA 205

h ===} profundidade da malha no solo;


R _ ( o, 53 1, 75 ) ( 80hd ) 41
d ==:> dia.metro do condutor da malha de terra;
· NS - Pa r,r--- + 1 1 - ---- (C.1.3)
VAma/ha n':f Ltota/ n,./ Ama/ha
N = n- 1 ===} número de quadrículas em urna direc;ao;
..0.l ===} lado da quadrícula;

4) - Fórmula de Schwartz [71] KEP RI ==> fator de correc;ao da Resistencia de Malha conforme proposto na re-
ferencia [68];

R Schwartz =-LPa-- [1n (2-Lhto-t,a-l) + k1 (


- k2)] (C.1.4) vdh para malha com profundidade h
Ltota/ O, 5 para malha na superficie (h = O)
7r total V
r1malha
!!: _ comprimento da malha
w
b- largura da malha

5) - Fórmula de Sverak [45] { -0,04w + 1,41 para h = O


- -)] (C.1.5) -0, 05w + 1, 20 para h = /0 ,./ Ama/ha
1 1
Rsverak = Pa [- - + l (1 +---
Ltotal y20Amalha 1+ h/- A lh
: a
-0, 05w + 1, 13 para h = ,./Ama/ha

O, 15w + 5, 50 para h = O
O, 10w + 4, 68 para h = lo,./ Amatha
-0, 05w + 4, 40 para h = ,./Amatha

(C.1.6) C.2 Análise da Resistencia de Malha em Fun ao de Para.


metros

6) - Fórmula do Método Computacional do EPRI


. Na Figura C.2.1 sao mostrados resultados para a Resistencia de Malha, em
furn;ao da sua profundidade (h), obtidos pelas expressoes apresentadas neste Apendice,
para urna malha de terra com 20m X 20m com 4 quadrículas em cada direc;ao. O
dia.metro do cabo é de 1cm.

.
[6 8]

7) - Fórmula
R CS= Pa{14V
de Ch w e Salama (67]
+ 1 [ 1 l (0,165..0.l)]} (· 2,256h) (C.1.7) Tomando cqmo referencia a Resistencia de Malha calculada pela expressao
..0.l
onde: N ,/21r n I- ,./
proposta pelo EPRI, Fórmula C.1.6, os erros percentuais da Rmalha estao apresentados na Figura C.2.2.

Pa ==> resistividade aparente do solo; Urna comparac;ao de Rmatha, em func;ao do comprimento total de cabos
Ama/ha ===} área da malha de terra; C.2.3, onde os cálculos foram efetuados para a malha
(Ltotat), está mostrada na Figura
exem plo mostrada na Figura C.2.1, montada a urna profundidade de O, 5m e número
Ltoial ===} comprimento t tal dos cabos que formam a malha; de quadrículas igual a 7 x 7.
n ==> número de condutores paralelos ao longo de urna direc;ao da malha;
T
1
/

206 APENDICE C. RESISTENCIA DE MALHA


207

32.00 30.CO] 3
Rmalha
Rmalha
30.00
5
4
25.00

28.00

26.00
20.00li ¡\
24.00
'5.00

22.00 ,0001
5.00 -j

0.40 0.60 0.80 1.00


3