Você está na página 1de 58

Teoria da Relatividade Especial

Hidembergue Ordozgoith da Frota

Departamento de Física
Instituto de Ciências Exatas
Universidade Federal do Amazonas
A Transformação Galileana e a
Mecânica Clássica

Galileo Galilei (1564-1642)

As Leis da Mecânica são as mesmas em todos os


sistemas de referência inerciais?
Eixo y Segunda Lei
de Newton
m ( x, y , z , t )
d 2x
y m 2  Fx
dt
Eixo x
d2y
z m 2  Fy
dt
x
d 2z
Referencial m 2  Fz
Eixo z dt
Inercial
Eixo y Eixo y'
Transformadas m
F
de Galileu
S S’ Eixo x Eixo x'

ut x'

x
Eixo z Eixo z'

1) Como transformamos a descrição do sistema


inercial S, de coordenadas (x,y,z), para o sistema
inercial S’, de coordenadas (x´,y´z´)?

2) Ao fazer essa transformação, o que acontece


com as equações que regem o sistema?
Eixo y Eixo y'

Equações da transformação m
F
espaço-tempo de Galileu
S S’ Eixo x'
x '  x  ut
Eixo x

y'  y ut x'

x
z'  z Eixo z Eixo z'

t,  t

Condições para a transformação Galileana


 Os três eixos dos referenciais S e S’ são paralelos.
 O referencial S’ tem velocidade relativa constante u em relação ao
referencial S na direção x.
 O tempo t para todos os observadores é uma invariante
Fundamental, ou seja, tem o mesmo valor para todos os
observadores inerciais.
Eixo y Eixo y'

F
m x '  x  ut
y'  y
S S’ Eixo x Eixo x'
z'  z
ut x'
t' t
x
Eixo z Eixo z'

dx ' dx d 2x' d 2x dx ' dx d 2x' d 2x


 u 2
 2  u  2
dt dt dt dt dt ' dt dt ' 2
dt
dy ' dy d2y' d2y dy ' dy d2y' d2y
 2
 2   2
dt dt dt dt dt ' dt dt ' 2
dt
dz ' dz d 2z ' d 2z dz ' dz d 2z ' d 2z
 2
 2   2
dt dt dt dt dt ' dt dt ' 2
dt
Eixo y Eixo y'

F
m x '  x  ut
y'  y
S S’ Eixo x Eixo x'
z'  z
ut x'
t' t
x
Eixo z Eixo z'

Equação da transformação da velocidade de Galileu

vx '  vx  u
vy '  vy
vz '  vz
Eixo y Eixo y'

d 2x' d 2x m
m 2  m 2  Fx F
dt ' dt
2 2 S S’ Eixo x Eixo x'
d y' d y
m 2  m 2  Fy
dt ' dt ut x'

d 2z ' d 2z x
m 2  m 2  Fz Eixo z Eixo z'
dt ' dt
2
d x'
m 2  Fx '
Por outro lado, como dt '
Fx '  Fx d2y'
m 2  Fy '
Fy '  Fy dt '
Fz '  Fz d 2z '
m 2  Fz '
dt '
Sistema de referência S Sistema de referência S’

d 2x d 2x'
m 2  Fx m 2  Fx '
dt dt '
d2y d2y'
m 2  Fy m 2  Fy '
dt dt '
d 2z 2
d z'
m 2  Fz m 2  Fz '
dt dt '

Princípio da Relatividade Galileana:


As Leis da Mecânica devem ser as mesmas em todos
os sistemas de referência inerciais.
Transformadas de Galileu e a
Teoria Eletromagnética
O Princípio da Relatividade Galileana aplica-se
para a eletricidade, o magnetismo e a ótica?

Seja a equação de onda no vácuo, sem fonte, no


sistema de referência inercial S:

  2
 2
 2
 1  
2
1
 x 2  y 2  z 2   c 2 t 2  0 c
0 0
 
x '  x  ut
y'  y
Transformadas de Galileu
z'  z
t' t
  x '  y '  z '  t '
   
x x ' x y ' x z ' x t ' x

x ' y ' z ' t '


1 0 0 0
x x x x

   2  2
  2
x x ' x 2
x '

Da mesma forma encontramos:

 2  2  2  2
  2
y 2
y '2 z 2
z '
  t '  x '  y '  z '
   
t t ' t x ' t y ' t z ' t

t ' x ' y ' z '


1  u 0 0
t t t t

    2  2    
2

 u  2  2u u 2

t t ' x ' t 2
t ' t ' x ' x '2

Vamos agora escrever a equação de onda

 2 2 2  1  2
 x 2  y 2  z 2   c 2 t 2  0
 
no sistema de referência inercial S’.
No sistema de referência inercial S

 2 2 2  1  2
 x 2  y 2  z 2   c 2 t 2  0
 

Como, das relações anteriores

 2
 2
 
2
  2
 2
 
2

 x 2  y 2  z 2    x '2  y '2  z '2 


   

1  2 1  2 1     
2

 2 2  2  2u u 2

c t
2 2
c t ' c  t ' x ' x '2 
No sistema de referência inercial S’

 2 2 2  1  2 1     
2

 x '2  y '2  z '2   c 2 t '2  c 2  2u t ' x '  u x '2   0


2

   

A transformada de Galileu não preserva a forma da


equação de onda!!!
As equações de Maxwell, e portanto o eletromagnetismo,
não são invariantes a uma transformação de Galileu!!!
Para a transformação de Galileu preservar a forma da equação de
onda é necessário que o sistema de referência inercial S’ tenha u = 0.

 2 2 2  1  2 1     
2

 x '2  y '2  z '2   c 2 t '2  c 2  2u t ' x '  u x '2   0


2

   

Fazendo u0

 2 2 2  1  2
 x '2  y '2  z '2   c 2 t '2  0
 

Esse sistema seria o éter e c seria a velocidade das ondas


eletromagnéticas em relação ao éter.
Contradição entre as equações de
Maxwell e a relatividade galileana
O Princípio da Relatividade Galileana não se aplica para a
eletricidade, o magnetismo e a ótica.
Na teoria de Maxwell, a velocidade da luz c é dada em termos da
permeabilidade 0 e da permissividade 0 do vácuo por
1
c  3  108 m/s
0 0
O valor constante de c = 3x108 m/s em qualquer referencial inercial está em
contradição com a relatividade Galileana , para a qual a velocidade da luz não
deve ser a mesma em todos os referenciais inerciais.
Como a luz é uma onda eletromagnética, acreditava-se que ela precisasse de
um meio para se propagar, chamado éter luminífero ou apenas éter.

A velocidade da luz seria c somente em um sistema de referência


absoluto, especial, em repouso em relação ao éter.
Considerando a transformação de Galileu

Para o observador em S’ a velocidade da luz é c.


Para o observado em S a velocidade da luz é c+v.
v = velocidade da terra em relação ao éter

A favor do Contra o Perpendicular ao


vento do éter vento do éter vento do éter

Considerando o sol em repouso em relação ao éter;


A velocidade da terra em relação ao sol é de v = 3x104 m/s;
Como a velocidade da luz é c = 3x108 m/s, é possível detectar
mudança na velocidade da luz em uma razão de uma parte por
104 a favor ou contra o vento do éter.
Analogia com o movimento
de um barco no rio

Margem
Rio

v
D D
V
B V

A
v
v
V Margem
V V’
v Rio
v A
V
V’ v
v V
V v A
V V’

A
v
v
V Margem
V V’
v Rio
v A
V
V’ v
v V
D
V v A
V V’

V 2  V '2  v 2 D 2D / V
tA  2 
v 2
V' v2
V '  V 2  v2  V 1  2 1 2
V V
D
t B ( ida ) 
V v
D
t B ( volta ) 
V v
D D
tB  
V v Dv

2D / V
tB 
v2
1 2
V

2D / V tA v2 Portanto
tA   1 2
1 2
v2 tB V t A  tB
V
Experimento de Michelson-Morley

Interferómetro de Michelson
Albert Michelson Edward Morley
(1852-1931) (1838-1923)

O éter havia sido proposto como um sistema referencial


absoluto no qual a velocidade da luz seria constante.

A experiência de Michelson e Morley foi uma tentativa de


mostrar a existência do éter.
Velocidade da
Terra

v
v Terra
Fonte
luminosa E1

Sol

Luneta

Éter Éter
A intensidade da luz, devida ao raio
central, vista pelo observador em O,
será uma função das relações entre as Velocidade da
Terra
fases dos raios que se recombinam.
v

Fonte
luminosa E1
Raios em fase:
 2 3
1   2 ,  2  ,  2  ,  2  ,
2 2 2 Luneta

Raios fora de fase:


 3 5 Éter
 1   2  ,  2  ,  2  ,
4 4 4
Considerando a transformação de Galileu, para um observador na
Terra, o tempo t1 para a luz percorrer o trajeto E0 E1  E1 E0 é:

1 1
t1  
Velocidade da cv cv
Terra

= 1 
1

1 
v 
cv cv
Fonte
luminosa E1 2 1 / c
=
1  v2 / c2

Luneta
Para v  c
2 1  v 2 
Éter t1  1  2 
c  c 
E2
Seja t2 o tempo que o raio luminoso leva
para ir de E0 até E2 e retornar para E0. ct2 ct2
2 l2 2

Velocidade da E0 E0 E0
Terra
vt2 vt2
v
2 2
2 2
Fonte
 ct2    vt2   l 2
   
luminosa E1
 2   2 
2

2l2 / c
t2 
Luneta 1  v2 / c2
l2  1 v 2 
Para v  c t2  2  1  2 
Éter c 2c 
Quando os raios incidem na luneta, a diferença
de tempo das duas trajetórias 1 e 2 é

t  t1  t2
2 1  v 2  l2  1 v 2 
 1  2   2 1  2 
c  c  c 2c 
2( 1  l2 ) v 2

  (2l1  l2 ) 3
c c
A diferença  dos caminhos percorridos pelos raios 1 e 2 é dada por
2
v
  ct  2(l1  l2 )  (2l1  l2 ) 2
c
Vamos agora girar o aparelho em 90°

Os tempos t1* e t2* gastos pelos raios


1 e 2 retornarem ao espelho E 0 são
E1 E1 Velocidade da
Terra
2l c l  1v  2

v t 
*
 2 1  1

1
l1
1 v / c c 2c 
1 2 2 2
E2
l2
2l c l  v  2

E0 t 
*
 2 1  
2 2

Luneta
1 v / c c c 
2 2 2 2

Fonte
Éter t  t  t
* *
1
*
2

  c t
* *

2
v
  2(l  l )  (l  2l )
*
1 2 1 2 2
c
Deslocamento esperado das franjas de interferência:
2
v
    (l  l )
*
1 2 2
c
Como resultado da experiência de Michelson-Morley,
nenhum efeito foi observado.
Portanto, a experiência não confirmou a existência do
vento do éter.
Três idéias para explicar a
experiência de Michelson e Morley
1) Hipótese da contração de Lorentz
Vamos considerar l1  l2  L
Velocidade da
e substituir L  L 1 v / c2 2 Terra

na direção do movimento (1). v

Fonte
2L 1
t1  luminosa E1
c [1  v 2 / c 2 ]

2L 1  v / c 2 2
1
 Luneta
c [1  v 2 / c 2 ]
2L 1
  t2 Éter
c 1 v / c
2 2
2) Hipótese do arraste do éter

Em contradição com o
fenômeno que na Astronomia
é chamado de “aberração
estrelar”
3) Teorias de emissão
As equações de Maxwell seriam X
modificadas de maneira que a
velocidade da onda luminosa ficaria Estrelas Binárias
associada com a velocidade de sua fonte.

Essa teoria está em contradição com


as observações das estrelas binárias.
Os Postulados de Einstein

Acreditando que as equações de Maxwell


eram válidas para todos os sistemas inerciais,
Einstein propôs os seguintes postulados:

O Princípio da Relatividade: Se S é um sistema


inercial, então qualquer outro sistema S’ que se
move uniformemente e sem rotação em relação a
S, é também um sistema inercial; as leis da
natureza estão em concordância com todos os
sistemas inerciais. Albert Einstein (1879-1955)

A constância da velocidade da luz: Observadores


em todos os sistemas inerciais medem o mesmo
valor para a velocidade da luz no vácuo.
Revisando o Princípio da Relatividade de Galileu
Feche-se com um amigo em uma grande sala sob a
ponte de um navio e arranje moscar a voar, borboletas e
outros pequenos animais; tenha também um grande vaso
de água contendo peixes; suspenda um balde cuja água
cai gota a gota por um orifício no chão; e você mesmo
lance ao seu amigo um objeto e verifique que o pode
Galileo Galilei (1564-1642)
fazer com a mesma facilidade em uma e em outra
direção, quando as distâncias são iguais e que, saltando a pés juntos, você
atravessa espaços iguais em todos os sentidos. Quando tiver observado com
cuidado todas essas coisas (embora não se duvide que tudo se passe assim
com o navio parado) faça avançar o navio tão velozmente quanto queira,
desde que o movimento seja uniforme sem oscilações para um lado e para o
outro. Você não descobrirá nenhuma mudança em todos os efeitos precedentes
e nenhum deles medirá se o navio está em marcha ou está parado(...), e a
razão pela qual todos esses efeitos permanecem iguais é que o movimento é
comum ao navio e a tudo que ele contém, incluindo o ar.

Galileo Galilei em Diálogo sobre os Dois Principais Sistemas do Mundo, 1632.


Sinais
Simultaneidade y luminosos

x1 x2

Ponto
médio
x

Dois instantes de tempo t1 e t2, observados nos pontos x1 e x2,


respectivamente, são simultâneos em um sistema referencial determinado,
se um sinal luminoso emitido no ponto médio entre x1 e x2, determinado
geometricamente, chega a x1 no tempo t1 e a x2 no temo t2.
Dilatação Temporal

c '
c 2 t 2  v 2 t 2   2 Como    '
t '   '/ c
 2
' 1
t 2  2 t 
c v 2
c 1  v2 / c2
 1 t '
t  t 
c 1  v2 / c2 1  v2 / c2
y’
Contração de Lorentz v

S’
y x’

A L B
S
x
L é a medida da barra no referencial S, onde se encontra em repouso.
Queremos saber o comprimento L’ da barra medido no referencial S’, que
se movimenta em relação ao referencial S com velocidade v.
t '  intervalo de tempo em que o observador O' vê os pontos A e B passarem.
t  intervalo de tempo em que O vê O' passar pelos pontos A e B.
L '  vt ' Como
L  vt t '
 1  v2 / c2 L '  L 1  v2 / c2
Lt ' t
L' 
t
Transformadas de Lorentz

Onda esférica em S x 2  y 2  z 2  c 2t 2

Onda esférica em S’ x '2  y '2  z ' 2  c 2 t '2

x   x  vt
Transformadas y  y
de Galileu z  z
t  t

  
x  y  z  x  y  z  (2 xvt  v t )  c t
2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
A Transformação Correta
x’   ( x – vt )
x   ’( x’  vt’)
Do Primeiro Postulado de Einstein:   '
Do Segundo Postulado de Einstein, as frentes de onda ao longo de x e x’
devem satisfazer:
x’  ct’ e x  ct

ct’   (ct – vt ) ou t’   t (1 – v / c)
ct   (ct’  vt’) ou t   t (1  v / c)

 v  v  1
t    t  1  1  
2  
 c  c  1  v2 / c2
1
  x’   ( x – vt )
1 v / c
2 2

x  vt
x' 
1  v2 / c2

Substituindo x’   ( x – vt ) em x   ( x’  vt’) :

t  vx / c 2
t 
1 v / c
2 2
Transformadas de Lorentz

x  vt
x' 
1  v2 / c2
y'  y
z'  z
t  vx / c 2
t 
1  v2 / c2
Transformadas de Lorentz Transformadas de Galileu

x  vt
x' 
1  v2 / c2 x '  x  vt
y'  y y'  y
vc
z'  z z'  z
t  vx / c 2 t  t
t 
1  v2 / c2
y y’
v

S S’
x x’

z z’

x  vt x ' vt '
x'  x
1 v / c 1  v2 / c2
v  v
2 2

y'  y y'  y
z'  z z'  z x'  x
t 
t  vx / c 2
t
t ' vx '/ c 2 t' t
1  v2 / c2 1  v2 / c2
1
1  v2 / c2
8

0
0.0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0
v/c
Transformação da Velocidade

Transformadas No referencial S No referencial S’


de Lorentz
Vx  dx / dt Vx '  dx '/ dt '
x  vt
x'  Vy  dy / dt Vy '  dy '/ dt '
1  2

Vz  dz / dt Vz '  dz '/ dt '


y'  y
z'  z 1
dx '  (dx  vdt )
t  vx / c 2
1  2
t 
1  2 dy '  dy
dz '  dz
Onde
1 vdx
 v/c dt '  (dt  2 )
1  2
c
1
( dx  vdt ) dx
v
dx ' 1  2
dx  vdt dt Vx  v
Vx '     
dt ' 1 vdx vdx v dx v
( dt  2 ) dt  2 1  2 1  2 Vx
1  2
c c c dt c

dy ' dy Vy V 1   2

Vy '     y
dt ' 1 vdx 1 vVx v
(dt  2 ) (1  2 ) (1  2 Vx )
1  2
c 1  2
c c

dz ' dz Vz Vz 1   2
Vz '    
dt ' 1 vdx 1 vVx v
(dt  2 ) (1  2 ) (1  2 Vx )
1  2
c 1  2
c c
Vx  v
Vx ' 
v Vx '  Vx  v
1  2 Vx
c

Vy 1   2
Vy '    v / c 1 Vy '  Vy
v
1  2 Vx
c

Vz 1   2
Vz '  Vz '  Vz
v
1  2 Vx
c
y
Relatividade de Massa

y’ B
S Colisão vista
x A
do referencial S
S’
x’
z v

z’
B
V’B
Y
VA
A Colisão vista
do referencial S’ B

VA  Velocidade da partícula A no referencial S.


A
VB '  Velocidade da partícula B no referencial S'.
VA  Velocidade da partícula A no referencial S
VB '  Velocidade da partícula B no referencial S'

Vamos considerar Para o observador em S a partícula A


tem o mesmo comportamento que a
VA  VB '
partícula B para o observador em S’.

B
Y Tempo de ida e volta
V’B T0 
VA de A no referencial S
Y
y e
2 VB’
Y Tempo de ida e volta
B T0 
VB ' de B no referencial S’
Y
A
Y VA
y
2
VA
A
VA  VB ' Sabendo que o tempo de ida e volta
de B no referencial S’ é T0, então
Y Y
T0   VA 
VA T0 T0
T
T0 
Y 1  v2 / c2
VB ' Y Y
VB  
T T0
Como o momento é
conservado no referencial S, 1  v2 / c2

m AVA  mBVB
Y 1  v2 / c2
Onde mA, mB, VA e VB são as massas VB 
T0
e as velocidades das partículas A e
B medidas no referencial S.
Y
VB 
T
Sendo T o tempo de ida e
m  m 1 v / c
A B
2 2

volta de B no referencial S
mA  m0 (massa de repouso)
mA  mB 1  v / c 2 2
mB  m

Tanto a partícula A como a partícula m0


B estão em movimento em relação ao m
referencial S. 1  v2 / c2
Como seria a massa m da partícula medida
em movimento em relação a sua massa m0 m/m 0

medida em repouso? 8 Massa relativística


6
Consideremos VA e VB ' muito pequenos
4
comparados com v.
2

Nesse caso um observador em S verá a 0


0.0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0
partícula B aproximar-se com velocidade v/c
v da partícula A (que está em repouso).
  
xf tf tf
dx
T Fdx  F dt  Fvdt
0 0
dt 0

dp d
F  (mv )
dt dt

 
tf pf
dp
T vdt  vdp
0
dt 0

Integrando por parte


vf

T   vp `0 
vf
pdv
0

p  mv
m0
m
1  v2 / c2

vf vf
 
2
m0v m0 d (v 2 )
T   
 1  v2 / c2 0 2 0 1  v2 / c2
vf
 v /c 2
2 2

T  m0c  2
 1 v / c 
2

 1 v / c
2 2
0
vf
 1 
T  m0c  2

 1  v 2 / c 2  0

m0c 2
T  m0c 2
1  v 2f / c 2
vf  v
m0c 2
T  m0c 2

1 v / c2 2
m0c 2
T  m0c 2
1  v2 / c2
m0c 2  
2
v
 m0c 1  2  
2

1 v / c
2 2
 c 

2  
2
v
T  m0c 1  2    m0c 2

 c 

1
T  m0v 2 (é a a expressão para a energia cinética clássica)
2
2
m0c m0c 2
T  m0c 2 m
1 v / c 2 2
1  v2 / c2

T  mc 2  m0c 2

E  mc 2  energia total
E0  m0c 2  energia de repouso

E  T  E0

E  p c   mc    mv  c 2
2 2 2 2 2 2

E 2  p 2c 2  m02c 4 E p 2c 2  m02c 4