Você está na página 1de 4

Sistema Cinco - C A G E D

A horizontalidade e a verticalidade da música, ou seja, as notas sucessivas (escalas) e as


simultâneas (acordes) são de grande importância por serem a base da construção musical.

É praticamente impossível listar todas as possibilidades de digitações de escalas e acordes,


mas se faz necessário o domínio deste material musical em todos os direcionamentos e
posições para que se possa tocar com mais conforto e evitando saltos, uma vez que um salto,
por ser tecnicamente difícil, aumenta as possibilidades de errar e compromete, no caso dos
acordes, o encadeamento natural das vozes dos mesmos.

Como fazer para alcançar tal utopia?

Memorizando um dicionário de acordes e escalas? Procurando, aleatoriamente, por todas as


possibilidades? Acho que não. Seria um trabalho muito árduo e incerto.

Então como eu posso saber que conseguirei dominar o braço do instrumento?

Existe um método que garante todas as possíveis posições, embora eu não as demonstrarei. É
que a partir deste raciocínio proposto pelo referido método, poderemos criar novas posições à
medida que vamos desmembrando as posições chaves.

O método consiste em resumir o braço do violão ou guitarra em cinco regiões, as quais estão
matematicamente interligadas e serão exemplificadas pelos cinco modelos básicos de acordes
maiores na primeira posição:
Esses são os acordes mais básicos e de fácil execução que aprendemos no instrumento.

Reparem que no início não aprendemos o acorde de F e nem o acorde de B.

O acorde de F não possui um modelo, pois ele é obtido pela transposição do modelo de E uma
casa acima.
O acorde de B também não possui um modelo, pois ele é obtido pela transposição do modelo
de A duas casas acima. (Ver explicação sobre a Escala Cromática).

Transportando-se os modelos (ver - Transposição), pode-se construir o acorde que quiser.


Podemos fazer um acorde em cinco posições diferentes. Do mesmo modo, pode-se obter cinco
modelos em uma única posição.

Para se transportar corretamente, o importante é ter os modelos completamente visualizados,


levando em consideração as cordas soltas que são, em quase todos os desenhos, mais que
duas, sendo necessário o uso de pestana (duas ou mais cordas tocadas com o mesmo dedo).

Se fizermos, por exemplo, um C maior com todos os cinco modelos, veremos que os cinco
modelos se interligam e se completam.

MOD. DE C MOD. DE G MOD. DE D MOD. DE A MOD. DE E


CAPO MOD. DE A MOD. DE E MOD. DE C MOD. DE G

Esse raciocínio pode ser aplicado também em escalas, arpejos ou qualquer outro material
musical que você venha a aprender. Procure sempre fazê-los em todos os modelos e domine
todas as regiões do seu instrumento. Divirta-se e até a próxima.