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DANIEL BRAGA DE SÁ COSTA

GABRIEL FELIPE OLIVEIRA BRANDÃO


BRUNO DELGADO BRILHANTE

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA DO TRABALHO


DA CIDADE DE PATOS – PB

Processo nº 0001014-08.2017.5.13.0011
Reclamante: WALLACE OLIVEIRA DE MORAIS
Reclamado: RJA DERIVADOS DE PETROLEO LTDA - ME

RJA DERIVADOS DE PETROLEO LTDA - ME, pessoa jurídica de


direito privado, inscrita no CNPJ nº 13.172.735/0001-44, com sede na Rua Doutor
José Genuíno, S/N, Liberdade, CEP 58.703-060, Patos - PB, vem, à presença de
Vossa Excelência, por intermédio dos seus procuradores legalmente habilitados
(procuração anexa), cujo escritório se situa na Av. Dr. Pedro Firmino, 119, Centro,
58700-070, onde deverão receber as comunicações processuais de estilo, com
fulcro no art. 847, apresentar sua

CONTESTAÇÃO
Nos autos da Reclamação Trabalhista ajuizada por WALLACE OLIVEIRA DE
MORAIS, constante no processo em epígrafe, o que faz com base nos fatos e
fundamentos jurídicos que doravante passa a expor.

João Pessoa – PB: Av. Flamboyant, nº 120, 1º andar, sala 204, Bancários, CEP 58052-010
Patos – PB: Av. Dr. Pedro Firmino, 119, Centro, 58700-070
(83) 8610-1234/9950-2293/8712-9022 – bcbadvogados.adv.br
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1. DA JUSTIÇA GRATUITA

Oportunamente, requer a concessão do benefício da Justiça Gratuita.

A reclamada não possui recursos suficientes para arcar com as


pesadas custas processuais. Notoriamente, o país vem enfrentando uma das suas
maiores crises já registrava, sendo afetada diretamente a indústria e o comércio.

Sabe-se que em momentos de crise os setores mais afetados são os


relacionados ao consumo de veículos, roupas, produtos da linha branca,
eletrônicos, etc.

Não está diferente com a reclamada, que vem trabalhando no


vermelho durante todo o ano de 2015, sendo que certo que as possíveis custas
processuais não sejam suportadas pela promovida.

Quanto à possibilidade de concessão dos benefícios da Assistência


Judiciária Gratuita às microempresas, tem-se por oportunas a seguinte
jurisprudência:

AGRAVO DE INSTRUMENTO - ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA - PESSOA


JURÍDICA - MICROEMPRESA - NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DA
INSUFICIÊNCIA DE RECURSOS. Para fazer jus à concessão da assistência
judiciária, a pessoa jurídica, ainda que microempresa, deve comprovar
sua precária condição financeira. (Agravo de Instrumento Cível nº
0575336-67.2010.8.13.0000, 15ª Câmara Cível do TJMG, Rel. Maurílio
Gabriel. j. 28.10.2010, unânime, Publ. 19.11.2010).

ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. ASSISTÊNCIA


JUDICIÁRIA GRATUITA. Possibilidade de concessão do benefício à pessoa
jurídica, desde que não persiga fins lucrativos e se dedique a atividades
beneficentes, filantrópicas, pias ou morais, ou se trate de microempresa
nitidamente familiar ou artesanal, sendo indispensável a comprovação
da situação de necessidade. Agravo provido.

(Agravo de Instrumento nº 0112862-31.2011.8.26.0000, 25ª Câmara de


Direito Privado do TJSP, Rel. Antônio Benedito Ribeiro Pinto. j.
18.11.2011, DJe 28.11.2011).

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[...] a jurisprudência desta Corte tem admitido a possibilidade da


extensão da gratuidade de justiça às pessoas jurídicas (mitigando-se a
interpretação restritiva da Lei 1.060/50), desde que haja prova
inequívoca nos autos da impossibilidade de se arcar com as custas
processuais. A própria Lei Complementar 123/06 (Estatuto da
Microempresa) admite essa possibilidade. 3. Ocorre que, na hipótese
vertente, há registro na decisão regional de que a Federação Reclamada
não comprovou a alegada incapacidade financeira de arcar com as
despesas do processo, o que inviabiliza a concessão dos benefícios da
justiça gratuita. Agravo de instrumento desprovido.

(AIRR nº 269-87.2010.5.12.0015, 7ª Turma do TST, Rel. Ives Gandra


Martins Filho. unânime, DEJT 01.12.2011).

[...] 1. O benefício da Assistência Judiciária Gratuita pode ser deferido às


pessoas jurídicas; se com fins lucrativos, incumbe-lhe o onus probandi
da impossibilidade de arcar com os encargos financeiros do processo.
[...]

(Agravo Interno (Arts. 557/527, II, CPC) em Agravo de Instrumento nº


24100908201, 3ª Câmara Cível do TJES, Rel. Rômulo Taddei. j.
27.07.2010, unânime, DJ 13.08.2010).

Desta feita, a reclamada – microempresa – faz jus à concessão da


assistência gratuita.

Ademais, o pedido de gratuidade de justiça pode ser feito em


qualquer tempo ou grau de jurisdição, desde que, na fase recursal, o
requerimento seja formulado no prazo alusivo ao recurso. A concessão do
benefício exige a apresentação, pela parte, de declaração específica no sentido de
que não se encontra em condições financeiras de arcar com o pagamento das
custas e demais encargos processuais sem prejuízo do sustento próprio ou de sua
família (Lei nº 1.060/50, com as alterações promovidas pela Lei nº 7.510/86).

Portanto, requer a Vossa Excelência a concessão dos benefícios da


justiça gratuita, por preencher a reclamada os requisitos legais.

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2. PRELIMINARMENTE

2.1 PRELIMINAR - IMPUGNAÇÃO AO PLEITO DE JUSTIÇA GRATUITA –


RECLAMANTE COM CONDIÇÕES DE ARCAR COM CUSTAS
JUDICIAIS

Douto Julgador, o reclamante em sua peça exordial requer os


benefícios da gratuidade da justiça, aduzindo que não tem condições financeiras
suficientes para arcar com eventuais custas judiciais.

Ocorre Excelência, que na contramão do alegado pelo reclamante, o


mesmo juntou ao processo como comprovante de residência a fatura mensal do
seu cartão de crédito que demonstra a utilização de R$ 2.836,65 (dois mil
oitocentos e trinta e seis reais e sessenta e cinco centavos) do seu crédito.

Ora, se o reclamante tem condições de arcar com uma despesa desse


montante, implica dizer que tem plena condições financeiras de arcar com as
custas judiciais.

Neste diapasão, pugna-se pelo indeferimento do pedido de justiça


gratuita, visto que o reclamante tem condições plena e suficientes de arcar com as
custas judiciais.

2.2 PRELIMINAR - INEPCIA DO PEDIDO DE HORAS EXTRAS E


INTERVALO INTRAJORNADAS – AUSÊNCIA DE CONCLUSÃO
LÓGICA DOS FATOS E DOS PEDIDOS

O reclamante em sua peça exordial aduz que supostamente laborava


de domingo a domingo com uma folga na semana e descreve o horário do seu
labor como “de 05:00h às 14:00h ou das 05:00 às 15:00 ou das 14:00h ás 23:00h”.
Diz ainda que havia horário para almoço, sendo que esse horário não era
especifico.

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Excelência, o reclamante não especifica qual horário de sua jornada


de trabalho, tornando impossível contestar esse pedido, haja vista que aponta três
horários distintos.

Mesmo inicialmente alegando que havia intervalo para almoço, mas


que esse horário não era especifico, a reclamante em tópico próprio alega que não
havia intervalo para refeição ou descanso.

Ora Douto Julgador, a petição inicial do reclamante demonstra de


forma nítida que está totalmente inepta, visto que da narração dos fatos não
decorre conclusão lógica.

Assim descreve o Código de Processo Civil:

Art. 330. A petição inicial será indeferida quando:

I - for inepta;

(...)

§ 1o Considera-se inepta a petição inicial quando:

(...)

III - da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão;

Dessa forma, pugna-se pelo indeferimento da petição inicial, visto


que a mesma está de forma nítida inepta, com controvérsia em seus fatos e sem
especificação ao descrever a jornada de trabalho diária, ou seja, não há conclusão
lógica na narração dos fatos.

2.3 PRELIMINAR - LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ E APLICAÇÃO DA MULTA


CORRESPONDENTE.

A conduta do reclamante é de inteira má-fé, visto que ingressou com


essa reclamação a fim de auferir lucro e obter vantagem da reclamada.

O reclamante, por último, insistiu com a reclamada para que a


mesma lhe demitisse sem justa causa, alegando que projetos pessoais o impedia

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de continuar laborando para a reclamada (vide conversas de whattsapp em


anexo). Ocorre que a empresa não o demitiu sem justa causa, lhe informando que
se era dele a intenção de sair, que o mesmo pedisse demissão. Após esse evento o
reclamante passou a trabalhar de forma negligente e fazendo “corpo mole”.

A má-fé do reclamante é evidenciada nas mentiras descritas na


exordial. O mesmo se contradiz em suas alegações. Uma hora diz que havia horário
para intervalo de almoço, mas que esse horário não era certo, e outrora aduz que
não havia tal intervalo.

Da mesma forma, alega que a reclamada o demitiu por não ter mais
interesse de contar com seus serviços, porém, a todo o momento assediava a sócia
da empresa para que o demitisse e burla-se a legislação trabalhista, conforme
demonstra imagem anexa.

O reclamante ainda cria uma situação fantasiosa, alegando ter sido


vítima de assédio moral, o que jamais aconteceu. A proprietária da reclamada
quase não frequenta o ambiente de trabalho, chegando a ter, no máximo, um ou
dois contatos com o reclamante durante todo o contrato de trabalho.

Dessa forma, pela conduta do reclamante de litigar de inteira má-fé,


é medida justa que seja condenado a arcar com multa pela litigância de má-fé, nos
termos do Art. 81 do Código de Processo Civil.

3. DO RESUMO DOS FATOS E PLEITOS DO RECLAMANTE EM SUA


EXORDIAL

Aduz o reclamante, em sua peça vestibular, que supostamente


laborou para a reclamada exercendo a função de frentista e auxiliar de serviços
gerais sem assinatura da CTPS do dia 22 de Agosto de 2015 à 25 de Janeiro de
2016 e com a assinatura da CTPS período de 26 de Janeiro de 2016 à 15 de
Dezembro de 2016.
Informa, irresponsavelmente, que laborava numa jornada superior a
220 horas mensais. Que também laborava após as 22 horas da noite,
supostamente fazendo jus à adicional noturno.
Aduz, ainda, que foi dispensado sem justa causa e não recebeu o
pagamento correto dos seus direitos trabalhistas.
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O reclamante traz estas informações de forma descabida e


irresponsável – Um absurdo! Uma aventura jurídica desprovida de qualquer nexo
com a realidade dos fatos.
Por tais motivos suscitados, requer o reclamante a condenação da
reclamada no pagamento de verbas rescisórias, entre outros pleitos sem qualquer
fundamentação.

4. DA VERDADE SOBRE OS FATOS E DA FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA

4.1. DA RELAÇÃO DE TRABALHO - INEXISTÊNCIA DE TRABALHO CLANDESTINO –


FALSA ALEGAÇÃO DE ACUMULO DE FUNÇÃO

As alegações do reclamante não merecem prosperar. O reclamante alega


que supostamente acumulava a função de frentista e de serviços gerais. Que
supostamente exerceu o labor sem o registro da sua CTPS do dia 22 de Agosto de
2015 a 25 de Janeiro de 2016 e com o registro da CTPS do dia 26 de Janeiro de
2016 a 15 de Dezembro de 2016.

Ora Excelência, a alegação do reclamante de que laborou sem o registro da


sua carteira de trabalho do dia 22 de Agosto de 2015 ao dia 25 de Janeiro de 2016
está totalmente equivocada e eivada de inverdade.

O período trabalhado junto à empresa reclamada foi de 26 de Janeiro de


2016 ao dia 15 de Dezembro de 2016, ou seja, o que de fato consta na carteira de
trabalho.

Todas as verbas rescisórias foram pagas de forma correta, em consonância


com o período laborado, conforme demonstra Termo de Rescisão do Contrato de
Trabalho anexo.

Assim, não há de se falar em período clandestino e nem em pagamento de


verbas ou reflexos do equivocado período em que alega o reclamante ter
trabalhado de forma clandestina.

Quanto à alegação de que havia acumulo de função, essa não merece


prosperar, visto que essa não é verdade.

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O reclamante trabalhou sempre exclusivamente na função de frentista.


Não há de se falar em acumulo de função, visto que nunca foi atribuída outra
função ou atividade do posto, muito menos a função de serviços gerais.

O reclamante exercia a função de frentista exclusivamente, ou seja, todas


as atividades inerentes a função de frentista (abastecer veículos e manter o
ambiente de trabalho adequado para o desempenho da função). Não havendo o
que se falar sobre acúmulo de função, nem verbas reflexas da suposta e
equivocada alegação de acúmulo.

4.2. DA JORNADA DE TRABALHO – Inexistência de labor extraordinário e após as


22 horas.

Excelência, quanto à jornada de trabalho, o reclamante alega que


trabalhava de domingo à domingo supostamente com direito apenas uma folga
por semana. Não especifica qual jornada laborava, apenas aduz que havia semana
que era de 05:00h às 14:00h ou das 05:00h às 15:00h e também das 14:00h às
23:00h.

Vamos a verdades dos fatos. A jornada de trabalho era realizada a


partir de uma escala repassada pela empregada da reclamada, a Sra. Greice.

O documento juntado pelo reclamante para comprovar suas


alegações acerca da jornada exercida é um documento apócrifo, ou seja, não tem
nenhuma autenticidade por parte da reclamada. Foi produzido unilateralmente
pelo reclamante.

A reclamada no período em que o Sr. Wallace laborava no Posto de


Gasolina possuía 05 frentistas. A gerente do Posto de Gasolina, a Sra. Greice
elaborava a escala de trabalho dos frentistas da seguinte forma: formava duas
equipes de trabalho diário, onde cada uma possuía duas pessoas.

A primeira equipe exercia o labor das 05:00h às 14:00h, com 1h de


descanso e após tal período a segunda equipe assumia o trabalho laborando das
14:00h às 22:00 da noite, também com 1h de descanso.

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Como havia cinco frentistas e as equipes eram formadas por duas


pessoas, sempre um frentista folgava diariamente. A folga era da seguinte forma:
todos os empregados tinham direito há pelo menos uma folga na semana, porém
se um empregado laborou 48h em uma semana, na outra semana laborava 40h, ou
seja, além da folga semanal, adquiria automaticamente uma outra folga para
compensar às 8 horas excedidas na semana passada.

Frisa-se que com essa escala havia a compensação na semana


seguinte, ou seja, sempre ao final do mês todos os empregados, incluindo o
reclamante laboravam 220 horas semanais, conforme determina a CLT.

Quanto há alegação de que trabalhava em horário superior às 22:00h


e que fazia jus ao adicional noturno. Tal fato é inverídico. O reclamante quando era
colocado na segunda equipe de trabalho, laborava das 14:00h às 22:00h.
Ressaltando que o reclamante pouquíssimas vezes laborava no segundo horário, a
maioria de suas escalas se concentravam na parte da manhã.

Nunca o reclamante ultrapassou o horário das 22:00h, pelo contrário,


muitas vezes, quando o movimento estava mais fraco, o reclamante largava o
serviço até antes das 22h, ficando até o fechamento do posto apenas o empregado
que tinha a responsabilidade do caixa.

Neste diapasão, não há de se falar em horas extras e nem em


adicional noturno, razão pela qual pugna-se pela improcedência dos pleitos de
hora extra e adicional noturno e seus reflexos.

4.3. DA INEXISTÊNCIA DE DANO MORAL

Estamos defronte de verdadeira tentativa de enriquecimento sem


causa, já que o reclamante pretende receber uma indenização por danos morais,
alegando que teria sofrido danos morais em razão de ter sido supostamente
dispensado pela fato da reclamada não haver mais interesse de contar com seus
trabalhos e por supostos constrangimentos causados pela Sra. Rivana Mattos e a
funcionária Greice.

Tal pleito não passa de uma aventura jurídica!

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Inicialmente, o empregador tem o direito potestativo de extinguir o


contrato de trabalho, sem ou com justa causa, sem que isso possa acarretar
qualquer dano moral.

Mas não foi o que ocorreu no presente caso. O reclamante já vinha


há tempos com interesse de se desligar da empresa reclamada, razão pela qual
vinha assediando a Sra. Rivana Mattos, sócia da empresa, pedindo para o demitir
para que o mesmo pudesse receber suas verbas rescisórias e sacar o FGTS,
conforme demonstra imagem da conversa anexa.

O reclamante, por último, insistiu com a reclamada para que a


mesma lhe demitisse sem justa causa, alegando que projetos pessoais o impedia
de continuar laborando para a reclamada (vide conversas de whattsapp em
anexo). Ocorre que a empresa não o demitiu sem justa causa, lhe informando que
se era dele a intenção de sair, que o mesmo pedisse demissão. Após esse evento o
reclamante passou a trabalhar de forma negligente e fazendo “corpo mole”.

O reclamante cria uma situação fantasiosa, alegando ter sido vítima


de assédio moral, o que jamais aconteceu. A proprietária da reclamada quase não
frequenta o ambiente de trabalho, chegando a ter, no máximo, um ou dois
contatos com o reclamante durante todo o contrato de trabalho.

A tentativa do reclamante de enriquecer sem causa, atribuindo de


forma irresponsável tais alegações, é prova da má-fé do mesmo.

O reclamante alega tais constrangimentos, porém, em nenhum


momento comprova suas suposições. O Código de Processo Civil prevê que cabe
ao autor da alegação comprová-la, vejamos:

Art. 373. O ônus da prova incumbe:

I - ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito;

Face aos motivos expostos, não há que se falar em indenização por


danos morais, pois para que se configure o dano que justifique a reparação
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indenizatória, há necessidade de ficar demonstrada a responsabilidade civil do


agente pela ofensa ao bem jurídico protegido, além do que, qualquer que seja a
índole do dano, a obrigação de indenizar somente pode existir se ficar
demonstrado e provado o nexo de causalidade entre o dano e o comportamento
do agente.

Ademais, o direito não repara qualquer padecimento que não possa


ser comprovado ou que não submeta a vítima a qualquer lesão, e no caso em
apreço, não sofreu o reclamante qualquer lesão de ordem moral ou material,
provocado pela reclamada.

Desta forma, descabida pretensão de auferir danos morais, restando


assim, evidente que sua intenção era perquirir enriquecimento ilícito em
detrimento de outrem.

Diante o exposto, a improcedência do pleito de dano moral, é o que


se requer.

5. DA IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS PLEITOS AUTORAIS

5.1. DAS SUPOSTAS HORAS EXTRAS

Conforme fora exaustivamente demonstrado, o reclamante não


laborava em sobrejornada (tópico 4.2).
Neste diapasão, não há de se falar em horas extras e reflexos, razão
pela qual pugna-se pela improcedência do presente pleito.

5.2. DO DESCABIMENTO DO PLEITO DE “DANOS MORAIS”

Tal pedido não merece prosperar em razão dos fundamentos


expostos alhures (tópico 4.4.).

5.3. DAS VERBAS RESCISÓRIAS

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Ora Excelência, a alegação do reclamante de que laborou sem o registro da


sua carteira de trabalho do dia 22 de Agosto de 2015 ao dia 25 de Janeiro de 2016
está totalmente equivocada e eivada de inverdade.

O período trabalhado junto à empresa reclamada foi de 26 de Janeiro de


2016 ao dia 15 de Dezembro de 2016, ou seja, o que de fato consta na carteira de
trabalho.

Todas as verbas rescisórias foram pagas de forma correta, em consonância


com o período laborado, conforme demonstra Termo de Rescisão do Contrato de
Trabalho anexo.

O presente pedido é prova da má-fé do reclamante, que recebeu todas as


verbas rescisórias que lhe era devido.

Assim, não há de se falar em pagamento de verbas rescisórias, razão pela


qual pugna-se pela improcedência do presente pleito.

5.4. DO DÉCIMO TERCEIRO

Excelência, o pleito do reclamante referente ao décimo terceiro não


merece prosperar. O período trabalhado pelo reclamante junto à reclamada foi de
26 de Janeiro de 2016 ao dia 15 de Dezembro de 2016.

O décimo terceiro devido ao reclamante pelo período laborado fora


devidamente pago, conforme demonstra contracheques e Termo de Rescisão do
Contrato de Trabalho anexo.

Neste passo, pugna-se pela improcedência do pleito do reclamante,


visto que já fora devidamente adimplido.

5.5. DO PLEITO DE FÉRIAS

Quanto ao pleito de férias, este fora devidamente adimplido,


conforme termo de rescisão do contrato de trabalho anexo.

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O reclamante trabalhou 11 meses e o período do aviso prévio junto à


reclamada. Conforme demonstra no termo de rescisão do contrato de trabalho,
foram pagas as férias proporcionais pelo período laborado trabalhado e aviso
prévio, juntamente com o terço de férias.

Dessa forma, pugna-se pela improcedência do pleito de férias.

5.6. DA MULTA ART. 467 CLT

O art. 467 da CLT prevê o pagamento das verbas incontroversas em


caso de rescisão do contrato de trabalho. Vejamos:

Art. 467. Em caso de rescisão de contrato de trabalho, havendo


controvérsia sobre o montante das verbas rescisórias, o
empregador é obrigado a pagar ao trabalhador, à data do
comparecimento à Justiça do Trabalho, a parte incontroversa
dessas verbas, sob pena de pagá-las acrescidas de cinqüenta por
cento.

Ocorre que todas as verbas requeridas pelo reclamante na exordial,


estão sendo impugnadas nesta peça, ou seja, ainda havendo controvérsia acerca
das mesmas.

Dessa forma, não há do que se falar em verbas incontroversas,


devendo ser rejeitado o presente pleito do reclamante.

5.7. DO ACUMULO DE FUNÇÃO E REFLEXOS NAS VERBAS RESCISORIAS E


CONTRATUAIS

Excelência, como anteriormente dito, o reclamante trabalhou sempre


exclusivamente na função de frentista. Não há de se falar em acumulo de função,
visto que nunca foi atribuída outra função ou atividade do posto, muito menos a
função de serviços gerais.

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BRUNO DELGADO BRILHANTE

O reclamante exercia a função de frentista exclusivamente, ou seja,


realizava todas as atividades inerentes à função de frentista. Não havendo o que se
falar em acumulo de funções, nem em verbas reflexas da suposta e equivocada
alegação de acumulo de funções.

5.8 DO ADICIONAL NOTURNO

Quanto há alegação de que trabalhava em horário superior às 22:00h


e que fazia jus ao adicional noturno. Tal fato é inverídico. O reclamante quando era
colocado na segunda equipe de trabalho, laborava das 14:00h às 22:00h.
Ressaltando que o reclamante pouquíssimas vezes laborava no segundo horário, a
maioria de suas escalas se concentravam na parte da manhã.

Nunca o reclamante ultrapassou o horário das 22:00h, pelo contrário,


muitas vezes, quando o movimento estava mais fraco, o reclamante largava o
serviço até antes das 22h, ficando até o fechamento do posto apenas o empregado
que tinha a responsabilidade do caixa.

Neste diapasão, não há de se falar em horas extras e nem em


adicional noturno, razão pela qual pugna-se pela improcedência dos pleitos de
hora extra e adicional noturno e seus reflexos.

5.9 DOS SUPOSTOS SALARIOS RETIDOS

O reclamante alega que supostamente exerceu o labor sem o registro da


sua CTPS do dia 22 de Agosto de 2015 ao dia 25 de Janeiro de 2016, supostamente
recebendo como salário R$ 788,00(setecentos e oitenta e oito reais).

Ora Excelência, a alegação do reclamante de que laborou sem o registro da


sua carteira de trabalho do dia 22 de Agosto de 2015 ao dia 25 de Janeiro de 2016
recebendo tal salário é mentirosa e eivada de má-fé.

O período trabalhado junto à empresa reclamada foi de 26 de Janeiro de


2016 ao dia 15 de Dezembro de 2016, ou seja, o que de fato consta na carteira de
trabalho.
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Patos – PB: Av. Dr. Pedro Firmino, 119, Centro, 58700-070
(83) 8610-1234/9950-2293/8712-9022 – bcbadvogados.adv.br
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GABRIEL FELIPE OLIVEIRA BRANDÃO
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Todos os salários neste período foram pagos rigorosamente em dias e no


seu montante correto, conforme demonstra recibos de pagamento anexos.

Assim, não há de se falar em salários retidos do período em que alega o


reclamante ter trabalhado de forma clandestina, razão pela qual pugna pela
improcedência de tal pleito.

6. DA IMPUGNAÇÃO AOS DOCUMENTOS JUNTADOS NA EXORDIAL

Quanto aos documentos acostados à exordial, impugnamos os


mesmos da seguinte forma:

O reclamante juntou aos autos uma suposta escala demonstrando


supostos horários de jornada e folgas. Tal documento não tem nenhuma
credibilidade, visto que é um documento unilateral, produzido pelo reclamante.

É um documento apócrifo, ou seja, não tem nenhuma assinatura que


demonstre autenticidade por parte da reclamada. Foi produzido unilateralmente
pelo reclamante, não podendo ser prova das suas alegações.

O reclamante junta ao processo ainda carteira de trabalho,


devidamente registrada, comprovando ainda mais as nossas alegações, ao
demonstrar a real data da admissão (26 de Janeiro de 2016) e o dia da dispensa
(15 de Dezembro de 2016).

Da mesma forma, os contracheques comprovam que os salários


nunca foram retidos e eram pagos sagradamente em dias.

Quanto ao atestado juntado, nada tem haver com os pleitos


formulados na exordial.

7. CONCLUSÃO

Ante todo o Exposto, REQUER-SE:

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Patos – PB: Av. Dr. Pedro Firmino, 119, Centro, 58700-070
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GABRIEL FELIPE OLIVEIRA BRANDÃO
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a. A produção de todas as provas em direito admitidas;


b. Os benefícios da Justiça Gratuita, pelas razões acima
delineadas;
c. O acolhimento das preliminares suscitadas alhures, com a
respectiva aplicação de multa em razão da manifesta má-fé
perpetrada pelo reclamante.
d. Que a presente reclamação trabalhista seja julgada
TOTALMENTE IMPROCEDENTE pelos fundamentos acima
delineados;

Nestes termos, pede deferimento.

Patos, 09 de Novembro de 2017.

GABRIEL FELIPE OLIVEIRA BRANDÃO


OAB/PB 16.870

ERLI BATISTA DE SÁ NETO


ESTAGIÁRIO

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