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COLÉGIO ESTADUAL DA POLÍCIA MILITAR DE GOIÁS – HUGO DE CARVALHO RAMOS


ATIVIDADE COMPLEMENTAR
ANO LETIVO 2018 1º BIMESTRE
Série Turma (s) Turno
3º do Ensino Médio ABCDEFGHI MATUTINO
Professor: GUILHERME SIQUEIRA Disciplina: ARTE
Aluno (a): Nº da chamada:
Visto do Professor Nota da Atividade
Data: / / 2018

Escola de Civismo e Cidadania

O MODERNISMO – MOVIMENTOS DE VANGUARDAS

CUBISMO
O Cubismo foi um movimento artístico que teve como seus principais expoentes e pioneiros Pablo Picasso e
Georges Braque por volta de 1907, muito embora Cézanne tenha usado, já em 1901, múltiplos pontos de vista
numa única pintura. Fundado no início do século XX, o Cubismo é considerado um dos movimentos mais
influentes desse período. Suas obras tratavam de maneira geométrica as formas da natureza, assim a
representação do universo visual passou a não ter nenhuma obrigação com suas reais formas, no entanto não
chegavam à abstração, pois as imagens representadas ainda permaneciam figurativas, ou seja, ainda eram
reconhecíveis. Além de seus percursores Pablo Picasso e Georges Braque, outros artistas se destacaram nesse
movimento que influenciou o mundo das artes visuais significativamente, são eles: Albert Gleizes, Fernand
Léger, MRobert Delaunay, Roger de La Fresnaye, e Juan Gris. Embora os temas das pinturas Cubistas tenham
sido temas convencionais como autos-retratos e natureza morta, o modo como os artistas desse movimento
representavam sua visão dos objetos era considerado muito ousado, pois rompia como a perspectiva
tradicional e a linha de contorno. Os cubistas utilizavam pontos de vistas diversos e cambiantes. Desse modo,
ao olharem para uma cadeira, por exemplo, a representavam na pintura, por diferentes ângulos: de cima, de
baixo, de lado ou de cabeça para baixo. Assim, esses artistas tentavam capturar todos esses pontos de vistas
num mesmo plano. Essa é a principal característica das pinturas cubistas. Para tanto se apropriaram do uso
das formas geométricas, das linhas retas, da colagem e da perspectiva confusa. É possível dividir o movimento
cubista em duas linhas: CUBISMO ANALÍTICO que se baseou na observação, fragmentação e representação
de um determinado tema e o CUBISMO SINTÉTICO que se baseou em técnicas voltadas a colagem.

Cubismo analítico Cubismo Sintético

Não há como falar de Cubismo sem citar o nome do seu grande expoente Pablo Picasso.

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A obra Les Demoiselles d''Avignon (As Senhoritas de Avignon) de 1907


foi o marco zero do Cubismo, rompendo com o clássico e influenciado
pelas esculturas de origem africanas. Nessa tela o autor tratou a nudez
feminina, geralmente marcada por curvas, com linhas retas, planos e
formas geométricas. Um escândalo para os padrões de arte daquele
período. Picasso estudava e observava a forma dos objetos com afinco
captando todas as suas possibilidades. A exploração de novos temas, cores,
formas e movimento marcaram os objetivos dos integrantes desse
movimento, transformando a arte para sempre.

DADAÍSMO
Dada termo em francês que significa “cavalinho de pau” ou “brinquedo de criança”. Esse foi o nome escolhido
aleatoriamente pelos criadores do movimento ao folhear um dicionário. Esse termo marca a falta de sentido que
pode ter a linguagem assim como a fala de um bebê, salientando o caráter antirracional e de causalidade desse
movimento de vanguarda europeia. O acaso e o nonsense - que quer dizer sem sentido - foram fundamentais
nos conceitos dadaístas. Além disso, o movimento mostrou-se radicalmente avesso a Primeira Guerra Mundial,
ao nacionalismo e ao materialismo que desencadeou o combate, bem como os conceitos de arte vigentes na
época.O Dadaísmo, também conhecido como Movimento Dadá nasce após o início da Primeira Guerra Mundial
em 1916 em Zurique e tem como seus principais expoentes Tristan Tzara, Marcel Duchamp, Hans (ou Jean)
Arp, Julius Evola, Francis Picabia, Kurt Schwitters, Max Ernst e Man Ray.Esses integrantes e outros propunham
uma arte de protesto que chocasse e provocasse a sociedade burguesa da época. Suas obras visuais e literárias
baseavam-se no acaso, no caos, na desordem e em objetos e elementos de pouco valor, desconstruindo conceitos
da arte tradicional. Kurt Schwitters compôs telas fazendo colagens aleatórias de recortes e papeis que
encontrava no cotidiano, como bilhetes de trem, fotografias, selos e embrulhos. Assim o artista expressava a
intensão de criar um método de fazer arte que não lembrasse os métodos artísticos tradicionais.

Duchamp com seus ready-mades utilizou


objetos industrializados e do cotidiano,
assinando-os como se fossem de sua autoria,
não os trabalhava artisticamente, os
considerava prontos assim como os
encontrava e exibia como obra de arte. Dessa
maneira, objetos sem valor artístico aparente
alcançam a condição de obra de arte ao serem
retirados de seu contexto e expostos num
espaço expositivo como um museu ou galeria.
Foi assim que Duchamp criou Roda de
Bicicleta, de 1913, uma roda de bicicleta encaixada num banco. Seu mais famoso ready-made, o Urinol, foi
assinado pelo artista como “R Mutt”. Assim como Kurt Schwitters, Duchamp também expressou sua rejeição
e renúncia aos tradicionais meios de se fazer arte da época, forçando o público apreciador a refletir sobre essas
questões.

SURREALISMO
Sonhos, fantasias, devaneios, inconsciência, ausência de lógica, formaram as bases das criações do movimento
surrealista. Fundado em Paris em 1924 o Surrealismo engrossou os movimentos de vanguardas do início do
século XX. André Breton foi seu principal porta-voz e lançou, naquele mesmo ano, o primeiro e principal
manifesto - o Manifesto Surrealista. Entre seus mais marcantes expoentes nas Artes Plásticas estão: Salvador
Dali (1904-1986), Max Ernst (1891- 1976), René Magritte (1898-1967), André Masson (1896-1987), Joan Miró
(1893- 1983). Alguns críticos e autores da arte associam o nome de Frida Kahlo (1907- 1954) ao movimento

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Surrealista, no entanto a própria artista não se considerava uma surrealista, pois


estava interessada em retratar suas dores e tragédias pessoais. Pintura de Vladimir
Kush Os artistas ligados a esse movimento rejeitavam os valores e os padrões
impostos pela sociedade burguesa, seguindo a exploração dadaísta de tudo o que
fosse subversivo na arte. Fortemente influenciados pelas teorias psicanalíticas de
Sigmund Freud, os surrealistas seguiram alguns métodos para impedir o controle
do consciente na ação artística, desprendendo o inconsciente. Como parte do seu
processo artístico, os artistas desse movimento também exploravam o imaginário
dos sonhos como um atributo inquietante e bizarro da vida diária, chegando pedir
que pessoas comuns descrevessem suas experiências oníricas como uma forma de
montarem arquivos para suas produções. Assim os surrealistas concebiam o
inconsciente como um meio de imaginação, as formas e imagens não poderiam
prover da razão, mas de impulsos e sentimentos irracionais e surreais.

Os artistas desse movimento se diferenciavam quanto ao estilo


adotado. Enquanto as formas e linhas de Masson provinham de
pincelados livres, Magrite e Dalí tinham imagens realistas criando
cenas oníricas.A obra “A persistência da memória” de Salvador Dalí
é uma das mais representativas desse movimento. Os três relógios
derretidos juntamente a uma espécie de autorretrato do artista
representam o Surrealismo de Dalí diante da irrelevância da
passagem do tempo que dizia não perceber e que não tinha nenhum
significado para ele. Uma curiosidade sobre esta obra conta que
numa tarde quente em seu ateliê, Dalí teve um delírio ao ver um
queijo derretendo em função do forte calor. Nascia aí à ideia para
de pintar os relógios derretidos e associá-los a passagem do tempo. A persistência da Memória (Salvador Dali
- 1931 Não há uma data que determine o fim do Surrealismo, pois influencia até o presente, artistas de todo
mundo. No Brasil é possível encontrar características do Surrealismo nas obras de Tarsila do Amaral e Ismael
Nery.

RENÈ MAGRITTE

SURREALISMO MEXICANO – FRIDA KAHLO

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MAGDALENA CARMEN FRIDA KAHLO Y


CALDERON foi uma das personagens mais marcantes da história
do México. Patriota declarada, comunista e revolucionária Frida
Kahlo, como ficou conhecida, teve uma vida de superações e
sofrimentos que refletidos em sua obra a tornaram uma das maiores
pintoras do século. Nascida em 6 de julho de 1907 em Coyoacan,
México, filha do famoso fotógrafo judeu-alemão Guillermo Kahlo e
de Matilde Calderon y Gonzales, mestiça, Frida sempre foi
apaixonada pela cultura de seu país e adorava tudo que remetesse às
tradições mexicanas. Fato que ela sempre fazia questão de
demonstrar em sua maneira de se vestir e em seu trabalho ao incluir
elementos da cultura popular. Em seu diário, publicado em 1995 e
traduzido para diversas línguas, e em sua autobiografia publicada em
1953, Frida deixou registradas suas dores e sobretudo suas
frustrações pela infidelidade do marido, por quem era extremamente
apaixonada, e pela impossibilidade de ter filhos. Toda sua obra, constituída majoritariamente por auto-retratos
reflete essa condição. Sua primeira tragédia acontece quando ela tinha seis anos e uma poliomelite a deixou de
cama por vários dias. Como seqüela, Frida fica com um dos pés atrofiado e uma perna mais fina que a outra.
Mas o fato trágico que mudaria sua vida para sempre aconteceu quando ela tinha dezoito anos. Frida na época
estudava medicina na primeira turma feminina da escola Preparatória Nacional. Então, no dia 17 de setembro
de 1925, na volta para casa, ela e seu noivo Alejandro Goméz Arias, sofreram um grave acidente de ônibus que
a deixou a beira da morte. Transpassada por uma barra de ferro pelo abdômen e sofrendo múltiplas fraturas,
inclusive na coluna vertebral Frida levou vários meses para se recuperar. Ao todo foram necessárias 35 cirurgias
e mesmo depois da recuperação ela teria complicações por causa do acidente pelo resto de sua vida chegando a
relatar : “E a sensação nunca mais me deixou, de que meu corpo carrega em si todas as chagas do mundo.” Foi
durante o período em que esteve se recuperando que surgiu a pintora. Sua mãe colocou um espelho sobre sua
cama e um cavalete adaptado para que ela pudesse pintar deitada e Frida fez seu primeiro auto-retrato dedicado
a Alejandro que a havia abandonado: “Auto-retrato com vestido de Terciopelo”. Sobre sua obstinação em pintar
auto-retratos, 55 ao todo, que representam um terço de toda sua obra ela justificava dizendo: “Pinto a mim
mesma porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor”. Dois anos depois do acidente Frida
leva três de seus quadros a Diego Rivera, um famoso pintor da época que ela conhecera quando freqüentava a
Escola Preparatória Nacional em 1922, para que os analisasse. Esse encontro resultou no amor de ambos e na
revelação de uma grande artista. Escola de Civismo e Cidadania Seção de Recursos Didáticos /Mecanografia
Página 3 R$ Em 21 de agosto de 1929 eles se casam, Frida então com 22 anos e Rivera com 43, dando início a
um relacionamento dos mais extravagantes da história da arte. Em 1930 Frida engravida e sofre seu primeiro
aborto ficando muito abalada pela impossibilidade de levar adiante uma gravidez devido a seu estado de saúde
delicado. Sobre essa dor ela confessou: “Pintar completou minha vida.
Perdi três filhos e uma série de outras coisas que teriam preenchido
minha vida pavorosa”. No mesmo ano, já tendo recuperado sua
mobilidade, porém com limitações e tendo que usar
frequentemente um colete de gesso, Frida acompanha Diego em
suas viagens aos EUA revelando seu talento para o resto do mundo
e encantando a todos com seu jeito irreverente e único. Em 1932
ela sofre seu segundo aborto sendo hospitalizada em Detroit
(EUA), e sua mãe morre de câncer no dia 15 de setembro do mesmo
ano. Em 1934 o casal está de volta ao México, mas Frida sofre novo
aborto e tem os dedos do pé direito amputados. O relacionamento
com Rivera piora e ele começa a traí-la com sua irmã mais nova
Cristina. No ano seguinte Frida e Rivera se separam e Frida conhece o escultor Isamu Noguchi com tem um
caso, mas logo ela e Rivera se reconciliam e voltam a morar juntos no México. Em 1936 novas cirurgias no pé
além de persistentes dores de coluna, um problema de úlcera, anorexia e ansiedade. Apesar de tudo, em 1937,
Frida conhece Leon Trotski que se refugia em sua casa em Coyoacan junto com a esposa Natalia Sedova.
Trotski foi seu mais famoso caso de amor. Em 1938, Frida Kahlo conhece André Breton, escritor, poeta e
famoso teórico do surrealismo, que se encanta por sua obra e lhe apresenta Julian Levy, colecionador e dono de

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uma galeria em Nova York, responsável por organizar a primeira exposição individual de Frida, realizada em
1939. A exposição foi sucesso absoluto e ela logo estava realizando exposições em Paris onde conheceu grandes
artistas como Pablo Picasso, Kandinsky, Marcel Duchamp, Paul Eluard e Max Ernst. Frida foi a primeira pintora
mexicana a ter um de seus quadros expostos no Museu do Louvre, mas foi apenas em 1953, um ano antes de
sua morte, que ela consegue realizar uma exposição de suas obras na Cidade do México. Ainda em 1939 Frida
e Diego se separam novamente, desta vez oficialmente, mas voltam a se casar em 8 de dezembro do ano
seguinte. Em 1941 morre Guillermo Kahlo e ela e Diego mudam-se para a “Casa Azul”, hoje um museu em sua
homenagem. Em 1942 ela começa a escrever seu famoso diário onde escreve sobre todas as suas dores e
pensamentos em um emaranhado de textos propositadamente sobrepostos, cheio de ilustrações e cores. De 1942
a 1950 Frida é eleita membro do Seminário de Cultura do México, passa a dar aulas na escola de arte “La
Esmeralda”, mas sua saúde cada vez pior a obriga a lecionar em casa. Com o quadro “Moisés”, Frida ganha o
Prêmio Nacional de Pintura concedido pelo Ministério da Cultura do México. Nesse período ela também é
obrigada a fazer mais de seis cirurgias e usar um colete de ferro que quase a impede de respirar permanecendo
longos períodos no hospital e tendo de usar uma cadeira de rodas. Em agosto de 1953 ela tem sua perna
amputada na altura do joelho devido a uma gangrena. Sobre mais esse duro golpe Frida escreve em seu diário:
''Amputaram-me a perna há 6 meses, deram-me séculos de tortura e há momentos em que quase perco a razão.
Continuo a querer me matar. O Diego é que me impede de o fazer, pois a minha vaidade faz-me pensar que
sentiria a minha falta. Ele disse-me isso e eu acreditei. Mas nunca sofri tanto em toda a minha vida. Vou esperar
mais um pouco...''. No mesmo diário ela também desenhara uma coluna cercada por espinhos com a legenda:
“Pés, para que os quero se tenho asas para voar.” Revelando a ambiguidade de seus sentimentos com relação a
todo seu sofrimento. A idéia da morte parecia algo tranquilizador para Frida que tivera uma vida tão conturbada
e frequentemente ela se refere a isso em seu diário e em sua autobiografia, porém mais do que nunca ela tenta
se agarrar a vida, pois como ela dizia: “...a tragédia é o mais ridículo que há...” e “...nada vale mais do que a
risada...” . Mas sua condição delicada não a impediu de participar, mesmo em uma cadeira de rodas de uma
manifestação contra a intervenção norte-americana na Guatemala em 1954. Na noite de 13 de julho daquele
mesmo ano Frida Kahlo é encontrada morte em seu leito. A versão oficial divulgou que ela teve morte por
embolia pulmonar, mas suas últimas palavras em seu diário foram: “Espero a partida com alegria...e espero
nunca mais voltar...Frida.”.

FUTURISMO

Em 20 de Fevereiro de 1909 foi lançado pelo poeta italiano


Felippo Tommaso Marinetti, no jornal francês Le Figaro, o
Manifesto Futurista. Este foi o ponta pé inicial para dar início a
criação de um movimento de cunho artístico e literário
denominado Futurismo. O Futurismo caracterizou-se
principalmente pelo rompimento com a arte e a cultura do
passado, celebrando o progresso e a tecnologia moderna, a vida
urbana, a velocidade e a energia ao ponto de, os mais extremos,
exaltarem as armas e a violência. Os integrantes desse estilo
foram os grandes divulgadores do movimento, recorrendo a
palestras e a publicidade para dar visibilidade a este estilo. O
Manifesto Futurista deixou clara a rejeição dos futuristas ao
passado e a destruição de tudo o que era velho e venerado,
ascendendo espaço para o novo e o vital. Giacomo Balla (1871 –
1958), Carlo Carrà (1881 – 1966) e Umberto Boccioni (1882 – 916) estão entre os principais expoentes desse
movimento, além de Gino Severini (1883 – 1966) e Luigi Russolo (1885 -1647). Escola de Civismo e Cidadania
Seção de Recursos Didáticos /Mecanografia Página 4 R$ Com frequência nas pinturas Futuristas aparecem
cores vibrantes e contrastantes, formas geométricas, sobreposição de imagens além do uso do que os futuristas
chamavam de linhas de força. O uso desses recursos pretendia dar ideia de uma cena dinâmica, ou seja, o objeto
em ação. A ideia de movimento vigoroso e velocidade eram centrais na poética do Futurismo. Os futuristas não
estavam interessados em representar um automóvel em suas pinturas, porém representar o movimento do
automóvel e a experiência de sua aceleração. Isso era mais importante que detalhar sua forma ou o veículo
parado. Uma das mais impressionantes obras desse movimento artístico é Dinamismo de um cão na coleira de

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autoria (1912) de Giacomo Balla. Nela, Balla representa uma senhora passeando com seu cachorro onde é
possível perceber uma espécie de close-up dos movimentos dos personagens. No quadro de formas simples e
precisas, podem-se apreender as diversas pinceladas que dão a sensação de movimento das figuras. O cão assim
como à senhora tem inúmeros traços, uns transparente e outros opacos, que compõem as patas, o rabo, a coleira
e os pés criando uma magnífica expressão dinâmica do movimento. O Futurismo influenciou diversos artistas
que mais tarde vieram a fundar outros estilos artísticos como o Cubismo, o Surrealismo e o Dadaísmo. O
movimento Futurista durou até aproximadamente a década de 1930, quando foi se esvaziando com a Segunda
Guerra Mundial.

Automóvel correndo – Giácomo Balla Umberto Boccioni, Museu De Arte Moderna,

EXPRESSIONISMO

→ O GRITO- EDWARD MUNCH

Podemos dizer que o Expressionismo foi o termo aplicado as diferentes


linguagens da arte no início de século XX. Pode-se classificar o
Expressionismo como um movimento heterogêneo, pois abarcou artistas de
diferentes nacionalidades, épocas e formação. Teve seu auge no período
correspondente a 1905 a 1920 aproximadamente, e se compôs a partir de
diferentes círculos artísticos ao mesmo tempo. Muitos historiadores empregam
esse termo para se referir as obras de outros artistas que compunham a história
da arte. Assim, é possível encontrar as raízes do Expressionismo em obras de
outras épocas como Francis Bacon (1561 – 1626), Goya (1746 – 1828), Edvard Munch (1863 – 1944) e Van
Gogh (1853 - 1890), por exemplo, essas podem ser descritas como expressionistas tantos pelos traços como
pela profundidade psicológica. Os expressionistas usavam cores fortes e vibrantes, figuras destorcidas e por
vezes se utilizava da abstração para tratar temas como a alienação, bem como, faziam uso emocional e simbólico
da cor e da linha. O Expressionismo é a arte dos extremos emocionais, da inquietação e da espiritualidade.
Podemos diferenciar o Expressionismo do Impressionismo, pois em lugar de reproduzir uma impressão do
mundo que o cercava os expressionistas colocavam em suas obras suas próprias conclusões e temperamentos
sobre suas visões do mundo. Assim o Expressionismo passou a se referir a um tipo de arte produzido na
Alemanha no início do século XX e disseminado para outros países abrangendo diferentes artistas de diferentes
tendências. Dois grupos, Die Brücke “A Ponte” (Fundado em 1905) e Der Blaue Reiter “O Cavaleiro Azul”
(fundado em 1911) constituíram as principais manifestações do Expressionismo na Alemanha. Com a pretensão
de estabelecer uma ponte com as bases para uma arte de futuro o primeiro grupo recebeu este nome de uma de

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seus integrantes que eram compostos por: Ernst Ludwig Kirchner, Fritz Bleyl, Erich Heckel e Karl Schmidt-
Rottluff. Ao longo dos anos foi recebendo outros artistas alemães e de outras nacionalidades. O grupo A Ponte
foi influenciado por artistas como Van Gogh, Gauguin e Munch, além de se inspirarem no gótico alemão e na
arte africana. Também sofreram forte influência do Fauvismo, após visitarem uma exposição de Matisse em
Berlim em 1908. O segundo grupo denominado O Cavaleiro Azul voltou o tema de suas pinturas para uma área
mais subjetiva e mística, buscando revelações espirituais. Tiveram influência de Kandinsky e Jawlensky e usava
uma paleta diversa, com cores mais sutis que o primeiro grupo. No Brasil um dos nomes mais fortes quando
falamos de Expressionismo é de Anita Malfatti. Anita introduziu as vanguardas europeias no Brasil após um
período de estudos na Alemanha. As cores fortes e vivas de suas pinturas remontam retratos e paisagens. Após
críticas a seu estilo de pintura, abandona o Expressionismo dedicando-se a pintura tradicional. Com a chegada
da Primeira Guerra Mundial, o movimento perde forças, mas ganha motivos para retratar os horrores da guerra.

FAUVISMO

A DANÇA (1909) - HENRI M ATISSE

Fauvismo é uma tendência estética da pintura, surgida no final


do século XIX e desenvolvida no início do século XX, que
tinha por características principais o uso exacerbado de cores
fortes e o teor dramático nas obras. O movimento foi
tipicamente francês, iniciou-se por parte dos artistas da época
que se opunham a seguir a regra da estética impressionista, em
vigor na época. A tendência foi considerada movimento
artístico apenas em 1905. O Fauvismo, ou Fovismo, tinha
temática leve, baseada na alegria de viver e nas emoções, e não
tinha fundamentação ou intenção crítica nem política. A
gradiente de cores é consideravelmente reduzida nestas obras,
mas o papel das cores é extremamente importante nelas, pois eram responsáveis pela noção de limites, volume,
relevo e perspectiva. Além disso, as cores não tinham relação direta com a realidade, não correspondiam à cor
real do objeto representado. O início do movimento, no final do século XIX, teve como representantes
precursores Paul Gauguin e Vincent Van Gogh. Os estilos destes dois renomados artistas exerceram forte
influência sobre os adeptos do Movimento Fauvista. O Fauvismo influenciou muito a ruptura da arte moderna
com a antiga estética vigente, além disso, modificou a idéia de utilização das cores nas artes plásticas. O termo
surgiu de uma expressão pejorativa, utilizada pelo crítico de arte Louis Vauxcelles ao ver uma obra de Henry
Matisse, em 1905, no Salão de Outono, em Paris. A expressão utilizada pelo crítico, “Les Fauves”, significa
“os selvagens”. Apesar dos artistas seguidores e dos adeptos do movimento renegarem a nomenclatura, esta
acabou ficando na história da arte. Para o movimento Fauvista, as criações artísticas não possuem relação com
intelecto ou sentimentos, ou seja, a criação artística deve ser livre e espontânea, baseada no instinto, nos
impulsos primários. Também as cores, era levada amplamente em consideração a larga preferência por cores
puras, elas são exaltadas no Fauvismo, e linhas e cores não possuem uma ordem predeterminada, são
empregadas nas obras da mesma forma primária e instintiva que fazem crianças e selvagens, como diziam os
próprios artistas. Algumas das características físicas da pintura fauvista são o colorido brutal, as pinceladas
violentas e definitivas, irrealidade na correspondência das cores da realidade com a representação e a pintura
por manchas largas, na formação de grandes planos. Os principais nomes do Fauvismo foram Vincent Van
Gogh, Paul Gauguin, Georges Braque, Andre Derain, Jean Puy, Paul Cézanne, Henri Matisse, Kees van
Dongen, Raoul Dufy e Georges Roualt.

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ABSTRACIONISMO
O abstracionismo refere-se às formas de arte não administradas
pela figuração e pela imitação do mundo, ou seja, não representam
objetos próprios da realidade concreta. Ao contrário, se utiliza das
relações formais entre cores, linhas e superfícies para produzir a
realidade da obra. Seu surgimento deve-se às experiências das
vanguardas européias, que rejeitaram a herança renascentista das
academias de arte. A arte abstrata existiu desde o princípio da
civilização, passando por algumas fases de maior ou menor
aceitação. Hoje a expressão é mais usada para nomear a produção
artística do século XX, produzida por determinados movimentos
e escolas inseridos na arte moderna. Grande parte dos movimentos
desse século concedia valor à subjetividade na arte, admitindo distorções de forma que se defrontava com a
idéia do renascentista Giorgio Vasari e sua opinião a respeito do valor do artista. Ele acreditava que este valor
devia-se a capacidade de representar a natureza com rigor. No começo do século XX, antes que os artistas
atingissem a abstração absoluta, o termo foi utilizado para se referir a escolas como o cubismo e o futurismo.
O abstracionismo divide-se em duas tendências: abstracionismo lírico; abstracionismo geométrico. O
abstracionismo lírico aparece como uma reação a Primeira Guerra Mundial. Para compor uma arte imaginária,
inspirava-se no instinto, no inconsciente e na intuição. As características da arte não figurativa são: o jogo de
formas orgânicas, as cores vibrantes e a linha de contorno. A pretensão do abstracionismo lírico é transformar
manchas de cor e linhas em ideais e simbolismos subjetivos. O abstracionismo geométrico recebeu influência
do cubismo e do futurismo. Ao contrário do abstracionismo lírico, foca a racionalização que depende da análise
intelectual e científica. No Brasil, o abstracionismo teve suas primeiras representações na década de 40.

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