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APOSTILA DE FÍSICA GERAL E

EXPERIMENTAL II

FACULDADES DE ENGENHARIA
CIVIL, MECÂNICA, PETRÓLEO, PRODUÇÃO
E QUÍMICA
Este material foi desenvolvido pela equipe de professores de Física Geral e Experimental da
Universidade Santa Cecília.

Coordenador: Prof. MSc. Luis Fernando Ferrara

Professores:
Prof. Dr. Djalmir Correa Mendes
Profª Maria Valéria Barbosa
Prof Vanildo José Assis D’Antonio
Profª MSc. Walkiria Reche da Silva
Prof. MSc. Rafael Urbaneja Sanchez
Prof. Luis Fernando Nogueira

1º SEMESTRE DE 2013
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EXPERIÊNCIA 01
ANÁLISE DIMENSIONAL
OBJETIVO
Determinar, no sistema MLT, as equações dimensionais de grandezas físicas e verificar a homogeneidade
de equações.

PROCEDIMENTO
Utilizando os conceitos do sistema MLT, resolver os exercícios propostos.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Grandezas e sistemas unitários

Podemos conceituar “grandeza física” como um elemento que, por convenção, tem por objetivo
facilitar o estudo, a análise e a descrição de um fenômeno ou um grupo de fenômenos, sendo este suscetível
de definição ou definições quantitativas.
Esta definição permite de imediato se pensar em conceituar-se “medição de uma grandeza”. Isto é,
medir-se uma grandeza é em síntese, compará-la com outra de mesma espécie que deverá ser tomada por
“unidade”. Assim sendo, com esta comparação, podem-se verificar quantas vezes a unidade estará contida
na grandeza que se quer medir.
O valor de qualquer grandeza física é expressa como a combinação de dois fatores: a quantidade de
unidades e o nome da unidade. Ou seja, podemos conceituar que uma grandeza física qualquer (G) é a
combinação entre a medida de “G” e a “unidade de G”.
Algumas grandezas podem ser consideradas fundamentais e outras derivadas. As grandezas
fundamentais têm como exemplo a massa, o comprimento, o tempo. Por outro lado, as grandezas derivadas
podem ser exemplificadas pela pressão, velocidade, aceleração, quantidade de movimento, trabalho, etc.
A medição das grandezas fundamentais é dita como direta, quando as medidas são obtidas
diretamente em termos das unidades de mesma espécie. Assim sendo, por estes critérios podem-se enquadrar
as grandezas fundamentais como “diretas” ou ainda dizer quando duas grandezas de mesma espécie são
iguais e quando uma é algumas vezes maior ou menor do que a outra. Enquanto que as medidas das
grandezas derivadas são sempre realizadas pelo método das medidas “indiretas”
Grandezas fundamentais variam de um sistema para outro. Geralmente, tempo e comprimento são
tidos como fundamentais. O sistema de unidades necessita uma terceira grandeza fundamental, que pode ser
massa ou força. Aqueles sistemas que apresentam a massa como a terceira grandeza fundamental são
conhecidos como sistemas de unidade absoluta, enquanto aqueles que têm a força como unidade fundamental
são chamados sistemas de unidade técnicos. Existem também sistemas unitários usados na engenharia que
consideram comprimento, tempo, massa e força como grandezas fundamentais.

Sistemas de Unidades Absolutos


Consideraremos aqui três sistemas de unidades absolutas: o C.G.S. (CGS), o Sistema Internacional
(MKS), e o inglês (FPS). De todos estes, as grandezas fundamentais são comprimento, massa, e tempo. As
diferentes unidades destes três sistemas são apresentadas na Tabela 1.

Sistema de Unidade Absoluto


Sistema CGS SI Inglês
Grandeza CGS MKS FPS
Comprimento (L) 1 centímetro (cm) 1 metro (m) 1 pé (ft)
Massa (M) 1grama (g) 1 quilograma (kg) 1 libra (lb)
Tempo (T) 1 segundo (s) 1 segundo (s) 1 segundo (s)

Tabela 1

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Algumas vezes a grandeza de uma determinada unidade é muito grande ou muito pequena para se
indicar uma medida e assim o mais apropriado é utilizar os múltiplos e submúltiplos das unidades
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fundamentais. É aconselhável usar estes múltiplos e submúltiplos na potência de 10 . A seguir (Tabela 2) está
a lista dos múltiplos e submúltiplos mais freqüentemente utilizados, assim como seu respectivo nome e
símbolo.
Prefixo Fator de multiplicação Símbolo SI
18
Hexa 10 H
15
Peta 10 P
12
Terá 10 T
9
Giga 10 G
6
Mega 10 M
3
Quilo 10 k
2
Hecto 10 h
1
Deca 10 da
-1
Deci 10 d
-2
Centi 10 c
-3
Mili 10 m
-6
Micro 10 
-9
Nano 10 
-12
Pico 10 p
-15
Femto 10 f
-18
Atto 10 a

Tabela 2

Quando as grandezas de calor são usadas, é conveniente definir a unidade de temperatura. Para os
o
sistemas CGS e MKS, a unidade de temperatura é definida em graus centígrados ( C), enquanto que para o
o
sistema Inglês é definido em graus Fahrenheit ( F). Unidades de calor são definidas independentemente do
sistema de unidades.

Equação dimensional
Pode-se expressar qualquer grandeza física G, de natureza mecânica, em função de L, M e T,
obtendo-se, assim, a equação dimensional da grandeza G.
Desse modo, a equação dimensional de G, que é indicada pela notação [G], será dada por
G  L .M  .T 
Os expoentes ,  e  são chamados dimensões físicas da grandeza G em relação às grandezas
fundamentais L, M e T. Sendo assim, podemos escrever todas as grandezas da mecânica em função de L, M e
T variando os valores de ,  e .

Vejamos alguns exemplos:

1. Velocidade:

[v] =

2. Aceleração:

[a] =

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3. Força:

[F] =

4. Trabalho de uma Força:

[ゥ] =

5. Energia:

[E] =

6. Potência:

[P] =

EXERCÍCIO RESOLVIDO:

A força de atração gravitacional é dada por Determine a dimensão da constante G.

Resolução

G.m1 .m2 F .d 2
F  G
d2 m1 .m2

1
.L1 .T 2 .L2
G  M Resposta: -1 3 -2
[G]=[L] .[M] .[T]
M .M

Homogeneidade Dimensional

Uma equação física não pode ser verdadeira se não for dimensionalmente homogênea.

Traduzindo a frase acima, notamos que as dimensões de um membro da equação devem ser iguais às
dimensões do outro membro. Portanto a expressão:

80 quilogramas = 30 metros + x metros

seria completamente errada.

Exercício resolvido
Uma força que age numa partícula é dada em função do tempo de acordo com a expressão:

F = A + B.t
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Quais as dimensões de A e B para que a relação seja dimensionalmente homogênea?

Resolução
1 1 -
[A]=[F]=[L] .[M] .[T]
2

[B.t] = [F] [B] · [t] = [F]


–2
[B] [t] = MLT 1 1 -3
[B]=[L] .[M] .[T]

Sabemos que toda equação física deve ser dimensionalmente homogênea para ser verdadeira
quando relacionam igualdades entre grandezas de mesma espécie. Este aspecto é conhecido como
homogeneidade de equações. Isto é, se ambos os membros de uma equação física tiverem as mesmas
dimensões em relação às mesmas grandezas, esta equação física é “dimensionalmente homogênea”. Como
conseqüência, pode-se enunciar que toda equação física verdadeira deverá ser também dimensionalmente
homogênea.
Notamos ainda que a homogeneidade dimensional em uma equação é uma condição necessária, mas
não suficiente para a legitimidade física. Uma equação física pode ser dimensionalmente homogênea, mas não
ser verdadeira sob outros aspectos.

Vejamos um exemplo
Vamos verificar se a equação que define a força centrípeta de um móvel em trajetória circular é
homogênea:
m.v 2
FCP  , isto é :
R
FCP  ma   LM T  2 1
   
2
 s 
2
 m   R 1  M L2 T  2 L1  L M T  2 2
m.v
R  t 
Comparando (1) e (2), verificamos que as duas equações dimensionais são iguais, portanto a equação
considerada é homogênea.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

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COMPLEMENTO
1. Sistema Internacional ( S.I.)
Na 11ª Conferência Geral de Pesos e medidas, em 1960, o Brasil ratificou como legal o “S.I.” . Para o
quadro apresentado abaixo, ainda que de forma simplificada, algumas constantes devem ser conhecidas:
“c” ( velocidade da luz no vácuo ) = 3.10 m/s
8

“0” ( constante de permissividade no vácuo ) = 8,85. 10 F/m


-12

“0” ( constante de permeabilidade no vácuo ) = 4.  .10 H/m


-7

Algumas das grandezas do S.I. e suas respectivas unidades são representadas abaixo:
 metro (m).
-10
Comprimento Obs: Å = Ângstron = 10 m
Ângulo plano  radiano (rad)
 metro quadrado (m )
2
Área
 metro cúbico (m )
3
Volume
 um por metro (m )
-1
Número de ondas
Massa  quilograma (kg)
 quilograma por metro cúbico (Kg/m )
3
Massa específica
Densidade linear de massa  quilograma por metro (kg/m)
Densidade superficial de massa  quilograma por metro quadrado (kg/m )
2

Tempo  segundo (s)


Freqüência  Hertz (Hz)
Velocidade  metro por segundo (m/s)
Velocidade ou freqüência angular  radiano por segundo (rad/s)
 metro por segundo ao quadrado ( m/s )
2
Aceleração
 radiano por segundo ao quadrado (rad/s )
2
Aceleração angular
 metro cúbico por segundo (m /s )
3
Vazão
 quilograma vezes metro quadrado (kg . m )
2
Momento de inércia
Força  newton (N)
Momento de força  metro vezes newton (m . N)
Impulso  newton vezes segundo (N . s)
 newton por metro quadrado (N/m )
2
Pressão
Energia  joule (J)
Potência  watt (W)
 watt por metro quadrado (W/m )
2
Densidade de fluxo de energia

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Nível de potência  bel (B)
Intensidade de corrente  ampère (A)
Quantidade de carga elétrica  coulomb (C)
Tensão elétrica  volt (V)
Intensidade de campo elétrico  volt por metro (V/m)
Capacitância  farad (F)
Indutância  henry (H)
Resistência elétrica  ohm ()
Resistividade elétrica  ohm vezes metro ( . m)
Condutância elétrica  siemens (S)
Condutividade elétrica  siemens por metro ( S/m)
Indução magnética  tesla (T)
Fluxo magnético  weber (Wb)
Intensidade de campo magnético  ampère por metro (A/m)
Relutância  ampère por weber (A/ Wb)
Temperatura dinâmica  Kelvin (K)
Entropia  joule por Kelvin (J/K)
Condutividade térmica  watt por metro vezes Kelvin ( W/m.K)
Intensidade luminosa  candela (cd)
Fluxo luminoso  lúmem (lm)
Iluminamento  lux (lx)
 candela por metro quadrado (cd/m )
2
Luminância
Quantidade de luz  lúmem vezes segundo (lm.s)
 lúmen por metro quadrado (lm/m )
2
Emitância luminosa
Convergência  dioptria (di)
Intensidade energética  watt por esferorradiano (w/sr)
 um por segundo (s )
-1
Atividade
Exposição  coulomb por quilograma (C/kg)
Dose absorvida  joule por quilograma (J/kg)
Ângulo plano  grau, minuto, segundo ( º , ’ ,” )
Freqüência angular  rotação por minuto (r.p.m.)
 eletron-volt (ev = 1,6.10 J)
-19
Energia em eletron-volt
Potência em cavalo-vapor  cavalo-vapor (cv)
Nível de audibilidade  fon (fon = freq de 1 kHz de 1 dB)
Audibilidade  sone (sone = som de 40 fons)
Atividade radioativa  curie (Ci)
Exposição à radiação eletromagnética  roengten (R)

Para o estudo da eletricidade adota-se como grandezas fundamentais, além de LMT, a corrente
elétrica I com fundamental. Assim, podemos dar alguns exemplos de grandezas da termologia e da
eletricidade:
temperatura – [t] = M L T
0 0 0 1

–1
coeficiente de dilatação – [ ] =M L T
0 0 0

1 2 –2
quantidade de calor – [Q] = M L T =[ ]
0 2 –2 –1
calor específico – [c] = M L T
1 2 –2 –1
capacidade térmica – [C] = M L T
0 2 –2 0
calor latente – [L] = M L T
carga elétrica – [q] = M L T I
0 0 1 1

1 2 –3 –1
ddp – [U] = M L T I
1 1 –3 –1
campo elétrico – [E] = M L T I
1 2 –3 –2
resistência elétrica – [R] = M L T I
–1 –2 4 2
capacidade eletrostática – [C] = M L T I
2 –2 –1
fluxo magnético – [ ] = ML T I

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Conversão de unidades:
A conversão de unidades de um sistema para outro é feita facilmente se as quantidades são expressas
como uma função das unidades fundamentais de massa, comprimento, tempo e temperatura. A conversão de
fatores é usada para converter diferentes unidades. O fator de conversão é o número de unidades de um certo
sistema contido em uma unidade de grandeza correspondente em outro sistema.
Para melhor compreender-se o que significa símbolo dimensional, deve-se primeiro rever os conceitos
entre as relações de grandezas medidas e unidades.
Consideremos uma grandeza G medida por duas unidades distintas U1 (G) e U2 (G) , sendo obtidos
os valores m1 (G) e m2 (G) respectivamente, têm-se:

G = m1 (G) . U1 (G)
G = m2 (G) . U2 (G)
Isto é:
m1 (G) .U1 (G) = m2 (G) . U2 (G)
então:
m1 G  U 2 G 

m2 G  U 1 G 

Podemos concluir que a razão entre duas medidas de mesma grandeza, com unidades diferentes, é
igual ao inverso da razão entre essas unidades. Desta maneira, esta relação soluciona um dos problemas da
Física, como “mudança de unidades”.
Continuando, teremos:

U G 
m2 G m1 G  1 1.10 , sendo:
U 2 G 

m2 (G): nova medida


m1 (G): medida antiga e

U1  G unidade nova
   G que é o símbolo dimensional da grandeza G.
U 2  G unidade antiga
Assim: G   U 1 G 
U 2 G 

Partindo da definição de [ G ] - símbolo dimensional, pode-se escrever:

m2 (G)= m1 (G) . [ G ]

que é definida como a “expressão fundamental na resolução dos problemas de unidades”.

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RELATÓRIO DE FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL II

ATIVIDADE 01

EXPERIMENTO 01
ANÁLISE DIMENSIONAL

DATA DE EXECUÇÃO :

____/____/____

DATA DE ENTREGA :

____/____/____

NOTA:

Nome:_______________________________________________ Nº

Dia da semana da Turma:_________________

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ATIVIDADE 01 – EXERCÍCIOS PROPOSTOS
EXPERIMENTO 01: ANÁLISE DIMENSIONAL

1) Determinar, no sistema LMT, as equações dimensionais das seguintes grandezas:

a) quantidade de movimento f) trabalho de uma força

g) energia
b) impulso

h) potência

c) massa específica linear

d) massa específica superficial, i) momento de uma força

e) massa específica volumétrica j) constante de gravitação universal

2) Verificar a homogeneidade das seguintes equações:

1 2 2h
a) y gt c) t 
2 g

2
d) FC  m v
b) EC  1 m v 2 R
2

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RELATÓRIO DE FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL II

ATIVIDADE 02

EXPERIMENTO 01
ANÁLISE DIMENSIONAL

DATA DE EXECUÇÃO :

____/____/____

DATA DE ENTREGA :

____/____/____

NOTA:

Nome:______________________________________________ Nº

Dia da semana da Turma:_________________


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ATIVIDADE 02 - RELATÓRIO
EXPERIMENTO 01: ANÁLISE DIMENSIONAL

OBJETIVO: ____________________________________________________________
______________________________________________________________________

PROCEDIMENTO: ________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

QUESTÕES:

1) Verificar a homogeneidade das seguintes equações:


1 B A = comprimento
d) A  3 , onde B = momento de uma força
3 C
a) p   g h C = pressão

RESP.:

b) v   s
t
RESP.:

A = comprimento
1 CD
e) A  , onde B = trabalho de uma força
3 B C = força
D = volume

RESP.:

1 2
c) v  at
2

RESP.:

RESP.:

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2) Determinar os expoentes x e y , sabendo que o espaço percorrido por um móvel em movimento variável é
x y
função do tempo e da aceleração da gravidade ( S = k g t ).

RESP.:

3) A velocidade (v) de propagação de ondas transversais numa corda elástica é função da força tensora (F)
aplicada à corda e de sua massa específica ( ), isto é, v = k F  , onde k é uma constante
x y

adimensional. Determinar os expoentes x e y.

RESP.:

4) Encontra-se, experimentalmente, que a freqüência fundamental ( f ) na qual um fio de massa específica


linear (  ) e comprimento ( ) , submentido a uma força tensora ( F ) , pode vibrar, depende apenas de  ,
e F ( f  k .. x ..F y . z ). Sabe-se, ainda, que o fator adimensional (k) que figura na relação de
dependência entre de f ,  , e F vale ½. Determinar:
a) os expoentes x, y e z;
b) a freqüência fundamental de um fio de 0,50m de comprimento de 10 g de massa, submetido a uma força
tensora uniforme de 288N.

RESP.:

RESPONDER:
1) O que é equação dimensional de uma grandeza G?
______________________________________________________________________________________
2) O que é homogeneidade de equações?
_____________________________________________________________________________________
3) Qual o procedimento para previsão da fórmula que define uma grandeza?
______________________________________________________________________________________

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EXPERIÊNCIA 02
ATRITO EM PLANO INCLINADO

OBJETIVO
Determinar experimentalmente o coeficiente de atrito estático entre duas superfícies diferentes.
PROCEDIMENTO
Utilizando um plano inclinado e fazendo deslizar alguns corpos de materiais diferentes sobre o referido
plano, determinar o coeficiente de atrito estático para as duas superfícies utilizadas.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A força de atrito é uma força que se manifesta entre duas superfícies em contato quando há tendência
de movimento relativo entre elas.
Para tentarmos entender o mecanismo de ação das forças de atrito, vamos considerar duas
superfícies.Mesmo que numa primeira observação nos pareçam perfeitamente lisas, quando observadas com
maior detalhamento perceberemos que há imperfeições nessas superfícies. Estas imperfeições são chamadas
de rugosidades superficiais que têm origem no tratamento dado à superfície dos corpos e inclui, também,
elementos de contaminação da superfície como grãos de poeira, gorduras, etc.
Vamos admitir que essas duas superfícies examinadas sejam uma mesa e um bloco em repouso
apoiado sobre essa mesa. Observe a figura abaixo. No detalhe estão ilustradas as imperfeições superficiais
dos dois corpos que se “encaixam” e oferecem uma resistência ao início do movimento do bloco.

Figura 1
Neste momento inicial as únicas forças atuando no bloco são o seu próprio Peso ( P ) e a reação
Normal de apoio ( N ) que a mesa aplica sobre o bloco. A força normal é uma força perpendicular à superfície
de apoio de um corpo e é a reação desse apoio. No nosso caso, a ação está aplicada na mesa e a reação no
bloco (observe a figura 1). Nestas condições a resultante das forças que atuam sobre o bloco na direção
vertical é nula. A partrir de agora, para simplificar os esquemas, iremos apenas representarr as forças na
direção horizontal, ou seja, na direção do plano da superfície da mesa.

Aplicaremos ao bloco em repouso uma força motriz horizontal,de intensidade tal que o bloco
permaneça em repouso. Esquematicamente, teremos a seguinte situação.

Pelo Princípio Fundamental da Dinâmica, se o bloco


permanece em repouso a resultante

das forças sobre o corpo na
direção horizontal é nula ( R  0 ). No entanto, a situação
representada na figura 2 contrariaria esse princípio, pois a única

força atuando sobre o bloco é a força F e, assim, a resultante na

direção horizontal seria a própria força F .
Figura 2

Então, somos levados a concluir que a força



F não é a única força atuando no bloco, pois se a
resultante é nula há que existir uma força de mesma

intensidade, mesma direção e sentido oposto ao de F

( – F ) atuando no bloco ( figura 3 ) e é esta força que
impede o bloco de entrar em movimento. Esta força é
exercida no bloco pelas rugosidades Figura 3 superficiais da
mesa devido aos “encaixes” das rugosidades

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superficiais da mesa e do bloco.
Esta força de resistência ao movimento do bloco é o

que chamamos de força de atrito ( f at ) que nesta condição é

denominada força de atrito estático ( f at est ) pois ocorre enquanto
o corpo está em equilíbrio estático (repouso). Observe a figura
4

Se aumentamos a intensidade da força F e ainda
assim o bloco permanece em repouso, é porque a força de
Figura 4 atrito, assim como a força motriz, também aumentou sua
intensidade, pois a resultante ainda é nula. Experimentalmente

sabemos que este processo de amento da intensidade de F e

de f at com o corpo tem um limite.

Quando o bloco sai do repouso ( R  0 ) a intensidade da
força motriz for maior que a intensidade da força de atrito,
devido a esta última ter atingido seu valor máximo que é igual à
intensidade da força motriz de tirar o corpo do repouso,
também chamado de força de destaque (figura 5). Isto indica
Figura 5 que a intensidade da força de atrito pode aumentar qundo
solicitada até uma intensidade máxima.
Assim:
 
f at máx  Fdestaque

No momento em que o bloco entra em movimento passa a agir sobre ele um outro tipo de força de
 
atrito denominada força de atrito dinâmico ou cinético ( f at d d ou f at c ). Essa força de atrito também se opõe
ao movimento do bloco, mas como o bloco já está em movimento agora a tendêndia é no sentido de diminuir a
velocidade do bloco até que ele retorne ao repouso. Empiricamente observa-se que a intensidade da força de
atrito dinâmico é menor que a intensidade da força de atrito estático.
Devemos ainda observar que as forças de atrito não dependem da área de contato entre as duas
superfícies.
Graficamente a representação da intensidade da força de atrito em função da força motriz, que é uma
força externa, pode ser observada na figura 6.

Figura 6

Vamos agora retomar o esquema de forças completo (figura 7).

Figura 7

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A teoria do atrito vista na Dinâmica nos mostra que o módulo da força de atrito que ocorre entre duas
superfícies sob compressão N (força de reação Normal), na iminência de escorregamento de uma sobre a
outra, é dada por:
Fat = .N
onde , é uma constante de proporcionalidade adimensional, denominada coeficiente de atrito, que
caracteriza as superfícies em contato.
O valor máximo da intensidade da força de atrito estático (quando o escorregamento é iminente), é
expresso por:
Fat e = e . N
onde e é o coeficiente de atrito estático.

A força de atrito dinâmica, que se manifesta depois que as superfícies já deslizam relativamente, é
expressa por:
Fat d = d . N
onde d é o coeficiente de atrito dinâmico.
O coeficiente de atrito dinãmico é menor que o coeficiente de atrito estático.

O coeficiente de atrito (estático ou dinâmico) depende da natureza das superfícies, isto é, do tipo de
material que as superfícies são constituídas e do estado de polimento dessas superfícies.
É importante observar que os valores do coeficiente de atrito, em geral. são menores que 1.

Os dados referentes às forças de atrito estático e cinético são muito aproximados e dependem dos
diferentes graus de polimento das superfícies e dos diferentes graus de contaminação com substâncias
estranhas. Esses fatores são os que realmente determinam os coeficientes de atrito e a dependência da força
de atrito cinético com a velocidade relativa das superfícies em questão, sendo assim, não faz sentido tabelar
coeficientes de atrito entre superfícies diversas, a menos que elas sejam padronizadas. O atrito nunca é entre
uma superfície de cobre e uma de alumínio, por exemplo, mas entre uma superfície de cobre com certo
polimento e com algumas impurezas e uma superfície de alumínio com outro polimento e com outras
impurezas.
Para entender a origem das forças de atrito deve-se considerar que, ao nível atômico, nas pequenas
irregularidades das superfícies, onde o contato ocorre num número relativamente pequeno de pontos, as
irregularidades se interpenetram e se deformam, exercendo forças mútuas cujas intensidades dependem da
intensidade da força que empurra as superfícies uma contra a outra. Nos pontos de contato existem ligações
dos átomos de uma superfície com os átomos da outra, que atuam como se fossem soldas microscópicas.

Atrito em plano inclinado


Quando o corpo estiver apoiado em um plano inclinado, a distribuição de forças será diferente, pois a
reação normal de apoio ( N ) será igual à parcela do Peso na direção perpendicular ao plano inclinado (figura
8).

Lembrar que:

Pt = P.sen 
Pn = P.cos 

O ângulo de atrito estático  mede a inclinação de um plano no


qual o móvel, abandonado do repouso, se apresenta na iminência de
deslizar (mas permanece em repouso). Na iminência de deslizamento:

Figura 8

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20
Análise quantitativa (cálculos)

Em um plano inclinado temos a seguinte distribuição de forças, vista anteriormente.

Consideraremos como eixo


horizontal a direção do plano inclinado e e
como eixo vertical a direção perpendicular à
direção do plano inclinado. Assim, teremos,
em módulo:

No eixo vertical:
a = 0  FR = 0
então teremos
N = Pn
mas
Pn = P.cos 
então
N = P.cos  ( 1 )

No eixo horizontal:
Fr = m . a
e FR = Pt – Fat , então
Pt – Fat = m . a

Figura 9 mas, na iminência de movimento a = 0,


então
Pt – Fat = 0
Pt = Fat ( 2 )
Sabendo que Fat = .N
e Pt = P.sen  ( 3 )
substituindo ( 1 ) e ( 3 ) em ( 2 ), teremos:
 . P.cos  = P.sen 

P.sen 

P. cos 
Assim
e = tg 

Vejamos um exemplo:
1) Um bloco de massa 1 kg está sobre um plano inclinado e o coeficiente de atrito estático entre o bloco e
o plano é 0,5. Calcule a inclinação necessária para que o bloco deslize plano abaixo. Adote g = 10
2
m/s .

Se m = 1 kg, então P= 10 N
Calculando as componentes do Peso, teremos:

Pn = P.cos  = 10 . cos 
e
Pt = P.sen  = 10.sen 

Na iminência de movimento a = 0 e Pt = Fat e Fat = .N


então
 . P.cos  = P.sen 
P.sen   e = tg 

P. cos 

Sendo = 0,3 , então 0,3 = tg    = arct 0,3   = 16,7 °

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21
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1) Explique o que é atrito.

2) Cite os principais fatores que influem no atrito.

3) Como o atrito pode ser reduzido?

4) O atrito é necessário para caminharmos? Por quê?

5) Em um laboratório de física, alguns alunos fizeram um estudo sobre coeficiente de atrito. O experimento constava de
uma rampa de alumínio articulada em seu vértice que permitia que sua inclinação  sofresse variações, um
paralelepípedo de madeira de 20 cm de altura, que possibilitava o apoio da rampa nas variações de sua inclinação ,
alguns discos de metal e alguns corpos de massas e materiais diferentes listados abaixo:

Material madeira PVC (plástico) alumínio


Massa 50 g 30 g 40 g

Os corpos eram apoiados sobre a rampa e sua inclinação era aumentada até que o corpo começasse a deslizar com MRU
(sem aceleração). No momento do destaque do corpo, a rampa era apoiada no toco de madeira fixando sua inclinação,
formando um triângulo de base b e altura h.

Os discos de metal de massa igual a 50 g cada um eram adicionados ao corpo em cada deslizamento e alguns dados
obtidos estão reproduzidas nas tabelas abaixo. Com base nas informações fornecidas, complete os dados das tabelas.
MADEIRA
Massa do Massa Massa Base Altura 
corpo adicionad
50 total (cm) (cm)
100 0,40
150

PVC
Massa do Massa Massa Base Altura 
corpo (g) adicionad
50 total (cm) (cm) 0,50
100
150

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22
PARTE PRÁTICA

1) Montar o plano inclinado articulado.

2) Medir a altura do toco de madeira que irá apoiar o plano inclinado. Esta será
a altlura do triângulo formado pelo plano inclinado e sua base. Anotar na
tabela na coluna altura.
3) Apoiar o bloco de madeira com 50 g na extremidade superior do plano
inclinado, de maneira que este permaneça em repouso. Usando o toco de
madeira, aumentar gradativamente a inclinação do plano inclinado até que o
bloco inicie um movimento de descida com velocidade constante (a = 0). Neste momento a resultante na
direção do plano inclinado é nula. Medir a distância que vai do vértice articulado do plano até o toco. Esta
será a base do triângulo formado pelo plano inclinado e o toco de madeira. Anotar o valor na TABELA 1 na
coluna base.
4) Aumentar massa do bloco de madeira para 100 g e repetir o procedimento. Repetir o procedimento para as
massas constantes da tabela e anotar as respectivas medidas (base). A altura do triângulo será a altura do
toco de madeira em todas as medidas. Completar a tabela.

5) Do fundamento teórico temos que


e = tg 

então, com os dados da tabela (base e altura do triângulo retângulo formado entre o plano articulado e sua
base) calcular a tangente desse ângulo e obter o coeficiente de atrito entre as superfícies analisadas.
6) Calcular o valor mais provável do coeficiente de atrito através da média aritmética dos valores encontrados.
7) Repetir o procedimento para o bloco de alumínio.

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23

RELATÓRIO DE FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL II

ATIVIDADE 03

EXPERIMENTO 02
ATRITO EM PLANO INCLINADO

DATA DE EXECUÇÃO :

____/____/____

DATA DE ENTREGA :

____/____/____

NOTA:

Nome:______________________________________________ Nº

Dia da semana da Turma:_________________

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24
ATIVIDADE 03 - RELATÓRIO
EXPERIMENTO 02 – ATRITO EM PLANO INCLINADO

OBJETIVO: ____________________________________________________________
______________________________________________________________________

PROCEDIMENTO: ______________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

EXECUÇÃO:
1) Montar o plano inclinado articulado.

2) Medir a altura do toco de madeira que irá apoiar o plano inclinado. Esta será a altlura do triângulo formado
pelo plano inclinado e sua base. Anotar na tabela na coluna Altura.
3) Apoiar o bloco de madeira com 50 g na extremidade superior do plano inclinado, de maneira que este
permaneça em repouso. Usando o toco de madeira, aumentar gradativamente a inclinação do plano
inclinado até que o bloco inicie um movimento de descida com velocidade constante (a = 0). Neste momento
a resultante na direção do plano inclinado é nula. Medir a distância que vai do vértice articulado do plano até
o toco. Esta será a base do triângulo formado pelo plano inclinado e o toco de madeira. Anotar o valor na
TABELA 1 na coluna base.
4) Aumentar massa do bloco de madeira para 100 g e repetir o procedimento. Repetir o procedimento para as
massas constantes da tabela e anotar as respectivas medidas (base). A altura do triângulo será a altura do
toco de madeira em todas as medidas. Completar a tabela 1.
TABELA 1 : Bloco de madeira
Massa (g) Altura (cm) Base(cm) e

50
100
150
200
250
Valor mais provável de e madeira

5) Cálculo dos valores do coeficiente de atrito estático entre o plano inclinado e o bloco de madeira a partir da
TABELA 1. Sabendo que para um plano inclinado
cat . op. h
 e  tg   
cat . adj. b
calcular os valores do coeficiente de atrito estático entre o alumínio da rampa e o bloco de madeira para
cada um dos valores de massa utilizados no experimento. Anotar os valores na TABELA 1.

6) Apoiar o bloco de alumínio com 50 g na extremidade superior do plano inclinado, de maneira que este
permaneça em repouso. Usando o toco de madeira, aumentar gradativamente a inclinação do plano
inclinado até que o bloco inicie um movimento de descida com velocidade constante (a = 0). Como visto
anteriormente, neste momento a resultante na direção do plano é nula. Medir a distância que vai do vértice
articulado do plano até o toco na tabela (base). Anotar na TABELA 2.
7) Aumentar a massa do bloco de alumínio para 100 g e repetir o procedimento. Repetir o procedimento para
as massas constantes da tabela e anotar as respectivas medidas na coluna base. Completar a tabela 2.

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25
TABELA 2 : Bloco de alumínio
Massa (g) Altura (cm) Base (cm) e

50
100
150
200
250
Valor mais provável de e alumínio

8) Cálculo dos valores do coeficiente de atrito estático entre o plano inclinado e o bloco de alumínio com os
valores constantes da TABELA 2. Sabendo que para um plano inclinado
cat . op. h
 e  tg   
cat . adj. b
calcular os valores do coeficiente de atrito estático entre o alumínio da rampa e o bloco de alumínio para
cada um dos valores de massa utilizados no experimento. Anotar os valores na TABELA 2.

RESPONDER:
1) Aumentando a massa do corpo o que ocorre com o módulo da força de atrito nesse corpo?
_____________________________________________________________________________________
2) Aumentando a massa do corpo o que ocorre com os valores de coeficiente de atrito entre as sufperfícies
analisadas?
__________________________________________________________________________________

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26

EXPERIÊNCIA 03
ESTUDO DO MOVIMENTO DE UM CORPO EM QUEDA LIVRE

OBJETIVO:
Determinar através do estudo do movimento de um corpo em queda livre, a aceleração da gravidade no local
do experimento.

PROCEDIMENTO:
Utilizando um centelhador, abandonar um corpo em queda livre ligado a uma fita de referência que será
marcada a intervalos de tempos iguais durante a queda. Através dos dados obtidos na fita, construir o diagrama
das posições ocupadas pelo corpo, o diagrama da velocidade do corpo e, finalmente, o diagrama da aceleração
do corpo em função do tempo decorrido durante a queda.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Foi Galileu Galilei (1564-1642) quem explicou na forma aceita atualmente, como ocorre a queda livre dos
corpos, quando soltos próximos à superfície da Terra. Desprezando a ação do ar, ele enunciou:
“Todos os corpos num mesmo local, livres da resistência do ar, caem com uma mesma aceleração,
quaisquer que sejam suas massas. Essa aceleração é denominada aceleração da gravidade (g).”
O movimento de queda livre é, na verdade, um caso particular do movimento uniformemente variado,
portanto todos os conceitos envolvidos no estudo do MUV podem ser usados no estudo de queda livre.
Todos os corpos se abandonados próximos à superfície da Terra caem devido à força de atração aplicada
sobre eles pelo campo gravitacional da Terra, ou seja, a força Peso. Essa queda dos corpos ocorre sempre com a
mesma aceleração, independente de sua massa ou formato, desde que a resistência do ar (atrito) não seja
considerada durante a queda.
Na prática, no entanto, os corpos em queda sofrem a influência da força de atrito entre o ar e a superfície
dos mesmos. Então, sempre que um corpo estiver caindo, pelo menos duas forças estarão agindo sobre ele, a
força peso (apontando para o centro da Terra) e a força de atrito com o ar (apontando para o sentido contrário ao
da queda).
O valor da aceleração da gravidade varia com a altura do corpo, mas esta variação é muito pequena. O
valor de g em um local situado ao nível do mar e à latitude de 45º chama-se aceleração normal da gravidade.
g normal = 9,80665 m/s²
A título de curiosidade são apresentados abaixo alguns valores da variação da aceleração da gravidade
em função da altura em relação à superfície da Terra.

LOCALIZAÇÃO g (aproximado)
2
m/s
Equador 9,78
Pólos 9,83
10 km altitude 9,78 Altura de vôo de aviões
100 km de altitude 9,57
300 km de altitude 8,80 Órbita de ônibus espaciais
1000 km de altitude 7,75
5000 km de altitude 3,71
10000 km de altitude 1,94

"Queda livre é o nome que se dá ao movimento de queda dos corpos quando a resistência do ar não é
considerada. Se a resistência do ar não for desprezada, o movimento não será de queda livre"

Análise quantitativa (cálculos)


Considere um objeto em queda vertical, a partir do repouso, num local em que o efeito do ar pode ser
desprezado e a aceleração da gravidade seja constante e igual a g. Orientando-se a trajetória para baixo, o objeto
realizará um movimento uniformemente variado (M.U.V.) com aceleração escalar igual a g.

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27

Admitindo, portanto, que “queda livre” é o movimento vertical em que a força resultante
é o Peso, então se aplicarmos o Princípio Fundamental da Dinâmica (2ª lei de Newton),
teremos:
d 2s
m. 2  m.g ou simplesmente
dt
d 2s
g ag
dt 2
A solução desta equação diferencial de 2ª ordem, que será estudada
oportunamente no curso de cálculo diferencial e integral, é a equação horária do deslocamento de M.U.V., onde
podemos relacionar a altura descida ( h ) com seu respectivo tempo de queda ( t ) da seguinte forma:
a
s  s0  v0 .t  .t 2 , onde
2
s = deslocamento escalar do corpo
s0 = posição inicial do corpo
v0 = velocidade inicial do corpo
a = aceleração do corpo
t = instante de tempo

Para o movimento de queda livre, portanto na vertical, a equação fica:

g 2
y  y 0  v0 .t  .t
2 , onde
y = altura do corpo
y0 = altura inicial do corpo
v0 = velocidade inicial do corpo
g = aceleração da gravidade no local do experimento
t = instante de tempo

No nosso estudo, adotaremos a altura inicial nula ( y0 = 0 ) e, como o movimento é de queda livre, sua
velocidade inicial será também nula ( v0 = 0 ) e, portanto, a equação do movimento será:

g 2 2. y
y .t e t
2 g

A velocidade escalar ( v ) adquirida após certo tempo ( t ) do MUV é dada por:


v  v0  a.t
e para o movimento de queda livre teremos:

v  g.t

Também podemos expressar a velocidade atingida (v) em função da altura descida (y ). Usando a
equação de Torricelli, temos:
v 2  v02  2.a.s
e para o movimento de queda livre teremos:

, como v0 = 0 e
v 2  v02  2.g. y v 2  2.g. y v  2.g. y

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28
Gráficos do movimento de queda livre

 Altura do corpo em função do tempo ( y x t )

A equação da altura do corpo em função do


tempo de queda é uma função do segundo grau e,
portanto, seu gráfico será uma parábola. Como o
movimento é apenas da queda do corpo, teremos
apenas um arco de parábola (observe o gráfico ao
lado). No nosso estudo orientaremos o eixo das
posições ocupadas pelo corpo para baixo. Nestas
condições e para a tabela dada, o referido gráfico
será como no exemplo ao lado.

y(m) t (s)
0 0
0,003 0,02
0,009 0,04
0,018 0,06
0,032 0,08
0,050 0,10
0,072 0,12

 Velocidade do corpo em função do tempo ( v x t )

A equação da velocidade em função do tempo de queda do


corpo é uma função do primeiro grau e, portanto, seu gráfico será
uma reta (observe o gráfico ao lado). No nosso estudo, como já
foi dito anteriormente, a orientação do eixo das posições será
para baixo e, assim, os valores de velocidade serão positivos e o
gráfico será uma reta crescente como no exemplo ao lado.

v ( m/s ) t (s)
0 0
3,75 0,04
5,65 0,06

O MRUV possui uma propriedade particular devida ao seu


comportamento gráfico e suas relações matemáticas.

Já vimos que o gráfico da velocidade em função do tempo do


MRUV é uma reta. Genericamente teremos um gráfico do tipo:
Nesse gráfico, o deslocamento do corpo pode ser calculado
pela área do figura formada entre a reta do gráfico e o eixo
horizontal (integral gráfica) que, nesse caso, é um trapézio.
Como a área do trapézio é:
( B  b).h
Atrapézio  , para o nosso caso
2
teremos:
(v  v0 ). (t  t 0 ) (v  v0 ).t
y  
2 2
e
y (v  v 0 )

t 2

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29
Como a velocidade média de um corpo é calculada pela expressão:
y
vM  ,
t
então teremos que, para o MRUV

(v  v 0 )
vM  .
2
Devemos salientar que essa expressão para o cálculo da velocidade média aplica-se unicamente ao
MRUV.

 Aceleração do corpo em função do tempo ( g x t )

A aceleração de um corpo em queda livre é constante e


igual à aceleração da gravidade, portanto, seu gráfico será
uma reta constante.
2
Lembrando que g = 9,8 m/s , o gráfico será como no
exemplo ao lado.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS:

1) Um corpo é abandonado, a partir do repouso, de uma altura de 45 m acima do solo terrestre. Despreze a
2
resistência do ar e considere g = 10 m/s .

Determine:
a) o tempo de queda do corpo até o solo;
b) o módulo da velocidade do corpo no instante em ele atinge o solo.

Resolução

a)

b) v = g · t = 10 ·3,0 ou

2) Uma pedra é abandonada de uma altura de 3,2 m acima do solo lunar e gasta 2,0 s para atingir o solo.
Pede-se:
a) o valor da aceleração da gravidade na Lua;
b) a altura descida pela pedra em seu último segundo de queda;
c) o gráfico velocidade x tempo de queda.

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30
Resolução

a) Na Lua não há atmosfera, logo a pedra realiza uma queda livre até atingir o solo lunar. Assim:

b) No primeiro segundo de queda a pedra desceu:

Logo, durante seu segundo e último segundo de queda ela percorreu:

h2 = h – h1 = 3,2 – 0,8

c) A pedra tem velocidade inicial nula (v0 = 0) e ,após 2,0 s, atinge uma velocidade final de queda de:

v = g · t = 1,6 · 2,0

Através desses valores, temos o gráfico ao lado:

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1) Abandona-se um corpo do alto de uma montanha de 180 m de altura. Desprezando a rsistência do ar e


2
adotanto-se a aceleração da gravidade 10 m/s , determine:
a) o tempo gasto pelo corpo para atingir o solo
b) a velocdiade do corpo ao atingir o solo.

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31
2) Em um estudo do movimento de um corpo em queda livre foi utilizado um corpo cuja massa era de 550g. Um
grupo de alunos obteve os seguintes dados, reproduzidos na tabela abaixo. Baseado nessas informações
determine:
-2
t ( 10 s) 3 6 9 12 15
-3
y (10 m) 4,5 18,0 40,5 72,0 112,5

a) o diagrama y = f (t);

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32
b) o diagrama v = f (t);

c) a aceleração da gravidade no local do experimento, graficamente

3) Uma pedra cai em um poço e o observador ouve o som da pedra o fundo após 9 s. Acmitindo uma aceleração
2
de gravidade igual a 10 m/s e a velocidade do som no ar de 320 m/s, determine a profundidade do poço.

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33
4) Em um estudo do movimento de um corpo em queda livre foi utilizado um corpo cuja massa era de 550g e um
centelhador que foi ajustado para um valor de freqüência igual a 50 Hz (lembrar que 1 Hz = 1 ciclo por
segundo). Este ajuste serviu para determinar os intervalos de tempo entre cada marca feita na fita passada
pelo centelhador. A imagem da referida fita está reproduzida abaixo juntamente com uma régua graduada em
mm. Nestas condições pede-se:

a) o diagrama das posições do corpo em função do tempo [ y = f ( t )];

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34
b) a partir do diagrama do item anterior, construir o diagrama v = f(t);

c) a partir do diagrama v = f(t), calcular graficamente a aceleração da gravidade no local do experimento.

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35

RELATÓRIO DE FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL II

ATIVIDADE 04

EXPERIMENTO 03
QUEDA LIVRE

DATA DE EXECUÇÃO :

____/____/____

DATA DE ENTREGA :

____/____/____

NOTA:

Nome:_____________________________________________ Nº

Dia da semana da Turma:_________________

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36
ATIVIDADE 04 – RELATÓRIO (PARTE 1)
EXPERIMENTO 03 – QUEDA LIVRE

OBJETIVO:____________________________________________________________
______________________________________________________________________

PROCEDIMENTO: ______________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

EXECUÇÃO:
1) Montar o equipamento conforme o esquema abaixo.

2) Com o interruptor na posição “liga” prender a esfera de 25 mm de diâmetro (a maior) ao eletroimã.

3) Alinhar a borda inferior da esfera na posição 1,1 cm.

4) Ajustar o cronometro para função F-2 ( botão função )


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37

5) Posicionar a base superior do sensor óptico na posição 5 cm;

Obs. A tomada de medida será realizada no centro do sensor, correspondendo a uma distância de 1,1 cm da
base superior. Esta diferença já foi compensada no ajuste da esfera.

6) Zerar o cronometro (botão Reset).

7) Passar o interruptor para a posição desliga.

8) Verificar o tempo indicado e anotar na tabela 1.

9) Passar o interruptor para a posição liga.

10) Prender a esfera ao eletroimã.

11) Repetir os passos do item 5 ao 10, variando a posição do sensor conforme a tabela 1.

TABELA 1

y(m) 0 0,05 0,10 0,15 0,20 0,25 0,30 0,35 0,40 0,45 0,50
t(s) 0

12) Com o sensor na posição de 50 cm realize a tomada de tempo para as esferas de 15mm e 20mm de
diametros.

15 mm  t = __________(s) (para compensar o diâmetro da esfera posicionar o sensor em 49 cm)


20 mm  t = __________(s) (para compensar o diâmetro da esfera posicionar o sensor em 49,5 cm)
25 mm  t = __________(s) (valor obtido durante o experimento em 50 cm)

Qual conclusão voce pode obter do ensaio com as 3 esferas diferentes ?

_________________________________________________
_________________________________________________
________________________________________________

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38

13) Baseado na tabela 1, construir o diagrama milimetrado y = f ( t ). Observe o diagrama do exemplo.

DIAGRAMA y x t

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39
ATIVIDADE 04 – RELATÓRIO (PARTE 2)
EXPERIMENTO 03 – QUEDA LIVRE
14) Prencher a tabela 2 com base no diagrama y = f(t).

TABELA 2

t(s) 0 0,12 0,16 0,20 0,24 0,28


y(m) 0

15) Calcular os valores da velocidade do móvel, para os instantes contidos na Tabela 2, utilizando a propriedade
da velocidade média do MRUV. Sabendo que entre dois instantes de tempo t e t0 ,
(v  v 0 ) y
vM  
2 t
para calcular a velocidade v no instante de tempo t, teremos:
(v  v0 ) y 2.y 2.y
  (v  v 0 )   v  v0
2 t t t

Observar o diagrama y = f(t), ao lado.

Considerando o intante inicial com valor igual a zero temos que a


posição neste instante também vale zero, para este caso a nossa
equação fica reduzida para:

2.y
v
t

Cálculo dos valores de velocidade para os instantes de tempo constantes da TABELA 2.


 para t = 0,12s  v1 =

 para t = 0,16s  v2 =

 para t = 0,20s  v3 =

 para t = 0,24s  v4 =

 para t = 0,28s  v5 =

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40
16) Anotar os valores obtidos na tabela da variação da velocidade do corpo em função do tempo, para construção
do diagrama v x t .
TABELA 3

t(s) 0 0,12 0,16 0,20 0,24 0,28


v ( m/s ) 0

DIAGRAMA v x t

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41

17) A partir do gráfico da velocidade calcular graficamente o valor da


aceleração do movimento. No diagrama v = f (t), acima, a aceleração
é calculada pela tangente do ângulo formado entre a reta do gráfico e
o eixo horizontal. Assim:

cat .op. v 
N
a  tg   
cat .adj. t
a

a  g  __________ m / s 2

Obs: Como o corpo está em queda livre, a aceleração a que o mesmo está submetido é a aceleração da gravidade que, ao
2
nível do mar, é igual a 9,8 m/s .

18) Construir em papel milimetrado o diagrama a = f ( t ). Observe o exemplo


ao lado.

DIAGRMA a x t

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42
Considerando o valor teorico da aceleração da gravidade local igual a 9,8 m/s calcule o erro percentual do
valor obtido experimentalmente.

% = ____________%

Considerando 7% um erro aceitável para este experimento, o valor obtido está de acordo com o esperado?

______________________________________________________________________________________

Se o valor esperado é diferente do valor obtido, compare esses valores e avalie por que ocorreu essa
diferença?

______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________

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43
EXPERIÊNCIA 04
FORÇA ELÁSTICA – LEI DE HOOKE

OBJETIVO
Determinar experimentalmente a constante elástica de uma mola pelo processo estático.
PROCEDIMENTO
Utilizando um sistema massa-mola, obter as deformações produzidas na mola por corpos de massas
conhecidas e relacionar essas deformações e as forças que as produziram. Através dessa relação entre força e
deformação, determinar a constante elástica da mola utilizada no experimento bem como o trabalho da força
elástica.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

A lei de Hooke
Podemos dizer que não conhecemos corpos perfeitamente rígidos, uma vez que todos os experimentados
até hoje sofrem deformações mais ou menos apreciáveis quando submetidos à ação de forças.
Entendemos por deformação de um corpo uma alteração na forma, ou nas dimensões, ou na forma e
dimensões do corpo considerado. Essas deformações, que podem ser de vários tipos - compressões, distensões,
flexões, torções, etc - podem ser elásticas ou plásticas.
Dizemos que uma deformação é elástica quando desaparece com a retirada das forças que a originaram,
enquanto que uma deformação plástica persiste mesmo após a retirada das forças que a originaram. Desta forma
um sistema é considerado elástico quando as deformações que ele pode experimentar são elásticas e é
considerado plástico um sistema capaz de sofrer deformações plásticas.
Rigorosamente falando, não conhecemos sistemas nem perfeitamente elásticos, nem perfeitamente
plásticos. No entanto, muitos corpos conhecidos se comportam, com uma boa aproximação, como se fossem
perfeitamente plásticos, enquanto que outros se comportam como perfeitamente elásticos, com aproximação
razoável. O estudo de deformações, que oferece um grande interesse técnico, é altamente complexo, estando
fora dos limites de possibilidades do nosso curso. A teoria da plasticidade encontra-se ainda em fase primária,
apesar do enorme estímulo concedido ao seu estudo pelas grandes potências industriais do momento. A teoria da
elasticidade está altamente desenvolvida, mas nos é totalmente inacessível, neste curso, devido ao enorme
cabedal matemático exigido. Vamos aqui nos limitar a uma simples informação sobre as deformações elásticas.
Em 1660 o físico inglês Robert Hooke (1635-1703), observando o comportamento mecânico de uma mola,
descobriu que as deformações elásticas obedecem a uma lei muito simples. Hooke determinou que quanto maior
o peso de um corpo suspenso a uma das extremidades de uma mola (cuja outra extremidade era presa a um
suporte fixo) maior a deformação (no caso: aumento de comprimento) sofrida pela mola.

Analisando outros sistemas elásticos, Hooke verificou que existia sempre proporcionalidade entre força
deformante e deformação elástica produzida. Pôde então enunciar o resultado das suas observações sob forma
de uma lei geral. Tal lei, que é conhecida atualmente como lei de Hooke, e que foi publicada por Hooke em 1676,
é a seguinte:

As forças deformantes são proporcionais às deformações elásticas produzidas.

Por exemplo: no caso inicialmente considerado por Hooke – deformação elástica sofrida por uma

mola – a deformação era caracterizada pela variação L comprimento da mola, sob a ação de uma força F e
Hooke observou que era
Esta relação de proporcionalidade pode ser transformada numa igualdade se introduzirmos um fator de
proporcionalidade conveniente. Representando-se tal fator pela letra k, a lei de Hooke nos permite escrever que
O fator k - que é característico da mola considerada - é denominado constante elástica da mola. Sua
unidade no SI é newton por metro (N/m).

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44
Assim, pela lei de Hooke, o módulo de cada esforço F realizado numa mola helicoidal cilíndrica fixa por
uma das extremidades corresponde proporcionalmente ao módulo de uma deformação x. Desta forma podemos
escrever a lei de Hooke da seguinte forma:

F=k.x

A constante elástica depende do material de que a mola é feita e


das suas características geométricas. Pode-se demonstrar que a dependência entre a constante elástica (k) e o
módulo de rigidez do material () pode ser expressa por:

onde
n = o número de espiras da mola,
d = o diâmetro do fio de que é feita a mola e
D = diâmetro interno médio da mola.
No caso da deformação elástica considerada ser o alongamento, ou o encurtamento, de uma barra de
seção reta uniforme, de comprimento igual a L e área de seção reta igual a A, a lei de Hooke ainda pode ser
escrita sob a forma


onde com L estamos representando
 a variação de comprimento da barra devida à ação da força F
(supondo-se que a força F esteja agindo segundo o eixo da barra). Da mesma forma que no caso da mola, a
relação de proporcionalidade

pode ser transformada numa igualdade, bastando, para tanto, se introduzir um fator de proporcionalidade
conveniente. Representando-se tal fator de proporcionalidade pela letra k, a lei de Hooke permite escrever que

e a experiência diz que tal fator k é diretamente proporcional à área da seção reta, A, da barra, e inversamente
proporcional ao seu comprimento inicial L, isto é, a experiência nos diz que

Portanto o fator de proporcionalidade capaz de transformar em Igualdade a relação de proprocionalidade


depende apenas do material da barra. Tal fator é representado geralmente pela letra Y e é chamado módulo de
Young do material considerado. Então, para o caso da deformação de uma barra de seção reta uniforme A e
comprimento L, construída com um material cujo módulo de Young seja Y, a lei de Hooke permite escrever que

Os valores dos módulos de Young correspondentes aos diversos materiais são calculados
experimentalmente. Consultando uma tabela de características mecânicas de materiais, encontramos, por
exemplo, que o módulo de Young do aço vale2,2 x 10 N/m , o do chumbo vale 0,15x 10 N/m, o do tungstênio vale
3,5 x 10 N/m , etc.

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45
Análise quantitativa (cálculos)
Robert Hooke verificou experimentalmente que, em regime de deformações elásticas, a intensidade da
força aplicada à mola é diretamente proporcional à deformação produzida, isto é, se duplicarmos a intensidade da
força aplicada à mola, sua deformação também será duplicada, e assim por diante enquanto a deformação for
elástica.
Podemos sintetizar a lei de Hooke pela seguinte expressão:
 
F  k.x

Graficamente podemos obter a constante elástica (k) de uma mola elástica através da declividade da reta
de seu diagrama força x deformação, como indicado abaixo.

N cat . op F
k  tg  e tg   
cat . adj. x

Convém lembrar que, no processo de deformação, a mola sempre estará sujeita a ação de duas forças
(uma em cada extremidade), sendo de mesma intensidade (k·x) quando sua massa for desprezível (mola
ideal).

O trabalho da força elástica


Embora não se tenha uma definição de energia, podemos dizer que a presença de energia implica a
possibilidade de produzir movimento. A energia que uma pessoa armazena ao alimentar-se, por exemplo,
possibilita o funcionamento de seus órgãos, permite que ela se movimente e mova outros corpos. A energia dos
combustíveis usados nos automóveis também possibilita seus movimentos. Da mesma forma, a energia elétrica
produzida por uma bateria possibilita o movimentos de elétrons em fios condutores.
O Princípio da Conservação da Energia é de fundamental importância: não se cria nem se destrói energia;
o que ocorre freqüentemente é a conversão de uma modalidade de energia em outra.

Para exemplificar conversões de energia, consideremos uma mola elástica relaxada, ou seja, não
deformada.

Uma pessoa gasta uma parcela de sua energia para comprimir essa mola. Para isso, exerce na mola uma
força e provoca um deslocamento de sua extremidade: dizemos que essa força realiza um trabalho . Esse trabalho
corresponde à energia transferida da pessoa para a mola. A figura abaixo representa um carrinho C , colocado
junto à mola comprimida. Ele só não se move porque a trava T não permite.

A mola comprimida armazena energia, já que é capaz de produzir movimento. Essa energia, porém, não
se manifesta, a menos que se retire a trava T . Por isso, a energia armazenada na mola é denominada energia
potencial , isto é, que pode manifestar-se. O nome completo dessa energia é energia potencial elástica ( Ep el ),
porque está armazenada num corpo elástico deformado.
Retirando a trava, a energia potencial da mola se manifesta: a mola se distende, exercendo uma força no
carrinho e produzindo um deslocamento . Novamente temos uma força realizando trabalho , e esse trabalho
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46
corresponde à energia transferida da mola para o carrinho.

A energia que o carrinho adquiriu é denominada energia cinética (E c ) que é a energia que um corpo
possui por estar em movimento, isto é, por adquirir velocidade.
Em um ponto qualquer entre a mínima deformação da mola e a máxima deformação da mola, teremos no
processo as duas energia juntas, a cinética referente ao movimento do carrinho e a potencial referente à
compressão da mola. A soma destas duas energias chamamos de energia mecânica.

É importante salientar que tanto o trabalho como as diversas formas de energia são grandezas escalares.

Consideremos uma força constante F atuando numa partícula enquanto ela sofre um deslocamento d, do
ponto A ao ponto B . O trabalho realizado por essa força nesse deslocamento, sendo  o ângulo entre F e d , é a
grandeza escalar  F , definida por:

Sua unidade no SI é joule = J (1J = 1N . 1m)

Suponha que uma força constante esteja atuando em um corpo, paralelamente à direção do
deslocamento e no mesmo sentido desse deslocamento. Se construirmos um diagrama F x d , teremos:

Se calcularmos a área compreendida entre o eixo d e o eixo da força F (que é constante) no deslocamento
entre 0 e d , teremos:
A=b.h  A=d.F
Se desejarmos calcular o trabalho diretamente utilizando a equação do trabalho teríamos:
 = F . d . cos 
mas como a força é paralela ao deslocamento teremos  = 0º e cos 0º = 1

então =F.d
Assim podemos dizer que o trabalho da força F é numericamente igual a área hachurada do gráfico.
Esta conclusão é válida também para quando a força não for constante. Para se determinar o trabalho de

uma força F , basta calcular a área da figura que será formada no gráfico no intervalo do deslocamento em que
se queira calcular.
As forças conservativas, quando realizam trabalho, não alteram a quantidade de energia mecânica, porque
apenas convertem energia potencial em energia cinética ou cinética em potencial. Assim , a soma dessas
energias não se modifica.

Quando aplicamos a uma mola uma força F , provocando na mesma uma determinada deformação x ,
verificamos que a intensidade da força é diretamente proporcional à deformação provocada, como já vimos e pela
Lei de Hooke, a intensidade da força é diretamente proporcional à deformação da mola. Graficamente o gráfico da
força pela deformação será uma reta crescente, pois a equação que a define é do primeiro grau, assim:
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47

Como a área é numericamente igual ao trabalho teremos:

N
 A e A
B  bh , mas
2

B  F1  k.x1 ,
b  F2  k.x2 e
h  x  x2  x1 .

Assim:
(k.x1  k.x2 ).( x2  x1 ) k ( x2  x1 ).( x2  x1 )
 
2 2

k
  ( x22  x12 )
2
Vejamos alguns exemplos:

1) A mola ideal da figura varia seu comprimento de 12 cm para 17 cm quando penduramos em sua
extremidade um corpo A (em repouso) de peso 10 N.
a) Qual a constante elástica da mola, em N/m ?
b) Qual o comprimento dessa mola, quando ela sustentar em equilíbrio um corpo B de peso 20 N ?

Resolução

a) A deformação ocorrida na mola vale:


x = l - l0 = 17 - 12 = 5 cm = 0,05 m
Pelo fato do bloco A estar em equilíbrio, vem:

b) Como o peso do corpo B é o dobro do peso de A, a mola terá sua deformação duplicada (de 5 cm para 10 cm).
Logo, o comprimento da mola, quando esta sustenta o corpo B, será:
   0  x  12  10    22 cm

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2) O sistema montado na figura apresenta-se em equilíbrio. As molas verticais
são leves (pesos desprezíveis) e cada uma possui constante elástica k = 50 N/m e
comprimento natural (não deformada) de 20 cm. Cada bloco tem peso de 5,0 N. Quais
os comprimentos a e b das molas?
Resolução
a) Analisando o equilíbrio do bloco inferior, temos:

logo

b) Observando as forças em equilíbrio no bloco superior e lembrando que a mola inferior traciona ambos os
blocos com a mesma intensidade (F1), tem-se:

logo:

Observação:
Pode-se obter também a deformação da mola superior considerando que o conjunto de
blocos (peso total 10 N) produza sua deformação. Como as molas são idênticas, a mola
superior sofrerá o dobro da deformação experimentada pela inferior, isto é: 20 cm.

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EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1) Um grupo de alunos, em um laboratório de física, realizou um experimento para estudar a energia de
deformação armazenada em um corpo elástico. Para tal estudo foi utilizada uma tira de borracha que teve
uma de suas extremidades presa a uma haste e em sua outra extremidade foram pendurados alguns discos
com massas conhecidas. O peso desses discos provocava deformações na tira de borracha que foram
medidas. As medidas obtidas estão reproduzidas na tabela abaixo:

m(g) 110 200 270 320 340 370 390 410 420 430
P(N)
x(m) 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 8,0 9,0 10,0

2
Adotando a aceleração da gravidade no local do experimento como 10 m/s , pede-se:
a) construir o diagrama cartesiano que relaciona a força aplicada e a deformação provocada na tira de
borracha.

b) observando o gráfico do item anterior, a que conclusão podemos chegar a respeito da elasticidade do corpo
analisado (tira)?

c) a partir do gráfico obtido no item a, calcular a energia de deformação armazenada no corpo durante o
experimento.

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50
2) O gráfico ao lado mostra a compreesão de uma mola desde x 0 = 0 ( onde a mola não está comprimida) até

um ponto A onde xA = 0,40 m. O gráfico mostra como varia a força F exercida pela mola sobre o bloco.

a) calcule a inclinação deste gráfico.

b) Qual a constante elástica da mola?

c) Podemos usar a expressão  = F . d .cos  para calcular o trabalho realizado pela força elástica enquanto
a mola empurra o bloco? Por quê?

d) Calcule o trabalho da força elástica entre 0,10m e 0,30m graficamente.

e) Calcule o trabalho da força elástica entre os mesmos pontos do ítem anterior, usando a equação deduzida
no fundamento teórico.

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51
PARTE PRÁTICA
1) Montar o sistema massa-mola indicado.
2) Calcular os valores de Peso referentes às
massas dos discos que serão utilizados no
experimento. Completar a linha referente aos
valores de Peso na TABELA.
3) Ajustar a régua de maneira a estabelecer uma
referência para a deformação nula (x 0 = 0).
Observe a figura 1.
4) Pendurar o disco de 50 g na mola e medir a
deformação provocada a partir de x 0. Anotar na
tabela nos valores de x (deformação total).
Observe a figura 2.
5) Aumentar o valor das massas penduradas na
mola (conseqüentemente aumenta-se o Peso)
e medir as deformações provocadas na mola e Fig.1 Fig.2 Fig.3
anotar na tabela. Observar que o valor da
deformação é o valor total da medida, sempre
a partir de x0. Observe a figura 3.
6) A partir dos dados da Tabela e a partir da lei de Hooke, calcular o valor da constante de elasticidade da mola
utilizada para os diferentes valores de massa.
F
Para cada valor de massa fazer o cálculo: k
x
7) Determinar o valor mais provável da constante elástica da mola utilizada no experimento ataravés da média
aritmética entre os valores encontrados o item anterior.
8) Baseado nos valores da tabela, construir em papel milimetrado, o diagrama da Força elástica aplicada na mola
pela deformação sofrida pela mola (FEl = f ( x) ).
9) A partir do diagrama F x x, calcular a constante elástica da mola graficamente. Graficamente a constante
elástica da mola é numericamente igual á declividade da reta do gráfico, assim poderá ser calculada através da
tangente do ângulo formado entre a reta do gráfico e o eixo horizontal:
N
k graf  tg 
10) Calcular o erro percentual entre o valor teórico e o valor gráfico da constante elástica da mola.
k TEO  k GRAF
%  .100
k TEO

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RELATÓRIO DE FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL II

ATIVIDADE 05

EXPERIMENTO 04
FORÇA ELÁSTICA

DATA DE EXECUÇÃO :

____/____/____

DATA DE ENTREGA :

____/____/____

NOTA:

Nome:_____________________________________________ Nº

Dia da semana da Turma:_________________

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53
ATIVIDADE 05- RELATÓRIO
EXPERIMENTO 04 – FORÇA ELÁSTICA

OBJETIVO: ____________________________________________________________
______________________________________________________________________

PROCEDIMENTO: ______________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

EXECUÇÃO:
1) Montar o sistema massa-mola indicado.
2) Calcular os valores de Peso referentes às
massas dos discos que serão utilizados no
experimento. Completar a linha referente aos
valores de Peso na TABELA.
3) Ajustar a régua de maneira a estabelecer uma
referência para a deformação nula (x 0 = 0).
Observe a figura 1.
4) Pendurar o disco de 50 g na mola e medir a
deformação provocada a partir de x 0. Anotar
na tabela nos valores de x (deformação total).
Observe a figura 2.
5) Aumentar o valor das massas penduradas na
mola (conseqüentemente aumenta-se o Peso)
e medir as deformações provocadas na mola
e anotar na tabela. Observar que o valor da
deformação é o valor total da medida, sempre a partir de x0. Observe a figura 3.
6) A partir dos dados da TABELA, determinar o valor mais provável da constante elástica da mola utilizada no
experimento.

TABELA
m (g) m (kg) F = P (N) x (m) k (N/m)
0
50
100
150
200
250
Valor mais provável de k

7) Baseado nos valores da tabela, construir em papel milimetrado, o diagrama da Força elástica aplicada na mola
pela deformação sofrida pela mola (FEl = f ( x) ).

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8) A partir do diagrama F x x, calcular a constante elástica da mola (graficamente).

Kgraf = ____________ (N/m)

9) Calcular o erro percentual entre o valor teórico e o valor gráfico da constante elástica da mola.

% = ____________%

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RESPONDER:

1) Qual o valor da constante elástica da mola obtido no experimento através dos dados da tabela?
_____________________________________________________________________________________

2) Qual o valor da constante elástica da mola obtido no experimento através do gráfico?


______________________________________________________________________________________

3) Compare os valores obtidos e responda se eles foram os valores esperados para esse experimento.
______________________________________________________________________________________

4) Justifique a semelhança ou a diferença entre os resultados obtidos.


______________________________________________________________________________________

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EXPERIMENTO 05
OSCILAÇÕES MECÂNICAS
OBJETIVO
Determinar experimentalmente a constante de elasticidade de uma mola aplicando os conceitos de
oscilações, em particular o conceito de período do movimento oscilatório.

PROCEDIMENTO
Utilizando um pêndulo elástico, medir o período de oscilação desse pêndulo para diferentes massas
pendulares e através dos conceitos de oscilações e grafiicamente determinar a constante de elasticidade da mola
usando dois métodos diferentes.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Pode-se afirmar que tudo ao nosso redor, desde grandes estruturas (grandes edificações) até estruturas
microscópicas (moléculas), estão em vibração constante. Portanto compreender o processo vibratório é
fundamental para entender a natureza e aplicar esse conhecimento na solução de nossos problemas em
tecnologia ou ciência.
Apenas para facilitar a compreensão desse movimento vibratório, por questões didáticas, vamos analisar o
seguinte movimento:
Imagine uma mola ideal, sobre um plano horizontal livre de atrito, com uma extremidade fixa, e um corpo preso à
outra extremidade dessa mola. O conjunto é abandonado sem deformação da mola, conforme figura 1.


Nesta condição as forças que atuam sobre o corpo são exclusivamente: força Peso ( P ) e a e força de

reação Normal ( N ) aplicada pelo plano horizontal.

Como o corpo permanece em estado de repouso prolongado, concluímos que a resultante das forças
sobre o corpo é nula, ou seja, o corpo se encontra em equilíbrio (estático).
Para melhor analisar o movimento, vamos estabelecer um eixo horizontal (eixo x), orientado para a direita, com
origem (x = 0) na posição de equilíbrio do corpo.

A partir destas condições vamos esticar (deformar) a mola, até levar o corpo para uma posição qualquer,
em que a posição será dada por x = A.
Para provocar o deslocamento do corpo para essa posição (x = A), teremos que aplicar uma força sobre o

corpo, no sentido de seu deslocamento, que chamaremos força aplicada pelo operador ( Foperador ), isso implica
em que estaremos realizando um Trabalho Mecânico sobre o corpo, que é armazenado pelo sistema massa mola
na forma de Energia Mecânica (Energia Potencial Elástica).
Por outro lado, à medida que é deformada, a mola exercerá sobre o corpo uma força de natureza elástica

( Felástica ), dada pela Lei de Hooke
 
Felástica  k.x (Lei de Hooke)

onde k é a constante elástica da mola (determina a dificuldade em deformar a mola) e x determina a posição do
corpo (a deformação da mola). Essa força é dita força de restituição porque tende sempre a levar o corpo para a
posição de equilíbrio (x = 0).

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Vamos admitir a condição em que a força aplicada pelo operador ( Foperador ) tenha a mesma

intensidade do que a força elástica ( Felástica ), e que o corpo esteja em repouso. Nessa condição o corpo se
encontra em equilíbrio, embora o sistema possua Energia Potencial Elástica armazenada devido ao Trabalho
Mecânico realizado pelo operador sobre o sistema massa mola.

 
Mas, logo que abandonarmos o corpo (logo que o operador deixar de aplicar força, Foperador  0 ), tendo
 
em vista que na direção vertical somente temos força Peso ( P ) e a e força de reação Normal ( N ) aplicada pelo
plano horizontal que, como já vimos, se equilibram, fazendo com que a força resultante na direção vertical seja
 
nula (motivo pelo qual muito embora continuem agindo Peso ( P ) e força de reação Normal ( N ), de agora em
diante, nesta descrição, deixarão de ser representadas) a força resultante sobre o corpo será exclusivamente a

força elástica ( Felástica ), aplicada pela mola.


Sob ação dessa resultante, a força elástica ( Felástica ), o corpo descreverá o seguinte movimento:
a partir do repouso, o corpo tenderá a voltar para a posição de equilíbrio com o aumento do módulo de sua
velocidade já que a força resultante, e portanto a aceleração, está no mesmo sentido de sua velocidade.

Quando passa pela posição de equilíbrio, força resultante e aceleração, ambas, são nulas, mas como o
corpo adquiriu velocidade (o sistema converteu Energia Potencial Elástica em Energia Cinética) ele passa pela
posição de equilíbrio (agora equilíbrio dinâmico)

e começa a comprimir a mola numa fase de diminuição do módulo de sua velocidade, já que nesta condição, a

força resultante ( Felástica ), de restituição, e portanto a aceleração, têm sentido oposto ao sentido da velocidade.

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Na ausência de atrito, conforme a hipótese inicial, o corpo atingirá o repouso instantâneo quando ocupar a
posição x = - A, isto é, quando a mola estiver comprimida de A, condição simétrica ao início do movimento. Nessa
 
posição, a força resultante sobre o corpo ( Felástica ) terá alcançado sua intensidade máxima ( F elástica máxima)

e conseqüentemente o modulo de sua aceleração também será máximo,

e apontará para o ponto de equilíbrio (x = 0).


Nessas condições o corpo será acelerado de volta para a posição de equilíbrio. Novamente o corpo passa
pela posição de equilíbrio, onde alcançará sua velocidade máxima, agora no sentido positivo do eixo x
(alongamento da mola), No ponto de equilíbrio (x = 0), novamente força resultante e aceleração, ambas, são
nulas. A partir dessa posição, com o alongamento da mola, a força elástica (de restituição) se opõe ao sentido do
movimento, diminuindo o módulo da velocidade até que o móvel atinge novamente o repouso instantâneo quando
x = A, retornando à condição inicial do movimento. A partir daí todo o movimento se repete indefinidamente (na
ausência de forças dissipativas).
Nessas condições dizemos que o corpo realiza um movimento harmônico simples (MHS).

A cinemátioca do Movimento Harmônico Simples (MHS)


A descrição acima é meramente qualitativa e tem o objetivo de nos introduzir ao movimento. Agora temos
condições de efetuar uma análise mais detalhada.
Vamos voltar à condição apresentada na Figura 6 (para t = 0, x = A, v = 0) e vamos aplicar a 2ª lei de
Newton (Princípio Fundamental da Dinâmica) ao problema:


d2x  
m  Fresul tan te  Felástica
dt 2

Mas, como nosso problema é unidimensional (o movimento se realiza somente na direção x) é mais
simples escrever
d2x
m  Fresul tan te  Felástica  k .x ou ainda
dt 2
d2x
m  k .x ou ainda
dt 2
d2x k
  .x
dt 2 m
E a solução geral para essa equação diferencial de 2ª ordem é:
1/2 1/2
x(t) = a cos [(k/m) t] + b sen [(k/m) t]
Lembre que as constantes a e b são determinadas a partir das condições iniciais do problema. Em nosso
problema, no instante inicial t0 = 0, x(t =0) = A e v(t = 0) = 0.
A primeira condição implica em que
x(t  0)  a. cos[(k / m)1 / 2 .(0)]  b.sen[(k / m)1 / 2 .(0)]  A
mas como a. cos[(k / m)1 / 2 .(0)]  1
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59
e b.sen[(k / m)1 / 2 .(0)]  0
então a=A
A segunda condição implica em que se
1/2 1/2
x(t) = a cos [(k/m) t] + b sen [(k/m) t], então
1/2 1/2 1/2 1/2
v(t) = dx(t)/dt = A (- sen [(k/m) t]) (k/m) + b (cos [(k/m) t]) (k/m) ou
1/2 1/2 1/2
v(t) = (k/m) ( - A sen [(k/m) t] + b cos [(k/m) t])
e para t0 = 0

v(t  0)  (k / m)1 / 2 .( A.sen[(k / m)1 / 2.(0)]  b. cos[(k / m)1 / 2 .(0)])  0


mas como  A.sen[(k / m)1 / 2 .(0)]  0
e cos[(k / m)1 / 2 .(0)]  1
v(t  0)  (k / m) .b  0 1/ 2
então
ou seja b=0
de modo que a solução particular da equação diferencial para nosso problema é
1/2
x(t) = A cos [(k/m) t]
Um detalhe importante é que, como sabemos, a função cosseno é periódica, de periodicidade 2 , logo o
período do movimento é dado por:
2
T
k
m
m
ou T  2 .
k
assim podemos escrever que
2
x( t )  A.cos( .t )
T
ou seja, a função horária do espaço, que descreve o movimento como uma função do tempo, mostra que as
condições do evento vão se repetir nos instantes t = 1T, 2T, 3T ...indefinidamente, claro na ausência de forças
dissipativas.
Por outro lado como o módulo do valor máximo do cosseno é 1, o módulo do deslocamento máximo do
corpo, medido a partir da posição de equilíbrio, é A, que é a deformação da mola no instante t 0 = 0, e que
chamamos de amplitude do movimento. É importante perceber pelo equacionamento desenvolvido que o período
m
(T  2 . ) só depende do corpo (m) e da mola (k), e não depende da amplitude do movimento, ou seja,
k
qualquer que seja a deformação inicial da mola, o período do movimento será o mesmo.
A freqüência do movimento, definida por
f = 1/T
e indica o número completo de oscilações por unidade de tempo. Ela é medida em Hertz, (1Hz = 1/s).
Para nosso oscilador, a freqüência
1 1
f  
T m
2
k
ou
1 k
f  .
2 m
que é chamada de freqüência própria ou natural do sistema.
Podemos, também, definir a freqüência angular, ou pulsação, do sistema ( ), comoμ
1 k
  2 . f  2 . .
2 m
k
ou 
m
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60
medida em radianos por segundo (rad/s).
Então podemos escrever que:
x( t )  A.cos( .t )
Naturalmente, a partir da função horária do espaço, podemos escrever a função horária da velocidade do corpo:
1/2 1/2
dx(t) / dt = v(t) = - A (k/m) sen [(k/m) t]
ou v(t) = - A sen [ t]
Como o módulo do valor máximo da função seno é 1, o módulo da velocidade máxima do corpo será
。vmax。= A.
e, claro, a partir da função horária da velocidade do corpo podemos escrever a função horária da aceleração do
corpo:
dv(t) / dt =  (t)  - A. . cos [ t],
2

t - A. . cos [ t]
2
ou
e, novamente, como módulo do valor máximo do cosseno é 1, o módulo da aceleração máxima do corpo será
。 max 。 = A.
2

A Figura 11 apresenta os diagramas horários do espaço, da velocidade e da aceleração para um corpo em


MHS com as seguintes características: A = 0,50 m; m = 5 Kg e k = 20 N/m. Conseqüentemente teremos: T = 3,14
s ; f =0,32 Hz e =2,00 rad/s.

Figura 11 - Diagramas horários do espaço, da velocidade e da aceleração para um corpo em MHS

É fácil perceber que o espaço e a velocidade estão defasados de /2 radianos a explicação matemática
é simples:
inicialmente temos que: x(t) = A. cos( t)
e temos, também, que: v = vmax. sen( t)
mas, com o auxílio da trigonometria: sen(x+ /2) = cos(x)
ou então: sen(x) = cos(x - /2)
então podemos escrever que: v = vmax cos( t - /2)
isso implica em que a velocidade está ”adiantada” em relação ao espaço de /2 radianos, ou seja, a velocidade é
máxima quando o espaço é zero, e o espaço é máximo quando a velocidade é zero.
Raciocínio semelhante podemos fazer entre espaço e aceleração. Vejamos:
temos que: x(t) = A. cos( t)
 - A. . cos [ t]
2
e também que:(t)
(t)  - . x(t)
2
logo:
o que significa que espaço e aceleração estão em oposição de fase (diferença de fase de radianos), ou seja
quando o espaço é máximo positivo a aceleração é máxima negativa e vice versa.

A dinâmica do Movimento Harmônico Simples (MHS)


O “Princípio da conservação da Energia” nos garante que a soma de todas as energias de um sistema
fechado permanece constante no tempo.
Em nosso sistema massa-mola, livre da ação de forças dissipativas, a única modalidade de energia
envolvida é a Energia Mecânica, e a Energia Mecânica de um sistema é soma da Energia Cinética e Energia
Potencial do sistema.
Material de divulgação para distribuição sem fins lucrativos-2ºsemestre/2012
61
A Energia Cinética é definida como:
2
Ec = mv /2
Uma vez que a coordenada de alturas do corpo permanece constante a Energia Potencial Gravitacional
permanecerá constante, de modo que só interessará considerar a Energia Potencial Elástica,
dU
então podemos escrever que: F elástica 
dx
e como Felástica  k .x

dU
x x
então  k .x   então dU  k .x.dx e portanto U   k .x.dx  k .  x.dx
dx 0 0
k.x2
logo: U
2
Como dissemos antes, a ausência de forças dissipativas garante que a Energia Mecânica do sistema
permanece constante no tempo. Portanto:
2 2 2
Et = Ec + U = (m/2) d x/dt + kx /2 = constante
a equação acima evidencia a conversão contínua entre energia cinética e potencial.
Como a energia total é constante, podemos determiná-la na condição de maior conveniência. A condição
mais interessante corresponde ao momento em que o corpo é abandonado (v = 0) no ponto de abscissa A (Figura
6).

nessa condição como a velocidade é nula... v = 0 Ec = m.v /2 = m.0 /2 = 0;


2 2

e como x = A... x = A U = k.x /2 = k.A /2,


2 2
2
e portanto Et = Ec + U = kA /2 = constante
A Figura a seguir apresenta a conservação da Energia Mecânica do sistema e a conversão contínua entre
Energia Cinética e Potencial, para um oscilador harmônico simples com as seguintes características: A = 0,50 m;
m = 5 Kg e k = 20 N/m.
Balanço de Energias no MHS
3,00

2,50

2,00
E (J)

Ec(t)
1,50
U(t)
1,00 E(t)

0,50

0,00
0,00 0,16 0,31 0,47 0,63 0,79 0,94 1,10 1,26 1,41 1,57 1,73 1,88 2,04 2,20 2,36 2,51 2,67 2,83 2,98 3,14

tempo (s)

O estudo do MHS é fundamental para a compreensão dos fenômenos oscilatórios porque para a maioria
dos sistemas oscilatórios que apresentam posição de equilíbrio com deslocamentos pequenos em torno dessa
posição de equilíbrio e na ausência de forças dissipativas (ou quando podem ser negligenciadas), a força
resultante obedece à Lei Hooke.

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62
PARTE PRÁTICA

EXECUÇÃO
1) Montar e arranjo experimental conforme a Figura

2) Anote massa do conjunto massa/suporte;


mmola  msup orte  21g
3) Coloque no suporte um massor (uma corpo de massa padrão) de massa 50
g, e faça com que o conjunto entre em oscilação.

Importante: para tentar reduzir o erro experimental, as oscilações devem


ocorrer exclusivamente na direção vertical e com pequena amplitude! Figura – Esquema do arranjo
experimental.
4) Meça o tempo (t) de 10 oscilações consecutivas e divida esse valor por 10
para calcular o Período de oscilação para cada massa utilizada. Anote esses valores na Tabela.

5) Repita os itens 2; 3; e 4 para difernetes valores de massas.

6) Para cada valor de massa (m) de massor determinar a massa pendular(M), isto é a massa efetiva que oscilou,
ou seja, a massa (m) do massor somada à massa da mola (m mola), somada à massa do suporte (m suporte). Ou
seja
M  m  mmola  msup orte
mas mmola  msup orte  21g
portanto M  m  21g
a partir desses dados determinar a constante elástica da mola (k)

7) No fundamento teórico mostramos que


m
T  2. . , Importante! m é a massa pendular que em nosso caso é M, dado por
k
M  m  mmola  msup orte
M
portanto T  2. .
k
M 2 M
( T )2  ( 2. . ) ou seja T 2  4. 2 . ,
k k
M
então k  4. 2 .
T2
A partir desse resultado vamos determinar a constante elástica da mola (k), utilizando dois métodos
diferentes, e comparar os resultados obtidos:
Método 1 – Para cada massa pendular (M), aplicar que:
M
k  4. 2 . (Importante! Não esqueça de transformar a massa pendular para Kilograma)
T2
e determinar um valor de constante elástica da mola (k) para cada valor de massa pendular.

O valor experimental obtido para a constante elástica da mola será a média aritmética dos valores calculados.
k  k 2  k 3  k4
k  1
4
Método 2 – A partir da equação
M
k  4. 2 .
T2
k
podemos escrever M .T 2
4. 2
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2
63
se imaginarmos que T é uma variável independente x, e M é uma variável dependente y então
k
y .x ,
4. 2
que é uma função de 1º grau e cujo diagrama é uma reta crescente passando pela origem, onde o coeficiente
angular da reta é
k
tg 
4. 2
ou seja k  4. 2 .tg
Em outras palavras, se construirmos o diagrama cartesiano,
de modo que no eixo vertical (eixo y) lançarmos a massa pendular
(M) (Importante! Não esqueça de transformar a massa pendular
para Kilograma), e no eixo horizontal (eixo x) o quadrado do período
2
(T ), obteremos um diagrama conforme a figura ao lado, onde
k  4. 2 .tg
Então, vamos construir em papel milimetrado um diagrama
cartesiano, de modo que no eixo vertical (eixo y) lançarmos a massa
pendular (M) (Importante! Não esqueça de transformar a massa pendular para Kilograma), e no eixo
2
horizontal (eixo x) o quadrado do período (T ).
A partir dos valores do quadrado do período (T2) e da massa pendular (M) lançados na Tabela 1,
lançamos os pontos no diagrama;
Traçar a reta média;
Escolher um ponto na reta média;
Para esse ponto escolhido calculamos a declividade da reta (tang ), usando por exemplo que
cat .oposto
tg  ;
cat .adjacente
Para determinar k, fazer k  4. .tg .
2

Comparar e discutir os valores encontrados para a constante elástica pelo Método 1 e pelo Método 2.

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64

RELATÓRIO DE FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL II

ATIVIDADE 06

EXPERIMENTO 05
OSCILAÇÕES MECÂNICAS

DATA DE EXECUÇÃO :

____/____/____

DATA DE ENTREGA :

____/____/____

NOTA:

Nome:______________________________________________ Nº

Dia da semana da Turma:_________________

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65
ATIVIDADE 06- EXERCÍCIOS PROPOSTOS
EXPERIMENTO 05 – OSCILAÇÕES MECÂNICAS

1) Um corpo de massa 2 kg está preso na extremidade livre de uma mola


helicoidal, segundo uma direção horizontal. Para uma elongação de 10 cm é
necessária uma força de intensidade 5 N. Calcule o período de oscilação e a
pulsação desse movimento.

2) Uma mola horizontal sofre um alongamento de 8 cm a partir de seu estado de equilíbrio quando se aplica
uma força de 6 N. Nesta condição, liga-se à extremidade livre da mola um corpo de massa 2 kg.
Abandonando-se o conjunto, o corpo começa a oscilar, efetuando um MHS. Desprezando as forças
dissipativas, determine:
a) A constante elástica da mola;
b) O período do movimento;
c) A amplitude do movimento.

3) Um corpo de massa 0,1 kg oscila em torno da posição de equilíbrio O, animado de movimento harmônico
simples, na ausência de forças dissipativas. A mola tem constante elástica 40 N/m e a energia mecânica total
do sistema é 0,2 J.
a) Qual a amplitude de oscilação do movimento?
b) Qual o período do movimento?

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66

RELATÓRIO DE FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL II

ATIVIDADE 07

EXPERIMENTO 05
OSCILAÇÕES MECÂNICAS

DATA DE EXECUÇÃO :

____/____/____

DATA DE ENTREGA :

____/____/____

NOTA:

Nome:______________________________________________ Nº

Dia da semana da Turma:_________________

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67
ATIVIDADE 07- RELATÓRIO
EXPERIMENTO 05 – OSCILAÇÕES MECÂNICAS

OBJETIVO: ____________________________________________________________
______________________________________________________________________

PROCEDIMENTO: ______________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

EXECUÇÃO:
1) Monte e arranjo experimental conforme a Figura ao lado.

2) Anote massa do conjunto massa/suporte:

m mola + m suporte = ___________ g Figura – Esquema do


arranjo experimental.

3) Agora, para cada massa (m) de massor vamos determinar a massa pendular(M), isto é a massa efetiva que
oscilou, ou seja, a massa (m) do massor somada à massa da mola (mmola), somada à massa do suporte
(msuporte). Ou seja:
M = m + m mola + m suporte (observe o item anterior)
Preencha a coluna M da TABELA em g e em kg.
4) Coloque no suporte um massor (uma corpo de massa padrão) de massa 50 g, e faça com que o conjunto
entre em oscilação.
IMPORTANTE: Para tentar reduzir o erro experimental, as oscilações devem ocorrer exclusivamente na
direção vertical e com pequena amplitude!
5) Meça o tempo (t) de 10 oscilações consecutivas. Anote esses valores na TABELA.
6) Para cada valor de massa oscilante (M), determinar o valor do período de oscilação (T) da seguinte maneira:
t para 10 oscilações
T . Preencha a coluna T da TABELA.
10
7) Para cada valor de período de oscilção (T) obtido no item anterior determinar o quadrado desse período de
2
oscilação. Preencha a coluna T da TABELA.

TABELA
tempo ( t ) 2 2
m (g) M (g) M (Kg) para 10 T (s) T (s ) k (N/m)
osc.(s)

100
200
300
400

8) Complete a TABELA, calculando o valor da constante de elasticidade da mola utilizada no experimento para
cada valor de massa oscilante aplicando a seguinte equação:
M
k  4. 2 .
T2

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68
9) Determinar a constante elástica da mola pelo MÉTODO 1, ou seja, o valor experimental obtido para a
constante elástica da mola por esse método será a média aritmética dos valores calculados.
k  k 2  k 3  k4
k 1 Assim: kM1 = _____________ (N/m)
4

10) Determinar a constante elástica da mola pelo METÓDO 2, ou seja, graficamente. Para tanto será necessário
construir em papel milimetrado um diagrama cartesiano, de modo que no eixo vertical será lançada a massa
2
pendular (M) e no eixo horizontal o quadrado do período (T ). O valor experimental obtido para a constante
elástica da mola por esse método será dado pela seguinte expressão:
k  4. 2 .tg
onde tg  é a declividade da reta obtida no diagrama.

2
DIAGRAMA M x T

cat . op.
Do gráfico tem-se que tg     tg   _______ , então
cat . adj.

k  4. 2 .tg  k  4. 2 . _________  __________ Assim: kM2 = _____________ (N/m)

RESPONDER:
1) Qual o valor da constante elástica da mola obtido no experimento através dos dados da tabela?
_____________________________________________________________________________________
2) Qual o da constante elástica da mola obtido no experimento através dos dados do gráfico?
______________________________________________________________________________________
3) Compare os valores obtidos,Esses valores foram os esperados para esse experimento?
______________________________________________________________________________________
4) Justifique a semelhança ou a diferença entre os resultados obtidos.
______________________________________________________________________________________
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69
EXPERIÊNCIA 06
ONDAS MECÂNIAS PROGRESSIVAS

OBJETIVO
Compreender os conceitos, reconhecer , caracterizar e operar os elementos de uma onde mecânica
progressiva.

PROCEDIMENTO
Através de fimdamentação teórica e exemplos práticos resolver os exercícios propostos.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Introdução
Como foi visto nos experimentos anteriores, pode-se afirmar que tudo ao nosso redor, desde grandes
estruturas (grandes edificações) até estruturas microscópicas (moléculas), estão em vibração constante. Para
entender esses processos vibratórios utilizamos um oscilador harmônico composto de um corpo preso a uma
mola, denominado oscilados massa-mola e analisamos seu movimento oscilatório e a distribuição da energia
armazenada no corpo durante o processo.
Uma onda mecânica é uma oscilação em um meio elástico. Podemos citar como exemplos ondas na
superfície da água, ondas sonoras, em uma corda, etc.
Essas ondas são chamadas mecânicas porque se originam no deslocamento de uma parte de um meio
elástico em relação à sua posição original, ocasionando a oscilação dela em torno de uma posição de equilíbrio.
Devido às propriedades elásticas do meio, o distúrbio é transmitido de uma camada à seguinte e esse distúrbio,
ou onda, progride através do meio. É importante notar que o próprio meio não se move como um todo juntamente
com o movimento ondulatório, mas a energia das partículas pode ser transmitidas a distâncias consideráveis. Para
ilustrar esse fenômeno podemos tomar como exemplo um pequeno objeto flutuante em ondas da superfície da
água onde observamos que o movimento real da água é ligeiramente para cima e para baixo e para frente e para
trás. Contudo, as ondas de água propagam-se continuamente ao longo da água. Quando essas ondas atingem o
objeto flutuante estes são postos em movimento, adquirindo energia transmitida pelas ondas.
A energia das ondas é a energia cinética e potencial da matéria, mas a transmissão da energia ocorre
pela sua passagem de uma parte do meio à seguinte e não por um movimento de longo alcance da própria
matéria.
Ondas são caracterizadas pelo transporte de energia sem o transporte de matéria.
Para a transmissão das ondas mecânicas é necessário haver um meio material. As propriedades desse
meio determinarão a velocidade de uma onda nesse meio elástico.

Tipos de ondas
As ondas de uma maneira geral podem ser classificadas de acordo com alguns parâmetros.
Quanto à direção de vibração das partículas
Quando o movimento das partículas materiais que transmitem a onda está relacionada com a direção de
propagação da própria onda, as ondas podem ser consideradas transversais ou longitudinais.

Ondas transversais
Uma onda é dita transversal quando o movimento das partículas materiais que transmitem a onda for
perpendicular á direção de propagação da própria onda.
Se um pedaço de corda se movimenta por causa de um puxão de um agente externo que cria um pulso
em um pedaço de sua extremidade, e ao se movimentar esse pedaço de corda puxa o pedaço vizinho. A
perturbação inicial coloca paulatinamente toda a corda em movimento, na medida que o pulso se propaga.
Quando uma onda se propaga em uma corda, os pedaços se movimentam oscilando na direção vertical enquanto
que a onda se propaga na direção horizontal. Em outras palavras, a matéria oscila em uma direção enquanto a
onda se propaga na direção perpendicular, e uma onda desse tipo é dita transversal.

Fig. 1 – Esquema de uma onda transversal se propagando em uma corda.


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70
Ondas longitudinais
Uma onda é dita longitudinal se o movimento das partículas que transmitem a onda tiver a mesma direção
de propagação da onda.
Consideremos um tubo cheio de ar, com um êmbolo numa das extremidades. Ao ser pressionado o
êmbolo cria uma pequena perturbação no ar de sua vizinhança e essa perturbação se propaga até a outra
extremidade do tubo. Enquanto está sendo pressionado o êmbolo cria próximo à sua superfície uma região
volumétrica onda a pressão do ar é maior que a sua pressão de equilíbrio. Essa região de pressão modificada
(aumentada) perturba a região vizinha, enquanto ela própria tende a voltar ao valor de pressão inicial.

Fig. 2 – Esquema de uma onda longitudinal que se propagando em um tubo.


Vamos considerar o ar do tubo dividido em pequenos volumes, de largura muito pequena mas com uma
área igual a área transversal do tubo. Uma região de pressão modificada (aumentada) acontece quando pequenos
volumes se adensam, diminuindo ainda mais a sua pequena largura original. Quando o êmbolo pressiona o ar no
tubo ele adensa os pequenos volumes. Esse adensamento vai se deslocando, de modo que uma região perturba
a região vizinha e depois disso retorna a situação original.

Se o tubo estiver na posição horizontal, os pequenos volumes serão perturbados e oscilarão na direção
horizontal, em torno de sua posição de equilíbrio. A perturbação (pulso) também se propaga na mesma direção
horizontal. . Em outras palavras, a matéria oscila numa direção e a onda se propaga na mesma direção, e uma
onda desse tipo é dita longitudinal.

Devemos notar que há ondas que não são exclusivamente transversais ou longitudinais. É o caso das
ondas que se propagam na superfície da água, cujas partículas descrevem trajetórias elípticas enquanto a onda
se propaga.

Quanto ao número de dimensões em que propagam energia


Nesse caso as ondas podem ser unidimensionais, bidimensionais ou tridimensionais.
Como exemplo de ondas unidimensionais temos ondas em cordas; as bidimensionais podem ser
exemplificadas por ondas numa superfície da água e as tridimensionais podem ser representadas pelas ondas
sonoras no ar.

Fig. 3 – Onda unidimensional, onda bidimensional e onda tridimensional.

Quanto ao comportamento das paratículas durante o tempo de propagação

Podemos produzir em uma corda um único pulso ou um trem de ondas.


No caso de um pulso em uma corda, por exemplo, cada partícula permanece em repouso até ser
alcançada pela onda e, assim, se move por um curto período de tempo.
Se continuamos a mover a extremidade da corda a partícula será continuamente excitada pela onda. Se o
movimento da extremidade da corda for periódico, produz-se nessa corda um trem de ondas periódico.
Temos como caso especial mais simples de onda periódica a onda harmônica simples, que produz em
cada partícula um MHS.

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71

Fig. 4 – Pulso em uma corda e trem de ondas em uma corda.

Quanto à forma da frente de onda

Considerando um pulso tridimensional, pode-se desenhar uma superfície que passe por todos os pontos
que em um dado instante sofreram o mesmo distúrbio. Com o decorrer do tempo, essa superfície se move,
revelando como se propaga o pulso. Podemos generalizar essa idéia e no caso de uma onda periódica
desenhando-se superfícies cujos pontos estejam todos na mesma fase de movimento.
A estas superfícies chamamos frentes de onda. Se o meio for homogêneo e isotrópico, a direção de
propagação será sempre perpendicular à frente de onda.
As frentes de onda podem ter formas variadas. Estudaremos aqui as frentes de onda planas e esféricas.

Ondas progressivas

Vamos considerar uma longa corda esticada. Se uma onda transmite sua energia de um ponto até o outro
da corda dizemos que essa onda é uma onda progressiva.
Considerando esta corda esticada, sua direção de propagação será considerada como eixo Ox.
Suponhamos, também, que nessa corda se propague uma onda transversal. Em um dado instante, vamos supor t
= 0 e a forna da corda pode ser representada pela função y = f (t)

Equação da onda unidimensional

Para escrever a equação da onda vamos imaginar uma onda transversal senoidal que se propaga na
direção, e sentido positivo, do eixo X (como na corda considerada), com velocidade de módulo v. A deformação do
meio material produzida pela onda se desloca no espaço com o passar do tempo.

A figura representa a onda no instante de tempo (t = 0), considerado como instante inicial, e num instante
(t) posterior qualquer. Como admitimos ondas senoidais (harmônicas), em qualquer instante de tempo, o padrão
espacial da onda é dado por uma função harmônica (seno ou cosseno). Assim, para t = 0, podemos escrever
y(x, 0) = A sen k.x
onde:

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72
A = amplitude da onda;
e
K = número de onda = (2. / ).
Pela própria característica periódica de uma onda e da função trigonométrica seno podemos escrever que:
y (x + , 0) = y (x, 0) e portanto

A.sen k.(x + ) = A. sen kx,


ou ainda,
sen (k.x + k. ) = sen kx,
que é uma identidade trigonométrica porque como
K = número de onda = (2. / ),
então
k. = 2. .
Ora se admitirmos os pontos x' e x, de modo que x - x' = vt, ou seja, tal que x - x' representa a distância
percorrida pela onda durante o intervalo de tempo t, temos:
y(x,t) = y(x',0)
ou:
y(x,t) = y(x - vt,0)
A partir da equação fundamental da onda temos que:

v   . f   .(

2.
 
)   .  .  
2.
1
k k

e usando a expressão acima para y(x,0)


y(x,t) = A.sen (x – v.t) = A.sen (k.x – w.t), ou seja
y(x,t) = A.sen (k.x – w.t),

Claro que para chegar a essa equação admitimos que y(0,0) = 0, o que não é verdade em um caso
qualquer. É necessário admitir uma fase inicial.
Para considerar uma situação qualquer é necessário introduzir uma fase inicial 0. de modo que a
equação geral da onda que se propaga na direção, e sentido positivo do eixo X, com velocidade de módulo v é:
y(x,t) = A sen (kx - wt + 0)

Naturalmente que quisermos descrever uma onda que se propaga na direção X, mas em sentido contrário
(sentido negativo do eixo X) fazemos v´= – v e então teremos:
y(x,t) = A sen (kx + wt + 0)
Apesar desta apresentação ter sido fundamentada na descrição de ondas transversais os resultados são
os mesmos para ondas longitudinais,

Princípio da Superposição

Para muitos tipos de ondas, a experiência nos mostra que duas ou mais ondas podem cruzar-se na mesma
região do espaço independentemente uma da outra. O fato das ondas serem independentes uma da outra
significa que o deslocamento de qualquer partícula, em um dado instante, é simplesmente a soma dos
deslocamentos que seriam produzidos se as ondas agissem isoladamente.
Este processo de adição vetorial de deslocamentos de uma partícula denomina-se superposição.
Podemos exemplificar o fenômeno através de ondas de rádio que possuem numerosas freqüências e passam por
uma determinada antena de rádio. As ondas formadas pela superposição de todas essas ondas são muito
complexas. É possível, no entanto, sintonizar uma emissora particular.
Fisicamente o princípio da superposição é importante porque, quando válido, torna possível analisar um
movimento ondulatório complicado como sendo a combinação de ondas simples.
Interferência de ondas

A interferência refere-se aos efeitos físicos da superposição de duas ou mais ondas.


Para compreender a interferência entre ondas mecânicas vamos observar as ondas que se propagam na
superfície da água.
Vamos imaginar um operador com um bastão que toca uma única vez, a superfície plana de águas
paradas de um lago. O ponto em que o bastão atinge a superfície do lago passa a operar como a fonte de uma
perturbação ou pulso que se propagam em todas as direções na superfície da água.
Agora vamos imaginar a mesma situação, porém o bastão passa a tocar a água sucessivas vezes e de
forma periódica, por exemplo, uma vez a cada segundo, ou 2 vezes a cada segundo (freqüências f 1 = 1 Hz e f2 = 2
Hz, respectivamente) agora você terá ondas que se propagam em todas as direções na superfície da água
(Figura 5).

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73

Figura 5 – Ondas circulares na superfície plana de um líquido.


Agora, vamos imaginar que o operador toque a superfície da água não apenas com um bastão, mas com
dois bastões e em pontos diferentes. Agora temos duas fontes de onda F1 e F2, de características semelhantes à
situação descrita anteriormente. Essas fontes vão gerar ondas que em alguma região da superfície da água, vão
sofrer sobreposição dando origem a um fenômeno que chamamos de Interferência e apresenta um padrão visual
semelhante ao apresentado na Figura 6.

Figura 6 – Padrão de superposição de ondas circulares na superfície plana de um líquido.


Para entender fisicamente esse fenômeno, de muitas aplicações em tecnologia, vamos admitir que F1
produza ondas de comprimento de onda 1 e que F2 produza ondas de comprimento de onda 2 e vamos analisar
um corte transversal esquemático da superfície da água (Figura 6).

Figura 7 – Corte transversal esquemático da superfície da água, mostrando a amplitude e o comprimento de onda
das ondas produzidas por F1 e F2.

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74
Agora vamos sobrepor essas imagens (Figura 8):

Figura 8 – Corte transversal esquemático da superfície da água, mostrando a sobreposição das ondas produzidas
por F1 e F2.

Analisando a Figura 7 podemos observar que há pontos, como P, por exemplo, em que se a superfície da
água fosse deformada apenas pelas ondas produzidas por F1, a deformação seria d acima da superfície horizontal
da água e se a deformação fosse apenas a produzida pela fonte F 2, seria d, abaixo da superfície horizontal da
água.
Mas como os efeitos são simultâneos (e nesse caso, simétricos em relação à superfície horizontal da
água) a resultante dos efeitos é tal que a deformação na superfície da água em P é nula (soma dos efeitos d+( -
d) = 0), ou seja, o ponto P permanece sobre a superfície horizontal da água.
Também há pontos, como por exemplo, M, em que se a superfície da água fosse deformada apenas pelas
ondas produzidas por F1, a deformação seria a acima da superfície horizontal da água e se a deformação fosse
apenas aquela produzida pela fonte F 2, seria b, também acima da superfície horizontal da água. E novamente,
como os efeitos são simultâneos (a acima da superfície da água e b, também acima da superfície horizontal da
água) a resultante dos efeitos é tal que a deformação na superfície da água em M é a soma das deformações
(a+b), nesse caso acima da superfície horizontal da água.
É importante perceber que a descrição acima é verdadeira apenas para o instante t (instante mostrado na
Figura 7). Não podemos esquecer que consideramos ondas com amplitudes, comprimentos de onda e
velocidades de propagação diferentes e que, portanto, a deformação da superfície da água irá variar a cada
instante. Dessa forma, a deformação da superfície da água no ponto P (que no instante t considerado é nula)
deixará de ser nula no instante seguinte. De forma análoga, a deformação da superfície da água no ponto M (que
no instante t considerado é máxima acima da superfície da água) diminuirá no instante seguinte, e com o passar
do tempo será nula, depois a superfície da água, em M, se deformará para baixo da superfície horizontal, em
seguida atingirá o máximo de deformação nesse sentido, novamente será nula e processo de repetirá
periodicamente.
O fenômeno descrito acima é chamado INTERFERÊNCIA DE ONDAS.
Vamos considerar duas ondas de mesma freqüência e mesma amplitude que se propagam com a mesma
velocidade, no mesmo sentido (Ox positivo), havendo entre elas uma diferença de fase.
y1  y M sen(kx  t  )
e y 2  y M sen(kx  t )
A onda de interferência pode ser definida como y  y1  y 2
y  y M sen(kx  t  )  sen(kx  t 
 
y  y M 2.sen(kx  t  ). cos 
 2
  
y  2. y M . cos .sen(kx  t  ) que é a equação que define a onda de interferência.
 2 2

Note que a parte do colchete se refere a amplitude da onda e portanto quando  tender a zero, a
amplitude da onda será o dobro da amplitude das ondas componentes, mas se  tender a  ou180° a amplitude
da onda se anulará.

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75

RELATÓRIO DE FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL II

ATIVIDADE 08

EXPERIMENTO 06
ONDAS MECÂNICAS PROGRESSIVAS

DATA DE EXECUÇÃO :

____/____/____

DATA DE ENTREGA :

____/____/____

NOTA:

Nome:______________________________________________ Nº

Dia da semana da Turma:_________________

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ATIVIDADE 08- EXERCÍCIOS PROPOSTOS
EXPERIMENTO 06 – ONDAS MECÂNICAS PROGRESSIVAS

4) A equação de uma onda transversal progressiva onde x e y são expressos em


metro, o tempo em segundo e ângulos em radianos é dada por:

y  2,0 sen( 2,5. .x  2. .t )


Determinar:
a) A amplitude da onda.

b) A freqüência.

c) O comprimento de onda.

d) O módulo da velocidade de propagação da onda.

e) O sentido de propagação.

f) O módulo da velocidade transversal máxima de uma partícula do meio de propagação.

5) Quando uma corda de violão é colocada em vibração, gera no ar em sua volta uma onda sonora que se
propaga com velocidade média de 340m/s. Se essaa corda vibrar com freqüência de 440 Hz, qual será
o comprimento da onda sonora que se propagará no ar?

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6) Escrever a equação de uma onda que se propaga no sentido negativo do eixo x, sabendo as seguintes
características: amplitude 20 cm; período = 0,5 s; velocidade de propagação = 50 m/s e que para x = 0 e
t = 0 tem-se que y = 10 cm.

4) A figura ao lado representa uma onda


periódica propagando-se na água (a onda
está representada de perfil). A velocidade
de propagação desta onda é de 40 m/s, e
cada quadradinho possui 10 cm de lado.
Determinar:
a) O comprimento de onda () desta onda.

b) A amplitude (A) desta onda.

c) A freqüência (f) da onda.

d) O período (T) de oscilação do barquinho sobre a onda.

e) A equação geral dessa onda.

5) Uma das extremidades de uma corda de 6 m de comprimento oscila para cima e para baixo com um
movimento harmônico simples, com a freqüência de 60 Hz. As ondas atingem a outra extremidade da
corda 0,5 s depois de partirem. Achar o comprimento de onda das ondas na corda.

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EXPERIÊNCIA 07
ONDAS MECÂNIAS ESTACIONÁRIAS – CORDAS VIBRANTES

OBJETIVO
Estudar ondas estacionárias confinadas entre extremidades fixas, pela análise dessas ondas estacionária
em cordas com extremidades fixas e determinar graficamente os expoentes das grandezas envolvidas na equação
de Mersenne para verificação e teste dessa equação.

PROCEDIMENTO
Utilizando um gerador de frquências verificar a variação da frequência de ressonância em uma corda com
suas extremidades fixas em realação à variação do comprimento, da força tensora aplicada e da densidade linear
de massa da referida corda.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Princípio da Superposição
Como vimos no item “FUNDAMENTO TEÓRICO” do experimento “ONDAS (MECÂNICAS)
PROGRESSIVAS” quando duas ou mais ondas se propagam, simultaneamente, num mesmo meio, ocorre o que
chamamos de superposição de ondas.
Para relembrar esse conceito vamos imaginar a situação apresentada na Figura 1: duas ondas
propagando-se numa corda (a onda 1, de amplitude a1, se propaga da esquerda para a direita, e a onda 2, de
amplitude a2, que se propaga da direita para a esquerda).
Vamos admitir que essas ondas atinjam o ponto P no mesmo instante, elas vão causar nesse ponto uma
perturbação que é igual à soma das perturbações que cada onda causaria se o tivesse atingido individualmente,
ou seja, a onda resultante é igual à soma algébrica das ondas que cada uma produziria individualmente no ponto
P, no instante considerado.

E, após a superposição, as ondas vão continuar se propagando com os mesmos parâmetros que antes da
superposição, como se nada houvesse acontecido.

Quando as ondas que se superpõe se apresentam como na Figura 2, as perturbações individuais são
subtraídas ( trata-se de uma soma algébrica). Naturalmente se as amplitudes forem iguais a deformação
resultante apresentará amplitude nula.

Observe o modelo de explicação do fenômeno de superposição de ondas, em detalhe, na Figura 3. No


caso da Figura 3 (a), temos o que chamamos de interferência construtiva — o módulo da amplitude da onda
resultante é dado pela soma dos módulos das amplitudes das ondas componentes. Já no caso da Figura 3 (b),
temos o que chamamos de interferência destrutiva — o módulo da amplitude da onda resultante é dado pela
diferença dos módulos das amplitudes das ondas componentes.

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Fig. 3 – Interferência de ondas

Ondas estacionárias
Ondas estacionárias são ondas resultantes da superposição de duas ondas que se propagam no mesmo
meio, de mesma freqüência, mesma amplitude, mesmo comprimento de onda, mesma direção de propagação e
sentidos opostos.
Vamos imaginar a seguinte situação (Figura 4): uma corda com uma extremidade livre e a outra
extremidade fixa (por exemplo, a uma parede rígida). Vamos fazer com que a extremidade livre dessa corda vibre
em movimentos verticais periódicos. Dessa forma produzimos perturbações regulares que se propagam pela
corda, caracterizando uma onda progressiva que se propaga inicialmente da esquerda para a direita da figura.

Fig. 4 – Onda estacionária

Em determinado instante essas ondas começam a atingir a extremidade fixa e se refletem, retornando a
propagar-se pelo meio (corda) porém com sentido de propagação contrário ao inicial.
Dessa forma temos ondas que se superpõe umas às outras (incidentes e refletidas, de mesmos
parâmetros, apenas de sentido de propagação contrário) dando origem à formação de ondas estacionárias.
Como pode ser visto na Figura 5, ondas estacionárias se caracterizam por apresentar pontos que oscilam,
caracteristicamente, com amplitudes diferentes. Em outras palavras, existirão pontos, do meio de propagação, que
permanecerão em repouso prolongado, ou seja apresentarão constantemente amplitude de oscilação nula —
chamados nós (ou nodos, N) — enquanto outros pontos (A1), apresentarão constantemente amplitude de variação
a1, outros pontos (A)2, apresentarão constantemente amplitude de variação a2, e assim sucessivamente até que
determinados pontos (V) — chamados ventres — vibrarão constantemente com amplitude de oscilação máxima.

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Fig. 5 – Elementos da onda estacionária

É importante observar que:


 Todos os pontos do meio de propagação vibram com a mesma freqüência, mas com amplitudes diferentes
(exceto os nós que permanecem em repouso prolongado);
 A distância entre ventre é nó consecutivo é /4;
 A distância entre ventre é ventre consecutivo é /2;
 A distância entre nó é nó consecutivo é /2;
 Como os nós permanecem em repouso prolongado ondas estacionárias não transportam energia.

Ondas estacionárias em uma corda

Ondas confinadas entre duas paredes, como numa corda posta a vibrar, presa pelas duas extremidades e
posta a vibrar (ou as microondas na câmara de cozimento, daí o nosso interesse tecnico), sofrem múltiplas
reflexões, dando origem a ondas que se propagam em sentidos opostos.
Essas ondas de mesma freqüência, mesma amplitude, mesma velocidade, mesma direção e sentidos
opostos, sofrem superposição. E a essa superposição forma ondas estacionárias, cujos parâmetros dependem
da relação entre o comprimento de onda da onda e da distância entre as extremidades.
Na Figura 6 vemos formas de ondas estacionárias formadas por uma corda fixa pelas duas extremidades.

Figura 6 - Ondas estacionárias numa corda com as duas extremidades fixas. Vemos quatro modos de vibração
(ou quatro harmônicos) de uma mesma corda. As regiões que apresentam amplitude de vibração máxima (V) são
os ventres, e as regiões sem vibração (N) são os nodos.

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Se transferirmos a uma das extremidades da corda um movimento harmônico simples, de pequena
amplitude, de forma que possamos variar a freqüência de oscilação, vamos verificar que, para determinadas
freqüências de oscilação, vão se formar diferentes formas de ondas estacionárias na corda.
Análise matemática do problema
Vamos admitir uma corda de comprimento L, densidade linear , tracionada por uma força, ou tensão F.
Definida a força que tensiona a corda e a densidade linear da corda, podemos calcular a velocidade de
propagação da onda na corda como
F
v (Equação de Taylor)

Como vimos na Figura 6, dado o comprimento da corda L, em função da freqüência que faz com a corda
entre em vibração temos:
no caso da Figura 6 (a) (primeiro modo de vibração)

 n= 1 ventre L  1. 1 (distância entre dois nós sucessivos)   1  2.L
2 1
no caso da Figura 6 (b) (segundo modo de vibração)

 n= 2 ventres L  2. 2 (distância entre três nós sucessivos)   2  2.L
2 2
no caso da Figura 6 (c) (terceiro modo de vibração)

 n= 3 ventres L  3. 3 (distância entre quatro nós sucessivos)   3  2.L
2 3
no caso da Figura 6 (d) (quarto modo de vibração)

 n= 4 ventres L  4. 4 (distância entre cinco nós sucessivos)   4  2.L
2 4

se aplicarmos essa idéia sucessivamente vamos perceber que para o n-ésimo modo de vibração
2.L
n 
n
Observação: o primeiro modo de vibração também é chamado de fundamental ou 1º harmônico. Os
demais modos de vibração também podem ser chamados de harmônicos.
v
Como, de acordo com a equação fundamental da onda v   . f e portanto f  então,

v v v
fn    n.
n (
2.L
)
2.L
n
e substituindo a equação de Taylor na expressão acima
n F
fn  . (Equação de Mersenne)
2.L 

Sugestão: Analise as cordas de um violão para identificar do que depende o som emitido quando vibram. Nele
existem 6 cordas de espessuras e materiais diferentes, identificadas por mi, lá, ré, sol, si e mi (de cima para baixo,
em ordem decrescente de espessura). Elas são afinadas usando a cravelha, impondo-se a tensão correta. Numa
certa corda, já devidamente tensionada, sons diferentes são obtidos pela variação do seu comprimento em
vibração, pressionando-a contra os trastes do braço do violão. Assim, identificamos três parâmetros envolvidos na
afinação (ou na obtenção de uma determinada tonalidade de som): a espessura e o material da corda, que podem
ser representados pela densidade, a tensão aplicada e o comprimento.

Exemplos:
1. Uma onda estacionária de freqüência 8 Hz se estabelece numa linha fixada entre dois pontos distantes 60 cm.
Incluindo os extremos, contam-se 7 nodos. Calcule a velocidade da onda progressiva que deu origem à onda
estacionária.

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Solução:

 
Da figura 6.  AB  6.  60cm    20cm
2 2

Logo, como v   . f  v  20.8  160cm / s ou v  1,6 m / s

2. Quais são as três freqüências mais baixas das ondas estacionárias em um arame com 9,88 m de comprimento
e massa 0,107 kg, que está sob uma tração de 236 N?

Solução:

 1,08.10  2 Kg / m
m 0 ,107 Kg
Dado que  
L 9 ,88 m

n F n 236
E que fn  . , então f n  .  n.7 ,47
2.L  2.( 9 ,88 ) 1,08.10  2

Então para n= 1  f1  1.7 ,47  7 ,47 Hz

e para n= 2  f 2  2.7 ,47  14 ,94 Hz

e para n= 3  f 3  3.7 ,47  22,41Hz

–5
3. Uma corda de 50 cm de comprimento e densidade linear 1,0.10 kg/m tem suas extremidades fixas. Determinar
a freqüência do primeiro harmônico emitido pela corda quando submetida a uma força de tração de intensidade
6,4 N.
Solução:
Sabemos que para o primeiro harmônico


L    2.L  2.( 0 ,5 )  1,0 m
2
A velocidade de propagação é dada pela equação de Taylor

F 6 ,4
v v  800 m s
 ( 1,10  5 )
e a partir da equação fundamental da onda

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800v
v  . f  f    800 Hz
 1

4. Uma corda de massa m = 240 g e de comprimento d = 1,2 m vibra com freqüência de 150 Hz, no estado
estacionário esquematizado. Determine a velocidade de propagação da onda na corda.
Solução:


Como a distância entre dois nós consecutivos , temos:
2

3.  1,2m    0 ,8 m
2
e a partir da equação fundamental da onda

v   . f  ( 0 ,8 ).( 150 )  1,2.10 2 m s


Exercícios propostos:
1) Quais são as freqüências dos primeiros três harmônicos da corda mais longa de um piano? O comprimento da
corda é 1,98 m e a velocidade da onda na corda é 130 m/s.

2) A velocidade da onda na corda de freqüência mais elevada do violino é 435 m/s e o seu comprimento de L =
0, 33m. Se um violinista tocar ligeiramente na corda num ponto a uma distância de L/3 da extremidade produz-
se aí um nodo. Qual é a freqüência mais baixa que pode agora ser produzida por esta corda?

3) Um guitarrista vai afinar a corda em lá da sua guitarra. O comprimento da corda é 70 cm, a sua densidade é
-2
10 kg/m e o som produzido, quando está afinada, tem uma freqüência de 110 Hz.
a) Calcule o comprimento de onda da onda que se propaga na corda quando esta está afinada;

b) E se a corda estiver desafinada (vibrando por exemplo a uma freqüência de 100 Hz), o comprimento de onda é
o mesmo? O que é que varia quando se estica a corda?

c) Calcule a velocidade de propagação da onda na corda e a tensão a que esta fica sujeita quando está afinada.

d) Qual a freqüência do 4º harmônico da corda afinada?

4. Duas cordas com o mesmo raio e de materiais diferentes foram ligadas como indica a figura abaixo e
tracionadas por uma tensão de 1N.

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Uma onda com uma velocidade de 10 m/s e comprimento de onda de 1 m propaga-se inicialmente na corda 1.
a) Qual a freqüência e o comprimento de onda da onda que se transmite para o segmento de corda 2, sabendo
que aí a velocidade de propagação é 5 m/s?

b) Qual a razão entre a densidade linear (kg/m) do material da corda 1 e a da corda 2?

c) Se a corda 1 tiver 1 m, que comprimento mínimo deverá ter a corda 2 para manter uma onda estacionária?

PARTE PRÁTICA
EXECUÇÃO
1. Monte o esquema conforme figura.
2. Varie lentamente a freqüência do oscilador de forma a
observar a formação de ondas estacionárias;
3. Observe a dependência entre freqüência e
comprimento de onda da onda estacionária gerada;
4. Ajuste a freqüência do oscilador de modo a que você
possa observar especificamente o 2º modo de vibração
ou segundo harmônico (n= 2). A situação que você vai observar será parecida com a apresentada ao lado.

Nessa condição, o 2º modo de vibração, ou segundo harmônico, em que n= 2, a equação de Mersenne

n F
fn  .
2.L 

2 F 1 F
ficaria f2  .  . , que se reescrita na forma de exponencial
2.L  L 

1 1
f2   1 .F 2 . 2

de agora em diante faremos f = f 2 (sem esquecer que de agora em diante a freqüência f corresponde
especificamente à freqüência do 2º modo de vibração), e também
  1
1

2
1
 
2
portanto nossa expressão de freqüência é

f  L  . F  . 

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5. Determine . Para isso mantenha constante “F” (o peso do massor) e “” (o diâmetro da corda), varie “L” (o
comprimento da corda) e ajuste “f” de modo a obter sempre o 2º modo de vibração. Dessa forma será obtida uma
tabela da variação da frequência em relação ao comprimento da corda.
6. Com os dados da tabela construa o gráfico f X L em papel log – log (Di-log), semelhante à Figura abaixo

A inclinação da curva (reta), isto é, o coeficiente angular da reta é o expoente procurado ;


7. Determine . Para isso mantenha constante “L” (o comprimento da corda) e “” (o diâmetro da corda), varie “F”
(o peso do massor) e ajuste “f” de modo a obter sempre o 2º modo de vibração. Dessa forma será obtida uma
tabela da variação da frequência em relação à força tensora aplicada à corda.
8. Com os dados da tabela construa o gráfico f X F em papel log – log (Di-log), semelhante à Figura abaixo

A inclinação da curva (reta), isto é, o coeficiente angular da reta é o expoente procurado ;


9. Determine . Para isso mantenha constante “L” (o comprimento da corda) e “F” (o peso do massor) varie “” (o
diâmetro da corda), e ajuste “f” de modo a obter sempre o 2º modo de vibração. Dessa forma será obtida uma
tabela da variação da frequência em relação à densidade linear de massa da corda.
10. Com os dados da tabela construa o gráfico f X  em papel log – log (Di-log), semelhante à Figura abaixo

A inclinação da curva (reta), isto é, o coeficiente angular da reta é o expoente procurado .

DADOS (para as possíveis cordas


utilizadas nesse experimento):
0,3 = 6,58.10-5kg/m
0,4 = 1,32.10-4kg/m
0,5 = 2,31.10-4kg/m
0,6 = 2,84.10-4kg/m
0,7 = 3,86.10-4kg/m
0,8 = 4,38.10-4kg/m

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RELATÓRIO DE FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL II

ATIVIDADE 10

EXPERIMENTO 07
ONDAS ESTACIONÁRIAS EM CORDAS

DATA DE EXECUÇÃO :

____/____/____

DATA DE ENTREGA :

____/____/____

NOTA:

Nome:_______________________________________________ Nº

Dia da semana da Turma:_________________

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ATIVIDADE 10- RELATÓRIO
EXPERIMENTO 07 – ONDAS ESTACIONÁRIAS EM CORDAS

OBJETIVO: ____________________________________________________________
______________________________________________________________________

PROCEDIMENTO: ______________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

EXECUÇÃO:
1) Montar o esquema conforme figura ao lado.

2) Variar lentamente a freqüência do oscilador de forma a


observar a formação de ondas estacionárias.

3) Observar a dependência entre freqüência e comprimento


Figura – Esquema do arranjo experimental
de onda da onda estacionária gerada.

4) Ajustar a freqüência do oscilador de modo a que você


possa observar especificamente o 2º modo de vibração
ou segundo harmônico (n= 2). Observe a figura ao
lado. Nessas condições nossa expressão de
freqüência é

f    .F  . 
5) Manter constante “F” (o peso do massor) e “” (o diâmetro da corda). Variar “” (o comprimento da
corda) e ajustar “f ” de modo a obter sempre o 2º modo de vibração (n=2).
6) Completar a TABELA 1.
7) Com os dados da TABELA 1 construa, em papel Di-log, o gráfico f X . que deve ser semelhante à
Figura abaixo
TABELA 1: f x 
f (Hz)
 (m) 1,5 1,3 1,1 0,9

O coeficiente angular da reta é o expoente procurado ().

comprimento no gráfico em " mm" do cateto oposto



comprimento no gráfico em " mm" do cateto adjacente

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Cálculo de :

(mm)

(mm)

 = _________

8) Com os dados da TABELA 2 construa, em papel Di-log, o gráfico f X F. que deve ser semelhante à Figura
abaixo
O coeficiente angular da reta é o expoente procurado ().
TABELA 2: f x F
f (Hz)

F (N)

m (kg) 0,100 0,150 0,200 0,250

comprimento no gráfico em " mm" do cateto oposto


 
comprimento no gráfico em " mm" do cateto adjacente

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89
Cálculo de :

(mm)
 
(mm)

 = _________

9) Com os dados da TABELA 3 construa, em papel Di-log, o gráfico f X . que deve ser semelhante à Figura
abaixo
TABELA 3: f x 
DADOS:
f (Hz)
0,3 = 6,58.10-5kg/m
 (kg/m) 0,4 = 1,32.10-4kg/m
0,5 = 2,31.10-4kg/m
 da corda (mm)
0,6 = 2,84.10-4kg/m
0,7 = 3,86.10-4kg/m
0,8 = 4,38.10-4kg/m
O coeficiente angular da reta é o expoente procurado ().
comprimento no gráfico em " mm" do cateto oposto
 
comprimento no gráfico em " mm" do cateto adjacente

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Cálculo de :

(mm)
 
(mm)

 = _________

10) Com os expoentes calculados, a equação da freqüência fica:

f      .F    .   

1
f 2   1 . F .
1
2 2
e a equação deduzida por Mersenne (para n=2) é

RESPONDER:
1) Quais os valores calculados para os coeficientes ,  e  nesse experimento?
__________________________________________________________________________
2) Quais os valores esperados para os coeficientes ,  e  nesse experimento?
__________________________________________________________________________
3) Compare os valores esperados para o experimento e os efetivamente calculados. O que se pode concluir?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
4) Foi possível fazer a verificação e o teste da equação de Mersenne?
__________________________________________________________________________

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EXPERIÊNCIA 08
ONDAS MECÂNIAS ESTACIONÁRIAS – TUBOS SONOROS

OBJETIVO
Determinar a velocidade do som no ar.

PROCEDIMENTO
Utilizando um gerador de frquências verificar a formação de configurações estacionárias de uma onda
sonora no interior de um tubo preenchido com ar.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Introdução
Vamos admitir que som é resultado do movimento vibratório das partículas que constituem um meio
material, e que conseqüentemente somente se propaga através de meios materiais e elásticos. Trata-se, portanto,
de energia que se propaga através de ondas mecânicas, porque precisam de um meio material para se propagar.
Estes meios de propagação podem ser sólidos, como barras metálicas (a própria Terra, constitui meio de
propagação de ondas sonoras); líquidos, como a água; ou gases, como o ar.
Ondas sonoras são ondas de pressão, e se propagam através de sucessivas compressões e rarefações das
partículas do meio Figura 1.

Figura 1 - A figura ilustra a propagação do som. Cada partícula de determinado meio material (ar, água,alumínio,
rochas...) recebe energia da fonte sonora e empurra a partícula vizinha. No vácuo, como não há partículas
suficientes, não há como o som se propagar.

Na maioria das vezes, ouvimos sons sendo transmitidos através do ar (nesse caso constituem ondas
mecânicas, longitudinais e tridimensionais): as ondas sonoras se propagam através do meio elástico (ar) e
chegam até o ouvido causando a sensação sonora. O aparelho auditivo humano é sensível a sons cujas
freqüências estão compreendidas na região de 20 Hz à 20 kHz, conhecida como espectro de audiofreqüências.
As Compvibrações sonoras podem ser classificadas em:
 Vibrações sônicas com freqüências entre 20 Hz e 20.000 Hz. Elas podem ser percebidas pelo ouvido
humano;
 Vibrações infra-sônicas de freqüências abaixo de 20 Hz. Elas não podem ser percebidas pelo ouvido
humano. Vibrações infra-sônicas também são chamadas de vibrações subsônicas.
 Vibrações ultra-sônicas de freqüências acima 20.000 Hz. Elas não podem ser percebidas pelo ouvido
humano. Vibrações ultra-sônicas também são chamadas de vibrações supersônicas. Vibrações ultra-sônicas
têm diversas aplicações tecnológicas: são empregadas em processos de homogeneização de leite,
higienização de pratos, e mapeamento de órgãos internos do corpo humano. Estas vibrações podem ser
percebidas por alguns animais, como morcegos e golfinhos, que se utilizam desse processo como mecanismo
de comunicação e localização.
A velocidade de propagação das ondas sonoras
Como foi explicado no item anterior, a propagação de ondas sonoras ocorre pela transmissão da energia
da fonte sonora de partícula para partícula do meio material. Naturalmente que a eficiência dessa transmissão
está ligada à estrutura do meio de propagação, bem como às condições físicas às quais esse meio está
submetido. Desse modo espera-se que em cada meio de propagação, e para cada conjunto de condições
externas, as ondas sonoras apresentem velocidade de propagação diferente. A tabela abaixo evidencia esse fato
experimental.
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92
Velocidade
Meio de propagação -1
(m.s )
Dióxido de carbono (0 ºC) 258
Oxigénio 317
Ar (0 ºC) 331,5
Ar (10 ºC) 337,5
Ar (20 ºC) 343,4
Ar (30 ºC) 349,2
Hélio (20 ºC) 927
Álcool etílico 1180
Chumbo 1200
Hidrogénio (0 ºC) 1270
Mercúrio 1450
Água (20 ºC) 1480
Borracha 1500
Água do mar 1522
Latão 3500
Cobre 3900
Alumínio 4420
Concreto 5000
Aço 6000
Tabela 1 – Alguns valores de velocidade de propagação de ondas sonoras, em diferentes materiais.Fonte: Manual
de Física. Koshkin N. I. y Shirkévich M. G.. Editorial Mir, pág 107

A velocidade de propagação das ondas sonoras nos gases


Especialmente nos gases as ondas sonoras apresentam velocidade de propagação variável, de modo
que:
 .p
v

onde:

c p ( coef . de calor específico a pressaõ cons tan te )


  é o coeficiente adiabático do gás,

cv ( coef . de calor específico a volume cons tan te )

 é a densidade volumétrica do gás,


e p a pressão,
a velocidade de propagação as ondas sonoras nos gases, portanto, é função do gás, da densidade e da pressão.

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93
Veja Tabela 2 a seguir:

Velocidade de
Gás propagação do
som (m/s) a
pressão de 1 atm
Ar (0º C) 331
Álcool etílico (97º C) 269
Amoníaco (0º C) 415
Gás carbônico (0º C) 259
Hélio (0º C) 965
Hidrogênio (0º C) 1284
Neón (0º C) 435
Nitrogênio (0º C) 334
Oxigênio (0º C) 316
Vapor de água (134 ºC) 494

Tabela 2 – Alguns valores de velocidade de propagação de ondas sonoras, em diferentes gases .Fonte: Manual
de Física. Koshkin N. I. y Shirkévich M. G.. Editorial Mir, pág 107

Como exemplo, para ao ar, temos que:

na p( pressão normal )  1atm  1,013.10 5 Pa


 (coeficien te adiabático do ar)  1,4 ( densidade volumétrica do ar)  1,293 Kg 3
m
 .p ( 1,4 ).( 1,013.10 5 )
desse modo v    331 m s
 ( 1,293 )

A velocidade de propagação das ondas sonoras no ar

A velocidade de propagação das ondas sonoras no ar à temperatura constante


Em particular, no ar, se a temperatura permanecer constante, a velocidade do som independe da pressão,
isso porque pressão e densidade variam com a mesma proporcionalidade, de forma a compensar seus efeitos.

A velocidade de propagação das ondas sonoras no ar e sua dependência com a temperatura


Para o ar a relação entre a velocidade de propagação da onda sonora e a temperatura é dada pela
seguinte expressão:

v  331.(1  0,00366. t ) 2 ,
1

onde v é a velocidade da onda sonora no ar;


e
t a temperatura na escala Celsius

Observação: em experimentos com ondas sonoras, ou na solução de exercícios, admitimos que a


velocidade de propagação do som é 340 m/s, que é velocidade dessas ondas a aproximadamente 20 °C.

Tubos sonoros

Tubos sonoros são colunas de gás nas quais a massa gasosa é posta em vibração.
Uma utilidade prática imediata dos tubos sonoros é a compreensão o funcionamento dos instrumentos de sopro.
Observação: Apenas em caráter geral, nestes instrumentos de sopro, à região na qual o ar é soprado
(região de excitação da coluna de ar) dá-se o nome de embocadura.

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Há embocaduras constituídas apenas de calço com uma abertura lateral: são embocaduras “tipo flauta”;

e embocaduras constituídas de calço com uma palheta, sem abertura lateral: são embocaduras “tipo
palheta”.

Os tubos sonoros podem ser abertos ou fechados.

Tubos sonoros abertos


Neste caso, as duas extremidades do tubo são abertas (a embocadura, onde o gás é excitado (soprado), e
a outra, aberta para o meio externo).
Ao excitar a coluna de gás no interior de um tubo aberto, produz-se uma onda que se propaga da embocadura
para a outra extremidade. Ao atingir a segunda extremidade aberta a onda encontra um meio com propriedades
físicas diferentes daquelas no interior do tubo (diferente temperatura, pressão, densidade), de forma que essa
onda sofre reflexão e refração.
A onda refletida se superpõe à onda incidente, e em condições específicas pode dar origem a ondas
estacionárias, produzindo dessa forma sons de maior intensidade.
Como o tubo apresenta as extremidades abertas, nelas, as partículas do gás terão ampla mobilidade
caracterizando regiões ventrais (ventres).
Dentro desse raciocínio, o padrão de onda estacionária que se forma, de menor freqüência possível, que
chamamos de som fundamental, primeiro modo de vibração ou primeiro harmônico é apresentado na figura
abaixo:

Primeiro Modo de Vibração ou Primeiro Harmônico (som fundamental)

Como podemos verificar, nessa condição forma-se um nó central (o comprimento do tubo corresponde à

distância entre dois ventres consecutivos ( ))
2
 v v v
L  1  1  2.L , e como v   . f  f  , então f 1   1.
2  1 2.L

O próximo modo de vibração constitui o Segundo Modo de Vibração ou Segundo Harmônico

e nessa condição formam-se dois nós centrais (o comprimento do tubo corresponde à distância entre três ventres

consecutivos ( 2. )
2

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 2.L v v v
L  2. 2  2  , e como v   . f  f  , então f 2   2.
2 2  2 2.L

O próximo modo de vibração constitui o Terceiro Modo de Vibração ou Terceiro Harmônico


Nessa condição formam-se três nós centrais (o comprimento do tubo corresponde à distância entre quatro

ventres consecutivos ( 3. ))
2

 2.L v v v
L  3. 2  3  , e como v   . f  f  , então f 3   3.
2 3  3 2.L

Conclusão: Ao observar a seqüência de formação das freqüências de vibração dessas ondas estacionárias não é
difícil perceber que para o n-ésimo modo e vibração ou n-ésimo harmônico a freqüência será
v
f n  n. , com n inteiro e positivo (n= 1, 2....), identificando a
2.L
ordem do modo de vibração ou a ordem do harmônico e ainda o número de nós centrais.

Podemos ainda escrever que f n  n. f 1 , onde f1 é a freqüência Primeiro Modo de Vibração ou Primeiro
Harmônico (som fundamental).

Tubos sonoros fechados

Neste caso, uma das extremidades do tubo é aberta (a embocadura, onde o gás é excitado (soprado)), e a
outra, fechada.
Ao excitar a coluna de gás no interior de um tubo fechado, produz-se uma onda que se propaga da
embocadura para a outra extremidade. Ao atingir a extremidade fechada a onda sofre reflexão.
A onda refletida se superpõe à onda incidente, e em condições específicas pode dar origem a ondas
estacionárias, produzindo dessa forma sons de maior intensidade.
Na extremidade aberta do tubo as partículas do gás terão ampla mobilidade caracterizando uma região
ventral (ventre), por outro lado na extremidade fechada do tubo as partículas do gás não terão mobilidade
caracterizando uma região nodal (nó).
Portanto, dentro desse raciocínio, o padrão de onda estacionária que se forma, de menor freqüência
possível, que chamamos de som fundamental, primeiro modo de vibração ou primeiro harmônico é apresentado
na figura abaixo:

Primeiro Modo de Vibração ou Primeiro Harmônico (som fundamental)

Como pode ser visto, temos apenas um ventre, na extremidade aberta, e um nó, na extremidade fechada (o

comprimento do tubo corresponde à distância entre um ventre e um nó consecutivo ( ))
4

 v v v
L  1  1  4.L , e como v   . f  f  , então f 1   1.
4  1 4.L

O próximo modo de vibração constitui o Segundo Modo de Vibração

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e nessa condição temos a formação de dois ventres e dois nós consecutivos (o comprimento do tubo corresponde

à distância entre ventre-nó, nó-ventre, e ventre-nó ( 3. ))
4
 4.L v v v
L  3. 2  2  , e como v   . f  f  , então f 2   3.
4 3  2 4.L
Note que se compararmos à seqüência de freqüências das ondas estacionárias geradas em cordas
v
vibrantes( f n  n., onde n é a ordem do modo de oscilação ou harmônico (o número de ventres)), ou dos
2.L
v
tubos sonoros abertos( f n  n. , onde n é a ordem do modo de oscilação ou harmônico (o número de nós))
2.L
nos tubos sonoros fechados não aparecem as freqüências de ordem par: dessa forma ao segundo modo
de vibração corresponde o Terceiro Harmônico f 2  3. f 1
O próximo modo de vibração constitui o Terceiro Modo de Vibração ou Quinto Harmônico

nessa condição temos a formação de três ventres e três nós consecutivos (o comprimento do tubo corresponde à

distância entre ventre-nó, nó-ventre, ventre-nó, nó-ventre, e ventre-nó ( 5. ))
4
 4.L v v v
L  5. 3  3  , e como v   . f  f  , então f 3   5.
4 5  3 4.L

Conclusão: Ao observar a seqüência de formação das freqüências de vibração dessas ondas estacionárias não é
difícil perceber que para o n-ésimo modo e vibração ou n-ésimo harmônico a freqüência será
v
f n  ( 2n  1 ). , com n inteiro e positivo (n= 1, 2....), identificando a ordem do modo de vibração ou ainda o
4.L
número de ventres ou nós.

Não devemos esquecer que nos tubos sonoros fechados não aparecem os Harmônico de ordem par (ao
segundo modo de vibração corresponde o terceiro Harmônico, ao terceiro modo de vibração corresponde o quinto
Harmônico e segue sucessivamente)
Podemos ainda escrever que f n  ( 2.n  1 ). f 1 , onde f1 é a freqüência Primeiro Modo de Vibração ou
Primeiro Harmônico (som fundamental).

EXEMPOS
1. Um tubo sonoro aberto, de comprimento igual a 0,75 m, está a emitindo sons de freqüência 680 Hz. Sabendo
que a velocidade de propagação do som, no ar do tubo, é de 340 m/s, pede-se a ordem do harmônico
correspondente.
Solução:

v 2.L. f n 2.( 0 ,75 ).( 680 )


f n  n. n  3
2.L v ( 340 )

2. Um tubo fechado, de 0,4 m de comprimento, está emitindo sons. Considerando a velocidade do som no ar do
tubo 340 m/s, pede-se a freqüência do som do:
a) primeiro harmônico;
b) terceiro harmônico.
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Solução:
a) Som fundamental, forma-se a onda:

v ( 340 )
f n  ( 2n  1 ).  f 1  ( 2.1  1 ).  212 ,5 Hz
4.L 4.( 0 ,4 )
b) Para o Terceiro Harmônico (segundo modo de vibração)

v ( 340 )
f n  ( 2n  1 ).  f 2  ( 2.2  1 ).  637 ,5 Hz
4.L 4.( 0 ,4 )

EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1) Num tubo de órgão, três freqüências de ressonâncias sucessivas são 1310, 1834 e 2358 Hz. (a) O tubo está
fechado numa extremidade, ou aberto nas duas? (b) Qual a freqüência fundamental? (c) Qual o comprimento
do tubo?

2) Instrumentos como os clarinetes usam colunas de ar abertas numa das extremidades. Qual é o comprimento
de um clarinete que tem freqüência fundamental de 147 Hz?

3) A freqüência fundamental do maior tubo de um órgão é 16,35 Hz. Se o tubo é aberto dos lados qual é o seu
comprimento?

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4) Um clarinete tem uma freqüência fundamental de 147 Hz e, quando tocado, tem uma extremidade fechada.
Quantos harmônicos aparecem abaixo de 1350 Hz?

5) Considere agora um tubo aberto dos dois lados e com a mesma freqüência fundamental do clarinete. Quantos
harmônicos aparecem abaixo de 1350 Hz?

PARTE PRÁTICA

EXECUÇÃO
1) Montar o esquema da figura ao lado;

2) A fonte de ondas é constituída pelo conjunto gerador de áudio +


amplificador + alto falante.

3) Ajuste a freqüência do gerador em f = 1000Hz (anote esse valor);

4) Lentamente, baixe o nível de água no tubo (abaixe do reservatório do


vaso comunicante) até que se perceba, através da audição, um
reforço na intensidade sonora produzida no tubo — esse reforço
identifica uma condição de formação de onda estacionária. Anote o
comprimento da coluna de ar nessa condição.

5) Continue, sempre lentamente, baixando o nível de água no tubo até


ouvir novo reforço sonoro — esse novo reforço identifica nova
condição de formação de onda estacionária. Anote o comprimento da
coluna de ar nessa nova condição.

6) Continue o processo até esvaziar o tubo, sempre anotando o


comprimento da coluna de ar em cada condição de formação de onda
estacionária.

7) Construa uma tabela com esses dados.

8) Dessa forma dado o modo de vibração n, e considerando que se trata de um tubo sonoro fechado temos que:

v 4.L. f n
f n  ( 2n  1 ). , logo v  
4.L ( 2n 1 )

Naturalmente para cometer o erro experimental percentual mínimo é recomendável aplicar os dados
experimentais correspondentes ao tubo mais longo, que correspondem à última medida.

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RELATÓRIO DE FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL II

ATIVIDADE 11

EXPERIMENTO 08
ONDAS ESTACIONÁRIAS EM TUBOS

DATA DE EXECUÇÃO :

____/____/____

DATA DE ENTREGA :

____/____/____

NOTA:

Nome:_________________________________________________ Nº

Dia da semana da Turma:_________________

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ATIVIDADE 11- RELATÓRIO 0
EXPERIMENTO 08 – ONDAS ESTACIONÁRIAS EM TUBOS

OBJETIVO: ____________________________________________________________
______________________________________________________________________

PROCEDIMENTO: ______________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

EXECUÇÃO:
1) Montar o esquema da figura ao lado.
2) Ajuste a freqüência do gerador em f = 1000Hz (anote esse valor).

f = ________________ (Hz)

3) Baixar, lentamente, o nível de água no tubo até que se perceba, através


da audição, um reforço na intensidade sonora produzida no tubo – esse
reforço identifica uma condição de formação de onda estacionária. Anote
o comprimento () da coluna de ar para essa configuração estacionária.
4) Continuar, sempre lentamente, baixando o nível de água no tubo até
ouvir novo reforço sonoro (segunda configuração de onda estacionária).
Anote o comprimento da coluna de ar.
5) Continuar o processo até esvaziar o tubo, sempre anotando o
comprimento da coluna de ar em cada configuração de onda
estacionária.
6) Completar a TABELA:
Figura – Esquema do arranjo
experimental
Ordem do Modo Ordem do  (cm)  (m)
de Ressonância Harmônico
1 1º OBS.: Para cometer o erro experimental
2 3º percentual mínimo, aplicar os dados
experimentais correspondentes ao tubo mais
3 5º longo, que correspondem à última medida.

4 7º

7) Determinar o valor experimental para a velocidade de propagação do som no ar.

v 4.. f n
Sendo f n  (2n  1).  v  
4. 2.n  1 v ar = __________ m/s

RESPONDER:
1) Qual o valor calculado para a velocidade do som no ar nesse experimento?
____________________________________________________________________________
2) Compara esse valor com os valores adotados para a velocidade do som no ar (ver tabela na página 126). O
que se pode concluir a partir dessa comparação?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

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10
1

Bibliografia:
 BEER,Ferdinand Pierre; JOHNSTON,Elwood Russel – “Mecânica vetorial para engenheiros”, trad.
Antonio Carlos Souza Pinto e Airton Caldas, revisão Giorgio Eugenio Oscare Giacaglia, 3ª edição, Ed.
McGraw-Hill, São Paulo (1980).

 HALLIDAY, David; RESNICK, David – “Física” , trad. Rogério Catarino Trajano da Costa, 2 edição ,
a

Livros Técnicos e Científicos Editora S.A., Rio de Janeiro (1978).

 SEARS, Fracos Weston; ZEMANSKY, Mark W. – “Física”, trad. José Lima Accioli, 1ª edição, Livros
Técnicos e Científicos Editora S.A., Rio de Janeiro (1973).

 TIPLER, Paul A. – “Física”, tradução Horácio Macedo, 2 edição, vol.2 Editora Guanabara, Rio de Janeiro
a

(1990).

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