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Formadora :Carla Salas

Janeiro 2018
Carga horaria -25h

Carla Salas
2018
Índice :
Princípios básicos de economia:
Fatores de produção
Funcionamento da empresa
Circuito e documentação comercial

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Em economia, fatores de produção, ou recursos são elementos indispensáveis
ao processo produtivo de bens materiais. Tradicionalmente, consideram-se como
fatores de produção, a terra, o trabalho e o capital.
Tradicionalmente, os economistas, os fatores de produção têm sido apontados em
todo o processo produtivo como sendo: a terra (terras cultiváveis, floresta, minas,
recursos naturais), trabalho (o homem) e o capital (máquinas, equipamentos,
instalações).
Mas aqueles economistas, já incluíam no conceito económico de terra, não apenas o
solo, o que era arável, mas todos os fatores naturais de produção. Assim, para além do
solo, incluíam o subsolo, a capacidade energética do mar, os cursos de água, do vento,
da luz solar, etc. Por esta razão, alguns autores preferem referir-se aos fatores
naturais de produção, abrangendo nesta noção a terra, o solo e também outras forças
naturais.
O homem tem de empregar trabalho, com maior ou menor esforço, para
aproveitamento dos fatores naturais, ou seja, é necessário revolver a terra, semeando,
plantando, fertilizando, colhendo, e também caçando, pescando, domesticando
animais, etc. Deste modo, o trabalho insere-se entre os fatores produtivos.
Para melhor aproveitar a natureza, o homem, tem de construir instrumentos, que
embora não lhe ofereçam satisfações diretas, irão a breve trecho, facilitar o
aproveitamento. Os instrumentos usados para um melhor aproveitamento da natureza
constituem o capital. Assim, também este capital, verdadeiramente fundamental, se
inclui entre os fatores produtivos. O Capital pode ser material, financeiro, humano e
intelectual. Esta separação do capital intelectual e humano visa esclarecer a diferença
entre a pessoa física e a capacidade racional do homem.

Fatores da organização, das instituições sociais e dos riscos


Aos três fatores apontados: terra, trabalho e capital os economistas acrescentou um
fator que designou por organização. A organização é uma realização social através da

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qual se agrupam meios variados para atingir os objetivos, podendo ser imaginados
como insumos necessários para produzir o serviço ou o produto final.
No princípio, não se mostraram os economistas muito favoráveis a admitir entre os
fatores produtivos as instituições sociais. No entanto, é incontestável a importância
destas instituições, tendo em conta que o nível moral das populações se reflete na
produtividade do trabalho, na formação do capital e nos hábitos de consumo.
Também, no domínio do risco e o domínio da incerteza a dificuldade em entender que
estes são fatores produtivos, aos quais corresponderão, o prémio de seguro e o lucro,
duas formas de remuneração bem particulares

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Não costuma ser novidade para os empreendedores que hoje, na dinâmica do mercado
atual, a premissa fundamental para abrir uma nova empresa ou obter o sucesso de um
negócio é o planejamento baseado em estratégias. Em um mundo de tantas
possibilidades e necessidades, fica difícil saber como definir as melhores estratégias e
conseguir executá-las. E é por isso que a teoria do 10×10 é uma ótima opção para ser
aplicada dentro das empresas.
Mas o que seria isso? Nada mais do que uma estratégia para administrar as estratégias
da empresa. Parece redundante, mas a ideia consiste em estabelecer 10 estratégias
principais e trabalhar para que, ao menos 10% de cada uma delas estejam funcionando
bem e constantemente. Dessa forma, conseguindo realizar com sucesso 10% de 10
estratégias será atingido o nível de 100% das atividades básicas para um bom
funcionamento do negócio.
Essa teoria segue a ideologia de que é melhor e mais seguro ter 1% de 100 coisas do que
100% de apenas uma. Ou seja, se conseguir ao menos efetivar uma parte das 10
estratégias primordiais para o seu negócio, o sucesso será mais certo do que quem
executa apenas uma estratégia por completo. Isso porque as empresas têm muitas
necessidades, áreas e sistemas que precisam estar funcionando em conjunto. Não
adianta trabalhar apenas para uma das partes do seu negócio.
Seja no marketing, sistemas, vendas, distribuição ou financeiro. De nada vale ter um
marketing maravilhoso, se o sistema de vendas e o financeiro da empresa não
funcionam bem, por exemplo. Em algum momento isso será autodestrutivo. Portanto,
estabeleça suas 10 estratégias primordiais de acordo com seu negócio e cuide para que
elas sejam cumpridas daquela maneira.
É importante destacar também que é preciso ter cuidado na hora de definir as 10
estratégias. Um erro muito comum nessa hora é achar que a empresa dará certo só
porque possui um preço mais baixo que o da concorrência.
A estratégia que consiste em fidelizar clientes por preço é quase um tiro no pé. Afinal,
valor agregado é muito mais importante que preço baixo. O cliente que é fiel ao seu
preço, não enxerga valores agregados da empresa nem valoriza os seus diferenciais. Mas
como você agrega valor estrategicamente?
Agregar valor não custa dinheiro. Mostre às pessoas como e por que comprar da sua
empresa. Além disso, construa relacionamentos, crie diferenciais e venda não apenas
produtos, mas sim experiências às pessoas. Vença a competição de mercado por valores
agregados aos produtos e serviços oferecidos e não por comprar a participação de

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clientes. Baseado nessas ideias as chances de sucesso e reconhecimento da sua empresa
poderão ser bem maiores.
Frase do dia: "Há empreendedor sem empresas e há empresas sem empreendedores"
- Fabrício Longuinhos

A empresa trabalha basicamente e resumidamente no seguinte fluxograma:

Sendo que o insumo é tudo o que a empresa precisa para produzir algum produto.
Estes vão desde matéria prima até pessoas: este é dividido por níveis, o do nível
estratégico, tático, operacional.

Nível estratégico: ocupado por diretores, vice-diretores e assessores. Eles ficam da


parte de planejamento da empresa como um todo em relação ao seu ambiente,
missão, linhas de produtos, clientes, mercados, localização, tecnologia, etc.

Essa parte também pode ser identificada como -Alta administração

Nível Tático: ocupado por Gerentes de divisão, Gerentes de departamento e Gerente


de seção. Eles ficam com os planos funcionais especializados por departamento:
Marketing, Finanças, Produção, etc.

Também pode ser identificada como - Gerência Intermediária.

Nível Operacional: ocupado por Supervisores, mestres, líderes de turma. Estes são
encarregados dos planos e definições de atividades, recursos, orçamentos,
cronogramas.

Também pode ser identificada como - Supervisão de 1ª linha.

Processos, que bem depois dos insumos, e que trabalha com insumos é uma sequência
de tarefas que executando transforma insumo em um resultado com valor agregado
ao insumo.

Após fazer algumas pesquisas descobri três famílias de processos:

Processos de realização: que correspondem à realização de produto ou do serviço e


correspondendo assim à atividade "ofício" da organização.

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Processos de apoio: representam uma atividade interna, geralmente transversal,
permitindo assegurar o bom funcionamento da empresa. Os processos de apoio são,
geralmente, invisíveis para o cliente (beneficiário). Pode tratar-se, por exemplo, da
gestão financeira, da gestão de recursos humanos, a formação, etc.

Processos de gestão: ou de pilotagem, o processo de gestão corresponde à


determinação de uma política e de uma estratégia para a organização e a pilotagem
das ações implementadas para atingir os seus objetivos.

http://pt.kioskea.net/contents/606-qualidade-gestao-pelos-processos

Produto: tudo nesta vida está sujeito a algum resultado, assim como a empresa, o
processamento do insumo dá como resultado o produto.

Nesta que sai o produto final para o cliente externo. Para isso, precisa-se de um valor,
sendo assim, pontuei algumas informações referentes a qualidade do produto. Estes
pontos foram publicados no
site http://www.endeavor.org.br/artigos/operacoes/gestao-de-qualidade/o-que-
realmente-significa-qualidade-do-produto.

Desempenho (Performance): esta dimensão se refere às características primárias de


um produto. Para um automóvel seria, por exemplo, a aceleração, velocidade final,
nível de conforto, etc.

Características Acessórias (Features): são os adicionais, os detalhes, o supérfluo que


valoriza o produto. O drink grátis no voo de carreira, o volante regulável no automóvel,
a beleza da recepcionista no hotel.

Confiabilidade (Reliability): reflete a probabilidade do produto falhar em determinado


período de tempo. Um produto com reputação confiável obtém boa vantagem
competitiva. Até hoje existem saudosistas do Fusca, devido ao fato de ele dar poucos
problemas de manutenção.

Conformidade (Conformance): diz respeito ao grau em que as peças executadas


correspondem ao projeto. É trabalhando sobre esta dimensão que se obtém ganhos de
produtividade, redução de trabalho, diminuição de custos. É o ''fazer certo, da primeira
vez''. É possível, que nesta dimensão, uma Ferrari e um Uno tenham o mesmo nível de
qualidade.

Durabilidade (Durability): é a medida da vida do produto, bastante ligada a


confiabilidade e muito valorizada em diversos tipos de produtos.

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Atendimento (Serviceability): refere-se à velocidade, cortesia e competência nos
serviços de pós vendas. Os consumidores não estão apenas preocupados com a
eventual quebra do produto, mas também com o tempo decorrido entre o problema e
a solução. É uma dimensão explorada pela GM, por exemplo, através do ''Road
Service'' ou pela Caterpillar, que promete entregar peças de reposição em qualquer
lugar no mundo no prazo máximo de 48 horas.

Aparência (Aesthetics): é uma dimensão bastante subjetiva e diz respeito à maneira


com que o consumidor enxerga o produto. Pode ser mais ou menos importante,
dependendo do mercado visado.

Qualidade Percebida (Perceived Quality): é a mais subjetiva das dimensões e associa-se


a uma série de fatores combinados - aparência, robustez, tradição, publicidade, marca,
reputação. É aquela dimensão que se manifesta quando alguém olha para um produto
e diz: - A gente sente que é coisa boa! É explorada na linha de comerciais do tipo: tal
coisa ''não é nenhuma Brastemp'', até hoje lembrados.

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DOCUMENTO

É qualquer objeto elaborado por uma pessoa com o fim de reproduzir ou representar
uma pessoal, coisa ou facto.

Os documentos podem ser ESCRITOS ou NÃO ESCRITOS (fotografia, filme, gravação


áudio).

Os documentos mais utilizados nas operações comerciais são os DOCUMENTOS


ESCRITOS porque oferecem maior segurança em caso de conflito.

Há situações em que os DOCUMENTOS ESCRITOS são OBRIGATÓRIOS – caso de compra


e venda de casas que devem ser celebrados em ESCRITURA PÚBLICA.

TIPOS DE DOCUMENTOS

AUTÊNTICOS – Documentos elaborados pelo notário e que fazem prova plena


dos factos.
PARTICULARES – Documentos elaborados pelas partes, não pelo notário, e que
não fazem prova plena dos factos.
AUTENTICADOS – Documentos particulares confirmados pelo notário.
Os documentos podem ser ORIGINAIS ou CÓPIAS:

Cópias de 1º grau – as que são tiradas do documento original


Cópias de 2º, 3º ou 4º grau – as que são tiradas da 1ª, 2ª ou 3ª cópias
As CÓPIAS podem ser fotográficas (fotocópias) ou não fotográficas (cópias manuscritas
ou dactilografadas).

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DOCUMENTOS NORMALIZADOS

São aqueles que obedecem a uma idêntica estrutura, idêntico conteúdo e dimensão.

Exemplo: cheque

Os documentos processados por computador devem conter a expressão PROCESSADO


POR COMPUTADOR.

CONTRATOS:

Nome do contrato
Identificação das partes: nome, estado civil, domicílio, número data e local do
BI/Cartão Cidadão, número de contribuinte
Cláusulas descritivas de um contrato
Local e data da celebração do contrato
Assinatura sobre o selo branco

REQUERIMENTOS:

Tipo de requerimento
Identificação da entidade a quem o requerimento é dirigido
Identificação do requerente: nome, estado civil, domicílio, número data e local
do BI/Cartão de Cidadão, número de contribuinte
Descrição daquilo que se requer

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Local e data do requerimento
A frase:” Pede deferimento”
Assinatura precedida da expressão “O Requerente”

ACTAS:

Número da ata
Dia, mês ano e hora da realização
Local
Menção das características da reunião
Nome do presidente da mesa e dos secretários
Ordem de trabalhos
Lista de presenças
Nome dos intervenientes e resumo das intervenções
Resultado da votação se a houver
Acontecimentos relevantes passados na reunião
Menção de que a ata foi lida e aprovada
Assinatura de todos os presentes depois de do presidente e secretários

A ata regista os assuntos discutidos, as ocorrências e decisões que tiveram lugar numa
reunião, constituindo uma memória viva, para os participantes e um relato fiel para os
ausentes.
Neste sentido a ata constitui uma prova disponível para ser utilizada em ações legais.

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O registo dos elementos para a elaboração da ata pode ser feito num bloco notas,
durante a reunião, sendo mais tarde escrito em livro próprio que será assinado pela
pessoa que presidiu à reunião, assim como pelos participantes a quem posteriormente
se deverá fornecer uma cópia.

Outro meio de registo dos elementos da ata é a gravação áudio. O registo áudio é
posteriormente transcrito – manuscrito – no livro de atas. As atas são depois guardadas
em lugar próprio.

A ata deve obedecer às seguintes regras:


Na primeira linha, centrado, por extenso e em maiúsculas, indicação do número
de ordem da ata – os algarismos devem ser escritos por extenso.
O primeiro parágrafo da ata deve situar a reunião no tempo – dia, mês, ano e
hora – e no espaço – local da reunião – e mencionar o tipo de reunião, grupo que
se reúne e ordem de trabalhos.
No parágrafo seguinte far-se-á a constatação das presenças e ausências,
mencionando-se neste caso a justificação das ausências.
Em parágrafos devidamente separados apresentar-se-ão, de modo resumido e
por ordem porque foram tratadas, as intervenções, as deliberações, as votações.
O último parágrafo conterá uma fórmula de encerramento.

A elaboração da ata deve respeitar determinados requisitos:

Não deve haver espaços em branco – eliminando-se sempre que existirem, por
meio de traços paralelos à linha de escrita.
Não se deve prolongar a escrita para além das margens que constam do
respetivo livro de atas.
Não se fazem rasuras nem emendas. Todas as alterações têm de ser ressalvadas
no fim ou, se detetadas atempadamente, coloca-se a palavra “digo” à frente da

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palavra a alterar e a seguir a palavra correta. Exemplo: “Perspetiva, digo,
perspetiva”.
A ata só deve ser passada para o respetivo livro de atas após a sua leitura e
aprovação por todos os presentes (ou pela sua maioria).

Em reuniões que sucedem periodicamente – reuniões ordinárias – a aprovação da ata


anterior faz-se no início da reunião seguinte.

Quando as reuniões são extraordinárias a aprovação da ata pode fazer-se no final dos
trabalhos, na presença de todos os participantes. Os procedimentos referidos dizem,
essencialmente, respeito às atas formais.

Porém o ritmo de trabalho atual ditou algumas alterações relativamente à redação das
atas.

Para reuniões que acontecem com alguma periodicidade torna-se extremamente


demorado o registo manuscrito das atas. Como tal, existem hoje formulários que já
possuem determinados elementos impressos, o que vem facilitar o registo dos
elementos necessários à elaboração da ata. Por outro lado, este tipo de atas é digitado
diretamente no computador, agilizando a sua elaboração e ultrapassando também os
problemas de correção de erros, sem haver necessidade de fazer ressalvas.

As atas deste tipo (informais) são arquivadas sequencialmente pelo seu número de
ordem devendo a paginação ser ininterrupta.

Definição e Finalidade

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O memorando é a modalidade de comunicação entre unidades administrativas de um
mesmo órgão, que podem estar hierarquicamente em mesmo nível ou em níveis
diferentes. Trata-se, portanto, de uma forma de comunicação eminentemente interna.

Pode ter carácter meramente administrativo, ou ser empregado para a exposição de


projetos, ideias, diretrizes, etc. a serem adotados por determinado sector do serviço
público.

Sua característica principal é a agilidade. A tramitação do memorando em qualquer


órgão deve pautar-se pela rapidez e pela simplicidade de procedimentos burocráticos.
Para evitar desnecessário aumento do número de comunicações, os despachos ao
memorando devem ser dados no próprio documento e, no caso de falta de espaço, em
folha de continuação. Esse procedimento permite formar uma espécie de processo
simplificado, assegurando maior transparência à tomada de decisões, e permitindo que
se historie o andamento da matéria tratada no memorando.

Forma e Estrutura

Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do padrão ofício, com a diferença
de que o seu destinatário deve ser mencionado pelo cargo que ocupa.

Exemplos:

Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração


Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos

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PRAZO DE CONSERVAÇÃO DOS DOCUMENTOS
Os documentos devem ficar arquivados durante 10 anos.

Todos os dias e mesmo várias vezes por dia, a informação escrita chega às organizações
sob diversas formas: cartas comerciais, circulares, ofícios, memorandos, faxes,
convocatórias, comunicações internas, E-mails e tantos outros.

É fundamental que o processo de divulgação destes documentos se processe para que


a recepção destes documentos chegue aos receptores.

É extremamente importante, em qualquer empresa, a circulação da correspondência,


quer a nível de comunicações internas, quer a nível das comunicações externas –
recebidas e expedidas.

CORRESPONDÊNCIA INTERNA

Todos temos consciência da importância deste tipo de comunicação para o bom


funcionamento da empresa. Para que o seu circuito seja eficiente é necessário que lhe
seja dado um tratamento atento por parte dos funcionários encarregues desta função.
Assim, devemos ter em atenção os seguintes pontos:

1. Afixar os avisos de carácter geral em locais apropriados, para que todos os


interessados tenham acesso a essa informação.

2. Reduzir a escrito e em impresso próprio as mensagens telefónicas recebidas e


fazê-las chegar de imediato aos destinatários.

3. Fazer circular as ordens de serviço acompanhadas de uma folha que os


destinatários rubriquem a fim de confirmar a receção das mesmas.

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NOTA: Geralmente utilizam-se envelopes específicos de formato A4, com a indicação do
sector/emissor para o sector/destinatário, que por sua vez o envia para conhecimento
de um outro sector/destinatário e assim sucessivamente. Estes envelopes podem ser
utilizados diversas vezes, para tratamento do mesmo assunto ou de outros.

CORRESPONDÊNCIA EXTERNA

A correspondência externa pode ser classificada da seguinte forma:

Recebida:

Comercial/Oficial:

1. Patente – cartas, comerciais, recibos facturas

2. Confidencial – assuntos sigilosos (o envelope tem carimbada essa


indicação)

3. Pessoal

Expedida

Existem diversas formas de tratar os diferentes tipos de correspondência.

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Relativamente à correspondência recebida há que fazer cuidadosamente uma triagem,
ou seja, a separação da correspondência. Tanto a correspondência confidencial como
pessoal não devem ser abertas, mas sim dirigidas de imediato aos destinatários.

A correspondência patente vai entrar no circuito de tratamento bem como a


correspondência expedida.

(Patente e Expedida)

Registar em livro próprio:

Patente (recebida):

Nº de entrada

Data

Emissor

Endereço

Assunto

Anexos

Data de resposta

Observações

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Expedida:

Nº de saída

Data

Registo

Destinatário

Endereço

Assunto

Anexos

Data da resposta

Observações

Triagem – Seleção da correspondência

Abertura – Apenas de correspondência patente. Verificar se a carta está datada e se


contém o nome/endereço do remetente (emissor), excecionalmente se isto não
acontecer torna-se imprescindível agrafar o envelope

Registo de Entradas – Verificação e registo dos dados considerados importantes (em


livro próprio)

Distribuição – Reencaminhamento para o destinatário (recetor) que acusa a sua receção


rubricando o envelope próprio para o efeito ou de um livro de protocolo

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Arquivo – Depois de dar seguimento ao assunto a correspondência deve ser
devidamente arquivada em local próprio e segundo as normas da empresa.

Realização da carta – Seguindo os requisitos para a execução da mesma

Assinatura – Depois de elaborada, a carta deve ir a despacho, ou seja, deve ser


verificada, aprovada e assinada pelo responsável do sector ou departamento

Registo de Saídas – Verificação da existência de anexos ou instruções especiais para a


sua expedição (enviada com conhecimento para diversos destinatários, registada,
correio azul, etc.). Todos estes dados devem ser registados em livro próprio.

Arquivo – Deve ser feita uma cópia de toda a correspondência emitida, para
posteriormente se proceder ao seu arquivo.

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Na sua aceção mais rudimentar, entende-se por comunicação o processo de transmitir
uma informação de um indivíduo para outro e conseguir que ambos se compreendam.

Os elementos básicos:

Emissor – entidade que obviamente emite/envia (pessoa ou empresa)


Recetor – destinatário da comunicação
Meio – suporte utilizado para que o emissor possa comunicar
Código – composto por símbolos e sinais formando uma linguagem, que tornará
compreensível qualquer ideia que se pretenda transmitir
Mensagem – aquilo que é transmitido através do meio, sendo resultante da
codificação de uma ideia

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A COMUNICAÇÃO PODE SER:
Interna – Quando o emissor e o recetor se situam no interior da empresa

Externa – Quando o emissor se situa na empresa e o recetor no exterior, ou vice-versa.

Oral – Quando esta se desenvolve via telefone ou presencialmente.

Escrita – Quando fica registada em memorando, carta, fax, nota interna, etc.

A COMUNICAÇÃO PODE SER DESENVOLVIDA DE UMA FORMA:

Informal – É aquela que utilizamos no nosso quotidiano.

Formal – Obedece a critérios de linguagem cuidada, de respeito mútuo entre as partes,


com postura adequada ao grau de exigência.

A COMUNICAÇÃO INFORMAL PODE TER 4 FORMAS:

Comunicação descendente – A comunicação que desce do topo à base

Comunicação horizontal – A comunicação faz-se entre iguais ou pares do mesmo


nível hierárquico

Comunicação ascendente – É a que segue a escala hierárquica

Comunicação lateral – A que se processa entre elementos de diferentes níveis


de hierarquia

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Seja qual for a área de atividade económica a empresa necessitará de certos meios e
instrumentos que lhe serão fornecidos pelo seu fornecedor.

Ou seja, a empresa tem de fazer compras, isto é tem de realizar o seu


aprovisionamento.

Para o efeito a empresa tem de:

Contactar fornecedores

Encomendar bens e serviços de que necessita

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Proceder à respetiva receção e controlo de qualidade

Proceder ao armazenamento criando e gerindo os seus stocks (existências)

Elaborar e verificar os documentos de controlo das aquisições efetuadas

Proceder à escrituração e registo contabilístico das operações realizadas.

PROCESSO DE COMPRA

É o conjunto de atos destinados ao aprovisionamento.

O primeiro passo é uma implementação de uma política de fornecedores:

Estudo de mercado de fornecedores

Contacto com potenciais fornecedores

Criação de sistemas de avaliação e seleção de fornecedores

Escolhidos os fornecedores deve-se elaborar uma ficha de fornecedor, com a seguinte


informação:

Nome, firma ou denominação social

Sede ou domicílio

Número de Identificação Fiscal

Artigos comercializados ou serviços prestados

Preços praticados

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Nota: Igual procedimento em relação aos clientes.

Outras fichas que contribuem para o controlo das encomendas (e existências) são:

Ficha de controlo das necessidades a curto, médio e longo prazo

Ficha de controlo de entradas e saídas de armazém

Ficha de controlo das disponibilidades em stock

Mapa de aprovisionamento

O passo seguinte será a execução das encomendas (nota de encomenda).

A encomenda pode resultar de necessidades identificadas pelo sistema central


(informatizado) da empresa, o qual controla os níveis de existências e/ou ser traduzida
numa requisição feita por um dos serviços ou departamentos da empresa ao serviço
encarregue das compras.

Ao conjunto das encomendas efetuadas e das encomendas recebidas dá-se o nome de


carteira de encomendas.

A etapa seguinte será a receção dos bens comercializados.

Estes serão acompanhados por uma Guia de Remessa elaborada pelo fornecedor que
deverá sempre ser assinada pelo comprador confirmando a boa recepção dos bens.

Ocorrida a entrega dos bens o fornecedor procederá à sua faturação, emitindo a Fatura.

Com o pagamento da Fatura deverá ser emitido o Recibo.

Todos os bens em circulação devem ser acompanhados de 2 exemplares do documento


de transporte.

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Documento de Transporte – Fatura, Guia de Remessa, Guia de Transporte, Nota de
Venda a Dinheiro, Nota de Devolução, etc.

Os documentos de transporte que não sejam processados por computador deverão


conter, impressos tipograficamente a referência à autorização ministerial relativa à
Tipografia que os imprimir, bem como os elementos identificativos da mesma:

Firma (nome)

Sede social

Número de Identificação Fiscal

As transmissões de bens e as prestações de serviços estão sujeitas ao IVA (Imposto sobre


o Valor Acrescentado).

Anualmente as empresas devem remeter aos serviços do IVA mapas com a Identificação
dos seus Clientes e Fornecedores onde deve constar o montante total das operações
realizadas, por cada um deles, respeitantes ao ano anterior, desde que superior a 5000
euros.

Obrigação de Identificação – A segurança nas transações comerciais obriga à correta


identificação de todos os intervenientes no negócio.

Identificação das empresas:

Firma

Tipo de Sociedade

Sede Social

Montante do Capital Social

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As empresas devem solicitar aos seus clientes:

Cópia de certidão do registo comercial

Cópia do cartão de pessoa coletiva

Referências bancárias quanto à situação patrimonial

Contrato de fornecimento

Em termos de documentação o processo de compra inicia-se com o Contrato de


fornecimento.

Qualquer empresa pode ser ao mesmo tempo cliente (de um fornecedor) e


fornecedora (de um cliente).

Em qualquer contrato de fornecimento as partes envolvidas têm necessidade de


escrituração comercial e deveres contabilísticos e fiscais a cumprir

Assim os contratos de fornecimento deverão mencionar os seguintes elementos:

Elementos de identificação do fornecedor e do cliente

Objeto do contrato, suficientemente especificado

Prazo com indicação do início e do fim

Garantias financeiras oferecidas à execução do contrato

A forma, os prazos e demais aspetos respeitantes ao regime de pagamentos

NOTA DE ENCOMENDA

Se o fornecimento de uma empresa se efetua sem contrato, tudo se inicia com a Nota
de Encomenda.

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A Nota de Encomenda não é um documento normalizado, ou seja, as partes são livres
para estipular o respetivo conteúdo.

Elementos necessários:

Nome, firma, sede ou domicílio, nº de identificação fiscal de quem faz a


encomenda

Nome, firma, sede ou domicílio, nº de identificação fiscal do fornecedor

Especificação dos bens e quantidades

Nº e data da encomenda

Preço dos bens

Condições de pagamento

Data da entrega

Indicações relativas ao transporte

Assinatura

O número de cópias da Nota de Encomenda depende da organização da empresa.

GUIA DE REMESSA

A guia de remessa constitui o documento de entrega dos bens a fornecer.


Isto não significa que o Documento de Entrega não se possa apresentar sob outra forma;
por exemplo, o fornecedor ao entregar os bens pode solicitar que a receção dos mesmos
lhe seja confirmada na Nota de encomenda.

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Ainda assim, a guia de remessa é o documento específico a utilizar para esta finalidade.

Por vezes também se fala em guias de entrega/receção; trata-se de documentos com a


mesma função das guias de remessa e que, portanto, deverão ter o mesmo conteúdo.

As guias de remessa devem conter, pelo menos, os seguintes elementos:

Nome, firma ou denominação social, sede ou domicílio e número de


identificação fiscal do remetente;

Nome, firma ou denominação social, sede ou domicílio e número de


identificação fiscal do destinatário ou adquirente;

Número e data da guia;

Especificação dos bens, com a indicação das quantidades;

Locais de carga e descarga e data e hora de início do transporte, quando forem


utilizadas como documento de transporte.

As guias de remessa serão substituídas por guias ou notas de devolução, quando se trate
de devoluções de mercadorias anteriormente transacionadas entre as mesmas pessoas.

A emissão das guias ou notas de devolução processar-se-á, o mais tardar, no 5.º dia útil
seguinte à data da devolução.

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GUIA DE TRANSPORTE

A expedição dos bens objeto do contrato de compra e venda pode ser feita:

Pelos próprios vendedores ou compradores;


Por outras pessoas especialmente contratadas para o efeito.

Neste último caso, existirá um contrato de transporte.

A guia de transporte é o documento entregue pelo transportador ao expedidor, através


do qual o expedidor prova que entregou ao transportador as coisas a transportar.

A guia de transporte é feita e assinada em duplicado, ficando a cópia na posse do


transportador.

O duplicado da guia de transporte deve acompanhar o transportador pois é esse o


documento que lhe permite fazer prova da legitimidade que tem para transportar os
bens em causa.

A guia de transporte deve conter, pelo menos, as seguintes indicações:

Nome e domicílio (ou firma e denominação) do expedidor;


Nome e domicílio (ou firma e denominação) do transportador;
Nome e domicílio (ou firma e denominação) do destinatário;
Designação da natureza, peso, medida ou número dos objetos a transportar, ou,
achando-se estes enfardados ou emalados, da qualidade dos fardos ou malas e
do número, sinais ou marcas dos invólucros;
Indicação do lugar no qual deve fazer-se a entrega;
Indicação da importância do frete, com a declaração de se achar ou não
satisfeito, bem como de quaisquer verbas de adiantamentos a que o
transportador se houver obrigado;

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Determinação do prazo dentro do qual deve efetuar-se a entrega e também,
havendo o transporte de fazer-se por caminho-de-ferro, declaração de o dever
ser pela grande ou pequena velocidade;
Fixação da indemnização por que responde o transportador, se a tal respeito
tiver havido convenção;
Locais de carga e descarga e data e hora de início do transporte;
Outras cláusulas acordadas entre expedidor e transportador.

Deve realçar-se que todas as questões acerca do transporte serão decididas tendo em
consideração o conteúdo da guia de transporte, pelo que o seu verdadeiro e correto
preenchimento é muito importante.

FATURA

Os fornecedores de bens e serviços são obrigados a emitir uma fatura por cada
transmissão de bens ou prestação de serviços realizados.

A fatura é, assim, o documento contabilístico de venda enviado pelo vendedor ao


cliente.

As faturas devem conter, obrigatoriamente, os seguintes elementos:

Os nomes, firmas ou denominações sociais e a sede ou domicílio do fornecedor


de bens ou prestador de serviços e do destinatário ou adquirente;

Os números de identificação fiscal dos sujeitos acabados de mencionar;

A quantidade e denominação usual dos bens transmitidos ou dos serviços


prestados, com especificação dos elementos necessários à determinação da taxa
de imposto aplicável;

Nota: as embalagens não efetivamente transacionadas deverão ser objeto de indicação


separada e com menção expressa de que foi acordada a sua devolução;

O preço, líquido de imposto, e os outros elementos incluídos no valor tributável;

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2018
As taxas aplicáveis e o montante de imposto devido;

Nota: no caso de a operação ou operações às quais se reporta a fatura compreenderem


bens ou serviços sujeitos a taxas diferentes de imposto, os dados relativos às
quantidades, preço, taxas e imposto desses bens ou serviços devem ser indicados
separadamente, segundo a taxa aplicável;

O motivo justificativo da não aplicação do imposto, se for caso disso;

Locais de carga e descarga e data e hora de início do transporte, quando forem


utilizadas como documento de transporte.

As faturas podem conter quaisquer outras referências acordadas entre o fornecedor de


bens/prestador de serviços e o destinatário/adquirente, bem como quaisquer
referências que o emissor da fatura entenda dever nelas inscrever.
As faturas são, obrigatoriamente, emitidas por tipografia autorizada ou processadas por
computador, e devem ser:
Datadas;
Numeradas sequencialmente;
Processadas em duplicado (ou em triplicado, quando a fatura for utilizada como
documento de transporte), destinando-se o original ao cliente e a cópia ao
arquivo do fornecedor (e, quando exista, o triplicado às entidades fiscalizadoras).

Além disso, as faturas devem ser emitidas:

Em geral, até ao 5.º dia útil seguinte ao do momento em que o IVA é devido;

Em caso de pagamentos antecipados, no momento em que o pagamento seja


recebido.

O original da fatura destina-se ao cliente e a cópia ao arquivo do fornecedor.

Carla Salas
2018
Este aspecto é essencial: só mediante a apresentação do original da factura é que o
cliente tem direito à dedução do IVA.

Por essa razão, em caso de extravio de uma fatura o procedimento correcto é emitir
uma nova fatura e anular a anterior, referindo expressamente que se trata de factura
em substituição e nunca emitir uma 2ª via da factura.

A violação do dever de emitir ou exigir facturas, ou a sua emissão fora de prazo, está
sujeita à aplicação de coimas, para além das consequências nefastas que pode ter em
sede de relações com a Administração Fiscal.

NOTA DE DÉBITO

A aquisição dos bens ou serviços adquiridos pelas empresas, sujeita-as muitas vezes a
despesas adicionais, tais como as relacionadas com o transporte da mercadoria, o seu
seguro, despesas alfandegárias, etc.

Em muitos casos, estas despesas já estarão incluídas no preço acordado entre as partes.

Porém, pode acontecer que tais despesas não tenham sido previstas. Nessa situação,
não se encontrando incluídas na fatura, o fornecedor emitirá uma nota de débito,
através da qual cobra ao comprador o montante dessas despesas.

Uma outra situação que pode justificar a emissão de notas de débito é aquela em que a
empresa pretende praticar atos não incluídos no seu objeto social.

Pode ocorrer, por exemplo, que uma empresa que se dedica à atividade de
fornecimento de bens informáticos, pretendendo renovar o seu mobiliário de escritório,
decida vender o mobiliário existente.

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2018
Trata-se de uma venda de peças de mobília (em 2ª mão), ato que não cabe na previsão
do seu objeto social razão pela qual a empresa não pode cobrar o preço através da
emissão de fatura. Neste caso, o documento apropriado é a nota de débito.

À nota de débito aplicam-se as regras e requisitos estudados a propósito das faturas.

Por sua vez, as notas de crédito são utilizadas para titular um movimento de sentido
inverso. Ou seja, não se trata aqui de debitar (cobrar) uma importância ao comprador
mas sim de lhe creditar (devolver) um determinado montante.

A emissão de uma nota de crédito pode, por exemplo, ser justificada pelo facto de, ao
emitir a fatura o fornecedor se ter esquecido de fazer um desconto por pagamento a
pronto e em dinheiro.

Neste caso, a emissão da nota de crédito, a favor do comprador, permitirá regularizar a


conta corrente entre ambos.

NOTA DE LANÇAMENTO

Por vezes utiliza-se a expressão «nota de lançamento» no mesmo sentido de nota de


crédito ou nota de débito. Tal identificação não é correta.
Na verdade, enquanto as notas de débito e de crédito são documentos que titulam
relações entre o fornecedor e o comprador, permitindo a ambos realizar o controlo e
gestão da conta corrente, a nota de lançamento é um documento interno.

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2018
Através da nota de lançamento o fornecedor, ou o comprador, realiza o lançamento do
movimento nela titulado nas fichas ou mapas correspondentes.

CONTA CORRENTE

A conta corrente é, na sua formulação mais simples, uma forma de apresentar


graficamente uma sucessão de atos. A conta corrente não está limitada às relações
bancárias: pode existir conta corrente entre quaisquer duas entidades, designadamente
entre dois comerciantes.

Em geral, a conta corrente pode ter:

Uma mera função de simplificação contabilística;

Uma função de segurança;

Uma função de crédito.

Tem uma função de simplificação porque as partes acordam expressar as relações entre
elas existentes sob esta forma.

Tem uma função de segurança, porque permite ao credor satisfazer os seus créditos
com base nos seus débitos para com o seu devedor, desde que tanto os créditos como
os débitos em causa se encontrem inscritos na conta corrente.

Tem uma função de crédito porque, normalmente, em dado momento uma das partes
terá saldo positivo e a outra saldo negativo: uma é credora a outra é devedora.

Em geral, o lançamento de bens diferentes de dinheiro presume-se feito com a cláusula


«salva cobrança»: significa isto que esse lançamento só é efectivo depois de ter
ocorrido a boa cobrança e a consequente transformação do bem em dinheiro.

Carla Salas
2018
Em conclusão, a conta corrente é uma figura essencialmente contabilística que
possibilita a gestão e o controlo da relação existente entre o credor (fornecedor) e o
devedor (cliente), e vice-versa, a qual se manifesta através dos movimentos de conta
(lançamentos a débito e a crédito).

CARTA DE RECLAMAÇÃO DE CRÉDITOS

Numa situação infelizmente bastante usual entre nós, é bastante frequente os


compradores não procederem ao pagamento atempado das faturas na sua posse.

Nestes casos, o fornecedor deve agir de imediato, exigindo ao comprador em falta o


cumprimento das suas obrigações.

A forma inicial apropriada para a realização desta diligência é a carta de reclamação de


créditos.

Esta carta destina-se a servir de prova da insistência feita pelo que deve sempre ser
registada com aviso de receção. Para o efeito é necessário preencher o impresso de
registo, do qual constam os nomes e moradas do remetente e do destinatário da carta,
guardando cuidadosamente o talão que lhes será devolvido pelos Correios.

Quanto ao conteúdo da carta propriamente dita esta deve conter:

Nome ou denominação completa e morada ou sede do remetente (o


fornecedor);

Nome ou denominação completa e morada ou sede do destinatário (o


comprador em falta);

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2018
A indicação de que a carta segue registada com aviso de receção;

Local e data em que é escrita;

Identificação do assunto da carta com referência ao número da fatura;

Exposição dos factos, feita de forma clara, breve e precisa com referência a todos
os elementos identificativos da fatura que se encontra a pagamento;

Assinatura.

No caso de a carta levar anexo algum documento, deve sempre mencionar-se essa
circunstância no próprio texto.

RECIBO

Paga a fatura, aquele que pagou (o comprador) tem direito a que lhe seja dada quitação
do pagamento. A quitação é, precisamente, o ato pelo qual se comprova que o Commented [ks1]:

comprador cumpriu a sua obrigação de pagamento para com o fornecedor.

Habitualmente, a propósito da quitação, usa-se a expressão «passar recibo».

Qualquer documento pode constituir recibo de um pagamento. Por exemplo, o


fornecedor pode escrever no exemplar da nota de encomenda ou da fatura que fica em
poder do comprador que a encomenda se encontra paga.

Em muitos casos o próprio exemplar da fatura que é enviado ao comprador já contém a


indicação de que a mesma servirá de recibo após boa cobrança (trata-se de prática
habitual no domínio dos contratos de seguro).

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2018
Apesar disso é obviamente possível emitir recibos através de documentos
especialmente configurados para esse objetivo.

Esses documentos, que conterão a palavra recibo, deverão conter as mesmas indicações
das faturas ou, em alternativa, a referência à fatura a cujo pagamento conferem a
respetiva quitação.

ABERTURA DE CONTA

Contrato de abertura de conta

Aquilo a que habitualmente chamamos “abertura de conta” pode ser considerado na


sua dupla natureza:

Contrato, e
Ato efetivo de abertura de conta.

A abertura de conta é

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Contrato, celebrado entre o Banco e o seu cliente, que está na origem de todas
as subsequentes operações bancárias entre ambos desenvolvidas.

No momento da abertura de conta o cliente é confrontado com um formulário do qual


constam

Condições gerais, e
Condições especiais.

As condições gerais respeitam à abertura, à movimentação, à manutenção e ao


encerramento das contas.
As condições especiais referem-se a certos actos ou negócios específicos como, por
exemplo:
Depósito inicial (quando o haja, já que a conta pode ser aberta sem depósito na
sequência da concessão de crédito pelo Banco);
Contrato de cheque;
Emissão de cartões (de débito e de crédito);
Concessão de crédito por descobertos em conta.

Quando não concorde com alguma das cláusulas apresentadas pelo Banco o cliente deve
apresentar as suas razões e tentar obter, por acordo, que a cláusula seja retirada ou que
passe a ter uma redação diferente (a cláusula terá de ser escrita no contrato). Para além
da assinatura do contrato, o cliente terá ainda de preencher uma ficha de abertura de
conta.

Ficha de abertura de conta

O aspeto essencial da ficha de abertura de conta reside no facto de esta conter, para
além dos dados pessoais dos titulares da conta, as suas assinaturas escritas em local

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perfeitamente determinado. A importância deste aspeto está no facto de essa
assinatura (e só essa) passar a ser válida para todas as comunicações e atos que o
cliente preste perante o Banco e, designadamente, para a assinatura de cheques.
Naturalmente que este procedimento determina a identificação, aliás obrigatória, do
cliente.

Para o efeito, devem ser apresentados;

No caso das pessoas singulares o bilhete de identidade (ou documento


equivalente) e o cartão de contribuinte

No caso das pessoas coletivas escritura de constituição da sociedade (ou


documento equivalente) certidão do registo comercial confirmativa da
inexistência de alterações ao pacto social (ou confirmativa do teor dessas
alterações) ata de nomeação dos administradores competentes para abrirem e
movimentarem a conta (se a identidade dos mesmos não resultar do pacto
social), cartão de pessoa coletiva, o bilhete de identidade (ou documento
equivalente) e o cartão de contribuinte das pessoas que obrigam a sociedade.

Em conclusão, é através da ficha de abertura de conta que se determina:

A identidade dos titulares da conta;


O tipo de conta;

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As condições especiais de movimentação da conta, caso existam;
O desenho da assinatura original dos titulares da conta (sem a qual não
é possível realizar a sua movimentação).

Modalidades de conta

Em primeiro lugar, a conta pode ser:

Individual - aberta em nome de uma única pessoa (singular ou


coletiva);
Coletiva - aberta em nome de diversas pessoas (singulares ou
coletivas).

Por sua vez, a conta coletiva pode ser:

Solidária - qualquer dos titulares pode, pessoal e isoladamente,


movimentar a conta;
Conjunta - só pode ser movimentada com a assinatura de todos os
seus titulares;
Mista - alguns dos titulares podem movimentar a conta, pessoal e
isoladamente, enquanto que outros titulares só o podem fazer em
conjunto com outros.

GUIA DE DEPÓSITO

O depósito bancário

O depósito bancário aparece habitualmente, mas não obrigatoriamente, associado à


abertura de conta. Através do depósito, o cliente entrega os seus fundos à guarda de

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um determinado Banco e recebe, em contrapartida, uma remuneração (o juro) que
dependerá do tipo de depósito efetuado.
É a diferença entre o total dos depósitos bancários e os créditos que o Banco tenha sobre
o cliente que nos dá o saldo da conta corrente bancária.
É importante distinguir:

O depósito de dinheiro;
O depósito de valores.

Quando o cliente entenda, por razões de segurança, guardar no Banco um determinado


bem (joias, objetos de arte, uma coleção de moedas, títulos nominativos, outros
documentos, etc.), ele pretende que lhe seja devolvido exatamente esse bem. E o
Banco, naturalmente, não pode usar esse mesmo bem na sua atividade.

Diferentemente, quando o cliente deposita uma determinada soma em dinheiro, apenas


pretende que, quando assim o entender, lhe seja devolvida igual importância em
dinheiro: ele não espera, por exemplo, que lhe sejam devolvidas exatamente as mesmas
notas ou cheques que depositou.

Neste caso, o Banco pode utilizar o capital depositado pelos clientes na sua própria
atividade. O nosso estudo refere-se exclusivamente ao depósito em dinheiro.

Modalidades de depósito

Os depósitos podem ser:

À ordem;
Com pré-aviso;
A prazo;
A prazo não mobilizáveis;

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Em regime especial.

Analisemo-los.
Nos depósitos à ordem, o dinheiro depositado pode ser retirado pelo cliente em
qualquer momento. Em princípio, os depósitos à ordem vencem juros anualmente, a
taxas bastante baixas. Note, contudo, que os Bancos não são obrigados a pagar juros
pelos depósitos à ordem.

Nos depósitos com pré-aviso, o cliente só pode retirar o seu dinheiro após o decurso de
um período de pré-aviso acordado com o Banco.

Nos depósitos a prazo, o cliente apenas pode movimentar o seu dinheiro no fim do
prazo acordado; em certas situações os Bancos podem autorizar o levantamento
antecipado do dinheiro mas, nesse caso, o cliente será obrigado a pagar as
correspondentes taxas de mobilização (importâncias cobradas pelo Banco em virtude
do reembolso antecipado do dinheiro depositado). Em princípio, só pode realizar
depósitos a prazo o cliente que já possua, no mesmo Banco, um depósito à ordem. O
depósito a prazo pode ser realizado diretamente ou por via de transferência de fundos
da conta à ordem.

A remuneração (juro) do depósito a prazo depende do prazo e das características do


depósito (designadamente, de ser mobilizável antecipadamente ou não).

Os depósitos a prazo não mobilizáveis são, precisamente, aqueles nos quais não se
admite a antecipação do levantamento em relação ao prazo previsto.

Além destes, podem ainda existir depósitos com um regime diferente (regime especial)
desde que autorizados pelo Banco de Portugal.

Exemplos de depósitos com regime especial são:

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Contas poupança-habitação;
Contas poupança - reformados;
Contas poupança - condomínio;
Contas de emigrantes.

Guia de depósito

Para cada uma das modalidades de depósito indicadas pode existir uma diferente guia
de depósito.

A guia de depósito é:

O documento, impresso em duplicado, através do qual o cliente realiza a entrega do


dinheiro ao Banco; e do qual constam, obrigatoriamente, pelo menos as seguintes
menções:

Número da conta e nome do balcão onde se efetua o depósito;


Nome e morada (ou denominação e sede) do titular da conta;
Data do depósito;
Número, balcão de origem, número de conta e montante dos
cheques depositados, se for caso disso;
Montante total dos cheques depositados, se for caso disso;
Valor em numerário a depositar;
Montante total do depósito escrito em algarismos e por extenso;
Assinatura do depositante.

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O cliente fica sempre com o duplicado da guia de depósito, o qual, depois de
corretamente autenticado pelo Banco, funciona como comprovativo da realização do
depósito.

No caso específico dos depósitos a prazo (mobilizáveis ou não mobilizáveis), o Banco é


ainda obrigado a entregar ao cliente um outro documento: trata-se do título nominativo
representativo da existência do depósito e do qual devem constar:

O valor do depósito, em algarismos e por extenso;


O prazo por que foi constituído o depósito e a data do vencimento;
As condições em que o depósito pode ser mobilizado antes do
vencimento, se for caso disso;
A taxa de juro convencionada, incluindo a taxa aplicável nas situações
de reembolso antecipado, se for caso disso;
A forma e o calendário do pagamento dos juros;
As condições em que o depósito pode ser renovado, se for caso disso.

Transferência bancária

O depósito bancário pode ser realizado através de uma transferência bancária. Na sua
forma mais simples, a transferência bancária é uma mera deslocação de fundos de uma
conta bancária para outra conta bancária.

Mas, podem igualmente existir transferências bancárias internacionais, caso em que os


fundos são transferidos de um Banco nacional para um Banco no estrangeiro.

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2018
Em qualquer dos casos, as transferências bancárias podem traduzir pagamentos ou
cobranças.

Nos pagamentos, o cliente manda pagar uma determinada dívida através da sua conta
bancária.

Nas cobranças, o cliente realiza os seus créditos através da conta bancária.

Exemplo destas situações é o pagamento mediante transferência bancária das faturas


de fornecimento de água, eletricidade ou telefone: através da transferência bancária a
entidade fornecedora do serviço realiza a cobrança e o cliente concretiza o pagamento.

CADERNETA DE CHEQUES

A matéria respeitante ao cheque encontra-se já suficientemente estudada. Neste


momento importa apenas realçar alguns aspetos.

Em princípio, com a abertura de conta, o Banco entrega ao cliente um conjunto de


cheques sob a forma de:

Módulos individuais numerados em sequência;

Livro/caderneta contendo um determinado número de cheques (e seus


duplicados) em páginas de três cheques cada.

A entrega de módulos individuais constitui a prática normal relativamente aos clientes


particulares.

A entrega do livro/caderneta constitui a prática normal relativamente aos clientes


comerciais (empresas, individuais ou coletivas), o que lhes permite um controlo mais

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2018
efetivo e imediato (através dos duplicados que mantêm na sua posse) do seu
movimento de emissão de cheques.

CONTA CORRENTE BANCÁRIA E EXTRACTO DE CONTA

Noção

Já sabemos que, em geral, o lançamento em conta corrente de bens diferentes de


dinheiro se presume feito com a cláusula «salva cobrança»: significa isto que esse
lançamento só é efectivo depois de ter ocorrido a boa cobrança e a consequente
transformação do bem em dinheiro.

Este problema não se põe no caso específico da conta corrente bancária, pois nesta os
movimentos são sempre em dinheiro.

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2018
Pela sua própria natureza, a conta corrente bancária implica a emissão contínua de
saldos (sempre que ocorra qualquer movimento na conta do cliente), sob a forma de
extratos de conta.

Em princípio, o saldo é sempre favorável ao cliente ou, na pior das hipóteses, igual a
zero.

Nos casos em que o saldo se altere e passe a ser favorável ao Banco entramos no campo
da concessão de crédito.

Em conclusão, a conta corrente é uma figura essencialmente contabilística que


possibilita a gestão e o controlo da relação existente entre o Banco e o cliente, a qual se
manifesta através dos movimentos de conta (lançamentos a débito e a crédito).

Concessão de crédito em conta

Já vimos que o Banco pode conceder crédito aos seus clientes através da operação de
desconto de títulos de crédito.

Vamos agora analisar, numa perspetiva mais geral, os modos de concessão de crédito.

Fala-se em abertura de crédito para significar a situação na qual o Banco coloca ao


dispor de um seu cliente, por certo período de tempo, os capitais necessários, ou até
determinado limite, para provir ao auxílio financeiro deste.

No respeito pela lei, os Bancos têm a liberdade de ajustar com cada cliente as condições
que melhor se adaptem ao caso concreto em análise, atendendo às garantias que lhe
são oferecidas pelo cliente e assim definindo o crédito que este merece.

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Normalmente, a concessão de crédito implica o preenchimento de fichas respeitantes a
dados relativos ao património e rendimentos dos clientes, podendo ainda os Bancos
solicitar demonstrações fiscais e contabilísticas que confirmem a veracidade das
informações produzidas.

Crédito em conta

A primeira modalidade a referir é a do crédito em conta.

Nesta forma de concessão de crédito o Banco coloca à disposição do cliente, através da


sua conta bancária, um determinado montante que o cliente poderá usar, ou não, de
acordo com as condições acordadas.
Tradicionalmente esta situação dependia de um pedido expresso feito pelo cliente. Hoje
em dia, porém, fruto da grande competitividade e da política comercialmente agressiva
das instituições de crédito, tornou-se prática corrente os Bancos disponibilizarem certas
verbas (não muito elevadas) aos seus melhores clientes, independentemente de
qualquer pedido por parte destes.

Em qualquer dos casos, naturalmente, a utilização do crédito implicará o pagamento


de um certo valor (o juro) ao Banco.

• Crédito em conta corrente

Normalmente, o crédito em conta é um crédito de conta corrente. Ou seja, o Banco


disponibiliza os fundos na conta bancária do cliente e este procede à sua utilização,
movimentando livremente os fundos de acordo com as suas necessidades e até ao
limite da importância estipulada pelo Banco. No limite, se o cliente não chegar a usar

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2018
esses fundos, ele poderá não ter de pagar qualquer remuneração ao Banco (se bem que,
nesse caso, normalmente ser-lhe-á pedida uma comissão de imobilização do capital).

A concessão deste tipo de crédito poderá ou não ficar dependente da prestação de


garantias pelo cliente. Nos casos em que a concessão de crédito parta da iniciativa do
Banco tais garantias não deverão ser pedidas já que o crédito é concedido com base na
confiança de que o cliente se mostrou merecedor perante o Banco (é o caso das
chamadas contas-ordenado).

Já nos casos de solicitação de crédito por parte do cliente (e, designadamente, a partir
de certos montantes de crédito), é normal que lhe seja solicitada uma garantia (por
exemplo, a emissão de uma livrança em branco).

Além disso, o Banco pode ainda exigir a assinatura de outras pessoas ou entidades
(avalistas ou fiadores) de forma a melhor acautelar a reposição do crédito concedido.
Caso utilize o crédito (no todo ou em parte), o cliente deverá depois devolvê-lo, no prazo
acordado, acrescido dos juros devidos ao Banco, face ao caso concreto. Em princípio,
esse reembolso deve ocorrer numa única operação; mas, em certos casos o Banco pode
aceitar que a devolução do capital se faça em “prestações”.

Crédito em conta empréstimo

A concessão de crédito pode ter por base a celebração de um contrato de mútuo no


qual se estipula um montante fixo de capital a emprestar e um plano financeiro dos
pagamentos (incluindo a referência da taxa de juros) a realizar pelo cliente.

A principal diferença desta forma de concessão de crédito decorre do facto de, ao


contrário do que acontecia com a conta corrente, o cliente não poder movimentar livre
e diretamente a conta.

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Não é o cliente que decide, em cada momento, qual o montante a utilizar ou,
inclusivamente, a não utilização do capital; é o Banco que lhe entrega o capital o qual
terá de ser reembolsado nas condições e prazos previstos, independentemente de ser
utilizado ou não.

Esta forma de crédito está, praticamente sempre, sujeita a garantias (designadamente,


hipotecas de bens imóveis).

Normalmente, o reembolso é feito em “prestações”/amortizações, mensais (é o mais


habitual), trimestrais ou semestrais.

Crédito por descoberto bancário (autorizado)

Referimos atrás que, em princípio, o saldo da conta bancária é sempre favorável ao


cliente ou, na pior das hipóteses, igual a zero.

Quando assim não acontece, e o saldo é negativo, dá-se o chamado descoberto: os


fundos do cliente não são suficientes para cobrir os débitos realizados na conta.
Esta situação constituirá, na maior parte dos casos, uma ilegalidade: o cliente não pode
(não deve) utilizar dinheiro que não tem.

Porém, em certos casos, o descoberto pode ser autorizado.

O crédito a descoberto, apesar de poder estar previsto logo no contrato de abertura de


conta, dependerá, em regra, de uma decisão do Banco, face ao caso concreto.

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2018
Assim, o Banco autoriza o cliente a realizar débitos em valor superior ao saldo existente
na conta, com a condição de no prazo acordado (normalmente, muito curto) o cliente
repor o dinheiro em falta.

O crédito a descoberto pode ser remunerado ou não. Tudo depende da decisão do


Banco que tem o direito de cobrar juros mas, em muitos casos, tratando-se de situações
excepcionais ou de clientes especiais, poderá não o fazer.

Crédito por assinatura

Por vezes os Bancos são solicitados por alguns clientes a emitirem declarações que
aumentem a confiança e a credibilidade que o mercado concede a estes clientes.

Nestes casos, ao menos num momento inicial, o Banco não entrega quaisquer fundos
ao cliente, limitando-se a “emprestar-lhe” o seu bom nome.

Nessa situação pode ser emitido (citamos apenas os mais relevantes):

Aval bancário;
Garantia bancária;
Declaração de capacidade financeira.

Recordando o que se disse a propósito do aval nas letras, é fácil compreender o aval
bancário.

Trata-se de um caso específico de aval (de um qualquer título de crédito) em que o


avalista é o Banco.

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2018
Como também já havíamos mencionado, o aval do Banco confere ao título uma maior
credibilidade (e circulabilidade) pois o seu desconto bancário fica muito facilitado pela
circunstância de um dos obrigados ser uma entidade que, sem dúvida, cumprirá com o
pagamento.

O aval é dado nos termos já estudados a propósito da letra.

A garantia bancária é solicitada através do preenchimento de um impresso fornecido


pelo Banco.

Através dela o crédito concede um crédito eventual: o Banco garante que se o seu
cliente não cumprir uma certa obrigação, ele, Banco, cumpri-la-á.
A título de exemplo, a garantia bancária é muito usada na celebração de contratos de
empreitadas:

se o empreiteiro não cumprir o plano de trabalhos acordado, ficando obrigado a


indemnizar a outra parte, o pagamento do montante dessa indemnização está garantido
pelo Banco (através da garantia bancária).

Na declaração de capacidade financeira, o Banco emite uma declaração confirmando a


situação patrimonial do seu cliente, num determinado momento, mas não se
responsabiliza por qualquer pagamento a efectuar pelo cliente.

EXTRACTO DE CONTA

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O extrato de conta é o documento que o Banco envia ao cliente, para efeitos de
conferência, e no qual inscreve todos os movimentos realizados na conta durante um
determinado período.

O cliente deve proceder à análise cuidada do extracto, contactando o Banco em caso de


dúvida ou reclamação.

Normalmente os documentos de extracto contêm, no verso, uma cláusula do tipo «as


reclamações relativamente aos movimentos lançados no extracto de conta, devem ser
apresentadas no prazo de x dias contados da data de recepção do extracto» ou
equivalente.

Na falta de reclamação dentro do prazo previsto, os movimentos constantes do extrato


consideram-se consolidados, circunstância que, no caso de erro,
pode causar graves problemas ao cliente.

EMISSÃO DE CARTÃO BANCÁRIO

Generalidades

O contrato de emissão de cartões bancários pode constar do próprio formulário de


abertura de conta ou, o que é mais normal, de formulário autónomo, com diferentes
cláusulas conforme o tipo de cartão que estiver em causa.

O cartão bancário assume-se, em primeiro lugar, como um importante meio de


pagamento, nessa medida se afirmando como futuro e provável sucessor natural dos
cheques.

O cartão bancário consiste num retângulo de plástico, normalizado, com 86 por 54 mm


e 0,76 mm de espessura que, para além dos elementos identificativos do Banco emissor,

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2018
identifica o nome e o número do cliente e deve ser por este assinado no verso (nalguns
casos, o cartão apresenta no verso a fotografia do cliente).

O cartão bancário é ainda constituído por uma faixa magnética (no seu verso), na qual
se encontram inseridos elementos como:

O nome do cliente;
O número de conta;
O PIN (no inglês original, personal identification number, o PIN
constitui o código de acesso, composto por 4 números,
conhecido apenas do cliente e que este deve memorizar pois
sem o PIN o cartão não funcionará nas máquinas
automáticas).

Modalidades de cartões bancários

A distinção fundamental faz-se entre:

Cartões de levantamento;
Cartões de crédito.

Cartão de levantamento

O cartão de levantamento é utilizado nas máquinas automáticas ATM (automated teller


machine, no inglês original, terminais de pagamento automático ou TPA, em português),
as mais habituais entre nós e que além dos levantamentos permitem realizar outras
operações, e CD (cash dispenser), apenas para levantamentos.

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O cartão é simplesmente introduzido na ranhura da máquina, após o que as instruções
para o momento inicial da relação entre o Banco e o cliente ocorre no momento da
abertura de conta.

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FORNECEDOR
DOCUMENTO

NºCONTRIBUINTE DATA NOTA DE ENCOMENDA

Exmos. Senhores:

PREÇO
REFª DESCRIÇÃO QUANT. TOTAL
UNITARIO

Local de entrega

Data de entrega

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Transporte

RUBRICA

CLIENTE
DOCUMENTO
NºCONTRIBUINTE DATA GUIA DE REMESSA

Exmos. Senhores:

PREÇO
REFª DESCRIÇÃO QUANT. TOTAL
UNITARIO

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Carga: data, hora, local

Descarga: data, hora, local

RUBRICA

CLIENTE DOCUMENTO
NºCONTRIBUINTE DATA FACTURA

Exmos. Senhores:

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PREÇO
REFª DESCRIÇÃO QUANT. TOTAL
UNITARIO

Sub - total
VALOR DO IVA
VALOR LIQUIDO

RUBRICA

CLIENTE DOCUMENTO
NºCONTRIBUINTE DATA NOTA DE CRÉDITO

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Exmos. Senhores:

PREÇO
REFª DESCRIÇÃO QUANT. TOTAL
UNITARIO

Sub-total
VALOR DO IVA
VALOR LIQUIDO

RUBRICA

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CLIENTE DOCUMENTO
NºCONTRIBUINTE DATA NOTA DE DÉBITO

Exmos. Senhores:

PREÇO
REFª DESCRIÇÃO QUANT. TOTAL
UNITARIO

Sub-total
VALOR DO IVA
VALOR LIQUIDO

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RUBRICA

CLIENTE DOCUMENTO
NºCONTRIBUINTE DATA RECIBO

VALOR:

Exmos. Senhores:

RECEBEMOS QUANTIA
DE:

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PARA PAGAMENTO DE:

RUBRICA

Correspondência Registo de Entrada

Separação Patente

Particular ou Pessoal
Abertura

Confidencial
Registo

Registo em Livro próprio


Distribuição
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2018

Resposta Arquivo
N.º DATA REMETENTE ASSUNTO Secção OBS
Destinatária
100 05.04.2017 XPTO.LDA Orçamento Secção Compras
101 05.04.2017 Zé dos Envio de Tesouraria
Anzóis cheque

102 05.04.2017 Seg. Social Solicitação de Recursos


dados Humanos
102 06.04.2017 Finanças Impostos Contabilidade

N.º DATA DESTINATÁRIO ASSUNTO Secção OBS


remetente
100 10.04.2017 XPTO.LDA Orçamento Secção
Compras
101 10.04.2017 Zé dos Anzóis Envio de Tesouraria
cheque

Carla Salas
2018
102 15.04.2017 Seg. Social Solicitação de Recursos
dados Humanos
102 26.04.2017 Finanças Impostos Contabilidade

Carla Salas
2018
BIBLIOGRAFIA

SANTOS, Fernando; Saber Escrever – A Arte e a Técnica da Escrita, Edições


Chambel, 1998

SEQUEIRA, Arminda Sá Moreira; Correspondência em Português – Comunique


de Forma Eficiente, Porto Editora, 2005

LAMPREIA, J. Martins; Comunicação Empresarial, Texto Editora, 1998

FIGUEIREDO, Olívia e FIGUEIREDO, Eunice; Prontuário Atual da Língua


Portuguesa – Guia Alfabético, Edições Asa, 2005

IEFP, Documentação Comercial, 2004

Wikipédia

Carla Salas
2018
Carla Salas
2018