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O Poder da Kabbalah

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YEHUDA BERG

O Poder da Kabbalah
13 princípios para superar desafios
e alcançar a plenitude

Pergaminho

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Os 13 Princípios da Kabbalah

Um: Não Acredite Numa Única Palavra Que Lê. Teste as Lições Que
Aprende.
Dois: Existem Duas Realidades Básicas: O Nosso Mundo do 1 Por
Cento e o Mundo dos 99 Por Cento da Luz.
Três: Tudo o Que Um Ser Humano Verdadeiramente Deseja da Vida
É a Luz Espiritual.
Quatro: O Propósito da Vida É a Transformação Espiritual de Um
Ser Reativo Num Ser Proativo.
Cinco: No Momento da Nossa Transformação, Estabelecemos Con-
tacto com o Mundo dos 99 Por Cento.
Seis: Nunca – e Este Nunca Quer Mesmo Dizer Nunca – Culpe
Outras Pessoas ou Acontecimentos Externos.
Sete: Resistir aos Nossos Impulsos Reativos Cria Luz Duradoura.
Oito: O Comportamento Reativo Cria Centelhas Intensas de Luz,
mas no Final Deixa Escuridão no Seu Despertar.
Nove: Os Obstáculos São a Nossa Oportunidade de Nos Conectar-
mos com a Luz.
Dez: Quanto Maior o Obstáculo, Maior a Luz Potencial.
Onze: Quando os Desafios Parecem Avassaladores, Injete Certeza.
A Luz Está Sempre Lá.
Doze: Todos os Traços Negativos Que Identificamos nos Outros São
Simplesmente o Reflexo dos Nossos Próprios Traços Negati-
vos. Só Quando Nos Mudamos a Nós Mesmos É Que Pode-
mos Ver a Mudança nos Outros.
Treze: «Ama o Próximo como a Ti Mesmo. Tudo o Resto É Comen-
tário. Agora Vai e Estuda.»

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O poder da Kabbalah

Há muitos mitos e conceções erradas sobre a Kabbalah. Uma das


mais difundidas é que para estudá-la é preciso ser judeu, homem e
erudito com formação rabínica, e ter mais de 40 anos de idade. No
passado isso era parcialmente verdade, porque a informação que a
Kabbalah oferecia era muito complexa. As pessoas até eram assassi-
nadas por possuírem essa sabedoria. Porquê? Porque qualquer tec-
nologia nova pode ser vista como muito ameaçadora.

Imagine que viajava para trás no tempo, até, por exemplo, ao


século XV, e mostrava o seu Blackberry ou iPhone às pessoas. Elas
considerá-lo-iam um bruxo ou um mago. O ensino da Kabbalah
fez com que as pessoas se sentissem da mesma forma. Fui expulso
da escola várias vezes porque o meu pai era kabbalista. Os meus
pais até foram atacados fisicamente. Por ter decidido compartilhar
a Kabbalah com todos os que queriam aprender esta sabedoria, a
minha mãe chegou a ser agredida, a ponto de ter sofrido um trau-
matismo craniano.

Mas, sabem uma coisa? Nada nem ninguém foi capaz de fazer
com que esse conhecimento deixasse de vir à tona.

Embora a religião tenha sido dada à humanidade para nos unir,


para nos aproximar, movidos por um propósito maior, não foi só
isso que aconteceu. Nada causou mais separação e destruição do que
a religião organizada. A sua forma de considerar as próprias crenças
melhores do que as dos outros – causando divisão entre as pessoas –
levou a incontáveis guerras e a derramamento de sangue em massa.
A sabedoria, por outro lado, encoraja-nos a reunirmo-nos, a sermos
um, a utilizarmos a nossa conexão com o Criador – Deus, Alá, Jesus,

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Buda ou seja qual for o nome que quisermos dar à força de Deus –
para nos unirmos sob a sua energia.

Então, em que difere esta sabedoria da religião? Em primeiro


lugar ela é totalmente o oposto da fé cega. Os kabbalistas acreditam
que temos de questionar tudo e depois certificarmo-nos de que o que
estamos a aprender nos traz resultados.

Temos de tentar tudo, fazer o trabalho, estar abertos. No fim


destes capítulos, avalie se houve uma mudança significativa no seu
entendimento da vida, na sua apreciação por tudo o que já tem, no
seu entusiasmo e na sensação de novidade ao remover antigas cama-
das de negatividade. Se o que tiver aprendido não estiver a funcionar
para si, então feche este livro e coloque-o na prateleira. Cabe-lhe a
si decidir se estudar a Kabbalah vale a pena, ou não.

Há uma história linda sobre um aluno de budismo zen que viajou


à volta do mundo em busca de um mestre. Por fim, descobriu um
famoso mestre zen e foi falar com ele. O aluno estava tão entusias-
mado por encontrar o mestre que tentou contar-lhe tudo o que sabia.
Enquanto o aluno falava, o mestre zen perguntou: «Queres tomar
chá?» O aluno respondeu: «Sim.» O mestre começou a servir o chá
e o aluno continuou a falar. Ele viu que a chávena estava cheia, mas
o mestre zen continuava a servir o chá, a derramar o líquido sobre
a mesa. Perplexo, o aluno perguntou: «Mestre, a chávena está cheia,
porque é que continua a servir o chá?» O mestre respondeu: «A
chávena é parecida contigo. Tu já estás tão cheio de sabedoria que
não há espaço para entrar mais nada.»

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Um manancial de sabedoria:
a linhagem da Kabbalah

O primeiro kabbalista foi Abraão, que escreveu O Livro da For-


mação. Abraão é conhecido na Bíblia como o pai da religião, mas
era igualmente um kabbalista. Depois veio Moisés, que não só rece-
beu os Dez Mandamentos e o conhecimento espiritual na forma da
Bíblia, mas também ensinou a utilização de ferramentas kabbalísticas
práticas para se viver bem.

A tradição oral de Moisés foi passada de professor para aluno,


repetidamente, até há cerca de dois mil anos, quando Rav Shimon
bar Yochai se tornou o autor do texto sagrado que é a base da Kab-
balah, o Zohar. O Zohar é uma fonte reconhecida de grande sabedo-
ria espiritual, tão antiga como a própria Bíblia. Na verdade, o Zohar
é conhecido como o «descodificador da Bíblia». Mas o mundo ainda
não estava preparado para a linguagem e a tecnologia que ele ofere-
cia, e assim o Zohar permaneceu oculto por mais de mil e duzentos
anos. O estudo do Zohar chama-se Kabbalah.

Por volta do século XIV, a Kabbalah começou a emergir do total


secretismo em que se encontrava. Diz-se que o Zohar foi desenter-
rado pelos Cavaleiros Templários em Jerusalém e levado de novo
para a Europa. Teria sido então que o poder do Zohar começou a
tornar-se conhecido. É interessante observar que foi nesse período
que a lenda do Santo Graal surgiu pela primeira vez. Há quem
diga que o Santo Graal é um livro, possivelmente o Zohar, mas isso
é apenas uma especulação, ainda que intrigante.

Desde então, muitas pessoas famosas estudaram o Zohar. Sir Isa-


ac Newton, por exemplo, tinha a sua própria versão do Zohar em
latim, e observou que Platão tinha ido ao Egito para estudar o Zohar.

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Outro grande pensador que estudou o Zohar foi Pitágoras, que
costumava subir ao Monte Carmelo vestido de branco, como um
sumo-sacerdote, e meditar.

Porque é que esses eminentes pensadores foram tão fortemente


atraídos pelo Zohar? Porque ele explica as leis físicas e espirituais
do Universo e das nossas vidas. O Zohar revela os segredos do nos-
so mundo e responde a questões antigas: Qual é o propósito da
vida? Porque é que o mundo foi criado? Como é que o mundo foi
criado? Porque estou aqui? De facto, os princípios do Zohar podem
ser encontrados nas palavras e nos escritos de Jesus, Maomé, Moisés
e Buda.

Os kabbalistas foram perseguidos durante séculos por causa dos


seus esforços para fazer com que o Zohar estivesse disponível para
todos. Depois de mortos, as mesmas pessoas que lhes tinham feito
mal acabavam por descobrir o quanto eles eram pessoas justas,
sábias. Esta tem sido a história da revelação da Kabbalah através
dos séculos. Em 1922, Rav Ashlag fundou o Kabbalah Centre. Os
seus esforços também encontraram oposição violenta. Ao deixar
este mundo, ele transmitiu a liderança do Kabbalah Centre ao seu
discípulo, Rav Brandwein, o qual mais tarde passaria o bastão ao
seu amado aluno Rav Berg, o meu pai. Graças aos esforços altruís-
tas dele e da minha mãe, Karen, tenho a liberdade para escrever
este livro e o leitor pode agora ter acesso ao poder de estudar a
Kabbalah.

Uma qualidade especial encontrada na linhagem do Kabbalah


Centre é que esses grandes eruditos tornaram o Zohar e os seus
ensinamentos disponíveis numa linguagem que o leigo consegue
entender facilmente. O intuito deles não era o de ganhar um Prémio
Nobel, mas trazer felicidade simples, paz permanente e uma pleni-
tude sem fim a toda a humanidade. A nós, hoje, pode parecer-nos
que o Zohar sempre esteve acessível e prontamente disponível para
todos em todos os lugares. Mas ainda há poucas décadas não era
possível encontrar estes livros nem estudar a sua sabedoria, por
dinheiro nenhum. De facto, se tentasse fazê-lo, corria o risco de ser
vilipendiado, agredido fisicamente ou até algo pior.

20 | Yehuda Berg

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Por favor, atente nisto

Mantém-se de facto um único aviso, uma proibição estrita a res-


peito do estudo da Kabbalah. Este aviso data do segundo século e é
o primeiro dos Treze Princípios Espirituais da Kabbalah, que serão
apresentados neste livro:

Princípio Um:
Não Acredite Numa Única Palavra Que Lê.
Teste as Lições Que Aprende.

Há quem diga que o Zohar não é apenas uma luz ao fundo do


túnel, mas que é a Luz que remove o próprio túnel, abrindo dimen-
sões completamente novas de sentido e de tomada de consciência.
O Zohar conta-nos muitas coisas: como e porque o mundo começou;
porque é tão difícil romper com padrões negativos que nos causam
tanta dor; porque continuamos a evitar ações nas nossas vidas mesmo
sabendo que são boas para nós; porque existe caos; como infundir
um sentido e gerar um poder espiritual em todos os momentos dos
nossos dias. Estas são promessas que impressionam, mas não acredi-
te nelas, não acredite numa única palavra. Nem por um segundo.

Acreditar implica que potencialmente há dúvida, mas realmente


conhecer não dá qualquer oportunidade para ceticismo. Conhecer
significa certeza, plena convicção – no seu coração, na sua alma, no
seu instinto visceral. Para conhecer algo, é preciso experimentá-lo em
si mesmo. Portanto, faça o teste com cada lição deste livro e aplique
os seus princípios na sua vida. Viva a sabedoria e veja se a sua vida
melhora. Testar é uma parte importante da Kabbalah, parte de um
conceito-chave que diz: «Não há coerção na espiritualidade.»

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O objetivo deste livro não é pregar, mas sim ensinar humilde-
mente. Por esta razão, peço-lhe que não aceite cegamente as lições
aqui apresentadas. Em vez disso, procure resultados palpáveis na sua
experiência pessoal. Quando os encontrar, descobrirá a sabedoria no
seu coração.

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