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2ª FASE DO XXV EXAME

DIREITO DO TRABALHO
2ª FASE DO XXV EXAME
DIREITO DO TRABALHO

Professora Kelly Amorim


Profkellyamorim
Professora Kelly Amorim
Profkamorim@gmail.com
BIBLIOGRAFIA
LEGISLAÇÃO QUE DEVERÁ SER LEVADA PARA A PROVA
(ATUALIZADA)

1) CLT – 2018

2) VADE MECUM – contendo:


Código Civil; Código de Processo
Civil e Constituição da República
Federativa do Brasil; Lei nº
8.231/91
DICAS
IMPORTANTES
DICAS INICIAIS

1) CRONOGRAMA DE ESTUDOS
2. Gravar a estrutura básica das peças processuais, de acordo com as
aulas e cronograma de estudos

3. Resolver os exercícios disponibilizados, que


abrangem temas relevantes cobrados em exames
anteriores, de acordo com as aulas. Os exercícios
devem ser resolvidos consultando a legislação que
será utilizada no dia da prova.

4. CONTROLE O TEMPO – um dos maiores


vilões da prova é o tempo – POR ISSO, É
PRECISO FAZER SIMULADOS, com o
controle do tempo, utilizando as próprias
folhas da prova, de acordo com o cronograma.
5. NÃO RESOLVER A PROVA NO
COMPUTADOR!!!
NO DIA DA PROVA VOCÊ TERÁ QUE
ESCREVER!!!

6. NÃO DEVE FAZER RASCUNHO. O


rascunho deve ser utilizado para preparar um
roteiro de resposta. Não desperdice tempo.
Não esqueça: é fundamental fazer as peças
processuais indicadas e questões, com o
controle do tempo, para testar sua capacidade
de resolução no tempo designado, bem como
a utilização do espaço destinado para
resolução da peça processual.
7. É necessário treinar a dissertação. Todas as
respostas devem ser justificadas, com a
indicação do dispositivo legal pertinente,
Súmula ou Orientação Jurisprudencial, se
existir.

Desde o exame de 2010.3 a Banca do Exame


de Ordem vem exigindo mais raciocínio
jurídico sobre os temas propostos. Por isso,
não basta indicar o dispositivo legal e / ou
jurisprudencial, é preciso saber explicar.
8. MARQUE sua CLT. As remissões
são importantes.

ANEXO III – MATERIAIS E


PROCEDIMENTOS PERMITIDOS SUGESTÃO PARA MARCAR
PARA CONSULTA NA PROVA ARTIGOS, SÚMULAS E OJ.
PRÁTICO-PROFISSIONAL

➢ É permitido simples utilização de Amarelo: regra geral


marca texto, traço ou simples Verde: exceção
remissão a artigos ou a lei. Azul: condição /pressuposto
pressuposto
Laranja: palavra chave
Objetivo: facilitar a localização dos
Rosa: reforma trabalhista
temas na hora da prova.
9. Cuidado com a linguagem utilizada e com o uso
correto da língua portuguesa. Não é necessário
utilizar linguagem rebuscada, pode dificultar a
compreensão. É preciso demonstrar raciocínio
jurídico. Atente ao que foi perguntado. As perguntas
objetivas exigem respostas objetivas.
10. Trechos importantes do edital:

3.5.1. A prova prático-profissional valerá 10,00 (dez) pontos e será


composta de duas partes:

3.5.1.1 1ª parte: Redação de peça profissional, valendo 5,00 (cinco) pontos,


acerca de tema da área jurídica de opção do examinando e do seu
correspondente direito processual;

3.5.1.2 2ª parte: Respostas a 4 (quatro) questões discursivas, sob a forma


de situações-problema, valendo, no máximo, 1,25 (um e vinte e cinco)
pontos cada, relativas à área de opção do examinando e do seu
correspondente direito processual.
3.5.4. As provas prático-profissionais deverão ser
manuscritas, em letra legível, com caneta esferográfica de
tinta azul ou preta, não sendo permitida a interferência e/ou
a participação de outras pessoas, salvo em caso de
examinando portador de deficiência que solicitou atendimento
especial para esse fim (...)

3.5.5 O examinando receberá nota zero


nas questões da prova prático-profissional
em casos de não atendimento ao conteúdo
avaliado, de não haver texto, de
manuscrever em letra ilegível ou de
grafar por outro meio que não o
determinado no subitem anterior.
(Grifei)
3.5.6. Na redação das respostas às questões discursivas,
o examinando deverá indicar, obrigatoriamente, a qual
item do enunciado se refere cada parte de sua resposta
(“A)”, “B)”, “C”) etc.), sob pena de receber nota zero.

3.5.6.1. O examinando que indicar somente uma


alternativa (“A)” OU “B)” OU “C)” OU etc.) na sua resposta
e não assinalar a alternativa subsequente, terá corrigida
somente a que estiver indicada expressamente no caderno
de respostas observado o disposto no item 3.5.7.1
3.5.7 Para a redação da peça profissional, o
examinando deverá formular texto com a
extensão máxima definida na capa do caderno
de textos definitivos; para a redação das
respostas às questões discursivas, a extensão
máxima do texto será de 30 (trinta) linhas para
cada questão. Será desconsiderado, para
efeito de avaliação, qualquer fragmento de
texto que for escrito fora do local apropriado
ou que ultrapassar a extensão máxima
permitida.
3.5.7.1 O examinando deverá observar atentamente a
ordem de transcrição das suas respostas quando da
realização da prova prático‐profissional, devendo
iniciá‐la pela redação de sua peça profissional, seguida
das respostas às quatro questões discursivas, em sua
ordem crescente. Aquele que não observar tal
ordem de transcrição das respostas, assim como o
número máximo de páginas destinadas à redação
da peça profissional e das questões discursivas,
receberá nota 0 (zero), sendo vedado qualquer tipo
de rasura e/ou adulteração na identificação das
páginas, sob pena de eliminação sumária do
examinando do Exame. (Grifei)
3.5.8 Quando da realização das
provas prático-profissionais, caso a
peça profissional e/ou as respostas
das questões discursivas exijam
assinatura, o examinando deverá
utilizar apenas a palavra
“ADVOGADO...”. Ao texto que
contenha outra assinatura, será
atribuída nota 0 (zero), por se
tratar de identificação do
examinando em local indevido.
(Grifei)

18
3.5.9 Na elaboração dos textos da peça profissional e das
respostas às questões discursivas, o examinando deverá
incluir todos os dados que se façam necessários, sem,
contudo, produzir qualquer identificação ou informações
além daquelas fornecidas e permitidas nos enunciados
contidos no caderno de prova. Assim, o examinando
deverá escrever o nome do dado seguido de
reticências OU de “XXX” (exemplo: “Município...”,
“Data...”, “Advogado...”, “OAB...”, “MunicípioXXX”,
“DataXXX”, “AdvogadoXXX”, “OABXXX”, etc.). A
omissão de dados que forem legalmente exigidos ou
necessários para a correta solução do problema
proposto acarretará em descontos na pontuação
atribuída ao examinando nesta fase. (Grifei)

19
3.5.10. Para realização da prova prático-
profissional o examinando deverá ter
conhecimento das regras processuais
inerentes ao fazimento da mesma.

3.5.12. As questões da prova prático-


profissional poderão ser formuladas de modo
que, necessariamente, a resposta reflita a
jurisprudência pacificada dos Tribunais
Superiores.

20
ITEM INCLUÍDO NO
EDITAL DO XV EXAME

3.5.11. O texto da peça profissional e as respostas às


questões discursivas serão avaliados quanto à
adequação ao problema apresentado, ao domínio do
raciocínio jurídico, à fundamentação e sua consistência,
à capacidade de interpretação e exposição e à técnica
profissional demonstrada, sendo que a mera transcrição
de dispositivos legais, desprovida do raciocínio jurídico,
não ensejará pontuação.
21
ITEM INCLUÍDO NO
EDITAL DO XV EXAME

3.5.13. O examinando, ao término da realização da prova


prático-profissional, deverá, obrigatoriamente, devolver o
caderno de textos definitivos, assinado no local indicado (capa
do caderno), sem qualquer termo, contudo, que identifique as
folhas em que foram transcritos os textos definitivos.

3.5.14. A não devolução pelo examinando do caderno de textos


definitivos, devidamente assinado, ao fiscal, conforme item
3.5.3, acarretará em eliminação sumária do examinando do
Exame.

22
3.6.2 O examinando deverá comparecer ao local
designado para a realização da prova prático-
profissional, com antecedência mínima de uma hora
e trinta minutos, considerando a necessidade de
vistoria do material de consulta permitido nesta fase. O
examinando deverá estar munido somente de caneta
esferográfica de tinta azul ou preta, fabricada em
material transparente, e só será permitido o acesso
ao local de prova munido de documento de identidade
com foto em original para a realização das provas
objetiva e prático-profissional. Não será permitido o
uso de borracha e/ou corretivo de qualquer espécie
durante a realização das provas. (Grifei)

23
3.6.14.4. Legislação com entrada em vigor após a data de
publicação deste edital, bem como alterações em
dispositivos legais e normativos a ele posteriores não
serão objeto de avaliação nas provas, assim como não
serão consideradas para fins de correção das mesmas. Em
virtude disso, somente será permitida a consulta a
publicações produzidas pelas editoras, sendo vedada a
atualização de legislação pelos examinandos.

CONSELHO FEDERAL DA ORDEM


DOS ADVOGADOS DO BRASIL
XXV EXAME DE ORDEM UNIFICADO
EDITAL DE ABERTURA
(23.01.2018)
4.2. DOS TEXTOS RELATIVOS À PEÇA PROFISSIONAL E ÀS QUESTÕES DA PROVA
PRÁTICO PROFISSIONAL

4.2.1 As questões e a redação de peça profissional


serão avaliadas quanto à adequação das respostas ao
problema apresentado.

4.2.2 A redação de peça profissional terá o


valor máximo de 5,00 (cinco) pontos e cada
questão terá o valor máximo de 1,25 (um e
vinte e cinco) ponto.

4.2.5 Será considerado aprovado o examinando


que obtiver NPPP igual ou superior a 6,00 (seis)
pontos na prova prático-profissional, vedado o
arredondamento.
4.2.6. Nos casos de propositura de peça inadequada para a solução
do problema proposto, considerando para este fim peça que não
esteja exclusivamente em conformidade com a solução técnica
indicada no padrão de resposta da prova, ou de apresentação de
resposta incoerente com situação proposta ou de ausência de texto,
o examinando receberá nota ZERO na redação da peça profissional
ou na questão.

4.2.6.1. A indicação correta da peça prática é


verificada no nomem iuris da peça
concomitantemente com o correto e completo
fundamento legal usado para justificar tecnicamente
a escolha feita.

26
ANEXO III
MATERIAIS E PROCEDIMENTOS PERMITIDOS
PARA CONSULTA
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL
➢ MATERIAL/PROCEDIMENTOS PERMITIDOS

• Legislação não comentada, não anotada e não


comparada.
• Códigos, inclusive os organizados que não
possuam índices estruturando roteiros de peças
processuais, remissão doutrinária, jurisprudência,
informativos dos tribunais ou quaisquer
comentários, anotações ou comparações.
➢ MATERIAL/PROCEDIMENTOS PERMITIDOS
• Súmulas, Enunciados e Orientações Jurisprudenciais,
inclusive organizados, desde que não estruturem
roteiros de peças processuais.
• Leis de Introdução dos Códigos.
• Instruções Normativas
• Índices remissivos, em ordem alfabética ou
temáticos, desde que não estruturem roteiros de
peças processuais. (NOVIDADE XXII EXAME)
• Exposição de Motivos.
• Regimento Interno.
• Resoluções dos Tribunais.
➢ MATERIAL/PROCEDIMENTOS PERMITIDOS

• Simples utilização de marca texto, traço ou


simples remissão a artigos ou a lei

• Separação de códigos por clipes

• Utilização de separadores de códigos


fabricados por editoras ou outras instituições
ligadas ao mercado gráfico, desde que com
impressão que contenha simples remissão a
ramos do Direito ou a leis.
PERMITIDOS
TEMAS FUNDAMENTAIS
FAZER AS REMISSÕES NA CLT,
LENDO OS DISPOSITIVOS
LEGAIS, AS SÚMULAS E
ORIENTAÇÕES
JURISPRUDENCIAIS
INDICADOS!!!
Observação: As remissões a artigo ou lei
são permitidas apenas para referenciar
assuntos isolados.
Quando for verificado pelo fiscal
advogado que o examinando se utilizou de
tal expediente com o intuito de burlar as
regras de consulta previstas neste edital,
formulando palavras, textos ou quaisquer outros
métodos que articulem a estrutura de uma
peça jurídica, o uso do material será
impedido, sem prejuízo das demais
sanções cabíveis ao examinando.

31
➢ MATERIAL/PROCEDIMENTOS PROIBIDOS
x Códigos comentados, anotados ou comparados ou
com organização de índices temáticos estruturando
roteiros de peças processuais.
× Jurisprudências.
× Anotações pessoais ou transcrições.
× Cópias reprográficas (xerox).
× Utilização de marca texto, traços, post-its ou remissões
a artigos ou a lei de forma a estruturar roteiros de peças
processuais e/ou anotações pessoais.
➢ MATERIAL/PROCEDIMENTOS PROIBIDOS
x Códigos comentados, anotados ou comparados ou
com organização de índices temáticos estruturando
roteiros de peças processuais.
× Jurisprudências.
× Anotações pessoais ou transcrições.
× Cópias reprográficas (xerox).
× Utilização de marca texto, traços, post-its ou remissões
a artigos ou a lei de forma a estruturar roteiros de peças
processuais e/ou anotações pessoais.
É PRECISO É PRECISO
ATENÇÃO, FAZER
DEDICAÇÃO, EXERCÍCIOS!!!
DISCIPLINA!!!

ANIME-SE!!!
VOCÊS
CONSEGUEM!!!
MARCAÇÃO DO CÓDIGO
EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA

Art. 799 - Nas causas da jurisdição da Justiça do


Trabalho, somente podem ser opostas, com suspensão
do feito, as exceções de suspeição ou incompetência.

§2º - Das decisões sobre exceções de


suspeição e incompetência, salvo, quanto a estas, se
terminativas do feito, não caberá recurso, podendo, no
entanto, as partes alegá-las novamente no recurso que
couber da decisão final.
MARCAÇÃO DO CÓDIGO
EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA
Súmula nº 214 do TST
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA. IRRECORRIBILIDADE (nova
redação) - Res. 127/2005, DJ 14, 15 e 16.03.2005

Na Justiça do Trabalho, nos termos do art. 893, § 1º, da CLT,


as decisões interlocutórias não ensejam recurso imediato,
salvo nas hipóteses de decisão:
c) que acolhe exceção de incompetência territorial, com a
remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a
que se vincula o juízo excepcionado, consoante o disposto no
art. 799, § 2º, da CLT.
MARCAÇÃO DO CÓDIGO
COMPENSAÇÃO DE HORÁRIOS

ART. 59, § 5º, CLT - O banco de horas de que trata o §


2o deste artigo poderá ser pactuado por acordo
individual escrito, desde que a compensação ocorra
no período máximo de seis meses. (Incluído pela Lei
nº 13.467, de 2017)

NOTA: SÚMULA 85, V, TST – DEVE SER ALTERADO


COMPENSAÇÃO DE HORÁRIOS

S. 85, V, TST . As disposições contidas nesta súmula


não se aplicam ao regime compensatório na
modalidade “banco de horas”, que somente pode ser
instituído por negociação coletiva.
INTERVALO INTRAJORNADA
Art. 71, § 4o , CLT - A não concessão ou a concessão
parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e
alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o
pagamento, de natureza indenizatória, apenas do
período suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta
por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal
de trabalho. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017)

NOTA: SÚMULA Nº 437, TODOS OS ITENS e OJ 355,


SDI-I, TST – DEVEM SER ALTERADOS OU
CANCELADOS
INTERVALO DE REFEIÇÃO

Súmula nº 437 do TST


INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E
ALIMENTAÇÃO. APLICAÇÃO DO ART. 71 DA CLT
I - Após a edição da Lei nº 8.923/94, a não-concessão ou a
concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para
repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais,
implica o pagamento total do período correspondente, e não
apenas daquele suprimido, com acréscimo de, no mínimo,
50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho
(art. 71 da CLT), sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada
de labor para efeito de remuneração.
DURAÇÃO DO TRABALHO - DESLOCAMENTO

Art. 58, § 2º, CLT - O tempo despendido pelo empregado


desde a sua residência até a efetiva ocupação do posto de
trabalho e para o seu retorno, caminhando ou por qualquer
meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador,
não será computado na jornada de trabalho, por não ser
tempo à disposição do empregador. Redação dada pela Lei nº
13.467, de 2017)

NOTA: SÚMULAS Nº 90, 320, 429, TST DEVEM SER


ALTERADAS OU CANCELADAS
DURAÇÃO DO TRABALHO - DESLOCAMENTO
Súmula nº 90 do TST
HORAS "IN ITINERE". TEMPO DE SERVIÇO (incorporadas
as Súmulas nºs 324 e 325 e as Orientações Jurisprudenciais
nºs 50 e 236 da SBDI-1) - Res. 129/2005, DJ 20, 22 e
25.04.2005
I - O tempo despendido pelo empregado, em condução
fornecida pelo empregador, até o local de trabalho de difícil
acesso, ou não servido por transporte público regular, e para
o seu retorno é computável na jornada de trabalho. (ex-
Súmula nº 90 - RA 80/1978, DJ 10.11.1978)
DURAÇÃO DO TRABALHO - DESLOCAMENTO

Súmula nº 429 do TST


TEMPO À DISPOSIÇÃO DO EMPREGADOR. ART. 4º DA CLT.
PERÍODO DE DESLOCAMENTO ENTRE A PORTARIA E O
LOCAL DE TRABALHO - Res. 174/2011, DEJT divulgado em 27,
30 e 31.05.2011
Considera-se à disposição do empregador, na forma do art. 4º da
CLT, o tempo necessário ao deslocamento do trabalhador entre a
portaria da empresa e o local de trabalho, desde que supere o
limite de 10 (dez) minutos diários.
CONTRATO INDIVIDUAL DE TRABALHO
“Art. 456-A. Cabe ao empregador definir o padrão de
vestimenta no meio ambiente laboral, sendo lícita a
inclusão no uniforme de logomarcas da própria empresa
ou de empresas parceiras e de outros itens de identificação
relacionados à atividade desempenhada.
Parágrafo único. A higienização do uniforme é de
responsabilidade do trabalhador, salvo nas hipóteses em
que forem necessários procedimentos ou produtos diferentes
dos utilizados para a higienização das vestimentas de uso
comum.” (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017)
CONTRATO INDIVIDUAL DE TRABALHO
“Art. 444, CLT- As relações contratuais de trabalho podem ser objeto
de livre estipulação das partes interessadas em tudo quanto não
contravenha às disposições de proteção ao trabalho, aos contratos
coletivos que lhes sejam aplicáveis e às decisões das autoridades
competentes.

Parágrafo único. A livre estipulação a que se refere o caput deste


artigo aplica-se às hipóteses previstas no art. 611-A desta
Consolidação, com a mesma eficácia legal e preponderância sobre os
instrumentos coletivos, no caso de empregado portador de diploma
de nível superior e que perceba salário mensal igual ou superior a
duas vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de
Previdência Social.” (NR) (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017)
EMPREGADO DOMÉSTICO
Art. 2o LC/150/2015 - A duração normal do trabalho doméstico
não excederá 8 (oito) horas diárias e 44 (quarenta e quatro)
semanais, observado o disposto nesta Lei.
§ 1o A remuneração da hora extraordinária será, no mínimo, 50%
(cinquenta por cento) superior ao valor da hora normal.
§ 2o O salário-hora normal, em caso de empregado mensalista,
será obtido dividindo-se o salário mensal por 220 (duzentas e vinte)
horas, salvo se o contrato estipular jornada mensal inferior que
resulte em divisor diverso.
§ 3o O salário-dia normal, em caso de empregado mensalista, será
obtido dividindo-se o salário mensal por 30 (trinta) e servirá de base
para pagamento do repouso remunerado e dos feriados
trabalhados.
COMPENSAÇÃO DE HORÁRIOS - DOMÉSTICO
ART. 2º - LC 150/2015

§4º - Poderá ser dispensado o acréscimo de salário e


instituído regime de compensação de horas, mediante
acordo escrito entre empregador e empregado, se o excesso
de horas de um dia for compensado em outro dia.
§5º - No regime de compensação previsto no § 4º:
I - será devido o pagamento, como horas extraordinárias, na
forma do § 1º, das primeiras 40 (quarenta) horas mensais
excedentes ao horário normal de trabalho;
COMPENSAÇÃO DE HORÁRIOS - DOMÉSTICO

ART. 2º § 5º- LC 150/2015

II - das 40 (quarenta) horas referidas no inciso I, poderão


ser deduzidas, sem o correspondente pagamento, as
horas não trabalhadas, em função de redução do horário
normal de trabalho ou de dia útil não trabalhado, durante o
mês;
COMPENSAÇÃO DE HORÁRIOS - DOMÉSTICO
ART. 2º § 5º- LC 150/2015

III - o saldo de horas que excederem as 40 (quarenta)


primeiras horas mensais de que trata o inciso I, com a
dedução prevista no inciso II, quando for o caso, será
compensado no período máximo de 1 (um) ano.
§ 6º Na hipótese de rescisão do contrato de trabalho sem que
tenha havido a compensação integral da jornada
extraordinária, na forma do § 5º, o empregado fará jus ao
pagamento das horas extras não compensadas, calculadas
sobre o valor da remuneração na data de rescisão.
COMPENSAÇÃO DE HORÁRIOS - DOMÉSTICO
Art. 2º, LC 150/2015

§ 7o Os intervalos previstos nesta Lei, o tempo de repouso,


as horas não trabalhadas, os feriados e os domingos livres
em que o empregado que mora no local de trabalho nele
permaneça não serão computados como horário de
trabalho.

§ 8o O trabalho não compensado prestado em domingos e


feriados deve ser pago em dobro, sem prejuízo da
remuneração relativa ao repouso semanal.
COMPENSAÇÃO DE HORÁRIOS - DOMÉSTICO
Art. 10. LC 150/2015 - É facultado às partes, mediante acordo
escrito entre essas, estabelecer horário de trabalho de 12 (doze)
horas seguidas por 36 (trinta e seis) horas ininterruptas de descanso,
observados ou indenizados os intervalos para repouso e alimentação.

§ 1o A remuneração mensal pactuada pelo horário previsto


no caput deste artigo abrange os pagamentos devidos pelo descanso
semanal remunerado e pelo descanso em feriados, e serão
considerados compensados os feriados e as prorrogações de
trabalho noturno, quando houver, de que tratam o art. 70 e o § 5º do
art. 73 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo
Decreto-Lei nº 5.452, de 1o de maio de 1943, e o art. 9o da Lei no 605,
de 5 de janeiro de 1949.
TRABALHO EM REGIME DE TEMPO PARCIAL - DOMÉSTICO

Art. 3o Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja


duração não exceda 25 (vinte e cinco) horas semanais.

§ 1o O salário a ser pago ao empregado sob regime de tempo parcial


será proporcional a sua jornada, em relação ao empregado que cumpre,
nas mesmas funções, tempo integral.

§ 2o A duração normal do trabalho do empregado em regime de tempo


parcial poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não
excedente a 1 (uma) hora diária, mediante acordo escrito entre
empregador e empregado, aplicando-se-lhe, ainda, o disposto nos §§
2o e 3o do art. 2o, com o limite máximo de 6 (seis) horas diárias.
TRABALHO EM REGIME DE TEMPO PARCIAL - DOMÉSTICO
Art. 3o § 3o Na modalidade do regime de tempo parcial, após cada período de 12
(doze) meses de vigência do contrato de trabalho, o empregado terá direito a férias,
na seguinte proporção:
I - 18 (dezoito) dias, para a duração do trabalho semanal superior a 22 (vinte e duas)
horas, até 25 (vinte e cinco) horas;
II - 16 (dezesseis) dias, para a duração do trabalho semanal superior a 20 (vinte)
horas, até 22 (vinte e duas) horas;
III - 14 (quatorze) dias, para a duração do trabalho semanal superior a 15 (quinze)
horas, até 20 (vinte) horas;
IV - 12 (doze) dias, para a duração do trabalho semanal superior a 10 (dez) horas,
até 15 (quinze) horas;
V - 10 (dez) dias, para a duração do trabalho semanal superior a 5 (cinco) horas, até
10 (dez) horas;
VI - 8 (oito) dias, para a duração do trabalho semanal igual ou inferior a 5 (cinco)
horas.
TRABALHO DOMÉSTICO
Art. 11. Em relação ao empregado responsável por acompanhar o
empregador prestando serviços em viagem, serão consideradas apenas as
horas efetivamente trabalhadas no período, podendo ser compensadas as
horas extraordinárias em outro dia, observado o art. 2o.
§ 1o O acompanhamento do empregador pelo empregado em viagem será
condicionado à prévia existência de acordo escrito entre as partes.
§ 2o A remuneração-hora do serviço em viagem será, no mínimo, 25%
(vinte e cinco por cento) superior ao valor do salário-hora normal.
§ 3o O disposto no § 2o deste artigo poderá ser, mediante acordo, convertido
em acréscimo no banco de horas, a ser utilizado a critério do empregado.

Art. 12. É obrigatório o registro do horário de trabalho do empregado


doméstico por qualquer meio manual, mecânico ou eletrônico, desde que
idôneo.
TRABALHO DOMÉSTICO
Art. 13. É obrigatória a concessão de intervalo para repouso ou
alimentação pelo período de, no mínimo, 1 (uma) hora e, no máximo, 2
(duas) horas, admitindo-se, mediante prévio acordo escrito entre
empregador e empregado, sua redução a 30 (trinta) minutos.

§ 1o Caso o empregado resida no local de trabalho, o período de


intervalo poderá ser desmembrado em 2 (dois) períodos, desde que
cada um deles tenha, no mínimo, 1 (uma) hora, até o limite de 4
(quatro) horas ao dia.

§ 2o Em caso de modificação do intervalo, na forma do § 1o, é


obrigatória a sua anotação no registro diário de horário, vedada sua
prenotação.
TRABALHO DOMÉSTICO
Art. 14. Considera-se noturno, para os efeitos desta Lei, o trabalho
executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte.
§ 1o A hora de trabalho noturno terá duração de 52 (cinquenta e dois)
minutos e 30 (trinta) segundos.
§ 2o A remuneração do trabalho noturno deve ter acréscimo de, no mínimo,
20% (vinte por cento) sobre o valor da hora diurna.
§ 3o Em caso de contratação, pelo empregador, de empregado
exclusivamente para desempenhar trabalho noturno, o acréscimo será
calculado sobre o salário anotado na Carteira de Trabalho e Previdência
Social.
§ 4o Nos horários mistos, assim entendidos os que abrangem períodos
diurnos e noturnos, aplica-se às horas de trabalho noturno o disposto neste
artigo e seus parágrafos.
TRABALHO DOMÉSTICO

Art. 15. Entre 2 (duas) jornadas de trabalho deve haver período


mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso.

Art. 16. É devido ao empregado doméstico descanso semanal


remunerado de, no mínimo, 24 (vinte e quatro) horas consecutivas,
preferencialmente aos domingos, além de descanso remunerado em
feriados.
POR HOJE É SÓ...

“O rio atinge seus


objetivos, porque
aprendeu a contornar
obstáculos"

Autor: Lao-Tsé

Maria Inês Gerardo "O Soldado e o Bebê" – 1912


Marc Chagall