Você está na página 1de 2

Artes-manuais e experimentações: corpos-matérias-oficinas.

EMENTA

Investigar, experimentar e cartografar o conceito de artes-manuais, entre a produção e os


desdobramentos de uma estética, de um vocabulário, de componentes num plano de consistência.
Seriam as artes-manuais a produção de modos de existir que vinculem a expressão e invenção de si
a objetos úteis e necessários dando suporte a existência? As artes-manuais como um campo
autônomo se abre para experimentações afetadas pelo encontro com as tradições artífices; as
filosofias da diferença; os processos cognitivos ligados ao material; e a criação de si como obra de
arte. O processo se dá na experimentação do entre das artes-manuais e os seguintes territórios: i) os
corpos – gestos, forças, sensações, artífices –; ii) as matérias – matérias-primas, técnicas, formas,
obras –; e iii) as oficinas – espaços, aprendizagens, ferramentas, tecnologias.

BIBLIOGRAFIA

VEIGA, Ana Lygia Schil Vieira da. Fiar a escrita: políticas de narratividade – exercícios e
experimentações entre arte manual e escrita acadêmica. Um modo de existir em educações
inspirado numa antroposofia da imanência. 2015. 540 p. Tese (Doutorado em Educação) ‒
Faculdade de Educação, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, 2015.
SENNET, Richard. O Artífice. Tradução Clóvis Marques. 2. ed. Rio de Janeiro: Record, 2009.
RESTANY, Pierre. Hundertwasser: o pintor-rei das cinco peles. Tradução Teresa Carvalho.
Lisboa: 2003, TASCHEN.

INGOLD, Tim. Estar vivo: ensaios sobre movimento, conhecimento e descrição. Tradução Fábio
Creder. Petrópolis: Vozes, 2015.
BACHELARD, Gaston. A terra e os devaneios da vontade: ensaio sobre a imaginação das forças.
Tradução Maria Ermantina de Almeida Prado Galvão. 4. ed. São Paulo: Editora WMF Martins
Fontes, 2013.
CERTEAU. Michel de. A invenção do cotidiano: artes de fazer. Tradução Ephraim Ferreira Alves.
3. ed. Petrópolis: Editora Vozes, 1998.
SIMONDON, Gilbert. El modo de existencia de los objetos técnicos. Tradução Margarita
Martínez e Pablo Rodríguez. Buenos Aires: Prometeo Libros, 2007.

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. O que é a filosofia? Tradução Bento Prado Jr. e Alberto
Alonso Muñoz. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1992.

BÂ, A. Hampaté. A tradição viva. In: KI-ZERBO, Joseph. (Ed.). História Geral da África, I:
Metodologia e pré-história da África. 2.ed. rev. Brasília: UNESCO, 2010. pp.167-212.
LARROSA, Jorge. Pedagogia profana: danças, piruetas e mascaradas. Tradução Alfredo Veiga-
Neto et. al. 6. ed. rev. map. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2017.
KRENAK, Ailton. Antes, o mundo não existia. In: NOVAES, Adauto (Org.). Tempo e história. São
Paulo: Companhia das Letras, Secretaria Municipal da Cultura, 1992. pp. 201-204.
ROLNIK, Suely. Pensamento, corpo e devir: uma perspectiva ético/estético/política no trabalho
acadêmico. Cadernos de subjetividade. São Paulo: Núcleo de Estudos e Pesquisas da
Subjetividade do Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia Clínica da PUC-SP, v. 1, n. 2,
set./fev. 1993. pp. 241 – 251.
MAUSS, Marcel. As técnicas do corpo. In: MAUSS, Marcel. Sociologia e Antropologia. Tradução
Paulo Neves. São Paulo: Cosac Naify, 2003. pp. 399-422.
CLARETO, Sônia Maria; ROTONDO, Margareth Sacramento. Experiências no labirinto:
linguagens, conhecimentos e subjetividades. In: Zetetike, Campinas, SP, v. 18, fev. 2011. pp. 589-
620. Disponível em:
<https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/zetetike/article/view/8646671>.Acesso em: 28
out. 2016.
ITAGIBA, Claudio Ulpiano Santos Nogueira. O pensamento de Deleuze ou a grande aventura
do espírito. 1998. Tese (Doutorado) ‒ Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade
Estadual de Campinas, Campinas, 1998.