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Digite aqui o título do seu artigo (fonte 15, negrito)


Nome completo - e-mail do autor (fonte 12, negrito)
Nome do curso
Instituto de Pós-Graduação - IPOG
Cidade, UF, data completa (dia, mês e ano)

O artigo deve ter no mínimo 12 páginas e máximo 20

Resumo
Numa única frase apresente o seu objeto de estudo e o contexto (situação ou local e época) onde se
encontra. Apresente agora o questionamento que deu origem à sua pesquisa, isto é, o problema de
pesquisa para o qual a pesquisa buscou uma resposta. Informe a(s) hipótese(s) que você elaborou
para responder preliminarmente ao problema de pesquisa. Nessa frase informe o objetivo da pesquisa.
Nessa outra frase é o momento de dizer sucintamente como você procedeu para desenvolver a
pesquisa (descreva o método adotado, ou seja, em termos gerais informe onde os dados foram
coletados (local específico) e como (qual instrumento foi usado para coletar os dados), quem são os
dados (respostas de pessoas, características de objetos, fenômenos naturais, conceitos extraídos de
textos, outros....), o tamanho da amostra (quantidade) em números ou percentuais, e dizer que a
análise dos dados foi baseada no referencial teórico tal). Nessa frase informe algo do tipo: os
resultados encontrados indicam que etc. Agora vem a última frase do resumo onde você apresenta a
conclusão de sua pesquisa (isto é, aquilo que os resultados encontrados significam), algo como:
Concluiu-se que etc. Pronto, você fez o resumo de sua pesquisa no padrão IPOG, onde foram citadas
as etapas principais em um único parágrafo e sem margem (isto é, blocado), com fonte Times New
Roman, tamanho 12 e espaçamento simples.

Palavras-chave: apresente de 3 a 5 palavras, separadas por ponto, com a primeira letra de cada
palavra em maiúsculo.

1. Introdução
Daqui para frente o formato é fonte Times New Roman tamanho 12, espaçamento simples. Adote a
estrutura tradicional para dar um formato de apresentação do conteúdo. Isto é, introdução,
desenvolvimento e conclusão. Tendo em vista que se trata de um trabalho escrito, sugiro que você use
como critério de escrita três técnicas de redação: narração, descrição e dissertação. 1º: A narração - é
uma história contada por você, que leva em conta o contexto onde se encaixa o objeto de estudo.
Sugiro apresentar “o local” onde seu objeto de estudo encontra-se instalado e “a época” (recorte
temporal) em que você identificou um problema a ser explorado. Basicamente esses são os
ingredientes de uma narração. Você pode, se desejar, adicionar a técnica da descrição simultaneamente
à narração. 2º: A descrição - é o uso de palavras que ofereçam as características que favoreçam a
identificação do objeto, isto é, seu formato (sua aparência) e sua função (sua aplicabilidade). É uma
espécie de “retrato falado” do objeto. Durante a narração e a descrição não faça julgamentos. É
preferível apresentar hipóteses e perguntas que provoquem a reflexão. 3º: A dissertação – vamos
dividir essa técnica em duas fatias: crítica e conclusão. Ambas pertencem à dissertação. A) A crítica:
criticar não é falar mal ou demonstrar sentimentos pessoais que findam por desprezar o objeto que está
no foco da atenção. Criticar não é fazer afirmações desacompanhadas de dados comparativos. Criticar
é, antes de tudo, disponibilizar ao leitor o tipo de raciocínio que você adota quando faz a interpretação
de um objeto de estudo. Ao demonstrar seu tipo de raciocínio,- você dá uma oportunidade para a
pessoa acompanhar sua linha de pensamento cujo objetivo é a produção de uma reflexão. Para tanto,
você pode fazer um jogo de perguntas que você mesmo coloca, e respostas que você mesmo oferece. A
reflexão é a natureza da crítica. B) A conclusão: a partir da reflexão (ou reflexões) há a possibilidade
de se extrair (da reflexão) uma conclusão. Tal conclusão deve estar fundamentada nos dados colhidos
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durante a realização da pesquisa. A conclusão é a função da crítica. Ou seja, uma conclusão não pode
ser fruto de seus sentimentos particulares. Uma conclusão não pode ser norteada para favorecer suas
crenças ou os valores que são defendidos na cultura onde você nasceu e cresceu, sem levar em conta a
presença de dados que deviam ter sido recolhidos para fundamentar a conclusão. Portanto, uma
conclusão deve ser fruto dos dados que você colheu e analisou por meio de determinado método de
raciocínio. Em um trabalho acadêmico são os dados que vão “contar” a história de uma determinada
realidade. Não cabe a você “contar” a história de tal realidade com base naquilo que você imagina.
Você deve se considerar um instrumento da pesquisa. Você é a pessoa que vai coletar os dados e
escrever aquilo que os dados dizem. Ofereço algumas sugestões de linhas de raciocínio para quando
você usar a técnica de dissertação na redação de seu texto: o raciocínio pelo método da comparação
(comparar a ideia de um autor com a ideia de outro autor, portanto, comparar as citações que você
lançar no texto; comparar a ideia de um autor com um ou mais dados colhidos por você, ou dados
colhidos por outro pesquisador; comparar dados ou resultados com outros dados e outros resultados de
pesquisas feitas por outros); o raciocínio pelo método da lógica, isto é, numa relação de “causa e
consequência”, afinal a ideia de alguém pode ser uma consequência do tipo de experiência que teve
com o objeto, pode ser consequência da cultura onde tal autor se desenvolveu (outro país, outra época),
pode ser consequência da influência que sofreu ou absorveu de outros teóricos, pode ser consequência
de ter tido, ou não, contato com esta ou aquela característica do objeto, esta ou aquela realidade
geográfica, ou limitações na exploração dos dados. A técnica da dissertação para se redigir um texto
acadêmico, deve ser usada na segunda parte do Desenvolvimento do texto. Na primeira parte do
Desenvolvimento você deve usar a técnica da descrição, pois na primeira parte do Desenvolvimento
você irá descrever os procedimentos que adotou (o método) para buscar atingir o objetivo da pesquisa.
Esse detalhamento será visto mais tarde. Vamos tratar primeiro da Introdução do trabalho, uma vez que
já foi detalhado aqui a aplicabilidade das três técnicas de redação em cada parte do trabalho.
Use na introdução a técnica da narração acompanhada, ou não, da descrição. Comece a introdução por
comentar que seu estudo se insere na área do conhecimento tal. Fale um pouco sobre como surgiu seu
interesse pelo tema. Apresente em qual contexto (época, lugar) o tema está inserido. Explique por qual
razão decidiu focar em determinado aspecto do tema. Descreva o que você identificou como uma
questão a ser investigada por meio de uma pesquisa, portanto, trata-se de apresentar o problema de sua
pesquisa (você pode concluir essa frase com uma pergunta, pois uma interrogação representa o
problema que deu origem à pesquisa). Informe por que considera relevante buscar uma resposta que
elucide o problema, como forma de oferecer uma justificativa para que o problema identificado por
você mereça a realização de uma pesquisa. Consequentemente, apresente o objetivo da pesquisa (use
sempre um verbo n o infinitivo para apresentar o objetivo geral e os objetivos específicos que se espera
alcançar com o desenvolvimento da pesquisa. Exemplos de verbos: identificar, descrever, explicar,
elucidar, classificar, quantificar, etc.). Caso você tenha uma hipótese, apresente-a na introdução (uma
hipótese não é elaborada para ser defendida com unhas e dentes pelo pesquisador. O pesquisador se
compromente a testar a(s) hipótese(s) que será(ão) confrontada(s) com os dados colhidos pela
pesquisa. O pesquisador tem o compromisso de apresentar os resultados. Exemplo: a hipótese tal foi
confirmada pelos dados tais; a hipótese tal não foi confirmada em virtude dos resultados tal e tal. A
elaboração de hipótese(s) é facultativa. Mas o teste da(s) hipótese(s) e apresentação dos resultados não
fará parte da introdução. Na introdução você apenas apresenta a(s) hipótese(s). Testes e resultados
serão apresentados no capítulo de desenvolvimento do texto.
Neste parágrafo da introdução faça citações de trabalhos realizados por outros autores (conceitos,
dados estatísticos gerados por outros pesquisadores, teorias) de modo que tais citações demonstrem-se
relacionadas ao tema de sua pesquisa, ou ao problema da pesquisa. Você pode comparar as citações de
dois ou mais autores, comente se há pontos de convergência conceitual entre tal e tal autor, ou se há
divergências entre tal e tal autor; ou compare uma citação de determinado autor com os resultados
estatísticos de determinada pesquisa representada por um órgão institucional ou realizada por outro
pesquisador específico. Comente o que você interpreta dessa comparação e faça uma conexão com o
seu tema, ou o problema de sua pesquisa. Para você dar início a este parágrafo onde citações serão
feitas, sugiro começá-lo por apresentar um breve histórico de conceitos que estejam diretamente
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relacionados ao tema ou ao problema de pesquisa. Vamos imaginar que você vai buscar em vários
autores o conceito de gestão que cada um elaborou. Cada frase pode começar por um autor. Exemplo:
Na visão de Fulano (2011:5) gestão significa “aqui entre aspas está o conceito feito por este autor”.
Entretanto, Beltrano (2008:39) entende que “aqui entre aspas está o conceito feito por este autor”.
Cicrano (1993:49) considera que “aqui entre aspas está o conceito feito por este autor”. Agora você
fará um breve comentário acerca das citações. Por exempo: Ao se comparar as três citações é possível
perceber uma defasagem conceitual. As ideias de Fulano (2011) e Beltrano (2008) convergem entre si,
e divergem da ideia defendida por Cicrano (1993). Talvez a diferença entre as décadas em que cada
conceito foi produzido esteja na origem de tal defasagem conceitual.
Caro aluno, se uma citação couber em até 3 linhas, ela fica dentro do parágrafo, como nos exemplos
acima. Se a citação ultrapassar as 3 linhas ela deve ser deslocada do parágrafo, com margem esquerda
de 4 cm, espaçamento simples, fonte reduzida para o tamanho 10, e ficar sem as aspas. Veja o exemplo
a seguir:

A partir do parágrafo anterior, apresente ao longo da introdução até encerrá-la, entre 4 e 8


autores que tenham formulado um conceito a respeito do tema, ou do problema de pesquisa.
Possivelmente você vai perceber que autores diferentes possui um conceito diferente sobre o
objeto que você pesquisa. Assim, na introdução você passa a realizar uma espécie de auditoria
dos autores para citar o conceito que cada um elaborou sobre um mesmo objeto, ou sobre uma
mesma situação. Comente como você interpreta dois ou mais conceitos a partir da comparação
feita por você entre os mesmos (SOBRENOME, 2011:15).

O exemplo acima é um exemplo do formato de citação direta quando o texto ultrapassa três linhas.
Perceba que o sobrenome do autor citado fica com todas as letras em maiúsculo e dentro de um
parêntese, seguido do ano de publicação do texto de onde foi extraída a citação e, sempre que possível,
insere-se o número da página de onde você extraiu a citação.
Prezado aluno, esta é a minha sugestão para você elaborar a Introdução de seu trabalho acadêmico. O
formato de apresentação pode variar de uma instituição de ensino para outra. Utilize o presente
formato, pois o mesmo foi avaliado e aprovado pela instituição onde você se encontra.

2. Formatação geral
Entramos na parte do Desenvolvimento do trabalho. Vou aproveitar para detalhar o formato geral do
seu Artigo.
O artigo completo deve possuir um mínimo de 12 (doze) páginas e não deve exceder 20 (vinte)
páginas. As margens (superior, inferior, lateral esquerda e lateral direita) devem ter 2,5 cm. O tamanho
de página deve ser A4, impreterivelmente.
O artigo deve ser escrito no programa Word for Windows, em versão 6.0 ou superior. Se você está
lendo este documento, significa que você possui a versão correta do programa. Na sequência, passo a
passo, serão especificados os detalhes da formatação.
Cabeçalho: é aquele que está na primeira página deste texto, descrito a seguir: Título: deve estar na
primeira linha da primeira página, em posição centralizada, com tipo de fonte Times New Roman,
tamanho 15, em negrito, com a primeira letra em maiúscula e as demais letras em minúsculo.
Nome: o nome do autor deve vir duas linhas abaixo do título (ou 24 pontos), centralizado, com letra
Times New Roman, tamanho 12, em negrito e email do autor. Nas linhas seguintes, deve-se repetir o
mesmo procedimento para o nome do curso, nome da Instituição de Ensino, cidade (UF) e data
completa de quando entregou o Artigo (dia, mês e ano).
Resumo: duas linhas (ou 24 pontos) abaixo do nome da cidade e data. O resumo deve ser em língua
portuguesa, com no máximo 200 palavras. Deve-se utilizar texto com fonte Times New Roman,
tamanho 12, com espaçamento entre linhas simples.
Palavras-chave: devem ser informadas imediatamente abaixo do resumo. São aceitas até cinco
palavras-chave, separadas por ponto, com a primeira letra de cada palavra em maiúsculo.
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Títulos das seções: os títulos das seções do trabalho devem ser posicionados à esquerda, em negrito,
numerados com algarismos arábicos (1, 2, 3, etc.). Deve-se utilizar texto com fonte Times New Roman,
tamanho 12, em negrito. Não coloque ponto final nos títulos. O título da primeira seção deve ser
posicionado duas linhas (ou 24 pontos) abaixo das palavras-chaves.
Corpo do texto: o corpo do texto deve iniciar imediatamente abaixo do título das seções. O corpo de
texto utiliza fonte tipo Times New Roman, tamanho 12, justificado na direita e esquerda, com
espaçamento entre linhas simples.
Paginação: as páginas são numeradas no canto superior direito.

3. Formatação de tabelas e figuras


Figuras e tabelas não devem possuir títulos (cabeçalhos), mas sim legendas. Para melhor visualização
dos objetos, deve ser previsto um espaço simples entre texto-objeto e entre legenda-texto. As legendas
devem ser posicionadas abaixo das Figuras e Tabelas. Esses objetos, bem como suas respectivas
legendas, devem ser centralizados na página (ver, por exemplo, a Figura 1). Use, para isso, os estilos
pré-definidos “Figura” ou “Tabela”. Para as legendas, deve-se utilizar fonte Times New Roman,
tamanho 10, centralizada (ou, alternativamente, o estilo “Legenda”). Legendas não levam ponto final.

Figura 1 – Exemplo de figura


Fonte: Dados produzidos pelo o autor (2011)

Nas tabelas deve ser usada, preferencialmente, a fonte Times New Roman, tamanho 10. Os estilos
utilizados no interior de Tabelas devem ser “Tabela Cabeçalho” e “Tabela Corpo”, os quais podem ser
editados (alinhamento, espaçamento, tipo de fonte) conforme as necessidades (como, por exemplo, a
fim de centralizar o conteúdo de uma coluna).
Importante: deve ser evitado o uso de objetos "flutuando sobre o texto". Em vez disso, utilizar a opção
“...formatar objeto ...layout ...alinhado” ao clicar-se com o botão direito do mouse sobre o objeto em
questão.
A Tabela 1 apresenta o formato indicado para as tabelas. É importante lembrar que as tabelas devem
estar separadas do corpo do texto por uma linha em branco (12 pontos). Para tanto, pode-se usar uma
linha do estilo “Tabela Espaçamento” entre o corpo de texto anterior à tabela e a mesma, conforme
exemplificado a seguir.

Tabela 1 – Pesquisa qualitativa versus pesquisa quantitativa


Fonte: Adaptado de Mays apud Greenhalg (1997)

Essas são as principais informações sobre a formatação de tabelas e figuras, vale lembrar que os
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autores precisam estar listados nas referências.

4. Citações e formatação das referências


De acordo com Fulano (1997), citar corretamente a literatura é muito importante. Reparem que a
citação de autores fora do parênteses é feita com a primeira letra em maiúsculo, enquanto a citação de
autores entre parênteses deve ser feita com todas as letras em maiúsculo (FULANO, 1997:32) Ao citar
uma fonte de referência, solicita-se a inclusão do ano e da página. No exemplo anterior os algarismos
1997 significa o ano. A página é apresentada após a inserção de dois pontos após se inserir o ano
(1997:32). Ex.: No entender de Pereira (2005:58) “a citação onde são reproduzidas todas as palavras
do autor citado deve vir entre aspas. Usar aspas é uma maneira de informar ao leitor que todas as
palavras do autor citado foram transcritas na íntegra, e significa uma citação direta”
...ou:
Ex.: “A citação onde são mantidas todas as palavras do autor citado deve vir entre aspas. As aspas é
uma maneira de informar ao leitor que todas as palavras do autor citado foram transcritas na íntegra, e
significa uma citação direta” (PEREIRA, 2005:58).
Ambos os exemplos acima são de citação direta curta, porque a frase possui até 3 linhas. Mas quando a
citação direta for uma frase que ultrapasse três linhas, a ABNT normatiza que a frase será deslocada do
parágrafo e digitada a 4 cm da margem esquerda, sem o uso de aspas e a fonte diminui para tamanho
10. A simples inserção da citação fora do parágrafo por conter mais de três linhas de citação direta,
com fonte tamanho 10, torna desnecessário o uso de aspas. É uma citação direta longa. Após a frase o
SOBRENOME do autor citado deverá vir entre parênteses, seguido de ano e página de onde foi
extraída a frase.
Ex.:
As aspas é uma maneira de informar ao leitor que todas as palavras do autor citado foram
transcritas na íntegra, e significa uma citação direta. Entretanto, quando a frase possuir mais de
três linhas, as aspas não serão usadas, já que fica fácil saber que se trata de uma citação direta
longa uma vez que a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), normatiza em sua
NBR 14724 o deslocamento da frase do parágrafo, além de preconizar a diminuição do
tamanho da fonte para 10 (PEREIRA, 2005:58).

O ano significa a data em que o texto do referido autor foi publicado por um editor. Uma frase de
Platão, filósofo da Grécia Antiga, pode ser citada em seu texto e nesse caso, a referência ao ano diz
respeito ao livro ou texto que você teve acesso (a fonte), possivelmente editado em ano mais recente,
pois sequer existia livro na época de Platão. Assim fica entendido que o ano se refere ao ano de edição
e publicação da fonte de onde a citação foi extraída (livro, tese, internet, etc.). Após o ano, sempre que
for possível, é desejável inserir a página onde se localiza o trecho citado, de modo a dar a oportunidade
ao leitor para acessar na fonte o trecho citado. Quando a página não está disponível em uma fonte
bibliográfica ou documental, como uma carta encontrada em um baú, um livro ou apostila sem
paginação, então basta colocar o ano de edição da fonte da qual você extraiu a citação.
Outro exemplo de citação é a citação indireta. A única diferença é que você não transcreve literalmente
as palavras de um autor, mas apenas a ideia-chave com o vocabulário que você decidiu adotar. Ou seja,
após ler e reler o texto original você irá reescrevê-lo, entretanto, a ideia-chave não é sua mas do autor.
Na citação indireta as aspas não são usadas, mas o sobrenome seguido do ano e página da fonte devem
ser informados. Ex.: Pereira (ano, página) ou (PEREIRA, ano, página). A citação indireta não é
deslocada do parágrafo, com margem de 4cm, portanto as palavras que você escreve como fruto da
interpretação de uma ideia-chave do autor mantém-se no corpo do parágrafo. Lembre-se: sem aspas.
Quando você julgar que se faz necessário suprimir uma parte do texto que pretende citar, seja de forma
direta curta, direta longa ou indireta, porque entendeu que é um trecho desnecessário para a
compreensão e por isso resolveu omiti-lo, sem desmanchar o argumento do autor, usam-se colchetes
com reticências [...]. Ex.: Pereira (2005:23) afirma que “o calendário é composto de doze meses [...] e
são quatro as estações do ano”.
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Atenção: citar trechos de trabalhos de outros autores, sem referenciar adequadamente, pode ser
enquadrado como plágio (BELTRANO, 2002:39). Beltrano é o sobrenome do autor do texto de onde
foi extraída a citação. Reitera-se que é necessário se colocar após o sobrenome o ano e página.

5. Desenvolvimento
Após a Introdução, faz-se o Desenvolvimento do texto. Você pode criar subtítulos do tipo: Método
adotado (você vai descrever o método que foi adotado par atingir o objetivo da pesquisa. Informar em
que região geográfica foi realizada a pesquisa, no caso de pesquisa de campo; ou informar que se fez,
diferente da pesquisa de campo, uma pesquisa puramente bibliográfica a fim de elucidar questões que
diversos teóricos tenham pensado sobre o seu tema. Descrever o período de tempo dedicado à coleta de
dados. Apresentar a amostra que selecionou da qual retirou os dados. Apresenta os dados que coletou.
Cabe ressaltar que “um conceito” expresso por algum teórico, ou um pensamento colhido durante uma
entrevista, são dados, além de outros tipos de dados materiais (objetos). Informar qual foi “a referência
teórica” adotada para realizar a análise dos dados. Nesse estágio você já entendeu que realizar uma
pesquisa é, basicamente, levantar um debate com uma amostra de pensamento produzido por teóricos
(revisão de literatura, de onde retirou citações) e comparar o que disseram os autores (teóricos citados)
com os dados que você colheu em determinada realidade. Uma pesquisa puramente bibliográfica
indica que os dados são “conceitos” colhidos na literatura que serão igualmente comparados, de
acordo com “o problema” que você decidiu investigar. Seja numa pesquisa puramente bibliográfica ou
pesquisa de campo, é necessário adotar uma referência teórica para com ela realizar a análise dos
dados. Ou seja, você vai testar como os dados colhidos se comportam diante de uma referência teórica
adotada para “medir” os dados. Então, o desenvolvimento de seu texto vai se caracterizar por ter
havido uma comparação dos conceitos (citações) dos autores acompanhada de suas observações que
indica o seu posicionamento perante a discussão; por ter havido comparação dos conceitos com os
dados colhidos em determinada realidade; por ter demonstrado que adotou uma referência teórica para
lidar com a análise dos dados; e por descrever os resultados encontrados após a análise dos dados.
Eu sugiro que ao partir para a coleta de dados, você tenha em mente quais dados deseja analisar. Vou
dar um exemplo. Imagine que seu médico lhe solicitou que faça um exame de sangue (hemograma). O
seu médico pretende analisar alguns dados do seu sangue. Ele, previamente, já decidiu que vai
investigar a relação de quantidade entre glóbulos brancos e glóbulos vermelhos como forma de auxiliar
no diagnóstico de alguma infecção (os glóbulos brancos aumentam na circulação sanguínea), ou para
um diagnóstico de anemia (os glóbulos vermelhos diminuem na circulação). Portanto, o laboratório vai
coletar o seu sangue, porém seu médico já decidiu que dados pretende investigar. Eu posso desejar
fazer uma pesquisa sobre história da arte. Vou escolher como amostra as pinturas europeias do século
XV para nelas coletar os meus dados. Que dados pretendo investigar? Essa decisão precisa ser tomada
previamente. Então, decido que os dados que vou coletar da amostra serão as cores. Quero identificar
“o padrão de cores que uma amostra de pintores do século XV usou nas pinturas”. Caro aluno, entenda
que fica mais fácil analisar os dados quando previamente se decide quais serão esses dados. Inclusive,
antes mesmo da coleta eu vou criar uma tabela (Tabela 2) para ser preenchida quando eu estiver na
fase de coleta dos dados. Veja o exemplo abaixo.

Ocorrência de cores primárias Ocorrência de cores secundárias Ocorrência de cores terciárias


Vermelho = Verde = Rosa=
Amarelo = Laranja = Verde azulado =
Azul = Violeta = Amarelo esverdeado =

Tabela 2 – Padrão de cores utilizadas pelos pintores do século XV.


Fonte: Dados produzidos pelo autor (ano)

No exemplo acima outros dados poderiam ser coletados se o objetivo fosse outro (mobiliário de uma
época; vestimentas; armamentos; símbolos religiosos; tipo de pincelada usada pelo pintor; conteúdo
figurativo; conteúdo abstrato; etc.). Por isso eu sugiro que antes de você dar início à coleta de dados de
sua pesquisa, você decida antecipadamente o que quer procurar. É o mesmo comportamento de quando
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buscamos algo no Google. Ninguém entra no Google e fica parado sem saber o que quer buscar. Então,
decida que dados quer encontrar para elucidar o problema que encontrou no tema de sua pesquisa. Se
você vai encontrar, ou não, os dados que decidiu buscar somente a pesquisa vai responder. De posse
dos dados, analise-os e apresente os resultados. Até esse momento, vamos considerar que você
cumpriu com a primeira parte do Desenvolvimento do texto. De posse dos resultados você elabora a
segunda parte do Desenvolvimento do texto. Basta promover um debate, uma discussão sobre os
resultados encontrados. Sugiro comparar os resultados encontrados com citações que você pode lançar
ainda, ou com aquelas que tenha lançado na Introdução ou na primeira parte do Desenvolvimento do
texto. Para fazer as comparações, escolha autores que tenham feito abordagens teóricas sobre a mesma
classe de dados que você tem em mãos (no exemplo acima: as cores). Compare as citações dos autores
com os resultados encontrados, interprete-os de modo a apresentar os pontos de convergência e
divergência. Compare os mesmos resultados com a(s) sua(s) hipótese(s), caso a(s) tenha elaborado.

6. Conclusão
Sua conclusão será fundamentada nos resultados e na discussão anteriormente abordadas. O autor
deverá apresentar suas descobertas de maneira lógica. Por exemplo: isso é consequência daquilo; isso
causou aquilo. Use um vocabulário claro e conciso. Nesta frase apresente a conclusão a que você
chegou com base nos resultados encontrados. Nesta frase informe se cada objetivo foi alcançado
(informe um por um). Nesta frase ofereça respostas no sentido de esclarecer se o problema de pesquisa
foi elucidado. Nesta frase informe se cada hipótese foi confirmada ou negada pelos resultados
encontrados, caso você tenha elaborado hipótese(s). Nesta frase informe sobre as limitações
encontradas no decorrer da pesquisa (na fase dos procedimentos de coleta de dados, na fase de
encontrar autores que abordassem o tema – onde você buscou tais autores?). A ideia é que mesmo
diante de limitações que possam ter havido e com as quais não foi possível lidar, você apresente outros
aspectos que podem ser exploradas por outros pesquisadores, por outros trabalhos no futuro. Nenhuma
citação de outros autores deve ser feita na fase de conclusão.

Referências
Todas as citações feitas no texto devem constar ao final, na seção Referências. As Referências devem
aparecer pelo sobrenome do autor em ordem alfabética, todas as letras em maiúsculo, seguido do nome
com apenas a primeira letra em maiúsculo. As referências não devem ser numeradas. O espaçamento é
simples, com um espaço entre cada referência listada. O título das obras citadas em seu texto como
Referência deve estar destacado em negrito (ou sublinhado, ou em itálico).

ABNT, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e


documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro, 2002.

ABNT, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6028: resumo: elaboração.


Rio de Janeiro, 2002.

ABNT, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: citações: elaboração.


Rio de Janeiro, 2002.

ABNT, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: formatação de


trabalhos acadêmicos. Rio de Janeiro, 2002.

DEMO, Pedro. Metodologia Científica em Ciências Sociais. São Paulo: Cortez, 1991.

LAKATOS, Eva Maria. Metodologia Científica . São Paulo: Atlas, 1997.

MORAES, Irani Novah. Elaboração da Pesquisa Científica . Rio de Janeiro: Ateneu, 1996.
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SALOMON, Décio Vieira. Como fazer uma monografia. São Paulo: Martins Fonte, 1995.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. São Paulo: Cortez,1996.


Anexo
Os anexos devem vir ao final do trabalho. Vale salientar que os anexos ao serem inseridos não são
contados como páginas.