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trabalhe para viver,

não viva para trabalhar


índice
Introdução – Como Cheguei Até Aqui ........................................................................................ 2

Faça o Que Você Ama ................................................................................................................. 3

Síndrome da Infelicidade Generalizada ....................................................................................... 4

A Busca Pela Felicidade .............................................................................................................. 5

E Então, Devo Ser Freelancer? ................................................................................................... 6

Uma Decisão Bem Pensada ....................................................................................................... 7

Uma Transição Suave ................................................................................................................. 8

Conclusão .................................................................................................................................... 9

Sobre a Autora .......................................................................................................................... 10

Sobre o Freelaholic ................................................................................................................... 10

Agradecimentos ........................................................................................................................ 10

www.freelaholic.com
introdução
como cheguei até aqui
Para quem não me conhece, meu nome é Analuísa Bessa e sou freelancer há
10 anos. Comecei como uma estudante qualquer, cheia de planos para o
mercado de trabalho, sonhando com aquele emprego que me faria ter orgulho
de onde cheguei, aquela empresa da qual eu teria orgulho de fazer parte e
aquela equipe com a qual eu estaria feliz em trabalhar.
Vieram os estágios e, com essas oportunidades, foram se revelando as
primeiras dificuldades do mercado de trabalho. A remuneração inferior à
nossa necessidade, os horários inflexíveis de trabalho, os abusos que temos
que aguentar como profissionais iniciantes, aquele olhar corporativo que nos
vê como peças de uma máquina...
“Deve ter uma outra forma de ganhar a vida”, pensei. E surgiram as primeiras
oportunidades de trabalho autônomo, quando colegas me procuraram para
revisar monografias e traduzir pequenos textos.
Com o passar do tempo, as dificuldades foram se confirmando e se
intensificando. Eu simplesmente me sentia um peixe fora d’água e temia
nunca me encaixar em lugar algum do mercado.
Pra ser sincera, a maioria dos motivos que fazem as pessoas migrarem para
o mercado freelance é super válida. Mas preciso confessar que meu maior
prazer como freelancer é ganhar a vida trabalhando de pijama.
Existe uma simbologia no pijama que significa muito para mim. O nível de
controle que você tem sobre diversas variáveis do seu momento de trabalho;
o nível de conforto de poder fazer suas próprias horas e escolher o melhor
ambiente para trabalhar; a independência de escolher seus clientes, as
atividades que deseja exercer, sem ter que servir cafezinho para ninguém (o
eterno trauma dos estagiários).
Em meus 10 anos de carreira (todos trabalhados, de uma forma ou de outra,
em uma frequência ou outra, como autônoma), nunca imaginei que essa
transição profissional poderia ser uma decisão tão acertada. Para mim.
Porque certamente ser freelancer não é para todo mundo. Assim como um
emprego tradicional com carteira assinada também não é para todo mundo.

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faça o que você ama
"Você não pode trabalhar com isso, porque NÃO DÁ DINHEIRO!"
Quantas vezes você ouviu isso em sua vida?

Eu ouvi DIVERSAS. Mas as pessoas que me diziam essas coisas mal podiam
imaginar o futuro que nos esperava.

Um futuro em que funcionários públicos e profissionais concursados não são


mais sinônimos de estabilidade financeira. Um futuro em que você, com um
carro e um App, pode criar sua própria carreira. Um futuro em que existem
coisas chamadas Youtuber, Blogueiro, Vlogueiro, Influenciador Digital e que
são formas reais de sustento. Um futuro em que você pode usar plataformas
de trabalho online para trabalhar diretamente de uma poltrona de seu
Starbucks favorito – ou até mesmo, OUSE!, de pijama em seu próprio
escritório home office.

Quem falava essa célebre e frustrante frase para você não podia imaginar
todas as novas formas de ganhar dinheiro que surgiriam com o passar dos
anos. Agora, pense em quantas pessoas desfizeram seus planos e desistiram
de seus sonhos ao ouvir essa frase. Pense nas pessoas que seguiram essas
orientações e se acomodaram em empregos que não as comovem, que mal
as sustentam. Pessoas que entraram em modo automático e desistiram da
ideia de que é possível ser feliz trabalhando.

E você? Quais decisões você deixou de tomar, que sonhos você deixou de
realizar, que profissão você deixou de escolher, porque, anos atrás, "não dava
dinheiro"?

Em minha experiência, aprendi que a vida tem um jeito muito interessante de


se adaptar. Novas profissões surgem o tempo todo. As redes sociais dão
espaço para novos talentos, novas carreiras, novos mercados e novas
demandas. Nunca se viu um número tão grande de coaches por aí, de
especialistas em motivação, de psicólogos, de terapias holísticas,... E, ainda
assim, há sempre espaço para mais um, sem preocupação com concorrência,
porque cada pessoa é única e tem algo único a agregar ao mundo.

O mesmo vale para VOCÊ.

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SÍNDROME DA INFELICIDADE
GENERALIZADA
O que abriu espaço para tantos nichos diferentes de bem-estar? Tenho uma
teoria sobre isso, que chamei de "Síndrome da Infelicidade Generalizada". Ao
meu ver, a Síndrome da Infelicidade Generalizada foi o resultado de gerações
que deixaram de lado suas paixões para fazer o que "dava dinheiro" e se
depararam com uma vida de poucos prazeres e de muita automação, de
muita rotina, de pouca felicidade.

Esse padrão de comportamento levou ao boom de pessoas com quadros de


depressão, ansiedade e síndromes como Burnout, que hoje, depois de anos
fazendo o que não trazia felicidade, se cansaram.

Toda oferta surge a partir de uma demanda. Ao ver o mercado se abrindo, se


adaptando e criando novas possibilidades de buscar a felicidade, uma boa
parte da população resolveu fazer um esforço consciente para mudar de vida.
Esse movimento já vem acontecendo há um tempo e agora só está se
intensificando.

E, conforme as pessoas buscam mudar de vida e encontrar algo que dê a elas


prazer e felicidade – além da sensação de ser útil no mundo –, muitas pessoas
decidem mudar de vida, ajudando o próximo a mudar de vida! A partir daí,
começou o boom das profissões de Coaching, Mentoring, Consultoria,
Psicologia, Terapias Holísticas e Técnicas de Bem-Estar (como meditação,
yoga e até mesmo o bem-estar voltado pro físico e pra autoestima, que
transformou em meme o estilo de vida "fitness").

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A BUSCA PELA FELICIDADE
O Brasil está vivendo uma crise econômica e política, o mercado de trabalho
está cada vez mais competitivo e com menos oportunidades e são cada vez
mais pessoas disputando pelas mesmas vagas, tendo que acumular cada vez
mais experiência, mais qualificações e mais diplomas. Fora os nepotismos,
favoritismos, racismos, machismos e outros “ismos” que também podem ficar
entre você e o tão desejado trabalho.

O outro lado dessa moeda tão sombria é a tendência geral de busca pela
felicidade, que vem justamente da ruptura das pessoas que cansaram de se
resignar e querem buscar seu próprio caminho para o arco-íris. E penso que,
por isso, para qualquer pessoa que queira transformar sua carreira, esse seja
o melhor momento de fazer a tão merecida transição para uma forma mais
livre, flexível e realizadora de trabalhar.

E a ideia de concorrência está se transformando também. A verdade é que


cada um é único e tem algo único para agregar ao mundo. E nada é eterno,
tudo se transforma. Com o tempo, cada profissional vai criando seu lugar no
mercado de trabalho, vai encontrando sua especialidade, seu método próprio,
sua linguagem própria e vai criando seu próprio jeitinho de ajudar as pessoas.

Em um mundo em que tem espaço para Xuxa, Angélica, Eliana e Mara


Maravilha, também há espaço para todas as variedades de profissionais, por
mais similares e “concorrentes” que eles possam parecer, porque a afinidade
e a identificação se tornaram diferenciais adicionais às variáveis tradicionais
de preço, qualidade e atendimento.

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E ENTÃO, DEVO SER
FREELANCER?
Você está feliz com a sua vida do jeito que está? Gosta do seu trabalho? Ele faz
você feliz? Seu expediente passa rápido, de tanto que você se diverte? Você
gosta das pessoas com quem você trabalha e das tarefas que você realiza?
Você sente que sua remuneração é justa e que é suficiente para pagar suas
contas? Se sua resposta foi SIM para ao menos algumas dessas perguntas,
você parece estar no caminho certo! ;)

Mas, se sua resposta para essas perguntas foi NÃO, ou se você simplesmente
queria ter dito um SIM mais entusiasmado, se queria ganhar mais ou poder
trabalhar menos, se queria vivenciar maior liberdade e flexibilidade em sua
rotina de trabalho, é possível fazer ajustes em sua vida que proporcionem
maior bem-estar para você.

Isso significa que você deve largar seu emprego e jogar tudo pro alto? Não.
Isso significa que não é crime sonhar mais alto, desde que você o faça com
responsabilidade. Isso significa que não é absurdo ter fé de que você tem algo
especial para oferecer ao mundo. Isso significa que é possível SER MAIS FELIZ
do que você é agora. E não é preciso jogar tudo pro alto para isso.

6
UMA DECISÃO BEM PENSADA
Fazer esse movimento de transição deve ser uma decisão bem pensada. Para
ajudar você a entender que toda decisão na vida tem prós e contras, aproveito
para citar 3 dos principais desafios que o profissional autônomo enfrenta em
seu dia a dia.

O primeiro certamente é a questão da disciplina. A disciplina (ou falta dela) é


o outro lado da moeda da liberdade. Se, por um lado, ser freelancer ou
empreendedor é ótimo, por conta da liberdade e da flexibilidade de fazer seu
próprio horário e não ter um chefe cobrando você o tempo todo... Por outro
lado, pode ser muito difícil usar essa liberdade com responsabilidade. Não
pense que o profissional autônomo não tem chefe, porque não é verdade. O
profissional autônomo é seu próprio chefe e, por isso, deve fazer seu próprio
controle de suas demandas, dos dias e horários trabalhados, de suas
responsabilidades e obrigações, e do seu nível de produtividade.

Outro desafio é a responsabilidade financeira. O profissional autônomo, é


claro, não tem carteira assinada. Portanto, não tem salário fixo. Isso exige que
você tenha muita responsabilidade na gestão de seus ganhos. É importante
separar economias todos os meses, saber quais os meses do ano em que vem
mais trabalho e aproveitar esses meses para fazer seu “pé de meia”, o
salvador da pátria nos meses de menos trabalho.

Outro grande desafio é definir seu posicionamento. Ter um talento e querer


oferecê-lo em forma de produto ou serviço é certamente o requisito principal.
No entanto, no mercado freelance e do empreendedorismo, é importante
saber se posicionar. Afinal, você tem algo único a oferecer, mas sua mensagem
tem que chegar às pessoas de alguma forma. Utilizar noções de Marketing e
Branding para transmitir essa mensagem é fundamental, além de ferramentas
como um site, redes sociais, plataformas de trabalho online e os tradicionais
cartões de visita.

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UMA TRANSIÇÃO SUAVE
Se você sente que a carreira freelance ou o empreendedorismo é uma boa
opção para você, saiba que você pode fazer uma transição suave em sua
carreira. Pode começar a trabalhar como autônomo em seus dias livres,
procurar poucos clientes para começar a construir sua reputação e usar a
carreira de autônomo como complementação de sua renda atual.

Conforme sua carteira de clientes for evoluindo, você pode passar a dedicar
mais tempo a ela, ganhar mais e dar os próximos passos em direção a uma
carreira de liberdade e flexibilidade.

De uma forma ou de outra, o importante nesse momento é aproveitar esse


movimento geral da sociedade, em busca de um trabalho de maior
significado, de mais felicidade e realização pessoal, para buscar esses
benefícios para você também.

Analise em seu dia a dia as tarefas que mais fazem você feliz e, também, as
que mais deixam você frustrado e insatisfeito com sua situação atual. Veja
como essas tarefas podem ser modificadas, para que fiquem mais leves e
mais alinhadas com o seu talento, com as suas paixões e com o que você
deseja fazer.

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CONCLUSÃO
Conquistar a felicidade e a realização pessoal é simples, mas não é fácil. Não
se trata apenas de ter flexibilidade e liberdade na carreira. Na verdade, a
realização pessoal não pode girar em torno do que você faz em horário
comercial.
É importante buscar o equilíbrio entre a realização pessoal e a realização
profissional. E isso é feito, em suma, separando tempo para as duas coisas:
sua carreira e suas conquistas pessoais. Dedicar tempo aos amigos e
familiares, além de criar novas conexões com o mundo, traz muito significado
para nossa vida também.
Dedicar tempo à sua educação continuada, para que você sempre atualize
seus conhecimentos e cresça continuamente, também é fundamental e um
grande diferencial no mercado, seja como profissional de carteira assinada ou
autônomo.
Mas penso que a sacada mais importante deste e-book é tomar suas decisões
com uma certeza clara em sua mente: a felicidade é um atributo interno, que
não pode ser “terceirizado” para suas relações, para sua situação financeira,
nem para seu trabalho.
É fácil ser feliz olhando uma conta bancária com mais dígitos do que seu
telefone, ou vivendo uma carreira de prestígio e autoridade, ou curtindo
apenas momentos divertidos com as pessoas que você ama.
O real desafio é buscar a felicidade quando sua conta bancária acumula teias
de aranha, ou quando sua carreira está apenas começando, ou nos momentos
tristes e difíceis dos seus relacionamentos.
Felicidade não é uma conquista, é uma mentalidade. E, embora seja possível
sim ser feliz trabalhando, o mais importante nesse processo é entender que
você não encontrará a felicidade no trabalho freelance, mas sim em VOCÊ,
como consequência de buscar algo mais autêntico e genuíno a quem você é,
algo que valorize seus talentos e dons individuais, que respeite você como
pessoa e profissional, e que lhe permita conquistar suas metas e realizar seus
sonhos.
Entendido? Beleza.

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SOBRE A AUTORA
Analuísa Bessa é formada em Comunicação
pela ESPM-RJ e Pós-Graduada em Interpretação
de Conferências pela PUC-Rio. Depois de quase
10 anos no mercado, depois de ter conquistado
uma carreira de liberdade, flexibilidade e
independência, percebeu que tinha se tornado
refém de seu próprio trabalho, ao adotar uma
rotina de workaholic.
Percebeu que, apesar de amar o que fazia, vivia em função do trabalho e das
conquistas financeiras. Apesar de suas crenças, sentia que sua vivência
profissional e espiritual tinha se tornado engessada e automatizada e já não se
sentia mais conectada com o mundo, muito menos com Deus.
Decidiu buscar o real significado de sua vida e, depois de quase 2 anos de
terapias e estudos sobre religião, espiritualidade e práticas energéticas, ela
reconstruiu sua vida e descobriu o verdadeiro caminho para a felicidade,
dentro e fora do ambiente de trabalho. Agora, depois dessa transformação,
transforma também o Freelaholic, para refletir essa jornada e compartilhar
com o mundo as descobertas que fez ao longo dessa caminhada.

sobre o freelaholic
O Freelaholic foi criado há 4 anos, como um blog voltado para freelancers,
com dicas e orientações sobre como conseguir “freelas”, clientes e a renda
necessária para conquistar sua liberdade financeira. Hoje, acompanhando a
transformação de sua criadora, é um casulo para jovens profissionais e
pessoas que desejam transformar ideias em negócios reais.

agradecimentos
Aos mentores Roberta Moreira Borges e Victor Damásio, que me ajudaram
a transformar minha mente e meu negócio respectivamente, por toda a
alegria e o orgulho que vocês permitiram desabrochar em mim durante esse
processo. Aos clientes e colegas freelancers, pelo apoio e valorização de
meu trabalho. Às minhas dogs, Bellinha, Baunilha e Puma, por serem as
melhores colegas de trabalho que eu poderia ter. E à minha mãe, Maria
Bessa, por me ensinar a importância do conhecimento como único ativo que
não pode ser tirado de nós.

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