Você está na página 1de 12

1. Título: Prática sobre convecção.

2. Objetivos gerais e específicos:

Como forma de aplicação dos conceitos aprendidos em sala de aula, a prática se


propõe a calcular o coeficiente de transferência de calor por convecção entre um
material imerso em uma estufa e o ambiente em que o mesmo material está inserido.
3. Fundamentos:

Os conceitos a seguir são de grande importância para a compreensão da prática


realizada:

 Convecção: Transferência de energia devido ao movimento molecular


aleatório (difusão), a energia também é transferida através do movimento
global, ou macroscópico, do fluido.
 Convecção Natural: Na convecção natural, o movimento do fluido é
devido às forças de empuxo no seu interior, enquanto na convecção
forçada o movimento é imposto externamente. O empuxo é devido à
presença combinada de um gradiente de massa específica no fluido e de
uma força de corpo que é proporcional à massa específica.
 Regime Transiente: em um regime transiente, na transferência de calor,
a temperatura de um corpo, bem como outras propriedades, em geral,
varia com o tempo e posição. Em coordenadas retangulares, essa
variação é expressa como T(x,y,z,t).
 Sistemas Concentrados: Na análise de transferência de calor, alguns
corpos comportam-se como um “caroço”, cuja temperatura interior
permanece uniforme em todos os momentos do processo de
transferência. A temperatura desses corpos pode ser considerada como
função só do tempo T(t). A análise de transferência de calor que utiliza
essa idealização é conhecida como análise de sistemas concentrados.
4. Materiais e métodos:

Cilindro de cobre
Estufa
Multímetro
Termo par;

equipamentos utilizados

4.1.1.Procedimento experimental:
Dentro da estufa regime permanente e T∞=120,0°C
A temperatura ambiente Ti= 24,44°C
Para a obtenção da relação temperatura tensão, conectou-se 1 ponto na água a 0°C e
outro ponto no material de alumínio, utilizando assim o termopar. Após colocar o
material dentro da estufa, realizamos diversas medidas vindas do termopar, com o auxilio
de um multímetro. As medições foram feitas em intervalos de tempos pré-determinados
de 300 segundos cada (5 minutos).
5. Resultados experimentais:
5.1. Dimensões do corpo de prova:

Cilindro
(cm) Cilindro pequeno Cilindro médio Placa
grande
Diâmetro 1,3 2 2,6 xxxx
Altura 15,2 15,2 15,2 15,2
Largura xxxxxx xxxxxx xxxxxx 1,3
Comprimento xxxxxx xxxxxx xxxxxx 9,8
Tabela 1 - Dimensões dos corpos de prova
5.2. Propriedades termofísicas:
Condutividade Térmica, kCu = 386 W/m*K
Massa específica, ΡCu = 8954 kg/m3
Calor específico,cpCu= 383,1 J/kg*oC

5.3. Dados obtidos:


O tempo t(s) e a força eletromotriz E(V), foram medidos durante os experimentos. As
temperaturas, ψ e –lnψ, foram medidos através de fórmulas aplicadas no Microsoft
Excel. Abaixo segue a tabela com os dados:

Temperatura °C Temperatura °C
Tempo t [s] E [mV] ψ -ln ψ
(termômetro) (multímetro)
0 0,9 82 22,02 0,9371875 0,06487191
300 1,4 85 34,17 0,758656716 0,276205888
600 1,8 88,5 43,92 0,632340426 0,458327382
900 2,2 92,5 53,69 0,520939597 0,65212118
1200 2,6 96 63,48 0,416923077 0,874853542
1500 2,9 99,5 70,84 0,351656442 1,045100598
1800 3,2 103 72,2 0,362352941 1,015136567
2100 3,4 107 83,11 0,268426966 1,315176408

Fórmulas utilizadas:
Ψ=(T(t)-T∞)/(Ti-T∞); sendo:
T∞= 120oC (temperatura no interior da estufa);
Ti= 24,44 0C (Temperatura ambiente)
T(oC)=a0+a1*E+ a2*E2+ a3*E3+ a4*E4+ a5*E5+ a6*E6+ a7*E7+ a8*E8;
TRef=0oC;
a0 0,226584602
a1 24152,109
a2 67233,4248
a3 2210340,682
a4 -860963914,9
a5 48350600000
a6 -1,18452E+12
a7 1,3869E+13
a8 -6,33708E+13
6. Análise dos resultados:

6.1. Gráfico: -lnψ x t

6.2. Cálculo do coeficiente médio de transferência de calor experimental:

𝜌.cᵨ.V
hexp = α . 𝐴𝑠
;

Onde α é o coeficiente angular da reta oriunda do gráfico e As é a área superficial do cilindro


pequeno. Os dados do cilindro são os seguintes:

Diâmetro (d) = 1,3cm = 0,013m

Altura (L) = 15,2cm = 0,152m

Raio (r) = 0,65cm = 0,0065m.

Daí, a área superficial fica:

As = 2.𝜋.r.L + 2. 𝜋.r²

As = 2.𝜋.(0,0065m).(0,152m) + 2. 𝜋.(0,0065m)²

As = 6,473*10^-3 m² = 0,006473 m²
E o volume do cilindro:

V = 𝜋.r².L

V = 𝜋.(0,0065m)².(0,152m)

V = 0,000020175 m³

Da equação do gráfico, y = 0,001x - 0,062; temos então que o coeficiente angular da reta, α,
vale 0,001 (é o termo que multiplica ‘’x’’ na equação da reta).

O cálculo do coeficiente de transferência de calor (h) pode agora ser realizado.


𝜌.cᵨ.V
hexp = α . 𝐴𝑠

(2707∗896 ∗0,000020175)
hexp = (0,001). 0,006473

hexp = 7,5597 W/m².K

Por correlações empíricas para o cálculo do coeficiente de transferência de calor (h),


tendo por base se tratar de convecção natural sobre um cilindro vertical, primeiro
calculamos o número de Grashof, visto se tratar de convecção natural. Os cálculos
foram feitos considerando o ar a 21 °C (294K):

Tf = 294K

ρ = 1,1614 kg/m³

ѵ = 15,89 *10^-6 m²/s

β = Tf ^-1 = 3,40*10^-3=0,0034 K^-1

Pr = 0,707

g = 9,81m/s².

O número de Grashof fica sendo:

𝑔.β(Ts−T∞)L³
Gr˪ = ѵ²

Gr˪ = 78.400.277,2419

Gr˪ = 7,84 x 10^7

Então:

Ra˪ = Gr˪.Pr=5,54x10^7
O valor de Nusselt é calculado então por:

Nu˪ = 0,555(Gr.Pr)^1/4

Nu˪ = 0,555.(5,54x10^7)^1/4

Nu˪ = 47,881795

Nu˪ = 47,882

Agora, podemos calcular o valor do coeficiente de transferência de calor, h:

𝑁𝑢˪.k
h= 𝐿

47,882 𝑥 26,3∗10^−3
h= 0,152

h = 8,2848 W/m².K

Comparação entre os resultados:


hexp/h= 7,5597/8,2848=0,9124
7. Conclusão:
Os resultados obtidos foram satisfatórios. Apesar de diferente do resultado obtido
através dos cálculos com as relações empíricas, o resultado final está bem próximo
do resultado teórico. Cumprimos assim, o objetivo do experimento, que era
determinar o coeficiente convectivo em relação a corpos submersos. As diferenças
observadas nos dados finais são aceitáveis se dão por causa de variações que
desconsideramos, tais como: erro nos equipamentos utilizados, erros na coleta de
dados, variações ambientais etc.
8. Referência bibliográfica:
INCROPERA, Frank P., DE WITT, David P. Fundamentos de Transferência de Calor e
Massa. Tradução e revisão técnica Eduardo Mach Queiroz. 6ª edição. LTC, 2008.

Transferência de calor -UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE – Faculdade


de Engenharia.

Estudo da convecção natural, forçada e mista, João José de Souza - Universidade


Santa Cecília , Departamento de Engenharia Mecânica;
Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP
Escola de Minas
Departamento de Engenharia de Controle, Automação e
Técnicas Fundamentais – DECAT – Engenharia Mecânica

RELATÓRIO SOBRE A PRÁTICA DE CONVECÇÃO

Nomes: Paulo Henrique Alves

Vinícius Moraes

Ouro Preto, 09 de agosto de 2016