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AS TEORIAS PÓS-CRITICAS NA PERSPECTIVA DE TOMAZ TADEU DA SILVA

Alisson Beerbaum, Maristela Heck , Lauren Braida

No terceiro capitulo, intitulado: As teorias pós-criticas, o autor Tomaz Tadeu da Silva, expõem seus apontamentos em
6 tópicos. São eles:
I. Diferenças e identidade: o currículo multiculturalista: neste tópico o autor destaca a perspectiva
multiculturalista por onde nesta, o currículo é influenciado de dessemelhantes formas, mas principalmente
através das relações humanas de poder. Então, de forma genérica, o tópico vem abordar estas diferenças sociais,
culturais, étnicas e de gênero que afetam o currículo, expressando as carências e contribuições das diversas
teorias pós-criticas para as mudanças curriculares, explicando questões, como o fato do currículo que venha a
seguir a perspectiva multiculturalista baseado nas ideias de tolerância, respeito e convivência harmônica entre
as culturas.
II. Seguindo as premissas de relações de gênero e da pedagogia feminista correlacionando-as com a utilização de
classe e linhas de poder, o autor nos expõe que a análise de gênero em educação, esteve primeiramente
focalizada com a questão do acesso, desde que se percebeu em diversos estudos, que o nível da educação das
mulheres era bastante inferior ao dos homens. Nesta perspectiva, segundo o autor o currículo é “um artefato
que, ao mesmo tempo, corporifica e produz relações de gênero”.
III. Em: O currículo como narrativa étnica e racial, o autor descreve os impactos que o currículo sofre/sofreu a
partir de questões étnicas e raciais. Desta forma, podemos salientar, que uma das grandes contribuições deste
tópico para além de elencar a questão da desigualdade educacional - historicamente implantada pela questão da
raça e etnia -é apontar que estes termos provocaram e provocam profundas e aferradas discussões, tendo em
vista, que em geral utiliza-se o termo “raça” para identificações fundamentadas em características físicas, como
a cor da pele, e o termo “etnia” é empregado para identificações baseadas em características mais culturais,
como religião, língua e etc.
IV. No tópico “Uma coisa “estranha” no currículo: a teoria queer”, Silva aborda sucintamente a respeito da teoria
queer e qual suas contribuições para o currículo. Entendemos que esta teoria não se restringe em fazer uma
construção social da identidade homossexual, não obstante estimula nosso pensamento a pensar queer, i.e, essa
teoria vem a ser um caráter epistemológico que se desdobra para o conhecimento e a identidade de modo geral.
Assim, Silva realiza uma explicação relevante acerca da teoria queer para o currículo, demonstrando uma visão
positiva dessa teoria.
V. Em “O fim das metanarrativas: o pós-modernismo” o autor discursa acerca do movimento “pós-modernista” e
qual sua conexão com o currículo. Em adição, Silva expõem alguns pontos principais dos questionamentos que
o pós-modernismo faz aos ideais modernos, tal como noções de razão, racionalidade, progresso e sujeito. Silva
enfatiza o antagonismo que há entre o currículo vivente e o pós-moderno, já que o currículo existente possui
apenas características modernas e que “a teorização crítica da educação e do currículo acompanha os princípios
da grande narrativa da Modernidade.”
VI. Em conseguinte o autor expõe em “A crítica pós-estruturalista do currículo” sucintamente características do
pós-estruturalismo e discute algumas semelhanças e diferenças com o pós-modernismo. Nesse sentido, o autor
apresenta as contribuições para a definição do que é pós-estruturalismo dos autores Foucault e Derrida. Em sua
finalização, Silva explicita sobre como o ideal pós-estruturalista poderia se unir a área de estudos do currículo.
O autor propõe uma discussão acerca da temática, na qual ele consegue situar relações entre identidade e teorias
curriculares.

DEPOIS DAS TEORIAS CRITICAS E PÓS-CRITICAS


Nesta seção Tomaz Tadeu da Silva expõem em que pontos divergem as teorias crítica e pós-crítica e nos alerta
sobre a questão de não se pensar a “pós” “simplesmente uma superação”, e se pensarmos essa como possibilidade de
novos caminhos para se pensar questionamentos que a teoria crítica não dava conta. O autor a destaca a compreensão
iniciada pelos críticos sobre o currículo como uma criação social, ou seja, resultado de um processo histórico. Exibe
como para uma o processo que envolve o poder se diferencia e que é dentro das relações de poder que ressalta a
importância das duas teorias, pois depois das mesmas o currículo não mais poderá ser visto como no modelo tradicional.
O currículo “tomou sangue novo” e como destaca o autor “o currículo é documento de identidade”.