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RESUMO

1) Arredondamento:

O arredondamento dos números segue as seguintes regras:

1ª) Se o algarismo decimal seguinte a ordem n − 1 , ou seja, da ordem n, for menor que 5,
mantemos o algarismo da ordem n − 1.

Exemplo: Desejamos arredondar 11,743 para duas casas decimais.

11, 74 3 = 11, 74

2ª) Se o algarismo decimal seguinte a ordem n − 1 for maior ou igual que 5, acres-
centamos uma unidade ao algarismo da ordem n − 1 .

Exemplo: Desejamos arredondar 11,745 para duas casas decimais.

11, 74 5 = 11, 75

Exemplo: Desejamos arredondar 11,746 para duas casas decimais.

11, 74 6 = 11, 75

2) Algarismos Significativos:

Os algarismos significativos baseiam-se nas seguintes regras:

1ª) Os algarismos significativos são todos os entre 1 e 9 (inclusive). Exemplos:

 53,24 tem 4 algarismos significativos;

 1238,74 tem 6 algarismos significativos.

2ª) O zero é um algarismo significativo quando se encontra entre dois algarismos dife-
rentes de zero. Exemplos:

 303 tem 3 algarismos significativos;

 20034 tem 5 algarismos significativos.

4ª) Devemos evitar o uso de zeros à esquerda dos algarismos significativos a fim de obter o
valor correto, pois isto dificulta a leitura, e os zeros à esquerda do primeiro algarismo
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diferente de zero não constituem algarismos significativos. Também devemos evitar a


utilização de zeros à direita dos algarismos significativos para obter a potência de dez
correta. Esta é uma prática ruim, uma vez que, no mais das vezes, aumenta, indevidamente,
o número de algarismos significativos. Só devemos utilizar zeros à direita dos algarismos
diferentes de zero, quando os zeros forem realmente significativos. Exemplos:

 0, 072 = 7, 2 ×10−2 tem 2 algarismos significativos;

 0, 0240 = 2, 40 ×10−2 tem 3 algarismos significativos;

 1,000 tem 4 algarismos significativos;

 33,340 tem 5 algarismos significativos;

 0, 00000170 = 1, 70 ×10−6 ;

 12360000(com quatro significativos) = 1, 236 × 107 e supôs-se aqui que os zeros à


direita não são significativos; se eles fossem o valor deveria ser expresso sob a
forma 1, 2360000 × 107 .

 53 tem 2 algarismos significativos;

 5300(com dois significativos) = 5,3 × 103 ;

 5300(com quatro significativos) = 5,300 × 103 ;

 5300,0 ou 5,3000 × 103 tem 5 algarismos significativos.

5ª) A posição da vírgula não influi no número de algarismos significativos. Exemplo: a


medida 0,0720 tem 3 algarismos significativos, podendo ter a posição da vírgula alterada de
várias formas usando uma potência de 10 adequada e sem alterar o seu número de algaris-
mos significativos, conforme aparece a seguir:

 0,0720 m = 0,720 × 10−1 m = 0,720 dm;

 0,0720 m = 7,20 × 10−2 m = 7,20 cm;

 0,0720m = 72,0 × 10−3 m = 72,0 mm.

Observamos que o número de algarismos significativos é sempre 3, independente da


forma que o número foi escrito e da posição da vírgula. Outro ponto notável é que o valor
3

da medida é sempre o mesmo, uma vez que:

0,0720 m = 0,720 dm = 7,20 cm = 72,0 mm

6ª) O número de algarismos significativos de uma grandeza medida ou valor calculado é


uma indicação da incerteza: mais algarismos significativos, menor a incerteza associada ao
valor. Exemplos:

 Se for apresentada uma temperatura de 32°C, com 2 algarismos significativos, está


indicado que a temperatura está entre 31,5° e 32,5°C, ou seja, (32 ± 0,5)ºC, tendo
este valor precisão até a casa das unidades e excursionando, incertamente, pela casa
dos décimos.

 Se a temperatura for apresentada como 32,5°C, com 3 algarismos significati-vos,


significa que ela está entre 32,45°C e 32,55°C

7ª) Esta última regra aplica-se tão somente a valores medidos ou calculados. Já os núme-
ros inteiros que descrevem o número de objetos discretos de distribuições finitas são
exatos, conforme já foi antecipado na seção 1.5, ou seja, possuem precisão infinita, isto é,
número infinito de algarismos significativos. Mais ainda: os valores finitos, inteiros e
exatos são, em realidade, números decimais com parte inteira não nula e número infinito de
zeros. Exemplos:

 7 dias = 7,0000000... dias;

 3 pessoas = 3,0000000...pessoas.

Talvez devesse ter sido instituída pelos cientistas aplicados, uma regra para dife-
renciar um valor medido e inteiro, com precisão até a casa das unidades, e um valor in-teiro
e exato, até porque eles são bem diferentes. O primeiro, na realidade, é um número decimal,
cujo valor incerto excursiona até a casa dos décimos, e o segundo, conforme já explicado, é
equivalente a um número decimal, também com parte inteira não nula e número infinito de
zeros na parte fracionária. Uma sugestão é:

 Valor inteiro e exato: 32°C

 Valor medido, inteiro e com precisão na casa das unidades: 32,°C; apenas com uma
vírgula após o número, que é bem mais simples do que escrever (32 ± 0,5)ºC.
Entretanto, embora seja bem mais simples, este seria o único trabalho do mundo a
empregá-la, o que poderia talvez confundir o estudante ao serem consultadas outras
obras.
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8ª) Os números inteiros que fazem parte de uma expressão física também possuem precisão
infinita. Exemplos:

 Na equação

C = 2π r ,

que nos permite calcular o perímetro da circunferência, o número 2 vale


exatamente 2, ou seja, possui uma precisão infinita, uma vez que, por defi-nição,
o diâmetro é o dobro do raio. Logo, podemos supor que tal fator possua um
número infinito de algarismos significativos (2,0000000...).

 Na equação de Torricelli,

v 2 = v02 + 2a ∆s,

o fator 2 também vale exatamente 2, mas podemos supor que tal número possua
um número infinito de algarismos significativos (2,0000000...). O mesmo é válido
para o expoente 2 em v 2 e v 20 .

 O enunciado da 3ª lei de Kepler é:

“Os quadrados dos períodos dos planetas nos seus movimentos em


torno do Sol são proporcionais aos cubos dos semi-eixos maiores de suas tra-
jetórias elípticas.”

Sob forma matemática,

4π 2 3
T2 = a = ka 3
GM

em que
4π 2
k=
GM

é uma constante de proporcionalidade. Os expoentes de T 2 e a 3 também são


exatos e têm precisões infinitas.

9ª) As constantes numéricas como π = 3,141592... ; e = 2,71828... ; 2 = 1, 4142... , que


aparecem nas fórmulas, como por exemplo na equação do período do pêndulo,
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l
T = 2π ,
g

são tidas como exatas, pois são sempre melhor conhecidos que as grandezas físicas. Por
isso, quando formos efetuar um cálculo com maior precisão, devemos tomá-las com um
algarismo significativo a mais que o fator com menor número de algarismos significa-tivos,
o que vai aumentar a sua precisão e diminuir a propagação de erros, conforme será
analisado a posteriori.

3) Operações com Algarismos significativos:

3.1) Soma e Subtração:

O número de casas decimais que figuram no total de uma soma de n parcelas é


igual ao da parcela que contém o menor número de casa decimais, ou seja, daquela
que tem menor precisão. Podemos utilizar diretamente a calculadora, descartar os al-
garismos que não são significativos e proceder a um arredondamento se necessário.

Exemplo: Desejamos calcular a soma

m = m1 + m2 + m3 + m4

em que
m1 = 5,832 kg
m = 0, 7830 kg
 2

m3 = 320, 0 kg
m4 = 0, 278 kg

Utilizando diretamente a calculador, obtemos:

m = 326,893 kg

mas como a precisão não pode exceder a da parcela de menor precisão, chegamos a:

m = 326,9 kg

Incerteza: (326, 9 ± 0, 05) kg

Em uma subtração o resultado tem o mesmo número de casas decimais que o


operando menos preciso dentre o minuendo e o subtraendo. Podemos também utilizar
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diretamente a calculadora, descartar os algarismos que não são significativos e proce-


der a um arredondamento se necessário.

Exemplo: Desejamos efeuar a subtração P' = P1 − P2

em que:

 P1 = 83,5 kgf

 P2 = 0,3758 kgf

Pela calculadora, obtemos:

P' = 83,1242 kgf = 83,1 kgf ;

Incerteza: (83,1 ± 0, 05)kgf

3.2) Multiplicação:

A multplicação deve ser efetuada de acordo com as seguintes regras:

1ª) Quando ambos os fatores forem inteiros, o resultado é o número inteiro que
aparecerá no visor da calculadora. Caso ela tenha sido programada para operar com
um certo número de casas decimais dentro do seu do seu range, então dever-se-á
desconsiderar todos os zeros que aparecerem após a vírgula. Exemplos:

 5 × 3 = 15 ;

 6 × 7 = 42 ;

 35 × 7 = 245 ;

 1 034 × 327 = 338 118 .

2ª) Quando um dos números for inteiro e exato e o outro decimal, o resultado será de-
cimal e terá sempre a precisão do fator que é decimal. Exemplos:

 3 × 5, 0 = 15, 0 (lembrar que 3 × 5, 0 = 15, 0 = 5, 0 + 5, 0 + 5, 0 = 15, 0 ) ;

 32, 0 ×12 = 384, 0 ;

 32, 00 ×123 = 3936, 00 .


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3ª) Quando ambos os fatores forem números decimais, a parte decimal fracionária do
resultado deverá ter o mesmo número de algarismos que a parte decimal do fator que
for menos preciso, devendo-se proceder a um arredondamento se necessário. De outra
forma: a precisão do resultado é a mesma do fator que for menos preciso. Exemplos:

 4, 0 × 2, 0 = 8, 0 ;

 4, 0 × 2, 0 = 8, 0 ;

 4,3 × 3, 2 = 13, 76 = 13,8 ;

 4, 0 × 3, 0 = 12, 0 ;

 8,837 × 7, 5 = 66, 2775 = 66, 3 ;

 3, 2 × 6, 43 = 20, 576 = 20, 6 .

 (1,32578 ×10 ) × ( 4,11×10 ) = 5, 45 ×10


7 −3 4

 3 × 5, 0 = 15 , em que agora 3 não é um número inteiro e exato, mas um valor me-


dido com precisão até a casa das unidades, ou seja 3 ± 0,5 . Seu valor varia entre 2,5
e 3,5, excursionando, incertamente, pela casa dos décimos. O fator menos preciso é
o 3, que não tem casa decimais. Logo, seguindo a regra, temos:

3 × 5, 0 = 15

A única exceção a esta regra é quando o fator menos preciso contiver zeros entre
a vírgula decimal e o primeiro algarismo não nulo da sua parte decimal fracionária.
Neste caso o número de casas decimais do resultado será igual ao número de zeros
acima citados, valendo os arredondamentos. Se ocorrerem os citados zeros, mas no
fator mais preciso, devemos proceder conforme preconizado na terceira regra.
Exemplos:

 32,3687 × 2, 08 = 67, 326... = 67, 3 ;

 32,3687 × 2, 008 = 64,996... = 65, 00 ;

 53, 2478 × 3, 00034 = 159, 76150... = 159, 7615


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Nota: A literatura corrente não é muito conclusiva quanto ao número de algarismos sig-
nificativos no resultado do produto de dois números. Existem autores que afirmam:

“O número de algarismos significativos de um produto é dois fatores é no máximo


m + 1 , e no mínimo igual a m, em que m é o número de algarismos significativos do fator
que contém o menor número de algarismos significativos (ou o número de algarismos
significativos de qualquer um dos fatores, se ambos tiverem o mesmo número igual de
algarismos significativos).” Isto é bem verdade, conforme se deperende dos exemplos
abordados através do artifício dos 0 , mas nos coloca em um dilema: Quando utilizar m
algarismos e quando utilizar m + 1 ? Outros autores reconcem a regra acima, mas preferem
errar, ocasionalmente, por falta, recomendando a utilização de apenas m algarismos.
Queremos crer que estas duas opções não são as melhores, e que as regras instituídas neste
trabalho são bem mais abrangentes, se bem que mais extensas. Sugerimos que, pelo menos
durante algum tempo, o instrutor incentive o estudante a fazer um resumo das mesmas e
permita a sua utilização inclusive em exames.

3.3) Divisão:

Devemos agir de acordo com as seguintes regras:

1ª) Quando o dividendo e o divisor forem números inteiros e o resultado for uma di-
visão exata e inteira, o resultado será o número inteiro que aparecerá no visor da cal-
culadora. Caso ela tenha sido programada para operar com um certo número de
casas decimais dentro do seu do seu range, então dever-se-á desconsiderar todos os
zeros que aparecerem após a vírgula. Exemplo:

 132 ÷ 44 = 3

2ª) Quando o dividendo e o divisor forem números inteiros e o resultado for uma
divisão exata com resultado decimal, o resultado será o decimal que aparecer no visor
da calculadora, sem contudo incluir nenhum zero. Exemplos:

 5 ÷ 4 = 1, 25000... = 1, 25 ;

 3 ÷ 2 = 1,5000... = 1,5 .

3ª) Quando o dividendo e o divisor forem números inteiros e o resultado não for uma
divisão exata, ou seja, um número decimal, o quociente deverá ter mesmo número de
algarismos significativos que o fator mais pobre nesses números, dentre dividendo e
divisor, devendo-se também efetuar um arredondamento se necessário.
Exemplo:

 350 ÷ 36 = 9, 722... = 9, 7
9

4ª) Quando o dividendo e o divisor forem números decimais, o quociente deverá ter
um número máximo de algarismos significativos de tal forma a não superar o número
de algarismos significativos do fator menos preciso nem a precisão do mesmo, de-
vendo-se efetuar um arredondamento se necessário. Exemplos:

 3,8 ×102 ÷ 12 = 31, 66... = 32 , em que 12 não é exato, mas sim 12 ± 0, 5 ;

 200 ÷ 1,115 = 179,37... = 179 , em que que 200 não é exato, mas sim 200 ± 0,5 ;

 40 ÷ 1,115 = 35,87... = 36 ; em que 40 não é exato, mas sim 40 ± 0,5 ;

 40, 0 ÷ 1,115 = 35,87... = 35, 9 ;

 40,0 ÷ 0, 687 = 58, 22... = 58, 2 ;

 803, 47 ÷ 13,1 = 61,33... = 61,3 ;

 200 ÷ 0, 00053 = 377 × 103 , em que que 200 não é exato, mas sim 200 ± 0,5 ;

 100 ÷ 20, 0 = 5 , em que 100 não é exato, mas sim 100 ± 0, 5 . Se você colocasse
como resultado 5,0, estaria dando um resultado com precisão maior que a do o-
perando menos preciso;

 30 ÷ 15, 0 = 2 , em que 30 não é exato, mas sim 30 ± 0,5 . Se você colocasse como
resultado 2,0, estaria dando um resultado com precisão maior que a do o-perando
menos preciso;

0, 745 × 2, 2 1, 639... 1, 6
 = = = 0, 4
3,885 3,885 3,885

5ª) Quando o dividendo e o divisor forem números decimais com a mesma precisão, o
quociente deverá ter esta mesma precisão, devendo-se efetuar um arredondamento se
necessário. Exemplos:

 100, 0 ÷ 20, 0 = 5, 0 ;

 30, 0 ÷ 15, 0 = 2, 0 ;

 132, 00 ÷ 2, 00 = 66, 00 ;

 128, 32 ÷ 73, 42 = 1, 747... = 1, 75 ;


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 165, 29 ÷ 3,14 = 57, 398... = 57, 40

6ª) Quando um dos operandos (dividendo ou divisor) for um número decimal e o


outro um número inteiro e exato, o quociente deverá ter a mesma precisão que o de-
cimal, devendo-se efetuar um arredondamento se necessário. Exemplos:

 200 ÷ 1,115 = 179, 3721... = 179,372 ;

 40 ÷ 1,115 = 35,8744... = 35,874

Nota: Também para a divisão não há um grande esclarecimento da literatura espe-cializada


quanto ao número de algarismos significativos do quociente. Resumindo, é dito que ele
pode ter o mesmo número de algarismos que o operando mais pobre ou, no mínimo, um
algarismo significaticvo a menos. Mais uma vez acreditamos ter detalhado em profundi-
dade o assunto em questão.

3.4) Potenciação:

Seja a potência genérica a n . Temos então as seguintes regras:

1ª) Se a base e os expoentes forem inteiros, o resultado será também o inteiro que
aparecerá no visor da calculadora. Caso ela tenha sido programada para operar com
um certo número de casas decimais dentro do seu do seu range, então dever-se-á
desconsiderar todos os zeros que aparecerem após a vírgula. Exemplos:

 35 = 243 ;

 28 = 256 .

2ª) Se a base for decimal e o exponete inteiro, o resultado será decimal e deveremos
manter a parte inteira e considerar na parte decimal fracionária o mesmo número de
algarismos constantes na parte decimal fracionária da base, devendo-se pro-ceder a
um arredondamento se necessário. Exemplos:

 (2, 443)4 = 35, 6199... = 35, 620 ;

 (3,9756) 4 = 249,81052... = 249,8105 .

3ª) Se a base for inteira e o expoente decimal, o resultado será decimal e deveremos
manter a parte inteira e considerar na parte decimal fracionária o mesmo número de
algarismos constantes na parte decimal fracionária do expoente, devendo-se proceder
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a um arredondamento se necessário. Exemplos:

 102,443 = 277,33201... = 277,332 ;

 82,3 = 119, 428... = 119, 4

4ª) Se a base e o expoente forem decimais, o resultado será decimal e deveremos


manter a parte inteira e considerar na parte decimal fracionária o mesmo número de
algarismos constantes na parte decimal fracionária do fator menos preciso den-tre a
base e o expoente, devendo-se proceder a um arredondamento se necessário.
Exemplos:

 (3,8247) 2,73 = 38,948... = 38,95 ;

 (2,32)3,4734 = 18,5988... = 18, 60

3.5) Radiciação:

q
Seja a raiz a p . Basta lembrar que

p
q
ap = aq

que é a transformação de raiz em potência com expoente fracionário e adaptar as regras


da potenciação, que ficam sendo:

1ª) Se o radicando a é inteiro e p é multiplo de q, o resultado será o inteiro que


aparecerá no visor da calculadora. Caso ela tenha sido programada para operar com
um certo número de casas decimais dentro do seu do seu range, então dever-se-á
desconsiderar todos os zeros que aparecerem após a vírgula. Exemplos:

3
 26 = 2 2 = 4 ;

 34 = 32 = 9

2ª) Se o radicando a é inteiro e p não é multiplo de q, o resultado será o inteiro ou o


decimal que aparecerá no visor da calculadora. O número de casas decimais a
considerar vai depender da precisão do dado mais pobre envolvido no problema. E-
xemplos:

3
 2 = 1, 25992105... ;
12

3
 82 = 4 ;

7
 23 = 1,345900193... ;

3ª) Se a é decimal , não importando se p é ou não múltiplo de q, o número de casas


decimais do resultado deverá ser o mesmo do radicando. Exemplos:

 3,14 = 1, 7720... = 1, 77 ;

 3
320,83 = 6,845... = 6,85 ;

 315, 65 = 17, 7665... = 17, 77 ;

 10
(25,834)3 = 2, 6525... = 2, 653

3.6) Logaritmação:

Ao se trabalhar com logarítmos, observa-se o número de algarismos sig-


nificativos do logaritmando (número ou antilogaritmo) e o total de casas depois da
vírgula do logarítmo é igual a esse número, devendo-se proceder proceder a um
arredondamento se necessário. Em realidade, a logaritmação é uma das operações
inversas da potenciação, conforme se depreende do anexo 3. De acordo com as regras
3 e 4 da potenciação, que se encaixam, respectivamente para a base 10 e para a base e,
teríamos, a precisão do expoente. Ocorre que os logaritmos são bem melhor conhe-
cidos que as grandezas físicas, de modo que, semelhantemente ao que se recomendou
para certas constantes numéricas( π = 3,141592... ; e = 2,71828... ; 2 = 1, 4142... ),
devemos tomá-los com um algarismo significativo a mais, o que justifica a regra aci-
ma. Exemplos:

 ln(5, 0 ×103 ) = 8, 5179... = 8,52 ;

 ln(45, 0) = 3,8066... = 3,807 ;

 log(23) = 1, 3617... = 1,36 ;

 log(53,8) = 1, 7307... = 1, 731 .