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O ônibus Desceu o último

Desceu o terceiro tranquilo na calçada,


Logo na esquina na casa de Raimundo queria sentir o vento,
desceu o primeiro. que carrega no nome passear e mais nada.
Seguiu o motorista tanta raiva do mundo.
mais quatro passageiros. Ficou só o motorista
O quarto desceu nenhum passageiro.
Desceu o segundo em frente à estátua. Agora sim – ufa! –
no ponto seguinte. Caiu-lhe sobre a cabeça podia ir ao banheiro.
Levou um susto: uma espada de prata. (Poesia a gente inventa.
a rua estava diferente. São Paulo: Ática, 1996.)

1. O poema está organizado em partes, isto é, em estrofes.


a) Qual é o número de estrofes do poema?
b) Quantas pessoas havia ao todo no ônibus?
c) Conclua: qual a relação entre as estrofes do poema e as pessoas do ônibus?

2. O poema, desde o início, apresenta diversos numerais.


a) Quais os dois tipos de numerais que foram empregados?
b) Desses tipos, qual foi o mais utilizado?

Você já tomou um “vampiro enganado”? Essa é uma receita que o Menino Maluquinho inventou. Veja
Vampiro enganado
Ingredientes
1 copo de suco de uva
1 cenoura raspada e cortada em pedaços
1 tomate maduro
1 laranja descascada e cortada em pedaços, sem semente
Modo de fazer
1 — Coloque no liquidificador a laranja e a cenoura e triture bem.
2 — Acrescente o tomate e o suco de uva.
3 — Junte dois ou três cubos de gelo e uma colher de sopa de açúcar.
4 — Desligue o aparelho e passe a bebida por um coador para retirar as fibras que tenham
ficado. Sirva em copos altos.
(Ziraldo. O livro de receitas do Menino Maluquinho. São Paulo: Melhoramentos, 2002. p. 18.)

3. A receita é organizada em duas partes: a dos ingredientes e a do modo de fazer.


a) Que tipo de informação encontramos na primeira parte?
b) E na segunda?
4. Na primeira parte da receita, encontramos vários algarismos. Na sua opinião, por que foram empregados
algarismos em vez de numerais?

5. Num dos itens do Modo de fazer, encontramos alguns numerais.


a) Identifique-os.
b) Por que você acha que o gelo e o açúcar não foram mencionados na parte Ingredientes?

6. Compare a palavra uma de “uma colher de sopa de açúcar” à palavra um de “um coador”.
a) Qual dessas palavras é numeral? Como você sabe isso?
b) Qual dessas palavras é artigo indefinido? Por quê?
Leia o diálogo entre Emília e Quindim (capítulo VII – Artigos e Numerais – p. 41 e 42), de Monteiro Lobato.

— E naquela casinha minúscula? — perguntou Emília. — Quem mora lá?


— Lá moram o A, o O, o Um, Uma, umas pulgas de palavrinhas, mas que apesar disso são utilíssimas. A gente não
dá um passo sem usá-las. São os ARTIGOS.
— Para que servem?
— Para individualizar um Nome. Individualizar quer dizer marcar um entre muitos. Quando a gente diz: A menina
do nariz arrebitado, aquele A do começo marca, ou individualiza, esta menina que está aqui, esta neta de Dona
Benta — e não uma menina qualquer. Tudo já fica muito diferente se dissermos: Menina do narizinho arrebitado —
sem o A, porque então já não estaremos marcando estazinha aqui. O artigo Um também individualiza. Em Um
Macaco, o Um individualiza, ou marca, um certo macaco entre toda a macacada.
— Mas Um Macaco não diz qual é o macaco. Um Macaco pode ser este ou aquele — objetou Emília.
— Por isso mesmo o O e o A recebem o nome de Artigos DEFINIDOS, e o casalzinho Um e Uma recebem o
nome de Artigos INDEFINIDOS. O Artigo O é Definido porque marca com certeza; o Artigo Um é Indefinido
porque marca sem certeza.
— A coisa é um tanto complicada; mas sem explicar eu entendo melhor do que explicado demais. Vamos adiante.

1.Quem mora naquela casinha minúscula?

2.O que são as pulgas do texto e por que foram chamadas de pulgas?

3.O que o texto diz sobre a função destes elementos na nossa língua?

Marque a opção em que todos os substantivos são acompanhados pelo artigo definido:
a) a fila, umas balas. b) o estacionamento, um bolo de morango.
c) o supermercado, a fila d) um bolo de morango, umas balas.

No segundo quadrinho, a expressão “Me custaram os olhos da cara”, o que isso significa?