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GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS

SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE


SUPERINTENDENCIA REGIONAL DE SAÚDE DE DIVINÓPOLIS

DIAGNÓSTICO DA REDE CEGONHA REGIÃO AMPLIADA DE SAÚDE OESTE

Elaborado por equipe técnica da SRS Divinópolis:

Alan Rodrigo da Silva – coordenador de Vigilância em Saúde


Julio Guimarães Barata – referência técnica do Núcleo de Gestão Regional
Maria Aparecida – referência técnica Rede Cegonha/NRAS
Maria da Conceição Oliveira – Coordenadora do Núcleo de Redes de Atenção à Saúde
Marilene Ferreira – Secretária Executiva do Comitê Regional de Prevenção de Morte Materna,
Infantil e Fetal
Mônica Apocalypse – referência técnica saúde da mulher e da criança/NAPRIS
Nayara Dornela Quintino – referência vigilância do óbito fetal, infantil, materno e MIF
Rosangela Cândida Lara dos Reis – coordenadora regulação
Silvane Duarte – coordenadora Vigilância Sanitária

Maio de 2018
1. INTRODUÇÃO.

A Rede Cegonha foi instituída no âmbito do Sistema Único de Saúde através da Portaria nº
1.459, de 24 de junho de 2011.

A Rede Cegonha consiste numa rede de cuidados que visa assegurar à mulher o direito ao
planejamento reprodutivo e à atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério, bem
como à criança o direito ao nascimento seguro e ao crescimento e ao desenvolvimento
saudáveis. Organiza-se a partir de quatro componentes: Pré-Natal; Parto e Nascimento;
Puerpério e Atenção Integral à Saúde da Criança; Sistema Logístico: Transporte Sanitário e
Regulação.

Objetivo Geral: Estruturar a Rede de Atenção ao pré-natal, parto e nascimento na RAS OESTE.

Objetivos específicos:

Realizar diagnóstico assistencial e epidemiológico da Rede de Atenção ao pré-natal, parto e


nascimento /Rede Cegonha na Região de Saúde Ampliada (RAS) Oeste.

Propor plano de ação para implantação da Rede de Atenção ao pré-natal, parto e


nascimento/Rede Cegonha na RAS OESTE.

1.1. Dados populacionais e geográficos

A Região Ampliada de Saúde Oeste (RAS OESTE) tem como sede o município de Divinópolis.
Está dividida em seis Regiões de Saúde, cada uma com um ou dois municípios polo, e possui 54
municípios sob sua jurisdição, conforme mapa da figura 1.

2
Figura 1: Mapa da Região Ampliada de Saúde Oeste por Região de Saúde e municípios

Fonte: Plano Diretor de Regionalização-MG.

Com relação à distribuição populacional, a RAS OESTE possui aproximadamente 1,3 milhões de
habitantes, sendo que 63% dos municípios possuem menos de 15 mil habitantes. A tabela 1
apresenta o número de municípios por região de saúde e população estimada de cada região
da RAS OESTE.

Tabela 1: Número de municípios por região de saúde e população estimada de cada região
da RAS OESTE
Quantidade de População Estimada IBGE
Região de Saúde
municípios 2016 2015
Divinópolis/Santo Antônio do Monte 13 469.432 465.247
Pará de Minas 8 238.959 235.215
Campo Belo/ Santo Antônio do Amparo 13 205.455 204.587
Formiga 9 132.697 132.315
Bom Despacho 8 107.220 106.685
Itaúna 4 122.794 121.976
TOTAL 54 1.276.557 1.266.025
Fonte:IBGE. Acesso em TABNET/MG 26/04/2018

3
Para que possamos estruturar e/ou reorganizar uma rede assistencial é importante saber a
população desta rede. Sendo assim, faz-se necessário saber o número de nascidos vivos
residentes da região ampliada oeste em 2017 bem como gestantes estimadas e seus estratos
(risco habitual e alto risco). A tabela a seguir apresenta a população da Rede Cegonha na
Região Ampliada de Saúde Oeste (nascidos vivos 2017 e estimativa de gestantes 2018).

Tabela 2: Estimativa para 2018 da quantidade de gestantes de risco habitual e alto risco
Estimativa
Estimativa
Estimativa Gestante Gestantes de
Gestantes de
Nascidos 2018 Risco Habitual
Região de Saúde Alto Risco 2018
Vivos 2017 (nascidos vivos 2017 2018
(15% das
+ 10%) (85% das
gestantes)
gestantes)
Divinópolis/Santo
5.561 6.117 5.200 918
Antônio do Monte
Pará de Minas 3.350 3.685 3.132 553
Campo Belo/ Santo
2.098 2.308 1.962 346
Antônio do Amparo
Itaúna 1.407 1.548 1.316 232
Formiga 1.326 1.459 1.240 219
Bom Despacho 1.225 1.348 1.145 202
Total 14.967 16.464 13.994 2.470
Fonte: SINASC. Acesso em TABNET/MG - atualizado em 26/02/18

1.2. Estrutura Assistencial

Para se identificar a estrutura da rede materno-infantil, devem-se considerar pontos


deAtenção à Saúde na Atenção Primária à Saúde, Atenção Especializada e Rede Hospitalar.
Considerando que a Estratégia de Saúde da Família (ESF) é a prioridade para a implantação da
atenção primária no Brasil, apresenta-se na tabela 3 a cobertura de ESF por região de saúde da
RAS OESTE.

Tabela 3: Cobertura da ESF, por Região de Saúde, em janeiro/2018


Estim. Pop. Cob. Pop.
Região de Saúde População Nº eSF
Cob. eSF Estimada eSF
Bom Despacho 107.728 34 106.315 98,7%
Formiga 133.064 42 126.741 95,2%
Campo Belo/ Santo Antônio do Amparo 206.280 71 205.733 99,7%
Itaúna 123.570 33 103.324 83,6%
Pará de Minas 242.514 60 196.438 81,0%
Divinópolis/Santo Antônio do Monte 473.406 99 325.559 68,8%
RAS OESTE 1.286.562 339 1.064.110 82,7%
Fonte: e-Gestor Atenção Básica. Acesso em 04/04/2018
Nota: Os municípios com menor cobertura de equipes de saúde da família são Lagoa da Prata
(67,38%), Nova Serrana (65,59%) e Divinópolis (46,99%).

4
Em relação à atenção especializada, foram identificados os serviços de atendimento à gestante
de médio e alto risco na RAS OESTE bem como número de gestantes atendidas em 2017 e em
atendimento em 2018 (quadro 1). Ressalta-se que há dois CEAE (Centro Estadual de Atenção
Especializada1) na RAS OESTE, sendo umno município de Santo Antônio do Monte, que
pertence à região de saúde Divinópolis/Santo Antônio do Monte, e outro no município de
Campo Belo, que pertence à região de saúde Campo Belo/Santo Antônio do Amparo. As outras
4 regiões de saúde encontram-se com vazios assistenciais no que se refere ao pré-natal de
médio e alto risco.

Quadro 1: Serviços Especializados de atendimento à gestante de médio e alto risco – RAS


OESTE
Serviço Especializado de
Número de gestantes Atendimentos
Município atendimento à gestante de
em atendimento 2018 em 2017
médio e alto risco
REGIÃO BOM DESPACHO
Bom Despacho CEM Municipal 59 99
Dores do Indaiá BH 0 Não informado
Estrela do Indaiá Não informado Não informado Não informado
Luz Não informado Não informado Não informado
Martinho Campos Não informado Não informado Não informado
Moema Não informado Não informado Não informado
Serra da Saudade Não informado Não informado Não informado
REGIÃO DIVINÓPOLIS/SANTO ANTÔNIO DO MONTE
Araújos CEAE Não informado 27
Arcos CEAE Não informado 15
Carmo do Cajuru CEAE 8 2
Cláudio CEAE e CS de Cláudio 2 8
Divinópolis Policlínica Municipal - CEAE 80 347
Itapecerica CEAE Não informado 35
Japaraíba CEAE Não informado 12
Lagoa da Prata CEAE e Policlínica Não informado 74
Pedra do Indaiá CEAE Não informado 4
Perdigão CEAE Não informado 28
Santo Antônio do
CEAE 37 126
Monte
São Gonçalo do
CEAE e BH 1 4
Pará
São Sebastião do
CEAE Não informado 28
Oeste

1
Os CEAE, que são regulamentados pela Resolução SES/MG nº 4.971, de 21 de outubro de 2015,
consistem na oferta de serviços de atenção especializada ambulatorial à saúde destinados a gestantes
de risco, crianças de risco que apresentem intercorrências repetidas com repercussão clínica e câncer de
mama e de colo uterino que se enquadram nos critérios de encaminhamento (conforme o §1º do art. 4
desta Resolução).

5
Serviço Especializado de
Número de gestantes Atendimentos
Município atendimento à gestante de
em atendimento 2018 em 2017
médio e alto risco
REGIÃO ITAÚNA
Itaúna Policlínica Municipal e BH 4 em BH Não informado
Itaguara BH 6 5
Itatiaiuçu BH 2 12
Piracema BH 3
REGIÃO FORMIGA
Bambuí Não informado Não informado Não informado
Córrego Danta Não informado Não informado Não informado
Córrego Fundo Não informado Não informado Não informado
Formiga Centro de apoio Formiga - BH 247 517
Iguatama BH 3 Não informado
Medeiros BH 2 3
Pains BH Não informado 6
Pimenta BH 0 Não informado
Tapiraí Não informado Não informado Não informado
REGIÃO PARÁ DE MINAS
Conceição do Pará BH 3 6
Igaratinga BH 12 3
Leandro Ferreira Não informado Não informado Não informado
Nova Serrana Núcleo de Saúde da Mulher e BH 62 13 em BH
Onça de Pitangui BH 5 Não informado
Pará de Minas Policlínica e BH Não informado 517
Pitangui Não informado Não informado Não informado
São José da
Não informado Não informado Não informado
Varginha
REGIÃO CAMPO BELO/SANTO ANTÔNIO DO AMPARO
Aguanil CEAE 1 Não informado
Cana Verde CEAE 5 4
Camacho CEAE 2 1
Campo Belo CEAE 75 147
Candeias CEAE e BH 19 CEAE e 1 BH 35
Carmo da Mata CEAE 5 7
Carmópolis CEAE e CS da mulher Não informado 2
Cristais CEAE 13 20
Oliveira CEAE - BH 31 Não informado
Passa Tempo CEAE 19 Não informado
Santana do Jacaré CEAE 4 10
São Francisco de
CEAE 2 3
Paula
Santo Antônio do
CEAE 7 59
Amparo
Fonte: Respostas enviadas por correio eletrônico em março 2018
paranrasdivinopolis@gmail.com.

6
Nota: Hospitais de referência de pré-natal de alto risco em BH: Sofia Feldman, Odete
Valadares, CEM, Odilon Behrens, Júlia Kubistchek e Santa Casa.

Do quadro acima, construiu-se o mapa abaixo, que demonstra graficamente os municípios


atendidos por serviço especializado, tendo como foco demonstrar a autossuficiência da RAS.

Figura 2: Serviços Especializados de atendimento à gestante de médio e alto risco – RAS


OESTE

Fonte: elaboração própria.


Legenda: → estabelecimento de atenção especializada implantado no município
→ município sem referência de atenção especializada na RAS

→ município com referência de atenção especializada na RAS

Somente os municípios que possuem Serviço Municipal Especializado de atendimento à


gestante e as duas Regiões de Saúde que possuem o Centro Estadual de Atenção Especializada
– CEAE tem condições de oferecer melhor resolubilidade, evitando o encaminhamento da
gestante para o pré-natal fora da RAS OESTE.

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Quadro 2: Dispositivos da Rede Cegonha de assistência hospitalar ao parto e nascimento e
número de leitos obstétricos e UTI neonatal.
Existente (em
Necessidade
Pontos de Atenção funcionamento)
Parâmetro Fonte Nº Nº
0,28 leitos por 1.000
Portaria
Leitos Obstétricos habitantes SUS 252 164
650/2011
dependentes
15% do total de leitos
Leitos gestante de Portaria
obstétricos 38 6
Alto Risco 650/2011
necessários
02 leitos de UTI
Leitos de UTI Portaria
neonatal para cada 30 06*
Neonatal 650/2011
1.000 nascidos vivos
02 leitos de UCICo
Leitos de UCI Portaria
para cada 1.000 30 0
Neonatal - UCINCo 650/2011
nascidos vivos
Leitos de UCI
01 UCICa para cada Portaria
Neonatal Canguru 15 0
1.000 nascidos vivos 650/2011
(UCINCa)
Centro de Parto Portaria
- 3 0
Normal (CPN) 650/2011
Instituições que
Casa Gestante, Bebê Portaria
realizam mais de 1 0
e Puérpera (CGBP) 650/2011
1.000 partos
Maternidades de
- - - 1
Alto Risco
Banco de Leite
- - - 0
Humano (BLH)
Posto de Coleta de Itaúna, P.
- - -
Leite Humano -PCLH de Minas e Oliveira
Nota:*Segundo CNES, há 17 leitos habilitados em Formiga, porém não estão em
funcionamento atualmente (sem equipe e sem produção desde janeiro 2018).

Observa-se, por meio deste quadro, um vazio assistencial significativo em leitos obstétricos,
leitos para gestante de alto risco, leitos de UTI neonatal, leitos de UCI neonatal, assim como
não há dispositivos de suporte (Centro de Parto Normal - CPN, Casa Gestante, Bebê e Puérpera
- CGBP, Maternidades de Alto Risco, Banco de Leite Humano - BLH, Posto de Coleta de Leite
Humano-PCLH) para atendimento à gestante e ao neonato na RAS OESTE.

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Quadro 3: Hospitais com leitos obstétricos por Região de Saúde
Leitos
Quantidade de
Município Hospitais com leitos obstétricos obstétrico
leitos gerais SUS
SUS
REGIÃO BOM DESPACHO
Bom Despacho Santa Casa 52 06
Dores do Indaiá Santa Casa 20 02
Estrela do Indaiá Hospital Municipal 12 03
Luz Hospital Senhora Aparecida 24 04
Martinho Campos Hospital Dr. Odilon 12 01
Moema Hospital Prof. Basílio 12 01
Serra da Saudade - - -
REGIÃO DIVINÓPOLIS/SANTO ANTÔNIO DO MONTE
Araújos - - -
Arcos Santa Casa 39 06
Carmo do Cajuru - - -
Cláudio Santa Casa 30 04
Divinópolis Hospital São João de Deus 163 12
Itapecerica Santa Casa 40 05
Japaraíba - - -
Lagoa da Prata Hospital São Carlos 48 03
Pedra do Indaiá - - -
Perdigão - - -
Santo Antônio do Monte Santa Casa 43 09
São Gonçalo do Pará - - -
São Sebastião do Oeste - - -
REGIÃO ITAÚNA
Itaúna Hospital Manoel Gonçalves 61 08
Itaguara Santa Casa 35 05
Itatiaiuçu - - -
Piracema - - -
REGIÃO FORMIGA
Bambuí Hospital Nossa Senhora do Brasil 34 05
Córrego Danta - - -
Córrego Fundo - - -
Formiga Hospital São Luiz 70 17
Iguatama Hospital Municipal 16 03
Medeiros - - -
Pains Hospital Municipal 18 04
Pimenta 12 00
Tapiraí - - -
REGIÃO PARÁ DE MINAS
Conceição do Pará - - -

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Leitos
Quantidade de
Município Hospitais com leitos obstétricos obstétrico
leitos gerais SUS
SUS
Igaratinga - - -
Leandro Ferreira - - -
Nova Serrana Hospital São José 47 11
Onça de Pitangui - - -
Pará de Minas Hospital Nossa Senhora Conceição 73 13
Pitangui Santa Casa 42 06
São José da Varginha - - -
REGIÃO CAMPO BELO/SANTO ANTÔNIO DO AMPARO
Aguanil - - -
Cana Verde - - -
Camacho - - -
Campo Belo Santa Casa 55 09
Candeias Hospital Carlos Chagas 22 00
Carmo da Mata Hospital Olinto Ferreira 24 00
Carmópolis Santa Casa 26 04
Cristais Hospital Municipal 08 00
Oliveira Hospital São Judas Tadeu 62 13
Passa Tempo Hospital São Gabriel 26 04
Santana do Jacaré - - -
São Francisco de Paula - - -
Santo Antônio do Amparo Hospital Regional São Sebastião 49 06
Fonte: SCNES – abril/2018.

Ressalta-se que há 164 leitos obstétricos cadastrados no CNES, nos 28 hospitais da RAS OESTE
que realizaram partos no período avaliado. Em termos percentuais a Região de Saúde de
Divinópolis/Santo Antônio do Monte está com a insuficiência de leitos obstétricos mais
relevante em relação às demais regiões de saúde, considerando que possui a maior população
SUS/dependente de toda a RAS (aproximadamente 330.000 hab.) e que o Hospital São João de
Deus é referência em maternidade de risco habitual para a Região de Saúde e referência em
maternidade de alto risco para a RAS OESTE, com apenas 12 leitos obstétricos cadastrados.

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1.3. Indicadores epidemiológicos e assistenciais

1.3.1. Indicadores assistenciais

Tabela 4: Percentual de gestantes com mínimo de 7 consultas de pré-natal, por Região de


Saúde, em 2017

Consulta Pré-Natal: Nascidos


Região de Saúde Percentual
7 ou mais consultas Vivos

Bom Despacho 957 1.225 78,1


Divinópolis/Santo Antônio do Monte 4.434 5.561 79,7
Formiga 1.082 1.326 81,6
Itaúna 1.133 1.407 80,5
Pará de Minas 2.418 3.350 72,2
Santo Antônio do Amparo/Campo Belo 1.693 2.098 80,7
RAS OESTE 11.717 14.967 78,3
Fonte: SINASC/TABNET-MG. Acesso em 04/04/2018. Dados atualizados em 26/02/18.
Nota: Houve 19 nascidos vivos que possuíam a informação como "Não informados".

Figura 3: Percentual de gestantes com mínimo de 7 consultas de pré-natal, por município,


em 2017

Fonte: SINASC/TABNET-MG. Acesso em 04/04/2018. Dados atualizados em 26/02/18.


Nota: Houve 19 casos "Não informados".

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Legenda: → 90% ou mais
→ 80 a 89,9%;

→ 70 a 79,9%

→ menos de 70%

Em relação à atenção primária 39 municípios (72,2%) possuem cobertura de 100% da


população pela Estratégia Saúde da Família. Em contrapartida, apenas 5,2% das cidades da RAS
OESTEpossuem percentual mínimo de 90% de gestantes com 7 consultas de pré-natal e 57%
dos municípios com pelo menos 80% de suas gestantes concluem o pré-natal com 7 consultas,
um valor ainda pouco considerável diante de uma cobertura de PSF tão ampla, porém ressalta-
se que estes dados referem-se a todos os nascidos vivos, no anos de 2017 (SUS e não-SUS).

Como esses dados sugerem falhas na assistência à gestante na atenção primária,evidencia-se a


necessidade urgente de rever as rotinas, protocolos e capacitação de equipe, pois é sabido que
um pré-natal adequado pode prevenir ou detectar intercorrências precocemente,diminuindo
riscos para mãe e filho.

A seguir, serão mostradas algumas tabelas em sequência, que devem ser analisadas em
conjunto.

Tabela 5: Partos na RAS OESTE por município de atendimento no período fevereiro 2017 a
janeiro 2018
Parto Total
Município de internação Cesárea n Total
Normal percentual
Divinópolis 1.160 616 1.776 20,7%
Nova Serrana 585 419 1.004 11,7%
Pará de Minas 469 353 822 9,6%
Itaúna 410 354 764 8,9%
Bom Despacho 446 196 642 7,5%
Campo Belo 149 441 590 6,9%
Formiga 299 241 540 6,3%
Oliveira 193 273 466 5,4%
Lagoa da Prata 36 273 309 3,6%
Cláudio 31 203 234 2,7%
Santo Antônio do Monte 39 165 204 2,4%
Arcos 86 102 188 2,2%
Pitangui 48 114 162 1,9%
Carmópolis de Minas 46 111 157 1,8%
Bambuí 63 87 150 1,7%
Itaguara 34 104 138 1,6%
Santo Antônio do Amparo 20 85 105 1,2%

12
Parto Total
Município de internação Cesárea n Total
Normal percentual
Dores do Indaiá 36 50 86 1,0%
Luz 40 44 84 1,0%
Itapecerica 16 50 66 0,8%
314650 Pains 7 50 57 0,7%
Estrela do Indaiá 25 4 29 0,3%
Martinho Campos 4 0 4 0,0%
Moema 2 0 2 0,0%
Iguatama 1 0 1 0,0%
Passa Tempo 1 0 1 0,0%
Total 4.246 4.335 8.581 100,0%
Fonte: SIH/TABWIN/DATASUS.

Tabela 6: Partos FORA da RAS OESTE no período fevereiro 2017 a janeiro 2018
Parto Total
Município de Internação Cesárea n Total
Normal percentual
Belo Horizonte 387 318 705 80,1%
Bom Sucesso 22 12 34 3,9%
Piumhi 7 27 34 3,9%
Pompéu 15 13 28 3,2%
Lavras 5 13 18 2,0%
Betim 10 6 16 1,8%
São João del Rei 4 2 6 0,7%
Passos 3 1 4 0,5%
Brasília de Minas 2 1 3 0,3%
Capelinha 3 0 3 0,3%
Sete Lagoas 2 1 3 0,3%
Contagem 1 1 2 0,2%
Patos de Minas 0 2 2 0,2%
Pirapora 1 1 2 0,2%
Pouso Alegre 0 2 2 0,2%
Teófilo Otoni 1 1 2 0,2%
Alfenas 0 1 1 0,1%
Ipatinga 0 1 1 0,1%
Itajubá 0 1 1 0,1%
Itaobim 1 0 1 0,1%
Joaíma 1 0 1 0,1%
João Monlevade 0 1 1 0,1%
Juiz de Fora 1 0 1 0,1%
Malacacheta 0 1 1 0,1%
Muriaé 0 1 1 0,1%
Nepomuceno 0 1 1 0,1%
Pedro Leopoldo 0 1 1 0,1%
Perdões 1 0 1 0,1%

13
Parto Total
Município de Internação Cesárea n Total
Normal percentual
Poços de Caldas 1 0 1 0,1%
São Romão 1 0 1 0,1%
Taiobeiras 0 1 1 0,1%
Três Corações 1 0 1 0,1%
Total 470 410 880 100,0%
Fonte: SIH/TABWIN/DATASUS.

Tabela 7: Destino das parturientes da RAS OESTE, de fevereiro/2017 a janeiro/2018

Município de internação Parto Normal/Cesárea Percentual

Municípios da RAS OESTE 8.581 91%


Fora da RAS OESTE 880 9%
Fonte: SIH/TABWIN/DATASUS

Tabela 8: Atendimentos em UTIs Neonatal e pediátrica com faixa etária menor de 1 ano, de
fevereiro/2017 a janeiro/2018
UTI infantil
UTI infantil UTI neonatal
Município de internação - tipo II < Total Percentual
- tipo III - tipo II
de 1 ano
Belo Horizonte 57 20 313 390 53,9%
Formiga 12 126 138 19,1%
Divinópolis 10 94 104 14,4%
Lavras 7 28 35 4,8%
Passos 1 20 21 2,9%
Alfenas 5 2 7 1,0%
Betim 6 6 0,8%
Sete Lagoas 6 6 0,8%
Itajubá 5 5 0,7%
Barbacena 4 4 0,6%
São João Del Rei 1 1 2 0,3%
Patos de Minas 2 2 0,3%
Pouso Alegre 1 1 0,1%
São Sebastião do Paraíso 1 1 0,1%
Varginha 1 1 0,1%
Viçosa 1 1 0,1%
724
Fonte: SIH/TABWIN/DATASUS.
Nota: insuficiência dos leitos mesmo considerando leitos particulares.

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Tabela 9: Quantidade de atendimentos em UTI Neonatal e UTI pediátrica com faixa etária
menor de 1 ano
UTI infantil - UTI UTI
Município de internação tipo II < de 1 infantil - neonatal Total
ano tipo III - tipo II
Para municípios da RAS 23% 0% 36% 33%
Para fora da RAS 77% 100% 64% 67%
Fonte: SIH/TABWIN/DATASUS

Estes dados mostram a fragilidade da Rede Cegonha na RAS OESTE, no que diz respeito ao
cuidado com a gestante, o parto e o nascimento. A inexistência de referência dentro da RAS
OESTE com potencial para absorver toda a demanda é traduzida na tabela 9, que mostra que 2
em cada 3 atendimentos são realizados fora da RAS. Os municípios buscam o Hospital São João
de Deus em Divinópolis, e não havendo disponibilidade do serviço, ocorre a busca por outra
porta (geralmente na capital, absorvendo 53,9% dos atendimentos, conforme pode ser visto
na tabela 8). Esse contato não é coordenado nem observa nenhum fluxo, dependente de
autorização da transferência pelo próprio hospital.

Pretende-se demonstrar, portanto, que a falta de uma Rede de Atenção à Mulher e à Criança
na RAS OESTE acarreta pulverização de atendimentos em outros municípios do Estado,
gerando risco à saúde da mãe e da criança.

Na RAS OESTE, somente o Hospital São João de Deus possui habilitação como Maternidade de
Alto Risco, porém a instituição possui apenas 06 leitos para gestante de alto risco (GAR), 06
leitos de UTI Neonatal e 01 leito de UTI pediátrico. Diante do preconizado na Portaria
650/2011 e considerando a estimativa de 02 leitos de UTI neonatal para cada 1.000 nascidos
vivos, há uma insuficiência de 24 leitos.

Quadro 4: Estabelecimentos de saúde que realizam mais do que 200 partos, normal ou
cesariana, no período fevereiro 2017 a janeiro 2018
FREQUÊNCIA POR MUNICÍPIO DE
MUNICÍPIO DE INTERNAÇÃO
INTERNAÇÃO
Divinópolis 1.776
Nova Serrana 1.004
Pará de Minas 822
Itaúna 764
Bom Despacho 642
Campo Belo 590
Formiga 540
Oliveira 409
Lagoa da Prata 309
Cláudio 234

15
Santo Antônio do Monte 204
Fonte: SIH/TABWIN/DATASUS
Nota:Apesar de se referir a “Município de internação”, esse dado equivale à quantidade de
partos por estabelecimento, uma vez que nenhum município da RAS OESTE tem mais do que
01 estabelecimento de saúde que realiza partos.

Evidências científicas comprovam que a concentração de ações em serviços que realizam


maior quantitativo de procedimentos, promove a qualificação da atenção, a melhoria dos
indicadores de saúde e a redução dos custos assistenciais. Observa-se pelo quadro 4 que dos
28 hospitais da RAS Oeste que realizaram parto, 11 realizaram mais que 200 partos/ano e 9
estabelecimentos realizaram mais do que 300 partos/ano no período de análise. Dezesseis
hospitais realizaram menos do que 200 partos/ano.

1.3.2. Indicadores epidemiológicos

Os indicadores epidemiológicos demonstram o resultado das políticas públicas de saúde


implementados. São medidas que indicam a consequência direta para a população e os
mecanismos de análise e retroalimentação do processo de formulação das ações de saúde. O
principal grupo de indicadores refere-se às taxas de mortalidade, tanto das mães/parturientes
quanto dos fetos e recém-nascidos.

Tabela 10: Taxa de mortalidade infantil (TMI), por região de saúde, região ampliada oeste,
2016
Nº de óbitos Nº nascidos vivos TMI
Região de Saúde
(A) (B) (A/B*1.000)
Bom Despacho 24 1.288 18,6
Divinópolis/Santo Antônio do Monte 62 5.390 11,5
Formiga 14 1.274 11,0
Itaúna 17 1.359 12,5
Pará de Minas 34 3.157 10,8
Campo Belo /S.A.A. 18 2.001 9,0
Total 169 14.469 11,7
Fonte: SIM/CPDE/DASS/SVEAST/SubVPS/SESMG. Dados atualizados em 26/02/2018.

A Taxa de Mortalidade Infantil ideal é menor que 1 dígito. Em 2016 a TMI de Minas Gerais foi
11,5 por 1.000 NV. A região ampliada oeste encontra-se com uma taxa muito próxima do
estado de Minas Gerais.

16
Tabela 11: Taxa de mortalidade infantil (TMI), por componente, por região de saúde, região
ampliada oeste, 2016
Pós-
Neonatal TMI Neonatal TMI
neonatal TMI pós-
Região de Saúde precoce (0 a neonatal tardia (7 a neonatal
(28 a 364 neonatal
6 dias) (n) precoce 27 dias) (n) tardia
dias) (n)
Divinópolis/Santo
22 4,1 16 3,0 23 4,3
Antônio do Monte
Pará de Minas 16 5,1 7 2,2 11 3,5
Santo Antônio do
Amparo/Campo 11 5,5 2 1,0 5 2,5
Belo
Itaúna 9 6,6 2 1,5 6 4,4
Bom Despacho 13 10,1 7 5,4 4 3,1
Formiga 7 5,5 5 3,9 2 1,6
Total 78 5,4 39 2,7 51 3,5
Fonte: SIM/CPDE/DASS/SVEAST/SubVPS/SESMG. Dados atualizados em 26/02/2018.

A taxa de mortalidade infantil por componente é maior no período neonatal precoce, ou seja,
o risco de morrer do nascimento até 6 dias de vida é 5,4 por 1.000 nascidos vivos. O óbito
neste período está relacionado a condições perinatais como pré-natal e assistência ao parto. É
muito influenciado por melhorias na qualidade da assistência.

Tabela 12: Mortalidade infantil pelas principais causas de morte, região ampliada oeste,
2016
Total
Causas de morte
N %
Malformação cardíaca congênita 18 27,7
Feto e recém-nascido afetado por afecções maternas 15 23,1
Septicemia bacteriana 15 23,1
Desconforto respiratório 10 15,4
Enterocolite necrotizante 7 10,8
Total de óbitos 169* 100
Fonte: SIM/CPDE/DASS/SVEAST/SubVPS/SESMG. Dados atualizados em 26/02/2018.
Nota: * Estas 5 principais causas de morte equivalem a 38,46% do total de mortes.

Apesar de uma queda na taxa de mortalidade infantil nos últimos anos, o que se observa é que
não há uma diminuição no percentual de causas evitáveis. Demonstrando assim, a importância
de se priorizar ações de melhoria do cuidado ao pré-natal e parto na RAS OESTE.

17
Tabela 13: Frequência de óbitos infantis e com causa evitável na região ampliada de saúde
oeste, no período de 2010 - 2018
Ano N° óbitos infantis N° causa evitável % causas evitáveis
2010 182 131 72%
2011 207 141 68%
2012 176 113 64%
2013 149 98 66%
2014 145 100 69%
2015 155 91 59%
2016 169 107 64%
2017* 153 93 61%
Total 1348 881 65%
Fonte: SIM/CPDE/DASS/SVEAST/SubVPS/SESMG. Dados atualizados em 26/02/2018. *Banco
de dados não fechado. Sujeito a alterações.

Tabela 14: Número de óbitos maternos e Razão de morte materna (RMM), por região de
saúde, RAS OESTE, em 2016*
nº de óbitos RMM
Região de Saúde maternos (por 100.000 nascidos
vivos)
Bom Despacho 1 77,64
Divinópolis/Santo Antônio do Monte 3 55,66
Santo Antônio do Amparo/Campo Belo 2 99,95
Total 6 41,47
Fonte: SIM/CPDE/DASS/SVEAST/SubVPS/SESMG. Dados atualizados em 26/02/2018.
Nota: *região de saúde de Itaúna, Pará de Minas e Divinópolis não houve óbitos maternos em
gestantes e puérperas em 2016. Morte materna tardia (óbitos maternos ocorridos de 43 dias a
1 ano após o termino na gestação) não entram no calculo da razão de morte materna).

Este indicador estima a frequência de óbitos femininos ocorridos até 42 dias após o término da
gravidez, atribuídos a causas ligadas à gravidez, ao parto e ao puerpério, em relação ao total
de nascidos vivos. Reflete a qualidade da atenção à saúde da mulher. Taxas elevadas de
mortalidade materna estão associadas à insatisfatória prestação de serviços de saúde a esse
grupo, desde o planejamento familiar e a assistência pré-natal, até a assistência ao parto e ao
puerpério. A meta para 2030 é reduzir a mortalidade materna para aproximadamente 20
mortes para cada 100 mil nascidos vivos.

É preconizado que todo município e hospital que realiza parto possuam Comitê de Prevenção
de Morte Materna, Infantil e Fetal (portaria GM/MS nº 72/2010 e 1119/2008). Estes comitês
são organismos de natureza interinstitucional, multiprofissional cuja atuação preserva o

18
caráter confidencial, não coercitivo ou punitivo, ético, técnico, educativo e consultivo e tem
por finalidade: analisar os óbitos maternos, infantis e fetais com o objetivo de identificação de
fatores de evitabilidade; avaliar a qualidade da assistência à saúde prestada à mulher e à
criança para subsidiar as políticas públicas; e elaborar propostas de medidas de intervenção
para redução destes óbitos.

Na RAS OESTE há 24 (44,44%) municípios com Comitês Municipais implantados e em


funcionamento. Considera-se como comitê implantado ter nomeação dos membros,
composição e regimento interno. Para fins de monitoramento do funcionamento dos Comitês
Municipais considera-se cronograma anual das reuniões ata das reuniões. Com os quadros
abaixo, apresenta-se a situação dos Comitês Municipais e a situação dos Comitês Hospitalares.

Quadro 5: Situação da implantação e funcionamento dos Comitês Municipais de Prevenção


de Morte Materna, Infantil e Fetal.
REGIMENTO CRONOGRAMA COMITÊ
MUNICÍPIO COMPOSIÇÃO ATA
INTERNO DE REUNIÕES IMPLANTADO
Aguanil Não Não Não Não Não
Araújos Não Não Não Não Não
Arcos Não Não Não Não Não
Bambuí Sim Sim Sim Sim Sim
Bom Despacho Não Não Não Não Não
Camacho Não Não Não Não Não
Campo Belo Sim Sim Sim Sim Sim
Cana Verde Não Não Não Não Não
Candeias Não Não Não Não Não
Carmo da Mata Não Não Não Não Não
Carmo do Cajuru Sim Sim Sim Sim Sim
Carmópolis de Minas Sim Sim Sim Sim Sim
Cláudio Não Não Não Não Não
Conceição do Pará Sim Sim Sim Sim Sim
Córrego Danta Não Não Não Não Não
Córrego Fundo Não Não Não Não Não
Cristais Sim Sim Sim Sim Sim
Divinópolis Sim Sim Sim Sim Sim
Dores do Indaiá Não Não Não Não Não
Estrela do Indaiá Não Não Não Não Não
Formiga Não Não Não Não Não
Igaratinga Não Não Não Não Não
Iguatama Não Não Não Não Não
Itaguara Não Não Não Não Não
Itapecerica Sim Sim Sim Sim Sim
Itatiaiuçu Não Não Não Não Não
Itaúna Não Não Não Não Não
Japaraíba Não Não Não Não Não

19
REGIMENTO CRONOGRAMA COMITÊ
MUNICÍPIO COMPOSIÇÃO ATA
INTERNO DE REUNIÕES IMPLANTADO
Lagoa da Prata Não Não Não Não Não
Leandro Ferreira Sim Sim Sim Sim Sim
Luz Sim Sim Sim Sim Sim
Martinho Campos Não Não Não Não Não
Medeiros Sim Sim Sim Sim Sim
Moema Não Sim Sim Sim Sim
Nova Serrana Não Não Não Não Não
Oliveira Sim Sim Sim Sim Sim
Onça de Pitangui Sim Sim Sim Sim Sim
Pains Não Não Não Não Não
Pará de Minas Sim Sim Sim Sim Sim
Passa Tempo Sim Sim Sim Sim Sim
Pedra do Indaiá Não Não Não Não Não
Perdigão Não Não Não Não Não
Pimenta Sim Sim Sim Sim Sim
Piracema Sim Sim Sim Sim Sim
Pitangui Sim Sim Sim Sim Sim
Santana do Jacaré Não Não Não Não Não
Santo Antônio do Amparo Sim Sim Não Não Não
Santo Antônio do Monte Sim Sim Sim Sim Sim
São Francisco de Paula Sim Sim Sim Sim Sim
São Gonçalo do Pará Não Não Não Não Não
São José da Varginha Não Sim Sim Sim Sim
São Sebastião do Oeste Não Sim Sim Não Não
Serra da Saudade Não Não Não Não Não
Tapiraí Sim Sim Sim Sim Sim
Fonte: Secretaria Executiva do Comitê Regional de Prevenção de Morte Materna, Infantil e
Fetal. Dados atualizados em março de 2018.

Quadro 6: Situação da implantação e funcionamento dos Comitês Hospitalares de Prevenção


de Morte Materna, Infantil e Fetal
COMITÊS DE PREVENÇÃO
AO ÓBITO MATERNO,
MUNICÍPIO ESTABELECIMENTO
INFANTIL E FETAL
IMPLANTADO E ATUANTE
Arcos Santa Casa de Arcos Não
Bambuí Hospital Nossa Senhora do Brasil Não
Bom Despacho Santa Casa de Bom Despacho Sim
Campo Belo Santa Casa de Campo Belo Sim
Carmópolis de Minas Santa Casa de Carmópolis Não
Cláudio Santa Casa de Cláudio Não
Divinópolis Hospital São João de Deus Sim
Dores do Indaiá Santa Casa de Dores Não
Estrela do Indaiá Fundação Municipal Sim
Formiga Santa Casa de Formiga Sim
Itaguara Santa Casa de Itaguara Sim
Itapecerica Santa Casa de Itapecerica Não

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COMITÊS DE PREVENÇÃO
AO ÓBITO MATERNO,
MUNICÍPIO ESTABELECIMENTO
INFANTIL E FETAL
IMPLANTADO E ATUANTE
Itaúna Hospital Manoel Gonçalves Sim
Lagoa da Prata Fundação São Carlos Sim
Luz Hospital Senhora Aparecida Sim
Nova Serrana Hospital São José Não
Oliveira Hospital São Judas Tadeu Sim
Pains Hospital Municipal Não
Pará de Minas Hospital Nossa Senhora da Conceição Sim
Pitangui Santa Casa de Pitangui Sim
Santo Antônio do Amparo Hospital São Sebastião Sim
Santo Antônio do Monte Santa Casa de Santo Antônio do
Sim
Monte
Fonte: Relatório de Inspeção Sanitária 2017 - NUVISA/SRS.

Dos 22 hospitais da RAS OESTE com autorização da NUVISA/SRS para realização de partos,
somente 14 instituições possuem Comitês de Prevenção ao óbito materno, infantil e fetal
atuante.

2. Plano de Ação a ser proposto com os gestores da RAS OESTE.

Problemas
Entes
identificados no Ações a serem tomadas
responsáveis
diagnóstico
Baixa cobertura de ESF 1. Ampliar a quantidade de equipes. Gestores
em alguns municípios municipais
1. Implantação de protocolos assistenciais de Gestores
pré-natal nas UBS. Municipais,
Qualidade do pré-natal NAPRIS/SRS,
2. Matriciamento dos CEAE aos municípios de
nas UBS NRAS/SRS
referência.

1. Captação precoce das gestantes e oferecer 7 Gestores


Baixa cobertura de
ou mais consultas de pré-natal Municipais,
consultas de pré-natal
NAPRIS/SRS.
1. Melhorar o gerenciamento dos indicadores SES/MG
Dificuldade de analisar dos CEAE
os indicadores de
2. Trazer o CEAE para a Rede de Atenção à Saúde
qualidade dos CEAE
da Mulher e à Criança como ponto de atenção
1. Criar unidades ou utilizar serviços SRS, municípios
Falta de serviços especializados existentes de referência para pré- pólo de RS e
especializados para natal de alto risco em cada Região de Saúde. outros municípios
atendimento ao pré- principais
2. Agendar reunião com gestores dos municípios
natal de alto risco para
pólo para avaliar possibilidade de atendimento
cobertura de todas as
ao pré-natal de alto risco para outros municípios.
RS
3. monitorar in loco os serviços CEAE e serviços

21
especializados para verificar capacidade
instalada e em funcionamento, utilizando
instrumento de monitoramento próprio
4. Ação emergencial: Atendimento ao pré-natal
de alto risco da RAS OESTE pelo CEAE de Campo
Belo e de Santo Antônio do Monte para as RS
mais deficitárias: Formiga e Bom Despacho.
Falta de Comitês 1. Formar Comitês Municipais de Prevenção ao Comitê Regional
Municipais de Óbito Materno, Fetal e Infantil e capacitação dos de Prevenção de
Prevenção ao óbito profissionais. Morte Materna,
materno, fetal e infantil Infantil e Fetal
VISA/SRS, VISA
Falta de Comitês 1. Monitorar bimestralmente implantação e municipais, Comitê
Hospitalares de funcionamento (atas das reuniões) dos comitês, Regional de
Prevenção ao óbito com foco nos principais estabelecimentos Prevenção de
materno, fetal e infantil Morte Materna,
Infantil e Fetal
Falta de Comitê Gestor
Regional da Rede de 1. Criar Comitê Gestor Regional da Rede de NRAS/SRS
Atenção à Saúde da Atenção à Saúde da Mulher e da Criança
Mulher e da Criança
1. Implantar maternidade para risco habitual e Gestores
médio em Nova Serrana. Municipais, SRS
Insuficiência de leitos Divinópolis,
obstétricos/maternidad 2. Implantar e habilitar novos leitos de UTI Coordenação
e/UTI neonatal neonatal em Divinópolis. Estadual Saúde da
3. Abrir Hospital Público Regional. Mulher e da
Criança/SES-MG
Insuficiência de 1. Implantar CPN, CGBP, Banco de Leite, de Municípios da RAS
estruturas de suporte à abrangência da RAS OESTE, COSEMS,
Rede Cegonha SES, MS

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