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09/05/2018 AVA UNINOVE

Investimentos Permanentes: Método


de Custo
ESTUDAR O MÉTODO DE CUSTO PARA A AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS PERMANENTES. CALCULAR E

CONTABILIZAR O INVESTIMENTO, A PROVISÃO PARA PERDAS PERMANENTES E A DISTRIBUIÇÃO DE


DIVIDENDOS.

Investimentos Permanentes
Os investimentos permanentes, pela própria natureza do nome, requerem a intenção de permanecer com o

bem.
A legislação societária destacou um grupo de contas, denominado “investimentos”, no ativo não circulante
onde são aplicados os recursos em bens de natureza não monetária, representados por valores mobiliários,

sem prazo de vencimento ou taxa de rendimento pré-determinada. O rendimento desses investimentos está
diretamente relacionado às oscilações de cotações de preços de compra e de venda.

Pode-se citar, como exemplos de investimentos permanentes: aquisição de uma obra de arte, participações
em coligadas, participações em controladas, participações em outras empresas, participações em incentivos
fiscais, terrenos e imóveis não de uso (para renda).

Método de avaliação de investimentos permanentes


Conforme estabelecido no inciso III do artigo 179 da Lei 6.404/76 e alterações posteriores, classificam-se
como Investimentos, no Ativo Não Circulante, as participações permanentes em outras sociedades e os

direitos de qualquer natureza, não classificáveis no Ativo Circulante, e que não se destinem à manutenção

da atividade da companhia.
Correspondem àqueles investimentos efetuados pela empresa, seja com o objetivo de diversificar suas

atividades, ou simplesmente com a intenção de obter rendimentos, com a intenção de permanência, sem o

desejo de negociá-los a curto ou a longo prazo.

Existem, basicamente, dois métodos de avaliação de investimentos permanentes:


Método do Custo de Aquisição; e Método da Equivalência Patrimonial - MEP.

O inciso III do artigo 183 da Lei 6.404/76 trata da avaliação pelo Método de Custo, excluindo aqueles

investimentos sujeitos ao Método da Equivalência Patrimonial.

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CONTROLADORIA 1

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Determina o respectivo inciso, com relação ao Método de Custo:

No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios:

III - os investimentos em participação no capital social de outras sociedades, ressalvado o

disposto nos artigos 248 a 250, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para perdas
prováveis na realização do seu valor, quando essa perda estiver comprovada como

permanente, e que não será modificado em razão do recebimento, sem custo para a

companhia, de ações ou quotas bonificadas;

Nomenclaturas
Para entendimento da avaliação de investimentos permanentes faz-se necessário rever alguns conceitos e
verificar novas nomenclaturas:

ações são títulos negociáveis representativos do capital das sociedades anônimas.


Ação
Correspondem à menor fração em que se divide o capital da companhia emitente

Ações são aquelas que além de proporcionar participação nos lucros, dão aos seus titulares direito de
Ordinárias voto

são aquelas que conferem aos seus titulares preferências ou vantagens em relação às ações
Ações ordinárias. Consistem essas preferências ou vantagens na distribuição de dividendo, reembolso
preferenciais do capital, em vantagens políticas e outras. As ações preferenciais podem deixar de conferir
direito a voto ou restringi-lo.

Investidora é a entidade que adquire investimento de outra entidade

Investida é a entidade que recebe investimento da investidora

sociedades nas quais a controladora, direta ou através de outras controladas, é titular de


Controlada direitos de sócio que lhe assegurem, de modo permanente, nas deliberações sociais e o poder
de eleger a maioria dos administradores. O controle pode ser direto ou indireto

Controle
a investidora tem mais de 50% das ações da investida com direito a voto.
direto

Controle
a investidora possui o controle da investida por outras controladas
indireto

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Coligada: A lei 11941/2009 redefiniu o conceito de coligada, conforme está estabelecido no artigo 243,
parágrafos 1º, 4º e 5º:

§ 1° São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência significativa.

§ 4° Considera-se que há influência significativa quando a investidora detém ou exerce o


poder de participar nas decisões das políticas financeira ou operacional da investida, sem
controlá-la.

§ 5° É presumida influência significativa quando a investidora for titular de 20% (vinte


por cento) ou mais do capital votante da investida, sem controlá-la.

Resumindo, a investidora só pode informar que possui investimentos em coligadas, quando possuir 20% ou

mais do capital votante, sem controlá-la.


Equiparada a coligada: sociedades quando uma participa direta ou indiretamente com 10% ou mais do
capital votante de outra sem controlá-la.

O Método do Custo de Aquisição


Os investimentos avaliados pelo custo de aquisição referem-se a investimentos em sociedades que não são
consideradas coligadas ou controladas e que não fazem parte do mesmo grupo ou estejam sob controle

comum.
De forma geral o método de custo é adotado para os investimentos menos significativos e o método da
equivalência patrimonial para os mais significativos, em termos de participação acionária na investida.
O quadro a seguir demonstra o processo de identificação do critério de avaliação a ser adotado: MEP –

Método da Equivalência Patrimonial ou Método de Custo.

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Legenda: FONTE: YAMAMOTO (2011)

Especificamente, no Método de Custo os investimentos são avaliados ao preço de custo, ou seja, pelo valor
efetivamente pago na transação, devendo ser ajustado ao provável valor de realização quando o valor de

mercado for inferior ao custo e se caracterizar como permanente (deve-se constituir uma provisão para

perdas permanentes).

Contabilização e exemplo prático:


Em março de 20X0, uma determinada empresa (investidora) adquiriu a participação em outra empresa
(investida) no valor de R$ 2.610,00, que representava 9% do capital votante da investida.

Cálculo:

Patrimônio Líquido da Investida R$ 29.000,00

Participação da investidora 9%

Participação Permanente em outra sociedade R$ 2.610,00

 
Contabilização:

a)     Pela aquisição do investimento:

Investimentos
Ativo Não
D Participações permanentes em outras sociedades, avaliadas pelo 2.610,00
Circulante
método de custo

C Bancos conta movimento 2.610,00 Ativo Circulante

Histórico: Aquisição de 9% do capital votante na investida “XXXX”

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Provisão para Perdas


De acordo com a legislação deverá ser constituída uma provisão para cobrir as perdas prováveis na

realização do valor do investimento quando comprovadas como permanentes.


Normalmente, para determinar tais perdas observam-se as demonstrações contábeis das investidas e apura-

se o valor patrimonial das ações possuídas para comparar-se com os registros da investidora. Se a empresa

onde foi feito o investimento está operando com prejuízo, o valor de seu patrimônio estará reduzido e
através da comparação mencionada será necessário efetuar a provisão para perdas.

Dividendos
Dividendo é o direito que o titular de uma empresa tem de participar dos lucros dessa empresa. Essa

participação varia de acordo com a quantidade de ações que o titular possui. Desta forma se empresa obtém

um resultado positivo a Assembléia Geral Ordinária define o percentual sobre este lucro que será
distribuído ou pago entre os acionistas.

Os dividendos são contabilizados somente quando da declaração de dividendos por parte da investida, ou

quando do recebimento de dividendo (caso não tenha havido a declaração anterior de dividendos).

O ideal é que esses dividendos sejam reconhecidos pelas investidoras no próprio exercício em que forem
distribuídos (regime de competência), embora isso nem sempre seja possível.

Contabilização e exemplo prático – regime de


competência
Uma sociedade empresária “A” apresentou em seu balanço patrimonial, no grupo de passivo circulante, a
quantia de R$ 500.000,00 a título de dividendos propostos e, na demonstração de resultado, um lucro do

período no valor de R$ 2.000.000,00.

Considerando que uma determinada sociedade “B” participa do capital dessa empresa com um percentual
de 10% e que apresenta no ativo NÃO circulante a participação na sociedade “A”, classificada como

investimento avaliado pelo método de custo, por ser a forma adequada de classificação. Determine o

registro contábil desta mutação patrimonial na investidora “B”.


Cálculo:

R$ 500.000,00 de dividendos propostos X participação de 10% de “B” em “A” = R$ 50.000,00 de dividendos a

receber.
Contabilização:

a)     Pela declaração de dividendos propostos/a distribuir:

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Ativo
D Dividendos a Receber 50.000,00
Circulante

Resultado de participação societária avaliada pelo método de custo; OU Receita Resultado -


C 50.000,00
de Dividendos DRE

Histórico: Provisão de dividendos a receber referente participação na sociedade “A”

b)     Posteriormente, quando do efetivo recebimento dos dividendos:

D Banco 50.000,00 Ativo Circulante

C Dividendos a Receber 50.000,00 Ativo Circulante

Histórico: Recebimento de dividendos da sociedade “A”

Contabilização e exemplo prático – regime de caixa


Caso a sociedade “A” não tivesse declarado os dividendos a distribuir em seu balanço e a sociedade “B”
recebido os dividendos no exercício seguinte sem o devido provisionamento.

a)     Pelo recebimento dos dividendos no exercício seguinte:

Ativo
D Bancos conta movimento 50.000,00
Circulante

Resultado de participação societária avaliada pelo método de custo; OU Receita Resultado -


C 50.000,00
de Dividendos DRE

Histórico: recebimento de dividendos referente participação na sociedade “A”

Chegamos ao final deste tópico. Agora acesse o AVA e faça os exercícios propostos. Se ficar com dúvidas,

não deixe de esclarecer com o seu professor.

ATIVIDADE FINAL

Qual das alternativas somente descreve itens classificados no Ativo 06


Não/ 07

Circulante:

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A. Obras de arte e ações especulativas;

B. Ações permanentes avaliadas pelo custo e obras de arte;

C. Despesas pré-operacionais e de reorganização;

D. Benfeitorias em imóveis de terceiros com cláusula de ressarcimento;


E. Empréstimos a empresas do mesmo grupo.

REFERÊNCIA
BRASIL. Lei nº 11.638/07. Altera e revoga dispositivos da Lei nº 6404/76, de 15 de dezembro de 1976, e da

Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976, e estende às sociedades de grande porte disposições relativas à

elaboração e divulgação de demonstrações financeiras. Disponível em:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03_ato2007-2010/2007/lei11638.htm. Acesso em 03/03/2014.


IUDÍCIBUS, S.; MARTINS, E.; GELBCKE, E. R.; SANTOS, A. Manual de contabilidade societária. São Paulo:

Atlas, 2010.

MONTOTO, E. Contabilidade geral esquematizado. São Paulo: Saraiva, 2011.

PEREZ JÚNIOR, J.H.; OLIVEIRA, L.M. Contabilidade avançada. 8 ed. São Paulo: Atlas, 2012.

RIBEIRO, O. M. Contabilidade intermediária. 2 ed. São Paulo: Saraiva, 2009.

RIBEIRO, O. M. Contabilidade avançada. 2 ed. São Paulo: Saraiva, 2009.


SANTOS, J.L.; SCHMIDT, P. Contabilidade societária. 3 ed. São Paulo: Atlas, 2009.

YAMAMOTO, M. M.; PACCEZ, J. D.; MALACRIDA, M. J. C. Fundamentos da contabilidade. São Paulo: Saraiva,

2011.

Sites

CFC - Conselho Federal de Contabilidade - www.cfc.org.br

CPC – Comitê de Pronunciamentos Contábeis - www.cpc.org.br

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