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Segundo o Código Civil brasileiro, em seu Art.

2º, a personalidade civil da


pessoa começa do nascimento com vida. Portanto se o caso de LynLee Hope
tivesse ocorrido no Brasil, acredito que a personalidade civil teria início
somente por ocasião do parto cesariana ocorrido na 36 a semana de gestação,
onde ai sim foi cortado o vínculo do feto com a mãe (cordão umbilical),
passando a constituir uma vida independente e não mais uma parte do ventre
da genitora, saindo da situação de nascituro para recém nascido e constituindo
um portador de direitos. Mas o caso não deixa de ser complexo, pois levanta
uma discussão de qual momento ocorre o início da vida, tendo diversas frentes
desce o nascimento, a fecundação até o início da atividade cerebral. No Brasil
adota-se a frente da teoria natalista, e a partir dessa teoria baseia-se a nossa
Constituição para garantir e preservar o direito de todos, inclusive do nascituro.

Portanto diante do exposto, no momento que LynLee Hope, então feto, foi
extraída do útero de sua mãe para realizar a retirada do tumor não deve-se
considerar como o momento de seu nascimento, por que não houve o corte do
cordão umbilical, caracterizando o feto como parte da genitora, tanto é que o
mesmo foi reintroduzido no útero para continuidade da gestação. Ainda é fato
de se observar que não é possível um recém-nascido voltar à condição de
nascituro, pois de acordo com a evolução humana, após a vida o único
caminho seria a morte, caracterizada juridicamente pela morte cerebral.