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POLÍTICA DE EDUCAÇAo ESPECIAL NO BRASIL:
Oll.,
EVOLUÇAo DAS GARANTIAS LEGAIS!
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. Rosângela Gavioli Prieto
FEUSP/EDA1
Oll"
RESUMO
":q".,
,.,o~S Este artigo tem como objetivo registrar e analisar a evolução na legislação das
""" o
garantias para o atendimento escolar de alunos com necessidades educacionais
~<t especiais. Para tal, encontram-se explicitados os compromissos assumidos em
"",
":':t.IJ quatro documentos de âmbito nacional e nestes são analisados três temas: a
'~ !3 conceituação da população elegível para a educação especial, a Sua definição e

E~'J)
~ «i o lócus do atendimento escolar desse alunado. Concluiu-se que hOuve mudança
o 'i:
":s na terminologia adotada para designar a população dos alunos que requerem
]> educação especial em todos os documentos analisados; a educação especial apenas
"
8. ~I
,
foi submetida a uma proposta de revisão conceitual em documento mais atual,
w'19;
0-
datado de 2008; e as mudanças na legislação em relação a esses temas, a partir

'I~.sl
i o «I
de 2001, fundamentaram_se na
garantia do direito à educação,
perspeCtiva da educação inclusiva e, quanto à
caracterizam_se primordialmente pejo aCesso e
~g '3 permanência de todos os alunos nas c.:Iasses comuns.
'~ B'
~ -6i Introdução
'iI ::E~ "'O';; A concepção
3 atual de atendimento de pessoas com necessidades educacionais
','- o .&>ctI especiais prevê que a escola deva promover o desenvolvimento de todos os alunos,
,'" ::l,
:.::: '51
o .,
.~ U r-: ; Ac1igo cbbocado pa'a Cxposiç"o na Mesa-Redonda "Poli'icas públicas de educação espcciall
0.8
., ..• ~
õl ,S ti.
- inclusão", OCorrida no diôl.16 de setembro de 2008 na Universidade Federal de Espírito Santo.
durante pc XI Seminário Capixaba de Educação Inclusiva .
2 rosangel@us.p.br.
Oll e ,
a"oo
~"'o , ?aca eSle artigo, serno coosidecados alunos com necessidades educacionais especiais os que
o_o apresentarem deficiência, os Com transtorno global do desenvolvimento e aqueles com superdotaçãol
~><": altas habilidades, que no processo de escolarização demandam" intervenções pedagógica.s
• o o
o"C~
f-~.,
diferencíadas ou específicas, bem .como a alocoção de materiais e equipamentos para além dos
disponíveis ou previstos para todos. Tal definição est:'í afinada COmo expresso no documento
~.; g "POliric:l Nacional de Educação Especial na. Perspectiva da Educação Inclusiva", elaborado peb
•..~<il Secretari:l de Educação Especial do Ministério de Educação e divulgado em 2008

XI Seminãrio ~apixaba de Educação Inclusiva I Vjlória-ES j 15 a 17 setembro 201)8


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propiciando-lhes condições favorecedoras de acesso aos conhecimentos. uma
proposta denominada ror e.ducaçIio inclusiva (1'IflTTLER, 1003. p. 195). A análise das alterações introduzidas na legislação, que rege a educação
Para este artigo. educação inclusiva está colocada como compromisso ético- hrasiieira e da.."razões para a eiaboração de diferentes argumentos inte,rpretativos
político, que impiica em garantir direito à educação. pela via da democratização para um mesmo dispositivo da legislação é uma das vias para apreender como
e da universaiização do acesso às escolas com qualidade- de ensino, cap.lzes de foi se configurando () atendimento escolar de alunos com necessidades educacionais
assegurar o desenvolvimento, das possibilidades de todos os alunos. Destaca-se, especiais no Brasil e para identificar seus avanços.
com Glat e Nogueira (2002), que
Assim, tendo como norteadora a fundamentação explicitnda anteriormente
e para alcançar o objetivo aqui proposto, foram destacados temas em quatro
a inclusão de indivíduos com necessidades educ:.Jcionaisespeciais na rede documentos nacionais - Constituição Federal de 1988 (CF/8S). Lei de Diretrizes
regular de ensino não consiste apenas na Suarermanênciajumo aos demais e Bases da Educação Nacional - Lei n° 9.394 de 1996 (LDB/96). Resolução do
alunos. nem na negação dos serviços especializados àqueles que deles Conselho Nacional de Educação e Câmera de Educação Básica na 2 de 2001 (Res.l
necessitem. Ao contrário. implica nun1::1. reorganização do sistema
01) e Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva -d~Educação Inclusiva
educacional. o que aCarreta a revisão de antigas concepções e paradigmas
de 2008 (PNEEt08) -, pois estes são as fomes reg~ladoras das políticas de educação
educacionais na busca de se possibilitar o desenvolvimento cog'nitivo,
cultura.! e social desses alunos, respeitando suas diferenças e acendendo di~ecionadas aos alunos que demandam atendimento educacional especializado
às suas necessidades (p. 26). nas várias esferas de governo (Federal. Estadual e Municipal).
Os temas para análise - conceituação da população 11 ser atendida, definição
Ainda, a educação inclusiva se edifica baseada no princípio da diversidade, de educação especial e loclls do atendimento escolar - furam selecionados em razão
caracterizada como benéfica ao processo de e,c;colanzação de todas as pessoas, de seu alto grau de significância para a definição das políticas públicas de educação.
pois possibilita a sua aprendizagem e socialização4 na convivência COmas diferencas
sociais, culturais, físicas, emocionais, cognitivas, entre Outras formas ~de Conceituação do público-alvo da educação especial
manifestação da pluralidade humana. Pressupõe, ponanto, que a prática pedagógica Desde 1988. a conceituação do público-alvo para usufruir o direito ao
admita e re,speite diferentes formas e ritmos de aprendizagem e utilize Outras atendimento educacional especializado foi sendo modificada. Na CF/88 a expressão
maneiras de ensinar. Portanto, exige a valorização e a criação de condições para adotada - "portadores de deficiência" - conferia os direitos estabelecidos a apenas
a emergéncia de 'propostas educacionais que mudem valores, normas e atitudes uma categoria de. pessoas. aqueles que, por razões diversas, manifestam deficiência
instituídas nos sistemas de ensinoS. física, auditiva, intelectual, visual, deficiência múltipla. cuja marca é a presença
de duas ou mais 'dessas deficiências.
Nesse COntexto social e escolar, em que são constatadas e denunciadas várias
formas de manifestação de exclusão, também são organizadas e divulgadas propostas .~ Na LDB/96 a terminologia assumida foi "educandos pOrtadores de necessidades
para seu enfrentamento. É inegável que nem sempre os resultados sociais alcançados :.; especiais". Ainda que várias ressalvas possam ser feitas em relação à adequação
satisfazem os objetivos para os quais as ações foram planejadas, mas também não ":.J jdessa expres~ÜiÕ:-poimrmo portar'fiãõ-é.recõ'me~d-adõ quando a referê;;~i~
.,..",
'----'=------''"-, - -._._-
-, --. -- '. _"o .•. , .___ •..•.... _,_~ •

podem ser descartados apenas porque consistiram em pequenos avanços. . . ,.j I u~.a_..n.ecessi~a4e
e St.i'ã._.gé-.neraJid~~epod.
e Ca.llsar mUitas...~i.stor.ções d.e identific.~.ª9._
.:.::
1~~A.~ ~~~aminha~et.!.~.o_de alunos par~_atendimento E;-~~c,ac;;!pn.~I_.~~G.cja~.~. no
'.,..;.. texto desta lei não há explicitação do públi~o-.~!~~ da edu~ação especial. TodáJia,
4 Socialização compreendida como: "ação ou efeito de desenvolver, nos indivíduos de uma
o marco de referência à época era o documento "Política Nacional de Educação
~omunidade. o senti~ento col~tiv.o,. o espírito de solidariedade social e de cooperação" e
pr?cesso de adaptaçao de um mdlvlduo a um grupo social e, em particular. de uma criança Especial" (1994), em que no item revisão conceitual apresentava COma "alunado
à Vida em grupo" (Houaiss).
da educação especial" os "chamados portadores de necessidades educativas
.~ Este artigo r:porla~se a mudanças em si~:e~as de ensino e escolas sem, obviamente. desprezar
especiais", classificados em: "portadores de deficiência6", "ponadores de condutas
que na relaçao SOCiedadeI escola as vanaVelS estão sempre imbricadas e são interdependentes.
Portanto. o combate à exclusão escolar e social é ta.refa de toda a sociedade.
6 As mesmas deficiências já anteriormente citadas.

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PPGElCEIUFES • NEESP
CONFERÊNCIAS
Xl Seminário Capixaba de Educação Inclusiva I Vitória~ES I 15 a 17 setembro 2008
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i:.
típicas?" e "portadores de altas habilidades (superdotadas)S" Cp. 13). Portanto.
11:1LDB/96 os dire,itos foram conferidos para outras categorias além daquela que Mendes (2002), comentando esse artigo 5" (Res.2/0l), admite que a sua redação
a Constituição confere proteção especial por meio de normas específicas.
Na Res.2101 a designação genérica "educandos Com necessidades educacionais permite interpretar que h~u~e uma tentativa [anto de a,:,",p!iação.da
especiais" é usada para referir aqueles que apresentam, "durante o proce::;so população que. deve ser referida a partir de a~o:a par~? en~mo es~eclal.
educacional"; quanto de abandonar as classificações categoTials lradlCIOn~s da chem~la
da Educação Especial, provavelmente em virtude da adoça0 do COncelto
I - dificuldades acentuadas-de apre-ndizagem ou limitações no processo úe
de "necessidades educacionais especiais" (p. 16).
desenvolvimento que dificultem o acompanhamento das atividades
curriculares, compreendidas em dois grupos:
Embora a intenção neste texto nüo seja a de responder estas questões, é fa.to
a) aquelas não vinculadas a uma causa orgânica especí~ica;
que a formulação _~.~._.re~~.:}.d'.: R~_~olução não contribuiu para a diminuiç~o de.
b) aquelas relacionadas a condições, disfun.çães, limitações ou deficiências; equív"õcosna---u'va'jiação de. alunos para fins de definição sobre sua ne~essld~de
Ir. dificuldades de comunicação e sinalizaç~o diferenciadas dos demais d
e aten .d'lme ri'to edllcacio~aJ especializado. Esta afirmaçüo se.. sustenta '. lncluslve
_.....
alunos, demandando a utilização de linguagens e códigos aplicáveis; pela revisão 'da con'ceit~aç50 do púl?lico-alv(~ "propo'sta n'o~d_~~-~~e~.to,,~'POlítica
li - altas habilidades/superdotação, grande facilidade de aprendizagem que os Nã-CToílai de Educ.aç5.o Especial na Perspectiva da Educaçao InclUSIva (P~.EI
leve a dominar rapidamente conceitos, procedimentos e atitudes (ART. 50).
OS), que o d~limita em: ",:I~_~~~~?_I12._.?_~fic} ..~.!.~~i':l,:r!:Il~~.<?~~_osglob~lS ~e
'dese'nvolvimento, altas habilidadeslsupe~d.?taç~o e t~~n.~~or~?~ ft~nc1(?_~_:::~
A opção adotadD. nesta definição foi a organização de categorias focadas em
e~peclhcos'lloeaêres-centa a segui'nte õbservação: "~.~~finiçÔ~~ _do.P~,~.1ico alvq
características da aprendizagem dos sujeitos em âmbito escolar e não pela simples
.d;:;;em ser Co~textualizadas e não se esgotam na mera categ0ri_za~ão" eSpecificaçõe".. ..
presença de uma deficiência9 e manter a abrangência já mencionada. Todavia.,
atribuídas a um q~adr~ qe deficiência, transj:orJlos., cUstúrbios e aptjdge~" Cp. ~5~.
em que pesem as contribuições advindas dessa formulação, os termos adotados
Um; política de educação qu~_pretendt:."c9nter respostas" às demandas SOCIaIS
suportam interpretações muito diversas e suscitam muitos questionamentos: o
e que tenha "capacidade de atingir O seu objetivo r~al':, .em out.ras. palavra~!- q~~
que significa e quem define dificuldade acentuada ou a grande facilidade de
seja responsiva e tenha efetividad.e2 ~,~spectivamentel1, âeve,expJi~itar, por mel~
aprendizagem? Quantos diferentes motivos podem levar à identificação e à
dê'õc),tumertlação legal ()U'-de o~!entação às escolas, para- qu~l.l.~~Iu_~.o~,e~t.~._
classificação indevida de um aluno na categoria "dificuldades não vinculadas a assel!urado o direito -ao atendimento educacional especiafizado. I
uma causa orgânica específica~'? Por que as fonnas específicas de comunicação ,,'" A' falta de clareza ou a imprecisão dessa definição tem resu Itado em
de algumas pessoas aparecem corno dificuldades? Quais argumentos justificam
encaminhamentos indevidos de alunos a serviços de educação ~special, mesmo
a manutenção da nomeação da população apenas na terceira categoria?

10 Alunos com deficiência apresentam impedimentos de longo prazo, de natureza físi~a, ~ental,
., Definidas como "manifestaçôes de comportamentotípicasde portadoresde síndromes e quadros intelectual ou sensorial, que em interação com diversas bLlrrelraspode ler restrJngld~ sua
psicológicos, neurológicos ou psiquiátricos que ocasionam atrasos no desenvolvimento e participaçiio plena e efctiva na escolLIe na sociedade. Os alun?s ~om trans.tomos_glObaiS. di~
prejuízos no relacionamento
especializado" (p. 15). social, em grau que requeira atendimento educacional desenvolvimento são aqueles que aprese~tam ~lteraçôes qual.lt~tlvasdas I~teraçoes s<:,clao
recíprocas e na comunicação. um repcrtóno de Interesses e atIVidades restnto. estereoupad
8 Caracteriza pessoas com "notável desempenho e elevada potencialidade em qualquer dos e repetitivo. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo, síndromes do espectro ?O autIsmo
seguintes aspectos isolados ou combinados: capacidade intelectual geral: apÚdào acadêmica e psicose infantil. Alunos com-altas habiJidadesJsuperdotação demonstram p~te.nclal.elevado
específica; pensamento criàtivo e produtivo: capacidade de liderança; talemo especial para em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinad~:. i~telectual,academlca, .llderan~~
artes; . capacidade psicomotora (p. 13).
psicomotricidade e artes. Também apresentam elevada cnatlvldad.e. grande envolvlme~to .
') Nunca é demais lembrar. com Mazzorta (1993). que "a exiSlência de uma deficiência não aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse. Dentre os transtornos funcl<:nals
obsta necessariamente
comuns de ensino" (p. a19).
que o seu portador possa ser bem atendido mediante os processos específic;s estão: dislexia, disortografia. disgrafia. discalculia, transtorno de atençao e
hiperalÍvidade. entre outros (BRASIL. PNEEJ08. p. 15).
II Houaiss - Dicionário Eletrônico de Língua Portuguesa.

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PPGE/CElUFES - NEESP
CONFERÊNCIAS ---1199
-X-I-S-.-m-;n-,-. '-;O-C-,-p;-x-a-b'-d-'-E-d-u-C-'Ç-Õ'"O-I-n-C'"lu-S'"iV-'--:I-'-V'"il'"ó'"ria---::E";;S---:I---:';:-s-=a-:1;:;7-:s::e:::te::m::;b:::':::o-:;Z:;;O;;OS;--.
qu:e estes s-ejani'de apoio e, por isso. não impliquem t:::mdeslocamento de Sua
matrícula da _cla.<;~e
COmum p::1ra uma dasse ou escula especial ou p'-l,'a Outro lipo
-de serviço. Na Res. 2/01 reitera lei de 1996 quanto .à conceimação da educação especial
como modaÚdade de educação escolar e acrescenta à d,efinição que deve assegurar
-Indicar um aluno para atendimento educacion,11 especializado pode ser a
"~ecursos e serviços educacionais especiais". .
alter~'lti"a para pra11tir que usufrua seus direitos: à educação e também ao
No documento PNEElOS, a educação espeCial está caracterizada COma
i atendimento educacional especializado, ambos estahelecidos pela Constituição
i Federal de 1988 (CF/88J_ No entanto_ se o aluno não apresenta necessidade
uma mo d al-dI a d e d e ensino que perp' :.lssa lodos os níveis, . etapas
. e
I,' educacional espec.:iaJ e sim, manifesta OUtras demandas. eStas da alçada exclusiva
modalidades, realiza o atendimento educacional .especlahz.ado,
da educação comum, e for encaminhado para algum tipo de serviço especializado
disponibiJiza os serviços e recursos próprios .d.esse_atendlmento e onenta
isto implicará em prejuízos_ Um destes em âmbito pessoal, pois a freqUência a os alunos e seus professores quanto ~ su~ utlhzaçao nas turmas comuns
I outros tipos de atendimento escolar para além da classe comum, ainda tem servido do ensino regular (p. 16).

I-
' --
de justificativa para a atribuição de rótulos depreCiativos aos seus usuários; o
. outro prejuízo é financeiro, pois todo recurso público ctn educação é precioso e As rnudançJ.s aprovad~ neste texto quanto à definição da educação ~spec~al
\\ específico.
deve estar sendo destinado aos alunos que, de fato, demandam atendimento cumprem algumas finalidades: uma de i>.!:~~':C"da,'I'~p'or rne!o.~~ p:~p~gaçaj
~-_. d caracterização como mod!l:hg'~.qe de ensino, este entendido com~ P.J:1_~_IP~_
~~.uad -;d~l~_ ~'ç.ã;;;12 ,.~. ~. ~.~~apor reafirma~._9u~ a_o educ~ç~o es-pe.~.~I.deve se'."
Definição da educação especial dIT!~IO a. _. ., . ,."". _._.-..' I. o aue reforça seu
- - -b-I' d aos alunos matnculndos em c asses comu.ns, " ,
O segundo tema - definição de educação especial _ tem sua importância P-~p'elo de, apoio àqueles a1tirios que apresentam ..deftç.iencJa, tr.;lns to.rn os ~~
"pom • 'za n - ---- _ _ olobm.5
d
contextualizada em dois debates, um sobre qual é o seu papel e o Outro sobre do desenvolvimento e superdotaçao~ e, aSSlm, . a. educação . espeCial nao po e
qual sua delimitação.
";;;b~ti\;'ir oSSer~9!_,!d_~_,,-aci9~ajscornuns:'''_ \ _ •
Retomando os quatro documentos noneadores desta renexão, constara-se que ....".
...Ô~t~a carac't~;ística d'a citada definição de educação e~~ecl~l e d...
~,~;a.ca.rque"
a CF/88 adotava a expressão "atendimento educacional especializado", mas em os recursos e serviços são ..,~',pr?p'r.i..q~_ desse. de atendimen~o .' pOIS a centrahd~de
sua regulamentação, na LDB/96, o capítulo foi denominado "Da educação especial", 'Cttf-Wcümento ,••'..•...-. é
"'<:'.'"~.. ':.' ....• todo O aten d-Imen to educacional
..••... especialIzado compreendIdo
~ '
definida como "modalidade de educação escolar", composta por serviços Como todas as formas de acompanhamento e de intervenção pedag9g1c~ co~
especializados e recursos especiais, este de apoio especializàdo. caracterÍSucas de." apoio à perm~:mência do aluno com necessidades educaclO1!~~~o I
eS"PêCTãls-e~"classe Comum. i _
./ -""Dois Comentários
refere-se à compreensão
são pertinentes à definição
do termo modalidade, pois assim caracterizada
adotada
deve
pela LDB/96_ Um
Td'--:~... '""--d~c~-Ção espécial não pode ser definida tao-s.omente co~o U_fi
C
Ser oferecida para todos os alunos da educação básica e da educação superior, o a\la,
conJ'unto a e
de recursos e serviços, '--'. , . ser su b stltUI
tarnpàU"co "d a pe la denommaçao
que necessitem de atertdimento educacional especializado. Mas, é uma atendimento educacional especializado, p01S ", assim
. nao
- e s (-o
a contempladas _ as ~suas
.
modalidade diferente das demais, pois um aluno da educação dejovens e adultos -Contribuições
- enquanto area
. de con lec,
I . menta, que _ _ _
produz fundamentaçao _ teonca a
(EJA)_ou da educação profissional (duas Outras modalidades de ensino previstas ';-prJitica sobre alunos com necessidades educacionais especJals, tIlcluslve pa;
na. meSma lei), Com necessidades educacionais especiais, deve ter acesso ao subsidiar práticas pedagog.cas
~ . exerc,das
. em c Iasses co muns onde
_ _ esses alunos estaoa
atendimento oferecido pela educação especial. \ matriculados.)A previsão de equipamentos e materiais espeCiaiS ~Oll.adaptados e
Ainda, adjetivar corno escolar essa modalidade de educação é uma maneira "-J lor.anizaçao
," '~. do atendimento especlallzado
. . como apoIo . a, p errnanenCla_ - do aluno d
na
de marcar seu distanciamento do modelo médico-psicológico ou clínico, uma .~-~:.:. _lClass~
- comum, referem-se à concretlzaçao
- - a mll1lstra
d - - . t- Iva .•... ~ ~
e p"dae:60'Ica de uma da a
--característica que resiste nas práticas de alguns profissionais que atuam em educação
especial.

12 Houaiss._ Dicionário Eletrônico de Língua Portuguesa.


13 Redaçào do art. 3° da R~s.2JOl.

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PPGE/CEIUFES - NEESP ~._--
CONFERENCIAS
-X-I-S-'-m-in-a--n--o-C-a-p-,-x-a'-ba- -d-'''E:-d:-u-c-a-ç:-ãO-'-ln-c:-'u-S-;-iv::a-;I~V;;il:Ó;::ria-~E;;SI111;;5-;a:-:11i7;-s;;e;;te;'m;;i;br;;o~22cOiCoiã8----:2;1
,,
l
proposta ou política educacional, mas isto não traduz o que é educaçào especial.
Muitos argumentos apresentados nas duas últim<t~dec:tdas para demonstrar a brasileiro. servindo de justificativa para o fechamento de programas e
pêrpemação de fones mecanismos de resistência à escoJariz..'lçãode todos em cbsses serviços (como as classes especiais nas escolas públicas ou nas especiais.
comuns atribuem parcela de- responsabilidade à estrutura e formas de atendimento por exemplo) e para deixar de prever (e, conseqUemernente, Custear
exclusivo da educação especial em que persiste o isolamento do sujeito dos meios no futuro) nas novas reformas da" política educacional programas
especializado,S que envolvam formação de professores e mudanças na
escolares freqüentados por todos os alunos. Há, portanto, certo grau de condenação
organização escolar para atender ao aJunado com necessidades
da educação especial sem. contudo, na maioria das vezes, ser ressaltado que essa educacionais especiais I".
estrutura reflete também a condição marginal a que foi submetida pelas próprias
políticas educacionais. por exemplo, com baixo financiamento e.deslocamento de Com Mendes (2006) podemos identificar que as discordãncias se Situam muito
verbüS públicas para o atendimento privado. entre Outros. f - ----
mais no que tange às formas propostas para sua efetivação do que quanto aos
O que se pode denunciar, com certo grau de SOl1senso, é a negligência que seus princípios, pois a exigência de igualdade de direitos "e o direito à diferença
ainda marca o atendimento escolar de pessoas co;h necessidades educacion"ais são argumentos identificados em todas as propostas, aspectos qu~, neste caso,
especiais no Brasil. Isto sim, em minha opinião. tem se configurado como um são representados pelo acesso e permanência na .escola e pela garantia da
dos principais obstáculos à concretização da tão conclamada educação para todos, disponibilização do atendimento educacional especializado.
assumindo como loeus da matricula desse alunado a.o;; classes comuns. Sob essa perspectiva. dentre os objetivos almejados, espera-se que os alunos
l\.-1uitos professores desacreditam nessa possibilidade e assentam seus compartilhem os mesmos espaços de ensino, usufruindo todos os bens e serviços
argumentos na sua experiência, pois essa proposta lem recebido tratamento muito disponíveis em convivência com os demais colegas, em um movimento que deveria
distinto dos gestores de sistemas de ensino e sua interpretação, às vezes, tem se implicar em aceitação mútua. A proposta de atender alunos com necessidades
restringido à mera garantia da oferta de vagas para alunos com necessidades educacionais especiais junto aos demais, conseqüentemente em classes comuns,
educacionais especiais nas classes comuns.
implica atentar para mudanças, no âmbito .dos sistemas de ensino, das unidades t-~--
De outro lado, encontramos interpretações que tendem a considerar a educação escolares. da prática de cada profissional da educaçâo, em suas diferentes dimensões [
inclusiva muito mais Como uma proposta que retoma proposições já existentes e e respeitando suas particularidades.
que não se realizou em sua totalidade. Melhor dizendo. o movimento denominado A educação, Com essa compreensão, antes de ser adjetivada como.es?ecial,~
integração escolar pYevia que os alunos com necessidades educacionais especiais "':"\por ser educação não deve ter marcas assistenciaiistas e/ou médico-psicológicas
fossem atendidos em classes Comuns e o seu encaminhamento para serviços com r e sim, caráter escolar.

diferentes níveis de segregação Ocorresse apenas quando "estritamente necessário"


e seu retorno à classe Comum fosse propiciado "tão logo quanto possível". Locus da matrícula do alunado
Contudo, por variados motivos - desde a falta de vontade política, de de referência da educação especial
investimento financeiro. a sobrevivência de mecanismos de discriminação, rejeição,
A definição do locu£'p'º-.a.Ú~ll~im~!l.!~"~_~s~
populaç~.9 ,~~_v~!e_~ere_nci~~
superproteção. enfim, de atitudes que perpetuam na sociedade brasileira _ é comum dada polítiéa educa-dô;;:~l,~~,-!- _cjeJjp.e:amentodepenqe da determinação sobre
a exclusão escolar desse alunado passar de uma condição prevista Como transitória onaeaêY.eiii:ser-mãtz:iculaoos
.~- -
os alunos com necessidades educacion~~~_~?P:~.,::.J~IS.,.
- .. --~--'---".,_._-_ .. _--"~ -, ..
para pennanente. Pérez Gomes (2001) também traz contribuições para esse debate uma definição que pe~mne.-és"fi:ibeleceT' os seTviçefs" e recursos a serem
declarando: "não está claro se o que nasce é uma negação superadora do velho CÚsponibilizadós: bem. como quais conllêCimemos os profissionais precisam det~r _
ou uma radicalização de suas possibilidades não~realizadas" (p. 22). ~a:rã..assumir esses atendimentos. . -
Com preocupação semelhante, Mendes (2002) declara:
No plano das garantias legais, os documentos oficiais posteriores a 1988
Atualmente, qualquer proposta essencialmente ideológica e com posiçôes traduziram a expressão atendimento educacional especializado da CF/88 por
radicais parece perigosa, pois a filosofia da inclusão está. no COntexto
14 Citando duas de suas produções anteriores (MENDES, 1998. 1999).

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PPGEiCElUFES • NEESP
CONFERENCIAS -X-I-S-.-m-;n-a-'r-;o-C-a-p;-x-'-b'-d-'-E-d-u-c-aç-ã=-o-I=-n-c=-Iu-s=-;v-,-'I-,V=-'t""ó'''"ia-.=E=S-,I-=-1s;-a"":1=7-s:-e7t.:-m::b:-CO::-;;2::00;;;S:;-----
7123
• educação especial. Desde então. o que vai sendo especificado e detalhado é O
que se espera e se compreende por "preferencialmente na rede re2:uJar de ensino". e Língua Portuguesa", "instrutor" e "guia intérprete", bem como "monitor ou cuidador
. Assim, na LDB/96 estão garantidos os apoios especjalizad~s e os serviços ( ...) nas atividades de higiene, alimentação, locomoção, entre Outras que exijam
de apoio especializado. Os primeiros considerados como aqueles que. devem ser auxílio constante no cotidiano escolar" (BRASIL, PNEEJOS, p. 16-17).
disponibilizados' aos alunos com necessidades educacionais especiais matriculados Ainda nesse documento, são oferecidas OUtras informações sobre os serviços
em classes comuns, num direcionamento de apoio complemeiltar ou suplementar; e recursos próprios da educação especial. quando especifica que para atuar no
e os outros para os que estiverem em situação específica de ensino fora das classes atendimento educacional especializado os profissionais devem ter conhecimentos
comuns.
específicos:
No entanto, na Res.2/01, o termo "preferencialmente" é retirado e são
garantidos que "os sistemas de ensino devem matricúlar todos .OS alunos" e que do sistema Braille, do soroban, da orientação e mobilidade, das atividades
"o atendimento aos al~nos com necessidades educacionais especiais deve ser de vida autônoma, da comunicação alternativa, do desenvolvimento dos
realizac:~ em classes comuns" (An. 2°. Grifo nosso)_ E:.
"para assegurar as condições processos mentais superiores, dos programas de enriquecimento cunicular,
necess,,:nas para, u~a educação de qualidade para todus" (Art. 2°), prevê serviços da adequaçã.o e produção de materiais didáticos e pedagógicos, da
de apOIo especializado, os quais compreendem: professor especializado em utilização de recursos ópticos e não ópticos ... (BRASIL. PNEEl08,
p. 17).
educação especial; professores-intérpretes das linguagens e códigos aplicáveis;
atuação de professores e outros profissionais itinerantes intra e interinsti_
tucionalmente; outros apoios necessários à aprendizagem, à locomoção e à
o que se depreende desses documentos oficiais é que a evolução dos direitos
enfatizou a matrícula em classes comuns, com a garantia do atendimento
comunicação e salas de recursos. Em caráter extraordinário e transitório, ou seja,
educacional especializado como apoio, uma perspectiva evidenciada não só pela
para alguns poucos alunos e por um período que não pode se estender pela sua
proposição de recursos e serviços com esta finalidade, mas pela permanência de
vida., admite-se a manutenção de serviços especializados, que incluem: classes
especiais; escolas especiais; classes hospitalares e o atendimento em ambiente pessoas com necessidades educacionais especiais em ambientes (escolar, de trabalho
domici bar em parcerias com. a saúde. - etc.) comuns a todos.
t;
Em 2008, no documento PNEE, a perspectiva desenvolvida é de que a
Considerações finais
organização da educação especial fortaleça-se pela ampliação de serviços
caracterizados como-ap-oio -à--escolarização dos alunos com necessidades As mudanças !la le.gislação em relação a esses ternas, a partir de 2001,
educacionais especiais em classe Comum e deixe de oferecer formas de atendimento fundarnentara~~~_ E~~~~.!rv~:~~~ciiicãç_ªgj_1)E!.tJs~va e, nessa direS:~E:..PLf?~Qn.tlã:-
'seque'ãtend~r: o direito Zi.educacão, é defender, a classe comum Como o espaço
substitutivas ao ensino regular. No termos do documento: <:As atividades
(f~-ai:endlm~Qt9....~sc~lar inc'~~di-ç;~~al de .t~d.os -~s aiuno.s:._..~' . '.. ..-" - _. '.
des~nvolvidas no atendimento educacional especializado diferem.se daquelas
--No pl~o da implantação ~.a política. educacionê:l:l é.pr~ciso g~rantir a construção
realIzadas nas salas de aula comum, não sendo substitutivas à escolarização"
de caminhos que levem todas as escolas a se, constituírem como ~aços prçpfcios
(Grifos nossos), pois deve identificar, elaborar e organizar urecursos pedaaó •.•.icos
e de ~cessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos t=>al~nos,
.~o'-deserivol:ô.rne!l10 __4~-.!_ºg~9so;'~iun'os, q-~e-lh~'s p()-S1i'iJ;,üj~;.-~uton~;:;;ja;o~;;:I--e
conSiderando as suas necessidades específicas". i~telec-t~ bem como co~dições pa;~- O" ~~~;~'ici~ de sua cidadania. O 'qu'~'
Como "serviços e recursos próprios" desse atendimento estão previstos:
detectamo;;
'--- -- ,-atüà.lme~ié'
.... _--.-- -.são-_o algumas'. __.'escolas
_"' ,. em 'pro~esso
• ~_, ~. bem
""_"_~avançado
__ " _. de '..trabalho ._
numa'per'spectiva inclusiva, mas a igualdade de direitos não será atingida enquanto
"programas de enriquecimento curricular, o ensino de linguagens e códigos específicos
de co.municação e sinalização, ajudas técnicas e tecnologia 'assistiva", carantir a
F~-uver escolas_
conhecimento.
man.tendo práticas
----...,.,.-.
q~e ex~lue'm -~uit~s
-. '.
alunos
.
do acess'?_~2.
-.- -. - "'
"promoção de acessibilidade arquitetônica, nas comunicações, nos sis~emas de
informação, nos materiais didáticos e pedagógicos", "tradutor/intérprete de Libras Ao e£àiiünaI:rnos referências históricas, constatamos que páteITJ.Ros.a.educação .
b~~ileira persegue esses objetivos sem, no entanto, tê-Ias realizado plenamente.
O acesso à educação básica, !1:~sfinal dos anos 1990, do século XX, foi

:;-24;---------;;p;::pG~EI::C~E::IU::F:;E:;;S--7:N::EE::S:::P-:----------C-ON-F-e-R-e-N-C'-A-S

XI Seminário Capixaba de Educação inclusiva I Vitória-ES I 15 a 17 setembro 2008


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~:
;1;. ..
ampliado em todas as etapa., da educaçJo básica. No ensino fundamental, segundo
os últimos dados divulgados do Censo Escolar (BRASIL 2006i. as matrículas BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Pol.ilica Nacional
iniciais de crianças alcançaram índice. médio naCional próximo a 9Y;k Todavia, de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasil: MEC/SEESP.
2008.
em determin<:Ldas regiões brasileiras, a evas50 e a .repetênci.n e. parti::::ularmeiltç.
a garantia do direito â aprendizagem, têm apresentauCl r~sultad(}s ainda inaceItáVeis. GLAT, Rosana e NOGUEIRA, Mário Lúcio de Lima. Políticas educacionais e a formação
HoU\.'.e também significativa expansão do acesso de alunos com necessidades de professores para a educação inclusiva no Brasil. In: Revista l111egração. Ministério
educacionais especiais na educação básica, passando de 337.326 matrÍCulas em da Educação/Secretaria de Educação Especial. Ano 14, Edição n° 24, 2002.
1998 para 700.624, em 200615. Todavia, estima-se que grande parte dessa população MAZZOTTA, Marcos José da Silveira. Trabalho docemc eformação de prOfC'ssorcs
ainda esteja sem qualquer tipo de atendimento escubr. de educação especial. São Paulo, E.P.U., '1993.
Há muitos desafios ri enfJ:entar para efetivar a política de inclusão escolar e, MENDES, Enicéia Gonçalvez. Desafios atuais na formação do professor de educação
de~tre esses, destaca-se: é preciso implantar políticas de atendimento na totalidade
especial. In: Revista Integração. Ministério da Educação/Secretaria de Educação
dos municípios brasileiros; e é necess~:i,o aprimotar LI. definição terminológica, Especial. Ano 14. Edição n° 24, 2002.
tanto a utilizada para identifica!. fi pOpulação-alvo da educação especial, como a
--_. _. Perspectivas para a construção da escola inclusiva no Brasil. In: PALHARES,
.compreensão do que significa atendimento educacional especializado, bem Como
Manna. Escola inclusiva. São Carlos: EdUSFSCar, 2002. p. 6 J -86 .
~ormar os profissionais para atuar em consonância com as demandas manifestadas
p.ela e~cola inclusiva. . . ___ A radicalização do debate sobre inclusão escolar no Brasil. In: Revista Brasileira
o

de Educação. V. lI, n.o 33, set./dez. 2006. p. 387-405.

MITLER, Peter. Educação inclusiva: contextos sociais. Tradução: Windyz B,azão


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Brasília: MEC/INEP, 2007.

15 Os últimos dados divulgados (www.inep.gov.br) referem-se às matrículas do ano de 2006,


divulgadas pelo Censo Escolar em 2007.

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CONFERÊNCIAS
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