Você está na página 1de 37

Introdução à

Farmacologia Veterinária
Φαρμακολογία
Prof. Dr. Alvaro Galdos
farmacologiaufmt@gmail.com
ROTEIRO DE AULA
1. Definição de farmacologia.
2. Janela terapêutica.
3. Desenvolvimento da farmacologia.
4. Farmacologia e suas vertentes.
5. Divisão da farmacologia.
6. Conceitos básicos.
7. Vida de um fármaco.
FARMACOLOGIA
•Etimologia: Origem grega

Φαρμακολογία
FARMAKON LOGOS

Droga Estudo
CONCEITO

“É a ciência que estuda as interações


entre os compostos químicos com o
organismo vivo ou sistema biológico,
resultando em um efeito maléfico
(tóxico) ou benéfico (medicamento)”.
JANELA TERAPÊUTICA
S
T
U
O
B X
T
I
E
C
R
I
A Menores Concentrações D
P concentrações potencialmente
A
geradoras de efeito tóxicas
I D
A E
FARMACOLOGIA
Concentração no sitio
Efeitos
alvo

Excessiva Tóxicos

Máxima permitida Potencialmente tóxicos

JANELA TERAPÊUTICA
JANELA TERAPÊUTICA

Ótima Terapêuticos

Limiar Parcialmente eficazes

Insuficiente Ausentes
Por que estudar
FARMACOLOGIA
• Compreender o mecanismo pelo qual uma
substancia química administrada afeta o
funcionamento do organismo.
• Para se ter um sucesso terapêutico no
tratamento de doenças.
• Escolher o fármaco mais adequado para
certas características fisiopatológicas.
• Garantir que o fármaco atinja a
concentração adequada.
DROGA IDEAL
PROPRIEDADES DA DROGA
EFETIVIDADE

SEGURANÇA

SELETIVIDADE
IDEAL

REVERSIBILIDADE

FACIL ADMINISTRAÇÃO

MÍNIMAS INTERAÇÕES

ISENTA DE REAÇÕES ADVERSAS


FARMACOLOGIA - VERTENTES

VERTENTES FARMACOGENÔMICA

FARMACOGENÉTICA

FARMACOEPIDEMIOLOGIA
FARMACOLOGIA BÁSICA

Farmacologia

Farmacodinâmica Farmacocinética
Farmacologia - Divisão
• Farmacocinética: absorção,
distribuição, metabolismo e excreção
de fármacos.

• Farmacodinâmica: estuda os efeitos


fisiológicos, bioquímicos e mecanismo
de ação dos fármacos.
PRESCRIÇÃO
• Receita, ordem escrita do próprio
punho, com letra legível.
• Médico, Médico Veterinário, Dentista e
Farmacêutico Clínico (restrições).
• Validade de 30 dias.
• Verbo no “imperativo”
• Prescrição: aspectos clínicos,
profissionais e legais.
PRESCRIÇÃO
• Podem ser HIGIÊNICAS e
MEDICAMENTOSAS.
• HIGIÊNICAS
• MEDICAMENTOSAS
• MEDICAMENTOSAS:
• Medicamentos farmacopeicos
• Medicamentos magistrais
• Especialidades ou especialidades farmacêuticas
• Medicamento de referência, similar e genérico.
CONCEITOS BÁSICOS
• DROGA: qualquer substância que interaja com o
organismo produzindo algum efeito.
CONCEITOS BÁSICOS
• FÁRMACO: Uma • MEDICAMENTO: é
substância definida, quando ao FÁRMACO
com propriedades são adicionados todos
ativas, produzindo os componentes para
efeito terapêutico. que este seja
administrado
terapeuticamente.
CONCEITOS BÁSICOS
• FORMA FARMACÊUTICA: É a forma final de como
um medicamento se apresenta.
CONCEITOS BÁSICOS
• FORMA FARMACÊUTICA: É a forma final de como
um medicamento se apresenta.
CONCEITOS BÁSICOS
• REMÉDIO (Re = novamente; Medior = curar): Substância animal,
vegetal ou mineral ou sintética; procedimento (ginástica,
massagem, acupuntura, banhos); fé ou crença; influencia: usados
com utilizados com intenção benéfica.
CONCEITOS BÁSICOS

• PLACEBO: (Placeo = agradar) tudo o que é


feito com intenção benéfica para aliviar o
sofrimento:
fármaco/medicamento/remédio/droga
(Concentração mínima ou sem ela)
TIPOS DE MEDICAMENTOS
REFERÊNCIA GENÉRICO SIMILAR
POR QUÊ SÃO DIFERENTES?
CONCEITOS BÁSICOS
DOSE LETAL 50 (DL50) BIODISPONIBILIDADE
• A concentração de uma • Indica a velocidade e a
substância química capaz de extensão de absorção de um
matar 50% da população de principio ativo em uma
animais testados. forma de dosagem, a partir
• Mede-se em “Mg” da substancia de sua curva de
por cada “Kg” de massa corporal concentração/tempo na
do animal testado. circulação sistêmica ou sua
excreção na urina.
CONCEITOS BÁSICOS
• BIOEQUIVALENCIA (BQV): – consiste na demonstração de
equivalência farmacêutica entre produtos apresentados sob
a mesma forma farmacêutica, contendo idêntica
composição qualitativa e quantitativa de princípio(s)
ativo(s), e que tenham comparável biodisponibilidade,
quando estudados sob um mesmo desenho experimental
(ANVISA).
• POSOLOGIA: é o modo como o medicamento é
administrado.
• MEIA-VIDA: É o tempo necessário para que metade de uma
substância seja removido do organismo por um processo
químico ou físico.
CONCEITOS BÁSICOS
• ESPECIFICIDADE: capacidade de um
fármaco reconhecer apenas um
receptor.
• AFINIDADE: tendência de fármaco se
ligar a um receptor.
• EFICÁCIA: tendência de um fármaco,
uma vez ligado, ativar o receptor.
CONCEITOS BÁSICOS
OCUPAÇÃO ATIVAÇÃO
regulada pela regulada pela

RESPOSTA
afinidade eficácia
Droga A
agonista
RECEPTOR A+R A+R

Droga B SEM
RECEPTOR A+R
antagonista RESPOSTA
CONCEITOS BÁSICOS
• AGONISTAS: Substâncias que causam alterações na função
celular, produzindo vários tipos de efeitos.
• ANTAGONISTAS: substância que se liga ao receptor sem
causar ativação impedindo consequentemente a ligação do
agonista.
• DESSENSIBILIZAÇÃO: diminuição do efeito de um fármaco
que ocorre gradualmente quando administrado de modo
contínuo ou repetidamente.
MECANISMOS DE DESSENSIBILIZAÇÃO

• Perda de receptores
• Aumento do metabolismo do fármaco
• Exaustão de mediadores
• Adaptação fisiológica
VIDA DE UM FÁRMACO
FARMACOLOGIA APLICADA A
MEDICINA VETERINÁRIA
• Uso racional dos
medicamentos.
• Diagnóstico preciso.
• Conhecimento Quantitativo e
qualitativo.
• Ação (local de ação – receptor)
• Efeito (consequência da atuação Posologia
no local de ação)
FARMACOLOGIA APLICADA A
MEDICINA VETERINÁRIA
• POSOLOGIA ( do grego pósos = quanto
e logos = estudo).
• É o estudo das dosagens do
medicamento.

Dose: refere-se à quantidade de


medicamento  resposta terapêutica
Dosagens: Dose + frequência de
administração + duração do tratamento.
Quadro 1
Expressões latinas relacionadas com a posologia de medicamentos

ABREVIATURA LATIM SIGNIFICADO

s.i.d. semel in die Uma vez ao dia

b.i.d. bis in die Duas vezes ao dia

t.i.d. ter in die Três vezes ao dia

q.i.d. quater in die Quatro vezes ao dia

q.d. quaque die Todos os dias


REFERÊNCIAS
WEBSTER, C. R. L. Farmacologia Clínica em Medicina
Veterinária. São Paulo: ROCA, 2005, 155p.
MADDISON, J. E.; PAGE, S. W.; CHURCH, D. B. FARMACOLOGIA
CLÍNICA DE PEQUENOS ANIMAIS. 2 Ed. Rio de Janeiro:
ELSEVIER, 2010, 582p.
SPINOSA, H. S.; GORNIAK, S. L.; BERNARDI, M. M.
FARMACOLOGIA APLICADA À MEDICINA VETERINÁRIA. 5 Ed.
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011, 897p.
RICHARD, A. H. Farmacologia e Terapêutica Veterinária. 8. ed.
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013, 1034 p.
PAPICH, M. G. Manual Saunders TERAPÊUTICO
VETERINÁRIO. 2 Ed. São Paulo: MedVet, 2009, 774p.
http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/rede_rm/cursos/rm_
controle/opas_web/modulo1/conceitos.htm
“Se um homem vai começar com
certezas, ele vai acabar em dúvida;
e se um homem vai começar com a
dúvida , ele vai acabar em certezas”.
Francis Bacon