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RESSONÂNCIA MAGNÉTICA FUNCIONAL (RMf ): PROCESSAMENTO E APLICAÇÕES

Dráulio Barros de Araújo, Oswaldo Baffa


Depto. de Física e Matemática - FFCLRP USP - Ribeirão Preto
Matheus Guerreiro, Antônio Carlos Santos, Jorge Elias Jr
Depto. de Clínica Médica - FMRP - USP - Ribeirão Preto

Com o aprimoramento das técnicas de aquisição e processamento dos sinais de radio- freqüência (RF), as imagens de
ressonância magnética nuclear (IRM) passaram a desempenhar um papel fundamental em procedimentos de diagnósticos
clínicos cerebrais. No início, essa tarefa estava restrita à avaliação de anomalias ligadas à anatomia. Felizmente, estratégias
de aquisição de imagens em tempos extremamente curtos, condizentes com os tempos de processos cerebrais, possibilitaram
o aparecimento de uma nova modalidade de mapeamento funcional do cérebro, a Ressonância Magnética Funcional (RMf).
Várias estratégias de processamento de sinais têm sido testadas na análise das séries temporais provenientes de exames
de RMf, desde testes-t de ”student”, até métodos mais complexos, como as transformadas de ondeletas.
Nessa primeira etapa do projeto, desenvolvemos alguns algoritmos para o processamento das imagens funcionais, obtidas
em um equipamento de ressonância da marca Siemens (Magneton Vision, 1.5 Tesla) do Hospital das Clínicas da Facul-
dade de Medicina de Ribeirão Preto (HC-FMRP). O programa é constituído por aproximadamente 80 rotinas incluindo
funções para carregamento das imagens em diversos formatos, pré-processamento das imagens funcionais, manipulação
das imagens anatômicas, processamento das imagens funcionais e modelos de visualização dos mapas cerebrais em um
único ou em vários cortes das séries temporais. Além disso, um banco de dados de exames está sendo criado para futuras
referências. Para efeito de comparação, voluntários foram submetidos aos protocolos de aquisição e análise do método, em
paradigmas tipicamente motores. Em seguida, o córtex motor de pacientes com lesões cerebrais foi avaliado. Regiões do
giro pré-central, incluindo parcelas do giro pós-central, mostraram-se ativas. Estudos que envolvem estímulos visuais estão
em fase de testes, possibilitando, assim, projetos de mapeamentos cerebrais que envolvem processos cognitivos elevados,
como memória e linguagem.