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10/05/2018 Mestres do conto do Século XIX - Machado de Assis

Educação Literatura Brasileira Tema do Mês

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Romantismo Mestres do conto do Século XIX - Machado de Assis
Real/Naturalismo
Parnasianismo MACHADO DE ASSIS (1839-1908)
Simbolismo
Pré-Modernismo Machado de Assis nasceu em 1839, no Morro do Livramento, na
Modernismo cidade do Rio de Janeiro. Era mulato, filho de pais humildes e mal
freqüentou a escola — sua trajetória pessoal é, por isso mesmo,
Poesia Moderna
impressionante. Auxiliar de tipógrafo, contínuo de repartição,
Romance de 30 Mais Educação
funcionário público, jornalista, cronista, tradutor, o escritor fez-se
Lit. Contemporânea do nada e sobreviveu ao destino sombrio reservado aos pobres no » Língua Portuguesa
Especiais Brasil do século XIX. Pela qualidade de sua obra, tornou-se uma » Relações
Aula Virtual celebridade ainda em vida. Internacionais
Livro do Mês » História do Brasil
Tema do Mês Sua ficção (romances e contos) apresenta duas fases. A primeira,
ainda comprometida com certos elementos caros ao Romantismo, é » História por
Textos Comentados Voltaire Schilling
prejudicada pelo esquematismo psicológico, pelo convencionalismo
Resumão » Almanaque
das situações e pelos lugares-comuns estilísticos. Já a segunda fase,
iniciada na década de 1880, registra uma revolução: os caracteres » Virtual Books
das personagens aprofundam-se; o narrador, dominado por uma » Atlas Universal
visão pessimista a respeito das ações humanas, encara o mundo com
ironia sutil, provocando um refinamento do estilo e uma mescla na
linguagem, simultaneamente clássica e moderna.
Ao contrário de seus romances, assinalados por comentários
paralelos e digressões contínuas que estabelecem uma espécie de
ziguezague narrativo, os contos de Machado de Assis obedecem aos
princípios básicos do gênero: concisão, rapidez e unidade dramática.
Nada supérfluo ao desenvolvimento da trama interessa ao contista;
por isso, todos os seus relatos curtos transcorrem sob certo clima de
tensão, sob certo pulsar nervoso, dotando os acontecimentos de uma
forte intensidade.

Mestre inquestionável da história curta, o escritor carioca


experimentou todos os tipos de conto — desde o conto tradicional, à
Maupassant, calcado no final surpreendente, até o conto moderno,
como os de Tchecov, centrados na criação de uma atmosfera.
Desenvolveu também o chamado conto de caracteres (ou
psicológico), em que se apresentam tipos humanos atormentados
por idéias fixas e angústias obsessivas. Produziu ainda contos
alegóricos cujas histórias servem para ilustrar simbolicamente as
concepções do autor a respeito da existência. Trabalhou mais
raramente com o conto social, questionando, por meio do relato da
vida de indivíduos simples, o reflexo brutal da ordem vigente no
país.

Todas essas classificações, no entanto, são insuficientes — se não


inúteis — diante da grandeza literária de tais relatos.

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