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Edmund HUSSERL AIDEIA DA FENOMENOLOGIA 465.62 HOtQ ADVERTENCIA DO TRADUTOR [Na verso deste famoso opiscalo de Edmund Huser ue consi’ 0 Il volume da Husserliana (0), fof mew Wpite alert «| mais estan possivel 20 texto ore a d,s gegen cr sreade, nem sempre prina pelo fulgor literdio, &, cae ste dita tet. Inpucne, Pos «feed tal & expresso e co conti do per- Tomei de Huse Poi pare in, oe Ther terms corespondents que, eribors no muito a ee myths, mo ena, cnedé- rand eens asa tgs inter, Noi do volume, vn breve glossro inc os termos mais nacleres 0, pelo menor, mais problems. ‘prstowne gronde ajuda a tradwjo espantola de ‘Miguel Carce-Bar(), de que aproveitei « seleyio ©) Di di, dr Phung Pa Vora wale Se Mat Gly, th, Ba, ae ee i er eganes etr Er gy (eae WP. alton © G Fie! eG Ry ie ge, sk Np te Naame ng Ee (nd Alanis Low ’ das nots etias 00 texto (alse, por indicasao da Bit tora Martinus Nijhoff) ¢ ua ow outa solugiorelativa a termos mais dices. Eat neste aso a duplo de gic tes alemdes real e tell, que no € possve! canseroar em portugués sem. gerarconfusdo. O prineno significa, ‘en Huser, ‘eal? no sentido de ‘mundane, pertecente 8 realidaie’ natural’, e 0 segundo quer também dizer ‘red’, mas em relado apenas as components do vivido (scqnde P. Ries) Qe sto & Agua que forma pare 4s comsibcia e se encontra no tempo feromenolagice. Aprovetando a versio do traduor espathal —o gual or seu tur, depende de José Gaot—, tras ell per sngrediente (ou, ind, “ncas') Ne margem de cada plgine do presente volune, indiove, ente bares, @ pagingyao de edie alema As votas ericas fina fonerom apenas as observagses mais importantes que Huser fiz" ao. texto primitvo, Quem sear wm tonspeco mais cramstanciade ted de consulta 0 respecivo volume da Hlaseliana. Espero que este exfgo de translgao da terminolgia de Hust pora a nossellngua sia bom ect, embora sje e4 0 primcino a sentine insaiseto com 6 teu Mesivr-me-i, pois, grato 2 gin opresetar car reces (para fuuras renprsses) ou. sigestes, mats felizes € adeguadas para determinados temas. Huser] merece uma tl solitude eatengao. Anvur Mondo Pat, PLU, 170; La Hee de ls Fenomenoite (tad. poe Migiel Gaca-Bare), Méico-Madid, Fonda os Caldas PDE ou fn tad das Wes Me 3) CE ns alg ies po one somber io INTRODUGAO DO EDITOR ALEMAO 0 safe in eres es cacmenologia (inreduo« Fragmentss seMeioge Cefn da Rae) —, prmnceas por Haslem. Goings, de 2650 «2 de 1987, Shel eqscment unis pcueos end are momento de vole espinal de Huser clas oe ee agen vo 04 pnsanent epean Bio ques pope eae eta ino, Sb oasis 0 aprinet dis. Investig gn, Hse ance ama fl ee, Ne la, fof ae «Imago dee recs pol Univers eB Gotnge « propots do Minto de Educa seeing como prefer orinro de flo ee ue ee wees do cla 0 fon ri pe le gure it. Mas, mas gave do ge ete Fue ects & divide cen di mes 06 0 Janse de tal modo que pe cm quest sua a ota a decsto de fazer I sobre si rip esr a sua tre a ow i Em 25.1% de 1906, escreve na sua agenda em que, ins om guy, ire ts om etl eB Br prime ligar, menciono « tafe geal gue soho de resolver pana mon mesmo, re & gue preionde chamare fle Refo-me a ume cxica da rato, Une erica de race Iga, 4s roxio pda ¢ da rz30 valeativa em ger, Sem daria, ee ts gest, 0 sentido, a enna, ot modes, os poner de ina epti dewna via de tase; tom dla ter pes, es ado, eabeleido e demonsrado um prjects geal, no pose sedate & sineramente viver. Ot trmenos de cbsaiade, ede gue val de um pare oot ldo, j& basin os prove. Teno deeper une intima firmese. Sei gue se tata de algo vende © iment gue gras gis oi frcasonam; 36g Ses com eles comportne, deveria de antl desepear e109. A ressoninca do tale da principal obra kantiana mio & acaso nenhu. Husserl, nesta époce, ccupou-se dee damente de Kent; desta’ ccupasto veoeihe a ideia da fnomenologi come flosofa transcendental, como idea lismo transcendental, e a ideia da reduedo fenomeno- gia (2). (HE que remumciar aqui a abordar @ questo a difrena env 0 pensamento de Kant ¢ 0 de Huser, om especial rlativamente& ideia bdia da wonton.) A reduglo fenomenolégica propocona 0 aces0 4o modo de consideragio transcendental; posite 0 retomo 8 wconscifncin, Verts nela como € que os objects se sien sven, com 9 elano eased tal, caminharse para 0 centro do seu pensamento, 0 pro~ Blea da conssisigio dos objectos ha conscience, 0), Aspens enone 20 Arqio sb a indigo xEs (2) nea aleea que Huse tava 20 com mall, 4 conhecimeat ne fol pars te degrade ispording ment Staged aos ctor s6Pas dei sa como Hassel também diz, ot dsslugdo do ser na cons coe ‘Nes Cinco Ligdes,exprimiu Huser! pela primeira en ae ene han dm Todo seu pensomene aloor, Nels ofc: una cre ‘epost de reba foromenoligics como idea Fe ty ensayo dot aed consis Tees nme dt de ros nom an Aa sea de tos, mas hanalas Pols de ed [induags Av 2s) no ene, «ene se ee igh mula rnd Em Tos, pote flava sore de um princi tater tial po ay ns Com Ey « ta ede ols ss et ik eee ton 6 eset problema de cnt As lees Gndaneta a Cinco Lites no ma ebandonaram Husserl, como nos mostram os mans ed cine 0 ua getomes menconar ot ‘os mais it tantes € oe imediata Caer com as ligdes. Se iecoye Sacre de igs os anna. Oo soem gla, i de 109 — slice a ce tn wld (E117) © Hide 4 Srna, gio ts (B43); Bo Se eed foomerligice, de 1912 (B 1 39); por fy do deg, pre 3 de 1909 — re idee foomenolgicos acleaon — (F131). Nim dene reanusrtas (Setembro de 1907, Bw 1), expec ‘foe Huser 0 squint accede s4a nova posi, em (od om as tnverigages Loge ts neg Lgl fem paso fms or clogs Sve ene foe ns teria © Te ee heii). Ingo, pri, dint ole ve Seo, ac ete om fol em vie dsfnomenclag tamil gene nae este haa ee Sr Pod nie In AS vir oo 2 ee uri es meme ds objectidades da naturez. eee el i ge in tia, pda‘ Cienee €p e fee Seem wai ta we rl ne Sg Se ism hemo spi fa pn gonmciia cme dourina aptideien de i Gee peer eae ae rica de qualgerexpie (cose, mudang, et, ae oe 4 Eat mena amo on ‘constituinte €, portanto, mo lhe perience sequer ia seat (a «Se eo: inerene gavin, tenet, we sedge se eon Te oo tn prone pene tpn me er fie oon Reckgs eaeieel agen eT ae ‘ee me ia mente pon as denne, Jens Sl se 9) ie pte ee Sn eS poe free ims Cefn nen ape Fat ee as onan oe ee eee ie a nin tae ake my itr fla t vif eee feel ete ‘= 3 losofia transcendental). (Citado segundo o manuscrito - sal B 1 x, olka 25 ¢ weguite) ae Visto gue ee mans, tl cme as Cinco TiS ei dee, aver pus congo oomap isl ab ton’ at Wee parr omma Yencmenologa rr et “As Cinco LigBes foram promuncadas ome ied dat Ligh sobre a Coit, ma li He gree fre $e ve veae de verde de 1907. A Licto sobre 2 Coit ee ee rages pip a Fene~ olga € Fuge tote it ota da sa, 8 Te ee ae eh in we lea te i onde ave Hh soe Be er de wna fora le et i de exile (5 24) PU Co ie imma ns neo Lasts & de dae Fra ede epic fant nde cost, pine, 8 ee dee san me eat ie froma eg por esi dizer cone ie de tal ive cs Senin do co. as, wo enka, perce se, ad sobre = C25, pa Fase 4 reerggo n 6aei908 (8% 5 2b Lam sep een er Bie meeps, como ox espera, A ta min demas rons © 38 pion ‘er spre Togo & primeira tentative. x consiutva, «Tigo so ter aprendide © eximul para publican 0 presente texto coo volume sep te Sis anges pot So Prk. sis ae OLR. Medeor do Arquivo Fuse aoe ape ccpreso © men apradecimento pelo Su apt © eM ccs. Deve taken mith soit oS wet ts Kajans (Bde), 2 De® L- Galber€ 8 ria mulher, bem como ao Prof. Dr S. State. Wasven Brace Lovaina, Setembro de 1947 s | PARA A SEGUNDA EDIGAO ‘A segunda edido aparece, no essencial, xem modifi cosies 1 ant Completa com vn. indice oo ‘wisico: Blminaramese alguns eres sipogrficos molest. Est pevse publcar num volume wlan de Huset- Fama anos monarits, que cariigue a evluso desde ve Tnverdgagdes Légieas aif 25 Ideas, Exes texte ind renal inde mais caramente a posidochave das ‘Cinco Lies "Expres agai 0 me agradeinento pilico 20 Clr~ eile de Bsdes do Norte-Wesfliz, que potrocinow enerosemente os trabahos do Arquivo Huse! na Uni Tersidade de Coléna Warren Brew Coldnia, Fevereiro de 1958 ” on A EIA DA FENOMENOLOGIA (Cinco Lisées) & | ENCADEAMENTO DAS IDELAS DAS LIGOES. © pensamento notral, da vida e da ciéncia, des~ preocupado quanto i dificuldades_da_possibilidade do_conhesiment© — 0 et “fesse, definido pel poi perante or problemas da posbilidade do ‘As perplexidades em que se cnseda a reflexio sobre posibilidade de um conhecimento atinente 3s propras coisas; como pode 0 conbecimento exit certo da sua consonneia com as coisas que existem fm ai de as etingin? Qual a preocupasto das coi- {as em si pelos movimentos do nosso pensamento ¢ peas lis lgicas que os regem? Sto elas Ieis do nosso Densar, leis prcol6gicas — Biologismo: as les pak olbgicas como leis de adaptagdo. ‘Contrz-senso: 20 reflectir-se naturalmente sobre © conhecimento 20 ordenéelo, justamente com @ Sos efeeroario, no sistema do pensamento tat-ral das céncas, case logo em teorias atractivas que, fo entamto’ terminam sempre na _contradigio ou ho contra-senso.—Tendéncia para’ 0 cepticimo decarado. ; ff I Pode ji chamar-se teoria do conhecimento & ten- tativa de tomada de posicio cientifica perante «stes problemas, Em todo ‘0 cao, « idcia de teoria do conhecimento surge como 2 de uma ciéncia que resolve as dificaldsdes aqui em discusio ¢ nos fore rece ara intleogfo kia, cars, por conseguinte, auto-concordante, da esséncia do ‘Snhcimento © da possbilidade da sua efectuagdo. — conhecimenco-& peste sentido, bihdade d ‘© método ¢ critica do conhecimento € 0 feno- amenolégicos 4 fenomenologi ¢ + doutrina universal as essEncias, em que se integra a ciéncia da esséncia do. cmbedmenn. : “Que mito. € one? Se 0 conecmento em Geral x poe em questio quanto a0 sew sentido e 3 Son ralneio, como pods exabelecerse uina ciéa> "Ga do conhecimento? Que método pode ela levar JA. PRIMEIRO GRAU DA CONSIDERAGKO TENOMENOLOGICA 2) Num primeiro momento, davida-se de se ‘uma tal ciéncia € em geral possvel, Se pde em ques- tho todo 0 conhecimento, como pode ela encetar-se, 4 que cade conhecimento escolhido como ponto de parida & enquanto conhecimento, posto em questo? ‘Nocentanto, esta éuma dificuldade meramente apa rente. O conbecimento nio se nga nem se declara em todo 0 sentido como algo de dovideso pelo facto de se spr em question. Questionamn-se certs realiza~ 46s que Ihe S20 atrbuldas, mas fica ainda em aberto se a5 difculdades concemem a todos 0s, tipos por siveis de conhecimento, Em todo 0 caso, s¢ a teoria do conhecimento quiser concentrarse na posibili- ee ane de cies Soe sky er en le aebbties «dee gu meg oe a eS oe Sy ee posh oe Se ie heat alt ee ae caters pe = Dio content yo aden eget Pa ke re ee cece ok es cin ee Pe “eae meen, ene ee Sa Sipe Be ae cfs Tew os akc ca ol te tings wns 05 me um ponto de praia a mein pn de a ee ee “ioc Si eas ae “anotomide «po neat ee Perea oe canon 2 propensio pata o ceptcisme Pesce ols chen 0 (stpalhe Sep cong rine oa “intuitivo da cogitatio € imanente, © ‘conheci- se pi eS se ing See tee cca rene cn eo cde 2 s} Ni Soi be, ie» i es pw tendénca, a questio: como pode 0 conhecimento F nis de meno, come pode ele atingir um ser jue no se encontta no mbito da consciéncia? ES Aiea ca ne ‘onernent ino d nga 3) icalmente, tendese a —e considerse como algo evidente — intexpretar a imanéncia como smanéuca inclu (rele) e, claro, em sentido. psc coldgico, como inanénda real (reale): na vivencka cognoscitva, como realidade efeetiva que & ou nna conseiéncia do eu, a que pertence 2 vivéncia, gronmese onbin o beso de conhecimento. evo‘ auto de conhecimento post encotat ¢ stingir o seu objeeto — cis algo que se considera evi- Gente, © imanente, diré agui © principiante, estd fem mim; o transcendent, fora de mit. [r_Nama considera mai tena, porém, di / gue-se entre imanéncia indusa-t imanéacie na soi do [se man ge ein evn, a gee ta ae, waked ders po Je i mesmon, porque aqui 0 que é intentado esti também stand de mod comple e inesrrmente adequado, Antes de mais, nfo entra ainda no campo Yisual outro dado em si memo além da do ima- nent incloso. ') Por sso, de comego, nfo se disingue. O pri- ing dean 6 poo te ingre- lente ov, © que aqui significa © mesmo, 0 adequa- damente dado em si mesmo é inguestionive, ease me € permitido utilizar. © tanscendente (0 nfo fnciasamente imanente) nfo me & licito utlizé-lo, por iso, tenho de lear «cabo ua reduc fonomenolS (ics, una excusto de todas as poses transcendent. ‘Porqué? Para mim é obscura como pode o conhe- mento atingit 0 transeendente, 0 20 autodado, mas 0 «ranvintentados; | pelo gue certamente /6] Retham dos conhecimentos ¢ ciéncas transcenden- tes me pode irom isd clan) 10 3 hl SS quero & daridade, quero compreender « posit Su Yee apremder, sto 6 s¢ examino © $0 St~ Ja “ero ter dante dos meus olbos 2 eséncs. da poiblidade de wl apreender, quero tansformé-lo Tritivamente em dado, O ver nfo pode demont sramtes o cago. que quer somatic vidente nfo. 0 ares Octane demonstrates aetias;2 o- Serres fsiclogicas das cores nfo proporcionam Ps oma canidade intuitiva do sensido da cor, tal seta tem quem ve. Se, pois, como indubitivel Come en visade deste exame, 2 citica do conhect- oer e uma citncia que quer continuamente, 16 € yarn todas as plies © formas de conberimento, Pare “Garidade, entio no pode wilizar nenkume Bata’ ratwal;ni0 pode religarse aos seus resol- Sere nem Bs suas assergBes sobre o ser estes Pe Bpecem para ela em questo. Todas as, céncias To para cb apenas fendmenos de nia, Toda 2 vine MGakao signibea tna yecdBaog errénca, Esty POF sea fumo, ocorre por um erréneo deslocamento do problems a so, ins en io: ease 3 redo dentfico-nataral(psicaldgica) do conbeci- ot len sacs do conie= Bien qoaato. 28 possbiidades essencns da soa etuagio. Portanto, para evitar este deslocamento ceeemGr consantemente no pensamento 0 sentido Gr pengunta por aquela possblidade, precise da rea Jnomeoiges ‘be ela: a todo o transcendente (que nfo me & dado imanentemente) deve atbuir-se 0 indice 2er0, serge gua existincia, a soa validade nio deve ‘as letras minis ese Darras remem pa nos eet no fim do volume hf pr-se como fs, mas, quando muito, como fendimenos BCHIOL Eine pended dor te tla wee das 36 enguanto fenémenos, portanto, nio como siseemas de verdades vigentes que possam para mim se empregues tl de premises ou at de hips teses, como ponto de partida; por ex., toda a psico- logy tala» clas ds nates, Ennetanto, © sgenuino sentido do prindpio & a exortagio constante 4 permanecer junto das coisas (bei den Sachen) que ‘Gi, na critica do conhecimento, estio em questio, ‘ca no misturar os problemas aqui presentes com cts completamente diversos. A elucidagio das possbilidades do conhecimento nfo se cncontra na fenda da cigncia abjeciva. / Fazer do conhecimento tum dado evidente em si mesmo e querer af intuir a esincla da efectuacio nao significa dedurir, indu- 2 lel, te, nfo sii infertnovas cos com findamento a partir de coisas jf dadas ou que valem como dadss , : B, SEGUNDO GRAU DA CONSIDERACAO, FENOMENOLOGICA Para Jevar a um gran mais elevado de catidade a ceséncin da investigagio fenomenolégica ¢ dos seus problemas, requer-se agora um novo esta de con Maes 1) Antes de mais, jé a cogitato cartesiana neces sita_da_redugio fenomsenolégica, O fendmeno Psi- coldgico na apercepgio ¢ na objectivacio pricologi- cas nfo é realmente um dado absoluto, mas s6 0 & 0 feimene puro, o fendmeno reduzido, O eu que vive, este objecto, o homem no tempo mundano, ta coisa entre as coisas, etc., nfo & nenhum dado absoluto; por conseguint, também o no & a vivén- cia enguanto sua vivéncia. Abadonamos definitive ‘mente oslo de priclogia, inclusive dapscologa desritva es ‘Assim se reduz igualmente a pergunta que, original Asin 1 SNe fc ecomo. pos © wre omem, atmgir mas minhas vivéncias um set Se fora de mim?’ — Em ver desta pergunta, de or ge ambigua e —em vide dasa cage Ea aime complexa e moldficetada, surge agora Scud Jindamental pure: “Como pode 0 fens Indu. pio do conhsemento angi io gs, he sr Fnanente, como pode o conecimento (abso pa mente dado’em si mesmo) atingir algo que m0 | eer am si absolutamente? E como pode compre=|- fenderse este atingit? ‘Ko mmesmo tempo, reduz-se 0 conceito da ima angi else; jf no sgnifica conjuntamente 2 ima- ‘néneia real, a imanéncia na consciéncia do homem e ‘no fenémeno psiquico real. fensnune Poros fendmens inctvos, parcel) que tamblin jf temos uma fenomenologia, uh. iéncia destes fenémenos. is logo gue» czeamos, otnes we Se cantina, | o campo dos fendmens_ absolut (8) cae reados estes na sua singularidade — no parece Grekhucr capazmente as nosis intengGes. Que € que ipregder singlares ot devem subminista, pot weeteancie gu a. top putin ps aaa areas se darem? Parece desde logo evidente ra opus nests intugOes, # podem empresa SEE Speraes Logics, compara, ditingeir, subsa- Sr crn comecitos, predcar, se bem que por detés Fe eado igo, como’ depois se torna patente, estejam novas objectividades. Mas admitir tudo isso como ifdente e nfo mas relectir, Eno ver como importa paler bor ap vernon ‘a role pe qu mea ‘an coma, porém, parce ainda vita ajadar-nos: «a abstracgdo ideativa, Fornece-nos universs rs figivels, copécies, essincias, e parece asim que ae avra salvadora: buscamos cefectivamente *