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VELOCIDADE DE OXIDAÇÃO DO AZUL DE METILENO

GASPAR F1, MOTTA G1, PASUCH G1 e SATURNINO A1


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Universidade do Vale do Itajaí, Escola do Mar, Ciência e Tecnologia.
Cinética de Reatores Químicos
E-mail para contato: univali.br

RESUMO – O relatório apresenta pontos importantes da prática realizada no


laboratório. Nesta prática determinamos as velocidades iniciais, média e instantânea da
reação de oxidação do azul de metileno por hipoclorito de sódio, e também a ordem da
reação em relação ao reagente azul de metileno. As soluções da curva padrão foram
medidas no espectrofotômetro no comprimento de onda de 669 nm. Para a curva padrão,
plotamos os valores de absorbância em função da concentração de azul de metileno. De
5 em 5 minutos até o tempo de 40 minutos, retiramos alíquotas da solução de análise,
das quais medimos a absorbância no espectrofotômetro e posteriormente determinamos
a concentração do azul de metileno restante na solução. Os valores de absorbância foram
convertidos em concentração de azul de metileno, com isso, plotamos um gráfico da
concentração em função do tempo. A velocidade inicial, média e instantânea da reação
de oxidação do azul de metileno por hipoclorito de sódio são (........), respectivamente. A
reação em relação ao reagente azul de metileno é de segunda ordem. O relatório
apresenta toda fundamentação teórica para um melhor entendimento, bem como os
resultados obtidos da prática.

1. INTRODUÇÃO
O desenvolvimento da atividade industrial resultou em uma série de produtos de primeira
necessidade que fizeram essencial o seu papel na sociedade atual. Dentre os processos
industriais está a indústria têxtil e seus métodos de tingimento utilizando uma variedade de
corantes. (MITTER, 2018)

A utilização de corantes é milenar, desde os primórdios das civilizações. Por menor que
seja a quantidade, pode causar drásticas mudanças de coloração nas águas. Com a extensiva
utilização de corantes reativos pelas indústrias têxteis, ocorre contaminação de grande número
de efluentes durante os processos de tingimento. A remoção desses corantes é um dos maiores
problemas enfrentados pela indústria atualmente, já que estes impedem a passagem da radiação
solar afetando os seres vivos que habitam estes ecossistemas aquáticos. (MITTER, 2018)

Do ponto de vista toxicológico, devido à sua alta solubilidade em água, os corantes têxteis
podem ser absorvidos por vários organismos. Assim como reagem com fibras naturais podem
reagir com proteínas e a celulose nos vegetais, além de promoverem alterações na atividade
fotossintética destes nos sistemas aquáticos. (MITTER, 2018)
O corante azul de metileno é uma espécie orgânica, cujas propriedades eletroquímicas
são bem conhecidas em solução aquosa, sendo largamente utilizado como indicador redox.
(UFRS, 2016)

Atualmente existem muitos estudos envolvendo o azul de metileno, entre 2016 e 2018
podemos encontrar aproximadamente 2100 artigos. Dentre esses artigos, podemos citar um
muito interessante com o tema “REMOÇÃO DE CORANTE AZUL DE METILENO
UTILIZANDO BACILLUS SUBTILIS IMOBILIZADO EM REATOR BATELADA E
COLUNA”. Como o azul de metileno é amplamente utilizado em várias indústrias, como têxtil,
couro, etc., ele foi selecionado como corante modelo para o estudo deste artigo. O Bacillus
subtilis foi imobilizado em esferas de alginato de cálcio e usado em reatores contínuos e em
batelada para remoção de azul de metileno. O tratamento adequado de águas residuais para
remover o corante de um ambiente benigno e econômico é essencial para o mundo livre de
poluição. (GANTA et al., 2016)

O relatório tem como objetivo estabelecer as velocidades inicial, média e instantânea da


reação de oxidação do azul de metileno por hipoclorito de sódio. Além disso, definir a ordem
de reação em relação ao reagente azul de metileno.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 O Processo de Absorção

A lei de absorção, também conhecida como lei de Beer-Lambert ou somente como lei
de Beer, nos diz quantitativamente como a grandeza da atenuação depende da concentração das
moléculas absorventes e da extensão do caminho sobre o qual ocorre a absorção. À medida que
a luz atravessa um meio contendo um analito que absorve, um decréscimo de intensidade ocorre
na proporção que o analito é excitado. Para uma solução do analito de determinada
concentração, quanto mais longo for o comprimento do caminho do meio através do qual a luz
passa (caminho óptico), mais centros absorventes estarão no caminho, e maior será a atenuação.
Também, para um dado caminho óptico, quanto maior for a concentração de absorventes, mais
forte será a atenuação. (SKOOG, 2008)
A Figura 1 mostra a atenuação de um feixe paralelo de radiação monocromática quando
este passa por uma solução absorvente de espessura de b cm e de concentração igual C a mols
por litro.

(Figura 1: Atenuação de um feixe de radiação por uma solução absorvente)


Em virtude das interações entre os fótons e as partículas absorventes, a potência radiante
do feixe decresce de Po a P. A transmitância T da solução é a fração da radiação incidente
transmitida pela solução, como mostrado na Equação 1. A transmitância é frequentemente
expressa como uma porcentagem denominada porcentagem de transmitância.

𝑇 = 𝑃/𝑃𝑜 (1)

2.2 Absorbância

A absorbância A de uma solução está relacionada com a transmitância de forma


logarítmica, como mostrado na Equação 2. Observe que quando a absorbância de uma solução
aumenta, a transmitância diminui. As escalas nos instrumentos antigos eram lineares em
transmitância; os instrumentos modernos apresentam escalas lineares de absorbância ou um
computador que calcula a absorbância a partir das quantidades medidas. (SKOOG, 2008)

𝑃𝑜
𝐴 = − 𝑙𝑜𝑔 𝑇 = 𝑙𝑜𝑔 ( 𝑃 ) (2)

2.3 Medida da Transmitância e da Absorbância

Ordinariamente, a transmitância e a absorbância, como definidas nas Equações 1 e 2 e


descritas pela Figura 5, não podem ser medidas como mostrado, considerando-se que a solução
a ser estudada deva estar contida em algum tipo de recipiente (células ou cubetas). Perdas por
reflexão ou espalhamento podem ocorrer nas paredes das células, como pode ser observado na
Figura 2. Essas perdas podem ser substanciais. Por exemplo, cerca de 8,5% de um feixe de luz
amarela é perdido por reflexão quando este passa por uma célula de vidro. A luz pode também
ser espalhada em todas as direções a partir da superfície de moléculas grandes ou de partículas
(como poeira) presentes no solvente, e esse espalhamento pode causar uma atenuação adicional
do feixe quando este passa através da solução. (SKOOG, 2008)

(Figura 2: Perdas por reflexão e espalhamento com uma solução contida em uma célula de vidro típica)

Para compensar para esses efeitos, a potência do feixe, transmitida através de uma célula
com a solução do analito, é comparada com a potência que atravessa uma célula idêntica
contendo somente o solvente ou o branco dos reagentes. Uma absorbância experimental que se
aproxima muito da absorbância verdadeira da solução é assim obtida; isto é expresso pela
equação 3:

Po Psolvente
A = log ( P ) ≅ log( Psolução ) (3)

Os termos Po e P vão daqui para a frente se referir à potência de um feixe que tenha
passado por uma célula contendo o branco (solvente) e o analito, respectivamente. De acordo
com a lei de Beer, a absorbância é diretamente proporcional à concentração de uma espécie
absorvente c e ao caminho óptico b do meio absorvente, como expresso pela Equação 4.
𝑃𝑜
𝐴 = 𝑙𝑜𝑔( 𝑃 ) = 𝑎𝑏𝑐 (4)

Aqui, a é a constante de proporcionalidade denominada absortividade. Uma vez que a


absorbância é uma grandeza adimensional (sem unidade), a absortividade deve ter unidades que
cancelam as unidades de b e c. Se, por exemplo, c tiver unidades de g L-1 e b, as unidades de
cm, a absortividade terá as unidades de L g-1 cm-1. Quando expressamos a concentração na
Equação 4 em mols por litro e b em centímetros, a constante de proporcionalidade é chamada
absortividade molar, à qual é dado o símbolo especial, ε. Assim como mostra a equação 5.

𝐴 = 𝜀𝑏𝑐 (5)

ε possui as unidades de L mol-1 cm-1.

3. MATERIAIS E MÉTODOLOGIA

Para realização do experimento, foi necessária a utilização das seguintes soluções e


materiais de laboratório:

 Solução de azul de metileno 0,700 g.L-1 (AM tetra hidratado = 373,92 g.mol-1)
 Solução de NaClO 33%;
 Béqueres de 50 mL;
 Pipetas;
 Espectrofotômetro (λ = 669 nm);
 Cubeta de quartzo de 1 cm;
 Cronômetro.

3.1 Preparação do branco

Misturar 5 mL da solução de NaClO com 15 mL de água destilada. Em seguida


retirar uma alíquota e colocá-la na cubetas para zerar o espectrofotômetro e dar
sequência com as leituras da curva padrão e da amostra.
3.2 Preparo da curva padrão

Para preparar as soluções deverão ser adicionados 20 mL de água destilada em


4 béqueres. No primeiro béquer serão colocadas 4 gotas de azul de metileno, no segundo
béquer 3 gotas, no terceiro 2 gotas e no último 1 gota. Todas as soluções serão medidas
no espectrofotômetro no comprimento de onda 669 nm, registrando os valores gerados
de absorbância. Observação: Considerar nos cálculos o volume aproximado de uma gota
como 0,050 mL.

3.3 Preparo da solução e análise

Em um béquer, serão adicionadas 10 mL de uma solução de hipoclorito de sódio


e 30 mL de água destilada. Nesta solução também serão adicionadas 6 gotas de solução
de azul de metileno 0,700 g.L-1, iniciando-se a contagem fazendo uso do cronômetro.
A cada 5 minutos será retirada uma alíquota da solução, medindo sua absorbância no
espectrofotômetro para determinação da concentração do azul de metileno restante na
solução. Deverão ser feitas ao menos 8 testes de absorbância com esta solução. Este
procedimento deverá ser repetido utilizando-se 12 gotas de azul de metileno.

4. RESULTADOS

5. CONCLUSÃO

6. REFERÊNCIAS

SKOOG, Douglas et al. Fundamentos de Química Analítica. 8. ed. São Paulo:


Cengage Learning, 2008. 1124 p.

MITTER, E – Corantes da Indústria Têxtil: Impactos e Soluções. Disponível em: <


http://www.rc.unesp.br/biosferas/Art0020.html >. Acesso em: 23 abr. 2018.

UFRS – Utilização do corante azul de metileno imobilizado na casca de pinhão para


a determinação de ácido ascórbico. Disponível em: <
http://sec.sbq.org.br/cdrom/29ra/resumos/T0460-1.pdf>. Acesso em: 22 abr. 2018.

GANTA U.; SUSMITA D.; JITAMANYU C.; PINAKI B. Remoção de corante azul
de metileno utilizando bacillus subtilis imobilizado em reator. Materials Today
Proceedings, Índia, Vol. 3, ed. 10, parte A, p 3467-3472, outubro 2016.