Você está na página 1de 14
Universidade Federal de Pernambuco Departamento de Engenharia Elétrica – DEE Transmissão de Energia Elétrica Prof:

Universidade Federal de Pernambuco

Departamento de Engenharia Elétrica DEE Transmissão de Energia Elétrica Prof: José Mauricio de Barros Bezerra

2ª Lista de Exercícios

Aluno:

Larissa Maria Figueirôa Bacelar

Data: 23/11/2017

1. Qual o gradiente crítico visual da linha de 500 kV descrita no Exercício 23 do Capí- tulo 7, admitindo que tenha trechos com a altitude de 900 metros sobre o nível do mar (m.s.n.m) e trechos com 400 metros sobre o nível do mar, com temperaturas médias de

25 o C.

   0,54187  E  18,11  m    1 
0,54187
E
 18,11
m
 
1
kV cm
CRV
r
eq
0,386
=
273 +
900 + 400
ℎ =
= 650
2

= 0,386(760 − 0,086ℎ) 273 +

= 0,386(760 − 0,086 650) 273 + 25

= 0,912

Pela tabela temos que r = 0,248cm, cabo de alumínio m = 0,6

= 18,11 0,6 0,912 (1 +

0,5418

0,912 ) = 21,20 /

√0,248

2. Para a linha de 345 kV do Exercício 8 do Capítulo 8 do livro do Fuchs “Transmissão de Energia Elétrica”, quando os índices de precipitação variam de 1 mm/h a 10 mm/h,. Considerar condutores usados (m=0,7).

a) Encontre os valores do gradiente médio superficial (vide página 511);

2

b) Determine as perdas sob chuva para os índices pluviométricos de 1 mm/h e 10 mm/h, considerando que a mesma se encontra a uma altitude média de 500 m.s.n.m., sob temperaturas médias de 25 o C e os condutores são usados (m=0,7). Obs.: para o cálculo do E CRV utilizar a seguinte equação:

E

CRV

18,11

m

  0,54187   kV cm   1  r   
 0,54187
kV cm
  1
r
 
eq

(1)

Onde: m = fator de superfície; = densidade do ar e r = raio do condutor.

Resposta:

= 0,386(760 − 0,086ℎ) 273 +

= 0,386(760 − 0,086 500) 273 + 25

= 0,93

= 18,11 0,7 0,93 (1 +

As perdas são dadas por:

= , onde K é dada por:

0,5418

0,93 ) = 17,68 /

√1,257

=

50 (. . ) 2

Como d = 40 cm e r = 1,2573

Logo,

= √1,2573 40 = 7,0917

= 1 + 0,3

= 1 +

0,3

√1,2573 = 1,2675

= 18√2 1,2573 + 4 = 45,943

= 0,02412 10 6

0,1072 10 7

= 1261,12

=

60

50 (2 1,2573 1,2675) 2 1261,12

45,943

7,0917

7,0917

1261,12

45,943

=

16,008

= = 0,63

25,4

=

19,872

=

25,4

= 0,8

=

15,47

3

3 No trecho de linha ilustrado na Figura 1, foram medidas, em escala, as seguintes
3 No trecho de linha ilustrado na Figura 1, foram medidas, em escala, as seguintes dis-
tâncias:
 234m;
a AB
h
 15,45m;
n
a 31m;
m
b 203m;
AB
 175m;
a BC
h
 25,30m;
n
b 95m;
m
c 276m;
BC
 476m;
a CD
h
 14,75m;
n
c 197m;
m
d 290m;
CD
 152m;
a DE
h
 8,20m;
n
d 152m;
m
e 0m.
DE
n
e 214m;
T
DC
V
V
DC
DE
T
0
T
T
=
T
0
EF
ED
V
T
h
EF
0
DE
T
V
= O
CB
ED
h
T
CD
CD
V
CB
T
V
0
O d
T
CD
0
T
T
0
0
D
O c
E
h
BC
T
0
C
O e
T
BA
V
BA
T
0
V
ac
T
0
BC
O b
T BC
h
AB
B
O
T
a
AB
V A0
T
0
m
n
a
b
n
b
m
n
m
n
n
c
c
d
d
e
A
a
a
a
a
a
BC
CD
AB
DE
EF

Figura 1

A componente horizontal da tração nos cabos na condição de flecha máxima, sem vento, é de 1020 kgf. Obter:

a)

Vãos médios;

= + 0

2

= +

234 + 0

=

234 + 175

= 117

2

=

2 2

=

2

2

= 204,5

175 + 476

= 325,5

= +

= + 2

 

476

+ 152

= 314

=

2

b) Vãos gravantes;

= 31

4

= = 203 − 95 = 108

= +

= 276 + 197 = 473

= + = 290 + 152 = 422

= 0 + = 0 + 214 = 214

c) Cargas verticais sobre as estruturas;

= = 0,7816 31 = 24,22

= = 0,7816 108 = 84,41

= = 0,7816 473 = 369,7

= = 0,7816 442 = 345,47

d) Trações nos cabos junto aos suportes.

Utiliza-se as equações = 0 + para os suportes superiores e = 0 + ( − ℎ), para os suportes inferiores, calculando, primeiramente os vãos e flechas equivalentes.

Estrutura A:

Vão equivalente:

= + 2ℎ 0

= 234 + 2 15,45 1020

234 0,7816

= 406,32

Flecha equivalente:

= ( ) 2

8 0

= 0,7816(406,32) 2 8 1020

= 15,81

Tração:

= 0 + ( − ℎ ) = 1020 + (15,81 − 15,45) 0,7816 = 1020,28

Estrutura B Tração no cabo do vão B-A:

= 0 + = 1020 + 15,81 0,7816 = 1032,35

Vão equivalente:

= + 2ℎ 0

Flecha equivalente:

= 234 + 2 25,3 1020

175 0,7816

= 552,34

5

Tração:

= ( ) 2

8 0

= 0,7816(552,34) 2 8 1020

= 29,22

= 0 + ( − ℎ ) = 1020 + (29,22 − 25,3) 0,7816 = 1023,07

Estrutura C Tração no cabo do vão B-C:

= 0 + = 1020 + 29,22 0,7816 = 1042,82

Vão equivalente:

= + 2ℎ 0

= 476 + 2 14,75 1020

476 0,7816

= 556,88

Flecha equivalente:

= ( ) 2

8 0

0,7816(556,88) 2

=

8 1020

= 29,7

Tração:

= 0 + ( − ℎ ) = 1020 + (29,7 − 14,75) 0,7816 = 1031,68

Estrutura D Tração no cabo do vão D-C:

= 0 + = 1020 + 29,7 0,7816 = 1043,21

Vão equivalente:

= + 2ℎ 0

Flecha equivalente:

= ( ) 2

8 0

=

152 + 2 8,3 1020

152

0,7816 = 292,8

= 0,7816(292,8) 2

8 1020

= 8,21

Tração:

= 0 + (

− ℎ ) = 1020 + (8,21 − 8,2) 0,7816 = 1024

= 0 + ( ) = 1020 + 8,21 0,7816 = 1026,4

4. Três suportes de uma linha, A, B e C, apresentam uma condição de arrancamento como a mostrada na Figura 2. Na condição de flecha máxima, a tração nos cabos é de 450 kgf e, na condição de flecha mínima, a tração é de 1.580 kgf. O cabo é o Oriole, cujo peso é de 0,7816 kgf/m. Foram obtidos graficamente:

6

C A V BA V BC T 0 T 0 V BC T V T
C
A
V
BA
V
BC
T
0 T
0
V
BC
T
V
T BA
BA
BC
B
Figura 2
 197m;
h
22,8m;
a AB
AB
 154m;
h
19,6m.
a BC
BC

a) Verificar/calcular as condições/forças de arrancamento e trações axiais nos ca- bos, nas duas condições;

b) Caso haja arrancamento, calcular o valor do peso adicional a ser colocado para compensar a condição.

Forças verticais

A força axial vertical transmitida individualmente pelos cabos à estrutura B é dada por:

= + , sendo e calculados a partir das equações abaixo:

Flecha Máxima:

=

=

0

2

=

2

0

197 0,7816

22,8 450

2

197

= 24,906

7

154 0,7816

19,6 450

=

2

= 27,816

Sendo assim, a estrutura deverá absorver, em cada ponto de fixação dos cabos, uma

154

= 2,91

força vertical, dirigida de cima para baixo, de 27,816 kgf.

Flecha Mínima:

=

197 0,7816

22,8 1580

2

197

= −105,875

=

154 0,7816

19,6 1580

2

154

= −140,907

á = −246,782

Forças axiais nos condutores

Para calculá-las é preciso calcular os vãos e flechas equivalentes, empregando as se-

guintes equações:

Flecha Máxima:

= + 2ℎ 0

e

= + 2ℎ 0

= 197 + 2 22,8 450

197

0,7816 = 330,26

= 154 + 2 19,6 450

154

0,7816 = 300,56

Flecha Mínima:

= 197 + 2 22,8 1580

197 0,7816

= 154 + 2 19,6 1580

154 0,7816

Flechas nos vãos equivalentes

Flecha Máxima:

= 664,91

= 668,56

8

= ( ) 2

8 0

0,7816(330,26) 2

=

8

450

= 23,6806

= ( ) 2

8 0

Flecha Mínima:

= ( ) 2

8 0

=

=

0,7816(300,56) 2

8 450

0,7816(664,91 ) 2

8 1580

= 19,613

= 27,337

= ( ) 2

8 0

Forças axiais nos cabos

Flecha Máxima:

0,7816(668,56) 2

=

8 1580

= 27,638

= 0 + ( − ℎ ) = 450 + (23,6806 −

22,8) 0,7816 = 450,688

= 0 + ( − ℎ ) = 450 + (19,613 − 19,6) 0,7816 = 450,01

Flecha Mínima:

= 0 + ( − ℎ ) = 1580 + (27,337 − 22,8) 0,7816 = 1583,54

= 0 + ( − ℎ ) = 1580 + (27,638 − 19,6) 0,7816 = 1586,28

Portanto, observamos que nesse caso, apesar das forças de arrancamento serem con-

sideráveis, as forças axiais de tração aumentaram relativamente pouco.

5. Uma linha de transmissão de 138 kV deverá ser construída com cabos de alumínio com alma de aço (CAA), código Oriole, bitola 336 400 CM. Sua carga de ruptura é igual a 7735 kgf e seu peso 0,7816 kgf/m. Admitindo uma estrutura de fim de linha com um vão adjacente de 300m e uma estrutura intermediária com vãos vizinhos de 280 e 420m, calcular os esforços transversais que os condutores transmitem às estruturas devido à força do vento. Calcular, ainda, a flecha da catenária em repouso e sob ação do vento, sabendo que a tração é de To=1545 kgf, sem vento e T’o=2029,5 kgf com vento de 110 km/h, a uma mesma temperatura, no vão de 420m.

= 0,0045 2 = 0,0045(110) 2 . 0,5 = 27,225

= 0,01883

9

= . = 27,225 0,01883 = 0,5126 /

Como trata-se uma estrutura de fim de linha como uma estrutura de vão isolado, temos:

Flechas:

Sem vento:

= ( +

2

) = ( 280 + 420

2

) 0,5126 = 179,41

Com vento de 110 km/h:

= 8 0 2

= 0,7816(420) 2 8 1545

= 11,1549

= 8 0 2

Onde = 2 + 2 = (0,7816) 2 + (0,5126) 2 = 0,935 /

= 0,935(420)

8 2029,5

2

= 10,15

6.

Um corredor de linhas de transmissão apresenta a configuração ilustrada na Figura

3.

O fluxo de potência para atendimento a demanda ocorre proporcional a potência

natural (SIL) de cada linha de transmissão, conforme indicado, para uma demanda de 560 MW. Verifique que o circuito C1 teria a sua ampacidade comprometida, inviabili- zando o atendimento à demanda.

comprometida, inviabili- zando o atendimento à demanda. C 1 : Am pacidade = 200; SIL= 130
comprometida, inviabili- zando o atendimento à demanda. C 1 : Am pacidade = 200; SIL= 130

C

1

: Am pacidade = 200; SIL= 130

 
  235

235

Fluxos

325

325

C

2

: Am pacidade = 400; SIL= 180

Fluxos 325 C 2 : Am pacidade = 400; SIL= 180 Carga 560 Figura 3 a)
Carga 560
Carga
560

Figura 3

a) Considere que o circuito C2 foi submetido a uma recapacitação e passou a ter uma

potência natural de 300 MW; qual o novo fluxo de carga nas linhas? Estará havendo

superação das ampacidades?

1 = 1 1 + 2

130560

=

130 + 300 = 170

10

2 = 2 1 + 2

300560

=

130 + 300 = 390.7

Também não haverá superação da ampacidade no Circuito 2

b) Caso a potência natural do C 2 não tivesse sido aumentada identifique outras soluções

que poderiam ser implementadas de tal forma que a restrição de ampacidade possa ser

contornada.

O problema da ampacidade poderia ser contornado com:

Redimensionamento do vão;

Transformação de estrutura com falsa amarração;

Utilização da técnica do vão misto.

Entretanto, a melhor solução é a inserção de uma nova estrutura. Garantindo com

mais confiabilidade o não aparecimento de novos problemas.

7. Um cabo condutor de um vão de uma linha de transmissão se encontra danificado e precisa ser reposto em um desligamento da linha de transmissão, o qual precisa ter a menor duração possível a fim de evitar a interrupção no fornecimento da energia e/ou perda acentuada da confiabilidade do sistema.

Dados da linha e do condutor:

cabo de alumínio com alma de aço (CAA), código Oriole, bitola 336 400 CM, a carga de ruptura é igual a 7.735 kgf e seu peso 0,7816 kgf/m;

vão danificado: 430 m;

vãos adjacentes: 320 m e 280 m;

todos os vãos são inclinados (vide Figura 4).

11

11 Figura 4 a) Calcular o comprimento deste cabo para ser cortado previamente sob medida e

Figura 4

a) Calcular o comprimento deste cabo para ser cortado previamente sob medida e

com isso contribuir para a minimização do tempo de desligamento (observação: evitar

a colocação de duas emendas em um mesmo vão, como também que as emendas fiquem

a uma distância inferior a 10 m em relação aos grampos de suspenção).

Considerando a seguinte formula para o comprimento:

Onde:

= √ 2 + 2 . (1 +

2

1 2 )

12.

A- Distancia do vão;

B- Distância entre os topos das estruturas do vão danificado

C 1 = T 0 /P

Máxima tensão no cabo: = = 430 = 84.7°

40

T 0 máximo: 0 = . = 716.44

1 = 716.44/0.7816 = 916.6348

= √ 40 2 + 430 2 . (1 +

430 2

12.

916.6348 2 ) = 435.76

12

b) Descreva a seqüência da operação para execução dos serviços, quando do desli-

gamento.

1- Desatrelar o condutor, de preferência leva-lo ao chão;

2- Quando o condutor estiver no chão, fazer a emenda;

3- Antes de arriar o cabo, marcar o ponto de sustentação;

4- A partir do ponto marcado, dimensionar 10m para direita e 10m para esquerda

8. (2 pontos) Uma linha de transmissão de 500kV foi submetida a um aci- dente, resultando na queda de uma de suas estruturas, conforme ilus- trações contidas na Figura 5.

 

a)

Infira quais as causas que podem

a) Infira quais as causas que podem

ter levado a este acidente.

A

presumível causa do acidente indicado

na

Figura 5 foi a atuação de uma rajada de

vento maior do que a torre fora projetada para suportar.

b)

Analise a norma técnica e identi-

fique o que é prescrito para as condi- ções de vento máximo? Os principais aspectos relevantes para es- colha dos ventos de projeto são:

 

Dados meteorológicos devem ser obtidos próximos a LT;

Figura 5 Acidente em linha de transmissão.

Define-se um vento de referência como o “valor da rajada máxima de 2s”, medida a uma altura de10m em terrenos planos;

13

9. Em uma linha de transmissão, face a necessidade de desviar algum obstáculo (reserva

florestal, vilarejo, açude, etc), foi projetada uma estrutura de ângulo, conforme ilustra-

ção contida na Figura 7. Mostre que esta estrutura será submetida a um esforço imposto

pelos condutores (por fase e subcondutor), na bissetriz do ângulo , dado por:

F

A

2T sen

0

2

bissetriz do ângulo  , dado por: F A  2T sen 0  2 Figura

Figura 6 - Estrutura de ângulo em uma linha de transmissão

Considerando um dos quatro triângulos iguais, temos o comprimento da hipotenusa

igual a T o e o comprimento do cateto oposto ao ângulo α/2 igual a F a /2. Então, temos:

Portanto,

α

2 =

2

0

= 2 0 .

α

2

10. A partir da equação da parábola em desnível, representativa de um vão isolado inclinado,
10. A partir da equação da parábola
em desnível, representativa de
um vão isolado inclinado, con-
forme ilustrações contidas na Fi-
gura 7, mostre como obter a
Equação (2) que possibilita cal-
cular a tração dos condutores em
função de medições topográficas
no campo.
Figura 7 - Visualização de vãos inclinados

14

14 Onde: T   P x   a x  2  y 
14 Onde: T   P x   a x  2  y 

Onde:

T

P x

a x

2 y

x

h

a

para 0<x<a,

T- tensão de esticamento inicial do condutor em Kgf; P- peso do condutor em Kgf/m;

O FUCHS apresenta a seguinte equação:

Onde:

a Vão

b = h ( Desnível)

1 - T/P

Portanto,

=

2

1 − (

2

)

2 1

=

2 (⁄) ( 2 (⁄) )

2

=

2

2

− (

.

)

2

(⁄)

ℎ = ( 2 − .

2

)

2 ( −

) = ( − )

= ( − )

 

2(

)

= ( − )

 

2( − )

(2)