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CONTESTAÇÃO

Uma vez proposta a reclamação trabalhista, a mesma será


distribuída a uma das varas do trabalho da localidade onde foi protocolizada,
designando-se, após, uma data de audiência. Com a data marcada, a Secretaria
da vara expede NOTIFICAÇÃO a Reclamada, completando-se, assim, a relação
jurídica que até então só contava com o Reclamante - que intentou a reclamação
- e o juiz - que se tornou prevento com a distribuição da ação.

A Reclamada, então, é notificada a comparecer em audiência para


apresentar DEFESA e, ouvir as partes e testemunhas se assim achar necessário.
Destarte, o momento de apresentação de defesa no Processo do
Trabalho é A PRIMEIRA AUDIÊNCIA, ao contrário do que ocorre no Processo
Civil, no qual a parte, uma vez citada da ação, deve apresentar contestação no
prazo de 15 dias da juntada do Aviso de Recebimento(AR) aos autos.

Essa regra processual trabalhista se explica, mais uma vez, em


virtude do princípio da oralidade, uma vez que a CLT, em seu artigo 847, prevê
que: "Não havendo acordo, o reclamado terá vinte minutos para aduzir sua
defesa, após a leitura da reclamação...".

Portanto, no processo do trabalho, a apresentação de defesa, em


princípio, deveria ser feita de forma oral, em primeira audiência. No entanto,
como a técnica jurídica acabou consolidando a prática de atos escritos, assim
ficou também a defesa, devendo, pois, ser apresentada a defesa escrita, por
parte da reclamada, na primeira audiência.

Dispensando uma atenção maior aos dispositivos da CLT (arts. 767,


847, 848 e 799, §1º)que falam dessa parte do processo trabalhista, pode-se
notar que a o diploma utiliza sempre o termo defesa ao invés de contestação. A
utilização dessa nomenclatura é reflexo da origem administrativa da justiça do
trabalho e acabou se consolidando nos dispositivos legais, em nada afetando a
prática.

1 - TIPOS DE DEFESA

O Código de Processo Civil, em seu artigo 297, dispõe que são


respostas do réu a CONTESTAÇÃO, a RECONVENÇÃO e as EXCEÇÕES. A
contestação e as exceções são, realmente, respostas do réu, mas a reconvenção,
embora seja considerada como meio de defesa, tem natureza de verdadeira
ação, uma vez que é proposta pelo réu em face do autor.

Não obstante, podemos apresentar um esquema de defesas que


podem ser apresentadas pela Reclamada:

- DEFESA INDIRETA DO PROCESSO:


discussão dos pressupostos de
desenvolvimento do processo (exceções ou
as preliminares do art. 301, CPC)
-DEFESA INDIRETA DO MÉRITO: são as
preliminares dentro do próprio mérito da
ação, como por exemplo, a prescrição (art.
269, CPC)
-DEFESA DE MÉRITO: neste tipo, o réu
pretende a análise dos fatos e do direito e a
declaração de improcedência da ação.

1 . 1 - CONTESTAÇÃO

CONTESTAR é impugnar a pretensão do autor, é opor resistência a


pretensão declarada pelo Reclamante em sua petição inicial. A contestação é
uma defesa direta do mérito, na qual a reclamada deve alegar toda a matéria
com a qual pretende se defender, em atenção ao princípio da eventualidade, de
modo que, caso não seja acolhido um argumento apresentado pelo réu, o juiz
possa analisar outros.

A Reclamada deve apresentar contestação na primeira audiência,


argüindo todas as matérias de defesa possíveis e cabíveis na peça, expondo as
razões de fato e de direito (art. 300, CPC). A defesa deve vir acompanhada da
PROCURAÇÃO (do mesmo modo que a inicial, a contestação é a primeira
oportunidade do advogado da Reclamada falar nos autos e, por isso, deve se
juntar a procuração) e DO CONTRATO SOCIAL DA EMPRESA. Também, é na
contestação que a Reclamada deve juntar todos os documentos pertinentes a
fazer prova de suas alegações.

Caso a Reclamada deixe de contestar algum fato colocado em


petição inicial, este fato será presumido, pelo Juiz, como verdadeira já que não
foi expressamente impugnado (art.. 302, CPC) e, por esse, motivo, é importante
que a contestação impugne TODOS OS FATOS NARRADOS pelo Reclamante.

Caso a Reclamada não compareça na primeira audiência ou deixe de


apresentar contestação, será ela considerada revel e lhe será aplicada a pena de
confissão quanto a matéria de fato. Assim, se um Reclamante intenta
reclamação com pedido de horas extras, alegando que trabalhava das 07:00 às
19:00, sem intervalo para refeição e descanso e, se a Reclamada não contesta
tal pedido, não impugna os horários de trabalho ou mesmo não comparece em
audiência, será tida ela como revel e confessa, considerando o Juízo os horários
consignados pelo Reclamante em sua inicial.
No entanto, se a matéria a ser contestada é matéria de direito, o não
comparecimento da Reclamada ou a não impugnação do alegado não trarão
consigo a aplicação da pena de confissão, embora seja declarada, de qualquer
maneira a revelia. Um exemplo: o reclamante propõe reclamação trabalhista
pleiteando a aplicação da multa do artigo 477, §8º da CLT, afirmando que a
Reclamada atrasou o pagamento das verbas rescisórias e, junto com a inicial,
junto o Termo de Rescisão Contratual. A Reclamada não comparece em
audiência, mas o juiz, verificando o termo de rescisão, constata que o
pagamento se deu no prazo. Como se trata de mera aplicação de um dispositivo
legal, mesmo a revelia da reclamada não dá ensejo a procedência da ação, que
deverá ser declarada, pelo Juiz, totalmente improcedente.

1.1.1 - ENDEREÇAMENTO: a contestação será endereçada ao juízo


que ficou prevento com a distribuição. Então, o cabeçalho ficará da seguinte
maneira: Da mesma forma, o processo também já terá um número de
distribuição que também deverá ser indicado

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA __4ª__ VARA DO TRABALHO DE


_CAMPINAS____ - _SP_. (Exemplo)

(espaço de mais ou menos dez linhas)

Processo nº____________

Lembrete: Se, no problema da OAB, não for dado a Vara para


a qual a reclamação foi distribuída ou a cidade, NÃO COLOQUE. Deixe o
espaço indicativo. Da mesma maneira ocorre com o número do
processo. O que não foi dado no problema, não deve ser inventado pelo
aluno.

1.1.2 - QUALIFICAÇÃO: na contestação não há necessidade


de se qualificar as partes novamente, até porque, se a reclamada compareceu
em audiência e apresentou defesa é porque ela foi regularmente notificada. No
entanto, é costume que a Reclamada, em suas defesas, o façam novamente.

“B”, inscrita no CNPJ no, estabelecida no endereço completo com CEP, tendo
sido notificada da reclamação trabalhista movida por “A”, vem,
respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, por meio de seu advogado
que esta subscreve, conforme procuração e atos constitutivos da empresa ora
juntados, apresentar sua CONTESTAÇÃO pelos motivos de fato e de direito a
seguir aduzidos:

1.1.3 - AS DEFESAS: a contestação pode ser divida em,


basicamente, três partes: PRELIMINARES DE MÉRITO, PRELIMINARES DENTRO DO
MÉRITO E MÉRITO PROPRIAMENTE DITO.
PRELIMINARES DE MÉRITO: Preliminar é tudo aquilo que antecede alguma
coisa. As preliminares de mérito são OBSTÁCULOS DE CONHECIMENTO DO
MÉRITO DA AÇÃO, são matérias essencialmente processuais e, uma vez
ACOLHIDAS, não permitem ao Juiz a análise dos fatos e do direito, ou seja, não
permitem a análise do mérito da questão.

As preliminares de mérito que podem ser alegadas em contestação


estão elencadas no artigo 301 do CPC e, uma vez acolhidas pelo juiz, vão
EXTINGUIR O PROCESSO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO, nos termos do artigo 267
do CPC.

O efeito da extinção SEM julgamento de mérito é a possibilidade do


Reclamante propor nova reclamação, até porque, como são vícios processuais
alegados pela Reclamada, basta o reclamante sana-lo para intentar nova ação.

As preliminares de mérito são as seguintes:

A - Inexistência ou nulidade de citação: no processo do trabalho, a citação


inicial é chamada de NOTIFICAÇÃO e é feita, sempre, via postal. Essa notificação
pode ser entregue a qualquer pessoa, não havendo necessidade do
representante da empresa recebe-la. Assim, se o carteiro entrega uma
notificação ao porteiro da empresa, a mesma é considerada validamente
notificada, não importando se o porteiro entregou ou não a notificação à pessoa
competente. Assim, é difícil, no processo do trabalho, ocorrer a inexistência ou
nulidade da citação.

Nesses casos, se a Reclamada, de um modo ou de outro tomar


ciência da notificação, pode apresentar contestação com a preliminar de mérito.
Uma vez decretada a nulidade, a Reclamada será considerada notificada na data
em que tomar ciência da decisão que acatou a preliminar. (art. 214, §2º, CPC).

B - Inépcia da Inicial: a inépcia da inicial ocorre nos casos elencados pelo


artigo 295 da CPC, ou seja, quando lhe faltar pedido ou causa de pedir, da
narração dos fatos não decorrer a conclusão, quando contiver pedidos
juridicamente impossíveis ou ainda incompatíveis entre si.

Em todos esses casos, a petição inicial será inteligível,


incompreensível, impossibilitando a Reclamada de apresentar sua defesa de
forma completa e conveniente. Um exemplo disso é uma reclamação trabalhista
que pede equiparação salarial, mas não indica paradigma, ou ainda, aquela em
que o empregado faz o pedido "na forma acima", não podendo se distinguir
claramente o que ele deseja.

Nessas situações, o juiz, antes de declara a inépcia, mandará o


Reclamante emendar a inicial, sob pena de, em não o fazendo, acolher a
preliminar suscitada pela Reclamada.

C - Litispendência: ocorre a litispendência quando se repete uma ação que já


está em curso, com as mesmas partes, com o mesmo pedido e com o mesmo
objeto (art. 301, §3º, CPC). Nesse caso, a reclamação proposta por último deve
ser extinta sem julgamento de mérito.
D - Coisa Julgada: ocorre a coisa julgada quando é repetida ação que já foi
decidida por sentença transitada em julgado (art. 301, §3º, CPC e art. 836, CLT)

E - Conexão e Continência: a conexão se dá quando uma ação tem o mesmo


objeto ou mesma causa de pedir do que outra(art. 103, CPC). Já a continência
ocorre quando, entre duas ou mais ações haja identidade de partes e causa de
pedir, sendo que o objeto de uma abrange as demais (art. 104, CPC).

Nas hipóteses de conexão e continência não há extinção do processo


sem julgamento de mérito, mas sim prevenção do juízo que conheceu de um dos
casos em primeiro lugar, para onde devem ser remetidos os autos.

Exemplo de continência: reclamação trabalhista em tramite na 5ª


Vara do Trabalho de Campinas, na qual o Reclamante pretende equiparação
salarial e outra reclamação em trâmite na 8ª Vara do Trabalho de Campinas na
qual o mesmo reclamante pleiteia reflexos da equiparação. A equiparação
salarial per si abrange o pedido de reflexos, uma vez que estes são
conseqüências daquela. Assim, a reclamação em trâmite na 8ª VT deverá ser
remetida para a 5ª, por continência.

Por fim, só pode haver conexão ou continência se os processos


estiverem no mesmo momento processual: se um deles já tiver sido instruído ou
esteja aguardando sentença não mais será possível reuni-los.

F - Carência da ação: a carência da ação acontece quando falta uma de suas


condições: possibilidade jurídica do pedido, legitimidade de parte e interesse de
agir.

G - Incapacidade de parte, defeito na representação ou falta de


autorização: geralmente, quando há incapacidade de parte ou falta de
autorização, o processo só será extinto sem julgamento de mérito depois do juiz
ter concedido prazo para o saneamento do vício.

A capacidade processual no Processo do Trabalho se adquire com 18


anos (art. 792, CLT). Em se tratando de menores de 18 anos, as reclamações
trabalhistas devem ser feitas pelo representante legal do menor (pai, mãe, etc...)
e, na falta deste, pela Procuradoria do Trabalho. Já o defeito na representação
ocorre quando falta, nos autos, procuração ou contrato social. A falta de
autorização é a necessidade de consentimento do marido ou da outorga da
mulher para ajuizamento da ação, o que, porém, não é aplicável ao processo do
trabalho, nos termos do art. 10, CPC. A única hipótese de falta de autorização se
daria no caso de faltar ao preposto carta de preposição autorizando sua
representação da reclamada em audiência.
H - Considerações Finais: A INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA também deve ser
argüida em preliminar de contestação. Este tipo de incompetência se dá, por
exemplo, em razão da matéria, quando o autor interpõe reclamação trabalhista
perante o Juízo Cível, sendo que existe Vara do Trabalho na localidade. Assim, o
juízo comum é absolutamente incompetente para conhecer da reclamação,
devendo a incompetência ser argüida em preliminar de contestação.

Já as incompetências relativas e a suspeição devem ser argüidas em


EXCEÇÕES DE INCOMPETÊNCIA, em peça apartada da contestação, mas devem
ser entregues no mesmo dia que a defesa, ou seja, em primeira audiência.

Existem ainda outras preliminares elencadas no art. 301 do CPC, mas


que não temos interesse de discutir, uma vez que pouco ou nada utilizadas no
processo do trabalho.

DO MÉRITO DA CONTESTAÇÃO

PREJUDICIAIS DE MÉRITO: após as preliminares de mérito, que antecedem o


mérito, a Reclamada deve argüir, no próprio mérito da defesa, as chamadas
“prejudiciais” que, uma vez acolhidas pelo juiz resultarão em EXTINÇÃO DO
PROCESSO COM JULGAMENTO DE MÉRITO. A conseqüência da extinção com
julgamento do mérito é a coisa julgada material, ou seja, o reclamante não mais
pode entrar com nova ação nesse caso.

Note-se que muito embora constem do mérito, as prejudiciais


também impedem que o Juízo analise a pretensão colocada pelo Reclamante,
assim como as preliminares de mérito. No entanto, não há como se equiparar,
uma vez que as preliminares, como questões de ordem processual, são sempre
sanáveis, o que já não ocorre com as prejudiciais, que são questões de ordem
material, insanáveis e que, uma vez verificadas, tem o condão de pôr fim ao
processo definitivamente.

As questões prejudiciais estão inseridas dentro do próprio mérito e,


assim, quando se elabora uma contestação, com suas divisões, as preliminares
do mérito devem ficar da seguinte maneira:

EXEMPLO:

1 - PRELIMINARES DE MÉRITO

1.1 - Carência de ação


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2 - MÉRITO

2.1 - PRELIMINARES

2.1.1 - Prescrição

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2.2 - MÉRITO PROPRIAMENTE DITO

2.2.1 - Das Horas Extras

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As questõespreliminares do mérito são: prescrição, decadência,


compensação e retenção.

A - Prescrição: a prescrição é a perda do direito de ação, por ter não sido o


mesmo exercido dentro de um determinado período. A prescrição trabalhista
pode ser de dois tipos: total ou bienal e parcial ou qüinqüenal.

As prescrições bienal e qüinqüenal estão disciplinadas no artigo 7º,


inciso XXIX na Constituição Federal, não mais se utilizando o artigo 11 da CLT. De
regra, os trabalhadores urbanos e rurais têm dois anos para propor reclamação
trabalhista contados da data da cessação do contrato de trabalho, podendo
pleitear os direitos referentes aos últimos cinco anos deste contrato, contados
estes da data da propositura da ação.
Então, a partir da rescisão do contrato o empregado tem dois anos
para propor a ação trabalhista. Uma vez que ele tenha proposto a reclamação,
ele poderá pleitear os últimos cinco anos contadas da data da propositura.
B - Decadência: a decadência consiste na perda do próprio direito em razão de
este não ter sido exercitado no prazo legal. Um exemplo de decadência do
direito é o prazo para ajuizamento do inquérito para apuração de falta grave.
Uma vez ciente da falta praticada por empregado estável, o empregador tem 30
dias para propor inquérito, sob pena de, em não o fazendo, decair de seu direito.

Veja bem: a prescrição não é a perda do direito em si, mas somente


do direito de ação. Um empregado que sempre trabalhou em jornada
extraordinário jamais vai perder o direito de perceber horas extras. No entanto,
caso ele não proponha reclamação em dois anos da rescisão de seu contrato,
não mais vai poder provocar o Judiciário a declarar este seu direito. Já a
decadência é o direito em si: não proposto o inquérito no prazo, o empregador
tem seu direito de dispensar o empregado decaído.

C - Compensação: a compensação é uma forma indireta de extinção da


obrigação e pode ser alegada quando haja reciprocidade de dívidas, estas
dívidas sejam líquidas, certas, já vencidas e homogêneas. A compensação,
segundo o artigo 767 da CLT só pode ser argüida em sede de defesa.

Exemplo: reclamante A intenta reclamação pedindo a condenação da


Reclamada ao pagamento de adicional de insalubridade por todo o período
trabalhado. Reclamada, argui em contestação, a compensação da dívida, uma
vez que o reclamante recebeu, durante todo o contrato de trabalho, adicional de
periculosidade, que é adicional da mesma espécie.

D - Retenção: ocorre quando o devedor retém determinada coisa devida a


outrem, visando satisfazer seu crédito. São requisitos da retenção: o retentor
deve ser credor, deve deter a coisa de forma legítima, exista relação de
conexidade entre o crédito e a coisa retida e não existir nenhum impedimento
legal ou convencional para seu exercício.

Exemplo: empregador retém mala de ferramentas do empregado,


uma vez que este causou dano ao patrimônio da empresa ou, empregado retém
mostruário de produtos da empresa, uma vez que esta lhe deve salário do último
mês.

MÉRITO PROPRIAMENTE DITO: após suscitadas todas as preliminares, deve a


Reclamada impugnar o mérito da questão, não podendo se fazer uma defesa por
negativa geral (Ex: "a Reclamada impugna todos os fatos alegados em inicial,
pedindo a improcedência da ação"). No entanto, a Reclamada pode alegar:
a) negativa dos fatos narrados em inicial. Ex: o reclamante afirma
ter sido demitido e a Reclamada diz que não houve demissão
b)reconhecimento dos fatos alegados na inicial e suas
conseqüências, com a conseqüente extinção do processo com
julgamento de mérito, nos termos do art. 269, II, CPC. Ex: a
Reclamada admite não ter pago os salários do reclamante por falta
de caixa na empresa.
c)admissão dos fatos narrados na inicial, mas oposição as suas
conseqüências. Ex: reclamante pede pagamento de adicional de
transferência. Reclamada alega que não existiu transferência, pois
inexistiu mudança de domicílio do autor.

Assim, a Reclamada pode, no mérito, opor fato modificativo, extintivo


ou impeditivo do direito do autor.

CONCLUSÃO: Ao final, a Reclamada deve resumir sua pretensão, como extinção


com ou sem julgamento de mérito, improcedência da ação, .... Também deve a
parte fazer o protesto por provas que, embora, não seja necessário, a boa
técnica manda.

A conclusão da contestação ficará, então, da seguinte, forma:


(EXEMPLO)

CONCLUSÃO

Protesta a Reclamada provar o alegado por todos os meios de prova


admitidos em direito, especialmente depoimentos pessoais das partes, oitiva
de testemunhas, documentos e perícia, ou quaisquer outras que se fizerem
necessárias no decorrer da instrução processual

Por todo o exposto, pede e espera a Reclamada que se declare a extinção


do processo sem julgamento de mérito, por carência da ação, nos termos do
art. 267, VI do CPC. Não obstante, caso este MM. Juízo entenda por bem afastar
a preliminar suscitada, que declare extinto o processo com julgamento de
mérito no período anterior a 01.01.00, por incidência da prescrição, nos termos
do art. 269, IV do CPC e decrete a improcedência da presente reclamatória
quantos aos demais pedidos, por se esta medida de Direito e de Justiça!.

__________________________________
(local e data)

___________________________________
Assinatura do advogado e número da OAB

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